All language subtitles for Bones S03E05 2007 Disney+ WEB-DL 1080p H264 DDP-HDCTV_track6_[por]

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Original subtitles

Bem-vindos, valentes meninos,

ao tenebroso labirinto da Noite das Bruxas.

Fujam da bicharada que vive nos cantos do labirinto.

O primeiro a chegar ao centro ganha o grande prémio.

Cá vamos nós.

Onde estou?

Socorro! Estou perdido!

Socorro!

Por aqui, rapazes.

Que fantasia magnífica. O que vais usar?

-Agora? -Não. No baile da Noite das Bruxas.

-O que uso sempre. Tu vais? -Sou a ligação oficial não-oficial do FBI.

-Claro que vou. -Acabámos de passar pelo Lobisomem.

-Vai até à guilhotina e vira à esquerda. -É um labirinto. O que posso fazer?

Dr. Potoska, como descobriram o corpo?

-O miúdo deu de si. -O que o matou?

-Não morreu, só desmaiou. -O que faço aqui?

Eu estava aqui com os meus filhos. Sou pediatra, mas também médico-legista.

-É uma cidade pequena. -Sim. Ele recobrou os sentidos depressa.

É aquilo a que se chama um miúdo nervoso.

Mas quando vi o que ele viu, quase desmaiei. Era uma múmia.

O xerife ligou ao FBI, que vos ligou a vocês,

e agora aqui estamos, perdidos neste labirinto ridículo, em busca de uma múmia.

-Uma múmia? -Sim. Não vejo a guilhotina.

O que chama a isto?

-Um cowboy? -Não, é um espantalho.

Continua a virar à direita. Diz-me quando chegares ao dragão.

-Um beco sem saída. Com dentes. -É porque viraste à esquerda no duende.

-Devias ter virado à direita. -Quando diz "múmia", quer dizer...

Envolto em ligaduras. Sabe como é uma múmia.

Não leve a mal, mas não sei se um pediatra está habilitado a...

Pediatra e médico-legista. Está a ver?

-Estamos na cadeira elétrica. -Há uma cadeira elétrica?

Diga-lhe para atirar a lanterna ao ar, sim?

O FBI pede-lhe que atire a lanterna ao ar.

Recebido.

-Pronto. -Vamos ver se é desta.

Esperem...

Primeiro as senhoras.

O que te parece, Ossos?

Conteúdo ocular seco,

órbitas destruídas, pele curtida.

-São restos mortais humanos. -Uma múmia.

-Quanto tempo levaremos a sair daqui? -Menos do que pensas.

É preciso um fluxo contínuo de ar seco para chegar a este estado de mumificação.

A mulher inca de gelo do Peru, as múmias da bacia de Tarim da China,

o homem das turfeiras de Tollund na Dinamarca.

-De quanto tempo estamos a falar? -Botões, fecho, bainha... Tinha jeans.

Não é um feito histórico, é uma mumificação assassina.

-Ela? -Pelo osso ilíaco, é uma mulher.

Ouçam, a festa da Noite das Bruxas do Jeffersonian é obrigatória.

Estarão presentes patrocinadores e benfeitores. Cumpram o vosso dever.

-Não quero desculpas. -Eu sou a parte de trás da vaca.

Então, não tens fantasia?

A Naomi, da paleontologia, é a parte da frente.

Tantas piadas para tão pouco tempo.

Está bem, vamos todos. Irei disfarçado de Edward John Smith.

-O capitão do Titanic. -E a Angela e a Dra. Brennan?

A Dra. Brennan usa sempre o mesmo disfarce nestas coisas.

Ajuda-me a tirar isto.

-Que cheiro é este? -Óleo de cedro?

-Também usado na mumificação. -E esta camada na pele?

-Laca. -Foi pintada até morrer?

A roupa é de um bazar da Igreja.

-Como sabes? -Os bazares não têm insetos específicos.

Não sabes. Eu é que sou especialista em insetos.

Tu és só o tipo dos ossos que se veste de traseiro de vaca.

"Bazar da Igreja Livre da América"? Diz ao Booth.

-Eu sabia que não metia insetos. -Não sabias.

É por isso que sou o rei do laboratório.

Um leal servo da imperatriz.

Encontraram roupas daqui num cadáver?

-Acontece muitas vezes. -Porquê?

Somos uma associação de beneficência. Ajudamos os sem-abrigo.

Lembra-se destas peças de roupa?

