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Original subtitles

Então, vamos ver como a gente faz o preparo do nosso dente.

Os materiais que eu vou estar utilizando aqui nessa fase de tratamento,

você está vendo aqui na tela,

mas fica tranquilo, não fica se preocupado,

e eu não estar aqui não, porque vai ter um link de um site

onde você vai clicar e vai ter acesso a todos os materiais

que a gente vai utilizar aqui no curso,

não só nessa parte do procedimento, mas também nas outras.

E esse link vai estar aqui embaixo do vídeo,

só você clicar que você vai acessar esse site.

Mas vamos lá, vamos falar do preparo,

porque a gente está falando de um dente completamente destruído

e não importa se esse dente está vitalizado

ou se ele já tem tratamento de canal.

A ideia do preparo é o mesmo,

porque o fato de ter um tratamento de canal

não vai mudar a maneira de você preparar ele.

O que vai impactar é a perda de estrutura.

O que importa é quanta estrutura perdeu o dente,

e não necessariamente se ele está vital ou não.

Antes de fazer o preparo, você deve fazer uma radiografia,

teste de vitalidade, fazer também anestesia e o isolamento absoluto.

A gente sempre vai preparar o dente com isolamento absoluto,

isso é importante porque,

nesse caso aqui, a gente está falando de dentes que estão destruídos

ou estão restaurados de maneira inadequada,

e você vai refazer essa restauração de uma maneira adequada.

E muitas vezes você vai acabar tendo exposição de dentina

e vai ter margens ao nível gengival ou subgengival.

Numa situação como essa,

é muito importante você ter controle total desse campo operatório,

porque você vai ter que fazer a adesão nesse dente

e fazer uma adesão de um isolamento absoluto se torna muito mais fácil.

E a gente vai ver também como é importante

a gente cimentar essa prótese depois com isolamento também.

E se você preparar com isolamento,

vai ser muito mais fácil você depois fazer a moldagem desse dente

e você fazer a cimentação dessa peça depois.

Vamos ver agora então como a gente vai fazer esse isolamento.

E do mesmo jeito que você vai ver como eu fiz esse isolamento,

tudo que a gente fizer, você vai acompanhar na prática,

assim como a gente vai acompanhar esse vídeo agora.

Então, vamos lá!

Yeah!

Após aquela parte inicial de testes de vitalidade e anestesia,

a gente então começa a fazer o isolamento absoluto.

Estou usando o lençol de borracha da Sancturay Silk Blue,

com o grampo da Hu-friedy, que é o 13A,

colocado no segundo molar,

e vou isolar até primeiro pré-molar.

Sempre isolando desde o começo,

antes de começar a remover a restauração prévia,

eu começo a qualquer parte do preparo.

Antes de isolar, a gente vai conferir cada ponto de contato

e se for necessário, se tiver algum ponto de contato muito apertado,

a gente alivia ele com uma lixa de metal.

Agora com isolamento pronto a gente vai fazer a remoção da restauração.

Para você ver uma sequência mais fácil, para ficar um pouco mais prático,

para você poder enxergar como que vai ficar

esse preparo, a gente vai fazer tudo por fases.

Vamos primeiro remover a restauração, depois a gente vai para a cária,

depois a gente vai fazendo cada uma das etapas.

Mas quando você já estiver acostumado fazendo teu consultório,

já pode ir fazendo tudo mais ou menos de uma vez só.

Já vai fazendo a proteção de cúspide, já vai definindo o término,

mas aqui vamos no passo a passo para poder ficar mais claro para você.

Então a gente vai começar agora fazendo, depois de o dente isolado, bem isolado,

agora sim a gente vai fazer a remoção da restauração prévia do paciente.

Então a gente vai começar agora fazendo a remoção da restauração prévia

e as brocas que eu utilizo, tanto nessa

fase para remover a restauração que já tinha,

como para fazer o preparo do nosso dente,

praticamente eu só vou usar três tipos de broca,

porque como é um preparo de onaly e esse preparo de onlay agora é simplificado,

então também a gente simplifica também nos das brocas.

Basicamente eu vou utilizar uma broca esférica diamantada,

pode ser uma 1014 ou 1016, depende do tamanho da cavidade,

uma broca muito fina, como a 3200 e uma broca em forma de chama, como a 3118.

Essas três brocas eu vou consiguir preparar 98% dos casos,

é muito difícil precisar de algum tipo de broca diferente sem precisar delas,

quando precisar fazer um chamfro, alguma coisa diferente,

mas a gente vai falar mais pra frente sobre isso.

Aqui nesse momento você só vai se preocupar em remover a restauração prévia,

mas não se preocupa em tirar tecido cariado ainda, isso vai ser a próxima fase.

Então também não se preocupa em começar a fazer um preparo,

não, só remover toda a restauração pra você ver

o que sobrou de dente e avaliar a partir dali,

que tipo de preparo é ideal pra o seu caso.

Agora, já sem a restauração, a gente vai começar a fazer a remoção de cárie.

E para fazer essa remoção de cárie, a gente vai fazer baseado em um conceito

chamado zona do selado periférico.

Por que a gente vai usar essa técnica para remover a cárie?

Porque dessa forma, a gente consegue diminuir o risco de exposição da polpa.

A gente não precisa remover todo aquele tecido cariado que está lá.

Muito daquele tecido que pigmenta quando

você aplica o evidência do evideciador de cárie,

você vai ter a pigmentação do dente.

Você vai lavar, vai secar, eu vou te mostrar tudo no vídeo na prática

para você ver bem direitinho como é que é.

Eu vou te explicar para depois você ver o vídeo.

Você pigmentou e tudo aquilo que pigmentou,

aquilo que tiver na parte mais externa do seu preparo,

não na parte mais profunda, na parte mais externa,

você vai remover totalmente tudo que estiver pigmentado.

Você vai criar uma zona de selado periférico, por isso que tem esse nome,

que vai ter cerca de 1 a 3 milímetros.

E na parte interna, você vai avaliar o que pigmentou.

Dependendo do tipo do evidenciador que você vai usar,

ele pode estar baseado no vermelho ou no rosa.

E essa cor pode ser mais intensa ou mais fraca.

Quanto mais intenso for, essa é uma cara que está realmente infectada e alterada.

Você precisa remover ela.

E quanto mais claro, ela foi até infectada, mas ela não está alterada.

Você consegue reminalizar essa cara.

Então, sempre que tiver um rosa claro nessa região interna do seu lado, você deixa.

E quando você tem um rosa ou um vermelho intenso, você vai avaliar.

Se for superficial, não tiver risco de exposição da polpa, você remove.

Agora, se tiver, não tem problema a deixar.

Por quê?

Porque como você tem o selado periférico, continuidade de nutrição das bactérias

estão ali, então você não vai ter a poliferação dessa cárie.

Ela não vai avançar mais.

Você vai conseguir controlar essa cárie dentro do selado periférico.

Tudo que eu estou falando para você aqui sobre esse assunto, da remoção de cárie,

a gente fala de uma maneira muito mais aprofundada, para quem quiser,

dentro de um curso que a gente tem sobre adesão.

A gente fala tudo sobre adesão, inclusive as

coisas que afetam na adesão como a remoção de cárie.

Esse, nesse curso que a gente está, o objetivo é ser mais objetivo no preparo

e como a gente vai fazer o nosso onlay.

Então a gente está passando sobre a remoção de cárie,

mas quem quiser se aprofundar tem esse outro curso de adesão.

Então vamos ver agora no vídeo exatamente como eu fiz a remoção dessa cárie

e como você vai fazer também no seu paciente.

