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SEIS N�O � DEMAIS
Dami�n, espera!
Para!
Para!
Desculpa.
Odeio mentir e odeio quando mentem.
Por isso n�o tenho rela��es monog�micas.
Por que n�o vai cuidar disso?
- Quero conversar antes. - T�, espera.
Vou te dar algo pra estancar o sangue, sen�o vai infeccionar. Toma.
Nunca trazemos ningu�m pra casa sem deixar tudo bem claro antes.
Que bom! Ent�o abriram uma exce��o comigo.
Posso saber por qu�?
- Entra, que eu te explico tudo. - N�o.
Estamos bem aqui.
Somos uma pol�cula grupal aberta.
Gonzalo, Trinidade e Lautaro s�o um trisal n�o hier�rquico.
E a Pato e o Gonzalo s�o meus v�nculos sexoafetivos n�o exclusivos.
Sem poder de veto, mas � um acordo de honestidade.
Pel�cula? Tipo um filme?
Pol�cula. � uma rede afetiva.
Desculpa.
Devia ter contado antes, mas est�vamos...
�, devia. Teria sido uma �tima ideia.
Voc� disse que n�o queria nada s�rio, depois mudou de ideia.
Imaginei que eu gostava de voc�
quando ainda pensava que voc� era normal.
Como assim, normal?
N�o, quer dizer, sem esse lance de trisal e tal.
Tudo isso que me disse.
Por que n�o enfia sua vida normal naquele lugar?
A POL�CULA
Nossa, quanto sangue!
Nunca mais quero ver esse cara.
Se me permite citar um poeta contempor�neo...
"N�o fa�a promessas no bid�."
DOZE HORAS DEPOIS
� um estresse pra voc� vir aqui, n�?
- Por qu�? - Pelas op��es.
N�o, eu j� sei o que quero, ent�o...
- Polvo? - � pra mim. Isso, polvo.
Obrigado.
- T�bua do mar? - � minha.
Obrigada.
Um pouco de tudo?
O polvo est� uma del�cia!
Se eu fosse pra uma ilha deserta e tivesse que escolher um prato,
sem d�vida seria este.
Isso nunca vai acontecer. Por que se obrigar a escolher?
O bom � tudo se complementar.
Isso pode acontecer:
ladr�es entram na sua casa e p�em uma arma na sua cabe�a.
Eles s�o legais, n�o tem perigo,
mas te obrigam a decidir entre azeite e �leo de girassol.
Azeite � muito invasivo.
Resposta errada.
Vamos continuar fingindo ou vamos falar do que temos que falar?
Vamos falar.
Voc� est� certa.
T� bom. Carol...
eu quero te pedir desculpa.
Eu n�o sou t�o idiota quanto pare�o.
� claro que voc� tem o direito de viver como quiser.
E com quem quiser.
Obrigada pela permiss�o, chefe.
N�o foi isso que eu quis dizer.
Que idiota!
O que eu quis dizer � que eu n�o...
Eu realmente n�o sei...
se conseguiria.
Mas n�o estou te pedindo nada.
N�o, n�o.
S� porque voc� n�o faria n�o significa que seja ruim.
Isso � verdade.
Mas...
E com isso n�o quero me eximir...
Como eu posso dizer?
Sou Dami�n, de Villa Devoto.
Minha m�e � a Sandra, meu pai, Luis Alberto...
Ela � professora, ele � farmac�utico.
Sou um cara comum. N�o sou...
Sa� meio chocado da sua casa.
- Jura? - Juro.
Mas fui eu que sa� ferida da guerra.
Voc� s� aceitou vir pra me dar a conta do m�dico.
N�o.
Vim porque convivo com pessoas que me recomendaram relaxar.
Ent�o essa gente � bem legal.
Bom, que al�vio que esclarecemos tudo, n�?
Sobre esse lance de "fol�cula" e tal.
N�o sei se entendi direito, e nem como voc�s vivem...
� igual a viver em casal, s� que mais divertido.
� mesmo?
Por que n�o vai l� na sexta?
- Oi? - Podemos fazer um churrasco.
Venha e conhe�a a gente.
Sim, claro!
M�dia de caipirinhas por noite?
- Muitas? - E a m�dia de transas?
