All language subtitles for Bones S03E12 2007 Disney+ WEB-DL 1080p H264 DDP-HDCTV_track6_[por]

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Original subtitles

-Conheces as Caimão? -Ótimas para mergulho. Porquê? Vais lá?

O meu contabilista quer que ponha lá o dinheiro.

Um paraíso fiscal? Estás assim tão recheada?

É uma forma ofensiva de pôr a questão, mas sim, estou bem.

Espero um adiantamento de sete dígitos no meu próximo livro.

Sete dígitos? Antes da vírgula?

-Os editores ganham muito mais. -Qual é o primeiro dos sete dígitos?

-Um número primo. E o teu dinheiro? -Gasto-o na alimentação e na renda.

-Então? -Agente Booth?

Agente Especial Booth. Esta é a minha colega...

-Dra. Temperance Brennan. -O carro foi desviado da estrada?

Com a gravilha, é impossível distinguir marcas de pneus.

Encharcaram a vítima de gasolina e depois atearam-lhe fogo.

Um agricultor viu o fumo ao longe. Chamou a polícia.

É uma mulher.

Vinte e poucos anos.

Sulco pré-auricular sobre o osso ilíaco.

Teve uma criança.

Desviaram-na da estrada e pegaram-lhe fogo. Alguém a queria morta.

É por isso que preciso da vossa ajuda. Só tenho 6 xerifes para cobrir 1000 km².

Estamos pelas costuras.

Fraturas abertas na tíbia direita e fíbula.

Manúbrio fraturado, grave traumatismo craniano.

Não sei se morreu do acidente ou das queimaduras.

Ouviste isto?

Todos calados. Parem de trabalhar.

-Ouviste? -Parece um gato.

É um bebé.

-Caramba! -Tragam uma escada.

Depressa.

Nem um arranhão. É um milagre.

Nem por isso. Estas cadeirinhas são feitas para proteger as crianças.

E impedi-las de aterrar nas árvores?

Está um bocadinho rabugento. Porque não lhe dás uns miminhos?

Ter seios não me dá poderes mágicos sobre as crianças.

Eu pego nele. Arranja-te com o saco das fraldas. Fica-te bem.

Vá lá, rapazinho.

Olá.

Diz olá à rabugenta da tia Ossos.

Não sou rabugenta.

O vinilo do assento derreteu e fundiu-se com o corpo da vítima,

temos de levar o assento e a porta do condutor para análise.

O miúdo não cheira a rosas. Talvez seja melhor tratarem disso.

Eu mudo-lhe a fralda. Segura nele. Pronto.

Estás a segurar? Muito bem. Isto exige trabalho de equipa.

Mudar fraldas, capítulo introdutório. Cá vamos nós, rapagão.

Cuidado com a cabeça. Pomo-lo aqui. Pronto.

-Dá-me uma fralda. -Toma.

-Obrigado. Pó de talco. -Tenho outras coisas para fazer.

Não há pó de talco.

Espera.

-Onde é que isso estava? -O forro está rasgado. Estava escondido.

Vou buscar um saco de provas e talco, se encontrar. Toma conta dele.

Espera. Isto é um bebé. Não me sinto à vont...

Não é preciso chorar. Alguma coisa te está a aborrecer.

As crianças têm brinquedos. Tu tens de ter algum. Deixa ver.

Os elefantes não são violeta. Isto está errado.

Olha, virou-se.

Tinhas de tomar conta dele. Céus!

Não vais sujar o meu casaco com essa fralda imunda.

-Onde está a chave? -Pu-la no teu casaco.

-Perto do bebé? -Sim.

Não sabes que os bebés põem tudo na boca?

Podia engolir a chave. É perigoso. Bom, procura a chave.

A chave, Ossos, procura a chave.

Não está aqui. Não.

-Deve tê-la engolido... -Engoliu-a.

Toma. Vai-te habituando.

-O quê? -A chave é uma prova.

Conheces o procedimento. Fica connosco até recuperarmos a chave.

Um verdadeiro riacho.

Nunca vi nada tão bonito nesta mesa.

-Nem tão vivo. -Porque foi confiado à Dra. Brennan?

