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Original subtitles

Inovamos e moldamos a abund�ncia do planeta �s nossas necessidades.

Mas novos recursos forjam novas lutas.

D�o poder a novas gentes.

E com elas, ideais e ideias transformam as nossas vidas.

No caos de um planeta implac�vel, a maioria das esp�cies so�obraria.

Mas para uma, todas as pe�as se encaixar�o.

E um conjunto de chaves abrir� um caminho

para a Humanidade triunfar.

Esta � a nossa Hist�ria,

a Hist�ria de todos n�s.

A HUMANIDADE Os Homens de Ferro

Delta do Nilo, Egito.

1200 anos antes de Cristo.

As maiores civiliza��es humanas caem,

uma a uma.

Um novo inimigo.

Os Eg�pcios chamam-lhe o Povo do Mar.

Famintos, violentos,

a sua origem ainda hoje permanece um mist�rio.

"Os seus navios chegaram, as nossas cidades arderam,

"e eles trouxeram o mal para o nosso pa�s."

Mil anos depois da Era das Pir�mides,

at� o poderoso Egito enfrenta a destrui��o.

Ao longo do Mediterr�neo, grandes cidades

e imp�rios s�o varridos, por povos em movimento.

Troia, os Mic�nicos, na Gr�cia,

o Imp�rio Hitita da Turquia...

O avistar de navios, no horizonte, teria sido arrepiante.

Teria sido o mais aterrorizador que se possa imaginar.

Quando os Povos do Mar provocavam a queda de um grande estado,

essa pe�a de domin� ca�a, seguida das restantes, no Mediterr�neo.

O caos impera.

O com�rcio para.

O abastecimento de bronze, a for�a vital da civiliza��o,

� reduzido a nada.

A Humanidade enfrenta o colapso de milhares de anos de progresso.

Mas numa ilha, no Mediterr�neo oriental,

um grupo de ferreiros pioneiros

descobre uma das chaves para o nosso futuro.

O que descobrem armar� novos povos,

dar� poder a novas ideias,

far� a Humanidade atravessar o mundo

e transformar� o planeta.

A Idade do Ferro.

Uma era em que ainda hoje vivemos.

Alashiya, Chipre.

Uma ilha batizada em fun��o dos seus ricos recursos de cobre.

Mas o abastecimento de estanho raro, para fazer bronze a partir de cobre,

esgotou-se.

Confrontados com a ru�na, os ferreiros fazem uma descoberta

que alterar� o futuro da Humanidade.

Rochas vermelhas oxidadas, encontradas por toda a ilha.

Cont�m uma das mat�rias-primas mais importantes da Hist�ria,

o ferro.

Nascido no cora��o de uma supernova em explos�o,

o ferro forma o n�cleo incandescente da Terra,

maior do que a Lua, t�o quente como o Sol.

Sem ele, n�o haveria atmosfera, campo magn�tico

nem vida.

O quarto mineral mais comum, na crosta terrestre.

Depois da depend�ncia prolongada do bronze,

o ferro era um metal muito superior.

Por�m, trabalh�-lo requeria um n�vel superior de t�cnicas.

Para forjar o ferro, um super combust�vel:

Carv�o.

Madeira queimada em fornos.

Mais carbono, mais energia;

arde mais intensamente, durante mais tempo.

Tinham de o fundir,

colocar o min�rio numa posi��o em que interagiria com o carv�o.

Grandes foles ruidosos, alimentavam esse fogo com ar.

O calor fundiria o ferro,

que coagulava em peda�os.

O ferro � mais duro, resistente e extremamente abundante.

Essas t�cnicas devem ter-se difundido rapidamente,

quando se percebia a grande vantagem que o ferro poderia trazer.

O ferro e o carv�o transformaram a superf�cie do planeta.

S� na Europa, 28 milh�es de hectares de �rvores,

uma �rea maior do que o Oregon,

s�o abatidos para alimentar as fundi��es de ferro

e criam a paisagem do mundo que conhecemos hoje.

Agora, nas plan�cies da Gr�cia,

o ferro introduz uma nova era de guerra.

Os soldados preparam-se para defender o seu pequeno reino.