Fizemos um bom n�mero a�.
Menos do que esperava, n�?
Bem-vindo � vida de casado!
Vai rolar o bar na sexta, n�?
- �bvio. - Claro.
N�o posso. A Carol vai fazer um churrasco.
Pensei que isso tivesse acabado.
Bom, ela n�o vai ser minha futura esposa,
mas eu gosto dela, me divirto muito, ent�o...
E vai ser na casa dela? Com os outros?
Vai ser um churrasco completo.
- Lingui�a, salsicha, salame... - Piada de tioz�o!
Agora que pode transar com ela em qualquer lugar,
vai entrar de novo naquela casa?
Isso, gol! Toma essa!
Acorda, idiota!
N�o gosto de catar. Por que me deixou no gol?
J� foi.
Pegou um pouco mal aquele outro dia,
a� a Carol me convidou pra um churrasco.
N�o dava pra recusar. � por isso...
Claro. Ou � muito educado, ou est� muito a fim de se divertir.
Deixem o coitado em paz! Dami?
Voc� est� de boa com a situa��o?
- Que situa��o, Lu? - Com isso de...
dividir o seu sandu�che.
Isso a� foi um pouco indelicado.
A Carol n�o � minha namorada, mas n�o fala assim dela.
Estou falando do seu traseiro.
Chega, voc�s est�o muito chatos.
- Para com isso! - � s�rio.
- O que voc�s acham? N�o � uma orgia. - � um pouco.
� um churrasco. Vamos comer um churrasco. S� isso.
E talvez tomar um vinho, s� isso. N�o vamos transar.
T�, mas entre "transar" e "comer" n�o tem muita diferen�a, n�?
Vai, cara. Foco.
Fica ligado pra n�o te fazerem de espeto.
- Vamos l�. - Ol�.
- Oi, Vero. - Podem continuar.
- Oi, amor. - Ol�!
- Tudo bem? - Tudo.
- E as meninas? - Est�o bem.
Viu sua amiga? Aquela... Como ela chama? A peituda.
- Mandou um beijo pra ela? - Cara!
A Belu. Sim, perguntei de voc�, e ela nem se lembrava.
- Nem sabia quem voc� era. - Como poderia esquecer?
E voc�?
E a Carol?
Conta a�, que seu amigo n�o me conta nada.
Sabe...
- Fala. - O que foi?
Conta a�, cara.
Ele n�o quer!
- Conta. - N�o, nada...
�lcool em gel?
Como foi a lua de mel? N�o me contou nada.
Foi boa. Tudo normal.
Uma lua de mel com duas pessoas.
Sem grandes novidades.
Experimentou o brigadeiro?
Experimentei.
Uma del�cia.
Voc� deve me ver como algu�m de outra gera��o, n�?
Algu�m que n�o consegue entender algo, porque, por exemplo,
eu gostava do Carlitos Bal� e voc� n�o faz ideia de quem ele seja.
Ou � porque eu casei?
Casar � meio depressivo, n�? Meio vintage, ningu�m mais casa.
Do que est� falando, Vero?
� que falei com o Dami,
e ele me contou sobre a sua forma de vida.
Olha, eu acho isso muito admir�vel,
acho uma maravilha...
mas n�o consigo parar de me perguntar por que nunca me contou.
N�o sabia que tinha que contar com quem eu durmo pra empresa toda.
N�o sei, n�o te contei porque n�o tive chance, sei l�.
N�o sabia que tinha que contar.
Sei que n�o nos conhecemos h� muito tempo,
mas nos damos bem, conversamos muito, n�o?
Gostaria que esse assunto tivesse surgido.
Dane-se o lance entre voc� e o Dami, se vai pra frente ou n�o, eu n�o ligo.
O que voc� quer dizer com isso?
� que eu n�o sou como o Lucas, como os amigos dele,
como a minha m�e, meu pai,
minha irm� Delia, minhas amigas da escola, sabe?
Se eu avaliar os dois lados, me sinto mais perto do seu.
E eu te acho mais sofisticada.
Te acho mais...
J� o Dami � mais sens�vel, sabe?
Tipo um pr�ncipe encantado atr�s da cinderela.
Bem padr�o, sabe?
Sei l�.
