All language subtitles for The Bounty Hunter (Western 1954) Randolph Scott, Marie Windsor . Dolores Dorn

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian Download
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian Download
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian Download
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish Download
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

::: O CA�ADOR DE RECOMPENSAS :::

Naqueles tempos primitivos, quando a civiliza��o for�ava cada vez mais...

as suas fronteiras para Oeste...

existia por l� uma ra�a especial de homens...

que nem eram foras-da-lei nem homens que executavam a lei...

mas, no entanto, eram muito mais temidos do que que qualquer um deles.

Por um pr�mio em dinheiro...

eles ca�avam o criminoso procurado, vivo ou morto.

Eram arrogantes tanto como ju�zes como carrascos numa esp�cie...

de julgamento solit�rio sem direito a recurso.

Eles eram conhecidos como os "Ca�adores de Recompensas"

Ol�, Jim.

PROCURADO VIVO OU MORTO ROY BURCH.

ASSALTOU UMA DILIG�NCIA MATOU 2 HOMENS NO ASSALTO

500 D�LARES DE RECOMPENSA

Posso eliminar estes?

Ia agora mesmo riscar o nome de um de voc�s.

E eu tinha raz�o.

Quando ele viu que n�o podia vencer-me, tentou montar-me uma emboscada.

� isso que eles, geralmente, fazem, n�o �?

Quando um homem que j� tem duas mortes por conta dele...

nada tem muito a perder.

Presumo que n�o.

Acho que nunca ouvi dizer que voc� tenha trazido algum vivo.

Alguma vez lhes d�... uma hip�tese de fugir?

Se alguma vez encontrar um buraco de bala nas costas deles, avise-me.

Enquanto isso, vou precisar daqueles 500 d�lares que me deve.

Claro!

Ningu�m poder� dizer que os ganhou facilmente.

Alguns novos dignos de serem procurados?

Nada que lhe possa interessar.

A prop�sito...

h� um sujeito na cidade � sua procura.

N�o serei dif�cil de encontrar.

Presumo que deva ter bastantes inimigos.

J� algu�m lhe perguntou como � que...

voc� acabou por se tornar um ca�ador de recompensas?

J�.

- E, ent�o? - Estou a contar os motivos.

E faltam 10 d�lares.

Pensei que pudesse querer pagar o caix�o de pinho.

Pensou mal.

Voc� � o Jim Kipp?

N�o.

O meu nome � O'Hanlon.

Da Ag�ncia Pinkerton. Temos um servi�o para voc� fazer.

- Lamento. - N�o faz mal.

Quis dizer que lamento por ter perdido o seu tempo.

Eu, apenas, trabalho por conta pr�pria.

Mas, o velhote disse-me que ouve sempre uma proposta.

Estou a ouvir. Vamos, pode come�ar.

Sim, senhor.

Como sabe, a Pinkerton tem um contrato federal...

mas, neste caso, � uma coisa algo especial.

O Governo oferece 5000 d�lares pelo homem que procuramos...

e mais cinco mil pelo dinheiro que ele roubou.

Quem � que recebe os outros cinco?

O velhote est�-lhe a oferecer tudo a si.

Ele est� mudado.

Francamente, ele est� numa situa��o complicada.

Os nossos melhores operacionais n�o conseguiram fazer nada.

Apesar de termos a reputa��o de sermos a melhor...

ag�ncia de detectives do pa�s.

Para n�s, fazer jus � nossa reputa��o...

vale mais do que regatear qualquer pr�mio.

Ent�o, est� demasiado dif�cil para voc�s...

e querem descontar em cima de mim, n�o �?

N�o estou interessado.

Estes bandidos, assassinaram tr�s guardas do comboio...

e feriram v�rios civis inocentes.

Isto aconteceu h� cerca de...

Vai fazer um ano este m�s.

Muito bem, foi... mais ou menos por aqui.

Sete homens atacaram um comboio que trazia 100 mil d�lares em dinheiro.

Desde a fundi��o de moeda em Filad�lfia at� ao banco em Dodge City.

Explodiram o cofre e fugiram. Pouco tempo depois...

e num momento qualquer aqui nesta zona...

trocaram tiros com o grupo de persegui��o.

O grupo de persegui��o matou quatro dos bandidos...

mas, tr�s deles fugiram... com o dinheiro.

- Tem o n�mero de s�rie das notas? - Tenho.

Mas, nem sequer uma nota apareceu at� agora.

Seguimos todas as rotas de fuga conhecidas.

Investigamos todos aqueles que constavam de alguma forma dos nossos arquivos...

e o resultado obtido foi absolutamente nada.

Agora, n�s queremos resolver este caso,

mas, n�o nos podemos dar ao luxo de manter os nossos melhores homens nele durante mais tempo.

� a� que voc� entra.

Consegue descrever algum dos tr�s?

- Alguma cicatriz ou qualquer outra marca? - N�o.

Todos estavam a usar m�scaras, ningu�m conseguiu olhar bem para eles.

Tr�s homens que ningu�m viu fogem com...

100 mil d�lares que n�o gastaram, voc� n�o sabe como eles s�o...

nem onde eles est�o e, no entanto, voc� quer que eu os encontre.

E ao dinheiro.

Porque � que acha que eu terei mais sorte do pessoal da Pinkerton?

Bem, sabe o que dizem sobre si.

Era capaz de entregar a sua av�, no anivers�rio dela, se houvesse um pr�mio.

Pelo menos, eu sei como ela �.

E onde procur�-la.

Agora, aqui est� a �nica pista que posso dar-lhe neste caso.

Agora, neste trilho de foras-da-lei aqui, 3 homens, podem ter sido homens, passaram por aqui.

Isto foi h� cerca de seis semanas, depois da luta com o grupo de persegui��o.

Falamos com um comerciante l�, mas, n�o descobrimos nada.

E mesmo que fossem os homens que perseguimos, eles podem estar em qualquer s�tio, agora.

Na Calif�rnia, Canad�, M�xico ou at� mesmo na Am�rica do Sul.

