All language subtitles for Dark Tower (1943)

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Original subtitles

The Dark Tower (1943)

Senhoras e senhores,

mais uma vez trazemos a sua cidade a emoção de sua vida!

O inigualável, inimitável e incomparável Circo Imperial!

Venham e aproveitem o show equestre,

das maravilhas acrobáticas diante de seus olhos atônitos!

Nunca antes na história desta cidade

viram uma galáxia de tanto talento e semelhante beleza.

4 Libras e 9 schillings em trocados. Pouca arrecadação!

Onde esteve?

Tomando um drinque com um dos leões.

Que acha que esteve fazendo?

Será melhor que comece a contar a arrecadação desta noite.

Eu faço uma bagunça. Já contei dez vezes.

Por que dez vezes?

Não é suficiente com uma?

Não, se cada vez sai um resultado diferente.

Sou sua esposa, não um contador diplomado.

Só lhe pedi que fizesse isso como um favor.

Sempre anda pedindo favores.

Já lhe fiz um favor ao me casar com você.

Caramba!

É um fato e sabe disso, Coronel William Wainwright.

Que coronel!

Nada acontece. Nada acontece.

É para lhe dar mais teatralidade.

É um engano.

E que me diz de Lord George Sangard?

Isso és diferente. Foi batizado com o nome de Lord, assim se chama.

E como sabe que não me puseram "coronel" ao me batizar?

Duvido até que lhe batizaram.

Um momento, minha senhora, está insinuando que eu...

Pois sim. Será melhor que repasse o dinheiro que fizemos hoje.

Está bem, está bem.

Ninguém pode fazer algo com esta mesa?

- Ela é manca. - Eu sei que ela manca.

Uma das pernas é mais curta que as outras.

Grande surpresa!

- E esta cadeira. - Também está em falso.

Tudo está em falso!

Até o show!

Será melhor que conte o dinheiro.

Terei que ir ver como vai o jantar.

Está casado com uma mulher que não tem ideia de aritmética!

Não se preocupe, Sr. Danton.

Só estava calculando os ingressos.

Sim, menos de 12 Libras. Isso não ajuda, verdade, Willie?

Fazemos o melhor que podemos.

Mas o show precisa se renovar.

O jantar está pronto, Coronel Wainwright.

O jantar, o jantar! Não pode pensar em outra coisa que em meu estômago?

Não é hora que apresente Tom e Mary?

Sinto muito, as finanças me fizeram que esquecesse.

Você já sabe, Sr. Danton, meu coração sangra por você.

Verdade? Pois não lhe vejo nada anêmico.

Willie, comunique aos rapazes que quero vê-los depois do show.

Está bem.

Senhoras e senhores,

O mais atrevido, o mais brilhante e mais sensacional número que apresentei.

Dois acrobatas tão ágeis como suas piruetas.

Senhoras e senhores, Os Voadores Aéreos!

O chefe quer ver todos quando o show acabar.

Que quererá? Será para nos informar de algo?

Não sei. Nada acontece.

Venham, mexam-se!

Que todo mundo saia e vá aos reboques!

- Saiam por aqui, por favor. - Venha, depressa!

Vamos, vamos.

Por aqui.

A saída é por aqui.

Rápido.

Venha sem parar.

Tem muito que apitar. O pobre rapaz não percebe.

Você é o chefe?

Bem, de certo modo, digamos que sou...

Você é o chefe?

Nem é o chefe, nem sequer é coronel.

Onde poderia encontrar o chefe?

Veja, poderíamos dizer que sou a mão direita dele. Que quer?

Um trabalho.

Ora! Não estamos contratando mas despedindo as pessoas.

Ele também vai querer um emprego?

Depende do que arrecadarmos.

Trabalharia por casa e comida.

Isso não está certo, amigo.

Que é isso?

Um espelho!

Para que o leva?

Para me ver quando faço a barba.

Venham, vamos!

Estão indo para trabalhar?

Não façam o chefe esperar!

Bem amigos, meu irmão e eu lhes convocamos

e suponho que já sabem para quê.

Estamos em ruína. Isso é frequente neste tipo de negócio

mas quando isso acontece, normalmente o show para

e todos os empregados vão pelos seus respectivos caminhos.

Às vezes se pode sair do buraco, mas isso não é muito frequente.

Hoje não fui capaz de pagar porque não tenho com que fazer.

Tivemos que dar de comer aos animais.

Poderíamos continuar até outro povoado, mas não resta dinheiro em espécie.

Vamos enfrentar isso.

Poderíamos continuar baseado apenas em esperanças,

ou posso lhes dar muitas promissórias e cada um volta para sua casa.

Você decidem. Que acham?

O show está morto.

- Sigamos adiante. - Eu fico.

- Sim. - Sim, sim.

Isso está muito bem.

Agora que estamos juntos nisto, contarei a vocês meus planos.

- Quando chegarmos na próxima parada... - Escute, chefe...

Um dos leões fugiu.

Todas as mulheres aos reboques! Venha, depressa!

Ei, quieto, Pasha!

Quieto!

Pasha! Deite!

Pasha! Pasha!

Deite!

Para trás! Para trás!

Hans, Taffy, vão buscar uma rede e fiquem atrás dele.

Calma! Pasha!

Pasha!

Eu me sinto mal...

Para trás!

Pasha!

Calma.

Calma.

Muito bem, Pasha.

Sou Torg.

Sou seu amigo.

Agora deite-se.

Para baixo, para baixo.

Para baixo.

Bom, Pasha.

Logo estará outra vez em sua jaula.

Você é bom, Pasha.

Sim.

Que leão bom, Pasha! Sim, sim, sim.

Senhoras e senhores, deixem que lhes apresentem dois amigos.

O Sr. Pasha e o Sr. Torg.

É fantástico! Como consegue isso?

Oh, é muito simples. Faço obedecer a meus olhos, que goste da minha voz,

e então eles fazem o que eu digo que façam.

Quer dizer que os hipnotiza?

Hipnotizá-los?

Hipnotismo! Isso é algo novo!

Uma diversão perfeita!

Precisarei de um novo domador e não tenho ideia de quem será.

Obrigada.

A quem se refere? A esse cara?

Precisamente.

"Pasha, sou seu amigo."

Uma nova maneira de domar os leões.

Nunca tinha visto algo tão extraordinário em minha vida.

Pasha se apaixonou por ele.

Phil, tive uma ideia estupenda!

Sabemos disso, sabemos disso.

Escutem, o show agoniza, precisamos renová-lo!

- Algo novo, excitante, é... est... - Estupendo.

- Mágico. - Sensacional.

- Vou explodir! - Calma, querido.

Muito obrigado.

Agora escutem, Mary, Phil, Tom.

Vou fazer que a imprensa local se estremeça com a história do leão.

Muitos viram o que aconteceu

e a imprensa logo aparecerá.

Então, "mes amies", que quer dizer "meus amigos" em francês,

incorporaremos ao show Torg com os leões!

Acho que será excelente, Phil.

Um momento.

Tenho uma ideia melhor.

E depende de Torg.

Depende se Torg é um homem de nenhum lugar

que tem o dom de controlar os animais

ou se tem também o dom de controlar as pessoas.

- Aonde quer chegar? - Hipnose no deslizamento mortal.

Mary, que faz em seu número?

Não seja bobo, Phil. Sabe perfeitamente o que faço.

Conte-nos.

Bem, eu vou para a plataforma superior, onde o fio começa,

escuto toda a conversa de Willie

Eu pego o fio de costas para o chão com meu pequeno guarda-sol

e escorrego por ele sem problemas até chegar à pista.

