All language subtitles for Bones S03E13 2007 Disney+ WEB-DL 1080p H264 DDP-HDCTV_track6_[por]

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Ossos, não vais acreditar.

Disseste a mesma coisa sobre o tipo que encontrámos dentro de um pneu.

Sim, não foi nada mau, mas isto é realmente estranho.

-Não acredito! -O que é que eu te disse?

Como é possível?

Talvez tenha sido enrolado num tapete.

-Onde está o tapete? -Apodreceu, com a carne.

O que foi? É possível.

Teria levado milhares de anos.

Os ossos deviam estar amontoados, mas qualquer coisa os mantém...

O que é que tens?

"Enrolado num tapete..." "A carne..."

Desculpem.

-Acha engraçado? -Não.

Espero que não. Devemos respeitar os mortos.

O que lhe aconteceu?

-Não sabia que ela ria. -O que faz aqui?

A Dra. Brennan foi suspensa das suas funções.

-O quê? -Por ter gozado com o Booth?

-Não me incomoda. -Temos a data do processo do seu pai.

Foi o Booth que o prendeu. Não podem trabalhar juntos.

-Não é preciso. -Não vale a pena separarem-nos.

-Eu sei separar as coisas. -Muito bem.

Entenda-se com o FBI, chéri.

Que porcaria.

-Este caso parecia interessante. -Sim. Muito interessante.

-Eu mantenho-te informada. -Sem mim, não resolvem o caso.

Já não vale a pena fazermos terapia, já não somos colegas.

-Separaram-se? -Não, separaram-nos.

-Decisão do FBI. -Porquê?

-O pai matou o diretor-adjunto do FBI. -É julgado para a semana.

-Eu devia ter sido informado. -Porquê?

-O Sweets fez-lhe o perfil psicológico. -Porque não mo disseste?

-É importante? -Sweets, a terapia acabou.

Com outra pessoa seria diferente, mas achei que não estarias interessada.

Tens razão.

Todos os seus colegas, incluindo o seu terapeuta...

Ex-terapeuta.

...vão tentar pôr o seu pai na cadeia.

É muito stressante.

-O Booth tem razão. Não me incomoda. -Não é verdade. Incomoda, sim.

É uma oportunidade para sentir as coisas em vez de as racionalizar.

Eu estou bem.

Se estivesse, estaria num canto a chorar ou em estado semicatatónico.

-Isso é estar bem? -Concordo com o Sweets.

É importante que saibamos

que, quanto mais fria e objetiva exteriormente,

maior é o seu sofrimento interior.

-Eu estou bem. -Não, não está.

Sweets, vou ter saudades suas. Foi um prazer trabalhar consigo.

A sério?

Eu também o acho intrigante, de forma não rigorosa e irrelevante.

-Obrigada pela ajuda. -Obrigado, Sweets.

De nada. Mas, se quiserem, nós podemos...

-Paga isto? -Claro. Podemos continuar a trabalhar...

Que cena... Achei que estava a fazer um bom trabalho.

Não leve a mal, mas preferia que a Dra. Brennan tratasse do meu caso.

-Já fez isto alguma vez? -Não é o primeiro processo dele.

É um investigador maduro?

Barbeio-me. Tenho carta de condução. Sei dar uns socos.

Já salvei uma vida. Já privei com uma mulher.

Desobedeci ao meu pai, parti corações e partiram-me o coração a mim.

Portanto, segundo as normas da sociedade, sou um homem crescido.

-Privou com uma mulher? -Ele vai falar assim no julgamento?

Max, se o Clark fizesse o inventário das suas qualificações,

estragava-lhe a surpresa no tribunal.

O Clark é um temível adversário.

-E aquele génio da tua equipa? -De olhos grandes e cabeça quadrada?

Duvida das minhas competências pelo feitio dos meus olhos?

O Zack trabalha com a acusação.

Está bem. Bem-vindo a bordo, puto.

