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Por muitos s�culos as ora��es dos fazendeiros mexicanos...
...t�m sido sua �nica prote��o contra as for�as destruidoras...
...que destroem suas casas e arru�nam suas vidas.
E hoje, mais uma vez, eles se ajoelham...
...aterrorizados e indefesos ante � forma��o de um novo vulc�o...
...pelas misteriosas e rebeldes for�as da natureza.
A terra se partiu milhares de vezes.
Acres inteiros de solos ricos se despeda�aram e desapareceram...
...e milh�es de toneladas de lava descem rugindo os montes...
...num terremoto registrado pelo sism�grafo da Universidade do M�xico...
...como o mais violento dos tempos modernos.
Para os habitantes mais simples desta parte remota do pa�s...
...o aspecto mais alarmante do fen�meno...
...� o fato de que a propor��o de seu crescimento � sem precedentes...
...alcan�ando um �pice de quase 3km de altura em poucos dias...
...e a cada metro, espalhando sua matan�a numa circunfer�ncia maior.
Mas o mais preocupante agora s�o os empecilhos das equipes de resgate...
...por causa da inacessibilidade perigosa da regi�o.
O ESCORPI�O NEGRO
Legendas por Luiz Alves
Bem, l� est�.
Quanto acha que ainda falta, doutor?
Tr�s dias nesta lata velha e o vulc�o parece mais longe do que nunca.
Ningu�m te apontou uma arma e obrigou a ser ge�logo.
N�o precisa jogar na minha cara.
"San Lorenzo, 12km. "
Se houvesse qualquer outra vila num raio de 80km...
...uma placa como esta poderia confundir as pessoas.
Parece que mais algu�m passou por aqui recentemente.
Uma viatura do ex�rcito, talvez. Ou da pol�cia.
N�o me leve a mal, doutor. Adoro o seu pa�s...
...mas eu apreciaria uma companhia aqui nas redondezas.
Por curiosidade, Hank, como conseguiu a autoriza��o t�o depressa?
Do meu grupo, no caso. Com toda a burocracia que temos.
Simples. Foi s� dizer a verdade: Que voc� precisava de mim como int�rprete.
At� pode ser, mas acho que o idioma que voc� fala melhor...
...foi o que usou com nossa secret�ria que arranjou os documentos pra voc�.
N�o usei espanhol com ela. Foi linguagem de sinais.
Realmente incr�vel, n�o �?
Se os c�lculos estiverem certos,
este tremor pode ser t�o forte quanto o do Monte Pel�e...
...Ves�vio, San Francisco.
Sorte que mora t�o pouca gente aqui.
Bem, eles foram o bastante.
- De onde v�m, amigos? - Cidade do M�xico.
- Sa�mos de l� na segunda. - E aonde querem ir?
San Lorenzo. Ainda est� longe? Sabe dizer?
Vai depender das pontes. Talvez a mais algumas horas.
Um carro de pol�cia passou aqui logo antes do p�r-do-sol.
Ainda n�o voltaram, ent�o devem ter passado sem problemas.
San Lorenzo foi muito atingida?
Ningu�m sabe. Estamos sem telefone desde o terremoto.
- Muito obrigado. At� mais. - Se cuidem.
- Que diabo foi isso? - N�o sei.
Normalmente n�o tenho nada contra noites de luar...
...mas espero que esta acabe logo.
Parece uma pequena fazenda ali na frente. Talvez a gente consiga �gua.
Espero. Quero economizar as duas �ltimas garrafas de cerveja.
� de fazer inveja a um posto de gasolina.
- Ol�? - Algu�m em casa?
Vou ver se encontro um po�o.
� de casa.
Podemos pegar �gua pro nosso jipe?
- Ei, Hank! - Sim?
Venha ver!
Olhe isso.
E ali tamb�m.
O que voc� acha que...?
Olhe aquilo!
O que acha?
Deve ser a viatura que os t�cnicos viram...
...mas n�o imagino o que aconteceu, ou por qu�.
O que poderia fazer isso com um carro?
Ser� que eles tentaram chegar a San Lorenzo a p�?
511. Chamando 511. Na escuta?
Sargento Vega, est� na escuta? Aqui � o quartel chamando o 511.
Al�. Al�, est�o ouvindo?
511, na escuta, sargento Vega. Qual a sua localiza��o? Sgto. Vega?
Tome, fale voc�. Voc� � o oficial aqui.
- Al�. - Prossiga.
Aqui � Arturo Ramos, professor de geologia da universidade.
Meu colega e eu encontramos esta viatura. Houve um acidente.
Acredito estarmos a alguns quil�metros ao sul da vila de San Lorenzo.
- Onde est� o sgto. Vega? - N�o sei. N�o tem ningu�m aqui.
O carro est� muito danificado, mas sem sinal de sangue.
- O carro saiu da estrada? - N�o. Na verdade, ele...
O sargento n�o passou um relat�rio do acidente?
- O r�dio est� funcionando. - N�o recebemos nada.
Obrigado, professor. Deixe a viatura como est�.
Enviaremos um pelot�o de emerg�ncia a San Lorenzo imediatamente.
Entendido.
Bem, n�o temos mais nada a fazer aqui.
Hank, alguns de meus compatriotas devem gostar de ter cobras em casa.
- N�o � meu caso. - Vamos l� ver.
Essa cobra � a pior de todas.
Venha, amiguinho. Pronto.
J� tem pr�tica, Sr. Scott?
Devo ter, com quatro irm�os e duas irm�s.
O que acha que causou aquele estrago? No carro de pol�cia?
Talvez um touro.
Se foi, deve ter sido o av� do maior touro do mundo.
Hank?
Voc� viu que tinha feij�o cozinhando no fog�o?
- Sim. - Que acha?