A gente vai começar agora então a remoção do tecido cariado.

A gente vai utilizar a técnica da zona do selado periférico.

Para isso a gente vai precisar de uma evidênciador de cárie

e uma broca esférica de aço para a baixa rotação da Maillefer.

Para a gente fazer uma remoção controlada desse tecido cariado,

a gente vai pintar com evidênciador de cárie todo o dente.

Ele precisa estar bem seco para você poder fazer

uma evidenciação correta desse tecido cariado

e vai fazer uma remoção do tecido cariado com a broca esférica em baixa rotação,

uma velocidade bem baixa.

Você vai iniciar removendo toda a cárie externa que tiver,

principalmente nessa zona externa do tecido cariado,

para você criar justamente essa zona de selado periférico.

Nessa região que tem mais ou menos 1 a 3 milímetros,

você tem que remover completamente todo esse tecido cariado.

E na região interna dessa região do selado periférico,

você vai avaliar o tipo de pigmentação.

Para você ver se é um tipo de cárie externa,

que daí você remove completamente,

ou se é uma cárie interna que não há necessidade de você fazer remoção,

principalmente em regiões profundas,

que se você remover tem um risco de exposição.

A gente até fala com mais detalhes sobre isso,

bem direitinho como faz essa remoção de cárie em nosso curso sobre adesão.

Mas aqui o que você tem que saber é que você vai fazer toda a remoção de cárie

e para isso você tem que pintar várias vezes o dente.

Não basta pintar uma vez só com evidênciador

de cárie e achar que está tudo resolvido.

Não, pintar duas, três, quatro vezes foi

necessário para você ver se realmente criou

essa zona do selado periférico.

Aqui já era pra ter a foto do dente sem a cárie,

não acabou faltando, mas não tem problema não.

Agora, depois de remover a cárie, a próxima

etapa que você vai fazer é a proteção de cúspide,

ou seja, você vai definir quais são as

paredes do teu dente que não têm suporte suficiente,

que estão finas e precisam ser removidas.

Na verdade, você não vai remover, desculpem,

você vai proteger ela, e como você protege,

reduzindo a altura.

Por quê?

Quando essa parede está muito fina, quanto

mais alta ela for, quanto mais for a diferença

entre a ponta da oclusal e a cavidade do assoalho, ali da sua cavidade,

mais você vai ter uma força de alavanca agindo sobre ela,

toda vez o seu paciente morde sobre esse dente.

Então, a gente precisa baixar a altura desse dente,

para diminuir o impacto dessa força de alavanca,

é assim que você diminui a deflexão dessa parede,

e dessa forma você evita a fratura e deixa o dente mais resistente.

Então, é esse o objetivo de quando você protege a cúspide,

é você diminuir a altura do dente,

distribuir melhores as forças oclusais sobre essa parede, por quê?

Se ela estiver alta, você vai ter uma incidência de força,

só lateralmente sobre ela.

Agora, se você reduz ela,

e você vai ter umaa restauração que vai cobrir ela também,

você vai ter uma força agindo na horizontal,

e uma força agindo ela sobre a vertical também.

Então, elas praticamente se anulam,

e dessa forma você distribui melhor a força,

e aumenta a resistência do dente dessa forma.

E essa proteção de cúspide você vai fazer de qualquer maneira,

independente de se o seu paciente tem um dente vital ou não vital.

Agora, acontece o seguinte, quando é um dente com tratamento de canal,

você tem uma destruição muito maior,

e geralmente a ação dessa força horizontal,

fazendo uma deflexão de cúspide, é muito maior.

Então, nessas situações, a gente acaba diferenciando um pouquinho,

quando a gente seleciona essa parede, deve ou não ser protegida.

Então, no caso de dentes que têm tratamento de canal,

toda vez que você tiver um dente com uma espessura de 3 milímetros ou menor,

você deve preparar essa cúspide protegendo ela.

E no caso de um dente vitalizado,

sempre que você tiver 2 milímetros ou menos,

você deve proteger ela também.

Você vai sempre avaliar a situação do caso.

Quando você tem, por exemplo, uma cavidade em M O D,

o risco de fratura é muito maior.

Então, você vai procurar proteger todas essas paredes.

Quando você tem uma cavidade onde você tem uma das paredes próximas,

essa parede proximal oferece muita resistência à fratura,

muita resistência a essa deflexão.

Então, você já pode considerar, só quando você tem uma perda maior

de espessura dessas paredes, a fazer a proteção.

Então, agora, no vídeo, eu vou fazer essa proteção de cúspide,

e você vai ver a gente vai...

Eu vou praticamente usar um tipo de broca só no meu preparo todo,

que é aquela broca em forma de chama.

A ideia não é facilitar, não é simplificar.

Então, a gente simplifica até na seleção de broca.

Vai ter que ter uma série de brocas para poder fazer o preparo, não.

Uma broca, praticamente, você vai preparar tudo.

Na verdade, você vai usar três.

Uma esférica, uma bem fina, que nem é 3200,

e também essa broca em forma de chama,

que você vai utilizar mais do que as outras.

Então, a gente vai fazer a proteção de cúspide,

e já marcando ali, mais ou menos, como que deve ser o nosso término.

Vamos ver exatamente no vídeo como é que é.

Agora, a gente começa a proteger as cúspides,

a fazer a redução oclusal do nosso preparo.

Então, baseado na nossa avaliação do remanescente,

aonde a gente vê paredes sem suporte, muito finas,

a gente vai começar a fazer a redução dessas paredes,

e basicamente, para isso, eu utilizo a broca 3118,

a broca em forma de chama.

O espaço que você vai precisar

é cerca de 1mm para esses onlays,

feito em resina utilizando a matriz transparente,

que é o que a gente está fazendo aqui nesse curso.

1mm é o suficiente,

tanto na região ao clusal,

como nas cúspides de contenção,

e de não contenção cêntrica, de trabalho e de balanceio.

Nesse caso, tem uma situação interessante,

que é uma restauração Classe 5 que tinha ali na vestibular.

Se, durante a redução de cúspide,

durante o seu preparo,

você vê que não precisaria envolver essa outra cavidade,

nessa cavidade principal no seu preparo principal,

não precise envolver, faça a restauração dela separado.

Não tem problema nenhum,

é até melhor quanto mais você preservar

o tecido do sádio do dente,

melhor para o seu trabalho.

Nesse caso, não teve jeito,

eu precisei envolver essa outra cavidade,

então acabei estendendo um pouquinho mais,

e fazendo ela fazendo parte desse meu preparo.

Você ainda vai fazer determinação melhor do seu término,

com o acabamento dele,

mas nesse momento,

você já pode, durante o preparo,

já ir desenhando um pouco o seu término,

não só na vestibular,

na palatina,

mas também nas próximas,

deixando tudo como se fosse uma linha um pouco mais contínua,

que depois, na fase do acabamento,

desse término,

você vai terminar de deixar tudo bem certinho.

Como você está podendo ver,

é um preparo muito simples.

Quase todo preparo,

eu faço com a broca em forma de chama,

3118.

Em um ou outro ponto,

principalmente ali em próximas,

você vai acabar utilizando a 3200,

para você poder abrir um pouquinho o contato

entre os dois dentes,

tirar, fazer algum acabamento,

ali naquela região proximal,

aonde tem um pouquinho mais dificuldade,

dar broca em forma de chama, entrar.

É muito simples,

é um preparo extremamente expulsivo,

em um formato geométrico extremamente simples,

não tem caixas proximais,

não tem paredes com ângulos,

nada disso,

o quanto mais expulsivo,

melhor.

