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Original subtitles

Pedro, O Negro

- Eles tocaram esta manh�. - Esta manh�?

Sim �s 5:15 quando est�vamos saindo para trabalhar.

- Foi t�o bom. - Vamos, toquem mais uma vez.

Eles tocam ou quando estamos dormindo

ou quando estamos fora...

Onde est� meu pente? Onde o coloquei?

N�o venha aqui chefe, estamos nos trocando.

Eu j� vi centenas de corpos como o de voc�s!

Mas n�o como o meu! - Ele est� acostumado com Medunka.

- Ela tem um bund�o. - E ele tem um barrig�o.!

Mas isto � tudo que me deixaram!

H� um novo estagi�rio come�ando hoje, ent�o cuidado com a linguagem

na frente dele! Eu conhe�o a boca grande de voc�s!

Para que nos empregou, chefe.

- Alguma de voc�s j� viu o estagi�rio? - N�o.

Como ser�?

Jovem, seguro. Deve ter uns 16 anos.

Nada para n�s ent�o.

N�o se preocupe Petr, aprender� logo, n�o se preocupe.

Somos uma loja self-service.

Eu direi como funciona exatamente.

Confiamos totalmente em nossos clientes,

Acreditamos neles 100%, voc� sabe.

Mas � claro que alguns deles ir� de vez em quando roubar algo.

Seu trabalho ser� ficar de olho em nossos clientes

e pensar r�pido.

Mas eles n�o podem saber que est�o sendo vigiados.

Eles n�o devem saber que est�o sendo vigiados.

N�o h� nada errado com isso!

Estamos somente prevenindo nossos clientes de n�o roubar.

Estamos simplesmente os educando.

Olha Petr, nunca peguei ningu�m

enquanto vestia o jaleco...

Se o cliente v� o jaleco, ele sabe que voc� � da loja,

ent�o fica cauteloso, fica cauteloso.

Mas sem o jaleco voc� poder� pegar um ou dois.

- Posso colocar aqui? - Claro que pode, Petr.

Entendeu, Petr?

- Sim, certo. - Sim.

Petr, como j� disse, este n�o � o jeito de fazer.

Est� perseguindo as pessoas como um policial. Voc� espia suas bolsas.

Eles n�o colocar�o nada do que roubarem no topo.

V� devagar e seja discreto, entende?

- Sim. - Ent�o tente novamente.

Com licen�a, tive o pressentimento que aquele homem acabou de roubar algo.

- Qual? - Ele acabou de sair.

- Ent�o corra atr�s dele, r�pido. - Mas n�o tenho certeza de que ele...

N�o importa, v�.

Onde esteve?

- Onde esteve? - No trabalho.

- No trabalho? - Sim.

Eu realmente estava no trabalho.

Onde?

Na loja, onde mais...

- Voc� conhece seu chefe? - Claro.

Ent�o o que ele estava fazendo aqui, procurando por voc�?

Acho que ele n�o conhece voc� ent�o.

- Claro que conhece, mas algo aconteceu. - O que?

Pressenti que um homem roubou algo.

Ent�o o segui.

Entendo... Estava sendo um detetive.

Ent�o pensou que ele havia roubado algo? O que fez?

Ent�o o segui por a�.

- E isto � tudo? - Sim.

Qual foi a prop�sito de segui-lo?

Identificou-o? Viu o que ele pegou?

N�o. E o que teria feito? Simplesmente o segui.

O que eu teria feito? Poderia chamar algu�m.

Para parar e identificar o homem. E revist�-lo.

Mas somente segui-lo por a� n�o faz sentido algum!

Pensei que ele se entregaria.

Mas como. Por que n�o pegou o nome dele?

- N�o pode fazer isto. - Por que n�o?

Eu chamaria um policial ou algu�m mais velho e pegaria o nome dele.

- Pressentiu que ele era um ladr�o de lojas. - Sim, mas n�o tinha certeza.

Ent�o deveria ter ficado na loja.

Tamb�m n�o poderia ter feito isso. Falei com as mulheres

e elas disseram para segui-lo. Ent�o o segui.

Deveria ter falado com o chefe ao inv�s das mulheres.

- Eu quis dizer as vendedoras. - Entendo.

Ent�o qual a consequ�ncia, o resultado final?

Nenhum. S� o segui o dia todo.

Seguiu ele. Ent�o n�o estava no trabalho?

- Mas estava. - S� por um tempo.

O que fez depois disso tudo?

Diga-me. Responda.

Vim para casa.

