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RUA BERNER � o Estripador! Vamos!
� o Estripador! Vamos!
L� vai ele!
- Ele entrou numa casa! - Agora n�s o pegaremos!
Houve outro assassinato.
Est�o procurando por Jack, o Estripador.
� voc�!
Eles est�o procurando por voc�!
NAS M�OS DO ESTRIPADOR
Anna... Anna...
Tradu��o e revis�o: Cayman
Est� muito frio, vov�.
Est� solit�rio. Muito solit�rio.
Est� muito frio, vov�. Muito frio.
Mary, querida, ou�a bem a vov�.
N�o h� ningu�m no mundo dos esp�ritos para brincar com voc�?
N�o h� ningu�m?
� muito solit�rio, vov�.
Bem, olhe ao seu redor, querida.
N�o h� ningu�m a� com voc�? Deve haver algu�m.
Acho que n�o est� tentando, querida.
Olhe atr�s de voc�.
Sim.
Quem �, querida? Veja quem �.
Veja quem � para a vov�, querida, por favor.
� uma garotinha como eu. Uma garotinha.
Pergunte o nome dela, querida. Descubra o nome dela.
N�o o seu nome espiritual.
N�o saber�amos o nome espiritual dela aqui, n�o � mesmo?
Ela disse que se chama Claudia.
Ela est� bem, mas o seu vestido est� todo molhado.
� a Claudia! Claudia, meu beb�.
Claudia, pode ouvir a mam�e?
Claudia, fale com a mam�e, por favor.
Eu ou�o vozes, vozes estranhas...
mas n�o consigo entender o que est�o dizendo.
O que est� acontecendo? N�o entendo essa l�ngua.
Italiano? � italiano?
"La poverina".
Vejo um barco. Houve um acidente. � isso o que vejo?
Eu vejo um barco e �gua. Muita �gua.
- Um lago... - Claudia, pode me ouvir?
Fale comigo, por favor.
A Claudia est� feliz, Mary?
Pergunte � garotinha se ela est� feliz, querida.
� a vov�, querida.
Pergunte � garotinha se ela est� feliz.
Pode me ouvir, Mary?
Voc� precisa tentar, ou a vov� vai ficar muito irritada.
N�o adianta. Perdemos contato com o mundo espiritual.
Tente, por favor.
Se os esp�ritos n�o cooperam, n�o podemos fazer nada deste lado.
De acordo com os astros...
os esp�ritos estar�o bem receptivos na pr�xima quarta-feira...
se quiser tentar novamente.
Posso reservar um hor�rio �s 8h30 se quiser passar por aqui.
Sra. Golding, como um estudante do ocultismo...
nunca presenciei um contato t�o pr�ximo com o mundo espiritual.
� um grande talento, madame.
Um grande talento natural, Sr. Dysart.
Um grande talento natural, madame.
- Farei tudo que puder para ajudar. - Obrigado. Somos muito gratos.
- Obrigado. - At� quarta-feira.
� sua primeira visita a uma m�dium, Sr. Pritchard?
Sim.
Os jovens n�o t�m interesse em esp�ritos.
Eles conhecem poucas pessoas que morreram.
Quando o jovem envelhece, ele percebe...
que a morte nos separa cada vez mais daqueles que amamos.
Acredita nisso, Sr. Pritchard?
Sim, Sra. Golding.
- Saia da�! - Minha querida jovem!
- O que est� fazendo, garota? - Eu a machuquei?
Sim, senhor...
quero dizer, n�o, claro que n�o, senhor.
O que est� fazendo aqui embaixo?
Ela adora ouvir as vozes dos esp�ritos. Pode ir agora.
J� disse a ela para n�o ficar por aqui quando tenho clientes...
Convidados. Ela n�o escuta uma palavra do que digo.
� sua filha, Sra. Golding?
Eu a trouxe de um orfanato h� alguns anos...
porque tenho um bom cora��o.
A m�e dela morreu, eu acho. A garota n�o tinha ningu�m.
S� Deus sabe o que aconteceu com o seu pai, se ela teve um.
Mas deve-se fazer o poss�vel...
pelas criaturas pobres deste mundo. N�o concorda, Sr. Pritchard?
Sim, Sra. Golding, deve-se fazer.
Boa noite, senhores. Boa noite.
Para um espet�culo, at� que foi divertido.
Espet�culo? Foi uma fraude criminosa.
Aquela pobre mulher ficou hist�rica.
A Sra. Golding � uma sanguessuga, enriquecendo com a tristeza humana.
Uma carta � imprensa vai acabar com este tipo de neg�cio.
Desculpe, filho. N�o posso esperar que se interesse por minhas causas.
- Para casa, Pleasants, por favor. - Casa?
- � minha despedida de solteiro. - Mas j�?
Laura chega amanh�, o casamento � em seis dias.
- As coisas podem ficar diferentes. - Eu n�o diria isso.
Conversamos depois. V� com a carruagem, eu vou andando.
V� para a sua festa, filho.
- Boa noite. - Divirta-se.
Vamos!
Quer um t�xi, senhor? Posso buscar um para o senhor.
Muito bem. Eu espero aqui.
� como se eu estivesse vendendo meu pr�prio sangue.
Nunca irei me perdoar. A pobre menina tem apenas 17 anos.
Ora, vamos, iria mesmo acontecer.