Nesse momento, a gente tem o nosso preparo praticamente definido.

Na hora que a gente protege a cúspide, a gente tem praticamente o preparo pronto,

o que a gente tem que fazer agora é determinar o término do nosso preparo.

Então, a gente precisa de algumas

referências para que a gente tenha um término definido

e para que ele possa ajudar também a

favorecer na adesão depois da nosso onlay nesse dente.

Quando você for fazer esse término, é muito

importante que ele esteja preferencialmente no esmalte.

Porque quanto mais esmalte você tiver no teu término,

melhor vai ser a força de adesão dessa tua restauração final nesse Dente.

E tudo que a gente for fazer nesse término vai ser voltado para isso.

Vai para você colar melhor esse Dente na nossa restauração.

Então, por exemplo, a gente vai tentar deixar a

maior área de esmalte possível no nosso término,

então a gente tem que, por isso que a gente não faz preparo de coroa total,

porque preparos parciais a gente consegue preservar a maior estrutura de esmalte.

E a gente vai sempre procurar também fazer um bisel nesse término.

Porque quando a gente faz um bisel, a gente expõe mais a linha de esmalte

e também a gente posiciona esses primas de

esmalte numa posição que a adesão vai ser melhor.

Qual é a altura que a gente vai colocar esse término?

Tudo depende do caso.

De preferência, a gente vai evitar que esse término fique muito mais para cervical.

Quanto mais para cervical, menos estrutura de esmalte você tem.

Um risco até de perder completamente o esmalte nesse término.

Então, você evita jogar na cervical.

A melhor posição para você ter o término é no terço médio.

Na verdade, entra a transição do terço oclusal e do terço médio do Dente.

E isso vai ajudar também na hora de você ter uma transição melhor

e você não ver a linha de união.

Porque assim, a cada terço que você vai mudando, a cada mudança de terço,

o Dente vai mudando de cor.

Ele vai sendo do mais saturado para menos saturado e mais translústico.

E se você mantém o seu término exatamente nessas linhas de transição

entre o terço cervical, o terço médio, o terço médio, o terço oclusal,

você consegue justamente separar aonde o Dente está mais saturado para mais claro.

E mesmo que você não consiga acertar perfeitamente a cor do seu Dente,

essa transição vai ajudar a mascarar

exatamente essa união entre a restauração e o Dente.

Vamos voltar para a margem de esmalte um pouquinho.

Porque é tão importante a margem de esmalte.

A adesão do esmalte é muito mais estável.

Por exemplo, se você pega ali um índice de sucesso, de restaurações indiretas,

aonde você tem o preparo com o término esmalte

e outros que tem o preparo com o término em dentina,

o índice de falha quando você tem dentina no seu término

é duas vezes maior do que quando você tem com esmalte.

Então é muito importante você preservar esse esmalte no término.

Você sempre vai preparar visando ter 100%

de margem de esmalte no teu término preparo.

Às vezes não é possível, não tem problema.

A gente vai ver como resolvemos isso daqui a pouco.

Mas sempre que possível, mantenha em esmalte.

E que nem eu falei, o ideal é você fazer esse bisel nesse esmalte,

principalmente na área vestibular.

Esse bisel vai ter três motivos muito importantes para te ajudar.

Primeiro, você vai expor maior área de esmalte,

ou seja, quanto mais esmalte exposto nesse término, melhor a força de adesão.

Segundo, você vai ter a exposição dos prismas de esmalte

em uma posição que a adesão se vai dar melhor nesse substrato.

E o terceiro é que o bisel ajuda também a mascarar essa linha de união

do dente com a restauração.

Então também tem uma influência estética quando você faz esse bisel.

O bisel também vai te ajudar na distribuição de forças.

Quando você tem esse bisel no teu término preparo,

a distribuição de forças nesse dente ajuda a dissipar do dente,

em vez de concentrar nele.

Quando você concentra as forças dentro desse dente,

você aumenta o risco de falha de união da restauração no dente

e também de fratura desse dente.

E quando a gente consegue dissipar essas forças,

a gente aumenta a resistência final do dente.

Então, por isso é importante fazer esse tipo de preparo também

com o bisel, principalmente na região vestibular.

Quando a gente fala de término,

você tem três tipos de términos diferentes que você pode fazer.

O nosso principal vai ser o bisel e um chamado butt joint.

Mas cada um você vai utilizar em situações específicas.

Então, para exemplo, você tem primeiro que a gente tem na tela,

é o butt joint.

O butt joint é um término que a gente faz sempre na palatina do dente.

O que ele chama butt joint?

Se você traduzir literalmente, é até estranho,

butt, que é bunda joint, que é articulação.

Mas esse termo é utilizado em inglês,

sempre quando você tem a união de duas faces

que criam um ângulo reto.

E exatamente isso que a gente tem.

A gente usa geralmente esse término na palatina de dentes posteriores.

Então, na margem palatina,

você vai ter esse preparo reto plano chamado butt joint.

Na vestibular, você vai utilizar o bisel.

E quando você tem situações onde você tem um grande desgaste,

onde você tem uma perna de estrutura,

uma fratura onde leva essa margem mais para cervical,

aí você vai fazer o chamfro.

Então, o chamfre é uma exceção.

É só quando você realmente tem a sua cavidade mais para baixo ali,

ou por presença de cárie, ou por uma fratura.

Mas, de preferência, você vai utilizar o bisel na parte vestibular

e o butt joint nas próximas e também na palatina.

Aproveitando, vamos falar do término na proximal.

Você pode fazer um preparo tipo caixa,

você pode fazer um preparo tipo bisel,

ou você pode deixar a sua margem fazendo o

preparo que o butt joint na proximal é o flat,

você só baixa ela reta ou deixa essa

margem proximal ali inteira, sem mexer, integra.

O que você vai determinar isso?

Quando você faz a caixa, você acaba criando paredes

e ângulos não é muito favorável.

Então, caixa é uma coisa mais difícil de você fazer.

O que é mais comum é você fazer um bisel,

também não é tão comum, mas é mais comum,

ou simplesmente você baixar reta essa proximal.

Então, sempre quando você tiver, por exemplo,

eu tenho duas paredes, duas cúspides, eu tenho que abaixar.

Essa proximal está íntegra, então só baixa a altura dela.

Agora, no caso do dente que a gente vai estar fazendo nesse caso,

que a gente está vendo, a gente tem as duas

cúspides de distais íntegras e a distal íntegra.

Então, eu não vou preparar essa distal.

Então, você vai adequando esse término e se prepara de acordo com cada caso.

E você pode ter situações como essa,

aonde você tem variações de término no mesmo dente.

Então, você pode ter o chanfo, você pode ter o butt joint,

você vai mudando esse término de acordo com cada parede.

A única coisa que você tem que tomar cuidado

é que você tem que ter essa continuidade desse término.

Então, mesmo que você mude do chanfo, para um bisel, para um butt joint,

você tem que parecer que ele é uma linha contínua

e não como se fossem coisas separadas.

É como eu gosto de falar assim, é como se você estivesse numa montanha-russa.

Cada hora você tem uma descida, você tem uma subida, você tem uma curva,

mas você tem que entender que ela tem uma sequência única,

mesmo ela tendo formatos diferentes em cada uma.

Essa é uma vantagem desse tipo de preparo.

O preparo antigamente que você fazia, cheio de caixa, cheio de paredes,

ele tinha muitas formas determinadas,

só que ela te amarrava, fazia você desgastar muito dente.

