All language subtitles for Bones S03E06 2007 Disney+ WEB-DL 1080p H264 DDP-HDCTV_track6_[por]

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Original subtitles

-Há fumo na sala de descanso. -Baixaste a chama ontem à noite?

Sim, de certeza. O alarme disparou outras vezes, mas o fumo era cinzento.

Uma vez, um opossum foi apanhado na conduta e o fumo era assim.

O Dr. Addy fez experiências com um porco, ontem.

Eu disse-lhes que não atirassem animais mortos para o incinerador.

Desde quando nos ouvem?

-Caraças! -Não é um porco.

A 200 ºC, os ossos carbonizam em seis horas e passam a cinza em oito.

Está carbonizado, mas não há cinzas.

Seis a oito horas? Atiraram-no para o incinerador entre a 1 e as 3 da manhã.

Estava vivo ou morto antes de ser atirado para o incinerador?

-Ainda não sei. -O que é isso?

O registo das visitas. Ninguém saiu depois das 21:36, ontem,

e ninguém entrou antes das 8:02 esta manhã.

-A vítima deve trabalhar aqui. -E o assassino também.

Osso púbico de mulher.

Não há carbono na traqueia. Foi morta antes de ser atirada para o incinerador.

Inúmeras fissuras e fraturas ao longo de todo o esqueleto.

O Zack dir-nos-á o que foi causado por calor ou por traumatismo.

Ouçam esta. O Bancroft foi chamado ao Capitólio.

-Quem é o Bancroft? -Deus.

-O chefão do Jeffersonian. -Acho que o vi uma vez.

Estou pronta para começar a reconstituição facial.

Ainda não pus os marcadores de profundidade.

Ainda não acabei de tirar o tecido carbonizado.

Quando acabar, o Zack pode limpar o crânio.

-Estás bem? -O que se passa?

Estou bem.

Eu começo após os marcadores de tecido estarem...

Avisem-me.

O que foi aquilo?

-Não vais gostar disto. -De quê?

Identifiquei a vítima.

-Impossível. -Eu disse-te que não ias gostar disto.

Sem marcadores, não podes olhar para um crânio e ver a pessoa.

Querida, já fiz centenas de reconstruções destas.

Depressão ao nível da glabela, canal nasal estreito, incisivo lateral lascado.

-Consegues ver um rosto a partir daí? -O dente foi um acidente de esqui.

Angela,

conheces a vítima pessoalmente?

Kristen Reardon.

Era uma estagiária. Tomávamos café de vez em quando.

Não queria ser investigadora, queria ser designer.

Só estava aqui para agradar ao pai. Era nova, cheia de entusiasmo e...

Era muito nova.

Espera. Reardon.

-Filha do Dr. Ted Reardon? -Sim. Ele trabalhou aqui.

Fiz um curso com ele de farmacologia antiga.

Eu sei que não podemos dizer nada sem cumprirmos os procedimentos habituais,

mas eu sei que esta é a Kristen.

-Pobre Ted. -Queres saber outra coisa?

Ela andava com alguém daqui.

-Isso é importante? -O Booth vai achar que sim.

Sobretudo, porque era um homem casado.

-Ela disse-te quem era? -Não.

Só que tinham dado o primeiro beijo na inauguração da exposição egípcia

e que, desde aí, era uma relação muito intensa.

-Lamento, Ange. -Eu é que lamento. Isto assusta-me.

-Porque conheces a vítima. -E o assassino. Olha à tua volta.

Agrada-te pensar que alguém que vemos todos os dias a atirou para o incinerador?

Como posso ajudar na vossa investigação?

Dr. Bancroft, preciso dos relatórios da segurança do Jeffersonian,

que mostrem quem estava presente no edifício.

-De acordo. -Peça ao seu pessoal para cooperar.

Com certeza, Agente Booth.

Não sei se já trabalhou com cientistas.

Gente difícil, por natureza.

Combativa, cética, resistente.

-Já reparei. -Já identificaram a vítima?

Oficiosamente, uma estagiária, Kristen Reardon.

-Alguma ligação com o Ted Reardon? -É filha dele.

O Dr. Reardon deixou o Instituto pela Universidade de Georgetown?

-Tive um papel importante na sua partida. -Despediu-o?

-Proporcionei a mudança necessária. -"Mudança necessária"?

Excelente cientista, mau gestor. O Reardon sabe?

