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Original subtitles

Nos Estados Unidos, 4 milh�es de pessoas est�o dirigindo motocicletas nos EUA.

Pessoas de todas as formas, tamanhos e idades.

Para alguns, a motocicleta faz sentido.

Ou � a maneira de ir trabalhar.

Ou a oportunidade de se livrar de tudo e aproveitar a solid�o no campo.

Em uma moto, voc� faz o que quiser.

Basta lig�-la e ter uma �tima experi�ncia.

Conduzir uma motocicleta � f�cil.

Exceto pela primeira tentativa, quando seu vizinho, que provavelmente voc� n�o conhece

te d� �timos conselhos.

Freios, embreagem.

C�mbio, acelerador.

� simples coordena��o.

Grupo de empres�rios durante as horas de rush.

O jovem com a jaqueta nas costas � Mert Lawwill.

29 anos, 1,68 m, 65 kg.

Ele n�o � banqueiro, nem contador ou vendedor.

Mas ele � um profissional, assim como todos os outros.

Sua profiss�o?

Piloto profissional de motocicleta.

Mert ganha sua vida num dos esportes mais perigosos que existem.

Suas habilidades na pista de corrida lhe deram o direito de usar

o n�mero 1 na American Motorcycle Association.

Ele o mereceu por ter alcan�ado o maior n�mero de pontos

em 27 corridas numa temporada.

A velocidade que ele atinge � incr�vel.

Na pista 800m de comprimento (0.5 milhas), durante a corrida, ele atinge a velocidade

160 km/h (100 mph) nas retas

e 130 km/h (80 mph) nas curvas, apenas centimetros das cercas e guardrails.

Ele pilota apenas a centimetros de outros pilotos, colocando sua vida, literalmente, em suas m�os.

Corridas profissionais de motocicleta s�o uma experi�ncia brutal.

Mert Lawwill � um bom homem num mundo violento.

Como piloto profissional, ele est� competindo 8 meses durante o ano,

seguindo o circuito nacional.

Ele deixa sua fam�lia em casa, em Tiburon, San Francisco

para que possa participar de outra temporada, com 27 provas

em todo os Estados Unidos.

Ele e outros profissionais est�o saindo da linha da largada em 16 estados diferentes.

M�quinas de 80 cv, pesando 140 kg (300 libras).

� como ter dois mil cavalos num carro familiar.

Para ganhar o n�mero 1, voc� pode disputar em 5 tipos de pistas diferentes.

Cada uma delas exige uma outra m�quina, com uma t�cnica de condu��o diferente.

Existem centenas de pilotos profissionais da AMA (American Motorcycle Association) nos EUA,

mas apenas cerca de 15 deles s�o capazes, como Mert, de competir com o n�mero 1.

Os competidores s�o semelhantes a Mert.

Sem "prima-donas" de Hollywood, mas profissionais de alto n�vel.

Como Dick Mann, o n�mero 1 anterior.

Gary Nixon, duas vezes campe�o.

Gene Romero.

Cal Rayborn.

A maioria tem baixa estatura, algo como 1,60, 1,70 m.

E a maioria deles s�o jovens como Mark Brelsford, 20 anos.

Dave Smith, 21 anos.

Dave Aldena, 20 anos.

Don Castro, 19 anos.

Keith Mashburn, 20 anos.

Frank Gillespie, 22 anos.

Jim Odom, 23 anos.

Jim Rice, 23 anos.

Em c�mera lenta parece seus movimentos parecem casuais

mas est�o os fazendo a 160 km/h (100 m/h).

N�mero 24, Jim Rice.

N�mero 14N, falecido Ken Pressgrove.

Nem todos terminam a temporada.

Existem poucas pessoas no mundo que t�m coragem e habilidade

para conduzir uma moto como Mert e esses profissionais.

Mesmo habilidosos, eles acabam se acidentando.

A melhor maneira de evitar uma queda ruim � deitar intencionalmente a motocicleta

como John Hateley est� fazendo a 130 km/h.

Se mantendo tranquilo e controlando os corredores que v�m atr�s.

Em corridas de carro, voc� pode cometer pequenos erros, como rodar.

Mas, n�o h� pequenos erros em corridas de moto.

Toda queda d�i, mesmo vestido com couro e tudo mais.

A maioria dos atletas cai v�rias vezes durante a temporada.

Alguns passam por acidentes incr�veis.

Keith Mashburn, n�mero 30X, voou diretamente contra a cerca de prote��o.

Depois de 10 minutos, ele estava conversando com o p�blico e

10 minutos depois estava de volta � pista para tudo ou nada.

Se n�o pudessem se recuperar rapidamente e voltar � pista

eles n�o seriam pilotos profissionais.

Frank Gillespie, jovem piloto da Calif�rnia, tamb�m teve um p�ssimo acidente.

Deitado na pista da terra, com seu ombro quebrado.

Em duas semanas ele est� pronto de novo para correr, independentemente da contus�o.

Gary Fisher � um bom exemplo da incr�vel coragem desses concorrentes.

Ele fez parte de um acidente terr�vel numa etapa do meio-oeste.

Como um milagre, todos os concorrentes conseguiram se levantar.

O pr�prio Gary disse que estava bem.

Uma hora depois, ele foi levado para o hospital com a coluna quebrada.

Ele colocou um colete e foi descansar numa banheira...

Depois de seis semanas, tirou o colete e voltou a correr.

Para ganhar ou manter o n�mero 1 voc� pode competir em diferentes tipos de categorias.

Uma delas � a corrida em estradas,

onde se controlam m�quinas com alto grau de prepara��o, cobertas com carenagens para se cortar o vento.

Com um queixo no tanque e muito controle do acelerador, embreagem e freio.

Um total de 5 corridas em estradas s�o realizadas entre mar�o e junho.

As corridas de estrada s�o barulhentas e muito precisas.