Mais cedo do que tarde, dependendo da garota.
Seja gentil com ela. � uma garota inocente.
� bom ser mesmo por este pre�o.
Se n�o precisasse tanto de dinheiro, nunca permitiria isso.
Claro que n�o.
Ol�, minha querida.
N�o tenha medo, querida.
Acredito que sua tia Ihe disse que eu a visitaria esta noite.
Sim, senhor.
Vamos fechar a janela?
Fica mais confort�vel.
Ora, vamos!
Trouxe-Ihe um presente, Anna.
Veja.
Pronto. O que acha?
Aposto que nunca teve algo t�o lindo, n�o �?
S�o pedras preciosas, sabe.
Voc� gostou? � todo seu.
Garota, voc� est� bem?
Qual � o problema?
Mas que droga, o que acha que est� fazendo?
� alguma brincadeira?
Saiba que n�o est� lidando com um campon�s rec�m-chegado em Londres.
Levante-se!
Levante-se, vagabunda! Levante-se!
- Levante-se! - Pare! Pare com isso, Sr. Dysart.
Ela � apenas uma garota inocente.
Ou�a, velha idiota, eu paguei e n�o vai me enganar com esse joguinho.
Pronto, Anna. Est� tudo bem.
Acontece com todas n�s. O Sr. Dysart n�o quis machuc�-la.
Que truque mais velho. Aposto que j� a vendeu como uma virgem antes.
- Jamais! - Bem, dessa vez n�o dar� certo.
Vou dormir com ela ou quero meu dinheiro de volta.
Pare! Pare com isso, Sr. Dysart!
Tudo bem, aqui est� o seu dinheiro.
Por Deus, mulher! Voc� n�o tem senso de valor?
Pronto, querida. Est� tudo bem agora.
Anna...
Olhe o que voc� fez!
Sra. Golding?
Vamos! Saiam daqui. Vamos!
Agora mesmo, vamos. Todas para fora.
Uma coisa � muito clara, senhores...
quem matou aquela mulher tinha uma for�a muito grande.
Ouvirei cada um individualmente, no entanto...
tenho alguns detalhes que n�o digamos, est�o muito claros.
Inspetor, tenho assuntos urgentes a tratar na C�mara.
Sr. Dysart, farei o poss�vel para n�o mant�-lo aqui por muito tempo.
Agora, vejamos... Sr. E Sra. Wilson.
Voc�s foram os primeiros a deixar a casa da Sra. Golding...
quando a "conversa" com o mundo dos esp�ritos terminou.
- Correto. - Voc�s sa�ram da casa...
entraram na carruagem e foram embora.
- Viram algu�m sair depois de voc�s? - N�o, Inspetor.
T�m certeza absoluta?
Minha esposa estava angustiada. N�o notei nada al�m disso.
Ent�o, Dr. Pritchard, o senhor saiu com seu filho.
Correto.
Meu filho foi de carruagem para sua festa, como eu disse.
Mandei um garoto buscar um t�xi para mim.
Quando o t�xi estava chegando, eu ouvi o grito.
E quando saiu da casa, Sr. Dysart?
Logo ap�s os Pritchards. A porta ainda estava aberta.
- Eu j� Ihe disse isso. - Ent�o, Dr. Pritchard...
deve ter visto o Sr. Dysart deixar a casa.
- N�o, eu n�o vi. - Mas estava do outro lado da rua.
Talvez tenha visto o Sr. Dysart, Sr. Pritchard?
Receio que n�o.
Espero que saiba o que est� sugerindo aqui.
Talvez o senhor possa explicar por que n�o foi visto...
pelo Doutor e pelo Sr. Pritchard, que estavam a apenas 6 metros?
Eu...
Inspetor, me ocorreu que se o Sr. Dysart saiu 2 minutos depois...
� poss�vel que n�o o tenhamos visto...
pois est�vamos do outro lado da carruagem.
Sim, Dr. Pritchard. Eu pensei nesta possibilidade.
� uma poss�vel explica��o.
Claro, mas que estupidez a minha. Eu me lembro da carruagem agora.
Foi um lapso!
Pode ficar de p�, Sr. Dysart?
Dr. Pritchard, o senhor � a �nica testemunha que tenho.
Pe�o que observe bem o Sr. Dysart.
O Sr. Dysart poderia ser o homem...
que viu saindo da casa da Sra. Golding ap�s ela gritar?
Estava escuro. Poderia estar enganado, Doutor?
Pense antes de responder, por favor.
N�o, acho que n�o era o Sr. Dysart, Inspetor.
Era um homem muito maior.
Acredito que o vil�o desta hist�ria escapou, Inspetor.
BALSA BILHETERIA
Ela se perdeu, Sr. Michael. Eu sabia.
Pobre garota.
Sra. Bryant, gostaria muito que n�o usasse essa express�o.
A Laura n�o tem nada de pobre. L� est� ela!
Estou esperando pelo meu noivo. Ele j� deve estar chegando.
Laura?
Michael!
Finalmente, meu amor!
Depois de um ano e 4 dias! Os 4 dias foram os mais longos.
Nunca mais ir� acontecer, eu prometo.
- Bem-vinda de volta, Srta. Laura. - Sra. Bryant.
Agora sei que estou mesmo em casa.
Meu pai n�o p�de vir por causa da "press�o do trabalho".