Esparta.

Uma sociedade dedicada � guerra,

com as minas de ferro mais ricas da Gr�cia.

O seu l�der: Paus�nias.

Um pr�ncipe de Esparta e comandante-chefe.

Quem os ataca � a superpot�ncia da �poca, a P�rsia.

Esparta tem apenas 770 km�.

O Imp�rio persa tem mais de dois milh�es.

A batalha que enfrentam, em desvantagem,

moldar� a Hist�ria da Humanidade.

Paus�nias mant�m Esparta unida, ap�s a morte do rei,

o seu tio.

Preparam-se para um confronto final, para defenderem a Gr�cia.

S�o os seres humanos mais beras da Terra e querem continuar a s�-lo.

Querem criar os guerreiros m�ximos.

Criam um sistema de castas, de cren�as, em torno dessa ideia.

Em Esparta, a partir dos sete anos,

os rapazes s�o treinados para serem guerreiros.

Aos 18 anos, entram para o Ex�rcito de Esparta,

a for�a de combate mais tem�vel e disciplinada da Terra.

Os jovens eram retirados �s fam�lias

e tinham aquilo a que chamamos uma vida espartana,

uma vida sem luxos, de priva��o,

de treino e de testes � sua coragem.

O rapaz espartano � duro como a�o.

Tem de dormir ao relento, quando chove e neva, at�.

Tem de procurar e roubar os seus alimentos.

Os Espartanos est�o munidos das melhores armas da �poca:

Lan�as e espadas de ferro.

Mas Esparta n�o pode enfrentar a P�rsia, sozinha.

Na Gr�cia, encontra-se a rival de Esparta, Atenas.

Tamb�m pequena e vulner�vel.

Uma cidade de comerciantes, dramaturgos e agricultores.

Mas perante um inimigo poderoso...

... Atenas tem de decidir se aceita o dom�nio Persa,

ou se tenta unir esfor�os com a sua grande rival.

A decis�o determinar� o futuro do Mundo Ocidental,

e a Hist�ria de todos n�s.

A Idade do Ferro d� poder ao povo.

A pequena cidade-estado de Atenas tem de fazer uma op��o:

Submeter-se ao Imp�rio Persa, ou lutar pela liberdade.

Um enviado do Imperador Persa Xerxes

d� ao povo de Atenas a oportunidade de se render

e evitar o derramamento de sangue.

O pre�o � a sua liberdade.

Os cidad�os de Atenas re�nem-se, numa colina rochosa,

chamada Pnyx.

Entre eles, S�fanes.

Corajoso, franco,

um cidad�o comum que se tornar� uma lenda militar.

Os cidad�os de Atenas est�o munidos de armas de ferro.

T�m o dever de se defenderem a si pr�prios e � sua cidade.

A liberdade de express�o

est� ligada, de forma �nica, � liberdade de nos defendermos.

Os Atenienses apreciam e valorizam a liberdade,

a liberdade de express�o, de interven��o no governo

e est�o dispostos a lutar por isso.

Em Atenas, as decis�es pol�ticas s�o tomadas, n�o por reis,

mas pelos seus cidad�os armados,

homens como S�fanes.

Um novo sistema pol�tico, um legado que ainda hoje molda a civiliza��o:

A democracia.

N�o est� reservada a todos.

Quem pode votar s�o, principalmente os propriet�rios de terras.

Nesta fase, as mulheres n�o faziam parte do processo.

N�o obstante, � uma mudan�a dr�stica,

de tiranos para homens fortes;

t�m a capacidade da autodetermina��o.

Uma pedra negra:

Rendi��o.

Uma pedra branca:

Lutar.

Quem vota a favor, compromete-se a arriscar a vida para lutar.

Quem vota contra, ficar� seguro, mas ser� governado por um estranho.

A decis�o � dif�cil,

mas � tomada por cidad�os comuns.

� isso que � surpreendente no que os Gregos introduziram,

na Hist�ria da Humanidade.

Um ateniense regista a vontade do povo:

"O nosso amor pela liberdade � tal, que nunca nos renderemos!"

Agosto, 479 a.C., perto da costa grega.