Mas, ao mesmo tempo, elas tamb�m s�o encantadoras, um lindo espet�culo para se ver.

Das cinco corridas, Daytona Beach, na Fl�rida � a melhor.

Com suas curvas com inclina��o de 30� e velocidades absurdas.

Nas curvas inclinadas, gra�as � for�a centr�fuga, as suspens�es ficam completamente contra�das.

O capacete bate, os olhos s�o pressionados pela for�a g e a vista se torna emba�ada.

Quando se v� da arquibanda, � dif�cil de acreditar que eles est�o saindo das curvas inclinadas,

acelerando a 260 km/h (160 m/h).

Tente pular do seu carro a 190 km/h (120 m/h) e voc� saber� como ele se sentiu.

Por milagre, ele n�o quebrou nenhum �nico osso do corpo.

Veja novamente em c�mera lenta e veja o impactou que sofreu.

Sua luva voa a 9 metros (30 p�s).

Uma grande queda de costas.

Veja o movimento da perna direita.

� incr�vel como n�o quebrou.

Assim como em outras corridas, corridas de estrada requerem grande precis�o.

Elas t�m sua pr�pria beleza, mas tamb�m s�o muito perigosas.

Essa � a 'Milha'.

A mais incr�vel de todas as corridas de dirty track.

Na reta, mais de 200 km/h (130 m/h)

e cerca de 160 km/h (100 m/h) nas curvas.

O companheiro de equipe de Mert, pode-se dizer seu protegido, Mark Brelsford, n�mero 87,

� espetacular na 'Milha'.

A maioria dos concorrentes admite que o maior excita��o vem no final da reta,

quando voc� vem a cerca de 190 km/h (120 m/h) e mergulha na curva.

Mark deita.

Acelera.

Saindo da curva.

160 km/h (100 m/h).

175 km/h (110 m/h).

190 km/h (120 m/h).

E se mant�m agachado, reduzindo ao m�ximo a resist�ncia do ar.

Quando Mert n�o est� correndo, ele trabalha nas suas m�quinas.

Ap�s cada corrida, o motor � desmontado e cada componente � verificado.

� muito mais complicado do que torcer um parafuso.

Por exemplo, apenas para economizar alguns gramas

cada engrenagem da caixa de marchas � brunida a m�o.

Se ele s� puder reduzir algumas gramas dessa pe�a, ela poder�

ter um melhor rendimento, se tornando uma vantagem em rela��o aos outros competidores.

Ele gasta horas sozinho na sua garagem,

procurando um modo de melhorar sua motocicleta.

Apenas outros competidores, como Mert, que est�o trabalhando

em suas motos, realmente entendem o que envolve esse trabalho.

Ele gasta mais de mil horas de trabalho por ano em sua motocicleta.

Ele est� a caminho da cidade Columbus, Ohio.

Uma das dez viagens pelo seu pa�s que Mert faz durante oito meses da temporada.

Com sua van ele dirigir� por um ano mais de 110.000 km (70.000 milhas).

Viaja com seu amigo e ajudante Jack Dan.

Eles n�o ficam em mot�is,

mas dirigem 24 horas por dia, parando apenas para comer e reabastecer.

Mert est� totalmente comprometido com sua profiss�o.

Ele trabalha sete dias por semana no trabalho.

Ele n�o tem tempo para outras atividades.

Corrida de motocicleta � a sua vida.

A renda de Mert no ano passado foi de cerca 50 mil d�lares.

Lucro l�quido de 20 mil d�lares, ap�s deduzir os custos.

� um bom dinheiro.

Mas pouco se levarmos em conta a sua habilidade, conhecimento e dedica��o.

Isso sem falar no risco.

A maioria das pessoas faria de S�o Francisco � Columbus/Ohio em 4 dias.

Jack e Mert fazem em 27 horas, sem parar.

Eles n�o chegam no dia anterior para relaxar.

A pista abre �s 8:30hs, ele chega �s 8:30hs.

Uma hora depois, depois de todas noites passadas atr�s do volante,

ele est� de volta � pista, contornando as curvas a 130 km/h (80 m/h).

Antes de cada corrida, os pilotos t�m uma hora de treino.

Eles n�o treinam como correr.

Mas, testam a geometria da suspens�o, rela��o e pneus mais adequados para o circuito.

Nas corridas h� muito mais do que apenas acelerar ao m�ximo.

Para eles, somente os pneus s�o uma ci�ncia,

com seus compostos e desenhos diferentes.

Mesmo poucas libras de press�o afeta a capacidade de controle.

Antes de cada corrida, cada piloto corta seus pneus com uma l�mina de barbear, para uma melhorar a tra��o.

Cada piloto tem seus pr�prios cortes

e os mudam o tempo todo, de acordo com as condi��es da pista.

Antes da corrida � necess�ria a prepara��o de muitas coisas,

como a colagem dessas tiras de pl�stico transparentes, que s�o viseiras remov�veis.

Alguns pilotos colam 5 ou 6, uma por cima da outra,

e durante a prova, v�o arrancando uma ap�s a outra,

� medida que v�o ficando cobertas de poeira e atrapalham a vis�o.

Deve ser empolgante

retirar essa viseira a 160 km/h (100 m/h).

A �ltima coisa que eles colocam antes da corrida � uma prote��o para os p�s.

Especialmente feita para cada um dos pilotos,

para que se encaixasse perfeitamente no seu cal�ado.

S�o 20 voltas no circuito de 800 metros de Columbus/Ohio.

Mert ganhou dois anos seguidos.

Uma vit�ria de hoje lhe dar� uma boa chance de manter o n�mero 1 no pr�ximo ano.

Um pr�mio de 6 mil d�lares

e 60 pontos.

Mert quer os dois.

Na linha de partida, observando o menor movimento da bandeira de largada,

� como uma arma carregada,

nenhum sinal de emo��o,

nem se pisca.

Totalmente focado.

