All language subtitles for Bones S03E14 2007 Disney+ WEB-DL 1080p H264 DDP-HDCTV_track6_[por]

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Original subtitles

Obrigado. Mais uma atuação excelente. Mas a noite ainda agora começou.

Por isso, palmas para a linda e persistente Emma von Helberg.

A seguir, mais uma presença habitual do Checkerbox,

a voz suave e envolvente de Chris Calabasa.

Devias ter deixado a canção no chuveiro.

Não podia ouvir-te assassiná-la mais.

O sacana roubou-me a canção. Toca o "Piano Man".

Que original.

Todos os ossos parecem estar partidos.

-Santinho. -Obrigado.

Os fragmentos de pélvis indicam que é um homem.

-Estás bem? -Obrigado, estou ótimo. Só...

Partículas da relva cortada provocam-lhe a libertação de mediadores inflamatórios.

-Alergias. -Foi o que eu disse.

Pela decomposição, ele está morto há um par de semanas.

-Foi largado aqui após a morte? -Lividez indeterminada.

Como é que um francoatirador tem alergia à relva? Um espirro revelaria a posição.

Ossos, eu trabalhava no deserto. Havia areia e não relva.

Ouvi um ruído seco que me chamou a atenção.

-Viu o corpo antes disso? -A culpa não é minha.

A relva do Johnson tem 2,4 m de altura. É como conduzir no escuro.

-Devia ir a conduzir depressa. -Tinha um encontro.

Queria ir a casa tomar banho. Ela ainda deve estar à espera no sítio das falafel.

A relva do Johnson tem toneladas de pólen. Os olhos podem inchar. Se a garganta...

São alergias. Estou ótimo.

Por acaso não viu uma cabeça, pois não?

-Falta a cabeça? -Não a vejo, nem fragmentos do crânio.

-Lamento. -Há aqui massa encefálica.

Ele deve ter tido cabeça.

-Encontrei. -A rapariga não vai acreditar nisto.

A lâmina deve ter cortado logo abaixo da vértebra C5,

e a força do impacto impulsionou a cabeça para a grelha.

Então, presumivelmente, ele foi morto, decapitado e feito em adubo.

Este tipo não podia ter tido mais azar!

Os ossos são densos, de grande robustez.

Condizem com a musculatura dele.

Provavelmente, era um atleta. Aposto que era sexy.

Sim. Bem, agora, decididamente, não é.

-Acho que ele estava constipado. -Parece que era caso sério.

Tinha vestígios de chá e mel no estômago e restos de um rebuçado para a tosse.

O relógio da vítima é fixe.

-Mede pulsação, calorias, velocidade. -Atleta. Tal como eu disse.

O ginásio já é suficientemente mau sem um relógio a gritar connosco.

Eu faço os exercícios no meu apartamento.

São 30 minutos de passadeira rolante, 100 abdominais e levantamento de pernas,

e 20 minutos de pesos livres. Sou surpreendentemente forte.

-Estou surpreendida. -A odontologia descobriu.

Tommy Sour.

Participaram o seu desaparecimento há duas semanas.

-Ouço alguém lá dentro. -Arromba a porta.

Magoa-me o ombro fazer isso.

Que barulho irritante é este?

Não se entra assim n...

Desculpem. Estava com os tampões. Posso ajudar-vos?

Agente Booth, FBI. Dra. Brennan. Informou o desaparecimento de Tommy Sour?

-Há duas semanas. Vive na casa ao lado. -Podemos entrar?

-Tenho uma exposição daqui a um mês. -Tem influências dos neoexpressionistas.

Nem olhe para isso. É mau. Lá está ele outra vez. Não me consigo concentrar.

Este despertador toca de dois em dois minutos desde que Tommy desapareceu.

-Isso é irritante. -Foi por isso que pus os tampões.

Eu pedi aos polícias para o desligarem. Talvez o possam fazer.

Sr. Matthews, o Tommy Sour está morto.

Notou alguma coisa de estranho no seu comportamento?

-Eu não o conhecia bem. -Participou o desaparecimento dele.

O correio dele começou a acumular-se, mais aquele despertador irritante.

