Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
AmericasCardroom.com � a melhor op��o para Jogar poker online - Abra sua conta hoje
Charlie! Charlie! Charlie! Charlie!
Charlie! Charlie! Charlie! Charlie!
Obrigado. Muito obrigado.
Obrigado.
Como est�o todos esta noite?
� �ptimo v�-los aqui.
O meu nome � Charlie Bartlett.
Charlie! Charlie! Charlie!
Charlie. Charlie!
Charlie!
A tua m�e est� aqui.
Est� no gabinete do reitor.
Boa sorte, Charlie. Afasta-te dos problemas.
N�o tenho a certeza se compreendo. S�o as notas dele?
N�o, Mrs. Bartlett, n�o s�o as notas. E tamb�m n�o � a assiduidade.
Olhe, muito francamente, ele � um dos rapazes mais inteligentes da escola,
de uma maneira... invulgar.
Fico sem saber por que ele tem de ser expulso, ent�o.
Bem, isto talvez possa ajudar.
V�o expuls�-lo por falsificar uma carta de condu��o?
Ele opera uma impressora de laminados dentro do seu dormit�rio.
E tem-nos vendido aos outros alunos.
Tem de admitir que parecem aut�nticas.
Olhe, Mrs. Bartlett, para ser franco, acho que ele tem um enorme potencial.
� inventivo, inteligente, est�, obviamente, muito motivado...
Talvez esta seja uma boa altura para... fazer um donativo.
N�o, Mrs. Bartlett, o que ele fez foi ilegal
e n�o podemos fazer vista grossa.
- Est� bem. - Certo.
- Compreendo. - �ptimo.
Est�s zangada?
Sabes bem que n�o.
S� n�o entendo por que o fizeste. N�o � que precises do dinheiro.
Quer dizer, a s�rio, Charlie, o que diria o teu pai se aqui estivesse?
M�e, eles estavam a come�ar a gostar de mim.
Sabes, eu era o tipo que todos queriam conhecer.
Bem, talvez haja mais no liceu do que "gostarem de ti".
Como o qu�, especificamente?
Nada me vem � cabe�a.
Acho que agora tentamos que vivas em casa e v�s para uma escola p�blica.
At� mantive o teu quarto exactamente da maneira que o deixaste.
M�e, tens dado comida aos meus peixes?
Oh, querido...
M�e? Acho que vou apanhar o autocarro, amanh�.
A s�rio? Ia pedir ao Thomas para te levar.
Eu sei, mas... acho que mais ningu�m vai aparecer de motorista.
Talvez tenhas raz�o.
- Tomaste a Clonepina, hoje? - N�o tomei.
- Onde achas que deixei isso? - Provavelmente na tua carteira.
Aqui est�. Que faria sem ti, Charlie?
E sab�amos quem �ramos, na altura
Meninas eram meninas e homens eram homens
Senhor, fazia-nos falta um Herbert Hoover, de novo
Esses � que eram os dias
� �ptimo ter-te de volta, Charlie.
Obrigado, m�e. Tamb�m senti a tua falta.
Est� s a brincar comigo? Susie Q!
O Qu�? Entra!
Ol�. Volume. Obrigado.
Espera, est� aqui o reitor. Que queres, pai?
Por que me chamas reitor quando falas com os teus amigos.
Fingir que te desrespeito d�-me bastante cr�dito,
se � que percebes.
N�o, n�o, n�o.
O que queres?
- Queria dizer ol�. - Ol�.
Trouxe-te gomas.
- Deus, s�o caramelos rocha. - Foi uma piada.
J� as comia d�cadas antes de seres concebida.
Estarei no meu escrit�rio.
- Amo-te. - Amo-te. Adeus.
Tem duas mensagens novas.
Nathan, penso que seria bom eu estar presente
quando deres a not�cia da instala��o das c�maras para os mi�dos,
para que o an�ncio seja tomado, sabes, de forma s�ria.
Mensagem seguinte. - Nathan, sou eu.
Gostava de saber por que a Susan n�o tem respondido �s minha chamadas.
N�o te interessa para nada
se ela tem um relacionamento com a m�e, seu cab...
Acho que te enganaste no autocarro.
Escola secund�ria de Western Summit, certo?
Est� certo.
Ol�, sou o Charlie.
Ol�, Charlie, sou o Len.
Muito prazer, Len.
O prazer � meu, Charlie.
Obrigado.
N�o faz sentido causar problemas desnecess�rios.
Bonita gravata, amigo.
Brutal, meu.
Saiam da frente! Saiam!
N�o faz sentido causar problemas desnecess�rios.
Certifiquem-se que criam problemas quando necess�rio.
N�o faz sentido causar problemas desnecess�rios.
N�o lhe deram um cacifo na sala dos professores?
N�o sou professor.
Pareces um professor.
Muito bem, todos, �ltima hip�tese para se inscreverem, as audi��es s�o hoje,
�s 16h00, e s�o todos bem-vindos.
Sim, e para quem n�o sabe, este ano vamos fazer a pe�a "Henrique V".
E � Shakespeare, por isso podem candidatar-se a pap�is do sexo oposto.
Vejo-te �s 16h00, professor.
� muito boa, meu.
Merda, por que est�s a olhar para isso assim? Vais comprar.
J� o fizeste das outras vezes. Compra e pronto.
Ol�, sou o Charlie.
O que � isso, uma pasta de documentos?
Na verdade, acho que � uma pasta de diplomata.
Que � isso no teu casaco, meu?
O qu�, isto?
"Cor ad cor l�quitur", est� em latim.
Acho que a tradu��o �,
"O cora��o fala ao cora��o". Posso estar errado.
Este tipo � um completo larilas, ou qu�? Cala-te.
Isso � uma... pergunta ret�rica?
Parece que n�o.
Lixa-o!
Isso mesmo!
Sabes que mais? Acho que gostaste, larilas.
E agora gostas, sacana?
Nada de fumar. Apaguem os cigarros.
Que temos aqui?
Nada, est�vamos s� na brincadeira.
Mr. Bivens, Mr...
Tu, v�o para a aula, agora. V�.
Mais logo, panasca!
Est�s bem?
Sim.
Estou t�o farta dos meus pais, honestamente, j� tenho 17 anos,
n�o sei qual � o problema. Quer dizer, � apenas um furo.
Que � que interessa � minha m�e quantos piercings tenho na orelha?
A equipa n�o se importa.
Whitney, acho que devias fazer um piercing na ratita.
Isso � nojento, retardado.
Ol�, eu sou o Charlie.
Vamos.
- Ol�, Charlie! - Ol�, Len.
Len, queres fazer-me companhia?
Obrigado, Charlie.
- Tenho ervilhas, e... - Cenouras.
- Adoro ervilhas e cenouras. - Eu tamb�m.
"Quando, Caius, Roma � vossa, sereis mais pobre que todos;
e, por instantes, sereis meu."
Fim da cena.
Obrigado. Foi espectacular.
Charlie Bartlett.
Ent�o, qual das obras de Shakespeare vais representar para n�s?
Estava a pensar fazer um mon�logo da obra-prima de Cordiroy Seville,
Desventuras de uma Jovem Renegada.
"Acho que vos devia contar
"acerca da primeira vez que tive o per�odo.
O meu pai tinha ido buscar-me ao acampamento de Ver�o,
"e virei-me para ele, e disse,
"Pap�, acho que estou ensopada.
"E ele disse, Isso � bom, querida.
"E eu apercebi-me que
"ele n�o tinha a m�nima ideia do que eu queria dizer com ensopada.
"Ent�o, expliquei-lhe que queria dizer
"que sangue jorrava da minha voc�s-sabem-onde.