-São da vossa vítima? -Pastor Jonas, tem isto em vermelho?

-Queres fazer de Satanás? -Isso.

Acho que temos uma capa rosa lá atrás. Talvez possamos tingi-la.

Que tipo de igreja veste os miúdos de Satanás?

Deixe-me mostrar-lhe. Na Noite das Bruxas fazemos a "casa infernal".

Fornicação, roubo, assassino, jogo,

usura, sodomia, aborto. -É horrível.

Abandonar o caminho da retidão é horrível.

É a nossa forma de converter uma festa pagã, a Noite das Bruxas,

numa celebração positiva de valores cristãos.

-Excelente prostituta. -Obrigada.

-Já alguém se disfarçou de múmia? -Nunca fizemos uma sala de falsos ídolos.

Mas não é má ideia.

As crenças do antigo Egito duraram 4000 anos. O dobro do cristianismo.

-Algum dos seus miúdos desapareceu? -Não.

E se as crianças que salvar de um aborto se tornarem usurárias e sodomitas?

-Não respondo a provocações semânticas. -Nem eu. Mas ela está a falar a sério.

Nesse caso, a minha resposta séria é que, tendo a oportunidade de viver,

a alma terá miríades oportunidades de se arrepender dos seus pecados

e de viver abençoada pelo Espírito Santo.

-Obrigada. -De nada.

Chamo-me Amber Kippler, sou detetive das Investigações Particulares Doyley.

O Sr. Doyley disse que se encarregaria de procurar o marido da Sra. Montenegro.

Sim, mas sou eu que faço o trabalho de campo.

O Sr. Doyley encarrega-se do caso, mas não de perto.

-Tem experiência neste trabalho? -O seu nome não é Angela Montenegro.

Mudou-o quando tinha 18 anos porque lhe apareceu em sonhos.

-Nunca me disseste isso. -Nunca disse a ninguém.

Se descubro isto sobre alguém que não investigo, imagine do que sou capaz.

-Bem visto. -Eu nunca contei isso a ninguém.

Sim, a uma rapariga chamada Roxy, a quem partiu o coração na Escola de Artes.

-O que sabe sobre mim? -Concentremo-nos no marido.

Grayson "Berimbau" Barasa.

-Encontrou alguma coisa? -Encontrei o homem.

Nos recifes da Florida. Num lugar remoto e sem nome.

-Falou com ele? -Não.

-Porquê? -Tinha ordens para localizá-lo.

-Agora, podemos falar do contacto. -Queremos que o contacte.

-E o faça assinar os papéis de divórcio. -Quando diz "faça", quer dizer...

-...forçá-lo a assinar os papéis? -Se necessário. Tem uma arma?

Ou recorde-lhe quem eu sou e peça-lhe delicadamente.

O que é que tu és? Canadiana?

Uma coisa de cada vez.

O pastor não te irritou? É fundamentalista.

-Gosto de consistência. -Aliciar miúdos pelo medo?

Como impedimos os miúdos de fumar? Dizemos-lhe que provoca o cancro.

-E provoca. -Segundo a ciência.

É a única coisa que te interessa, a ciência.

Bem vistas as coisas, até os adeptos da ciência têm de ter fé.

-O quê? -Acredito no que vejo e posso medir.

Tu crês no que sentes. O pastor acredita que Deus lhe fala pelo livro sagrado.

Parece que se inverteram os papéis.

-É a Cam. O que se passa? -Preciso de ti aqui.

-O que se passa? -Um casal diz que a múmia é filha deles.

-Isso poupa-nos tempo. -A filha desapareceu na semana passada.

Os restos mortais que encontrámos têm pelo menos um ano.

Sou boa com cadáveres, não com familiares. Por alguma razão não sou pediatra.

-Se tens uma sirene, liga-a. -Está bem.

-A Megan não fugiu. -Alguma coisa terrível aconteceu.

-É muito bonita. -Porque acham que é a vossa filha?

Disseram que encontraram o corpo de uma adolescente numa casa de diversões.

-Eu soube logo que era a Megan. -"Soube logo"?

Sr. e Sra. Shaw, não era uma casa de diversões, era um labirinto.

-E o corpo tem mais de um ano. -Tem a certeza?

-Tenho. -Compreendo.

Com licença.

Não percebo porquê a deceção. A vossa filha pode estar viva.

-A Megan não está viva. -Como pode ter a certeza?

Tenho. Não posso explicar. Sou mãe dela.

Desculpe. Reconhece este rosto?