Agora você desgasta menos dente

e vai adequando formas diferentes de acordo com cada face do dente,

em cada situação que o dente tem.

Então, pode até parecer estranho, porque a gente está acostumado

a fazer aquele preparo sempre do mesmo jeito.

Mas ele se torna muito mais fácil, muito mais simples,

você vai adequando cada situação de acordo com o que você tem ali na hora.

E tudo, praticamente tudo serve, praticamente tudo funciona.

O princípio que você tem que lembrar é o que?

Preserve esmalte, o principal é preservar esmalte.

E por que é tão importante não fazer esse monte de caixa?

Porque assim, quanto mais caixas você tem,

quanto mais paredes e ângulos você tem no seu preparo,

mais você vai concentrar forças.

E essa concentração de forças vai aumentar o índice de falha e fratura.

Por isso, quanto mais arredondado prepara o melhor.

Então é isso que a gente quer no nosso preparo final.

A gente vai remover toda a cara, a gente prepara as cúspides,

tem um espaço protético definido, que nesse caso,

como a gente vai estar trabalhando com resina composta, é 1 milímetro.

1 milímetro em espaço protético é o suficiente.

Se for mais com isso, ótimo, mais 1 milímetro já é o suficiente.

Tem margens em esmalte, bem definidas,

quando não foi esmalte, a gente vai ver o que a gente vai fazer.

Mas margens bem definidas, de preferência em esmalte.

E todos os ângulos internos desse preparo, você arredonda eles

para justamente não concentrar forças de estresse oclusal nesses pontos.

Vamos ver exatamente agora a determinação desse término

e o arredondamento desse término aí no passo a passo do vídeo.

Agora a gente vai fazer o acabamento do nosso término.

E para isso, a gente vai utilizar as mesmas brocas,

a 3118, a 3200,

mas num contra-ângulo multiplicador,

onde a gente consegue usar brocas de alta no micromotor.

Se você não tiver um contra-ângulo multiplicador,

pode usar aqueles adaptadores para contra-ângulo

para você colocar a broca de alta.

Mas o ideal é você utilizar um multiplicador desses de prótese

esses contra-ângulos multiplicadores.

Não precisa obrigatoriamente estar encaixado no motor elétrico.

Se você tiver um motor elétrico muito bom, eu não uso.

Não é algo fundamental.

O contra-ângulo também não é fundamental,

mas ajuda muito você ter um preparo muito mais liso,

uma superfície muito mais suave, um controle muito melhor do seu preparo.

Agora, nosso preparo já está prontinho. Termino

bem definido, linha contínua, o esmalte está definido.

Nesse caso, ele tem algumas trincas. Você vai dar

uma profundadinha na trinca, mas também não vale a pena

você jogar isso para a subgenival, porque tem

essa trinca. Então, você vai usar um pouco bom senso,

vai remover um pouquinho mais naquela região da trinca,

mas vai procurar deixar essa linha contínua do smalte.

Tudo suprangengival, porque já estava

suprangengival, se a gente tiver uma margem subgengival,

a gente vai fazer um procedimento que a gente vai te mostrar daqui a pouquinho,

que é levantar essa margem com resina composta,

mas aqui o nosso término já está todo definido.

A gente já tem a nossa linha contínua, nosso dente

está todo arredondado, mas como a gente não faz aquele

preparo tradicional, que a gente vai

desgastando todo o dente com broca, a nossa parte interna,

ela está todo irregular. Ela está cheio de

áreas ali um pouquinho mais socavadas às vezes,

um pouquinho de depressão, um pouquinho levantado, e a

gente precisa fazer agora o nivelamento desse término.

Esse nivelamento não pode ser por desgaste, porque

se a gente fizer por desgaste, a gente corre o risco

também de uma exposição de polpa, e é isso que a

gente faria normalmente, a gente deixaria esse preparo

totalmente lentina, só desgastando ele e deixando

totalmente liso. E isso fazia que muitas pessoas

acabavam até indicando tratamento de canal

para um dente sem precisar. Sem precisar por que?

Precisava porque ela ia sair desgastando, mas se

ela fizesse o acréscimo nessas áreas e não a redução

aonde ele está maior para poder fazer esse nivelamento, aí não precisava do canal.

E é justamente isso que a gente vai ver na próxima aula.

Então, o nosso preparo está pronto,

só que a gente está toda aquela dentina exposta lá no nosso preparo.

E o que acontece?

A adesão no esmalte é muito fácil de se fazer.

Você pode passar o ácido fosforo que já coloca adesivo

e ela não só cola a restauração ali,

mas cola de uma maneira muito segura e muito estável.

Agora, a adentina geralmente é um problema da adesão,

porque a dentina tem muita umidade, ela tem água,

a adesão dela passa a passa é muito mais complicado

e também ela está muito associada com a sensibilidade.

A sensibilidade pós-operatória está por problemas

durante adesão relacionados à adentina e não ao esmalte.

E para a gente não ter que fazer uma adesão nessa adentina

no dia que a gente for cimentar,

a gente vai fazer essa adesão previamente.

Aliás, quando a gente fala em adesão de uma restauração indireta,

independente de qual material seja, num dente,

justamente é a dentina que é o problema.

Normalmente, o que a gente aprendeu?

A gente aprendeu, o que a gente prepara,

fica lá esmalte e a dentina exposta, faz o provisório,

passa a gente vai para... fez a moldagem,

passa a gente vai para casa, quando volta,

o que você vai fazer? Você vai fazer.

Toda aquele preparo de adesão no dente, coloca ali o adesivo,

não polimeriza o adesivo antes, coloca o cimento na peça

e polimeriza o cimento e o adesivo tudo junto.

O que acontece na dentina quando você faz uma adesão dessa maneira?

Enquanto esse adesivo penetra a dentina,

quando ele vai polimerizar a resina, no caso o cimento,

ele polimeriza junto e quando ele polimeriza,

ele contrai, ele puxa aquele adesivo

que entrou dentro da dentina para fora da adentina.

E com isso, você tem uma força de adesão muito menor,

por isso que muita gente desacreditava

na adesão de restaurações indiretas.

Porque você fazia uma adesão direto ali na dentina,

aonde ela não conseguia ter uma adesão de qualidade,

porque a contração do material cimentante

influenciava na adesão do dente.

E como que a gente resolve isso?

A gente resolve isso fazendo, chamando uma coisa que hoje se chama biobase,

eu não gosto de chamar isso, tá?

Eu vou falar assim, restauração de base,

para mim o melhor é falar dessa maneira.

E o que envolve fazer essa restauração de base?

Envolve três procedimentos.

Um é o IDS, que é o selamento imediato da dentina,

junto com o IDS, a gente vai fazer um procedimento chamado resin coating,

vai explicar tudo direitinho o que que é,

e também você vai ver no vídeo exatamente como faz cada um deles.

Outro procedimento é o DME, que é o Deep Margin Elevation,

que é o que? É você pegar uma margem quando ela está subgengival

e tornar ela supragengival.

E você tem o CDO, que é o Cavit Design Optimization,

que é nada mais do que você dar um formato adequado

para sua cavidade para receber a prótese.

Então vamos ver exatamente como faz cada um desses.

Então vamos começar primeiro pelo selamento imediato da dentina, pelo IDS.

O que é isso?

IDS é depois que você faz o preparo do seu dente,

antes de você fazer a moldagem, ainda sobre isolamento absoluto,

você faz a adesão sobre essa dentina.

Então você pega toda aquela dentina exposta

e você já faz todo o processo de adesão.

Aplica o ácido, aplica o adesivo.