-Está a dar-me cabo dos nervos. -Esta escultura é impressionante.

É do meu período pré-alarme.

Então, e desconhecidos? Caras novas por aqui?

-Sim. A Pam Gorda. -Como?

-A Pam Gorda. Uma das clientes do Tommy. -Pensei que não o conhecia assim tão bem.

Ele era meu vizinho.

Quando púnhamos o lixo lá fora, víamo-nos e falávamos. Sabe como é.

O Tommy era o treinador da Pam Gorda no Ginásio Valera.

-Tem de lhe chamar Pam Gorda? -Era o que ele lhe chamava.

O Tommy não era o rapaz mais simpático à face da Terra.

-Ela nem sequer era tão gorda assim. -Tinha excesso de peso.

A gordura é um depósito por baixo da pele. Consiste de lípidos.

A Pam não era um daqueles robôs do fitness com quem o Tommy costumava andar.

Ela começou a seguir o Tommy até casa. Sentava-se na berma do passeio a olhar.

Há um mês, ela apareceu a meio da noite e começou a bater à porta dele.

Estava zangada?

Estava de body e saltos altos, por isso, acho que a ira não era a emoção principal.

Está a implicar que ela estava sexualmente estimulada.

-E então, eles... Está a ver, eles... -Eles tiveram relações sexuais?

-Só se foi através da porta trancada. -Então, não?

-Muito bem. Vamos. -Porque estás a bater palmas?

-Obrigado. -Não tem de quê.

Podiam desligar o alarme? Ou dar-lhe um tiro?

C5, abaixo do hioide, parece ter sido aparado à frente.

-Aparado? -Como se faz com um cortador de queijo.

-Alguém lhe cortou a garganta. -Isto não foi feito por uma faca.

Não há recorte serreado, nem mesmo microscópico.

Então, o que foi?

Cortador de queijo parece ilógico, nestas circunstâncias. Vou procurar alternativas.

Estão só a tentar ser saudáveis.

Há uma linha ténue entre a saúde e a vaidade.

Esta obsessão com a perfeição física tolda a visão moral da sociedade.

-Estás a comê-la com os olhos. -Não.

-Estás, sim. -Só estou a admirar a rotina dela.

Olá. Sou o gerente, Dr. Jason. Sei que são do FBI.

Agente Especial Booth. A Dra. Brennan. Estamos aqui por causa de Tommy Sour.

-Ele meteu-se em sarilhos? -Está morto.

Isso explica porque não atende as minhas chamadas.

-Não parece muito perturbado. -O Tommy era o meu treinador mais popular.

Desde que desapareceu, tive que lidar com muitos clientes zangados.

Vocês são do FBI. O Tommy foi assassinado?

Por acaso não conhece uma mulher, cliente dele? A Pam?

Havia quem lhe chamasse Pam Gorda.

Já sei de quem está a falar. A Pam Nunan.

Marcava sessões de duas horas. Pagava em dinheiro. A cliente perfeita, até...

Até?

Até se apaixonar pelo Tommy. Começou a assustá-lo.

-Como assim? -Ele dizia que ela o assediava.

Roçava-se nele. Até o convidou para um cruzeiro nas Caraíbas.

-Tem a morada da Sra. Nunan? -Claro.

Isso não ajuda a investigação.

Ele é tão querido, não é? O Tommy é uma pessoa maravilhosa.

Tem um grande coração e é muito dedicado.

Trouxe um álbum de fotografias?

Disseram que queriam falar do Tommy. Pensei que gostassem de ver fotografias.

Essas fotografias são...

São tiradas a uma grande distância, Pam.

Ele é tão tímido. É uma das coisas que adoro nele.

O Tommy era o seu treinador pessoal?

Era muito mais do que isso. Antes de eu conhecer o Tommy, sentia-me tão deprimida.

Mas o Tommy é tão querido.

O Tommy partilha do seu afeto?

Porque é que pergunta isso assim? Porque eu não pareço um espantalho, como ela?

Porque me está a atacar? Eu pareço um espantalho?

Bem... Tu... Eu acho-te atraente.

Obrigada. Tal como o Tommy, vê-me pelo que realmente sou. Não sou enfezada.

