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40 GRAUS � SOMBRA DO LEN�OL
Legenda: LABOK Dezembro / 2022
- - Bom dia.
� linda.
Bom dia.
Oh, pessoal, olha a cavallona!
- Venha. - Linda.
Olhe como ela se mexe.
Ela tem uma bunda maravilhosa
Voc� n�o vai olhar para a cavallona?
Eu n�o ligo para essa conversa de bajuladores.
Esse tipo de conversa me deixa com tes�o.
Eu a vi na pista de patina��o.
A maneira como ela mexia aquela bunda...!
Gostaria de patinar comigo?
Com prazer. Podemos tentar algumas figuras, o que me diz?
Bravo, Marelli! Excelente!
N�o seja t�mido, pode me segurar.
Um dois. Ritmo. Quer tentar?
Tenho a sensa��o de que consegui.
Sabe que voc� tem um grande par de "estilo"?
Oh sim?
Bravo!
Se for para a cidade, posso te dar uma carona?
Sim, pode me dar.
Posso convid�-la � minha casa para um copo de rossoglio?
- Gosta? - Soberbo.
� realmente dif�cil. Segurar no corrim�o.
- Ataco, ataco. - Eu disse no corrim�o.
- Vou segurar na "borda". - Voc� � muito impetuoso.
Oh, n�o.
Voc� sabe, estou me segurando,
mas n�o sei se minha excita��o aguenta
quando estivermos sozinhos em casa.
Minha tia est� na reitoria. O risco � grande.
Quem n�o arrisca n�o petisca.
- � grande. - Eu entendo.
- Vamos nos apressar. - � grande.
O que est� fazendo?
Isso � fenomenal.
Voc� � louco?
O que est� fazendo?
Dando destaque.
Como se atreve?
Me ofereceu um rossoglio e eu acreditei...
Boba, caiu na minha armadilha.
Estou ardendo de desejo de entrar em seus lugares ocultos.
N�o pretende abusar de mim?
Sim, vou abusar de voc�.
Mas por que?
Por que?
Ser� meu grande abuso.
Fique parada, n�o se mexa.
O olhar em seu rosto n�o � um bom press�gio para mim.
Voc� est� certa.
O que est� fazendo?
Mas Marelli...
Se � um cavalheiro, n�o vai continuar ou ser� pior para voc�.
- Que �dio! - Est� vendo?
Eu vejo.
Eu vejo.
- -
- Voc� n�o � um homem. -
� uma criatura diab�lica.
- N�o se afogue no rid�culo. -
Basta!
Basta.
N�o me diga mais nada, sen�o eu desligo.
Perd�o senhorita.
Eu tive um sonho com voc� e pergunto:
''Permite que eu te conte?''
Diga sim.
Ok... se voc� me prometer que � um sonho limpo.
Eu censuraria meus sonhos se pudesse.
Voc� pode fazer o que quiser.
Mas eu te pro�bo de me colocar no meio dessa sujeira.
Desculpe-me, mas voc� n�o estava no meio, estava embaixo...
encima...
na frente...
atr�s.
Voc� � louco.
E ent�o por que n�o me diz quem �?
Ent�o � um covarde.
Um covarde sujo.
N�o, n�o sou um covarde.
Sou uma v�tima, isso � o que eu sou.
Porque � voc� que me atrai, me perturba, me provoca.
Me assombra em meus sonhos...
e sempre me faz terminar violentamente.
Olha, senhora, desde que chegou nesta cidade,
que nosso Senhor me perdoe,
devo t�-la estuprado uma centena de vezes.
Pare com isso, me deixe em paz. Caso contr�rio, eu o denuncio.
Coloco meu marido no meio, que n�o � o �ltimo a chegar.
Escute-me.
Se eu me permito dizer essas coisas,
� para me purificar.
Porque eu tenho que me libertar desses sonhos carnais...
que me torturam e me fazem sentir como um trapo fl�cido.
N�o sei como te ajudar.
J� me sinto melhor.
J� estou melhor.
Estou chocada.
Est� satisfeito agora?
Mas a� voc� participa.
Mas como eu participo?
c?
Quero dizer, ela � compreensiva.
Entendeu meu problema. Onde est�o os �culos?
Mas que �culos?
Eu quis dizer que � compreensiva.
Al�?
Al�?
Linda garota.
O Cavallona chegou.
Minha linda Cavallona. Para! Para! Para!
Entra no carro.
Leve seu tempo, eu espero.
Vai se despir.
Vai se despir.
Ponha um ovo.
Depressa, Pepino!
Cavalheiro, � um evento, a Cavallona est� passando.
Eu n�o ligo para esse tipo de conversa.
Vamos fazer isso.
Sua bebida.
Obrigado, titia.
Al�?
Estava esperando minha liga��o, j� me perdoou?
De certa forma, eu estava esperando por isso.
Voc� sabe o que acontece com as doen�as quando elas s�o inevit�veis?
Primeiro vem e depois passa.
Eu sei que �s cinco ele me liga..
e que �s cinco e meia, sou uma mulher livre novamente.
At� eu me cansar dessa escravid�o...
e pedirei ao meu marido para intervir.
E vai para a cadeia.
� voc� quem me provoca.
Por exemplo, hoje ela saiu na rua...
com um vestido bem justo.
Todos arrancaram suas roupas com os olhos.
E eu sempre dur�o, entendeu?
Mas quanto?
Sim, dur�ssimo, muito duro.
Estava na minha cabe�a.
Meu medo � que se eu continuar sonhando com essa intensidade...
tenho medo...
de acabar vacilando.
O que quer dizer?
Que minhas inibi��es escapem.
Talvez eu te ataque na rua, entende?
Mas isso � uma amea�a?
Ao contr�rio.
Para evitar qualquer risco,
quando sair � noite sozinha,
vou manter dist�ncia.
E para se evitar de mim, vou fazer o anel vi�rio.
Desculpe-me, quantos anos voc� tem?
Quarenta no dia 2 de novembro.
- Ele � casado? - Quem, eu?
As mulheres te assustam?
N�o, esse mundo depravado � que me assusta,
governado por injusti�as.
Talvez seja por isso que no meu �ltimo sonho,
ela estava sob acusa��o.
- Posso te dizer? - Sim, com todos os detalhes.
Est�vamos em um...
Uma esp�cie de tribunal.
Ela estava atr�s das grades. Eu era um dos seus guardas de escolta.
Senhores, a Corte!
R�u, levante-se!
Rep�blica Italiana. Em nome do povo italiano,
tendo em conta os artigos 411 e 719...
do c�digo de processo penal, par�grafo 47.912 e seguintes.
E em conformidade com as leis em vigor,
em particular nos artigos 519 e 520 do c�digo penal,
com os agravantes espec�ficos.
E tendo em conta os artigos 488 e 434,
sobre os crimes de obscenidade, pervers�o...
exposi��o de partes anat�micas,
capaz de despertar excita��o e perturba��o.
E indigna��o e resist�ncia � aplica��o da lei,
evas�o de incapacidade,
resist�ncia a um funcion�rio p�blico,
solicita��o, desvio de ferramentas impr�prias,
apto a obter prazeres carnais mesmo contra a natureza.
Tentativa de subverter e incitar a revolta,
grasnado noturno, sob uma esp�cie de gritos.
E tendo em conta os artigos 811 e 719,
particularmente agravado pela inten��o de estuprar,
violentar,
atos de lux�ria em um lugar p�blico.
Corrup��o de deficientes, pl�gio continuado e agravado.
Tendo em conta os artigos 514, 416,
417, 418 do c�digo penal,
artigos 7, 8, 9, 10, 15, 32, 43,
e artigos 719, 811,
813, 10.423, sentencio...
R�u, levante-se!
Levantem-se!
R�u, levante-se!
Ela j� vai...
Muito em breve, Excel�ncia.
Condena Em�lia Chiapponi,
"cornetto conjugado", conhecido como "Cavallona",
a cento e dois anos de pris�o.
de liberdade condicional.
condicional s�o exclu�dos.
