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A CASA QUE DESAPARECEU
TARZAN CAPTURADO POR CANIBAIS!
Ok baby, vamos? Fantástico.
- Quer experimentar o chapéu? - Sim, podemos experimentar.
- Sim? - Passe um pouco sobre os lábios.
Ok.
Olha... tenho um trabalho muito bem pago para você.
Gostaria de tirar fotos de você nua para um livro de bolso.
Já te disse antes: não.
Por que não?
Porque, não.
Não para mim, mas sim para outros fotógrafos, certo?
Eu vi dezenas de fotos suas, nua.
O tipo de nude que faço para outros fotógrafos...
e o que você quer que eu faça, são coisas completamente diferentes.
Está sugerindo que eu faço pornografia?
Nada de pornografia, Kent, só um pouco vulgar.
- Você é arrogante, não acha? - Difícil!
Vai mudar de ideia?
Não. Vamos continuar.
- Tudo bem? - Ok.
Muito bonito.
Adeus querido.
- Adeus. - Comporte-se.
Sim.
Ouça, querida, você tem algum dinheiro?
Bom.
E diga a mamãe que mandei para ela, ok?
- Sim. - Ok, pode ir.
Ouça, podemos ir para casa esta noite? Estou muito cansada.
Amanhã tenho que levantar cedo.
Sim, levará um segundo.
Droga... Deve ser aqui perto.
Você nunca o encontrará neste nevoeiro.
Não consigo ver nada!
Cale-se.
O que houve?
Chegamos. Tem que ser este lugar.
Sim. Tenho certeza que é aqui.
Como pode saber?
Não se preocupe. Esse é meu problema.
Ouça, fique aqui no carro até eu voltar.
Não vou demorar! Só tenho que pegar algumas coisas.
Que diabos está fazendo aqui? Eu lhe disse para esperar no carro.
Eu estava com frio e preocupada. Quero ir para casa!
Cale a boca e fique quieta.
- Então é por isso que veio aqui? - Dá um tempo, está bem?
Terry, não vou deixá-lo. Quero ir para casa. Quero ir para casa agora!
Ouça, não vou discutir, então volte para o carro e espere por mim. Entendido?
Espere no carro até eu terminar, ok?
- Fui idiota em te seguir. - Pode estar certa, querida, muito certa.
- O que está procurando? - Cale-se.
O que é?
Alguns malditos passaportes.
Me deram o endereço errado. Idiotas!
São todas mulheres.
O que?
Um monte de passaportes estrangeiros, todos de mulheres jovens.
- É estranho. - Deixe-me vê-los.
Sim, você está certa. Parece ruim.
- O que vamos fazer? - Não entre em pânico.
- Vamos sair daqui! - É tarde.
Alguém está vindo...
Ah, Terry...
Devíamos ter ido pra minha casa em vez de vir para cá.
Pelo menos há luz e aquecimento lá.
Também poderíamos ter tomado um café.
Nada de especial, de qualquer maneira.
Mas convenhamos, esta casa velha não é o lugar ideal para passar umas horas juntos.
Não importa, agora estamos aqui.
Você é estranho, sabia?
Deveria me apresentar aos seus amigos, um dia.
Ah... tinha esquecido.
Aquela história que você me contou no carro sobre...
Já sabe...
Que você não gosta de pessoas e prefere viver na solidão?
Sabe? Se esta casa fosse minha, eu a venderia. Completa, com móveis e teias de aranha.
E compraria um bom apartamento na cidade.
Sim, é o que faria.
As pessoas não sabem aproveitar o que têm.
Ei, o que houve?
Não fique aí sentado me olhando, sem fazer nada.
Sabe? Você não é uma pessoa fácil de lidar.
Seria difícil encontrar outra garota para satisfazer seus estranhos caprichos e fantasias.
Acho que tivemos sorte, em nos conhecer.
Acho que nos damos muito bem.
Não quer apagar esse cigarro?
Não vai tirar as luvas?
Terry!
Terry?
Desculpe por interromper. Poderia me levar para Londres, por favor?
Sim, claro. Entre.
PARA ALUGAR
Obrigada. Adeus.
