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FUGA PARA ATENAS
Em algum lugar das Ilhas Gregas, em 1944.
Droga!
Uma coluna j�nica...
do s�culo V antes de Cristo. N�o � verdade?
N�o, � do s�culo III antes de Cristo, d�rica.
Se enganou num par de s�culos, bastardo ignorante.
Nunca se mata um cozinheiro.
Muito menos um cozinheiro italiano.
Desta vez perdoamos a vida do Sr. Rotelli.
Enforquem este homem em vez dele.
Aten��o!
Professor Blake, porque tem essa incessante compuls�o em escapar?
� um h�bito que apanhei como soldado durante a Primeira Guerra Mundial.
Por favor, pergunte a si mesmo
onde estaria se o benevolente bra�o da Unidade de Reclama��es
de Antiguidades do F�hrer, n�o o tivesse resgatado
de v�rios campos de concentra��o.
Com certeza que n�o estaria despojando a Gr�cia
de todos os seus tesouros art�sticos.
Sargento Judson, em que estado de desespero se encontraria
se a sua habilidade circense para escalar e improvisar
n�o me tivesse induzido a tir�-lo daquele campo de prisioneiros
na minha p�tria?
E voc�, Bruno Rotelli, se n�o fosse cozinheiro...
- Espere. N�o sou cozinheiro. - Deus sabe que � verdade.
Sou piloto de autom�veis. �s vezes penso...
tenho a impress�o de que a sua passagem pelas tropas aliadas
deve ser tomada como uma ben��o.
Ou�a-me.
H� tr�s arque�logos mortos que n�o podem ser substitu�dos.
Mas, vejam que isso n�o impediu que o sargento Mann
os abatesse a tiros.
Por isso, no futuro, para manter a harmonia...
A harmonia n�o � o que est� a ponto de acontecer.
Bom, major Hecht,
agrada-me ver que est� julgando estes criminosos.
J� decidiu o seu castigo?
Estava quase a faz�-lo, Major Volkmann.
Por favor, continue.
Como dizia,
para evitar que voltem a p�r em perigo esta miss�o,
ser�o confinados imediatamente aos seus aposentos.
Este acampamento existe por uma �nica raz�o:
A recupera��o de valiosas rel�quias arqueol�gicas.
Quem quer que interfira no projeto, vai pagar muito caro.
Sugiro que os confine aqui.
- Remova a grade. - Abra-a.
Saltem l� para dentro.
Nas S.S. n�o temos favoritos.
Coloquem os mortos com eles.
Quer que eu d� a ordem?
Major, permita-me record�-lo
que eu detenho o comando deste acampamento.
Tem raz�o.
Ultrapassei a minha autoridade.
Localizaram o transmissor?
N�o senhor, s�o precisos 30 segundos para interceptar.
E os gregos nunca transmitem tanto tempo.
Por favor...
Por favor, venha por aqui.
N�o fa�a isso.
N�o te importa nada disto, pois n�o?
Importa-me que os seus her�is da resist�ncia tenham convertido
cinco mo�as em prostitutas para que possam espionar os alem�es.
Temos data para a invas�o naval do Egeu pelas tropas aliadas.
Quem vai nos invadir desta vez?
Eu n�o sei nada. Os brit�nicos, os americanos...
Os alem�es s�o mais limpos...
desde o ponto de vista de uma senhora.
S� enforcam velhos na pra�a da vila.
A resist�ncia tem um objetivo concreto.
Muito bem.
O lugar onde abastecem os submarinos.
Caf� aut�ntico. Onde conseguiu?
Do tenente Braun.
Mas, como conseguiu?
Sigam-me.
Heil Hitler.
Jesus!
Espero que n�o seja contagioso.
Oh, Charlie!
Oh, mamma mia, que maravilha!
Obrigada.
- O que fazem aqui em baixo? - Prisioneiros que tentaram fugir.
Me disseram que �amos para um clube no campo.
Entre.
Ah, os americanos.
- Charlie Dane. Ela � Dottie Del Mar. - O major Otto Hecht.
Muitas semelhan�as. Muito parecido.
Louis Armstrong. When the saints...
- Exato. Gosta de jazz? - A partir de King Oliver.
Que jarra bonita tem aqui.
� um jarr�o Egeu do S�culo V.
Teria jurado que era do S�culo IV. Parece caro.
Derrubaram voc�s quando sobrevoavam o Adri�tico?
Sim, �amos trabalhar para a Organiza��o de Servi�os Unidos.
Vejo que � nadadora.
Mergulha?
Em que est� pensando?
Precisamos de algu�m que explore a linha costeira
em busca de antigos tesouros de arte.
Sou o seu homem, major.
Muito bem dito.
E voc�, senhor...
Dane... Qual � a sua especialidade?
Sou c�mico. Humor abusivo. Conto anedotas...
Temo que na Unidade de Reclama��es
- n�o haja lugar para um c�mico. - Mas h� para uma nadadora...
Mesmo que a Srta. Del Mar n�o fosse uma nadadora,
n�o seria totalmente in�til.