Mert correu maravilhosamente, consolidando gradualmente a lideran�a, saindo tudo bem.

Escolheu o pneu correto.

Ele tamb�m ganhou algum rpm devido aos trabalhos feitos no motor.

Sua m�quina estava perfeitamente ajustada

e ele correu como o campe�o nacional que �.

A multid�o sentiu vit�ria a cada momento.

Na �ltima volta, um grupo de concorrentes v�m passando, mas n�o Mert.

Aqui ele vem chegando finalmente, j� fora da corrida, com o cabo do acelerador arrebentado.

Uma pe�a de dois d�lares.

Isso lhe custou os 60 pontos que precisava

e seu pr�mio foi de 116, em vez de 6 mil d�lares.

Foi um dia bem decepcionante.

Ser� dif�cil com o n�mero de corridas que restam manter o n�mero 1.

Na segunda-feira, Mert estava de volta a estrada para mais corridas.

Ele aproveita para comer nos melhores restaurantes pelo caminho.

Ele pode ter sobrevivido � corrida, mas n�o ao restaurante.

Mert vencer� mais tr�s provas.

Ele realmente gosta das coisas que v�m com as vit�rias.

O que aconteceu com ele durante toda a temporada foi uma s�rie de eventos de m�-sorte.

Em quase metade das corridas ele sofreu alguma pane,

principalmente com pequenas coisas, como um cabo de acelerador, el�trica

ou um pneu furado.

Aqui em Terre/Indiana, com uma vantagem de meia volta,

Jack Dann suspeita que algo acontecer� em breve.

E acontece.

Mert p�ra com uma quebra mec�nica.

Ele quebra.

Volta.

Novamente tem um problema

e vai correr novamente.

Mas desta vez j� � tarde.

Com o n�mero de corridas restantes, Mert j� n�o tem chance

de obter pontos suficientes para terminar em primeiro lugar.

O n�mero que ele demorou 12 anos para ganhar

e que lhe pertencia nessa temporada,

agora deve ser entregue para outra pessoa.

H� 4 pilotos com chance de conseguir o n�mero 1.

Um deles � o melhor amigo de Mert, Dick "Bugsy" Mann, n�mero 2.

Veterano das corridas.

N�o s� se destacou em cinco provas,

mas tamb�m � um �timo piloto de motocross.

Poucas pessoas s�o t�o respeitadas por seus oponentes e f�s como Dick Mann.

Na m�quina DMR, o n�mero 2, Dick "Bugsy" Mann.

O segundo piloto com chance de ganhar o n�mero 1 �

um dos mais jovens, Dave Aldena, de 23 anos.

� seu primeiro ano entre os profissionais.

David Aldena, o garoto doido de Santa Ana, Calif�rnia.

Fora da pista ele � conservador, em compara��o ao que ele faz dentro dela.

Durante a temporada, ele caiu 15 vezes, em velocidades de at� 190 km/h (120 m/h)

e ele nunca se feriu.

David diz que voc� nunca sabe o qu�o r�pido pode ir at� cair.

Quando ele n�o cai, geralmente ganha.

Outro rival � Gene Romero.

Gene � chamado de 'Burrito'. � um dos mais brincalh�es entre os pilotos,

mas, no que diz respeito � corridas, � totalmente profissional.

principalmente nesse final de temporada, que tem chances de se tornar o n�mero 1.

Eu n�o quero machucar ningu�m, mas preciso chegar em terceiro, n�o importa o que aconte�a.

Pode ser eu ou outro, mas preciso chegar em terceiro, mesmo que tenha que receber visitas de f�s no hospital.

O quarto e �ltimo piloto que pode ser campe�o � Jim Rice.

Jim ganhou seis provas, mais do que qualquer outra pessoa na temporada.

O n�mero 1 ser� decidido em Setembro, em Sacramento/Calif�rnia.

Bem diferente dos circuitos nacionais, � uma prova da temporada nacional de motocross num domingo.

Pistas de motocross, s�o s�bidas, descidas, saltos, solavancos, lama, pedras e poeira.

Quanto mais dif�cil, melhor.

"Competi��o" ainda � em nome do jogo.

N�o importa se voc� est� lutando pelo 1� ou 31� lugar. Sempre � emocionante.

Aqui, por exemplo, estamos assistindo a um t�pico duelo pelo 10� lugar.

O cara em amarelo decidiu vencer seu oponente atrav�s da po�a de lama,

cobrindo seus �culos com lama, impedindo-o de enxergar, deixando-o pra tr�s.

Mas o sujeito jogou fora seus �culos prescritos de 40 d�lares

e retomou a posi��o na curva.

Quando alguns competidores ficam pra tr�s, �s vezes entram em p�nico e tentam encurtar o caminho pelos arbustos.

E quando n�o se pode continuar, � simplesmente frustrante.

Ter sua motocicleta presa na lama � ruim o bastante.

Ter seu corpo preso na lama � ainda pior.

Especialmente quando � sua namorada, quem tenta te desenterrar.

Durante a corrida de motocross, todos cometem erros.

Mesmo o campe�o do mundo Ben Albert, aqui passando por cima do guid�o.

De alguma forma, quando Albert cai, ele o faz com estilo e gra�a.

Todo mundo aqui e ali cair�, mas nem sempre com estilo e gra�a.

� mais prov�vel ver o "y voador"

Perder a pista � um erro comum.

O cl�ssico � esse cara, estando em oitavo lugar,

corta caminho e acerta seu amigo que est� em terceiro.

Chega ser um mist�rio como as coisas acontecem.

Um garoto riu tanto que parecia ter c�licas no est�mago.

Milhares de pilotos competem em corridas de motocross nos EUA.

Um deles � Steve McQueen.

Na linha de partida, ele n�o � um ator que est� dando um passeio, mas um piloto de moto 100% focado.

Poucos t�m instintos t�o intensos como um piloto.