-Pai... -Obrigado.

Porque está a apertar a minha mão com tanta força?

Larga a mão do Clark, pai.

Ótimo.

Esperamos lá fora, Tempe.

Queria mesmo que fosses tu.

Toma.

Deves usar esta gravata no tribunal.

Mas é uma gravata cinzenta.

O cinzento diz ao júri que és um homem sério e com discernimento.

Ou que sou desinteressante.

-Não posso fazer nada. -O que queres dizer?

O Booth, o Hodgins, o Zack, a Angela, a Caroline são meus amigos, mas...

Ouve, eu sei que gostas de mim. Está bem?

Eu vejo isso, mesmo que mais ninguém veja.

Portanto, não te preocupes com isso.

Eu ponho esta gravata.

-Odeio isto. Odeio. -Estranhos no nosso território?

-Não estarmos do mesmo lado. -Estamos todos contra a Brennan.

Não está sozinha. Está com os afro-americanos.

Isto não é uma competição.

O sistema judicial é um sistema competitivo.

Não estamos a competir com a Brennan. Mas é uma situação infeliz.

Sim, é uma situação infeliz.

Se ela sentir que não estamos a competir com ela,

a nossa amizade sairá incólume de tudo isto.

Além de que a Dra. Brennan deve saber que vamos destruí-los.

Eu depois explico ao Zack o sentido de "competitivo" até ele perceber.

A acusação reúne daqui a 20 minutos, e a Caroline não tolera atrasos.

Analisei todas as provas reunidas pelo Dr. Addy e a acusação.

O que lhe parece?

Não são provas diretas, mas são consistentes.

Talvez me sinta melhor depois do meu exame.

O que conclui das radiografias e dos restos da vítima?

-A assassino foi clemente. -Não é uma observação científica.

A vítima foi apunhalada, pegaram-lhe fogo, foi estripada. Onde está a clemência?

A morte foi instantânea. Um único golpe na apófise mastoide. Indolor.

Estripamento, punhaladas e queimaduras foi tudo depois.

-Clemência. -O Zack será uma testemunha mais precisa.

O Clark será mais persuasivo.

A acusação considera a objetividade uma virtude.

-A defesa humaniza o acusado. -Aceito a vossa lógica.

O meu objetivo é fazer com que o Dr. Addy perca toda a credibilidade.

Seria bom que o júri não sentisse que duvida de mim.

Isso vai ser difícil. O meu pai é culpado.

Dra. Brennan, tem de ser a última vez que exprime esses pensamentos em voz alta.

-Porquê? -O que nós pensamos é irrelevante.

Eles têm de provar que o seu pai é culpado, sem sombra de dúvida.

-De quanto tempo precisa? -O máximo de tempo possível.

-Também gostaria de ver os seus dossiers. -Porquê?

O Dr. Addy foi seu aluno. Quero saber quem é o meu adversário.

Vou dizer o que digo sempre antes de um julgamento,

porque este não é diferente dos outros.

-Nunca nos tinha dito isso. -O quê?

-Que é um julgamento como os outros. -O que implica que este é diferente.

-Não consegue fazê-los calar? -Não.

Caroline, estamos a falar da Ossos. É diferente. Reconheçamo-lo.

Há uma coisa que se mantém. Essa fivela de cinto à garnisé tem de ir à vida.

Nada de crachás com "resiste à autoridade" ou "a verdade anda por aí".

Não corte o cabelo na véspera do julgamento.

E desfeie-se um bocadinho. As mulheres do júri vão detestá-la.

Refinem o vocabulário.

Coma. Da última vez, só se ouvia o seu estômago.

Então, não me faça testemunhar logo de manhã.

Asseguro-lhe que me vou comportar como um adulto em tribunal.

Sra. Julian, eu não vou testemunhar.

Tens de testemunhar.

Não vou dizer-vos o que devem fazer, mas eu não testemunho.