E eu estava l�, com a pluma ainda tremendo de paix�o.
Que pluma? N�o entendi!
Mas o que me diz?
Voc� precisa de um psiquiatra.
Tenho que ir agora, te vejo amanh�.
At� amanh�.
Eu sou grupo A. RH positivo.
Voc� � uma maldita esbanjadora de sangue.
Mas eles me disseram que voc� era o presidente da associa��o.
da competi��o.
Meu Dr�cula.
Sanguisugone.
Morde-me.
Calma!
Vai me fazer perder minha dentadura.
Oh sim.
Vamos mergulhar em um lago de gl�bulos vermelhos.
Fora com essas roupas.
Liberte seus desejos.
Sim, sim.
Deixe-me afundar minhas mand�bulas em seu pesco�o macio.
N�o! N�o! O que est� fazendo?
A jugular, n�o!
Voc� n�o entendeu nada.
O vampiro sou eu.
Dr�cula!
Meu Dr�cula.
Venha at� mim.
N�o.
N�o!
E a�? Voc� est� sentindo mal?
N�o, n�o tenho nada.
- Deixe-me falar. - Senhora.
Olha, eu quero te perguntar uma coisa.
Ok, eu sei que voc� sofre de uma doen�a.
Mas por que tenho que ficar doente tamb�m por causa dos seus sonhos?
Mas eu queria te dar uma boa not�cia.
Eu n�o sonhei com isso esta noite.
Ah n�o? Mas eu sim.
Quero dizer n�o.
Coisas estranhas acontecem comigo tamb�m.
No cinema eu sonhei que estava com o Conde Dr�cula.
E eu fico mais sanguin�ria que um vampiro.
Tudo assume uma dimens�o absurda e distorcida.
Resumindo, n�o entendo nada.
Estou satisfeito porque assim entender� o tormento...
que me leva, as dores que me dilaceram...
nas profundezas da alma.
A �nica solu��o � nos encontrarmos, nos conhecermos.
Termos uma conversa civilizada.
Tenho certeza que tudo vai parecer muito...
Muito mais natural.
Mais f�cil.
Ser� como acordar de um pesadelo.
Ela est� me oferecendo terapia de choque,
mas eu n�o aguentaria o choque.
Voc� prefere esta situa��o absurda.
Absurda!
Voc� est� propondo um encontro?
Hoje � noite, em vez de ir ao centro,
vou dar o meu passeio no anel vi�rio.
- N�o. N�o, por favor. - Por que n�o?
O anel vi�rio n�o.
Assim que escurecer, para n�o sermos vistos.
Por favor, senhora, n�o passe pelo anel vi�rio.
Voc� est� tentando me deixar louca?
Pare de me incomodar.
Se passar pelo anel vi�rio, eu me tranco em casa.
N�o fa�a isso. Prometa-me que vai me ver.
N�o.
- N�o posso prometer isso. - Por que n�o?
Porque eu perco minhas inibi��es e talvez a estupre.
Mas o que disse?
E se eu morder? Ou te violentar?
Por favor, n�o.
� a �nica maneira de nos salvar.
A �nica maneira de nos salvar � a estrada que leva...
para a mortifica��o da carne.
- Vou passar pelo anel vi�rio. - N�o.
Al�?
Al�?
Eu tinha certeza que viria.
Por que n�o aparece?
Este � o nosso momento m�gico.
Aqui estou.
Agora vou te mostrar quem � a Cavallona.
Al�?
Boa noite, senhora.
Desculpe-me ligar para voc� a esta hora.
Eu s� queria saber se voc� estava bem.
Bom menino.
Voc� � maravilhoso!
Incr�vel.
At� o �ltimo minuto eu pensei que n�o iria conseguir.
- Mas ent�o... voc� me viu? - Sim, eu te vi...
Se seus sonhos tivessem me incomodado,
na realidade me chocou.
me sinto realizada.
Estou confuso.
Viu como foi f�cil?
N�s fomos feitos um para o outro.
Um garanh�o e sua �gua.
� por isso que eu sempre resisti.
Sempre resisti muito. Entendeu?
Voc� fez o que queria comigo.
Voc� � um animal. Uma fera.
E voc� que n�o quis ir.
Mas...
modifique sua fantasia doentia.
Eu fiz de tudo para resistir.
Eu coloquei tudo l�.
Nunca senti tanto prazer.
- E voc� era t�o peludo... - Mas o que est� dizendo?
Quem era peludo?
N�o seja modesto.
Voc� me fez desmaiar.
Voc� � uma garota suja.
Sim, maltrata-me.
Sua imagina��o fez voc� acreditar que suas fantasias s�o realidade.
Chame-os de imagin�rios.
Voc� est� apenas tentando me seduzir!
Voc� n�o passa de uma prostituta vulgar!
Desculpe me, eu n�o entendi.
N�o h� mais nada para entender.
Vou contar ao seu marido e criar um esc�ndalo.
S� sa� de casa depois das 8:00.
Pare de me dizer essas porcarias!
Seu ch� de ervas esfriou.
N�o quero mais, obrigado.
Ei, Evaristo paga uma bebida a todos! Peguei a Cavallona!
Parecia uma �gua no cio.
Sil�ncio!
Eu estava passando pelo anel vi�rio...
quando a Cavallona chegou.
Ele pulou em mim.
Aquela vaca quase me fez morrer.
Eu fiz sete vezes.
Marelli, voc� n�o bebe conosco?
N�o vacilo diante de tal bajula��o.
Eu n�o vacilo.
N�o quero mais ouvir.
N�o quero...
D�-me fogo.
Voc� est� olhando para mim?
Sim. Quero dizer, n�o.
Seu idiota, voc� n�o viu o farol?
Deixe-me ver! S� um pouco!
Voc� � louco?
Senhora Contessa, por favor, s� uma olhada.
Mas que olhada?
Preste aten��o na estrada, est� tentando nos matar?
Filippo, voc� � um tolo. Olha o que voc� fez!
Est� tudo bem agora.
Desculpe-me, perdi o controle por um momento.
Madona.
Filippo, vou ter que demiti-lo?
N�o, a demiss�o n�o. Perdoe-me, Signora Contessa.
� s� que esta � uma manh� especial.
Parece-me que desde que o contratei...
sempre uma manh� especial para voc�.
Essa aqui, � mais.
Minha cabe�a est� girando. Madona.
Mas se n�o nos olh�ssemos.
N�o, houve uma r�pida olhada pelo espelho.
Deve ter sido algum olhar. Como se dissesse...
com p�o, vinho com vinho.
Eu tamb�m vi suas inten��es.
A inten��o de qu�?
da cabe�a.
Ela diz sim, � no c�rebro que o amor perturba tudo.
Por favor, n�o fale de amor.
� mais que amor, � del�rio, paix�o, loucura.
Aumenta meu desejo sexual at� que...
Eu n�o entendo mais nada.
que n�o entende nada.
Voc� est� confundindo um transtorno, uma doen�a...
Voc� deve consultar um m�dico.
N�s iremos?
Olhe para isso, agora est� desperdi�ando nosso tempo.
Venha aqui, temos que ir para a praia.
Esque�a.
Abra eu j� disse!
- Aconteceu alguma coisa? -
Tem merda na cabe�a!
Foi uma falha.
N�o � verdade?
O carro n�o liga mais.
Me desculpe por ter causado todo esse alarido para voc�.
Eu entendo.
Obrigada.
Por outro lado, tudo fica bom quando acaba bem.
H� bastante de n�s aqui, podemos dar-lhe um empurr�o.
- Sim. -
Tudo est� bem quando acaba bem.
Vamos empurrar!
Filippo, aproxime-se.
Aqui estou.
- - Huh?
Incline-se para a frente, Filippo! � assim que eu pare�o melhor.
Curve-se.
Mais baixo.
Mais e mais.
Mais baixo?
- - Ai!
pode ver a fonte.
Fonte.
Filippo, voc� v� a fonte?
- -
A ve...
Madona.
Madona.
Mas...
Filippo!
Descida de Rocca � esquerda que resiste � carga.