E dessa forma, essa adesão já está pronta.

Esse dente já está pronto para poder colar uma restauração ali em cima.

Você já selou essa dentina.

Quando você faz isso previamente, o que acontece?

A adesão, toda vez que se polimeriza um adesivo,

ele nunca vai polimerizar 100%.

Nem resina na restauração, nunca polimeriza 100%.

Nunca converte 100% dos monômetos em 100% de polímeros, tá?

Isso não existe. Ele faz ali cerca de 50%, 60%.

Mas o que exatamente o IDS vai te ajudar?

O IDS ele faz o seguinte, quando você faz essa polimerização,

ela não polimeriza totalmente de uma vez.

Ela demora para fazer essa conversão máxima que ela consegue.

E essa conversão máxima, ela só vai atingir 48 horas depois que você polimeriza.

Então, durante 48 horas, essa camada híbrida, que é a adesão nessa dentina,

ela vai se formando, ela vai polimerizando durante 48 horas.

E caso você crie estresse em cima dessa formação dela,

você diminui a resistência dela com o tempo.

E consequentemente, você vai ter uma adesão pior.

Então, durante essa etapa de maturação dessa adesão,

dessa formação dessa camada híbrida,

se você cimentar uma restauração, uma prótese em cima dela,

você vai acabar diminuindo a força de adesão.

Então, o IDS é justamente isso.

Quando você faz essa adesão antes de cimentar a prótese,

antes mesmo de fazer a moldagem nessa dentina,

você vai garantir que você vai ter a maturação completa dessa adesão nessa dentina.

E quando você for cimentar sua prótese,

essa camada híbrida está completamente formada.

E você consegue forças de adesões infinitamente maiores,

comparadas com aquela forma tradicional

que você faz a adesão na dentina no dia de cimentar a prótesa.

Se você for olhar a comparação de força de adesão,

você consegue uma força de adesão da forma tradicional,

que vai entre zero, é justamente isso.

Entre zero e 15, 20 MPa.

E quando você faz de IDS, você consegue uma força de adesão

entre 35 e 54 MPa.

Então, uma diferença muito gritante de força e adesão,

e isso vai ter um impacto direto na longevidade das suas restaurações.

Por isso, é tão importante fazer o selamento imediato da dentina.

o Deep Margem Levation, o que é o que?

É você levantar essa margem do subgengival.

Por que o que acontece? A gente aprendeu a preparar

de uma maneira que todo nosso término de preparo

tinha que estar para dentro da gengiva.

Por quê? Porque a restauração que a gente usava

era uma restauração metálocerâmica que tinha uma margem de metal.

E essa margem de metal não podia aparecer.

Para ela não poder aparecer a gente tinha de desgastar dentro da gengiva

para esconder ela dentro da gengiva.

Só que isso trazem problemas,

trazem problemas periodontais mesmo, biológicos para o paciente

e dificuldades técnicas, tanto de na hora de moldar

como na hora de cimentar.

Para você poder colar uma restauração de uma maneira adequada

nesse dente, nesse término,

o ideal é que ele esteja supragengival,

se torna tudo muito mais fácil, tudo muito mais simples.

E é muito mais fácil e cientificamente comprovado

que você tenha uma adesão melhor, um selamento melhor numa proximal.

Quando você faz em resina, em resina com uma matriz

bem apoiada nesse dente, suportado por uma cunha,

do que se você tentar colar uma prótese direto

numa margem subgengival, você não consegue um selamento ideal.

Fora, que dificilmente você vai conseguir controlar ali

a umidade toda para fazer essa união da maneira correta.

Então, com um isolamento bem adaptado,

um isolamento bem feito, com uma matriz bem adaptada, com a cunha,

igual você faz as suas instalações no mais do dia a dia,

você vai conseguir uma margem proximal muito melhor adaptada.

Então, você faz essa reconstrução em resina composta

levando essa margem que estava abaixo da gengiva acima da gengiva.

E isso também vai trazer outras vantagens.

Então, é justamente isso que você faz.

Você pega essa margem, limpa lá direitinho,

coloca ela supragengival.

E no final, você vai ter dessa maneira,

você vai ter o seu término sempre para fora da gengiva.

Isso vai facilitar a sua moldagem, vai facilitar também

depois a hora de você cimentar a prótese.

Então, são técnicas que facilitam o trabalho,

torna aquilo que era complicado da técnica tradicional

e torna muito mais simples,

nessa forma de fazer as restaurações diretas

que a gente está te ensinando aqui.

E é justamente essa ideia, tornar a sua vida mais fácil,

tornar o seu procedimento muito rápido no seu dia a dia.

E a vantagem desse tipo de procedimento também

é evitar aquelas cirurgias tradicionais de aumento de coroa.

O que é a cirurgia de aumento de coroa?

Você vai lá e corta uma quantidade de gengiva,

jogando essa gengiva mais para apical.

E isso pode causar problemas biológicos também,

porque às vezes você acaba expondo áreas do dente

que não são fácil de higienizar, principalmente na proximal.

Às vezes você tem alguma anatomia um pouquinho diferente,

uma constrição de raiz.

E isso acaba dificultando o paciente higienizar,

e isso pode causar problemas depois.

Também você acaba criando problemas realmente na sustentação

desse dente ali no periodonto desse dente.

Então você evita esse tipo de cirurgia com aumento de coroa.

Mas às vezes você tem uma invasão no espaço biológico.

A cavidade está muito próxima do nível ósseo.

Então você pode até fazer uma cirurgia

para restabelecer as distâncias biológicas.

Mas daí é uma cirurgia muito simples,

não tem nada a ver com esse aumento de coroa que fazem normalmente.

Não vai ter mais esses negócios de sair cortando gengiva.

Inclusive, por exemplo, no caso de pacientes

que têm tratamento de canal, que precisam fazer tratamento de canal,

eu costumo antes de mandar o meu paciente para fazer a endo,

eu já levanto essa margem.

Então, por exemplo, que nem no caso desse, eu já removi toda a cárie,

eu fiz a abertura ali com o curativo endodontico,

mas antes mesmo de mandar para o endodontista fazer o canal,

eu já levantei essa margem subgengival e já protegi toda essa dentina,

já avisando numa adesão melhor que eu quero,

para quando esse dente voltar do endodontista para eu poder fazer a prótese.

Então essas pequenas estratégias, que

justamente a gente fala lá no nosso curso de adesão,

que isso vai trazendo mais facilidade no nosso tratamento,

isso otimiza os nossos resultados.

Todas aquelas inseguranças que as pessoas falam assim,

porque essa restalação falha, porque eu preciso fazer coroa total,

porque é por causa falta justamente esses detalhes.

Se você aprender a fazer igual a gente está te mostrando aqui,

esse selamento antes, se você começar a fazer esse levantamento de margem,

você vai ver que o sucesso de todas as restaurações vai aumentar muito

e você vai ter muito mais facilidade com esses preparos muito mais simples,

do que fazer aqueles preparos de onlays cheio de caixa proximal,

com ângulos para dar retenção, aquilo além de falhar muito mais,

é muito mais difícil, muito mais complexo de se fazer.

E o CDO, que é o Cavity Design de Optimization,

é justamente aquilo que a gente vai fazer

para poder nivelar a nossa restauração.

Ela não está cheio de áreas, às vezes de depressão,

um pouquinho, mas outras um pouquinho mais altas,

então a gente vai deixar isso nivelado.

E a gente vai nivelar, às vezes,

só colocando uma fina camada de resina flow,

ou às vezes também com um pouquinho de resina composta.

