All language subtitles for Bones S03E04 2007 Disney+ WEB-DL 1080p H264 DDP-HDCTV_track6_[por]

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Original subtitles

Muito bem, Dra. Brennan, Agente Booth.

Juntos. Mais perto.

Muito bem. Perfeito. Lindo.

Mantendo as costas direitas, quero que ambos se inclinem para a frente...

-Não. -Desculpe?

Vá lá. Isto é apenas um exercício sem significado

para ilustrar a importância do apoio mútuo.

A ideia era ir a outro terapeuta, e não ser brinquedo de um miúdo de 12 anos.

Eu tenho 22 anos, Agente Booth. Tenho um doutoramento em psicologia.

A minha dissertação sobre o stress no trabalho foi publicada...

De certeza que a mamã tem orgulho em si, Sweets.

Dr. Sweets. Ou Lance, se prefere algo mais informal.

Eu preferia, por uma questão de respeito mútuo e pelo processo da psicoterapia...

Assine os impressos para eu poder tirar este fato e desfrutar da noite de sábado.

Eu não me importo com a sua idade. Nunca acreditei na psicoterapia.

Agente Booth, Dra. Brennan, não estamos a brincar.

O FBI pode desfazer a vossa parceria.

-O quê? -Porquê?

-Amigo, você prendeu o pai dela. -Ele fez o seu trabalho.

Sim, mas veja bem. Ele prendeu o seu pai. Vai ter de testemunhar contra ele.

Estas circunstâncias podem despertar sentimentos alarmantes.

Eu não tenho sentimentos alarmantes. Talvez o menino precise de um aconchego...

Agente Booth, está a tentar intimidar-me desde que entrou aqui.

-Conseguiu. -Não assustes o rapaz.

Têm de preencher estes questionários e devolver-mos.

Não partilhem as vossas respostas.

Vão ajudar-me a avaliar se a Dra. Brennan deve trabalhar com outro agente.

-Isso não vai acontecer. -Quer queira ou não, sou o responsável.

Por isso, sugiro que trabalhemos em cooperação e não em conflito.

-Eu posso cooperar. -Ótimo.

Agente Booth?

Vou continuar a chamar-lhe Sweets.

Sim.

É uma espécie de teste de personalidade.

Não posso crer que ele nos deu TPC.

Deve ser o dele. Que tipo de miúdo trabalha num sábado à noite?

Eu disse que não estava disponível durante a semana.

Porque é que fizeste isso? Eu tinha lugares mesmo atrás do banco.

-Não olhes para o meu papel. -Está bem. Vou já.

Só há uma coisa mais divertida que a terapia num sábado à noite,

que é um cadáver.

Olha para estes carros todos. Pensei que o hospital estava fechado.

E está, Ossos, mas é fim de semana, certo?

Um edifício abandonado, rodeado de quilómetros de terra isolada?

Usa a imaginação.

Adolescentes, hormonas...

-Estás a dizer que eles vieram fornicar. -Sim. Bela imagem. Muito bíblica.

Estes dois estavam num encontro romântico e tropeçaram nos restos mortais.

-Isso deve ter cortado o ambiente. -Tenho tecido retalhado.

Mas este grau de decomposição é para o seu campo. Ainda não lhe toquei.

Definitivamente, não é um sem-abrigo. Um bom relógio, bons sapatos, o que resta.

Homem, de meia-idade.

O nível de decomposição sugere que está aqui há algumas semanas, mas...

Os miúdos vêm aqui todas as noites, e só agora repararam nele.

-Largaram-no do topo da colina? -Rolou até cá abaixo.

Isso explicaria a lama fresca e as folhas.

Os ossos ainda estão gordurosos. Tiraram a temperatura interna?

Porque é que isso seria importante?

Talvez ele não esteja morto há tanto tempo como parece. O corpo irradia muito calor.

Está mesmo a falar a sério.

Nós íamos para o campo de golfe local.

Um dia, levei a Marianne Molano para o bunker do 9 buraco. Cabelo longo...

Vais arrepender-te tanto de contar essa história.

O que é que tens?

53 graus?

-Isso não é normal. -Não é mesmo nada normal.

Queres dizer que, antes de o corpo ser largado, foi...

Cozinhado.

Esta pode ser mais uma vítima do caso do Filho da Viúva.

-Baseias-te em quê? -A vítima foi cozinhada como uma entrada.

Tal como aquele tipo da Alemanha.

Não há indícios de canibalismo. Não tem marcas de dentadas...

-Nem condimentos. -Buraco de bala no esterno.

Que tipo da Alemanha?

Ele pôs um anúncio no jornal, à procura de alguém para comer.

Há muita lama e entulho da lixeira.

-É difícil ver bem o ferimento. -A quem o dizes.

Eu tenho de diferenciar partículas e insetos do local original do corpo.

-Houve quem respondesse ao anúncio? -Sim.

O tipo regalou-se com um engenheiro informático.

