All language subtitles for The Crime s01e03

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Original subtitles

Encontraram um corpo em decomposi��o na ba�a.

- Chama-se Agnieszka? - Sim.

Foi homic�dio?

N�o posso dizer.

Fazem 40 anos de casados e querem passar o anivers�rio connosco.

Conhece este s�mbolo?

- � do Szarski. - J�zek?

O que sabemos do corpo?

A fam�lia: o pai Zenon e a irm� Ewa.

- Ele conhecia l� algu�m? - N�o sei.

Porque foi l�?

Estou com a suspeita num barco a caminho de Hel.

N�o sei o que fazer.

Perderam-na?

J�zef.

Ela est� morta.

N�o acordei.

N�o acordaste?

Vou remover-te do caso.

O J�zef?

Vi-o esta manh�.

- Mostraste-lhe o caminho? - J�zek!

Senhoras e senhores, o J�zef Szarski.

Tive uma filha.

Morreu naquela casa.

O que se passa? Metade da cidade viu...

O qu�?

� Hel, n�o �?

Quem � este?

N�o sou o pai biol�gico dele.

O resultado da aut�psia.

A Ewa e o Piotr foram envenenados.

Recome�amos a investiga��o.

Achas que foi o alegado pai dele?

Ainda n�o acho nada.

Documentos do registo civil.

De 1980 a 1985, quase 3600 pessoas viviam em Hel.

Umas 1500 eram soldados e familiares.

A maioria viveu c� alguns anos antes de ser transferida.

Mas cerca de cem fam�lias ficaram em Hel para sempre.

O Piotr Miernus foi a Hel procurar o pai 30 anos depois.

Foi uns meses antes da �poca tur�stica, por isso o pai deve ser residente.

Talvez algu�m o reconhe�a.

Por agora, restringimo-nos a antigos soldados.

� pouco.

Mas � melhor que nada.

Temos de come�ar por algum lado. Vamos a Hel.

O que tens?

- Bom dia. - Bom dia.

Bom dia.

O que andam a fazer os piratas?

Empresta-nos uma p�?

- Porque precisam dela? - Estamos � procura de um tesouro.

Nesse caso, claro que empresto.

Mas tragam-na de volta quando acabarem.

Meus pintainhos.

V�, v�o brincar.

Temos uma p�.

Bravo! Vamos.

Pronto, desculpa.

Eu estava preocupado e aflito.

Bateste-me porque estavas preocupado?

- Foi s� uma bofetada. - S�?

Nunca te bati, nem a qualquer outra mulher. Tu sabes.

N�o sei das outras mulheres na tua vida.

Bati-te...

... porque gosto de ti.

Eu queria que pusesses as ideias em ordem.

Ent�o, foi uma li��o?

S� tens isso a dizer?

O que queres que eu diga?

N�o aconteceu nada entre mim e o Tomek. Queres que eu minta?

Sabes como isto pode acabar?

Bateste-me e falas dessa maneira?

Se voltar a acontecer, n�o haver� mais conversa.

Talvez a foto n�o tenha sido tirada aqui.

Deve ter sido aqui.

Talvez a Maria tenha raz�o.

Ele pode ser um dos soldados que se foi embora.

Temos de verificar.

Primeiro, temos de verificar todos os soldados

que foram destacados aqui na d�cada de 1980.

Depois, temos de obter as fotos deles

e talvez encontremos o pai do Piotr Miernus.

Perguntem aos residentes mais idosos.

Eles sabem tudo aqui.

Henryka Dzikowska. Vive sozinha.

Ela deve ter conhecido toda a gente que viveu c� nos �ltimos 50 anos.

O qu�? Eu devia conhec�-lo?

Sei que soa estranho, mas a senhora � quem vive c� h� mais tempo.

Infelizmente, pode ser verdade.

Mas n�o os posso ajudar com isto.

Pensei que a Agnieszka vos tivesse mandado.

- A Agnieszka Lubczynska? - Conhece-a?

Andei com ela na escola.

� minha vizinha.

Est� bem.

Obrigado.

N�o tem de qu�.

- Adeus. - Adeus.

Que maravilha.

Eu devia ganhar uma medalha.

Duas.

Por coragem e persist�ncia.

Sobretudo por persist�ncia.

Onde est�o as crian�as?

O qu�?

Devias estar a tomar conta delas.

Pensei que tu estavas.

O que queres dizer?

Pedi-te que tomasses conta delas.

Agnieszka, abre a porta.

Sai, por favor.

N�o posso falar com a porta.

Abre a porta!

Estou.

O que t�m as crian�as?

O que queres dizer?

- Onde est�o as crian�as? - Janek!

Procur�mos em toda a parte.

Viram uma crian�a vestida de pirata?