-A Dra. Brennan está a dar-lhe a notícia. -Mantenha-me informado, por favor.

Dentro do quadro da lei, evidentemente.

Com certeza.

-Ted Reardon, o pai da vítima? -Sim.

A Ossos está a dizer-lhe que a filha morreu.

Parece que o Bancroft o despediu porque se sentia ameaçado politicamente.

Eu sei. Deixemos a Ossos tratar do assunto.

Seria desajustado dizer-te que o meu pai vai fazer 60 anos?

-Já 60? -Fazemos um jantar na quinta-feira.

-Dá-lhe os parabéns. -Dá-lhe tu. Tens de vir comigo.

O quê? Não.

Não posso passar a noite a justificar o meu celibato.

-Não lhes disseste que nos separámos? -Queres dar um desgosto ao senhor?

-Queres que finja que sou teu namorado? -Entre as 18:30 e as 22:00 de quinta.

Camille, não podes passar a vida preocupada com o que dirá a tua família.

Seeley, não vai ser sempre assim. Um dia, ele morre.

-Foi difícil? -Nunca tinha dito isto a ninguém.

Estive presente quando tu o fizeste, mas...

É muito desagradável.

Tiveste oportunidade de lhe perguntar pela vida sentimental da filha?

Disse-me que, tanto quanto sabia, não tinha namorado nenhum.

A Kristen mentia ao pai.

Dra. Brennan, é verdade? A Kristen Reardon morreu?

Evan, Agente Booth. É o responsável pela investigação do homicídio.

Dr. Evan Klimkew, o orientador da Kristen Reardon.

-A Kristen foi assassinada? -O que fazia ela?

Autenticações para as coleções de museus e colecionadores.

-É um departamento grande? -Cinco estagiários, o meu assistente e eu.

-É um ambiente competitivo. -Claro.

Juntam-se uns geniozinhos, acena-se com um premiozinho...

Está a referir-se à bolsa Bates.

O melhor recebe 75.000 dólares e uma estrela no CV. A Kristen liderava.

-Parece que não estava muito motivada. -Isso não se sentia no seu trabalho.

Meu Deus, é horrível. O pai dela sabe?

-Quem era o grande rival? -O Neil Tyler.

Neil Tyler. Onde posso encontrá-lo?

A autenticar objetos no cofre-forte do vosso assassino em série.

O que pensa a sua mulher dos seus horários tardios?

Estou separado. É a minha resposta.

-Tem namorada? -Está a falar a sério?

É uma investigação de homicídio, Evan.

Não, não tenho namorada.

Obrigado, Dr. Klimkew.

Este medalhão parece ser maçónico. Jaspe sanguíneo e ouro.

Mas o que é interessante é que, no centro, em vez do habitual "D" de "Deus",

há uma caveira.

-Iconografia Gormogon. -Estranho, não? Vimos muito disto aqui.

-Gormogon? O que é isso? -No séc. XVIII...

Um grupo que queria erradicar a influência dos francomaçons e dos Illuminati

na Europa do séc. XVIII. Pode ser a maior coleção de objetos Gormogon no mundo.

-Esteve com a Kristen ontem à noite? -Sim.

A Kristen estava a trabalhar ali.

Eu fui embora por volta da meia-noite. A Kristen ficou mais tempo, como sempre.

Sinto um certo amargor?

Tive de trabalhar para pagar os estudos. Tive de ir porque tenho outro trabalho.

Ela estudou na melhor faculdade e o pai é bem relacionado. Quem precisa da bolsa?

Tenho a impressão que agora lhe calha a si.

Eu dava-me bem com a Kristen. Veja o registo. Não estava aqui.

-Sabe com quem a Kristen andava? -Com quem namorava?

Com um homem mais velho. Disse-me que ficaria surpreendido quando soubesse.

E você? É casado?

Eu sou homossexual, Agente Booth.

Com licença.

-Então? -A mala da Kristen Reardon.

Um telemóvel.

O registo das chamadas.

A mala diz-nos que não estava de partida quando se cruzou com o assassino.

Há uma série de chamadas para o mesmo número.

A Kristen autenticava objetos do cofre-forte Gormogon.

-Não vamos por aí. -Se o Gormogon a matou, é um de nós.

-Foste por aí. -O quê?

Foste por aí e deste-lhe uma alcunha.

Não sonhei, pois não? Tu viste?

-Quem é? -Está morto?

-Nunca esteve vivo. -Estás a brincar.