Eu não sou enfezada. A minha massa muscular está nos limites normais.

Podemos falar sobre o Tommy, por favor?

-Se não me amava, porque quereria casar? -Ele ia casar consigo?

O Tommy é a minha vida, e eu sou a dele.

Seja o que for que achem que ele fez, não foi ele.

Não estamos preocupados com o que ele fez, mas sim com o que você possa ter feito.

O Tommy está morto.

A imagem que tem de si própria não corresponde à sua aparência real.

Ela é um pouco forte, mas crê que é uma mulher muito forte

que consegue convencer os outros de que é só um pouco forte.

E a maneira como as pessoas a tratam convence-a de que tem razão.

-Isso é interessante. -Está só a fingir.

-Isto significa muito pouco para si. -É verdade.

Tem um preconceito irracional contra a psicologia,

devido a emoções que são demasiado complicadas para si.

E eu vou lá beliscá-las, o que as torna reais e dolorosas.

E, no entanto, eu não sinto dor. Só uma espécie de desinteresse.

Então, porque não pega nos seus poderes de observação

e se concentra nela?

-Está bem. Está a separar os aperitivos. -Isso quer dizer alguma coisa?

Está a tentar controlar uma situação que escapa ao seu controlo.

Ou está apenas aborrecida. Já está à espera há uma hora.

-Lamento tê-la feito esperar. -Eu não matei o Tommy. Eu amava-o.

-O que é isto? -Aborreci-me. Estou à espera há uma hora.

-Eu acredito que amava o Tommy. -Obrigada, Agente Booth. Pois amava.

-Mas não acredito que ele a amava a si. -Por eu não ser anoréxica?

-Sra. Nunan... -Chame-me Pam.

A Pam perseguia-o e ele evitava-a.

Se ele não me amava, porque é que me deu isto pelo Natal?

P-a-m. Sabe como se lê?

-Pam. -Exatamente.

O que é que lhe deu, antes de ele lhe dar essa pulseira?

Excelente pergunta.

-O que é que isso interessa? -Só por curiosidade.

Mil dólares para o centro de música. Ele adorava música.

Mil dólares? É muito generosa.

Uma maneira de o obrigar, de forçar uma ligação emocional.

-É extremamente passiva-agressiva. -Acha que ela o matou?

Não há dúvida que ela está iludida.

Se ela acreditava mesmo que ele ia casar com ela,

então, estava a preparar-se para um fim trágico.

-Trágico? -Podia assegurar que ele não a deixava...

-Matando-o. -O Tommy tinha uma voz linda.

O sonho dele era ser cantor profissional e eu queria apoiá-lo.

Fiz tudo por ele.

Ele era meu. O Tommy era meu, apesar do que os outros pensavam.

-Quando é que o encontraram? -Ontem. Mas morreu há duas 2 semanas.

Eu estive na Flórida. Parti há um mês e voltei há dois dias.

Estive com a minha mãe e o meu pai a preparar o casamento.

O casamento com o Tommy?

Claro, seu tolo.

Escreva-me o número de telefone dos seus pais na Flórida,

para eu poder confirmar o seu paradeiro.

Obrigado.

Quem me vai amar agora?

Lamento.

-Não. Não lhe toque. -Porquê?

Obrigada, Agente Booth.

A patologia é clara. Ela é possessiva e amoral.

As ligações são forjadas através da manipulação e da ilusão.

-Quando uma ligação tão ténue se corta... -Ela matou o Sour?

Não o posso afirmar, mas ela é uma pessoa perigosa.

Obrigado. A história dela confirma-se. Estava na Flórida quando ele foi morto.

Os pais ficaram arrasados ao saber que o futuro genro não será o boneco dela.

-O Dr. Sweets acha que é uma assassina. -Acho que é perigosa.

-Concordo. -Obrigado, Agente Booth.

Os presentes, tirar fotografias à distância

e aparecer a meio da noite, de roupa interior, é tudo muito perigoso.

A troça não me fará mudar de opinião.

Já troçaram de mim muitas vezes.

Esta saiu mal.

Ótimo. Agradeço a ajuda, mas ela tem um álibi. Até logo.

Mas tenha cuidado com ela. Ela é instável.