Num caso de uma destruição maior,

a gente pode até, às vezes,

levantar a maior estrutura de dente

para diminuir um pouco a espessura da nossa prótese

que vai ser feita,

para poder, em vez de utilizar um cimento dual,

poder usar um cimento foto ativado.

Então, o Cavity Design é justamente isso.

É você com a resina composta,

que dá esse formato ideal para o seu preparo.

Mas não precisa,

a gente pode ter a cavidade mais simples possível

para o dente posterior.

E é justamente isso que a gente quer.

A gente quer, no final,

ter um preparo extremamente expulsivo,

sem dente exposta,

totalmente selado com o IDS,

com o Resin Coating,

que eu já vou te mostrar exatamente como é que faz,

com todas as margens supragengivais,

e com o preparo, a linha de término bem definida.

Dessa forma,

é um preparo super simples que você vai fazer,

e você sempre vai ter uma boa distribuição de forças dela.

O legal desse preparo

é que as forças oclusais se dissipam dela,

elas não se concentram.

E isso aumenta muito a resistência do nosso dente.

O nosso preparo hoje,

antigamente, quando a gente fazia preparo,

nossa visão era o quê?

Era que dá retenção.

Era fazer parede, fazer ângulo para dar retenção.

Hoje, não.

A gente prepara com dois objetivos.

Discipação de força

e criar um substrato mais adequado para adesão.

É isso que a gente visa no nosso preparo.

Distribuição de força e melhor adesão.

Por isso, que essa simplicidade no preparo é tão importante.

Então vamos agora para ver o passo a passo de como a gente vai fazer essa biobase.

A gente vai começar limpando o preparo, então a gente fez tudo aquele preparo antes

e ele está cheio de resíduo por conta dessa preparação,

resíduo de dente ali.

Então a gente vai fazer uma limpeza dessa

superfície para daí poder fazer o nosso IDS

e fazer toda a sequência de construção dessa biobase.

A gente vai começar fazendo uma profilaxia

de toda essa cavidade com o concept scrub,

que é uma pasta profilática própria para a limpeza de preparo,

que ela tem clorexidina na sua composição.

E essa clorexidina ajuda a manter um ambiente ali mais limpo,

descontaminar antibacteriano para a gente ter uma adesão ainda melhor.

E depois a gente vai usar o jato de óxido de alumínio.

O jato de óxido de alumínio que eu uso é um que vem com água, bem baratinho,

o AliExpress também vai estar lá na nossa lista de material, caso você queira.

O mais importante é você fazer a profilaxia com o concept scrub.

Ah, o jateamento também favorece a adesão,

mas aí é um passo a mais que você pode fazer,

se você puder fazer, melhor.

Vamos ver exatamente agora no vídeo, passo a passo,

como eu faço essa limpeza e como eu faço esse jateamento.

Nossa preparo está praticamente pronto.

A gente já tem o término definido, a gente

já tem o formato do preparo que a gente quer,

mas a gente tem a parte interna ainda com muita dentina exposta

e também extremamente irregular.

Mas a gente não vai regularizar isso com o broca, a gente já redondou,

porque tem que ser ângulos arredondados dentro desse preparo,

mas a gente não vai desgastar, não vai

alisar igual a gente fazia antigamente com brocas,

porque corre o risco de disposição da polpa, além de

remover um monte de tecido de uma maneira desnecessária.

E a proteção dessa dentina é muito importante pelo

motivo de que se você deixar essa dentina exposta,

em toda essa fase agora que você fizer a moldagem, aguardar a peça ficar pronta,

até o dia da cimentação, essa dentina vai

se contaminar no meio bocal, por bactérias,

podendo causar cáries secundárias e diminuir muito a força de adesão.

Então, por isso, a gente tem que fazer todo o selamento dessa dentina previamente,

assim que a gente termina de preparar, é o melhor momento para isso.

E por isso que a gente vai fazer agora aqueles procedimentos,

que é o IDS, o selamento imediato da dentina, o

resin coating, que é uma fina camada de resina flow,

que aumenta ainda a força dessa... desse IDS,

deixa uma camada híbrida muito mais forte e resistente,

também tem o levantamento de margem gengival, quando necessário, e o CDO,

que é você dar um formato mais adequado para a nossa cavidade,

tanto na regularização dessa superfície regulares,

como também preenchendo, diminuindo a espessura da peça,

para você poder utilizar um cimento foto ativado, por exemplo,

são todos os procedimentos que a gente vai fazer isso agora.

Então, para fazer esses procedimentos, a gente precisa adequar esse dente,

esse substrato de esmalte dentina, para fazer só a adesão.

Então, antes de fazer a adesão, eu vou limpar

bem o meu substrato e vou utilizar o Consepsis Scrub,

que é uma pasta para a limpeza de cavidade da Ultradent, a base clorexidina,

eu vou umidecer o dente, vou limpar bem com esse Concepsis Scrub,

removendo toda a sujeira dos depósitos dessa remoção do tecido cariado,

e também tirando um pouquinho do evidênciador de cárie,

mas não se preocupa se não remover todo o evidênciador de cárie,

isso não vai influenciar na sua adesão.

E depois a gente vai fazer um jateamento com áxido de alumínio,

você pode usar o jato normal da BioArt, que é só o pó,

ou você pode utilizar esses que tem no

Aliexpress, por exemplo, que tem água também,

pó e água isso favorece muito você a ter menos sujeira,

menos bagunça durante esse jateamento de toda a superfície.

Depois é só lavar bem, secar bem, e tá pronto para

a gente começar a fazer o nosso processo de adesão.

Agora com a caividade limpa a gente vai fazer essa adesão e para fazer essa adesão

a gente tem que escolher um adesivo, que adesivo a gente vai escolher para fazer o

IDS. O ideal é você sempre escolher um adesivo que tenha frascos separados,

ou seja o primer está no frasco e o adesivo está no outro. Os dois principais

adesivos para você fazer esse procedimento é o Optibond FL e o Clearfil SE Bond.

A primeira opção sempre é o Optibond FL, mas você pode usar o Clearfil

problema nenhum. Você pode usar outros adesivos também como o Scotch Bond

Multi Porpuse, aquele da 3M que vem dois frascos separados, ou você também pode

usar o All bond 3. Todos esses são excelentes adesivos que podem ser usados

para fazer o IDS. Posso usar um adesivo universal? Poder, você pode, mas você não

vai ter a mesma qualidade de adesão se você comparar com esses aqui.

Então aqui eu estou te dando já a opção do adesivo que você pode usar. Se você

quiser saber mais sobre os adesivos, se você quiser saber mais detalhes como que

usa cada um deles e até também saber o porquê que esses adesivos são melhores

e porquê adesivos de frasco único, que nem o

single bond 2 ou um adesivo universal

são adesivos que você tem que tentar evitar no seu dia a dia. No curso de

adesão ele fala bem certinho cada um desses detalhes. Mas vamos ver aqui na

prática exatamente como a gente usa esse adesivo que é o mais recomendado.

Eu vou escolher para esse caso aqui o Clearfil. Por que eu vou escolher o Clearfil?

A gente está trabalhando com uma cavidade muito profunda e ainda tem aquela área

mais escurecida da Dentina reacionária. Nessas situações o Clearfil é adesivo que

se comporta muito bem. E a sequência de adesão

que eu vou utilizar é essa que está aí na tela.

Eu não vou fazer ataque ácido no esmalte. Por

que que eu não vou fazer ataque ácido no esmalte?