-Isso é muito perturbante. -Olá, minha princesa exótica.

-Isso foi inapropriadamente charmoso. -Ele está a falar com um inseto.

Agora sinto-me um bocado rejeitada.

É da família dos Nitidulidae.

De onde vieste, criatura maravilhosa?

E tens amigos?

Derreteu como um gelado num dia de Verão. Quando é a minha vez?

-Daqui a 20 minutos devemos ter acabado. -Excelente.

Uma concentração de peixinhos-de-prata e formigas colhedoras pisadas. Estranho.

O tipo foi cozinhado, Hodgins. Estranho é um termo um bocado relativo.

Olá. A Angela telefonou. Queria que eu...

-Isso é o teste do Dr. Sweets? -Sim.

O que puseste no número sete? Eu pus 12 a 15 vezes por dia.

-Acho que não percebi bem a pergunta. -Não podemos falar disso.

-Então? O professor não está na sala. -Tu eras assim na escola?

Não. Talvez em álgebra, mas...

Booth, consegui identificá-lo.

Franklin Curtis, 54 anos. Ontem, a mulher, Margie, reportou o desaparecimento.

Condado de Augusta. Ele era rico.

Fundador dos supermercados biológicos Sol Natural.

Há um perto do meu apartamento. Tem excelentes produtos locais.

Caríssimo. Uma cenoura é uma cenoura.

Vale a pena. Biológico, não há pesticidas, vem de quintas sustentáveis.

Sempre que faço compras lá, sinto-me tão virtuosa.

O tipo começou com uma banca de estrada e evoluiu para uma cadeia nacional.

-Um capitalista biológico. -Uma ambição destas cria inimigos.

Testei amostras das calças da vítima. Estavam cobertas de cloropicrina.

Porque é que franziste o sobrolho?

O Curtis baseou a sua carreira em produtos biológicos e a cloropicrina...

É um pesticida.

Eu estava num retiro de ioga com a minha filha.

Quando o Frank não atendeu o telefone, fiquei preocupada.

Toma, mãe. Ignatia amara.

É um remédio homeopático para o desgosto.

Chegámos e havia na bancada uma chávena de chá biológico, como se ele tivesse...

...saído por um momento.

Nós vimos o terreno. A quinta ainda está em funcionamento?

Por mais que crescesse o negócio, o pai queria lembrar-se de como tudo começara.

A vossa quinta tem certificação biológica, correto?

-Sem pesticidas, com predadores naturais? -Claro.

O seu marido tinha tido problemas pessoais, discussões recentes?

-Não. Toda a gente adorava o Frank. -Mãe...

-O teu pai era um homem maravilhoso. -O meu pai era um pouco obcecado.

Pressionava os agricultores para se tornarem biológicos.

"Pressionar" soa tão... Ele era um homem muito generoso.

Ofereceu-se para os apoiar financeiramente durante a transição.

-E se algum agricultor não queria mudar? -O pai enviava a coisa para os advogados.

Procuravam uma falha legal, impostos sobre a propriedade, demarcação...

O pai acabava por comprar as propriedades.

E obrigava as pessoas a saírem da terra delas?

Estou a ver. Há agricultores que ele estivesse a tentar converter?

-Sr. Harding? -Posso ajudar-vos nalguma coisa?

FBI. Agente especial Booth. Esta é a minha parceira, a Dra. Brennan.

Gostaria de lhe fazer algumas perguntas acerca do Franklin Curtis.

Digam a esse filho da mãe que, aqui, só vai crescer tabaco.

Os engravatadinhos que ele envia não me assustam.

Não foi ele que nos enviou, Sr. Harding. O Franklin Curtis está morto.

Gostaria de poder sentir alguma pena.

Vejo que não morria de amores por ele.

Estava a tentar expulsar-me da minha própria terra.

A minha família está nesta quinta há mais de 150 anos.

O tabaco ajudou a construir este país,

mas estes eco-hippies têm a lata de se julgarem melhores que nós.

-Viu o Frank na última quinta-feira? -Não que eu me lembre.

De certeza? A Comissão de Controlo de Pesticidas da Virgínia diz

que aplicou cloropicrina no seu terreno, na última quinta-feira.

-No mesmo dia em que ele desapareceu. -E depois? É perfeitamente legal.

-A roupa do Frank estava coberta disso. -Coberta.

Ele veio cá. Disse que me dava uma última hipótese antes de jogar sujo.

Eu estava a pulverizar. Talvez lhe tenha, acidentalmente, apontado a mangueira.

-"Acidentalmente"? -Eu não estava a tentar fazer-lhe mal.

Queria-o fora da minha propriedade. Compreende?

Quem raio era ele para me tirar a terra?

Só digo que ele tem razão numa coisa. Se os pesticidas são tão maus para nós,

como é que as pessoas vivem mais agora do que antes, quando não havia pesticidas?

-Estás a simplificar um assunto complexo. -Ou seja, não tens uma boa resposta.

