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Meu nome � Rusty Sabich, e sou o promotor deste julgamento.
Sentado ali, o acusado, James McDavid. E posso lhes dizer
que ele est� aqui como inocente,
porque � o que estabelece nossa constitui��o.
Vou lhes apresentar provas de que o acusado cometeu o crime.
E se considerarem "prov�vel"
devem votar "inocente".
Se considerarem "altamente prov�vel", devem libert�-lo.
Meu trabalho � provar culpa sem sombra de d�vida razo�vel,
e fazer parte do j�ri � uma grande responsabilidade.
Ser incumbido da acusa��o e satisfazer o �nus da prova
tamb�m requer responsabilidade.
Honrarei meu dever e pe�o que realizem o dos senhores � altura.
Vamos cumprir nossa miss�o?
QUER SE JUNTAR A N�S? E-MAIL | loschulosteam@gmail.com
Foi alto demais.
Alto demais, vamos l�. De novo. Concentre-se, respire.
Ei, respire.
Est� se apressando. Respire.
Como eles est�o indo?
Bem.
Conhe�o essa de batedores nas bases.
Nos test�culos, n�o.
Nojento!
Gente, falei pra n�o mandarem bolas com efeito.
Deixe o garoto lan�ar, querido.
- Pai. - Diga.
� o Raymond.
Voc� mandou umas �timas hoje.
- Deve ter sa�do uma pesquisa nova. - � brincadeira.
O papai que sugeriu.
Oi.
Quando?
Sim, j� vou indo.
Barbara, posso falar com voc�?
Sim, claro.
Diga.
Carolyn Polhemus foi assassinada.
Quando?
N�o sei, eu tenho que ir. Mas eu volto.
POL�CIA
Melhor n�o entrar, est� feio.
Certo. Ponha as luvas.
PER�CIA
Devo pegar o caso, porque algo desse porte requer o Rusty ou a mim,
- e o Rusty era pr�ximo a ela. - Devo assumir.
- Por que, exatamente? - Primeiro, o Raymond quer que seja eu,
e ele ainda � o chefe, Nico, embora voc� queira o cargo.
E sou melhor que o Tommy.
Certo. Que fique registrado, at� eu vencer a elei��o,
e vou vencer, continuo sendo seu fiel servidor.
O caso � do Rusty, ouviu?
Tommy, voc� n�o v� as coisas direito. Admita.
Ser puxa-saco do Nico atrapalha sua vis�o.
- Me dispensar � risco seu. - Fodam-se.
S� quero o melhor advogado pro trabalho, e � o Rusty.
Eugenia, pode pedir pra Rigo ir � minha sala?
Est� bem.
Porra.
Pois �.
Pois �.
Ai, meu Deus.
Rigo, o que j� sabe?
A pol�cia fez a per�cia, verificou a cronologia, os �ltimos contatos.
Por onde come�amos?
Solturas recentes, condicionais.
Nossa.
- Teria sido vingan�a? - Vai saber? N�o fa�o ideia.
Quando vierem os resultados, garanta que s� eu receba.
S� eu, n�o Molto nem Delay.
Pode deixar.
Membro da equipe de Raymond Horgan,
promotora dura com aspira��es pol�ticas pr�prias.
A Sra. Polhemus foi espancada at� a morte, em casa,
e sua funcion�ria descobriu o corpo logo depois das 10h de hoje.
O dia tem sido dif�cil em Wall Street, com pre�os...
Nossos sentimentos para Carolyn e sua querida fam�lia.
Estamos impressionados e assustados
com tal ato de viol�ncia grotesco e insens�vel.
E que o p�blico saiba que ouvimos sua ang�stia e seu medo
porque tamb�m sentimos.
� dif�cil os cidad�os se sentirem seguros, se nem nossos promotores protegemos.
- Nossa. Que babaca. - Temos que melhorar.
Precisamos melhorar.
- Ele n�o perde tempo. - N�o.
Devemos isso n�o s� a Carolyn Polhemus,
mas aos amigos e familiares dela que jamais a ver�o...
Voc� est� bem?
Estou.
Estou.
Oh, Rusty.
Eu estarei aqui pra te apoiar...
mas ir ao funeral n�o d�.
Eu entendo.