Quando j� tenho um monte de perguntas que n�o sei responder...
...eu ignoro as mais novas.
Acha que devemos usar o r�dio para avis�-los sobre o beb�?
N�o, acho que devemos chegar em San Lorenzo o mais r�pido poss�vel.
Olhe s� o garoto. Quietinho.
Se eu um dia tiver um, tamb�m vou lhe dar de comer feij�o e tortilhas.
A� vou poder dormir � noite.
Espere um pouco.
Todas as balas foram disparadas.
Al�. Al�? S� encontramos o sgto. Vega e o beb�.
Entendido, professor. Voc� disse que a arma do sgto. estava toda disparada.
Sim. Toda.
- Em qu�? - Tamb�m gostar�amos de saber.
Obrigado mais uma vez. O pelot�o de emerg�ncia estar� em San Lorenzo amanh�.
- Certo. - Desligando.
Somos da Cidade do M�xico. Somos cientistas.
O prefeito est� aqui?
Hernando, descanse por um ou dois dias. Rosa, n�o o deixe fazer esfor�os.
Padre! padre! Eles vieram.
Padre Delgado, a estrada est� aberta.
- A ajuda chegou. - Da Cidade do M�xico.
Enfim, gra�as a Deus.
Pergunte em espanhol.
Bem vindos a San Lorenzo. Sou o Padre Delgado.
Arturo Ramos, da universidade. Dr. Henry Scott, dos Estados Unidos.
- Receio n�o poder apresentar este aqui. - Manuel Tiburcio! E os pais dele?
N�o estavam l�. Acho melhor discutirmos o assunto l� dentro, padre.
Mortos! Eles estavam mortos!
E agora, padre, acredita que existe o touro-dem�nio...
...nos matando um a um? - Perla!
Levarei Manuel. Cuidarei dele.
Mas n�o conseguirei proteg�-lo do diabo s� acendendo velas!
Cavalheiros, sei que est�o cansados da viagem.
Posso oferecer a hospitalidade de nossa vila?
Obrigado, padre.
O carro, padre, amassado como se fosse de papel.
- E o sargento com aquele...
... olhar de morte, que nunca vimos antes.
- Ent�o n�o � a primeira vez? - No primeiro domingo depois da erup��o...
...v�rios membros da congrega��o n�o estavam na igreja.
� compreens�vel, pois o trajeto pode ter sido impossibilitado.
Ent�o a fam�lia Tiburcio simplesmente sumiu.
A fazenda, como voc�s descreveram, atacada por algum animal gigante.
- Mas n�o havia corpos. - N�o at� quinta passada.
Era uma menina.
Ela atravessava o campo para passar a noite com uns primos...
...foi encontrada pela manh�.
Horr�vel.
E os irm�os Dominguez, rancheiros...
...encontrados numa vala com aquele olhar de terror...
...e sem sinal de sangue.
� um conforto pequeno, padre, admito...
...mas como cientista, sei que onde h� efeitos t�o similares...
...deve haver uma causa, l�gica e simples.
Me pergunto qu�o simples, Dr. Ramos, ou qu�o l�gica.
Padre, e quanto �quela hist�ria do touro-dem�nio?
Parece uma lenda bem estranha.
O touro-dem�nio � um s�mbolo de maldi��o entre muitas civiliza��es antigas.
H� uns dois dias, todos os oper�rios do rancho Miraflores...
...um latif�ndio do outro lado das montanhas...
...resolveram abandonar o trabalho e vir para San Lorenzo.
Esses homens, que n�o tinham medo de nada...
...disseram que n�o trabalhariam l� nem mais um dia.
- Eles trouxeram a lenda do touro-dem�nio. - Miraflores tamb�m foi atacado?
Cabe�as de gado t�m sido encontradas mortas em v�rios locais do rancho.
Ainda n�o foram arrebanhados este ano.
E por quil�metros, os vaqueiros encontram um boi morto ap�s o outro.
Um deles ouviu a lenda do touro-dem�nio de Maricopa.
Cavalheiros, eu n�o acredito nela,
mas � uma explica��o t�o boa quanto qualquer outra.
Espero que nossa pesquisa aqui possa ajudar em algo.
Eu tamb�m, mas agora n�o � hora de come�ar.
Sei que est�o cansados de sua viagem e de me ouvirem falar.
Voc�s ficam aqui esta noite, e pela manh� as coisas n�o parecer�o t�o misteriosas.
Pelo menos, espero.
Aqui estamos, isolados, quase sem contato com a civiliza��o...
...perdendo fam�lia e amigos para algo totalmente desconhecido.
Poder�amos estar em outro mundo.
- Boa noite, padre. - Boa noite.
Obrigado por tudo, padre.
- Somos muito gratos. - Por nada.
At� mais tarde.
Dr. Ramos, Dr. Scott...
...pedirei mais uma vez para n�o irem nessa expedi��o desnecess�ria.
Major Cosio, j� respondemos a todas as suas perguntas.
- N�o sei o que mais podemos fazer. - Estamos com tudo sob controle aqui.
Mas se voc�s forem � cratera e enfrentarem dificuldades...
...homens que s�o muito mais necess�rios aqui ter�o que sair � sua procura.
Sinto muito.
� por isso que voc�s devem voltar em seguran�a, antes do p�r-do-sol...
...com as respostas �s suas perguntas e �s minhas.
E agora?
Que acha, doutor? Tentamos por aquele lado, ou por este?
Nenhum dos dois parece uma interestadual.
Todos disseram que as maiores rachaduras est�o na encosta leste.
D� pra ver a lava de l�.
Talvez d� pra chegar perto, tirar fotos e planejar a melhor rota.
Est� vendo uma trilha ali por cima das rochas?
