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Isto � uma...
uma direita 45, helic�ptero 444 Mike Lima.
Do ar ficamos com a sensa��o de uma manta de retalhos.
Todo este vale n�o ter� mais do que 50 quil�metros de comprimento.
Uma bela �rea, t�o min�scula e t�o especial,
onde podem crescer algumas das melhores castas do mundo.
Cada colheita � um pouco diferente,
os padr�es clim�ticos s�o um pouco diferentes,
e os n�veis da cultura tamb�m.
Temos sempre a oportunidade de come�ar de novo em cada colheita de uvas.
Nunca tem fim.
Come�ou tudo quando eu estava no secund�rio num trabalho de ver�o a fazer
alguns trabalhos na vinha, e mais tarde na sala de provas, na adega,
muito trabalho de rega, trabalhos pouco fascinantes na produ��o de vinho.
Sabe, sempre fui orientada no sentido de um dia me tornar uma produtora,
foi o caminho que eu escolhi.
No entanto, nunca soube que um dia seria capaz de voar sozinha para o trabalho
num helic�ptero, apesar de sempre ter tido esse sonho.
S� temos uma oportunidade aqui na terra e eu pensei, se n�o for agora, quando ser�?
Vais fazer isto? � medida que os anos passam
tens que te embrenhar e faz�-lo mesmo, de outro modo o momento passa
e n�o temos outra oportunidade.
E foi o que eu fiz, estava mesmo determinada.
Aqui estamos n�s, estamos a voar sobre Napa Valley
e a sua beleza � espantosa e � t�o agrad�vel.
As pessoas passam demasiado tempo a provar vinhos,
ao inv�s de o beber. Andre Tchelistcheff
Napa Valley, Calif�rnia Colheita de 2014
Bem, o fruto est� super doce, tenho a certeza de que � o caso em toda a vinha.
Sim, � como se houvesse este... contrariamente aos anos anteriores
est� por todo o vale, este ano o ponto ideal � em todo o lado
e concentrado ao mesmo tempo.
Se precisares de ajuda com alguma coisa, diz-me.
Eu estou de volta daqui a tr�s horas.
Parece-me bem. Est� bem, falamos mais tarde.
STEVE REYNOLDS ADEGA FAMILIAR REYNOLDS
A matura��o est� aqui presente sem d�vida. Hoje vai ser o dia de colheita
para a maioria desta vinha, de certeza.
Est� com bom aspeto e fria, o que � �timo.
Gostamos de apanhar os frutos o mais cedo poss�vel
para os levar para a adega.
Perfeito.
De todos os vinhos da Calif�rnia, apenas uma percentagem entre os 3% e os 4%
provem de Napa Valley,
isso � min�sculo, se pensarem nisso,
mas a sua consist�ncia deve-se ao facto de estarmos num pequeno vale vulc�nico
com estas brisas suaves que vem da ba�a de San Pablo.
� uma esp�cie de epicentro geogr�fico e geol�gico
para o cultivo vin�cola, � perfeito.
ARTURO IRUCUTA ASSISTENTE DE PRODU��O
Ok, vamos come�ar, vai ser o bloco numero dois,
que � Cabernet Sauvignon.
Vamos at� ao fim do bloco dois, alternando com o bloco 10B,
obter variadas qualidades para as podermos combinar.
- Sim, misturar as duas. - Sim.
Terminar as sete na colina.
Na colina e no bloco numero quatro,
para podemos troc�-los para o bloco Merlot e tamb�m voltar para o Cabernet Franc
no bloco numero nove.
Percorrendo a vindima, come�a tudo muito calmo
e � tudo rom�ntico e fabuloso e come�as por trazer algumas cargas
e coloc�-las nos tanques e depois
esse material � colocado de parte e lentamente come�a a fermentar,
e demora aproximadamente uma semana. Entretanto,
a roda come�a a misturar bem e mais material come�a a aparecer
e depois ainda mais material aparece,
na altura que a primeira fermenta��o estiver completa,
temos que libertar esse tanque, o que requer trabalho extra.
Ainda estamos no processamento das frutas que est�o a chegar, � preciso pressionar,
para que as camadas se comecem a formar.
Posso anotar seu pedido?
Quero um caf� m�dio
e tamb�m um caf� com leite.
Pedir caf� de manh�, � simples,
JULIEN FAYARD VINHOS FAYARD/ AZUR & COVERT ESTATE
sendo consultor, passas muito tempo no carro,
tomas aqui o caf�, l�s aqui os teus emails,
est�s basicamente no escrit�rio.
Eu fiz a minha primeira vindima, tinha 16 anos,
e desde ent�o que n�o falho nenhuma.
Fiz pastoreio de ovelhas, trabalhei em bancos.
Trabalhei em restaurantes,
mas voltei sempre para o vinho.
Tenho uma regra, que �, eu n�o deixo o vale durante as vindimas
pode ser mojo, karma, podes chamar-lhe o que quiseres.
� aquela altura do ano em que muitas coisas acontecem rapidamente,
a meteorologia muda todos os dias, as equipas na adega est�o a dar o m�ximo.
Temos esta polpa branca e um sumo claro,
basicamente � o interior que vai criar o volume do liquido
e a pele � o que realmente caracteriza a regi�o do vinho.
Aquilo a que chamamos terroir s�o
as similaridades, que esta zona d� aos vinhos
a diferen�a que o homem aqui fez foi apenas a de trazer diferentes castas.
Syrah, Malbec, Cabernet Franc,
s�o todas de diferentes variedades e com express�es muitos diferentes,
e quando as trouxemos para a adega,
t�nhamos a produ��o de vinho adaptada a cada sec��o,
para que pud�ssemos mostrar essas diferen�as e essas similaridades.
N�o � como se estiv�ssemos a fazer sumo, engarrafar,
um pouco de marketing e vend�-lo a voc�s.
Aqui pensamos com tr�s anos de anteced�ncia, � o ciclo do vinho tinto,
e se est�s a desenvolver uma propriedade, come�aste
quatro ou cinco anos antes do primeiro copo.
ADEGA DA FAM�LIA REYNOLDS
BEBA AMERICANO FAM�LIA PROPRIET�RIA E ADMINISTRADORA
ABERTURA S� COM MARCA��O
Lembro que quando vim para c� estas vinhas eram t�o jovens,
e eu a pensar que sabia o que estava a procurar,
mas na verdade eu n�o sabia o que estava a fazer,
ao longo destes anos o que descobri � que isto � uma quest�o de tentativa e erro.
No inicio, tudo o que fosse preciso fazer, tinha de ser eu a faz�-lo,
porque n�o podia pagar a mais ningu�m.
Agora sou muito privilegiado por ter
outras pessoas a trabalhar comigo,
pessoas como o Arturo, que esteve connosco nos �ltimos quatro a cinco anos, que tem
experi�ncia com outros produtores, trouxeram alguma coisa para juntar ao bolo
Acho que com a idade, com o tempo e com vintages no curr�culo,
e com muitos erros ao longo do caminho, come�amos a perceber,
que n�o h� certo ou errado.