Bom, obrigada, major.
O major Volkmann deseja interrog�-lo
- durante o seu pr�ximo turno. - Tamb�m � apreciador de jazz?
� um major das S.S.
Bem, eu poderia catalogar a sua cole��o de arte.
Escrever pequenas biografias dos imortais do jazz.
Regular as motocicletas. Sei remendar, lavar...
Mas n�o coloco muita goma nos colarinhos.
- Venha, veremos como ficar�o as coisas. - Posso dar aulas de dan�a.
Agiliz�-los depois de tantos passos de tartaruga.
E Gershwin, um americano em Paris. Sou um �timo...
Infelizmente, Gershwin est� proibido no Terceiro Reich.
E n�o se precipitaram.
Sargento.
Herr Major.
Porque demorou tanto?
Sargento, leve o Sr. Dane ao quartel 7 e acompanhe a Srta. Del Mar
ao alojamento para convidados que est� ao lado da carpintaria.
Jawohl, Herr Major.
Espero que o barulho n�o a incomode.
Nunca me incomodou.
Charlie...
Tem uma boa pilhagem a� dentro.
Este alem�o pode ter feito um bom neg�cio para ele.
Nem toda a gente � t�o desonesta como voc�
Que apostar?
Ficar� aqui.
Eu me encarrego da gorjeta.
Nos encontramos l� em baixo no bar, assim que eu tenha me refrescado.
Trabalhem... por favor. Venha.
- Quem �? - Sou Zoe.
O papagaio est� no ar.
O Braun est� tentando localizar o radio outra vez.
Nunca encontrar� onde esteve procurando.
Pode alterar tudo isso.
Esse � um compromisso que n�o estou disposto a aceitar.
Ent�o n�o reclame mais. Volta ao seu mosteiro.
Estou pensando em fazer isto.
Faz parte dos seus planos?
Esquece que eu disse isso.
- Quem �? - Otto Hecht.
- Voc� o conhece? - Sou o comandante.
Desculpe. N�o sou muito boa com nomes.
Mas nunca esque�o um rosto.
Bem, minha querida Srta. Del Mar,
vejo que se adapta rapidamente �s novas situa��es.
Tudo est� no lugar apropriado.
Oh, sempre gostei que tudo seja simples, sabe.
Como viajamos tanto...
Viajam? Charlie e voc�?
N�o, n�o. Viajamos. Viajamos no mundo do espet�culo.
Charlie e eu nos conhecemos neste espet�culo de Aquacade.
Aquacade?
� uma palavra americana que n�o conhe�o.
� uma esp�cie de n�mero de Busby Berkely na �gua.
Mas d� aos donos das Ch�caras a oportunidade
de ver um monte de tetas a flutuar.
Tetas?
Quer se sentar?
Obrigado.
N�o, n�o, n�o, continue.
Porque n�o fazemos um brinde?
Pela...
pela paz no mundo inteiro.
- Sa�de. - Sa�de.
O que vai acontecer conosco?
Com voc�... nada.
Mas n�o tenho muita certeza sobre o seu amigo judeu.
Como sabe que � judeu?
No Terceiro Reich supomos que todos s�o judeus.
A menos que se demonstre o contr�rio.
Tem umas...
coxas muito bonitas.
Obrigada.
Gostaria...
e quem o impede?
Pensei que voc� impediria.
Posso parecer tonta, mas n�o sou est�pida.
Acontece alguma coisa?
N�o est� correspondendo.
Querido, voc� disse que queria... Mas eu n�o disse que tamb�m queria.
Bem, creio que nesta circunst�ncia,
poderia colocar um pouco de afeto...
da sua parte.
Boa noite.
N�o leva o seu vinho?
- N�o seria pr�prio de um cavalheiro. - E a chantagem?
Apenas se funciona. Boa noite.
- Onde est� o t�nel, professor? - Desculpe.
Venha! Sempre h� algu�m escavando um t�nel por onde fugir.
Aqui n�o.
� um al�vio. Passar a guerra sem fazer nada n�o � assim t�o terr�vel.
N�o, e o nosso comandante austr�aco pensa como voc�.
- O que � isso? - � do s�culo II antes de Cristo.
� uma miniatura de algum deus dom�stico.
Provavelmente da mesa de cabeceira de alguma dama,
- a julgar pelo seu aspeto. - Como sabe?
Descendo de uma antiga linhagem de arque�logos.
Sabe, quando o sol n�o se punha nunca no imp�rio,
saque�vamos impunemente.
Tesouros do Egito, porcelanas de Pequim,
- m�scaras de ouro da P�rsia... - N�o � esse o neg�cio de Hecht?
Oh, o nosso comandante. Sim, bem...
Antes, em Viena, era um negociador de arte devotadamente desonesto.
Por isso deve ter mais cuidado.
As descobertas arqueol�gicas normais v�o para Berlim,
mas tudo que tenha realmente valor ele envia para a sua irm�, na Su��a.
E que mais?
Se parece com uma que encontrou ontem.