Os argumentos pró-agricultura biológica não cobrem apenas a segurança alimentar.

Trata-se da erosão do solo, qualidade da água, emissões devido ao transporte...

Seja como for. Não me vais ver pagar quatro dólares por um tomate.

Sabes, um investigador da Universidade da Flórida

provou que os crocodilos que nadam em águas contaminadas de pesticidas

têm órgãos genitais mais pequenos do que os das águas limpas.

-Estás a brincar. -Não estou.

Vês? Aqui.

Há uma espécie de padrão naquilo que resta da pele.

Espero que o teu olho artístico possa interpretá-lo.

Formas circulares regulares, sombreados em linhas cruzadas... Marcas de botões.

Os botões da camisa da vítima, comprimidos contra a pele durante a decomposição.

-Sim, é exatamente isso. -Ainda bem que pude ajudar.

Mas o problema é este.

As roupas da nossa vítima não têm botões.

Sim, e essa história da pegada ecológica.

Porque é que eu não havia de deixar uma pegada? Estou aqui.

Porque hei de ter menos direitos que as outras espécies?

Então? Estamos a ter uma discussão acesa.

-O tabaco tem de ser curado. -E mata. Nesse ponto, estamos de acordo.

A cura do tabaco faz-se em estufas que usam queimadores de chama indireta.

Então, se o corpo esteve na estufa do Harding, isso explicaria estar cozido.

-Deve chegar para conseguir um mandado. -Há o quê?

Deslizamento de pele. A nossa vítima foi pressionada contra outro corpo,

e, durante o processo de aquecimento a que foram sujeitos,

o tecido do segundo cadáver basicamente derreteu em cima da nossa vítima.

-Obrigada. -Grandes notícias do clube dos cromos?

Na quinta de tabaco, temos de procurar por mais do que o local do crime.

Temos de procurar uma segunda vítima.

Vou fazer limonada. Está muito calor, hoje.

É uma intrusão, Lizbeth, não é uma festa no jardim.

-Agente Booth. -Lizbeth Harding.

-Não demoramos mais do que o necessário. -É pena, o Sr. Curtis.

-Não temos de falar com eles. -Não liguem ao Sr. Rabugento.

-Conhecia pessoalmente o Sr. Curtis? -Claro.

Embora não tão pessoalmente como ele teria gostado.

-Lizbeth. -Como assim?

O Andy não vos contou? Ele fica tão ciumento. Sem motivo.

A beleza não é tudo.

O Sr. Curtis era um sedutor, estava sempre a fazer-me avanços.

-Não me pareceu relevante. -Mesmo debaixo do nariz da pobre mulher.

O tolo pensou que me faria convencer o Andy a vender a quinta.

-Lizbeth. -Não comeces outra vez.

Quando eu contei ao Andy, ele ficou zangado como eu nunca o vira antes.

Tens cá um mau génio!

Obrigada, Sra. Harding. A senhora foi muito útil.

Diga isso ao Andy. Ele acha que eu não faço nada bem.

E então, quantas limonadas?

Faça um jarro. Obrigado.

Pus painéis solares na minha casa, lâmpadas fluorescentes compactas,

e ainda me sinto culpado ao usar um guardanapo de papel.

Ando a ver casas de baixo impacto ambiental. Vi uma com 11 metros quadrados.

Este ferimento do esterno pode não ser uma bala.

Com 11 metros quadrados? Isso é menos do que a casa de banho do porteiro.

Há espaço para uma cama, uma cozinha e uma casa de banho. Não é preciso mais.

O objetivo é reduzir o impacto ambiental.

A vida não é só uma função. Podemos divertir-nos.

-É para isso que eu trabalho. -Sim! Finalmente, identifiquei o inseto.

Carpophilus Nitidulidae. Rei do laboratório.

É uma praga da agricultura, que se encontra na planta do ananás.

Agente Booth, não há nada. A estufa de cura está limpa.

-Deveria haver outro corpo. -Aqui, não.

-Mais limonada? -Sim, se faz favor.

Não. Volta lá para dentro e verifica tudo.

Eu aceito meio copo. Obrigado.

Ele estava perto de plantas de ananás na altura da morte.

O Hodgins descobriu um inseto que só se encontra nessas plantas.

O sítio mais próximo onde elas crescem é na Flórida.

Estás a dizer que o corpo foi transportado da Flórida?

Não tenho a explicação, apenas os factos.

Li um artigo sobre o impacto ambiental do transporte longo de colheitas grandes.

Fala de um agricultor na Virgínia

que tenta plantar produtos tropicais numa estufa.

Como o ananás.

Obrigado.

Obrigado.

Lamento saber isso do Frank. Era um bom homem.

-Apoiava o que eu estou a fazer. -Sr. Page...

Chame-me Lyndon. Já comeu um ananás no mesmo dia em que foi colhido?

-Não. -Deixe-me fazer um sumo.

