All language subtitles for Bones S03E09 2007 Disney+ WEB-DL 1080p H264 DDP-HDCTV_track6_[por]

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Original subtitles

Não aguento mais os miúdos em cima de mim.

Eu aturo os pais. São uns tarados, querem que me sente ao colo deles.

Também não gosto da forma como o Pai Natal olha embasbacado para ti.

Não faças isso! És bonita de mais para fumar.

-Vais dizer-me que me impede de crescer? -Sê boazinha. É Natal.

-Que cheiro é este? -São as traseiras do shopping.

Tenho um nariz muito sensível.

Não andes. Vem sentar-te.

Vem daqui. É alguma coisa.

Deve ser um cachorro-quente velho ou um gato morto.

Não toques. Deixa-me ser eu.

A cadeia não é má. Como com o teu irmão, trabalhamos juntos.

Não me perguntaste para que são as correntes.

-Estás preso. -Não é por isso.

Estou a ensaiar um Conto de Natal.

-És o Jacob Marley? -Queria ser o Scrooge.

Mas um homicida do bloco C ficou com o papel.

Não queiras saber como.

-O que fazes no Natal? -O mesmo de sempre. Vou viajar.

-Nova Iorque? -Peru.

A National Geographic encontrou um local de cerimónias chamado "El Brujo".

Esqueletos de 1500 anos, parte de uma cultura misteriosa chamada "Moche".

-Se não forem duendes, não é natalício. -Não são duendes.

Sabes o que eu gostava? Passar outro Natal com crianças.

Com a família, uma árvore.

Estás na prisão, pai.

O Russ também.

-A mãe morreu. -Sim.

Exagera-se o valor do Natal.

As pessoas esperam que seja perfeito. Nunca é.

Estou ansiosa por ver os esqueletos de El Brujo.

Natal e esqueletos não combinam.

Lembro-me do Natal em que tu e a mãe me deram a caixa de ferramentas. Bestial!

Só que a caixa de ferramentas era para o Russ.

Mas tu decidiste que era para ti e ele deixou-te ficar com ela.

Deixou?

Espero que um dia possamos voltar a passar o Natal juntos.

-Duvido, pai. -Mente-me. Eu sei fingir.

Tenho de ir ver uma pessoa morta.

Nunca tiveste jeito para amenizar as coisas.

Estás com aquela expressão triste de quando vês o teu pai.

Não. Ele queria que passássemos o Natal juntos, com o Russ.

-Passa. -Estão ambos presos. É impossível.

-E os teus planos? -Estou a pensar atirar-me da ponte.

-Estou cheio de pena de mim. -Mas tu adoras o Natal.

Adoro quando estou com o Parker.

Mas, este ano, vai esquiar em Vermont com a Rebecca e o Capitão Fantástico.

-Quem? -O namorado dela.

É capitão da Guarda Costeira.

-O apelido não é Fantástico, pois não? -Podia ser.

Têm uma caravana na prisão, para visitas conjugais.

-O Capitão Fantástico está preso? -Não, o teu pai. Dá-lhe o que ele quer.

-Puxa uns cordelinhos. -Isso não faço.

-Já te vi fazê-lo. -O meu pai é um ladrão e um assassino.

Os ladrões e assassinos também têm Natal. A questão é essa.

Tenho outros planos.

Sejam quais forem, esqueletos e Natal não combinam.

Foi o que o meu pai disse. Aonde vamos?

Um presente de Natal antecipado para ti, Ossos. Um tipo morto num esgoto.

Está muito frio. Vamos acabar com isto.

Ótimo. Tinha de ser o Pai Natal.

Para quem se contorce por chaminés, um esgoto devia ser canja.

Foi atacado por ratazanas.

Acharam que era comestível pela quantidade de bactérias e calor.

Veio pelo esgoto abaixo. Vê bem a quantidade de coisas à volta dele.

A parte mais alta é daquele lado.

É uma zona comercial na época de maior movimento.

-Talvez ele trabalhasse lá. -Ou foi empurrado de um trenó.

-Cinismo no Natal? O que aconteceu? -Nada.

A Rebecca vai levar o Parker para Vermont.

-Que chatice. -Isso mesmo.

Podemos voltar ao Pai Natal?

Não é o Pai Natal, Booth. É um homem mascarado.

A barba parece verdadeira. E é gordo.