Quando eles correm, qualquer coisa pode acontecer ao seu redor,

mas tudo que eles veem � a pista.

Um corpo que vale um milh�o d�lares l�,

disputando como qualquer um, numa curva...

Se os donos de est�dios soubessem o que Steve anda fazendo no domingo � tarde,

eles teriam um infarto.

Os dois melhores pilotos de motocross no mundo s�o

Bengt �berg, campe�o mundial na categoria 500cc da Su�cia

e Jo�l Robert, campe�o mundial na categoria 250cc da B�lgica.

Jo�l Robert, n�mero 17, � um her�i nacional de esportes na B�lgica.

As corridas de motocross na Europa �s vezes atraem mais de cem mil espectadores.

Na casa de Jo�l Robert, na B�lgica, os espectadores �s vezes se deitam propositadamente

diante dos outros concorrentes, para ajudar Jo�l a vencer.

Entretanto, ele n�o precisa de ajuda nenhuma.

Com o n�mero 1, o sueco Bengt �berg, campe�o mundial na categoria 500cc.

Suas habilidades s�o inacredit�veis.

Aqui ele apenas acelera para sair do problema.

De acordo com os estudos cient�ficos atuais, motocross � o segundo esporte mais exigente do mundo,

depois do futebol.

Ap�s 30 minutos de corrida, um piloto com um �timo preparo,

como Bengt �berg fica completamente exausto.

Ele tem cerca de uma hora para descansar entre as corridas.

Ent�o, correr de novo.

Tr�s vezes por dia.

As corridas de motocross s�o realizadas em quaisquer condi��o clim�tica.

� um duelo com outros advers�rios.

Mas acima de tudo, � uma disputa consigo mesmo.

H� uma beleza bruta no motocross,

que voc� ver� apenas em c�mera lenta.

Um exemplo cl�ssico de um competidor de domingo, que corre por alegria,

�, com o seu sorriso t�pico, de orelha a orelha, Malcolm Smith.

O �nica coisa que distingue Malcolm de outros competidores de domingo,

� que Malcolm est� envolvido numa inesgot�vel s�rie de eventos diferentes,

quase todos os domingos.

Parece que ele est� curtindo as corridas mais do que qualquer um e

ele tamb�m � o melhor.

Em 1969, quando deu uma entrevista ao Wide World of Sports

sobre o seu excelente desempenho competindo no ano anterior no "M�xico 1000",

ele n�o falou sobre o qu�o dif�cil era,

mas em vez disso, o t�pico Malcolm...

Voc� teve algumas aventuras, neste pa�s selvagem no ano passado, por umas nove horas?..

N�o, foi f�cil ir, mas dif�cil de voltar.

Est�vamos com um volkswagen antigo,

meu amigo, meu co-piloto este ano,

n�s tentamos voltar

mas n�o conseguimos, ent�o voltamos num caminh�o carregado de tartarugas marinhas vivas,

em cima das tartarugas, por todo o caminho, por 5 dias.

Por cima das tartarugas vivas?

Sim, em cima das tartarugas vivas, fedendo o caminho todo.

No in�cio da corrida, a maioria dos pilotos est�o nervosos. Mas, como sempre, Malcolm sorri.

De todas as corridas que Malcolm participa,

ele particularmente se destaca nos longos ralis de velocidade, como o "Mint 400".

Uma corrida de 640 km (400 milhas) pelo deserto de Las Vegas.

Como compara��o, � como se voc� estivesse indo de S�o Francisco � Los Angeles,

da pior maneira poss�vel,

com uma velocidade m�dia de 80 km/h (50 m/h).

A corrida ocorre durante a noite e o dia

e quando acaba os pilotos ficam extremamente esgotados.

Aqui est� Malcolm, no meio da noite, com um amplo sorriso.

Malcolm � o rei do "M�xico 1000".

Um rali de 1000 milhas de dist�ncia,

percorrendo toda a Pen�nsula de Baja no M�xico.

Ele vai t�o r�pido que deveria ter sua pr�pria classe.

Num ano ele experimentou correr num buggy, para ver como era.

Antes de quebrar, ele ocupava o segundo lugar.

Mais uma vez, no pit stop, ele n�o disse nada como "poeira, dif�cil, cansado".

Em vez disso, o Malcolm t�pico.

Parece que voc� teve muita divers�o por l�.

Sim, muita divers�o.

Voc� viu alguns acidentes, algum problema?

N�o, n�o.

Vire para tr�s, s� um momento.

O �nico que eu vi foi Larry Bergquist.

Sim, ele ainda est� � sua frente, n�o est�?

Sim.

N�s sab�amos disso. N�o podemos acompanhar uma motocicleta.

Ele n�o pode acompanhar a motocicleta naquele ano,

mas em todos os outros anos, uma grande nuvem de poeira no Lago Chapal,

era Malcom Smith e sua motocicleta.

Ele nunca falhou na lideran�a.

Num ano, ele estava com uma vantagem de duas horas na metade da corrida

e rodou os �ltimos 320 km (200 milhas) com o pneu dianteiro vazio.

Quanto mais desafiante � a corrida,

quanto mais se exige em capacidade e a determina��o,

mais Malcolm gosta.

Como o pr�prio Malcolm diz,

"isso foi realmente necess�rio".

El Escorial, Espanha, perto de Madri,

o local da prova "International Six-Day trial".

� o teste final para homens e m�quinas.

Esta prova de seis dias � algo como as Olimp�adas para motos.

� 45� ano.

Havia 348 concorrentes, de 16 pa�ses.

Um deles, Malcolm Smith.

Aqui o vemos levando sua motocicleta para a inspe��o t�cnica antes da corrida.

Cada parte da motocicleta � marcada com uma cor especial.

Durante os seis dias da corrida, o concorrente n�o pode mudar nenhuma das pe�as, ou ser� desqualificado.

Mesmo as partes internas e o motor � selado.