E por que leva um guarda-sol?

Para manter o equilíbrio, bobinho!

- E se não o levasse? - Adeus Mary.

A menos que o substituísse por outra coisa.

Ah, entendo!

Mary faz seu número carregando um lenço de renda em uma mão

e meio quintal de carvão na outra para manter o equilíbrio, não é?

Se vai me criticar por ter tido uma boa ideia, já pode ir.

- Phil, eu não entendi. - Quê? Você também está louco?

Um momento, Tom. Phil fala sério. Tenta ajudar.

Obrigado, Mary.

O que tento explicar é que...

creio que é possível que Torg faça que Mary não se desequilibre

em seu número mediante a hipnose.

Não, isso é uma bobagem!

Verdade? Fazem isso no teatro!

Sim, eu sei.

Fazem um cara beber tinta e acreditar que é vinho do Porto. Muito divertido!

Posso lhe garantir que funciona.

Torg!

Que alguém vá procurá-lo!

Está bem, chefe.

Alguém sabe de onde esse indivíduo veio?

Parece-me que só apareceu para pedir trabalho

e acabou fazendo o número com Pasha.

Pergunto-me se seria possível.

É uma ideia, Phil.

Uma ideia excitante!

Se funcionar, grande invento!

Temos o público para corroborar que o cara faz isso de verdade!

Viram como acalmava Pasha, não é?

É uma ideia magnífica.

Desde que funcione.

Chamava-me?

Sim, entre!

Quer um drinque?

Não bebo, obrigado.

De onde vem?

Oh, de lugar nenhum.

Que esteve fazendo?

Nada.

- Não procurava trabalho? - Sim, de qualquer tipo.

Você é domador?

Oh, não, faço... qualquer coisa.

- Nenhuma especialidade? - Não.

Eu consigo sobreviver.

Essa hipnose com que dominou Pasha, poderia repetir com seres humanos?

Oh, sim.

De verdade?

Duvida da minha palavra?

Oh, não, não.

O que o chefe quis dizer é que encontrou em você uma saída para a crise.

Ou seja, pouco delicadamente, mas eu acho que você está certo.

E você acha que isso poderia ajudá-lo?

Queremos transformar em dinheiro seus poderes hipnóticos.

Ninguém tinha tentado isso até agora.

Eu não sabia como me vender.

Não, isso é óbvio.

Tenho que continuar. Desculpem.

- Boa noite. - Espere, por favor, Sr. Torg.

Por que no se senta?

Obrigado.

Deixe que me explique.

Alguma vez viu o número chamado "o deslizamento mortal"?

- Refere-se ao do fio? - Sim.

Sim.

Tom e eu fazemos. Eu desço pelo fio e Tom me espera lá em baixo.

Levo um guarda-sol para me equilibrar.

Os rapazes sugeriram que eu poderia deixar o guarda-sol se me hipnotizasse.

Alguém teve uma ideia brilhante.

Foi o chefe.

Mas no sei se a Srta. Mary poderia ser um bom exemplo.

Por que não descobre agora?

Toda essa maldita montagem é doentia.

Ouça, Tom, fazemos isso para o nosso bem-estar.

Se a Srta. Mary quer, por que não tentar?

Eu quero.

- Então, com sua licença. - Com a minha não!

Tom, por favor, isto é coisa minha!

Olhe fixamente para este pequeno espelho.

Tente se concentrar, pôr a mente em branco.

Não pense em nada.

Em nada.

Imagine-se no espaço.

Vazio.

Escuro.

Olhe-me nos olhos.

Fixamente.

Fixamente.

Sou Torg.

Quem sou?

Torg.

Diga "Confio em você".

Confio em você.

Srta. Mary,

não pode levantar seu braço direito.

É muito pesado.

Tanto como se fosse de chumbo.

Agora tente levantar o braço da Srta. Mary.

- Eu? - Sim.

É complicado.

Este absurdo deve parar!

Claro.

Srta. Mary,

seu braço já está normal.

Acorde agora.

Acorde.

- Olá a todos - Mary, está bem?

Sim, claro, Estou bem. Como foi?

Funciona!

Não traz riscos.

Digo que é bastante prejudicial.

É muito pior ficar sem trabalho.

- Tom, deve reconhecer isso. - Não reconhecerei!

Eu não vou permitir que você use qualquer meio, qualquer...

- Vagabundo? - Sim.

Tom, está se comportando como uma criança!

Escute, se Mary quer correr o risco, acabou a discussão.

Podemos provar pondo uma rede de segurança.

Se não funcionar, é que não funciona e pronto!

Eu estou disposta.

Obrigado por sua confiança.

Assunto resolvido.

Vocês três podem fazer um teste amanhã no topo da cobertura.

Eu ainda não gosto disso.

Você não gosta? Pois eu gosto!

Oh, chefe. Posso ir à cidade montar um truque publicitário? Posso ir?

Pode ir para o inferno!

Não é necessário que estejam todos lá olhando como ensaiamos.

Continuem trabalhando. Verão o número quando estiver pronto.

Ouviram o que o chefe disse. Nada de perder tempo

contemplando o ensaio. Continuem trabalhando!

Para já. O chefe acaba de dizer o mesmo.

Phil, eu estraguei o show e deixei os rapazes sem grana,

mas repito que tenho que protestar contra este ensaio.

Não deixarei que ninguém corra perigo especialmente a Srta. Mary.

Então, o Sr. Danton fará pôr a rede.

Assim é. Teddy, Bill, coloquem a rede de segurança.

- Está bem, senhor. - Vamos, limpe isso.

Mas não pode fazer o número com a rede colocada.

Se ensaiarmos várias vezes para aperfeiçoar o desempenho,

isso eliminará sua ansiedade?

Não! Essas bobagens não me convencem.

Tenho certeza que Mary não poderá fazer isso em o guarda-sol.

Veremos.

Não seria melhor deixarmos de conversa e começarmos a trabalhar?

Olhe, querida, estou tão nervoso como se eu mesmo fosse fazer isso.

Creio que deveria sair e respirar um pouco de ar.

Não. Não faça isso. Além disso, eles não abriram ainda.

Posso garantir que...

Não pode!

Nesse caso,

não há nada mais que falar.

Desculpe-me, chefe. Vamos sair do caminho.

Tom, fique aí, onde o fio termina.

Está bem.

Bem, Torg, estamos em suas mãos.

Obrigado.

Devo permanecer nessa plataforma olhando a Srta. Mary,

que estará controlada por mim.

Sob minha influência, terá perfeito equilíbrio até o final.

Assim esperamos.

Não há nada como a confiança e você tem muita.

Mary,

tem certeza?

Deveria correr bem.

Vá em frente.

Ph...

Phil, se isso funcionar,

inventarei o mais sensacional slogan de apresentação que você já viu.

O... o público começará a pagar antes mesmo de ver os cartazes.

Primeiro vejamos se funciona.

Não nos engana, não se equivoque.

Você não se importa se essa garota falhar, desde que seja notícia.

Eu... eu gosto disso. Sou um profissional da publicidade.

É pior que uma dor de dente!

Sim, sim!

Vou lhe esfolar sem hesitar, gordinho pretensioso!

Oh, não, não fará isso. Se alguém pode esfolá-lo, essa sou eu!

- Obrigado. - Olhem isso agora!

Terminou a conversa!

- Pronto? - Tudo pronto.

Todo mundo preparado?

Pronto, patrão.

Estão prontos.