Os ferozes rivais p�em de parte as suas diferen�as,

para defenderem as suas terras de um poderoso imp�rio.

Os Persas. Cem mil soldados recrutados,

de todo o Mundo Antigo.

No outro lado, patriotas Gregos.

Paus�nias lidera uma for�a de homens

cujas vidas est�o totalmente dedicadas � arte da guerra.

Ao lado dos Espartanos, cidad�os guerreiros de Atenas,

homens como S�fones.

Punham tudo o que conheciam em jogo.

Creio que h� uma grande valentia na ideia de irem combater, lutar,

cientes de que estavam em profunda desvantagem,

mas crentes de que a raz�o estava do lado deles.

O comandante Persa, Mard�nio,

cr� que a superioridade num�rica ser� a chave de uma vit�ria persa, f�cil.

Os Gregos detiveram o avan�o persa por mais de uma semana.

Os Gregos cerram fileiras para enfrentar o inimigo, de frente.

Est�o exaustos, em inferioridade num�rica, expostos.

Por�m, uma arma nova...

...uma nova forma de combater...

...determina o futuro do Mundo Ocidental.

O futuro da Civiliza��o Ocidental � decidido, na Gr�cia.

Os aliados Gregos detiveram o avan�o do ex�rcito persa de 100 mil homens,

durante mais de uma semana.

Est�o exaustos, em desvantagem num�rica de tr�s para um.

O l�der Espartano Pars�nio e o miliciano Ateniense S�fanes

preparam-se para o confronto final.

Os Gregos usam uma nova arma, uma t�tica que transformar� a guerra.

A falange.

A falange requeria soldados em estreita colabora��o,

para se protegerem mutuamente e formar uma for�a unida e compacta,

com o poder de avan�ar.

Ao unirem os escudos, com um intervalo suficiente

para lan�ar a lan�a contra o inimigo, podiam dar mais um passo.

Podiam come�ar a dominar o campo de batalha,

ao trabalharem em conjunto, como uma equipa coordenada.

A falange, um tanque humano.

Os Gregos esmagam o avan�o persa.

Os soldados dispersam-se.

No auge da batalha, o que importa

� o que se far�, nesse momento.

Sobreviver, matar e proteger os parceiros.

O comandante Persa tenta reunir as tropas.

Mas paga o pre�o.

Um historiador Grego escreve:

"Em tempos de paz, os filhos enterram os pais.

"Em tempos de guerra, os pais enterram os filhos.

"As grandes a��es adv�m de grandes riscos"

Paus�nias ser� recordado

como o comandante Espartano que ganhou a guerra.

S�fanes como o mais corajoso de todos os Atenienses.

Com a ajuda de armas de ferro, o poder do povo resistiu � tirania.

A gera��o a seguir � guerra...

Os Atenienses votam na comemora��o da vit�ria com um monumento:

O P�rtenon.

Demora 15 anos a ser constru�do.

Um templo em honra de Atena, deusa da sabedoria,

que se tornar� um s�mbolo da democracia.

Foi a forma mais justa de organizar a sociedade,

em toda a Hist�ria humana.

Devemos tudo isso, indiretamente,

a um pequeno grupo, um punhado de homens,

que viveu num local chamado Atenas,

h� 2500 anos.

No Ocidente,

o ferro ajuda as cidades-estados a lutar pela liberdade.

8000 km para leste,

� uma das pedras de base do imp�rio mais duradoiro do mundo,

a China.

O homem mais poderoso do mundo embarcou numa viagem

para descobrir o segredo da vida eterna.

Shi Huang Di, o primeiro Imperador da China.

Luta pelo seu trono, desde os 13 anos.

Sobreviveu a um golpe,

a tr�s tentativas de assassinato.

Agora, aos 49 anos, criou um imp�rio que cr� que durar� para sempre.

Crucial para o seu sucesso, um novo tipo de tecnologia do ferro,

o ferro fundido.

Ao sobreaquecerem o ferro num alto-forno,

os ferreiros chineses criam as bases do futuro industrial da Humanidade.

Pode verter-se ferro num molde e fazer-se o que se quiser.

Obt�m-se uma tecnologia de refer�ncia mundial.