As �nicas pe�as que podem ser substitu�das s�o os cabos, a corrente, os pneus e as c�maras de ar.

�s 6:45, o primeiro dos participantes largam.

A cada quatro minutos, larga outro.

A cor do capacete determina o pa�s que est� sendo representado.

Os alem�es em branco.

Espanh�is em amarelo.

Italianos em vermelho.

Ingl�s em verde.

Checoslov�quia em azul.

Suecos em azul e amarelo.

Malcolm com o n�mero 242 come�a depois de 60 minutos.

De todas as corridas Malcolm participa,

esta � a �nica que ele leva muito a s�rio.

N�o h� pr�mio em dinheiro envolvido. O que se ganha � uma medalha de ouro.

Malcolm � um dos 348 pilotos que participam dessa incr�vel aventura pela Espanha.

O conceito da corrida � bastante simples.

Percorrer 320 km (200 milhas) por dia, seis dias seguidos

sendo cronometrado, se mantendo no tempo previsto.

O problema � que nem o melhor consegue manter o tempo previsto

e esses pilotos s�o os melhores do mundo.

J� � uma honra ter sido selecionado para participar dessa prova.

Voc� passa por uma s�rie de checkpoints em cada dia.

Voc� pode chegar antes. Mas, n�o pode sair at� o seu tempo prescrito.

Voc� perde um ponto para cada minuto de atraso.

Existem 65 checkpoints no total.

Se voc� se atrasar em qualquer um deles, mesmo que por um minuto, voc� perder� um ponto.

Para ganhar a medalha de ouro, voc� n�o pode perder nenhum ponto durante os seis dias.

� dif�cil entender a dificuldade da prova, sem participar dela.

� dif�cil perceber como � dif�cil passar seis dias numa moto.

Os melhores concorrentes s�o na sua maioria europeus.

Muitos ser�o pagos pela corrida.

Uma medalha de ouro no Six Days determina um aumento das vendas das marcas de motocicletas na Europa.

A Malcolm ningu�m est� pagando, de fato, todos as suas despesas para competir est�o sendo pagas por ele mesmo.

Durante a corrida, h� uma varia��o de temperatura de 30�C a -10�C.

A altitude nas trilhas varia de 600 (2.000 p�s) a 2.500 metros (8000 p�s),

correndo atrav�s das nuvens nas montanhas da Espanha.

Dos 2.000 quil�metros (1.200 milha) de corrida,

cerca de 1.300 quil�metros (800 milhas) s�o em trilhas como essa,

que podem durar at� 65 quil�metros (40 milhas) sem interrup��o.

Seis dias equilibrando-se numa moto,

a uma velocidade m�dia de cerca de 40 km/h (24 m/h).

Mas, poucos conseguem ir t�o r�pido.

Qualquer manuten��o na motocicleta deve ser feita pelo pr�prio competidor, sem qualquer ajuda externa.

As motos ficam trancadas, exceto enquanto est�o correndo.

A �nico momento para se fazer reparos ou ajustes � quando voc�

est� adiantado e p�ra para fazer.

Se voc� n�o consegue trocar um pneu em quatro minutos, voc� n�o est� sendo competitivo nos Six Days.

As �nicas ferramentas que voc� pode usar s�o as que voc� carrega.

Se algu�m lhe emprestar qualquer ferramenta ou te ajudar de qualquer forma, voc� est� desclassificado.

Se conseguir manter a moto inteira,

trocando seus pneus de forma suficientemente r�pida,

seguindo o tempo estabelecido

e n�o perder nenhum ponto,

voc� ainda n�o consegue levar a medalha de ouro.

Voc� tem que competir numa s�rie de testes especiais no fim de cada dia.

Um deles � o de acelera��o de 0 a 200 metros.

Se a velocidade m�xima for alcan�ada, voc� ganha alguns pontos extras.

S� que no final da reta existe um medidor de som e

se voc� ultrapassar o limite, os pontos ser�o subtra�dos, ao inv�s de adicionados.

Outro teste especial ao fim de cada dia � um cross-country de 8 quil�metros (5 milhas).

Uma batalha de motocross contra o rel�gio.

O tempo mais r�pido ganha mais pontos extras.

E para conseguir a medalha de ouro, seus pontos obtidos dever�o estar entre os 30% melhores.

As motocicletas t�m escapamentos e luzes que iluminam a placa do n�mero.

Voc� pode ser parado a qualquer momento para a verifica��o da luz.

Se ela n�o funcionar, voc� s� pode seguir com a prova, at� fazer seu conserto.

Neste teste especial, Malcolm deve ir rapidamente,

mas n�o muito r�pido.

Ele deve proteger a moto.

Ele deve proteger seu corpo.

Mais dias ainda vir�o.

Dia ap�s dia, Malcolm larga na manh� fria de El Escorial.

Cansado e dolorido, mas com tempo.

Todos os dias ele deve travar uma batalha com o rel�gio e com as trilhas.

Com o rosto cansado, mas com tempo.

Os Six Days, mais do que qualquer outra corrida, testa dos competidores todo tipo de capacidade.

Sua t�cnica.

Seu preparo f�sico.

Suas habilidades como mec�nico.

E sua tenacidade ou a capacidade de raciocinar tranquilamente, mesmo durante a uma exaust�o incr�vel.

E se voc� fizer tudo certo,

sem um �nico erro durante esses seis dias,

voc� leva essa medalha de ouro.

Malcolm ganhou uma na Pol�nia,

uma na Alemanha

e esta em El Escorial, Espanha.

De volta aos Estados Unidos, o que Malcolm faz?

Participa de outra corrida de motos com seu amigo, Steve McQueen.

Desta vez � o Grande Pr�mio de Elsinore, na Calif�rnia.

1.500 pilotos de motocicletas,

alinhados na rua principal, esperando pelo in�cio.

1.500 competidores e 15.000 espectadores enchem a pequena cidade.