-Não é preciso. -Eu adorava beber um.

-O Frank Curtis visitou a sua estufa? -Uma vez, quando a construí.

Ele deu-me conselhos sobre como maximizar a exposição solar.

-O que está ele a fazer? -A dar energia ao liquidificador.

A roda está ligada a um gerador. É engenhoso.

Fique em forma e poupe energia. Toda a gente devia fazer isto.

Há de acontecer. O senhor e o Frank tinham problemas?

Não, nunca. O facto de eu não ter mulher a quem se pudesse atirar deve contribuir.

O Frank tinha o hábito de se atirar às mulheres dos outros.

Todos os grandes homens têm as suas fraquezas. Podem ir ver a estufa.

Eu levo-vos os sumos assim que estiverem prontos.

A mulher do Frank ganhou mais com a morte. Se descobriu a infidelidade...

-Disseste que ela tinha um bom álibi. -Não quer dizer que não o verifiquemos.

Aposto que o Sweets foi gozado na escola.

-Porque é isso relevante, agora? -Estás a gozar.

Um puto enfezado que olha para mim, antigo atleta, e pensa:

"É altura de me vingar, vou obrigá-lo a preencher estes questionários idiotas."

Ameaça tirar-me a parceira.

Estas bancadas são muito pequenas. Não encontramos aqui a segunda vítima.

Tens razão. E se fôssemos ver...

-Foste tu? -Se fui eu?

-Este cheiro. -Não sei de que estás a falar.

Porque é que as raparigas não admitem? É uma função normal, és cientista.

Eu não... Só podes ter sido tu.

-Não fui eu. -Quem o cheira, é quem o peida.

-Como é que conheces essa frase? -Desculpem o cheiro.

Deixei os ventiladores abertos. A compostagem está a 160 km,

mas quando sopra o vento, cheira como se fosse já aqui ao lado.

Usa os resíduos da agricultura?

Claro. Todos os agricultores biológicos do condado o fazem. É ótimo.

Damos-lhes os resíduos e eles dão-nos o adubo orgânico a baixo custo.

-Ainda não acabei. -Tive uma ideia.

Obrigada, Lyndon. Os seus sumos são excelentes.

Tem copos para levar?

O caminho para o apocalipse foi calcetado com recipientes descartáveis.

Adubo. Claro.

Os organismos identificadores morreram quando o corpo foi transportado.

-Que temperaturas atingem? -Dentro de um monte grande? 76 ºC.

O suficiente para cozinhar um corpo.

Se o Lyndon contribui com o seu resíduo, isso explica a presença do inseto.

Vocês vão procurar o corpo numa grande estação de compostagem?

Ele não devia ficar tão excitado com isto. Isso é errado.

Se tiver mais problemas, avise-me. Está bem?

Há sempre uma equipa de cinco pessoas a tempo inteiro,

mas há 43 agricultores que têm chaves para os portões.

-Sente-se bem? -Sim, é só o cheiro.

Temos máscaras no escritório.

Eu estou ótima. O agente Booth é um pouco delicado.

Eu estou ótimo, percebeste? Estava a falar de 43 agricultores?

Eles podem vir deixar o seu resíduo, ou marcamos uma recolha por camião.

-Está maduro. -Olá, Gavin.

Tim Peck, Clay Ansley, dois agricultores locais.

Agente Booth, Dra. Brennan. Eles vieram por causa do Frank.

-O camião parou. Precisa de um filtro. -Mas eu mudei-o há pouco tempo.

Ao mudar para biodiesel, gastei quatro filtros. A conversão solta depósitos.

-O senhor trabalha aqui? -Sim, senhor. Sou o Charlie Rogan.

-Conhece o Frank Curtis? -Muito bem. Acabei de saber.

Eu namorei a filha dele durante o liceu. Foi o Gavin que nos apresentou.

Se eu puder ajudar nalguma coisa... O Sr. Curtis era um grande homem.

-Pois sim. -Não concorda?

Ele só estava interessado no dinheiro.

Doou a sua fortuna a grupos ambientais. Milhões.

-A nossa cooperativa viu algum. -Foram à casa dele? 370 metros quadrados.

Tudo novo, ar condicionado sempre ligado. Preocupa-se com o ambiente, uma ova!

Não lhe ligue. O mau cheiro deixa-o sempre maldisposto.

Preciso dos nomes e moradas de todos os empregados e da lista dos agricultores.

E as instalações têm de ser fechadas, até acabarmos as buscas em todo o adubo.

Podemos pedir um mandado, se quiser.

Quero.

Duas pessoas independentes veem-se muitas vezes...

-Está a ouvir? -O quê?

Eles telefonam quando emitirem o mandado.

Estou a meio de uma investigação.

-Também é a minha investigação. -É cedo de mais para isto.

Vamos falar do conflito. Quando discutem, como é que chegam à resolução?

-Nós não discutimos. -Vá lá. Lembrem-se, é a zona da verdade.