Coitado do seu pai. Ele trabalha muito.
As coisas mudaram. Ele agora � seguidor de um tal de Freud.
Ele diz que � psicanalista.
Bem, voc�s dois ainda n�o est�o casados.
Sra. Bryant tem ordens para ficar de olho em n�s at� o casamento.
Ficar� com meu pai, e eu ficarei no meu clube.
- A carruagem, Srta. Laura. - � o Pleasants!
Que bom ouvir sua voz novamente.
V� devagar para que Michael possa me contar todas as novidades.
N�s a questionamos, Doutor, mas ela n�o se lembra do assassinato.
N�o se lembra de nada?
Esqueceu completamente?
Entendo.
Saia daqui! Estamos com fome!
N�o sabemos se n�o foi demais para a cabe�a da garota.
Com a morte da Sra. Golding, quem vai cuidar dela?
O destino dela � a rua, como o de muitas outras.
Por que n�o entra aqui, querido? Venha ver como vive a realeza.
Talvez possa arranjar algo.
- Como m�dico, posso ajud�-la. - Ela ficaria muito grata, Doutor.
Quer que eu fa�a um show para o Doutor, Inspetor?
- Venha para mim, querido! - Abram espa�o, voc�s.
D�em licen�a.
Essas vagabundas pegaram as roupas dela, Inspetor.
Muito bem, j� chega. Deixem-no passar. Parem!
N�o fa�am isso comigo. Vai chegar a vez de voc�s. Parem!
Lembra-se de mim, Anna?
Sim, senhor, eu lembro.
E que tal uma de n�s?
Sil�ncio, voc�s! J� chega disso, ouviram?
Sabe para onde vamos, Anna?
N�o sei, senhor.
Vamos para a minha casa.
Vou cuidar de voc� de agora em diante. Gostaria disso?
N�o, voc� estar� segura. Chega de sess�es esp�ritas...
com voc� imitando o fantasma.
Chega de senhores no seu quarto no meio da noite.
- Voc� ter� uma vida diferente. - Vou trabalhar na cozinha?
N�o, Anna.
Eu tenho uma boa cozinheira, uma governanta e uma empregada.
Tudo o que voc� tem a fazer � se tornar parte da fam�lia.
- Fam�lia, senhor? - Sim.
Bolinhos! Bolinhos!
Chegamos, senhor.
Chegamos em casa. � aqui onde eu moro.
Obrigado, senhor.
Voc� aprova?
Sim, senhor! � linda!
Bem, vamos entrar.
Este ser� o seu quarto, Anna.
Este era o quarto da minha esposa. Ela morreu h� muito tempo.
Mas de agora em diante, este ser� o quarto da Anna.
Dolly, ajuda a Srta. Anna em tudo que puder.
Sim, senhor.
Anna, est� feliz?
Bem... posso ver que sim.
Dolly, a primeira coisa a fazer � dar um banho em Anna e vesti-la.
Sim, senhor. Vou preparar a banheira.
Talvez encontre alguma coisa no arm�rio da minha esposa...
que a Srta. Anna possa usar no jantar.
Sim, senhor. Tem o vestido rosa. A Srta. Anna ficar� linda nele.
Sim.
Bem, parece que a Dolly sabe onde encontrar as coisas...
ent�o n�o hesite em pedir o que quiser a ela.
N�o se preocupe, senhor, nem ir� reconhec�-la.
Vamos, Srta. Anna.
- Pleasants, traga a bagagem. - Sim, Sr. Michael.
Michael, � t�o bom estar de volta.
Tr�s degraus para baixo...
Ah, o porta guarda-chuvas...
Aqui est� sua velha bengala, lembra dela?
Aquele rel�gio horr�vel. Lembro-me dele tamb�m.
N�s o quebramos.
A porta do escrit�rio...
e o espelho que j� n�o tem nenhuma utilidade para mim.
E a mesa, a cadeira...
o vaso chin�s e agora a escada...
- Laura... - Michael, voc� se mexeu.
Pegou o homem errado, Laura.
Dr. Pritchard. Desculpe, me perdoe.
Como est�, Laura? Espero que tenha feito boa viagem.
- No quarto de h�spedes, Pleasants. - N�o vai ficar no quarto da mam�e?
N�o, j� temos uma h�spede.
- Posso perguntar que h�spede, pai? - Adapto-me a um quarto em minutos.
N�o tem problema. Ficarei somente alguns dias.
� a garota da Sra. Golding.
Ela estava em uma cela com...
companhias muito duvidosas.
Eu disse a ela que poderia ficar conosco.
Voc� a trouxe para c�?
Anna?
Pode descer um instante, minha querida?
Este � o meu filho Michael. Lembra-se dele?
- Como vai, senhor? - Bem-vinda a nossa casa, Anna.
- Obrigado, senhor. - Esta � minha noiva Laura.
- Ol�, Anna. - Laura � cega, querida.
- Srta. Laura... - N�o se preocupe.
� apenas um inconveniente. Eu vejo com minhas m�os.
Dolly, leve a Srta. Anna para o banho.
Vamos, Srta. Anna. A banheira j� est� pronta.
E eu preciso voltar ao trabalho. Vejo-a no jantar, Laura.
Chame a Sra. Bryant para mostrar o quarto a Laura.
Ele � um homem muito gentil.
Estava esperando por voc�.