-Não. -Tem alguma coisa a ver com a Megan?

É a rapariga que encontrámos no labirinto.

Não é a Megan.

-Sim? -Dra. Brennan.

Encontraram outra múmia no Parque de Diversões de Shoreline.

O facto de a Megan ter desaparecido aqui e haver outra múmia é uma coincidência.

Facto, não há coincidências na investigação de um homicídio.

Sabes o que é um facto? Não é o mesmo que um pressentimento.

Só porque alguém diz que viu uma múmia, não quer dizer que tenha visto.

-Eu sei o que vi. -Deixe estar a máscara.

-O que se passa? -Um ataque de ansiedade.

Por causa desta masmorra. Passo metade do tempo em casos destes.

Sabe que não é real, certo? É uma reação exagerada a um excesso de estímulo.

-Deixe estar a máscara, minha senhora. -E devia perder algum peso.

-Ossos, tem compaixão. -Não exagero. Está ali um corpo.

Mil, para sermos mais exatos.

Um verdadeiro. Sou enfermeira. Sei reconhecer um cadáver.

-Viu alguma coisa? -Não tive tempo.

-Entrei, peguei nela, trouxe-a para fora. -Ótimo. O que viu?

Um cadáver, depois do palhaço assassino.

Um palhaço?

-Está bem? -Sim, estou.

-Vamos. -É só um palhaço.

O que foi?

O telefone tocou. É a Cam. O telefone está a tocar.

Coulrofobia.

Medo dos palhaços. Talvez explique porque mataste aquele palhaço no ano passado.

Não tenho problema nenhum com palhaços. Estou aqui. Vês? O telefone.

Identificámos a vítima a partir do desenho da Angela.

-Ótimo. Depois dás-me pormenores. -É melhor dizer-te agora.

Chama-se Stella Higgins. Tem 15 anos. Faz hoje um ano que desapareceu.

-O que está a dizer? -Identidade e data de desaparecimento.

A Stella foi vista pela última vez no Parque de Diversões de Shoreline.

-Caramba. -O quê?

Mais coincidências. Obrigado.

A vítima do labirinto desapareceu aqui. Passámos o palhaço.

Posso passar pelo palhaço.

A masmorra da tortura.

Sim, está bem. O palhaço é assustador, mas tu não és.

Estás a brincar, certo?

Olha para os olhos Parece uma bola de pingue-pongue.

Este não.

-Como sabes? -É um corpo humano, Booth.

É a minha especialidade.

É um ser humano morto.

O Booth tem de saber se esta é a Megan Shaw.

-Não é a Megan Shaw. -Concordo.

Seria impossível mumificar um corpo em pouco mais de uma semana.

-O registo dentário não é coincidente. -Laca, óleo. Parece o mesmo assassino.

-É uma conclusão precipitada. -Eu disse "parece".

As falanges, os dedos estão danificados. Tem os metacárpios partidos.

Já viste alguma coisa assim?

No Iraque, vi uns corpos assim. Tinham sido enterrados vivos.

-Ela foi enterrada viva? -Não me sinto à vontade para...

Parece que esta pessoa foi enterrada viva.

A tatuagem no ombro da segunda vítima é igual à da Judith Suzanne Evans.

Tinha 16 anos quando desapareceu.

-Há quanto tempo? -Quase exatamente dois anos.

-De onde? -Do Parque de Diversões de Shoreline.

Estava com a irmã e uns amigos.

A pele e o cabelo que encontrámos nas unhas da Stella são dela.

A laca usada em ambas as vítimas é genérica. Encontra-se facilmente.

-Ela arrancou o cabelo? -Porque faria alguém uma coisa dessas?

Tem centenas de marcas no corpo. Parecem picadas de insetos, mas maiores.

Nos dois casos, a laca contém partículas, mais um esporo que estou a identificar.

Não achas que parece que foram mortas e mumificadas pela mesma pessoa?

-Não estou preparado para... -Tirar essa conclusão.

Quer que identifique um corpo que aparece numa pilha de corpos?

Aparece um cadáver verdadeiro e não dá por nada?

Isto chama-se "A Masmorra dos 1000 Cadáveres".

Razão pela qual a equipa forense do FBI está a revistar as instalações.

"Instalações"? Chama instalações a este buraco?

-Eu conheço-te. -Não.

-Estavas no labirinto com esse disfarce. -Pois.

-Agora lembras-te? Como te chamas? -Greg.

