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Um belo domingo em Las Vegas.

A Netflix está em direto aqui,

no coração da cidade, no Mandalay Bay.

Hoje, o centro do mundo do ténis.

Milhares de pessoas prontas para receber dois

dos melhores jogadores do planeta. Oiçam.

Fãs espanhóis aqui em força para receber um dos maiores de todos os tempos.

Rafael Nadal com um ar saudável, feliz e sorridente.

Estamos a celebrar aqui.

Prepara-se para enfrentar uma jovem superestrela.

Aqui está Carlos Alcaraz, 20 anos, número dois do mundo,

campeão de Wimbledon.

Hoje, Rafa e Carlos defrontam-se no primeiro Netflix Slam.

A história de duas estrelas de diferentes gerações,

espanhóis que se tornaram dois dos atletas mais famosos do mundo.

O legado de Rafael Nadal parece garantido,

com 22 troféus do Grand Slam.

Mas agora surgiu uma nova força a ter em conta no seu país.

Com 20 anos, Carlos Alcaraz já pode ser considerado uma superestrela.

Não haverá muitas oportunidades

para Rafa e Carlos partilharem o court.

Poucos dias e noites como esta.

Rafa, Carlos, The Netflix Slam.

BEM VINDOS À FABULOSA LAS VEGAS NEVADA

Vai começar. No interior da Michelob ULTRA Arena,

no Mandalay Bay Resort & Casino, em Las Vegas.

Sejam bem-vindos ao The Netflix Slam.

Um especial transmitido em todo o mundo.

A mais jovem superestrela do desporto

defronta o seu ídolo, um dos melhores de sempre.

Carlos contra Rafa, prestes a começar.

Chamo-me Kay Adams e sou extremamente sortuda.

Estou aqui com estes senhores.

Vou apresentar o meu painel.

Repórter de ténis, analista.

Estava a fazer abdominais às quatro da manhã.

Prakash Amritraj…

- Diz-lhes, Kay. - … está aqui.

Depois temos estes dois.

Pela primeira vez em estúdio, creio eu.

Campeões do Pickleball Slam.

Campeões em título.

Temos o campeão do US Open,

anfitrião do podcast da moda.

Subscrevam o Served.

Falo de Andy Roddick. Por fim, é uma honra

estar na presença do vencedor de oito Grand Slam,

um verdadeiro ícone, Andre Agassi. Olá.

É uma honra para mim estar aqui

a falar de ténis em vez de estar a jogar contra ti.

Já viram a energia do público?

Aqui estamos, em Vegas.

Quando me tornei profissional,

só tinha de responder a questões do tipo:

"Como é viver num hotel? Têm escolas?"

Agora temos Fórmula Um. Temos o Super Bowl.

- Temos ténis. - Sim.

Um triunfo para Vegas e para o desporto.

Temos de falar da atmosfera.

O recinto está a abarrotar, o ténis em destaque.

Parece um combate de pesos pesados.

E o preferido de Alcaraz é o Rocky.

Será Adonis Creed contra Rocky Balboa.

Acho que é o ambiente.

E é uma honra tremenda jogar contra um ídolo.

Joguei muitas vezes contra este

naqueles torneios de exibição, levei uma coça quase sempre.

Mas foi entusiasmante

ver a energia neste recinto.

E nada é garantido com o Rafa hoje em dia.

Teve lesões.

Esperamos vê-lo uma última vez em Roland Garros.

Vê-lo o máximo de tempo possível.

Mas nada é garantido.

Mal posso esperar para vê-lo contra Alcaraz.

Defrontaste o Rafa no US Open em 2003.

Claro que teve aqueles serviços característicos,

mas não o vemos nos EUA…

Estudei a lição, Prakash.

Não vem aos EUA há 18 meses.

Quais são as expectativas? Como é tê-lo de volta?

É fantástico.

Desde que chegou ao jogo,

o desporto ganhou com a presença do Rafa Nadal.

Vejo o dia de hoje como uma celebração,

ele contra a pessoa que, se tudo correr bem,

continuará o seu legado.

Sinto-me honrado por cá estar.

E vamos poder ver

o que mais apreciamos no Rafa,

o facto de não dar nada como garantido no court.

Não o fará esta noite,

tendo em conta a preparação e os sonhos

que tem para a última fase da carreira.

E haverá alguém que mereça terminar

a carreira melhor do que ele?

É um tipo fácil de respeitar e difícil de defrontar.

Que bom para o desporto

tê-lo aqui hoje.

Este tipo apareceu com 18, 19 anos,

venceu o Roland Garros, mas foi a longevidade.

Iríamos vê-lo ter uma grande carreira com aquele físico?

Conseguiu. Vejam só estas estatísticas ao longo de décadas.

22 majors, 14 Roland Garros, como o Andy referiu.

UMA LENDA VIVA

Vamos falar agora do seu adversário.

O Rafa tem 37 anos. Já passou por muito.

Agora temos o Carlos.

Prakash, acompanhas o tour.

O que o torna especial?

E ganha mesmo sendo tão jovem.

Podemos ver as estatísticas.

Ganhou um par de Slams, tem 20 anos

e é mais completo que o Roger, Rafa ou Novak com a mesma idade,

o que é assustador.

Mas para mim, é o intangível.

Nos grandes momentos, ele diz sempre: "São os três C:

Cabeça, coração e tomates.

Ele não recorre a folhas ou computadores.

Sente os grandes momentos.

Para quem está no topo,

as lendas do desporto,

qual a importância do intangível nesses momentos?

Os intangíveis são fulcrais.

E o termo de comparação será esse mesmo,

quando se fala nos três melhores da história.

No papel, tem tudo.

Atleticamente, sem dúvida, os quatro fatores mais determinantes

no jogo de ténis, desde a velocidade, rotações,

rapidez de pés, ofensiva e defensivamente.

Mas terá a capacidade de demonstrá-lo

em todas as partidas, como o Rafa?

De modo a derrotar os adversários frequentemente,

mesmo quando não joga tão bem?

Porque os anos passam. Mas do ponto de vista atlético, não tem rival.

Era óbvio,

desde que ganhou o primeiro US Open,

que vamos ver aqui.

Venceu inúmeras partidas em cinco sets.

Match point abaixo,

conseguiu ainda assim dar a volta.

Um esforço inacreditável.

É como se estivesse a começar,

tendo ganhado dois Slams por recriação.

Quero ver a carreira dele.

Andy, qual é o limite?

Não vejo limites para ele.

Os "Big Three" mudaram o panorama.

Antes de ganhar o Slam,

perguntavam-me: "Ganhará dez?"

Respondia: "Isso é ridículo."

Quando temos nomes como Agassi, McEnroe e Connors, que venceram 7, 8.

Mas penso que ele estará nesse patamar, no mínimo.

E tem o potencial para chegar aos dois dígitos.

Temos de refrear as expectativas.

É um ótimo ponto.

Mas se olharmos para as rotações,

melhor que o Rafa. As capacidades defensivas,

talvez melhor que o Novak.

Vemos as pancadas

ao nível do Federer ou talvez ainda melhor.

Todos os aspetos do jogo

que traz para a mesa.

O maior problema pode ser ter demasiadas opções.

O que fará nos próximos anos?

- Mal posso esperar. - O mais difícil

é conseguir levar a cabo todas as pancadas.

Eu não tinha essas opções.

Sabia que era desajeitado,

tentava escondê-lo e simplificava-o um pouco.

O ponto do Andre sobre as várias opções.

Ele terá de aprender a adequá-las às partidas.

Mas o seu teto é inigualável.

Quero muito que avalies os serviços do Carlos.

Quero ver tweeners. Mas lá chegaremos.

A atmosfera está ao rubro neste primeiro Netflix Slam.

E não somos só nós.

Nem é só a Lindsey Vonn e o Matthew Stafford,

que vi aqui atrás.

Temos uma equipa incrível

e outra cara familiar na arena.

A Mary Jo Fernández está cá.

E esteve com ambos os jogadores há pouco.

Rafa, já jogaste por todo o mundo.

O que significa jogares em Vegas

pela primeira vez na carreira?

Não apenas jogar, estou em Las Vegas pela primeira vez.

Tenho estado…

Calendário complicado.

Não consegui visitar muitos lugares,

mas ontem à noite deu para passear um bocado.

14 VEZES CAMPEÃO ROLAND GARROS

Incrível, sobretudo à noite.

O espetáculo que é Las Vegas,

tem de ser visto.

É bom receber ténis em Vegas

porque tem recebido grandes eventos.

A última vez que defrontaste o Carlos foi há uns anos em Madrid.

Desde então, ele venceu dois Slams, chegou a número um.

Quais são as expectativas para o jogo de hoje?

Para mim, já passou algum tempo desde que estive nessa posição,

de defrontar um grande jogador como o Carlos.

Sim, estou animado por jogar aqui em Las Vegas

contra um jogador magnífico.

Vou dar o meu melhor, tentar desfrutar

e proporcionar um bom jogo.

Será um bom treino.

- Diverte-te. - Muito obrigado, Mary Jo.

Carlos, Las Vegas parece o palco ideal para jogares ténis.

É aqui que as estrelas vêm demonstrar o seu talento.

Qual a importância de jogar em Las Vegas pela primeira vez?

Para mim, é muito especial. Jogar aqui

com um público incrível.

Será a primeira vez aqui em Las Vegas.

Vi a cidade, é uma loucura.

Estou muito ansioso para jogar aqui.

Vou tentar mostrar o meu melhor,

o meu talento no court.

Acho que Las Vegas merece e vou tentar fazê-lo.

Tinhas dois anos quando o Rafa venceu o primeiro Slam em 2005.

Admira-lo desde novo.

Como é defrontares o teu ídolo?

É sempre maravilhoso e especial.

Defrontei-o em três partidas oficiais.

Desfrutei de todos os jogos contra ele,

todos os segundos que passei com ele no court.

Defrontá-lo novamente

é muito especial.

Vê-lo do outro lado da rede

e tentar aprender com ele

é muito especial.

Vou tentar tirar partido disso.

Acho que ambos vamos desfrutar deste momento.

Desfruta do jogo. Boa sorte.

Muito obrigado.

Muito obrigada, MJ.

Uma partida muito especial, como disse o Carlos.

Podem ver agora

o início da carreira de ambos.

Uma grande diferença.

O Carlos tinha dois anos quando o Nadal ganhou o primeiro Slam.

Ambos tiveram tanto sucesso.

Veremos do que será capaz o Carlos contra o seu ídolo.

Defrontou-o três vezes.

Ganhou duas partidas. Andre,

este é um torneio de exibição.

Pode ser algo divertido,

mas não me parece que o Nadal o vá deixar chegar aqui

e fazer o que quer.

Não, de um ponto de vista desportivo,

vão dar tudo por tudo

porque faz parte da natureza do desporto.

Quando vejo aquelas estatísticas, com 20 anos,

são verdadeiramente impressionantes.

Mas olho para o Carlos e penso: "Será possível ser tão simpático,

feliz e dominar o mundo do ténis?"

Será viável?

Aparentemente, sim.

Eu não era nada assim.

Também vi os teus piores e melhores momentos,

mas não eras assim.

Mas ao sentires esta energia,

ouves a música, entras no court e tens um objetivo.

Queres ganhar a partida. Ambos precisam.

Ninguém sabe como está o Rafa.

O Carlos não ganha um torneio desde Wimbledon.

Um bom desempenho ajudará

a encarar Indian Wells e o circuito.

Também há que referir a importância desde momento.

E o Carlos brilha.

Lembro-me de quando ele era um miúdo

e defrontou o Rafa em Madrid.

O Rafa tinha acabado de ser considerado o maior atleta

dos últimos 100 anos.

O Rei estava presente.

E este miúdo brilhou. Dominou por completo as atenções.

Portanto, neste tipo de atmosfera em Vegas,

vai levar o público ao rubro. - Ambos levarão.

Estou pronta para os receber.

Estão prestes a entrar.

Um dos melhores de sempre

contra uma jovem superestrela em ascensão.

Com 20 anos, ele deu início a uma nova era…

APENAS 20 ANOS

… com a sua ascensão meteórica.

Durante muito tempo, questionámo-nos que talento

suplantaria a melhor geração do ténis.

A resposta é Carlos Alcaraz.

Este jovem espanhol de 20 anos ganhou algumas aptidões

na Academia de Ténis Nadal em adolescente.

Fez a sua estreia no circuito ATP em 2020 com 16 anos.

Em 2022, conquistou o seu primeiro Grand Slam no Open dos EUA,

tornando-se no mais jovem tenista a chegar a número um.