Que perspicaz! Sim, tem raz�o.
Costumavam faz�-las aos pares. Marido e mulher.
Como � que estava tudo debaixo do acampamento?
Tudo isto era um templo maravilhoso dedicado a Netuno,
e a gente daquele tempo vinha aqui deixar as suas valiosas oferendas.
O que acontecer� quando n�o haja nada para desenterrar?
Isso nunca acontecer�.
- Somos precavidos. - Prisioneiro Dane,
- apresente-se ao comandante. - Nat, volta a p�-lo na cama.
- Agora v�, e agora n�o. - Muito engenhoso.
Agora me diga, onde est�o as coisas realmente valiosas?
- Bem, Charlie, em algum lugar... - Voc�, Dane. Major Hecht. Venha.
Se pudesse se defender sozinho, sem ter que depender de mim.
Ainda est� aqui?
N�o � m� vida. Tem fogo?
- Oh, desculpe. - Porco!
- Ol�, menina. - Bate neles forte, querido.
Que mulher bonita, sargento! � a sua m�e?
- A minha esposa. - Tem um ar muito elegante.
� um homem com um gosto excepcional.
Um gosto excepcional.
- Charlie. - Major.
Bonita vista.
Alguma vez esteve em Hollywood?
- Representei uns quantos pap�is l�. - Conhece a Ann Sheridan?
Se conhe�o a Ann Sheridan...
N�o.
A menina Sheridan � o que chamam "a mo�a oomph", n�o �?
Sempre.
O que significa "oomph"?
"Oomph" � a capa de a��car do bolo, major.
Ent�o, � isso que eu gostaria de discutir com voc�.
Com respeito � Srta. Del Mar.
A sua posi��o n�o Ihe permite direitos conjugais.
- Por agora. - Considere uma porta fechada.
No entanto, n�o h� qualquer motivo para que todos soframos.
Claro que n�o.
As m�quinas paradas oxidam-se.
Exatamente.
Tendo em conta a sua posi��o no acampamento...
Pensei que podia precisar de um diretor social.
Bem, um clube de bingo, dar aulas de tango,
espet�culos aos s�bados � noite.
Fa�o um n�mero estupendo, estilo Jolson. Ainda n�o viu nada.
Tem a minha permiss�o.
Estupendo. Ter� o acampamento mais divertido das montanhas.
E agora, voltando � quest�o do "oomph".
- Achava que tudo ia bem. - � superf�cie, sim, mas...
Bem, para algumas mulheres � dif�cil fingir.
Bom, podia encar�-lo como...
teatro.
N�o sei, major.
Que um amante do jazz como voc� se rebaixe a isto...
Benef�cios da guerra, meu amigo.
Alguma das mo�as ouviu algo sobre esses dois americanos?
N�o. O que se passa?
Podem ser agentes alem�es.
Estou � espera de not�cias do servi�o de intelig�ncia aliado.
Talvez tenhamos que mata-los.
- Quem �? - Sou Zoe.
Se � um homem do campo de prisioneiros, atenda-o.
- � o Braun. - Braun.
- Com o seu caminh�o ou sem ele? - Com ele.
N�o fique zangado.
N�o precisa ter ci�mes quando vem com o caminh�o.
� o caminh�o que me irrita.
O Hecht tem a sua mo�a e n�o parece importar-se com nada.
Importa-se.
N�o confio nele.
Que as suas piadas sejam m�s n�o o converte num colaborador
E pensei que para o ato final...
Charlie, seria bonito que a Dottie pudesse cantar Lili Marlene para os homens.
De acordo. Como vai o neg�cio?
- Berlim est� satisfeito. - E voc�?
Bem, estamos encontrando coisas de um menor interesse hist�rico...
N�o estaria aqui se n�o houvesse algo mais para procurar.
N�o tenho a certeza de que me tenha dito como um elogio.
Vindo de mim, j� � um elogio.
Os verdadeiros tesouros est�o ali em cima.
No mosteiro do Monte Atenas.
- Tr�pticos. - Tr�pticos?
�cones, joias talhadas em ouro.
Obras mestras bizantinas.
- E os pratos est�o ali, claro. - Que pratos?
Pratos de ouro.
�guias de duas cabe�as gravadas em relevo.
Encarregados por Constantino VI no ano 790 da nossa era.
- Quanto valem? - Dez milh�es.
- De marcos? - De francos su��os.
S�o... s�o dois milh�es de d�lares.
Sim. E quando ganharmos esta guerra,
- levarei esses tesouros. - N�o ganhar�o esta guerra.
Bom, ent�o penso que voc� os levar�.
- Gosto da sua companhia... "bubula". - E eu da sua, Otto.
Obrigado pelo passeio... e o charuto.
- � voc�, Otto? - Quem mais seria?
Voc�!
Fora!
Devagar.
Como queira.
- Sargento. - Sim?
Levo este grego por viola��o da hora de recolher.
- Voc� o conduzir�. - Senhor.
- Entre no carro. - S� ia...
Entre no carro!
Sim, senhor.