Doutor, n�o sei por qual motivo me salvou de tal constrangimento...
mas sou muito grato, senhor.
Foi um mal-entendido...
que poderia ter arruinado minha carreira parlamentar.
Sim, Sr. Dysart. Ser enforcado tamb�m arruinaria o seu pesco�o.
N�o quero desmerecer sua contribui��o...
mas n�o chegaria a tanto.
� mesmo? Sr. Dysart, ou Anna ou o senhor matou a Sra. Golding.
Ora, vamos!
N�o pode estar pensando que um nobre membro parlamentar...
sairia por a� matando pessoas.
Se suspeita que sou culpado, por que mentiu para me salvar?
Porque isso vai me ajudar.
Meu conhecimento de certas doen�as mentais...
leva-me a suspeitar de um de voc�s mais que do outro.
- Eu poderia estar errado. - Eu a vi, ela estava possu�da.
O corpo todo estava contorcido. Suas m�os...
- As m�os n�o eram as delas. - � mesmo? E de quem eram?
Como eu vou saber? Ela estava possu�da.
Se n�o estava, como pode uma garota t�o fr�gil...
atravessar um corpo humano...
e uma porta de madeira com um ati�ador?
A histeria que acompanha algumas doen�as mentais...
pode gerar for�a extraordin�ria. Esta � uma das explica��es.
- E a outra seria que eu a matei? - � uma possibilidade.
Eu n�o entendo. Se suspeitasse que cometi um crime t�o brutal...
n�o estar�amos discutindo isso na sua casa.
- Anna est� l� em cima agora mesmo. - Ela o qu�?
Eu pretendo estud�-la. Para isso, precisa ficar sob meus cuidados.
Droga! Ela � um ser possu�do, selvagem como um animal.
Ou�a. Desde o in�cio dos tempos o homem mata seu semelhante.
Quando isso acontece, n�s ca�amos o assassino...
e usamos a lei para assassin�-lo em troca.
N�s o torturamos, o queimamos vivo, o estripamos...
Mas hoje em dia somos mais humanos, simplesmente o enforcamos.
E nesse tempo todo, nunca tentamos entend�-lo...
ou descobrir o por qu�.
Por que um ser humano mata outro ser humano?
Ent�o continuamos tendo assassinatos, e assassinamos por vingan�a.
E s� os vermes do cemit�rio lucram com isso.
- Mas ela estava possu�da! - Besteira!
Eu acredito que a garota esteja sofrendo de uma doen�a mental...
possivelmente causada por uma terr�vel experi�ncia na inf�ncia.
Talvez tenha sido cong�nita, mas dividiu sua mente.
Existe um m�dico austr�aco chamado Freud que estudou isso.
Chama-se esquizofrenia.
Ele tamb�m usou uma ci�ncia nova chamada psican�lise para...
explorar a mente e suas doen�as, para descobrir por que.
Esta � a t�cnica que gostaria de usar em Anna...
mas preciso da sua ajuda.
Agora talvez entenda meu comportamento na delegacia.
Quero que use sua posi��o para descobrir o passado dela...
sua fam�lia, onde ela morava, tudo.
O menor detalhe pode ser vital para entender sua condi��o.
- E se ela matar mais algu�m? - Ela n�o ir�.
E se ela matar, para entender a psicologia do assassinato...
valer� a pena correr o risco.
E se eu me recusar?
Posso lembrar quem vi saindo da casa depois do assassinato.
Com muito mais precis�o, desta vez.
� melhor ir embora.
Uma coisa que deve aprender aqui...
� ter o que o Dr. Pritchard chama de fisionomia feliz...
o que significa que gosta de ver as pessoas sempre sorrindo.
N�o que ele fique sorrindo o tempo inteiro, entende?
- N�o como n�s. - N�o chorava de tristeza...
estava chorando de alegria.
- � um quarto muito bonito. - Sei que estava, Srta. Anna.
Est� tudo bem. � o Dr. Pritchard.
Anna, na minha idade, a mod�stia � uma simula��o de fei�ra.
Ela ficar� linda com o vestido, senhor.
Veja como fica com o vestido.
Senhor, � lindo!
Estaremos no restaurante em uma hora...
assim que eu puder deixar a Embaixada.
Deixei a carruagem para voc�. Pleasants a acompanhar� � porta.
Dolly.
Fique de olho nela at� que entre na carruagem.
Ela teve um dia perturbado e precisa de companhia.
Sim, senhor. Srta. Anna!
Vai parecer uma princesa esta noite.
Espere e ver�.
Aqui.
Est� um pouco apertado. Minha nossa, j� � tarde!
Querido, voc� me abra�ando assim pode arruinar nossa reputa��o...
mas poderia fazer isso a noite toda.
- Ent�o, vamos. - Quando estivermos casados.
Mas agora acabou a m�sica e seu pai est� esperando.
Ah, pai...
Est� t�o quente.
- Vamos voltar e dan�ar. - N�o, meus p�s doem, vou sentar.
- Estou com calor. - � sua direita.
Assim est� melhor.
Dan�ar me deixou com sede.
Minha nossa.
Est� tudo bem.
Preciso ir.
Estou preocupado com Anna. Ela j� deveria ter chegado.
- N�o vamos demorar. - A Sra. Bryant cuidar� de voc�s.
Obrigado, Dr. Pritchard.