Está registada como mãe de acolhimento, desde que o Russ foi parar à prisão.

Se alguma coisa acontecer à Amy, as enteadas não ficam sozinhas.

Tem uma produção de saliva prodigiosa.

Pronto. Vamos ver se o rapazinho engoliu mesmo a chave,

ou se está a ser falsamente acusado.

Ou tem uma prótese na anca, ou tem a chave.

Ele gostou. Faz outra vez.

-O que estão a fazer? -Estamos só a...

Estávamos a ver se o bebé engoliu mesmo a chave.

Um raio X dá-nos uma ideia mais precisa.

Ele não é um brinquedo. E temos de examinar a vítima.

Pensámos que não seria boa ideia examiná-la à frente do bebé.

-Ficaria com uma memória horripilante. -Podes tomar conta dele?

Adoraria.

Vai-te habituando. Quero um milhão assim.

Fixe.

Achas que um milhão quer dizer quantos? Dois?

Agente Booth? Tenho novidades sobre o carro.

-O proprietário morreu. -Uma morta a guiar o carro de um morto.

O seguro caducou há cinco anos. A família vendeu o carro ao ferro-velho

em Seneca Rocks, na Virgínia Ocidental.

Deixe-me adivinhar. O sucateiro vende os carros a quem quer passar despercebido.

Fechou o ferro-velho há dois anos. Ninguém o viu desde aí.

Avise-me se encontrarem alguma coisa que ajude a identificar o corpo.

É verdade que a Dra. Brennan está a tomar conta do bebé? Eu pagava para ver.

Adeus, Charlie.

Extensas lesões hipertróficas nos pontos de ligação muscular.

Resultado de uma atividade intensa, provavelmente profissional.

Os ligamentos amarelos sugerem traumatismo cervical.

Os ferimentos perimortem são típicos de trauma veicular.

Zack, tritura uns ossos para que o Hodgins possa fazer uma análise isotópica,

talvez consigamos saber onde morava.

-O Júnior fez-nos um presentinho. -A chave, finalmente.

Ainda não. É o presente habitual, mas com uma diferença.

-Presumo que não seja a cor normal. -O teu alguma vez foi cor-de-rosa?

-Não, mas eu não sou uma criança. -Onde está o bebé?

No teu gabinete. Vou começar a reconstrução facial.

-Eu tomo conta dele. -Vou fazer umas análises.

Na verdade, uma vez visitei o meu primo e comemos uma série de beterrabas.

-E no dia seguinte... -Zack, não preciso de saber tudo.

Ficas com um ar muito maternal com esse monitor de bebés na mão.

Tenho responsabilidades enquanto mãe de acolhimento.

-Comprei-lhe roupinhas e brinquedos. -Roupinhas?

Enviei uma estagiária que adora ursos. Na realidade, devorariam uma criança.

-Fiz uma pesquisa de estrôncio. -Encontra-se muitas vezes nas rochas.

Os humanos absorvem-no através dos vegetais locais e da água.

O isótopo acaba por se fixar nos ossos...

E é possível, através disso, saber de onde veio uma pessoa.

É verdade, meus amigos. Sou uma caixinha de surpresas.

Não percebo. Comeu. Mudaram-lhe a fralda.

-Fiz-lhe umas festinhas, e queixa-se. -Como fazem os bebés verdadeiros.

A vítima era da Virgínia Ocidental. Do condado de Tucker, mais precisamente.

Tens a certeza? O acidente foi em Pendleton.

As partículas extraídas da carcaça do automóvel

continham guano de corynorhinus townsendii viginianus.

Agora sabemos onde procurar.

-Não vais lá? -Pensei que ias tu.

-Não és tu a responsável? -Tu és o pai do bebé.

-Pai do bebé? -Tens experiência de bebés.

-Podes ser uma supermamã. -Acalmem-se, ou eu peço a custódia.

O meu retrato da vítima.

Há muitas semelhanças genéticas. A Cam está a fazer testes de ADN,

mas penso que podemos afirmar que se trata da mãe deste bebé.

Ele sente falta da mãe. Está triste.

Temos de ir ao condado de Tucker.

A última mina de carvão fechou há oito anos. É uma cidade fantasma.