- A MINHA LUTA - Deixar-te-� e...
voltar� outra vez.
Querida menina...
Desisto.
J� fez com uma alem�?
- N�o, nunca. - N�o fa�a.
Charlie.
- Novo? - Est� no clube.
Estupendo! Vou precisar de dois lugares para estacionar.
Me reserve para jogar a dois no domingo.
- No court de t�nis jogo sozinho. - N�o para nunca?
- O que querem que fa�a? - Matar.
Ent�o vai haver um t�nel.
N�o, Charlie, vamos entrar, e n�o sair.
N�o entendo.
Vamos nos apoderar do acampamento, e n�o abandon�-lo.
- De quem foi essa ideia est�pida? - Da resist�ncia grega.
Professor, se vivermos para nos apoderar do acampamento,
- o que faremos com ele? - Depois eles dir�o.
Aqui est� o acampamento.
Os explosivos est�o ali, e a tua miss�o...
Creio que abandono o clube.
Creio que n�o deve faz�-lo.
N�o fechamos nunca.
- Espera um momento, Otto. - Sou o Charlie.
Desculpa.
�s vezes se ganha, e �s vezes se perde. Parece que viajas em primeira.
V� l�! N�o � t�o tr�gico. Estou me arranjando.
Voc� deveria compreend�-lo melhor que ningu�m.
Sim, sim!
N�o estou te atacando, querido. � como somos.
Por isso somos s�cios.
Pois escuta isto, s�cia. Vamos nos alistar no ex�rcito.
- O nosso ex�rcito est� aqui? - N�o, o ex�rcito deles � que est� aqui.
Vamos atac�-los para depois tomarmos o seu acampamento.
Ah, sim? E o que far�o eles entretanto?
V�o ver como voc� faz "strip tease". Vamos preparar-lhes um espet�culo.
Tenho que me despir para os alem�es?
Hoje para o Otto, amanh� para o mundo.
- Algu�m sair� ferido? - Provavelmente. O que importa isso?
� que o Otto tem sido muito bom para n�s.
Bem, talvez...
devesse Ihe dizer antes.
Voc� n�o estaria aqui, se n�o fosse por ele.
Bom, terei isso em mente.
O que far�o depois?
Subir ao mosteiro e nos dedicar � pilhagem seletiva
antes que o seu amigo leve tudo.
� este o meu homem.
Charlie, um beijo para fazermos as pazes?
E se s� damos um beijo?
N�o tem que se fazer de t�o duro comigo.
Charlie, poder�s faz�-lo?
Que facilmente se esquecem!
Ali h� uns pratos de ouro que valem dois milh�es de d�lares.
Escalaria o Empire State Building.
Viu que o tenente Braun estava embriagado. Porque n�o o ajudou?
Tentei faz�-lo. Mas tinha medo dele.
Alguma mulher foi executada aqui antes de eu ter assumido o comando?
N�o, senhor.
Temos que dar um exemplo espetacular.
Esta ser� a primeira.
� apenas uma prostituta que faz um servi�o � tropa.
� poss�vel que os habitantes locais n�o fiquem muito tristes.
Ficariam se fosse uma dona de casa.
Significa que a pr�xima poderia ser uma mulher virtuosa.
- Quando quer que o fa�am? - J�.
E comunique isto pelos alto falantes.
Se o assassino do tenente Braun
n�o se entregar durante as pr�ximas horas
outros dez cidad�os de Kariai ser�o executados.
N�o devia ter matado o Braun.
Vai embora!
� assunto meu.
Eu estava a Ihe pagando. Estava satisfeito com isso.
N�o podemos depender disso indefinidamente.
E vamos matar os dois americanos de seguida?
- N�o. Foram limpos. - Que misericordioso!
E os seus superiores sabem o motivo que tinha para matar o tenente Braun?
Que esp�cie de homem acha que sou?
Vamos saber agora.
Vai permitir que matem outras dez pessoas para salvar sua vida?
- N�o matar�o ningu�m. - N�o acredito.
J� ver�.
H� um plano.
Vai se entregar se n�o funcionar?
N�o.
Voc� � um porco!
A morte de Zoe ser� vingada.
Espero, porque se for necess�rio, eu pr�pria vou te entregar ao Volkmann.
Preciosa.
Realmente preciosa.
Obrigado, professor.
E confirma a nossa teoria sobre a grande disparidade de �pocas
nesta escava��o. Isso � do s�culo II antes de Cristo.
90% do que encontramos data da �poca crist�.
Tem raz�o.
Encontramos a cole��o de antiguidades de um grego do s�culo I.
� uma ideia soberba, n�o � verdade? Que h� dois mil anos,
um mercador rico considerava essa �poca como antiga.
- Obrigado, professor. - Boa noite, major.
Direi ao sargento Mann que pode vir quando Ihe agrade.
Obrigado.
Muito bem. Recolham-nas.
O que � isso?
Um presente de Natal antecipado da resist�ncia para os alem�es.
- O que �? - Uma erva que cresce aqui na zona.