Isso eu n�o sei, mas achei algo bem mais interessante.
- Ent�o? - Ent�o?
S�, s�, se�or. D� uma olhada.
Vai te refrescar mais do que este cantil.
Ah, sim. Estou vendo ele.
Doutor, o foco n�o deve estar ajustado.
Est� sim...
...e � um belo cavalo, e eu gostaria de come�ar a trabalhar.
Cavalo?
Tinha uma mo�a naquele cavalo!
Vamos, temos que encontr�-la.
N�o se mexa muito. N�o se mexa, eu disse.
Vamos ver se voc� est� bem, primeiro.
Eu estou bem. S�rio.
Se bem que eu poderia estar mais elegante se soubesse que tinha plat�ia.
- N�o se preocupe. - Devagar.
Algum osso quebrado, se�orita? Alguma dor aguda?
N�o, s�rio. Estou bem. J� ca� do Lucero antes.
H� muitos anos atr�s, mas...
Eu sei montar, senhores. Sou Teresa Alvarez, de Miraflores.
Hank Scott. Dr. Arturo Ramos.
A sorte dos Alvarez. Caio de um cavalo logo ao lado de um m�dico.
Somos doutores em geologia. A �nica opera��o que fazemos � nas rochas.
E quanto ao cavalo? Eu o vi trotando pra l�.
N�o se preocupe. Lucero sempre volta para Miraflores...
...mas a sela, eu n�o sei... - Eu a pego.
- Que gentileza. - Nenhum inc�modo.
- Voc� n�o teria um cantil? - Claro, l� no jipe. Vamos.
- Pode usar o retrovisor. - �timo.
Bem, estaremos aqui por pelo menos algumas semanas.
Estamos fazendo uma pesquisa preliminar...
...e a� os outros se juntar�o a n�s no m�s que vem.
Voc� fala como se fosse uma profiss�o bastante s�ria.
Mas � sim. A gente encontra uns vulc�es bem interessantes.
Ei, Hank!
Obrigada, doutor.
Eu que deveria agradecer. Achei isto perto da sela.
- E isso � bom? - Pode crer. � uma obsidiana.
� lava que esfriou.
Eu nunca saberia. Gado, sim, mas rochas...
- Posso pedir outro favor pra voc�s? - Mas � claro.
Podem me dar uma carona at� San Lorenzo?
- Com prazer. - Obrigada.
Preciso estar l� hoje.
Os telefones n�o funcionam,
tenho que contratar vaqueiros pra me ajudar com o gado.
Aquele vulc�o est� causando bastante problema desta vez.
Ouvimos falar de seus vaqueiros na vila.
Se eu perder meu gado, perco tudo.
- Como est�o as coisas em San Lorenzo? - Mais ou menos.
N�o sei o que deu nos meus vaqueros em Miraflores.
A� houve um terremoto...
...e o gado come�ou a comer uma planta venenosa que n�o conhec�amos.
Ser� que s� isso j� � motivo de se assustar como uma crian�a?
N�o acho que seja s� uma planta venenosa, se�orita.
Ao menos n�o conhe�o nenhuma que quebre paredes e amasse carros.
Ah, n�o esque�am. Voc�s prometeram usar Miraflores como sua base.
Ser� uma grande ajuda, se�orita.
- Nos vemos depois, ent�o? - Certo.
Chamoco, Felipe, Jose.
Todos voc�s.
Deixem-me perguntar uma coisa.
Se seu chefe, meu pai, estivesse vivo hoje...
...voc�s teriam medo de barulhos � noite e fugiriam como crian�as at� a vila?
- Se�orita Teresa, entendo que precisa de n�s.
- S� digo uma coisa, muchachos.
Conhe�o voc�s a minha vida toda. Sempre trabalhamos juntos.
- Muitos de voc�s nasceram em Miraflores. - � verdade.
Se n�o querem voltar para me ajudar a salvar o gado...
...ent�o voltem para salvar Miraflores.
- Voltaremos. - Gracias.
Dr. Ramos. Dr. Scott.
- O major Cosio quer v�-los. - Onde ele est�?
- No laborat�rio com o Dr. Delacruz. - Laborat�rio?
Ficariam surpresos com o que j� est� acontecendo l�.
- Onde �? - Por aqui.
Doutor, aquele � o patrulheiro?
Sim, o sargento Vega...
...que cumpriu seu dever em vida, e agora servir� para um bem ainda maior.
Por favor.
Ent�o?
Parecem c�lulas subcut�neas correndo como loucas.
Foi o que pensei tamb�m, Dr. Scott.
N�o � de nenhum veneno que eu possa identificar com este equipamento.
Lopez, preciso de voc� de novo, por favor.
Aqui, �lcool puro.
Aqui, �gua destilada.
Aqui, tequila. Aqui, �gua com bastante sal.
- Acha que � um veneno, ent�o? - Acho.
Mas n�o um veneno qu�mico, certo?
N�o, tenho muitas raz�es para crer que � um veneno org�nico.
Tenho experi�ncia com isso.
Venenos de cobras, vespas, aranhas.
Mas prepararei as fotos e as amostras...
...e os levarei a um homem na Cidade do M�xico que saber� ao certo.
- Velasco? - Conhece Velasco?
Quem n�o conhece, doutor?
Bem, como voc�s mesmos j� disseram, se for org�nico...
...ou qualquer coisa vinda da natureza, o grande Velasco identificar�.
Disse que tinha muitas raz�es. Quais as outras?
S� havia uma ferida. Aqui. Mas nenhum sangue.
Tamb�m h� o estado dos tecidos, a bact�ria estranha...
...bact�ria, creio, encontrada nas amostras de solo perto das pegadas.
- Pegadas? - Pegadas?
V�o se impressionar.