A Gestapo está a interferir na investigação.

Se tentarem fugir, abate-os. O que é este manequim?

Não é um manequim. É um esqueleto de vidro e nylon reforçado

que se parte exatamente como os ossos humanos.

-Lançámo-lo do último andar. -Expliquem porquê.

-Reproduzimos o peso e altura da Kristen. -Mas porquê?

-Para provar que ela já estava morta. -Já sabemos isso.

O crânio dela não se partiria assim

de uma queda de menos de 25 metros.

Traduz lá isso, por favor.

O corpo foi lançado para a conduta do último andar.

Dos escritórios. São sempre os engravatadinhos.

-Eu também uso gravata. -Sim, é verdade.

Esta noite não se atira sobre os alumbrados. Lamento.

Bom trabalho. Vamos, Ossos.

A Kristen foi apunhalada até à morte.

-Aorta e pulmão esquerdo perfurados. -Sangrou muito?

Pela ferida, pela boca. Muito.

Todos parecem pensar que a morte da Kristen está ligada ao cofre-forte.

Temos de pôr essa hipótese de lado, há o risco de falsear a investigação.

Eles não se deixam impressionar.

-Mas dizem para não sermos precipitados. -Eles dão saltos quânticos.

Conclusões, saltos quânticos. Que diferença faz?

-Aldridge diz-te alguma coisa? -Sim, porquê?

Não havia sangue perto da conduta no último andar.

O corpo pode ter sido embrulhado em plástico.

O Dr. Kyle Aldridge dirige o departamento do Médio Oriente. Porquê?

-Têm escritórios neste edifício? -O Médio Oriente é no edifício S.

Vai-se por uma passarela. Porquê?

-Faz ligação com que andar? -O último. Mais uma vez, porquê?

A Kristen passava a vida a ligar a este Aldridge. Espera.

Booth. Revistem todos os escritórios do último andar do edifício adjacente.

Comecem pelo do Dr. K. Aldridge.

-Cam, este caso... -Tens de vir ao jantar do meu pai.

-Eu não disse que sim. -Boa tentativa.

-O quê? -Cala-te.

-Eu nem sequer... -Nem uma palavra.

Que bela vida!

"Dr. Kyle Aldridge. Grande mansão, vizinho de Teddy Kennedy"?

"Iate de 20 metros e casa de férias nos Hamptons."

Devia ter estado mais atento nas aulas de ciências.

A inteligência não é uma questão de vontade, Agente Booth.

Não é defeito ser menos inteligente.

Obrigado pela força. O nosso primeiro suspeito seria a sua mulher,

mas como ela está há um mês em Veneza...

Veneza. Como é que um tipo que ganha 80 mil por ano

empresta o corta-relva ao Ted Kennedy e manda a mulher para Veneza?

A família da minha mulher é muito generosa.

Seria tão generosa se soubesse que andava a petiscar uma estagiária?

Ensinam essa técnica em Quantico?

Insulta o suspeito para o fazer confessar tudo?

Confessa tudo?

O caso amoroso ou o assassínio?

Desculpe. Tenho de lhe mostrar uma coisa na sala do Dr. Aldridge.

Luz, por favor.

Vê-me bem este sangue.

O carrinho explica como o corpo foi transportado até à conduta do incinerador.

Deve ter sido aqui que a Kristen foi assassinada.

Acendam a luz.

Dr. Aldridge, tenho perguntas a fazer-lhe sobre o homicídio de Kristen Reardon.

Acompanha-nos de livre vontade?

Eu nunca gostei do Kyle Aldridge.

Um dia disse-me que ter um QI elevado não era desculpa para não me lavar.

-Não acredito. -As suas palavras exatas:

-"Não é desculpa para não se lavar." -Então?

Consistente com o traumatismo do pulmão esquerdo e aorta,

a vértebra C7 e a quinta costela foram atingidas a 67 graus,

o que sugere um único ponto de entrada.

-Pelas costas? -O assassino em série come carne humana.

-O Kyle Aldridge é vegetariano. -O Hitler também.

-Chamamos-lhe Gormogon. -Excelente nome. Historicamente exato.

Têm de parar de pensar que o Gormogon está implicado na morte da Kristen.

Porquê? É possível, ou até provável.

O Kyle Aldridge não é um canibal.

Mas pode ter matado a amiguinha. Vês a diferença?

Concentremo-nos nas provas.