"E ele quase que espetou o carro,
"ao tentar passar-me um monte de guardanapos,
"o que n�o � algo que se queira
enfiar dentro da pachacha."
�ptimo. Obrigado.
Ainda n�o tinha terminado, na verdade.
N�o, isso chega. Obrigado, Charlie.
Vou-te partir todo.
- Est�s a apanhar isto? - Sim, estou a apanhar.
- Sim, parte-o todo, Murph. - Doeu-te?
N�o me importo, sabes porqu�? Porque foi uma pergunta ret�rica!
Charlie, como se diz em latim "sou um grande larilas"?
Vamos embora daqui.
Charlie? Como correu? - Espectacular.
Fizeste amigos?
Podes esquecer a escola amanh�.
Vou ligar ao Dr. Weathers.
A tua m�e disse-me que te tens andado a meter em rixas com os outros rapazes.
� o melhor eufemismo
para "partirem-me todo � porrada" que j� ouvi.
E por que achas que andam a embirrar contigo?
N�o sei. Por ser fora do normal, talvez.
N�o te sentes normal?
A minha fam�lia tem psiquiatra ao domic�lio. Como posso ser normal?
Como v�o as aulas?
V�o bem.
Quer dizer, tenho dificuldade em concentrar-me, �s vezes.
Em que � que pensas?
Tenho uma... fantasia,
Sexual?
N�o, na verdade, n�o.
A fantasia de estar a pisar um palco.
E todos os mi�dos da audi�ncia,
a aclamarem o meu nome, como se fosse... uma estrela de rock, sabe?
E depois, aproximo-me do microfone e digo:
"Como est�o todos esta noite?"
E eles come�am a aplaudir e a gritar,
"� �ptimo v�-los aqui. Eu sou o Charlie Bartlett."
"E se h� uma ideia que quero que levem daqui,"
"� que o c�u � o limite."
"Por isso, para aqueles de v�s com problemas, para os que tenham medo,"
"ou confusos, ou zangados,"
"lembrem-se, voc�s n�o est�o sozinhos."
E eles v�o � loucura, outra vez.
Charlie, como te sentes em rela��o ao teu pai, hoje em dia?
Est�s zangado por ele n�o estar?
- Pre�os da gasolina. - Desculpa?
Tamb�m me preocupo muito, nas aulas, acerca da subida de pre�o da gasolina.
Charlie, vou passar-te uma receita de Ritalin.
O que quero que fa�as � come�ar pela dosagem reduzida,
e se, passados uns dias, n�o notares quaisquer efeitos secund�rios,
ent�o quero que passes para uma dosagem mais alta.
Ent�o acha que tenho Desordem por D�fice de Aten��o, ou...?
N�o saberemos isso at� que o Ritalin ajude com esse problema de concentra��o.
Quer dizer, se tomar o medicamento, e me ajudar a concentrar,
vamos saber que tenho DDA?
� essa a ideia.
Bem-vindo, professor.
- Vai-te lixar! - Sim, vai-te lixar.
Algu�m me pode dizer por que Merc�rio tem apenas um dia por ano?
Porque Merc�rio � o �nico planeta que n�o roda no seu eixo.
Ol�. Bom dia.
A palavra do dia � "Agradecimento".
"Agradecimento"... na qualidade de estarmos agradecidos,
prontos para mostrar reconhecimento, e retribuirmos a amabilidade.
Em como, se todos se sentassem e calassem,
eu estarei preparado para expressar o meu agradecimento. Obrigado.
H� muito em agenda, hoje.
O nosso superintendente, Mr. Sedgwick, veio visitar-nos,
por isso, pela minha sa�de, portem-se o melhor que sabem.
Antes de mais, a sala dos alunos vai estar fechada segunda-feira,
enquanto estivermos a instalar c�maras de vigil�ncia.
Sim.
Como pode fazer isso? Isso � invas�o de propriedade.
� uma quest�o de responsabilidade, e...
receio que o conselho j� tenha aprovado a mo��o.
De qualquer maneira, gostava de dar agora, ao Mr. Sedgwick, a palavra,
para discutir a pol�tica quanto �s chamadas de telem�vel.
Mas a sala de estudantes � o �nico local onde podemos curtir sem os professores.
H� c�maras na sala dos professores?
Curtir?
Certo, j� pass�mos para a quest�o da pol�tica dos telem�veis.
Teremos v�rias oportunidades para discutir isso mais tarde, mas agora...
Isto � tudo um monte de tretas!
V� l�!
Certo. Certo.
Voc�s precisam de arranjar maneiras mais pr�prias
para expressar o vosso des-"Agradecimento".
Mr. Sedgwick?
O...
V� l�, n�o � nada. Apenas um exerc�cio de inc�ndio.
Procedam para o exterior, de maneira ordenada.
N�o queremos que haja correria.
N�o t�m muito respeito por si, pois n�o?
Caso ainda n�o tenha reparado, tamb�m n�o gostam muito de si.
Eu falei em respeito, Nathan, n�o em afecto.
N�o estamos a tentar ganhar um concurso de popularidade.
"Ritalin no saco, jantar no forno, beijos, m�e."
Dia 1
Estou ansiosa para passarmos o fim-de-semana sozinhos.
Pensei que talvez pud�ssemos ir a uma prova de vinhos.
N�o fazemos isso desde que eras mi�do.
-Talvez. -Talvez?
- N�o tocaste na comida. - Estou sem fome, m�e.
Estou a estudar a osmose da �gua pela epiderme.
Olha, fiz uma refei��o perfeitamente comest�vel, Charlie Bartlett.
Estou a sentir-me um bocado depreciada, neste momento.
E... acho que � muito importante tentares, ao menos, comer os vegetais.
Querido, o Dr. Weathers n�o disse ontem qualquer coisa sobre os fluidos?
Que � que ele disse acerca...
Est�s a ouvir-me?
Ol�!
H� algu�m a� em cima que me consiga ouvir?
Dia 2
Dia 3
Dia 4
Charlie? �s tu?
Acordem, seus dorminhocos. Acordem.
Acordem! Acordem! Chamo-me Charlie Bartlett,
e n�o estou sozinho!
Ent�o, n�o h� historial de uso de quaisquer tipo de drogas, Mrs...
Chame-me Marilyn, por favor, n�o h� necessidade de sermos formais.
E... drogas? N�o. Nenhum tipo, mesmo.
Bem, parecia que ele estava sob o efeito de alguma coisa.
N�o sou m�dico, mas � poss�vel o Ritalin deixar-nos nas nuvens.
Deve ser provavelmente isso, a nova medica��o.
� uma nova medica��o. A nova medica��o.
Nova medica��o!
Charlie, querido.
Bem, como estava a dizer, muitos mi�dos universit�rios tomam isso.
Quando eu estava na faculdade, met�amos comprimidos de �cido.
Pessoalmente, nunca usei drogas.
Talvez...
Talvez te tenham batido vezes de mais,
por causa do dinheiro do almo�o, a caminho do autocarro.
Talvez o teu pai se tenha de embebedar... N�o.
Talvez o teu pai...
Talvez o teu pai se tenha de embebedar todas as manh�s.
O teu pai tem... Como se diz...
escavar estradas com disposi��o.
Quer dizer, ele tem de se embebedar.
Bem humorado.
- Bom dia. - Bom dia.
- Ol�, Charlie. - Ol�.
- Ol�, Charlie. - Ol�, malta.
- Ol�, Len. - Ol�, Charlie.
Len, apetece-te ganhar 50 d�lares depois da escola, hoje?
Cinquenta d�lares...
Que raio � isto?
- O Charlie quer falar contigo. - Chupa aqui, mongol�ide.
Tira as m�os de cima de mim.
Ol�, Murphy, como est�s?
Tens, de certeza, desejo de morrer.
O Charlie diz que tens de te portar bem.