R�za!

Calma.

Vamos encontr�-las.

Janek!

R�za!

Jasiek!

Janek!

R�za!

R�za!

- Janek! - R�za!

R�za! Jasiek!

R�za!

Janek!

Jasiek!

R�za!

Aqui!

M�e!

M�e!

Jasiek!

Est�o bem?

- Sim. - Calma.

Vou procurar outra entrada.

- De certeza que est�o bem? - Sim.

J� vos tiramos da�.

R�za!

D�-me a m�o.

Mais um pouco. Anda ao pai.

Muito bem.

Anda c�.

Anda c�. As pernas.

Anda c�.

- Jasiu. - Est�s bem?

N�o largues.

Vem ao pai.

- De certeza? - Sim.

- De certeza? - Sim.

- De certeza? - Sim.

O que estavam a fazer l� em baixo?

A brincar aos piratas.

Que �tima ideia.

Pronto.

Est�s bem.

T�m de me prometer que nunca mais far�o uma coisa destas.

Nunca mais.

N�o v�o a lado nenhum sozinhos.

- Combinado? - Combinado.

Tiveram medo?

Um pouco.

Havia um esqueleto.

Um verdadeiro?

Lavaste os dentes?

Despacha-te.

Jasiek.

Inventaste isso?

N�o.

N�o?

Viste um esqueleto?

A entrada estava vedada.

Desceram por um buraco e n�o conseguiram sair.

O Jasiek disse-me que encontraram um esqueleto.

Devo particip�-lo � Pol�cia?

Far�s qualquer coisa para o voltar a ver.

O Minist�rio da Defesa mandou dossiers

dos oficiais destacados aqui entre 1970 e 1975.

O mensageiro militar vai trazer os restantes.

Procura aqui.

Talvez o pai que procuramos fosse destacado aqui antes disso.

Procuramos oficiais nascidos entre 1940 e 1950.

Ol�.

O que te traz por c�?

O meu filho disse-me que encontrou um esqueleto num bunker.

Um esqueleto?

Faz algum sentido?

Vamos verificar.

- Vais deixar-me sozinha? - Tens de acabar o que come�aste.

- Como vai a investiga��o? - Podes ser minha assistente.

Seria extraordin�rio.

J� tivemos �xito uma vez.

Mas e o teu emprego atual? �s uma assessora comercial a s�rio.

Mas eras t�o relaxada na escola.

Talvez eu devesse fazer algo bem diferente.

N�o �s feliz? Tens tudo.

Provavelmente.

A vida nem sempre � como queremos.

� aqui.

Cuidado.

Ent�o?

N�o me parece ser falso.

Meu Deus.

Cristo.

As minhas crian�as estiveram ali dentro.

A minha vida tamb�m n�o � como eu quero.

Lamento...

Vais morrer, pirata.

Encontraste um esqueleto.

N�o estavas sozinha.

Tu e o Sr. Tomek.

N�o sei se o esqueleto est� relacionado com os homic�dios.

Diz-me o que temos.

A m�e do Piotr Miernus, Janina,

levou-o para se encontrar com o pai h� cerca de 30 anos.

N�o sabemos se foi a �nica vez.

O padrasto do Piotr disse-nos que eles nunca mais se viram. Est�s a perceber?

Nunca mais se viram. Sim, tamb�m acho.

A Janina morreu no Natal passado.

Deixou um �lbum de fotografias.

Disse ao Piotr o nome do pai dele.

Em meados de mar�o,

o Piotr foi a Hel e pode ter-se encontrado com o pai.

Depois, foi envenenado.

Mas antes de o veneno o matar, algu�m o atirou ao mar.

O corpo foi apanhado nas redes da fam�lia Szarski.

Szarski.

Apanhado nas redes.

A irm� do Piotr, Ewa Miernus,

quando soube da morte do irm�o,

foi ao mesmo lugar no dia seguinte.

Deve ter-se encontrado com o mesmo homem.

Foi envenenada com o mesmo veneno, aconitina muito t�xica,

que funciona lentamente.

Tr�s horas ap�s tomar a dose fatal,

a Ewa encontrou-se com o J�zef.

Durante a festa, a Ewa caiu

e bateu com a cabe�a.

Depois, saiu de casa do Szarski.

Infelizmente, a pancada causou um AVC, que foi a causa da morte.

� tudo.

Pod�amos assumir que o pai do Piotr Miernus � um agressor.

Mas n�o confio nessa suposi��o.

- A tia quer? - Obrigada.

Muito obrigada.

Meus pequeninos.

M�e, pai, tomem.

Eu levo isto.

Caros amigos.

Minha querida Ela.

Foi aqui...

... que conheci a minha querida Ela.