Sim, claro, ele � mais sens�vel mesmo.
Frutas! Frutas, entendeu?
N�o, me escuta voc�, Lucas.
Banana. Kiwi.
Mais claro, imposs�vel.
P�ssego? Est� me zoando?
Sim, a orgia! � uma orgia.
N�o, cara. Ficou maluco?
N�o consigo nem mijar na rua.
Se come�ar, vou embora e pronto.
Que vinho se leva pra uma orgia?
PRESERVATIVOS
SABOR TIRAMISU
Damo!
Damo, Damo!
- Damo, Damo, Damo! - E a�, cara?
- Tudo bem? - Beleza?
- Tudo certo, e voc�? - Entra.
Que cara cheiroso!
Valeu.
N�o est� com frio?
- Estou na churrasqueira. - Entendi.
Chegou na hora da lingui�a.
Vem comigo.
N�o vai se arrepender.
Pronto, eu continuo.
- Com o qu�? Voc� n�o fez nada. - Quem acendeu o fogo?
Jogou um f�sforo a� e j� se acha o churrasqueiro?
Que clich� de macho!
N�o � por ser macho, � por ser argentino.
Se precisar de guacamole ou droga, te chamamos.
Ol�.
- Tudo bem? - E a�? Pronto.
- Toma. Cuidado, est� quente. - Valeu!
Muito gentil. Est� com uma cara boa.
- Viu s�? - Pois �, parece bom.
Querem alguma ajuda?
Posso ir cortando as frutas pra n�o ter nenhum peda�o muito grande.
Frutas?
�, pro Clericot.
N�o tem fruta.
Tem um beck. Quer uma bola?
N�o, n�o me bate bem.
- Dami�n! - Oi!
Ol�! Que bom que voltou.
- Trini. - Eu lembro. Trini.
- Queria come�ar do zero, j� que... - Claro.
- Parece uma del�cia. - Bem-vindo!
Carol! Tudo bem?
Estava aqui com...
Trouxe o mercado todo?
- N�o sabia de que vinho gostavam. - Quer se aproveitar da gente, n�?
N�o, n�o, imagina. � que...
Venha que vou te mostrar a casa.
- Merece um tour decente. J� volto. - T� bom.
- Licen�a. - Belo perfume, Damo.
Voc� j� disse. Obrigado.
Agora, sim.
Essa � a sala multi�so.
O conservat�rio de m�sica, que funciona de ter�a a domingo.
- Legal. - L� em cima fica o quarto da Pato.
No primeiro andar, fica o meu, que j� conhece.
E do lado dormem o Gonzalo e a Trinidad.
Como ela � a dona da casa, ficou com o quarto maior.
E o Lautaro dorme ao lado.
Pensei que os tr�s dormissem juntos.
N�o, querido.
Preciso do meu pr�prio espa�o.
- Tudo certo? - Tudo, e com voc�?
Estou com o p�o na m�o.
Quero mostrar minha parte favorita da casa.
Como a tia Nilda nos deixou a casa,
damos a ela as alegrias que ela n�o teve em vida.
Nunca entendi por que uma morta precisaria de camisinha.
Vai saber as coisas que ela pode arrumar onde quer que esteja.
Me d� aqui.
Obrigada.
Um pouquinho mais aqui...
N�o gosta de lingui�a?
Podemos fazer outra coisa. � vegano?
N�o, n�o. Eu amo lingui�a.
- Este tipo de lingui�a. - Claro.
Que m�gica � essa, Lauti?
Foi a Trini que fez a m�gica hoje.
Viu s�? Erva-doce e laranja.
Est� inspirada hoje, hein?
- � uma receita da Mechi. - Experimenta.
Mechi Disparate?
S�o muito amigas?
N�o a vejo desde o h�quei, mas trocamos curtidas. Conhece ela?
Ela � �tima. Olha isso.
Se seu marido comer o pote de sorvete,
manda esse idiota dormir direto no sof�!
N�o falei? Camas separadas conservam o amor.
� mesmo, meu amor!
N�o entendo por que essa gente se casa.
Por qu�? Pra comer bem, pra dan�ar...
Pra conhecer caras gatos como o Dami. Voc� � um gato!
� s�rio! Bom, vou pra churrasqueira com o Gonza.