Venceu Wimbledon em 2023.

E estamos felizes por tê-lo connosco.

Um aplauso para Carlos Alcaraz!

Por mais de duas décadas,

ele definiu uma forma singular de genialidade no court.

Com uma vontade inabalável, força indomável

e um génio inesquecível.

Ele é o Rafa Nadal.

E o seu legado ainda não está concluído.

Ajudou a angariar milhões de dólares para caridade.

Vencedor por cinco vezes do Prémio Stefan Edberg,

distinguido com o prémio Arthur Ashe,

favorito dos fãs.

Tem 92 títulos de singulares na carreira.

É o mais jovem de sempre a vencer um Grand Slam,

medalhado olímpico,

com vinte e dois títulos de singulares do Grand Slam,

incluindo 14 em Roland Garros,

pela primeira vez em Las Vegas,

o vosso aplauso para Rafael Nadal!

Rafael Nadal voltou.

Andy, a energia está uma loucura.

O que esperas? Disseste que ambos têm algo a provar.

O Rafa é o jogador com o aquecimento mais intenso de sempre.

A velocidade com que acerta na bola no aquecimento

e no jogo é muito semelhante.

Mas veremos se vamos ter a corrida habitual da rede para trás.

- Isso seria… - Estou curioso.

Trata-se de uma tática que usa para aquecer

ou é mais uma estratégia mental?

Diria que o que é impossível é passarmos do Rafa

não fazer isso aqui por ser um amigável,

mas quando te atira a bola com toda a força,

para longe de ti.

De repente, está 30-30 no primeiro jogo.

Isso é um problema.

Quero que tenham um desafio.

Transições de TV. Dúvidas?

Cara ou coroa?

- Quero cara. - Cara.

É cara.

- Disse "cara". - É cara.

Cara? Boa.

- Eu recebo. - Recebes.

Bom jogo para ambos.

Liga e desliga?

Não. Não há foto.

Aí está a corrida.

Muito bem, Andy. Foi como disseste.

Andre, que expectativas tens para este jogo?

A questão é esta…

Nós preparamo-nos para um evento

e jogamos no court e neste ambiente.

Mas aqui não.

Fecharam o court. É um ambiente novo.

Só estiveram nele de manhã.

Vão começar com grande capacidade atlética,

criar muita distância entre o salto e a bola

faz com que movimentem a raquete

porque a bola tem de saltar como querem

antes de se comprometerem a fazê-lo cedo demais.

Depois, durante o jogo,

a agressividade aumenta e percebemos

porque são os melhores.

Vamos ver swings agressivos

e com mais distância

Acho que eles não têm pressa, vão querer encontrar o ritmo.

O Carlos lesionou-se no tornozelo.

A saúde do Rafa não tem estado muito boa.

Vão ambientar-se antes de darem tudo.

Acho que, pela forma como jogam,

o Rafa vai demorar mais tempo a ambientar-se.

O Carlos começa logo a dar tudo.

Se nos lembrarmos de quando o Rafa ganhou na Austrália em 22,

ele precisou daqueles 250 em Melbourne antes de dar o seu melhor.

Já o Carlos, entra logo em grande.

Pode começar melhor hoje.

É a primeira vez que jogam em Vegas.

Andre, estiveste com eles

e recebeste-os em tua casa. - Eu recebi-os

e pude fazer-lhes perguntas que só eu tinha a lata de fazer,

o que é muito gentil… - Quem joga melhor golfe?

Não sei, o swing do Rafa não é bonito,

mas cumpre os requisitos,

Vamos falar mais disso e do que se passou nos bastidores,

mas estamos prontos e vamos falando convosco ao longo da tarde.

Vamos cumprimentar os comentadores.

Olá, Patrick McEnroe.

Olá, campeão de quatro Grand Slams, Jim Courier.

Ficam muito bem juntos. Que família temos, que ambiente!

Kay, não sei se sabes,

mas deves saber porque te preparaste,

na história dos Open masculinos, houve seis americanos

que chegaram a número um no mundo.

Hoje temos três deles connosco,

dois deles aí e estou contente por estar com este homem,

Jim Courier, que ganhou quatro majors.

Temos grandes atletas connosco, JC,

e também temos grandes atletas no court.

E estes dois homens…

Estiveste envolvido em grandes mudanças no ténis.

Eles falaram um pouco disso, o confronto entre o Andre e o Andy.

O teu confronto com o Jimmy Connors no US Open,

o meu amigo, Pistol Pete.

Este é um desses confrontos.

Quem imaginava que íamos ver dois espanhóis

a dar tudo aqui, em Vegas? - É incrível.

Os pontos de referência são importantes para os fãs.

Vimos o Sampras e o Federer em Wimbledon.

Isso fez-nos apreciar mais

o que o Federer já era e o que poderia vir a ser.

Vemos isso com o Alcaraz a jogar contra o Nadal.

É um ponto marcante para sabermos quão bom o Alcaraz pode ser.

Sabemos que o Nadal é incrível

e, a meu ver, este jogo serve para admirar isso.

Não sei se vamos ver o Nadal por muito mais tempo.

Ele é um dos melhores atletas do planeta há 20 anos.

Mas o tempo ganha sempre e apanhou-o a ele e ao corpo dele.

Mas é incrível estar a vê-lo no court.

É sempre emocionante ter o Rafa connosco.

Sim, como é óbvio,

há grandes dúvidas em relação ao Rafa nesta altura do ano.

Ele já não jogava nos EUA há 18 meses.

Ele jogou na Austrália, claro. Teve algumas vitórias lá,

mas depois a lesão na anca, não foi a que o fez parar uns tempos.

Ele conseguiu recuperar com fisioterapia.

Ele está otimista e nós também de que possa jogar o resto da temporada.

É muito bom vê-lo aqui porque acho que muitos de nós,

depois de ele se lesionar na Austrália, achávamos que não vinha à América do Norte

e que ia direto para os courts de terra batida até Roland Garros,

que é um grande objetivo para ele, sem dúvida,

e ele diz que esta pode ser a sua última temporada.

Ele permitiu-se descansar.

Se ele estiver saudável, não me parece que queira ir embora.

Nós não queremos que vá.

Mas o Nadal estar aqui, em Las Vegas,

é um bom sinal de que o corpo dele reagiu bem depois do susto em Brisbane.

Não sei se podemos dizer que o Carlos Alcaraz está em declínio,

mas elevou bastante a fasquia com duas vitórias importantes.

Mas como disse aquele tipo lá em baixo, ele não ganha títulos

desde Wimbledon, claro,

teve aquele jogo épico com o Djokovic em Cincinnati,

mas desde aí que não chega à final

e também tem um pequeno problema no tornozelo,

torceu-o na América do Sul,

mas parece que se está a sentir bem.

Ele jogou bom ténis na Austrália, chegou aos quartos de final,

onde o Sascha Zverev o tirou do campo com uma vitória em quatro sets.

Espero que tenha aprendido com esse jogo.

Vamos ver com este jogo.

O Alcaraz tem muitos pontos positivos.

Uma preocupação…

Ele é tão atlético e quer perseguir as bolas todas.

Ele tem-se lesionado mais do que seria de esperar

e apanhou um susto com o tornozelo no Rio de Janeiro há pouco tempo.

Mas parece que, pelo que a equipa dele tem dito,

ele está recuperado.

E, claro, a nossa Mary Joe Fernández tem notícias

sobre o estado do Alcaraz.

- Mary Joe. - Sim, Patrick.

Falei com o Carlos antes do jogo, perguntei da lesão.

Foi há menos de duas semanas.

Ele diz que tratou logo disso com o seu fisioterapeuta.

Treinou muito a mobilidade

e tentou fortalecer isso tudo.

Não treinou nada até quinta,

mas disse que testou o movimento nos últimos dias e está bem.

É uma boa notícia.

E ainda temos este ambiente que é elétrico.

Está toda a gente com o telemóvel.

Parece um grande concerto aqui em Las Vegas.

Então, que comece a música.

O Alcaraz e o Nadal já se enfrentaram três vezes.

Aqui estão as estatísticas. É o quarto jogo deles, 2-1.

Dois deles foram em Madrid,

mas já não se enfrentavam há algum tempo,

e estou ansioso por ver como vai ser.

Concordo com os rapazes da secretária.

Eles vão dar tudo e dar um bom espetáculo ao público.

Mas, não se enganem, também querem criar impulso.

É quase impossível não o fazer com a energia que se sente aqui.

Os bilhetes esgotaram.

Vejam quem está cá hoje, o Michael Douglas

e muitos outros.

O Nadal vai começar a servir.

Os dois jogadores já estão nos EUA há cerca de uma semana

e têm treinado no Indian Wells,

esse torneio vai ser para a semana.

Mas agora o que importa é Las Vegas.

Sim.

Falta.

Gostas de maçãs, Patrick?

- E as maçãs? - Que grande primeiro ponto!

Foi um belo começo.

Foi quase sem olhar.

Falta.

Fora.

Quinze igual.

O Andy e o Andre falaram muito…

- Obrigado, produção, ouvem… - As várias armas no arsenal do Alcaraz.

Ele faz-se cedo à bola.

Consegue fazer o amorti.

Consegue chegar à bola nos dois lados,

chega-se à frente com facilidade.

Mais uma vez, obrigado.

Quinze-trinta.

Quase que saía.

Trinta igual.

Falta.

Fora.

… durante tanto tempo.

Ele jogou alguns jogos na Austrália, claro,

mas não jogou… - 40-30.

… nada o ano passado. Que sinais procuras no início

para avaliar o estado físico dele?

- Está tudo no movimento, não é? - Sim.

Falta.

Na confiança que temos em nós?

- Fora. - Jogo, Nadal.

Nadal começa o Netflix Slam a dominar.

Primeiro jogo.

Tem sido difícil para o Nadal,

desde que lesionou o abdominal há dois anos em Wimbledon

e desistiu da semifinal contra o Nick Kyrgios.

NADAL RECENTEMENTE

Tinha ganhado dois majors antes disso.

Queria ganhar o Calendar Slam,

mas não conseguiu jogar o resto da temporada.

Depois, em 2023 teve a lesão na anca

que lhe deu muitos problemas.

No início da temporada, não jogou.

Um recorde de 1 em 3, Patrick,

e depois só jogou três vezes em Brisbane.

Assustou-nos a todos os que o adoramos.

E é um alívio muito grande vê-lo aqui hoje.

Ele parecia estar em forma

nas duas primeiras vitórias que teve em Brisbane,

um daqueles torneios de treino para o primeiro major do ano,

o Open da Austrália. - Carlos Alcaraz a servir.

Este jogo e o de Indian Wells, na Califórnia, para a semana,

dão início à segunda parte mais importante da temporada do ténis.

O Nadal já teve muito sucesso no deserto da Califórnia,

já ganhou esse título algumas vezes.

- Falta. - Correção, ponto three play.

Temos os juízes de linha.

Também há um sistema de contestação

que permite aos jogadores rever jogadas.

Esta foi anulada pelo juiz.

Por isso, o Carlitos vai servir.

Fora.

Voltando à questão do que procuramos no Nadal,

do que ele precisa de conquistar num jogo destes…

É confiança. Para um jogador consagrado como ele,

e é incrível tudo aquilo que conquistou.

Ele sai-se melhor quando está na dúvida.

Não acredita na sua própria grandeza.

Ele acredita em trabalhar

e no impulso que pode criar.

E consegue mais um grande ponto.

Patrick, compara isso com alguém como o Federer,

que parecia que podia ir dormir seis meses

e voltar ainda a acreditar que era o maior.

Para o Rafa é diferente.

Sim, ele lembra-me um pouco

de quando estavas no teu auge, Jim, jogavas muito,

eras famoso por trabalhares muito

e estares em forma.

O Nadal sempre foi conhecido por isso.

O Andre falou disso no início, da força física que ele tem.

A sua atitude, mas também o topspin dele,

sobretudo daquele forehand, é algo que nunca ninguém viu,

uma bola que salta tanto para fora.

E, bola.

A bola saiu,

mas o juiz anulou a decisão.

Uma boa bola a 205 km/h por cima da parte alta da rede para o Carlos.

Um pouco descontrolada.

Nadal pode conseguir um break point cedo.

Pode ser exatamente o que o grande Rafa quer neste início.

E é o segundo serviço.

Volta a devolver. Há uma aderência.

Uma das coisas de que o Andy Roddick falou

foi do serviço do Alcaraz.

É um aspeto do jogo dele que tem de melhorar.

E o relatório de observação deles?

É isto que acho dos jogos deles, e falo do Nadal no auge,

que pode já não ser o caso agora,

mas adoro o serviço.