� verdade, eu lembro-me.

Em vez de fazer um discurso longo e aborrecido, decidi cantar uma cantiga.

� adequada � nossa rela��o de 40 anos.

Mal posso esperar.

Elzunia, dizem-me Que ele n�o vale uma l�grima

Ele n�o vale uma l�grima

Elzunia, as cartas preveem

Que ele n�o vale um centavo

- Aonde vais? - N�o dei a inje��o de insulina.

Elzunia, dan�a e bebe

Zomba dele

Sim, zomba dele

Com prazer.

Se ele voltar, diz-lhe que n�o

O que fazes aqui?

Antes...

N�o podes estar aqui.

Vai-te embora, por favor.

Para.

Eu ajudo-te.

Cuida dos convidados.

P�e ali.

Espera l�. Onde est� a Agnieszka?

N�o fa�o ideia, m�e.

Ela devia estar a ajudar-te.

Agnieszka, o que fazes aqui?

Ol�, Henia.

Aonde vais?

Ver as redes ao mar. Porque n�o est�s na festa?

Posso ir contigo?

- N�o quero estar ali. - Est� bem, anda.

- Onde foste? - Quis estar sozinho.

Os forenses identificaram o nosso esqueleto pelo registo dent�rio.

J�?

Olha.

Roman Polton. Quem �?

Desapareceu em mar�o de 1985. Ouve isto.

Tamb�m foi envenenado com aconitina. Foi casado com a Henryka Dzikowska.

Visit�mo-la h� pouco tempo.

- A Henryka Dzikowska? - Sim.

- Ela n�o est�. - Deixou ficar o c�o.

Boa tarde. Monika Krajewska, Pol�cia.

Procuramos a Henryka Dzikowska. Viu-a?

N�o.

- Quem saber� onde ela est�? - Boa tarde.

O que deseja?

Comiss�rio Nowinski.

Viu a sua vizinha Henryka Dzikowska?

- O que querem dela? - Preciso de falar com ela.

N�o tenho tempo para localizar os meus vizinhos, j� basta a minha mulher.

A Agnieszka n�o est�?

N�o, n�o est�.

Quando ela n�o est� c�...

... costuma estar consigo.

Ser� que est� com a Henryka?

O que me interessa essa tal Henryka?

Estou.

- Ela pode estar implicada num homic�dio. - Vamos j� para a�.

Tomek, o Rucinski ligou.

O barco da Henryka desapareceu. Est�o � nossa espera no porto.

- Tamb�m vou. - � melhor ficar aqui.

A Agnieszka � minha mulher. Vou convosco.

Encontrei a maioria destas redes aqui perto.

- Pertenciam a pescadores clandestinos. - Como o Szarski?

Ele tinha a maioria.

Mas n�o perdeu. Que descanse em paz.

Que beleza.

A Henryka foi vista com a Agnieszka. Foram em dire��o aos pesqueiros.

- Sentes-te mal? - N�o tomei a insulina.

- Queres voltar? - N�o � preciso.

Aquele homem afogado, o Piotr Miernus...

... ficou preso nas redes do Szarski.

Devias informar a Pol�cia destes pesqueiros.

Porque ainda n�o lhes disseste?

Meu Deus.

Henia, o que fizeste?

O bastardo

veio ter com o meu Roman, com a m�e...

... em junho de 1985.

O Miernus era filho do meu marido.

Nasceu muitos anos...

... depois do nosso casamento.

Em 1985?

Foi quando o teu marido desapareceu.

Era o esqueleto dele no bunker?

Emparedaste-o.

E os irm�os?

Irm�os odiosos.

O Piotrus e a Ewa.

Primeiro, ele veio c� na primavera.

Queria dinheiro, disse-me para vender a minha casa.

Depois, veio a irm� dele.

Para me chantagear.

Ela sabia que eu tinha matado o irm�o.

Henia, o que est�s a fazer?

N�o me deixes aqui.

Henia...

E agora?

- Calma, vamos encontr�-las. - Pois. N�o me diga para ter calma!

Podemos ir em dire��o a Jastarnia.

Vamos.

Agnieszka!

- � o barco da Henryka. - Aproxima-te.

O que lhe fez ela? Raios!

Onde est� ela?

E agora?

- O que fazemos? - Vamos voltar.

- Amanh� de manh�, continuamos a busca. - A busca de qu�?

Um corpo?

A culpa � sua.

Ela estava completamente perdida.

Pol�cia, uma ova.

Vamos voltar para l�. Depressa!

Agnieszka!

Agnieszka!

A tua fam�lia est� c�.

Cuida de ti.

Meu Deus, Agnieszka.

Venham.

Como te sentes?

VENDE-SE

Legendas: Rodrigo Vaz

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