� engra�ado, � como conhecer uma pessoa,
primeiro vamos � propriedade e vimos certas coisas
sobre a propriedade no primeiro dia
e depois � medida que vamos conhecendo a propriedade
DISTRITO DE STAGS LEAP
vamos tendo mais informa��es sobre a propriedade,
come�amos a compreender mais coisas sobre ela, a ver mais coisas.
A minha hist�ria � um pouco invulgar.
Eu sabia que queria ser um produtor de vinho muito cedo na minha vida
e tudo come�ou num Brist� em Paris.
Eu tinha cerca de nove anos de idade,
eu pedi um copo de leite e o funcion�rio olhou para mim e disse:
"O leite � para meninos,"
AARON POTT VINHOS POTT
e foi nesse momento que percebi que o vinho
iria ser o ve�culo que ira tornar este menino de nove anos um adulto.
Quanto tempo � que voc�s v�o ficar a fazer a separa��o, hoje?
Provavelmente todo o dia.
At� �s tr�s, provavelmente.
Falc�es planadores ali.
Eu pensei, � isto, � desta forma que me vou tornar adulto
e ent�o comecei a ficar fascinado pelo vinho. E durante essa viagem
eu visitei muitas �reas vin�colas e percebi que isto era uma grande vida.
Estas pessoas, est�o ao ar livre, trabalham com videiras,
est�o a trabalhar com algo que � natural,
parecem t�o relaxadas.
Do pouco que eu sabia n�o era tudo assim t�o f�cil.
Na maioria das quintas
n�o precisas de produzir com tanta qualidade
como a que produzimos aqui.
Quer dizer, tu provas as uvas agora e dizes, hum, que boas,
doces, coisa boa, mas a complexidade que
est� contida nela e ser� libertada pela fermenta��o � incr�vel.
� um livro que j� foi escrito
e tudo que tens a fazer � ler o livro
e saber o que o terroir te est� a dizer
e fazer o vinho respeitando isso.
- Cada bocadinho conta. - Cada bocadinho conta.
� um vidro.
Ao andar por aqui e ao ver a beleza deste s�tio.
Eu acho que h� sempre uma liga��o entre aquilo que vimos e o sabor do vinho.
Quando vim para os Estados Unidos foi no momento certo,
PHILIPPE MELKA VINHOS MELKA
eu acho, para mim, no in�cio dos anos 90, a maioria dos vinhos
eram vendidos sob um r�tulo cepage ou r�tulos varietais,
as pessoas estavam a comprar Cabernet Sauvignon e Chardonnay.
Ainda continuam.
O que eu acho que aconteceu neste vale
foi que muitas pessoas come�aram a investir em pequenas propriedades
e queriam faz�-las as melhores deste estado,
e isso encaixa-me como uma luva, porque foi isso exatamente
o que eu quis mostrar, a diversidade deste vale.
A eleva��o cria todo o tipo de exposi��es,
ent�o, puramente pela exposi��o vamos ter vinhos diferentes.
Agora, se acrescentar � exposi��o solar, os v�rios tipos de solo,
s�o ainda mais complexas as diferen�as e variedades dos vinhos.
Essa � a parte mais divertida aqui.
Napa foi a primeira �rea denominada ou �rea Vit�cola Americana
a ser designada na Calif�rnia em 1981.
Hoje existem 16 denomina��es em Napa Valley.
H� muito poucas propriedades em Napa Valley
que sejam aptas � produ��o de vinho.
Mesmo agora se quiser comprar uma propriedade
e tentar arranjar uma licen�a para plantar vinhas,
e para fazer produ��o, para ter o primeiro r�tulo numa prateleira,
no m�nimo, eu acho, que s�o seis ou sete anos de processo.
Portanto, comprar uma adega j� existente ajuda a acelerar esse processo.
� cerca de dois anos atr�s um senhor do Texas que se chama Mike Martin
contactou-me e queria entrar no neg�cio dos vinhos.
Eu tentei literalmente retir�-lo disto
e enviei-lhe um question�rio com 20 ou 40 perguntas, acho eu,
para saber qu�o s�rio ele estava em rela��o a isso.
Quais s�o as suas inten��es? O que quer fazer?
Porque � um neg�cio t�o dif�cil.
Sim.
Est�o a ver, o �ltimo grupo de nomes s�o nomes inventados,
estes s�o nomes que s�o garrafas vazias aos quais voc�s d�o import�ncia.
Em toda a minha carreira profissional, eu trouxe paix�o a tudo o que fazia
o que na maioria foram neg�cios de produ��o.
Fazemos as nossas pr�prias planta��es, fazemos as nossas
MIKE MARTIN EMPREENDEDOR
triagens e embalagem o nosso marketing, as nossas vendas,
� espantoso como
� semelhante, e ao mesmo tempo � diferente,
mas � espantosa a semelhan�a.
FRED SCWARTZ CONSULTOR DAS MARCAS
Outra palavra tipogr�fica, como ligadura,
o it�lico � usado quando queremos destacar ou chamar a aten��o de alguma coisa.
Detesto ver algu�m a gastar um monte de dinheiro
e n�o ser realmente s�rio, tem de se ser o que se ama,
e passar, se quiser, ele vai responder tudo certo,
e vai querer levar isto a outro n�vel n�o s� comprando a marca,
mas tamb�m casando com a terra.
Encontramos uma propriedade que achamos fabulosa, mas haviam alguns desafios
e desistimos, na verdade est�vamos em contacto com tr�s propriet�rios,
foi desencorajador e n�o tinha a certeza de que iria acontecer.
Acho que os vinhos precisam de ter um grande equil�brio.
Para mim os quatro principais componentes s�o: fruta, carvalho, �cidos e taninos,
se conseguir manter esses em equil�brio o vinho vai saber bem,
independentemente do pre�o � a� que o n�vel qualidade se encontra.
Quando vim para a Calif�rnia h� 36 anos atr�s
a ind�stria estava focada no produtor em fazer o vinho.
ANTHONY BELL ADEGA VINHOS BELL
Senti que se melhor�ssemos o vinho com tecnologia na adega
ir�amos melhorar os vinhos,
mas, como em tudo, � o material em bruto
que tem um papel fundamental no produto.
Acho que h� muita comunica��o na nossa ind�stria,
muita partilha de conhecimento.
Acho que isso acontece em parte porque
podemos todos trabalhar com o mesmo equipamento e com as mesmas vinhas
com a parte art�stica da nossa forma de fazer vinho
acabamos por ter produtos diferentes.
Pode ser o barril novo que vais utilizar este ano
que nunca usaste ou um tanque diferente,
uma forma diferente de fermenta��o dos vinhos
oferece-te um novo processo, algo diferente para jogar
e ver de que forma afeta o vinho
que tens em mente que est�s a tentar criar.