Se eles estivessem fora do pa�s, livres para gastar o dinheiro...

alguma coisa j� teria surgido.

Isso deixa-nos muito territ�rio.

- Principalmente, se eles se separaram. - Talvez o tenham feito.

Mas, ainda assim, devem-se ter mantido em contacto uns com os outros.

Se eu conseguir encontrar um, encontrarei os outros.

- Se conseguir encontrar um. - Sim!

Irei come�ar onde os vossos homens pararam.

Ficarei contente quando o Kipp deixar a cidade.

Eu n�o diria isso.

Ol�, senhor.

J� tenho tudo pronto para si.

4,5 kg de farinha, 2,5 kg de a��car, 7 kg de feij�o e um peda�o de toucinho.

Como � que sabia que eu vinha?

Tenho estado a observ�-lo na �ltima hora, com a minha luneta.

N�o vinha ningu�m atr�s de si.

Ser�o 25 d�lares por tudo.

As coisas s�o muito caras por aqui.

H� muito deserto � sua volta, senhor.

E mais nenhum s�tio onde comprar.

Compreendo.

Ser�o mais 46 c�ntimos pelo cantil.

Ser�o mais 3 d�lares pela �gua.

Deve ter muitos clientes ricos por aqui.

- N�o lhes fa�o quaisquer perguntas. - E que tal responder a algumas?

- Como, por exemplo? - No ano passado, uma remessa...

de dinheiro do governo foi assaltada perto de Dodge City.

Seis semanas depois, 3 desses foras-da-lei estiveram aqui.

Quero saber qual era a apar�ncia deles.

Uns homens da Pinkerton tamb�m me perguntaram isso h� muito tempo.

Como lhes disse naquela altura, eu tenho m� mem�ria.

Pense bem.

Tenham calma. N�o est� a falar com ningu�m da Pinkerton.

Isso foi h� muito tempo. N�o consigo lembrar-me de todos...

os forasteiros ou vagabundos a quem vendo.

Ou�a, senhor! N�o gostamos de curiosos por aqui.

Ponha-se a andar. Siga o seu caminho.

Tenham calma. N�o estou interessado em voc�s.

Voc�s n�o valem nada.

Disparem!

Esta �gua � por conta da casa.

Vale os seis d�lares.

Quem � voc�?

J� n�o ir� precisar mais disto. Expirou.

Quero dizer que ele j� morreu.

O seu nome � Kipp?

A sua mem�ria j� est� a melhorar?

Talvez possa pensar melhor na pris�o.

Voc� n�o � agente da lei. N�o me pode prender.

N�o?

Talvez voc� tenha raz�o. A maioria deles tenta fugir.

- N�o me vai fazer isso. - Porque n�o?

Voc� n�o � melhor do que os bandidos a quem vende.

E naquilo que me diz respeito, esta regi�o ficaria muito melhor sem si.

Eu j� lhe disse aquilo que sabia. N�o vi os homens, estava escuro.

- Aqui n�o estava. - Eles n�o entraram aqui.

Mal desceram dos cavalos deles.

Pelo menos, um deles nem sequer desceu.

Depois de uma viagem t�o longa, eles n�o quiseram esticar as pernas?

- Exactamente. - Porque n�o?

- N�o sei. - Ele estava ferido?

� poss�vel. Come�aram a chamar por mim l� fora.

- Vinha algu�m a segui-los? - N�o apareceu ningu�m.

Eu n�o sabia que eles eram foras-da-lei. A �nica coisa que eu fiz foi vender.

9 latas de carne e... 3 cantis de �gua.

- Disse isso aos homens da Pinkerton? - Eles n�o me perguntaram.

9 latas de carne e 3 cantis de �gua.

O que � que isso lhes iria adiantar? N�o aguentariam mais do que...

3 dias com isso.

Bom dia.

Um d�lar por dia, 5 por semana, 20 por m�s.

H� alguma chave com isso?

Nunca viu ningu�m com uma perna deficiente antes?

- H� algum m�dico na cidade? - H�. O Dr. Spencer.

- Obrigado. - N�o me disse durante quanto tempo quer o quarto.

Dir-lhe-ei mais tarde.

JAMES COLLINS - DODGE CITY

- Dr. Spencer? - Sim, em que � que posso ajud�-lo?

Queria falar consigo. Soube que � o �nico m�dico na cidade.

- � verdade. - Mas, n�o ouve aqui outro m�dico o ano passado?

N�o.

Mas, estava a precisar de uma ajuda se est� a pensar em abrir um consult�rio.

N�o, eu n�o sou m�dico. Ando, apenas, � procura de algu�m que...

talvez voc� possa ter tratado.

- E como � que ele se chamava? - Ele pode n�o ter dado nenhum nome.

- Como � que poderei ajud�-lo, ent�o? - Quando passou por aqui, ele tinha um ferimento de bala.

Estaria a precisar de um m�dico.

Bem, eu tratei in�meros ferimentos de balas...

no ano passado. Tenho de pensar um pouco.

Pe�o desculpa. N�o sabia que estavas ocupado.

N�o faz mal, Julie. Esta � a minha filha, Sr...?

Collins... Jim Collins.

Estava mesmo a perguntar ao seu pai por um homem que ele tratou.

Eu n�o disse que o tratei. Disse que estava a tentar lembrar-me.

Talvez me possa ajudar. Aconteceu h� mais ou menos um ano.

Este homem, provavelmente, chegou � cidade a meio da noite, tinha sido baleado...

e estaria a perder muito sangue.

Eu lembro-me. Acordei quando ouvi o barulho aqui em baixo.

Sim. Estou a recordar-me agora. Disseram que tinha sido um tiro acidental.

- Na perna direita? - Sim, um pouco abaixo do joelho.

- Quem � que estava com ele? - Ningu�m, se bem me lembro.

- Voc� disse "eles"? - Vi pela janela essa noite, pai, quando ele saiu.

- E tenho a certeza de que havia mais 2 homens. - Evidentemente, estamos...

a falar de ocasi�es diferentes, Julie.

Talvez estejamos.

- Qual era o aspecto deste paciente? - N�o me lembro, s� o vi naquela noite.

