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Original subtitles

MAUS G�NEROS

N�o vou demorar muito.

Mam�?

- J� � Domingo? - Ainda n�o.

Mas hoje � o seu anivers�rio.

N�o gosto dos Domingos.

Foi num Domingo que a Elsa partiu. N�o tens tido not�cias dela?

Feliz Anivers�rio Mam�.

Estes dois cavalheiros...

Paul Huysmans...

O meu ajudante, Courtois.

Pensei em ir v�-los dentro em breve.

Mas n�o hoje.

N�o aqui.

A sua secret�ria foi muito cooperante.

Se nos poder acompanhar...

Adeus mam�.

Adeus minha senhora.

N�o tem novidades da minha Elsa?

Vai seguir aquele carro.

- Queria agradecer-lhe. - Porqu�?

Por ter poupado a minha m�e.

O juiz aguarda-nos.

Vamos.

Avozinha?

- Lembras-te que hoje � o teu anivers�rio? - Minha pequena Elsa!

Deus, obrigado por a teres trazido. Sempre soube que o farias.

N�o avozinha.

n�o sou a Elsa...

Sou Bo Baudouin.

Baudouin...

Como vai o meu pequeno Baudouin?

Elsa, porque n�o o trouxeste contigo?

Elsa morreu!

Lembre-se av�.

Elsa era a minha m�e.

Trazes o Baudouin contigo na pr�xima vez?

Gosto tanto dele.

E ele a si.

� um menino t�o bom.

Elsa!

Porque partiste?

Porque nos abandonaste?

Repouse mam�.

Eu voltarei.

At� breve Elsa.

Nunca mais aprendes a ter maneiras?

Desculpe-o Menina...

Apresento-te a Menina Bo!

Mamas de silicone e tudo o que � necess�rio para mijar de p�.

Vamos Bo, mostra-lhe. Ele n�o acredita em mim!

Aproveita a hip�tese, toca-lhe e vais a ver.

Desaparece daqui se n�o queres levar uma.

- Que tomas querida? - Um Expresso.

Isso � Channel!

Era da minha m�e.

Ol�, � Maeva. Triste? H� tr�s dias que n�o te vemos!

Vai ter a casa da Louisette amanh� � hora do ch�. H� uma pequena surpresa!

N�o ligues hoje que estou incontact�vel. Beijos.

- Marcel, Marcel vem ver! - O que � que aconteceu?

Vem ver j� te disse.

Pryzuski!

Foi atingida no pesco�o. Uma faca ou um punhal.

E depois brincaram com o cad�ver.

- Que queres dizer? - Mutilaram-na, selvaticamente.

- Dever� procurar-se um man�aco. - Isso � quase o mundo inteiro...

Entregarei um relat�rio amanh�.

Chegou a Menina Ancelin!

Maeva, posso falar contigo?

Bo, connosco!

Volto j�!

J� fazia cinco anos que n�o via o meu pai.

Ele estava transtornado porque o vi entre dois pol�cias.

Devias ter prazer nisso, depois de tudo o que ele te fez.

Vamos. Acabaram de acender a velas.

Se esperamos muito ainda se estraga o chocolate.

Andem com isso, vamos, todos comigo!

Obrigado a todos...

Obrigado Marlene!

Obrigado Louisette.

Vamos, sopre as velas!

As velas! As velas!

Que se passa? Foi o bolo?

Conhecias a Natacha,

a loirinha que veio de Moscovo?

Sim, porqu�?

Ainda s� a pol�cia � que sabe mas amanh� vai sair em todos os jornais.

Encontraram-na esventrada num baldio.

Meu Deus!

O teu companheiro Pryzuski contou-te?

Foi o que ele disse.

Salvo que entre mim e ele, n�o � nada do que est�s a pensar.

Bo encheu-me a cabe�a com as hist�rias sobre a opera��o.

Bo sabe que a sua felicidade passa por isso.

A idiota!

Se n�o conservar tudo o que � que eu me torno?

� isto que eu vendo aos clientes.

E isto.

Eu se n�o tivesse feito a opera��o n�o me teria encontrado.

N�o podia continuar a viver como um macaco imitador de mulheres.

Obrigado pelo meu lado.

- N�o me referia a ti. - Pois, est� bem.

Mas tu sempre foste uma mulher.

Tens algum bin�culo?

�s alguma voyeur agora?

Quem sabe... Emprestas-mos?

Est�o no aparador.

N�o mexas! S�o as minhas lembran�as de menina!

Queres que te leve ao clube?

Ao S�bado temos dois espect�culos. Devias recuperar for�as.

N�o me apetece comer.

N�o achas melhor tirar a foto da Natacha?

O porteiro disse-me que conhece uma Maeva.

- N�o procures mais, n�o necessitas, j� me encontraste. - Obrigado, mas eu quero � a Maeva.

Procura no cais. talvez a encontres a�.

Mas ela n�o � barata!

Perguntaste pelo pai de Bo?

U-l�-l�! O Pap� Ancelin tem maxi-problemas.

Foi apanhado a acariciar um menino na cl�nica.

E n�o foi a tocar somente.

Parece que n�o foi o primeiro. H� hist�rias que est�o a vir ao de cima.

Bem, n�o pode ser, temos que fazer algo.

Est� muito fraco esta noite.

Por causa do jogo...

Est�o todos em frente � TV.

Para ti ou para mim?

Vai tu. A mim n�o me apetece.

Bem. Eu sacrifico-me.

3000.

Surpresa!

- Lamento, houve um contratempo. - J� quase que dormi.

Olha Johnny!

� a Menina Bo, a tua amiga.

N�o me apresentas?

� o Johnny.

Quem s�o esta criaturas?