Mude rapidamente com Antognoni avan�ando na faixa lateral.
Mas ele escorrega para a beira da �rea e perde a bola.
Mas o que ele fez?
- Filippo. - Quem �?
Levante-se!
Levante-se.
Sim.
Estou indo, Signora Contessa.
Filippo.
O que voc� viu?
Foi voc� quem me disse "curve-se''..
- e eu curvei. - Quero saber o que voc� viu.
N�o me fa�a lembrar. Madona.
Fotografou minha calcinha.
N�o diga calcinha, � uma palavra que me deixa louco.
E de rendas, rendas.
- Pequenas flores. - Porco sujo.
E viu minha calcinha.
As pequenas flores, as pequenas flores.
Goollllllll!
A mesa est� pronta.
Quando o Sr. Luciano chegar, v� embora com o carro...
e v� comer em algum restaurante.
Muito bom.
Filippo.
Sim Madame?
- Eu sei o que voc� gostaria de fazer. - Eu nunca ousaria.
N�o seja hip�crita.
Voc� acha que eu n�o o conhe�o?
Eu juro que...
E n�o jure falso.
Eu n�o sei o que fazer com voc�.
�s vezes, isso me for�a a ser dura, implac�vel.
E ent�o eu sou a primeira a me arrepender.
Voc� � t�o eficiente. T�o impec�vel.
Quando o contratei, fiquei encantada.
Eu tamb�m, senhora.
Talvez antes, com aquele tapa, eu exagerei.
Mas fiz isso para evitar voc� perder o emprego.
E talvez denunci�-lo por atos impr�prios.
Tenho fam�lia, tenho fam�lia.
Eu tamb�m tenho direito a alguma paz e sossego, certo?
Eu sei, mas � o meu sangue quente...
de origem sulista.
Mas voc� � de Mil�o.
De origem, mas de sangue sinto-me um cartagin�s.
Eu posso ver isto! Voc� � t�o selvagem.
Incivilizado, de sangue quente...
e t�o ing�nuo.
E estar em contato com uma senhora refinada como eu...
Muito refinada.
- Perfumada. - Muito perfumada.
- Jovem. - Muito Jovem.
- Digamos provocante. - Sim, provocante.
E pare de me olhar assim, voc� me faz sentir...
nua.
N�o diga nua, isso me deixa louco.
Pare, lembre-se do seu lugar.
Qual � o meu lugar?
V� para o carro e controle-se!
H� sempre algo a fazer nessas situa��es.
- Traga-me o colch�o infl�vel. - O que?
- O infl�vel. - O que?
Eu quero tomar sol.
- Vai. - Estou indo.
Outras sa�das...
O que est� fazendo?
Bombeando.
Bombeando?
Bombeando, ele estava murchando.
Ah!
Vou coloc�-la de volta.
- Desta vez vou te despedir. - N�o.
- Voc� � um sem vergonha. - A carne � fraca.
- Tire as m�os de mim. - Que m�os?
- Voc� me tocou! - Quem tocou em voc�?
N�o ouse me tocar!
Desta vez vou mand�-lo para a cadeia!
Eu n�o toco.
- Vou faz�-lo pagar por tudo! - Senhora Condessa.
Voc� me bate, me chicoteia.
Fa�a o que quiser comigo, mas me perdoe.
Voc� me perdoa.
Ok, eu quero ser m�.
- Mas lembre-se, esta � a �ltima vez. - Sim.
Lembre-se que entre o seu status social e o meu...
h� um abismo, como dizer...?
- Intranspon�vel. - Intranspon�vel...?
- E agora pega tudo e vamos embora. - Imediatamente.
Por que voc� arruinou meu dia.
Voc� e o Sr. Luciano que n�o veio.
Mas o que eu tenho a ver com voc� e o Sr. Luciano?
Foi o Sr. Luciano que foi um idiota em n�o vir.
Eu sei que n�o posso dizer isso porque voc� � uma dama.
Com certeza.
E tamb�m � uma condessa. Mas eu posso dizer.
Voc� sabe o que eu penso?
Que esse Sr. Luciano � um babaca!
E, respeitosamente falando, ele tamb�m � um idiota.
Olha, voc� n�o pode falar essas coisas do Luciano.
N�o posso?
Luciano, voc� � um babaca e idiota!
Voc� � um idiota!
Tratar uma senhora que tamb�m � condessa dessa maneira.
Eu vou te matar. Vou te chutar nas bolas.
N�o importa.
Eu vou te mostrar quem � Filippo, o milan�s.
Mas qual milan�s? Solte a bomba.
- Estou mantenho a bomba. - N�o, tira.
- Vou manter a bomba ligada. - Mas o que quer fazer?
- Ajuda! - Estou ajudando.
- Ajuda! - Madonna, n�o grite, eu entendo.
- Conseguiu o qu�? - Te ajudar.
Filippo.
- A bomba. - Que bomba?
- A bomba! - Ah, a bomba.
- Maldita bomba. - Porco.
Sim, eu admito.
Quero ver at� onde voc� quer ir.
- Vou te mostrar. - Voc� � um porco.
- Sim. - Ai, minha perna.
- Deixe-me virar, pelo menos. - Sim, eu deixo.
Filippo, voc� est� demitido.
N�o me importo!
- Se o senhor Luciano chegar? - Eu vou fod�-lo tamb�m.
- Voc� � um s�dico. - Sim.
- Um bruto. - Um bruto.
- Um vulgar. - Vulgar.
- Vamos ficar confort�veis. - Sim, vamos ficar � vontade.
- Olha, n�o seja t�o violento. - Madona.
Pelo menos me diga algo em franc�s.
- Eu ainda sou sua dama. - Em franc�s?
Oui, oui, mon amour, je te '' vurria scuper ''. Vai bem?
Que decep��o.
No entanto, eles me deram outras refer�ncias suas.
Eles tamb�m me deram outras refer�ncias sobre voc�. Que?
Que voc� � uma grande puta.
Sim, eu sou uma puta.
Apenas puta?
Voc�s dos Rolls-Royces, s�o �timas vadias.
Por que voc� j� fez em outros carros?
Em um Jaguar, Bentley.
Lamborghini?
- Lamborghini quatro. - Citro�n?
Maserati.
- Cup�. - Cup� n�o, porque � desconfort�vel.
Sim claro.
- Chevrolet, convers�vel. - Sim.
Aqueles com tra��o dianteira.
- Inje��o. - Traseira.
- Traseira. - Sim, tra��o dianteira, tra��o traseira, inje��o.
- Bentley. - Bentley tamb�m.
- Citro�n. - Citroen j� disse, quatro.
- Lamborghini. - Lamborghini tamb�m.
Cadillac.
- Um Fili'. - Ent�o, o que �?
- Sim. - Esmera'.
Eu queria que voc� listasse todos os carros do mercado...
- Eh... - N�o, n�o, n�o.
Que dia.
Aqui est�.
Duzentos, duzentos e dez, duzentos e vinte, ..
.. duzentos e vinte e um, vinte e dois, vinte e tr�s, vinte e quatro.
- H� quinhentos aqui. - Deixe-me ver.
Ele pega as fichas, certo? De qualquer forma, � sempre dinheiro.
Duzentos e vinte e cinco.
S�o duzentos e vinte e sete e oitocentos.
- Nem mesmo um desconto? - Sim.
Nem mesmo uma lira.
N�o? Se ultrapassou a quilometragem, n�o � minha culpa.
N�o � culpa dele.
- Ok, s�o apenas 2.800 liras. - Precisamente.
Eu tinha avisado sua esposa. Ent�o eu perdi.
Por sua causa, o carro n�o se casou comigo.
Meio milh�o de coisas em tr�s horas.
- Ele perdeu um casamento para n�s. - Eu entendo.
Aqui est�o as 3.000 liras.
Com o resto voc� leva o sorvete.
- - Ela vai comprar sorvete, senhora.
Olha, n�o me canse, estou um pouco nervosa hoje.
- Esmeralda, calma. - Por 2.800 liras, certo?