-A economia local foi destruída. -Por isso ela guiava aquele chaço.

Não podia pagar o seguro.

Não quero parecer insensível, mas aqui as casas devem ser uma pechincha.

Tu podias construir uma casa à beira-rio. Eu vinha cá pescar...

Podias ter uma sala de cinema. Vi um ecrã plano de 2,60 m...

Não preciso de outra casa.

Estava só a tentar dar-te uns conselhos financeiros.

Parece tão tranquilo.

Ele não faz ideia que está sozinho.

Talvez não fosse a mãe. Talvez haja um pai.

Ninguém apresentou queixa. Ninguém está preocupado com ele.

Tu estás.

Está ali alguém.

-Vocês são do governo? -Sim, somos do FBI.

-Recrutam-nos novinhos. -Talvez nos possa ajudar...

Como o governo nos ajudou quando a ponte cedeu ou a escola fechou.

Não há indústria na área. Não existe base tributária.

O governo não pode fornecer serviços sem fundos fiscais.

O que está ela a dizer? É francesa?

As economias vivem e morrem. Quando morrem, é preciso partir.

Esta terra faz parte de mim. Nasci aqui, como o meu pai e o pai dele.

-Paul, com quem estás a gritar desta vez? -Eles são do governo.

Meu Deus! Vocês não têm o direito.

Retirar as crianças às famílias? Deviam ter vergonha.

Ela faz tudo o que pode pelo Andy.

Andy? Conhece este bebé?

Sim, através do casal que mora ali em cima.

A Carol e o Jimmy Grant. Tomam conta dele quando a mãe vai trabalhar.

-É a mãe dele? -É parecida.

Mas confirme com os Grant.

O que se passa? Aconteceu alguma coisa?

Sim, é a Meg. Meg Taylor. Andámos juntas no liceu.

-Eu, o Jimmy, a Meg e o Lou, o marido. -Quando havia liceu.

-O marido da Meg vive por aqui? -Não o tenho visto, e não é que queira.

Passa a vida na prisão, mete-se nos copos.

Deixou a Meg antes do Andy nascer.

Acho que não viu o Andy mais de duas vezes.

A Meg matava-se a trabalhar por ele.

Não podemos ter filhos, e estávamos felizes por poder ajudar.

A Meg tinha de lho arrancar dos braços ao fim do dia.

-Onde trabalhava? -Fallbrook Rubber. Reciclam pneus.

Fazem revestimentos para jardins de infância e coisas assim.

É um dos raros lugares onde trabalhar.

E vocês os dois? Estão desempregados?

Trabalho a meio tempo, sou guarda de alguns dos edifícios que encerraram.

O Jimmy era professor de liceu e eu fazia gestão de projetos de construção civil,

mas agora fazemos o que podemos.

Esta cidade tinha muita vida. Estávamos na rota panorâmica.

As pessoas vinham visitá-la. Não era tudo carvão.

O que vai acontecer ao Andy? Podemos tomar conta dele.

Vai ter de ficar connosco, para já. Onde vivia a Meg?

Parece que está tudo fechado.

Já não há clientela. Já não há ponte. A autoestrada desvia o tráfego rodoviário.

Já tenho o exame das fezes. É uma tintura farmacêutica

utilizada para colorir o fenobarbital detetado no exame toxicológico.

-O Andy tinha fenobarbital no corpo? -Chama-se Andy?

Adorável. Tive um cão chamado Andy. Esta saiu mal.

-Porquê fenobarbital? -É prescrito para convulsões.

-Talvez a criança seja epilética. -Não digas isso. O Andy está bem.

Ainda mamava, pode ter ingerido a droga através do leite materno,

mas é pouco provável, pela intensidade da cor.

Vamos a casa da mãe. Veremos se encontro algum frasco de medicamento.

-Pronto. -Não, não. Olha.

A porta está aberta. Ficas aqui. Há um bebé envolvido.

Se ouvires tiros, ou coisa parecida, vais embora.

-Não te vou deixar aqui. -Vais, sim,

o bebé é mais importante. Promete-me.

Prometo.

Calma. As mãos para cima. Com calma.

Devagar. Céus. Eu pedi-te de forma delicada.