� uma corrida de 160 quil�metros (100 milhas), pelas ruas at� �s montanhas fora da cidade.

A idade m�dia dos 2.000 dois mil residentes de Elsinore � de 60 anos.

� a �nica cidade na Am�rica, onde ocorre tal evento.

Os moradores adoram, assim como os pilotos.

Malcolm sai na segunda corda

e Steve na quarta.

Os organizadores seguram uma corda esticada e v�o liberando os grupos a cada 10 segundos.

Supostamente deveriam ser 10 segundos, mas parece um pouco menos que isso.

Voc� encontrar� os mais aventureiros com uma corda em volta de seus pesco�os.

Ap�s 3 quil�metros (2 milhas) de corrida,

Malcolm passa o primeiro colocado e assumi a lideran�a.

A chuva dos �ltimos dias criou uma grande po�a d'�gua.

� medida que os pilotos v�o passando, a po�a vai se tornando de lama.

Ent�o se torna um buraco de lama.

Os primeiros 200 pilotos passaram sem muita dificuldade.

Mas, para os outros 1.300 foi uma grande confus�o.

N�o h� dinheiro envolvido na corrida,

nem um trof�u para o vencedor.

Na verdade, � preciso pagar uma taxa de 15 de d�lares pela honra de correr.

Enquanto os outros ainda est�o na po�a de lama, Malcolm abriu uma enorme vantagem.

Malcom segue t�o suave, com tanta facilidade, que nem parece que ele est� indo muito r�pido.

Mas est�.

Ele deixou para tr�s todos os outros 1.499 pilotos.

Quando ele voltou pra cidade, no final da primeira volta,

ele estava t�o � frente, que n�o havia outros competidores � vista.

Quando os outros pilotos voltaram para cidade, houve um momento bastante esportivo para o p�blico local,

quando eles tentavam atravessar a pista sem serem atingidos pelos competidores.

Todos podem competir em Elsinore.

Se voc� deseja participar de uma corrida, Elsinore � uma �tima escolha.

Pessoas de diferentes idades.

Mulheres.

Um criador de porcos de Murrieta.

Existem apenas uns 200 participantes que s�o realmente competitivos.

Para outros, � s� uma grande aventura dominical.

Empinando pela cidade com seus amigos, ou acertando algum objeto ao lado...

Perder uma curva e atropelar

um monte de bandeiras, arrastando-as por milhas pela cidade.

Os moradores n�o conseguem acreditar no que est� acontecendo na sua cidade.

Um monte de cadeiras no quintal e se tem uma perfeita vista de primeira fila.

N�mero 48, Steve McQueen.

Ele entrou na corrida como Harvey Mushman.

Mas n�o demorou muito para que os espectadores descobrissem quem era o n�mero 48.

Ela estava excitada, mas o seu marido n�o estava muito impressionado.

"Sim, eu tamb�m posso fazer isso".

Steve ganhou o respeito dos outros pilotos.

Logo eles perceberam o quanto ele � um bom piloto.

Sua experi�ncia em corridas de carros lhe deu habilidade para encontrar os melhores tra�ados nas curvas.

Durante a corrida em Elsinore, Steve bateu, quebrou seu p�,

se levantou e terminou em oitavo, com p� quebrado e tudo.

Era o dia de Malcolm Smith.

Se Malcom te passar � um erro tentar acompanh�-lo.

Mesmo na lideran�a, Malcolm arruma tempo para acenar para o p�blico ao lado da pista.

Malcolm tem um senso incr�vel para fazer a coisa certa.

Aqui ele encontra uma abertura na cerca de arame e passa ao lado da po�a de lama.

Voltando pra dentro da cerca, sem perder tempo e ultrapassa 6 competidores com a manobra.

Qual � o cara que dirige uma motocicleta todos os domingos e ganha a vida com uma?

Malcolm � dono de uma loja de motocicletas.

Em 10 voltas, Malcolm passou 7.000 competidores.

Alguns at� 3 vezes.

Malcolm sempre foge de bobagens ou erros.

� uma queda de 30 metros ao lado da pista.

Quando acabou, era Malcolm Smith no pit

com o seu sorriso de orelha a orelha, sem parecer nem um pouco cansado.

Steve tamb�m fez uma �tima corrida, terminando em d�cimo no geral

correndo contra os melhores pilotos do pa�s nesse tipo de evento.

Toda vez que eu come�o a pensar que o mundo est� todo errado,

eu come�o a ver as pessoas curtindo suas motos por a�. Isso me faz pensar de modo diferente.

Foi muito divertido!

H� muitas coisas divertidas para se fazer com uma motocicleta,

como corridas de side-car.

T�o especializadas, que apenas 200 pessoas as praticam nos Estados Unidos.

O passageiro � chamado de "macaco".

Geralmente, ele se deita em algum dos lados.

Corridas de Dragster � um outro tipo de competi��o altamente especializada.

Eles atingem velocidades de at� 260 km/h (160 m/h), num quarto de milha.

Antes da largada, eles queimam os pneus para deix�-los quentes e pegajosos, para uma melhor tra��o.

Este rapaz provavelmente vai precisar de um transplante pulmonar no hospital local.

Essas m�quinas especiais e seus pilotos costumam se dedicar exclusivamente � categoria.

A vit�ria ou a derrota se decide em fra��es segundos, �s vezes at� no in�cio.

Provavelmente, a corrida no gelo seja a modalidade com o menor n�mero de praticantes no mundo das motos.

A cidade de Quebec no Canad� � um dos locais dessas corridas.

Os f�s tentam sobreviver em temperaturas abaixo de -23�C (-10�F).

Os pilotos usam m�scaras de couro para proteg�-los do congelamento e

dos restos de gelo, levantados durante a prova.

Cravos de a�o s�o colocados nos pneus para uma melhor ader�ncia.

Antes da corrida, eles devem ser afiados.