Obrigado por vir hoje.
Obrigado por...
Obrigado.
Como voc� est�?
Como voc�, acho.
- Descobriu algo mais? - N�o, mas a Rigo est� em cima.
O tempo n�o para, e meu mandato est� na reta.
N�o se preocupe. Vamos achar o culpado.
Quem � nosso legista?
O Indolor.
- Kumagai. Puta merda. - Raymond.
Rusty.
- Delay. - N�o gosto do apelido.
� brincadeira.
- A coletiva de imprensa, Nico. - N�o vamos discutir aqui.
V� se foder. Est� usando politicamente o assassinato da Carolyn.
Raymond, n�o entre nessa agora.
- V� se foder tamb�m. Cale a boca. - � baixar o n�vel.
N�vel? J� transei at� com pufe.
O Senhor est� perto daqueles de cora��o quebrantado,
dos que est�o abatidos por afli��es
por causa da tristeza que abala seus esp�ritos
ou que t�m senso de pecado e dor
pelo qual seus cora��es os ferem...
- O ex dela. - ...e s�o feridos...
- Voc� o conheceu? - N�o.
- ...e quebrantados. - Um pirado.
S�o s� palavras.
Ele tem �libi.
- Carolyn Polhemus era... - Quem est� ao lado dele?
- ...uma filha amada... - Filho dela.
...m�e, funcion�ria p�blica.
Voc� n�o sabia?
Palavras n�o expressam a perda
nem aliviam o pesar.
Dizemos a n�s mesmos que a levaremos no cora��o e na mente.
- Desculpe, Raymond, eu vou... - Sim.
Cinzas n�o seriam apenas cinzas.
O p� n�o seria apenas p�.
A lembran�a dela nos preencher�.
Estranho ela nunca ter mencionado o filho.
O ex tem a cust�dia dele?
Estou supondo que sim.
Por favor, me diga que temos alguma pista neste caso
e que n�o estamos totalmente perdidos.
Tenho uma ideia.
- Ok. - Bunny Davis.
- Reynolds? N�s o condenamos. - Trabalhei no caso dele com a Carolyn.
Est� dizendo que colocamos um inocente atr�s das grades
para o assassino matar uma promotora nossa?
Maravilha. Assim eu serei reeleito.
As duas estavam amarradas do mesmo jeito.
Acha mesmo que tem liga��o?
N�o quis saber se est�vamos perdidos?
Pai?
Por que est� em casa?
Fui ao funeral da Carolyn.
Quer jogar?
Vamos, quero ver a bola com efeito.
Manda uma com efeito.
Quero ver de novo.
LAUDO DA AUT�PSIA
Causa da morte: Traumatismo craniano.
Leia o laudo, j� mandei.
Faltam as an�lises qu�mica, patol�gica, toxicol�gica. N�o foi minucioso.
V� se foder.
Eu sou m�dico, e voc� me respeite nesta sala.
Nenhum ferimento indica que foi esfaqueada.
- E n�o foi. - Sem sinais de agress�o sexual.
Saberia se tivesse lido o laudo todo. Caramba, que gente de merda.
Como?
Falei "que gente" e falei "de merda".
Preciso terminar meu almo�o...
Foi bom te ver, Sabich. Aprecie a vista.
Liam Reynolds est� de olho em Bunny Davis.
Ele sabe que um saquinho de hero�na de US$ 12 consegue o que ele quiser,
ent�o, levou-a ao quarto de hotel dele.
E, durante aquela semana, ele a manteve drogada.
T�o drogada que teve que dar Narcan a ela em tr�s ocasi�es, a fim de reanim�-la.
Bunny Davis morreu tr�s vezes nas m�os de Reynolds.
E ele a reanimou tr�s vezes.
Ela estava drogada demais para reagir, mas n�o para n�o sentir.
E, quando ele ficou sem droga
e j� n�o podia sed�-la, ele a amarrou por tr�s dias.
Tr�s dias com uma corda no pesco�o, puxando-a, enforcando-a.
Bunny Davis era filha...
irm�...
amiga.
Bunny Davis tinha 26 anos
quando se viu amarrada em uma espelunca, com um monstro,
e ela orava, implorava para o sujeito ser do tipo que a libertaria.