Agora, Mary,

olhe para isto...

e não afaste a vista.

Tem absoluta confiança em mim.

Confia em mim, verdade?

Sim.

Eu, Torg.

Nenhum outro

pode lhe dominar.

Ninguém mais pode lhe influenciar!

Só ouvirá minha voz.

As demais vozes e sons já não existem.

Está em paz.

Agora, Mary,

vai fazer o deslizamento mortal sem contrapesos, sob meu controle.

Abra os olhos, abra os olhos.

Agora confie em mim.

Confio.

Suba no fio.

Vá!

Tinha razão, ela conseguiu!

Tem um fósforo, amigo?

Não tenho.

E não me chamo "amigo" mas Torg, Sr. Torg.

Posso cuidar de mim mesma.

- Com permissão de Torg. - Falando do rei de Roma...

Falavam de mim?

- Isso mesmo. - É uma grande honra.

Eu só estava dizendo o quão perigoso que pode ser

ter um aprendiz de hipnotizador por aqui.

Não sou nenhum aprendiz. Sou um especialista.

A propósito, quem é você?

Eu sou a atiradora de precisão do circo, e muito boa.

Não sentiu efeitos secundários depois de experiência?

Nenhum.

Bom. Sabia que seria assim.

Srta. Mary,

sinto que isto é só o princípio.

Tem um alto conceito de si mesmo, não?

Sim.

Bom dia.

Sabe, Mary? Há pouco tempo esse cara estava pedindo trabalho.

É muito vaidoso.

Hipnose.

Excitante, fascinante, colossal.

- Quantos "L" tem "colossal"? - Um, o mesmo que Coronel.

Todos esses adjetivos já foram usados.

Por que não consigo pensar em outros mais bombásticos?

O público não quer adjetivos bombásticos, pelo menos o nosso.

Devo ter uma educação muito refinada.

Afinal, sou um artista.

- Hum! - A que vem esse "hum"?

Vai me provocar um complexo de inferioridade.

Antes que eu perceba, querida, poderia sofrer um colapso nervoso.

Que é isso que bebe?

Isto? Sé é um tônico!

Eu me senti um pouco deprimido ultimamente

e o médico, que es um cara muito, muito simpático,

recomendou-me, em caso que me baixassem as defesas.

Deixe eu ver.

Pode ver que é uma garrafa de remédio, não há nada!

Dê-me aqui!

Ginebra.

Oh, Evie, Evie, que desperdício! Isso custa dinheiro...

Eu sei perfeitamente quanto custa e preciso de novos espartilhos.

Se eu pegar desperdiçando nosso dinheiro em álcool, coronel Wainwright,

vou lhe dar uma boa surra!

- Alguém está de festa? - Não, senhor.

Eve tem demonstrado seu temperamento.

Da minha temperança, William, não é de meu temperamento.

- Willie, parece que lhe dominou. - Dominado?

Caramba, é como ter catapora.

Tem pronto o anúncio do número de Mary e Torg desta noite?

Não, não consegui encontrar palavras eugênicas suficientes.

- Elogiosas. - Oh, sim, elogiosas.

Eu tenho!

Dr. S... Stephen Torg.

Um espaço abaixo. Dr. Stephen Torg e Srta. Mary.

Mova as frases sensacionalistas para aqui e isso é tudo. Vamos trabalhar!

Já está?

Sim, não está mal, nada mal. Mas não gosto das cores.

Avise a Bill e Tony e diga a eles que se encontrem comigo na hora do almoço.

Quero falar com eles.

Oh, rapaz, oh, rapaz, oh, rapaz!

Alô, alô, o encarregado das notícias? O encarregado das notícias?

Sou Powers. Não, não, não, Powers!

"P" de Pedro, "O" de Oscar, "W" de Walter, "E" de Enrico, "R" de Roberto...

Um momento, por favor, Circo Duncan.

Milagre é a palavra, senhores.

Isso não é charlatanismo de vendedor.

Homens mais importantes que Phil Danton dedicaram a vida inteira

para encontrar uma palavra aplicável para as notícias sensacionais,

mas prometo que depois da apresentação desta noite,

estarão de acordo comigo

em que ninguém no mundo do show apresentou um número mais excitante.

Isto é real, não uma fantasia.

Bem, senhoras e senhores, brindemos pelo show.

- Quando chega o prato principal? - Depois da atuação de Reco.

E se não me disserem que é o melhor que já viram, eu como este chapéu.

Senhoras e senhores, apresento-lhe meu chefe, o Sr. Phil Danton.

Senhores...

A Srta. Mary, o Sr. Tom Danton e o Dr. Stephen Torg.

Sr. Danton, tenho a impressão de que tem um número sensacional.

Tem razão. Não há outro como este em todo o país.

O que eu disse?

Deve ser muito reconfortante ter isso no show.

Estive procurando uma novidade como essa durante anos. Sim, é reconfortante.

Senhoras e senhores...

Desculpe, desculpe.

Garotos e garotas!

meus amigos,

Espero que finalmente encontre as palavras.

Ordem!

Queria propor um brinde por nosso amado chefe, Phil Danton.

Todos nós o amamos?

- Sim! - Sim!

E além de qualquer interesse particular que pudéssemos ter,

Estamos muito satisfeitos que a sorte tenha sorrido para nós.

- É verdade! - Sim!

Lembro-me que há muitos anos, quando eu era um rapaz...

Isso é que ter memória!

Quando eu era um rapaz, ouvi uma história que vale a pena contar.

Parece ser que era uma vez um viajante comercial...

Chega. Você andou bebendo.

Claro que estive bebendo.

Que esperava que fizesse em uma festa? Morrer de sede?

O cara propôs um brinde...

Já está bem, Willie, é suficiente.

Agradeço o brinde a minha saúde,

mas é melhor fazê-lo aos verdadeiros artífices desta festa: Mary e Torg.

Sim, sim.

Ah, claro, e por Tom.

Oh, não é preciso.

O sucesso deste novo número permitiu nos levantar de novo,

então convido todos a levantar seus copos

desejando uma longa vida e boa sorte a nossa Mary

e ao nosso bem-vindo recém-chegado Torg.

- Por Mary e Torg! - Por Mary e Torg!

Ah, e nos esquecemos do cérebro do assunto,

um homem pequeno, mas ao mesmo tempo, um grande publicitário, Jimmy Powers.

Nada disso nada disso,

Ele me rouba a trava.

- A primeira dança é nossa, não? - Sim.

Oh, Tom, sinto muito. Eu prometi a Torg.

Torg?

Não perde tempo, verdade?

Além do mais, é sua primeira vez no Maxie.

Penso que devemos fazer que se sinta como em casa.

- Claro, sim, como você disser. - Não se importa, verdade?

Por que ia me importar? Claro que não.

- Desculpe-me. - Vá em frente.

Até logo, Tom.

Está passando um poco com a bebida, não acha, Dora?

Hem?

Mantém os nervos relaxados para não falhar no número de tiro.

Meus nervos estão perfeitos. Preocupam-me os nervos dos outros.

Sim? De quem?

Você não adivinha?

Olhe, Jimmy, viajei com o circo de Phil Danton por muitos anos porque,

bem, porque quis fazer isso.

É a primeira vez que reúne suficiente dinheiro para organizar uma festa.

- Eu deveria estar encantada. - E você não está?

Não. Não gosto do modo como chegou a esse sucesso.

Refere-se ao novo número?

Refiro-me ao Sr. Torg.

Não gosto dele, Jimmy. Provoca-me calafrios.