Ao trabalho.

-O Zack deu-me os fragmentos... -Da quinta costela.

-Utilizo o espetrómetro de massa GC. -E o incinerador?

Analisei as cinzas e encontrei vestígios carbonizados de cedrus libani.

-Cedro do Líbano. -O Aldridge é perito no Médio Oriente.

Na Mesopotâmia, utilizava-se o cedro para neutralizar os odores nos funerais,

para mascarar o cheiro da carne queimada.

Imaginas o Aldridge a cometer um crime passional

e a usar os seus conhecimentos para o mascarar?

Acho que sim. Ele é um bocado...

Conhece-lo bem?

Bebemos uns copos. Eu não durmo com homens casados.

Você é casada e dorme com outro homem. Qual é a diferença?

-Porque queres que o interrogue? -Ele pensa que eu sou estúpido.

-Não és. -Obrigado, Ossos. Eu sei.

Refere-te sempre à vítima pelo primeiro nome.

Tu disseste-me que personalizar a vítima não funciona com os sociopatas.

-Não sentem empatia. Tu disseste-mo. -Hoje não procuramos o Gorgonzola.

Gormogon.

É alguém que matou uma rapariga e a atirou para uma conduta. É outra coisa. Entra.

Não me digas... Não me dês ordens.

Para.

-O Kyle Aldridge seduziu a minha filha? -É o que esperamos descobrir.

Encontrámos sangue da Kristen na sua mesa de trabalho.

Isso só prova que foi morta na minha sala de trabalho. Porque estou a falar consigo?

A que horas saiu do Instituto nessa noite?

Pouco depois das 23:00.

Dra. Brennan, mereço melhor do que um consultor do FBI.

Kyle,

sei que consegue sempre o que quer exibindo a sua superioridade intelectual,

mas isso não funciona comigo.

-Porquê? -Porque eu sou mais esperta.

Portanto, sejamos racionais, vamos diretamente ao assunto.

Tinha um caso com a Kristen?

-Não faço comentários. -Mais uma vez, eu sei que sim.

Deram o primeiro beijo na inauguração da exposição egípcia.

Vejo que a Kristen não foi discreta.

Se a sua mulher soubesse, deixava-o, não era? E deixava de ser rico.

Para o FBI, isso constitui motivo.

Eles acham que foi o senhor.

E até agora, os factos estão do lado deles.

Pode dizer-me alguma coisa que os contradiga?

Posso.

Mas, primeiro, preciso de falar com um advogado e um procurador federal.

Parece que quer fazer um acordo.

Já vos disse o que preciso, portanto, ou me prendem,

ou me deixam tratar destas coisas.

Está bem. Obrigado.

Estás linda. Digo isto objetivamente.

-Não enquanto falso namorado. -Obrigada.

Comprei um controlo remoto ao teu pai. Até comprei pilhas.

-Nunca vai deixar que nos separemos. -Sou eu que conduzo?

-Não, a minha irmã. Está atrasada. -Talvez haja engarrafamento.

-Ou saldos. -Bestial. Vai ser uma noite e tanto.

A culpa não é minha. Ela é que é ciumenta e competitiva.

-Não achas? -É a tua família.

Eu sou apenas um inocente telespetador com um controlo remoto e pilhas,

a tentar evitar as balas perdidas. Só isso.

Pronta. Desculpem. O pai está no carro.

Vou buscar as minhas coisas.

Apanhei trânsito. Mas ela não acredita em mim.

Não, trânsito, foi exatamente o que ela disse. Isto vai ser giro.

Sim. Toda a gente fala da vida perfeita da Cam.

Não, a vida da Cam não é perfeita.

Tu também não estás nada mal.

Sim?

Sim.

O que é que se passa? Tu e a Cam...

O quê?

-Não. Eu devia estar calado. -Meu pobre querido.

Não digas nada. Eu estou aqui. É isso que conta.

Está bem, vamos.

Vamos. Está linda, não está? Linda!

-Estou feliz por seres minha namorada. -Calma. Vai ser uma noite longa.

Nem me digas.

Jack, davas um Gormogon melhor do que o Kyle Aldridge.

A sério?

És brilhante, obcecado por conspirações. Digo isto de forma carinhosa...

E tens recursos ilimitados.

Não sou o Gormogon. Não mato pessoas para lhes comer a cara.

Não faço guerras secretas contra ninguém.