Quando alguma coisa derruba casas, arru�na planta��es...
...seria surpresa se n�o houvesse pegadas.
Nunca vi um molde de pegada deste tamanho.
Que quer que seja, amigos...
...acho que ningu�m nunca viu uma pata ou garra deste tamanho...
...exceto estes infelizes que gostariam de nunca ter visto.
- Uma pergunta, doutor. - Espero poder responder.
O �lcool, � �gua destilada, a solu��o salina, eu entendi...
...mas pra que serve a tequila?
Bem, no seu pa�s, acho que chamaria isso de "coffee break".
- L� est� a hacienda. - Parece um lugar e tanto.
Pelo jeito voc� teve sorte. Aquela coisa chegou perto.
Sim. Gra�as a Deus ela n�o foi al�m...
...ou nossa planta��o seria arruinada igual ao resto da regi�o.
Se�orita, gra�as aos c�us est� a salvo.
Quando Lucero voltou ao est�bulo ontem sem voc�, comecei a vasculhar as colinas.
Oh, Pio, eu fui encontrada por outras pessoas.
Estes s�o Dr. Scott e Dr. Ramos.
- Este � meu capataz, Pio. - Ol�, Pio.
Por aqui.
Al�m de confort�vel � fresco tamb�m.
Sim, �s vezes acho que ser bem ventilado � o mais importante hoje em dia.
Acho que querem tomar um banho.
Florentina, leve o Dr. Ramos ao sal�o de entrada.
S�, se�orita.
E Juanito, leve o Dr. Scott � ala oeste.
Pode deixar comigo.
Depois nos veremos, e voc�s podem contar tudo sobre sua expedi��o.
Nada mau, doutor.
Nada mau para meio dia de trabalho, Chamoco.
- As vacas que o digam. - Sim, Pio, sim.
At� quinta-feira j� reuniremos todas.
Por que esta cara?
Vamos conseguir, nem que eu mesmo tenha que passar a noite na sela.
Pio, voc� n�o entende?
N�o v� que o gado sente que h� algo maligno no ar?
- Vamos esperar, Pio. - Crendices, Chamoco.
Vamos jantar e esquecer essas supersti��es.
Aceita um u�sque, senhor?
- Sim, obrigado. - S� um instante.
Juanito, depressa com o u�sque.
- Aceita tamb�m? - Por favor.
Deixa comigo.
Muchas gracias.
Posso fazer uma reclama��o, Teresa?
Sinto muito. O que h� de errado?
� esse o problema. Tudo est� uma maravilha.
Voc� est� dificultando nossos preparativos para o trabalho.
- Isso � ruim? - Depende.
Pode ficar ruim se eu parar de vez de pensar em trabalho...
...e s� me concentrar no lazer.
Hank, aqueles vulc�es est�o l� h� s�culos.
Aposto que eles n�o se importam de esperar um pouco mais.
Eu n�o esperava que voc�s ficassem falando sobre vulc�es.
Tenho algo a lhes mostrar.
Percebi isso ontem � noite na vila.
Consegue ver? Segure contra a luz.
� fant�stico, doutor.
Tem um escorpi�o preso a�.
� o que parece. Alguns s�culos de idade, mas a� est�.
Quis mostrar a voc�s antes de abrir.
Est� vivo!
Imposs�vel! Juanito, traga um frasco.
- Como pode ter resistido tanto tempo? - E sob tanto calor!
Velasco vai adorar saber disso.
Aqui, Juanito.
Com licen�a, se�ores. Voc�s colecionam escorpi�es?
Conhe�o um lugar que tem milh�es.
N�o iguais a este, Juanito.
Pancho!
Pancho, se n�o se comportar te boto pra fora!
Quero olhar melhor esse monstrinho com uma lupa.
Se eu jogar esse escorpi�o pela janela, ficaremos a s�s.
� mais simples que isso. Por que n�o vamos para fora?
Por que n�o?
Com licen�a, a linha foi consertada.
- Al�. Al�. - Hacienda Miraflores? Apenas testando.
- A linha j� est� pronta? - Perfeita.
Miraflores foi a �ltima, se�ora.
- Gaetano! - O qu�?
O que � aquilo?
N�o, no arroio!
Hank, venha aqui.
Ou�a isto.
- Al�, qual o problema? - Cuidado!
Corra, Gaetano. Entre no caminh�o.
- Onde � essa ponte sobre um arroio? - Eu te mostro.
Pancho, o que deu em voc� hoje? Fique quieto.
Doutor, temos que ir � ponte. Aconteceu algo l�.
Fique bonzinho.
Volte aqui! Pancho! Pancho, volte aqui.
Pancho! Pancho! Pancho, volte aqui!
Pancho, o que deu em voc� hoje?
Pancho, volte aqui!
Eu te pego.
Se�orita.
- O que h� com o gado, Pio? - N�o sei dizer.
- Me ajude, Sr. Hank! - � Juanito.
Corra, Juanito!
D� sua arma. Chame ajuda.
- � um escorpi�o gigante. - Onde est� Juanito?
A salvo.
Telefonista. Telefonista!
R�pido! Telefonista!
- Atirei naquela coisa umas dez vezes. - Deve estar atr�s do gado.
- Sr. Hank. - Juanito, entre, depressa.
Teresa, Florentina, entrem no jipe. R�pido.
- Dr. Velasco.
- Dr. Ramos, eu esperava te encontrar aqui.
Isso � fant�stico.
- Dr. Velasco... - Gra�as a Deus, padre.
Pensamos que estivessem todos mortos.
Somos tudo o que restou.
Inclusive os animais.
N�o sei o que dizer sobre esta noite. Comidos. Devorados.
Fui trazido at� aqui para tratar dos procedimentos de emerg�ncia.