A cebola.
- A cebola! - Calma, ela est� aqui.
Nossa, o Dami�n � um amor, n�?
- �. - N�o entendi por que ele veio.
Quer transar. Os dois querem.
Exatamente. Mas coitado dele, n�?
Coitado? Coitada da Carol.
Ela ainda vai se magoar.
Vamos confiar nela. Ela o convidou por um motivo.
Ele � nosso convidado, e vamos deix�-lo feliz.
Por que n�o deixar�amos, se somos demais?
Se for como da �ltima vez...
- Pato? - O que foi?
A lingui�a est� tocando no piment�o.
- Est� mesmo. - Falei isso pelo Lauti.
Toma, p�e este aqui.
E p�e uma camiseta pra comer.
Vai l� e avisa que eu n�o vou deixar de ser quem sou na minha pr�pria casa.
Nisso concordamos.
Mas d� uma chance pro cara.
Uma chance? Eu fui a primeira a falar pra Carolina trazer ele,
pra dar uma oportunidade, e o cara acha que somos bichos?
- O Dami�n disse isso? - Disse que n�o �ramos normais.
Nossa vida n�o � muito normal, Patricia.
Voc� me entendeu.
A Carol j� perdoou ele. Voc� que continua a� cismada.
Nunca errou na vida?
Mas esse cara n�o vai mudar.
Eu apostaria nele.
O cara pode nos surpreender.
Anda, coloca uma camiseta. Vai l� p�r uma camiseta!
E essa � a gra�a.
A invas�o do azeite � bem-vinda.
Viram uma camisa por a�?
- Uma de basquete? - Sim, onde est�?
- N�o fa�o ideia, mas � s� o que usa. - Espertinho!
Sim, Dami, eu concordo.
N�o sabe como � dif�cil viver com uma talib� antiazeite.
�bvio que iam fazer um compl� contra mim.
Lauti, amor, me ajuda com a mesa, por favor?
Quer ajuda?
- Pode trazer essa salada depois. - Claro.
Obrigada. Que amor!
Vamos.
Solta esse azeite a�.
- J� est� bom, n�o? - Tudo bem.
S� fiquei com ele pra caso precise.
Mas n�o usa pra outras coisas, n�?
Tem muitos usos. � et�reo.
- Insuport�vel. - N�o, � verdade.
Vou falar um assim, cotidiano.
Por exemplo, ele pode te salvar se ficar sem manteiga de cacau.
Voc� pode pegar um pinguinho no dedo assim...
esfregar aqui, e pronto.
Hidrata��o pro dia todo.
Tamb�m cicatriza queimaduras.
N�o!
Desculpa, me empolguei.
Est� tudo bem.
- Desculpa! - N�o, imagina.
N�o pensei direito. Foi mal.
Carol, traz os vinhos, por favor!
- Os vinhos. - J� vou!
Pega a salada, por favor?
- N�o esquece do vinho. - N�o, n�o.
Aqui est�o os vinhos, amiga.
Maravilha! Obrigada.
- Voc� abre? Toma. - Abro.
- Espera a�. - Onde estava?
N�o sei, peguei uma nova.
Muito bem...
Olhem o que eu trouxe.
Vamos ver.
Que espet�culo, Patinha!
E eu n�o ganho nada? Tamb�m assei as carnes.
Um beijinho pro churrasqueiro.
Se n�o ficar esperto, te atropelam.
Quem quer carne?
- Eu sirvo. - O Dami.
D� pra sentir seu perfume daqui, Damo.
- D� pra sentir daqui. - � bom, n�?
Como n�o sabe o hor�rio em que nasceu?
Como eu ia lembrar se era beb�?
Ainda mais pra fazer essa macumba do carma.
Mas mapa astral � coisa s�ria, e o carma � outra coisa.
Ainda estou esperando meu retorno de Saturno.
Pode esperar tranquila que ainda faltam alguns anos.
Com o que voc� trabalha?
Web design.
Experi�ncia do usu�rio.
- Pois �. - Explica sobre o teste.
T� bom. Ent�o...
na verdade, o que eu fa�o � desenhar uma p�gina com duas vers�es diferentes.