Olha, Murph, acho que come��mos com o p� errado.
- Quero remediar as coisas. - Vou mandar-te para o hospital.
- Len. - Porra.
Len.
Ouve, Murph, tive muito tempo para pensar no que me fizeste.
E o que � que descobriste, g�nio?
Acho que est�s zangado, p�.
Por que havia de estar zangado?
Talvez te tenham batido vezes de mais,
por causa do dinheiro do almo�o, a caminho do autocarro.
Talvez o teu pai se tenha de embebedar todas as manh�s,
para que consiga escavar estradas bem humorado.
E quando chega a casa, tu �s apenas...
um eco distante para um pai negligente, numa novela mexicana.
Talvez as l�deres das claques te chamem pulha nas tuas costas.
Ou talvez a escola te tenha posto � margem
e os teus professores s�o �ptimos a fazerem-te sentir um idiota.
Talvez n�o seja nenhuma destas coisa.
Talvez sejam todas.
- Que queres de mim? - Quero ser teu amigo, Murphy.
Est� bem, talvez n�o sejas um completo imbecil.
Mas tipos como tu e tipos como eu... n�o podemos ser amigos.
- Porqu�? - Eu apanho o comboio para casa.
- Tu andas de limusina. - Acho que tens raz�o.
Tenho 90 comprimidos de Ritalin, que podemos vender no baile.
Talvez nos tenhamos de contentar em ser s�cios.
Que � que estes fazem?
Inundam o c�rebro com epinefrina e dopamina.
D�o uma moca.
Por isso, calculei, dez d�lares cada comprimido, certo?
Dividimos o lucro
o que faz com que ganhes... 500 d�lares, sem gastares um c�ntimo.
S�cios, n�o �?
Ent�o, � uma hora, n�o �?
O qu�? Que se passa � uma hora.
- O meu recolher. � uma hora. - Onde vais?
Ao baile, pai. Vou ao baile. Disse-te na semana passada.
- Desististe de cantar? - N�o, porqu�?
N�o sei, � que... tens um bela voz.
Adorava chegar a casa e ouvir-te cantar no quarto ao lado.
Era uma maneira de saber que estavas feliz, acho eu.
A escrever alegremente, ignorando esta conversa �ntima.
Quem �? A quem escreves?
A Rodine est� l� fora.
Diverte-te.
- Divirto. �s duas horas, certo? - Boa tentativa.
Deus, gostava mais de ti quando eras professor de Hist�ria.
J� somos dois.
- Vejo-vos daqui a um minuto. - Certo.
- Ol�, Susan. - Ol�.
Ent�o... achas que h� hip�teses de dan�armos hoje � noite, ou...
Diria que h� uma boa probabilidade, Charlie Bartlett.
- Como nos sa�mos? - J� se acabaram.
- Acabaram? - Tudo. At� ao �ltimo comprimido.
Voaram.
- Que cena! - Sim.
Super-homem!
Cento e quarenta quil�metros hora!
Excelente!
Ent�o, Charlie. Que se passa, meu?
Podes crer, que dia excelente!
Podes crer, que dia excelente!
Ol�, meu.
Podes crer, que dia excelente!
- Que porcaria. - Grande porcaria.
Obrigado.
Charlie, queres assinar esta peti��o?
� para tirar as c�maras de vigil�ncia da sala dos alunos.
Claro, absolutamente.
- Assina aqui. - Est� bem.
- Obrigado. - N�o h� problema.
Vemo-nos mais tarde, Charlie.
- Ol�, mi�das, querem assinar isto? - Sim.
Ol�.
- �s o Charlie Bartlett, certo? - Sim.
Sou o... sou o Kip. Kip Crombwell.
Prazer em conhecer-te, Kip.
Sim.
Achas que h� hip�tese de podermos, talvez... falar em privado?
Claro.
Malta, v� l�, esta peti��o tira as c�maras da sala dos alunos.
Ent�o, o que se passa?
� verdade que consegues arranjar medicamentos?
Sim, acho que sim, porqu�? Que se passa?
Bem, ando totalmente deprimido...
tenho tido umas brancas, e dificuldades em respirar,
sobretudo nas aulas.
E como te sentes nessa altura?
Como se tivesse a ter um ataque card�aco.
Mas eu acho que deve ser mental.
E n�o posso pedir ajuda aos meus pais,
porque j� pensam que sou doido, por isso achei que tu...
Olha, n�o sou m�dico, mas...
n�o sei se Ritalin te ia ajudar.
Sabes o que me pode ajudar?
N�o tenho certeza.
Mas vou descobrir.
Vou resolver isso, prometo.
Sim.
Obrigado.
Fico... com falta de ar, tonto, sabe, com n�useas, vis�o desfocada,
quer dizer, �s vezes �s vezes parece que � um ataque de cora��o.
Chamamos a isso "Ataque de P�nico".
� isso que lhe chamam?
O que podemos fazer?
Bem, acho que te vou dar pequenas dosagens
de Xanax e Zoloft.
Eis o que descobri, de tudo o que li,
n�o h� um �nico caso de algu�m que tenha morrido de "Ataque de P�nico".
- N�o? - N�o, ningu�m.
Assim, da pr�xima vez que te come�ares a sentir ansioso, repetes para ti,
"ei, estou a ter um ataque de p�nico, n�o vou morrer."
"Na verdade, em 50 minutos provavelmente vou sentir-me bem."
Que fa�o at� l�?
Murph, d�s-lhe 50 mg de Zoloft
e meio miligrama de Xanax, quando necess�rio.
Toma, Kip, Isto deve dar-te algum al�vio,
encontramo-nos para a semana, � mesma hora, no mesmo local.
- Obrigado, Charlie. - De nada. S� simp�tico com ele, Murphy.
Charlie, falei com o Dr. Weathers, hoje,
e ele disse que podes ter, n�o s� DDA, mas...
uma bateria de problemas psicol�gicos
que, provavelmente, te v�o acompanhar para a vida.
Parece um bocado melodram�tico, n�o achas?
Foi o que eu disse.
Depois ele insinuou que os tinhas herdado de mim.
Fiquei muito perturbada.
Quer dizer, olha para mim, sou mais s� que um p�ro.
N�o posso desmentir isso.
Tens feito alguns amigos?
Estou a trabalhar nisso.
"RAPAZES - FARM�CIA"
Ele diz que n�o me quer ver.
N�o consigo parar de chorar.
Bem, por vezes as pessoas dizem uma coisa mas sentem outra, tipo...
Chamou-me falhado e, ontem � noite, bateu na minha m�e.
Tens de perceber que o que ele faz, n�o � por culpa tua.
Ele odeia tanto a vida dele, que...
S� me apetece � meter �cido. N�o consigo lidar com este s�tio.
Claro, meu, este s�tio � um nojo.
Mas preocupa-me o facto de um dia olharmos para tr�s, para a escola,
e querermos ter feito qualquer coisa diferente.
Talvez devesses...
P�r implantes mam�rios.
Muitas amigas minhas os est�o a p�r.
Bem, isso depende de ti, mas, falando como homem,
� uma desilus�o quando uma rapariga n�o se sente bem com ela pr�pria.
N�o estou a dizer que sou gay,
mas e se, bem, n�o me sentir atra�do por raparigas?
Sabes, isto... � uma porcaria, meu.
Bom, pelo menos sentes-te atra�do por algu�m.
Quer dizer, se n�o te sentisses, ent�o estar�amos mesmo entalados.
Sinto-me muito produtivo, e n�o consigo dormir de todo.
Perco peso, tenho um �mpeto gastador, e...
promiscuidade.
Bem, o que quero fazer �...
introduzir-te nos anti-depressivos inibidores da serotonina...
como Prozac.