Mas n�o.
Este homem, Liam Reynolds, � do tipo que faz isso...
e isso...
e isso.
Lembra-se de Bunny Davis?
Lembro.
A Carolyn foi amarrada do mesmo jeito.
- Certo. Voc� acha que tem liga��o? - Pelo jeito, Rusty acha que sim.
�, mas Liam Reynolds est� preso.
- Est�. - Tudo bem.
Mas o caso n�o � nosso.
Ainda n�o.
ADMINISTRA��O PENITENCI�RIA DE ILLINOIS
N�o acho que tenha sido ele.
� plaus�vel que ele tenha arrumado algu�m de fora para mat�-la.
Est� indo longe demais. A outra v�tima foi esfaqueada no cora��o.
Carolyn foi espancada.
Com um ati�ador, ali�s.
� mesmo?
�, ela tinha um kit de lareira.
O ati�ador sumiu. Deve conferir com as les�es.
- � mesmo? - Podem ir.
Parece que aconteceu, n�o foi planejado.
- Como �? Foi meticuloso. - N�o, meticulosa foi a amarra��o.
N�o tanto o assassinato.
Parece algo que eu faria.
Seria algo que eu apreciaria.
Ent�o, sou suspeito?
Bom, espero que sim.
Isto aqui � um t�dio do cacete.
Vou ter que voltar ao tribunal, colocar gravata, me arrumar?
Est� em busca de uma grande descoberta?
V� se foder.
Ela se vangloriava dos criminosos que condenou, sendo eu um deles.
Ent�o, se quer uma declara��o minha, eu posso te dizer: "Aleluia."
Ou n�o, tem outra melhor.
Tem outra bem melhor: "O mundo d� voltas."
J� acabou?
Eu esmagaria o cr�nio dela com prazer.
Como voc� � gentil.
Digamos que, para efeito de argumenta��o, sua e n�o minha,
voc� seja um cara gentil cumprindo pris�o perp�tua.
Nada a ver com a Carolyn ali�s. E que, se voc� tivesse alguma informa��o,
acho que consideraria vantajoso estar diante do subprocurador.
O que voc� quer? Continuar fazendo o que faz por aqui?
Me diz uma coisa. Voc� realmente acha
que tive envolvimento na morte da sua adorada colega?
Eu acho que voc� ficaria intrigado com as semelhan�as entre Bunny e ela.
E que, se tivesse algo a compartilhar, agora seria uma boa hora.
Carolyn Polhemus.
Carolyn Polhemus...
acabou com a minha vida.
Voc� ajudou.
N�s, o j�ri do caso supracitado,
consideramos Liam Reynolds culpado de homic�dio de primeiro grau.
A�!
Jamais me esque�o de duas coisas.
De rostos e de quando me fodem!
Por mais amada que Carolyn fosse,
ela tamb�m fez muitos inimigos.
Ela era uma promotora implac�vel, que p�s na pris�o muita gente da pesada.
Alguns at� buscando vingan�a.
A pior fantasia de todo promotor
� um condenado dele procurar vingan�a.
Ningu�m quer cultivar criminosos violentos que guardam m�goas.
Nada est� bem do jeito que est�. H� muito medo.
As pessoas n�o se sentem seguras
e est�o ansiosas. Mas n�o � � toa:
Raymond Horgan n�o est� sendo eficiente na seguran�a,
e isso � algo que pretendemos mudar.
No momento, as pessoas n�o se sentem livres e seguras.
Ent�o, daqui a duas semanas, Chicago, v� votar.
Sr. Caldwell, desculpe-me aparecer sem avisar.
- Sou Rusty Sabich. - Sei quem voc� �.
A Carolyn falava de voc�.
- Tentei ligar. - A pol�cia j� esteve aqui.
Posso falar com o senhor?
N�s nos divorciamos h� nove anos. N�o mant�nhamos contato.
Sabe algo da vida pessoal dela?
N�o sei, n�o.
E voc�?
A vida dela era trabalhar. Os colegas t�m melhor condi��o de saber.
Esse foi o motivo do div�rcio.
Voc� trabalhava muito pr�ximo a ela,
pelo que entendi.
Ela era meu bra�o direito.
Eu nunca soube que ela tinha um filho.