Ótimo. Obrigado.

A nossa sessão na terça é às 16:00. Exercícios de confiança. Apareçam.

Adeus.

-Recebi a sua mensagem. -Chegou o relatório de toxicologia.

Havia vestígios de THC no sangue dele.

Enviou-me uma mensagem porque ele fumava marijuana?

Não. Veja no monitor.

-Estava infetado com uma bactéria. -E.coli.

Pela concentração, a infeção ocorreu poucas horas antes da morte.

-Qual foi a origem? -Já lá vou.

O CDC localiza todos os surtos de E.coli

e o último local com um surto de E.coli foi na Virgínia,

no restaurante Checkerbox, Alexandria.

O culpado? Mel cru contaminado, do tipo que encontrei no estômago dele.

Finalmente. Mais uma canção e eu começava a disparar.

Ele tem uma excelente projeção de voz. Ouvi-o quando estava a estacionar.

Falei com alguns dos clientes. O microfone aberto é às segundas e terças.

-Há quem ache que isto é bom. -O que é a noite de microfone aberto?

É uma mistura de cabaré e karaoke. Cantores que querem ser descobertos.

Importam-se de estar calados?

Com base no E.coli no estômago do Tommy, ele esteve aqui pouco antes de morrer.

A Pammy disse que ele tinha jeito para a música.

Este tipo não é mau.

-Estás a gozar. -Não. Adoro o entusiasmo dele.

Meu, é preciso chamar o gerente?

Meu, sabe que mais? Seria ótimo. Porque é que não nos diz quem é?

A seguir, o suave e envolvente Chris Calabasa.

Desculpe. Agente Booth, FBI.

Vá lá, eu já vos disse tudo o que sei.

Eu comprei o mel a uma companhia de Maryland.

Dei a fatura da venda e o mel ao tipo do CDC. Que mais querem?

Não viemos por causa disso. Temos de falar acerca do Tommy Sour.

Pensamos que ele foi assassinado.

-Eram amigos? -Era bom para o negócio, tinha talento.

Apareceu em todas as noites de microfone aberto desde o primeiro dia.

Deixei de o ver e pensei que tivesse arranjado onde atuar com cachet.

-A sua atuação final foi invulgar? -Não. Todos adoravam ouvi-lo, sempre.

Todos acham que são o próximo Kelly Clarkson.

-Tem razão. -Quem?

-American Idol? "Because of You"? -Por causa de mim?

Esquece. Fica aqui. Não ali.

-E ele tinha inimigos? -Sim. Estão a ouvi-lo agora.

Havia um caçador de talentos nessa noite. O Tommy roubou-lhe a canção.

-O Chris teve de cantar o "Piano Man". -Isso dói.

Quando o Chris acabou de cantar, ele e o Tommy começaram a discutir.

Desapareceram para o parque de estacionamento.

-E depois? -Não sei. Não voltei a ver o Tommy.

O Tommy era um idiota. Enchia isto de fãs que gritavam quando ele desafinava

e falavam alto durante as outras atuações. Sabem o que isso faz a um cantor?

Imagino que seja desanimador, dada a sua necessidade de aplauso.

É uma necessidade básica humana.

O fundamento da dignidade e...

-Vais confundi-lo. Continue. -O Tommy achou que ia vencer.

Mostrou-me um cheque de um milhão e disse que ia levantá-lo no Natal.

-Ele era bom? -Houve um tipo que o filmou.

Está numa página do MySpace.

Este tipo é bom.

Obrigado, Paula. Podemos concentrar-nos nisto?

Na noite em que o Tommy foi morto, discutiram por causa de uma canção?

Não era uma qualquer, era a minha canção. "Far Away", dos Nickelback.

-Ele sabia que ia cantá-la nessa noite. -Ficou zangado com isso?

Eu não o matei. Descarreguei e o Tommy foi-se embora.

Só disse: "Adeus. Até depois"?

Voltei a entrar. Queria apresentar-me ao caçador de talentos.

-Está cá outra vez. Pode perguntar-lhe. -Sabe que mais? Vou mesmo. Fica aqui.

Este tipo é uma estrela, não é?