Eu orgulho-me, dizendo a mim pr�prio durante o dia,
"s� tens uma oportunidade, s� tens uma oportunidade,"
"f�-lo bem. Toma a decis�o certa."
� esse tipo de sentimento que n�o podes estragar.
Herman, podes abrir o tanque nove, por favor?
Podes abrir-me este tanque por favor?
� uma esp�cie de tiro no escuro, � meio que uma �rea nova
e ver� que muitas quintas de cavalos est�o a ir-se embora
e a tornar-se mais disto.
� isto aqui, tudo isto.
Esta sec��o daqui, ao entrarmos, � a f�brica de vinhos atualmente.
N�o � a mais atrativa, mas daqui para a frente, eu acho-a fabulosa
� fant�stica.
Olhem bem para isto.
N�o temos essa sensa��o at� subir aqui.
Como veem, olhem para isto.
A chave para n�s neste momento,
� que, felizmente, as instala��es vin�colas est�o operacionais,
por isso fazer vinho ali em baixo n�o tem desvantagens nenhumas.
� quando o fazemos e quando vai para o barril
isso agora est� a ser um problema.
Eu tive uma conversa, tenho um plano de recurso, temos um armaz�m
onde podemos guardar barris fora.
N�o h� d�vida que o vinho faz parte da nossa cultura.
ADEGA 40
N�o se trata de ter um nome numa garrafa,
trata-se de fazer parte
de algo que h� centenas e centenas e milhares de anos
as pessoas fazem e desfrutam do vinho.
O empreendimento na ind�stria do vinho,
desenvolveu-se de uma forma que eu nunca conseguiria imaginar.
Agora que tomamos este caminho, queremos faz�-lo da melhor forma que pudermos.
Adquirindo os �ltimos vintage em barris, o grupo ser� capaz de se instalar
nesta propriedade de Coomsville, a tempo das colheitas de 2014.
Cultivam vinhas aqui desde o final do s�culo XIX
e se n�o fosse a proibi��o de �lcool
este local provavelmente continuaria a prosperar.
Haviam centenas de produtores aqui.
Eu acho que haviam quase tantos acres e vinhas
no final da d�cada de 1880 como h� agora.
Na verdade as coisas andaram um bocadinho para tr�s
e n�o tinham at� ent�o, eu acho,
que foi por volta dos anos 70 quando alguns dos pioneiros recome�aram
ap�s a proibi��o.
Foi realmente o in�cio do boom do vinho Californiano,
onde o termo "produtor vitivin�cola" foi criado.
Foi tamb�m durante esse per�odo, que Andre Tchelistcheff,
em 1968 eles assumiram um papel mais ativo
tamb�m nas quintas,
n�o s� com o que se passava na adega,
mas olhando para isto, mais ou menos, como algo integral
desde a terra at� as rolhas estarem postas.
Ent�o nos anos 70 deu-se o grande evento
quando o Chateau Montelena e a adega Stags' Leap foram a Paris para provas,
esse pequeno evento hist�rico, colocou realmente os vinhos Californianos
no mapa ou levou as pessoas a acreditar que
pod�amos ser levados a s�rio como produtores de vinho, n�o s� os franceses,
tamb�m abriu as portas a n�vel mundial.
Quando olhamos para a nossa ind�stria em Napa,
para todos os efeitos n�s torn�mo-nos naquilo que somos
nas �ltimas duas d�cadas.
Para uma ind�stria que plantava vinhas em Yountville h� 150 anos atr�s,
amadurecemos realmente em duas d�cadas,
onde h� uma enorme quantidade de informa��o, informa��o implementada
e eu acho que muito disso � porque n�s a partilhamos
de forma quase rotineira entre n�s.
Agora come�amos a ter grandes quantidades de vinho produzido
ao mais alto n�vel
que est� a ser guardado, colecionado e arquivado,
para serem capazes de demonstrar
o seu legado sobre as suas regras ou os seus padr�es
JULIEN FAYARD VINHOS FAYARD
que o velho mundo desenvolveu com conhecimento e complexidade,
paladar, tudo isso.
Se queremos que Napa se estabele�a como uma regi�o de vinhos
reconhecida em todo o mundo, temos de competir com as mesmas regras
� isso que eu acho que estamos a construir dia a dia.
INVERNO
Estamos agora na poda.
Podar cedo, podar tarde.
Como fazer a poda? Como vamos configurar o vinho? Como vai ser este ano?
Como vai ser o tempo este ano? Vamos ter chuva, calor?
O que vai acontecer este ano?
Neste momento, ano novo,
novo come�o, ningu�m sabe realmente,
Mas este ano ainda n�o temos muita �gua,
por isso vamos acabar por ter um ano de luta com os po�os a secar
e dificuldade de irriga��o.
As vinhas mais antigas safam-se bem,
porque t�m ra�zes mais profundas, mas as mais novas, � dif�cil.
Todas estas coisas...
Hoje estamos a desfrutar de Premiere e todas essas grandes pessoas,
nas nossas mem�rias ainda temos essas pequenas coisas a acontecer, certo?
Est� bem, a linha de engarrafamento vem para a semana...
Costumava fazer propriedade deles no vale...
- Muito bem. - Agora os vinhos est�o a vir.
- � a primeira vez. - A primeira colheita?
� 100 % Clone 6 Cabernet
de uma vinha em Rutherford, a velha vinha n�mero 3 da BV,
e eu trouxe-a de volta para produ��o
quando estava a trabalhar na BV nos anos 80.
� caracterizada por aglomerados que t�m muito poucas bagas,
cerca de 40 % das bagas nunca crescem.
Uma cereja preta. � bonito.
� uma li��o dura quando aprendes que fazer vinho � a parte f�cil.
Sim, de certeza.
Pedem-me sempre para ajudar a escrever as notas dos vinhos e eu sou o pior.
Quero dizer, "est�o a ver quando se p�e uma salsicha Oscar Mayer no barbecue"
"e �s vezes queimamos a ponta, aquele bocadinho"?
Sim, eu n�o sou um tipo brilhante nos adjetivos, sabem?
Premiere Napa Valley � um evento fant�stico.
N�s, como produtores, produzimos vinhos �nicos que n�o ser�o vendidos ao p�blico.
� a primeira vez que os mercados v�m
e fazem uma prova do barril destes vinhos �nicos.
Eles licitam literalmente esses barris, se fazemos cinco ou dez ou 20 lotes.
Anthony,
este � o Mike Martin, o senhor com quem fizemos a nova propriedade Coombsville.
O Mike � o dono da nova propriedade.
- Ol�, Mike, prazer em conhec�-lo. - � bom conhec�-lo.
Uma estrela na produ��o de vinhos, o meu mentor nos neg�cios.
Temos alguns frutos a chegar para denomina��o.
- Temos de certeza. - Acho que sim.