�s vezes, o que n�o se sabe revela tudo.
A Carolyn separava muito bem as coisas.
Ainda devo desconhecer muitas coisas sobre ela.
O que eu via e sabia era o que ela queria que fosse visto e conhecido.
Se acha que posso t�-la matado, a pol�cia j� concluiu o contr�rio.
Meu filho, Michael.
- O Sr. Sabich. - Oi, Michael. Lamento a sua perda.
Obrigado.
Ele est� bravo...
com o mundo, com a m�e, comigo.
A unidade familiar dele se foi.
Ele deve me culpar por isso.
Ok, pessoal, vamos come�ar.
Ou�am, sei que est� dif�cil para todos.
Estamos passando por um momento delicado.
A Carolyn era uma pessoa muito especial, central � nossa equipe.
A dor � compreens�vel.
E tudo bem se n�o der pra continuar. � da natureza humana.
Mas � tamb�m da natureza humana nos apoiarmos.
Sermos compassivos.
Qual �...
Desculpe.
Que novidades temos sobre o assassinato da Carolyn?
Ainda n�o saiu o laudo patol�gico completo.
Sobre as roupas e o corpo da Carolyn,
havia fibras de um carpete, mas n�o da casa dela.
Eram sint�ticas, fabricadas no pa�s.
A cor se chama "malte escoc�s".
O lote n�o foi identificado, a fibra pode ser industrial ou caseira...
A cor se chama "malte escoc�s".
J� restringe.
Talvez ela n�o tenha resistido antes de ser morta,
n�o h� sinal de invas�o, ela podia conhecer o assassino.
E a aut�psia concluiu tr�s golpes na cabe�a.
E a corda?
� uma corda padr�o de meia polegada, de c�nhamo americano.
Que tem pra vender em qualquer loja.
Target, Walgreens, Home Depot.
Ent�o, quando diz que a investiga��o est� no escuro, fala s�rio.
� o que vai dizer ao Delay, pra convocar uma coletiva e apontar incompet�ncia?
Sua incompet�ncia est� a toda hoje.
Voc� sabe mesmo ser um babaca, n�o �, Tommy?
Acho que a parte da compaix�o j� acabou.
Tommy, posso falar com voc�?
Que merda foi aquela?
- Qu�? - Acha que foi produtivo?
Era esse o objetivo?
- Quer saber? - J� sei.
Estou cansado da porra da sua insubordina��o, viu?
- Se voc� obstruir a minha investiga��o... - Obstruir? Voc� achou fibras de carpete.
- O caso j� est� solucionado. - Est� brincando?
Quer me desafiar?
Quer me desafiar?
- N�o. - Acha que seria boa ideia?
Acha que vai funcionar pra voc�?
Voc� est� transtornado.
�.
Porra.
Sr. Sabich, e o caso Polhemus?
N�o posso comentar. A investiga��o est� em curso,
- mas posso dizer que... - A�, Rusty.
...Raymond Horgan est� indo fundo.
A ideia de que n�o estamos fazendo nada � ofensiva.
� a impress�o que Nico Della Guardia quer passar,
ele ganha politicamente ati�ando o medo.
Mas Nico Della Guardia n�o defende um caso h� anos.
- Ele s� faz acordo. - A�!
A metodologia preferida dele � enrolar,
at� que o advogado do r�u desista, pois o cliente n�o pode pagar.
Uma coisa � ser incompetente. Outra, ser desonesto. Mas ambos...
Nico Della Guardia � conhecido como Nico "Delay" Guardia
porque ele enrola e faz acordo. E s� mais uma coisa.
Se estivesse numa viela escura e perigosa, quem ia querer do seu lado?
Um enrolador...
- Maldito. - ...como Nico,
ou um batalhador como Raymond?
N�o me diga que ficou respons�vel pelo caso da Carolyn.
Ficou?
Rusty?
O Raymond me pediu.
O Raymond te pediu.
Se eu n�o pegar, vai pro Tommy Molto, que n�o vai fazer nada,
a fim de comprometer as chances do Raymond de se reeleger.
Se o Della Guardia vencer, ele dar� a Tommy minha posi��o.
E se descobrirem...
que voc�s tiveram um envolvimento?