-É o agente dele? -Não, só um fã. Um fã da música.

-Em que discográfica trabalha? -Sou independente.

Eu e o meu colega de quarto tivemos uma banda na faculdade. Não éramos maus.

Os tipos da A&R iriam sentar-se à frente. O que faz aqui atrás?

-O que é que isso lhe interessa? -O que está a beber?

Desculpe.

Mas que raio é isto? Gatafunhos?

-Está tudo bem aqui? -Vamos lá para fora.

-Porque se faz passar por caça-talentos? -Não sei...

Responda à pergunta, ou prendo-o por fraude.

-Mas eu não... -Vocês os dois trabalham juntos.

Você sabia que, se houvesse um caça-talentos,

iriam aparecer mais cantores. Você vende mais bebidas, fatura mais.

Eu só lancei o boato. Pedi ao Mitch para usar fato e tirar notas.

Era só um trabalho.

Fez o Tommy acreditar que ia ter um contrato.

Eu não fiz mal a ninguém.

Explorou a necessidade de atenção deles. Isso é cruel.

-Não me vou enterrar por tua causa. -O Tommy percebe tudo.

Há uma discussão. Ele enfrenta-o.

Não. Juro. O Tommy não sabia nada do Mitch. Ninguém sabia.

Se repetem a brincadeira, prendo-vos por conspiração, fraude e embuste.

-Perceberam? -Sim.

Senhor.

Vamos. E nem pensem sair da cidade,

porque estão ambos sob investigação por homicídio.

-Estão? -Não. Só não gosto deles.

-Como vai isso? -Ainda estou a ver.

A parte aparada foi muito fina e conformada à...

-Preciso dos ossos. -Também eu, Hodgins.

Tenho de passar um algodão nas marcas de atadura.

Sabias que eu também cantava?

-Quando era criança. -Tu?

Os meus pais achavam que as aulas de canto me integrariam socialmente.

-A sério? -Sim. Eu era bastante bom.

Fui aclamado pelos pais dos meus colegas.

-E os teus colegas? -A minha mãe dizia que tinham ciúmes.

Ciúmes do teu canto?

Estou a tentar, Zack, mas não estou nada a ver.

Foi excelente.

Obrigado. Agora, tenho de voltar ao trabalho.

Ouve, Pavarotti.

Preciso da vértebra C5, do hioide e do osso temporal.

-Temos de identificar a arma. -Identificando as partículas,

posso dar-te mais informações.

Obrigado pelo concerto.

-Precisam de alguma coisa? -Não.

Não. Estou só a fazer a minha...

Só... Obrigada.

Percebo um miúdo que queira ser estrela, mas metade deles têm mais de 30.

-Eles acham mesmo que vão ser famosos? -A necessidade de sobressair é inata.

-É detestável. -Foste o melhor francoatirador militar.

-Só fiz o meu trabalho. Bem. -E isso destacou-te dos outros.

Estamos a falar de cantar canções horrendas da Broadway.

Não importa. O melhor tem estatuto e poder e torna-se um ser superior.

Alguns daqueles não vão acasalar, de certeza.

Mas terão poder e prestígio. Tu tens isso por seres um agente excelente.

-Achas? -Claro.

Sou a melhor no meu campo. Seria autodestrutivo trabalhar com um inferior.

Pronto. Ainda bem, porque tenho de ser honesto contigo.

Por vezes, acho que pensas que és melhor do que eu.

-Bem, sou mais inteligente... -Lá estás tu.

...em certas áreas, e, noutras, reconheço as minhas limitações

e admiro as tuas capacidades.

-Tu admiras-me? -Em certas áreas de especialização.

Eu admiro as tuas capacidades. Nisso da ciência.

-Obrigada. Também sou escritora. -Eu sei.

-Isso também me dá um estatuto elevado. -Aí vem o ego.

Não estou a dizer que é correto que a sociedade me promova.

Não estou a dizer que o mereço. Só estou a dizer que isso acontece.

A sociedade devia promover os académicos, não os atores e os atletas.

-Então, e os polícias? -São muito importantes.

É a Pam. A Pam Nunan.

-Em que posso ajudá-la? -Está disponível para nos encontrarmos?