Que mais me podes contar acerca de...
Sentimentos de despersonaliza��es, aborrecimento...
Raiva! E agressividade! Irritabilidade!
Comportamento obsessivo, acho que � o que voc�s lhe chamam.
Tipo, quando ou�o algu�m dizer uma palavra que come�a pela letra...
tenho de dizer cinco palavras come�adas pela letra "V",
e bater com a m�o direita na cabe�a.
Talvez Pud�ssemos come�ar...
Viagra! Virgem! Vil�o! Vagabundo! Vagina!
Estou limpo, avariado super bem, super mal
sinto-me bem para ti Super mosca, aqui estou
escondido, ofegante
- Obrigado. - Sem problema.
Est�s com sorte.
Hoje estamos a fazer desconto no Wellbutrin XR.
Sou quem te alicia
Cabe�a pesada, assinaste?
H� alguma coisa errada com a outra... casa de banho?
Sou o pr�ncipe do gueto Fazer amor � comigo
Sou quem te alicia
Sou quem te alicia
Ol�, Charlie!
- Ol�, Charlie! - Ol�, Charlie!
Ol�.
Estou t�o contente por saber que est�s melhor, Charlie.
A verdade � que, por vezes n�o sabemos
como � que os jovens v�o reagir a estes medicamentos.
Acredite em mim, doutor, juntar drogas psiqui�tricas com jovens
� como abrir uma barraca de limonada no deserto.
Importas-te de calar a boca um segundo? Estamos aqui a trabalhar.
- Como queiras, meu. - Porra.
Murph, � a minha cara a fazer aquele barulho?
Sim. � um bocado triste, n�o teres dado luta.
Para que � que gravaste isto?
Gravo sempre as minhas lutas, meu. � o que eu fa�o.
A s�rio?
Sim, s�o divertidas para ver, como uma dan�a no "rodeo", nesse estilo.
N�o te sentes mal pelos mi�dos, nem nada?
Mal?
Um bocado.
Que queres que fa�a?
- Talvez os dev�ssemos compensar? - Est�s a falar a s�rio?
As produ��es Charlie Bartlett
trazem-te, da secund�ria de Western Summit,
"As melhores lutas depois da escola."
Elenco composto por, Murphy Bivens,
Bert Bannister!
Hammer!
Terry Gotham!
Phuc Nguyen!
Charlie Bartlett! E Kip Crombwell,
o mi�do cujo nome provavelmente n�o sabias.
Aqui mesmo, na Western Summit. "As melhores lutas depois da escola."
Observem o Murphy Bivens a libertar a sua f�ria nos vossos melhores amigos.
Comprem enquanto h�! Bert Bannister, na cara.
Charlie Bartlett, socado no olho.
Satisfa��o garantida ou devolvemos o dinheiro.
Senhoras e senhores, j� est� quase esgotado.
- Charlie? - Kip, ol�.
Ouvi dizer que estavas a dar a alguns dos lesados.
Ouviste bem, meu amigo. Murph?
Aqui tens. � um prazer negociar contigo.
- Murph. - V� l�...
Murph.
- Vemo-nos na sequela, sacana. - Obrigado.
A sequela sai no Outono!
Senhoras e senhores, ainda melhor que este.
Charlie Bartlett ao gabinete do director.
Ent�o, �s o infame Charlie Bartlett, ainda n�o nos conhecemos oficialmente.
Sou o Nathan Gardner, o teu amado director.
Este � o nosso superintendente, Mr. Sedgwick,
que fez uma visita especial para te conhecer.
� seguro presumir que sabes por que est�s aqui?
N�o, n�o exactamente.
Esta � capaz de ser a coisa mais perturbadora que j� vi nesta escola.
Fazer este tipo de porcarias torna-te repreens�vel.
Sabes que significa "repreens�vel"?
- Sim, senhor. - Entendes o que fizeste errado?
N�o, senhor, na verdade n�o.
A s�rio? Est� bem.
Tens tr�s dias de suspens�o para pensares nisso.
Que se passa?
N�o est�s suspenso?
- Sim. - Boa.
Ei, queres ir sair? - Claro.
- �ptimo, entra. - Obrigada.
Queres passar uma noite no Ch�teau Bartlett?
Sim.
Thomas, Ch�teau Bartlett, por favor.
Isto �, tecnicamente, considerado uma mans�o?
Bem, a minha m�e chama-lhe "O Im�vel".
Sabes toc�-lo?
Sim.
Se queres cantar, canta
E se queres ser livre, s� livre
Pois h� um milh�o de coisas, para seres
Sabes que h�
E se queres viver no topo, vive no topo
E se queres viver escondido, vive escondido
Podes fazer o que quiseres
As oportunidades est�o l�
E se encontrares uma nova maneira
Podes p�-la em pr�tica hoje
Ol�, m�e.
M�e, esta � a Susan,
Susan, esta � a minha m�e, Marilyn.
� um prazer conhecer-te, Susan.
O prazer � meu, Marilyn.
- Parece muito simp�tica. - Sim.
Tamb�m vou conhecer o teu pai?
N�o, ele... na verdade, j� n�o est� connosco.
Sinto muito.
Sim. Tudo bem.
Era agente de CIA, sabes?
Sobreviveu � Som�lia, Jugosl�via, Iraque...
finalmente, veio para casa, sabes...
e, a coisa que gost�vamos mais de fazer juntos era comer gelado.
Ent�o, um dia, estava para aqui sentado e...
ouvi a carrinha dos gelados l� fora,
tocava sempre a mesma m�sica,
Yankee Doodle.
Por isso, basicamente, desatou a correr para parar a carinha e...!
Passou-lhe por cima. Matou-o. Instantaneamente.
Est�s a reinar comigo?
Yankee Doodle foi � cidade,
montado num p�nei
Meteu uma pena no chap�u e chamou-lhe macarr�o.
- Bravo! A s�rio. - Obrigado.
� muito am�vel.
George, d�-me outro.
Obrigado.
- Como est�s, Nate? - Ol�, Bert.
Ent�o, como tens passado?
Bem.
Ouve, Nate,
conheces um mi�do chamado Charlie Bartlett?
Um pouco. Por que perguntas?
N�o vais gostar.
- Que foi? - Desliga isso.
- Desliga o telefone. - Est� bem.
- Obrigado. - Ligo-te depois.
E podes desligar a m�sica, por favor. Por um segundo.
Obrigado.
E a televis�o.
Como queiras.
Que foi?
Andas a sair com um rapaz chamado Charlie Bartlett?
Bem, se sabes que estou, por que perguntas?
N�o sabia, mas fiquei a saber, est� bem?
O que � que ele quer?
Est�s b�bado?
Achas que isso se qualifica como resposta?
Tem muito cuidado, agora. N�o estou a brincar.
J� conheci esse rapaz. Eu tamb�m j� fui adolescente...
Entenderia se estivesses b�bado, pai,
- porque est�s a agir como um imbecil. - Querida, tens de estar aberta
� possibilidade de que ele ia adorar contar aos amigos, como ele...
Como ele, o qu�?
Tu sabes.
- N�o. Como ele o qu�? - Sim, sabes.
Como ele... com a filha do director.
V� l�.
Merda.
Obrigada pelo maravilhoso elogio, pai.
V� l�, obviamente isso saiu-me mal.
Saiu mesmo.
Horas de levantar, Charlie.
N�o tenho de ir a lado nenhum, m�e. Estou suspenso.
Eu sei disso.
V�, veste-te. Vamos visitar o teu pai, hoje.
Obrigada, Thomas.
Charlie?
Entra quando estiveres preparado, querido.
- Ele estava preocupado? - N�o.
Ele disse, o que quer que se esteja a passar contigo, vais conseguir resolver.
Sim, isso foi bem dito.