Vamos descobrir o que aconteceu à tua mãe, prometo-te.

O Booth é um excelente investigador

e eu não gosto de me gabar, mas sou a melhor no meu campo.

O que queres?

Um pouco de estímulo visual e auditivo?

Pronto, vamos lá ver.

-Já lhe disse, sou o marido. Vivo aqui. -Então, porque arrombou a fechadura?

Não fui eu. Alguém entrou aqui. Eu vi e vim ver como estava a Meg.

Vive aqui ou veio ver como estava a Meg? Qual das duas?

-Agora confundiu-me. -Pois.

A Meg ajuda-me, às vezes, quando pode.

Quando vi que não estava, resolvi servir-me.

-Rouba-a muitas vezes? -Não é roubo. Ela gosta de me ajudar.

Pois. A Meg morreu. Foi morta.

-Como? -Parece chocado.

Claro que estou.

-Onde esteve ontem à noite? -Ontem à noite?

Não me lembro.

Falanges.

Falanges, falanges. Falanges dançantes.

Sim.

O Booth acha que os ossos são aborrecidos, mas... Mostra-me as tuas falanges.

O marido. Um génio. Nem sequer se lembra onde esteve ontem à noite.

Temos aqui o seu filho. A mãe morreu. Agora, é o único...

Não, não. Eu nunca quis essa criança.

Ela achava que uma criança me ia endireitar,

mas eu não consigo. Sou um espírito livre.

Você é um bêbedo, Lou.

Central, preciso de uma equipa e um carro. Temos um assalto e um possível homicida.

Eu não a matei.

Porque faria uma coisa dessas?

Quem mais me daria de comer?

Já determinei o tamanho e a forma aproximada da chave.

Comparaste-a com os modelos de chave existentes?

Parece um velho modelo utilizado para os cofres de banco.

Estou a identificar os bancos que ainda os usam.

Essas chaves são muitas vezes codificadas.

Não teremos uma imagem clara sem expor o Andy a demasiada radiação.

Está bem.

Quantas, exatamente?

-Desculpa? -Crianças. Um milhão é pouco prático.

Não sei. Gosto do caos.

Paro quando o governo tiver de nos abastecer por ponte aérea.

-És do género família numerosa? -Não queres ter filhos?

Os gritos, as lágrimas, o vomitado e outras excreções...

Essas coisas tenho-as todas aqui. Não vou sacrificar este corpinho por isso.

Vejamos o que temos aqui.

Pronto, Ossos, a busca acabou. É todo teu.

O fenobarbital foi prescrito ao Andy numa clínica a mais de 80 km daqui.

-Provavelmente, a mais próxima. -É uma droga potente para uma criança.

Estes desenhos são amorosos. Ela gostava mesmo dele.

Repara. Alguém tinha uma consulta médica em Washington, ontem.

-Talvez fossem para lá. -Precisamos disto e do dossier do Andy.

Vou enviá-los para o Jeffersonian, como habitualmente.

Tenho novidades. Podemos falar?

-Não, não, não... -Está bem...

Zack?

Estou?

-Dr. Addy. -É a Dra. Brennan.

-Já pode falar? -Não, não.

-Então, porque ligou? -Não estava a falar contigo.

-Eu acho que sim. -Estava a dizer não ao Andy.

Agarrou-me o colar. Toma. Dizias?

A vítima tinha fraturas de compressão nas vértebras L1 e L2.

-De um traumatismo? -Não. Malnutrição.

Também tem pequenas deformações, as pernas ligeiramente arqueadas,

excrescências ósseas e inserções musculares.

-O Andy tinha ingerido analgésicos? -Não. Só o fenobarbital.

Primeiro, a chave, agora joias. E a seguir? Uma bola de bowling?

Estou a tomar conta dele. A Meg tinha problemas nos ossos, dores crónicas,

mas não tomava analgésicos.

Provavelmente, não queria que o seu... fornecimento fosse afetado.

O leite materno? Podes falar de seios, se quiseres.

-Sim, eu sei. -A Rebecca não amamentou o Parker?

-Sabes que mais... Não falo sobre isso. -Preferias que falássemos de "tetas"?

-Não falo de tetas contigo. -Porquê?