As criaturas em quest�o n�o necessitam de encher a cara de cremes para dar tes�o aos gajos.

O que � que...

Deixa-me! Ou eu dou-te!

� s� putas castradas neste buraco.

Vamos!

Tu sabes que ele n�o � para ti?

Ou ele gosta de velhas, ou � atra�do por anormais.

Em qualquer dos casos, est�s fora querida.

Para o Plaza!

A mesma forma de actuar.

pode at� ser a mesma adaga.

N�o vi o seu relat�rio sobre o cad�ver de ontem.

N�o tive tempo. De qualquer forma n�o h� nada de novo.

Aparentemente conservou a vitima no frio,

de forma a mutil�-la tranquilamente. Como aqui.

DIVIS�O CENTRAL DE POL�CIA

- Bom dia. - Recebi uma convocat�ria.

- Primeiro gabinete � direita. - Obrigada.

Voc� tinha 14 anos quando fugiu.

Foi encontrada em Antu�rpia.

Ser� mais r�pido se der o seu parecer.

Voc� declarou � policia que o seu pai a for�ou a ter rela��es

de natureza sexual com ele.

A sua fam�lia, os seus professores

descrevem-no como uma crian�a teimosa...

por vezes violento... diferente...

mitoman�aco.

Raz�es pelas quais a policia n�o acreditou em si.

Actualmente, � diferente. Acreditamos.

- O que acham que isso me vai fazer agora? - Eu sei que � um pouco tarde.

Mas o seu pai tinha uma posi��o social

que tornavam dif�cil uma interven��o tendo como base apenas as suas alega��es.

- Compreende? - Sim. Compreendo.

Est� disposto a voltar a testemunhar?

Dava-vos jeito?

A mim, pessoalmente. N�o.

Mas penso nas crian�as, que sofreram o mesmo que voc�.

E em si.

Sei o que pode estar a sentir...

- N�o sabe nada! - Sei.

Voc� amava o seu pai, e n�o compreende como algu�m que amava...

J� chega!

- Nada me importa menos que isso. - Sim Boudouin.

A raz�o,

estivemos a verificar os nossos apontamentos

sobre voc� e isso levanta algumas quest�es,

atentado ao pudor, solicita��o na via p�blica...

Isso � chantagem.

Exactamente.

Sou uma artista!

Eu dan�o e canto num clube.

Uma artista cujos melhores amigos s�o travestis que encontramos na prostitui��o

Quais dos meus amigos interessam aqui?

Est�s a ouvir como fala o Sr. Ancelin?

Sem educa��o nenhuma, pois n�o?

E no entanto o Sr. Ancelin gosta

palmilhar a rua no meio dos travecas.

Vai-nos dizer: "Isso � humano", afei��o e carinho.

E depois Baudouin? Que vais fazer?

- O que � que tu pensas? - Eu n�o sou o tema.

Desculpem por incomodar. Voc� j� leu?

Que novidades s�o? Uma segunda entrega de carne?

Pode por as coisas dessa maneira.

Uma asi�tica, � mais uma que foi massacrada.

- Uma puta? - Sim.

A morte j� tem 2 ou 3 dias,

mas o corpo foi conservado no frio, como os anteriores.

- Vais desculpar-nos, mas temos aqui trabalho. - N�o est� a compreender.

Ele � um tugue, e apenas come�ou.

Pensei que o Courtois podia...

Pensas demasiado, como de costume.

De qualquer maneira Courtois tem outro caso

O caso Ancelin? O velhaco que se atira a todos os mi�dos?

� mais importante que as putas assassinadas por um maluco?

Fica sentado.

� o filho de Ancelin?

Ouvi dizer que conhece bem a Natacha,

a russa que foi assassinada no outro dia?

N�o compreendes que est�s a interromper?

Est�s dispensado.

J� posso?

Adeus, Bo.

Espera por novidades nossas.

� dif�cil n�o se ser o que realmente se �.

- Queres dizer uma mulher? - Sim.

No S�bado o meu novo vizinho, Johnny, passou pelo clube.

Quando ele olha para mim v� um traveca n�o uma mulher.

- Nota-se nos olhos dele. - Ele v� uma rapariga de acompanhamento.

� o problema.

� por isso que ele foge.

Um frango Sr. Lambrechts, mas sem hormonas.

Aqui s� h� de primeira escolha.

Estou a ver.

Ele n�o me grama porque eu fiz-lhe um manguito.

Bom dia Sra. Lambrechts.

Obrigada.

Tens algum cliente zarolho?

Tenho um coxo, mas n�o um zarolho.

E quando digo coxo...

- Ol� Maeva! - Como v�o raparigas?

- Parece que a profiss�o est� arriscada! - J� viste?

Natacha no outro dia e hoje a pequena asi�tica.

Temos que classificar a nossa profiss�o como de risco.

N�o tem piada!

Quem � esta mi�da? A pr�xima gera��o?

� minha filha.

Acreditam que ela pensava que a m�e tinha maus relacionamentos.

Marcelle, Bo... Elvire.

Vamos.

Convidas-me para o teu carro?

Para onde vais?

Tu � que quiseste.

- Queres algum? - Sem problema!

Isso corre-te bem.

A droga excita-me. A ti n�o?

Desculpa, n�o me lembrei de te oferecer.

Vai l� e pede um cigarro.

N�o ouviste?

Depois,

convido-te a irmos a um clube.

At� mesmo porque n�o tenho algumas experi�ncias.

- Boazona a gaja! - � uma puta.

Quanto � que tu levas?

- Tens um cigarro? - Sim, arranja-se um.

P�ra.

- Merda, � um travesti! - Chega-lhe!

Toma!