O ferro l�quido � vertido em moldes para produzir objetos id�nticos,

aos milhares.

200 anos antes de Cristo, nasce a produ��o em massa.

Uma revolu��o tecnol�gica

impulsionada por um dos maiores motores de mudan�a...

... a guerra.

� um facto triste mas incontorn�vel da Hist�ria humana

que a guerra estimula a tecnologia.

Um novo tipo de arma transformar� a forma como combatemos.

Ajudar� a unificar um imp�rio.

Lan�ar� as bases para um feito de engenharia

que mudar� o rosto do planeta.

China, 200 anos antes de Cristo.

Os soldados do primeiro imperador Chin�s alteram o rosto da guerra,

com um novo tipo de arma:

A besta.

A besta chinesa recua quase 50 cm,

mais de cinco vezes o recuo de uma besta europeia.

Pelo mesmo peso do arco, obt�m-se cinco vezes mais pot�ncia,

cinco vezes mais alcance e cinco vezes mais impacto.

Setas com n�cleo em ferro, disparadas a alta velocidade,

a quase a 400 m de dist�ncia.

Na Hist�ria da Humanidade, foi a primeira vez

que a produ��o em massa se tornou t�o importante

para construir um estado, um imp�rio.

F�ceis de usar, ap�s poucos dias de treino,

os soldados rasos tornam-se m�quinas assassinas.

Prepararam equipas de tr�s homens,

um, armava-a com os p�s,

passava-a ao homem ao lado, que a carregava

e a passava a outro, � sua frente, que a disparava.

Ent�o, o homem no ch�o j� tinha ido para a frente,

e o ex�rcito podia avan�ar,

com disparos, tiros constantes de bestas.

Era o mecanismo mais agressivo para fazer um ex�rcito avan�ar.

Uma nova inova��o:

Pe�as padr�o que se trocam.

A besta � a primeira arma em m�dulos da Hist�ria.

Passa-se a dispor de uma arma com pe�as de substitui��o extra,

fio, a�o, madeira extras.

Pode montar-se rapidamente, substituir facilmente as pe�as,

repar�-la rapidamente.

Ser�o precisos 2000 anos,

para as pe�as padr�o produzidas em massa

se tornarem comuns noutras armas.

Os fabricantes de armas americanos est�o entre os primeiros pioneiros,

ao criarem a espingarda Springfield de 1861.

Uma d�cada depois, a ic�nica Colt.45.

Se conseguir produzir em massa uma s�rie delas,

poderei ganhar muitas batalhas, rapidamente.

Armados com a besta,

os ex�rcitos do primeiro imperador invadem seis reinos beligerantes.

Em apenas nove anos, conquistam mais de dois milh�es de km�.

27 milh�es de pessoas.

O primeiro historiador da China escreve:

"Os seus ex�rcitos devoram a terra,

"como um bicho da seda come uma folha de amoreira.

"Nada os deter�."

O primeiro imperador da China p�s fim a centenas de anos

de guerras entre estados.

Ao unificar a China, unificou, entre aspas,

tudo, sob o c�u, todas as criaturas, sob o c�u.

Essa vit�ria simbolizou o conceito do nascimento da China.

Para defender o seu novo Imp�rio,

o Primeiro Imperador inicia, qui��

o projeto de engenharia mais ambicioso da Hist�ria da Humanidade,

a Grande Muralha da China.

Projetada para deter as hordas n�madas da �sia Central...

... e a crescer, nos 1800 anos que se seguiram,

a sua constru��o ceifa milh�es de vidas.

Mas ap�s 11 anos de governa��o,

numa viagem para encontrar a lend�ria nascente m�gica

que se dizia guardar o segredo da vida eterna,

Shi Huang Di, o homem mais poderoso do mundo,

adoece.

Os comprimidos de merc�rio prescritos pelos seus m�dicos,

para o tornarem imortal, destroem-lhe o c�rebro e o corpo.

A busca da imortalidade do Primeiro Imperador

adveio da sua megalomania.

Tinha conquistado e criado um vasto imp�rio, nunca antes visto,

e julgou que governaria para sempre.

Por�m, n�o podia enganar a morte.