Chamam-lhe "a vingan�a de S�crates".
E agora, ap�s uma noite triunfal em La Scala,
a melhor voz italiana desde Mussolini.
O nosso querido Bruno Rotelli.
Ol�. Esta parece bastante esquisita, n�o acha?
Parece dos princ�pios do Harrod's.
Entrou na frente do �nibus. N�o tivemos culpa nenhuma.
Lamento.
Abre as portas. V�, saiam todos!
Acabou-se! Acabou-se! Acabou-se! Fora daqui!
Fora daqui.
V�, Fritz, relaxe. � apenas um passeio.
Observa a bola, a bola.
E agora, coloca-la nesta m�o, assim. Est� bem?
V�, a bola desapareceu.
E vai e diz ao empregado:
Os dois primeiros n�o me importaram,
mas o do casaco de pele era um pouco bruto.
E acho que deveria cortar as unhas.
Achou que o urso era outro homem com um casaco de pele.
E agora, cavalheiros, a dama que todos temos estado esperando.
A resposta da Am�rica a Lili Marlene.
A estrela do cen�rio, da tela, da r�dio,
dos espet�culos industriais, e de Aquapura,
diretamente dos caf�s dan�antes de Radio City,
do Roxy Theatre...
A bonita, a fabulosa,
a fant�stica Srta. Dottie Del Mar.
A minha m�e me disse, quando ainda tinha tran�as.
A minha m�e me disse.
Um homem vai Ihe falar docemente e vai te olhar com olhos grandes.
- Vamos, rapazes! - Mas quando te fale com do�ura.
Os homens t�m duas caras.
S�o coisas inquietantes que te far�o cantar as suas tristezas...
� noite.
V� rapazes! Tirem as m�os dos bolsos!
A minha m�e me disse.
Escuta esse triste assobio que atravessa as paredes.
Vamos dar um pouco de �nimo � dama!
A minha m�e me disse.
Volto a cantar as minhas tristezas...
� noite.
Quero ouvi-los, rapazes! Sim!
� divertido! Sim!
Sargento Mann! Quer sentar-se?
Estar� na frente russa.
Querem ver mais?
Espero que n�o nos matem.
Obrigado, cavalheiros. N�o sabem quanto agradecemos a sua colabora��o.
E agora, que venha o sargento Mann.
Um aplauso para o sargento Mann.
Sargento, sargento, sargento...
Sargento Mann, o senhor � um tipo estupendo.
E agora, sargento,
Me engano ao supor que � imposs�vel que com um simples
movimento deste pano fa�a passar a sua pistola autom�tica
do coldre para minha m�o?
- Estou certo? - � imposs�vel.
- J� est�. - Bravo! Bravo!
A velha magia negra me tem debaixo do seu conjuro.
Ponham as m�os sobre a cabe�a!
Comandante, ordene que entreguem as armas, ou morrer�.
Entreguem as armas.
Professor, espero que saiba o que est� fazendo.
Todos.
Essas armas voavam � velocidade supers�nica
de 3.300 quil�metros por hora.
E tinham um alcance de 200 quil�metros.
Nestas imagens dos aliados podem ver
o seu devastador efeito na cidade de Londres.
Sim, j� chega.
E a nossa nova arma tem ainda um maior significado.
Ao dirigi-la � frota de navios aliados conseguiria em apenas alguns momentos
o que a artilharia da costa n�o poderia conseguir em dias.
Bom, � tudo, cavalheiros.
A menos que haja alguma pergunta.
Tomem outro ch�, sirvam-se de biscoitos.
Porque t�m que fazer algo ao major Hecht?
Para come�ar, invadiu o nosso pa�s.
O que se passa com esta mulher, professor?
Bem, tem alguma raz�o.
Precisamos dele para assegurar-nos de que o Volkmann n�o saiba disto.
Talvez eu consiga persuadi-lo.
Est� bem. Duvido que d� resultado, mas tem a minha permiss�o para tentar.
Permiss�o?
Ou�a, n�o lutei tanto para trocar os alem�es pelos gregos.
Quando lutaste?
Quanto acham que tardar� esse Volkmann
a descobrir o que se passou aqui? Incluso com o Hecht.
- Temos outros planos. - Eu tamb�m.
S�rio? E quais s�o?
Quero subir a esse mosteiro do Monte Atenas.
- De verdade? Porqu�? - Sou um amante da arte.
Todos somos, Charlie. Mas h� prioridades.
Um momento.
N�o ser� t�o est�pido para achar que podemos chegar at�
ao mosteiro sem que as tropas do Volkmann percebam.
Podemos, Rotelli?
Voc� tamb�m? � um amante da arte?
Nat, quero falar com o major Hecht.
Para desejar-lhe sorte a pr�xima vez?
- Foi muito bem feito. - Obrigado.
� �bvio que necessitamos que o Volkmann continue acreditando
que tudo est� em ordem.
Evidentemente.
E queremos que Ihe diga isso.