Aqui, se h� dois que me esgotaram, s�o voc�s.
Filippo, leve-me embora,
antes que eu jogue minha bolsa na cabe�a dele.
- Voc� ainda n�o a conhece. - Aqui vamos n�s.
N�o me amole.
Caso contr�rio, compro um sorvete e espalho no seu focinho.
"galinha" de seu marido.
O que vai fazer?
Vamos?
Quem voc� est� chamando de galinha?
Ele que disse.
Voc�. Por que?
- Ah, ele me disse. - Sim.
N�o, eu digo. S� para esclarecer as coisas.
Vamos embora.
N�o vale a pena sujar as m�os.
�...
R�pido. Andando. Vamos.
E gra�as a Deus minha senhora estava aqui,
sen�o as coisas teriam terminado mal.
Estava fazendo um desconto.
- N�o para por a�. - Ciao, lindo.
- N�o acaba aqui. -
- - E n�o acaba aqui.
N�o acaba aqui, n�o acaba.
Eh, n�o, Filippo, tem que parar por aqui.
Uma solu��o deve ser encontrada.
Esmeralda, estou nervoso e agora voc� come�a a reclamar?
O gemido um corno, um corno.
Voc� me fez sentir uma odalisca com o rubi na testa.
E o que voc� fez? Em vez de ser o sult�o, foi um "nucu".
Quis dizer eunuco.
- Certo, perto de voc�. - Ignorante.
Voc� me fez ir para a faculdade com a mini-saia...
- e voc� falhou. - �.
Eu era a condessa no Rolls-Royce, e nada.
Olha voc� aqui.
Eu preciso fazer a coisa da prostituta e ent�o teremos tentado de tudo.
N�o, deve ter sido a morte do pobre Luigino.
isso ter� criado um trauma em mim.
Essa hist�ria do gato j� dura seis meses.
O m�dico me disse: ''Voc� tenta com fantasias''.
E n�s tentamos isso.
Eu tenho uma fantasia: uma boa noite!
Porque vamos comer a fantasia.
- N�o h� mais uma lira aqui. - Madona.
O pr�ximo jantar ser� o do quartel.
Madona, Madona. N�o. Voc� sabe o que �?
- Sim. - Eu entendi o que �.
� voc� que n�o paga, querida. Voc� n�o est� agindo bem.
- Eu? - Sim.
- Mas pegue isso. - Voc� aprendeu com as freiras, hein?
Dramaturgia amadora. Ent�o voc� n�o sabe como ir at� o fim.
- Mas como n�o ir at� o fim? - Mas v�.
- Toda vez que eu te dou o m�logo, o ep�logo. - O mologista?
- Cinco fotos, vinte e quatro atos. - Madona.
� voc� n�o fica duro.
- Voc� � uma lesma. - Sim.
E sabe o que eu penso?
Acho que voc� � gay.
Voc� n�o � vadia, voc� n�o � vadia o suficiente.
Ciccetta, eu te ensinei t�o bem.
- Voc� me d� agora, voc� me d�. - Acho que vou chorar.
- O que voc� disse que eu sou? - Voc� � gay.
Como gay?
Sim. O que voc� diz de sua parte?
Como eles dizem? "Culattone".
Isso.
- Devorador de preservativos? - Sim, devorador de preservativos.
Tome!
Esmeralda.
O que?
� isso...
- O que � isso? - L� � l�.
Filippo...
- "Culattone" est� du... - Oh, sim?
- Esmeralda. - Sim?
- Esmeralda. - Aqui na frente de todos, no meio da rua?
O m�dico disse que n�o devemos perder a oportunidade.
Filippo, vamos deitar os bancos, n�?
- Vamos deit�-lo. - Vamos.
N�o h� como par�-los.
Levo-os � garagem ou ao "Buoncostume"?
'' Obrigado pelo convite para hospedar em sua villa...
minha exposi��o de esculturas.
Enviarei os trabalhos imediatamente e estarei com voc� na quarta-feira... ''
Mas...
Droga!
Meu Deus, isso n�o � mais vida, � um pesadelo!
N�o aguento mais, � enlouquecedor!
- Voc� vai se acostumar, acredite. - Nunca.
Se agora n�o estou mais livre nem para passear..
sem grudar nas costelas...
e sentir seus olhos em mim.
Eu fico louca.
Aprendi com a experi�ncia, a ver em...
ambas as dire��es ao mesmo tempo.
Mas por que n�o olha para onde vai?
Voc� deve me avisar quando parar,
caso contr�rio, fatalmente colidiremos.
que pode me ver...
mesmo quando est� de costas?
Senhorita, sou o melhor guarda-costas de Chicago.
Doze anos de treinamento,
quarenta sequestros impedidos.
Comigo pode ficar tranquila.
No m�s passado eles quase conseguiram sequestr�-la,
sua prote��o era inadequada.
Um verdadeiro guarda-costas deve estar sempre atento.
Olhe para mim. Quando durmo, durmo e n�o durmo.
Quando eu como, eu como e n�o como.
- Quando eu rio, eu rio e n�o rio. - Ah!
Quando parece que estou olhando para frente, estou olhando para tr�s.
- Meu Deus. - Fume um cigarro, e se acalme.
- N�o! - Fumar incomoda voc�?
Como eu disse...
meu campo de vis�o � muito amplo.
Eu sou um guarda-costas de 360 graus.
V� embora.
Alex.
Humm?
� poss�vel que voc� s� coma cenouras?
Vitamina E: fortalece a vis�o e desenvolve os globos oculares.
Obrigada.
- E que �? - Ssh.
- �. - Ssh.
- O que voc� ouviu? - Ssh.
- O que voc� ouviu? - Ssh.
- - Ssh.
O que est� fazendo? Ficou louco?
Me chamou?
Que bagun�a.
menos saber o que era?
Alarme falso.
E est� me dizendo agora?
Voc� quase destruiu minha casa.
Bravo, parab�ns.
Quem �? N�o pode entrar, estou no banho.
Ficou louco?
N�o podia esperar que eu sa�sse do banho?
Eu tenho que fazer minha patrulha noturna.
Mas que patrulha, patrulha? V� embora.
N�o se preocupe. Levar� s� um minuto.
Sistema japon�s.
- Japon�s? - � claro.
- Mas o que o sistema tem a ver com isso... - Ssh.
Japon�s?
- Que diabos... - Ah, aqui.
Por que est� tirando a foto?
- Porque � uma farsa. - O que est� fazendo? Est� louco!
Por que a�?
Pode ter um tubar�o ou um an�o subaqu�tico.
Nunca negligencie nada.
Um tubar�o? Um an�o mergulhador?
- No meu banheiro? - Uma cadeira.
- Ei. - Uma cesta.
O que voc� quer a�? Uma bomba?
Oh, meu Deus. � o fim do mundo.
Eu disse para ir embora.
O que ainda est� procurando?
Esse � o meu perfume, sabe?
paz pelo menos no banheiro, certo?
Oh, meu Deus.
- At� quando devo aturar essa loucura? - Ssh.
Mas... qual � o problema?
N�o, n�o, n�o.
guarda-costas, sabe? N�o.
Tire as m�os da�, seu porco feio!
Olha aqui.
Mas o que pensou?
N�o � um trabalho f�cil. N�o torne isso mais pesado para mim.
Ent�o n�o abuse de seus deveres.
Abusar? O sabonete pode ser venenoso.
Ah, o sabonete!
- N�o � venenoso. - Voc� n�o tem o direito de... me ver nua!
Claro? Mesmo que eu olhe, asseguro-lhe que n�o a vejo.
Depois de um longo est�gio se uma mulher est� nua ou vestida,
- n�o faz diferen�a para mim. - Ah, sim, hein?
- Quer saber? � s� um objeto para mim. - Objeto?
- E eu devo ser para voc� tamb�m, ok? - Ah, sim, hein?
Sim, nem sou um objeto. Eu sou um animal. Um cachorro.
- Um cachorro? - Um c�o de guarda.
- Ah. - Olha...
Se o cachorro entrasse aqui e a visse nua no banheiro,
voc� se importaria?