-Não faz dele o Pai Natal. -Não tiremos conclusões precipitadas.

Matam o Pai Natal três dias antes do Natal!

Vou enviar as luvas para o laboratório do FBI,

talvez encontrem impressões digitais.

O trauma no lado esquerdo do crânio sugere um golpe no osso temporal.

O Pai Natal foi assassinado. Alguém não gostou do seu presente.

Copiosa atividade de insetos do esgoto.

Acho intrigante que o mito do Pai Natal tenha sobrevivido.

Crianças, Dr. Addy. É para as crianças.

A fantasia não é de armazém. É um fato feito à mão.

Que eu gostaria de analisar quando vocês acabarem de raspar e...

Não é que seja muito importante.

O que o Pai Natal tem de fazer é impossível.

Porquê? Ele tem uma lista, verifica-a duas vezes.

Se tivermos em conta os que acreditam, o fuso horário, a rotação da Terra,

teria de fazer 822,6 visitas por segundo.

O Pai Natal estaciona o trenó, descarrega os presentes, enche as meias,

come um lanchinho, volta ao trenó,

e chega à casa seguinte em 1/1000 de segundo?

As crianças têm de ser estúpidas para aceitar isto.

As crianças não são estúpidas, são só crianças. E o Pai Natal é mágico.

Vamos identificar a vítima.

Há uma fenda elipsoidal no canino esquerdo

e no primeiro pré-molar própria de quem fuma cachimbo.

E resíduos no canino. Pode ser barro?

O Pai Natal fuma um cachimbo de barro.

Muito engraçado, meninos.

Vá lá! Onde está o seu espírito natalício?

Pelo grau de inchaço, eu estimaria a hora de morte entre 72 e 96 horas atrás.

E a lama e insetos do esgoto?

Larvas de mosca Phoridae, terceiro instar.

Parecem ter sido bem alimentadas.

O Pai Natal esteve perto de outra comida antes de morrer. Leite e biscoitos?

Não é o "Milagre em Manhattan".

Não estamos a dizer que seja o Pai Natal, estamos só a analisar as provas.

Pronto. Ainda é um rascunho, mas talvez ajude.

O pai quer passar o Natal com a família.

Como vais fazer isso? Vais tirar-nos daqui?

Talvez possamos usar a caravana para visitas conjugais.

Falei com a Amy, e ela disse que podia trazer as meninas para te verem.

-Não devias ter feito isso. -Elas têm perguntado por ti.

Eu menti-lhes. As miúdas nem sequer sabem que estou aqui.

-Pensam que estou no estrangeiro. -Estás a abandoná-las, como o pai.

Achas preferível descobrirem que o homem que acham maravilhoso é um criminoso?

Quando descobri que o pai não estava morto, fiquei feliz, apesar de ele...

Ser um assassino.

Tu não és um assassino, Russ.

Não me parece um bom presente de Natal.

-Podias explicar... -Não! De maneira nenhuma.

Não podes dormir no teu próprio sofá?

Estou à espera que os alumbrados descubram alguma coisa.

-Como está o Russ? -Não quer que as meninas o visitem.

O teu pai quer o Natal completo:

o pinheiro, as crianças, os presentes.

-É impossível. -No Natal as coisas acontecem.

-Como tu passares o Natal com o Parker? -Essa doeu.

Acorda-me quando eles descobrirem alguma coisa.

A remodelação do sacro da vítima é estranha,

tem uma margem esclerótica em volta do ferimento.

Um ferimento antigo?

Há aqui dois pequenos entalhes,

compatíveis com trauma causado por uma pata.

Tipo pata de rena?

Felizmente chegaste. Ouvir isto sozinho é um desperdício.

Provas são provas, quer alguém oiça quer não.

-A vítima levou um coice de rena. -Vai-te lixar!

-O sacro. -Espera.

As provas levam

a um velho gordo com barba vestido de Pai Natal

que fumava um cachimbo de barro e que levou um coice no rabo de uma rena?

O FBI tem impressões digitais parciais e a AFIS talvez tenha descoberto quem é.

A vítima trabalhava para o Ministério de Educação.

-Era professor? -Não. Era o Pai Natal.

-Um Pai Natal? -Ou o Pai natal?

-Vê o nome. -Kristopher Kringle.

De acordo com a AFIS, é o seu nome legal.