E estava a prestar mais aten��o ao ferimento de que ao aspecto.

Bem, agora, sinto que estou na pista certa.

Obrigado, doutor. E a si tamb�m, Miss Spencer.

Se ele estava a fugir da lei...

� melhor hip�tese � que ele tenha rumado a Oeste.

� prov�vel que lhe apanhe o rasto no s�tio onde ele se tratou pela �ltima vez.

Eu n�o disse que a lei andava � procura dele.

Pareceu-me uma suposi��o natural.

Voc� � amigo dele ou � agente da lei?

Nem uma coisa nem outra. Bem, muito obrigado a ambos.

- Porque � que n�o lhe disseste a verdade? - Sobre o qu�?

Eram tr�s homens e n�o um.

Talvez me tenha esquecido. J� houve tantos depois deles.

- E n�o lhe devias ter dito? - N�o � importante.

Mas, se ele queria saber...

Aquilo que se passa entre um m�dico e o seu paciente � confidencial.

Excepto �s autoridades competentes. Ele n�o disse que era um agente da lei...

portanto, n�o lhe diz respeito.

Tinha-me esquecido de lhe dar as suas toalhas.

Obrigado. Resolvi ficar c�.

� semana ou ao m�s?

N�o devo demorar mais de uma semana para acabar aquilo que vim aqui fazer.

"Whiskey".

Vemo-nos depois, querido.

- Fica aqui! Est�s-me a dar sorte. - J� volto.

Eu disse-te para ficares aqui.

- N�o te fa�as de dif�cil comigo. - Larga-me, seu idiota est�pido.

N�o te armes em dif�cil comigo, sua...

Fa�am as vossas apostas, senhores.

Dizem que beber sozinho traz pouca sorte.

� muito pior levar uma coronhada.

Aquele idiota. O George at� foi muito bom com ele.

O George � muito r�pido, para um jogador de cartas.

Presumo que ele n�o goste de homens que batem nas mulheres.

Bem, seja bem-vindo, forasteiro.

Como � que sabe que sou novo aqui?

Lembrar-me-ia de si se o tivesse visto antes.

- Ent�o, conhece toda a gente? - Os homens todos.

As mulheres ainda n�o me convidaram para o seu clube de costura.

Talvez possa dizer-me uma coisa, ent�o.

Pela hist�ria da minha vida, geralmente, ganho champanhe.

L� chegaremos mais tarde.

Conhece aquele tipo parado ali � porta?

O Bill Rachin? Claro. Porqu�?

O que � que aconteceu � perna dele?

Ele � algo sens�vel. N�o gosta muito de falar sobre isso.

A hist�ria � que nos tempos em que ele era "cowboy"...

foi atropelado por um idiota.

- Porque � que ele est� ressentido com isso? - A hist�ria n�o diz quem era o idiota.

H� quanto tempo � que ele veio para c�?

N�o sei. Talvez h� um ano, acho eu. Porqu�?

Pensei que o conhecia, devo estar confundido.

N�o perdeu nada com isso.

Ele n�o pagaria uma bebida a um moribundo numa queda d'�gua.

Est� a entender-me?

� bastante subtil, mas, acho que sim.

Champanhe para a senhora.

- Voc� n�o tem nada de forreta, pois n�o? - Quero conserv�-la de bom humor.

J� me apercebi que tem mau feitio.

- � isso que o George diz, ele diz... - Sim?

Prefiro falar sobre si.

Pela hist�ria da minha vida, eu tamb�m tenho direito a champanhe.

Ent�o, o que � que quer saber?

Bem, pod�amos come�ar pelo seu nome e se � casado.

Jim Collins e n�o sou casado. Mais alguma coisa?

Sim. O que � que um rapaz bonito como voc�...

est� a fazer numa cidade do fim do mundo como esta?

Estamos a ter uma conversa muito interessante.

Teremos de termin�-la noutro dia.

O que � que descobriste?

- Que ele n�o � casado. - Mas, tu �s.

Pelo menos, tive direito a champanhe.

� mais do que consegui contigo.

Certifica-te de que te mant�ns saud�vel o suficiente para o beberes.

Anda � procura de algu�m?

S� estou a ver.

- Costuma ver pelas janelas? - S� quando tenho vontade.

Vou-lhe dar um conselho, forasteiro.

Eu sou a autoridade nesta cidade e n�o gosto de espertalh�es.

Eu n�o gosto de xerifes que pensam que mandam na regi�o.

Boa noite.

J� � muito tarde para andar por aqui sozinha, n�o acha?

Fui visitar um dos pacientes do meu pai.

- Ia mesmo agora para casa. - Posso acompanh�-la?

N�o � necess�rio, mas, se quer mesmo muito.

Foi por isso que pedi.

Deve andar muito ocupada, a executar as fun��es de...

enfermeira, cozinheira e guarda-livros.

Eu gosto.

Al�m disso, n�o existe clientela suficiente numa cidade...

deste tamanho para ter uma ajudante.

- H� quanto tempo � que est�o aqui? - H� pouco mais de um ano.

Esta era, praticamente, uma cidade-fantasma...

at� terem descoberto cobre. Depois, floresceu.

- Voc� � do Ohio, n�o �? - N�o. De onde � que tirou essa ideia?

O seu pai estava a ler um jornal de Cincinatti.

O meu pai � do Ohio, eu nasci no Indiana. E voc� � muito intrometido, n�o acha?

Apenas, profissionalmente. Mais ou menos como um m�dico.

N�o posso dizer que isto seja um estetosc�pio, Sr. Collins.

N�o, mas, utilizado com pontaria pode ser...

muito bom para a ra�a humana.

Voc� �, realmente, estranho.

Talvez eu lhe devesse fazer algumas perguntas.

Se forem pessoais e n�o profissionais...

talvez lhe responda.

Eu estava a pensar na raz�o pela qual se mudaram para o Oeste.

Geralmente, ningu�m pensa num s�tio como este...

para come�ar a carreira de um jovem m�dico.

Acho que toda a gente tem os seus motivos...

para vir para o Oeste.