Metade dos usu�rios recebe a vers�o A, e metade recebe a B,
e a� eu vejo qual funciona melhor.
Eu provei a A e a B e n�o quis me decidir.
Ent�o fiquei com as duas.
Lembrei de um carnaval no Rio.
Minha mem�ria � meio vaga, mas tinha um alfabeto inteiro!
O que foi?
N�o, n�o...
- Vai, pode pegar. - N�o, pega voc�.
- J� comi muito. - Calma, tudo bem.
- Estou cheio. - Pronto. Aqui dividimos tudo.
Bom, tudo, tudo tamb�m n�o.
- Gonza, Pato, isso aqui est� incr�vel. - Obrigada.
As maravilhas que eles fazem quando trabalham juntos...
Est�o a fim de sorvete?
Eu s� queria entrar, mas tudo bem.
Estava contaminado.
- O qu�? - O piment�o do Lauti.
Ele nem tocou na lingui�a.
N�o tem meio-termo. O piment�o perdeu a "veganidade".
Mas n�o tem por que ele sofrer se ele n�o souber.
� que n�o h� segredos entre n�s.
Voc� vai ter que contar pra ele.
N�o, n�o. Nesse caso, n�s dois somos culpados.
- Quem fez o churrasco? - N�o...
N�o aguento essa sua cara de pau!
Seu carma vai chegar, Patricia.
� t�o dif�cil admitir um erro? Fala s�rio.
Mas � que n�o foi um erro.
Estou salvando o Lauti de morrer de anemia.
P�e isso pra lavar.
Vai l�, churrasqueiro.
Todos prontos? Alguma d�vida sobre as categorias?
- N�o. - Ent�o o convidado especial come�a.
- Eu? - Voc� mesmo, Dami�n.
Certo. Letra... A.
- Stop. - Letra M.
- Como? - �, eu fui r�pido.
- Eram frutas ou verduras? - D� na mesma, amor. Agora � letra M.
FRUTAS E VERDURAS
- Stop! Soltem os l�pis! - N�o!
- Que r�pido. - Pode ir se acostumando.
- Nome: Marcelo. - Marta.
- Mirta. - Mario.
- N�o consegui. - Passo.
- Fruta: Mexerica. - Manga.
- Malagueta. - Verde ou vermelha? A minha � verde.
- N�o, � empate! - Cinco pra cada um.
Ningu�m p�s mexerica? Dez pra mim.
Cuidado que ela rouba.
Cuidado que ele � fiscal.
- Pa�s: M�xico. - M�naco.
- � um principado! - Mas vale.
T�, lugares para transar?
Mesa de pingue-pongue.
Stop!
Pelo menos uma vez.
- Bel�m. - Berinjela.
- "Beneza". - � com "V", Gonzalo.
- �? - Fica at� feio esteticamente.
Stop! Podem parar!
Stop pra mim de novo!
- Tom�s. - Taiwan.
- Passo. - Tapete.
- Ent�o t�, n�. - N�o? � bem cl�ssico.
- Stop! - N�o!
- Podem largar os l�pis! - Calma, Carolina.
- Carlos. - Col�mbia.
- Canad�. - Lugares para transar: Caminha.
N�o coloquei nada nessa.
- Canoa. - Canoa.
Gente!
- Ano-Novo no Delta. - Sim.
Sabia! Por isso voc�s sumiram!
Como fizeram pra se equilibrar?
Que equil�brio? N�o lembra que voltamos ensopados?
Terminou toda molhada.
- Algu�m quer vinho? - Que del�cia!
N�o quer?
- COMO EST� A ORGIA? - VAI L�, TIGR�O!
O QUE COMERAM?
J� TE COMERAM?
Vero!
O que est� fazendo?
Voc� n�o gostou?
N�o sei, me pegou de surpresa.
Mas voc� gostou?
N�o sei, � estranho. Sei l�, foi meio...
- Tudo bem. - Vamos conversar.
Vi numa revista e achei que podia ser gostoso.
Sei l�, pode ser um plano a longo prazo...
S� queria testar algo diferente.
Mas n�o sei se queria algo diferente logo ali.
S� um pouquinho, n�o sei. � gostoso, n�o?
N�o sei, mas podia ter me avisado. Foi meio de supet�o.