Sinto muito. Parece que algo estragou a noite do seu pai.
Mas n�o a minha.
Dolly. � muito bonito.
Tenho medo de me mexer e acordar.
N�o est� dormindo, Srta. Anna.
Tome. Veja as costas.
Precisa me chamar de "senhorita"? Prefiro ser sua amiga.
N�o, isso n�o pode acontecer. Uma pessoa como eu...
n�o pode falar com uma dama de forma t�o �ntima.
- Mas n�o sou uma dama ainda. - Espere at� se ver com isto.
Vai ficar muito bonita esta noite, Srta. Anna.
Todos olhar�o para a senhorita.
Ser� a mais bela do baile, espere e ver�.
Isto ficar� lindo com o vestido.
Pronto. Gostou, Srta. Anna?
Ah, voc� gostou! Sabia que gostaria.
Parece uma boneca, Srta. Anna, pronta para conhecer a Rainha.
Vou beij�-la agora, antes que se torne uma dama.
Anna...
Pleasants, v� ao restaurante e diga ao Sr. Michael que o est� esperando.
- Pego um t�xi se precisar. - Est� bem, senhor.
Anna...
D�-me isso, Anna.
D� para mim.
Vou guardar para voc�.
Fique aqui.
Dolly?
Anna... Venha comigo.
O que estou fazendo aqui?
- Dev�amos estar no restaurante. - Est� tudo bem.
� muito tarde. Voc� teve um dia longo.
Est� com muito sono.
Sim, estou com muito sono.
- Aconteceu alguma coisa? - Nada, minha querida.
Voc� cochilou e teve um pesadelo.
Dr. Pritchard...
o senhor voltou e me encontrou dormindo.
Estou envergonhada.
- Dr. Pritchard. - Era isso que eu procurava.
Tudo bem, Sra. Bryant. Laura pode se deitar sozinha.
Precisa dormir, considerando o trabalho que temos a fazer.
Sim, os preparativos para o casamento.
Dolly prometeu que me acordaria quando o senhor chegasse.
Aonde ela foi?
Receio que perdemos nossa Dolly, Sra. Bryant.
Quando Anna e eu est�vamos saindo...
um homem trouxe uma mensagem da m�e de Dolly.
Eu n�o sabia que ela tinha m�e. Dolly nunca falou sobre ela.
Pelo que parece, sua m�e est� muito doente.
S� podia mand�-la ajudar como pudesse.
- Ela ficou muito preocupada. - Esse tipo de garota vem e vai.
As garotas de hoje n�o t�m car�ter.
� um fato. Precisa de alguma coisa, Doutor?
N�o, obrigado. S� voltei para pegar isto.
Estarei aqui quando Laura voltar, n�o precisa ficar acordada.
Se tem certeza de que n�o precisar� de mim...
vou me deitar um pouco.
- Eu a chamo se precisar. - Obrigada, Doutor.
J� era hora de acordar, Srta. Anna.
Vamos, Srta. Anna, j� passa do meio-dia.
Se n�o levantar agora, vai acordar muito tarde.
- Isto � deplor�vel. - Sra. Bryant.
Deixe-a dormir. Eu dei um sedativo a ela ontem � noite.
Quero que fique de olho nela. N�o quero que ela saia de casa.
Ela est� doente, Doutor?
- N�o � contagioso, �? - N�o, Sra. Bryant.
Ela s� precisa de repouso e cuidados, s� isso.
Como queira, Doutor.
A� est� voc�, Pritchard.
Sua mensagem sugeriu, al�m da histeria, que voc� teve sucesso.
Doutor, como cientista...
n�o vai acreditar em nada que eu disser sobre possess�o.
Ent�o encontrou algu�m que fale por voc�?
Como voc� sabe, nossa querida Rainha Victoria...
Dysart, as cren�as daquela adorada dama n�o me interessam.
- O que descobriu sobre Anna? - Absolutamente nada.
Verifiquei jornais, relat�rios policiais, sem sucesso.
No entanto, entrei em contato com uma pessoa muito importante.
A m�dium real, Madame Bullard.
Por favor, Dysart, uma sess�o esp�rita n�o.
Madame Bullard cedeu gentilmente uma entrevista a voc� amanh�.
Eu o aconselho a ir. N�o sabe com o que est� lidando.
Eu sei muito bem com o que estou lidando.
Se n�o for a essa entrevista amanh�, eu vou � pol�cia.
Anna, vamos fazer uma viagem, voc� e eu...
de volta ao tempo em que voc� era uma garotinha.
Quero que voc� tente se lembrar do seu passado, bem l� atr�s.
Tente encontrar em sua mente a �poca que voc� era muito pequena.
Voc� se lembra da sua m�e, Anna? Como ela era?
Ela usava um vestido de seda... com uma franja na base.
Havia fogo na lareira, e estava quente.
- �s vezes... - �s vezes?
�s vezes eu me sentava no colo dela perto do fogo, �s vezes no tapete.
- Havia barras. - Onde?
Em volta da minha cama. Havia barras em volta da minha cama.
Havia barras em volta da minha cama.
E ficou muito frio. O fogo se extinguiu devagar.
Ficou muito frio.
Minha m�e ficou...
l� deitada, sem se mexer...
por muito tempo...
olhando para mim.
Sim, Anna. Continue.
Descanse, Anna. Descanse por um instante.