Director Nathan Gardner
Rapaz. O tempo voa.
Como correu a tua medita��o de 72 horas?
Muito esclarecedora.
Sim, posso dizer que estou completamente reabilitado.
Curr�culo muito interessante, Charlie.
H� alguma escola privada da qual n�o tenhas sido expulso?
- Porqu�? Anda a investigar-me? - N�o te sintas lisonjeado.
Desculpe.
Os directores t�m acesso aos registos acad�micos,
e como sabes, sou o director, e como director, vou dar o meu melhor
para te ajudar a graduares com o que precisas para sobreviver no mundo.
Mas n�o sou s� director, �s vezes sou outras coisas.
A s�rio? Tipo o qu�?
Tipo pai da Susan.
N�o te preocupes, Charlie, n�o vou chamar-te ao meu gabinete
para termos uma daquelas conversas intimidadoras pai-namorado,
n�o sou desse g�nero.
Bem, obrigado.
Porque se fosse um desses pais,
diria como o meu trabalho � bem menos importante que a minha filha,
e, que Deus me ajude mas, se sa�res da linha,
vou fazer a tua vida transformar-se numa valente cagada.
� bom ter-te de volta.
- Ol�, Murph. - Ol�.
- Ol�. - Ol�.
Ent�o como � que isto funciona? Tenho apenas de falar, ou... o Murphy ouve?
Ele est� preso por um acordo de confidencialidade.
Mas... pode sair, se quiseres.
- Sim, talvez apenas desta primeira vez. - Est� bem.
Desculpa, Murph.
Sim, sim. Eu ouvi.
At� parece que n�o sou teu s�cio.
Ent�o, o que queria o meu pai?
S� me queria desejar um bom regresso.
N�o disse nada acerca de eu passar tempo contigo?
Na verdade, n�o.
Talvez a maneira de fazer isto seja fazeres-me uma pergunta?
Que pergunta?
Charlie, n�o sei. Tu � que �s o profissional.
Est� bem, acho que a �bvia �, o que sentes em rela��o ao teu pai?
Para al�m do facto deste trabalho est�pido o ter tornado alco�lico?
Est� bem...
o que sentes em rela��o a isso?
Acho que isso o incomoda mais a ele que a mim, para ser honesta.
Mas, depois aconteceu a noite...
O que � "a noite"?
A noite em que descobriu que a minha m�e estava a ter um caso.
Estava b�bado, esbracejava com a pistola na m�o, e amea�ava que se matava.
Ent�o, a tua m�e partiu e tu ficaste, n�o foi?
Basicamente.
Bem, prometeu livrar-se da arma
e andou em tratamento durante um tempo,
e depois, n�o sei por que raz�o, decidiu meter-se nos barcos.
Quase como se algu�m lhe tivesse dito,
"ei, tu! Tu �s doido, acalma-te e arranja um passatempo".
- Susan... - Sim?
Ainda estou � espera que me digas o que sentes em rela��o ao teu pai.
�s duro.
Acho que o que quero dizer � que...
� uma porcaria ser abandonado por um dos pais, e o outro perder a cabe�a.
Quais as probabilidades de eu vir a ser, mesmo que remotamente, funcional?!
Pois...
Bem... por acaso at� me sinto melhor.
Fico contente.
Obrigada por me ouvires, Charlie Bartlett.
N�o tens de qu�, Susan Gardner.
Susan?
Ou�am todos!
Devido ao "boom" da economia da nossa bela escola,
o Dr. Charlie Bartlett convida-os para uma festa privada no Clube Drive-in.
Que vai ser a festa mais cara de sempre na hist�ria de Western Summit.
Charlie! Charlie! Charlie!
Charlie! Charlie!
Com a mente invadida pelo medo
� �bvio que amas a pele que tens tido
Preciso de me deitar Preciso de ar
Mexendo e despenteando o teu cabelo tingido
� verdade que est�s a errar
O Dustin Lauderbach quer um minuto contigo, meu.
V� l�, isso � mesmo necess�rio? Estava � espera de poder gozar isto.
N�o, meu, ele � capit�o da equipa de futebol americano.
Est� bem.
Quem vai rectificar este, este vudu? Quem vai rectificar este, este vudu?
Quem vai rectificar este, este vudu? Quem vai rectificar este, este vudu?
Bem, antes de mais, estou farto de futebol americano.
Quer dizer, tenho desejo zero de fazer isto na faculdade.
O que queres fazer?
Tenta n�o rir,
mas estava a pensar ir para Paris estudar pintura.
Isso � fixe. J� disseste isso ao teu pai?
Nem pensar. Desistir do futebol? N�o vai aceitar isso muito bem,
muito menos quando lhe pedir dinheiro para ir um ano para Fran�a.
E a tua m�e?
Ela n�o ouve nada do que lhe digo. Como se diz? H� uma palavra para isso.
Menopausa.
Que devo fazer?
Uma das nossas obriga��es como adolescentes, � irritar os nossos pais.
- Por isso, vai em frente. Est� bem? - Sim.
Obrigado.
Acho que o Dustin Lauderbach talvez seja...
Eu acho que tens inveja por n�o teres ambi��es art�sticas.
Vai-te lixar, meu. No quinto ano,
fiz de Linus na pe�a "�s um Bom Homem", Charlie Brown.
E fui muito bem.
- A s�rio? - Sim.
Bem, n�o sabia disso.
Se eu tiver inveja, se,
� porque s� gajos como o Dustin Lauderbach
conseguem mi�das como a Whitney Drummond.
Queres engatar a Whitney Drummond?
N�o, quero fazer as coisas como devem ser.
� o tipo de rapariga com quem se janta e vai ao cinema.
N�o sei, tinhas de te arranjar um bom bocado.
N�o nesta vida.
Ent�o... por que deixaste de entrar nas pe�as da escola?
Quando era puto levava pancada de tipos como eu.
Murph, dev�amos ter conversas destas mais frequentemente.
Vai-te lixar.
Aqui est�s tu. Vens comigo!
Vou, n�o vou? E onde vamos?
Bem, Dr. Bartlett, acho que � altura de vir ao meu gabinete.
Bem, � muito melhor que o meu gabinete.
E agora?
Agora vou fazer-te uma s�rie de perguntas,
e se responderes honestamente, ser�s recompensado.
Est� bem.
Certo. Pergunta n�mero um,
e esta � um bocadinho ego�sta da minha parte.
- Tudo bem. - Certo.
O teu interesse em mim est�, de alguma maneira, relacionado
com o facto de o meu pai ser o director?
O qu�? Por que havia de ser?
Porque sei que adoras fazer coisas que te podem p�r em sarilhos.
Claro que n�o vou negar isso, mas n�o,
praticamente gosto de ti desde a primeira vez que te vi.
E... n�o fazia ideia de quem era o teu pai.
� esta a minha recompensa?
Sim.
Acho que estou pronto para a pr�xima pergunta.
Que se passa com o teu pai?
Essa tem mesmo de ser a pr�xima pergunta?
Sim. Quanto mais dif�cil a pergunta, maior � a recompensa.
Ele est� na pris�o.
A minha m�e entrou... numa grande depress�o
quando ele foi preso.
Ent�o... quando ele saiu sob fian�a levou-me a comer um gelado.
E disse-me que tinha de tomar conta dela.
Por isso... prometi-lhe que o ia fazer.
E agora, tenho tomado conta dela desde ent�o.
E quem toma conta de ti?
Susan?
Nunca fiz isto antes.
Eu sei, Charlie Bartlett.
...posso apreciar este rapaz delicado
pinto o quarto de branco
Apenas, d�-me algo para destruir
Tens luz verde
Para n�s, � hora
Isso faz-te mal, sabias?