-Há o Sinterklaas holandês... -Cuidado!

Tinha um ajudante chamado Pedro Negro que tinha um chicote para os meninos maus.

Os mitos regulam o comportamento, como Moisés e os Dez Mandamentos.

Estás a comparar Moisés ao Pai Natal?

-O Pai Natal é mais alegre. -Bestial. Procuramos a Rua Hudson, 223.

-Lamento não poderes estar com o Parker. -Tenho de encarar os factos.

Ela não devia levá-lo, não no Natal, sabendo o apego que te tem.

-Meu Deus! -O que foi?

Vive numa loja de brinquedos!

LOJA DE BRINQUEDOS

-Cuidado com as renas. -Muito engraçado.

O Parker ia adorar isto.

Olha para isto! Biscoitos de gengibre. Um comboiozinho.

Olha para isto.

-Booth. -Sim?

Talvez isto explique o coice da rena no quadril do Kringle.

Só pode ser gozo. Olha para isto.

O tipo era dedicado.

Tinha de ser.

Olha, Ossos.

Vem ver isto.

Um compartimento secreto.

Parece que o Pai Natal planeava comprar muitos brinquedos.

-O Kris alugou-mo por seis anos. -Onde morava antes?

Essa não era a minha primeira pergunta.

Escreveu a morada anterior no contrato.

-"Polo Norte"! -Deixa-te disso!

-Afinal, era uma boa pergunta. -Aceitou a morada?

Quem quer morar por cima de uma loja de brinquedos? É barulhento.

Pagou-me o primeiro e o último mês adiantados, em dinheiro.

Kris Kringle, do Polo Norte, vive por cima de uma loja de brinquedos?

É a prova de que a nossa vítima é a figura mítica conhecida como Pai Natal.

"Mítico", de "mito", significa "que não existe".

-Não. Vem de "Mythos", ou "palavra". -Ele não...

-E as finanças do Sr. Kringle? -Pagava sempre em dinheiro.

-Onde trabalhava? -Numa agência chamada Temp Time.

Não trabalharia numa agência de trabalho temporário.

-Porque não? O trabalho dele é sazonal. -Porque ele...

-O Kringle paga a renda a tempo? -Sempre. Pelo menos até há uns meses.

A sério? Não tinha falta de dinheiro, com o dinheiro todo que achámos na gaveta.

Filho da mãe! 1200 dólares são meus.

A maioria são notas pequenas e amarrotadas. Exceto estas oito de 50.

-Novas, com os números de série. -Não sei de nada disso.

Vocês desentenderam-se? É por isso que não nos está a contar tudo?

Não.

Talvez. O Kris deu-me umas ideias para um brinquedo, eu patenteei-o e...

-Vendeu? -Fotografaram a filha dos TomKat com ele

e o brinquedo pegou.

O Kringle podia processá-lo por uma fatia desse dinheiro.

Nunca me disse que o queria. Só deixou de pagar a renda.

-Estás a pensar no Parker? -Não.

-Estás a pensar no teu pai? -Não.

No Russ.

Não podes levar a mal que não queira que as miúdas saibam.

Está a viver numa mentira. Tu não farias isso.

Não sei. Já menti ao Parker. Sobretudo, nesta época do ano.

-Sobre o quê? -Digo-lhe que o Pai Natal vem aí.

-A sério? -É o Pai Natal!

É uma forma de chantagem. "Porta-te bem ou não há presentes."

Não. Não é uma mentira, Ossos.

Todos concordam que até uma certa idade

os miúdos merecem viver numa verdade diferente.

Então, o Russ deve contar mentiras às miúdas para não saberem que está preso?

É uma brilhante ideia de Natal.

Era um comentário sarcástico e contundente.

Dá roupas civis ao Russ, as miúdas vão pensar que foi visitar o pai à cadeia.

-Onde dirias que ele esteve? -A construir uma ponte em Adis Abeba.

Adis Abeba é a capital da Etiópia, não tem água.

-Está bem, inventa tu uma mentira. -Não acho que se deva mentir às crianças.

Só queres ir para o Peru sem sentires culpa.

Tu tens de aceitar que não terás o Parker este Natal.

Não estou a gostar deste Natal.

Eu também não.

A sombra do raio X é uma pequena depressão da tábua endocraniana.

A fratura continua para o interior. Não há sinais de remodelação.