Com 49 anos, Shi Huang Di, o primeiro Imperador da China,

morre.

� sepultado num t�mulo com 51 m�,

mas n�o viaja para o Al�m, sozinho.

Com ele, v�o as mulheres que n�o lhe deram filhos.

E centenas de artes�os,

enterrados vivos para manterem os segredos do seu t�mulo.

E a guardar o seu imperador,

uma for�a extraordin�ria de 8000 soldados.

O ex�rcito de terracota.

Cada um deles � �nico;

h� quem creia que foram moldados a partir de pessoas reais.

Enquanto, na China, a Idade do Ferro forja um imp�rio,

ao largo da costa africana, uma frota parte numa expedi��o

que lan�a a primeira grande era de explora��o da Humanidade.

A liderar uma frota de 60 navios, Hanno, Rei de Cartago.

Aventureiro, pioneiro.

Faz uma das primeiras viagens de descoberta, documentadas,

rumo ao desconhecido.

O povo de Hanno s�o os Fen�cios.

Um imp�rio comercial, mar�timo,

com col�nias por todo o Mediterr�neo.

Tal fez deles os melhores construtores navais do mundo.

O seu segredo?

Ferro.

O que torna o ferro superior ao bronze s�o arestas mais afiadas.

Se se trabalhava com madeira, poder ter arestas mais afiadas,

implicava poder fazer placas finas, moldar traves.

Podiam construir-se navios melhores.

As ferramentas de ferro revolucionam a constru��o naval

e permitem � Humanidade inovar como nunca antes.

Uma inven��o revolucion�ria:

A quilha.

Agora, os navios podem permanecer est�veis, nas �guas mais agitadas.

A chave para o futuro da Humanidade, no mar.

Hanno zarpou do Mediterr�neo, rumo a �guas desconhecidas,

o oceano Atl�ntico.

Como 30 mil colonos, procura novos territ�rios,

novas oportunidades.

Alguns destes primeiros exploradores s� sabiam que o mundo caia a pique.

� um grande passo rumo ao desconhecido.

Hanno escreve um relato da sua viagem.

"De noite, vimos a terra coberta de fogo.

"No meio, havia uma chama alta,

"mais alta do que as outras, que parecia alcan�ar as estrelas.

"Uma elevada montanha, chamada Carro dos Deuses."

A primeira descri��o escrita do Monte Camar�es,

o maior vulc�o da �frica ocidental.

Registado com uma nova tecnologia de escrita, revolucion�ria:

O alfabeto.

Os Fen�cios inventam 22 s�mbolos ou letras

que podem ser combinados para representar quase todos os sons,

em qualquer l�ngua.

F�cil de aprender,

o alfabeto p�e a leitura e a escrita ao alcance de todos.

� uma das chaves para o futuro das comunica��es.

A inven��o do alfabeto foi um dos maiores passos

da Hist�ria da Escrita.

Simplificou drasticamente o processo de escrever,

tornou muito mais f�cil aprender a ler e a escrever.

Ao largo da costa do atual Gab�o,

Hanno regista outro encontro extraordin�rio.

"Havia uma ilha cheia de homens e mulheres selvagens.

"Tinham corpos peludos.

"Os nossos int�rpretes chamavam-lhes Gorillae.

2500 anos antes de Darwin,

exploradores Fen�cios reconhecem os grandes s�mios

como nossos parentes distantes.

Os Fen�cios estabelecem col�nias por todo o mundo mediterr�neo,

levam o com�rcio, ideias,

ao L�bano, Tun�sia, Chipre, Sic�lia

e � Ilha de Ibiza.

Ao expandirem-se, o conhecimento do alfabeto difunde-se.

E entre um grupo de exilados, na cidade da Babil�nia,

torna-se a chave para criar um livro que moldar� a Hist�ria da Humanidade.

A B�blia.

Babil�nia, no M�dio Oriente.

Uma grandiosa cidade, famosa pelos seus jardins suspensos.

Aqui, decorre uma revolu��o espiritual.

A Idade do Ferro � uma era de novas gentes,

novas ideias

e f�s que ainda dominam o mundo atual da Humanidade.