Se fosse um cachorro, certamente n�o.
Mas voc� � Alex.
Ent�o me chame de Fido.
Ah. Bem, Fido.
- V� embora! - Puxa!
Vamos, como um bom rapaz, Fido! Fique longe!
Est� bem, est� bem.
Vou para a cama, mas sem focinheira.
Saia!
Poderia latir, n�o morder.
N�o entendo. Eles me recomendaram muito.
Eu sei, papai. Mas acredite, isso se tornou um pesadelo.
Est� tornando minha vida imposs�vel.
Marina, tenha um pouco de paci�ncia.
J� perdi a paci�ncia, j� tive demais.
Eu o encontro em todos os lugares, at� no banheiro.
Neste momento eu n�o o vejo,
mas ele � capaz de se esconder no telefone.
Por favor, tire-o do meu caminho.
Eu tenho que ficar em Nova York por mais alguns dias.
Aguente isso, afinal ele s� tem que ficar de olho em voc�.
Mas com aqueles olhos, se ficar de olho em mim,
� como se estivesse me segurando em seus bra�os. Papai, por favor.
Encontre-me outro.
S�o apenas alguns dias.
E se voc� tem que ter algu�m, � melhor ter um bom.
Parece que foi o guarda-costas do Kissinger...
at� dois meses atr�s.
- Talvez ele o leve de volta. - N�o, os �rabes n�o o queriam mais.
Eles perceberam que de Tel Aviv ele podia ver...
o que estava acontecendo al�m do Canal de Suez.
Est� bem, est� bem.
S� n�o te garanto nada.
Eu n�o posso te prometer nada. Vou tentar. Ok?
Bravo, bravo. At� breve, querida.
At� breve, papai.
- Perd�o. - O que est� fazendo?
O que � todo esse controle?
Ok.
Senhorita.
- Um momento. - De novo?
Vai.
- La femme sur l'herbe. - La femme sur l'herbe.
Fran�ois, voc� � mesmo de Paris ou das prov�ncias?
N�o, sou de Palermo.
E o t�tulo desse trabalho sob o celofane?
Coito, mas ainda n�o acabou.
Eu a interrompi enquanto aguardava a inspira��o final.
Na verdade, � "coito intreruptus".
- Ele � fant�stico! - Ele ou as esculturas?
Ele, est�pida.
Voc� sabe que eu me importo com essas coisas? Vem.
Mas v�-la t�o calma e introspectivo,
n�o sugeriria tanta for�a criativa, tanto...
Fran�ois � um artista puro e verdadeiro.
Ele n�o se deixou influenciar pela sociedade de consumo, n�o �?
� verdade, mestre, que usa t�cnicas muito pessoais...
para chegar a certos resultados?
Sim, uma antiga massa asteca...
com adi��o de cimento de presa r�pida.
Deste lado, esse trabalho inacabado,
a massa j� est� pronta para preencher o molde.
- Oi, Marina. - Ol�.
Tudo bem que seu pai tenha medo de que a sequestrem,
mas coloque ele na porta...
apalpando todo mundo, parece demais.
Nem mesmo no aeroporto de Tel Aviv eles fariam assim.
� verdade? Oh, com licen�a.
Senhorita.
Mais devagar. Achou algo errado?
Olhe para essas coisas.
Parecia que ela estava armada.
Afaste-se, por favor. Um momento, entrada suspensa.
- O que est� fazendo? - Inspe��o corporal.
S�o todos meus amigos.
Desculpe, mas n�o faz diferen�a.
- Marina. - N�o, a lei � para todos.
- Eu te pro�bo. - Eu fa�o meu trabalho.
N�o aceito imposi��es. Eu sinto muito.
Foi ideia do meu pai. Agora deixa-os entrar.
N�o, ningu�m entra aqui sem ser revistado.
Chega! Agora vou mat�-lo!
- Onde est� indo? - Vou servir os past�is.
Eu estava indo...
Decida-se. Ou vai para c� ou vai para l�.
Alex! Eu sabia!
Com licen�a, Fran�ois.
Alex, tente entender. Seja am�vel.
S� por esta noite voc� tem que me fazer um favor.
- Gostaria de ficar sozinha com ele. - Hummm.
- Voc� entende, certo? - Mm.
Por favor, preciso ficar sozinha. Eu te imploro.
A partir de amanh� farei o que voc� quiser.
- Ok. - Obrigada.
Respeitarei sua privacidade sob as circunst�ncias.
- Vou usar o m�todo indiano. - Qual �?
Ele n�o vai me ver por 12 horas.
Ser�o suficientes.
Parece que nos livramos dele.
N�o sei, sinto que estou sendo espionada.
Vamos, querida.
Sim, mas n�o me sinto confort�vel.
Quem sabe onde ele est�.
- Ei! O que aconteceu? - Nada.
Dei-lhe um sedativo.
Agora ele nos deixa sozinhos de verdade por um tempo.
- Meu Deus. - Mas n�o se preocupe.
Eu estava indo ao seu quarto e o encontrei espionando voc�.
- Voc� n�o bateu nele com muita for�a? - N�o, acho que n�o.
N�o est� respirando, ele est� morto.
Est� morto!
E continua olhando para mim.
Feche os olhos dele.
N�o posso.
Oh Deus, continua olhando para mim.
Ele nos espiona mesmo depois de morto.
Voc� o matou.
E vou acabar na pris�o como c�mplice.
Mas eu n�o queria mat�-lo.
Sim, mas vamos para a cadeia de qualquer maneira, entende?
- - E como?
M�todo siciliano.
segura de faz�-lo desaparecer.
Como veio, ele foi.
Informe o desaparecimento dele amanh� e ponto final.
Al�.
Tudo bem, voc� pode vir.
Ok.
- Tudo resolvido. -
Foram as circunst�ncias, minha querida.
E o que digo ao meu pai?
N�o se preocupe, Marina. Fique calma.
Tudo ficar� bem. Entendeu?
- Sim, sim. - Bom.
Oh, meu Deus.
Mas e a est�tua? O que fazemos com ela?
Eu vou me livrar dela.
Vou do�-la a algum museu na Fran�a, ou na Am�rica.
Ainda n�o sei, mas vamos encontrar uma solu��o. Fique calma.
Est� bem.
Pobre Alex.
- Eu n�o paro de pensar nele. - Ah, para o inferno com Alex.
Agora estou aqui com voc�.
Olha...
- Beba isso, querida, vai se sentir melhor. - O que � isso?
Servir� para se relaxar. Voc� est� muito nervosa.
Quem � voc�? Um fantasma?
Fantasma, foda-se!
Amuninne, picciotti! Amuninne!
Mas o que houve?
- Mas este � Fran�ois. - Decolar!
GUARDA-COSTAS EVITA SEQUESTRO
- Desculpe incomod�-la! - Por favor!
- Seu marido est� em casa? - N�o! Por que?
- � italiana? - Sim, por que?
Ah, eu tamb�m sou italiano. Sou de Mezzano.
Venho com muita frequ�ncia... Por aqui?
da Su��a para neg�cios.
- Incomodo? - ''Incomodo''?
Ok, eu traduzo. Estou te incomodando?
Olha. Por que n�o me diz o que voc� quer?
- �. - Mas se apresse, por favor.
Se me deixar entrar por um segundo, explicarei.
Ali�s, coisas de 5 minutos.
Ok, me diga.
J� faz muito tempo que estou nessa estrada...
no ver�o, outono, inverno, at� na primavera.
Toda vez que eu olho para cima eu a vejo na janela.
Desta vez at� ficou na varanda, entre as flores.
mesmo: 'Olha, que lindo'.
Que seria eu, ali�s.
''Voc� s� vive uma vez''.
Ent�o?
O que voc� acha que tem aqui?
N�o sei.
Tente adivinhar.
Mas, n�o sei. Ser� algum tipo de oferta.
Sabonete, pasta de dentes, detergente.
Acha que sou um vendedor?
Acha que eu incomodaria...
uma senhora como voc�?
est� querendo.