Esta mancha indica perfuração da artéria temporal superficial.

-Provavelmente, a causa de morte. -Levou um golpe na cabeça. Com o quê?

Vou examiná-lo no microscópio eletrónico de varrimento por transmissão.

-O que fazes no Natal? -Vou ao Michigan.

-E a Cam? -Cruzeiro em família.

-Parece interessante. -Pois parece.

Depois, diga-me o que descobrir.

-O Kris está morto? -Está.

Caraças! Tive um mau pressentimento.

Ele não é de faltar ao trabalho, sobretudo nesta época do ano.

-Liguei-lhe centenas de vezes. -Foram 12 vezes. Ouvimos as gravações.

-Tem aqui muitos Pais Natais. -Mas o Kris era o meu número um.

Toda a gente sabia disso aqui.

Se não fosse por ele, não me tinha metido neste negócio.

O Natal não será o mesmo sem o Kris.

Antropologicamente falando, o que significa ser o Pai Natal número um?

Bom, o Kris ficava com os melhores trabalhos.

-Algum outro Pai Natal tinha ciúmes? -O bastante para matar? Vá lá!

É por causa do Kris? Aconteceu-lhe alguma coisa?

-Quem é? -Sou o Jeff Mantell.

-O que aconteceu ao Kris? -O Kris foi assassinado.

Ouçam, o Pai Natal das notícias era o Kris.

O que me pode dizer do Kris?

-Por ele, tínhamos orgulho na fantasia. -Sim.

-É verdade. -O Kris foi assassinado?

Todos os Pais Natais, um passo para trás.

Se precisarem de alguma coisa...

-Porque está a coxear? -A minha canela. Quer ver?

Porque haveria de querer?

As crianças de uma certa idade divertem-se a dar-nos pontapés na canela.

-Alguém era amigo do Kris? -Só o conheci há umas semanas.

Quem cheirar a lã molhada dê um passo atrás.

Eu estava desempregado, atrasado com a pensão, e ele salvou-me.

-Arranjou-me este emprego. -Uma história triste, mas típica do Kris.

-Típico do Kris. Sempre a ajudar. -Um santo.

-Algum problema? -Discussões?

-Conflitos? -Não consigo imaginar.

O tipo era genuinamente feliz.

-Não encontrámos o registo bancário dele. -Eu pagava-lhe em dinheiro.

O que fazia ele nas outras épocas?

O Kris era o meu único Pai Natal a tempo inteiro.

Fazia propaganda para quem precisasse de um Pai Natal.

Revendedores de automóveis, gelatarias.

Há hospitais que fazem o Natal em julho.

Ironicamente, a única noite em que o Kris não trabalhava era a noite de Natal.

-A sua noite especial. -Espalhava brinquedos e doces pelo mundo.

-Gozávamos com ele. -Ele nunca negou.

As larvas do colarinho do Pai Natal alimentaram-se

de glicosaminoglicanas não-sulfatas de condroitina

-e ácido N-acetilneuramínico. -É por isto que Booth odeia falar-te.

É saliva regurgitada de Aerodramus fuciphagus macho.

-O Booth odeia falar comigo? -Não só tu. Com o laboratório todo.

-O que é Aerodramus fuciphagus? -Ingrediente principal da sopa de ninho.

Uma iguaria chinesa feita de ninhos de andorinha.

É mais uma sopa de saliva de pássaro.

A nossa vítima esteve na China?

Acho mais provável que tenha estado em Chinatown.

Mas também encontrei traços do mesmo nas calças do Pai Natal.

-No traseiro. -Sentou-se nela?

Esperemos que tenha sido isso.

-É um prato comum? -Um quilo de ninho são dois mil dólares.

-Vejamos quem o faz aqui em Washington. -Sim.

Todos pareciam tristes por perder um dos deles.

Falam da fantasia como se fossem soldados ou polícias.

O Hodgins diz que o Kringle foi morto

num restaurante chamado Kum Jung Huen, em Chinatown, ou aí perto.

-Como é que descobriu? -Queres saber?

-Diz-me. -Não queres saber.

-Eu confio em ti. -Vou falar com a Caroline no teu gabinete.

-Sobre a caravana para o teu pai? -Ela ajudará?

É advogada. Ajuda, mas pede alguma coisa em troca.

-É justo. -Pois. Espera para ver.