- Foi o teu chulo que te bateu? - N�o, um pervertido.

Tinha um carro com um pirilampo girat�rio e usava uniforme.

- Por caso n�o conhece? - Consegues ter senso de humor. Adoro!

E ent�o quando h� coisas a saber!

Anormal!

A que prop�sito isso?

- N�o conhecias a Natacha? - N�o sei de nada.

Nem sequer quando nasci.

N�o gostas dos pol�cias. Percebo isso.

Mas eu necessito apanhar o anormal que anda a trucidar as tuas amigas.

Est� no meu gabinete amanh� �s 10 horas para falarmos.

Johnny?

Que fazes aqui?

Trago-te o teu cigarro.

Quem � esta mulher?

O que � que...

� o seu pre�o n�o �?

Alex, chame-me um t�xi!

N�o me fale nesse tom!

Se n�o est� contente com o meu trabalho h� sempre coisas que se podem fazer.

Vai. Ocupa-te dela!

N�o!

- Est�s a brincar? - Por favor, n�o!

Alex, trata antes do Bo, parece que ele quer um pouco tamb�m.

- Tu sabes mais que isso. - O que � que tu sabes daquilo que eu quero?

Chega, larga-a. Leva os teus d�lares. Hoje foi de borla.

Estragas o neg�cio.

Cala-te!

Repito que Natacha n�o passa de um vago conhecimento.

- Alojei-a uma ou duas vezes para ajud�-la e � tudo. - Alguma das tuas amigas a conhecia melhor?

Marlene ou Maeva, por exemplo?

Vai ter que lhes perguntar.

Olha!

Isto � o que vale a tua consci�ncia anti-policias

vale mais que isto?

Apenas te pe�o para abrires os olhos

no clube, na rua, e que me avises se souberes de algo.

- N�o sou denunciante. - N�o o fa�as por mim, faz por elas.

Tamb�m quero informa��es sobre a Maeva,

quem � que ela v�, e quando.

Etc... Etc...

Compreendes que isto fica s� entre n�s?

Se dizes alguma coisa � Maeva, tenho todos os meios para te infernizar a vida.

Reflecte na minha proposta, enquanto eu vou mijar.

- Chamo o Pryzuski? - N�o, h� novas instru��es.

Huysmans exige ser o primeiro a ser informado.

Outro assassinato, Senhor Comiss�rio.

Bernard conhecia a v�tima e identificou-a

� Jesus Ortega, um travesti.

Que fazes aqui?

Conheces Jesus Ortega?

Conhe�o, � "Marlene", meu informante. Porqu�?

Acab�mos de a...

enfim, de a encontrar

com as tripas de fora.

E acabou o trabalho a cortar-lhe a l�ngua,

sem d�vida, para a castigar por mentir sobre a sua identidade sexual.

E a ela, ele n�o a guardou no gelo. "Brincou" logo com ela.

Senta-te.

Que queria o Pryzuski?

Informa��es sobre as minhas amigas.

Quem te ensinou?

O meu pai.

Est�s a ver?

Ele tamb�m tem um lado bom.

Queres falar um pouco sobre ele?

O juiz quer uma confronta��o entre ambos.

N�o me podem obrigar!

Achas que foste o �nico a sofrer?

� teu pai. � do teu sangue. Nada mais.

- Mas h� outros mi�dos que passaram pelo mesmo. - Basta!

Claro que j� basta.

Isto nunca mais acontecer!

Voc� pode ser um m�dico, um advogado ou um procurador!

Mas ele... ele fez-te...

Bastardo!

Necessitamos de ti para acabar com isso.

A Sociedade necessita de ti!

O juiz Van Der Meersche � Paul Huysmans. Por favor.

N�o, n�o o incomode!

Diga-me se ele tem alguma coisa livre esta tarde?

Serve-te esta tarde?

�s 6 horas?

Perfeito.

Diga-lhe que Baudouin Ancelin

ir� estar presente.

Estas s�o as declara��es que efectuou na policia de Antu�rpia quando fugiu �.....

sete anos atr�s.

Voc� faz afirma��es muito duras, sobre o seu pai.

Lembra-se?

Olha para mim Baudouin.

N�o querias dizer o que disseste, pois n�o?

� porque tu achas que fui respons�vel pela morte da tua m�e.

Nunca tive contigo uma atitude que te pudesse levar a pensar...

N�o lhe permito que tente influenciar o seu filho.

Nem sequer me lembro quando me tocaste pela primeira vez,

mas lembro-me do grito que a m�e deu no dia que descobriu,

lembro-me das l�grimas dela...

lembro-me das tuas pancadas...

lembro-me dos �culos escuros que ela usava para esconder os hematomas.

Tu levaste-a ao suic�dio!

E apesar disso, continuaste

a p�r-me nos teus joelhos, a me...

Eu n�o queria, mas tu continuaste...

Continuaste sempre.

Mostra o teu bra�o!

Aquele que eu trespassei com corta-pap�is quando decidi que chegava.

Vai! Mostra!

S�o del�rios!

Nenhum facto prova estas fantasias...

da menina!

Sr. Ancelin volte!

N�o consegui ficar at� ao fim.

Ainda n�o � a altura.

Esta noite tu n�o trabalhas. Nem eu. Vamos relaxar.

Eu pago no restaurante.

� muita gentileza tua.

J� chega! A rapariga est� traumatizada com todas estas mortes.

Deixem-na um pouco em paz!

A rapariga pode ir brincar na caixa de areia.

� com a m�e que eu quero falar.

Esque�a isso.

Vai-me buscar cigarros.

N�o sei nada sobre os assassinatos.

- N�o me lixe. Tenho o bra�o comprido. - N�o te preocupes.