Isso sempre acontece.
Por favor, se ajude.
Como disse?
Pegue um envelope e abra-o!
Dinheiro? O que � isso, uma loteria?
Pega outro.
N�o entendo.
Ah, tem muita sorte.
- O que isto significa? - Quantos voc� acha que existem?
Quer dizer, dentro de cada envelope.
- N�o sei. - Um milh�o.
Vinte envelopes, vinte milh�es.
lira italiana. Melhor que nada.
Vinte milh�es.
Se voc� quiser, � seu.
N�o seja rid�culo.
N�o me diga que foi na casa de um estranho...
s� para lhe dar vinte milh�es?
Vamos parar de brincar.
Dar? Eu nunca usei essa palavra.
- Acha que sou uma funda��o de caridade? - Isso � o que pensei.
Ei, querida senhora.
Mas quem est� dando alguma coisa hoje em dia? Pareceu.
Ent�o, para concluir.
Um italiano desconhecido morando em um pa�s estrangeiro...
bate em sua porta.
Ele conhece uma mulher distinta e elegante.
Algu�m como voc�?
Se me permite dizer?
Este cavalheiro n�o � um desperd�cio de tempo.
Ele tem vinte milh�es...
e um acordo para propor a voc�.
Chega de serm�o...
Eu te dou os vinte milh�es e voc�...
E eu?
Me d� uma hora de amor.
Voc� n�o acha que � uma proposta honesta?
Como voc� ousa? O que acha que eu sou?
Uma rainha. Por favor, considere minha oferta.
Voc� deve estar louco.
Sou louco. Sim.
E ent�o, vinte milh�es.
At� uma mulher rica tem certos desejos...
que o marido n�o pode satisfazer.
Uma joia, um vestido bonito.
Pegue suas coisas e saia.
- Caso contr�rio, vou chamar algu�m. - Est� bem.
Vejo que se recusa. Esque�a.
Para caridade.
Senhora...
nem me passou pela cabe�a...
for��-la a fazer algo que n�o queira fazer.
Voc� n�o vai por favor... reconsiderar?
Deixe-me, n�o h� nada em que pensar.
Mas como pode recusar vinte milh�es?
� uma monstruosidade.
Um dia voc� pode se arrepender.
Por algo que n�o deixa marcas.
E talvez, tamb�m possa ser "divertido".
Gra�as a Deus meu marido n�o est� aqui,
ele o teria feito pagar.
Mas estou aqui para pagar. Vinte milh�es.
Amanh� eu parto para a Austr�lia e voc� n�o me ver� mais.
Belo canalha,
tentou tirar vantagem de uma esposa fiel.
Olha, eu sou uma mulher s�ria.
E quem eu sou, um palha�o?
Vinte milh�es por uma hora de amor.
Permite?
S�o tr�s horas, tudo terminaria �s quatro. Veja?
Fora!
Meu Deus!
Isso me assustou.
Que toque.
S�o quatro horas, o tempo acabou.
Claro que estes rel�gios su��os nunca est�o errados.
Um acordo � um acordo. Vinte milh�es por uma hora de amor.
Agora que eu estava no mais legal?
H� perigo de seu marido voltar?
Ali�s, Ignatius est� em Nova York.
Ent�o podemos ter cinco minutos de prorroga��o.
Por les�o do goleiro.
O que s�o 5 minutos comparados com a eternidade?
Quer ver uma hora extra completa nisso?
N�o, hein? Solte-me.
Eu quero fazer mais pontos...
Voc� acha que esta cama � um campo de futebol?
N�o, � uma �rea de p�nalti.
- Eu me sinto como Beppe Savoldi. - Quem �?
Uma dica excepcional.
Ali�s, um genial centroavante.
- Isso � um jogo sujo. - N�o, absolutamente correto.
Vinte milh�es bem gastos.
Amanh� parto para a Austr�lia e quem viu, viu.
Quero gastar de cinco a cinco liras.
Como voc� � suave.
O casaco de pele deve estar pronto esta noite.
Meu marido volta de Nova York amanh�, e quero surpreend�-lo.
N�o, vou pagar. Sou boa em administrar minhas economias. De acordo?
Com licen�a! Algu�m est� na porta. Adeus!
- Temos que repetir tudo, madame. -
Tudo, tudo, tudo.
Eu n�o dormi esta noite. Nem uma piscadela.
- Foi o fim do mundo. - N�o foram suficientes,..
o tempo extra? N�o.
- N�o me toque. - Quero revanche.
Adiei minha partida para a Austr�lia,
tenho mais vinte milh�es, o que eu fa�o,
deixo-os no banco?
N�o, � melhor que permane�am entre compatriotas. Estou certo?
Por que n�o fazemos uma revanche? Uma revanche.
Foi maravilhoso, ali�s. Voc� n�o gostaria...? Saia.
N�o sou uma prostituta. V� embora. Ontem foi ontem.
Me embebedou, e me enganou.
- Tamb�m n�o sei como aconteceu. - Ok,
mas que voc� concordou. D� uma olhada.
H� outros vinte milh�es aqui. Olha.
Legal.
Olha, tudo para voc�. Tudo.
- � dinheiro real. - Pare.
Eu te dou, e o que voc� me d�?
- O que tem na cabe�a? - Dou-lhe todo dinheiro.
O que tenho na minha cabe�a? Nada.
Mais uma vez, uma vez menos. O que seja?
V� embora.
Como diziam os antigos? ''Coito ergo sum''.
E amanh� eu parto para a Austr�lia...
e n�o vai me ver mais.
O �ltimo adeus a um emigrante n�o pode ser negado.
- Somos compatriotas. - Chama isso de sauda��o?
Uma sauda��o calorosa.
Mais caro que isso. Vinte milh�es!
Para onde vai? Recupere seu dinheiro.
N�o, eu j� retirei os milh�es e voc� os tem.
Vou embora amanh�, os bancos est�o fechados.
N�o me d� mais problemas, senhora.
Ele deve ser louco.
Ele � louco.
Mas para onde vai indo? Onde ele foi?
No quarto.
E com a fronha na cabe�a!
Sim, sei disso.
Fa�a o favor de se vestir imediatamente.
A empregada logo chega. Entendeu?
Vai dar tempo, damos uma rapidinha.
Ai.
- N�o, fique quieto. - � s� uma.
Querido, querido, como voc� � querido.
- Droga... - Mas que querido e querido.
Voc� vai entender, dois golpes e quarenta milh�es. Mais caro que isso.
- Eu n�o vejo nada. - Vamos brincar de esconde-esconde!
Voc� n�o me v�, eu n�o vejo voc�.
Quem sou eu? O homem sem rosto.
Eu n�o vejo nada.
O importante � sentir.
- Voc� sempre me engana! - Precisamente.
Eu n�o esperava v�-la aqui,
foi muito gentil em aceitar meu convite.
Eu tinha que vir de qualquer maneira. Estou esperando por algu�m.
� apenas um encontro casual entre amigos, n�o �?
Como eles dizem.
em um aeroporto, tem gente que vai, gente que vem.
Ele chega em uma hora.
Meu avi�o sai em noventa minutos.
Que estranha coincid�ncia, n�o acha? Os casos da vida.
Sim, quase poderia parecer o final rom�ntico...
de uma hist�ria rom�ntica.
Uma despedida como em Casablanca.
Ingrid Bergman e Humbrey Bogart.
Voc� me permite ser Bogart?
Duas pessoas, dois destinos e um avi�o que parte..
para Austr�lia. Ali, entre os cangurus.
Voc� n�o sente falta de ir ao banheiro?
- N�o, por que? - Se eu fosse voc�, iria.
- N�o seja rid�culo. - Se voc� for ao banheiro feminino,
segundo � direita, acima do tanque de �gua h� ...
um presentinho para voc�.
- No banheiro? - S�o os �ltimos vinte.
- Os �ltimos vinte o qu�? - Milh�es.
Estou indo para a Austr�lia.
O que eu faria com isso?
Colocar nas bolsas dos cangurus?
Suponha que seja um presente de despedida.