Aqui está. Obrigada.
Terry?
Olá, querido.
Onde esteve?
Vai se comportar, não é?
Seja um bom garoto, hein?
Ei, ei, vamos, acorde! Valerie está aqui.
Oh, vá indo.
Vamos, querido.
Terry está sempre interessado em histórias sombrias.
Todas as vezes que fiz negócios com ele, terminaram em desastre.
- Talvez eu deva ir à polícia. - Você está louca?
Chamar a polícia para quê?
Como vai explicar que você e seu namorado...
invadiram uma casa para roubar algumas coisas?
- Eu não fui roubar. - Acha honestamente, que acreditarão?
É preciso ter cuidado, ou será envolvida em negócios desagradáveis.
Mas Terry desapareceu. Pode até estar morto!
Vamos, ele não é um cara que desaparece tão facilmente.
Ele reaparecerá, quando menos esperar.
Não ficaria surpreso se fizesse isso de propósito.
Não seja ridículo! Vi um assassinato sendo cometido naquela casa.
Foi horrível.
- Não conseguiu ver o rosto do cara? - Não, estava muito escuro.
Não consegue nem dizer se era jovem ou velho, alto ou baixo?
Tudo aconteceu muito rápido. Não tive oportunidade de ver nada.
Não sei, talvez seja porque estava escondida.
Estavam o tempo todo nas sombras.
Não disseram nada em particular.
Ela falava o tempo todo enquanto se despia, como se quisesse provocá-lo ou excitá-lo.
Ele apenas ficou sentado, e não disse uma palavra.
- Estranho... - Cada um na sua.
Ele estava sentado, fumando calmamente.
Ela andou ao redor dele enquanto se despia, e sentou-se em seu colo,
e foi assim que a matou.
Como assim? Não fizeram nada antes?
Não sei se fizeram algo ou não.
Tudo o que sei, é que a atacou com uma faca.
Deve ser impotente.
Terry encontrou o que procurava?
Sim, desta vez foram jóias ou dinheiro?
Não sei o que estava procurando. Acho que estava na casa errada.
- É engraçado. - Não vejo o que tem de engraçado.
Me disse para esperar no carro.
Fiquei sentada um tempo. Depois tive frio e me preocupei.
Então fui ver se o encontrava.
Deus, ficou furioso, porque o tinha seguido.
- Acha que reconheceria o local novamente? - Talvez...
Não, não poderia reconhecer. A neblina estava muito densa na noite passada.
Se eu fosse você, querida, relaxaria até ver o que acontece.
- Ver o que acontece? - Sim, é o melhor que pode fazer.
Provavelmente nada acontecerá.
Continuo convencido de que isso é algo criado por Terry.
Ouça, esse cara tirou uma foto do meu álbum,
Estacionou o carro de Terry na frente da minha casa,
sabe quem sou e onde moro.
Posso ser a próxima vítima da sua lista.
Parece que não percebem, o problema em que estou.
Querida, claro que percebemos.
Só estamos querendo ver as coisas, com mais clareza.
Então relaxe, tome seu café e tentaremos encontrar uma solução.
Bem, acho que isso vai vender muito bem.
Temo que só poderei ter as peças em quinze dias.
Estou muito ocupado agora.
Bem, desde que possa me garantir, que a cor ficará boa.
Essas são as fotos que vão para as galerias de arte?
Tecnicamente não haverá problema.
Só preciso desse tempo para fazê-las, só isso.
Bem, você disse duas semanas.
- Quer um café? - Não, não obrigado.
- Eu quero um. - Vem aqui.
Valerie, esse é Paul.
- Como está? - Olá.
Este é o cavalheiro que fez todas essas máscaras.
Fantásticas!
Adoraria ter uma dessas.
Sério? Bem, tenho uma grande coleção. Deveria me visitar algum dia e escolher uma.
Gostaria muito.
Ok, então vamos fazer isso:
Te darei meu número, você me liga, e combinaremos para que você venha.
Ok, obrigada.
Me daria seu número? Apenas no caso de esquecer de me ligar.
- Aqui está. - Obrigado.