- � exactamente sobre isso que quero falar contigo. - N�o compreendo.

Claro que compreendes!

E al�m disso, ouvi dizer que est�s farto de pescar.

Encontra-te comigo esta noite � meia noite no Bois de la Cambre. Junto ao lago.

Sabes onde �. A alameda dos paneleiros.

Temos coisas a falar.

O que � que ele queria?

Merdas.

- Toma. - Obrigado.

Esta manh� queria que eu falasse sobre ti.

Pensando bem, ir ao restaurante n�o � boa ideia.

Tenho uma dor de cabe�a horr�vel.

N�o te preocupes. Vou-me deitar.

ASSASSINO DAS PROSTITUTAS VOLTA A ATACAR

- � com prazer que te vejo. - Vai-te embora ou esborracho-te a cara.

Tu conheces bem o Johnny n�o � verdade?

O que � que tens a ver com isso?

Se tu queres sabes tens que te ajoelhar, pegar na flauta e aplicares-te.

P�ra. �s ign�bil...

Abre! Abre a merda da porta!

Seu maricas idiota!

Maricas idiota!

Maricas idiota!

N�o perdes pela demora!

Desaparece!

Eu disse desaparece!

Porque � que voltaste?

Pede desculpa!

Diz que te est� a doer!

Como � que fez isso?

- Escorreguei nas escadas. - Use mais vezes o elevador.

Aten��o a�!

Cuidado. Deixem passar!

Desculpe.

- O que � que tem o cliente? - � um colega.

Encontr�mo-lo no Bois de la Cambre. Meio imerso no lago. A cabe�a em papa.

- O que �? Uma zona de maricas? - Sim.

N�o acredito que passe desta noite.

Tens a certeza que era o Pryzuski?

Tenho.

Estavam a dizer que ele n�o escapava.

- Sa� do p� dele era 1:00 da manh�. - Que fazias tu com ele

no Bois de la Cambre?

Ele queria que eu... Esquece o assunto!

- Pensei que era tua amiga. - E �s.

E � por isso que quero que fiques fora disto.

N�o me digas que foste tu que o deixaste naquele estado.

N�o, idiota!

Confia em mim.

Se necessitares de um �libi conta comigo...

Merda! P�ra! Ele ficou no bosque quando eu me vim embora.

Sem d�vida que tinha vontade de sexo...

- Se calhar apanhou um ca�ador de maricas? - Talvez!

Resolvia a situa��o a todos!

Tu sabes mais.

- O que esperas para ir falar com a policia? - Ir contar que n�o percebi nada � complicado.

Sabes? N�o vai servir de nada que eu te conte a minha vida

� muito complicada, muito pesada...

Pryzuski compreendeu.

Marlene tinha raz�o, ele � um tipo decente.

Queria ajudar-me.

Esquece Pryzuski e o resto.

Eu protejo-me sozinha.

Mas proteger de quem?

De ningu�m!

Necessito ficar sozinha minha querida.

N�o te esque�as de devolver os meus bin�culos!

Sei que nos anda a seguir. Porque est� a fazer isso? Nunca falei de si.

Ainda est� fazendo!

N�o, n�o me vou calar! N�o.

Eu sei que estou em divida contigo. Eu sei que � gra�as a ti que sou uma mulher.

Mas, est�s a queixar-te?

Um homem acabou de entrar. Um pouco alto...

com gabardine. Chama-se Johnny. - Johnny?

N�o temos ningu�m com esse nome.

N�o devia seguir esse senhor dessa maneira.

� um amigo, chama-se Johnny. De boa apar�ncia, com gabardine.

� verdade que � atraente. Pena que eu n�o lhe interesse.

O nome dele � Jonathan Garnier vai encontr�-lo no bar do hotel.

Menina?

Vou-me sentar naquela mesa.

O criado j� ir� recolher o seu pedido.

J� escolheu?

Ainda n�o. Estou indecisa...

Quero um ch� de lim�o.

Um sumo de ma�a para mim.

Uma Coke.

Um caf�.

Queiram desculpar-me.

A menina deseja algo?

Um caf�.

Eu recomendo � menina o Colombiano. N�o tens nada que estar daqui.

Prefiro o Et�ope.

Com um pouco de leite, por favor.

O uniforme fica-te bem.

Nada mal, hem?

Est�s a perder tempo Bo.

Chamaste-me Bo? Est�s a ver, se tu gostas...

- Quando � que te volto a ver? - Nunca!

Decidi n�o tomar nada.

N�o est� mal, a tua apaixonada.

Despacho-a?

- Esqueceu algo. - Sim, a mostarda.

E n�o s�. Pergunte � Bo o que ela quer.

- Pensei que... - Ningu�m te pediu para pensar.

Que vais querer?

O mesmo que tu e uma garrafa de �gua.

Est�s um bocado amassada.

Encontras-te o serial killer

e deste luta?

Sou muito nova para ele.

Tens raz�o, ele prefere mais gordinhas.

Parece que ele cortou a l�ngua � �ltima.

Como � que sabes isso?

Estavas l�?

Tenho as minhas fontes, beleza.

S� a pol�cia � que sabia!

Fazes acordos com eles?

Fa�o com quem eu quero!

E tu, como � que sabias?

Sou uma habitual do comissariado!

De qualquer forma nunca saber�s mais que eu.

Maeva viu Marlene partir com o assassino.

A culpa � tua! Irrita-lo!

Tu vais pag�-las!

- Tiro-te isso ficas logo uma mulher... - P�ra!

Vamos Johnny.

Est� bem Sr. Alex?

Ela chegou-te com for�a!

- Vou dar cabo dela! - Nem penses nisso.