Não posso explicar porquê.

Não me assusta o que possa fazer ao show.

O show pode cuidar de si mesmo. É Mary quem me preocupa.

Não quero que essa garota pague o pato do nosso sucesso.

Oh, vamos, Dora, Você tomou uns drinques a mais.

É em momentos assim quando digo a verdade. Sirva-me outro drinque!

Bem...

Olá, Dora. Está se divertindo?

Não tenho certeza.

Qual é o problema?

É esse homem. Vai nos causar problemas.

Não seja boba, seu número é sensacional.

Não estou falando do número.

Não, está falando de mim, verdade?

Sim, de fato eu estou!

Não gosto de você!

Pele menos é sincera, e aprecio a sinceridade.

"Não gosto disso, "Dr. Embeleso", não sei o motivo, mas eu peso."

- Lembra-se dessa rima? - Isso não é familiar para mim.

Pois deveria.

Vamos, Dora, deixe correr.

Está bem, Phil; pelo menos admita.

Não tenho nada contra você, mas eu pressinto

que o dia em que você apareceu, foi ruim para nosso show e pior para Mary.

Dora, cale-se!

Não sabe do que fala!

Que não sei? Espere!

Ah, começou a música, vamos, vamos dançar.

Dançamos? Se nos desculpa...

Claro.

Bem, bem, bem...

Mas se é a mulher do tiro ao alvo! Ontem à noite mandou brasa!

Escute, Dora, Torg é nossa garantia de sobrevivência.

Deve deixá-lo em paz. Ele é p... p...

- Perigoso? - Pura dinamite, obrigado.

Ei, Phil!

Sim.

Phil, acabo de deixar os rapazes da imprensa.

Temos a manchete: Torg, é a alma do show.

Quê?

Bem, queria dizer... você, ele e Mary.

Um momento. Eu sou quem dirige este circo.

Eu sei, Phil, eu sei. Só tentava lhe ajudar!

Ouça, vamos anunciar nos cartazes como "Svengali 2".

- Que ideia! - Sim.

Por que não pensa em algo novo?

Sim.

Isso me lembra que consegui algo novo. Venha.

- De que se trata? - Um marinheiro que ri.

Eu o comprei em um museu de cera.

- Você consertou, Andy? - Sim, já funciona.

Bom.

Que acha?

O que ele faz?

- Bom, ele ri. - Pois não ouço nada!

Claro que não ouve nada, idiota. Não está ligado!

- Quanto pagou por ele? - 25 Libras.

25 Libras? Poderíamos montar outro circo com essa quantia!

Como funciona?

Tem um interruptor na parte de trás. Tente.

Oh, é realmente engraçado!

É uma estrela.

Como o chamaremos?

Torg "O Simpático".

- Oh, olá! - Olá, Sr. Danton.

Um cigarro?

Está satisfeito de... tudo?

Claro. Não tenho queixas.

Muito bom, hem?

Barato.

Custou 25 Libras.

Publicidade barata.

A atração sou eu.

E não estou satisfeito.

Que quer dizer?

Não podemos falar lá dentro?

Entre.

Bem,

quanto quer?

Oh, não é isso exatamente.

Ah, não? Que é então?

Reconhecimento.

Gostaria de ter mais reconhecimento.

Reconhecimento? Está bem, que Powers escreva uma história sobre você.

É meu agente de imprensa.

Não por parte do público. Esse eu já tenho.

Gostaria de mais reconhecimento por parte dos deste circo, Sr. Danton.

E respeito.

Respeito?

Isso é algo que todos temos que ganhar.

Além do mais, compro os serviços de meus artistas, não suas opiniões.

Isso significa que eu possibilito o pagamento por esses serviços.

Ouça, Torg, se pretende me condicionar apontando uma arma para mim...

A arma já está apontando para você, Sr. Danton.

Só tento não apertar o gatilho.

Está bem.

Que propõe?

Algo que não é muito complicado. Gostaria de ser seu sócio.

Queria isso, hem?

Quais seriam as condições?

Deixo isso com você. Não sou homem de negócios.

Tom também é parte da sociedade, já sabe disso.

Claro, mas o chefe é você.

Não se esqueça.

Claro.

Tenho o poder de provocar o sucesso, Sr. Danton.

Posso fazer muito por você... e por Mary.

- E por Tom. - E por Tom, naturalmente.

Não podemos nos esquecer de Tom.

Você vai pensar sobre isso?

Sim, eu pensarei... Torg.

Obrigado.

Esta noite faremos uma boa bilheteria Espere e verá.

Torg!

Vamos embora.

Tire as mãos, a menos que queira ter um bom problema.

Problema? Está muito seguro de si mesmo.

Deveria lhe dar um bom soco agora mesmo.

Tom, pelo amor de Deus, fique quieto!

Não se meta!

Você já tem seus próprios problemas trabalhando com este canalha.

Entre.

Burt...

Eu lhe aviso que vá com cuidado.

E eu lhe aviso que você não se meta em meus assuntos nem nos de Mary.

Tudo ia bem até que você apareceu!

- Exceto que morriam de fome! - Calem-se, os dois. O show!

Ao diabo com o show!

Se ninguém tem coragem para consertar isto, eu mesmo farei.

Um momento!

Eu consertarei isso. Saia, Mary.

Agora prestem atenção ao que vou dizer.

Outra discussão como esta e os despedirei. Os dois!

Eu não dou a mínima para o que acontece com o show.

Supõe-se que são companheiros. Que não se esqueçam disso!

Agora, volte ao trabalho.

Está bem. você é o chefe.

- Quanto a você, Torg... - Estou de acordo com você, Sr. Danton.

É uma má política discutir ante os espectadores.

E meu nome é "Sr. Torg".

Foi boa a arrecadação desta noite?

Parece-me ter ouvido isso antes.

Que quer?

Só lhe dizer o que sinto.

O que sente?

Sim, sinto que esta noite

teria que ter sido mais sensato.

Já me esqueci disso.

Não é verdade.

- Eu sei que não é verdade. - De verdade?

Parece que você sabe quase tudo.

Sim, quase tudo.

Até como pensa.

Por favor, vá embora.

Isso não fará que as coisas sejam diferentes, Mary,

porque ainda que eu fosse embora, não estaria só.

Sou seu amigo. Não deve ter medo de mim.

Não tenho medo de você.

Oh, está com frio.

Não.

Não, acho que foi somente um calafrio repentino.

# Fale-me, Flora...

# Fale-me, Flora...

# Fale-me mais uma vez...

Fora daqui!

Que disse?

Já ouviu. Sua voz é horrível!

Espantosa.

Quando se quer ser feliz, vem você e estraga a festa.

Caramba! Sim é Torg "O Simpático".

Pergunto-me quem terá hipnotizado desta vez.

Alguma pobre garota como Trilby, a de Svengali. Viu a roupa que usa?

Sim.

- Pois é uma roupa muito elegante. - Não continue.

Foi você mesmo quem fez Não sabia que também era alfaiate.

Que pressa! Quanto custa não me interromper enquanto falo, colega?

Mais do que você ou toda a turba pode pagar.

Ei, tudo bem!

Willie, venha acabar de lavar os pratos.

Onde está a Srta. Mary?

No topo da tenda, trabalhando.

Vestido para matar, não?

Eu sei quem eu gostaria de matar.

Pois como assassino de mulheres ou conquistador, dá pena.

Eu já vi caras como ele nos filmes.

- Mary? - Oh, olá!

Nossa! Que elegância!

Mudei um pouco meu vestuário.