Um conselho. Se o FBI te pergunta o nome, dizes o nome completo.

Greg Liscombe, trabalha aqui há três anos.

Não podes usar o mesmo fato noutros sítios, meu. Quebras o efeito surpresa.

-Os outros corpos são falsos. -Isole o local do crime.

-Posso mandá-los para casa? -Não. Têm de falar connosco.

-E tu vens comigo. -Porquê?

Dois lugares com cadáveres e tu estás à porta vestido de Morte.

-É o meu trabalho. Não adotei a máscara. -Não fales sem um advogado.

O Greg tem a chave do lugar.

Cala-te. Ele também tem a chave. E o pessoal da limpeza e da segurança.

-E tu? -Não digo nada sem um advogado.

Ótimo, Almofadinha de Alfinetes. Eras praticamente invisível até agora.

Agora, candidatas-te a suspeito número um.

Judith Evans, 16 anos.

A nossa vítima da masmorra dos 1000 Cadáveres.

Identifiquei fraturas por stress em ambas as tíbias

e rompimento dos ligamentos colateral mediano e anterior nos dois joelhos.

-Joelho de apanhador. -Não há indicação de que jogasse basebol.

A compressão das vértebras C1 e C7 indica que o pescoço foi dobrado assim...

-Mas forçado. -Não gosto do quadro que está a surgir.

Falanges quebradas e unhas partidas, a cabeça forçada nessa direção,

os joelhos contra o peito.

Tenho razões para pensar que a Judith Evans foi enterrada viva?

Tenho outra imagem desagradável de como a Stella Higgins morreu.

-Aranhas. -Aranhas?

-Tarântulas. -Venenosas?

Um erro comum, mas a ausência de veneno não torna as picadas menos dolorosas.

É um pelo urticante da família theraphosinae.

-Parece farpado. -Causa irritação.

O pelo de tarântula foi o principal ingrediente do pó-de-mico durante décadas.

Foram estes pelos que fizeram a Stella Higgins coçar-se?

Tinha muitas picadas. Haveria dezenas de aranhas.

Pensei que o esporo misterioso tinha sido transportado pela tarântula, mas não.

-Como sabe? -Não há pelos de tarântula na Judith,

mas há muitos esporos e partículas.

Tinha isómeros cancerígenos de dibenzopireno,

amianto, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos,

manganês e bário... e pó de aço.

-O que sugere... -Motores de combustão interna.

Tráfico. Mas não faço ideia de onde vem este pó de aço.

A análise toxicológica da Stella mostra clorofórmio, efedrina,

teofilina, clonidina e metanfetamina.

No corpo da Judith há os mesmos elementos, mas em diferente concentração.

-A efedrina é adrenalina sintética. -São estimulantes.

O metabolismo acelera e os batimentos cardíacos também, perigosamente.

Aranhas, enterradas vivas, pânico induzido por drogas.

O nosso assassino matou as raparigas de medo?

Sempre senti que a Judy ainda estava viva, mesmo passados dois anos.

É uma loucura. Serão sentimentos de culpa por perder de vista a irmã mais nova?

Não te podes culpar.

A minha irmã sofreu?

Temos os melhores profissionais a investigar o que se passou nessa noite.

Então, tu e a tua irmã foram juntas ao parque de diversões?

É o que se faz na Noite das Bruxas. A minha mãe obrigou-me. Eu não queria.

-Isto é, eu gostava muito da Judy... -Mas era a tua irmã mais nova. Uma seca.

Obrigou-me a levar a Judy contra a minha vontade. A mãe nunca se recompôs.

-Como se separaram? -Ela não queria ir no comboio fantasma.

-Porquê? -Havia um monstro por cima da porta.

A Judy assustou-se. Disse-me que fosse eu, que ela esperava lá fora.

-Era claustrofóbica. -Muito?

Bastante. Ficou muito ansiosa quando íamos para o parque.

Éramos seis no carro, tivemos de parar e deixá-la sair algumas vezes.

Lembras-te se havia alguém disfarçado de Morte à entrada?

-Sim. -Era este rapaz?

Sim. Quando fomos à procura da Judy, disse-nos que fora embora com um tipo.

A Polícia nunca o confirmou.

Acusado de crimes sexuais e presente nos locais onde se encontraram os corpos.

-Coincidência. -Estatisticamente improvável.

Cientificamente improvável. No mundo real, impossível.

Reconheces estas raparigas?

Todas as raparigas que lá vão falam comigo. Não me lembro delas.