Qual ser� o efeito no processo,
na sua carreira, nos nossos filhos?
Em mim?
Eu e a Carolyn terminamos h� muito tempo.
S� preciso de duas semanas, porque, entre hoje e a primeira audi�ncia,
Raymond requer o caso pronto.
E s� eu posso conseguir isso.
N�o h� um promotor que n�o tenha dormido com ela?
Sinto muito.
Nosso casamento mal sobreviveu a isso.
Eu mal sobrevivi.
Eu te conhe�o, Rusty.
Vai mergulhar de cabe�a no caso.
Vai ficar envolvido e parar de falar.
Isso vai acabar comigo.
Meu pai traiu a minha m�e...
e...
jurei pra mim mesmo que jamais faria isso.
E aqui estou.
Por que acha que aconteceu?
N�o sei, mas n�o foi pelo sexo.
Acabou virando sexo.
Mas, com a Barbara, foi assim no in�cio.
N�s nos conhecemos aos 20 anos. Ela engravidou em seis meses,
veio a Jaden e, depois, o Kyle.
A�, ficamos juntos.
Na hora de dormir, lev�vamos pra cama as preocupa��es:
Os problemas das crian�as na escola, meu trabalho.
Com a Carolyn, era tranquilo.
Ela me despertou, sabe?
Carolyn era engra�ada, forte. Ela era brilhante.
Era brilhante pra caramba.
Sabe o que n�o consigo entender e que talvez voc� possa me ajudar?
Houve algo especial em nosso primeiro encontro...
N�o paro de pensar nisso.
Talvez ela n�o tenha sido atra�da s� por mim.
Como assim?
Ela teria se atra�do pelo seu poder?
Assim n�o parece amor.
Mas era.
- Quero te ensinar algo. Aten��o. - Quero aprender.
- N�o est� ouvindo. - Mais ou menos.
Sinto falta da �poca em que dois adultos se tocavam quando queriam se tocar.
T�nhamos um lance muito f�sico.
Ela era bem agressiva.
E gostava quando eu era agressivo.
Est� falando do sexo agora?
E, �s vezes, a Carolyn e eu trans�vamos de um jeito
que a B e eu nunca transamos.
A Carolyn me olhava e dizia:
"A Barbara faz isso com voc�?"
Quase como se ela quisesse traz�-la pra cama conosco.
Como se quisesse a B na cama conosco.
Como se quisesse mais uma testemunha pro que eu estava disposto a perder.
Falou desse sentimento para a Barbara?
N�o fa�a isso.
A Barbara faz isso com voc�?
Porra.
Porra!
N�o paro de pensar nela.
DELLA GUARDIA PARA PROCURADOR DO ESTADO
Della Guardia!
Obrigado.
Que...
Que noite maravilhosa.
Mas, lembrem-se, amigos, isso � s� o in�cio.
Tamb�m quero agradecer
meu incr�vel amigo e nobre advers�rio, Raymond Horgan.
Obrigado. N�o.
Ele serviu a cidade t�o fielmente por tanto tempo.
- Incr�vel e nobre. - Por tanto tempo.
Ele � meu caro amigo Raymond.
- Caro Raymond. - Estou com ele, de cora��o.
Raymond Horgan, obrigado. Por favor.
�.
Mas, sabem,
isso � passado, e estamos aqui para...
O futuro!
Ent�o voc� sai hoje?
Ainda tenho emprego, mas n�o como subprocurador.
- Vai ser o Tommy, n�o �? - Sim, Tommy Molto.
...est�o comigo?
- Fodam-se. - A�!
- Kyle. - Fodam-se.
Francamente, olhe s�.
Ele n�o est� errado. Nem pensar estar l� com essa gente no comando.
Ok. E pra onde eu iria?
O que eu faria?
E o caso?
N�o sei.
Como foi com a Dra. Rush?
Voc� teria gostado.
Ela ficou do seu lado.
Claro que ficou, eu sou a corna.
Sinto muito pela elei��o...
e pelo seu cargo.
Estou meio que aliviado, sabe?
Obrigado por me apoiar.
Eu tenho consci�ncia que sou, sabe...
Leal at� o fim?
N�o sou extremamente dependente.
Podia ter te largado.