Chega. Então, a nossa vítima não estava a tomar analgésicos?

Não. Mas os marcadores ósseos do epicôndilo lateral e os discos

indicam que tinha um trabalho manual. Devia ter dores atrozes.

Não devia ter escolha. Não há muito trabalho por aqui.

-E se fôssemos falar com o patrão? -Foste amamentado? Eu fui.

O quê? Teve folga ontem. Quando não a vi esta manhã...

Quem fez uma coisa destas? O que aconteceu?

Ainda não sabemos. Há quanto tempo é o gerente?

Há três anos. É a única empresa que há por aqui.

O trabalho da Meg era muito físico. Sabia que tinha um problema de coluna?

As dores? Sim. Disse-lhe que podia pedir subsídio de invalidez.

Disse que não chegava para ela e o bebé. Era mais dura que a maioria destes homens.

Coitadinho. Tenho cinco filhos. Não imagino o que seja.

Acha que a Meg estaria com problemas?

Eu era chefe dela. Não me faria confissões.

E o marido dela? Era do pior que há.

-Eles não estavam juntos. -Podia ter ciúmes na mesma.

-Podem ter-lhe contado do Shepard. -Quem?

O Dave Shepard. Um contabilista de uma corporação de Washington.

Esteve aqui uma semana. Foi embora há uns dias.

Queria reduzir os custos. Já conhecemos essa história.

-Adeus, empregos. -Havia alguma coisa entre a Meg e o Dave?

O tipo insinuava-se. Sempre a oferecer-lhe bebidas, a perguntar pelo miúdo,

sempre a olhar para os... Sabe como é...

Seios?

-A Meg retribuía a atenção? -Ele vinha da cidade, tinha dinheiro.

Com aquele traste de marido, não se pode recriminá-la.

Ele é a única pessoa que contava para ela. Faria qualquer coisa por esta criança.

Verifique os álibis dos empregados

e arranje-me o contacto deste Dave Shepard em Washington.

Não foi o Lou Taylor. Estava a cozer a bebedeira na prisão.

-Booth? -Espera. Sabes que mais?

Se o Lou não assaltou a casa, alguém foi. Procurem impressões digitais.

Alguém mais anda à procura da chave.

O Andy está outra vez a fazer aquela careta.

-A próxima fralda és tu que mudas. -Tem uma série de números.

Cada código corresponde a um banco, lê-me os números.

São 36, 09, 20, 14.

Pronto. Está a procurar.

Já está. Banco Green Hills, em Petersberg, Virgínia Ocidental.

-Envio-te a direção para o telemóvel. -Obrigada.

De nada. Como está o meu matulão?

Parece satisfeito, já não tem este pedaço de metal no trato intestinal.

-Já não tem metal. -Tem as pernas arqueadas.

-Todos os bebés têm. -Assim, não.

Como é que não reparei nisto?

Diz ao Zack para analisar o rácio P dos dentes da vítima.

Sim. Trata bem dele, querida.

Sim.

Temos a morada do banco. Fica perto de Huntsville.

Ótimo. Vou pedir um mandado. Dá-nos tempo para irmos aos Serviços de Família.

-Não. Ainda não. -Eu sei que é difícil,

mas só ficámos com o Andy por causa da chave. Agora que temos a chave...

Não podes deixá-lo com os Serviços de Família.

-A Cam tem de ver a ficha médica dele. -Eles têm médicos.

Não fazes ideia do que aquilo é.

Estudantes de medicina, falta de meios, falta de pessoal...

A mãe dele morreu e o pai é um criminoso.

Já estive nesta situação. Não vou entregá-lo,

a menos que tenha a certeza que vão tratar bem dele.

Está bem. Fica connosco. Por agora.

-Obrigada. -Vou fechar a bagageira.

-Diga-me se precisar de alguma coisa. -Gostas de elefantes?

A Meg era uma cliente nova. Só tinha este cofre há uns dias.

Pois é.

Andy...

Em que complicações estava a mamã metida?

O gatilho tem um revestimento pegajoso.

Vejo fragmentos de um corpo estranho no canhão. Temos de analisar isto.

A Meg Taylor não tinha armas. Pelo menos, não oficialmente.