Um presente no banheiro?
Eu disse que voc� � louco.
� uma bolsa pequena. Quem a levaria?
Ningu�m rouba nada na Su��a.
Eles n�o v�o roubar, mas se acharem levam para a pol�cia.
De qualquer forma, � seu dinheiro, e eu n�o aceito.
Vou deix�-lo l�, fa�a como quiser.
- Adeus. - Adeus.
me agradecer?
Ssh! Cale-se.
As pessoas est�o chegando.
- Bom dia. - Bom dia.
- O que est� fazendo? - � a perna louca.
Acontece quando estou nervoso.
Essa � a sua bolsa, eu vou embora.
- Me deixe em paz. - Como voc� � boa.
- Deixe-me, deixe-me. - Ssh, n�o fale.
O que temos a dizer um ao outro, n�s escrevemos.
N�o faltam canetas para mim.
Tamb�m tenho um marcador.
Pare com isso.
Deixe-me, vou gritar para algu�m.
- Me deixa. - Quieta, eles podem nos ouvir.
FIZEMOS DUAS VEZES, POR QUE N�O 3 VEZES?
O que voc� responde?
Deixe-me escrever pelo menos. PORCO
D�-me a caneta.
Olha.
EU SEREI R�PIDO
Mas...
Espere.
Assim.
Escreva, escreva.
Como voc� � linda.
Voc� est� doente?
N�o. N�o � nada s�rio, apenas um pouco de enjoo.
Ai.
Droga.
Essas luvas.
N�o, o brinco n�o �.
Vou enviar para voc� mais tarde.
N�o pode fazer ''isso'' em sil�ncio?
Aten��o, por favor.
O voo n�mero 719 da Suisse Air est� a caminho.
vindo de Nova York, port�o n�mero 5.
In�cio.
Ah, coquina. Ol�.
- Est� tudo bem? - Sim.
- Achei que voc� n�o estava l�. - Como foi a viagem?
Muito bem.
Mesmo que eu esteja cansado de entrar e sair desses carrinhos.
- Felizmente as anfitri�s foram simp�ticas. - Ah, isso mesmo, hein?
Pelo menos isso.
Oh, querido Salvatore, que surpresa.
Comandante mais ilustre.
viagem por um motivo pessoal.
Raz�o pessoal. Olha, nenhum problema com minhas letras?
- Modestamente, um veludo. - Bom menino.
Para mim, cruzar a fronteira com milh�es � brincadeira de crian�a.
Dei os sessenta milh�es � sua senhora.
Nas m�os dele mesmo.
meu escrit�rio em Mil�o e eu vou fazer ..
o cheque.
N�o se preocupe, n�o h� pressa.
Enquanto isso, eu tiro o problema.
Voc� est� saindo imediatamente?
N�o, tenho outra comiss�o para outro Comandante fazer.
Ah.
para mim novamente no pr�ximo m�s.
Sempre um prazer, acredite.
Tchau querida.
Senhora.
.. obedecer.
Na perna.
� uma maravilha, sabe?
Como ele exporta dinheiro, ningu�m exporta.
Sente-se, aprendi'.
O que procuro � tranquilidade.
Aqui voc� est� muito quieto.
N�o vai ficar um pouco molhado aqui?
�mido? N�o, tudo � perfeito.
O piso j� � alto, sem elevador..
..fazer todas essas escadas. - Voc� est� me dizendo?
E ent�o eu sofro de vertigem.
Mas voc� tem que me dar uma resposta quando sair.
O propriet�rio tem um monte de pedidos.
Sim, tudo depende de como posso organizar um determinado arm�rio.
- Ah. - Sou uma pessoa muito precisa.
Eu vejo.
Ent�o quero o apartamento limpo.
Os pintores esperam o locat�rio escolher a cor..
..e est� tudo bem.
- - Eu sou um contabilista.
Contador, estou para baixo.
- Estou nisso, tire as medidas e... - N�o se apresse.
Para caridade.
O que ela est� fazendo, ela � louca?
Deixe-me em paz, v� embora. V� embora.
O Um Treze, sim.
O Um Treze.
Preparar? Est� quebrado.
O que eu fa�o agora?
Era para acontecer comigo? Isso � derrubado.
Ent�o?
O que ent�o?
Voc� n�o viu que h� um pequeno carro embaixo?
Ser� segurado. N�o � da minha conta.
Mas o carro � meu. Assinei trinta contas.
n�o inclui certos riscos.
Eu estava aqui antes de voc�.
O que isso tem a ver, desculpe?
- Ent�o v� mov�-la. Mas apresse-se. -
pressa, vamos fazer uma coisa.
Mova-se, venha um pouco mais longe aqui.
By the way, ele cai em um lugar melhor.
Muito mais dif�cil.
Assim, pelo menos salvamos o novo Centoventisei.
Voc� me deixa.
Covarde. - Acalme-se, senhorita.
- Como voc� ousa? - Uma garota bonita como ela ..
.. n�o deve morrer. - N�o d� nem pra ser mais..
.. matar. - Ai.
- Covarde. - Relaxe, senhorita.
- Feio... - Aqui, est� vendo? Olhar.
Ela tem uma linha de vida muito longa.
Estava destinado que ela n�o se matasse.
- Ele diz? - � claro.
Permite?
Contador Serpetti Adriano.
- Marcella Fosne, tocadora de harpa. - Ah, por Deus.
Olhar.
Com uma alma t�o delicada por que ele queria se matar?
T�o linda, t�o jovem, tocadora de harpa.
Bem, estava ficando uma tarde um pouco chata.
- Tedioso? - Voc� n�o est� entediado?
Agora, perto dela, como eu poderia?
- N�o. - N�o, hein?
- Isso tudo � inconsistente. - Sim, mas eu entendi imediatamente.
Desde o primeiro momento que eu vi.
Coisa?
Eu entendo que seremos muito felizes juntos.
- Sou seu primeiro suic�dio? - Sim.
Voc� � meu primeiro suic�dio.
N�o.
- N�o, aqui no ch�o eu n�o quero. - Voc� n�o quer?
Para onde vamos ent�o?
Na minha casa. � mais confort�vel.
Na sua casa? Sim.
Mas... as chaves?
- Eu toco a campainha. - Ent�o h� algu�m.
Talvez seja melhor do que...
Mas... Ele abriu?
Sim, ele � muito bom.
Voc� vem.
Tenha cuidado, porque ele tem muito ci�mes de mim.
Vou para o quarto.
Quando ele estiver distra�do, venha.
Mas ele n�o precisa notar nada.
Mas... Marcela.
Meu Deus, o passarinho.
Bom menino.
Ajuda ajuda.
Boa tarde.
Seus programas come�am hoje com o show.
Bernardo, o c�o de guarda.
Da s�rie "Amigos da humanidade''.
Onde est� Otelo?
Quem � Otelo?
- Meu cachorro. -
Ele n�o me viu entrar aqui.
- Voc� me ama? - Sim, eu te amo.
- Voc� quer que eu seja sua? - Sim, eu quero que seja minha.
- Para todo sempre? - Para todo sempre.
- Estaremos sempre juntos? - N�s estaremos sempre juntos.
- Para a vida toda? - Para a vida toda.
- Mesmo no c�u? - Mesmo no c�u.
- Para toda a eternidade? - Mesmo al�m da eternidade.
Divina.
Cuidado com o cachorro.
Esconda-se no arm�rio.
Meu Deus.
Agora voc� pode sair.
N�o seria melhor trancar a porta?
N�o, sen�o ele fica bravo e a arromba.
- Vem comigo. - Ficaria melhor com focinheira!
Nunca consegui colocar nele.
N�o, hein?
- Claro que n�o � f�cil. - O que?
Como o qu�?
- Pensa em voc� ou no cachorro. - N�o pense no cachorro.
Ele foi vacinado contra a raiva?
- Sim, - Sim?
E a antimurrica e a antivaidosa.
- Espero que n�o tenham se expirado. - N�o.
Ah, as c�cegas.
- Tire suas roupas. - Sim.