Pensei que era o momento, agora que estamos fazendo dinheiro.

Onde conseguiu essa roupa?

Adicione algumas estrelas e cante "Yankee Doodle" com a banda.

Como comediante, você não seria nada mal.

Eu também investi em outra coisa.

Interessante. Em quê?

Está lá fora, Vou lhe mostrar.

- Referia-se a isto? - Sim, gosta?

Sim, é bonito, mas algo extravagante e desnecessário.

Custou-me 40 Libras e acho que é muito necessário.

Por quê?

Oh, suponho que para satisfazer meu ego.

Despertar a inveja deste bando de artistas de circo.

Pode chamar de vaidade, se quiser.

Mas estou farto de que me tratem como um vagabundo.

Não acha que, em parte, pode ser culpa sua?

Além de tudo, diríamos que não é uma pessoa sociável, verdade?

Ah, eles não sabem me valorizar.

Não falam minha língua, já sabe.

Mas acho que você sim, que me entende.

Sim, parece que um pouquinho, sim.

Escute, uma noite desta semana depois do show,

queria lhe levar à cidade. Jantaria comigo?

É muito amável, mas o show acaba muito tarde.

Mary, esqueceu-se que esta noite tem que fazer seu número?

Creio que deveria dizer "nosso número".

Está bem, "nosso número", mas Mary é a que corre os riscos.

Temos 20 minutos para ensaiar.

Já ensaiei o suficiente.

Até logo. E obrigada pelo convite.

Virá?

Vou pensar.

Que é isso de um convite?

- Es coisa minha. - Sério?

Creio que é coisa minha também e não gosto que...

Todos parecem odiar esse homem sem razão aparente.

Será que o invejam porque agora podemos pôr manteiga no pão?

Porque triunfamos em lugar de irmos à quebradeira.

Muitos de nós preferiríamos continuar comendo pão sem manteiga.

Está com ciúmes, esse é seu problema.

Talvez sim.

Mary, sei que no estamos comprometidos, mas eu tinha entendido...

Engana-se, isso não supõe que tenha que controlar minha vida!

Bem, qual é o problema?

O de sempre, Torg, seu garoto favorito.

Que fez agora?

Além de provocar um inferno entre Mary e eu, nada, absolutamente nada,

Nunca bate.

Nunca ajuda a pegar, montar a lona ou limpar.

Claro, ele anda se exibindo no seu carro em segunda mão.

Isso é coisa sua, Tom.

Escapar do trabalho não é. É responsabilidade minha e dos outros.

Você fez dele um sócio sem nem me consultar,

mas por que acha que não deve fazer o trabalho que todos fazem?

Um momento, não se exalte. Estou de acordo com tudo o que diz.

Mas se não o aceitássemos, que aconteceria com o show? Fracassaria.

Já vejo. As mesmas palavras que Mary vem me repetindo!

Claro, ela tem senso comum.

Olhe, Tom, somos sócios. Você é o artista, eu dirijo o negócio.

Não espero que entenda sempre por que faço certas coisas,

mas às vezes é importante dar a razão ao oponente.

Só lhe peço que me deixe continuar cuidando do dinheiro do negócio.

Além de tudo, cuido dos nossos interesses, como sabe.

Tudo o que sei é que éramos felizes antes de que esse Torg aparecesse.

Quem dera que nunca tivesse cruzado em nossas vidas.

Isto é lindo.

Encantador.

E o jantar foi magnífico.

Tinha razão, não? O restaurante era bom.

E barato.

Aquele barato não garantiria.

Não pude evitar ver a conta.

Era uma ocasião para ser generoso.

Eu... como vocês dizem?

Joguei a casa pela janela.

Afinal, esta é uma noite especial.

É?

Por quê? Seu aniversário?

De certo modo, sim.

Esta noite eu renasci para uma nova vida.

Esta noite estou feliz.

E você fez isso possível.

Nunca tinha sido feliz?

Quase.

Uma vez.

Conte-me.

Interessa-lhe?

Claro que sim. Além de tudo entrou em nossas vidas.

um joão ninguém chegado de nenhum lugar, conforme você mesmo disse.

Qualquer um estaria interessado, especialmente uma mulher.

Mas eu não quero que qualquer mulher se interesse por minha vida.

Somente você.

Está bem, então satisfaça minha curiosidade mórbida.

Quando eu era criança, eu...

bem...

Minha casa não era o que se diz de um lar feliz.

Eles me mandaram para uma escola, para uma escola de caridade.

Era pequeno, as outras crianças eram maiores e me faziam a vida impossível.

Não podia competir com eles fisicamente,

mas mentalmente...

Sim?

Fugi, passei fome, trabalhei em ofícios estranhos aqui e ali,

até que um dia descobri que tinha um dom.

Um grande dom.

Podia controlar os animais.

Obedeciam-me.

Tinham medo de mim.

E eu me alegrei de ter esse poder.

Sabe, Mary, ter poder é algo grandioso.

Faz que se sinta como um rei.

Especialmente... se sua vida lhe fez crer que não era mais que um mendigo.

Oh, sinto muito.

Sim, podia exercer controle sobre os animais.

Então me disse, por que não tentar com as pessoas?

Homens e mulheres, essas formas superiores de vida animal.

Não teve tempo para ser sociável com seus semelhantes, verdade?

Eu os odeio.

Pelo menos odiava até que...

Eu amo você, Mary, ouve-me? Eu amo você.

Se eu estava ressentido e amargurado, é porque a sorte me deu as costas.

Mas você pode me fazer feliz.

Pode me dar a paz.

Sinto muito, Torg.

Eu sinto muito.

É por Tom, não?

Sim, é por Tom.

No mais profundo de meu coração sei que Tom sempre estará lá.

Compreendo.

Mas podemos ser amigos, verdade?

Sim, ainda somos amigos.

Acho que é melhor que volte para casa.

Sim.

Vamos para casa.

Este é o último. Não resta nada mais, Phil.

Está bem.

Ora, outra noite mais em que a oitava maravilha do mundo

se esquivou de trabalhar conosco,

só que desta vez levou Mary com ele.

Falarei com ele.

Falar com ele? Por que diabo não o despede?

Porque é a diferença entre nossa prosperidade e a ruína.

Prefiro ir à fila da caridade até que você acabe com esse rato.

Sim, e eu também!

Isso é falar por falar. Aposto que mudaria de música se Torg fosse embora.

Tem razão. Cantaria a "Aleluia".

A que me surpreende é Mary.

Deveria saber a quantidade de trabalho que tem que se fazer.

Não foi nada. Provavelmente não olhou o relógio.

É provável que tenha olhado para ele.

Sim, mas isso não é desculpa para esse maldito insolente do Torg.

Na primeira oportunidade, eu vou dar um soco nele.

Não. Ele lhe esmagaria. Lá vem.

Céus estão pegando!

É a primeira vez que falto ao trabalho.

Assumirei toda a responsabilidade.

Eu sei, mas é tão arrogante. Eu lhe odeio.

Venha, agora ajude a recolher.

Pode fazer logo as pazes com eles.

Ocupado?

O que você disse que faria com Torg na primeira troca, William?

Sim, querida.

Escute, Sr. Torg.

Sabe tão bem quanto eu, que todos temos de colaborar no trabalho.

Mas você com sua maldita arrogância, seu charuto e seu carro...

Quem você acha que é?

Um dos seus chefes.

Hem?

Não tenho razão, diretor?

Não disse a ele?

Sim, tem razão. Eu o fiz sócio. Tem um terço da parte do negócio.