Espero conversar em breve.
- Talvez. Adeus. - Adeus.
- Cara legal, não é? - Sim, é.
Estávamos conversando.
Ele pareceu muito interessado em você.
Está preparando um catálogo para enviar às galerias de arte.
Ele fez todas aquelas máscaras. Elas são boas, não são?
São fantásticas.
- Vai ligar para ele? - Talvez.
Pelo menos seria melhor para você do que Terry.
Não se divertiu com ele, não é?
- Por que despreza tanto Terry? - Vamos, querida, mal o conheço.
Só o vi uma vez, quando fui procurá-la naquele lugar horrível que ele tem.
Ninguém gosta do Terry.
Sério, querida, não me interessa nada sobre ele.
Mas, não gosto de vê-la chegar de manhã, com um olho roxo...
porque tenho que suspender a sessão. Apenas isso.
Não vai acontecer de novo, posso te prometer isso.
Talvez um dia, possa entender meus motivos.
- Alô? - Alô, Valerie? É o Paul.
- Nos conhecemos esta manhã no estúdio. - Ah, sim.
Desculpe, você me pegou de surpresa.
- Não estou incomodando, estou? - Não, de forma alguma.
- É um prazer falar com você. - Ok.
Parecia gostar das minhas máscaras.
Queria saber se gostaria de ver o resto da minha coleção.
Talvez pudéssemos tomar uma bebida juntos. Está livre amanhã à tarde?
Sim, estou. Seria muito bom. Estou ansiosa por isso.
- Está falando sério? - Claro, senão eu não diria.
- Cinco horas? - Cinco em ponto. Adeus.
Quem está aí?
- Olá. - Olá, senhorita Jennings. Feliz em vê-la.
- Como vai? - Bem, obrigada, Sra. Dabney.
Espero que não se importe com todo este incômodo.
Coloquei o apartamento para alugar.
E tem sido um desastre, porque ficou desabitado por muito tempo.
O novo inquilino é uma pessoa solitária.
Ele quer paz de espírito, ninguém para incomodá-lo.
Acho que dedica seu tempo, ao estudo dos pombos.
Sim, eu os vi no porão.
Alguém deve tê-los colocado lá ontem.
Uma ocupação original.
Embora pessoalmente, eu ache um pouco excêntrico.
Mal pôde esperar para entrar!
Expliquei que o apartamento precisa ser redecorado, mas ele não pareceu se importar.
A propósito, não vejo sua amiga, Srta. Collins, há muito tempo.
Não, ela está no sul da França. Bem, tenho que ir agora. Adeus.
Adeus, senhorita Jennings. Boa sorte com os pombos!
Bem, este é o depósito.
A casa não deve ser muito longe daqui.
- Acho que é nessa direção. - É um lugar bem deserto.
Sim, não vi outras casas.
Estava muito nublado, para ver qualquer coisa.
- Este é o carro. - Este lugar é pior que um labirinto.
Estava me escondendo, quando o assassino veio na minha direção.
Estava apavorada. Fiquei lá até o amanhecer.
É estranho que não tenha te encontrado. Eu teria encontrado.
Veja, há um caminho que leva à floresta.
Não, tenho certeza que a casa fica naquela direção.
Esta maldita casa, não será fácil de encontrar.
Não.
Ei, venha ver isso.
É o carro do Terry!
Primeiro, ele colocou na frente do seu apartamento e agora deixou aqui.
Vamos dar uma olhada.
Não tem chaves.
E isso está uma bagunça.
Oi, bom te ver.
- Valerie, esta é Suzanne. - Olá.
Espero não ter interrompido seu trabalho.
Estou feliz por ter uma desculpa, para parar de trabalhar.
Meus olhos estavam começando a doer.
Estou muito feliz em conhecê-la, Valerie.
- Sente-se, deixe-me pegar seu casaco. - Obrigada.
- Um cigarro? - Obrigada.
- O que gostaria de beber? Uísque? - Isso seria ótimo, obrigada.
Paul estava me contando que se conheceram no estúdio fotográfico.
Ficou muito impressionado com você. Ao te conhecer posso ver por que.