Professor, est� pensando que porque um homem rouba o seu pa�s
tamb�m o trair�? - N�o, isso converteria em traidor
qualquer um que evite os impostos.
Ent�o, permita-me perguntar-lhe outra coisa, professor.
Como se sentiria se a situa��o fosse a inversa?
Por sorte, n�o �.
Vou coloc�-lo de uma maneira f�cil:
Se n�o nos ajuda, Zeno vai mata-lo.
Aliou-se a ele.
Partilhar� essa responsabilidade?
- Com dificuldade. - N�o h� outra alternativa?
O que aconteceu?
Nada ainda. Est� tomando uma decis�o.
Obrigado. Teria sido uma perda terr�vel.
Todos conhecem o Otto. Na realidade, � bom rapaz.
N�o t�o bom.
O que querem que fa�a?
Dentro de 18 horas,
o Volkmann tentar� matar dez pessoas. Isso n�o acontecer�.
E os alem�es ser�o vencidos nesta ilha.
Assim t�o facilmente?
Discuti o meu plano com o professor,
e est� de acordo em que � totalmente fact�vel.
E depois podemos subir ao mosteiro?
- Charlie! - Charlie, s� pensas numa coisa.
A nossa miss�o consiste em tomar a vila
e o lugar onde abastecem de combust�vel.
Para que os submarinos n�o possam funcionar
contra a frota aliada de invas�o.
Depois disso, n�o me interessa o que fa�am.
Exceto, e escutem muito atentamente, cavalheiros,
que os tesouros de Atenas pertencem ao povo grego.
Come�aremos por nos infiltrar no bordel da vila.
Acho nojento, major Hecht, mas estou convencido de que n�o quer
que os seus chamados soldados morram de presun��o terminal.
Autoriza��o concedida.
Feito.
Agora, depende de voc�s.
Imaginem esse comerciante de antiguidades austr�aco.
Quer que os guardas do seu clube de campo
visitem o bordel antes de tomar o lanche.
Tenente, ordene aos homens que des�am.
- Herr major. - Sim?
Esta manh� haver� execu��es.
Pelo que o major Volkmann
pede que os seus homens estejam presentes e armados.
Por favor, diga ao major
que ser� um prazer estar l� na ocasi�o.
- Ouve, Zeno... - Sim?
- J� que estamos aqui... - A voz de It�lia.
Des�am. Levem os prisioneiros para o por�o. Vamos.
O Blake depressa atacar� os dep�sitos de petr�leo.
Rotelli, voc� e os seus homens v�o para os seus postos.
Recorda... sequ�ncias curtas, Charlie.
E n�o "ratatatata" como nos filmes de gangsters.
- Sim, senhor. - O canh�o aquece.
O que Ihe est� dizendo?
Que gosta de sopa de tomates de "matza".
�guia quatro. �guia quatro. Fala peixe espada.
Posi��o Raios X 42 amarelo.
Depois comunicaremos a hora de chegada.
�guia quatro a Peixe espada.
As redes do canal estar�o abertas. Utilizem os tanques um e dois.
A sua documenta��o, por favor.
Diga aos homens-r� que se preparem para a entrada.
Sim, senhor.
N�o h� perigo?
N�o h� ningu�m nas bombas de combust�vel
pelo que dever�amos estar bem at� que chegue o pr�ximo submarino.
Ei, o Hecht est� demasiado perto dele.
� problema dele.
Eleana, vem aqui. Vamos descer.
Apontem!
Oh, Senhor!
Para o r�dio!
Apanha-o!
Detenha esse homem!
Ah, chamo-me Alice e o meu marido chama-se Al.
Somos do Alabama e vendemos ma��s.
Suponho que tudo correu bem na vila.
Para o seu pa�s ou para o meu?
Para o meu.
Os pa�ses n�o existem, major.
Apenas h� rios, montanhas, casas, e gente.
O pa�s � uma abstra��o!
N�o acredita nisso realmente, pois n�o?
N�o.
Obrigado por tentar.
Aqui parece estar tudo bem.
N�o tenho certeza, olhe. Aqui est� o di�rio.
O que significa esta entrada?
H� um submarino ali, em algum lugar.
Vem abastecer.
Sim, senhor.
- O que h� ali? - A chave do mosteiro.
O que diz?
Atenas, deusa da guerra, da sabedoria e da m�sica.
Uma deusa muito confusa, como voc�.
- O que significa? - Espera um momento!
Parece que...
que aqui vai tudo muito bem, n�?
N�o saiu mal. O elemento surpresa e o resto. O qu�?
Gosto.
Quando vamos ao mosteiro e ficamos ricos?
H� um problema.
� poss�vel que o Volkmann tenha pedido ajuda via r�dio.
- Onde? - A� est� o problema.
Por isso o Zeno est� pensando com calma. Ou � o que diz.
Adiantaram por trinta dias a invas�o aliada nesta zona.
Ser� dentro de uma semana a partir de hoje.
E tenho que atuar imediatamente.
Charlie! Rotelli! Subam!
O que vai querer agora esta m�e grega?
Vamos, mam�!