Veio? Ent�o, veio para casa. Mais cedo!

Voc� n�o deveria ter voltado ao trabalho?

Por que para casa? Como ousa?

Ou acha que todos podem

simplesmente se levantar, largar o trabalho e ir para casa?

H� muitas coisas em minha vida que n�o gosto.

Mas tenho que enfrent�-las frequentemente, contra minha vontade.

Isto � o que fez o homem fora de mim. Foi isto!

Vamos, Pai, deixa pra l�. Petr ainda � uma crian�a.

N�o sou nenhuma criancinha.

Claro que n�o �! E voc� deveria ter percebido isto h� muito tempo!

- Ei, deixe-me esquentar para voc�. - Esque�a.

- Mas est� frio. - Est� bom.

N�o est�! Esquente.

Hoje em dia se for olhar para as lojas,

o que v�? Nada exceto mulheres.

Nenhum homem... eles s�o t�o raros quanto ouro.

E no final das contas, as mulheres s�o boas para qu�?

Elas se casam

e o posto de trabalho fica vazio.

Ent�o de quem tudo depende? Quem fica ent�o?

Homens!

Homens.

Suporte isto por um ou dois anos...

e ent�o ser� o chefe.

Sabe o que isto significa?

Ser� algu�m!

S� depende de voc�... se tornar o chefe em breve!

Vamos rezar para que n�o haja outra guerra.

Como diz o ditado...

Fique perto da comida para se manter longe do caix�o.

Mas n�o pense nisto.

N�o pense nisto de maneira nenhuma.

Olhe.

Segunda, voc� voltar� para o trabalho,

Ir� se desculpar, e tudo ficar� bem.

Entendeu?

Entendeu?

Quando t�nhamos 20 voc� queria meu amor.

Eu casei mas voc� foi para o ex�rcito.

Quando t�nhamos 20 voc� queria meu amor.

Eu me casei com outro...

Se ao menos houvesse um inc�ndio

voc� iria apag�-lo.

N�o, j� h� muitos bombeiros.

N�o olhe para mim.

Eu salvaria as pessoas se o Inc�ndio fossa � noite.

� noite?

Carregar�amos as mulheres de suas camas!

- Oh, sim. - Com certeza!

Imagine as chamas lambendo Pavla.

Chamas sortudas.

Veja, empurrei todo o ar.

Todo o ar expulso.

Mas se meu peito fosse assim...

� como voc� esperasse o que uma garota quer dizer...

E ela tem uns peit�es como esse...

Como os seios de Pavla?

N�o sei.

Somente Mara sabe.

N�o sei por que ela sai com ele.

Ele se acha o m�ximo, mas ele � m� influ�ncia para ela.

Eu os encontrei muitas vezes andando pelo rio.

Eles v�o...ela vai... Eu fico l� parado olhando para ela

e ela nem mesmo d� uma olhada para mim.

Sinto como se n�o estivesse l�.

- Mas voc� est�, est�. - Eu sei.

- Voc� � um virgem. - Sim, sim.

Diga-me, oh am�vel virgem...

- Um pouco mais alto! - Por que ri?

Nem todo mundo pode cantar como voc�. Sabia?

-� uma par�dia de Otelo. - Sim.

Agora ele sai... Espera um minuto, ent�o ela diz a ele:

Meu doce Otelo, eu amo tanto voc�.

Oh, meu doce Otelo, eu amo voc�.

Eu declaro meu amor a voc�! - N�o posso ouvir voc�. Mais alto!

Oh, meu doce Otelo, eu amo tanto voc�.

Agora Cassio entra... - O que? Quem?

- Nunca viu? - N�o, voc� j�?

J�. Espera, ent�o ele diz:

Boa noite, minha bela senhora, sinto por incomod�-la.

Otelo deve ir a julgamento...

Otelo est� vindo imediatamente...

porque dois guardas est�o brigando em seus postos.

E ele se despede dela e sai. Agora Cassio est� s� com ela.

e ele diz... n�o consigo me lembrar do que ele diz.

- Ou�a. - Que?

- Est� n�o � uma m�sica muito boa. - Espere um pouco.

Petr! Petr est� aqui?

Ele n�o est� aqui?

Petr! Parece que ele n�o est� aqui. E prossegue.

Seu marido, minha senhora, � um grande her�i,

e ele te ama fielmente...

O que est� olhando?

- N�o estou olhando, estou pensando. - Sobre o que?

- N�o posso dizer. - Por que n�o?