Pensei que fosse Paul quem fazia as máscaras, mas vejo que você é a artista.
Bem, Paul cria os designs originais. Eu os interpreto.
Interessante. Deve levar muito tempo para fazê-los. Eu ficaria louca.
Ah, às vezes passo horas, até dias trabalhando nas máscaras.
Isso é bom, ajuda o tempo a passar rápido.
São como as estátuas, feitas pelos astecas.
Parecem simples, mas são impossíveis de imitar.
Eu amo a arte asteca.
Uma vez... você se lembra, Paul?
Fui encarregada de copiar uma estátua, de um antigo deus pagão.
Trabalhei nisso por seis meses, sabe, desenhando, modelando, finalizando.
Com todas as inscrições manuais, na base da estátua.
Copiando cada detalhe com perfeição.
Acho que foi, a melhor coisa que já fiz.
Nós terminamos, ela caiu, e se quebrou em mil pedaços.
Sabe? Quando Paul era garoto, fazia uns desenhos fantásticos.
Todos meus amigos diziam, que um dia, seria um grande artista.
- O que mais poderiam dizer? - Garanto-lhe que foram sinceros.
Gosto de ver a expressão em seu rosto, quando alguém ousa contradizê-la.
Eu disse que se não estudasse na academia, não seria um artista respeitado.
- Mas tentou pouco. - Sim, e logo ficou muito chato.
Eu era muito tolerante.
- Obrigada por me trazer em casa, Paul. - Foi um prazer.
Gostaria de vê-la novamente um dia. Acha que é possível?
Sim, eu gostaria.
Posso prometer que não será um convite para tomar chá com minha tia.
Valerie, abra a porta!
- Oh, estou muito feliz em vê-la. - Por que está trancando a porta?
Vai entender quando eu explicar.
Passei maus momentos, desde que foi embora.
Está muito pálida. Você está bem?
Sim, é uma longa história. Vou contá-la no café da manhã, ok?
Está bem.
Ei, recebi seu cartão postal. Como está o trabalho?
Fantástico!
Estou feliz por ter voltado. Fiquei chateada depois do que aconteceu.
Um cara muito estranho se mudou.
Pude ouvi-lo andando a noite toda, enquanto conversava com seus pombos.
- Que pombos? - Os que tem no apartamento.
A Sra. Dabney disse que os estuda.
Toda aquela história do Terry, parece tão incrível.
Deveria falar com a polícia.
Todos me dizem para não fazê-lo.
Não pode deixar as coisas como estão.
Mike diz que não devo me preocupar, ele acha que Terry vai aparecer.
O que você acha?
Não sei. Tenho a sensação de que algo terrível aconteceu com ele.
Algo naquela casa me deixou nervosa, assim que chegamos lá.
É compreensível. Deve ser meio assustador se intrometer assim.
Eu sabia que haveria problemas. Algo deu errado com os planos do Terry.
Ou o cofre não estava, onde ele achou que estaria.
Ou estava na casa errada. O que é muito possível.
- Deus, é tão absurdo. - É uma história incrível.
O assassino me viu. Sabe quem sou e onde moro.
E não sei absolutamente nada sobre ele.
Terry está desaparecido, e eu consegui escapar.
E é tudo, até o momento.
Então, o que pretende fazer?
Se não vai à polícia, o que vai fazer?
Boa tarde, meu nome é Hornby. O novo inquilino do andar de baixo.
- Como vai? - Prazer em conhecê-la, Srta...?
- Collins, quer entrar? - Não, obrigado, só vim me apresentar.
E me desculpar por qualquer incômodo, que meus pombos tenham lhe causado.
Não se preocupe por isso.
Embora admita que me assustaram um pouco, quando foram trazidos.
Lamento muito. A Sra. Dabney não lhe avisou?
Não, não avisou.
Só queria lhe dizer para não se alarmar se ouvir os pombos batendo as asas lá embaixo.
Me mudei hoje, e as vezes deixo os pombos saírem da gaiola,
apenas para que tenham a chance de bater as asas.
De qualquer forma, se te incomodar, basta dar umas batidas no meu teto.