- Todos que restaram ser�o protegidos. - Certamente.
Avise a todos para estarem prontos para sair de San Lorenzo.
E padre, que eles s� tragam o que puderem carregar.
- Muito bem. - Onde � o laborat�rio?
Logo ali.
Assim que recebi as amostras, identifiquei o veneno...
...como sendo o de escorpi�o, mas n�o tinha id�ia do tamanho da criatura...
...at� ver isto. E isto.
Este esp�cime encontrado pelo Dr. Ramos...
...� de uma esp�cie considerada extinta desde o Tri�ssico.
A conhec�amos atrav�s de f�sseis, mas nunca um exemplar vivo.
Agora, das entranhas da terra ela emerge outra vez para atormentar a terra.
O que podemos fazer? Descarreguei a metralhadora num deles.
Pe�o a todos que n�o percam a cabe�a...
...em nenhum sentido. Mas temos algumas vantagens sobre este inimigo.
Primeiro, eles s� saem � noite.
Portanto temos as horas do dia para encontr�-los e destru�-los.
Segundo, eles s�o relativamente lentos...
...a menos que ati�ados pelo cheiro de sangue.
Ainda tenho uma pergunta, senhor.
- Que arma pretende usar? - G�s. G�s venenoso.
� comprovadamente eficaz contra a esp�cie normal.
Vamos torcer para que tenha o mesmo efeito no Scorpionida rex.
Porque sen�o...
...que Deus os ajude.
- Estejam prontos ao amanhecer. - Estes s�o todos, tenente?
Quero ajudar no que puder, tamb�m.
Se�orita Alvarez, entendo seu sentimento.
Acredite, n�o estou sendo sentimental.
- N�o pediria para ir se n�o pudesse ajudar.
- Voc� n�o conhece os perigos.
Dr. Velasco, major Cosio, conhe�o a regi�o como a palma da minha m�o...
...melhor do que qualquer homem aqui. Serei boa ajuda.
Voc� mesmo disse que precisava de toda ajuda que pudesse.
Se�orita Alvarez, est� contratada.
Senhores...
...o major Cosio e eu planejamos isto.
Percebam onde cada ataque aconteceu.
Quero ir com voc�s. Quero ter uma miss�o.
N�o se preocupe, Juanito. Nos veremos de novo.
Prometo.
Pode me trazer minhas botas, por favor?
J� se onde elas est�o.
- Aqui est�o. - Que bom.
S�o botas muito bonitas.
Gostou, �?
Farei o seguinte, Juanito...
...quando voc� for grande, vou te arranjar um par igual a este.
- Obrigado, Sr. Hank. - Que tal, hein?
Sei cavalgar muito bem. Sei atirar muito bem.
J� tenho 7 anos e meio. Sou quase um meio homem.
"Meio homem"?
Juanito, saiba que �s vezes mesmo um meio homem...
...tem muita coisa importante a fazer.
E sua miss�o mais importante para agora � cuidar de sua av�.
Ela sabe se cuidar sozinha.
Eu sei, mas voc� ter� bastante tempo pra fazer coisas mais interessantes.
E o senhor tenha muito cuidado e n�o se machuque.
N�o se preocupe, eu prometo.
Um homem grande nunca quebra sua promessa.
Ainda n�o vejo nada, Dr. Velasco. Vamos em frente.
Certo.
Major.
- Sim. - Diga ao capit�o para guardar...
...todo o equipamento pesado at� que precisemos.
Certo, doutor.
- Aqui est�, uma grande abertura. - Acho que ele a encontrou, Dr. Velasco.
Vejam, h� algo errado com o cavalo. Ele vai cair!
Vamos correr para l�, Hank.
Vamos l�.
Temos que ir mais para baixo.
Esta cratera � nova. Deve ter aberto durante um dos terremotos.
- Parece um trabalho para n�s, doutor. - Com certeza.
Nenhuma chance para o Mendoza?
Qual acha que � a profundidade?
O doutor e eu j� estivemos em muitas cavernas...
...mas n�o d� pra ter certeza at� descer de fato.
O �nico modo de descobrir � descer l� n�s mesmos.
- Que me diz, doutor? - Certo.
O g�s venenoso vai funcionar numa cratera t�o grande?
Eu n�o previa um espa�o t�o aberto. Ele pode se dissipar.
Major, acho que � hora de trazer o equipamento pesado.
Guindaste, tanques e tudo o mais.
Capit�o, traga o guindaste e todo o equipamento pesado.
Est� querendo que meus homens des�am l�?
- � suic�dio. - N�o se preocupe com isso.
J� faz tempo que o doutor e eu n�o damos uma boa volta de elevador.
Hank, por favor, n�o.
- O que pensa que est� fazendo? - Sou um clandestino.
Juanito, me fa�a um favor e d� licen�a, certo?
- Sim, Sr. Hank. - �timo.
E fique quietinho no jipe como um bom garoto, certo?
- Coloque-os no elevador. - Pra que os passarinhos, professor?
Se eles pararem de cantar, � porque tem g�s venenoso na caverna.
Hank, voc� n�o precisa ir. Nenhum dos dois. N�o � sua responsabilidade.
E de quem � a responsabilidade?
Da pol�cia, do ex�rcito, do povo daqui.
Olhe, o doutor e eu sabemos mais sobre cavernas do que qualquer outro aqui.
- Por que fez isso? - Talvez pra ver o que voc� faria.
- E o que eu fiz? - O melhor.
Se�orita...
...voc� pode ajudar, mantendo um relat�rio da descida.
Quantos metros para baixo, as informa��es que chegarem...
Claro, mantenha-se ocupada. � minha teoria.
E n�o esque�a de cuidar do pequeno Juanito.
Muito bem, pode descer.