Não é tão rápido como o do Alcaraz, mas ele faz um serviço ótimo.

E a devolução.

Ele iniciou, o Nadal, com a devolução profunda

e isso mudou o jogo.

O forehand é o melhor.

Que forehand incrível.

Acho que o backhand do Alcaraz é melhor.

Ele deve conter-se mais agora,

mas adoro o drop shot dele.

O Nadal não faz isso.

Aí está o backhand.

O ambidestro tem essa variedade.

Têm os dois backhands incríveis

e estamos a ser picuinhas.

Mas, para mim, a velocidade dos pés é a única vantagem real

que o Alcaraz tem em relação ao Nadal.

A capacidade de tirar a bola do salto

do Alcaraz.

Uma vitória limpa.

Quinze igual.

Que surpresa, Nadal,

a dar-lhe vantagem no voleio.

Ele esforçou-se e faz grandes voleios.

O Alcaraz também está a sair-se muito bem.

Talvez venha a ser tão bom como o Rafa.

Mas o Rafa faz as melhores finalizações na rede há…

Ele e o Roger, basicamente.

Ali, o Nadal tentou apanhá-la cedo, mas calculou mal.

E a superfície do court?

O court interior parece ser mais lento.

Já jogaste muito nestes ambientes,

qual é a diferença em relação ao exterior?

A bola salta menos porque o court é artificial.

Não tem uma base de cimento, é em madeira, por isso, salta menos.

É pior para o Nadal.

Já se sabe que ele gosta de saltos altos com o forehand.

É mais fácil o Alcaraz

controlar o backhand contra o forehand do Nadal.

Trinta igual.

Não se vê um lugar vazio hoje.

Isto está cheio.

Estamos no início da tarde em Las Vegas.

Foi largo.

Quarenta-trinta.

Uma coisa é certa.

Já vimos muitos jogos de "preparação" de ténis

que não contam para o ranking,

mas é raro serem assim.

Está muito intenso

dos dois lados da rede. É incrível.

Quarenta igual.

O Alcaraz quer ser agressivo

na devolução da bola quando consegue.

Um grande começo para Nadal.

Tudo o que seja no meio do court,

com aquele forehand, acabou.

Nadal.

Game point.

Nadal, que pancada!

Que serviço e voleio de…

… Rafael Nadal.

Era mesmo isto que ele queria

logo no início do jogo.

Jim, falaste do "sem olhar".

Já tivemos dois nos primeiros três jogos.

Que loucura!

Perfeitamente cronometrado e lançado.

Em direção ao céu e uma beleza.

Agora na Netflix.

Mary Jo Fernández com Juan Carlos Ferrero,

o treinador do Alcaraz.

MJ.

Obrigada, Patrick. Juan Carlos, é um prazer.

O antigo número um do mundo, ganhou o Roland Garros.

Isto começa cedo para o Carlos.

E o tornozelo?

O que procura em termos de movimento?

Sim, o tornozelo. Ele recuperou o mais depressa que pôde.

Foi complicado para nós,

mas ele ainda é muito novo

e recupera muito bem de lesões como esta.

O objetivo é que não lhe doa muito

e que tente jogar dentro do normal.

Ele quer mexer-se…

… com um pouco de…

… cuidado.

Mas é um bom treino, jogar contra o Rafa é sempre bom.

É bom para ele aprender com ele.

Tentar fazer um bom jogo

para depois continuar no Indian Wells.

Viu algo especial no Carlos quando ele era novo.

Como é treinar alguém com tantos pontos fortes,

com tantas armas?

No início, foi difícil porque todas estas armas,

temos de organizar tudo.

Porque no início,

não percebemos quando temos de bater a bola

ou onde temos de estar em campo,

ou quando devemos bater.

Às vezes é difícil aplicar tudo ao mesmo tempo.

Mas quando, no final, temos as armas, é absolutamente inacreditável.

Tem sido uma honra

treinar alguém com este tipo de características.

Estou muito contente com isso.

Continuação de sucesso.

Muito obrigado.

Patrick.

Obrigado, Mary Jo.

Não só vencedor do Open de França, Ferrero,

e também finalista do US Open,

perdendo para Andy Roddick.

E Nadal agora a vencer por 3-0.

A usar algumas vezes aquele forehand.

Tenta marcar pontos depressa.

Vê se consegue temporizar o grande forehand.

Tem sido um recurso do jogo dele nos últimos cinco ou seis anos.

Desde que Carlos Moyá, outro número um,

chegou e começou a treinar Rafa

ele tem estado mais agressivo e tem sido um esforço concertado

para lhe permitir jogar menos à defesa, o que é mais desgastante para o corpo.

Falha o serviço.

É tão extremoso, Nadal,

à medida que envelhece, ainda tem velocidade nas pancadas.

O serviço tornou-se mais rápido e mais agressivo,

o forehand mais agressivo.

Quando joga,

recebe a bola mais cedo na linha de fundo nos últimos tempos,

nos últimos cinco, seis anos,

com todo o esforço concertado para ainda jogar na idade dele.

Tem tido azar com muitas lesões, mas ainda é fenomenal

que ainda continue.

Tem hipótese de vencer o 15.º Roland Garros

se se mantiver saudável o resto da temporada.

No decurso da sua lendária carreira,

Nadal perdeu muitas oportunidades nos majors devido a lesões.

Ainda mais do que os seus maiores rivais, Federer

e Djokovic, conseguiram

afastar-se de lesões graves.

Apesar da lesão no joelho,

que acabou por forçar Federer a retirar-se.

Game, Alcaraz.

Alcaraz vence o primeiro jogo.

Quando o vimos a entrar em cena, quando era adolescente,

conseguia-se ver logo,

que era feito para os grandes palcos, certo?

Nada maior do que Wimbledon do ano passado.

Só com meia dúzia de jogos em relva, na vida,

ao entrar no passado

Campeonato de Wimbledon.

E vencer Djokovic num épico jogo de cinco sets.

É feito para o grande palco, tem o jogo completo

que o pessoal em estúdio falava com a Kay.

O que ainda não tem, mas está a ganhar, é experiência.

Vimos agora mesmo.

Após o último jogo, ele trocou de raquete.

Estamos a jogar a uns 600 metros de altitude.

Deve ter escolhido umas cordas mais apertadas

para ter mais controlo da bola.

Normalmente, mudam de cordas

quando há bolas novas, após sete jogos.

Após quatro jogos, para mim,

mais uma vez, é apenas Alcaraz a aprender.

Nadal já não tem de fazer isso.

Isso também não o preocupa.

Nadal nunca troca a tensão das cordas, seja como for.

- É incrível. - Sim.

Vinte e cinco quilos, ponto.

Seja como for.

- Quer esteja calor ou frio. - Na Lua.

- Sempre 25 quilos. - Muito bem.

É o único jogador, que me lembre, que faz isso.

Mais uma vez, o grande forehand.

Para quem não conhece o efeito da tensão das cordas,

quanto mais apertadas são, maior controlo se tem,

mais velocidade é preciso imprimir à pancada

para fazer o que Nadal fez.

Quanto mais soltas as cordas, mais a bola ressalta delas.

Quanto mais força, mais difícil é de controlar.

Por isso, ao contrário dos seus pares,

ele consegue recalibrar a sua pancada,

quando a maioria dos jogadores bate igual e recalibra as cordas

para diferentes condições.

Trinta igual.

Este campo dá uma ajudinha ao Nadal.

Quarenta-trinta.

Game point para o 4 a 1.

Quatro jogos a um para Nadal neste primeiro set.

Aqui no nosso direto do The Netflix Slam.

Estamos em Las Vegas.

É a primeira vez de Nadal nesta cidade.

Vamos ter com a Kay, que está com uns convidados especiais.

Kay.

Cá estou eu, há celebridades, este é um evento repleto de estrelas

no meio da avenida, Michael Douglas

e Catherine Zeta-Jones estão presentes.

Vejo a Lindsey Vonn, está a Charlize Theron mesmo atrás de mim.

Já os vimos em Wimbledon e em Opens dos EUA.

Como é o primeiro Netflix Slam comparado?

Começámos agora. O primeiro set está ótimo.

Estamos felizes por vir.

Dá outra graça a visitar Las Vegas.

Estamos ótimos.

Eu e a Catherine temos uma casa em Maiorca, em Espanha.

Por isso, torcemos pelo Rafa.

Somos parciais pelo Rafa.

Mas adoramos os dois espanhóis.

- O que posso dizer? - Bom ver espanhóis.

Como é voltar a vê-lo aqui e a dominar?

Estar aqui sentada, para mim… De todos os jogos de ténis,

já dei a volta ao mundo, nunca tive lugares assim

e ver a força e a experiência

e os detalhes pequenos e precisos,

é incrível.

É fantástico.

Michael, porque não apela?

Muita conversa sobre a reforma do Rafa.

É um grande fã.

Quer dizer-lhe para nunca se retirar?

Ele é tão bom.

É tão bom ver uma coisa assim num major.

Ele passa oito ou nove rondas e vemos quão forte e quão bom ele é.

Veremos quem vence o The Netflix Slam. Passo para vós.

Certo, Kay. Obrigado. Obrigado, Michael e Catherine.

Certamente duas pessoas que sabem um pouco sobre detalhes nas suas grandes carreiras.

Mencionar Maiorca, de onde é Rafa.

Tem lá a Academia de Ténis Rafael Nadal

que abriu há alguns anos,

e que lhe leva algum tempo quando volta a casa.

Meteu água!

Primeira vez que vemos o drop shot de Alcaraz. Foi bom.

Rafa chega à bola, acerta-lhe o suficiente para a deixar um pouco esquisita.

Ainda bastante possível para alguém com a capacidade de Carlos.

Ele não acredita que falhou. Nem Rafa.

De volta ao quinze igual.

Trinta-quinze.

A alternar a posição de devolução, Nadal chegou tarde a essa, Patrick.

A devolução de Nadal ficou cada vez mais profunda

ao longo dos anos, na verdade, forçou os circuitos

a alterar as dimensões do campo, agora é legal.

- Sim. - Agora têm de ser mais compridos.

Quarenta-quinze.

Então os campos ficaram maiores em resultado de Nadal expandir

o que usa nos campos e outros jogadores, como Medvedev,

a seguirem o exemplo dele.

É um grande serviço.

Na muche para Alcaraz com um poder confortável a 217 km/h.

217 KM/H

Quatro a dois.

Recebo informação de que Alcaraz, quando mandou a raquete

para ser encordoada, pediu para ser um quilo mais tensa de 25

nas principais, 23 nas horizontais para 26 e 24.

É mais um quilo e pouco mais alto.

- Isso deve dar-lhe mais controlo. - Sim, é isso.

Acertaste em cheio.

À procura de uma…

… tensão algo mais firme para poder controlar

o grande poder de fogo que tem de ambas as alas.

Vemos Nadal a tentar terminar os pontos mais depressa

quando pode, misturando serviço e voleio.

Primeiro serviço.

Nadal, quando apareceu em cena,

parecia assim, fisicamente, certo?

Era musculado em tenra idade.

A família dele é uma família de atletas,

o tio é um famoso futebolista em Espanha.

Tem boa genética no que toca ao músculo,

por isso, não teve de ganhar muito peso.

Lindo, mais pressão.

De início, surgiu com os calções de pirata.

A camisola caveada. Este tipo tem 17, 18 anos.

Este tipo é musculado.

Quando o Andre surgiu com o seu…

Sim, é verdade.

… vestuário e o seu jogo monstruoso.

Alcaraz demorou até ter cerca de 19 anos,

dois anos mais, para ficar forte.

Mas segundo Juan Carlos Ferrero,

no início de 2022 ou assim, ele basicamente

estava onde devia fisicamente

do ponto de vista do peso e da musculatura.

Trinta-quinze.

Alcaraz tem todas as hipóteses.

Tem o corpo suficientemente grande.

Em boa forma.

É essa a educação de Alcaraz. Os níveis de experiência.

Acho que o Andre o disse bem

sobre a capacidade de ele reconhecer que pancadas precisa em certas alturas

só para vencer o adversário.

Isso é ténis. Tens de vencer um tipo nesse dia.

Quarenta-quinze.

Às vezes, penso que Alcaraz se consegue meter em problemas.

Sabes, ele tem tanto…

… que pode usar.

Interessante porque a tradição espanhola

de jogadores de ténis, em especial masculinos,

como ouvimos um pouco de Ferrero,

serem muito organizados, muito previsíveis.