Entenderei as batidas como informativas, e não grosseiras.
Não sabia que esse apartamento era habitável.
Um lugar se torna inabitável quando não é habitado, não acha?
Foi um prazer conhecê-las, espero que nos encontremos novamente...
... em breve.
- Adeus. - Adeus.
- Homem estranho. - Muito estranho.
- Alguma notícia do Terry? - Não.
- Foi à policia? - Ainda não.
O que aconteceu com seu amigo, pintor de máscaras?
Na verdade, vou vê-lo esta tarde.
Eu disse que você o impressionou.
Cuidado como o trata, ele parece um cara delicado.
Não se preocupe com isso, sei como lidar com a situação.
Quieta! Aí mesmo, muito bem.
Por que não a deixa em paz, Paul?
Essa moça só vai te trazer complicações, não acha?
Por que diz isso?
Acha que sou fraco?
- Mais do que deveria. - Mais do que deveria...
É minha opinião, só estou respondendo sua pergunta querido.
A fraqueza geralmente está próxima da crueldade.
Querido, por que se envolver? É apenas outra garota.
Valerie é diferente. Eu nunca conheci alguém como ela antes.
Ela é muito especial.
Sempre diz a mesma coisa.
Por que não trouxe seu namorado?
Ele teve que trabalhar.
É uma pessoa estranha. Não é muito social.
Oh, não, outro não.
É apenas diferente.
Quantos anos ele tem?
- Paul? Bem jovem. - Sim, é o que imaginava.
É difícil saber sua idade, realmente.
Com sua tia, é como uma criança.
Ela o sufoca. Sem ela, seria muito mais maduro.
De qualquer maneira, ele é muito charmoso.
- Acho que precisa de proteção. - E você vai protegê-lo?
Bem, ele pode ser pior do que Terry.
Não, são completamente diferentes.
E o que Terry vai dizer, se voltar?
Tenho a sensação de que não veremos mais Terry.
Vamos lá, Terry sempre desaparece e sai de circulação.
Continuo convencido de que tudo faz parte do plano do Terry.
Talvez.
De qualquer forma, não quero vê-lo novamente.
Bem, isso é diferente.
Diz isso agora, mas vai mudar de ideia assim que ele aparecer.
Não acredito.
Não dessa vez.
A pessoa que cometeu o crime no apartamento, não cometeu nenhum erro.
Ele conhecia perfeitamente a identidade de sua vítima.
Ela foi espancada, estuprada e depois estrangulada com um cinto.
É fácil provar que o assassino teve muito tempo para identificá-la.
Obrigado.
Além disso, não há sinais de que a fechadura foi arrombada.
Ele usou uma chave.
- Além de você e a Srta. - Collins...
Collins, sim. Mais alguém tem a chave do seu apartamento?
Sr. Hornby, o novo inquilino do andar de baixo.
Ele tem a chave da porta da frente.
Não alguém do prédio...
mas, um amigo pessoal, ou da Srta. Collins?
Bem, acho que não.
Ele poderia ter tocado e ninguém teria aberto.
Fiz-lhe a pergunta para a qual não me deu resposta.
As chaves...
Lorna não teria dado as chaves a ninguém.
Não, sem me avisar primeiro.
Entendo.
Você suspeita de alguém?
Sabe se sua amiga tinha... inimigos pessoais?
Pode ser um assunto privado.
Não, a Lorna era adorável. Ninguém poderia odiá-la dessa forma.
Cabe a nós descobrir, Sra. Jennings.
Enquanto isso, siga sua vida naturalmente.
Mas, acima de tudo, não deixe de nos contar qualquer detalhe que pareça suspeito.
Se necessário ou se decidir, não hesite em ligar para este número.
Mas, por favor, não deixe Londres sem nos avisar primeiro.
Adeus, Srta. Jennings.
Com licença.
Sinto muito, Srta. Jennings.
Se houver algo em que possa ajudar.
É muito gentil. Mas não, obrigada.
Vem aqui.
- Sente-se. - Obrigado.
- Um cigarro? - Não, obrigado.