Est� uma linda noite, n�o est�?

Isso � pessoal, Miss Spencer?

Sim. Est� linda.

Ainda... anda � procura de informa��es?

S� vim trazer a sua filha a casa.

O meu pai joga cartas todos os s�bados e perde sempre.

- Fica de mau humor. - O Ed tinha as cartas todas, como sempre.

- Vou-vos fazer um caf�. - N�o, acho que me vou deitar...

j� � muito tarde.

- � melhor ir-me embora. - N�o � assim t�o tarde.

As enfermeiras t�m folga aos domingos?

- Vou � igreja �s 11:00. - Eu tamb�m, a partir de amanh�.

Boa noite.

Boa noite.

Ele � educado, bonito e eu gosto dele.

Acho que n�o tens o direito de ser mal educado.

Desculpa, Julie.

Sei que n�o h� muita divers�o aqui para ti.

- Eu n�o disse nada disso, pap�. - N�o precisas de o dizer, eu sei como �.

- N�o foi isso que eu quis dizer. - Eu sei que n�o.

� que me sinto culpado, dos fracassos em cada s�tio...

- onde nos tentamos instalar. - Mas, est�s a sair-te muito bem aqui.

S� precisavas de uma cidade que dependesse de ti.

Que te desse o devido valor.

Pois, mas, e se eu tamb�m fracassar aqui?

N�o ir�s. Est�s a ir muito bem, pap�.

Maravilhosamente.

- Nunca me ir� levar daqui vivo. - Levanta-te!

For�a. Dispare!

Prefiro morrer do que voltar para a pris�o.

Eu sei quem voc� �. � o Jim Kipp.

Reconheci-o no bar. Deve sentir-se orgulhoso.

Por perseguir um homem por uma coisa que ele fez quando era um rapaz.

� claro que fugi da pris�o.

Tinha uma namorada, queria casar-me e come�ar tudo de novo.

- Eu n�o fiz nada de desonesto. - Como � o teu nome?

Vance Edwards.

- Sim. Eu lembro-me. - Temos um rancho nos arredores da cidade.

E acabamos de ter um beb�.

Mas, presumo que isso n�o importe para um homem como voc�.

Volta para a tua mulher.

- Sabe quem ele �? - N�o. E voc� sabe?

� claro que sei. Ele matou o meu noivo em Dodge City.

O nome dele � Jim Kipp.

E o Vance Edwards tamb�m o disse, voc� ouviu-o.

Aquele � o Jim Kipp. � ele.

O que diabo � que um assassino contratado como ele faz numa pacata cidade como esta?

Sil�ncio! Queres que ele te ou�a?

- Bom dia. - Bom dia.

Esperava que estivesse aqui.

Queria pedir desculpar pela forma...

como o meu pai agiu ontem � noite.

- Ele n�o fez por mal. - N�o h� problema.

Ele normalmente n�o � assim, mas, n�o se tem sentido muito bem...

- e isso torna-o nervoso. - Lamento ouvir isso.

� melhor entrarmos.

Parece que eles nunca me viram com um homem antes.

N�o � por isso que eles est�o a olhar.

Ent�o, porque �?

Vamos rezar.

Gostei muito, Reverendo. Ficamos � sua espera para jantar.

L� estarei.

Penso que n�o nos conhecemos? Sou o Parson Ellsworthy.

O meu nome � Jim Kipp, cheguei � cidade h� pouco tempo.

Muito prazer em conhec�-lo, Sr. Kipp. Fez um belo trabalho, Julie.

ao trazer um novo membro no seu primeiro...

domingo na cidade.

A maioria s� aparece no Natal, P�scoa e no dia do casamento.

- Bom dia, senhor, gostei do serm�o. - Obrigado.

Pensei que tinha dito que o seu nome era Collins.

Era isso que eu lhe ia explicar quando a missa come�ou.

Ol�, Kipp.

- Tamb�m j� soube? - Tal como toda a gente na cidade.

Toda a gente menos eu. Afinal, do que � que isto se trata?

- Ent�o, n�o sabe quem ele �? - Ia mesmo contar-lhe agora.

Ele � um ca�ador de recompensas. Todas as vezes que o vemos sabemos...

que h� algu�m por perto com a cabe�a a pr�mio.

A menos que esteja, apenas, de passagem.

N�o, acredito que irei c� ficar durante algum tempo.

Quer dizer que anda atr�s de algu�m nesta cidade?

- � verdade. - Quem?

Quando o apanhar, avis�-lo-ei.

Eu sou o respons�vel pela lei aqui.

Se sabe de algu�m na lista dos procurados...

- � para isso que eu estou aqui. - Para poder reclamar a recompensa?

- Receber� aquilo que tiver direito. - Desculpe, Xerife, nada feito.

- Recusa-se a dizer quem �? - Eu pr�prio ainda n�o sei.

Quer dizer que veio at� aqui atr�s de algu�m...

que sabe que est� nesta cidade, mas, n�o sabe quem �.

� mais ou menos isso.

- Est� � espera que eu acredite nisso? - N�o me importa se voc� acredita ou n�o.

Quer dizer que pode ser qualquer pessoa nesta cidade?

Pode ser.

Mas, isto � rid�culo! Est� a fazer com que sejamos todos suspeitos.

Como � que espera apanh�-lo, se ningu�m sabe de quem � que anda atr�s?

Algu�m sabe.

Ent�o, talvez nos queira dizer do que suspeita, para que saibamos do que somos suspeitos.

Ele tamb�m sabe isso. E, agora, se me derem licen�a.

Ele insulta a cidade inteira.

Eu n�o acredito.

Deve ser verdade. Ele n�o viria para c� se n�o andasse...

atr�s de algo muito importante.

Eu n�o. Eu nunca fiz nada que tivesse de esconder.

Nem eu... penso eu.

Desculpe aquela hist�ria do Collins.

N�o tem import�ncia, na verdade.

Eu acho que tem...

a n�o ser que seja o meu verdadeiro nome que n�o lhe agrade.