De certa forma, Nadal mudou um pouco esse guião,

com toda a sua agressividade do forehand,

conhecidos por serem jogadores muito inteligentes e estratégicos.

Nadal é um jogador agressivo,

mas também tem percentagem muito alta no seu ténis.

Não faz muitas pancadas muito arriscadas.

Alcaraz está sempre a arriscar.

Anda na corda bamba.

É o que o torna tão empolgante de ver,

mas também, como dizes, torna-o um pouco mais volátil

nos resultados.

Aqui uma oportunidade para Alcaraz, com deuce e segundo serviço.

Nadal tem tido dificuldade no segundo.

Sim!

Não pode deixar a bola perdida

no meio do campo para o forehand deste homem.

Vantagem.

Nadal.

Mesmo dentro da linha.

Sim, a pancada revolucionária, forehand enlaçado.

Game, Nadal.

Nadal esteve em apuros neste jogo, mas conseguiu safar-se.

Agora, está a um jogo de vencer este set de abertura

no The Netflix Slam.

A Mary Jo vai conversar um pouco com Rafa.

Mary Jo, força.

Rafa, um começo muito bom.

Para já, boa temporização das bolas, aposta nos forehands.

- Como te sentes até agora? - Muito melhor do que esperava.

Sinceramente, não, bom início.

A desfrutar de um público fantástico.

A jogar contra um grande campeão como o Carlos e um bom colega.

Torna as coisas mais fáceis para mim…

NÃO JOGA DESDE 5 DE JANEIRO LESÃO NA ANCA

… mais do que esperava

em termos de sensações e de tentar desfrutar do momento.

Vejamos se serei capaz de aguentar o nível.

O teu maior fã está sentado atrás do campo, o Rafa Jr.

O que significa jogares em frente ao teu filho?

Está com a tua esposa, a Maria.

Bem, é ótimo. O que vem de lá

acho que é uma grande inspiração.

Não importa se ele não percebe.

- Também se está a portar bem. - Para já, acho eu.

Não sei se irá embora em breve

porque não está habituado a estar confortável muito tempo,

ele gosta de se mexer.

É ótimo ter-te aqui. Muita sorte para o resto.

- Obrigado. - Patrick.

Que surpresa, ele gosta de se mexer.

Conheço alguém… A quem sairá ele.

- Fantástico. - Este homem nunca para.

Bem, tem razão. Começou bem

e, mais uma vez, ele questiona-se.

É parte da sua grandeza e como se impele

e tem de o provar a si mesmo

todos os dias em campo e está a fazer um ótimo trabalho para já.

A um jogo de distância.

Mas Alcaraz a servir só com um break abaixo neste momento.

Por isso, de forma alguma está terminado.

E aí vêm as bolas novas, as coisas vão acelerar

um pouco para Alcaraz no serviço.

#TheNetflixSlam,

se quiser conversar nas redes sociais.

Um agradecimento a quem nos vê em todo o mundo.

Algo me diz que

As subscrições da Netflix devem aumentar em Espanha, pois lá é horário nobre.

Também temos os colegas espanhóis…

… a transmitir para todo o mundo na língua deles.

Sim, esta também é boa.

Quinze igual.

Tanto poder de fogo na ala direita destes dois jogadores.

Poder fácil também para Alcaraz.

Não é um atleta alto comparado com os seus pares.

No ténis masculino hoje em dia, apenas 1,82 metros

coloca-o abaixo da média.

Mas a velocidade de pés e o aspeto do braço solto são mágicos.

Quinze-trinta.

- Dave Grohl aqui. - Sim.

Um grande serviço.

Outro acima dos 210, nos 215 quilómetros por hora.

Vimo-lo jogar há dois anos, quando tinha 18.

Foi quando jogou com Nadal em piso duro em Indian Wells.

Não há défice de força para esse jovem.

Foi quando se começou a pensar

que talvez fosse este o tipo

a ser o próximo Nadal quanto a vencer um Slam ainda jovem.

E faria isso nesse ano. Aos 10 anos no US Open.

Quarenta-trinta.

Algumas pessoas têm a ideia errada

de que a força é o problema nos jovens. Não é isso, na verdade,

é controlá-la e saber quando usá-la.

É um grande serviço. Esse com uma esquerda.

Um par de ases do jogador de 20 anos.

E o de 37 anos…

… serve para o set de abertura na Arena Michelob Ultra

dentro do Mandalay Bay.

Completamente cheia.

RAFAEL NADAL SERVE PARA VENCER O SET

Zero-quinze.

Nadal faz tudo ao seu alcance para controlar estes pontos

e não ter de ir defender para os cantos.

Falha aquele forehand ligeiramente.

Serviu bem.

Entende-se porque queria manter o jogo curto.

O jogo em que se lesionou, na Austrália,

foi de quase quatro horas num jogo de três sets

contra o australiano Jordan Thompson

e pareceu sobrecarregar o corpo dele.

Trinta-quinze.

Alcaraz tenta bater nela cedo, mas vai com muita força.

Quarenta-quinze.

Agora, ponto de set para Nadal.

2 PONTOS DE SET

Essa rasou a linha e Rafael Nadal com…

… o famoso levantar do punho vence o primeiro set

em 38 minutos.

Seis jogos a três

e é mesmo bom ter estas duas lendas aqui

em Las Vegas.

E, claro, uma lenda fez-lhes a visita.

O incomparável Andre Agassi

a levar Nadal e Alcaraz

na primeira visita deles a Las Vegas.

Quando cheguei ontem,

estava a atravessar o aeroporto e víamos a jogar,

como no casino.

- Sim. As máquinas de slot. - Sim.

- Nas mercearias também. - Sim.

Vais comprar ovos e jogas um pouco.

Sim. Foi uma loucura.

Comparo sempre o ténis a uma cidade.

Se acreditas, se sonhas, tu consegues.

Chamo-lhe o espírito "poder-fazer". Como tu em campo.

Sim.

O Bellagio. Estas são as fontes.

As fontes dançam e há música.

A tua vida mudou rapidamente com o sucesso.

Tem sido um ajuste difícil?

Foi um pouco diferente.

Há alguma pressão.

Queremos ter bons resultados em todos os torneios.

Essa parte foi mais difícil.

Sabedoria é algo que desejávamos ter tido

quando tínhamos o teu corpo, é como…

É importante absorver o que se pode de homens como o Rafa.

Aprendo muito com ele.

Jogar em demonstrações ajuda o desporto a crescer.

Para crianças e as próximas gerações,

é uma inspiração para eles.

Ter o ténis aqui, especialmente com estes dois homens.

Que presente para Vegas!

Rafa, Carlos, adoramos-vos.

É bom ter o homem connosco na cabine.

Andre Agassi, foi bom ver-te a passear com eles.

Tem sido a tua casa durante anos

e é divertido ver estas duas lendas. Ter-te aqui, ter o Andy.

- Que boa onda! - É muito divertido.

Apenas estar com eles

e poder fazer-lhes perguntas.

É algo que me interessa.

Sentir o seu espírito

e a forma como pensam e operam.

E entendemos como são tão bons no que fazem.

Não tomam nada como garantido no seu treino e preparação.

Estava preocupado com o tornozelo, mas ele encara-o…

E é ótimo vê-lo aqui hoje.

- Eles vieram para jogar. - A sério.

A sério.

Vieram para jogar.

Andre, instala-te.

Adoro ter-te aqui para o segundo set…

E Alcaraz começa com o seu serviço.

Os jogadores estão prontos.

É tão bom ver o Rafa tão confiante nos pés

e o seu forehand cedo.

É um bom sinal

para o que pode vir aí

no resto da temporada em piso duro.

Fora.

Desculpa, Jim. Falámos com o Andre sobre mudança geracional?

Ambos fizeram parte de algumas das mudanças.

Estavam lá.

Andre, a primeira vez que jogaste com o Nadal

foi na final no Canadá,

que é um torneio que foi teu durante anos

e jogaste contra ele em piso duro.

O que reparaste logo nele

assim que entraste no campo?

É uma boa pergunta.

Reparei que a geometria do campo de ténis

muda quando jogas contra ele.

O campo de ténis tem certos espaços

e pensas "O tamanho do campo não muda",

mas quando alguém põe a bola com tanta ação por todo o lado

e em sítios diferentes

de posições defensivas e ofensivas,

percebemos que o campo é bem maior do que era antes.

Vivia a enterrar o meu revés em cruz

para um canhoto e assumir o campo.

- Que grande! - Boa!

Adorava dominar o campo,

mas o que importa isso contra homens assim,

que põem a bola tão em cima e em baixo.

É fácil dizer de fora

"Avança no campo e toma-a."

Mas dedicamo-nos tanto à posição

que vemos que é uma posição indefesa.

As minhas regras do ténis não se aplicavam a ele.

Fora.

Fora.

A altitude está a afetá-lo.

Sim, acho que está a ir mais alto

para conseguir mais da bola.

Reparei nisso. Diz-nos quão bem o Rafa o conhece,

nunca ter de o fazer.

Alguém que é dotado em muitas formas…

ter a sensação e nuance no seu movimento,

mas ter a disciplina para confiar e continuá-lo

durante estes anos.

Parece que o Rafa viu isso algumas vezes.

Muito fácil.

Até está a sorrir.

E ele está: "Não…

… isso não está aberto hoje."

É uma das coisas que adoro

talvez o que adoro mais no Alcaraz

é quando o vemos jogar um ponto interessante,

um grande ponto até, e ele perde-o e sorri.

Podes fazer isso e dominar o jogo do ténis?

- Eis a questão. - Temos de descobrir.

Dá-nos 15 anos e saberemos.

Ele consegue fazer cerca de quatro coisas no campo

melhor que qualquer um.

E quando pensamos,

é como ser o melhor driver, atingindo tudo,

muitos greens

e acertar no mínimo de putts.

É… importante.

Game, Alcaraz.

…a dominar para abrir o segundo set.

O que acham do primeiro set?

Andre, falaste do que procuravas

e o que gostaste no que viste do Rafa?

O que se quer ver do Rafa

é que está a dominar o ponto no meio do campo.

Se os pés se movem assim,

significa abrir o campo com qualquer um.

E o melhor é o forehand acima da linha.

Quando ele…

Isto chama-se ser bom.

Quando faz o forehand acima da linha,

é demasiado campo para se defender isso.

Por isso…

Se está a sentir a jogada, é isso que o faz imparável

porque aumenta a percentagem de cruzamento

que enterra as pessoas.

E o gancho dele é mais que um gancho.

Sim, é uma margem alta.

É uma margem alta de golpe.

Realmente incrível.

Acho que a maior ameaça foi…

Problemático quando vemos o segundo ponto de serviço de Alcaraz.

- Ele só está a correr… - 0-15.

Em 38 %.

Isso causou-lhe problemas.

O Nadal vai conseguir a vantagem.

Equiparável de resto.

Andre, queria falar contigo sobre tecnologia

porque com o Patrick, somos duma geração

que jogou durante uma era de mudança.

Jogámos mais tempo

quando surgiram as novas cordas

que o Nadal tem usado e que todos usavam.

E mudas muito tarde,

qual foi a mudança de cordas normais para as copoly?

A maior diferença das cordas é que

és recompensado por grandes lances.

Quando vim em digressão,

era um dos poucos a cortar nas pontas

e a poder controlar isso.

Seria considerado um risco fazer isso,

mas estas cordas de poliéster dão mais controlo

quanto mais se é agressivo.

Vejam os lances e a forma…

Então, mudar para ter confiança para ser mais agressivo,

teve de mudar um pouco a trajetória do serviço.

Mas a agressão dava mais

e a convicção nos lances dava mais.

Tornou o campo maior, o ataque teve mais jogadas de alta percentagem…

Prolongou a minha carreira uns anos,

mas o meu jogo não estava a crescer com isso.

Estes jogadores têm lances que jogam essa dinâmica

e que o torna mais exponencial.

Pode ser um movimento no jogo.

- Break point triplo. - Segundo serviço.

Quinze…

Digo-vos uma coisa, adoro o jogo do Alcaraz em movimento.

Quando está em voo, a dinâmica

e a sua capacidade de usar a geometria a seu favor

com o ritmo que dá.

Preocupo-me com ele quando está estático,

quando os pés não têm de se mexer muito,

às vezes, não sabe direcionar essa energia

e acomoda-se muito cedo

ou com menos convicção nos ataques

quando pode estar em controlo.

Game, Alcaraz.

Falta dupla dá o break a Alcaraz.

Falámos sobre a era moderna do ténis,

no lado dos homens.

Ivan Lendl foi o primeiro na era dos open

que fez aquele grande serviço mais um.

Serviço de 4.