Por todo o mundo, religi�es locais d�o lugar a novas cren�as poderosas.

Espalhadas pela palavra escrita,

as f�s do mundo ainda hoje nos acompanham.

O Hindu�smo une grande parte da �ndia.

Do sop� dos Himalaias,

as palavras de Buda espalham-se pela �sia.

Na China, os textos de Conf�cio ajudar�o a ordenar as vidas

de 1/4 do mundo.

� a era de Jesus, Buda e Conf�cio.

Parece haver um per�odo, que coincide mais ou menos,

com o emergir da tecnologia do ferro.

� como se a Humanidade, por toda a Terra,

alcan�asse um n�vel de sofistica��o social e pol�tica

que n�o tinha existido antes, e fazem-no quase em simult�neo.

Na biblioteca da Babil�nia,

um grupo de Judeus exilados usa o seu pr�prio alfabeto,

na l�ngua hebraica, para registar a Hist�ria e as cren�as do seu povo.

"Junto aos rios da Babil�nia nos sent�mos a chorar,

"recordando-nos de Si�o."

H� duas gera��es, a Babil�nia conquistou Jerusal�m,

destruiu o seu templo ao deus Judeu, Iav�,

exilou os Judeus na Babil�nia.

Agora, cativos numa terra estrangeira,

os Judeus iniciam aquele que se tornar� o livro mais influente

da Hist�ria da Humanidade, a B�blia.

O que hoje conhecemos como a f� Judaica,

come�a n�o com Abra�o ou Mois�s,

nem com o Templo de Salom�o.

A f� Judaica come�a no ex�lio babil�nico.

Babil�nia � uma cidade do futuro.

Cosmopolita, multicultural,

uma cidade de muitos deuses diferentes.

Mas neste cadinho, os Judeus inscrevem na Hist�ria da Humanidade

uma ideia revolucion�ria:

O monote�smo, toda a exist�ncia criada por um deus.

Em vez de pensarem em Iav� como o deus superior aos outros,

um dos muitos deuses, mas o deus de Israel,

os Judeus come�am a pensar que talvez Iav� fosse o �nico deus.

Mas para os Judeus da Babil�nia, a palavra de Deus est� amea�ada.

A cidade � cercada pelos ex�rcitos do Imp�rio Persa.

Se cair, as suas fr�geis escrituras podem arder.

Um homem aproveita o momento.

V� uma oportunidade.

Zorobabel.

Pr�ncipe exilado, descendente dos reis Salom�o e David.

Decide que conduzir� os Judeus do ex�lio,

rumo � Terra Prometida.

Mas muitos n�o querem ir;

viveram todas as suas vidas na Babil�nia,

e a viagem ser� perigosa.

Zorobabel convence cem fam�lias a partir.

A sua partida da Babil�nia tornar-se-� um novo cap�tulo

na Hist�ria da Humanidade.

"Sa� da Babil�nia, fugi da Caldeia!

"Anunciai esta nova com gritos de alegria,

"publicai-a at� �s extremidades da terra.

"Dizei: "O Senhor resgatou o seu servo Jacob."

Uma viagem �pica de 805 km,

de regresso � cidade sagrada que nunca viram:

Jerusal�m.

"Ainda que os teus exilados se encontrassem na extremidade do c�u,

"mesmo dali te reuniria o Senhor, teu Deus, e ali te iria buscar."

Levam com eles palavras

que se converter�o no Antigo Testamento da B�blia,

o livro mais lido do mundo.

Seis mil milh�es de exemplares, impressos nos �ltimos 500 anos.

Diria que a B�blia � o texto mais influente que j� foi escrito.

A B�blia foi o primeiro bestseller,

o primeiro livro a ser impresso mecanicamente

e, hoje, � o mais vendido.

O ferro introduziu uma nova era para a Humanidade.

Transformou paisagens, forjou novas liga��es,

mudou a forma como pensamos.

Agora, um novo tipo de imp�rio erguer-se-�...

Roma.

A Humanidade salta em frente, com um novo ritmo de vida.

E numa cidade do Imp�rio Romano, a vida e morte de um homem

transformar�o a vida de milhares de milh�es.

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

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