Ótimo. Se os outros mil que trabalham aqui me convencerem,

-talvez durma esta noite. -Eu ajudo-te a adormecer.

-O que tens nesse dossier? -A análise da costela da Kristen.

-Cobre com 800 anos. -Espera. A arma é um artefacto?

Pensei verificar se isto corresponde a um objeto do Instituto.

Há um objeto. Uma ponta de lança de cobre com 800 anos.

Foi autenticada há duas semanas

pelo Dr. Kyle Aldridge do Departamento do Médio Oriente.

De onde?

Do cofre-forte Gormogon.

Fale-nos desta peça, Dr. Klimkew.

A ponta de lança é genuína, decorativa.

Talvez trazida das Cruzadas por um Templário por volta de 1300.

-Vá lá, Hodgins. -O que está a fazer?

Viu o Kyle Aldridge na noite em que a Kirsten Reardon foi assassinada?

-Sim. O que está ele a fazer? -É fenolftaleína. Não afeta o cobre.

-Se houver sangue, fica cor-de-rosa. -A que horas viu o doutor?

-Às 23:00. No parque de estacionamento. -Conversaram?

O Kyle Aldridge não fala com subalternos. Ou seja, com ninguém.

Não é a arma que procuramos. Vou arrumá-la.

-Sabia do Aldridge e da Kristen? -Da relação? Sim.

-A Kristen disse-lhe? -Não. Surpreendi-os.

Surpreende-me que o Aldridge não tenha pedido ao Bancroft

para me transferir para Darfur.

Ajudem-me. Preciso de ajuda aqui.

O que foi?

Espera.

Devagar.

-Eu chamo uma ambulância. -Não. Está morto.

Isto conclui a autópsia do Kyle Aldridge. Segue-se o relatório escrito.

O Booth esteve com a viúva do Aldridge. Enviou-lhe uma nota de suicídio por email,

em que pede desculpas pela sua relação com a Kristen e confessa o assassínio.

O Aldridge não se suicidou.

A corda de seda, que veio do cofre-forte, não lhe partiu o osso hioide.

-Qual foi a causa de morte? -Estou confusa. Não há traumatismo.

Não há paragem cardíaca, aneurisma ou hematoma. As análises toxicológicas,

orgânicos, inorgânicos, metais pesados, tudo negativo, até glicósidos cardíacos.

Esteve pendurado no cofre-forte. Vai tudo dar ao cofre-forte.

Leva tudo ao serviço de autenticações que está a trabalhar no cofre-forte.

Porque é que você e o Booth não acreditam que foi o Gormogon?

Pelo que sabemos, só mata homens. E depois come-os.

-Além de que há muitos outros suspeitos. -Quem?

-O pai da vítima. -Ted Reardon?

Viu-a interrogar o Aldridge. O Booth diz que ele ficou pálido.

-Quando é que ele lhe disse isso? -No outro dia... jantámos juntos.

Isto é uma corda de enforcado de Inglaterra, data de 1650.

Quando eram condenados à morte, os nobres preferiam a seda ao cânhamo.

Era giro saber quem mais morreu nesta corda.

Se a corda vem do cofre-forte, não pode levar-nos ao assassino.

O assassino deixou ADN.

Para içar o Aldridge, o assassino enrolou-lhe a corda no antebraço e puxou.

Que dor!

-Deixou pele? -Sim. E cabelos.

Bom trabalho, Hodgins. Podemos comparar o ADN.

Rei do laboratório.

Os músculos esqueléticos estão afastados do osso.

Qual é o nível de potássio?

O soro sanguíneo contém 10 mg por 100 ml. É elevado, mas não mortal.

É estranho. Os rins eram saudáveis. Não há sinais de doença, nem de medicação.

-Succinilcolina. -Um relaxante muscular?

-Em dose elevada, para coração e pulmões. -Pois.

O corpo converte a succinilcolina em potássio, não detetável como toxina.

É um dos mais antigos anestésicos conhecidos.

-Adivinhe como sei disto. -Eu também li o livro do Dr. Reardon.

O que fazes aqui?

Estou à espera que a Cam acabe de autopsiar o Aldridge.

Ela já acabou.

-O que fazes aqui na minha área? -A irmã da Cam beijou-me.

-Meu... -Não me chames meu.

Tinha de fazer de namorado da Cam entre as 18:30 e as 22:00.

Ela beijou-me às 18:20, Tecnicamente, não conta.