Temos de descobrir onde a mamã arranjou a arma, não temos?

Rasparam o número de série.

Achas que não reparei nisso antes de te passar a arma? Sou do FBI.

Não sou só o tipo que te muda as fraldas malcheirosas.

Foi disparada recentemente. Vejo resíduos de pólvora.

A pólvora não me vai dar o nome do dono. Preciso de impressões digitais, ADN.

Achas que há piscinas públicas por aqui?

É um trabalho deprimente, vigiar ruínas,

mas eu sou otimista, trato disto na esperança de que volte a abrir.

Os produtos químicos estão ali em baixo.

Obrigado.

Posso pegar nele? Só um bocadinho?

Está bem. Só por um bocadinho.

Está bem, Andy?

Sabe se o Andy estava a fazer algum tratamento?

A Meg não gostava de falar dos seus problemas,

mas o Andy pareceu estar sempre de boa saúde. Está doente?

Estávamos só a confirmar. Devia ser uma bela piscina.

Sim. Já treinei aqui a equipa do liceu, quando era professor.

Perfeito. Ácido muriático.

O que estás a fazer?

Já percebi. Alguém raspou os números, não foi?

-Como sabe? -O ácido vai fazer o metal reagir.

As gravações originais vão reaparecer.

-Era professor de ciências. -Devia ser um bom professor.

Já tenho o número.

Sr. Delancy, trabalhou na Fallbrook Rubber antes de vir para Washington.

Sim. Fui despedido há dois meses. Surpreende-me que ainda não tenha fechado.

-Conhecia a Meg Taylor? -Sim.

Não a imagino com uma arma. Era a doçura em pessoa.

-A arma está em seu nome. -Não a via há dois anos.

Penhorei-a quando as coisas pioraram.

As casas de penhores não podem comprar armas.

Foi a Huntsville? As pessoas fazem de tudo para sobreviver.

Agrediu o diretor da fábrica quando ele o despediu.

-E deu uns socos ao Dave Shepard? -Sim.

Aquele filho da mãe vem de vez em quando de Washington

e quando se vai embora, cinco de nós estão na rua.

Dei-lhe uns socos merecidos. E dava outra vez, se o voltasse a ver.

-Onde é a casa de penhores? -Na esquina da Elm com a Wilson.

Mas fecharam. Demasiados vendedores e pouca gente a comprar.

Está coberta por uma camada de partículas. A identificação não será fácil.

Há fragmentos de osso dentro do canhão.

A sério? Com um recuo destes, teria de ter sido à queima-roupa.

Na cabeça. Os tecidos cerebrais dos fragmentos são de um osso frontal.

A nossa vítima terá matado alguém?

Por que razão poria a arma num cofre? Não tem lógica.

Tens razão. Bom, em breve saberemos.

-Como? -Identifiquei os resíduos no gatilho.

É pele queimada. Quando disparou, deve ter ficado com o dedo preso no gatilho.

A Cam poderá conseguir-nos o ADN.

A casa de penhores fechou no ano passado. O dono desapareceu.

Esta arma pode ter circulado por aí durante meses.

Olá, amiguinho.

Qual é a ideia da música de elevador?

Estou à espera. A pobreza e a violência estão ligadas.

Há mais gente a lutar por menos recursos.

Sim, mas não saberemos se o proprietário da arma disse a verdade.

-Dra. Brennan? -Sim, ainda aqui estou.

Então, diga ao congressista que espero uma chamada. Obrigada.

Congressista? O que estará a Ossos a tramar?

Fiz umas chamadas. Financiei muitas campanhas políticas.

-Os políticos estão em dívida comigo. -Não é assim.

Se o governo reparasse a ponte, Huntsville estaria na rota panorâmica.

Então, e a falta de recursos fiscais?

Desencantaram milhões para construir uma ponte em nenhures no Alasca.

-Tens de arrotar? -Não.

-Estava a falar com o Andy. -Eu sei.

E o nosso amiguinho? Como está? Novidades?

A Cam está a falar com uns pediatras.

Está bem, não está? É um matulão.

Não lhe fales como um idiota.

-E tu, fazes o quê? -Nada.

-Tu estavas... -Nunca fiz isso.