- Mas s� coloquei isso aqui. - Sei l�...
- Sim, foi s� isso. - Foi meio...
Desculpa. � melhor atender... � o Dami.
Pode atender.
- Amigo? - Lucas, me escuta.
O que foi? Tudo bem?
Ficou com a mexicana. Se beijaram. Tem uma mexicana no grupo.
E elas se pegaram na minha frente.
E parece que ela transou com outro em uma canoa.
Tem mais um em cima dela.
Pensei que fosse brincadeira, est�vamos jogando Stop, mas n�o.
Come�aram a falar, e parece que aconteceu.
Do que est� falando, cara?
Tem cinco escovas de dente no copinho. Cinco!
Onde voc� tem a sua e a da Ver�nica, eles t�m cinco.
- Eles te escovaram, Dami? - Fez algo que n�o queria?
N�o, n�o fiz nada.
Ainda n�o rolou nada.
Mas estou com medo de n�o ter como fugir.
Dami, se est� incomodado, vai embora.
Dami, te drogaram?
Vou desligar. V�o pensar que estou cagando.
J� estou com vergonha.
Fica calmo. Uma vez tomei um �cido e fiquei cagando sem parar.
Aconteceu mesmo. Juro.
Dami, e que droga eles te deram?
- O que est� sentindo? - N�o interessa!
- N�o sei o que ele tem. - N�o foi nada. Depois eu ligo. Tchau.
Dami, est� tudo bem?
- O Lauti tamb�m n�o est� muito bem. - N�o, desculpa.
Eu que pe�o desculpa.
Acho que me apressei. � que � muito natural pra gente.
Talvez n�o estivesse pronto.
N�o, n�o! Eu � que sou um cag�o.
Sou um cag�o, um virgem, e voc�s contavam comigo
pra sei l� o que viria depois...
A coisa ia ficar mais picante, e eu sou muito...
- Sou de Villa Devoto, muito comum... - O que viria depois?
Uma festinha dessas assim, com todo mundo junto.
Uma orgia?
- �... - N�o!
Como eu te convidaria pra isso sem o seu consentimento? N�o.
N�o, imagina!
- N�o! - Pois �...
- Claro. - Se quiser, pode ir embora.
Eu abro o port�o, n�o quero...
Mas, se quiser ficar...
Quer ficar?
Carol, para.
- Carol, para que n�o me sinto... - O qu�?
N�o sei se...
- O que foi? - Estou um pouco enjoado.
Acho que n�o...
- Est� tudo bem? - N�o sei, estou meio estranho.
- Desculpa, n�o sei o que me deu. - N�o, tudo bem.
Tamb�m estou cansada.
Com todo aquele vinho que trouxe...
Pois �.
Bom dia, Damo!
Tamb�m acorda cedo.
Toma.
Vem c�. Tem que come�ar o dia com prote�na.
N�o obrigado. Valeu mesmo. S� ia no banheiro.
Isto aqui era pra se o ch�o estivesse gelado.
O banheiro fica l� atr�s.
Claro, � mesmo.
Vou l�, ent�o.
Argentina e Su�cia, 2002?
Voc� deve ser masoquista.
Tivemos muito azar nessa Copa.
Rat�n lesionado, e muitos j� n�o estavam mais t�o bem.
Juampi, La Brujita, El Cholo.
N�o sei por que o Bielsa chamou o Cani, que j� estava praticamente aposentado.
Apoio o Loco em todas, inclusive nessa.
Mas tem que ser cabe�a-dura pra ficar de fora
e n�o colocar o Crespo e o Bati.
N�o sei. Dois centroavantes, e os dois jogam muito na �rea.
Mas dois centroavantes assim n�o se chocam.
Eles se complementam.
Se tem dois craques que querem jogar na mesma posi��o,
voc� tem que testar.
Olha.
Olha o que ele deixou escapar.
Por n�o querer fazer nada diferente.
�, pode ser.
Vou comer uma torradinha.
Eu fa�o pra voc�.
- Est� tudo bem? - Est�, sim.
Fui ao banheiro.
� impress�o minha ou...
N�o, eu n�o sabia.
Deve ser complicado, n�o?
As pulgas, por exemplo, pulam tr�s vezes o tamanho do corpo.