A Cam foi ao gabinete dela.

A Felicia agarrou-me e deu-me um beijo. Foi tudo muito de repente.

-Não tinha plano de defesa. -Boa!

Como é que vais contar isso à Cam?

-Porque faria uma coisa dessas? -Queres que ela saiba pela irmã?

Isto é pior do que quando estávamos juntos.

Desculpa.

-Devia dar-te um tiro. -Desculpa.

Não, a sério.

Não estás a ajudar.

Tenho um filho. Se lhe fizessem mal, haveria de querer enforcá-lo.

-Eu não matei o Kyle Aldridge. -Ele dormiu com a sua filha,

e matou-a quando ela ameaçou contar à mulher dele. Um júri pode compreendê-lo.

-Nada prova que ele a matou. -Precisa de provas?

Sim. Um júri também precisaria de provas para mostrar compaixão.

-Tem provas, Agente Booth? -O Aldridge não morreu enforcado.

O envenenamento por succinilcolina não se pode provar.

Pois. Ninguém o sabe melhor. Escreveu um livro sobre isso.

Então...

Pode mostrar-me os seus braços?

-Uma amostra de bronze com 800 anos. -Isto devia interessar-me?

-Encontrámo-lo na Kristen. -São metais diferentes.

O bronze é composto de cobre. A Angela acusou-me de ser Gormogon. Fez-me pensar.

A Angela acusou-te de ser Gormogon?

Comecei a pensar que talvez tu e o Booth tenham razão.

Eu não sou Gormogon.

O Booth e eu temos razão sobre o quê?

Comecei a ver a morte da Kristen como uma coisa singular...

-O que foi? -Darias um bom Gormogon.

O cobre encontrado pode ter pertencido a um objeto de bronze mais importante,

como uma pepita de chocolate que não derretesse no bolo.

-O Jeffersonian tem armas de bronze. -Que não estão no cofre-forte.

Consegues descobrir correspondências?

Teoricamente. Mas seriam precisos 200 anos para testar as armas.

Talvez eu possa ajudar.

Criei um perfil 3D da Kristen e reparei numa coisa.

Esta é a Kristen.

O ângulo de ataque foi exatamente de 67 graus.

-A arma atravessou-a. -O que é estranho.

-Porquê? -Pensávamos que tinha sido esfaqueada.

Teria de ser alguém incrivelmente alto.

-E muito forte. Dois metros e 140 kg. -Não há ninguém assim no Instituto.

Seria difícil entrar sem ser visto.

-Outras explicações? -Um projétil?

A análise de sangue mostra que foi morta sobre a mesa do Aldridge.

Nada indica que um projétil tenha saído do corpo da Kristen e batido na mesa.

Mas...

A Kristen foi trespassada? Como um papel espetado num espigão.

Imaginem um objeto pontiagudo sobre a mesa que faz um ângulo fixo de 67 graus.

O objeto penetra-a pelo tórax posterior.

-Sai pela frente. -Mantendo o ângulo de 67 graus.

A única conclusão racional é que a morte foi acidental.

O Dr. Aldridge tem uma discussão com a namorada.

Ela puxa do telefone e ameaça telefonar à mulher dele.

Discutem, o Aldridge agarra no telefone, a rapariga cai na mesa.

Se trata o Aldridge pelo nome, devia tratar a rapariga pelo nome.

E entra em pânico, atira a Sra. Reardon pela conduta do incinerador.

Cheio de remorsos, marca encontro com o procurador,

mas, antes de o poder fazer, é esmagado pela culpa.

Enforca-se no cofre-forte e associa-se simbolicamente ao assassino em série.

O Aldridge ia encontrar-se com o procurador federal?

Através do Instituto. Provavelmente, para confessar.

Porque não confessou quando a Dra. Brennan o interrogou?

"É grande o remorso, maior ainda o medo.

"Quem tamanho medo sente não se insurge nem corre,

"mas acovardado, de terror tremendo, morre."

Infelizmente para Shakespeare, o Dr. Aldridge não se suicidou.

Morreu envenenado por succinilcolina.

Parece-me que isso não se pode provar em tribunal.

As minhas explicações poderão convencer o comité de inquérito.

A opinião aqui no laboratório forense é que o Dr. Aldridge foi assassinado.

Muito bem. Provem-no. Mas tenham cuidado.

Se tiverem razão, isso significa que temos um assassino em série à solta.