-Porque falam contigo? -Sou giro e meto medo.

Safas-te bem com as adolescentes, não é, Gregory? Fazes-lhes coceguinhas?

Essa história dos crimes sexuais é uma anedota. Investigue.

Embebedei-me e urinei numa fonte.

Havia um grupo de raparigas do outro lado da fonte.

Foste apanhado quatro vezes com as calças para baixo. Coincidência?

Há dois anos, disseste à irmã desta miúda que ela se tinha ido embora com um tipo.

-Lembras-te dela? -Claro. É a rapariga que desapareceu.

Vocês são todos iguais. Farejam-se uns aos outros. Quem era o tipo?

A Judith Evans desapareceu no dia 24 de outubro, há dois anos.

A Stella Higgins, há um ano, uma semana antes da Noite das Bruxas.

-E então? -A Megan Shaw desapareceu do mesmo sítio.

Vês o elemento comum, Greg? Tu.

-Coincidência. -Não numa investigação de homicídio.

Não tenho nada a ver com isso.

Não pode... Viu isto?

A Megan Shaw tinha 14 anos, compreendes?

Quem era o tipo?

-Boa, Ossos. -Obrigada.

-Não era tipo nenhum. Era a Lola. -A rapariga dos piercings?

-Sim. -O que é que vocês fizeram?

Não é o que pensa.

As miúdas vêm comigo. Enrolamo-nos um bocadinho. A Lola gosta.

Gosta de te ver com miúdas mais novas?

Gosta de interromper, dar-lhes uns safanões.

-"Dar-lhes uns safanões"? -Sim. É assim que se excita.

Às vezes, talvez vá longe de mais.

Como é que foi e voltou tão depressa de um lugar remoto e sem nome na Flórida?

Tem nome. Chama-se Recife Sem Nome. O erro é compreensível.

Falou com o meu marido?

O Sr. Barasa foi muito amável. Muito amável.

Cheira a brisa fresca depois de uma tempestade de verão.

-Cheirou-o? -Faz parte do trabalho de investigação.

Assegurar-me de que o cliente, a senhora...

-E ele. -Sou eu que pago.

Devo certificar-me de que o cliente está ciente do seu objetivo.

-Por isso, lembro-a da brisa fresca. -Apesar do temporal, quero divorciar-me.

Nesse caso, as notícias são dececionantes. O Sr. Barasa foi amável, mas inflexível.

Não se quer divorciar.

Não se lembra de ter casado?

O Sr. Barasa lembra-se de tudo.

Construiu isto para si, uma casa.

-Uma cabana. -Uma casinha de sonho.

Tão querido... Construiu uma casa? Para mim?

Sejamos honestos. É uma barraca.

O Sr. Barasa disse o seguinte, literalmente, palavra por palavra.

-Literalmente é palavra por palavra. -O quê?

-Disse-o duas vezes. -Repito as suas palavras exatas:

"Nunca o amor conhece quão profundo é, até à dor da separação."

-O tipo escreve poesia. -Por favor.

Estava a falar de si, Sra. Montenegro, e tinha lágrimas nos olhos.

Que aprenda a descer à terra.

-O que querem que faça agora? -O que vamos fazer?

O tipo construiu-te uma casa e até chorou.

Cheira a brisa fresca depois de uma tempestade

e quase se veem as luzes de Havana da varanda de casa.

Quero divorciar-me.

Se é para juntar os trapinhos, é com este tipo.

Temos de discutir o assunto a sós, Sra. Kippler.

Dir-lhe-emos como deve prosseguir.

Cheguei a dizer que é o homem mais bonito que já vi na vida?

Não me culpe. Tenho de dizer a verdade ao cliente.

-A Lola excita-se a provocar a dor. -Também lhe vamos bater?

-Não com o punho fechado. -Porquê?

Deixa marca.

Perguntei aos Shaw se a filha tinha alguma fobia.

Cobras. Quando era miúda, uma subiu pelo ralo da banheira e desde aí...

Ótimo. Ligue para as lojas de animais e especialistas em répteis,

e descubra quem as tem comprado.

-Achas que a Lola gosta de serpentes? -Eu trato dela. Volta para o laboratório.

Porquê? Não lhe bato, a menos que me digas para o fazer.

Eu faço o trabalho de campo, tu o de laboratório.

Juntos, apanhamos os bandidos. Funciona perfeitamente.

A laca tem pelo de tarântula, esporos e partículas relacionadas com o tráfico.