Booth?

Bom, ouçam. A Ossos acredita neste sistema.

Não vai achar boa ideia que a Angela não testemunhe.

Quer que todos façamos o nosso trabalho.

Ela tem uma capacidade invejável e até perturbante de separar as coisas.

Que tal lhe pareceu o vocabulário de homem maduro?

Objetivo e imparcial. Como a Dra. Brennan gosta.

-Por mim, está tudo bem. -Eu falo com a Dra. Brennan.

Se ela disser que não se importa, eu vou a tribunal.

-Vemo-nos no tribunal. -Caroline, quando estiver a testemunhar,

o júri não verá a fivela do cinto, está escondida...

-A reunião acabou, chéri. -Quando estou de pé, a gravata cobre...

Eu sou o Juiz Marcus Haddoes. Este tribunal é meu.

Quando jurarem perante Deus dizer a verdade, olham para mim.

Neste tribunal, não sou Deus em pessoa,

mas sou o que mais se aproxima.

Para o público, sou um homem tímido.

Não hesitarei em vos fazer sair da sala ao menor pretexto.

Sra. Julian, pode começar.

Sou a advogada de acusação e vou provar-vos

que o Max Keenan assassinou o diretor-adjunto do FBI, Robert Kirby.

O meu cliente tinha um motivo para matar a vítima.

Motivo, meios e oportunidade, como muitos outros.

O diretor-adjunto não era flor que se cheirasse,

corrupto, um assassino de sangue-frio.

Tinha muitos inimigos que queriam a sua morte.

Eles dirão que o Kirby tencionava matar o Max Keenan e a sua família,

aquela bonita jovem mulher, e aquele belo homem,

para vos fazerem crer que foi legítima defesa.

A acusação não apresentará testemunha ou argumento

que não seja fundado em provas indiretas.

A Dra. Temperance Brennan é das melhores antropólogas forenses do país.

É conhecida pela sua integridade e pelo seu profissionalismo.

Também é a filha do acusado.

A Dra. Brennan não testemunhará a favor do seu pai

porque o júri não acreditaria que uma filha possa ser objetiva.

-É tudo. -Booth.

-Eu posso ser objetiva. -Eu sei, Ossos. Mas...

...que a acusação diz não ser "flor que se cheirasse".

Este homem degolou o Robert Kirby, depois estripou-o e pegou-lhe fogo.

E nós vamos prová-lo.

A Sra. Julian e eu discordamos em muitos aspetos,

mas tenho de reconhecer que o acusado é um homem agradável.

Retificação. Eu disse "charmoso", não "agradável".

É este tipo de disparate que eu quero evitar. Parem ambos com isso.

Mantenham as distâncias.

Levantem-se.

Vão tomar um café. Ouvimos a primeira testemunha da acusação daqui a 20 minutos.

Pode não ser um bom café, mas pelo menos está quente.

-Não podemos falar. -Sobre o caso.

Mas podemos falar sobre um mau café.

Põe o copo em frente da boca quando falares.

-Não vi a Angela hoje. -Ela recusa-se a testemunhar.

-Porquê? -Porque é a tua melhor amiga.

-Tu és meu amigo e não te importas. -Importamo-nos todos. Exceto o Zack.

O Zack é o único que tem ideias claras.

Tive de dar autorização ao Hodgins. Qual é o vosso problema?

Nenhum, Ossos. Fazemos o que tem de ser feito.

Acabem com isso.

A audiência recomeça em 30 segundos.

Boa sorte, Ossos.

E lembra-te, fui eu que te dei este café delicioso.

Porquê?

Porque sou a primeira testemunha da acusação.

A Dra. Brennan e eu entrámos em casa dela e vimos uma poça de sangue.

E temia pela vida de Russ Brennan?

Correto.

-Pensou que o sangue era dele? -Correto.

E de quem era o sangue?

A análise de ADN provou que era do diretor-adjunto.