Essas fotos são suas? Posso vê-las?
- Sim, faça isso. Volto já. Vou fazer as malas. - Ok.
Com licença, tenho algo para você.
Sra. Jennings, este envelope chegou pelo correio esta manhã,
e eu peguei por acidente. Me perdoa.
Sem problema, obrigada.
Gostaria muito de ajudá-la, se houver algo que eu possa fazer, por favor me peça.
Na verdade não, mas obrigada mesmo assim.
Vai sair por alguns dias?
Se alguém perguntar por você. Como posso entrar em contato?
Não vai ser necessário, é só o fim de semana.
Entendo.
É bom sair desta casa.
O melhor lugar para descansar da agitação.
- Alguém mora aqui? - Não, não exatamente.
Meus avós moravam aqui. Também minha mãe e meu pai.
Eu nasci aqui.
Este é meu pai. Era um homem muito perspicaz.
- Tem fotos da sua mãe? - Não.
- E como ela era? - Muito bonita.
- Na verdade, tão linda quanto você. - Obrigada.
Não me agradeça. Se soubesse, não o faria.
Uma mulher bonita como você, pode entender certos problemas?
Por que não? O que seria da beleza sem a compreensão?
Meu pai sempre dizia: "Mulheres bonitas têm apenas um caminho na vida".
- Seu pai era muito duro com as mulheres. - Ele tinha seus motivos.
Veja, se minha mãe não fosse tão bonita,
talvez meu pai não tivesse se enforcado em seu quarto uma noite.
- Vamos ver se tem algo para comer na cozinha. - Não sou boa cozinheira.
Não importa. Podemos abrir algumas latas e tomar um pouco de vinho.
Ótimo.
- Aqui é onde faço minhas máscaras. - Aqui?
Bem, não aqui, tenho um lugar no porão onde costumo trabalhar.
Muito bem, vou descer e pegar um pouco de vinho.
Melhor esperar. Está sujo lá embaixo e não quero que estrague suas roupas.
Tudo bem, vou esperar você.
Obrigado por aceitar meu convite para vir aqui.
Por que não deveria aceitar?
Não sei. Muitas pessoas não gostam das velhas casas de campo.
Não eu.
Eu adoro o campo.
Também minha tia Suzanne.
É uma pena que não pôde vir.
Mas, não leve a mal.
Ela teve que ficar na cidade por motivos pessoais, nada a ver com você.
Ela ficaria surpresa se soubesse que está aqui.
Por que? Não contou a ela?
Eu disse que perguntaria a você.
- Mas pensou que era uma piada. - Que estranho. Eu quero saber porque.
Sim, é complicado de explicar, na verdade.
Ela gosta de me irritar. Isso a diverte.
Sabe? Estou cansado de ser tratado como criança.
Às vezes acho que deveria contar a ela.
Não sei, talvez seja um pouco cruel. O que acha?
Acho que está na hora de ser um pouco mais independente.
Talvez... eu trarei o vinho.
Ei, encontrei um.
- É de um bom ano. - Ah, sim.
- O que houve? - Eu ouvi algo.
É apenas o vento.
Não, ouvi um barulho vindo de cima.
Ouça...
Garanto, que é só o vento.
Conheço todos os barulhos desta casa.
Estamos completamente sozinhos.
Não é possível vir de cima.
Paul?
Paul?
Não é possível!
Paul?
Paul?
Oh meu Deus!
Paul?
Paul, onde está você?
Isso já foi longe demais.
Paul, pare de agir como uma criança.
Paul!
Não é hora de brincar, é muito tarde.
Vamos, querido.
O que foi, seu tolo?
Tem que acabar com ela!
Tem que matá-la!
Não há alternativa!
Tem que fazer, ou ficará preso pelo resto da vida.
Paul, sabe o que significa?
Será preso em um hospício!
Paul, não quis dizer isso.
Não deveria ter dito.
Você não é louco. Espere, Paul!
Por favor, espere!
Paul, eu sempre te protegi.
Paul...
Não pode ver? Sou a única que pode salvá-lo.
Paul...
Por favor!
Tradução pt.Br * Tatuador *
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