Porque o meu esmalte vai ficar exposto no meu

preparo, não é verdade? Eu quero a minha margem

em esmalte. Então eu vou fazer uma adesão só na

dentina. Eu vou fazer todo o processo de adesão

na dentina. E o Clearfil não utiliza ácido fosfórico

para a adesão em dentina. Então toda essa sequência

que você está vendo aqui listada a gente vai

ver agora no vídeo exatamente como a gente faz.

Eu vou te explicar mais um pouquinho durante o vídeo.

Vamos começar o processo de adesão. Para isso escolhi o meu adesivo é o Clearfil.

SE Bond. Ele é um adesivo de sexta geração

auto-condicionante. Eu escolhi ele porque a gente

tem uma superfície ali muito profunda, uma

cavidade muito profunda e também com uma dentina ali

muito mineralizada. Então ele vai ser um adesivo

mais adequado para isso. Com esse adesivo eu não

utilizo ácido fosfórico em dentina apenas em

esmalte. Mas nesse caso eu não vou usar nem no esmalte.

Eu já tenho uma margem completa de esmalte

supragengival para o meu preparo. Então eu quero apenas

selar essa dentina. Então eu vou utilizar apenas

o Primer sobre essa dentina. Se caiu um pouco de

Primer sobre o esmalte não tem problema porque

esse Primer tem uma condição de fazer uma boa adesão

no esmtalte também. Não é a melhor adesão do

mundo. Mas como eu vou remover depois, expor depois do

final de todo esse selamento dessa dentina, eu

vou expor novamente ali com uma broca de acabamento

do meu término esmalte não tem problema. Então

eu vou aplicar o Primer várias vezes fazendo uma

fricção bem grande contra essa dentina. Essa

dentina tem que estar seca, ela foi bem seca depois

da nossa limpeza. Tem a só esfregar bem o Primer

várias vezes sobre essa dentina, aguardar alguns

segundos, cerca de 30 segundos e depois fazer

a evaporação do solvente utilizando uma canula

de aspiração por pelo menos 30 segundos.

Agora após o Primer a gente vai fazer o uso do

adesivo, o Bond. A gente vai esfregar muito bem

esse Bond sobre toda essa dentina do dente. Se

escorrer um pouco pro esmalte não tem problema,

vai dar acabamento depois desse término,

removendo tudo que tiver de resina, adesivo sobre

esmalte. Mas nesse momento se concentra em esfregar

bem em abundância, tem que ter excesso de adesivo

em cima desse dente. Espera alguns segundos depois

do esfregaço, para então fazer a remoção do excesso.

Então você primeiro espera um pouquinho e depois

você remover excesso com uma canula de aspiração,

porque não adianta ter excesso de volume sobre

essa dentina. Apenas uma fina camada é o suficiente,

para poder ter uma boa formação de camada híbrida

em uma adesão bem forte, tem que aplicar bastante

quantidade. Remover excesso, foto polimeriza.

Quanto tempo? Depende do seu fotopolimerizador.

Sempre na menor potência que tiver, eu estou

usando aqui o valo, é por 10 segundos, dependendo do

que você tiver, você vai ter que usar mais tempo para polimerizar o seu adesivo.

Teoricamente, o nosso IDS está pronto.

Assim que você polimeriza esse adesivo,

você começa já a formar a camada híbrida,

começa por quê?

Porque ela vai demorar ali 48 horas

para realmente ficar pronta,

está maturada completamente.

Mas o nosso IDS está pronto,

só que a gente tem um detalhe aí.

O Clearfil é um adesivo que tem pouca carga.

Então ele faz uma superfície em cima dessa dentina,

muito fina, muito delgada.

E quando você for fazer o processo para você cimentar depois a peça,

qual é o risco de durante o jateamento desse IDS,

você remover ele,

remover um pouco ele da dentina,

porque ele é muito fino.

Então para a gente proteger esse IDS,

tornar ele ainda mais resistente,

agora depois da aplicação do adesivo,

a gente vai aplicar uma pequena camada de resina flow.

Esse procedimento de aplicar essa fina camada de resina flow

sobre a dentina que você já colocou o adesivo e polimerizou,

se chama resin coating.

Isso vai deixar sua camada híbrida da mais resistente,

ela vai ficar mais forte,

você vai conseguir forçar adesões ainda melhores,

mais fortes com ela.

E para fazer isso,

você vai simplesmente pegar uma resina flow,

vai colocar sobre essa dentina

e vai espalhar ela delicadamente com uma sonda clínica.

Você vai deixar uma fina camada bem fininha.

Às vezes essa fina camada já é o suficiente

para regularizar essa superfície,

mas se ela ficar ainda muito irregular,

depois se necessário você pode acrescentar

um pouco de resina composta,

porque também não é bom ter espessuras muito grossas de resina flow,

mas como nesse caso vocês vão ver,

já vai regularizar tudo,

então só com a resina flow já vai ser o suficiente.

Vamos ver exatamente fazendo esse resin coating agora.

Depois que você polimerizou esse adesivo sobre essa dentina,

você já fez o IDS.

O IDS está pronto,

mas no caso, como a gente está usando Clearfil,

a gente obrigatoriamente tem que fazer o resin coating,

que é essa finíssima camada de resina flow

que você coloca sobre toda essa dentina.

Precisa deixar ela inteiramente coberta.

Então vai lá, aplica, espalha com uma sonda, polimeriza,

verifica se tem alguma falha, acrescenta mais,

até você ter certeza de que toda dentina está coberta,

está coberta pelo resina flow.

E se não precisar de grandes quantidades,

também se você já tem o formato,

o preenchimento da cavidade,

a regularização dessa cavidade já toda.

Se tiver alguma irregularidade maior,

depois você vem e acrescenta a resina composta

sobre essa resina flow.

Mas se a resina flow já for suficiente

para poder nivelar todo esse fundo dessa cavidade,

está pronto o seu resin coating,

está praticamente pronto o seu preparo.

Então, a sua base está pronta. Se sua flow resolveu, está ótimo.

Se você precisar complementar agora com resina composta

ou se você precisa fazer o levantamento de margem gengival,

você vai fazer tudo o que tem que fazer agora, tá?

E depois disso terminado, depois que toda a sua restauração de base,

sua biobase estiver pronta, você agora vai fazer a polimerização final.

Você polimeriza ela primeiro e depois você vai ter que colocar uma glicerina

sobre todo esse preparo e polimerizar de volta.

Qual é o objetivo dessa glicerina?

Você toda vez que você faz uma restauração, que você polimeriza ela,

a superfície dessa resina ela não polimeriza.

Para quê? Para que você possa colocar um incremento de uma nova resina em cima.

Quando você termina a restauração,

você precisa eliminar essa capacidade de grudar uma nova resina.

Então, a gente faz essa eliminação da camada inibida pelo oxigênio,

porque essa camada não polimeriza por causa do contato com o oxigênio.

Para fazer isso, você vai pegar uma glicerina,

vai colocar em cima do teu preparo

e vai fazer a polimerização através dessa glicerina.

Essa glicerina não é nada mais do que KY,

aquele gel de lubrificante íntimo que você pode utilizar,

mas também pode usar aquela glicerina que usa em gel

para poder colar os eletrodos.

Você pode usar qualquer tipo de glicerina em gel que você quiser.

A outra coisa que acontece, a gente vai fazer um provisório depois,

e esse provisório é baseado em resina também.

Não é aquele provisório cimentado com cimentos sem eugenol,

já vou explicar melhor sobre isso.

E como você vai fazer um provisório de resina sobre essa resina composta,

você não quer que grude,

para poder depois você conseguir remover.