Muito bem. Podemos espingardar um pouco, mas não discutimos.

Espingardar? Eu não espingardo.

-E aquilo da ecologia? -Estávamos a conversar.

Disseste-me que o meu pénis encolheria se eu não comesse comida biológica.

-Estava a ser uma boa amiga. -O meu pénis está ótimo.

Agora, estamos a chegar à zona da verdade.

Pare com isso. Andamos atrás de um tipo que cozinhou um amigo da natureza.

Analise lá o teste de personalidade, para nós irmos combater o crime.

Muito bem, Agente Booth. Agora, deixe a raiva guiá-lo até ao medo.

Não pode fazer bem o seu trabalho até entrar em contacto com o medo que sente.

Eu e a Dra. Brennan vamos fechar os olhos.

Siga a raiva, está bem?

Sinta-a. Sinta-a a suavizar. Está a sentir?

Muito maduros.

Tenho de ir, Sweets. Recebi a chamada. Vamos a isto, Ossos.

E, da próxima vez, avise se o teste for uma tese.

Falei com o Hodgins. Tem adubo até aos joelhos.

-Deve estar feliz. -Feliz como um porco naquilo onde vivem.

-Na pocilga? -Disseste que tinhas coisas para eu ver.

Parece que houve uma luta.

Veem-se os ferimentos e as fraturas ligeiras nos fémures e na ulna esquerda.

-Ferimentos defensivos? -É a minha avaliação.

-Houve uma luta antes de ser alvejado? -Ele não foi alvejado.

-Disseste que era um buraco de bala. -Errei. Ocasionalmente, isso acontece.

Na verdade, o buraco é uma anomalia congénita. Um forâmen do esterno.

-Não sabemos a causa da morte. -Não é bem assim.

Há ferimentos múltiplos por perfuração na escápula e sobre várias costelas.

Ele foi apunhalado? Com o quê?

-Estou a tentar descobrir. -Está bem. Diverte-te.

Meu Deus. Nunca me hei de recompor deste cheiro.

Este sítio é fabuloso. Há uma quantidade inaudita de bactérias termofílicas.

Nada de câmaras. É demasiada tecnologia para a malta ecológica.

-Então, temos cerca de 100 suspeitos. -Vais entrar aqui?

Não. Isso é com vocês. Se for para aí, só vou atrapalhar.

Acabei de ouvir um estalo. Definitivamente, não é vida vegetal.

Olá, fungo que se alimenta de detritos.

-É adipocera. -Isso é bom ou mau?

Bom para nós, mau para a vítima.

Mulher, teria uns vinte e poucos anos.

Se atribuirmos a decomposição rápida aos micróbios da pilha de compostagem...

Ela está morta há tanto tempo como o Curtis.

Mesmo morto, o Frank estava deitado com outra mulher.

Três das falanges ainda têm algum tecido.

E unhas.

Talvez eu consiga uma raspagem, se calhar até uma impressão digital.

A Calliphoridae não chegou a desovar.

Ela foi enterrada no adubo pouco depois de morrer.

Consegues precisar quanto tempo demoraria esta decomposição?

Dada a proporção entre carbono e nitrogénio do adubo que analisei,

ela está lá desde quarta-feira.

-Morreu um dia antes do Frank? -Quem os mataria com um dia de intervalo?

O meu desenho não corresponde a nenhuma mulher desaparecida.

-Talvez ninguém desse pela sua falta. -Coitada. Toda a gente tem esse direito.

-És mesmo um anjo. -Juro, vou buscar um balde de água fria.

Há um traumatismo craniano post mortem, mas não grave ao ponto de causar a morte.

Também descobri costelas partidas e o esterno está fraturado.

-Alguém tentou esmagá-la? -Não.

Resultou possivelmente de uma ressuscitação cardiopulmonar inexperiente.

Alguém tentou salvá-la.

A mulher que encontraram, quem era?

-Esperávamos que soubesse. -Eu estava fora. Não faço ideia.

Mas sabia que o seu marido não era sempre fiel?

-Sabia, sim. -E, no entanto, ficou com ele.

Percebo. Uma casa grande, um estilo de vida confortável...

Eu fiquei porque o amava. Aceitei os defeitos dele.

-E de certeza aceitará o seguro de vida. -Não penso em dinheiro. Como pode...

O meu marido não morreu nem há uma semana.

Bem sei. Uma vez que era tão compreensiva com a infidelidade do seu marido,

porque é que não falou disso antes?

Por causa da Kat. Não ia fazer isso à nossa filha.

Ela idolatrava o Frank. Não posso estragar isso, não agora.

Mãe.

Sra. Curtis, eu vim para dar os meus pêsames, a si e à Kat.

O Gavin disse que ia tentar passar por cá mais tarde. Eu não queria interromper.

Não faz mal, Charlie. Fica.

Mãe, eu sabia. Desde o liceu.

-O Charlie sabia, todos os meus colegas. -Meu Deus.