E se eu fosse o assassino, a Sra. Montenegro seria a seguinte.

-Porquê eu? -Identificou a rapariga

e concebeu este trespasse holográfico.

Tenha cuidado.

Sinto que acabei de ser ameaçada.

Verifiquei todas as armas de bronze de acordo com os critérios da Angela.

Nenhuma corresponde ao fragmento encontrado no corpo da Kristen.

Procuramos um objeto que entrou dissimuladamente. O que foi isso?

É impossível fazer entrar uma arma de 800 anos no Instituto.

Temos raios X, guardas, detetores de metal.

Quem trouxer mais do que um relógio, é revistado.

-Vocês, os génios, o que fariam? -É impossível.

A não ser que viesse por correio.

-É verdade. -O quê?

Se alguma coisa chega por correio, as fronteiras e a segurança não intervêm.

Se quisesse fazer entrar um objeto roubado nos Estados Unidos,

só tinha de o enviar para o Jeffersonian?

Tecnicamente, sim, mas nós informamos o governo de todos os objetos que entram.

-Quem somos "nós"? -O serviço de autenticações.

Os estagiários esfomeados que trabalham aqui durante o verão.

Os estagiários têm um registo de todos os objetos autenticados.

Abra o registo da Kristen Reardon.

O Gormogon podia ter chegado por correio, roubado uma identidade e zarpado.

-Isto não tem nada a ver com Goobagon. -Gormogon.

Pouco importa. Quantas vezes tenho de o dizer?

ACESSO NEGADO

-Não tenho acesso. -Deixe-me tentar.

ACESSO NEGADO

-Eu também não. -Com licença.

-Espera. Tens uma palavra-passe? -Sim, a da Cam.

O que foi? Ela não se importa.

A Kristen Reardon trabalhou em muitas esculturas barrocas do séc. XVI.

-Também sei a tua. "Narciso amarelo". -Eu nunca te disse isso.

E então? Eu tenho olhos. Vocês não são material classificado.

-"Narciso amarelo"? -O que foi? São bonitos.

A Kristen trabalhou nos bronzes do Luristão.

Algum do séc. XIII?

-Ferramentas, utensílios e esculturas. -Onde fica o Luristão?

-Pérsia. -Ou seja, Irão ou Iraque.

Com a guerra, os museus iraquianos foram pilhados e os objetos vendidos.

Este assassínio não tem nada a ver com o cofre-forte ou o assassino em série.

-A Kristen fazia contrabando? -Ou foi morta por um contrabandista.

Ela ia denunciar alguma coisa e o contrabandista matou-a.

O Zack vai verificar se a arma do crime figura aí

e eu vou mudar a minha palavra-passe.

-Margarida? -Como sabes?

É a tua segunda flor preferida. Eu conheço-te, Ossos. Tenta um planeta.

Júpiter.

-Olá. Devo-te uma. -Não deves nada.

Devo, sim. Desanuviaste o ambiente.

Até me reconciliei com a Felicia.

-Ela beijou-me. -O quê?

Eu juro que não percebi que me ia beijar. Atirou-se a mim e beijou-me.

Foi um beijo na cara ou a refeição completa?

-O que é que isso importa? -Refeição completa.

-Não acredito. -O quê? Nós não estamos juntos.

Ela pensa que te roubou. Foi por isso que foi tão simpática.

-Tu. -O quê?

-Tu retribuíste o beijo. -Não.

Não, não retribuí.

Talvez os meus lábios se tenham afastado por um segundo...

-Olá. Vamos almoçar? -Olá.

Não lhe digas olá. Como te pudeste atirar ao meu namorado?

-Ele disse-me que as coisas não iam bem. -Não pensaste em perguntar-me?

-Não me pareceu muito interessado em ti. -Calma. Vamos descer à Terra.

Vocês estão a bater-se por uma coisa que não existe.

-O quê? -Nós acabámos há muito tempo.

-Levaste-o ao jantar para que o pai... -Tu conheces o pai.

-Adorou o controlo remoto. -Pode teleguiar oito...

-Nós sabemos, Booth. -Porque não me disseste?

-Queres? Fica com ele. -Eu não o quero.

-Não? -Não. Foi só para me vingar de ti.

-Então, admites? -Como se tu fosses santa.

Ela dava festas com as minhas bonecas e eu não era convidada.

-Tinhas cinco anos e não gostavam de ti. -Uma discussão para não irmos almoçar.