- Que est�s a fazer? - Volto j�.
Meu Deus. Charlie, volta para aqui!
Senhoras e senhores, como est�o esta noite?
O meu nome � Charlie Bartlett, e j� n�o sou virgem!
Obrigado.
Por amor de Deus.
Acho que j� n�o h� motivos para continuar neste planeta.
Na escola ningu�m sabe o meu nome.
A ideia de fazer contacto com outro ser humano,
� como desafiar a gravidade.
N�o h� motivos para ficar vivo.
Charlie, ouve o que o Mr. Gardner tem para dizer.
Kip Crombwell teve uma overdose por sedativos, ontem � noite.
Ele est� bem?
Ele est� bem, sim. Ele vai ficar bem, est� em casa.
E podes agradecer-lhe mais tarde
por n�o ter dito aos pais onde arranjou os comprimidos.
Se algu�m pudesse provar que tinhas sido tu, a hist�ria era outra.
Charlie? Como pudeste fazer algo assim?
Que acontece agora?
Diz-me tu.
Se puderes explicar o que andas a fazer, ou melhor, porque andas a fazer,
acho que � um bom come�o.
Eu ajudo este mi�dos, est� bem? Mais ningu�m os ouve.
Eu encorajo-te a ouvires tudo o que quiseres, mas vamos ser honestos,
- n�o �s um profissional. - N�o.
E estes medicamentos t�m um uso leg�timo,
E t�m ajudado muitas pessoas. � uma coisa de gera��es.
Sabe, os adolescentes encontram sempre algo para abusar.
Por que n�o?
Estar completamente pedrado tem muito mais piada
do que lidarem com os seus problemas.
Desculpe-me perguntar, mas... Est� a falar por experi�ncia pr�pria?
Essa n�o � uma pergunta apropriada.
- N�o, tudo bem. - Certo.
Sim, procurei tratamento por causa de alguns problemas.
E j� parou?
Cheguei ao ponto em que me senti preparado para parar, e assim fiz.
- Como est� a correr para si? - H� dias melhores que outros.
Quer falar acerca disso, um dia destes?
N�o, n�o quero falar sobre isso um dia destes.
Charlie, v� l�...
para que est�s a fazer isto?
N�o sei.
Acho...
que estou mesmo feliz, aqui.
Pela primeira vez, toda a gente gosta de mim.
H� coisas mais importantes.
Eu sei. Toda a gente repete isso. O que acontece � que tenho 17 anos
e a popularidade � uma coisa muito importante para mim.
Charlie, h� coisas mais importantes.
Como o qu�?
Como o que fazes com essa popularidade.
Olha, j� ando c� h� um tempo, tempo suficiente para dizer isto:
o que fazes nesta vida, � importante.
Ol�, Kip.
Ol�, Charlie.
Como te sentes?
Bem, acho. Tiveram de me lavar o est�mago.
- Que tal foi isso? - Uma porcaria.
Mas... agora posso jogar jogos de consola o dia inteiro, por isso...
Fixe.
Ent�o, ainda �s um man�aco suicida, ou...
Bem, n�o � que todos os meus problemas tenham desaparecido...
Acho que isso faz sentido.
Olha, Charlie, foi fixe teres vindo, e tudo,
mas, na realidade, n�o h� nada que possas dizer
que me fa�a sentir melhor, por isso...
Nada? Porqu�?
Ningu�m sabe que existo.
A �ltima vez que uma rapariga falou comigo foi no 3.� ano.
N�o tenho amigos e sou um idiota.
Tu, ao menos, tens amigos.
Como podes saber como �?
- N�o est�s a ver o quadro completo. - Que retrato completo?
- O Universo. - Que tem o Universo?
Bem, o Universo � um s�tio muito grande.
Sim, infinito, na teoria.
Certo. O que quer dizer que � prov�vel que haja vida noutros planetas.
N�o da maneira que pensamos, mas sim, provavelmente organismos unicelulares.
Percebes, � a� que quero chegar.
Quer dizer, podias ter nascido um organismo unicelular
no planeta Zortex.
Na verdade, dadas as possibilidades, era muito mais prov�vel.
Mas isso n�o aconteceu. Nasceste ser humano.
E n�o apenas um qualquer ser humano na hist�ria dos seres humanos,
mas um ser humano que tem a hip�tese de estar vivo hoje,
que pode ouvir todo o tipo de m�sica, provar comida de todas as culturas,
que pode sacar pornografia da internet.
Por isso, a s�rio, tens tudo pelo que viver.
Sentes-te melhor?
Nem por isso.
Bem, pelo menos tentei.
- Queres jogar Killzone? - Sim.
Meu!
- J� n�o vendes drogas? - N�o, procuro nova �rea de neg�cios.
- Tipo o qu�? - N�o sei, tens ideias?
Est�s a falar com uma pessoa que nunca consegue fazer nada.
Tentei escrever uma pe�a, mas... tamb�m ningu�m a quer ler.
� boa?
N�o sei. Podes l�-la, se quiseres.
Claro.
O inferno chega com o teu pr�prio cacifo
N�o.
Desculpem, rapazes. N�o h� hip�tese.
- Nem sequer leu. - Li o suficiente para saber que n�o.
Porqu�?
Para al�m do facto de ser inapropriada,
n�o me arrisco a levar com as consequ�ncias de voc�s dois
levarem os mi�dos a fazer o que l� v�o fazer.
Mas � a verdade. Tem verdade. � sobre n�s e a maneira como vemos as coisas.
O Mr. Crombwell tem raz�o. Queremos ver algo assim aqui.
Pode n�o ser perfeita, mas o Charlie vai ajudar-me.
Excelente! Assim j� fico descansado.
Olhe, estou a esfor�ar-me para fazer a coisa mais certa.
Pensava que era o que queria que eu fizesse.
E quero, mas... tem de ser esta pe�a?
Se ajuda na sua decis�o,
seria menos prov�vel terminar com a minha vida, se dissesse que sim.
T�m de a fazer passar pelo n�cleo de teatro.
- Obrigado, Mr. Gardner. - Sim.
N�o vai ficar desapontado.
N�o me fa�am arrepender.
Ent�o, que fazemos agora?
Bem, n�o te preocupes com o n�cleo de teatro, eu trato disso.
Nem sei como te hei-te agradecer, Charlie.
N�o te preocupes.
N�o discutas comigo.
Ouve, s� te quero lembrar quanto � que isto vale!
- Eu sei. - Deixa-me ficar com o Xanax.
- N�o, n�o ficas com o Xanax. Tudo, - Charlie...
�s um parvo.
N�o! N�o! N�o!
- Murph, d�-me. - N�o! N�o! N�o, Charlie! N�o! N�o!
Desculpem.
Pe�o a aten��o de todos. Tenho um comunicado para fazer.
Devido a complica��es com as companhias de seguros,
N�o vou continuar a providenciar medicamentos.
Tenho certeza que muitos de v�s deixar�o de falar comigo, e... tudo bem.
Por�m, os que ainda estiverem interessados,
vou continuar a dar consultas no meu gabinete, de gra�a.
Obrigado.
Sou uma das pessoas que n�o fala mais contigo.
Bom... vamos dar in�cio, est� bem.
- Ol�, Charlie. - Ol�, Whitney. Que se passa?
N�o sei.
Bem... acho que tens algo para me dizer,
mas tens... receio do que possa pensar.
Acho que sim.
Acho que h� alguma coisa errada comigo.
Porqu�?
Tenho chorado muito.
Tipo, convulsivamente.
Dormi com quase todos os jogadores da equipa de futebol americano.
Todos?!
Bem, talvez n�o todos...
mas, pelo menos, os da defesa.
Bem, e... gostas de algum deles?
Nem por isso.