- N�o posso deixar que saiam. - Ficaremos bem.
Doutor, desculpe incomod�-lo...
mas o Sr. Michael e a Srta. Laura est�o sendo muito rebeldes.
S� queremos sair para jantar.
N�o posso acompanh�-los e ainda cuidar da Srta. Anna e do senhor.
Sou uma s�.
Sim, voc� est� certa. V� jantar com eles.
Anna e eu ficaremos bem. Agora, com licen�a.
Depressa, senhora.
Anna?
RUA BERNER
� muito jovem para esse jogo. V� para casa!
Ei, o que est� fazendo? V� embora!
Ol�, voc� se perdeu, querida?
� um pouco jovem para isso, n�o �?
Aquelas velhas cortar�o seus cabelos se cair nas m�os delas.
Deixe-me v�-la. Que bonita.
Quando eu comecei, as coisas eram muito diferentes.
Cada garota por si s�. N�o tinha essa de territ�rio.
Havia casas muito bonitas, com cristais e cortinas de seda...
e senhores gentis que Ihe davam um guin�u apenas para boa sorte.
Era muito bonito.
Venha, querido, venha!
Anna.
N�o, agora � tudo regulamentado...
com a pol�cia atr�s de voc� e o pre�o alto do gim...
e at� as que se portam como "boazinhas"!
N�o se pode distinguir as profissionais das amadoras!
S� um minuto.
Droga de chave. Ah, aqui est�.
Cuidado com o degrau, querida.
Pronto, chegamos.
Aqui estamos. Espere a�.
Voc� � muito bonita.
Pronto, vamos iluminar esse ambiente.
Agora, uma garota jovem e bonita como voc�...
precisa come�ar direito.
E a forma correta de come�ar n�o � na rua...
onde j� est� tudo imposto.
Vou s� dar um gole nisto... para a minha garganta.
Sabe, isto poderia deixar aquelas garotas com um p�ssimo humor.
Mas n�o se preocupe, querida. Long Liz vai cuidar de voc�.
Anna?
Procuro uma garota desta altura, de casaco. Voc� a viu?
- Vi muitas garotas passando. - Voc� viu esta?
- Perto da Crown com a Trumpet. - Crown com a Trumpet?
- Anna! - Se quer uma mulher de verdade...
N�o, mesmo que os bons dias tenham acabado para n�s...
ainda h� boas escolhas por aqui.
Especialmente para um algu�m como voc�, com essa idade.
Voc� � realmente muito bonita.
Fique de p�, querida.
Quero dar uma olhada em voc�.
Vamos, vamos.
Voc� � um pouco modesta nesta �rea para o gosto dos senhores...
mas n�o se preocupe, eles ficam maiores com o tempo...
e com alguns truques que conhe�o.
Nossa, coitadinha, est� tremendo de frio?
� um milagre n�o ter congelado.
Anna...
J� era hora de...
Meu Deus!
Procuro uma garota vestindo um casaco. Voc� a viu?
- Eu pago bem. - Deve ser aquela novata.
Sim, n�s a vimos. Mas ela n�o � de nada.
Eu n�o acho que ela � mulher suficiente para voc�.
- Onde ela est�? - Onde est� o dinheiro?
Sim, vamos v�-lo primeiro!
- Liz a levou para sua casa. - Isso mesmo.
- Quem � Liz? Onde ela mora? - A Liz gosta de garotinhas.
- Onde ela mora? - N�o seja t�o grosso!
Tire as m�os de mim! N�o aperte a fruta se n�o vai compr�-la.
- Diga onde posso encontrar Liz! - L� est� ela!
Quem fez isso?
Algu�m chame a pol�cia!
Anna?
T�xi?
Seu maldito! Vamos pegar voc�! Por aqui.
Ei, voc�! Pare!
Esse homem � do bem.
Estava conosco quando achamos a Long Liz.
- Na sa�de e na doen�a... - Na sa�de e na doen�a...
- Na alegria e na tristeza... - Na alegria e na tristeza...
- At� que a morte nos separe... - At� que a morte nos separe...
- Eu Ihe juro fidelidade eterna. - Eu Ihe juro fidelidade eterna.
Se algu�m aqui presente tem algo contra essa uni�o...
que fale agora ou cale-se para sempre.
- Eu tenho algo contra, senhor. - O qu�?
Se continuar com isso, eles se casar�o no ensaio mesmo.
Tem raz�o, Doutor. � verdade.
Uma vez, quando era um jovem padre, fiquei t�o animado...
que acabei unindo o casal ali mesmo, no ensaio.
- Quando vamos ensaiar o beijo? - Queria saber a mesma coisa.
Laura, acredito que gostaria de conhecer melhor o lugar.
- Sim, por favor. - Voc�s podem ficar � vontade...
enquanto ordenamos o caminho at� a sacristia.
Suba um degrau.
Isso mesmo, est� bom.
Por que est� chorando, Anna?
Porque � t�o lindo.
Eles est�o t�o lindos e felizes.
N�o sei o que vou fazer na hora do casamento.
Venha, Anna.
- Dr. Pritchard, acha que... - Anna...
Quero que me veja como um amigo, que confie em mim.
Ajudaria se me chamasse de John?
- N�o, senhor, eu n�o poderia. - Bem, n�o quero "senhor"...
e Dr. Pritchard � muito formal.