Isto � uma conglomera��o de quatro produtores,
o Diamond Mountain, o Constant Vineyard,
David Arthur, em Pritchard Hill,
o Italics Vineyard, que est� numa �rea acima de Coombsville.
e a fam�lia Reynolds Stags' Leap Vineyard. O que acham?
- � muito bom. - Preciso da tua b�n��o.
Tem uma agrad�vel do�ura no paladar. � realmente maravilhoso.
A parte dif�cil � o Diamond que n�o liga muito bem com a do�ura,
ficava t�o grande e massivo,
como eu lhe queria dar mais corpo com o Diamond
ent�o grande parte dos apontamentos doces v�m do Stags' Leap Vineyard.
Algumas das grandes rondas de taninos v�m da propriedade Italics, por isso...
O Premiere � um dos momentos mais incr�veis
do ano para um produtor mostrar os seus produtos.
� uma oportunidade para mim, sendo um pequeno produtor,
que na verdade terei tanto destaque,
e tanta aten��o como as marcas que
que det�m capitais de milh�es e milh�es de d�lares.
Em 1977 Premiere Napa valley acionou o primeiro grupo de apoio,
o Napa Valley Vintners.
A miss�o dos Napa Valley Vintners
era promover, proteger e melhorar a denomina��o de Napa Valley.
Lote n�mero 37 Constant, David Arthur, Italics, Reynolds Family Winery,
2013 Cabernet Sauvignon.
Come�a o leil�o, Johnny.
Que tal 50 000?
Cinquenta mil. Temos 55?
Temos 50 000. 55 000 agora 60 000. 20 caixas aqui, 60 000.
Temos 75, agora 80. 75 000. 75.
Por 75 000 para o n�mero tr�s, muito obrigado.
�s tu?
Agora vamos ao lote 38,
Tierra Roja Vineyard, um Cab de 2013,
Katharine's Blend. Lote n�mero 38, cinco caixas.
Cinco para come�ar.
Eu adoro as camadas dele.
Tenho de perceber como ser� esta riqueza que estou a saborear,
este sabor a frutos,
porque � que um vinho nos faz sentir bem? Porque � que um nos sabe melhor?
Porque � que um nos sabe a azedo e no outro, os aromas s�o desta forma,
de onde vem tudo isso
e como podemos misturar? Como � que posso desconstruir
e depois reconstruir o vinho perfeito?
Eu comecei como ocean�grafo principal,
aceitei um trabalho no Alaska,
mergulhar e viver num barco com um monte de tipos mal cheirosos
retirou-me o interesse nesse caminho e eu percebi, ok,
isto realmente n�o � como eu pensava.
Eu queria fazer alguma coisa em que pudesse criar
e depois a escola de medicina dent�ria pareceu-me mais adulto,
tornar-me m�dico, deixar os pais orgulhosos.
Parecia ser uma carreira bastante s�lida
e no final o interruptor mudou para produtor de vinhos o que foi perfeito.
Muitas pessoas que v�m provar os meus vinhos esperam que saibam aos de Bord�us,
PHILIPPE MELKA VINHOS MELKA
porque comecei a trabalhar para casas muito tradicionais em Fran�a
ou adegas
que me deram as bases para a produ��o de vinhos
e eu acho que tem tudo a ver com a tradi��o.
Aqui nos Estados Unidos
n�o h� tradi��es. Napa Valley � quase como o Oeste Selvagem, aqui
h� muitos movimentos diferentes,
h� muita a��o, muita inspira��o,
� um campo aberto no que diz respeito � criatividade, o que � muito empolgante.
Tamb�m estou a tentar p�r
um bocadinho da personalidade do cliente ou pelo menos o rosto
da companhia por detr�s do vinho.
� preciso haver uma pequena liga��o algures.
A rolha parece boa, rapazes?
N�o parece riscada, muito limpa. N�o tem muito entalhe
ou coisas do tipo no interior,
mas a parte mais importante � obviamente o cheiro,
queremos que tenha um cheiro muito neutro ou a vinho, mais nada.
Tivemos tr�s grandes anos em termos
de produ��o de uvas seguidos,
tr�s colheitas que foram realmente intensas
e de grande qualidade, que j� agora, � muito invulgar e ent�o
acho, e o meu instinto diz-me
que devemos ter um ano menos bom, este ano.
Era completamente anormal se tiv�ssemos quatro grandes anos.
� �bvio que as vinhas
n�o v�o gostar, no entanto,
vamos ter de selecionar muito poucos frutos este ano.
Desde poetas a cientistas,
temos um vasto conjunto de pessoas
e para algumas delas � o primeiro emprego
e para outros � uma segunda vida, mudaram.
N�o acho que para pertencer aos neg�cios dos vinhos tenhas de estudar vinhos,
mas tens de perceber o que est�s a fazer, � �bvio,
mas depois � resiliente e ser capaz de
realmente compreender o produto,
perceber o cultivo
e estar...
preparado para a m�e natureza te pregar partidas.
A paix�o � mais em compreender a complexidade
viver com isso e ver o caminho percorrido
e tens de continuar esse longo caminho, tens de estar constantemente envolvido
� um neg�cio maravilhoso nesse sentido, porque cresce conforme a nossa vida avan�a
e torna-se parte desta longa caminhada.
Como produtor � dif�cil dizer como � um dia normal, porque
trabalhamos toda a �poca
e uma das coisas boas em rela��o aos produtores,
� que estamos constantemente a fazer coisas diferentes diariamente,
porque estamos a acompanhar algo org�nico e sazonal:
a videira.
O meu trabalho muda com as esta��es.
Est�s sempre a trabalhar com dois tipos de vinhos,
porque tens o vinho da �poca anterior
e tens o vinho da �poca anterior a essa.
ter o vinho pronto para p�r nas pipas, ter o vinho pronto para engarrafar
das colheitas anteriores, � muito sazonal.
Est� ordenadamente localizada ali em baixo.
H� sete parcelas separadas deste lado e
uma do outro lado...
se olharmos ao longo de Yountville e do resto do vale,
at� Stags Leap. Quase conseguimos ver Quixote ali do outro lado.
Bem, se formos por aqui depois podemos descer por l�.
Ainda me lembro de quando trabalhava em Fran�a
na propriedade de algu�m e pensava o quanto gostava de ter a a minha
de como gostava de dar tudo em algo que fosse meu
e finalmente tens algo onde te podes focar e colocar toda a tua energia
e que sabes que vai produzir algo muito especial.
Isto � tudo, � tudo empedrado, tudo,
essencialmente, o fundo do mar que
foi impelido pela atividade vulc�nica. S�o os solos mais antigos em Napa Valley,
t�m 60 milh�es de anos em certas zonas.
� um solo sedimentar, velho.
Est� constantemente a partir-se e a tornar-se em pequenas pe�as
como um puzzle.
Um vinho muito denso que parece do mundo antigo,
quase como um Bord�us.