Marcaste mesa? Pensei que íamos comer uma sandes.

-Ainda têm fome? -Tu estragavas o almoço a alguém?

-Chega. Não sei quem pensas que... -Não fales assim com ela, Seeley.

-O quê? -Vamos, deixemo-lo acalmar.

Porque é que acabaram? O que é que ele te fez?

Eu não fiz nada.

-A arma de crime mais provável. -É um antílope.

-É um órix. -É uma espécie de antílope.

Estava a ser preciso. Dantes, apreciava.

-Tem 67 graus. -Exato.

O órix está sobre a mesa, lutam, e a Kristen é trespassada pelo órix.

Bom trabalho, Zack. Vejamos se há ADN na escultura.

Não está aqui.

-Não está aqui? -De acordo com os nossos registos,

enviaram o órix para posta restante, Cx. 99, R. Poplar, correios de Arlington.

O quê? O Instituto é usado para o tráfico de objetos iraquianos?

-O FBI foi informado? -Sim, Dr. Bancroft.

O Agente Booth e a Dra. Brennan vão revistar os correios amanhã.

Ótimo. Ainda bem.

É a Cam.

Já lhe disse. Tinhas razão. Não gostou quando lhe disse que o FBI sabia.

Obrigado. Agora, vamos ver se está implicado ou se encobre alguém.

Boa caçada.

Um pequeno jogo, Ossos. Quem vem buscar o Bambi iraquiano?

-Há muitos candidatos. -Vá lá, estamos de vigia.

Joga comigo. Especula.

-Aposto no Bancroft. -O chefe do Jeffersonian? Porquê?

-É um imbecil. -É assassino porque não gostas dele?

Ossos, é um jogo.

Não pode ser o Bancroft. Ele tem um doutoramento.

O Dr. Kevorkian tinha um doutoramento.

E aquele também.

O Dr. Klimkew.

Descobriram as minhas atividades de contrabando durante a investigação?

Sim.

Foi azar.

-E os homicídios, Evan? -A Kristen Reardon e o Kyle Aldridge?

-São responsabilidade sua. -Porquê?

O assassino em série, o tipo do esqueleto de prata, está obviamente implicado.

Foram vocês que o trouxeram até aqui.

Só sou responsável pela entrada do órix no país.

Tire as mãos da arma do crime.

Nós sabemos o que aconteceu.

Eu estava lá. Mas não fui eu que a empurrei. Foi o Aldridge.

-Porque faria isso? -Uma querela amorosa? Não sei.

Mas o Aldridge disse-me que, se não o ajudasse a livrar-se do corpo,

denunciava-me e eu ia para a prisão.

Bom, então está bem. Caso encerrado.

Pois. Só que alguém matou o Kyle Aldridge.

Não, ele enforcou-se.

Queimaduras de corda. Olhem para isto.

Pensamos que matou a Kristen Reardon, provavelmente, por acidente.

-Sabemos que matou o Kyle Aldridge. -Foi premeditado.

E podemos prová-lo diante de um júri.

Acabou, Evan.

Algum de vocês conhece um bom advogado?

-Não fiques em baixo. -Não estou em baixo. Somos russos, é?

E digo-te o que mais sei. Estás em baixo

porque isto aconteceu em tua casa.

-Não é a minha casa. -Não é o lugar onde dormes.

O teu lugar favorito. A casa da razão. O Instituto Jeffersonian.

-Não é o meu lugar favorito. -É, sim.

Não é. Como sabes?

Narciso, margarida,

Júpiter.

E digo-te o que mais sei.

Querias que fosse o Gorgonzola.

-Gormogon. -Então, admites?

Acidentalmente. Isso conta?

Sim. Os investigadores, os técnicos, os cabeças todos,

queriam que fosse um assassino em série e não um deles.

-Deles? -De vocês.

-Dos meus? -Um de vocês.

Ficaram chocados porque foi um de vocês.

Sabes que mais?

-Estou chocada. -Foi o que acabei de dizer.

Estou chocada porque...

Porque eu...

Porque foste traída por um de vocês.

Sim.

Tu vais trair-me?

Não.

Ainda assim, estarei atenta.

"Ainda assim"?

Não vou acordar com uma dor de cabeça, pois não?

Veremos. O Hodgins e o Zack fazem as experiências deles e nós as nossas.

Ao Gorgonzola.

Gormogon.

Falhaste.

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