� como correr com uma serra circular.

Quando voc� cai, voc� s� pensa em como sair da pista o mais r�pido poss�vel,

porque h� mais serras circulares vindo.

Este piloto estabeleceu um novo recorde mundial em rastejamento por 6 metros (20 p�s).

Eles alcan�am velocidades incr�veis nessa pista de 800 metros (meia milha),

fazendo voltas nuns 20 segundos, com a m�dia de 130 km/h (80 m/h).

Sem os cravos, n�o haveria nenhuma ader�ncia.

Diferentes estilos foram desenvolvidos pelos pilotos. Alguns colocam o p� no ch�o, como numa corrida de dirty-track.

Outros usam o joelho, como um jogador de h�quei.

Apenas 50 ou 60 pessoas praticam essa modalidade na Am�rica do Norte,

sendo poucas corridas oficiais durante o ano.

Essa categoria � popular em certas partes da Europa, especialmente na R�ssia.

Corrida no gelo no Canad�,

-23�C (-10�F),

durante uma tempestade de neve.

De -23�C (-10�F), passamos para mais de 46�C (115�F), nas plan�cies de sal em Bonneville, no Utah,

onde mais uma vez, homens competem com motocicletas.

Ele est�o tentando estabelecer recordes de velocidade.

Uma vez por ano, eles organizam uma semana da velocidade para as motocicletas.

H� cerca de duzentas classes diferentes e todos em cima das duas rodas podem participar.

Algumas das motocicletas s�o um pouco estranhas.

Este cara tem um "skate" de 60 cv

e protetores de joelho de a�o.

Outro cara pegou uma bomba antiga e colocou um motor nela,

mas teve dificuldades para pilotar.

Dos fundos de quintal,

para os projetos feitos por engenheiros, com o uso de computadores, as ex�ticas motocicletas streamliner.

Cal Rayborn, um piloto profissional,

que tentar� quebrar o recorde de velocidade em terra com uma motocicleta a 400 km/h (250 m/h).

Ele vai tentar num daqueles ve�culos especiais, super planejados e desenvolvidos por engenheiros.

Ele perdeu um pouco da f� e confian�a nos computadores e nos engenheiros, quando ele entrou no ve�culo e viu algo interessante...

Ele n�o cabia.

Eu acho que Cal estava pensando e divagando um pouco.

Ele ficava dizendo: "Pessoal, voc� s�o malucos!".

Eles disseram que sua viseira era muito grande, ent�o eles a serraram.

Agora n�o iria bater no seu peito.

N�o iria bater no seu peito, mas seu queixo ia.

Nesta posi��o, ele deveria tentar ir mais r�pido do que qualquer um antes dele,

numa motocicleta, a uma velocidade de mais de 400 km/h (250 m/h).

Assim que fecharam a tampa, ele descobriu uma segunda coisa interessante.

Ele n�o conseguia ver nada l� fora.

Sua perna era muito grande e bloqueava sua vis�o na janela da frente, e seus joelhos bloqueavam nas dos lados.

Tudo o que ele podia fazer era espiar pelo lado, acima do joelho

e, seguir essa linha preta destacada na pista de sal a mais de 400 km/h.

No fim da tarde, fizeram uma tentativa e ele descobriu uma terceira coisa interessante.

Ele n�o conseguia dirigir muito bem a 10 km/h (6 m/h).

Ele ficava dizendo: "voc�s s�o loucos!".

Mas ele dirigiu.

Ap�s uma semana de tentativas e quedas, em velocidades entre 10 km/h (6 m/h) e 330km/h (206 m/h),

Calvin finalmente estabeleceu um novo recorde de velocidade numa motocicleta,

superando os 426 km/h (265 m/h).

A forma de dirigir mudava com a velocidade.

A 160 km/h (100 m/h) voc� virava � direita, para ir � direita.

Entre 160 km/h (100 m/h) e 320 km/h (200 m/h), voc� virava � esquerda, para ir � direita.

E acima de 320 km/h (200 m/h), voltava ao normal.

O circuito de uma milha em Sacramento, Calif�rnia.

Aqui que o campeonato ser� decidido.

Uma bolsa de 12 mil d�lares.

Mas, o mais importantes para pilotos como Dick Mann,

Dave Aldena,

Gene Romero

e Jim Rice,

101 pontos.

O suficiente para tornar qualquer um deles o n�mero 1.

Todos os pilotos estavam l�,

mas a press�o estava nos quatro primeiros.

Se Dave Aldena ganhar,

seria a primeira vez que um novato o faria na categoria especial.

Romero n�o estava rindo, como de costume.

Jim Rice permanecia sozinho, andando pela pista.

Dick Mann chegou.

Ele quebrou sua perna numa corrida a tr�s semanas antes.

Ningu�m esperava que ele participasse.

Mas, Dick tirou o gesso e decidiu tentar.

Com a perna inchada, sua bota de a�o,

ele seguiu para a pista e ganhou a primeira rodada de qualifica��o.

Mert venceu a segunda rodada de qualifica��o.

Gene Romero chegou em terceiro lugar e

Dave Aldena se classificou tamb�m para o evento principal, terminando em terceiro lugar na sua rodada.

Os quatro primeiros pilotos de suas baterias se classificam para o evento principal.

Jim Rice, n�mero 24, vinha tranquilo, se classificando,

mas, ap�s o final, se acidentou a uma velocidade de 190 km/h (120 m/h).

Uma hora depois, os pilotos se alinham para o evento principal.

Jim Rice sai da ambul�ncia e resolve tentar.

Com muitas dores e uma bandana cobrindo seu nariz quebrado.

Jim calmamente pega seu lugar na linha de largada com os outros.

Deitados na reta a 200 km/h (125 m/h).

Este foi Dave Aldena.

A corrida foi interrompida com uma bandeira preta.