Um instrumento pontiagudo foi inserido aqui,

perfurando o esternocleidomastóideo e cortando a carótida.

Entrou por trás da orelha, cortou a mastoide, atravessou a orofaringe

e acabou na mandíbula oposta.

Para criar esta poça, o corpo teria de ficar ali três a cinco minutos.

O tempo de o enrolar numa cortina de banho.

Como é que sabemos que o tubo de cobre é a arma do crime?

Havia traços de cobre na linha meloídea da mandíbula.

-E de que é feito o instrumento? -De cobre, precisamente.

Há provas que liguem o acusado ao local do crime?

Encontrámos as mesmas partículas no local do crime,

sob o teto onde o corpo foi queimado, e no seminário de Nossa Sra. dos Anjos.

Alguém esteve presente nos três lugares e transportou estas partículas.

-Quem o poderia ter feito? -O acusado esteve no seminário.

-Tem a certeza? -Eu próprio o vi lá.

O que fazia ele lá?

Fazia-se passar por padre.

Está absolutamente certo de que se trata da arma do crime?

Não posso afirmá-lo a 100%.

Está convencido, para além de qualquer dúvida razoável, que é a arma do crime?

Sim, estou.

Há alguma prova que ligue o acusado à arma do crime?

Em 1966, o Max Keenan foi condenado a prisão por assalto. Foi atacado.

Defendeu-se?

Sim.

Defendeu-se com isto?

-Sim. -Com sucesso?

-Eu só os queria assustar. -Sim.

-Qual foi o resultado do ataque? -Ninguém voltou a incomodá-lo.

-Mais alguma coisa? -Deram-lhe mais oito meses de cadeia.

Mais alguma coisa, Agente Booth?

Ficou conhecido por manusear armas pontiagudas.

Onde foi esta arma encontrada?

Aqui, no meio das cinzas.

O que são estas cinzas?

Os intestinos da vítima. O abdómen tinha sido aberto.

E com o corpo queimado e os intestinos reduzidos a cinzas,

como identificaram o corpo do diretor-adjunto Kirby?

-Não tenho nada a dizer. -É testemunha material sob juramento.

Jurei dizer a verdade e a verdade é que não tenho nada para dizer.

Meritíssimo Juiz...

-A testemunha vai responder. -Não, não vai.

-Angela, responde! -Silêncio, por favor.

Responda, ou será acusada de desrespeito ao tribunal.

-Posso tentar dissuadi-lo? -Porque a fez vir aqui?

Pensei que se assustaria com o seu ar severo.

-Invoco a Quinta Emenda. -Chérie, a Quinta Emenda protege-a

de ser forçada a incriminar-se.

A Primeira Emenda protege a liberdade de associação.

Portanto, protege a amizade. Invoco a Primeira Emenda.

-É ainda melhor do que a Quinta. -Não se trata aqui de amizade.

Estamos no Tribunal Distrital Federal do distrito de Columbia, EUA.

Se lhe fazem uma pergunta, responde, ou assume as consequências.

-Nunca. -Angie, eles não estão a brincar.

-Tens de intervir. -O quê?

O juiz não é para brincadeiras.

Ange, só para que saibas, o juiz não é para brincadeiras.

Mais uma palavra e eu anulo a sessão.

-Obrigadinha. -É acusada de desrespeito ao tribunal.

Será detida até responder à questão que lhe foi colocada.

-Angela, por favor! -Senta-te.

Querida, esta é uma daquelas alturas em que sei que tenho razão

e os outros estão confusos.

Não deveria protestar um pouco mais?

O júri não parece gostar do pai.

Estão a ouvir a descrição de um crime horrendo e têm de acusar alguém.

Sim. Eu.

Até agora, só provaram que o crime foi cometido.

Já o sabíamos.

-Têm de provar a sua culpabilidade. -Parecem que já provaram.

-Podíamos pô-lo a testemunhar. -Acho bem.