Quer dizer, eu sei que n�o querem ser meus namorados, ou lamechice assim.
Tentam dormir comigo e n�o lhes quero dizer n�o.
Bem, olha, n�o sei, mas acho que devias ter mais calma, sabes?
Divertires-te.
Quer dizer, h� montes de rapazes na escola
que fariam qualquer coisa para te levar a jantar e ao cinema.
Est�s a gozar? Tipo quem?
- Ol�, Whitney. - Ol�, Murphy.
Bem, trouxeste flores!
S�o lamechas, n�o?
- Nunca tinha tido num encontro a s�rio. - Tudo bem, Murphy.
Eu tamb�m nunca tinha tido um encontro a s�rio.
- Adoro a tua camisa. - Obrigado.
Certo. Obrigado, Charlie.
- Ol�. - Henry, como est� a correr, l�?
O Conselho ignorou completamente a peti��o para tirar as c�maras,
por isso, basicamente, lixaram-nos.
Mal dermos por ela, instalam detectores de metais
e come�am a fazer buscas aleat�rias aos cacifos.
Temos de fazer alguma coisa. Precisamos de ti, meu.
N�o sei, Henry. J� estou em cheque com o Gardner.
Se come�o a liderar um protesto, acho que me manda matar.
Precisamos de fazer alguma coisa.
Olha, se quiseres liderar um protesto,
n�o te vou impedir, mas...
Obrigado, Charlie.
Isto � uma escola. N�o uma pris�o.
Obrigado. N�o estava a conseguir ler o cartaz.
Isto � uma escola. N�o uma pris�o.
Isto � uma escola. N�o � uma pris�o.
Isto � uma escola. N�o uma pris�o.
Isto � uma escola. N�o � uma pris�o.
C�maras, protestos, mi�dos insubordinados...
alguma destas coisas teria acontecido se n�o fosse o Charlie Bartlett?
S� se ouve falar dele, nos dias de hoje.
"O Charlie Bartlett disse isto ao meu filho,
"o Charlie Bartlett disse � minha filha para fazer aquilo."
Acho que seria muito mais f�cil se o expuls�ssemos.
Achas que � o que ele merece?
Faz um favor a ti pr�prio, n�o te deixes despedir por causa deste mi�do.
Olha para isto.
Acho que n�o devia haver c�maras na sala dos alunos, mas...
n�o sei o que dizer,
Mas percebo onde ele quer chegar.
Desde quando te preocupa o que ele pensa?
N�o sei, ele tem-me dado algumas oportunidades.
Pois...
Aten��o, a todos os alunos da secund�ria de Western Summit.
T�m dois minutos para dispersar.
Se n�o o fizerem, ser�o suspensos.
N�o! Temos o direito de estar aqui. N�o nos podem expulsar todos.
Deve haver uma melhor maneira para lidar com isto.
- Muito bem, podes ajudar-me? - Que vais fazer?
Podes ir l� e dizer-lhes para pararem, e voltarem � noite.
Est� bem.
Isto � uma escola, n�o uma pris�o. Isto � uma escola, n�o uma pris�o.
Pessoal, o Charlie queria que vos pedisse...
O Charlie quer que vamos para casa e que voltemos � noite, est� bem?
Susan!
- Que � que ele te deu? - O qu�?
- � apenas... - Calado! Falo com a minha filha.
- O que h� nesse saco de farm�cia? - N�o � da tua conta.
- Susan... - N�o preciso de ajuda tua
para lidar com a minha filha. Compreendes?
Tenta dizer uma palavra mais, para veres o que acontece.
V� l�. Achas mesmo que n�o sei o que est� dentro do saco?
Sim. Acho mesmo que n�o sabes o que est� dentro do saco.
Onde vais? N�o vais a lado nenhum!
Quero l� saber.
Susan, volta imediatamente para casa! Vou contar at� tr�s,
ou ficas de castigo.
O que te faz pensar que ainda tens controlo sobre o que fa�o?
N�o penso. Sei. � um facto. Para onde est�s a olhar? Um.
N�o me faria escolher entre o Charlie e tu, se fosse a ti.
N�o tens de escolher. Traficante de drogas! Pai!
Eu sou teu pai, ele � um rapaz. Que vai � minha escola. Dois.
O Charlie Bartlett j� fez mais pela tua escola do que tu alguma vez far�s.
Tr�s.
N�o a magoe.
Merda, sinto muito. N�o queria fazer isso.
Bem... fizeste. Est� feito.
Que seja. Vamos, anda.
Pastilhas de Nicotina
Desculpa ter feito aquilo.
A culpa n�o � tua.
Ent�o, o Charlie Bartlett agrediu-te.
Agora depende de ti. Queres apresentar queixa ou n�o?
Agora, vamos tirar as c�maras da sala dos estudantes.
E vamos perceber como, hoje � noite.
Ei. Olhem quem �, pessoal.
Charlie! Charlie! Charlie! Charlie! - Charlie! Charlie! Charlie! Charlie!
Como est�o esta noite?
O meu nome � Charlie Bartlett.
H� uma ideia que quero com que saiam daqui esta noite.
� que voc�s n�o precisam de mim.
Estou a ser sincero.
Acham que estou menos lixado que voc�s?
Levanto-me todas as manh�s e olho para o espelho,
e tento perceber
onde � que encaixo.
E... fico num completo vazio.
E voc�s olham para mim para vos dizer o que fazer?
Precisam parar... de me dar ouvidos.
Parem de ouvir as pessoas que vos dizem quem devem ser.
E parem de dar ouvidos a pessoas que vos dizem
que voc�s n�o s�o suficientemente bons para fazerem as coisas que querem.
Voc�s t�m todas as respostas.
Est� preso por agress�o.
Charlie!
Charlie! Charlie! Charlie!
- Charlie! Charlie! Charlie! - Charlie! Charlie! Charlie!
Muito bem, a festa acabou. Quero-vos a todos fora daqui, agora.
Fui claro o suficiente?
Queremos saber o que vai acontecer ao Charlie.
- Sim! - Sim!
Se fosse voc�s, preocupava-me convosco.
Gra�as a ele, a sala 83 que voc�s chamam de sala dos estudantes,
�, agora, o centro de deten��o Charlie Bartlett.
Tretas. Vamos!
Vamos �s c�maras!
Sempre que te sinto aproximar, vais-te abaixo
Vais ao ch�o com tanta for�a que n�o faz sentido nem som
Emerg�ncia, Escola Secund�ria de Western Summit.
Deus aben�oe a tua alma, mi�da Agora tens o mundo todo
S�o os teus olhos que me fazem sorrir
Oh, sim Oh, sim
Acho que agora � t�o boa altura como qualquer outra.
Est�s despedido.
S�o os teus olhos que me fazem sorrir
Vamos.
A perder tempo por a�
Oh, sim Oh, sim
Vamos, Charlie. A tua m�e est� aqui para te libertar.
O que vai acontecer aos outros mi�dos?
Vai haver uma investiga��o.
Mas como as c�maras foram todas destru�das,
v�o ter dificuldade em saber quem fez o qu�.
Estou preparado para assumir total responsabilidade.
Charlie, vai para casa.
- Est�s zangada? - N�o sei como me hei-de sentir.
M�e, acho que devias estar zangada, porque acabei de ser preso
e os meus amigos arrasaram um edif�cio.
Eu sei disso.
E tenho dificuldade em ficar zangada contigo quando a culpa pode ser minha.
N�o, m�e, a culpa n�o � tua. N�o digas isso.
Alguma �.
Tratei-te como adulto por tanto tempo, que n�o tiveste tempo para ser mi�do.
Agora estamos a pagar por isso.
Com juros, digo eu.
�s apenas um mi�do, Charlie.
Entendes isso, n�o entendes?