Voc� poderia pensar que tenho a mente suja.

- Isto eu j� sei! - O que?

N�o exatamente.

Sobre o que est� pensando?

Eu realmente n�o posso dizer.

- Eu j� sei de qualquer maneira. - Ent�o diga.

- N�o posso. - Vamos, diga.

Na verdade, n�o h� nada de sujo nisto, voc� sabe.

Algumas garotas vestem roupas de banho menores que a minha.

E outras andam por a� totalmente nuas.

- Verdade, mas somente as pequenininhas. - Sim.

Eu realmente odeio aquelas garotas que se exibem e ent�o...

- Vamos, reme! V� em frente e reme! - Estou remando! - N�o consigo ver!

- Aquelas garotas s�o de minha classe. - E aqueles caras?

- N�o os conhe�o.

Se mandem! Isto n�o � um show.

O cabelo dela era todo cacheado e ondulado...

N�o! N�o � assim! Por favor.

Ela s� pensava em seu cabelo... - Pare, eu imploro.

- N�o me interrompa. - � assim...

O cabelo dela era todo cacheado e ondulado...

Quando ela ficou ao lado da... Mas cante tudo.

...da janela...

O cabelo dela era todo cacheado e ondulado...

Ela n�o pensava em mais nada. Ent�o, cantava.

- O que est� olhando? - A grama.

- Por que a grama? - O verde tranquiliza os olhos.

Essa � a raz�o de as vacas serem t�o calmas?

Sinto muito...n�o quis falar naquele sentido. - Seu touro.

Olhe, aqueles garotos est�o nos encarando. - Esque�a eles.

Se fosse eles, nunca sairia por a� de cuecas.

N�o pode evitar o seu jeito de olhar.

Voc� poderia sair com eles?

- Na verdade n�o.. - Por qu�?

Eles s�o esquisitos.

� o que acho tamb�m.

E de qualquer maneira, nem os conhe�o.

- Voc� me conhece? - Eles est�o vindo aqui.

Deixe-os. Ent�o, me conhece?

Olhe, eles est�o vindo e continuam encarando.

N�o importa. Voc� me conhece?

Sim, conhe�o.

- O que far� hoje � noite? - N�o sei ainda.

Eu gostaria de sair. Viria comigo?

- Ei voc�s, levantem! - N�o ouviram?

- Levantem-se! - Por qu�?

- Eu disse para levantarem! - Por qu�? N�o quero.

- Mas n�s queremos! - Voc� quer um nariz sangrando!

- Voc� quer um nariz sangrando. - Por qu�?

- Voc� quer um nariz sangrando. - Por qu�? Qual seu problema?

- O que quer dizer? - Por que diabos estavam

nos encarando antes. Como idiotas.

Olhem para voc�s mesmo, rapazes. Voc�s s�o beb�s branquelos!

Que diabos quer dizer?

Somos normais! Somos pedreiros. - Todos os pedreiros s�o assim.

Sabia que s�o pedreiros mas as garotas n�o gostam de

pernas brancas. - Olha s� e voc� n�o tem a cara branca!

Eu ainda acho que voc�s s�o vagabundos.

Vagabundos podem bater forte.

Voc�s n�o iriam bater em uma garota, iriam?

N�o tenha tanta certeza!

N�o acredito. Eu os vi com suas namoradas antes.

N�o eram nossas namoradas.

N�o damos a m�nima a elas!

N�o fiz de prop�sito, s�rio.

Eu ia acert�-lo agora mesmo.

- Por favor, acredite em mim. - V� se danar!

Ent�o sobre o que est�vamos falando?

N�o me lembro.

Por qu�?

- Simplesmente n�o lembro. - Ent�o ir� sair � noite?

Ela est� sentada l�, encarando.

Olhe isto!

Est� me vendo? Est�?

Oi. Oi!

Para onde est� olhando? Eu disse para olhar para mim.

- Por que n�o olha para mim? - O que h�?

- Eu disse, olhe para mim! - Aonde voc� vai?

Posso, por favor?

Obrigado, obrigado.

Obrigado, muito obrigado.

- Ei, voc� viu? - Sim, vi.

Bom, ein?

Oi! Oi!

- Quem � este? - Aquele garoto da praia.

- Oi. - Vamos.

Aonde voc� vai?

Aonde voc� vai?

- Ali. - Onde?

- Vamos dan�ar. - Est� lotado.

- E da�. Vamos! - N�o est� com sede?

- N�o. - Eu estou, vou pegar limonada.