O meu pai disse-lhe que n�o viu o homem...

sobre o qual voc� lhe perguntou, no dia em que o tratou.

Se voc� acha que ele ainda est� na cidade...

isso significa que acha que o meu pai lhe mentiu.

Eu n�o disse que era o mesmo homem.

Ent�o, porque � que anda por a� a perguntar por ele?

� o meu trabalho.

Mas, se h� alguma coisa que deseja saber acerca dele...

n�o precisa de ser t�o dissimulado...

a fingir que se encontrou comigo.

� por isso que pensa que eu fui � igreja consigo esta manh�?

Estou a falar de ontem � noite.

Disse-me alguma coisa que preferiria n�o ter dito?

- Como podia? - N�o sei...

mas, no meu trabalho aprendi que quando algu�m fica nervoso...

por ter falado comigo...

isso, geralmente, quer dizer que est� a esconder alguma coisa.

Aparentemente, parece que sabe muitas coisas sobre o seu trabalho...

e muito pouco sobre tudo o resto.

�s tu, Julie?

Sim, pai.

Estive a ler este livro do Dr. Adams,

que foi cirurgi�o do Grant durante a guerra.

E, algures deve haver material...

para um ensaio sobre o facto da Medicina...

ter feito um dos seus maiores progressos depois da guerra.

Como a lei das compensa��es. De cada mal, deve sair algo de bom.

O nome Jim Kipp diz-lhe alguma coisa?

J� o ouvi. Porqu�?

� quem o Sr. Collins �.

Ele acaba de dizer ao Xerife que anda atr�s...

de algu�m nesta cidade.

Poder� ser o homem sobre o qual ele te interrogou?

Bem, se um homem anda a fugir � lei...

porque � que ele ficaria aqui, � espera de ser preso?

- Diz-me a verdade, pai. - Eu j� te disse a verdade.

O que � que pensas que eu te estou a ocultar?

N�o sei, mas, h� qualquer coisa errada.

Se � um criminoso que est�s a proteger, n�o tens de faz�-lo.

N�o h� nada no c�digo de conduta dos m�dicos que diga que tenhas de o fazer.

Tens raz�o.

E, de acordo com a lei, eu devia t�-lo comunicado �s autoridades.

Agora, poderei ser chamado a responder como c�mplice.

Tal como tu disseste, chegaram aqui tr�s pessoas.

Uma delas eu tratei para ferimentos de bala.

Aquele ferimento n�o foi nenhum acidente.

Eu fiz esse trabalho com um rev�lver encostado �s t�mporas...

e eles amea�aram matar-te se eu...

contasse alguma coisa �s autoridades.

Isso quer dizer que eles ainda est�o aqui, ou n�o estarias com medo.

Quem s�o eles?

- � melhor que n�o saibas. - Mas, n�o os dev�amos proteger.

N�o compreendes? Eu s� estou a tentar proteger-te.

Assim como o respeitado nome...

que tenho nesta cidade.

N�o sei, talvez eu nem mere�a respeito...

mas, estou demasiado velho para come�ar tudo outra vez.

Estou demasiado velho para fugir, Julie...

com aqueles assassinos atr�s de n�s.

Disseste ao Sr. Kipp que o homem que trataste j� c� n�o estava.

Quando ele descobrir, vai ver que estava a mentir.

N�o fales comigo dessa forma.

� melhor esperares e rezares que o Kipp saia da cidade...

de m�os a abanar.

"Whiskey".

- Dia algo morto, n�o? - O que � que estava � espera?

Ol�, Mike. Vais a algum s�tio?

Sim. Quero alugar um cavalo. Vou para Redfort durante algumas semanas.

Neg�cios ou sa�de?

Como assim?

�s o terceiro homem que, subitamente, se faz � estrada...

desde que aquele ca�ador de recompensas chegou � cidade.

Ent�o, espera a�, Jud.

S� estava a brincar, Mike, s� estava a brincar.

Anda. Vou-te arranjar um cavalo r�pido.

Ontem � noite, voc� disse que ir�amos acabar a nossa conversa...

mas, nunca mais voltou.

Estive ocupado.

Trabalho?

Nunca pensa em mais nada al�m do trabalho?

Nunca durante as horas de trabalho.

� mais f�cil permanecer vivo assim.

E quando � que as horas de trabalho acabam?

Quando o trabalho termina.

� disso que toda a gente est� � espera.

A n�o ser que tenha sido s� conversa esta manh�. Foi?

Claro. Eu cavalgo sempre assim para t�o longe para fazer discursos.

Aquela parte sobre n�o saber quem � o homem...

isso tamb�m � verdade?

Ele deve estar a pensar a mesma coisa.

Isso n�o � uma resposta.

Eu sei.

Deve haver uma recompensa muito grande por ele.

Suficientemente grande para que fique muito grato...

por qualquer ajuda que tenha.

Ficaria se precisasse.

N�o precisa?

Vemo-nos por a�.

Carta.

� melhor limitar-me ao meu trabalho.

Quanto mais depressa acabar o seu trabalho...

mais rapidamente os restantes poder�o voltar ao seu trabalho.

Deve haver muita consci�ncia pesada por aqui.

Talvez, apenas, n�o gostemos de ca�adores de recompensas.

Mais uma vez.

Valete de espadas.

A minha sorte parece estar a mudar.

D�-me a minha chave.

Soube que andou a fazer perguntas a meu respeito.

Estava a pensar quando � que ela lho ia dizer.

Agora, deixe-me dizer-lhe uma coisa.

Eu n�o sou o homem que anda � procura.

Eu n�o gosto de intrometidos, e muito menos de ca�adores de recompensas.

- Portanto, deixe-me em paz. - N�o gosta de nada disto, pois n�o?

Excepto de ter pena de si pr�prio.

Um dia destes, isto vai-lhe correr mal.

N�o deixe que a perna o impe�a.

Da pr�xima vez, n�o deixarei.

As chaves parecem n�o significar grande coisa por aqui.

Eu trabalho aqui. Tenho a minha.

Isso faz parte do trabalho?

Pertencia ao meu filho. Ele era um mau rapaz.