Necessitamos dela.

Tens mais alguma coisa a propor-me?

N�o muito.

Sou todo ouvidos.

P�ra l�! Chega de press�es!

Tu n�o me facilitas a vida.

O teu acordo com esse tipo, a vossa est�pida chantagem sobre as velhas...

J� chega disso!

Hoje uma americana

estava mesmo irritada convosco.

Queria apresentar queixa.

� o agradecimento que recebemos!

Eu dei um jeito

mas o que � que eu ganho com isso?

Ainda tenho o caso das motos roubadas que acabavam na Bulg�ria.

Diz-te alguma coisa?

Acho que um dia destes, vou ligar o teu nome ao assunto.

Merda! N�s t�nhamos feito um acordo.

Eu dava informa��es e voc� esquecia o assunto.

Exactamente.

Mas � preciso trazer coisas concretas.

Compreendido?

D�-me 48 horas e eu

arranjo-lhe assunto para chegar aos jornais.

Sobre o qu�?

O assassino das putas.

S�rio?

48 horas Alex.

�s tu que est�s a fazer este barulho todo?

- A Maeva est� em casa? - N�o sei.

- Posso usar o seu telefone? - Podes.

Tenho a certeza que ela est� em casa.

Por vezes ela n�o quer que a incomodem.

Quando est� com algu�m.

Ela nunca recebe os clientes aqui.

Os clientes, talvez. Mas o amigo recebe muitas vezes.

- Qual amigo? - O habitual, o homem dela.

� assim minha menina, tu n�o sabes tudo.

Ela tem um homem?

Nunca me contou.

Pode dar-lhe isto quando a ver?

Como � ele?

Nunca o vi claramente. Apenas pelo visor da porta.

Sempre na sombra. Nunca varia quando vem.

Usa um bon� ou um chap�u.

Fazia-lhe bem deitar-se.

Conhece bem Raymond Makatea,

ali�s Maeva.

Sa�ste daqui �s 12:10.

� 12.20, a Sra. Vincent

ia por o lixo na rua

e encontrou-te a chorar.

N�o houve entrada for�ada.

Alguma visita regular de quem Raymond Makatea n�o desconfiava.

Percebo que estejas chocado.

N�o � bonito de se ver.

Como n�o o � a fazer.

O que me aborrece Bo,

� todo esse sangue em ti.

Eu queria levant�-la.

- Pensei... - Mataste a tua amiga!

Eu digo que tu tocaste,

Maeva abriu-te a porta.

Voc�s discutiram.

E tu puseste-lhe as tripas de fora.

Porque faria eu uma coisa dessas?

Era minha amiga.

Sabia algo sobre o assassino.

Ela viu Marlene partir com o seu �ltimo cliente.

- Um zarolho. - Porque n�o Jack o Estripador?

Ele saiu daqui quando eu cheguei.

Um zarolho, n�o lhe diz nada?

Era ele que a Maeva recebia regularmente?

Ent�o voc� chegou a ver algu�m?

Estou � espera.

Diga-lhe que viu a pessoa que Maeva recebia.

Consegue reconhece-lo?

N�o sei. Creio que n�o.

Aten��o. Desculpe.

A Madame conhecia o assassino.

Matou Makatea com a sua pr�pria faca.

Ele cortou-lhe a l�ngua.

Como � Marlene?

Como � que tu sabes isso?

A imprensa n�o o mencionou.

Eu estava presente quando voc� falou com o Pryzuski.

Foi isso que te inspirou.

- �s um assassino imitador! - Isso � asneira!

De momento n�o posso fazer-te nada.

Mas vou aprofundar.

N�o deixes Bruxelas, e n�o mudes os teus h�bitos.

Se lembrar de mais qualquer coisa, ligue-me.

A mim. E mais ningu�m.

N�o acredita realmente que o Ancelin o tenha feito.

Quem sabe do que eles s�o capazes.

Bo � muito inteligente.

� intui��o...

ou ressentimento?

Estamos todos preocupados com o Pryzuski.

J� foi v�-lo?

Ainda n�o.

Existe alguma testemunha ocular?

Nenhuma.

Nem testemunhas nem pistas.

O crime perfeito. Excepto que...

Eu ia falar com o Pryzuski sobre qualquer coisa estranha que ele sabia

- relacionado com o caso. - O que era?

N�o fa�o ideia.

Durma.

Necessitamos ambas.

Foi o homem dela que fez aquilo.

Consegue reconhece-lo?

Sem sombra de d�vida!

N�o dormes?

- N�o dormi. - Nem eu.

- Tenho que ir � casa da Maeva. - Fazer o qu�?

Tentar compreender.

N�o espero nada da pol�cia.

Tenho a certeza que Maeva lhe deu uma chave.

Para cuidar das plantas, quando ela n�o estava.

Empreste-ma.

N�o sei se posso.

Por favor.

Vai notar-se. Vem!

- Obrigado por me albergar. - O prazer foi meu.

Maeva na �pera.

Maeva,

minha Eva encantada,

f�nix viril e engra�ada que renasceu como mulher,

onde resplandece o charme duma sublime deusa de equ�vocos

cuja alma eu possuo,

e a quem eu perten�o para sempre...

Johnny!

Tu chateias-me!

� assim t�o dif�cil ser-se amado?

Quando eu era pequeno, deram-me um c�o.

E ent�o?

Afoguei-o no rio com uma pedra amarrada ao pesco�o.

Isso do c�o � verdade?

N�o, n�o fui eu que o atirei � �gua.

Eu s� amarrei a pedra.

- P�ra. Est�s a fingir. - A fingir?

Vem ver meu pequeno.

OK. Vamos a ver isso.