A acusação não disse que sou um homem charmoso?

Vão começar por perguntar-lhe se matou o diretor-adjunto.

Eu não o matei.

-Não posso correr o risco. -Não sou suficientemente emotivo?

Nunca mataria outro homem.

Não, porque seria óbvio para o juiz, o júri, e até um cego veria

-que a sua família não acredita em si. -Nós esperamos lá fora.

Obrigadinho. Eu estou a ser atacado e vocês vão comer um gelado?

Se os filhos não acreditam no pai, o júri não acreditará.

-O Russ é a questão seguinte. -Deixe-me depor.

-Eles pensam que estava presente. -É falso. Não estava lá.

Não estava lá!

Não posso pô-lo a depor se achar que vai prestar falso testemunho.

-Acha que o Russ está a mentir? -Não sei.

Não está. Conheço o Russ desde criança e sei quando está a mentir.

Ponha-me a depor. Não vi nada que possam usar contra o meu pai.

Isso mesmo.

Vou deixar-vos decidir em família. Vemo-nos no tribunal.

Com tantos advogados sem escrúpulos no país, tu arranjas-me um que os tem?

Pai, a Tempe está convencida que és culpado.

e não percebe por que razão levas a coisa com tanta ligeireza.

Tempe...

Envergonho-me de muitas coisas que fiz na minha vida.

Mas neste caso, tenho a consciência tranquila.

Não quer dizer que estejas inocente.

Angela, por favor, testemunha e diz como identificaste a vítima.

-Não. -Mas eu quero que o faças.

-Achas que o teu pai se vai safar? -Isso não tem nada a ver!

Tem sim, Brennan. Não quero ser responsável pela morte do teu pai.

Pela morte?

O teu pai matou um chefão do FBI. Achas que não o espera a pena capital?

Não somos nós a decidir isso. É o júri.

-A questão não é essa. -Qual é?

Os amigos não mandam os pais dos amigos para a cadeira elétrica.

-Neste estado, é a injeção letal. -Isso não muda nada.

Achas que vamos perder?

Sim.

Acho que vão perder.

E eu não te vou ajudar.

O que fiz para merecer uma amiga como tu?

Tenho uma licenciatura em psicologia pela Universidade de Toronto,

um mestrado em psicologia do anormal pela Universidade de Temple

e os meus doutoramentos em psicologia clínica e comportamental...

"Doutoramentos"? Mais do que um?

Fui bolseiro das fundações Fulbright e Rhodes...

Mais do que uma bolsa também.

...e depois o meu cargo atual no FBI.

Não admira que o Dr. Carola não tenha namorada.

-Chama-se Dr. Sweets. -Eu sei, Ossos.

Era uma piada.

Querem a lista das minhas publicações?

A defesa reconhece que o Dr. Sweets é uma testemunha qualificada,

apesar de parecer um jogador de voleibol de liceu.

Apresento-te o Dr. Carola.

Desculpe. Agente Booth, troque de lugar com a Dra. Saroyan.

Dra. Brennan, troque de lugar com o seu irmão.

-Porquê? -Não sussurram tão baixo como pensam.

Tu sussurras alto de mais.

-Tu é que começaste. -Um bocadinho alto de mais.

Obrigado. Continue, por favor, Sra. Julian.

Dr. Sweets, fez o perfil psicológico do acusado?

Sim, ao longo de seis meses.

-É capaz de matar alguém? -Completamente.

Sem dúvida.

À sua maneira, Max Keenan é um homem impressionante.

"À sua maneira"?

Não adere a um sistema ético externo.

-Ele faz o que quer? -Faz o que pensa que está certo,

quer o resto do mundo concorde ou não. Noutros tempos, seria um grande líder.

Isto é, numa época em que as pessoas cortavam a garganta umas às outras

e pegavam fogo umas às outras para atingir os seus fins?

Sim.

O Max Keenan é perigoso?