Jim, pegaste nisso e levaste-o

talvez até outro nível. Depois,

Andre, podias fazê-lo em ambas as alas.

O Andy Roddick tinha o grande forehand

Como fizeram estes homens avançar o jogo

com aquele forehand?

O Rafa apareceu em cena

e redefiniu as dimensões do campo de ténis,

como mencionei.

A sua capacidade de expandir o campo

de qualquer posição.

Não o podemos jogar para o centro,

porque vai expandir o campo.

Nem para os lados por causa do seu movimento

e damos-lhe mais ângulos

para nos deixar abertos.

A sua capacidade de pôr tanto peso na bola

que vai passar acima dos ombros

e depois pôr-se acima dessa bola

e ir pelo campo.

É honestamente

injusto, às vezes.

E o que evoluiu no seu jogo?

Jogaste contra ele muito cedo num jogo no Canadá.

Tinha muitas qualidades, mas também melhorou muito.

Sem dúvida.

Acho que viste que, para ele ganhar Wimbledon,

teve de ajustar a posição para servir

sabendo onde correr mais risco.

E o que adorava no Rafa

e o que trouxe ao jogo

é que é um daqueles tipos que nunca sentiu a necessidade

de jogar um jogo melhor do que tem para ganhar o jogo.

Ou jogar um ponto melhor do que tem de jogar

para ganhar o ponto.

E se analisarmos ao lance,

ele nunca joga um lance que é desnecessário

se outro lance está disponível.

Ele estava confortável em jogar em si mesmo

e desenvolver o jogo ao encontrar-te e levá-lo para outro nível.

Vemos o Alcaraz em contraste.

É como se jogasse sempre em quarta

e depois, quando fica desconfortável,

baixa para a segunda.

E pensas:

"A tua terceira é mais forte que a dos adversários

podias ficar nessa."

Mas também tem 20 anos e aprendeu…

Aprendeu a controlá-lo.

A agressão controlada do Rafa é incomparável, na minha opinião.

Conto essa história, Andre,

aos miúdos na academia em Nova Iorque.

Sobre começar uma partida, é tua.

E, às vezes, pode começar-se em segunda, certo?

Terceira…

Mas quando jogaste contra o Pete Sampras na final do Open dos EUA,

que mudança usaste quando começaste esse?

O Pete, não importa como eu jogasse,

ele tirava-te a raquete da mão.

E era tão bom a não te dar o teu ritmo

que era difícil saber em que mudança ias estar,

mas sabíamos.

Tivemos batalhas

que nos levaram à quinta mudança.

Muitas vezes.

Sim.

Game point para o Alcaraz e…

Ele começou o segundo set muito bem.

Estas bolas saíram do court?

São nessas que sinto que corre o risco

de jogar a mais ou a menos.

Faz o primeiro forehand

e manda-a para a parte grossa do campo

e não faz progressos

quando podia dominá-lo,

que é um lance de alta percentagem.

Jim, ter-te-ias batido se…

… não fizesses esses lances. - Para o canto.

- E o… - No bueno, Andre.

Mas no próximo forehand, fica com o centro,

vai em segunda e tenta atravessar o campo

e falha.

É isso que, ao longo do tempo…

Já percebeu o seu serviço.

Andre, é ótimo ter-te connosco no grupo.

Mas acho que sentem a tua falta no estúdio.

Vamos falar com eles, sim?

Sentimos mesmo. Obrigada, Patrick.

Obrigada, Jim e Andre. Estou com o Prakash e o Andy.

O primeiro set foi fácil.

O Rafa voltou. Está incrível.

"Que lesões?" É o que penso.

Depois, começa o segundo. Vou dizer olá ao Jordan Love.

Volto e o Carlos fez ajustes.

- O que dizes? - Culpo-vos

pelo Rafa… - Sim.

- …falhar no segundo. - Sim.

Mas o que se destacou para o Rafa estar bem

é que no primeiro set conseguiu as devoluções de serviço.

Foi melhor do que no segundo serviço.

Talvez o Carlos se aperceba de algo na devolução,

mas os movimentos do Rafa,

aquele círculo em que apanha a bola

e os forehands no meio

parecem muito bem e é indicativo de fazer as repetições.

É o que se faz quando se tem muito ritmo,

quando se tem muitos jogos.

Sinto-me encorajado pelos pés do Rafa.

É bonito que com dois jogadores deste calibre

se vejam os mais pequenos ajustes.

De repente, o Carlos parece mais firme.

Erros não forçados diminuíram.

Está a mudar para a esquerda,

para encontrar mais forehands, a ditar

e a executar um pouco mais.

De repente, talvez ganhe o segundo set,

por isso, quero ver os ajustes que o Rafa faz.

Patrick, de volta a ti.

Certo, muito obrigado.

A cobrir tudo, como sempre.

Tempo.

O Nadal vai servir.

0-3 no segundo set.

Adorava ter visto o Nadal, ao longo dos anos,

para minha curiosidade,

a ter deixado voar a sua backhand.

Acredito mesmo que falaríamos

de um dos melhores backhands de sempre.

Mas em vez disso, consegue fazer tanto com o forehand.

Consegue fazer tanto a controlar o ponto com percentagem.

Está sempre a decidir,

porquê fazer algo se não tens de o fazer?

E como resultado, está na fase mais tardia da carreira

e acho que o podia ajudar muito

se libertasse o monstro do backhand,

porque quando o intensifica

não há bola que não acerte.

É uma ala impressionante.

É um indicativo da confiança dele.

Quando se sente confiante,

o backhand é plano, duro, profundo,

e quando não o sente, é hesitante, curto e vulnerável.

Também se pode dizer isso do forehand, não é?

Tem a tendência

para deixar a bola curta em ambas as alas

se não se sente confiante.

Mas libertá-la durante uns jogos…

E é o que faz no aquecimento.

Deixa as bolas voar para ter a certeza,

porque sabe que, na hora, vai ter de a conter.

Mas ele sentir a energia de libertar o movimento é deprimente…

Desmoraliza o adversário.

A diferença entre o treino do Nadal, velocidade média da bola

e na altura, o Federer.

- Certo. - O Federer mal a batia no treino.

Dava-lhe toques e vinha para o campo

e era nuclear quando precisava.

É esse o lance punitivo.

Digo sempre e enquanto posso.

Vai ver um treino do Nadal, quer seja em Indiana Wells

ou Miami ou o que seja,

não vão acreditar como ele bate sempre com força,

com mais força do que num jogo

e acredito que é porque, quando entra num jogo,

parece ser tão seguro,

apesar de ser tão agressivo comparado com outros jogadores.

Mesmo. Ele treinou ao meu lado uma vez

quando estávamos nos Campeonatos Mundiais…

E ouvi tiros a serem disparados.

E eu disse: "Quem é?

Só estávamos aqui oito. Não pode ser…"

E olhei e era ele.

A primeira vez que o vi a treinar

e fez-me querer voltar para o hotel.

É interessante…

Estás a dizer que gostavas de ver o Nadal mais agressivo

e o Alcaraz gostavas de ver

talvez menos agressivo às vezes.

Bem, para mim, o Nadal neste ponto,

estou a assumir.

Esperemos que aguente

e que possa continuar assim.

Sabe fazê-lo melhor do que qualquer um no mundo, mas…

Quero dizer… E quão boas são as mãos dele?

Se ele conseguir fazê-lo tantas vezes como o Federer,

pode dizer-se que tem as melhores mãos do circuito, certo?

Só vem sob os seus termos, mas não me lembro.

Não falha uma bola desde 2009.

Tens razão. Mas agora,

as coisas começam a… Talvez falhe algo

ou estejas preocupado… E queres ser mais ofensivo

em vez de pressionado.

Se tiver motivo, pode ser mais agressivo.

É lindo.

Não teve problema em ser agressivo na ala.

Sim.

Deixas uma bola solta e perdida,

e ele trata-a como merece.

Ele tem o filho atrás dele.

Falou com ele, com a família.

- É bom para ele. - Foi fofo.

Devia querer jogar o suficiente

para o filho o ver. - Sim.

É uma coisa especial.

Quero dizer…

Quero dizer…

Aquilo…

Aquilo dá-me arrepios, sabes? É…

Ele alinhou-a e acertou-lhe.

E o assustador é que o pode fazer repetidamente.

É o que chamamos dominar e ganhar.

O Alcaraz fez três forehands consecutivos

num único court.

E nenhum teve a intensidade deste ponto.

E um foi mais ao limite no extremo, é…

Vai perceber isso. Tem 20 anos

e vai ser lindo quando o fizer.

Só espero…

Espero que seja cedo e frequente.

Tens razão.

Para o Alcaraz, é isso que fica para ele.

Ele aprendeu muito sobre o seu corpo no passado ano e meio,

a lidar com calor extremo e cãibras,

a lidar com jogos longos e como gerir o seu corpo.

Mas concordamos

que ainda não sabe gerir o seu jogo

nem entende estratégia completamente.

O talento não precisa de um livro de regras.

Ou de direções.

- Mas também… - Adoras ver.

Mas lembremos que o Federer

não era tão bem-sucedido como ele é aos 20 anos.

Demorou a perceber o que fazer com o talento enorme dele.

Tens razão. O Fed sondava sempre

e tentava formas de ser melhor e…

É isso que os grandes fazem.

Quando vejo a capacidade do Alcaraz de ganhar vantagem,

vai ter dificuldade em se conter

e não ter de fazer mais do que precisa

contra a maioria dos seus adversários.

Mas digo-te que todos os grandes descobrem

em que consiste o seu jogo

e contam com o seu maior momento.

E ainda questiono se…

… o Carlos percebeu com o que vai contar

para criar aquela pressão consistente para o seu adversário

que lhe dá a maior hipótese de obter algo.

Ele pode fazer voleio,

pode acertar na primeira bola, pode abrandar, voar.

E pode fazer tudo isso, o que é…

É um grande jogo.

Que devolução de bola!

Agora o público está a adorar.

Um serviço de 180 quilómetros por hora voltou com a mesma velocidade,

o Alcaraz ainda insistiu e quase a fez passar.

Quarenta igual.

Um lindo toque leve.

E que tal apreciação minha pelo jovem?

Se conseguires um grande plano do Alcaraz durante um jogo,

não sabes se ganha ou perde.

Se perdeu ou ganhou o ponto.

É como se se estivesse a divertir.

Parece que anda de patins a chegar à rede tão rápido.

Ele flutua até lá.

E deu aquele serviço com a raquete rápida em movimento

antes de deixar a raquete.

Tem de se castigar.

Foi fácil ali para o Alcaraz.

Safou-se um pouco de sarilhos naquele jogo.

E parece que se pode decidir agora.

6-3 para o Nadal, 4-1 para o Alcaraz no segundo set.

Vamos voltar à Kay.

Ela tem convidados especiais.

Kay?

Encontrei os Rams.

Matthew Stafford, campeão da Super Bowl.

O Sean McVay acabado de chegar.

Já nos dá o relatório.

Puka Nacua, acho que o Cooper Kupp está algures.

Matthew, soube que organizou a viagem.

Porque é importante?

E a sua linda mulher, Kelly.

Estou feliz por estar aqui.

É uma viagem ótima. É muito fixe ver isto…

Ver ténis tão perto é muito bom.

Soube que é um grande fã de ténis. Sou nova nisto.

Muitos dos que estão a ver agora na Netflix também.

E o seu amor pelo jogo?

A Kelly apresentou-mo.

Começou a jogar e ia jogar com ela

e ver a apreciação destes homens…

Apreciar este talento é muito fixe.

Matthew, torce por quem?

Não vou… Não sei…

Como um tipo velho, estou do lado do Rafa, sabe?

- Duro, físico. - Um tipo velho.

- Temos de nos unir. - Unir-se.

Então, é equipa Rafa aqui.

Vou andando. Obrigada, Matthew.

Puka Nacua, onde está?

Eu vi… Olá, Sean. Como está?

Qual é o relatório sobre eles?

São dois atletas incríveis.

Disse que temos de usar isto para cross training.

A coordenação,

é incrível ver estes homens de perto.

Olá, Veronica. Como está? É tão divertido aqui.

Estou bem. Como está?

Está a divertir-se? Os lugares são incríveis.

É tão impressionante.

Adorei ver-vos. Puka, vi-o…

Como assim?

Vamos… Tem medo de falar,

mas vi-o num jogo entre Galaxy e Miami com…

Ao lado do Novak Djokovic

e a fila de pessoas para o ver.

Como é ser o homem mais famoso da NFL?

Estou ao lado do Cooper Kupp, por isso, não acredito.