- Mas o elefante n�o. - Bom dia.
Ol�! Bom dia!
- Bom dia! - Dormiu bem?
Bom dia!
- Bom dia. - N�o sei o que me fez mal.
- N�o sabe? - Carma.
- Prote�na, Damo, n�o esquece. - Vou comer um ovinho.
Vem c�, deixa eu ver.
Sim, � hep�tico.
Vem comigo.
Hep�tico?
- Que loucura. - Oi?
- Como � com eles? - Oi?
- Com eles dois. - O que que tem?
Como � a situa��o?
Se eles transam?
- �. - N�o, nada a ver.
S� queria entender a mec�nica.
Para de rir!
- D�i muito! - �, voc� est� muito tensa.
Deve ser s� ressaca.
N�o � ressaca, � carma.
Me desculpa, fui uma idiota.
Ontem eu te dei um piment�o contaminado com lingui�a,
e agora o universo est� me castigando.
Estava mesmo mais gostoso do que o normal.
Voc� me odeia?
Como vou te odiar?
Foi s� um erro. Todo mundo erra.
Mas acho bom que seu pudim seja mil por cento vegano,
porque, sen�o, vai precisar de sete vidas pra zerar esse carma.
- Ele � vegano. - Tem certeza?
Tenho.
Nunca cuidou de algu�m que n�o pegava?
Sim, mil vezes. Dos meus amigos, dos meus pais...
O que nos une aqui n�o � s� o sexo.
O Lauti diz que fazer amor n�o � a �nica forma de fazer amor.
Meio hippie, mas � verdade.
Essa � boa.
Tem p�o de forma?
- P�o, aquele quadradinho. Sobrou? - Na geladeira.
Com licen�a.
Tenho o rem�dio pra sua ressaca.
Uma m�quina do tempo?
N�o, mas t�o eficaz quanto.
Quando eu era mais novo,
t�nhamos os almo�os em fam�lia, e eu sempre vinha direto da balada.
Minha vozinha Tita me via de ressaca e dizia:
"Dami, vamos pra cozinha", e me preparava isto.
Que n�o sei de onde ela tirou,
mas funcionava bem.
Pelo menos pra aguentar at� a hora da sesta.
Que sorte voc� teve.
Av�s legais. As minhas eram velhas horr�veis.
- � azeite de oliva? - �.
J� provou com chocolate? � uma del�cia.
N�o, nunca.
Vou ter que provar.
- E isso vai me ajudar? - Vai.
J� n�o se sente melhor?
Pior que j�.
� m�gico!
S� de ver isso... Tamb�m estava com uma ressaquinha.
Mas j� est� passando.
- � s� isso? - Voc� est� apaixonada.
Sim, s� isso.
Voc� est� apaixonada.
Agora pega um maior, com tr�s filhos.
Isso.
Por favor N�o fa�a promessas no bid�
Por favor N�o abra mais meus envelopes
Por favor Eu prometo que vou te escrever
Se voc� parar de correr
Por favor N�o fa�a promessas no bid�
Por favor N�o beba mais, n�o chore
Por favor Eu prometo que vou te escrever
Se algum dia parar de chover
Por que voc� me trata t�o bem?
Me trata t�o mal?
Voc� sabe que n�o aprendi a viver
�s vezes estou t�o bem
Estou t�o mal
Sinto c�ibras na alma
Cada um de n�s tem suas pr�prias viagens
� dif�cil entrarmos em acordo
Em acordo
Em acordo
- Mais uma! - Que lindo!
- Outra, amor! - Amei essa vers�o.
NO PR�XIMO EPIS�DIO
Acordem! Modo aluguel, ativar!
� cat�lico, mas n�o praticante.
A menos que saiba se defender. N�o fuma.
Eu e a Carol temos outros planos.
Queremos comprar um terreninho em Escobar.
Oi, Carol. Quer fazer alguma coisa?
Oi, Dami. Que droga!
Estou atolada de trabalho hoje.
Falamos semana que vem, pode ser?
Mas sinto que n�o devia mentir para ele.
Pergunta pra ele que filme ele quer.
Mais uma, Lauti!
NENHUM ANIMAL FOI MALTRATADO NA REALIZA��O DESTA S�RIE.
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