-Pensei que ia para o Brasil. -Peru.

Que seja. A sul do equador, fazer coisas de ossos com gente de osso.

Falei com a direção da prisão. Para o meu pai conseguir a caravana,

o promotor do caso dele tem de fazer uma recomendação.

-É a promotora do caso dele. -Eu sei. Obrigada, Dra. Brennan.

-Faz-me isso? -Vai para o Brasil,

de que lhe adianta que o Max tenha a caravana só para si?

Estou a tentar convencer o meu irmão a passar o Natal com a família dele.

Uma reunião natalícia dos criminosos Brennan. "A tentar"?

O Russ não quer que as meninas saibam que ele está preso.

Como lhes pode dizer outra coisa se elas vão passar o Natal na prisão?

E o diretor proibiu a árvore de Natal.

Há três anos, alguém usou a estrela como navalha.

Agora, proíbem qualquer tipo de adereço.

-Não é triste? -Não mate, não seja preso,

e faça uma festa de Natal em casa todos os anos.

Então, faz-me isso?

-Faço. -Faz? Obrigada!

-Com uma condição. -O Booth disse-me que diria isso.

Disse-me que lhe pediria para o beijar?

Não.

-É isso que quer? -Nada de bochecha ou nariz. É nos lábios.

O quê? As pessoas beijam-se no nariz?

Quero que o beije debaixo do azevinho.

-Beijar o Booth? -Isso mesmo, chérie.

-Porquê? -Porque me divertiria.

Porquê?

Porque é toda "Dra. Brennan" para cá, "agente especial Booth" para lá

e é Natal e eu tenho um lado travesso que não nego.

-Travesso? -Acha que não posso ser?

Nunca tinha pensado nisso.

Se quer que eu escreva a carta, beije o Booth nos lábios

e conte pelo menos um, dois... Cinco carneirinhos.

-Isso é chantagem. -É verdade.

-Isso é antiético. -É o nosso trato. É pegar ou largar.

-E a árvore? -Nada de árvore.

Nem se lhe apalpar o traseiro.

Não sei. Não lhe posso antes pagar um jantar?

Se beijar o Seeley Booth nos lábios, o seu pai terá o Natal dos seus sonhos.

Mas nada de árvore. Aquilo que um assassino pode esperar.

Já viu este homem?

-O Pai Natal? -Não! Este não é o Pai Natal.

O tipo que está com o fato de Pai Natal, já o viu?

Posso ver a sua identificação outra vez?

Booth. O teu filho gosta de baratas?

Gromphadorhina, meu, a barata sibilante.

Passa-me o recipiente.

É um excelente presente de Natal.

-Não. Achaste as larvas do ninho? -Não, ainda estou à procura.

-Vou chamar a polícia. -Então?

Eu sou a polícia.

Houve alguma briga aqui no beco nos últimos quatro dias?

Não. Não venho aqui desde que deixei de fumar. Cheira mal.

O ciclo da vida. É bonito quando se estuda.

É? Pode entrar.

Diga aos seus funcionários que lhes vou fazer umas perguntas.

Reze para que eu não relate isto à Vigilância Sanitária.

Achei!

Fannia, Musca e Phoridae.

São as larvas que encontrei no fato do Kringle.

-Foi aqui que foi morto. -Se foi morto aqui,

provavelmente,

foi arrastado até esta grade e atirado para esgoto.

Uma morte infame para o Pai Natal.

-Caramba! -O que foi?

Estavam no fundo.

-Sem dinheiro. Só identificação e cartão. -Foram atiradas para aí pelo carteirista.

-Encontraram dinheiro em casa do Kringle. -Sim.

-Talvez tenha palmado umas carteiras. -Vamos descobrir os donos das carteiras.

veremos se eles conhecem algum Pai Natal carteirista.

Booth, ajudas-me aqui?

Até logo.

Vá lá.

Vermont vai ser bestial. Snowboarding, como quando fomos a Liberty.

-A mãe diz que vai ser melhor. -Tem razão.

Não podes vir?

Se disseres à mãe que eu não quero ir,

podemos passar o Natal juntos, como sempre.

Este ano não pode ser, filho.

Quando voltares, fazemos o nosso natal, só nós os dois.

-Sem o Capitão Fantástico. -Não deves chamar isso ao Brent.

-Porquê? Tu chamas. -Não vou chamar mais.