Ei, voc�! Espere! Eu disse oi!

Eu tamb�m disse.

Sim, mas como. Olhe, eu... Espere, espere! Fique fora disto!

- Espere, mostrarei a diferen�a! - Deixe ela em paz!

OI! Voc� disse: oi...

Ouviu a diferen�a? OI! oi...

- Que maluco! - Ouviu isto?

- Voc� � maluco. - Oi.

- Pare. Vamos embora. - Ouviu isto? Oi!

- N�o tem sentido, vamos. - Oi!

- Oi. - Oi!

Vamos! Por favor!

Vamos dan�ar?

- Mas eles n�o est�o tocando. - N�o est�o.

Ent�o voltarei depois.

- Oi, Pavla. - Oi.

Vamos dan�ar?

N�o quero dan�ar com voc�, Sr. Mara.

- O que est� fazendo aqui ent�o? - Esperando por uma limonada.

- E quem foi peg�-la para voc�? - Tenho que ir agora.

Ei, voc�! Venha aqui! Entendeu agora?

- O que? Est� claro? - O que quer novamente?

- Est� claro? - Por favor, pegue. - Voc� espere. Ou�a.

- Oi. - Vamos por favor.

- O que quer? - Espere! Oi!

- Oi. - N�o � o mesmo. Oi!

- Oi. - Oi!

- Oi! - Oi!

Oi!

Boa noite, chefe.

- Isto � realmente maravilhoso. - N�o � assim. � s� que...

Se fosse seu pai, enfiaria esse cigarro... para dentro de sua garganta.

N�o deveria fumar, crian�a!

O que h� com ele?

- O que fizeram com ele? - Porque faria algo com ele.

- N�o minta! - N�o fiz nada a ele.

- Sou o melhor aprendiz dele! - O que voc� fez?

- Nada. - O que voc� fez?

- Nada eu juro. - Espere, espere!

N�o acredita em mim. N�o acredita que sou o melhor?

Zdenek! Zdenek!

- Acredito em voc�. - Zdenek!

Realmente acredito.

Espere, espere! Venha aqui, venha.

- Venha aqui e diga a eles. - Qual o problema?

- Diga a eles. - Dizer o que?

- O que o chefe disse. - Sobre o que?

- Sobre o que...sobre mim. - Que voc� est� b�bado.

- Ele disse isso? - Disse.

- N�o, n�o disse! - Ele n�o disse isso!

- Vamos! - Ele n�o disse isso.

- Voc� n�o poderia me emprestar 20? - Para que?

- N�o se preocupe, eu devolverei. - Quando ir� devolver?

Em breve... acredite em mim.

- N�o fa�a isso! - N�o se preocupe, n�o se preocupe.

Mas eu quero de volta.

Sim, claro, claro...n�o se preocupe. Vamos, Zdenek.

Olhe, aquele pedreiro derramou nossas bebidas.

Quem se importa, vamos dan�ar. N�o estou com sede mesmo.

Pegarei outros. Importa-se? Estou indo.

- N�o a deixe ir embora! - N�o irei!

- Olhe! - Senhorita, senhorita!

Olhe!

Eu j� me acertei com ela, n�o se preocupe.

Observe.

- Ei, voc�. - Oi!

Oi!

- Oi! Vamos dan�ar? - Oi.

- Onde ele est�? - Bom, j� que voc� derramou nossas bebidas,

ele foi pegar mais.

Bom, sim, sei... Voc� est� certa.

Ent�o quando ele voltar, diga a ele... N�o, nada. Observe.

E voc� tamb�m.

E quando ele voltar, diga a ele para olhar tamb�m!

- Ele sempre bebe tanto? - N�o.

Posso ver que ele est� b�bado.

� por que ele gosta de uma garota aqui.

- Gosta? Qual? - Ela j� foi.

- � por isto que ele est� b�bado? - N�o, ele bebeu antes.

- Mas por qu�? - Porque ele iria falar com ela hoje � noite.

- Entendo. E ele falou? - Eu disse que ela j� foi.

- Eu sei disso, mas e antes? - Antes ele ainda n�o estava b�bado.

Ele ficou b�bado para isso?

Voc� deveria conhec�-lo.

E voc�s n�o s�o amigos? Por que n�o falou com ela por ele?

N�o posso. Tenho hepatite.

Hepatite? Voc�s s�o t�o estranhos...

Ela � esquisita... Se tivesse perguntado

eu teria explicado por que ele estava b�bado.