Como é que conseguiu o meu número?

O seu gabinete deu-me o número. Eu disse que era a sua mãe.

-Sim. A Dra. Brennan e eu podemos vê-la. -Não. Só o senhor.

Se é relevante para o caso, creio que seria importante a Dra. Brennan...

Estou no seu escritório daqui a meia hora. Mas encontre-se comigo a sós.

Desculpe. É acerca do Tommy?

O que mais poderia ser, Agente Booth?

Está bem. Dentro de meia hora.

O que é que ela queria?

Quer encontrar-se comigo a sós, sem ti.

-Porquê? -Deves tê-la feito sentir-se embaraçada.

-Como assim? -Por seres quem és.

E és uma mulher equilibrada.

E autora de bestsellers. Estive na lista do New York Times 18 semanas e ganhei o...

-Por aqui. -Obrigada por se encontrar comigo.

-É o meu trabalho. -Adorável. É o seu trabalho.

-Disse que tinha informações... -Fã de hóquei.

Tenho a mesma fotografia no meu escritório. E chame-me Pam.

Tenho bilhetes para os Capitals. Devíamos ir.

-Sra. Nunan, acerca da investigação? -Seeley, por favor. Pam.

-Tenho uma pergunta. -Geralmente, sou eu que faço perguntas.

Namora a Dra. Brennan?

-Não. Ela é a minha parceira. -Estou a ver.

É o seu sobrinho?

-É o meu filho. -É casado?

Não. Estou um pouco ocupado, Sra. Nunan.

Trouxe-lhe uma coisa.

Sei que gosta muito de meias.

-Como é que... -Reparei na última vez.

Por fora, é um homem duro, mas o senhor é como eu.

-Imprevisível, como o Tommy era. -Por favor.

Eu sei. Não devíamos falar de antigas paixões quando estamos a conhecer-nos.

Disse que tinha informação sobre o homicídio do Tommy.

A sério? Tenho fé que vai descobrir quem o matou.

E o Tommy não havia de querer que eu o chorasse para sempre.

Veja só estes louvores todos.

É mesmo bom no seu trabalho, não é?

-É também por isso que me atrai. -Minha senhora, isto é inapropriado.

"Minha senhora." Que encantador.

Mal posso esperar para contar à minha mãe que disse isso.

Bem, adeus por agora.

-O que estão a ver? -O Dr. Sweets encontrou o vídeo do Sour.

Tem uma boa voz, mas está a esforçar-se demasiado.

Há dois tipos de cantores. Os apresentativos precisam de atenção.

Os representativos querem que a audiência sinta. É catártico.

-Ele está a exibir-se. -Fácil para os olhos, fácil de esquecer.

-Um único êxito, como os Chumbawamba. -Chumba-quê?

"Tubthumping"? Não me diga. A sério que não conhece?

É uma excelente canção. É hímnica.

-Isto tudo é simples psicologia, para si? -As ações são motivadas pela necessidade.

Se descobrirmos as nossas necessidades, descobrimos quem somos. Sim.

Não. A sociedade torna-nos no que somos. Não a psicologia.

A sociedade modela as nossas ações. É a cultura que nos impele.

Vou separar-vos. Se continuam a discutir, não comem a sobremesa.

Não estamos a discutir. É apenas um debate colegial, certo?

Certo.

-Como é que correu com a Pam? -Voltou a vê-la?

Qual é o problema, Sweets? Ela só me deu um par de meias.

-Não tem graça. -Pois não.

-Porque é que eu me ri? -A Pam controla a sua agenda

aparentando vulnerabilidade e depois, generosidade. É manipulação clássica.

-Vou devolver as meias pelo correio. -Olha. O Tommy ia lançar um CD.

-"I Can't Do Better Than You." -Será que a Pam achou que era para ela?

Provavelmente, via mensagens secretas em todas as canções dele.

Até aos meus 13 anos, eu queria ser a próxima Cyndi Lauper.

Eu diria que estás a brincar, mas acho que não sabes fazê-lo.

Chamávamos-lhe "radical". A minha mãe dizia que eu cantava tão bem como ela.

-Tão bem como a Cyndi Lauper? -Sim.