-Mas tem graça. -É desrespeitoso.

E se a tua mãe gosta de alguém, devemos respeitar isso e gostar dele também.

Isso é verdade?

-Gostas do Brent? -Gosto.

-Bem... -Ossos!

-Vais ficar sozinho no Natal? -Eu? Não.

-Vou estar com a Ossos, amigos. -Eu vou para o Peru.

-Vamos todos para o Peru. -Natal em África?

-Na verdade, o Peru é na... -África. Certo, Ossos?

Eu fico bem.

Vai lavar-te antes que a mãe chegue.

-Gosto muito de ti. -Eu também, filho.

Vai.

Fartaste-te de mentir.

É a magia do Natal, Ossos.

Então, quer contar-me o que aconteceu?

Tinha acabado de descontar um cheque.

-Quando foi roubado pelo Pai Natal? -Não fui roubado.

Senti alguém encostar-se a mim.

Eu disse: "Desculpe." E foi cada um para seu lado.

-Quando deu por falta da carteira? -Uma hora depois no PriceCo.

Fui pagar e não tinha carteira.

Voltou no dia seguinte e deu-lhe uma tareia.

Pedi-lhe a minha carteira. O Pai Natal fez-se de parvo. Acabou em briga.

Eram 900 dólares!

Sr. Moussa, há centenas de Pais Natais em Washington nesta altura.

Vá lá. Nós somos polícias treinados. Eu encontrei o tipo certo.

Se era ele, merecia uma tareia.

Era ele. E teve sorte porque eu sei controlar-me.

Este tipo estragou-me o Natal!

Os egípcios celebram o Natal?

Não sou muçulmano, Agente Booth. Sou copta.

Eu, a minha mulher, os meus filhos, todos celebramos o Natal.

Mas não este ano, porque ele roubou-me o dinheiro.

E o que lhe fez?

Bati-lhe.

Não me orgulho do que fiz.

-Empurrou-o? Lutaram? -Dei-lhe um murro no nariz.

-Não rolaram pelo beco? -Não. Foi em frente a uma loja.

-E atirou-o para a sarjeta? -Atirei-o ao chão.

As pessoas não sabiam porquê. Olhavam.

Pensaram que eu era terrorista. Então, fui-me embora.

Certo.

Preciso de um advogado?

A PayFast confirmou que descontou o cheque do Moussa.

O caixa deu-lhe 900 dólares em notas de 50.

-O Kringle tinha notas de 50. -Com os mesmos números de série.

-Parece que foi ele a roubar a carteira. -Vamos analisar a roupa do Moussa.

Se houver resíduos de sopa de ninhos, saberemos que é o assassino.

Para que é o azevinho?

A Caroline quer que nos beijemos debaixo dele. Só assim me dá o Natal na prisão.

-Se nos beijarmos? -Sim.

-Porquê? -Sente-se travessa.

-O que é que isto significa? -Ela está aí a chegar. Uma chiclete?

Não. O meu hálito é bom. Eu falo com a Caroline.

Não.

-Só te contei por cortesia profissional. -O quê?

-Para não te apanhar de surpresa. -Estás a falar de um beijo na bochecha?

Não, nos lábios. Como irmãos, colegas, franceses que se encontram na rua.

-A Caroline sente-se travessa? -Endiabrada.

Parabéns, ouvi dizer que têm um suspeito na morte do Pai Natal.

Sim. Parece que o Coelhinho da Páscoa não tem de se preocupar.

-Falou com o juiz? -Falei.

E a sua parte do acordo?

Bom! Vejam só! Azevinho.

Dê um passo à direita e fica mesmo debaixo dele.

Foram carneirinhos que chegue?

Muitos. Uma manada.

Não sei o que isto quer dizer, mas Feliz Natal.

-Foi como beijar o meu irmão. -Deve gostar muito do seu irmão.

-E gosta. -Gosto.

Está tudo tratado. Pode ir, chérie.

Feliz Natal.

-Deve sentir-se tola agora. -Pois.

Bom... É melhor ir andando,

vou ver se o técnico descobriu alguma coisa na roupa do Moussa...

Boa ideia. Eu também tenho coisas para fazer, com ossos.

Compreendo perfeitamente.

Obrigado pela chiclete.

-Que tal? -Olá.

Há lascas metálicas incrustadas no osso.