Eu conheço os parâmetros. Fui eu que te disse isso tudo.

-Estou a pensar em voz alta. -Está a trabalhar nos esporos?

-Sim, estou a analisá-los. -Ele conhece os parâmetros.

E a fonte inexplicável de pós de aço?

Gostaria de poder levantar a vista do microscópio em dez segundos

e ver que estou completamente só, para me poder concentrar.

Não é suficientemente longe. Nada que se pareça.

-É o seu disfarce? -É.

-É muito sedutor. -Obrigada.

Sou a Catwoman, a super-heroína.

-Uma das heroínas mais poderosas. -Não me parece.

-A sério? -Voa?

-Tenho sete vidas. -Força e velocidade sobrenaturais?

-Sou muito rápida. -Isso não é um superpoder.

Havai. Os esporos são atronecium de haleahi nebulae.

-Uma orquídea híbrida havaiana. -Foram mumificadas no Havai?

Senão, como é que o pólen havaiano seria absorvido pela laca húmida?

A MASMORRA DOS 1000 CADÁVERES

Lola.

Lembras-te de mim?

Não digo uma única palavra sem um advogado.

Se não puderes pagá-lo, é-te atribuído um,

um mau advogado, que estudou Direito na internet.

-O que quer? -Agrediste as duas raparigas mortas.

-Foi o Greg que lhe disse isso? -Sim. E esta também.

-Eu não matei ninguém. -Pois. Foi o Greg que te obrigou.

Se não me disseres o que tenho de saber,

arranco-te os piercings, e não começo pelos da cara.

Bati-lhes. Só isso. Depois, fui-me embora.

Porque é que acha que nunca me acusaram?

Em Maryland e Virgínia há pena de morte. Não te esqueças, até encontrarmos a Megan.

As algemas estão apertadas, meu.

-Não tens de ir vestir o fato? -Já vesti.

-O Sweets deu-me um perfil do assassino. -O Dr. Sweets.

É só teoria, Ossos. É a única coisa que sabe fazer. Só tem 12 anos.

-O Sweets diz que o assassino é um homem. -O Greg é homem.

Não. O Greg e a Lola fazem os seus joguinhos mórbidos juntos.

O Sweets diz que o assassino trabalha sozinho.

É um trabalhador respeitável.

Na vida pública, dedica-se a ajudar pessoas.

Não é casado e tem formação policial ou militar.

Dás-te conta de que te está a descrever a ti?

-Que tal estou? -Ótima.

Maravilho-sa. Percebeste?

-Porque és a Mulher-Maravilha. -E tu, quem és?

Sou um dos totós investigadores. "Qual é o raciocínio por trás desta conclusão?"

-Não são nada assim. -Queres dizer que não somos nada assim.

Percebeste o que fiz? Corrigi-te, tal como fazem os alumbrados.

A Angela e o Hodgins têm umas coisas para nos mostrar antes da festa.

O quê?

O quê?

É aqui que fica o Parque de Diversões de Shoreline.

Estas são as lojas de animais que venderam cobras na semana passada.

-Quantas cobras ao todo? -Mais de cem.

-Deixa-me adivinhar. Pagaram em dinheiro. -Sim.

E uma das lojas vendeu-as há cerca de uma hora.

-O quê? Há uma hora? -Booth, a Megan Shaw ainda está viva.

O Greg Liscombe e a Lola estão presos. O Sweets tinha razão. Não foram eles.

O Hodgins identificou lugares onde podem ter estado em contacto com as partículas.

-Quantos? -126, excluindo o Havai.

-Isso não ajuda. -A Megan Shaw está viva.

-O que querem que faça? -Que adivinhes o lugar.

-Eu digo que é o Havai. -Não é o Havai.

-Tenta outra vez, mas melhor. -Lamento.

Booth, eles não fazem suposições.

-"Eles"? -Eles.

-Isso é uma estupidez. -Nós não fazemos suposições.

-Tu és o traseiro de um cavalo. -De uma vaca. Vê as tetas?

Preciso do Zack e do Hodgins. Os outros podem ir.

Não podemos ir para uma festa sabendo que estão a torturar uma miúda.

Não podemos trabalhar se nos estão sempre a interromper com irrelevâncias.

É verdade. Eu amo-te, mas é verdade.

-Está bem, nós vamos embora. -Este gabinete é meu.

Vamos, Cher.

Vou sentar-me aqui nesta cadeira e esperar.

Booth, não.