-As mães agem assim. É saudável. -Não era lisonja.

Dizia que eu cantava "Girls Just Want To Have Fun" melhor do que ela.

É uma expressão de afeto, não uma avaliação objetiva.

-Acho que está errado. -Está bem. Então, mostra lá.

-Nem pensar. -Mostre-nos uns compassos.

-Vá lá. -Não consigo cantar sem mais nem menos.

Preciso de música e de uma atmosfera frívola adequada.

Diva, génio forense, autora, melhor do que a Cyndi Lauper...

Espere, veja isto. Pare o vídeo. Olhe para ele.

O Tommy está a cantar para a mulher que está ao pé, que nos mandou calar.

Tem sulcos nos corrugadores. Os lábios apertados. Mentalis enrugados.

-Os corrugadores são... -Nós sabemos.

Eu não sei.

Ele parece estar muito zangado. Tipo "sai da minha frente".

-Ele toca guitarra. -Sim?

Foi assim que morreu o Tommy.

-A corda pode ser a arma do crime. -Porque corta o queijo?

Porque o ferimento existente se aproxima das marcas do instrumento na C5 da vítima.

Ele sabia disso. Só queria dizer "corta o queijo".

Pronto. Hodgins, é o guitarrista.

-Zack, tu és o Tommy. -Reconstituição. Fascinante.

-Não para mim. Sou sempre o que é morto. -Tu és o cantor. O cantor era a vítima.

O Tommy foi estrangulado por trás com um arame ou uma corda de guitarra.

A corda foi puxada com força...

-Cortando-lhe a garganta e a traqueia. -Claro.

-Quando perdeu os sentidos, caiu. -Fraturando o queixo.

Ele era grande. Segundo o vosso cenário, não reagiu.

Nada nos dados disponíveis sugere que ele resistiu.

O Tommy estava pedrado. Isso pode ter-lhe diminuído os reflexos.

O que explica a vértebra aparada.

Uma corda de guitarra cortaria uma lasca fina de osso,

quando o Tommy caiu para o chão.

Espantoso.

O Tommy Sour foi estrangulado, Dax. Possivelmente com uma corda de guitarra.

Sei que não gostou que ele cantasse para a sua namorada.

De que raio está a falar? A minha namorada está no Texas.

-E esta? -É a Helen. Atuamos juntos.

Sabe que ela é casada, não sabe? Com outra pessoa?

-Porque é que está tão zangado? -O Tommy era um filho da mãe.

Sinto-me paranoico, parece que estou a ser perseguido.

Perseguido? A sério? Talvez por se sentir um pouco culpado?

Eu apresentei o Tommy ao meu treinador, o Jason. O Jason é gerente de um ginásio.

-Precisava de treinadores. -O Jason? O Jason Bergman?

-Sim. Conhece-o? -Conhecemo-nos.

O Tommy e o Jason queriam abrir um sítio juntos. Que fosse deles.

Por isso, pediram um empréstimo. O Tommy roubou o dinheiro. Eram 50 mil, meu.

O Tommy usou o dinheiro para produzir o seu próprio CD.

Músicos bons, arranjos musicais, publicidade, tudo.

-Por isso é que tenho energias negativas. -Imagino como o Jason se sentiu.

O banco disse-me que o Jason é responsável pela quantia toda.

O que ele, convenientemente, se esqueceu de nos referir.

-Ele não veio. Tem o telefone desligado. -Isso é invulgar?

Podemos telefonar de dia ou de noite. Ele atende sempre.

Ótimo, obrigado.

Quero um mandado para Dr. Jason Bergman, homicídio em primeiro grau.

O que se passa?

Fez a análise elementar da vértebra C5?

Da vértebra C5, do hioide e do temporal. Estou a analisar as partículas.

-Preciso dos resultados mal possa. -Está bem. Como foi com o guitarrista?

-O Booth acha que não foi ele. -Mas a ferida...

Foi algum tipo de arame, mas não dele. O Booth suspeita do gerente do ginásio.

Então, procura um arame usado num ginásio ou por um fisioterapeuta.

Sim. Partindo do princípio que foi um crime passional,

o homicida usou algo ali à mão.