E também você não quer que tenha nada ali de adesão,

que possa interferir na hora de você fazer a moldagem do teu preparo.

Então, por isso é tão importante você fazer o uso dessa glicerina

para fazer a polimerização final.

Vamos ver exatamente como é que faz isso.

Você já fez toda a restauração de base do seu preparo,

já está com a dentina protegida, já tem o formato adequado,

agora é só fazer a polimerização final com a glicerina

para poder eliminar a camada inibida pelo oxigênio.

Então, você coloca a glicerina sobre o preparo

e faz a foto ativação com o tempo de acordo com o teu fotopolimerizador.

Agora a gente só precisa para finalizar o

preparo, expôr novamente a margem em esmalte.

Toda nossa dentina já está selada, já está protegida,

só que às vezes pode ter escorrido um pouco de adesivo,

pode escorrer um pouquinho de resina sobre o nosso termo de esmalte,

e a gente prefere a adesão sobre o esmalte no término.

Então a gente vai pegar uma broca com uma rotação mais baixa

e vai expôr novamente toda essa margem de esmalte.

Se alguma margem estava em dentina e você acabou recobri-la com resina composta,

você mantém ela em resina, tá bom?

Porque você tinha que proteger, era dentina,

você tinha que proteger ela com a resina composta.

Então ela vai continuar em resina.

Agora, onde estava o esmalte e esse esmalte está supragengival,

você vai expôr ele novamente com uma broca em baixa rotação.

Que broca que a gente vai usar é aquela mesma,

bem para poder, aquilo que eu falei, mantendo sempre simples.

Então a gente vai pegar ali aquela mesma broca em forma de chama,

vamos usar numa velocidade mais baixa e vamos expôr todo esse término de volta.

Agora a gente vai finalizar o preparo.

Então a gente teve ali um pouco de adesivo, um pouco de resina,

que acabou caindo sobre a nossa margem de esmalte.

Se a margem for em dentina, você vai deixar em resina.

Mas se a margem for em esmalte, você tem que expôr a margem de esmalte.

Você vai pegar o contra-ângulo multiplicador,

com a mesma broca que você usou antes, a forma de chama ou a 3200,

para poder expôr novamente toda essa margem de esmalte.

Pode usar com uma granulação mais fina, para poder já deixar tudo mais liso,

mais bem acabado, velocidade baixa.

Vai expondo novamente toda essa parte de esmalte,

fica um pedacinho ou outro ali, que fica resina, não tem problema,

mas de preferência procura e expôr novamente inteira essa margem de esmalte,

e feito isso, você está pronto para fazer a moldagem e fazer o provisório,

e tem mais um detalhezinho que a gente vai ver daqui a pouquinho.

Agora está tudo pronto, é moldar, fazer o provisório.

Então, antes de fazer o provisório, para

ter certeza que o provisório não vai grudar

e para ser difícil depois de remover do nosso preparo,

para ter certeza que você vai fazer o molde e não vai interferir em nada

a essa situação da resina que tem ali, a

gente vai fazer só uma proflaxia com preparo,

pegando de novo o Concepsis scrub, a gente limpa esse preparo, pronto.

A gente só vai fazer o provisório depois na sequência.

Preparo está terminado, eu no caso, eu não usei borrachas para polir o meu preparo,

se você quiser, você pode utilizar, às vezes eu utilizo, mas eu utilizo mais

quando eu uso resina composta, mas quando eu

faço só com a flow, já fica um pouco mais liso,

eu acabo não usando nenhuma borracha.

Só que é o seguinte, mesmo que você tenha

feito a polimerização final com a glicerina,

ainda pode ter alguma interação dessa resina com a sua moldagem

e também com o seu provisório, e grudar e ficar difícil de remover e tudo mais.

Então, para que não grude nem a sua moldagem e nem o seu provisório nesse preparo,

para que você remova com facilidade, sem

nenhum problema, você vai fazer agora uma profilaxia

desse preparo todo com o Consepsis Scrub novamente.

Só usar o Consepsis Scrub, limpar bem esse

preparo e pronto, está prontinho para você

fazer a moldagem, fazer o provisório e mandar o paciente para casa.

Então o nosso preparo está pronto e a gente tem que só

checar se está tudo o que a gente precisa dentro do preparo.

Preparo simples, expulsivo, margens de

preferência em smalte e todas essas margens supragengival.

Se está assim, está pronto para a gente moldar.

Aí, nesse caso específico, eu não consegui moldar no

mesmo dia porque a gente acaba machucando um pouco.

E mesmo que o nosso preparo seja supragengival, às

vezes a gente não consegue fazer esse molde no mesmo dia

porque o sangramento vai atrapalhar a melhor

cópia do material de impressão desse dente.

Mas então eu vou direto fazer um provisório,

espera ali um, dois dias, as gengivas cicatriza

e eu posso fazer a moldagem na sequência.

E como que eu faço provisório? O provisório é

a coisa mais simples que você pode imaginar.

Você não tem mais necessidade de fazer aqueles provisórios de acrílico e tudo mais.

Aqui no servi é por conta de teu preparo, você coroa a total e subgengival.

Aqui o teu preparo é supragengival e geralmente não tem impacto estético nenhum.

Então o que você vai fazer? Você vai pegar

um Fermit que é aquela resina provisória,

você vai fazer uma bolinha dela, vai colocar ali em cima do preparo,

pede paciente morder, remove o excesso e polimeriza. E é só isso.

E por que que você vai fazer o provisório desse jeito?

Porque aqueles cimentos que a gente costuma usar com provisória,

aqueles cimentos mesmo sem eugenol, eles acabam

contaminando a superfície do teu preparo e interferindo na adesão.

Então o melhor é utilizar esses provisórios adesivos.

E você vai reter ele no próprio preparo e nos dentes vizinhos também.

Então você deixa esse Fermit com um pouco

de excesso para travá-lo dentro de vizinhos.

Então fala para o teu paciente, não adianta

passar fio dental, só escova, escova cuidado.

E se cair, se cair está tranquilo, porque todo o teu preparo está restaurado,

ele tem uma faixa de resina ali em cima. Pode ser um pouco mais grossa,

um pouco mais fina, de acordo com a necessidade do caso.

O dente está completamente protegido. Então mesmo que cai esse provisório,

esse paciente se sentir sensibilidade vai ser muito pequena.

O risco de cárie é praticamente inexistente. Por

que? Porque é uma restauração que tem ali em cima.

Esse dente está completamente restaurado,

mas não restaurado com o formato de preparo.

Vamos ver bem certinho como faz esse provisório e

eu te vejo na próxima aula, que é a aula de moldagem.

Agora, se você vai fazer o molde logo depois que você fez o preparo,

ou se você vai fazer em outro dia, esse é um outro tipo de problema,

tudo depende da condição, principalmente dessa

gengiva, depois que você finalizou o preparo.

Mas você precisa fazer um provisório. E para fazer o

provisório, você tem que evitar o uso de cimentos provisórios,

mesmo aqueles que não contêm eugenol, porque

eles interferem na adesão depois da sua prótesse.

Então, o certo é você usar um cimento resinoso provisório.

E ele existe, se chama bifix temp, é da Voco.

Cuidado porque tem o cimento normal, que tem o mesmo nome.

E quando tem o temp, é cimento provisório.

Ou você pode fazer só o uso de um Fermit, igual eu estou fazendo.

Coloco uma cunha para proteger a papila, eu gosto de usar a cunha de plástico.

E você coloca ali direto o Fermit sobre o

preparo preenchendo e é um excelente provisório.

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