Ótimo. Espero lá fora, está bem? Com esta cadeira.

Espero que a Naomi da Paleontologia não se sinta estranha a ser a parte dianteira.

-Tocou-lhe a parte boa. -Quem é mais forte? A Catwoman ou eu?

-A Mulher-Maravilha. -Concordo em absoluto.

Sem ter em conta o pólen havaiano, nestes 126 locais

podem encontrar-se as partículas: garagens subterrâneas, túneis, etc.

-O Sweets diz que o assassino trabalha. -Queres uma abordagem psicológica?

Partamos do princípio que o assassino tem de ir e vir do...

Na banda desenhada, chama-se sempre "covil".

...do covil para o trabalho, às vezes, em horas de muito tráfico.

-Elimina os lugares improváveis. -Supondo que dorme?

-Seis horas por noite. -Trabalha 12 horas.

-Seis horas para viajar e torturar. -Duas horas de viagem no máximo.

Elimina tudo o que fique a mais de 160 km?

Demasiado simplista. Numa autoestrada, podiam ser 190 km.

Estradas secundárias, menos de 80 km, segundo o tráfico e a hora do dia.

Seria mais depressa se fizesses os cálculos de cabeça, Zack.

Obrigado.

-Quantos restam? -31.

A Polícia não pode ir a tantos sítios, muito menos na Noite das Bruxas.

Podemos eliminar mais locais ainda, considerado o fator mumificação.

As partículas e a mumificação sugerem...

-Uma fonte contínua de ar seco. -Um grande forno com ventiladores.

Assumamos que as partículas vieram com a corrente de ar.

-Estacionamentos ventilados. -É uma suposição.

Einstein falava de saltos intuitivos.

Reconheço a autoridade científica de Einstein.

Mas, desta vez, não tem razão.

-A resposta está nas anomalias. -No esporo havaiano.

E no pó de aço. O que o produz?

-Trituração, perfuração, abrasão. -Raspagem, moagem.

Rodas de comboio...

Salto intuitivo. Quando o comboio anda, raspa os trilhos, produz pó de aço.

Metropolitano. Que também tem correntes de ar seco e é ventilado.

Procura floristas que vendam essa flor havaiana

e que fiquem mesmo por cima do metropolitano.

-Aonde vais? -Buscar o Booth.

Liguem-me quando descobrirem a florista.

-Tens a certeza? -Não.

-Porque é uma suposição. -Não é.

Desafio-te a pôr o Laço Mágico Inquebrável.

Estás a ser irracional. O laço não funciona.

Estas braceletes não são feitas de amazonium, são aço inoxidável.

Não conseguem deter uma bala.

Flores Aloha, entre Friendship Heights e Bethesda.

-A loja fica por cima da linha vermelha. -Obrigada.

-Central, 22705. -22705, Central.

22705, solicito reforços e unidades locais

para Flores Aloha entre Friendship Heights e Bethesda.

Os agentes estão disfarçados de alumbrado e Mulher-Maravilha.

Repita, 22705.

Imagine um totó carolita, o geniozinho, esse género.

E a Mulher-Maravilha.

Recebido, 22705.

Está fechada.

Vai pelas traseiras.

-Ar seco. -Metro. Florista.

Para trás.

-Onde tinhas a arma? -Posso disparar eu agora?

Óleo de cedro, laca. Foi aqui que o assassino mumificou os cadáveres.

Efedrina e outras drogas.

-Eu sei quem é o assassino. -Quem?

Vamos embora daqui.

A Lola bate nas miúdas, deixa-as a sangrar.

Quem aparece para ajudar? Tem acesso a medicamentos.

O tipo das urgências. Tão esperto. Devias usar sempre essa bata.

Mete-as na ambulância, fá-las perder os sentidos.

Fica aqui.

-Os gritos vêm daqui. -Posso disparar eu?

-Acertaste-me! Bolas! -Desculpa!

-Eu disse para não disparares. -Fez ricochete na bracelete.

-Como se fosse amazonium. -Caramba, Ossos.

-Não são venenosas. -Eu sei.

-Então, desce daí. -Não me consigo controlar.

Sobe para as minhas costas. Caramba, Ossos.

-Megan? -Está tudo bem.

Compreendes-me?

-A minha cabeça. -Para de disparar, Ossos.

-Ele tinha uma arma. -Se entrar alguém, dispara.

-A minha arma é grande de mais. -Eu sei. Toma. Protege a Megan.

Vamos, Megan.

Está tudo bem.