O Cooper Kupp está aqui. Vamos voltar a vocês.

Muito bem. Obrigado, Kay.

Percebem de ténis,

não se querem meter no que se passa ali,

respeitam o que estão a ver. É ótimo tê-los aqui.

Um pouco mais de uma hora de jogo.

Se for para um set decisivo,

vai haver um desempate de dez pontos.

E claro, tornou-se a norma em sets finais de desempate em todos os grandes,

se chegar a empate a seis…

… há um desempate de dez pontos.

Tinha-o alinhado.

Alcaraz, 0-30.

O Andre a ir para a direita.

Alcaraz… É o tornozelo direito, o que lesionou no Rio.

… hesitante no movimento quando ia para lá.

Sim. Consegue perceber-se

que não quer colocar pressão indevida.

O campo está arenoso também

e com as tábuas por baixo,

não quer ser apanhado.

O movimento dele está um pouco comprometido…

Mas devo dizer,

corta-se a velocidade dele

e torna-o mais decisivo.

Então, às vezes, pode ser favorável

se sabes que não vais pagar com os pés.

Sei que consultaste alguns jogadores.

Alcaraz consegue o seu triplo break point.

Se estivesses no campo a tentar educar o Alcaraz

para ser um jogador de percentagem,

que é o que parece, usarias vídeo?

Como educarias o Alcaraz?

Sim, veria jogos e…

Perguntava-lhe muito sobre o que estava a pensar.

Mas dar-lhe-ia muito respeito.

E dar-lhe-ia muito respeito pelo que consegue fazer…

Não é fácil

perceber isso aos 20 anos, mas ele vai fazê-lo.

É um jogador explosivo e fantástico

que tem todas as oportunidades, então, vamos dar-lhe tempo.

Usaria uma derrota recente como lição.

Imagino que o façam.

Perdeu contra o Zverev nos quartos na Austrália

e no fim do jogo não atacou a fraqueza do Zverev,

O forehand. Só fazia backhands,

com que o Zverev lida de olhos fechados.

Não o forçou a fazer a jogada difícil.

São lições simples de…

E o Juan Carlos Ferrero, que é um ótimo treinador

e que o desenvolveu, vai influenciá-lo com o tempo,

mas também é divertido vê-lo jogar com tanto à-vontade.

É ótimo para o jogo.

É fácil de adorar e ver e o jogo está em boas mãos.

Mas estão a fazê-lo jogar pelo centro

um pouco mais

e não expande o campo do centro.

Corre o risco de ser demasiado passivo ou tentar ultrapassá-lo.

E um tipo como eu, é como jogar…

Queres trabalhar o forehand ao máximo

porque podes falhá-lo, certo?

Mas atinges os 85 %.

Havia a hipótese de a falhar.

Sim, com uma… grande.

Não contra mim, mas contra ti.

85 % que te enterra todo é difícil.

Nadal consegue repelir

três break points consecutivos.

Se houver consciência de Alcaraz,

o segundo serviço do Nadal, pode dar-lhe.

Mas agora, está entre os 90 e pouco e 90 e muito.

Devia estar ao fundo para a devolver?

Na linha de base?

Pude jogar com o Nadal duas vezes

e fiquei a respeitar o segundo serviço.

Pode parecer que está na linha de base,

mas vem-se a ti. Se não lhe acertas bem,

estás na linha de base e ele vai expandir daí.

Pessoalmente…

Não me importo que deixe a bola assentar

deixando cortar, mas forçando o ponto.

Corres algum risco na linha de base no segundo serviço.

Apesar de a velocidade não parecer grande

porque a bola treme

e se não fizeres contacto, o Nadal vai expor-te.

Quarenta igual.

É como uma knuckleball.

Se não acertas mesmo no meio,

não vai longe, certo?

É o que acontece.

Devolução do 2.º serviço descentrada

e a bola está ali.

E quando falamos sobre o Andre

e as emissões durante o ano,

os grandes a devolver, o teu nome surge sempre.

Considerei-te o melhor a devolver no ataque de sempre,

que conseguias ser agressivo.

Quem consideras o melhor a devolver que já viste

ou teu adversário?

Há muitas formas

de medir isso e, para mim, tem de ser uma devolução agressiva.

Quando vejo alguém como o Novak, ele domina

e controla na devolução.

Se, de repente, lhe dás um tornozelo ou uma perna partidos,

e tivesse de ser agressivo, podia fazê-lo.

Gosto da pessoa que consegue fazer tudo.

Outro break point para Alcaraz.

Recuou alguns passos nesta devolução.

Mais que alguns.

Isto deve dar-lhe a hipótese de acertar na bola

e depois seguir para a próxima.

É o processo de aprendizagem de um jovem de 20 anos. Adoro.

Falhou por muito.

Quarenta igual.

Algo que os jovens de 20 anos fazem

é ter boa perda de memória a curto prazo.

Esquecer a devolução e voltar.

Terceiro empate.

Vantagem para Nadal.

Nadal repele quatro breakpoints

para sobreviver ao segundo set.

É um ar raro no edifício.

Não há muitos a tocar todas as bases do ténis.

Andre, és um deles.

SLAM DE OURO

Não és o mais bem-sucedido na tua casa porque a Steffi…

Nadal e Serena, as únicas pessoas a ganhar todos os majors

bem como o ouro olímpico.

É um grupo especial.

Sim, com certeza.

E a minha mulher a fazê-lo no mesmo ano,

não pode ter sido fácil.

É engraçado… Queria fazer ao Rafael uma pergunta

que é, entre esses três, há 66 Slams, algo assim,

disse: "Se não existisse um de vocês, jogavam mesmo

30, 35 Slams cada um?" E admirei-me com a resposta.

Ele sentiu que os três os mantinham…

Ter três pessoas tão boas torna-os a todos responsáveis

o ano todo, mesmo em tempo de seca,

alturas em que têm dificuldades, lesões…

Por um lado, estava a dizer:

"Posso ter ganhado mais um, talvez, mas não teria sido tão bom."

E achei que foi uma forma muito respeitosa de ver as coisas.

Tem sido uma época mágica ver esta geração com o Alcaraz…

Desculpem, com o Nadal e o Federer,

e o Novak ainda muito bem.

Andy Murray, que foi muito considerado por muito tempo

E agora a geração que surge com o Alcaraz…

O campeão do Open da Austrália, Jannik Sinner, outro jovem.

Preocupamo-nos quando gerações vão

e novas gerações vêm.

E pessoas como o Alcaraz surgem

e muitos ficam aliviados. - Exato.

Está tudo bem.

Outra daquelas bolas em que…

… os pés ficaram estáticos. - Sim, é estática.

Corre o risco de não fazer jus

à qualidade que consegue produzir.

Vá lá.

Não é fácil de fazer.

Mas é divertido de ver.

E faz parecer que é divertido para ele jogar.

Sim.

Game point, para uma vantagem de 5-2.

Andre, foi bom ter-te na cabine. Precisam de ti no estúdio.

Eu e JC falamos muito sobre ténis.

Aprendemos algo quando falamos.

Aprendi com vocês.

Foi bom ter-te. Vamos à Mary Joe

que está com o Alcaraz.

MJ.

Obrigada, Patrick. Carlos.

Bom segundo set.

Teve o break, quase um segundo.

Que ajustes fez depois de o Rafa começar bem?

Acho que passei a ser mais agressivo.

Comecei a dar devoluções,

a tentar ler mais o jogo dele… e sim,

foi um bom segundo set para mim

e espero continuar neste nível.

E o seu sorriso, Carlos, é contagioso.

Quer ganhe ou perca um ponto,

parece desfrutá-lo.

Diverte-se tanto como parece?

Sim, na maioria do tempo.

Há alturas…

GANHOU DOIS DOS CINCO GRANDES

… em que tento sorrir no campo,

mas não significa que esteja a desfrutar tanto,

mas, agora, estou a desfrutar totalmente

deste momento.

Não jogo sempre em Las Vegas, tenho de aproveitar este momento

perante um público fantástico e obviamente a jogar

contra o meu ídolo.

Mas sim.

Tento sorrir em campo e é onde viram

o melhor ténis.

Adoramos vê-lo.

Boa sorte para tentar encerrar.

- Muito obrigado. - Patrick.

Muito bem, Mary Joe. Muito obrigado.

Alcaraz na liderança com 5-2.

Andre a voltar ao nosso estúdio com Kay, Prakash e Andy Roddick,

o último americano a vencer um major

e a ser o número um. Temos três deles

cá hoje, com Courier, Agassi e Roddick.

Espanha também teve alguns números um.

A família Nadal.

Sim.

Esposa, filho, irmã, pai, por perto,

com Nadal a servir para estender o segundo set com bolas novas.

Zero-quinze.

Debate-se com as duplas faltas.

O Nadal está aqui no segundo set?

Seis no total da partida.

É sempre fácil quando se treina

ao nível do mar, em Palm Springs, e chega a 600 m de altitude

para controlar a bola.

Não gira tanto, certo?

Tende a achatar.

É mais difícil a bola descer como queremos.

Quinze igual.

Falamos das diferenças e semelhanças nos jogadores

e todos quereriam

comparar o Nadal e o Alcaraz.

Os espanhóis, o seu espírito aguerrido e isso.

Mas a verdade é que há muitas diferenças

e eles mostram-nas um pouco aqui.

Ele conseguiu.

E o Nadal é outro numa longa fila

de jogadores espanhóis que arranjaram forma

de jogar a sua versão de ténis percentagem

tão bem como todos.

Ele é avesso a riscos,

o Nadal, o seu jogo.

É uma força dominante.

Mas com percentagem alta.

Ele é a casa. Ele é o casino.

Há muito que desafia os jogadores

a saírem da zona de conforto para o vencerem.

Alcaraz do outro lado da rede

é a grande baleia apostadora. Uma metáfora apropriada,

uma analogia a Las Vegas. - Gosto.

Ele quer correr riscos e ver o que acontece.

Quer incendiar o público com excitação.

O Nadal quer incendiar o público quando termina a partida,

aperta as mãos e depois celebra.

Para mim, são essas as diferenças.

Alcaraz é uma espécie de animador natural.

Nadal é mais competidor natural.

- Faz sentido? - Muito sentido.

Estes percebem de entretenimento.

Game, Nadal.

Nadal a controlar.

Federer tinha essa mistura.

Era o derradeiro competidor,

com Djokovic, mas também tinha aquele toque,

quando dominava os encontros, podia dar um espetáculo.

Mas não o víamos a dar espetáculo quando contava.

Não.

Acho que o que o Andre dizia,

que concordo totalmente, é que, eventualmente, o Alcaraz vai

ganhar cicatrizes por perder quando podia vencer

se jogasse um ténis mais inteligente com todas as suas capacidades.

Vale a pena desfrutar dele

nesta idade jovem e vibrante, onde é tudo excitação,

tudo risco, atrevimento, porque acho que, eventualmente,

vai deixar de jogar tão livre

e tornar-se um jogador melhor.

Sim. Queres ganhar mais? Ou entreter mais?

É o que digo, garantam que prestam atenção

a estes anos do Alcaraz, porque são momentos mágicos.

Mas há muita volatilidade e vai ser divertido de ver,

mas, eventualmente, aprenderá a reduzir o risco e será mais recompensado.

Senão, continuará emocionante.

Só não ganhará tanto como podia.

Zero-trinta.

Uma falha dessas deixaria o Andre Agassi louco.

Bola a meio do campo.

Não é preciso arriscar demasiado,

mas prova que Nadal…

um ponto rápido.

Zero-trinta, uma oportunidade de Rafa recuperar o serviço.

Break point para Nadal.

Zero-quarenta.

Salva um.

Quinze-quarenta.

Vinte e dois majors vencidos por este homem.

Dois para Alcaraz.

Foi uma decisão tardia.

Rafa vai ver.

Não tem a certeza.

Aceita. Segundo serviço.

Outra decisão tardia, mas outra falta.

Será que Alcaraz vai desafiar? Vai mesmo.

A bola é considerada fora.

Nadal vai para a cadeira, parece convencido de que foi fora.

Vamos ver em conjunto daqui a pouco, na repetição.

Aqui vem. E foi fora!

FORA

Um jogo tremido de Alcaraz.

E Nadal volta a servir. Está 5-4.

Uma das mensagens mais comuns que recebo em viagem, Jim…

Vais descobri-lo quando os teus filhos crescerem.

"Pai, qual é a senha da Netflix?"

Exato.

E eu digo "Podem guardar isto?"

Vejamos se o Nadal consegue salvar o set.

Voltou ao jogo, com o 4-5, tem de se aguentar, para o 5 igual.