- Ent�o o que diria? - O qu�o h�bil ele �!

- H�bil? - O chefe j� o deixou assentar aparelhos.

- Aparelhos? - Sim.

- Quer dizer de brinquedo. - N�o, entre duas paredes.

- Entre duas paredes. - Feitas de pedra.

Sim, entre duas paredes.

Sinto dizer isso a voc�, se fosse eu

e ele estivesse b�bado, eu o ignoraria tamb�m.

- Est� bem, vamos. - Aonde?

- Vamos dan�ar. - Est� bem, vamos.

Olhe, olhe para mim!

- Oi! Oi! - Ei, o que h�.

Espere!

- Dan�a comigo? - Mostre-me!

Ei, Zdenek, venha aqui!

Voc� a viu, viu?

- Quem? - A garota vestida de azul...

Ela estava sentada � mesa... Voc� a viu?

Chefe, o senhor por acaso viu

uma garota de azul passando aqui?

- Voc� j� tem uma namorada? - N�o eu, ele.

Cenda!

Cenda!

Vamos! Ela j� foi.

Olhe, sabe o que?

Pro inferno com ela.

Ela � idiota.

Ent�o,

O que est� olhando?

Chefe, o senhor acha que sou feio?

Meu querido, n�o pergunte a mim. Deve perguntar �s garotas.

Mas eu gostaria de ouvir do senhor, chefe.

V� para casa e durma.

Certo.

- Mas o senhor continua orgulhoso de mim? - No momento, n�o.

Sei, sei...

Mas o quanto � orgulhoso de mim em outros momentos...

N�o me incomode, v� para casa dormir.

Certo, eu s� vou sentar aqui por um momento, chefe.

Olhe, Cenda,

Eu gosto de dar um tapinha nas suas costas quando voc� merece,

mas voc� deve entender, ningu�m pode elogiar voc� todo o tempo,

repetidamente,

Eu tenho certeza que voc� entende. � uma coisa �bvia.

- Cenda... - Deixe-o.

� melhor para ele.

- Boa noite, m�e. - Oi, querido.

Venha aqui, que mancha � esta?

D� uma olhada.

Parece que h� mais manchas...

Voc� deveria tomar cuidado. � seu terno novo.

- Voc� est� com fome? - N�o, n�o estou.

- Sobrou um pouco de comida. - N�o, obrigado.

Bom, diga-me algo. Como foi l�?

Bom.

Com que garotos voc� foi?

Havia um monte de garotos.

E os garotos eram legais?

Nenhum brig�o, eu espero. - N�o.

E havia garotas tamb�m?

Ent�o j� achou uma garota para voc�?

N�o. � bom. Voc� ainda tem muito tempo.

- E o que voc�s garotos beberam? - Somente limonada.

- Voc�? - S�rio, nada mais.

N�o me diga que n�o pegou uma cerveja.

Com quem veio para casa?

- Com outros garotos ou sozinho?

E os garotos ficaram l�?

Voc� � surdo?

A m�e te perguntou algo.

Tomei limonada,

ent�o dan�amos,

e depois vim para casa.

Nada aconteceu.

Boa noite.

Espere, espere.

Olhe isto.

� bem interessante.

� sobre um garoto como voc�.

Eles n�o d�o um nome a ele,

isto n�o � mais feito assim...

Mas...

Mas � tudo verdade.

Voc� mesmo pode ler. � algo como...

Voc� � um homem agora, ent�o trabalho total. Leia!

Eu sei. Eu j� li. Boa noite.

"O que todo garoto deve saber sobre seu corpo"

- O que est� fazendo, querida? - Fazendo macarr�o.

- Eles j� est�o aqui. O que ir� falar para ele?

O que devo dizer?

Chame ele. Chame ele.

Franta!

- O que quer? - Venha aqui.

- O que quer? - Venha aqui!

Voc� venha.

V� l�. Ent�o v�.

O que � isto?

Ningu�m mais deve ouvir isto.

O que h� l�?

Algumas pinturas.

- Ent�o abra elas. - S�o para a loja.

- O que se passa com eles? - Talvez Jan Hus ou Jan Zizka.

- J� disse que � para a loja. - Entendo.

- O que houve no s�bado? - Eu estava um pouco b�bado.

- Papo furado. - � verdade.

- E ela? - Mara estava l� e...

- E? - Eu tenho um encontro com ela hoje.

- Que horas chegou em casa? - Quase onze.

- E o que fez? - O que...todo tipo de coisas.