Bolas!

Como é que um tipo com formação militar falha tantos tiros? És da Marinha?

Infantaria. Por isso sei que tens uma 500 de calibre .50.

Tem cinco balas. E, pelas minhas contas,

só te resta uma.

É a pior arma que há para um tiroteio.

Onde estão os teus reforços? Não deviam ter chegado?

Tens de estar calada. Achas que consegues, Megan?

-Ossos, estás bem? -Está a usar-te para chegar a nós.

Não por muito tempo. Vou esvaziar o meu tambor em vocês.

A tua miúda vai ficar feita num hambúrguer.

Uma bala.

E que bala.

Percebes agora porque detesto palhaços?

Sra. Kippler.

Sra. Montenegro, está linda. Noite das Bruxas, não é?

Eu e Hodgins ainda não decidimos o que vamos fazer.

-Eu tentei seduzi-lo. -Ao Hodgins?

Não. Ao seu marido.

-Até tirei a camisa. -Porquê?

Dizem-me que tenho uma pele de alabastro a que é impossível resistir.

Não há conflito de interesses? O código de detetive privado?

Pelo contrário. Fi-lo por si, o cliente.

Queria pôr o seu marido à prova para poder aconselhá-la.

É muito dedicada.

Quero dizer-lhe uma coisa que não podia dizer em frente do Dr. Hodgkins.

-Hodgins, sem K. -O seu marido está apaixonado por si.

E tem uns abdominais e uns antebraços incríveis.

Sugiro levá-la lá, arranjar um encontro

e ver se alguma chama antiga se reacende.

-Estou apaixonada pelo Hodgins. -Agora.

Para sempre, Sra. Kippler.

Entrecortou-se-lhe a voz ao dizer o seu nome.

A única coisa que quero dele é o divórcio.

Se quer voltar a vê-lo, esfregá-lo com alabastro

e brincar com as bolas de neve dele, à vontade.

Eu só me quero divorciar.

Compreendi. E acredito em si. Só queria ter a certeza.

E não volte a sugerir que o Hodgins é desagradável.

Não gosto de barbas. Sobretudo acompanhadas de olhos azuis enormes.

Parece que estou a olhar para um daqueles ícones religiosos russos.

-Dr. Hodgkins. -Hodgins. Estava a falar com a Angela?

Sim. Estava a dizer-lhe que o marido é muito atraente.

Está bem. Chega de tentar separar-nos.

É um facto. Num escala de um a dez, ele é o dez ao quadrado.

E eu, o que sou?

Um 7,5. Não é nada mau.

O seu trabalho é ajudar-me a mim e à Angela a estar juntos.

Dr. Hodgkins, os problemas domésticos são o grosso do nosso negócio.

-A maior parte das vezes, voltam. -"Voltam"?

Voltam para os seus maridos ou mulheres. É um facto.

Acha que a Angela devia voltar para o marido?

Não tenho opinião sobre o que seria melhor.

Interessa-me apenas se o fará ou não. Mas, neste caso, na minha opinião,

-não creio que volte para o marido. -Mesmo depois de a tentar convencer?

Exato. Não está satisfeito por tê-lo feito?

Agora pode dormir descansado, graças à minha abordagem completa.

-Obrigado. -Isso mesmo, obrigado.

-Onde se meteram todos? -Na festa, acho eu.

-Ainda podíamos ir. -Estamos com um ar horrível.

É a festa da Noite das Bruxas. Podemos ser a Mulher-Maravilha e...

-Qual é a tua identidade secreta? -Clark Kent.

Sim. A Mulher-Maravilha e o Clark Kent depois de um encontro horrível.

-Sim, porque disparaste contra mim. -Ferida superficial, atiraste-me ao chão.

Depois de disparares contra mim. Desta vez, tenho razão.

Está bem, Mulher-Maravilha?

Lamento que tenhas tido de matar uma pessoa, eu sei que detestas.

Não me deixou alternativa.

Tu detestas isso.

Lamento que te tenha acontecido a ti.

Salvámos a miúda. Foi um encontro e tanto.

-Só que não foi bem um encontro. -Eu sei.

-Foi trabalho, não um encontro. -Trabalho duro.

Não somos a Mulher-Maravilha e o Clark Kent. Somos a Brennan e o Booth.

Foste tu que vieste com essa conversa de encontro.

-Tens fome? -Sim.

-Eu também. -Vamos comer alguma coisa.

O que estás a fazer?

Nada.

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