Por favor, Kat, agora não.

Eu fingia que não sabia.

Por ti.

A Margie disse que o Frank tinha um escritório na cidade.

-Afinal, o escritório era um apartamento. -Para onde ele levava as mulheres.

Sim. Exatamente. Vamos ao apartamento.

Uma vez usei isso num dos meus romances. O meu editor achou banal.

O Frank era um ambientalista, gostava ambiente amigável. Percebeste?

Aparentemente, não.

Detesto estas luvas.

Não há sinais de arrombamento.

-As armações dele são de bambu. -Isso é estranho?

A maioria das armações é feita de metal ou plástico, por vezes, de vinil.

-Talvez pertençam ao eco-justiceiro. -Quem?

O Frank. Há coisas na casa de banho, sutiã no chuveiro. Vive aqui uma mulher.

-Sangue na mesa do pequeno-almoço. -Vou chamar a Forense para as análises.

-Envia tudo para... -O Jeffersonian.

-Incluindo toda a... -Toda a mesa do pequeno-almoço.

Aqui está. Um recibo de uma refeição encomendada há duas semanas.

Cozinha Chinesa Hop Lee. O nome no cartão de crédito é Emma Billings.

-Booth? -Sim?

Acho que encontrámos a segunda vítima.

Emma Billings.

Tem uma fratura interna marginal superior na vértebra C5.

E a parte posterior do corpo vertebral? Alguma fratura sagital correspondente?

Sim.

Então,

se ela caiu

e bateu com a cabeça na mesa neste ângulo, isso poderia explicar a vértebra partida.

É raro acontecer, mas poderia tê-la matado instantaneamente.

O FBI enviou informação sobre a nossa última vítima.

Era caixa no supermercado Sol Natural, em Nova Jérsia.

-Como é que ela acabou na Virgínia? -Estava escondida.

Anteriormente neste ano, ela acusara um dos seus colegas de a seguir. Veja só.

-Eu não gostaria que ele me seguisse. -É, não é? Ele chama-se Noel Liftin.

Foi despedido, a Emma apresentou queixa. O Booth procura-o. Altura da morte?

-Parece ter sido acidental. -Isso explica a RCP.

-O Frank foi apunhalado várias vezes. -Certo. Não foi tão acidental.

-Olá, Booth. -E a arma? Já descobriste alguma coisa?

Estes ferimentos de perfurações... Não encontro nada tão pequeno e curvo.

-Estão próximos. Ele não se mexeu. -É estranho, as feridas são profundas.

Liga-me depois. O Booth encontrou o perseguidor da Emma.

Está num motel, em frente ao sítio onde a Emma foi morta.

Não olhe para mim assim. Não me pode prender por alugar um quarto de motel.

Não infringi nenhuma lei. Eu segui-a, está bem?

O motel está a mais de 45 metros do apartamento da Emma. Eu medi.

E eu não posso suspeitar de si. Só estava a vigiá-la.

-Pois estava. -Sim.

-Frank Curtis. -Quem?

Frank Curtis. É ele. Devia falar com ele.

Ele tratava a Emma como se fosse dono dela. Era tão desequilibrado.

Os reflexos nesta mesa... Os padrões são lindos.

Noel. Concentra-te.

-Frank Curtis. -Claro.

O Frank chega de uma visita regional e faz o gerente contratar a Emma.

Na visita seguinte, vê a Emma a apaixonar-se por mim.

Ele faz que me despeçam e diz à Emma para pedir uma ordem restritiva.

O facto de lhe telefonar 20 vezes por dia e dormir à frente da casa dela não conta?

Parece que o senhor nunca esteve apaixonado.

Onde esteve nas últimas quarta e quinta-feira?

Estive quase sempre no meu quarto, a olhar para o prédio da Emma.

Só saí para vender os meus produtos.

-Os seus produtos? -Produtos à base de óleo de cânhamo.

-Sou eu que os faço. -Aí está uma surpresa.

Então, está a dizer-me que não tem um álibi.

Analisei as amostras do apartamento.

Há traços de triglicéridos, diglicéridos e ácidos gordos na carpete e na mobília.

-Parece um óleo vegetal. -Poderia ser óleo de cânhamo?

O Booth diz que o perseguidor da Emma vende produtos corporais de cânhamo.

-É possível. -Reexamina a roupa dos cadáveres.

-Vê se encontras vestígios do óleo. -Está bem.

Dra. Brennan, preciso que veja uma coisa.

O esterno da Emma tinha uma malformação que se tornou visível quando o reconstruí,

um forâmen no esterno.

A Emma Billings e o Frank Curtis tinham a mesma anormalidade congénita?

Quando Zack me disse o que descobrira, testei o ADN do tecido das duas vítimas.

Correspondências múltiplas de RFLP. As nossas vítimas tinham algum parentesco.

Se o nosso assassino pensou que matara a Emma e o amante dela, enganou-se.

Matou a Emma e o pai dela.