- A l�ngua � um problema, n�o �? - Bem, sim.

- N�o me diga que se beijaram. - Tenho um encontro com ela hoje.

E sobre a validade destes aqui?

- Espero que eles ainda estejam bons. - E estes �leos aqui?

Eles t�m mais tr�s semanas de validade.

- Bom. E estes? - Esta � a �ltima entrega.

- Estes devem ser completamente novos. - Sim.

- E realmente s�o. - Bom, isso � bom.

Petr, o que est� fazendo? Deixe o carro fora e feche a porta!

Agora a gordura para cozinhar. - Est� boa.

- Esta � a �ltima entrega, est� nova. - Obrigado. Est� certo.

- Eu vi. Agora o rum. - Dois, quatro...dezesseis, dezoito garrafas.

Diz vinte e uma aqui.

� a estimativa de ontem. Ent�o vendemos tr�s desde ent�o.

Aqui temos a marca de cinco estrelas.

O que est� fazendo! N�o seja pregui�oso! N�o corte a corda!

Desamarre! Podemos precisar da corda!

Ent�o quantos cinco-estrelas?

- Dois, quatro, seis. - Sim, seis, est� certo.

- E as bebidas alco�licas?. - Duas, quatro, seis, oito, dez.

Dez, sim.

-Chefe, por favor. - Est� bom, Petr, est� bom.

Pinturas, pinturas! O banheiro est� interditado,

nossa escadinha est� quebrada, o ventilador n�o funciona h� anos.

- Conhaque. - Dois, quatro, seis, oito.

Oito, est� certo. E a aguardente?

- Tr�s, seis, nove...trinta. - Trinta e uma.

Ent�o vendemos uma ontem.

- Chefe! - Bom, est� bom, Petr.

- Underberg? - Duas, quatro, seis...nove.

Sim. Aqui temos...

- O conhaque cinco estrelas. - Da Ge�rgia.

- Dois, quatro, seis. - Ent�o seis.

Um quadro deve ser visto de longe.

Eu n�o estou com os �culos para longe...

- Meu Deus, � lindo. Olhe para os olhos dela, est�o fechados.

Mas ela sabe o que ela est� fazendo.

Fa�a um pequeno funil

e estas garrafas n�o distrair�o voc�.

Olhe para onde ela colocou a m�o!

N�o, n�o, � perfeitamente normal.

Olhe para a crian�a, olhe para ele.

Guarde um pouco para amanh�! O que est� olhando?

Se as mulheres pudessem fazer as compras nuas,

seria f�cil arrumar empregados.

E voc� sabe que isto � um problema s�rio.

Voc� pode contar nos dedos os rapazes que querem trabalham numa loja.

Todos eles querem ser astronautas, engenheiros...

E quando conseguimos um homem aqui, ele � defeituoso.

- Vamos para o vinho. - Certo.

Ent�o aqui est� o Sylvaner verde.

- Dois, quatro, seis...dez. - Concordo.

O Mostar. Tr�s, seis, nove... dezoito.

Est� certo.

O que tinha no carro pr�ximo a esta��o de tr�s hoje.

Eu estava carregando alguns quadros.

O quer dizer?

- Que quadros? - Para o chefe.

Entendo, para o chefe, pinturas.

- Quem pode comprar quadro hoje em dia? - Por favor, Pai...

N�o eram realmente pinturas. Eram mais como impressos...

- Impressos, impressos. - Foi recompensa do quartel-general.

- V�, uma recompensa. - Bom, recompensa.

O que havia nas pinturas?

Eu fiz uma pergunta. Responda-me.

- Uma mulher. - Uma mulher...

Que tipo de mulher.

Droga, responda-me. Eu fiz uma pergunta.

Tenho que arrancar todas as palavras de voc�.

Completamente nua.

Petr!

Uhum, nua.

V�, querido. Todos eles falam sobre socialismo e ent�o

usam nosso garoto para entregar obscenidade! Voc� deveria falar com eles.

Meu Deus! O que h� de t�o horr�vel em ver uma mulher nua?

Depois de tudo, ele � um rapaz agora, pode ver coisas como essa.

Voc� deveria se envergonhar. E voc� tamb�m.

A senhora est� dizendo que foi obsceno. Na verdade ela era milhares de vezes

mais bonita que o as que temos.

N�o seja atrevido.

Olhe.

Simplesmente olhe.

Olhe para os olhos. Isto � o que chamo de beleza!

Voc� anda para c�, ela segue voc�.

Anda neste sentido, ela o segue novamente.