E isso n�o muda s� porque n�o sei o que fazer contigo.
M�e...
eu tamb�m n�o saberia o que fazer comigo.
Bem, acho que � seguro dizer que est�s de castigo.
A s�rio? Por quanto tempo?
Essa � uma boa pergunta. Qual � o normal?
Normalmente s�o, tipo, 24 horas.
Uma vez que foste preso por cometer um delito menor, vamos deixar em 30.
Est� bem.
- Mete-te no carro. - Est� bem.
- Ol�. - Ol�.
Como te est�s a sentir?
Um pouco nervosa, acho, mas isso � normal.
Sim. Como est� o teu pai?
Confinou-se ao escrit�rio dele.
Normalmente � mau sinal.
Podias t�-lo convidado, sabes?
Achas? E o que querias que lhe dissesse?
"Ei, pai. Queres vir sentar-te com um monte de pessoas
"que ficaram muito contentes por teres sido despedido e ver-me em palco?"
Ol�?
Ol�?
Director Gardner?
Ol�? Director Gardner?
Sou eu, senhor, o Charlie Bartlett.
Ol�?
Ol�?
� melhor que seja importante, Charles.
Vim convid�-lo para a pe�a.
Obrigado por isso. Mas estou um bocado ocupado de momento.
- Que est� fazer? - Arejar. Apenas a arejar um bocado.
� a sua nova palavra do dia?
Claro que �.
Palavra do dia, "Arejar".
Explica��o. � a maneira como eu lido com as frustra��es da minha vida.
"Eu arejo", como em "arejar", deriva��o original do latim "Ex Ventare".
Jesus!
Toda a gente precisa de "arejar" de vez em quando, n�o achas?
Algumas pessoas t�m o privil�gio de arejar contigo na casa de banho
e outros t�m de se contentar com m�todos menos convencionais.
Tipo, sei l�, uma garrafa de �lcool e uma pistola?
Desculpa. N�o te estou a assustar com o meu comportamento, pois n�o?
Tudo bem...
talvez pudesse baixar a arma.
Senta-te, Chuck. Caso n�o saibas,
estou muito descontente contigo, neste momento.
J� dei cabo da cabe�a a pensar porqu�,
e acho que � porque tu me tiraste... tudo.
Por que � que fizeste isso?
Tens alguma coisa brilhante para me dizer agora? Porque, se tens,
agradecia que desembuchasses.
N�o sei.
Talvez possa ouvir algumas dessas baboseiras psicol�gicas.
Talvez uma palavra de sabedoria?
N�o sei o que lhe dizer.
N�o sei como o ajudar. Queria muito.
Vamos, doutor, o que tens para mim?
N�o sei o que quer de mim.
N�o preciso que me digas nada e n�o preciso que me salves.
Ent�o e o que � suposto eu fazer nesta situa��o?
Sou apenas um mi�do! Sou apenas um est�pido mi�do.
P�ra tudo e diz-me isso outra vez. �s o qu�?
Sou apenas um mi�do.
Entendo.
Isso � dif�cil. Tamb�m j� fui mi�do.
Merda.
- N�o! - Que est� a fazer?
Por que raio fizeste isso?
Ia matar-se.
N�o me posso matar. Tenho demasiadas responsabilidades.
Est�s bem?
Sim.
Nunca, nunca ataques um tipo b�bado armado. Compreendes?
- Sim, senhor. - �ptimo.
V�, vamo-nos limpar.
- Obrigado. - Sim.
Ei, Charlie, v� se isto te serve.
- Obrigado. - N�o tens de qu�.
Como est� a tua cabe�a? Est�s bem?
Tudo bem.
Bem, dev�amos ir, sen�o perdemos a pe�a.
Duvido que ela fique contente em ver-me.
N�o, � o pai dela.
e ela ama-o muito, e est� a deixar escapar isso.
� justo.
- E tu? - O que tenho eu?
Acerca do teu pai?
Quando te investiguei estava � espera de encontrar algo
justific�vel para te expulsar.
E descobri acerca dele.
H� piores crimes que evas�o fiscal.
Sim, mas n�o vale a pena perder o pai por isso.
Est� bem, ent�o... fica zangado com ele para sempre.
Que tal est� isso a resultar para ti?
H� dias melhores que outros.
V�, Monica, experimenta. Vai p�r-te nas nuvens.
Deus, est�s completamente a pressionar-me.
Nunca fiz isto antes.
F�-lo, apenas. Confia em mim. Sabes que queres.
J� n�o sei nada. Ela costumava ser a minha menina.
Quer dizer, o que achas que est�o a fazer por tr�s daquela porta?
N�o h� maneira de sabermos isso.
Al�m disso, n�o � mais interessante confiar neles e ver o que acontece?
S� n�o compreendo por que � t�o importante para ti que eu fa�a isto.
Porque � divertido... faz-nos sentir bem.
Est� bem, vou experimentar.
Se queres cantar, canta
Se queres ser livre, s� livre
H� um milh�o de coisas para seres
Sabes que h�
Se queres viver no topo, vive no topo
Se queres viver escondido, vive escondido
H� um milh�o de maneiras, de viveres
Sabes que h�
Podes fazer o que quiseres
As oportunidades est�o l�
E se encontrares uma nova maneira
Podes p�-la em pr�tica hoje
Podes concretizar tudo
E podes voltar atr�s
Sabes
Apenas precisas de saber
Se queres dizer sim diz sim
Se queres dizer n�o diz n�o
H� um milh�o de maneiras de proceder
Sabes que h�
Sabes que h�
Instituto Psiqui�trico de Franklin
Para um mi�do que se quer inscrever para um internato de Ver�o,
tem um historial muito grande.
Entendo. E j� deve ter muitas pessoas
com um curr�culo perfeito e sem... registo disciplinar.
Mas, � verdade, faria qualquer coisa para poder trabalhar aqui.
Bem, continuemos a entrevista, tenho um dia muito complicado � minha frente.
Quer falar sobre isso?
Sabes o que � cair ao ch�o?
E chorar at� n�o poderes mais?
Ei, meu, agora � que est�s a viver
J� fizeste amor com uma rapariga linda?
Que te fizesse sentir que o mundo n�o � t�o mau?
Ei, meu, agora � que est�s a viver
Agora � que est�s mesmo a dar tudo
E est�s mesmo a receber tudo o que deste
Agora � que est�s a viver, como a vida deve ser vivida
Acabei de ver o Sol nascer por cima das colinas
Nunca me entusiasmou muito
Mas, meu, agora � que estou mesmo a viver!
Sabes o que � gostar muito
de uma pessoa que n�o vais poder tocar?
Ei, meu, agora � que est�s a viver
J� te sentaste na relva acabada de cortar
E pensaste no momento e em quando ele vai passar
Ei, meu, agora � que est�s a viver
Agora � que est�s mesmo a dar tudo
E est�s mesmo a receber tudo o que deste
Agora � que est�s a viver, como a vida deve ser vivida
Agora, o que dirias se te dissesse
Que todos pensam que �s um velho maluco
Ei, meu, agora � que est�s a viver
Sabes o que � cair ao ch�o?
E chorar at� n�o poderes mais?
Ei, meu, agora � que est�s a viver
J� fizeste amor com uma rapariga linda?
Que te fizesse sentir que o mundo n�o � t�o mau?
Ei, meu, agora � que est�s a viver
Sabes o que � cair ao ch�o?
E chorar at� n�o poderes mais?
Ei, meu, agora � que est�s a viver
Acabei de ver o Sol nascer por cima das colinas
Nunca me entusiasmou muito
Mas, meu, agora � que estou mesmo a viver!
Legendas [ iMike ]
Ajude-nos e torne-se membro VIP para remover todos os an�ncios do % url%
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.