Tenho boas not�cias.
O Volkmann n�o transmitiu nada.
O Se o fez, n�o havia ningu�m para ouvi-lo.
- Como sabe? - Como sei?
Assim.
O servi�o de intelig�ncia aliado na Turquia controla esta zona.
Por isso ficamos aqui at� � invas�o.
Bom, poder�amos ter muito tempo para subir ao mosteiro.
Voc� Muda de opini�o muito rapidamente, Zeno.
A �ltima que eu ouvi voc� mencionar foi que o mosteiro era intoc�vel.
"Os tesouros de Atenas pertencem ao povo grego".
- E � verdade. - � verdade.
Ou�a, Sra., as tropas que desembarquem aqui,
apesar da sua ra�a, cren�as, cor ou nacionalidade,
roubar�o tudo o que caia em suas m�os.
� melhor que fa�amos n�s.
- Pensa como ele? - Algu�m enganar� os monges.
- Rotelli. - Concordo com eles.
Est� bem.
Teremos que escalar carregando armas pesadas e explosivos.
Por causa de uns monges?
Podem ter apanhado o tesouro, e t�-lo enterrado e selado.
Entendo o dinamite. Mas porqu� as armas?
Continuamos em guerra, Charlie.
Sabe uma coisa? N�o confio em voc�, bastardo.
Mas a minha gan�ncia � maior que a minha precau��o.
Quando partimos?
Imediatamente, se querem. Nat...
O que �?
Um submarino que sobe � superf�cie. Zona 3.
20 graus a sul do dep�sito de combust�vel.
�guia quatro, fala Peixe espada.
Calculamos chegar �s 13:30. Cambio.
Diga que h� uma fuga de combust�vel.
- N�o acreditar�o. - Diga a eles!
Fala Peixe espada. Me ouve?
�guia quatro, fala Peixe espada.
Peixe espada, peixe espada. �guia quatro.
Parece incr�vel que algu�m fa�a isto para se divertir.
Vamos nos dirigir � �guia quatro como alternativa.
Cambio e encerro.
Como raio vou imobilizar este lugar?
Professor, h� algumas coisas que voc� pr�prio deve descobrir.
Talvez com umas bombas aderentes.
Dottie.
Cinco metros... Pode descer cinco metros sem equipamento?
Creio que sim. O que seja preciso para contribuir ao esfor�o b�lico.
Primeiro tem que abrir as v�lvulas, depois p�e as minas...
E espero que n�o haja nenhuma surpresa submarina.
O que � tudo isso?
Me parece um equipamento de transmiss�o.
- Para uns quantos monges? - Me pergunto o que far�o com isso.
Talvez tenham um programa de radio matinal.
Ol� amigos, fala-lhes o irm�o Zlotos
sobre a ortodoxia a grandes alturas.
Mas os alem�es ter�o algum tipo de instala��o no mosteiro.
Ao menos, faz com que se pare�a surpreendido.
Est� dizendo que...?
Est� dizendo que nos trouxe at� aqui em cima por motivos
que n�o t�m nada a ver com o que procuramos.
- Sim. - E eu tamb�m digo.
Est� bem!
T�m um centro de comunica��es a� dentro.
Quando descubram que algo vai mal a� em baixo,
pedir�o ajuda por r�dio. Temos que elimin�-los.
- Quantos homens h� ali? - N�o pode haver muitos.
Imagino que voc� elaborou um plano, n�o?
Cuidadosamente.
Dever�amos te jogar montanha abaixo.
Ent�o n�o iria conseguir os seus pratos de ouro.
Os meus pratos de ouro!
Se me acontecer algo, dentro de vinte anos,
quando os alem�es estejam vendendo Volkswagens por todo o mundo,
- vou ficar muito zangado, Zeno. - Sim.
N�o pode ser para um de n�s.
- Escute, talvez seja o seu agente. - � s�rio? N�o!
Otto!
Salte! Salte!
V�!
Foram muito am�veis em ter facilitado a nossa descida.
Assegurem-se de toc�-la s� com as botas.
Agora...
- Zeno, o meu silenciador n�o encaixa. - Fique calado.
Zeno, o meu silenciador n�o encaixa.
� isso que considera "n�o muitos"?
Um, dois, tr�s, quatro. Ali em baixo h� um ex�rcito.
Tira a tampa.
Hexaclide Dois. Parece um tira manchas.
� muito parecido.
Quando acordarem, haver� uma mudan�a de dire��o.
Prenda a respira��o.
O r�dio n�o funciona, senhor.
Dep�sito, fala Atenas. Responda.
Chame a base a�rea de Creta.
Creta, fala Atenas. Responda.
E agora?
J� n�o h� demasiado?
Creta tamb�m n�o responde, senhor.
- Vamos. - Procurar o tesouro?
- Sim. - Genial!
- Verifique a antena. - Sim, senhor.
- Tome. - Obrigado.
- Lantz. - Sim, senhor?
Ponha a guarni��o em alerta.
Esteja certo de que todos v�o para os seus postos.
Senhor.