Que beleza!

Gostaria de ver algu�m pintando assim nestes dias!

� tudo rabisco, agora.

Tchau.

Pavla n�o vai sair com Mara?

Ela costumava...

- Oi. - Oi.

- Ent�o diga algo. - Como o que?

- Bem, algo. - Nada me vem � mente agora mesmo...

- O que estava olhando? Deixe-me ver. - � somente um p�ster.

- Deixe-me ver. - N�o � um p�ster na verdade.

- O que �? - � como uma pintura.

- Ent�o deixe-me ver. - N�o posso.

- Somente deixe -me ver. - Realmente n�o posso. Aonde vamos?

- Certo, ent�o guarde. - Aonde vamos?

Lugar algum.

Ent�o, aqui est�.

Voc� est� segurando de cabe�a-abaixo.

Aonde pegou?

Em nossa loja.

Por que est� t�o amarrotado? Vergonha.

Porque estava em meu bolso.

Que idade acha que ela tem?

� dif�cil dizer com as mulheres. Eu digo com as pinturas.

- Definitivamente ela tem mais que nove. - Com certeza.

� legal. Uma pena estar amarrotado.

Eu realmente amaria se voc� pudesse

achar um tempo amanh� novamente.

Mas quando eu chegar em casa minha m�e vai estar furiosa

com meu atraso e eu nem serei capaz

de perguntar a ela. - Sei o que quer dizer.

Voc� nem imagina o inferno que passo quando estou em casa.

- Por qu�? - Bem, s� o inferno.

Minha m�e constantemente

quer que conte a ela tudo.

Ela at� diz que n�o a amo.

Eu amo, mas se eu contar a ela,

ela come�a tudo novamente.

E meu pai diz que eu serei a morte dela...

E ela � t�o ing�nua.

S� imagine... eu digo que vou � praia

e ela diz: Por favor, querido, n�o se afogue l�.

� realmente horr�vel.

Ou vou para casa e ela tem visitas

e, mesmo antes que eu entre,

ela grita comigo:

Filhinho, diga oi para todo mundo!

� como se eu n�o soubesse como me comportar.

Ou ela me diz que eu gosto mais de outras pessoas que dela.

- Como quem? - Meu amigo Lada, por exemplo.

Tenho que ir, voc� pode me contar mais depois, certo?

- Ent�o diga que vir� amanh�. - N�o sei ainda.

- Estarei l�, s� para garantir. - Tchau agora.

Tchau.

Petr!

Minha m�e quer saber se eles tem pepinos na sua loja.

Obrigado. At� mais!

O que � isto?

O que est� fazendo?

Voc� simplesmente est� l� em p� e... � desconcertante.

Voc� est� boquiaberto como um mudo.

- S� estou fazendo meu trabalho. - Voc� chama isso de trabalho?

Estou observando voc� e n�o vejo boa coisa.

- Fazendo o que? - Bem, estou aqui observando.

Isso n�o � trabalhar! Somente ficar em p� e olhar.

- O que est� olhando? - As pessoas, obviamente.

- Obviamente, mas por qu�? - Ent�o eles n�o roubam nada.

Est� certo, ent�o. Mantenha seus olhos abertos.

Tristemente, ainda h� pessoas aqui com os dedos pegajosos andando por aqui.

- Chefe! - Est� correto.

- Chefe! - O que �, Petr?

- Ele voltou. - Quem?

Bem, o cara que eu persegui e que escapou.

Me chame depois, certo. Mais tarde, certo?

Espere um pouco.

Espere.

Algo aconteceu?

Nada. Alguma mulher roubou algo.

O que? Uma mulher?

O que ela roubou?

Alguns doces, ou algo assim.

Nada mais.

Vale mais ou menos quanto?

Doze coroas talvez. N�o foi mais.

Voc� foi atr�s dela?

N�o.

Ent�o o que fez?

Nada.

- Voc� nem mesmo a seguiu? - N�o.

N�o a seguiu.

Ou�a, voc� teve algum problema?

No trabalho? Ou com seu chefe?

N�o est� escondendo nada de mim?

N�o, nada.

Diga-me a verdade.

Eu posso dar um jeito.

N�o, s�rio. Acredite em mim.

N�o deveria simplesmente ter deixado ela ir.

Pergunto a voc� pela �ltima vez,

teve algum problema no trabalho?

Eu juro que n�o.

Ent�o est� tudo certo,

n�o est�? Tudo certo.