Doutor, olhe ali embaixo.
Parem. Parem o elevador um pouco.
Parem.
Hank, est� tudo bem?
� um escorpi�o pondo a cabe�a pra fora da parede. Esperem um instante.
- Pronto, j� tirei uma foto. Abaixem. - Certo, podem baixar.
Chegamos ao fundo.
Estamos numa imensa caverna. Nunca vi uma t�o grande antes.
- Algum sinal de Mendoza? - N�o daqui.
Vamos dar uma olhada.
Os passarinhos parecem estar bem.
Voc� est� a�, Hank?
Hank, responda.
Voc� est� a�, Hank?
Dr. Ramos. Dr. Ramos.
Mendoza est� morto.
- Acabamos de ver um verme de uns 10 metros.
- Hank, suba por favor.
- Hank. - N�o, queremos explorar um pouco mais.
Doutor.
Aqui.
Deve ser um ninho cheio deles.
- Nem arranha ele. - Tente outra vez.
N�o, espere.
Deve ser o av� de todos eles.
� assim que eles se matam, aquele ponto na garganta.
Deve ser isso.
Sr. Hank!
Socorro!
Socorro!
- � Juanito. - Socorro!
V� pro fundo da caverna, Juanito.
Pronto. Venha, Juanito.
Mandei ficar no jipe. Que est� fazendo aqui?
- Vim ajudar voc�s. - Ajudar a gente.
Venha.
Sr. Hank. Sr. Hank, olhe.
- O que � aquilo? - Dr. Ramos, Hank?
Est�o a�? Est� a�, Dr. Ramos? Hank, responda.
- Escorem o guindaste ou ele ser� puxado. - Coloquem escoras no guindaste.
L� se vai o elevador, tanques de g�s, tudo.
N�o tem peso no cabo.
Pegue o cabo, e mande-o de volta o mais r�pido poss�vel.
Suba devagar.
- Talvez eles estejam pendurados. - Traga pra cima. Por favor.
Continue puxando.
- Continue, doutor. - Segure-se. Voc� consegue.
- Continue. - Vamos, segure-se.
- O que houve com Hank? - Hank e Juanito est�o l� esperando.
- Fa�am um la�o no cabo e des�am-no. - Fa�am um la�o no cabo.
Oh, Juanito. Oh, Juanito, por que fez isso?
Eu tentei ajud�-los.
Escurecer� em uma hora, e os escorpi�es sair�o de novo.
- N�o conseguiu usar o g�s? - N�o, n�s o perdemos na lava derretida.
Deve haver uns 50 deles l� embaixo.
N�o podemos fechar a cratera com dinamite?
N�o fazem id�ia do tamanho do lugar. Esperem at� ver as fotos.
Vou querer as fotos. Queria poder capturar um tamb�m.
N�o daria pra puxar uma dessas coisas nem com este guindaste.
Major, vamos tentar fech�-la com uma explos�o. Antes do anoitecer.
Achei que tinha dito que escorpi�es podiam durar meses sem comida.
N�o os gigantes. Eles devem comer o pr�prio peso a cada 3 ou 4 dias.
E se eles acharem outro caminho? As passagens l� embaixo.
Aqui � o �nico lugar em que eles apareceram.
Provavelmente a �nica sa�da da caverna.
- Major. - Sim, doutor.
Vamos fech�-la.
Pronto?
Explodir.
Acho que isso � o bastante.
Meia noite, e tudo volta ao normal.
N�o � o fim ainda, n�o pra n�s. � s� o come�o.
Hank, todos j� fizemos nossa parte...
...e gra�as a Deus terminamos sem que houvesse mais trag�dias.
Voc� ainda tem a pesquisa sobre os vulc�es.
N�o faz mal. Eu volto pra casa pro jantar.
Vou ter que ir embora.
Devia ter ido aos EUA h� dois meses para comprar mais cabe�as de gado.
Vai passar pela Cidade do M�xico antes?
Ent�o eu termino meu servi�o aqui com o doutor.
Depois te encontro l�, e voc� me mostra a cidade.
Mas mesmo assim, seriam um ou dois dias...
N�o quero que dure s� dois dias, Hank.
Tamb�m n�o quero.
N�o iludo os outros, e n�o quero que me iludam tamb�m.
N�o vou iludir, querida.
Gosto muito de voc�. E te quero demais.
- Dr. Scott. - Al�, mal consigo te ouvir.
Aqui � o Dr. Velasco.
Ol�, Dr. Velasco. Como est�?
Bem, estamos prontos para come�ar, enfim. Sim, agora mesmo.
Sinto ter que atrapalhar mais uma vez seus planos e os do doutor...
...mas alguns de meus colegas aqui no M�xico
est�o muito ansiosos para falar com voc�s.
Acho que n�o h� nada al�m do que o senhor j� sabe, Dr. Velasco.
Tenho a meu lado neste instante o diretor da
defesa civil e altos oficiais do ex�rcito, Hank.
� imperativo que voc�s voltem aqui para terminar seu relat�rio.
Infelizmente devo dizer que voc�s podem receber um mandato.
Qual o problema? Est� tudo sob controle, n�o �?
N�o h� por que se alarmar.
Mas um pedido de colabora��o foi feito por um...
...bom vizinho do sul, ent�o-
Bom, j� que � assim...
Olhe, j� adiamos a viagem 5 vezes. Uma vez mais n�o far� diferen�a.
Qu�? Um avi�o? Sim, claro, isso ajudaria muito.
E, Dr. Velasco, ser� que h� espa�o para tr�s nesse avi�o?
Claro que h�.
Certo, senhor. Sim, entendido. Certo, hasta luego.
- Ele desconfiou? - Acredito que n�o.
- Ele acha que o perigo j� passou. - �timo.