Mas por quê? Para quê?

Porque, meu amigo gordo,

Eu sou um importante ativo deste show. Não se esqueça.

E lembre-se também que se conseguem chefes de pista a razão de 5 por centavo.

Aonde pensa que vai? E onde está Mary?

No reboque.

Eu a convidei a um jantar delicioso

e dei a ela um descanso para que saísse desta atmosfera vulgar.

Como se atreve!

- Hipnotize isto! - Foi lindo!

Ah, por que diabo não se controla?

Há muito tempo merecia isto.

Vamos trabalhar! Todos mãos a obra!

E isso também é com você, Torg.

Não fique aí pasmado como se fosse uma coruja empalhada. Ao trabalho!

Lembrar-me-ei disso.

Tom, dê uma ajuda a ele.

Fez Torg de sócio. É assombroso!

Antes de que perceba, vai lhe despedir sem mais nada.

e vai ser o diretor deste circo.

Isso é o que você pensa!

Torg, sócio!

Torg ameaçando me despedir!

Eu que tenho nem sei quantos anos nesse show!

Se Tom não tivesse feito, teria sido eu quem bateria em Torg.

Por que não fez isso?

Teria me despedido.

Você me dá nojo!

Você... ah, não...

Oh, Evie!

Olá, Mary.

Tem frio? Está nervosa?

Não, não.

Oh, sim. Acho que está um pouco cansada.

Por quê?

Estive lhe observando.

Venha, quero falar com você.

- Não, Torg, por favor... - Venha!

Sim, Mary. Estive lhe observando e está cansada.

Não continuaria com isto se pudesse escolher, verdade?

Bem, eu...

- Suponho que como todos. - Não faria isso?

Vire-se e olhe para mim.

É verdade, não? Gostaria de descansar.

Sim.

Esta noite, no trapézio vai se sentir cansada.

Sim.

Quando se balançar pendurada nos pés,

pronta para pegar Tom...

estará tão cansada...

Diga isso.

Estarei tão cansada.

Que não poderá segurá-lo.

Lembre-se disso.

Sim.

Deve se lembrar.

Devo me lembrar.

Agora, Mary,

não se lembrará de nada do que acabamos de falar, hem?

Nada.

Oh, está aqui, Mary. é você dentro de um minuto!

Sim, Willie.

Olá, boneca.

- Olá. - Esteve falando com Torg.

- Sim. - Que lhe disse?

Mary, eu perguntei o que Torg lhe disse!

- Algo sobre... - Sim?

Algo sobre...

- Bem, Mary. Cabe a nós. - Um momento, Tom, eu...

Sinto muito, temos que sair.

E agora, senhoras e senhores,

tenho a honra de lhes apresentar

a famosa Srta. Mary e seu companheiro Tom Danton.

Os únicos artistas deste país

que, trabalhando em altura de vertigem,

executam um surpreendente número aéreo sem rede.

Srta. Mary e Tom Danton!

Não gosto disso! Não gosto disso!

Que há de errado?

Creio que se trata de Mary.

- Vamos, Mary, me puxe! - Não posso, Tom, estou cansada.

Vamos, vamos!

Algo vai mal.

- Não posso lhe segurar. - Tente, tente!

Estou cansada.

Por que não o lança?

Não pode!

- Coloquem a rede de emergência! - Coloquem a rede de emergência!

- Coloquem a rede de emergência! - Coloquem a rede de emergência!

Os dois vão cair!

- Unicamente dois minutos, Sr. Danton. - Obrigado.

Olá, Tom, como se sente?

Como vai Mary? Onde está?

Está bem.

Diga-me sinceramente, Phil. Mary também caiu?

Ela está bem, de verdade. Não caiu.

Virá lhe ver mais tarde. Não se preocupe.

Assustei-me tanto quando me disse que estava cansada e não podia me sustentar.

- Por isso me soltei. - Quê?

Quis impedir que os dois caíssemos.

Ela estava tão fraca...

Um momento. Mary disse que não podia lhe sustentar?

Sim, estava esgotada por completo. Muitos ensaios, eu acho.

- Foi minha culpa. - Sua culpa?

Devemos deixar o Sr. Danton descansar.

Está bem.

Quer alguma coisa, Tom?

Não, diga a Mary que eu a amo.

Farei isso.

Obrigado.

- Mary! - Quem é?

- Phil. - Oh, entre!

Quero falar com você.

Como vai Tom?

Feito poeira, mas acho que se recuperará.

Phil...

Vou descobrir com pôde acontecer esse acidente.

Peço-lhe que me conte o que fez meu irmão cair.

Já lhe disse, eu não sei!

Então que ainda não sabe!

Você estava lá em cima o sustentando. Como pode não saber?

Eu... não sei, Phil. Tenho algo parecido com uma lacuna mental.

E por que disse a ele que não podia aguentar mais?

Eu não disse isso!

Pois Tom diz que sim.

Não, não... pude ter dito isso!

Não tenho motivo para duvidar de Tom.

É que.... como se eu tivesse apagado da memória.

Você disse isso.

Sinceramente, Phil, não... não sei como pôde acontecer.

Mas se soube resistir pendurada sem cair, não?

Sim.

Talvez se distraísse pensando em Torg.

Phil, não diga essas coisas!

Deixe que lhe fale como me pareça.

Contarei ao mundo inteiro, publicarei nos jornais

para que todos saibam o tipo de traidora que é!

Acredite, se quiser trabalhar de novo...

É suficiente, Phil. Saia e fale comigo.

Que quer?

Calma, Phil. Esta não é a maneira de acertar as ciosas.

Então eu erro de novo.

O que há de errado com todos vocês?

Uma influência malévola chamada Torg.

Sabe que é isso, mas fechou os olhos para manter o show.

Esse cara os teme atemorizados. Não percebem que é só teatro?

Não é teatro, Phil. É de verdade.

Claro que é de verdade

enquanto realizam o número.

Sempre é de verdade.

Aonde quer ir parar?

Mary está controlada por Torg cada vez que ele tem vontade.

Acho que a culpa de que Tom caísse foi dele.

Como pôde fazer isso?

Está implicado mais do que acreditamos.

Sou mulher e detecto a influência desse homem. É sobrenatural.

- Oh, bobagem! - Não seja idiota, Phil.

Tem que fazer algo.

É perigoso.

Se acreditasse que tem alguma razão...

Está bem, eu vou tomar uma atitude sobre o assunto.

Torg!

Ei, Torg!

- Quero falar com você! - Sim?

Quero descobrir o que provocou a queda de Tom.

Por que me pergunta isso, Sr. Danton?

Porque acho que você sabe.

Ora, sua inteligência me surpreende.

Um momento. Eu tenho o palpite de que está intrigando para tirar vantagem.

E também sobre Mary.

Como Tom não está aqui e não pode falar por si mesmo, eu farei por ele.

Escute, Torg.

Pode ser fácil para você sugestionar una jovem,

mas não vai fazer o mesmo comigo!

Não grite comigo!

Gritar com você? Farei o que der vontade!

Tenho coragem suficiente para acabar com você!

Tente!

Canalha!

- Parem com isso! - Calma, chefe!

Calma!

Calma. Nada de perder o controle!

Está bem.

Está bem, podem me soltar.

Mas tome nota disso: faça suas malas e vá embora.

Vá agora que ainda pode.

Está bem, Sr. Danton. Irei embora.

Mas no seu devido tempo.

Circo Imperial Dalton. Não demore em reservar lugar!

Aonde vai?

Ao hospital para ver Tom.