Olhe,

se isto acontecer novamente,

agarre o cara pelo pesco�o e sacuda-o

at� tudo cair!

Quando estive l� observando voc�, voc� parecia bem!

M�e, ele parecia bem!

N�o, n�o parecia.

Bem, como voc� pode, ficar l� de p� como um espantalho.

Voc� n�o pode.

Espere.

Eu entendi agora. Est� chateado.

N�o estou.

Est� chateado!

Sei o que te interessa.

Vi outro dia.

H� pouco tempo atr�s.

Umas crian�as como voc�,

fazendo algazarra!

Uma ofensa para gente decente!

Sim, levanta! Sim, tortos!

Eles chamam de "saca-rolhas!

Quando voc� nasceu

ficamos felizes de ter um garoto.

Voc� cresceu, eu te comprei um violino.

Est� em cima do guarda-roupa.

Eu te comprei um acordeom.

Est� dentro do guarda-roupas.

Voc� se irrita com um viol�o.

� tudo que deseja, � f�cil.

Simplesmente canta um pouco,

e voc� est� feliz.

Mas n�o pode se sustentar assim!

N�o pode.

O que voc� quer fazer?

O que quer fazer?

Diga-me. O que quer fazer?

N�o sei.

Ent�o, n�o sabe.

Interessante!

Voc� sabe o que n�o quer fazer.

Mas n�o sabe o quer fazer.

Eu pensei que voc� gostava tanto daquele trabalho.

E agora voc� n�o gosta.

N�o interrompa. Voc� n�o entende.

Como ousa falar com sua m�o deste jeito!

Que comportamento � este?

Entre.

Entre!

Ent�o, entre!

Entre!

- Droga, quem �? - Boa tarde.

- A quem procura? Quem � voc�? O que quer?

Sou Cenek Semerad. Boa tarde.

Eu vi ver seu filho. � sobre algo.

Por favor, venha. Oi.

N�o, ele n�o sair� para lugar algum! Ele ficar� aqui. Voc� entra!

Oh n�o. Estou bem aqui.

- Entre! - N�o � nada.

S� quero dizer a ele... Olhe, n�o quero...

Entre! Sente-se e converse aqui.

A senhora � muito gentil, mas, devo ficar aqui mesmo.

- Por favor, sente e fale com ele. - O que?

Por favor, sente-se.

V� em frente. Diga o que dizer.

Qual o assunto?

O que � isto?

Bem...

Certo ent�o.

Ent�o, devo falar sobre.

Voc� sabe, quando me emprestou as 20 coroas

eu ia devolv�-las... Mas peguei o dinheiro.

Somente o coloquei no bolso.

N�o comprei mais nada.

Ent�o de alguma forma esqueci.

Eu s� n�o queria que pensasse... Ent�o estou devolvendo o dinheiro aqui.

Espere, o que est� havendo? Com dinheiro?

N�o � nada. Ele me deu dinheiro.

S� estou devolvendo. � dele.

Pegue um peda�o de torta.

- N�o, obrigado. N�o quero nada. - Sirva-se. N�o seja t�mido.

N�o sou. S� quero ir embora.

- Qual seu nome? - Meu nome? Sou Cenek Semerad.

Est� certo, Sr. Cenek, aceite um peda�o.

Est� bem. Comerei um j� que insiste.

- Bom? Saboroso? - Oh, sim.

Ent�o o que faz?

Sou aprendiz de pedreiro.

Ent�o, pedreiro.

Mostre suas m�os a ele.

- Voc� quer dizer mostrar minhas m�os? - Sim!

Olhe!

D� uma boa olhada!

Eu tenho que ir.

Ent�o, tchau.

Viu isso?

Trabalho duro!

Ele nunca ser� um brig�o.

E voc�?

�Eu n�o sei",

"N�o tenho vontade",

"N�o quero fazer isto",

"N�o sei".

E quem deve saber?

Mam�e?

Papai?

Eu n�o estou chateado que voc� n�o saiba.

� normal em sua idade.

Voc� entender� depois.

Mas at� voc� saber o que quer

voc� far� o que quero que fa�a.

Boa tarde. Por favor, pode se apressar. Vamos, vamos.

Espere! Est� interessante aqui, camarada.

Este � meu amigo.

"Interessante",

"camarada"

Ent�o para voc� � interessante.

Oh, n�o, n�o � interessante de maneira alguma! Pelo contr�rio.

Voc� nem mesmo sabe sobre o que estamos falando.

Voc� n�o sabe o que �.

� sobre...

FIM

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