Ter seguido a vida. E ainda posso.
N�o fiz isso, porque temos uma fam�lia...
e, se tem algo que me motiva, � preserv�-la.
E eu te amo.
Tem isso tamb�m.
Eu vou lutar... Voc� e eu vamos lutar
para salvar o que temos, porque temos muito.
Mas voc� precisa deixar de am�-la.
Voc� precisa deixar de am�-la.
Liguei pro Nico
e o parabenizei tanto pela vit�ria quanto pela bela disputa.
E tamb�m o avisei que vou renunciar imediatamente,
assim, ele poder� desfrutar de um pouco da titularidade
antes das elei��es gerais.
Al�m disso, um promotor em fim de mandato n�o atende os interesses da nossa cidade.
Rigo, oi.
Oi. Como voc� est�?
- N�o sei. - Sinto muito.
Por que est� aqui?
A dupla din�mica quer detalhes dos casos.
Casos?
Voc� vai ficar bem?
- Sempre. - At� mais.
Sim?
- Oi. - Oi.
N�o dava pra sair mais r�pido?
Se voc� acredita na m�dia, realmente n�o tenho muito tempo aqui.
� como um garanh�o premiado saindo pra pastar.
Quem dera eu ainda fosse o garanh�o.
Est� pronto?
Pra qu�? Pro pasto?
N�o, pra reuni�o.
Ah, com os dois patetas.
Ok.
J� viu a minha cara. Est� feliz?
Ora, Raymond, por favor. Sente-se.
Voc� tamb�m, Rusty. Feche a porta.
Primeiro, quero te agradecer pelos coment�rios gentis de ontem.
Foram tocantes, am�veis.
V� se foder.
Seus coment�rios p�blicos anteriores, por�m, me entristeceram.
Sinto muito.
O Tommy vai assumir o cargo de subprocurador
a partir de agora.
Claro, voc� passar� pra ele sua lista de casos,
observa��es, arquivos, etc.
E, considerando o enorme interesse p�blico no caso de Carolyn Polhemus...
O fogo que voc� ati�ou sem vergonha na cara?
Como estamos indo?
Dei ao Tommy o relat�rio completo.
Acho que n�o deu, n�o.
Faltam algumas coisas aqui.
Por exemplo?
- An�lise de digitais, pra come�ar. - Estou aguardando.
Est� dispon�vel.
Estava interferindo?
A investiga��o � minha agora.
V�rias digitais foram encontradas na casa dela, inclusive as suas.
Quando esteve na casa da Carolyn?
Logo ap�s a morte dela.
Mas estava com luvas, n�o �?
Achamos suas digitais no quarto dela. Ningu�m te viu ir l�.
Quando esteve na casa da Carolyn, antes do crime?
Trabalh�vamos em casos juntos e, �s vezes, faz�amos hora extra,
ocasionalmente, na casa dela.
Discutiam casos na casa dela?
�ramos colegas de trabalho.
Verifiquei os registros telef�nicos no celular da Carolyn.
- Voc�s conversavam bastante. - Para que tudo isso?
Quero saber quando esteve na casa dela antes do crime.
E voc� disse que trabalhavam l�.
Preciso de advogado nesta reuni�o?
Qual o �ltimo caso em que trabalharam juntos?
Estou sob investiga��o criminal?
Sou o novo subprocurador.
Quero ser informado pelo anterior.
Tenho perguntas.
� normal.
Voc� e a Carolyn tinham um envolvimento rom�ntico?
Devo perguntar de novo?
Minha rela��o pessoal com Carolyn Polhemus
n�o � relevante para esta investiga��o.
Est� brincando?
- Voc� � uma farsa, Tommy. - Rusty.
Realmente, errei ao acus�-lo de incompet�ncia nesta investiga��o.
Foi deliberado, h�bil.
- Voc� � uma farsa! Uma farsa! - Talvez.
Rusty, voc� deveria ficar de bico calado.
� o seguinte.
Chegou o laudo completo, e a Carolyn estava gr�vida.
Sabia que a Carolyn estava gr�vida quando foi morta?
N�o.
Tem ideia de quem seria o pai?
BASEADO NO LIVRO DE SCOTT TUROW
Legendas: Fl�via Fusaro
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