Pobre rapaz!

Dê lembranças a ele e diga se quer que eu leve algo.

- Eu farei isso. - O almoço é a uma hora.

- Não se esqueça. - Não se preocupe.

- E não volte cheirando a cerveja. - Não farei isso.

Comprarei umas balas de menta.

Sempre incomodando, bruxa velha. Um dia destes...

De que está rindo?

Desgraçado marinheiro idiota!

Circo Imperial Dalton.

- Vai tudo bem? - Sim.

Aonde vai?

Vou me despedir de Phil.

Devo fazer isso.

Claro que sim. Vá.

Aonde vai?

Vou embora com Torg.

Mas... não podia ir embora sem me despedir, Phil.

Mary, a discussão que tive com Torg não incluía você.

Que lhe faz pensar que deve ir embora?

No é que pense isso, mas...

se Torg vai embora do circo, nosso número termina.

Não posso trabalhar em ele.

Escute, Mary. Sou seu amigo, mas também seu chefe.

Tem que trabalhar com qualquer um que eu lhe disser.

Se, eu...

Eu sei, Phil.

Tente compreender isso.

Vamos, todos ao trabalho.

Escute, Torg.

Não pode levar meu pessoal do modo que faz.

Eu? Que culpa tenho?

Se tivesse ido sozinho, ela teria me seguido.

Não é assim?

Sim.

Está vendo?

- Está pronta, Mary? - Um momento.

Sim, Sr. Danton. Preparado para falar de negócios?

Sim, receio que esteja preparado.

Porque não quero perder Mary.

Posso lhe lembrar que Mary não é nada sem mim?

Sim, entendi.

Então, podemos ser razoáveis?

Está bem. Seremos razoáveis.

Continue com seu trabalho. Tentaremos esquecer o assunto.

Está bem.

Esqueceremos... por esta vez.

Está deprimido por algo, Phil?

Acho que tem razão.

Não é maneira de lidar com isso.

- Mary costumava ser tão boa. - Costumava?

Ainda é.

Sim? Então como deixa que um canalha como Torg a dirija?

Não tem sentido.

Escute, Phil.

O que não entendamos não quer dizer que não tenha explicação.

Olhe, se tem um problema nos olhos,

vai a um oftalmologista, não?

Claro.

Pois se tiver algum problema mental...

Quer dizer que Mary...

Não, não, não, mas vai pelo caminho.

Oh, Phil, um médico deveria vê-la.

Um médico?

Já existe um que a raptou.

O Dr. Stephen Torg!

Precisamente. Temos que fazer algo.

Um especialista, Phil.

Sim, um perito em mente. Um psiquiatra.

Mas o número de Torg é 100% do show.

Se ele se...

Sim, mas me preocupa a influência que continua exercendo fora do show!

Escute, Phil.

Tom cai.

Torg consegue que o nomeie sócio do circo.

Tenta que Mary fuja com ele.

Não houve mais que problemas desde que ele chegou.

Onde encontraremos um especialista?

Mary, o Dr. Wilson é um psiquiatra.

Tem muito interesse na hipnose. Soube muitas coisas do seu número.

Gostaria de ter uma pequena conversa com você, Srta. Mary, se puder.

Claro!

Que quer saber?

Vou lhes deixar sozinhos. Fumarei um cigarro.

Está bem.

- Sente-se, por favor. - Obrigado.

Desculpe.

Diga-me, Srta. Mary, sente algum efeito nocivo após seu número?

Não, em absoluto.

E quando está atuando no circo percebe o que faz?

- Sim. - Toda hora?

Sim, exceto durante o número em que Stephen me controla.

- Oh... o Dr. Torg. - Ah, é médico?

Bem, é assim como o chamamos.

Vejo.

E você não sabe de tudo o que faz quando está sob seu controle.

Não, mas, claro, não tenho que me preocupar com nada.

Meu companheiro faz isso por mim.

Eu percebo perfeitamente.

A saúde não sofre quando lhe hipnotizam?

Santo Deus, não! Deveria?

Nunca pediria a ele que fizesse nada que me prejudicasse.

Além disso, faz tudo com extrema amabilidade.

Esplêndido! Tem muita sorte, Srta. Mary.

O Dr. Torg usa algo parecido com isto?

Sim, ele usa.

Importar-se-ia de olhar fixamente um momento?

Estou acostumada a este tipo de coisas, sabe?

Eu suponho.

Isto deveria lhe fazer sentir um pouco de sono.

Tem vontade de dormir?

Em absoluto. Sinto muito.

Por favor, concentre-se.

Pode dormir, já sabe.

Pode fechar os olhos.

Está bem, Srta. Mary, obrigado. É tudo que queria saber.

Estou bastante satisfeito.

Fico feliz que esteja, doutor.

- Suponho que é o Dr. Stephen Torg. - Sim, como vai você?

Interessado nesse suposto controle que exerce sobre a Srta. Mary.

Muitas pessoas se interessam por isso, doutor.

E não é "suposto".

É completo e absoluto, como você mais que ninguém terá notado.

É assim.

Que faz aqui?

Oh, eu tenho escutado secretamente.

Não me surpreende. Fora.

Claro que sim.

Mary.

Um momento, Mary. Quero falar com você.

Mary!

- Que podemos fazer? - Receio que nada.

- Tem certeza? - Razoavelmente.

Suponhamos que a levo para ver Tom. Afinal, eles estavam apaixonados.

Se o vir lá, na cama, cheio de curativos, não poderia ajudá-la?

Poderia. Pelo menos não vai doer.

Não sei se dará resultado, mas sim, eu a levaria par vê-lo.

Isso que chama de controle, não haveria maneira de parar?

É obviamente uma submissão voluntária

e, por isso, nenhum outro controle pode interferir.

E se Torg morresse, que aconteceria com Mary?

Nesse caso, entraria em um estado hipnótico

que gradualmente se transformaria em um sono natural.

Ao acordar, não se lembraria de nada e voltaria a seu estado normal.

- Obrigado, senhor. - Não há de quê.

- Mary! - Olá, Tom. Como vai?

Finalmente está aqui.

Mary, algo está errado?

Tom, eu...

Desejava tanto lhe ver...

Verdade?

Passou muito tempo, não?

Sim, é que... Suponho que sim.

Mary não está bem, Tom. Creio que é uma reação.

Não tem por que se preocupar. Vou ficar bom.

Fico feliz.

Isso está bem!

Escute, querida.

Se houver algo em sua mente, algo que lhe preocupe,

que queira me contar, seria melhor que dissesse.

Parece-me que entenderia.

Sim.

Há algo que quero lhe dizer.

Sim?

Eu...

Eu...

Por favor, deixe-me ir embora... Não quero falar disso.

Não se preocupe. Eu entendo.

Não é assim.

Escute, Tom, Mary tenta dizer

que ela continua pensando o mesmo que antes.

Não é assim, querida?

Não devemos ficar muito tempo.

Será melhor que a leve, Phil. Ela quer ir embora.

Stephen vai se aborrecer se eu chegar tarde.

Stephen? Torg!

Então se trata disso, verdade?

Por que não diz claramente?

Escute, tentava lhe dizer.

Ela não pode evitar! Não é culpa dela.

Não compreende?

Ambos devem pensar que sou idiota.

Adeus. Eu já tive o suficiente.

Vamos, Mary.

Mary.

Em todos os anos que tenho dedicados à publicidade,

nunca fiz algo que fosse premiado com este grandioso e absoluto sucesso.

O último, o mais sensacional, o mais colossal, totalmente novo e melhorado!