Eu aqui sou um caseiro,
sou a pessoa que fundou aqui uma vinha e felizmente os meus filhos v�o
continuar a faz�-lo
e com sorte o vinho vai continuar a ser bom.
Felizmente o clima aqui n�o muda radicalmente.
Nestes �ltimos dois anos afastei-me
com relut�ncia do ponto de vista filos�fico e conservador que j� tive
e experimentei umas coisas diferentes.
Para mim foi muito significante,
outro produtor provavelmente diria: porque te preocupas com isso?
Alguns deles diriam: n�o vou voltar a fazer isso outra vez.
Mas h� duas ou tr�s coisas que eu fiz
ultimamente, particularmente na �ltima colheita,
em que consigo ver porque o fazem.
Pegamos na mesma vinha e em parte das uvas,
procedemos como habitualmente e em cerca de cinco tipo de uvas
utilizamos esta tecnologia que envolve ozonizar as uvas
depois esmag�-las e o processo decorre normalmente,
elimina a necessidade de utilizar di�xido de enxofre no envelhecimento do vinho.
A necessidade de utilizar di�xido de enxofre no vinho �
impedir que o oxigeno deteriore o vinho.
Quando fazemos uma prova lado a lado o controle do vinho
que fazemos normalmente e o vinho tratado com purovino,
� muito, muito diferente.
N�o estamos apenas a fazer um vinho melhor estamos a fazer um vinho livre de enxofre,
h� um grande
desejo entre os consumidores em ter vinhos que n�o utilizem enxofre.
� emocionante.
Ap�s 36 anos a fazer vinho em Napa Valley
fazer um vinho que
ao in�cio pareceu-me ser um enorme risco,
n�o correndo bem posso sempre voltar a colocar enxofre no vinho
e desse forma proteger-me, mas acabo com a experi�ncia
e eu gostava realmente de ver isto avan�ar, porque da forma que o vinho sabe
conseguimos algo.
Vai continuar aqui
intacto por um m�s e depois no pr�ximo m�s vamos leva-lo,
novamente para a zona das pipas,
retirar todos os batoques, p�r um bocadinho de vinho em todos eles
e fech�-los novamente, � assim todos os meses.
Nesta experi�ncia em particular, fazemos esse processo a cada duas semanas, porque
ainda estou a tentar aprender como se faz. Ainda tenho algum receio.
Queremos que os nossos convidados tenham a melhor experi�ncia poss�vel, por isso
vai haver bastante sombra, vai haver mesas aqui,
v�o haver locais para as pessoas desfrutar da vista,
e quando tivermos a sala de provas construida,
vamos ter a estrutura de vidro aqui centrada...
Sim.
O ret�ngulo vai ter um terra�o em cima que vai ser uma plataforma panor�mica
a plataforma panor�mica vai ter umas braseiras.
E o �nico limbo que tem de ser mudado de s�tio � este aqui.
Certo.
Aprendi muito.
Isto � uma viagem e n�s temos um longo caminho a percorrer,
apenas um exemplo, criar uma marca � t�o complicado
e � algo que parece t�o f�cil
mas na realidade n�o �, porque existe um mercado global
e � incr�vel, quando procuramos nomes,
com uma pequena pesquisa conseguimos encontrar
um vinho em qualquer parte do mundo,
e at� mesmo localmente, que j� tenha um nome que n�s ach�vamos fant�stico.
N�s andamos desde 2002, a tentar descobrir as melhores vinhas do vale,
em cada denomina��o tentamos destacar alguns
e traz�-los para mostr�-los e ent�o
quando descobrimos esta propriedade, �amos na d�cima sexta denomina��o em pesquisa,
isto � essencialmente o microcosmo do que realmente �.
� a nossa oportunidade de contar a nossa hist�ria.
Se � o primeiro impulso que conta,
o que � isto, e pegar nela, bem,
primeiro passo cumprido. Primeiro objetivo, est� na m�o dele, certo?
Agora, v�o fazer-nos perguntas, o que quer isto dizer
ou qual � a origem disto, ou porque estamos a fazer assim ou assado?
Bem, n�s queremos que eles fa�am perguntas,
porque vai-nos dar a oportunidade de lhes dar o nosso vinho para provar.
A recalcular.
Malta, falhei uma sa�da e agora est� a tentar tirar-me daqui,
- mas est�o em constru��o. - Siga o itiner�rio destacado. Esquerda.
J� vi que tenho de sair e passar por cima da autoestrada � direita.
Mantenha-se � esquerda.
Vou deixar isso contigo, Steve, se nos conseguires levar l� � fant�stico.
- Ser� fant�stico para todos n�s. - Sim, para todos.
Pelo menos ainda n�o bebi, o que � bom.
� bom.
� engra�ado o que fazemos de facto, porque n�o fazemos s� isso,
mas temos que sair da frente das pessoas
MICHAEL SCHOLZ PRODUTOR
e conhecer pessoas e vender o produto,
� um papel muito abrangente que fazemos.
Isso no final do dia � engra�ado. Estamos aqui a fazer isto quando,
na maior parte do tempo estamos enterrados em porcaria
nas vinhas a esta hora, o que se passa contigo.
Quando caminhamos pelas vinhas,
coloco-me mentalmente na situa��o de vender este vinho tr�s anos mais tarde.
Quero dizer que as minhas decis�es e as do Michael quando estamos fora
a caminhar nas vinhas e a pensar nos contratos que temos,
temos que pensar, � super importante, tudo o que fazes
vai acabar por ter de ser vendido,
por isso colocas-te mentalmente no local de vendas
aquele vinho, as pessoas provam, vimos as suas rea��es.
Ser� que gostaram?
T�m de gostar, porque � isso que nos d� seguran�a,
que nos mant�m empenhados, que nos move.
ADEGA DA FAM�LIA REYNOLDS
Porque � t�o bom aqui?
S�o os solos, a temperatura, o clima,
temos solos realmente ricos,
Isto diz um bocadinho sobre quem n�s somos, os vinhos que fazemos,
uma lista, � um pequeno mapa de quem n�s somos.
Esta pequena �rea aqui,
ao lado de Stags Leap � onde a nossa adega fica.
Isto � 82 % Merlot
e 18 % Cabernet
e assim como a garrafa de reserva com a flor real na extremidade que fazemos,
existem s� 700 caixas no mundo.
Cinco variedades aqui, cinco nobres castas francesas,
o Cabernet, Merlot, Cab Franc, Malbec, e o Petit Verdot.
Todas de 16 vinhas diferentes.
Os vinhos s�o brilhantes.
A nova marca chama-se Italics.
- Italics? - Sim.
Coisas em que colaboramos.
V�o ser no total cerca de cinco, seis mil caixas
total absoluto, em toda a regi�o.
Eu sei que � um pouco ambicioso, mas...