Tu esperas aqui.

� bom!

Beija-me!

N�o beijo putas.

P�ra!

- P�ra ou disparo! - Pensei que gostavas.

Canalha! Se tornas a aparecer-me denuncio-te � pol�cia.

Azar! N�o gosto de ser enganado por uma puta.

Quem �s tu? Conhecemo-nos?

Tenho a certeza que nos conhecemos.

Raparigas! Olhem para este gajo! � maluco!

� um doente!

- Tu conhece-lo? - � um vizinho.

Eu conhe�o aquela cara.

Ent�o? N�o se fala aos amigos?

Medalhas de guerra.

Ofere�o-te um caf�.

Um caf� para a pequena.

Que porcaria � esta?

Que confus�o � esta?

Johnny? � a Bo.

Sei que est�s a�. Abre.

Alex?

Merda!

Vem...

Merda!

Que fez ao gesso?

N�o suportava mais a comich�o.

Desta vez, n�o tem outro rem�dio sen�o suportar

se n�o quer parecer um pinguim.

Sim senhor.

O hor�rio de visitas � at� quando?

5 horas. Porqu�? Quer ficar alojada?

N�o. Tenho que ir ver um amigo.

O Sr. Pryzuski mostra uma capacidade de recupera��o extraordin�ria.

Deu sinais de sensibilidade.

Um destes dias pode sair do coma.

O c�rebro, sabe, � surpreendente.

Quer v�-lo?

N�o tenho tempo hoje.

Chame-me quando ele recuperar a consci�ncia.

Adeus.

Adeus.

- Optimista? - Estou.

�ptimo! Vou aproveitar para ir mijar.

Bo!

- Espera por mim! - N�o tenho tempo.

Eu vivo ali.

- Por favor, eu vivo ali. - Passe.

Que se passa?

Alex morreu.

Foi a vizinha do 4� anda que o encontrou. A pol�cia est� a interrog�-la.

Voc� est� sempre por perto

quando se encontra um corpo.

- N�o tenho nada a ver com isto. - Ai n�o?

No entanto teve uma discuss�o s�ria com o Cuvelier no outro dia.

- Quem � o Cuvelier? - � o Alex.

Era seu vizinho?

Conhecia-o bem?

Era o meu melhor amigo.

Conhecemo-nos em Fran�a.

Podia contar sempre com ele, e ele comigo.

Ent�o o teu informante foi assassinado? Eu tinha-te dito que n�o era um contacto importante.

Era demasiado parvo.

Alguma ideia de quem foi?

Estava envolvido no caso das motas b�lgaras. N�o deve ter feito muitos amigos.

Tu outra vez!

N�o tenho culpa de viver ao lado.

O que � que estavas a fazer no hospital?

Porque � que corrias?

Fui mudar o gesso. Tinha demasiadas dores para estar a discutir consigo.

E ele, quem �?

Johnny. Vizinho de Alex.

Fica com a identifica��o dele e convoca-o para falar do caso Cuvelier.

O seu nome � Johnny e mais?

O meu nome � Jonathan Garnier.

"Johnny" � para a brincadeira?

Que foi que ele disse?

Jonathan Garnier.

Esteja no meu gabinete esta noite �s 8:00. Para uma conversa, digamos....

... amig�vel. Serve?

� o pr�prio.

Merda.

Era do hospital.

Pryzuski morreu.

Trata tu das coroas de flores.

Fica, e interroga a Senhora.

O que � que tu queres? N�o � poss�vel que ela tenha assassinado o Cuvelier!

Quem sabe?

- Caf�? - N�o, uma Coca.

Christiane,

um caf� e uma Coca por favor.

- Acredita na "Bo A Assassina"? - Ele persegue-a. Isso � certo.

N�o sei se ele mesmo acredita.

E voc�?

Tudo � poss�vel.

Franzina e nervosa.

At� podia ser.

Agora, pergunte-me se eu acredito.

Como � que gosta das mulheres?

Franzinas e nervosas.

Voc� tamb�m n�o � mau.

Se n�o tivesse quem escolher eu teria hip�teses?

De forma alguma.

Est�s a abusar Bo!

P�ra, j� te avisei!

Obtenha um corpo perfeito sem esfor�o enquanto est� a descansar.

Gym-By-Night � um estimulador el�ctrico que.....

- Fazemos ali? - Sim.

Vai trabalhar Diana.

Vais participar Bo?

N�o, lamento. N�o � o meu acto.

Podes revelar-me isto? Discretamente claro.

Sem problema.

- Fotos porcas? - Quem sabe?

Diana, apalpas-lhe o pau. E tu lambes-lhe as tetas.

Diana, concentra-te se faz favor.

Est� melhor...

Obrigado por ter ligado de volta. J� n�o esperava.

Esta noite, est� bem.

No Falstaff.

Estarei l� �s 7 horas. Est� bem. Um beijo.

Tu tinhas uma boa raz�o para matar o Cuvelier.

Ele passava o tempo a humilhar-te.

Tens not�cias do teu amigo Johnny?

Porqu�?

Nunca apareceu.

Melhor!

Desapareceu completamente.

Jonathan Garnier tinha 18 anos quando se alistou na Legi�o Estrangeira Francesa.

Queria viajar at� aos tr�picos.

Mas passou a maior parte do tempo numa

base perto de Avignon,

onde servia na cantina dos oficiais.

Foi l� que encontrou o Sargento Cuvelier, ali�s Alex.

Quando a sua comiss�o terminou Cuvelier voltou a Bruxelas, Garnier juntou-se-lhe quando foi poss�vel.

N�o sabia disto!

Ela agrada-te?

Que quer dizer?