Controlou-se no primeiro serviço.

Só 159 km/h e Alcaraz aproveitou.

Sim!

Um vencedor limpinho.

A velocidade do serviço do Nadal está a baixar.

Só 128 km/h no segundo serviço.

Alcaraz teve muito tempo para pensar no que queria fazer.

Sacou uma pérola e está a dois pontos do set, com o 0-30.

Quinze-trinta.

Incrível!

Estão de pé em Vegas!

Trinta-igual.

Meu Deus!

Foi o seu serviço mais rápido neste jogo.

Que tiro para chegar ao 30-30, de Rafa.

Sim! Preparou muito bem.

Tinha o Nadal a recuar.

A Charlize gosta.

E o Alcaraz também, pois tem um ponto de set.

Vejam como ele preparou.

Atacou a linha, Nadal a esticar-se, amorti!

E aqui está!

Alcaraz chega-se à frente e vence o segundo set.

Então, o primeiro Netflix Slam

será decidido no tiebreak de dez pontos.

Vamos passar à Kay, no estúdio.

Duas quebras para terminar.

Andre, andou por todo o lado nesta linda arena,

na sua cidade natal de Vegas.

Que ajustes viu?

Conseguiu uma quebra cedo, no primeiro,

e o Rafa estava a deixar o jogo sair.

No início do segundo, ficou mais conservador,

deu a Alcaraz hipótese de avançar, fazer o que sabe,

controlar.

São serviços tremidos.

Não sei se tem a ver com a altitude.

Mas vou adivinhar que, neste tiebreak,

vão aumentar a percentagem do 1.º serviço

e ser mais agressivos na pancada.

Andre, o Andy olhou para mim e disse: "Detesto os serviços".

"Detesto os serviços."

É algo que tenho em comum com ambos os jogadores,

vão sair do campo a odiar o que fizeram nos serviços.

Temos destaques dos segundos serviços que podemos mostrar.

Mas se virmos melhor os segundos serviços,

Carlos está a castigar Rafa na sua esquerda.

O movimento não é tão limpo, está a responder muitas vezes em balão.

Carlos a preparar o ponto

e a fazer aquele amorti junto à rede.

Vai estar sempre a trabalhar.

Põe Rafa no canto da esquerda. Rafa não está rápido.

Veem como se estica naquele movimento de esquerda?

Carlos está a castigar o movimento.

Rafa acabou de sair do campo.

Esperemos que não se passe mais nada.

Mas está a castigar o Rafa na esquerda.

Por falar no movimento,

está a afetar a estratégia do lado do Rafa.

Estamos a vê-lo a encurtar os pontos,

a bater direitas mais secas, a usar mais o serviço e o voleio

para evitar ficar preso naquele canto.

Podemos ver as estatísticas.

Está com dificuldades no 2.º serviço, Carlos Alcaraz.

Arranjou forma, mesmo perdendo.

Ambos com percentagens baixas no primeiro serviço, 49 % e 65 %.

É difícil, na altitude.

Prakash, o que vê, em termos de linguagem corporal?

São ambos muito…

Rafa é mais sério. O Carlos gosta de rir um pouco.

Ambos estão a levar isto a sério. Está muito em jogo para eles.

Há muito em jogo ao chegar a Indian Wells.

Gosto que estejam a levar isto a sério.

DIVIDEM OS 2 PRIMEIROS SETS

TIEBREAK DE 10 PONTOS

Usam isto como barómetro para o nível do seu jogo.

Passar daqui para Indian Wells será um ajuste mais fácil.

Mas penso que irão ambos dar muito valor

a passar ao ataque no terceiro set.

O Rafa não vai querer ficar a tentar sair do buraco nos cantos

onde o Alcaraz o anda a enfiar.

Dou-vos o meu carro se o Rafa não servir e fizer voleio,

a abrir o jogo e a tentar aproximar-se.

A abrir mais os ombros na pancada de esquerda.

Não quererá entrar em trocas longas.

Se vemos que o está a castigar na esquerda,

não é novidade para ele.

Ele vai abrir os ombros,

tentar atacar primeiro nestes pontos.

No fim, num evento destes, no momento decisivo,

ganha quem chegar aos dez pontos. Queremos ganhar ou perder à nossa maneira.

Veremos isso de ambos.

Isto tem sido muito divertido.

Sou uma sortuda.

O Andy está irritado com os serviços, eu estou irritado com as esquerdas.

Como podem falhar isso?

Juro, sejam sinceros.

Nunca me ofendo com a verdade, é a situação.

Mas as equipas vão querer…

Vão treinar o serviço antes de irem para Indian Wells, ambos.

Vamos passar para o Patrick.

Muito bem. Obrigado.

Alcaraz vai servir no ponto inicial

e depois cada um deles servirá dois pontos, daí em diante.

Primeiro a chegar aos dez. Com dois pontos de diferença.

O primeiro ponto vai para Alcaraz.

Ambos os jogadores têm padrões nos tiebreaks.

Para o Alcaraz, é quando usa mais o amorti.

É quando procura assumir cedo o controlo dos pontos.

Não é tão paciente nos tiebreaks

como costuma ser no resto do encontro.

Para o Nadal, é quando aumenta a agressividade.

Nadal já disse abertamente que, quando chega ao tiebreak,

quer estar em controlo do que acontece.

Será difícil para ele fazer isso contra o Alcaraz.

Será um ténis do primeiro a atacar.

Um serviço de Nadal.

Isso abriu o campo.

E acabou com o forehand a meio do campo.

Um igual.

Isto é tudo ao contrário do que o Novak Djokovic faz nos tiebreaks,

onde se apoia na sua defesa e consistência

e tenta extrair erros dos seus adversários.

Estes tipos tentam vencer.

Djokovic tenta deixar que os adversários se vençam a si.

Mentalidades diferentes.

Alcaraz, de novo, a responder cedo.

Tem o primeiro mini-break deste tiebreak para o encontro.

Dois-um.

Nadal está a contestar a decisão.

Não parece muito confiante.

Caminhou para o outro lado.

Ambos estão preparados para que lhes corra mal.

Alcaraz espera para bater um segundo serviço no campo.

Nadal espera para devolver na igualdade.

Senhoras e senhores, devido a dificuldades técnicas,

não conseguem mostrar a repetição.

No entanto, o oficial de revisão disse-me que o serviço foi fora.

- Segundo serviço. - Muito bem.

Isso é confiança.

Não poder mostrá-lo no ecrã,

mas, pelos vistos, na sala de imagem, conseguiram ver que foi fora.

Segundo serviço.

Fora!

Dois igual.

Não!

Três-dois para Alcaraz.

Vão mudar de lado após cada seis pontos.

Depois deste ponto, mudarão de lado.

O primeiro a chegar aos dez,

com uma margem mínima de dois.

Senão, pode continuar para 11-9, 12-10…

Vocês percebem.

Falta!

Nadal com topspin forte.

Por um segundo, parecia que ia fora,

mas caiu rapidamente.

E está três igual.

Exatamente o que disseste que ia acontecer, Jim,

vemos o Rafa a pôr muito mais em cada forehand.

No forehand e no segundo serviço. Aquele segundo serviço, 164 km/h.

Lembrem-se, ele fez um segundo serviço de 128 km/h há um par de jogos.

Ambos a tentar acabar forte

e está empatado a três.

É interessante no Nadal, quando ataca mais com a direita,

não é só com a força, pode ser também com o efeito.

Está a tentar dar mais rotação,

pôr a bola a saltar, a mover-se ainda mais.

Exatamente o que desejávamos e esperávamos ver…

… neste primeiro Netflix Slam de sempre,

empatados no tiebreak.

Fora!

Quatro-três, Nadal.

Quatro igual.

Boa aceleração nos pés de Nadal para estender este ponto

e ele tem de adivinhar. Adivinha cruzado.

E sai rapidamente ao longo.

E voltamos ao empate.

Quatro igual para Alcaraz.

Foi uma grande exibição de mãos de Alcaraz,

porque ele via o Nadal avançar,

à espera do amorti curto.

Ele jogou longo e apanhou Rafa a avançar.

Fora!

Fora.

Um serviço inteligente de Rafael, direto ao corpo.

- Viu Alcaraz avançar. - Cinco igual.

Estar pronto para um forehand.

Nadal não lhe vai dar um ângulo aberto para o vencer

com um cruzado a duas mãos, como fez antes.

Vai atacar sempre com o forehand.

E é exatamente por isso. Pressão sobre Alcaraz.

Fora.

Sr. Nadal…

Nadal vai contestar.

Gasol. David Ferrer, ex-jogador de topo de Espanha.

Francis Tiafoe, um dos americanos mais bem classificados.

Esperam, teremos o vídeo da contestação

ou será…

… só áudio? Parece que provavelmente… Vamos lá.

Já o temos.

E é válido.

Por uma nesga.

Repetição gravada. Cinco igual.

Primeiro serviço para Rafael nos 5-5.

Se forem Alcaraz…

Se jogar em cima da linha,

ainda pode acabar na esquerda, o serviço.

Porque o Nadal não se vai preocupar

com o ângulo de esquerda, se jogar ao meio.

Fora!

Tem uma de borla, falhou a devolução.

O serviço teve mais velocidade.

159 km/h de Nadal.

Ele subiu de nível…

Seis-cinco, Nadal.

… no serviço, neste tiebreak. Está tudo em jogo, agora.

Alcaraz servirá os próximos dois pontos. Está 5-6.

Está a chegar a mudança de lado, depois do ponto.

Fora.

Uma decisão muito tardia do juiz de linha.

E teremos uma repetição disso.

Rafael não…

… tem tanta certeza.

E aqui vem.

E foi demasiado comprido.

- Mantém-se. Segundo serviço. - Segundo.

Não, falhou.

Vão mudar de lado com Nadal agora na frente, 7 pontos a 5.

Uma hora e 44 minutos.

O primeiro set foi para a lenda.

Seis jogos a três. O segundo set

para o aspirante, Alcaraz. Seis-quatro.

Um par de breaks no fim do set.

Mas no geral, tem sido ótimo para nós

podermos ver estes dois atletas fantásticos.

Ambos tiveram desafios físicos.

Nadal, lesionado em janeiro, poder vir e jogar bem.

E Alcaraz, há duas semanas,

no Rio, torceu o tornozelo num campo de terra batida húmido.

Continua aqui, a lutar e em jogo.

Está 5-7 no tiebreak do encontro.

Fora.

É um ótimo segundo serviço, mesmo no canto.

Ele precisava disso.

Sete-seis, Nadal.

Fora.

Alcaraz recua muito, o que abre

o ângulo para a segunda bola, se Nadal quiser.

E ele vem por trás de Nadal. Vejam a resposta.

Que devolução!

É culpa do Rafael.

Ele é que mostrou a todos

que podiam ficar no fundo para devolver os serviços.

Que belo ponto!

Mas que ângulo! Foi intenso.

Dentro da linha.

Sete igual.

Falhou completamente ali. Está 8-7.

Mas aquela bola ficou nas vigas.

Ainda não caiu.

Oito-sete, Alcaraz.

Apanha o topo da armação

ao passar de baixo para cima e vai diretamente para cima e fora.

Ora, ora!

Oportunidade para Alcaraz fechar o jogo no seu serviço, com 8-7.

Foi canja e ele prepara-o na perfeição.

E agora é um match point.

Nove-sete, Alcaraz.

Um falhanço.

Talvez demasiado cuidadoso naquele, Jim?

Contra os seus instintos.

Jogou muito seguro. Teve oportunidade num falhanço para o seu lado,

de Nadal, para explodir e optou por ficar a esperar.

E este encontro vai continuar.

Ainda match point.

É o Nadal vai servir.

Oito-nove.

Cantam: "Rafa!"

Absolutamente surreal.

Tudo ou nada.

E é tudo.

Nadal achata-a sobre a parte alta da rede

e é um míssil que atinge o alvo. E este encontro vai continuar.

Conseguem acreditar? O Tiafoe não.

Meu Deus!

Aquilo é à moda antiga.

Ele sabia que era a única oportunidade para vencer o ponto.

E conseguiu.

E o público está a adorar.

Nove igual. Uma margem de dois pontos necessária para vencer o tiebreak.

Fora.

Sr. Nadal contesta a decisão.

Linha esquerda de serviço. Foi falta.

Demasiado comprido. Segundo serviço.

É bom.

Mesmo dentro da linha.

Dez-nove, Alcaraz.

Match point número três para Alcaraz.

Fora.

Dez igual.

Ótimo reflexo de Nadal com um drop shot.