� muito parecido com uma c�psula do tempo, porque captura na garrafa
o que o clima fez nesse ano
e a tecnologia com que o fizemos nesse ano,
quanto sab�amos at� ent�o...
... e os nossos conhecimentos sobre o equil�brio e as capacidades art�sticas,
est� tudo ali.
PRIMAVERA
Se pegares numa garrafa que fizeste h� 20 anos e lhe retirares a rolha,
resume-se a todas essas coisas.
Aquele ano de 2000, lembro-me de estar no leil�o,
e as licita��es subiram, 100 000, 150, 175, 200
e de repente ele fez assim,
apenas 500 000 e a tenda simplesmente
explodiu, as pessoas ficaram loucas. Foi inacredit�vel.
Continua a ser um recorde mundial para uma garrafa de vinho,
foi um vinho que eu fiz em 1992,
um exemplar de seis litros da colheita de 1992 Screaming Eagle
que foi vendida por meio milh�o de d�lares.
Reparei nele em degusta��es que fiz talvez num portf�lio
dos vinhos que fiz para os meus clientes
e o que sai daquelas coisas que eu vi, acho que � o meu estilo,
s�o sedosos, elegantes, mas vinhos poderosos. S�o muito distintos,
s�o todos bastante �nicos, mas todos tem este segmento sedoso com eles.
Estamos todos mais confort�veis e familiarizados com
descri��es as caracter�sticas de aromas de sabores
e descri��es das frutas tipos de caracter�sticas do carvalho,
mas a que sabe o aglomerado de tudo isso?
Para mim, divido em tr�s partes: princ�pio, meio e fim.
O paladar inicial � um, dois, o palato tr�s, quatro,
e o final � cinco, seis.
E para ter uma fase completa,
equilibrando o vinho que est�s acertar em todos os cilindros, queres
um, dois, tr�s, quatro, cinco, seis.
Diferentes variedades e diferentes segmentos, lotes diferentes
na adega temos diferentes componentes
que podem contribuir para aquilo que tu achas que � um seis.
Ver se h� alguma coisa que eu deva tentar ou apenas ir com o n�mero um, que �
realmente perfeito, � assim que aquele o vinho deve ser.
D�-nos uma esp�cie de indica��o quando damos a primeira inala��o.
Sim, � realmente maravilhoso.
Quando estou a fazer provas cegas, acho que � esse o meu ponto forte,
saboreio todos os componentes individualmente, tiro umas notas
dos vinhos determinantes,
n�o apenas dos sabores, mas tamb�m das impress�es que vou tendo.
Alguns podem ter mais madeira, outros mais taninos,
outros muito frutados, com riquezas exuberantes.
A partir da� posso dar o meu palpite sobre como vai ser a minha mistura
e se algo sobressair
eu posso dizer com exatid�o de onde vem cada um
e ajustar isso para que consiga aquela sinfonia de sabores.
Estamos neste momento a subir para a vinha Longtable,
que fica no Mount Veeder, que fica do lado oeste do vale.
� a �nica vinha numa colina com que trabalho,
Uma das coisas fabulosas para mim � fazer um vinho que
vai ser puro do Clone 6, mas totalmente diferente do Clone 6.
O primeiro Clone 6 vem do solo do vale,
tem uma estrutura tanina, suave,
apesar de ter um forte aroma a fruta.
Aqui lidamos com um Cabernet de colina
que vai ter muito mais tanino, muito mais �cido
e um perfil bastante diferente, o que � bastante engra�ado.
Aqui em baixo temos outro cacho num rebento,
� uma planta com baixos �ndices de crescimento.
Esta aqui est� a florescer,
ent�o estas cabe�as de alfinetes rebentam e a flor abre
e depois o p�len vai fertilizar o ov�rio e tornar-se uma uva.
Se tivermos um tempestade neste momento vai lavar
o p�len do ov�rio e n�o teremos
a fertiliza��o que procuramos.
� complicado se tiveres programado que precisas de mil caixas de vinho este ano
e apenas apanhar uvas para 500, n�o podes ir a correr
faz�-las em qualquer lado.
N�o, se tiveres uma pequena produ��o, como a maioria dos produtores aqui em Napa tem.
Se fores um grande produtor
podes ir comprar a outras �reas e depois criar essas misturas,
mas se o teu modelo de neg�cio � de vinha �nica ou clone �nico
ou certas denomina��es, o que tens
� que vai determinar a qualidade do produto final.
Acho que o que vai para adega nos d� parte
dessa sensa��o, acho que vou ter este problema este ano
e em seguida preparamos-nos para isso e s� tens de gerir tua vida,
gerenciar o processo de fermenta��o, que � gerir a tua vida naquele momento
para o melhor das tuas capacidades.
DENOMINA��ES
- Encheu quase at� cima. - Sim, acho que coube quase
- tudo a�. - S� sobrou um pouco.
Estalou a fruta, os taninos ficaram um pouco mais suaves.
Est� dentro do perfil daquilo que procuramos.
N�o tenho muito, mas vamos tentar uma pequena coisa. Quero dizer...
Tendo falado com o Mike por algum tempo, quase que ficamos a conhecer o seu palato.
Ele deixa-nos fazer o que precisamos e confia na nossa parte,
tenho a certeza que com o tempo, � medida que formos ficando com mais confian�a
e a nossa produ��o sair, ele provavelmente esbo�ar� mais a sua opini�o
mas agora no in�cio ele est� realmente a confiar em n�s, o que � fant�stico.
Lembro-me corretamente, o que vai ser a base da reserva.
� isto mesmo... Sim.
Encontrar o ponto inicial � sempre o mais dif�cil,
porque estamos aqui a tentar criar dois vinhos,
mas um deles tem de ser reserva e tem de ter uma qualidade superior.
Raios, eu n�o sou produtor, mas diria que tens sempre dois objetivos: primeiro,
fazer o melhor vinho poss�vel com aquilo que a M�e Natureza te d�
em rela��o � qualidade da fruta,
ANDY WINCOX PARCEIRO ADMINISTRATIVO
mas depois para os clientes, para o teu clube de membros, para as pessoas
que gostam de ti, h� com certeza
uma certa lealdade em ser consistente com os vinhos ano ap�s ano.
N�o digo que seja um mau vinho.
sim, estamos um pouco em desvantagem, porque
alguns deles j� foram misturados pelo anterior produtor.
Bem, tem muito mais alavancas para puxar com isto,
Considerando que aqui temos basicamente cinco vinhos diferentes para trabalhar
e misturar.
Porque se come�armos a brincar com todas essas misturas, vai ser brutal.
� dif�cil. H� alguns realmente dif�ceis...
Estamos a construir uma ponte neste momento.
Temos que fazer destes vinhos
algo que reflita o que vamos criar,
porque isso pode ser a primeira coisa que as pessoas v�o provar
e n�o as queremos perder na primeira oportunidade,
portanto isso � realmente importante, honestamente.