Tire suas roupas. Depressa, tire isto.
R�pido!
N�o v� que � o m�dico? Ele est� me visitando.
V� embora.
Est�pido. V� embora.
� o m�dico, voc� n�o pode ver?
- Diga trinta e tr�s. - Saia.
Diga trinta e tr�s.
- - Eu sou o m�dico.
- Diga trinta e tr�s. - Saia!
Diga trinta e tr�s.
Ser� que voc� n�o consegue entender quem � o m�dico?
- Eu sou o m�dico, juro. - � o m�dico.
- Somente o m�dico. - Diga trinta e tr�s.
Voc� sempre estraga tudo.
uma visita.
tornou-se um inferno!
Uma olhada r�pida e ela saber� o que eu fiz...
Tudo resolvido. Agora ele se acalmou.
Por favor, n�o venha. Uma coisa terr�vel aconteceu.
N�o levante as cobertas. Eu te imploro.
- O que aconteceu? - N�o me pergunte.
N�o me pergunte.
V� at� a sala, me deixe em paz. Eu quero ficar sozinho.
Onde � o banheiro?
At� logo.
Por que voc� est� fugindo?
Pela vergonha. Tente entender.
Vou lav�-los e depois mand�-los de volta para voc�.
- Onde est� Otelo? - Ele desceu para fazer xixi.
- N�s estamos sozinhos. - Sim, mas depois ele volta.
Eu te sa�do. Esque�a tudo.
Quer acabar com o nosso amor assim?
Por que n�o deveria acabar?
Depois do que aconteceu, me sinto como um beb� de 8 meses.
N�o seja bobo.
- Quero apresent�-lo ao meu pai. - Em que sentido?
Como em que sentido? Estamos noivos, certo?
N�o.
Tudo o que voc� me disse n�o � verdade?
- Que me ama, que quer se casar comigo... - Mas isso s�o...
palavras que s�o ditas assim, num momento de...
Gra�as a Deus salvei sua vida.
Al�m disso, j� sou casado.
- E tenho dois filhos. - Oh sim?
- Sim. - Por que n�o me contou?
Voc� sabe...
Ent�o...
v� embora.
Saia da minha vida.
N�o gosto mais de voc�.
V� se foder...
V� embora.
Meu Deus.
Eu sou o m�dico.
Eu sou a enfermeira. Estou no hospital.
Socorro.
-
Jesus, Jesus! L� na borda, olhe!
Deixe-me passar.
Oremos, irm�os. Vamos rezar.
Invoquemos a m�o do Senhor para juntos salvarmos esta alma.
Pai Nosso que estais no c�u,...
santificado seja o teu nome, venha o teu reino...
Crian�as, vamos salvar esta alma.
Socorro.
Olhe para o cachorro, coitado, tenta salvar o mestre suicida.
Chega, sen�o eu enlouque�o.
Olha, eu me mato e voc� fica sozinho.
Marcella... n�o, n�o feche a janela.
Otelo, voc� deve ser bom e me obedecer.
Voc� fez o homem da minha vida fugir.
Ele era bonito, alto,
distinto.
Ele poderia ter sido meu pr�ncipe encantado.
Ou talvez n�o.
Se continuar agindo assim, vou te expulsar de casa.
Fechado para sempre. Voc� entendeu?
Eu juro.
Sabe o que vou fazer? Telefonar para o canil.
E eu vou te colocar l�.
Voc� vai ver.
Estou falando s�rio, o que voc� acha?
Me d� o telefone.
Deixe-me telefonar.
Na verdade, agora eu lhe digo. Te odeio.
Eu te odeio, eu te odeio.
Nunca mais haver� nada entre n�s.
Nunca.
Nunca, nunca.
Aten��o.
Meus �culos.
Como eu posso fazer?
Voc� os ouve? S�o os do canil que est�o te procurando.
- -
- - Voc� os ouve?
Eles v�m para te pegar.
Agora eles v�o te levar.
Sim, os do canil v�m te buscar...
porque voc� estava muito mal hoje. Muito mal.
O propriet�rio do carro Fiat 127...
placa de N�poles A00124 ..
por favor, venha retir�-lo.
Sou eu.
Des�a aqui e mova-o!
Ele � um louco suicida. � perigoso se aproximar, ..
- poderia pular. - Fique calmo.
Eu posso convenc�-lo.
Deixe para mim. S� eu posso salv�-lo.
Padre, o que est� fazendo?
Tome cuidado!
Olha, eles est�o subindo com a escada.
Um homem de preto.
Assim voc� aprende.
Filho, o que o levou a fazer isso?
insano que te deixaria...
em pecado mortal.
Lembre-se que somente Deus pode nos tirar deste mundo.
Voc� ainda � jovem, tem toda a sua vida pela frente.
Aceite para salvar sua alma, aceite uma m�o amiga.
Aceita.
Solte-me!
padre, ou vai mat�-lo.
Des�a, � in�til.
Mais r�pido.
Me ajuda.
Me ajuda.
Venha, padre. Ele � louco.
Ningu�m deve se aproximar dele, sen�o ele se jogar�.
Ele � louco, n�o h� d�vida.
Ele � filho de satan�s.
Ele � uma alma maldita.
Eu quero te contar uma coisa, mas por favor, n�o me interrompa.
se estou certa ou n�o.
N�o sou mais uma garotinha, sou uma mulher.
E uma mulher precisa de um homem.
N�o quero te ofender, Otelo, mas por que voc� n�o consegue...
fazer amizade com algum daqueles que eu leve para casa?
E isso � um pouco lament�vel!
gosta � o a�ougueiro.
Voc� � ego�sta.
Pense como seria bom se voc� fosse mais soci�vel.
Al�m disso, n�o � que os homens queiram me machucar.
Voc� tamb�m viu.
Eles me acariciam.
Me beijam.
Me dizem coisas amorosas.
Ou�a-me, pense como nossa fam�lia seria linda.
Eu, ele e voc�.
E...
Voc� n�o precisa pensar que � uma daquelas situa��es triviais...
para o tri�ngulo.
O que voc� est� dizendo?
Aonde voc� vai, Otelo?
Otelo!
� poss�vel que ningu�m possa argumentar com voc�?
N�o � poss�vel, nunca?
Se voc� passar por aquela porta, saber� que estou morta para voc�.
E se me vir na rua, nem olhe pra mim.
Prepare-se com a lona.
A ambul�ncia chegou.
Mais espa�o.
Quero ver se ele encontra algu�m melhor do que eu.
O que est� acontecendo?
Meu amor!
Ent�o, voc� n�o fugiu.
Voc� realmente me ama. Voc� quer se matar por mim.
Mamma mia, como ela � gostosa.
Onde a f� n�o p�de, Satan�s n�o poder�.
Meu amor, como estou feliz.
V� embora, voc� est� louca?
� perigoso, n�s dois podemos cair.
- Oh-oh! - Ah, n�o, n�o se preocupe.
Estou acostumada a andar no parapeito.
� tudo t�o absurdo, t�o excitante.
Excitante, minha bunda!
- -
- - Eu quero fazer amor aqui,
- no parapeito. - Voc� � louca.
D�-me um beijo.
- Eu quero fazer amor. - Voc� � louca.
- Aqui no parapeito. - Tudo treme.
N�s dois vamos cair.
- Voc� � louca. - Eu quero fazer amor.
- � t�o rom�ntico. - Eu te imploro.
� t�o absurdo, t�o maravilhoso.
- Volte para o seu cachorro. - D�-me um beijo.
Leve-o para o hospital logo.
Em breve.
- Voc� tem que confessar, filho. - N�o, eu n�o.
Voc� ainda est� em pecado mortal?
Eu quero ir para casa.
Eu quero ir para casa.
- Um pouco de �gua. Bebe um pouco de �gua. - N�o, �gua n�o.
- Eu quero ir para casa. - Contador, o que est� fazendo?
Voc� fica com o apartamento ou n�o?
Foda-se voc� e o apartamento.
Ai meu Deus, o cachorro.
Legenda: LABOK Dezembro / 2022
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