PALÁCIO METROPOLITANO DE INVERNO GRANDE SESSÃO DE CIRCO

CIRCO TORG E DANTON APRESENTA A SRTA. MARY E O DR. STEPHEN TORG

O jornal! O jornal! Extra! O jornal!

Senhoras e senhores,

apresentamos o Circo Torg e Danton!

Senhoras e senhores, o Trio Cecil Ayres

um número de patinagem anglo-americano.

Magnífica arrecadação.

525 libras. É um bocado de grana, Mason.

Sim, senhor, estamos fazendo bem.

- Sim, você também faz muito bem. - Boa noite, senhor.

- Boa noite. - Olá, George.

Olá, como vai?

- Tom! - Phil!

Ora! Todos vocês já viram o show. Fico feliz em lhe ver.

Sente-se, descanse seus pés.

Eu lhe disse que voltaria, não é?

Como vai?

Oh, bem. Mas me diga como você vai. Isso é muito mais importante.

Bastante bem. Terei que usar esta bengala por um tempo,

mas me disseram que em uma ou duas semanas estarei bem.

Ótimo.

Pelo que parece, o negócio está indo bem.

Pelo barulho que o público fazia diria que era a final da Copa.

Que aconteceu? O sucesso está ficando rançoso?

Mais ranço que pão de uma semana.

Viu os novos cartazes?

Sim.

Torg e Danton.

Abriu seu caminho a cotoveladas, não?

É assim. Eu deveria ter lhe dado um chute na bunda semanas atrás.

- Quê? E quebrar? - De boa vontade.

Como vai Mary?

Está bem.

É feliz?

Essa garota já não está conosco.

Exteriormente sim. Come, bebe, fala com a gente,

mas sua mente, sua alma, a Mary real pertence a esse rato.

- Quer dizer, a Torg? - A quem mais?

- Quer beber algo? - Sim, mas que seja pouco.

Sabe, Tom, a hipnose é uma coisa má nas mãos de pessoas más.

Lembra-se de quando eu a levei ao hospital?

É algo difícil de esquecer.

Então estava sob influência dele.

Você não percebeu, mas eu sim.

Todo o tempo eu pensei que ela estava...

Todo o tempo você pensou que ela estava lhe menosprezando.

Essa não era Mary. Era apenas uma boneca e Torg o ventríloquo.

- Ele ainda é. - Claro.

Sabe? Agora fazem um número novo.

É o próximo. Devo anunciá-lo. Gostaria de vê-lo

- Isso traz riscos? - Um pouco.

- Aéreo? - Sim.

Phil,

Suponha que uma noite, no meio da atuação,

Torg deixasse de exercer essa influência.

Sim, isso me preocupa.

Se alguma vez traísse Mary, eu...

E não há nada que se possa fazer para pôr fim a isso?

Nada.

Ainda.

Vamos.

Não me diga que ela vai...

Não acontecerá nada.

Senhoras e senhores,

em vista da importância

do sensacional número circense que vamos lhes apresentar,

gostaria de dar lugar ao Sr. Danton em pessoa.

Obrigado.

Senhoras e senhores, chegamos ao ponto culminante de nosso programa.

O surpreendente número executado pela Srta. Mary

sob o controle hipnótico do Dr. Stephen Torg.

É algo que tem sido a sensação de três continentes,

um número que todo o mundo reconhece,

seria impossível de realizar

se a Srta. Mary não estivesse sob o controle do doutor.

Senhoras e senhores, para mim é um prazer lhes apresentar

a Srta. Mary e o Dr. Stephen Torg.

Srta. Mary, doutor, querem ocupar suas respectivas posições, por favor?

Senhoras e senhores,

devido às circunstâncias excepcionais em que se executa este número,

devo lhes pedir que, por favor, guardem silêncio.

- Como se encontras hoje, Mary? - Perfeitamente, Stephen.

Está bem.

- Podemos começar? - Tudo pronto.

Não deveria ter autorizado isto.

Coloque-se sobre o fio.

Preparada, Srta. Mary?

Preparada.

Dr. Torg, você está preparado?

Sim, estou preparado.

Está bem, Mary.

Vá em frente.

Vá em frente, Mary.

Vá em frente.

Outra vez, Mary, outra vez.

Muito bem, Mary.

Fique aí.

Fique aí até que lhe diga que acabe.

Mary!

Fiquem em seus lugares! Silêncio.

Muito bem, Mary.

Não se mexa!

Está a salvo.

Esta a salvo, Mary.

Faça o que lhe digo. Volte.

Volte, Mary. Uma mão depois da outra.

Volte.

Volte.

Volte.

Volte!

Uma mão depois da outra!

Volte!

Volte.

Cortaram a corda deliberadamente.

Não é bom que nos enganemos.

Não há nenhum entre nós que não sinta alívio pelo que aconteceu.

Mas esse sentimento não será estendido à polícia.

Eles considerarão assassinato com premeditação.

Vão nos interrogar a fundo até que encontrem o culpado.

Podemos lhes economizar um bocado de tempo.

e encontrá-lo entre nós agora mesmo.

No que me dizia respeito, eu estava sentado lá, assistindo ao show.

Onde você estava, Willie?

Onde eu estava? Vejamos onde estava...

Nossa! Não pensarão que eu...

Quero dizer que odiava esse cretino, mas...

Diga-nos, Willie, onde estava?

Estava ali em pé, junto da entrada.

Eu o vi quando cheguei aqui da bilheteria.

Bem, isso descarta Willie.

Ei, Jim.

- Quê? - Que você fazia?

Es... estava no reboque bebendo um drinque.

Não acreditam em mim?

Claro que acreditamos, mas a polícia vai querer confirmar isso.

Mas... mas eu não tinha motivos!

Está bem, estava no reboque tomando um drinque.

- Vejamos agora quem mais... - Pare este interrogatório estúpido!

- Eu fiz isso. - Phil!

Eu cortei a corda e me alegro!

Torg estava nos destruindo.

O dia que chegou foi o pior de nossas vidas.

Eu comecei isto e eu terminei.

Eu o incorporei ao show.

Não fiz nada para evitar que transformasse Mary em uma marionete.

Fechei os olhos ante sua tentativa de assassinar Tom.

Inclusive eu o fiz sócio.

De repente soube que o único modo possível

que podia acabar o controle que exercia sobre Mary era matando-o.

Bem,

isso é tudo.

Que alguém chame a polícia.

Um momento, Sr. Danton.

Este homem não morreu por causa da queda.

Atiraram nele.

Quê?

Um tiro na cabeça.

Mas quando?

Diria que enquanto estava caindo.

De que direção veio a bala?

Penetrou no crânio bem por cima do ouvido esquerdo.

e quem atirou teve que ser um atirador de primeira classe,

alguém que estivesse em pé mais ou menos por ali.

Lembra-se de mim?

Sim, doutor. Eu fiz o disparo.

Dora!

Não há nada, Phil. Para este circo você é mais importante que eu.

Poderão continuar funcionando sem mim.

Posso entender o que passou por sua cabeça.

Acontece que só me adiantei a você.

Além disso, eu... eu aprecio muito Mary e Tom.

Quis fazer que as coisas voltassem a ser como eram antes entre eles.

Jim, chame a polícia.

Não... não posso.

Eu farei isso.

Sr. Danton.

Tom, querido.

Mary.

Senhoras e senhores,

mais uma vez apresentamos na sua cidade a emoção de sua vida.

O Circo Imperial Danton!

Tradução das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL - 2

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