Se sente que aqueles que ama correm perigo, muito perigoso.

Na sua opinião, se o Max Keenan sentisse que a família dele corria perigo,

poderia ter cometido este crime?

Completamente.

Isto é... sem dúvida.

-Sem hesitar? -Sem hesitar, sem remorso,

sem culpa.

Sem hesitar. Sem remorso. Sem culpa.

Sentia-se ameaçado pelo Kirby, Sr. Brennan?

Não.

Um atirador corrupto do FBI perseguia-o e não tinha medo?

Não sabia quem andava atrás de mim.

-Como sabia que andavam atrás de si? -Fui alvejado e ferido.

-Temia pela sua vida? -Sim.

-Onde estava? -Em casa da minha irmã.

-Onde o Kirby foi morto. -Onde o sangue dele foi encontrado.

-Não estava lá no momento do crime? -Não.

Era perseguido e saiu de casa da sua irmã.

Não estava assim tão seguro, se mataram lá uma pessoa.

Não, tem razão, Sr. Brennan.

-Onde foi? -A uma entrevista de emprego.

Era perseguido, mas pareceu-lhe que era boa altura para procurar emprego?

Não fui à procura, fui a uma entrevista de emprego.

-O que se passa? -A Caroline farejou alguma coisa.

-Que emprego? -Protesto, Meritíssimo. Não é pertinente.

Se me deixarem continuar, a pertinência será clara.

-Concedido. Responda à pergunta. -Um trabalho de mecânico.

-E como soube desse emprego? -O quê?

Foi numa revista, numa agência de emprego, na Internet, num jornal?

-Protesto, Meritíssimo! -Recusado.

O meu pai arranjou-me... a entrevista.

Como se não o quisesse no apartamento.

Como se soubesse que alguma coisa iria acontecer e não o quisesse por perto.

-Meritíssimo... -O júri não terá isto em conta.

-Não tenho mais perguntas. -Sr. Barron?

O seu pai disse-lhe algo que sugerisse que não o queria em casa?

Não.

-Obrigado, Meritíssimo. -Sra. Julian?

A acusação não tem mais nada a dizer.

-A defesa estará pronta esta tarde? -Pedimos o julgamento antecipado da lide,

visto que a acusação não conseguiu provar o seu caso.

Recusado, Sr. Barron.

Então, estaremos prontos esta tarde.

O que está a fazer?

Dr. Addy, é a acusação que deve partilhar informação com a defesa,

não o inverso.

-É bom que não manche. -É temporário.

-O que faz aqui? -Encontrou alguma coisa?

-Não me pode perguntar isso. -Não perguntei. Respondi à sua pergunta.

Não está a gozar comigo, pois não? É mesmo assim?

Sou exatamente assim.

O seu trabalho é excelente, Dr. Addy.

Muito preciso.

Obrigado. Eu sei.

Boa sorte para esta tarde.

Não preciso de sorte.

Estou a escrever um livro sobre a eficácia a partir de uma perspetiva clínica.

Gostava de estudar a eficácia do vosso trabalho de equipa.

-Não percebo. -Ele quer estudar-nos.

Uma vez por semana.

-Porquê? -Não vejo razão nenhuma.

Estão a ver? Isso que fazem de excluir uma terceira pessoa, eu neste caso,

é um mecanismo de adaptação de entidades díspares

para vencerem juntas a tendência natural para a dissociação.

É... É...

-E isso dá-nos o quê? -Nada de útil.

Tenho uma ideia. Fazemos um trato e deixamo-lo estudar-nos.

Em contrapartida, ele faz-nos todos os perfis psicológicos que quisermos.

-Feito. -Não vejo o interesse.

Acho que ele não quer admitir que gosta de nós.

-Gosta de nós? -O quê?

-E quer passar tempo connosco. -É verdade, Sweets? Gosta de nós?

-Não. -Ele gosta mesmo de nós.