Era o que parecia.

Tenho novidades sobre a pele que o Hodgins encontrou no gatilho.

-É de homem. Não é da Meg Taylor. -Ou a Meg tinha um cúmplice...

Ou testemunhou o homicídio, apanhou a arma e escondeu-a.

Desculpem. Booth. Sim.

Encontrámos o nosso contabilista desaparecido.

Utilizou o cartão de crédito num motel perto de Huntsville. Obrigado.

A polícia local está a detê-lo.

Está ali.

Está a brincar comigo? Não é o Dave Shepard.

-Eu sei. -Onde arranjou o cartão de crédito dele?

Estava dentro desse saco. Encontrei-o na lixeira, perto das minas de carvão.

-Pensei que tinha tido sorte. -Havia sangue?

Acho que sim. Posso ficar com as camisolas? São tão macias.

Fico com o saco e com o conteúdo. Soltem-no.

Soltar-me? Não tenho para onde ir. Deixem-me ficar uma ou duas noites.

O que me diz? Uma ou duas noites.

O Dave Shepard é contabilista? Não é profissão de assassinos.

O Booth pensa que a nossa vítima viu o Shepard matar alguém.

Ele desapareceu desde a morte dela. Pode tê-la matado também.

Diga ao Booth que o encontrei. Ou, pelo menos, partes do seu crânio.

Inseri o ADN do sangue encontrado no saco

e os fragmentos de osso frontal no CODIS. É ele.

Então, o Shepard não é o nosso assassino, é outra vítima.

Morto à queima-roupa por um homem, com uma arma que a Meg Taylor escondeu.

-Querias falar comigo? -Sim.

Há uma flash drive no saco do Dave Shepard.

-Está partida. -É a tua vez.

Terá descoberto alguma coisa que lhe custou a vida?

Está bem. Eu trato disto.

-Falou com o pediatra? -Vem a caminho.

E é bom? Temos de ter a certeza...

É o chefe de pediatria do Centro Nacional Infantil. É o melhor.

Olá, linda. Vieste visitar-me?

Preciso de uns cotonetes e de desinfetante.

Tenho de limpar o sangue daquela flash drive.

Tu queres filhos, não queres?

O quê?

Filhos.

-Criaturinhas. -Tinha pensado em um ou dois.

-Mas se queres um milhão, também quero. -A sério?

Sim. Não me interessa que fiques flácida e disforme.

Inchada, das constantes variações hormonais. Hei de achar-te sempre sexy.

-Não vou acabar como... -Está bem.

Se alargares, tenho mais por onde pegar. Devíamos começar já.

Para quê esperar pelo casamento? O teu divórcio pode demorar.

O teu computador está... a fazer um ruído.

-É interessante. -O quê?

A poeira da arma é composta por sílica, compostos de enxofre e borracha sintética.

Como os pneus.

A arma foi utilizada na fábrica de reciclagem de pneus.

Eu não vou ficar mais larga.

-Obrigada. -O que procuram?

Algo que nos ajude a descobrir o que aconteceu ao Dave Shepard e à Meg Taylor.

Voltem para o vosso trabalho.

Deixem-nos fazer o trabalho deles, nós fazemos o nosso.

Aonde vais? Ossos.

Segure-me nisto aqui.

Aonde vais?

Olha para isto.

Desliguem a máquina.

-Se me quisesse livrar de um corpo... -Isto seria perfeito.

Com que frequência se desfazem desta mistura?

Uma vez por semana. Acondicionamo-la de duas em duas horas.

O Dave ainda pode estar ali.

Este lote aqui.

Ossos. Este lote foi acondicionado logo depois do desaparecimento do Dave.

-Foi tudo lavado e desinfetado. -Então, as provas desapareceram.

Não necessariamente. Dá-me um pouco dessa mistura.

Põe-na nesta água.

-O próximo saco. -O que fazemos aqui?

Eu explico num minuto.

Experimenta o saco seguinte.

O próximo saco.

A borracha flutua, estás a ver?

Mas o osso...

Afunda. Encontrámos o Dave.

Diga ao gerente para encerrar a fábrica.

-Brennan. -Sou eu. Liga o vídeo.