- Dr. John. - Tudo bem.
- Gostaria de me perguntar algo? - Sim, eu estava pensando...
"Eu Ihe juro fidelidade eterna. "
Acha que iremos nos conhecer em outra vida, Dr. John?
- O que quer dizer? - �s vezes, com a Sra. Golding...
eu sei que estava apenas fingindo...
mas �s vezes eu entrava no mundo deles.
Eles eram muito bravos, cheios de �dio...
infelizes.
- Ontem � noite... - Foi s� um pesadelo, Anna.
- Eu Ihe disse, um pesadelo. - N�o.
N�o, eu os senti muito perto de mim.
Anna, esp�ritos n�o existem. Isso � besteira.
- Quero que conhe�a uma senhora. - Ela � uma m�dica tamb�m?
N�o, ela n�o � m�dica. Confie em mim.
Anna, confie em mim.
Um senhor e uma jovem querem v�-la, madame.
- N�o disseram o nome. - Mande-os entrar, por favor...
Eu os aguardo.
Entrem.
Sentem-se.
Esta � a Srta. Anna.
Ol�, minha querida. Sente-se aqui.
- � um belo vestido. - Obrigada, madame.
- Soube que perdeu seu passado. - Preciso de fatos, madame.
- S� posso Ihe dizer o que vejo. - O que a bola de cristal revela?
Senhor, eu mesma n�o entendo muito bem o processo...
mas n�o uso nenhum instrumento, a n�o ser que me considere um.
N�o uso bola de cristal nem folhas de ch�.
Desculpe se o desapontei. Podemos continuar?
Voc� tem um rosto muito bonito, querida.
N�o se assuste. Eu n�o irei machuc�-la.
Muitas vezes ajudo as pessoas a encontrar seu passado...
e na maioria das vezes � uma experi�ncia agrad�vel.
Existe viol�ncia nesta garota. Eu senti, de repente.
Ainda est� a� dentro. Alguma coisa muito violenta.
Tem a ver com algu�m pr�ximo a ela.
Vejo um quarto, uma lareira... um tapete vermelho...
uma cama e uma crian�a.
A garotinha est� na cama.
H� uma mulher, a m�e dela...
e um homem, o pai dela... Sim. O pai dela.
Ele � muito bem vestido, educado.
Um nobre.
Suas roupas s�o antigas.
H� sangue na roupa dele. Ele � um assassino.
A garotinha...
� a Anna. Ela est� sozinha.
H� uma mulher deitada no ch�o, im�vel.
Sangue.
O homem matou a m�e da pr�pria filha.
E aquela crian�a...
Aquela crian�a � a Anna.
Quem � esse homem?
Rua Berner... Rua Berner.
Ele �...
Meu Deus!
Ele � o Estripador!
Quem?
Quem � esse homem? Preciso saber!
N�o posso Ihe dizer.
Mas devo avis�-lo, a viol�ncia daquele homem est� nesta garota.
Eu diria que ela est� possu�da.
Pobre crian�a!
Pronto, pronto, tudo bem. N�o fique assustada.
Est� tudo bem agora.
Pobre crian�a.
Anna...
Vamos, Anna. Est� na hora de ir embora.
Madame...
Anna!
Por qu�? Por qu�?
Vamos.
Venha.
- O que voc� quer? - O que Madame Bullard disse?
Nada.
Um monte de besteiras, que Jack, o Estripador, � o pai dela.
- Eu sabia! - Ele morreu h� 15 anos.
- Isso explica tudo. - N�o explica nada. Isso n�o � um fato.
- Se Madame Bullard... - Ela � uma farsa!
Dysart, estou come�ando a ter um progresso.
Estou descobrindo as causas das a��es dela. Vou cur�-la.
N�o pode curar Jack, o Estripador!
- E ela � ele! - Ou�a, Dysart!
Ou�a.
Deixe-me mostrar o que descobri.
Venha, Anna.
Agora deite-se, Anna.
Voc� est� muito cansada, Anna.
Durma...
Durma.
Sua condi��o � induzida por uma luz piscante.
Lembra-se onde tudo isso come�ou?
Ela se escondia atr�s de uma grade na casa da Sra. Golding.
A luz da lareira atrav�s da grade criou um condicionamento...
que ela associava ao mundo dos esp�ritos.
� uma garota sens�vel e emotiva. Numa rea��o contra o terror...
do mundo em que ela cresceu, sua mente se rebelou.
Ela procurou as oportunidades dispon�veis para esquecer...
para escapar para um mundo mais seguro, onde ningu�m entra...
onde n�o h� dor...
ou desejo.
Enquanto a luz piscava, Anna se sentia segura.
Ela se sentia prestativa e �til. Ent�o nos momentos de estresse...
sua mente se apegava a qualquer modelo similar para escapar.
Pode estar certo, mas ela � uma assassina e filha de um assassino.
N�o pode fugir disso.
- O assassinato deve ser punido. - Deixe-me provar minha teoria.
Anna?
Anna, quero que abra os olhos e olhe para uma coisa.
Pode ver isto, Anna?
Sim.
Eu me lembro.
Achei que tinha perdido.
Agora olhe novamente, Anna.
Obrigado, Anna.
Agora quero que feche os olhos e durma novamente.
Descanse, Anna... Descanse...
Voc� est� muito cansada.
- Ela � segura nesta condi��o. - Uma assassina pode ser segura?