Sabem que mais? Retiro o que disse. Esqueçam.

O Sweets é bastante bom na barra.

Perfis à discrição, assistência em tribunal...

E tem um currículo francamente impressionante.

-Vou dizer-lhe que sim. -Dra. Brennan.

Descobri uma coisa.

Não estou a gostar nada disto.

-Porquê? -Estão com um ar feliz.

De pé. Está reaberta a sessão.

Estão muito cheios deles. Não estou a gostar disto.

O Clark descobriu alguma coisa que te escapou?

Não me escapa nada.

A defesa chama o Dr. Zack Addy.

Peço ao tribunal

que permita a intervenção do Dr. Clark Edison, pro hac vice.

-Protesto. -Por que motivo?

-Bom... -O que se passa?

Querem que o Clark interrogue o Zack.

-Estou a pensar... -Protesto recusado. Dr. Edison?

Boa tarde. Dr. Addy, afirmou que esta é a arma do crime.

-Correto. -Pode refrescar a memória do júri?

As estrias presentes no osso indicam uma arma pontiaguda e sem gume.

-E o diâmetro correspondia ao do tubo. -Sim, e havia partículas de cobre.

Pode identificar isto, Dr. Addy?

É a entrada da ferida feita pela arma.

-E esta? -É a mesma ferida coberta a vermelho.

Foi isto que esteve a fazer esta manhã?

E isto?

Parece ser a mesma ferida ampliada 120 vezes.

Vê microfraturas?

Sim.

-Parece surpreendido. -Com que tingiu isto?

Corante alimentar vermelho. Importa-se de responder à pergunta?

Estas microfraturas indicam que a arma penetrou tão profundamente

que o punho atingiu o osso, causando microfraturas.

O punho?

-Diga-me onde está o punho desta arma. -Não posso.

-Porquê? -Não há punho.

-Portanto, esta não é a arma do crime? -Não, visivelmente.

Cometeu um erro?

Sim, foi um erro.

Meritíssimo, a defesa pede a anulação do processo.

A acusação fundamentou o seu caso na identificação da arma do crime.

Meritíssimo, a acusação precisa de tempo para examinar a teoria do Dr. Edison.

-Quanto tempo? -O tempo necessário ao Agente Booth

para encontrar a arma do crime.

Reunimos nos meus aposentos. Mas se o seu argumento não for forte,

o Sr. Keenan volta para casa com a família esta noite.

De pé.

Tenho um mandado para inspecionar o local e procurar a arma do crime.

-Posso poupar-te algum tempo. -Não.

O Zack é o perito neste caso. Ele procura.

Onde aprendeu o Clark Edison aquele truque do corante vermelho?

Zack? Concentra-te.

Como é que estás, Ossos?

Quando percebi que o meu pai podia sair em liberdade...

Isto é muito confuso para mim.

Gostavas que ele se safasse desta acusação?

Gostava.

Mas foi ele. Nós sabemos que foi ele.

Ossos, é normal que queiras que o teu pai seja inocente.

Mas o meu trabalho... Nós pomos assassinos atrás das grades.

Hoje, não és a Dra. Brennan. És a Temperance.

Não percebo.

A cientista foi temporariamente posta à margem.

Continuo a não perceber.

Ossos, desliga o cérebro, está bem?

Pega no coração e faz-te à estrada.

Às vezes, acho que és de outro planeta.

E, outras vezes, acho que és ótimo.

Encontrei.

-O que é isso? -É um "misericórdia".

Um punhal medieval em cobre utilizado para desferir o golpe fatal.

Conhecido como "o golpe de misericórdia".

Lamento, Ossos.

Peço ao júri que não discuta o caso

até retomarmos a sessão amanhã.

Ouviremos então a defesa.

De pé.

Saíste-te bem, rapaz. Meteste-lhes medo.

Agora, têm muito mais força.

A minha equipa é realmente boa.

Talvez os possas elogiar noutra altura, não?