O que pensam sobre isso?
ITALICS VITICULTORES
Estamos numa situa��o em que os vinhos est�o feitos, e essencialmente,
estamos a armazenar o vinho em barris, como podem ver,
e n�o temos um armaz�m adequado aqui neste lugar.
As caves n�o est�o feitas, e provavelmente ainda v�o demorar um pouco mais.
Talvez ainda dez meses.
Quando consegui a minha licen�a e me envolvi neste processo,
que foi na verdade h�, 17 ou 18 anos atr�s,
eu estava com a mesma excita��o que estou agora.
As coisas, logo ap�s eu construir o meu primeiro espa�o,
foi muito bom durante v�rios anos e eu tive uma boa vida durante esse tempo
e de repente,
agora que estou de volta ao neg�cio, que estou a come�ar este tipo de neg�cios,
a excita��o est� a voltar outra vez.
Devo estar amaldi�oado, n�o sei, o meu pai sempre disse,
"Vais ter de te esfor�ar por tudo, toda a vida,
nunca ter�s nada de m�o beijada
pelo menos tens prazer." E eu acho que � isso mesmo, o prazer.
Acho que cada colheita � uma inspira��o.
Nenhuma colheita � igual.
Acho que � por isso que continuamos a faz�-lo.
Mant�m-nos entusiasmados com o processo,
porque fa�o isto quase h� 40 anos, quase 45, no meu caso,
e apenas o fiz 45 vezes.
Uma das coisas boas que Napa tem, mas tamb�m n�o � a melhor,
� que estamos todos no mesmo neg�cio aqui e por isso n�o importa onde v�s
est�s sempre rodeado de uvas e pessoas do vinho...
... e nunca te consegues livrar disso.
Quando venho para o barco,
tudo o que fa�o � falar sobre o vento, as ondas, as correntes, as mar�s,
como est�s, como est� o teu barco, que foi que consertaste, o que partiu,
o que n�o partiu, � uma conversa diferente e � fant�stico.
Est� bem, Eric,
p�e igual � anterior e est� bom.
Comecei a trabalhar a tempo inteiro,
estamos a engarrafar
dois ou tr�s dias por semana todo o ano.
Muitas pessoas stressam com isso,
para mim � um dia feliz. Estamos basicamente...
... a terminar o ciclo.
O tempo � a �nica coisa que n�o podes comprar e acabas por
ter uma mentalidade que est�
ancorada ao tempo e ent�o pensas sempre dois ou tr�s anos � frente,
antecipas, planeias.
Depois o feedback que tens das pessoas que provam os teus vinhos
e gostam do que fazes � a melhor recompensa que podes receber,
porque se trata de sabor, e o sabor � uma mat�ria muito complexa.
� por isso que realmente te dedicas a conectar com essas pessoas
em fazer o vinho aos seus gostos
ou ent�o tens uma vis�o em que achas que tem qualidade
e achas que � superior
que se vai tornar numa refer�ncia na ind�stria
e ent�o tentas estar na vanguarda
do desenvolvimento vin�cola que ainda n�o existe e que essas pessoas v�o descobrir.
Finalmente c�u limpo, isso � bom.
Conseguimos ter uma certa no��o das coisas aqui e come�ando por ver
o que parece ser o aparecimento das uvas,
em meio de maio tivemos aquela tempestade.
H� umas certas alturas do ano em que � bastante vulner�vel para n�s,
fazemos a poliniza��o, a fertiliza��o, est� tudo completo,
e esse � o passo mais crucial para n�s,
porque quando esse passo est� dado,
e as coisas se desenvolvem bem, n�s afastamo-nos,
� quando as uvas come�am a ganhar cor
e come�am a ganhar �ndice de a��car.
VER�O
Esta � obviamente a largura aqui,
e mesmo com barris vamos ter bastante largura,
mesmo que queiras p�r aqui uma mesa de madeira.
O ano anterior tivemos as uvas
apenas na fase final de crescimento e todas as decis�es
durante o processo de crescimento foram tomadas por outra pessoa,
por isso este ano todas as decis�es
durante todo o processo,
desde a primeira flor at� � colheita,
e claro que tamb�m durante a produ��o do vinho,
est� tudo sob o nosso controle e sob a nossa decis�o.
Isto � o infravermelho, e isto � o que o ecr� nos mostra.
Isto � uma digitaliza��o pura e depois temos um filtro
que o produtor pode p�r,
isto � o espectro do grau do vinho.
Isto � o ano passado, e isto � em 2014 e isto � o stress
que a vinha tinha.
Depois vamos at� 2015 e at� � quinta do Arturo...
O que � impressionante � ver como este ano a vinha est� muito melhor,
com alguns ajustes e algumas mudan�as e a fazer a nosso pr�prio cultivo
est� a fazer toda a diferen�a do mundo.
N�o podes recorrer a algu�m que
corre vinte vinhas diferentes
quando temos aqui pessoal com os p�s no terreno diariamente.
Decidimos que vamos redesenhar a grelha
e vamos tamb�m rebatizar os blocos
como podemos colher de acordo com o que temos seguido nos �ltimos anos
e o que n�o, vamos come�ar em forma de tarte e colher apenas as tr�s fileiras
descer � dez... quer dizer, � um pesadelo em comunica��o.
Da forma que o mundo do vinho est� �
que h� muitos cr�ticos do sof�, os cr�ticos de bancada,
toda a gente te quer dizer como � uma boa garrafa de vinho,
principalmente pessoas que nunca passaram uma noite a apanhar uvas,
a mimar, a nutrir estas coisas desde o in�cio
e passar tr�s anos a estud�-las, a solucionar, a sair da cama
mesmo doente, para tentar levar isto at� � mesa.
H� muita gente que gostava de te dizer,
"Isto � que � um vinho da Calif�rnia."
J� experimentaste?
Gosto do vidro.
Est� a resultar?
- Bastante bem? - � bom.
Provavelmente fizemos muitas vinhas. Um particularmente fresco,
e fiz esta manh�.
� sempre tenso, a primeira vez,
na primeira vez que fazemos algo � sempre, vamos l� ver o que d�.
Criar o vinho perfeito � praticamente imposs�vel.
Se repararem, n�o houve mais do que uma m�o cheia em toda a vida.
Trabalhamos com um alvo em movimento, temos a M�e Natureza a tempo inteiro,
n�o � como ter um patr�o no escrit�rio.
� por isso que � preciso aprender o m�ximo poss�vel
e precisas de saber, estou sempre a falar em estudar,
porque fui dentista, e sempre disse que aprendes tanto
para ser doutor, os est�gios, todas as coisas que tens de fazer
e 90 % do que trazes quando vens embora
� um bra�o partido, uma constipa��o comum,
mas os outros 10 % ou 1 % ou 0,5 %
� saber onde encontrar o conhecimento para te curares.
N�o tens de ter esse conhecimento a toda a hora na cabe�a.