Ele assaltava dilig�ncias, mas, nunca matou.

E o que � que isso tem a ver comigo?

Voc� matou-o. E eu vou vingar-me.

Porque � que pensa que eu o matei?

Falaram-me de si. Que mata gente pelas recompensas.

- E havia uma recompensa por ele. - Qual era o nome do seu filho?

Pedro Dominguez.

Ele esteve em tr�s assaltos. Na dilig�ncia de Abilene...

- e na linha de Dodge City, duas vezes. - J� lhe disse que ele era um mau rapaz.

Mas, ele nunca faz mal a ningu�m.

Roubava, apenas, o dinheiro.

Podemos ter o dinheiro de volta.

O seu filho foi morto por um grupo de persegui��o.

Eles apanharam-no e ele tentou abrir caminho a tiro para fugir.

S� diz isso porque quer viver.

Eu digo-o porque � a verdade. Juro pela mem�ria da minha m�e.

Sabe o que � que isso significa?

Eu sei.

Para si s�o, apenas, palavras.

N�o, senhora. Eu j� prendi muitos homens.

Tive de matar alguns...

mas, o seu filho n�o est� entre eles.

Como � que soube dele, ent�o?

� um facto bastante conhecido.

O retrato dele estava em todos os postos de correio e em todas as pris�es.

Isso � verdade.

Eu vi-os.

D�-me a arma, senhora.

N�o era destinada a mim.

V� descansar.

Andava � sua procura, Maria.

Est�vamos a conversar um pouco. Est� tudo bem, agora.

Miseric�rdia, senhor.

V� com Deus.

- Ela ficou algo perturbada desde que... - Ela disse-me.

Acabei de me lembrar dela. Ia tranc�-la quando voc� sa�sse da cidade.

Obrigado pela protec��o.

J� lhe disse. Vim para c� logo que pude.

Esque�a.

Pode devolver-lhe isto. Ela n�o a ir� utilizar.

Pode haver outros. E j� que eu sou o respons�vel por manter a paz nesta cidade,

ajudava-me saber quanto tempo � que pretende ficar aqui.

- At� terminar o servi�o. - Isso pode demorar muito tempo.

- N�o muito. - Porque n�o?

O que � que impede a pessoa que anda � procura...

que aguente aqui tanto tempo como voc�?

A natureza humana.

Est� bem.

- Fa�a as coisas � sua maneira. - Assim farei.

Mas, lembre-se...

N�o posso vigiar todas as pessoas na cidade.

::: I N T E R V A L O :::

O meu nome � Harrison. Sou o respons�vel pelos vereadores da C�mara Municipal.

E estes senhores s�o do Comit�. Gostar�amos de falar consigo.

Em que � que vos posso ser �til?

Tem de abandonar esta ca�a ao homem.

Porque � que devo faz�-lo?

Pelo bem da cidade.

J� tive muita gente a querer livrar-se de mim...

por muitos motivos diferentes, mas, este � novo.

� claro que �. Acho que � perfeitamente �bvio aquilo que est� a acontecer...

a esta cidade num �nico dia, desde que voc� se deu a conhecer.

N�o � o mesmo s�tio.

As pessoas t�m medo de sair � rua.

Todos suspeitam de todos.

Esta era uma cidade pacata.

E quer�amos que continuasse assim.

E a recompensa em dinheiro? Tamb�m querem que desista dela?

Resolvemos oferecer-lhe 1000 d�lares em dinheiro...

do tesouro da cidade para desistir.

Querem dizer que me pagam para deixar...

um criminoso continuar a viver aqui entre voc�s?

Esta � uma cidade velha, Sr. Kipp.

Era, apenas, "pele e ossos" at� o cobre a ressuscitar.

E muitas pessoas vieram para c�, de muitos s�tios diferentes.

E n�o fazemos perguntas sobre o passado delas.

S� estamos interessados no comportamento delas aqui.

Seja quem for a pessoa que procura,

n�o est� a fazer mal nenhum a ningu�m, agora.

O que � que acha?

Pensaram, realmente, que podiam comprar-me?

Eu n�o me colocaria as coisas dessa forma.

Podemos reunir mais um pouco.

H� um pre�o pela cabe�a do homem que procuro, n�o pela minha.

Pensava que os ca�adores de recompensas s� trabalhavam pelo dinheiro.

Trabalham, mas, h� uma outra coisa.

Eu gosto do meu trabalho.

Jim Kipp, eu tenho um nome para um homem como voc�.

E vou-lhe dizer que...

Bem, eu diria, se voc�...

Se voc� n�o fosse o Jim Kipp.

Um momento.

- � o Chefe dos Correios, Sr..? - Danvers! Eli Danvers!

Sou o Chefe dos Correios, mas, n�o recebemos...

correspond�ncia aos domingos.

Quando � que espera a pr�xima remessa?

Amanh�.

A dilig�ncia deve chegar ao meio-dia.

Obrigado. Estou � espera de uma correspond�ncia que poder� acabar...

com o meu trabalho aqui rapidamente.

Boa noite, pai. Vou-me deitar.

Porqu�? Porque � que ele n�o faz o que tem a fazer e se vai embora?

N�o estou a conseguir aguentar esta espera.

Tens de aguentar. N�o h� nenhuma outra forma.

Eu tentei, Julie, acredita em mim. Mas, os meus nervos est�o demasiado tensos.

Isto n�o vai ajudar. Nunca ajudou.

Julie! Esta � a primeira vez que tomo uma bebida desde que...

bem, desde a �ltima cidade em que vivemos.

Eu vou l�.

� melhor levar isto comigo tamb�m.

N�o te aflijas, eu estou bem.

- O que � que deseja? - Vim dizer adeus.

- J� o apanhou? - N�o, ainda n�o.

Talvez amanh� o fa�a.

Encontraram um retrato de um dos tr�s homens...

envolvidos neste caso.

Estar� aqui amanh�...

e, ent�o, saberei se ele � o homem que procuro.

Est� convencido de que o meu pai lhe mentiu.

Ainda n�o estou convencido de nada.