Está bem. Encontramo-nos lá. Preciso desses resultados.

É para já.

Despedi-me e decidi mudar de cidade. E depois?

Um polícia mandou-o parar na autoestrada, no Ohio.

Viajou sem parar desde ontem de manhã.

-Isso é algum crime? -Talvez.

Nós sabemos do empréstimo do negócio.

Então, também sabem que eu seria a última pessoa a querer o Tommy morto.

-Sou responsável pela massa toda. -A massa?

Cinquenta mil.

-Não via outra saída. -Pensou que se podia esconder?

Não sou casado. Não tenho família chegada.

Pensei que podia desaparecer. Ouvem-se histórias dessas constantemente.

Acho que ficou furioso e estourou. Aquele sítio era tudo para si.

O Tommy arruinou-o e você arruinou-o a ele.

Sabe o que acho? Um motivo sem prova é como uma bicicleta fixa.

-Chega-se a lado nenhum muito depressa. -Como neste caso?

Dr. Bergman, usava arames ou algum tipo de instrumento semelhante no ginásio

ou no consultório de quiroprática?

Mais perguntas terão de ser por intermédio de um advogado.

-Desculpem irromper por aqui. -Não podes fazer isso.

Havia indícios elementares na vértebra.

-O que é? -Sílica e alumínio.

-Traduz-me isso. -É barro.

-Muito bem. -Não tenho nada a ver com barro.

-Então, vai safar-se. -Não podes dizer isso.

Havia partículas prateadas embutidas no composto.

-Na vértebra dele? -Sim.

Há uma empresa que mistura pó prateado no barro para escultura.

Vendem-no diretamente pela Internet. E ouçam bem.

Enviaram recentemente um pacote de barro para a outra unidade do duplex da vítima.

-Um mandado de busca da minha casa? -Ele sabe ler.

Eu participei o desaparecimento. Porque havia de esconder algo?

Matou o Tommy e participou o desaparecimento para desviar suspeitas.

Não. Desculpe? O que está a fazer?

Interessa-se por ciência forense?

O quê?

Este arame de cortar barro corresponde ao objeto usado para matar o Tommy Sour.

-Vou fazer análises e ver se há sangue. -Olhe para ele. Não há.

Se o líquido ficar azul, quer dizer que esteve em contacto com sangue humano.

Está preso pelo homicídio de Tommy Sour.

Não estão a perceber. Eu não queria. O barulho era...

-O barulho? -Sim, está a ouvi-lo. O despertador.

Estas paredes são tão finas. Precisava de trabalhar, concentrar-me para a exposição.

O Tommy cantava a plenos pulmões dia e noite. Nunca se calava.

Eu supliquei-lhe que baixasse a voz, que cantasse baixinho. Ele não quis saber.

Isso dá-lhe o direito de o estrangular?

Só queria assustá-lo. Ele ia levar o lixo lá para fora e ia a cantar.

Ele é maior do que eu. Nunca pensei que podia matá-lo.

-Estava pedrado. Não podia defender-se. -Eu só dei um puxão ao arame,

e ele caiu morto no chão.

Mas fez-se silêncio. Finalmente, fez-se silêncio.

Foi ótimo.

O que se passa? Para que é que me chamaste aqui, Booth?

A tua necessidade de uma audiência ao vivo é inata, Ossos.

-Nem pensar. -Tenho a música, a frivolidade.

-De que mais precisas? -A Dra. Brennan é capaz.

Estamos aqui a apoiar.

É muito controlada. Seria boa ideia deixar-se levar.

-A sério? E você? -Eu vou cantar "Lime in de Coconut".

Vai ficar impressionada, tal como a minha turma de psicologia.

Esta oportunidade é um presente do Agente Booth.

Confie em si. Confie nos seus amigos. Deixe amadurecer. Vamos lá ouvir isso.

Olhe para mim, não para ela.

Faço isto por nós.

Zack, chama o 112.

Booth, vais ficar bem. Eu estou aqui. Vá lá.

Tu consegues. Vais ficar bem. Tu consegues.

Vá lá.

Vais ficar bem. Vá lá.

Tu consegues. Vá lá.

Vais ficar bem.

Vá lá, Booth...

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