Precisas de saber � naquele ano mau, naquele ano de chuva,
ou quando os �cidos n�o aparecem, ou quando
� muito fl�cido, muito gordo, vais precisar
de ter essas ferramentas dispon�veis
e saber como usar o que est� l� para voltar a por as coisas a funcionar
e no m�nimo tentar trazer uma garrafa de vinho decente para a mesa.
BEM-VINDO � MAIS FAMOSA REGI�O DE VINDIMA DO MUNDO
NAPA VALLEY ... O VINHO � POESIA ENGARRAFADA...
Vindima
Parece que o clima,
e as boas condi��es durante a primavera v�o resultar em algum esmagamento
vimos isso quando come�amos a apanhar as uvas,
e isso foi tipo o despertar, bem, realmente h�
menos uvas l� fora do que pens�vamos.
O que estamos a ver � o que apanhamos esta manh� nas vinhas
devia ter-nos rendido
seis destas caixas... quase cheias.
Esta caixa tem cerca de 90 quilos de uvas.
� uma grande perda financeira para o agricultor
e n�o � o �nico, infelizmente,
h� muitos mais agricultores na mesma situa��o.
� a M�e Natureza. � por isso que fazemos isto todos os anos e porque
somos desafiados, � como
reagimos �quilo que a M�e Natureza nos d� e como
criou esta colheita, seguir em frente e come�ar novamente no pr�ximo ano.
� o primeiro dia do ano, passar uma borracha e construir a pr�xima colheita
� o que tens de fazer
e lidar com aquilo que a M�e Natureza nos trouxer no pr�ximo ano.
Olhem, um cacho.
Por isso, a colheita foi fraca, esqueceram-se deles.
Estes est�o bastante completos para a colheita,
quando vimos estas uvas verdes,
e quando as uvas verdes n�o crescem. Quer dizer basicamente,
que a poliniza��o n�o funcionou.
Isto � algo que n�o pode ser apanhado � m�o,
temos ecr�s e separadores �ticos
que s�o capazes de separar isto do resto da colheita.
Depois temos belas uvas,
com cerca de uma grama por uva, a pele � espessa,
tem uma bela cor.
Fazem aqui duas paletes, o que � aproximadamente
uma tonelada, por isso vamos aproveitar aproximadamente tr�s-quartos,
� o que esperamos ter esta manh�.
Estas s�o vinhas novas, aguentaram um bocadinho melhor,
a colheita, por isso vamos ter apenas menos 20 % em vez dos 50 %.
Obrigado.
A qualidade este ano vai ser fenomenal,
mesmo com um rendimento muito baixo,
os vinhos tem uma cor forte
e uma estrutura muito boa, s�o muito ricos,
est�o tamb�m muito bem entrosados, os taninos est�o bem integrados
no vinho desde muito cedo.
Pression�mos, dren�mos o tanque
� cerca de tr�s dias atr�s, o nosso primeiro tanque Cabernet.
Houve pessoas que provaram o vinho diretamente do tanque
e disseram que podia beber-se de imediato.
Acho que isso caracteriza o vinho que fizemos este ano,
t�m uma fabulosa estrutura e frutos fant�sticos.
Will?
Os frutos parecem t�o bons este ano.
Ao longo dos anos tive v�rios amigos que me diziam,
qual � o teu vinho favorito? Quero oferecer-te".
E eu dizia, "n�o tenho nenhum vinho favorito."
Gosto de experimentar vinhos diferentes.
� assim que aprendemos
diferentes sabores, diferentes estilos. Falamos do estilo de um produtor,
vinhas diferentes, regi�es diferentes.
Eu sou parcial em rela��o a Napa.
Talvez preencha os meus gostos,
mas at� de uma colheita para outra,
o mesmo vinho...
com o mesmo produtor, vai continuar a ser diferente.
N�o importa qu�o bom ou mau possa ser este ano,
para o pr�ximo ser� diferente.
� muito gratificante criar algo que as pessoas gostam.
As pessoas perguntam-me o que me faz mexer, e eu digo sempre,
"eu estou a tentar explorar todo o meu potencial."
Todos n�s temos muito mais potencial do que aquele que tiramos proveito
e n�o queremos desperdi�ar isso.
S� temos uma oportunidade, devemos faz�-lo enquanto estamos vivos.
� importante agarr�-lo enquanto podes.
Vivemos numa sociedade que se move demasiado r�pido
onde � tudo louco e est� tudo focado em
alguma coisa, talvez n�o seja o melhor valor da vida.
Eu acho que, pessoalmente, esta ind�stria
o que eu amo, � o equil�brio,
a durabilidade,
� ter uma boa integridade,
� sobre contar a verdade de este lugar.
� um bom conceito e acho que o mundo
precisa um bocadinho �s vezes.
Quero que as pessoas vejam,
em primeiro lugar, que vejam a dedica��o que colocamos nestes vinhos.
E a quantidade incr�vel de detalhes deste trabalho.
Quero que as pessoas absorvam a complexidade dos vinhos,
que sintam a amplitude da complexidade, a eleg�ncia.
Estamos focados em todos os aspetos
do sabor e do aroma para tentar fazer algo que seja org�smico.
� isso que eu quero.
A minha esposa e os meus filhos inspiram-me a ser melhor,
e a ter o conhecimento que preciso e quero para entregar-lhes este legado,
isto completa-me, preenche-me.
Adoro tudo que diz respeito a isto, por isso sinto que nasci para isto.
Aqui.
Vamos l�. Consegues encontr�-lo?
Acho que olhando � qualidade de vida
e poder trazer tamb�m algo um pouco diferente e �nico que
vais deixar para a pr�xima gera��o
e � isso que temos aqui.
O meu trabalho, como produtor de vinhos, � ser capaz de deixar
conhecimentos sobre a minha experi�ncia com vinhos e fazer o que ningu�m fez antes
e d�-lo �s novas gera��es para que o desenvolvam.
Todas as gera��es tem uma diferente,
abordagem � produ��o de vinho,
e acho que estamos todos a elevar a fasquia.
A cada d�cada que passa
encontramos melhores formas de fazer vinho.
Quando olhamos para
os vinhos que come�aram a ser feitos em Napa e passeamos por todo o vale,
pelos leil�es de vinho
ou apenas por uma loja e provar os vinhos,
o n�vel dos vinhos que temos � de classe mundial.
Ao sucesso.
Sa�de.
Eu acho que fazer vinhos e vinhas � muito sobre a viagem,
� sobre a embalagem para a viagem,
preparar-se para a viagem,
� a viagem, e tem tantos destinos poss�veis,
porque os vinhos est�o continuamente em desenvolvimento
e quando chegas a um destino
abres uma garrafa de vinho � aquele momento no tempo.
Acho que n�o h� nada que se compare.
A colheita de 2015 foi precoce, leve, mas de qualidade excecional.
Traduzido por: D�rio Silva
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