Testei mais de 40 facas, picadores de gelo, furadores de couro. Nada.

Com a decomposição e o corpo a rolar pela encosta abaixo, é difícil.

Isto ajudará a vizualisar o padrão de ferimentos.

Eu costumo descobrir a arma. Este assassino é frustrante.

Ele vai desculpar-se quando o apanharmos. Há cinco feridas no peito do Frank.

O resultado de punhaladas com um objeto desconhecido e muito frustrante.

Talvez não. E se o Frank Curtis tinha ombros mais largos?

Angela, afasta um pouco as escápulas. Devagar.

-Mais um pouco. -As feridas tornam-se equidistantes.

Provavelmente procuras um objeto com vários pontos afiados.

-Uma forquilha. -Como é que percebeste isso?

Estas três feridas marcam o fim de uma penetração com forquilha tripla.

-Faz sentido. -Vou precisar o tipo e o fabricante.

Tenho os resultados das roupas. Tinhas razão.

Há o mesmo óleo nas roupas do Frank e da Emma.

Mas encontrei uma alta concentração de metanol e hidróxido de sódio.

-Então, não é óleo de produtos corporais? -Não. É de combustível biodiesel.

Então, o teu suspeito vai dar-me a descrição do teu suspeito?

-Não estou a perceber. -O tipo charrado.

Ele vai dizer-te como é o homem que entrou em casa da Emma, e tu vais desenhá-lo.

Nunca vi charrados de grande confiança.

Exceto para biscoitos. Têm sempre bons biscoitos.

Estás a patinar no vazio. Vamos esperar por mais informação.

É alguém da estação de compostagem. Eles têm forquilhas.

As forquilhas são usadas em todas as quintas da zona.

Mas não o biodiesel. O dono disse que substituiu uma bomba quando mudou.

Um dos agricultores também disse que tinha mudado.

E tem uma chave. Podia largar o corpo lá à noite.

De que lado estás? Não digas "os factos", isso irrita-me.

Queres basear novamente as nossas ações no teu instinto?

Sim. Tu tens as tuas máquinas brilhantes, eu tenho o meu instinto.

É sempre assim quando vocês estão juntos?

-Sim. -Não.

É sexy.

Que raio está ele a fazer?

É um mantra védico.

Pronto, Noel. Vamos, levante-se.

Foi o nosso baixista que me ensinou. Estou a acalmar-me.

A Emma morreu e eu estou inocente. Quantas vezes tenho de lhe dizer isso?

Noel, só lhe quero fazer mais umas perguntas, é tudo.

-Quem são as miúdas? -Seja respeitoso. Vamos. De pé.

Vamos lá. Pronto.

Isso mesmo. Esta é a Dra. Brennan. A Angela Montenegro. É artista.

-Fixe. -Bestial.

Viu um camião parado à porta de casa da Emma, na quarta-feira passada?

Como é que eu havia de saber? Não fiz um registo de toda a gente que entrou.

Você é suspeito do assassínio da Emma.

Se não coopera, arrisca-se a 20 anos a olhar para o seu companheiro de cela.

Pronto, está bem.

Lembro-me de um camião. Tinha um logótipo fixe de um sítio de compostagem orgânica.

Precisamos de saber quem ia a conduzir o veículo e se entrou no prédio da Emma.

-Acham que tenho visão biónica? -Todo o perseguidor usa binóculos.

Dê à Angela algo para desenhar.

Eu gosto de artistas.

Eu esmago-o como um inseto, pá.

-Descreva o homem. -Era jovem, tinha uns 26 anos.

Era mais ou menos da minha altura, normal. Bem constituído.

Caucasiano, cabelo castanho. Usava óculos de sol.

Pareciam feitos de madeira, ou coisa parecida.

O máximo, não é? Madeira.

Vocês têm marijuana para fins medicinais em Washington?

Porque eu tenho ataques de ansiedade.

Dê à Angela algo para desenhar.

Ele tinha um queixo quadrado, nariz direito, orelhas bonitas.

O Charlie Rogan recebeu-os do Frank. O que é que se passa?

-Porque é que o Frank lhos deu? -Por nenhum motivo.

O Frank usou-os um dia. O Charlie gostou tanto deles, que o Frank lhos deu.

-Ele era assim. -Porque quereria o Charlie vê-lo morto?

Nunca. Ele é bom miúdo. Adorava o Frank.

-Esta é a arma. -Aqui está.

-Põe-na no saco. -Os dois queriam a mesma miúda.

O Charlie fica ciumento, entra e luta com a rapariga, mata-a e sai atrás do Frank.

-Como antigamente, amigo do adubo. -Precisam de alguma coisa?

Está preso pelo assassínio de Frank Curtis e Emma Billings.

Meu Deus, não. Não é o que pensam. Gavin, eu não... Juro que não...

Não fales. Não digas nada, Charlie.

Temos a arma e a prova de que o Charlie estava presente no local do assassinato.