-O Andy está bem? -O pediatra está a examiná-lo.

O bebé está bem. Vê isto.

Recuperei grande parte da memória daquela flash drive.

Os resultados da auditoria do Shepard são diferentes dos apresentados à sede.

-Os relatórios foram falsificados. -Para se desviar dinheiro.

O Dave percebeu. Isso custou-lhe a vida.

E se a Meg sabia, o assassino também a quereria eliminar. Vamos.

-Onde está o Barnett? -Foi embora.

-Aonde foi? -Disse que tinha um problema em casa.

Bolas.

Está preso por fuga à autoridade.

E, provavelmente, por homicídio também. Conhece os seus direitos.

O encerramento da fábrica é só uma questão de tempo.

-Por isso, desvia dinheiro? -É preciso sobreviver.

-E matam-se duas pessoas? -O Shepard ia denunciar-me.

-E matou-o. A Meg foi testemunha. -Exigiu que lhe pagasse.

-Queria levar o miúdo ao médico. -Sabia aonde ela ia?

Seguiu-a para a poder matar sem testemunhas.

Não queria matá-la. Fui à caravana dela à procura da arma. É preciso...

Havia uma criança naquele carro, filho da mãe.

Olá.

-Encontraram isto na caravana da Meg. -O que é?

Uma carta que a Meg escreveu à sua amiga Carol Grant.

Olá. O Andy tem uma doença genética.

-O quê? -Raquitismo vitamino-resistente.

A Meg tinha uma forma ligeira. Provavelmente, nem sabia que o tinha.

Os rapazes são mais sensíveis,

por isso, o Andy tem sintomas mais marcados.

Incluindo convulsões. A clínica deve ter prescrito o fenobarbital

-sem investigar a causa principal. -O Andy vai ficar bem?

Sim.

Trata-se bem. Tenho um amigo pediatra que o pode seguir. O Andy vai ficar bem.

Obrigada, Cam.

-A sério. -De nada.

-Sim. -Vais ficar bom.

Parece que o nosso rapagão vai ficar bem.

O rapagão.

Andy.

O Andy vai ficar bem.

Lê isto.

"Querida Carol, se alguma coisa me acontecer, toma conta do meu Andy.

"Eu sei que não tens grande coisa. Nenhum de nós tem,

"mas tens amor, e eu sei que o Andy será feliz convosco."

Vou ter saudades dele. E tu também, não negues.

Não tenho vergonha de dizer que lhe ganhei um certo afeto.

-É natural para quem oferece cuidados. -Sim.

Então, mudaste de ideias? Agora já queres filhos?

-Booth... -Está bem. Eu não digo mais nada.

Ainda tens tempo.

Não muito.

-Olha o que fizeste. -O quê? Foste tu que me bateste.

O que é isto?

É um relatório de um engenheiro de estruturas que a Carol me deu.

Seguiste os meus conselhos financeiros? Vais construir a tal casa.

Não. O Congresso não pode ajudar, decidi reconstruir a ponte de Huntsville.

-A Carol vai coordenar o projeto. -Vai custar uma fortuna.

Para ti. Mas com o que vou receber e a venda dos direitos para cinema...

Compreendo. Dizias que as cidades nascem e morrem como organismos.

E que, às vezes, é preciso deixá-las morrer.

Às vezes, basta uma coisa, uma ponte, para que a cidade recupere.

Voltar à rota panorâmica, a ter estações de serviço, restaurantes.

Talvez uns quartos de hotel.

Ouçam só. Muito bem.

Sabes... É pena.

O quê?

-Sem filhos. Quem se orgulhará de ti? -Não é por isso que o faço.

Eu sei.

Com o livro do próximo ano, devias comprar uma casa na cidade que salvaste.

Faz sentido, não? Os ecrãs planos são cada vez mais baratos.

-Esquece. -O Andy vai ter saudades da tia Ossos.

Vai querer ver-te. Podíamos ir todos pescar,

depois, colávamo-nos em frente de um ecrã de 2,60 m

de paraíso e futebol.

-E podias fazer molhos de cinco misturas. -Sete.

Melhor ainda, sete misturas. Podias falar com o Andy.

"Olá, Andy. Pequenino, docinho..."

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