Posso tentar desacreditar a arma.

Passámos a fase das provas. Agora, é a história que conta.

Como?

Os jurados gostam de pensar no que aconteceu.

Mostrámos que talvez o Max não tenha cometido o assassínio,

mas não demos ao júri uma alternativa satisfatória.

Para que, em casa, possam dizer à família: "Eis o que realmente aconteceu."

Precisam de um bode expiatório. O meu pai.

Pelo menos, sabem sempre onde me encontrar.

No corredor da morte?

Tu devias ter fugido, pai. Desaparecido.

O pai ficou por mim.

Sabia que, se fugisse, nunca mais nos veríamos.

Ficaste por mim.

E ficaria aqui para sempre.

Valeu todos os momentos que passámos juntos.

Se eu arranjasse um bode expiatório, de quanto tempo precisariam?

Uma boa história? Uns cinco minutos.

Tenho de falar com uma pessoa.

Se a verdade não puder ser provada, continua a ser verdade?

Fizeste-me vir aqui para filosofares?

Uma teoria só é válida se for posta em causa. É uma simples hipótese.

Um homem não deve morrer por causa de uma hipótese.

-Se queres fazer uma pergunta, faz. -Tenho uma forma de suscitar a dúvida.

-Não podemos falar sobre isto. -É contigo que eu falo de tudo.

Sem perjúrio?

-Uma interpretação dos factos existentes? -Uma história alternativa.

-Não tens a certeza de ter sido ele. -Nós sabemos que ele é culpado.

Não "sabemos", no sentido jurídico do termo.

-Será suficiente para o júri. -O júri é composto por pessoas.

Nunca se sabe o que farão.

Achas que posso tirar partido da situação?

Coração e cabeça, Ossos.

Coração e cabeça.

Encontraram partículas no local do crime, no seminário,

e no terraço onde a vítima foi imolada.

Mais alguém poderia ter estado presente nestes três locais?

Eu. Mas eu não matei o diretor-adjunto do FBI.

Mas tinha um motivo. Ele despediu-o e ameaçou a Sra. Julian.

Ela também esteve nos três locais?

Protesto! É uma insolência acusar-me de homicídio.

Há três pessoas neste tribunal que tinham motivo para matar o Kirby.

Continue.

A Sra. Julian nunca esteve no local do crime. Só resto eu.

E a Dra. Brennan?

-Estou a ver onde quer chegar. -A Dra. Brennan esteve no seminário?

-Sim. -E no seu apartamento, no mesmo dia?

Sim.

-Reconhece isto? -Sim, é meu.

Então, é tão suspeita como o seu pai.

A Dra. Brennan é capaz de racionalizar qualquer coisa.

-Incluindo um homicídio? -É o perigo do ultra-racionalismo.

Mas ela tinha motivo?

Sim. O Kirby tentou matar o irmão dela.

-Obrigado. -A Ossos esteve comigo todo o dia.

Não teve tempo para cometer este crime?

Não.

Como é que o seu filho Parker veio da escola nesse dia?

Estivemos separados 45 minutos, mas falámos ao telefone.

Era tempo de sobra, não era, Agente Booth?

A Dra. Brennan podia ter queimado o corpo mais tarde, depois da sua partida.

A testemunha deve responder à pergunta.

-É muito coração, Ossos. -Responda, Agente Booth.

Se a Ossos poderia ter matado o Kirby?

Trabalhei com ela, enfrentei a morte com ela.

E o Sweets é brilhante, mas está enganado.

Ela não poderia ter feito isto.

Não lhe perguntei qual era a sua opinião sobre a Dra. Brennan.

Perguntei-lhe se ela teria tido tempo.

Sim, teria tido tempo.

O júri chegou a um veredicto?

Sim, Meritíssimo.

Então? Vai levá-la a tribunal?

Vejo que tem de voltar para a escola. É uma bela mulher.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.