Voc� adiou com prazer nossa viagem...
...quando soube que Teresa poderia ir no avi�o.
Pelo menos tive um bom incentivo.
Amigo, lembre-se que aqui n�o � o cinema perto de sua casa.
Aqui � o M�xico. Quando um homem
d� tanta aten��o a uma garota como voc� deu...
...quando ele menos percebe, est� num altar se perguntando o que houve.
E da�? Algo contra o casamento?
Tento lembrar do que meu pai me disse uma vez.
Ele disse, "Arturo, toda crian�a no mundo nasce solteira.
Tente lucrar mais do que eu, pela experi�ncia. "
- Dr. Ramos, Dr. Scott. - Sim?
Eu sou Victor Esteban. O Dr. Velasco pediu para lev�-los at� ele imediatamente.
Agora? Mas e a se�orita Alvarez?
Tenho ordens de lev�-la aonde ela quiser.
Mas os cavalheiros ter�o que me acompanhar at� a universidade.
Tudo bem.
Venham comigo.
Senhores, agradecemos por terem adiado seus planos pessoais para nos ajudar.
E pedimos desculpas por traz�-los aqui sob falsas motiva��es.
N�o � um pa�s vizinho que precisa de ajuda. � nosso governo.
Se�or Moreno, � claro que sempre h� a possibilidade de perigo.
Daqui a 20 anos, talvez outro terremoto.
N�o � um perigo em potencial, senhores.
Pelo jeito � bem real, e n�o para daqui a 20 anos. Talvez menos de um m�s.
- � melhor contar desde o come�o. - Sim, claro.
Sou encarregado de um projeto de mapeamento a�reo para nosso governo.
Recentemente nossos avi�es fotografaram a regi�o ao redor de San Lorenzo.
Senhores, � melhor se sentarem e darem uma olhada.
Pode apagar a luz.
N�o. N�o perto da cidade.
� um deles.
Est�o convencidos de que nossos medos s�o justificados?
N�o gostaria de discordar...
...mas s� porque foi achado um escorpi�o morto ao sair para a superf�cie...
...n�o quer dizer que n�o destru�mos todos com a dinamite.
Este escorpi�o pode ser um dos que-
Com licen�a, senhor. Naturalmente, n�s pensamos a mesma coisa.
Verificamos as fotos outra vez.
No dia 21, dois dias depois do terremoto, o escorpi�o n�o estava ali.
N�o estava ali at� o dia seguinte ao da explos�o.
E voc�s pensaram que destru�ram todos eles.
� �bvio que pelo menos um sobreviveu � explos�o...
...e quase conseguiu chegar � superf�cie.
Ligue as luzes.
Senhores, temos que nos preparar para que haja mais deles.
Onde exatamente fica o local desta foto?
Ao sudoeste do vulc�o.
Quase em frente � rachadura por onde o senhor e o Dr. Scott desceram.
Vejam, esta � a cratera.
Aqui � San Lorenzo.
Foi exatamente aqui que a foto foi tirada.
Ainda acho que isso � tempestade em copo d'�gua.
O Dr. Velasco estava l� e viu a explos�o.
Nada poderia sobreviver debaixo de tantas toneladas de pedra.
- Se estiverem debaixo das pedras. - Acho que n�o entendi.
Pela sua descri��o, relatada pelo Dr. Velasco...
...ficou �bvio que a caverna � qual voc�s dois desceram...
...� parte das Cavernas de Chamilpa...
...imensos t�neis que percorrem o subterr�neo por quase 8km...
...muitos dos quais circundam a regi�o da Cidade do M�xico.
Alguns est�o inundados, partes de lagos subterr�neos.
Ouvi falar deles.
Aqui est�o. Percebam como a abertura da cratera...
...fica diretamente sobre este ramo do sistema.
Esta grande caverna aqui � exatamente o lugar onde voc�s tiraram as fotos.
Percebam tamb�m que...
...o local onde o escorpi�o foi fotografado do ar...
...tamb�m � parte de um sistema de conex�o.
Os escorpi�es podem ter fugido para v�rios abrigos subterr�neos.
Como voc� mesmo considerou naquele dia, Hank.
O que � aquele ramo maior?
� uma caverna que se estende ao sul por 30km at� a Cidade do M�xico...
...ali, indo parar abaixo da ferrovia.
Esta � a quest�o. Quantos dos escorpi�es podem ter resolvido ir para l�?
E quando eles resolver�o sair � superf�cie em busca de comida?
Por isso trouxemos os senhores aqui.
Depois de amanh�, queremos que organizem uma equipe...
...de especialistas militares e cient�ficos para
planejarmos uma emerg�ncia.
Que tipo de armas voc�s usaram? Qual a for�a delas?
Os proj�teis que usei deveriam perfurar 5cm de a�o.
Mas n�o afetou os escorpi�es! Como eles matam uns aos outros?
A garganta. Eles t�m um ponto fraco bem aqui, sem coura�a.
Quando eles se atacam, injetam veneno na garganta do outro.
- Consegue reproduzir o veneno? - N�o sem termos um esp�cime.
Precisamos de algo que penetre esse pequeno ponto...
...e mande algum tipo de veneno no sistema circulat�rio.
N�o fa�o id�ia do que poderia ser.
Estamos todos no mesmo dilema.
Na reuni�o de sexta-feira, garanto que chegaremos a uma solu��o.
Senhores, n�o creio ser necess�rio dizer que...
...tudo que foi falado aqui � sigilo absoluto.
Esta cidade tem 4 milh�es de pessoas.
Se essas informa��es vazarem...
...o p�nico da popula��o ser� pior que os escorpi�es.
Belo vestido, bela garota.
Obrigada.
Fico feliz que possa me ver
vestindo algo al�m das minhas roupas de rancheira...