Alcaraz tem um toque ao nível de qualquer um no ténis masculino.

Mas não o encontrou quando precisou.

Mas encontrou ali.

Onze-dez, Alcaraz.

220 km/h. Ás.

É o maior do encontro.

E agora é o match point número quatro para Alcaraz.

Será este?

Ele parece muito mais calmo do que os dez mil fãs aqui, que estão a adorar.

Fora.

Ia para o serviço e voleio.

Alcaraz ainda a decidir onde vai ficar. Agora fica perto.

Falhou.

Acho que o Alcaraz se está a divertir.

Não quer que acabe.

Sim. Também nós.

- Onze igual. - Onze-onze.

Estamos aqui até acabar.

Outra beleza da Netflix.

É até acabar.

Não há limite de tempo.

Fora.

Ambos falharam algumas direitas…

… na ponta final do encontro, ao tentar fazer um pouco mais

quando têm oportunidade.

Alcaraz.

Quinto match point, terceira vez no serviço dele.

Vai tentar acabar.

Nadal deu-lhe bem.

Vejam só. Vão trocar de lado de novo.

Com 12 pontos cada.

Alcaraz teve cinco match points.

Nadal ainda tem de conseguir um.

Isso começa a mexer contigo, se fores o Alcaraz.

Tiveste tantas oportunidades. Não bateu no centro, nesta pancada.

O sorriso aparece novamente, mas decerto há frustração por baixo.

Parece que o Nadal está à frente, no empate a 12.

Adoramos-te, Rafa!

Nadal tinha de…

… adivinhar.

- Alcaraz demorou, viu-o mover-se e… - 13-12.

- Alcaraz. - … facilmente bateu a direita

para o campo aberto.

Nadal procurava o segundo serviço aberto

e foi surpreendido ao ir para a direita.

Não fez um contacto limpo.

Está novamente no limite. Match point número seis.

Carlos Alcaraz

fecha a porta a Rafael Nadal.

E que primeiro Netflix Slam que foi!

É para o jovem de 20 anos.

Mas Rafael Nadal, como dizias há uns minutos,

Jim, tem de estar muito feliz

com a forma como se aguentou e pareceu.

Mas é este homem

que leva a vitória.

Compreensivelmente, este homem leva o aplauso maior.

Não sabemos até quando desfrutaremos da sua grandiosidade em campo.

Mas tem sido ótimo tê-lo cá, em Las Vegas, pela primeira vez.

O derradeiro guerreiro do ténis dá-nos o derradeiro tiebreak.

Foi fantástico ver estes tipos a batalhar

e os fãs aqui nunca se esquecerão da oportunidade de ver os dois espanhóis

a lutar em pé de igualdade, ao tentar seguir em frente.

Alcaraz com tanto da sua carreira pela frente, a começar agora.

E Nadal à espera de mais uma hipótese no Roland Garros. É o sonho real dele.

E encontros destes são necessários para ele, não é, Patrick,

para acreditar que o seu corpo aguenta o que ainda virá.

A boa notícia para o Nadal foi que…

Parece que encontrou uma energia extra no tiebreak,

lutou contra os cinco match points.

E, novamente, seria de pensar que se vai sentir muito bem com o seu jogo.

Ambos os jogadores se vão preparar para a apresentação do troféu.

Ambos fazem uma viagem rápida.

O filho e a esposa de Rafa.

Com uma raquete Babolat pronta a jogar.

Farão a viagem ao deserto da Califórnia para…

… o BNP Paribas Open, em Indian Wells.

As qualificações estão a decorrer.

O sorteio principal é a meio da próxima semana.

Sim. O Nadal já… Notificaram o público.

Jogará na quinta à noite,

na sessão noturna, no encontro de abertura.

Ele sabe quando começará.

Alcaraz, como jogador por ranking, jogará na sexta ou no sábado,

dependendo da metade do sorteio em que estiver.

Mas ambos irão e pensaríamos que se sentem

melhor quanto a si e aos seus corpos.

Tendo superado esta contenda de duas horas um contra o outro em Las Vegas.

Claro, veremos Novak Djokovic de volta…

… a jogar em solo americano.

Veremos Jannik Sinner, campeão do Open da Austrália.

Daniil Medvedev…

… e todos. - Todas as mulheres. Todos os homens.

E será fantástico. Será apropriado o Netflix Slam

ter terminado na rede? - Sim, acho que sim.

- Sem dúvida. - A dianteira de Nadal gravada.

E vai em direção ao ar do deserto, aqui, em Las Vegas,

e isso permite a Alcaraz finalmente

vencer um match point. Foi um desafio para ele.

Mas que emoção. Ele falou abertamente sobre admirar

e se inspirar em Nadal.

Uma oportunidade de estar com ele e competir contra ele

é algo que não toma como garantido.

Sim, não tomamos estes momentos como garantidos,

mesmo nesta atmosfera de exibição.

Correspondeu

ao que esperávamos e desejávamos,

que era um encontro extremamente competitivo.

E um alto nível por parte de ambos os jogadores.

A dar uns autógrafos na bancada.

Mary Joe Fernández desceu até ao campo.

E estamos a poucos momentos da apresentação do troféu.

Alcaraz já aperfeiçoou o autógrafo rápido e doce.

Sim.

Ouviremos ambos os jogadores, na apresentação.

Andre Agassi também estará lá.

Que maravilha tê-lo cá com…

… Andy Roddick, Prakash Amritraj, a Kay a segurar o forte no estúdio.

É um prazer fazer parte desta produção da Netflix.

Seguramente cumpriu e mais ainda.

Estamos todos prontos para a apresentação.

Vamos ouvir a Mary Joe Fernández.

Obrigada, Patrick.

Senhoras e senhores, que encontro incrível

aqui na Michelob ULTRA Arena, em Mandalay Bay,

destas duas grandes superestrelas.

Mais um aplauso para Rafael Nadal e Carlos Alcaraz.

Vamos ouvir umas palavras

do campeão por 22 vezes, Rafael Nadal. Rafa?

Estás cansado? Demoraste a chegar aqui?

Não.

Lamento, estava a falar com o Carlos.

Rafa, foi emocionante.

Foi ótimo ver-te cá, pela primeira vez, em Las Vegas.

Como foi para ti jogar no primeiro Netflix Slam?

Foi ótimo.

Devia ter estado cá no ano passado. Infelizmente, devido a…

… uns problemas, não pude estar, mas diverti-me muito.

Parabéns ao Carlos por um encontro fantástico.

E…

… a nível pessoal, sim.

Ótimo. Não pude jogar muito nos últimos dois anos.

Então, jogar aqui com o Carlos à frente de…

… à frente de um público fantástico…

… em Las Vegas, é importante para mim. Estou super feliz.

Houve uma energia muito boa, uma atmosfera ótima.

Jogar contra o Carlos, alguém que disse várias vezes que és o ídolo dele.

Em que pensaste quando jogaste contra ele

e com tudo o que ele alcançou com 20 anos?

Bem, antes de mais, é um desafio enorme.

É uma geração completamente diferente.

Acho que, em Espanha…

Devíamos estar muito felizes por termos alguém como o Carlos.

Ele é um jogador fantástico. Só com 20 anos, já…

… venceu dois Slams e…

… um par de torneios muito importantes, então, sim.

O bom é que,

como jogador, não o vou enfrentar muitas vezes.

Mas, como fã, vou continuar a desfrutar durante muito tempo, espero.

Sem dúvida.

Finalmente.

Isto está a ser visto em todo o mundo.

Que tal umas palavras em espanhol

para os teus seguidores em Espanha e no resto do mundo?

Só posso agradecer a todos os seguidores,

espanhóis, latinos… De todo o mundo.

Durante…

Durante a minha carreira, sempre me senti

incrivelmente querido e apoiado por todo o público latino.

Que tenham podido ver esta partida em todo o mundo,

sobretudo a comunidade latina, que é muito importante

e muito grande no mundo,

significa muito para nós. Um abraço forte para todos.

- Obrigada, Rafa. Bom trabalho. - Obrigado.

Agora, a apresentação do troféu do vencedor.

Andre Agassi, de Vegas, está connosco.

O co-CEO da Netflix…

O co-CEO da Netflix, Greg Peters.

E o CEO e presidente da MGM Resorts, Bill Hornbuckle.

Bill…

Apresente o troféu.

Obrigado.

Foi fantástico ou quê? Que tal mais um aplauso para estes tipos?

CEO E PRESIDENTE, MGM RESORTS

Quero agradecer a todos por terem vindo. Os fãs…

Em particular a Greg Peters e à Netflix por nos ajudarem com isto.

Las Vegas está imparável.

Tivemos uma corrida automóvel. Tivemos um jogo de futebol.

Pensámos em trazer ténis, espero que tenham gostado.

Vamos repeti-lo.

Se puder… Carlo?

Em nome da MGM Resorts,

parabéns pelo primeiro e, esperamos, anual…

Parabéns para ti.

Obrigado. O Lion's Cup.

Carlos, parabéns. Foi muito excitante.

Precisaste de muitos match points antes de conseguires a vitória.

Como foi para ti jogar em Vegas pela primeira vez,

no teu primeiro Netflix Slam?

É incrível jogar aqui, em Las Vegas.

Como o Rafa disse, devíamos ter jogado no ano passado, mas…

… não pudemos.

Sim, este ano, estava muito animado.

Foi muito emocionante

vir cá e jogar em Las Vegas, um lugar aonde queria muito vir.

E gostei deste ambiente que está a ser incrível.

E, obviamente, jogar contra o Rafa. Foi…

… muito especial.

E fazê-lo aqui à frente de todos vocês foi fantástico. Obrigado.

Falaste muito sobre admirar o Rafa.

Tem sido o teu ídolo e gostavas de aprender com ele.

O que aprendeste mais? Não só hoje,

mas ao longo da tua carreira com o Rafa?

Acho que o espírito lutador que…

Ele nunca desiste, ele corre…

… por…

… cada canto do campo e faz serviços fantásticos.

Como disseste, tive alguns match points antes de…

… conseguir e ele fez um serviço inacreditável.

Nunca desiste, por isso, acho que…

Tento fazer isso no meu jogo.

E a mentalidade dele.

Encontrar soluções quando as coisas não correm sempre bem.

Aprendi com ele que…

Sim, ele…

Tento mantê-lo e acho que todos na vida também tentam.

Segues umas pegadas grandes.

Por fim, também.

Ouvimos o Rafa falar em espanhol sobre a importância da comunidade hispânica.

Estão todos a ver de todo o mundo. Em Espanha, foi em horário nobre.

Partilhas também algumas palavras em espanhol?

Para mim, foi um prazer jogar aqui.

Como pudemos ouvir, houve muitos espanhóis e latinos que vieram apoiar…

… o jogo.

A verdade é que me sinto muito querido.

Não tive a oportunidade de ir muitas vezes à América do Sul,

mas as vezes que fui foram incríveis. Senti-me…

… como em casa. Quero agradecer o carinho que recebemos aonde vamos,

de casa e, obviamente,

a Espanha, aos que viram em casa. Muito obrigado a todos.

Tanto apoio da comunidade hispânica. Muito bem.

Parabéns. Vamos ver-te erguer o troféu.

O primeiro vencedor do Netflix Slam, Carlos Alcaraz.

Muito bem, pessoal, que grande primeiro Netflix Slam.

JC, foi ótimo partilhar a cabine contigo.

Esperei muito por isso. Foi fantástico ver-te e estar contigo.

Que grande experiência, a 1.ª vez num encontro assim em Vegas.

Foi fantástico ter estes dois atletas incríveis.

Temos o Andre, o Andy Roddick, o Prakash e a Kay.

Tivemos uma equipa ótima.

Espero que tenham gostado da transmissão.

Foi muito divertido estar envolvido nisto.

É ótimo saber que a MGM planeia organizar mais encontros no futuro.

Que diversão aqui, em Las Vegas.

E os jogadores parecem divertir-se mais ainda.

Sim, eles divertiram-se, como nós. Obrigado à MGM

e, claro, à Netflix, por organizarem isto juntos.

Basta dizer que foi

uma vitória para o ténis, hoje.

Ver estes dois grandes jogadores a jogar aqui, em Las Vegas.

Obrigado por estarem connosco na Netflix.

Esperamos voltar a ver-nos em breve.

Tudo de bom de Las Vegas.

Senhoras e senhores, obrigado pela vossa presença.

Conduzam com cuidado no regresso.

E mal podemos esperar pelo próximo ano.

Obrigado.

Legendas: Joana Nair,

Legendas: Ana Braga

Legendas: Pedro Barbosa, Ana Matas

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