Zeno, estamos mais perto do tesouro?
- Fala Schroeder, senhor. - Fase um.
- � a� onde guardam o tesouro? - Sil�ncio.
Voc� Mentiu. Mentiu para n�s.
Zeno, o que se passa?
Com esses sapatos poderiam trabalhar em caf�s dan�antes.
Charlie, de uma vez por todas, quere se calar?
Voc� mentiu para n�s! Mentiu!
Filho da m�e!
Agora sabe o que de verdade veio fazer aqui em cima.
Vai ser um her�i, Charlie. Com grandes condecora��es.
Temos que evitar que ataquem a frota aliada de invas�o.
Por isso vai come�ar a invas�o.
Dentro de uns dias.
Ainda n�o.
E o que fazem agora com essa coisa?
Eu n�o me preocuparia com a sua parte do bolo.
Nisso podemos confiar no Zeno.
N�o me preocupa isso, professor.
Me preocupa em que outra coisa os ter� metido.
Nada de que n�o possam se safar, posso assegur�-lo.
Muito bem.
Vamos deter essa coisa e vamos sair daqui.
Se atirar neste oxig�nio l�quido, voamos todos voltar � vila.
Oh, lamento.
Nat, a abertura da parede, a cruz.
� a sala de m�sseis. Jogue isto para o seu interior o mais longe poss�vel.
Muito bem, se consigo passar, sigam-me.
Meu Deus!
Bem. E o ouro? Onde est�o os pratos?
- N�o consegue parar nunca? - Nunca.
Se importa que antes libertemos os monges?
Vai busc�-los, est� bem, Nat?
Est� bem, est� bem. Nat, vai buscar os monges.
�s mais um s�cio, juntamente com o Otto e o professor.
Zeno, onde est� o tesouro?
Onde est�o os pratos de ouro, Zeno?
No final do t�nel � direita.
R�pido, r�pido! Movam-se! Movam-se! R�pido!
Tens a sensa��o de que algu�m esteve antes aqui?
Este lugar vai explodir, o cron�metro est� funcionando.
- Ouviu isto, Charlie? - Sim.
Charlie, temos que ir.
Charlie, vamos! Este lugar vai voar pelo ar! Vamos embora!
- Me deixem em paz! Vou abrir isto! - Est� louco!
Charlie!
Sincronizaste-o bem.
Heil Hitler.
J� pode deixar o neg�cio do bordel.
N�o sei.
Agora que n�o h� alem�es, ter� que deix�-lo. Os gregos...
n�o pagam.
N�o t�m que pagar.
Espero que o seu tesouro tenha sobrevivido
� destrui��o total do mosteiro.
Sem d�vida.
Porque os escondemos na chamada casa de prazeres.
No...?
N�o tem que me dizer onde est�o escondidos os pratos.
Basta que me indique uma dire��o geral.
Na realidade, n�o queremos os tesouros. S� queremos copi�-los.
Se estou mais perto, se vou bem, diga-me: Charlie, quente, quente.
E se n�o � a dire��o correta, me diga: frio.
Posso v�-los? Lhe asseguro que s� quero v�-los.
- Quero que os veja, professor. - Obrigado.
Serei o seu representante em Nova York.
Talvez ent�o...
e eu serei o seu representante em Roma.
Temo que nada disso seja poss�vel, cavalheiros.
Oh, Otto, me leve l� dentro.
Sempre quis ver onde vai a gente quando quer...
Que t�pico das boas mo�as!
Charlie!
Charlie, te procurei por toda a parte.
Temos que celebrar o quase fim da guerra.
Pelo amor de Deus! O que h� para celebrar?
N�o encontramos nenhum tesouro, e parece que vou perder a minha s�cia.
Charlie, mais que perder uma s�cia, vai ganhar um s�cio.
Quer se unir ao meu espet�culo?
N�o, espero que ambos se unam ao meu.
Por favor, me deixa explicar.
Charlie, na Su��a n�o h� apenas rel�gios de cuco,
bombons e rel�gios de pulso. Ali tenho tesouros que roubei...
recolhi por toda a Europa.
O meu plano consiste em fazer c�pias impec�veis,
e voc� ser�s o respons�vel por vend�-las na Am�rica.
E talvez tornar a vend�-las aos gregos.
Prepararia um cat�logo de vendas por correio.
Vend�-las aos museus. A Dottie vai oferece-las de porta em porta.
Gostaria muito.
N�o estaremos vinculados aos museus.
Todo isto est� dentro do meu campo, pois,
ser antiqu�rio � algo que n�o vai poder ser.
Voc� pode se encarregar dos museus.
Formaremos uma corpora��o. vamos no chamar... me d� um nome.
"Antiguidades de ouro".
Incorporados. Gosto.
Que equipe!
Aqui. Me permita mostrar-lhe.
Este edif�cio era o quartel general da resist�ncia grega.
Agora � um museu estatal onde se guardam tesouros bizantinos,
inclu�dos os famosos pratos de ouro do Monte Atenas.
Junho de 2016
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