Estou a ajudar o Zack a determinar que arma foi utilizada.

Este vai ser o nosso primeiro Natal como casal.

É pena que o Pai Natal tenha morrido.

Achei que poderíamos decorar a árvore de Natal juntos.

Achas muito piroso? É o que a minha família fazia.

Sempre pensei que, quando tivesse família, continuaria a tradição.

-Duas pessoas são uma família? -Não é assim que começa?

Então, posso bem com a decoração da árvore de Natal.

-Aconteceu alguma coisa? -Sim, aconteceu.

Ossos, era só azevinho.

-O beijo não foi nada. -Beijaram-se?

-Azevinho. -Não foi isso.

-Com língua? -Cuide da sua vida sexual.

-Não teve nada a ver com sexo. -Não.

-Não houve s... Foi azevinho. -Completamente assexuado.

Sou todo ouvidos.

Tire o chapéu.

O Booth, que é muito honesto,

diz que nesta altura do ano a mentira é necessária

-para a felicidade das crianças. -Fui mal interpretado.

-O Booth tem razão. -Percebeu a essência.

-O Natal tem um elemento ficcional. -Aquela conversa do Salvador?

-Não é conversa. -Como sabes?

Dra. Brennan, é o sentimento do Natal. O chamado "espírito natalício".

É um sonho ou esperança que temos desde a infância. Mas como adultos...

Está a incluir-se?

Como adultos, estamos imbuídos pelo pragmatismo da vida,

por isso, é difícil ver as coisas com olhos de criança.

Mas não faz mal tentar.

Pomos chapéus tolos, luzes nas árvores, embrulhamos presentes. É bom para nós.

Não é apenas bom que as crianças vivam esta fase de inocência e alegria.

É responsabilidade nossa.

Está bem.

-"Está bem"? -Achei muito útil.

O que achas que tenho dito nos últimos quatro dias?

Ajudas-me a mentir às miúdas?

Ao que parece, não é moralmente errado mentir no Natal.

-E se souberem que estou a mentir? -Às vezes, mentir é como um presente.

Mesmo que elas saibam que estás a mentir, sabem que é por amor.

Onde foste buscar isso? Dão-me melhores conselhos na cadeia.

Ouve, Russ, nós temos um plano.

Eu trago-te umas roupas, as miúdas acham que acabaste de chegar de Adis Abeba...

-Adis Abeba? -O que é que tu e a Amy lhes disseram?

-Que fui para Burma. -Burma?

-Que diferença faz? -Burma já nem existe.

-O que aconteceu? -Agora é Myanmar.

Há outro problema com a caravana. Não podemos ter árvore de Natal.

-Porquê? -Pode ser usada como arma. É importante?

Natal sem pinheiro? É um desastre. Esquece.

Elas são novas, Russ.

Acreditam no Pai Natal. Acreditam em ti porque gostas delas.

Vão sentar-se ao teu colo, abrir os presentes,

e vão acreditar em ti em Burma,

e talvez nem deem por falta da árvore.

A Amy vai lá estar, o pai vai lá estar, as miúdas vão lá estar.

-E tu? -Eu ia.

Mas não somos os únicos a utilizar a caravana,

e eu pensei que ia ser à tarde, mas agora vai ser na noite de Natal.

E eu tenho de apanhar o avião.

-Para o Peru? -Sim.

Tempe, o pai quer que estejamos todos.

E tu és uma de nós.

-Descobriste o que matou o Kringle? -Sabemos do que foi feito.

E sabemos o formato.

-Formato de meia-lua e latão. -Não encontrei nada com este formato.

-Mas fazendo uma mudança de paradigma... -Era a minha ideia.

-...e mudando o ângulo... -Um círculo, não uma meia-lua.

A marca deixada no crânio do Kringle

resultou do golpe de um objeto circular de uns 15 cm de diâmetro.

-Seis polegadas. -Um sino. Um sino de latão.

Deve ter sido atacado por outro Pai Natal.

Todos têm os vossos sinos?

Pronto! Chega! Parem!

-Pode dizer aos duendes para saírem. -Duendes, vão tomar um café.

-De que serve um sino sem o Pai Natal? -São todos iguais.

Compro por atacado e revendo-os aos Pais Natais.

-Foi ideia do Kris? -Como sabe?

Estou a começar a percebê-lo. Temos um mandado para inspecionar os sinos.