- Ningu�m viu o Johnny na vizinhan�a. - Pior para n�s.

Sabe quem me ligou agora?

Louisette Vincent. Estava excitada a velha!

Tinha assuntos confidenciais a contar-me.

- Vou passar l� mais tarde. - Esquece isso, � o melhor que fazes.

Continua a interrogar os amigos de Cuvelier.

- Mas a Sra. Vincent parecia muito s�ria. - Tudo bem, passarei por l�.

Continuas � pesca mi�da gira?

Se n�o me engano � a 4� vez em dois dias.

S� bonzinho e eu serei boazinha.

Continua a n�o haver not�cias de Jonathan Garnier?

Disseram-nos esta manh� que ele j� n�o fazia parte do pessoal.

Tirou umas fotos porcas com uma cliente qualquer.

Ao menos o Johnny fodeu-te bem?

Um impotente n�o consegue dar prazer a uma mulher.

� melhor tentar o Alex.

Ele ao menos nesse ponto, � perfeito.

O assassino volta sempre ao local do crime.

Vim falar com a Louisette.

Ela acabou de sair.

E se tu me dissesses a raz�o

pela qual mataste a Maeva?

- Isso � obsess�o! - E tu �s ciumento.

Admite que n�o conseguias suportar que o Johnny andasse com a Maeva.

Ficaste passado da cabe�a e mataste a tua amiga.

Johnny e Maeva!

Porque n�o o Rato Mickey e a Rainha-M�e?

Louisette telefonou ao Courtois esta manh�.

Queria falar do tipo que visitava Maeva � noite.

Quando lhe mostrei a foto do Johnny,

uma que t�nhamos do arquivo militar,

ela reconheceu-o formalmente.

- E ent�o? - Ela deve andar a beber muito Porto.

Em vez de escutar essas parvo�ces fazia melhor em procurar o zarolho

com quem me cruzei na entrada.

Oh! Esqueci-me de te dizer que Maeva tinha um filho. Quando ela...

Enfim, quando era barman em Paris.

Chama-se Michel Makatea.

Ele � electricista l�.

Surpreendida, hem?

N�o esperava.

O teu zarolho � Michel Makatea. Saiu daqui agora.

A pala sobre o olho � devida a uma opera��o � retina.

Queria ver como era o apartamento do pai.

Ele veio at� c� para conhecer o pai enquanto recupera.

Agora � muito tarde.

Tu �s o Bo Ancelin?

N�o desmintas. O pol�cia mostrou-me fotos tuas com o meu pai. Puta. Foste tu que o mataste!

Merda!

Est� tudo bem?

Queres um caf�?

Hum! Tu minha querida, est�s apaixonada!

Vai,

conta-me tudo.

Quem �?

O meu vizinho.

Lembras-te?

O que a Elvire insultou.

Esse tipo...

- Que tem? - Como � que ele se chama?

Jonathan Garnier, mas chamamos-lhe Johnny.

Jonathan Garnier, tens a certeza?

Tenho.

Como ele � parecido!

� alucinante!

A quem?

� m�e dele.

Chamava-se Mireille. Uma amiga doutros tempos.

O irm�o colocou-a a trabalhar na rua.

Era talhante, um porco sujo!

N�o sei o que aconteceu entre eles,

mas uma noite mataram-se um ao outro.

O pequeno Jonathan acabou na Assist�ncia.

Nunca mais o vi.

Vais desculpar Marcelle, tenho um encontro.

Aqui tens.

- Quanto te devo? - N�o te preocupes!

S�o interessantes?

Posso ficar com isto?

Abre. Eu fa�o tudo o que tu quiseres.

Eu falo com eles

O Alex foi um acidente. Abre!

Confia em mim!

Tem confian�a em algu�m que te ama.

Est� bom?

Isto n�o � local para uma menina.

Sabes, o meu tio, o talhante,

era um canalha.

O teu tio morreu h� anos.

Ele pode ouvir-te.

Tu vais ficar bem agora.

Tudo vai correr bem.

Tens a pele macia.

Aquela era a tua m�e?

� necess�rio que fiques linda,

como na foto.

Eu n�o sou ela. Sou eu.

N�o importa.

Vamos para longe, queres?

s� n�s os dois,

para onde ningu�m nos aborre�a.

Pobre idiota...

A minha m�e gosta muito...

Tu n�o?

Achas que me est�s a magoar?

Tens raz�o. Mas n�o me importo.

Sabes porqu�?

Porque tu amas-me mas n�o o queres admitir.

Eu compreendo-te.

O �dio � mais f�cil que o amor.

Mas � a ti que tu odeias!

Eu tamb�m me odeio.

Estou-me lixando para os teus problemas!

Ent�o, por causa disso n�o tens medo?

P�ra!

N�o v�s que vais morrer?

N�o me toques!

Vai, estou pronta.

Acabou. J� n�o est�s sozinho.

Sou a �nica mulher que te excita s� por olhares. Porque n�o o reconheces?

Vai!

Esquece tudo e acaba comigo.

N�o me deixes!

N�o me deixes!

N�o me deixes! Porqu�?

Porqu�????? N�o me deixes!

Disseram-me que a encontraria aqui. Queria pedir desculpas pelo outro dia.

- Porque me agrediu? - Estava louco de raiva.

Mas porqu�?

Procurava encontrar o meu pai

porque a minha namorada vai ter um beb�.

Queria que o meu pai conhecesse o seu neto.

Acabou por n�o responder porque me agrediu.

Ap�s a morte dele,

um policia disse-me que voc� era o suspeito n�mero um.

E quando a vi l�, fiquei louco.

Quem disse isso?

O Comiss�rio Huysmans.

N�o culpo o meu pai.

Eu posso compreender.