O que a faz despertar? Por que ela mata?
Ainda n�o descobri o que desperta a viol�ncia, mas quando o fizer...
N�o est� vendo? Estou pr�ximo de uma descoberta...
que mudar� os conceitos do crime e da puni��o.
� tudo muito interessante, com certeza.
Mas n�o resolve o problema, que � o da moralidade.
A garota assassinou brutalmente uma mulher, talvez mais de uma...
e n�o foi punida.
S� consegue pensar nisso? Vou descobrir por que ela mata...
e voc� s� pensa em vingan�a. Eu posso cur�-la.
A �nica cura para ela...
� um belo peda�o de corda em volta do pesco�o.
Essa sempre foi a resposta. Estava louco em ouvi-lo.
O medo fez com que eu negligenciasse meu trabalho.
E eu acho, Pritchard, que qualquer testemunho novo que der...
sobre ter me visto naquela noite, ser� uma perda de tempo...
quando souberem que est� protegendo uma assassina.
Como um servidor p�blico, vou expor esta amea�a.
Tenha um bom dia, senhor.
Anna, minha querida...
eu falhei.
Eu falhei com n�s dois.
Perdoe-me, Anna.
Anna...
N�o! Anna!
As altera��es do vestido demorar�o horas.
- N�o posso ir com voc�s. - Vamos sozinhos.
Sozinhos? N�o podem ser vistos juntos...
dois dias antes do casamento e sozinhos?
A� est� a solu��o.
- Aonde voc� est� indo? - Anna, chegou bem na hora...
de salvar a nossa reputa��o e honra perante a sociedade.
N�o se canse demais, Srta. Laura.
- Cuide dela, Sr. Michael. - Ela ficar� bem.
At� logo.
Dr. Pritchard, � o senhor?
Sim, Sra. Bryant. Michael est� com voc�?
A Srta. Laura e ele foram at� o escrit�rio na cidade, Doutor...
mas est� tudo bem.
Anna foi com eles. Eu n�o os deixaria sozinhos...
Vou preparar seu ch�, Doutor.
Suba as escadas � esquerda para a Galeria do Sussurro, madame.
Obrigada.
Sabia que s�o 258 degraus at� l� em cima?
Meu pai me trazia aqui quando era pequena.
Eu adorava!
Ele se sentava de um lado, a uns 30 metros de dist�ncia...
e eu me sentava do outro.
Ele sussurrava a fala de um poema e eu sussurrava a pr�xima, se soubesse.
Assim, aprendi a recitar poemas antes mesmo de aprender a ler.
Anna, me d� sua m�o.
Quero muito que veja isso.
� muito bonito.
Estaremos bem abaixo da c�pula quando chegarmos l� em cima.
Pare. Chegamos, senhor.
- O senhor est� bem? - Chame o Sr. Michael, r�pido.
- Onde est�o Anna e Laura? - Na St. Paul.
- Entre, precisamos ir at� l�. - O que houve?
- Para a St. Paul, r�pido. - Vamos!
Estou exausta depois de tantos degraus.
Anna, v� at� o parapeito e olhe para baixo.
Eu sabia que iria gostar. Agora v� at� o outro lado...
sente-se e ou�a o que vou sussurrar para voc�.
V�, Anna.
J� est� do outro lado, Anna? Anna?
J� est� do outro lado, Anna? Anna?
J� est� do outro lado?
Anna? Anna?
Dr. John, me ajude.
No transe dela...
qualquer beijo traz de volta o horror...
da �ltima imagem de seu pai.
Ent�o, ele a possui. Ele a faz matar.
Eu estava errado. Cometi um erro terr�vel.
Precisamos encontrar Laura antes que aconte�a alguma coisa.
Anna, o que est� dizendo? N�o consigo ouvir.
Anna, o que est� dizendo? N�o consigo ouvir.
N�s acabaremos com o que come�amos, querida.
Dr. John?
Ele est� morto...
junto com todos os outros.
Anna, tem algu�m a� com voc�?
Anna, tem algu�m a� com voc�?
Ajude-me!
Os mortos n�o podem ajud�-la, Anna.
Os vivos tamb�m n�o.
Ajude-me!
Anna, o que houve?
Os mortos n�o podem ajud�-la, Anna.
� muito seguro, voc� n�o vai cair.
Fique a�. Eu estou indo at� voc�.
N�o tenha medo.
Duas mo�as subiram agora h� pouco?
H� pouco tempo, senhor.
- V� voc�, n�o vou conseguir. - � tarde, estamos fechando!
Estou chegando, Anna. Anna?
Anna...
Anna? Anna, onde voc� est�?
N�o eram pesadelos.
N�o eram pesadelos.
O que � pesadelo e o que � real, Anna?
Eu nunca soube.
- O que importa? - N�o eram pesadelos!
Dr. John!
Dr. John, me ajude!
Anna!
Laura!
Anna, querida, qual o problema? Est� tremendo demais.
N�o tenha medo. � s� n�o olhar para baixo.
Segure em mim, vamos voltar juntas.
Laura!
Em qual escurid�o nos encontramos, Laura?
Na sua ou na minha?
Anna, venha para mim!
Anna, venha para mim!
Venha para mim.
Laura.
Est� tudo bem. Est� tudo bem, querida.
Venha para mim!
Dr. John!
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