-Inspecionar o quê? -Sinos, Larry.

Porquê?

Vamos passar um cotonete embebido em fenolftaleína nos vossos sinos.

-Vai arder? -Sinos! Ela disse "sinos".

-Precisas de um aparelho para a surdez. -Porque desinfetam os nossos sinos?

Calma, Pai Natal.

Precisa de um mandado para desinfetar os sinos?

-Qual é o problema? -Procuram alguma coisa!

Eu li o mandado. É a lei.

-Dá-lhe o sino para podermos ir embora. -Dê-nos o seu sino.

-Não. -Eu não vou ver o meu filho no Natal,

estou um bocado chateado com o Natal.

Dê o sino à senhora.

-Dá-lhe o sino. -Vá lá.

Obrigado.

O revestimento de latão do sino está lascado.

Vê só.

-Está preso por assassinato. -O quê?

Este sino é a arma que matou o Kris.

Não! Eu não matei o Kris!

-Nós estamos sempre a trocar de sino. -É verdade.

Os sinos são todos parecidos. Pousamos um e pegamos noutro.

Segurem nos vossos sinos por um segundo. Alguma ideia?

-Não. -Pensa nalguma coisa, Ossos.

Tem de ser um destes tipos. Metade deve dinheiro ao Kringle.

-Um deles rouba carteiras. -Roubou o egípcio.

-Podemos ir? -Tenha calma. Coma uns biscoitinhos.

O Kringle desconfia. Apanha o tipo a desfazer-se da carteira

e confronta-o.

-Temos de lhes cheirar o traseiro. -Cheirar os tras...

-Agora estou perdido. -Todos contra a parede!

Ou... as mãos na mesa.

Primeiro, esse trabalho é meu. E segundo, porquê?

Eles lutaram. Rebolaram sobre restos de ninho de andorinha.

Muito bem! A não ser pela parte de cheirar o traseiro.

-Tu começas aqui. Eu começo aqui. -Vai cheirar os meus homens?

Caramba! Este é oficialmente o pior Natal de sempre.

-Não precisam de um mandado para isto? -Cale-se.

-Vire-se. -Pois.

-Sopa de ninho de andorinha! -É o Jeff! Ele matou o Kris!

-Apanhem-no! -Caraças!

-Vai separá-los? -Sim. Repara bem.

E que tal agora, Pais Natais?

Saiam de cima dele!

-De pé. Está preso. -É uma vergonha para o nosso uniforme.

Tem cuidado

Vê se não choras

Não faças beicinho

Não te digo porquê

O Pai Natal vem a caminho

Ele está bem, Rebecca.

Não... Ouve.

Eu levo-to amanhã a tempo, antes de irem para Vermont.

-Eu odeio Vermont. -Não, não lhe disse para dizer isto.

Não teve de descobrir o FBI.

Foi ter com um polícia na rua, disse que estava perdido e que o pai era do FBI.

Vá, veste isto.

É o seguinte. Passamos o dia de Natal juntos.

Mas, depois, tenho de te levar a Vermont. Percebido?

-Vais ter saudades de África? -África?

Não. Prefiro estar contigo.

-Temos árvore? -Temos duas árvores.

-Duas árvores? -Duas!

-Porquê? -Vá, eu mostro-te.

Experimenta isto, querida.

-Elas estão a divertir-se? -Claro que estão.

A propósito, este é o melhor Natal que eu tive em 16 anos.

Eu também.

Meu Deus!

-O que foi? -O que é isto?

Uma aguardentezinha que fiz às escondidas.

-Booth? -Ossos, tenho boas notícias.

-Acabei por ficar com o Parker. -A magia do Natal, não é?

Estamos a ligar para desejar um bom Natal.

-Feliz Natal, Ossos! -Obrigada, Parker.

-Diz que lhe desejo um feliz Natal. -O meu pai deseja-te bom Natal.

Tenho uma coisa para ti.

Eu também tenho uma coisa para ti. Trocamos os presentes daqui a uns dias.

-Vai à janela e abre a persiana. -O quê?

Vejam, parece que sempre temos árvore de Natal.

O quê? Uma árvore?

-Meu Deus! Incrível! -Não é linda?

Feliz Natal.

Adorei o meu presente, Booth.

Feliz Natal, Ossos.

É o melhor Natal de sempre!

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