O que � que faria se tivesse sido assim?

- N�o teria alternativa. - J� sei.

N�o podia haver uma desculpa. Um motivo para ter miseric�rdia ou compaix�o.

Parece pensar que o meu palpite ir� estar correcto.

Eu, apenas, queria descobrir se pode...

ter assim tanto sangue-frio como dizem por a�.

Pode ser isso. Ou pode ser, apenas...

que eu n�o goste de criminosos nem de quem os ajuda.

Se � isso que sente, porque � que n�o usa um distintivo?

E assim impedir que infrinjam a lei em vez de esperar que o fa�am.

N�o me interessa separar lutas ou colocar b�bados na pris�o.

� claro que n�o. N�o h� dinheiro envolvido nisso.

Voc� n�o imp�e a lei, apenas, recorre a ela para ganhar dinheiro.

Vive dos erros que os outros cometem.

O meu pai tamb�m cometeu um erro.

Ele tinha uma mercearia numa cidade parecida com esta.

N�o era uma grande loja.

Ele tinha de trabalhar 12 horas para se manter.

E esse foi o erro dele.

No dia em que dois homens vieram roub�-lo...

ele n�o tinha dinheiro suficiente, ent�o, eles mataram-no.

Eu era, apenas, um rapaz na altura. N�o pude fazer nada.

Mas, assim que tive idade suficiente para poder manejar uma arma.

Tenho feito com que cada assassino que apanho...

pague por isso, assim como aqueles que os ajudam.

- Onde � que vais? - Eu ouvi aquilo que ele disse.

- O que � que vais fazer? - N�o irei demorar.

- Pai, espera, por favor. - Deixa-me em paz.

Eu sei aquilo que estou a fazer.

O que � que tem em mente?

Convoque uma reuni�o com as pessoas para quem trabalha.

H� uma coisa que lhes quero dizer.

Se tem alguma coisa para lhes dizer, pode dizer-me.

� para isso que eu sou pago.

N�o se valorize demasiado. Voc� n�o passa...

de um "c�o de guarda" remunerado.

H� muito tempo que lhes ando a implorar...

que me deixem abrir-lhe um buraco.

Para termos a certeza de que voc� manter� a sua boca fechada.

Deixe essa arma onde est�.

J� tenho demasiados problemas com o Kipp na cidade.

Irei tratar dele quando o momento chegar.

O momento ir� chegar em breve, mas, voc�s n�o v�o fazer nada com o Kipp.

- Est� louco. - N�o. Estou perfeitamente s�o.

O Jim Kipp vai montar a armadilha dele amanh�.

Eu n�o me quero envolver.

E garanto-lhe que a sua gente dever� ser inteligente o suficiente...

para sair da cidade imediatamente.

Est�o a fazer um jogo privado l� em cima.

Vamos.

Voc�s viram, ele apontou-me uma arma.

- E ainda a tem. - Sim. Claro.

Eu tentei impedi-lo.

O quarto dele � ali ao fundo.

� melhor entregar-se, Williams.

Chegou ao fim da linha.

Vou fazer um acordo consigo, Williams.

Diga-me quem eram os outros dois...

e garantir-lhe-ei um julgamento justo.

Est� bem. F�-lo-emos pelo m�todo mais dif�cil.

Vou apanh�-lo vivo. Mas, primeiro, vou "trabalh�-lo".

At� que se entregue.

J� percebeu a ideia?

Seja inteligente, Williams.

L� vai mais uma!

Espere! Espere! Eu falo... vou-lhe contar tudo.

Porque � que fez isto?

Eu disse-lhe que conseguia tratar de qualquer problema na cidade.

Mas, eu pretendia apanh�-lo vivo.

Eu, apenas, sei que voc� j� matou um homem e ele estava a disparar contra si.

N�o estou interessado em quaisquer planos...

particulares que possa ter.

Do que � que anda � procura?

De uma antiga cicatriz feita por uma bala.

Mas, n�o acreditava que a fosse encontrar nele.

Onde � que quer chegar?

Nada de importante, excepto para o homem que tem a cicatriz.

Aquele homem era inteligente. Demasiado inteligente...

para alvejar o Dr. Spencer comigo na cidade.

O Williams era um idiota.

De onde � que ele veio afinal?

- Daqui mesmo. - Ora, ele nunca saiu daqui, que eu me lembre.

Est� bem. Ele n�o � nenhum dos tr�s homens que procuro.

- Tr�s? - Como � que sabe que est�o aqui?

Porque ontem fiz algumas perguntas ao homem...

e, apenas, obtive mentiras como resposta.

E quando um homem me mente, est� a fazer-me um favor.

- N�o tem a certeza. - � claro que tenho.

Eles t�m 100 000 d�lares escondidos algures aqui.

Podem-nos ter escondido noutro s�tio qualquer.

O George Williams nunca arriscaria entrar...

num tiroteio comigo se a situa��o n�o fosse muito importante.

Foi voc�! Seu assassino maldito!

Ele n�o era o seu tipo de "ca�a".

O tipo de ca�a com o qual voc� ganha o seu dinheiro "sangrento".

Ele nem sequer valia a sua p�lvora.

Mas, voc� tinha de matar, n�o tinha? Algu�m. Qualquer pessoa.

- Eu matei-o! - Voc�?

- Foi preciso. - Porqu�?

Porque ele alvejou o Dr. Spencer. Talvez devido a uma discuss�o sobre jogo.

Deus sabe, Alice. A maioria de n�s gost�vamos do seu marido.

Mas, o Xerife tem de manter a paz.

- Era seu marido? - Sim.

- Mas, uma vez ele ofereceu-se para... - Vender-lhe informa��es.

Ele n�o tinha nenhumas. Apenas queria desviar a sua aten��o dele.

Como j� lhe disse, ele n�o valia o seu trabalho.

Ele n�o valia muita coisa para ningu�m.

Excepto para mim.

N�o h� nada que eu possa fazer at� amanh�.

Vai chegar um retrato de um dos bandidos que eu persigo...

pela dilig�ncia.

� melhor estarmos unidos nisto, Kipp.