- ... pelo menos por dois dias. - Tamb�m fico.
Hank, sobre o que � a reuni�o de sexta?
� s� uma confer�ncia de geof�sica a que o Dr. Velasco nos convidou. Cigarro?
Agora n�o.
Depois de acabar, onde te levo pra jantar?
Hank, ainda s�o 9h.
Por isso mesmo.
Esqueceu que estamos na Cidade do M�xico?
Aqui ningu�m janta antes das 11h. �s vezes at� meia-noite.
Ent�o agora � praticamente tarde. Muitos homens saindo dos escrit�rios.
Terei problemas com voc�.
Trabalhe nisso, professor. Quem sabe consiga me decifrar.
Belo trabalho.
Caviar. N�o est� exagerando um pouco, Hank?
Bem, tenho 48h para te causar uma impress�o que dure por 2 meses.
N�o gosta de caviar?
Adoro, mas s� nunca entendi por que � t�o caro.
Bem, � um ano inteiro de trabalho para um esturj�o.
Esses dois dias foram maravilhosos. Queria que n�o precisassem acabar.
N�o precisam.
Por ora, precisam.
Queria te fazer mudar de id�ia.
Voc� n�o precisa ir embora. O vulc�o pode esperar.
N�o, voc� faz seu discurso amanh� e vai na sua expedi��o boba...
...e eu fa�o minhas coisas.
Quando voltarmos n�o teremos mais nenhuma preocupa��o.
Interrompemos este programa para not�cias urgentes.
O expresso de Monterrey descarrilou nos arredores da Cidade do M�xico.
Relatos anteriores indicam que o n�mero de mortos � alto.
Testemunhas afirmam que escorpi�es gigantescos...
...foram vistos ao redor dos destro�os.
Um momento, estamos tentando alcan�ar o local de emerg�ncia.
Os relatos dos hospitais e postos de emerg�ncia at� agora indicam que...
...muitos dos feridos est�o em estado t�o grave que dificilmente sobreviver�o.
Todas as ambul�ncias, carros, caminh�es e outros ve�culos...
...foram convocados pelas autoridades para atender � emerg�ncia.
Recebemos a informa��o do local confirmando que 129 pessoas...
...foram mortas e centenas est�o desaparecidas.
Sobreviventes dizem que...
...um escorpi�o negro gigante matou os menores e est� indo para a cidade.
Est�vamos te procurando.
- O que podemos fazer? - Logo poder�o ajudar.
N�o sabemos quantos ainda restam, mas o maior pode ser o �nico.
Com o derramamento de sangue do acidente, os escorpi�es enlouqueceram.
O maior matou quatro deles, e pode ter matado o resto antes.
- Onde est� o escorpi�o?
- N�s o perdemos nas colinas a 15km da cidade.
Mas est� se aproximando pelo lado noroeste da capital.
Sim. Sim.
Ele foi localizado. Vamos.
Aten��o. Aten��o. A cidade est� sob lei marcial.
Todos os habitantes ao norte de Tacubaya
e oeste de Guadalupe devem evacuar suas casas.
Sigam as ordens da pol�cia.
Ou�a, querida. Entre naquele pr�dio e fique l�.
O escorpi�o ainda n�o chegou � cidade.
Foi confirmado que apenas um escorpi�o negro est� vivo.
O p�blico j� foi avisado que a cidade sofrer� um apag�o total.
Um cintur�o de defesa est� sendo organizado
ao redor da regi�o onde ele foi visto.
As autoridades est�o tomando todas as
medidas de precau��o. Mantenha sua seguran�a.
Proteja sua casa de focos de inc�ndio.
Setores da comunidade est�o em p�nico...
...somando mais um peso nas costas das autoridades e amea�ando...
...atrapalhar as comunica��es vitais para a defesa da cidade.
Se rifles e canh�es n�o o det�m...
- Major Cosio falando. - Sim.
Apertamos em uma milha o cerco em Insurgentes. A opera��o continua.
�timo. Mande o major Ortega nos encontrar na frente do est�dio com a arma.
Major Ortega, major Ortega.
Doutor Velasco falando. Encontre-nos na frente do est�dio com a arma e o gerador.
Que arma � essa?
Espero que seja uma arma. Agora, � apenas uma esperan�a.
- Dr. Velasco? - Sim?
Diga ao cel. Sanchez para levar todo o armamento pesado ao est�dio.
Cel. Sanchez, cel. Sanchez. Dr. Velasco falando.
Leve todo o armamento pesado ao est�dio imediatamente.
O proj�til entra pela garganta.
Se eu der sorte, Dr. Velasco. Mas nunca usei uma arma assim antes.
Anexo ao proj�til est� o fio de cobre...
...e depois o fio isolado que se une ao cabo e ao gerador.
Isso descarregar� 600.000 volts.
- Essa carne deve atra�-lo para c�. - Espero.
� o �nico modo de encurral�-lo.
Talvez seja preciso mais de um tiro, major.
Se�or Moreno.
O escorpi�o est� seguindo o caminh�o de carne.
L� est�.
A garganta, major. Lembre-se, a regi�o branca na garganta.
Ele levanta a cabe�a antes de atacar.
Certo.
Voc� errou!
N�o errarei desta vez!
Desliguem! Desliguem!
Liguem a for�a!
Desliguem!
Agora podemos obter um amostra do veneno do Scorpionida rex...
...analisar e criar uma prote��o contra eles caso voltem.
- Hank, Velasco quer... - Senhores, n�o percamos mais tempo.
Podemos nos encontrar amanh� em meu laborat�rio para recapitular.
Hank, se�orita Alvarez! Ainda n�o terminamos.
Nem n�s.
Legendas por Luiz Alves
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