Ele pensava que n�o era capaz.

Nunca me quis ver.

Mas sabia que durante anos enviava dinheiro � minha m�e para ela me criar?

� t�pico da Maev... do seu pai.

Esteja � vontade, diga Maeva. N�o me incomoda.

Pensei que estarias no funeral.

Estava cansada.

Pensei que tu querias compreender algumas coisas.

De que g�nero?

Cheguei mesmo a tempo no outro dia.

N�o te intriga?

Aquele maldito talho-apartamento pertencia ao tio do Johnny.

Quando ele foi para a Assist�ncia, o guardi�o alugou a loja.

Depois... fechou acerca de tr�s anos.

Como eu sabia que o assassino das putas congelava as suas v�timas,

decidi fazer uma visita.

E Bingo! Era o cliente certo!

Ao lermos o dossier militar dele

encontr�mos o desejo dele para ser incinerado.

Como ele n�o tem fam�lia,

pensei que tu quererias.

Porque � que o matou?

- Ele n�o me tinha feito nada! - O amor cega-te!

Marquei-te um encontro,

sexta-feira �s 15 horas com o juiz que trata do caso do teu pai.

Trata de estar l�!

Deixo-os sozinhos.

J� recuperaste do choque?

Baudouin Ancelin?

A minha m�e tinha sa�do. O meu pai cuidava de mim.

Era Ver�o. Ele disse-me que estava muito calor para continuar vestido.

Fez-me c�cegas e disse-me que eu era o menino mais bonito do mundo.

Foi a primeira vez que o vi nu.

Boudouin n�o podes dizer coisas t�o insensatas!

Por favor!

Ele disse que �amos jogar juntos.

N�o foi violento.

Depois a minha av� entrou. E come�ou a gritar com ele.

O meu pai expulsou-a.

Depois, j� n�o tinha o mesmo ar.

Foi ent�o que soube que era mau.

Ficou � espera por simpatia?

N�o s�.

� uma declara��o?

Abra-a depois. Acho que lhe vai interessar.

Se quiseres falamos depois. Tens a� o meu n�mero de telefone.

PROSTITUTA ASSASSINADA PELO IRM�O.

Bom dia.

Pode verificar quem comprou isto por favor?

Claro, mas isso n�o se faz menina.

S� se o meu director o pedisse.

Por favor.

Se faz favor.

Juntei os bilhetes para a �pera, e o poema.

O que me incomoda � que ele tenha escapado na altura.

Huysmans estava bem cotado.

E durante o inqu�rito nunca escondeu que era amigo de Mireille Garnier.

Quanto muito podia ser acusado de proxenetismo. Mas como ela estava morta.

Teve uma penaliza��o disciplinar. 15 anos em Antu�rpia.

Depois voltou em grande para Bruxelas.

Na mesma altura Maeva instalou-se c�.

Ap�s uma etapa em Antu�rpia, foi l� que se conheceram.

Ela veio de Paris.

Foi ele que pagou a opera��o dela.

- Por amor? - N�o acredito nisso.

Quando me marcaste um encontro pensei que seriamos s� os dois.

N�o gosto muito de trios.

Sobretudo com um subordinado.

N�o queria chamar-lhe � aten��o mas n�o era necess�rio matar o Johnny.

Vens ensinar-me moral?

Voc� afirmou que o Johnny matou a Maeva.

- Foi o que afirmou Louisette. - Onde ela est�

j� n�o o pode contradizer.

Mas eu estou aqui, e acuso-o de assassinar Maeva e Louisette.

- Verdade! - E Pryzuski, que se atravessou no caminho.

Os arquivos v�o confirmar que ele pediu o dossier Garnier

para consulta.

Lembra-se de Mireille Garnier? Uma puta.

Assassinada pelo irm�o.

- E o rapaz? - Tu guarda-lo.

Temos que falar na pens�o alimentar.

Alimentar a tua gulosice? N�o levas nada.

Nem para o rapaz, nem para ele nem para ti.

Depois disto vais querer que ela continue.

P�e-na onde a encontrei, na rua.

Aviso-te para parares!

P�ra. J� te avisei!

N�o vais dizer nada. Nada.

De acordo?

Fingi ter-lhe emprestado a minha arma,

para que ela se protege-se do irm�o,

acreditaram em mim.

Ou fingiram acreditar.

Azar o seu o facto de Pryzuski

nunca digeriu o facto do informante por quem se tinha apaixonado

que voc� prendeu

e que abriu as veias.

Sem esse epis�dio ele nunca teria investigado a sua vida para encontrar os podres.

Foi assim que ele encontrou a Maeva.

Ele queria acus�-lo de proxenetismo.

Ele procurava que Maeva se alia-se a ele.

Ele falhou ao abrir demais a boca.

N�o chegou a mat�-lo, partiu � pressa com medo de que algu�m se apercebe-se.

E mais parte, foi acabar o trabalho no hospital.

Se eu estou a seguir a hist�ria, fui eu que matei a Maeva porque ela sabia demais.

E para baralhar as coisas, copiou a forma de operar do Johnny.

Imagino que tamb�m matei a Sra. Vincent?

N�o podes provar nada, vais queimar-te.

Pensava que tu era inteligente.

Pensei que tinhas compreendido que era uma d�diva ter-te deixado viver.

Isso ser� muito est�pido.

De qualquer maneira h� demasiadas coincid�ncias que podem ser transformadas em provas.

De que te servem as coincid�ncias se eu te matar?

A mim nada! Mas a eles?

Quero devolver isto.

Matar o seu filho soube a qu�?

Devolve-me a arma, e terminamos isto correctamente?

Tradu��o e adapta��o: NomadaPT

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