Vai precisar de muita ajuda quando aquela dilig�ncia chegar.

Como a ajuda que acabou de me prestar?

S� espero que algu�m lhe d� um tiro. Iria poupar-me esse trabalho.

O m�dico mais pr�ximo est� em Elmsburgh.

- Dev�amos lev�-lo at� l�. - Isso fica a 3 dias de dist�ncia.

Ele n�o consegue falar, se � isso que pretende.

A �ltima coisa que ele disse foi que descobriu...

que o Williams o ia matar.

E tentou impedi-lo.

Ele � um bom cidad�o. Melhor do que algum que j� conheci.

N�o tem aqui nada. A bala atravessou a carne.

Ele tem uma boa hip�tese de recuperar.

- V� buscar o m�dico. Depressa! - Est� bem.

Tudo isto porque voc� quis o dinheiro de um pr�mio.

- N�o deixe que nada o impe�a! - N�o deixarei.

Ed, ajuda-me aqui!

� melhor levarmos o Dr. Spencer para casa...

para que a Julie possa cuidar dele.

Ela sabe mais do que muitos m�dicos.

Parece que vamos ser enfermeiros aqui durante algum tempo.

- � melhor irem todos para casa descansar. - � verdade.

- Se precisar de n�s, basta chamar. - Assim farei.

O que � que pretende agora?

Achei melhor ficar por c�. Tenho alguma experi�ncia em...

envenenamento por chumbo.

Aposto que sim.

Lamento que tenha visto isto, Miss Spencer.

Julie!

Julie!

- O Danvers tentou sufoc�-lo. - O Chefe dos correios?

Ent�o, ele � um deles!

Est� a dirigir-se para casa dele. Ir� levar-me directamente ao dinheiro.

O Danvers. Agora, s� restam dois.

- O que � que se passa? - Trouxe o correio?

� claro que trouxemos o correio.

N�o h� aqui ningu�m neste momento...

- autorizado a receber o correio. - O qu�?

O Chefe dos Correios desapareceu. Andei � procura dele a manh� toda.

O Eli Danvers?

Nem parece dele n�o estar presente para receber o correio.

D� �gua a estes cavalos por mim.

N�o h� mais nada que possas fazer pelo Danvers.

- Ent�o, voc� assassinou-o. - N�o. Porque � que o faria?

Est� preso at� eu descobrir porqu�.

Tem as suas algemas consigo?

N�o preciso delas. Tenho um bom ajudante...

e acredito que podemos tratar de si.

Calculo que sejam mesmo o par ideal para tentar.

Mas, primeiro, vamos considerar os motivos da pessoa que matou o Danvers.

Ele era um dos homens que eu ia perseguir. O Danvers tinha de sair da cidade...

tentou ir buscar o dinheiro do roubo para lev�-lo com ele...

mas, os outros dois chegaram l� mais r�pido.

Sejam l� quem eles forem.

Largue esse saco do correio.

� um crime para qualquer pessoa que n�o seja o Chefe dos Correios...

quebrar o selo desse saco.

Parece que n�o ir� receber a sua correspond�ncia hoje.

Parece-me que isso nem sequer ir� ser necess�rio.

Kipp, estou a avis�-lo.

� meu dever matar qualquer homem aqui que tente abrir aquele saco.

Isso deixa-o numa p�ssima situa��o, Xerife.

Porque � voc� que o ir� abrir.

Eu?

Tenho sede.

Vamos ver.

N�o deixe que ele fa�a isto.

Rachin, eu j� prometi a mim mesmo que iria sacar contra si.

N�o me encoraje.

Baixe isso, Rachin! Est� sob a minha mira.

Voc� tamb�m, Henderson. Deixe-a cair no ch�o.

Saiam da rua.

Ou estourarei os miolos a ambos.

- Muito agradecido, Vance. - Estava a dever-lhe isto.

N�o deixes o Rachin sair da cidade.

Abra esse saco.

Deite o correio para o ch�o.

Est� louco.

Talvez esteja.

Ou voc� tem mais descaramento do que eu pensava.

� muito parecido.

Podia t�-lo matado, mas, irei apanh�-lo vivo.

Vamos, Xerife.

N�o h� aqui ningu�m para lhe estourar os miolos...

como voc� fez ao Williams.

Comece a falar! Onde � que est� o dinheiro?

Onde � que est� o dinheiro?

Eu n�o sei onde � que ele est�.

N�o fui eu quem matou o Danvers.

Se n�o foi voc�, ent�o, foi o seu s�cio.

Vamos! Diga-me quem ele �.

Est� bem!

Est� bem! Eu falo!

Ent�o, era voc�, o Xerife e o Danvers.

Voc� � aquela que o doutor tratou para um ferimento de bala.

Claro. Para onde � que est� a olhar?!

Se n�o consegue ver muito bem...

arranje uns �culos e eu mostro-lhe a minha cicatriz.

Tudo aquilo que quero ver � o dinheiro.

Foi por isto que voc� montou uma emboscada ao Danvers...

e matou o Xerife. Para manter a minha boca fechada.

Tal como ele matou o meu marido.

E pensou que se me matasse tamb�m...

poderia ficar com tudo isto para si.

H� um ano que estou � espera para o gastar.

Poder� sonhar com isso na pris�o.

Dickens! Trate bem desta sela e traga-a.

Kipp! � isto que voc� disse que era o retrato.

� isso mesmo.

"Para dores e pontadas...

experimente a "Pomada Boswell's".

Tamb�m eficaz em cavalos, gado bovino e pequenos animais.

Nunca houve nenhum retrato.

Querida, o que � que vai fazer ao escrit�rio do Xerife?

Quem � o Xerife de tudo isto, afinal?

O meu marido. A mais simples e gentil...

pessoa do mundo.

Jim Kipp! N�o querem entrar e tomar um ch� connosco?

N�o, muito obrigado, senhora. S� estamos de passagem.

O que � que lhe disseste?

Eu disse-lhes que eras um "menino" bem comportado.

::: F I M ::: Legendas em PT-PT por mpenaf

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.