Detesto estragar-lhe a festa, mas encontrei ADN nas unhas da Emma.

O Charlie Rogan não matou a Emma.

-O assassino foi uma mulher. -O que foi?

-Ele não matou a Emma. -Ele estava lá.

Há mais. Vi semelhanças, por isso comparei o ADN da Emma com o da agressora.

-Havia 25% de semelhanças. -Meias-irmãs.

Foi a Kat Curtis. Ela matou a Emma.

O meu pai prometeu que ia deixar de se envolver com outras mulheres.

A minha mãe sentia-se tão humilhada.

Por isso, foi ter com a Emma?

Eu tinha a chave.

Fiz-lhe uma espera. Acho que a assustei.

-E lutaram. -Ela caiu.

Eu não queria fazer-lhe mal. Só queria que o meu pai acabasse com aquilo.

-Parecia ter só batido com a cabeça. -Mas estava morta.

A Kat telefonou-me. Ainda somos amigos.

Eu sabia que ela nunca faria mal a ninguém. Foi um acidente.

Disse à Kat que se livraria do corpo da Emma enquanto ela e a mãe saíam da cidade.

-Esqueceu-se dos óculos de sol. -Eu nunca fiz nada assim.

-O Frank vê-os quando lá vai outra vez. -Veio ter comigo. Uma noite, no trabalho.

O Frank ficou furioso. Queria saber porque é que eu estava lá, com a Emma.

-O senhor tinha uma forquilha. -Estava a virar o adubo.

O senhor sabia o que lhe aconteceria, se ele descobrisse.

Ele veio na minha direção. Eu nem dei conta de fazer aquilo.

Foi como se tivesse sido outra pessoa a espetá-lo com aquilo.

E o corpo? Porque é que deslocou o corpo do Frank?

-Pela minha mãe. Pelo seguro. -Claro. Sem cadáver, não há pagamento.

Atirei-o para onde sabia que seria encontrado.

O pai deixou tudo às organizações não lucrativas. A mãe só tinha o seguro.

-Fê-lo pela sua mãe. -Eu nunca quis que isto acontecesse.

Eu não quis fazer mal a ninguém. Só queria que a minha mãe fosse feliz.

Kat, o seu pai não tinha um caso com a Emma.

Ele teve uma relação com a mãe dela, há muito tempo.

A Emma Billings era filha dele.

Ela era sua meia-irmã.

O quê? Meu Deus.

Meu Deus, não.

E então? O caso foi encerrado?

-Sim. -Parabéns.

-Sim. -Não parece estar muito feliz.

Por vezes, ganhamos e deparamos com a dor de outra pessoa, a vida dela arruinada.

O senhor trabalha para o FBI, devia saber disso.

Deve ser difícil para si aceder a esses sentimentos.

Pare. O senhor não conhece o Booth. Não me conhece a mim.

Tem uma visão limitada baseada em dados superficiais de um questionário standard

e uma análise a partir das nossas conversas, que não é científica.

Por isso, deixe-o em paz.

-Estou a tentar ajudar. -Questionando a humanidade dele?

Ossos, não te exaltes dessa maneira. Ele é só um miúdo, certo?

A pior coisa que lhe aconteceu foi ter perdido no Mortal Kombat.

É geralmente assim tão protetora com ele?

Somos parceiros. As nossas vidas dependem de nos protegermos um ao outro.

O senhor sente o mesmo?

Sweets, eu só posso esperar que um dia você saiba o que é a verdadeira parceria.

Vocês são muito unidos. Isso ficou patente nos questionários superficiais e standard,

e nas minhas observações pouco científicas.

-Sim? -Complementam-se um ao outro.

Ela nunca me cumprimenta. Disseste isso no questionário?

Complementa, não cumprimenta.

Ele quer dizer que nos complementamos como equipa.

-Sim. Certo. -Temos muito que trabalhar.

Quer dizer que ficamos juntos?

-Sim. -Estou a sentir um "mas".

-No entanto... -O mesmo que "mas".

...observei algumas questões subjacentes que precisam de ser tratadas.

-Questões? -Sim.

Há claramente um apego emocional muito forte entre vocês os dois.

Somos apenas parceiros.

E porque é que acha que eu pensaria outra coisa?

-Porque você tem 12 anos. -Não ligue a nada do que diz o Booth.

Somos profissionais. Há uma linha que nem precisa de existir.

De todo. Quer dizer, se não houvesse mais assassinatos,

eu provavelmente nem a via.

-É verdade. -Talvez fôssemos tomar café.

-Provavelmente, não. -O quê?

O quê?

Nem sequer ias tomar café comigo?

No teu conceito, nem sequer nos conhecemos porque não há assassinatos.

"Houvesse".

Eu disse, se não houvesse mais assassinatos.

Então, está bem. Podíamos ir tomar café.

Então, está claro? Iríamos tomar café, e essa seria a nossa relação? Café?

Sim. Adiante.

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