Sua motocicleta foi completamente destru�da, mas Dave, assim como durante toda a temporada, saiu andando intacto.

Mas, saiu andando tamb�m sem nenhuma chance de se tornar o n�mero 1.

N�o h� como ele realinhar em tr�s minutos.

A relargada foi uma c�pia do que aconteceu antes.

Mert em quarto lugar, lutando pelo terceiro lugar.

Romero em segundo lugar.

Mann em primeiro.

E Romero ultrapassou Mann exatamente no mesmo lugar.

Jim Rice correndo em �ltimo lugar.

Dez voltas depois,

os espa�os aumentam entre os pilotos, com Romero aumentando a lideran�a

e Rice j� com um quarto de volta atr�s.

Sua moto tem problemas e Jim est� fisicamente incapaz de manter o ritmo, devido a seu acidente.

� incr�vel que ele ainda esteja tentando competir.

Dick Mann p�ra na volta 20.

Ele n�o aguentou a dor e teve que parar.

Para ele, foi demais.

Mert ficou nas vinte primeiras voltas colado atr�s de Romero.

E ent�o, como aconteceu com ele durante toda as temporada,

sua motocicleta come�ou a fumar e o motor quebrou.

Era o dia de Romero, 50 voltas na ponta.

Seu pai o encoraja,

linda corrida, bandeira quadriculada

e Gene Romero � o novo n�mero 1.

Foi um dia feliz para Gene.

J� para Rice, Aldena e Mann, uma grande decep��o.

Mas, Rice teve a sorte de estar vivo.

Quem homens s�o esses que tanto se arriscam?

Que removem um gesso e correm com uma perna quebrada?

E dizem: "Eu vou ficar bem. Sou um piloto r�pido".

Por que eles fazem isso?

N�o h� resposta para isso.

Se voc� pergunt�-los, eles simplesmente responder�o

"porque eu gosto fazer".

Para Mert, a corrida em Sacramento foi um espelho da temporada.

Apesar da m� sorte ele terminou a temporada,

com pontos suficientes,

para terminar em sexto lugar no campeonato.

Vamos ver o que est� acontecendo no resto do mundo das motocicletas.

� domingo e estamos a cerca de 30 quil�metros (20 milhas) de dist�ncia de Salt Lake City, Utah.

H� uma colina l� apelidada de "Widowmaker" (fazedora de vi�vas).

180 metros (600 p�s) de altura,

e com um �ngulo de face de 89%.

Aproximadamente 45�.

� a prova anual de subida da colina widowmaker.

Ningu�m nunca a subiu e vem se tentando por sete anos.

Pilotos de todo o pa�s chegam para competir

em mais uma competi��o altamente especializada envolvendo motos.

Como j� foi dito, ningu�m ainda conseguiu sub�-la, mas eles tentam pra valer.

Onde a moto para, � onde a dist�ncia � medida,

portanto, vemos alguns empurr�es bizarros.

Este rapaz quase atropelou v�rios espectadores e perdeu 4,5 metros (12 p�s) no processo.

Mas, foi muito melhor do que perder 120 metros (387 p�s).

Algumas motos t�m muita personalidade.

E os pr�prios pilotos, por assim dizer, s�o figuras.

Por exemplo, Walt Kieghen, que pensou que a hiperventila��o era a resposta.

Ele subiu na colina,

5 metros inteiros (15 p�s).

O cl�ssico personagem desse dia foi o bom e velho Hawkeye Hillbilly.

Ele passou um tempo consider�vel mentalizando um tra�ado na colina.

N�s n�o sab�amos se aquilo era a placa com seu n�mero ou uma multa de tr�nsito.

No caminho at� que Hawkeye fez uma �tima subida.

Ele terminou a menos de 5 metros (15 p�s) do cume.

O velho Malcolm tamb�m estava l�.

Ele nunca tentou uma prova desse tipo, mas achou que seria divertido.

Na primeira tentativa, Malcolm com seu t�pico estilo. Ele simplesmente esqueceu de abrir a torneira de gasolina.

Mais tarde naquele dia, ele fez a sua segunda tentativa, ultrapassando sua marca.

Correndo com sua moto de s�rie na classe de 500cc, contra os modelos especiais, constru�dos para subida de colina,

ele chegou aos 150 metros (500 p�s),

ao lado do melhor.

Descer a colina � uma imensa tarefa para a maioria dos pilotos.

Mas Malcolm simplesmente surpreendeu o pessoal quando virou sua moto e a rolou colina abaixo.

Nossa...

Um dos �ltimos pilotos naquele dia foi Mike Gibbons,

que dirigiu desde Grants Pass/Oregon para participar da prova.

Com correntes nas rodas e nitrometano no tanque,

Mike Gibbons foi o primeiro a subir a colina widowmaker.

Depois de sete anos, finalmente ela foi conquistada.

Ele ganhou um grande trof�u e o Lions Club local deu-lhe $100 para ajudar nas despesas com a viagem de volta.

Foi um dia e tanto.

Widowmaker foi finalmente conquistada.

Malcolm subiu mais de 30 metros (100 p�s) do que qualquer outra moto de s�rie

e terminou em terceiro lugar no geral, junto �s especiais.

Este sujeito � um piloto de trial.

Um dos m�gicos do mundo das motocicletas.

Bons pilotos de trial podem empinar por muitos quil�metros,

fazendo curvas, por todo o caminho.

Ele est� apenas passeando, observando a paisagem.

Os pilotos de trial s�o competidores violentos no mundo das motocicletas.

Incr�velmente eficientes no que fazem.

O garoto n�o p�de acreditar.

N�o havia ningu�m para explicar.

Nas provas de trial, tudo que voc� precisa fazer � atravessar uma trilha dif�cil, sem colocar o p� no ch�o.

A habilidade de um bom piloto de trial � incr�vel.

Parece imposs�vel que uma motocicleta com um v�o 25 cent�metros (10 polegadas) de altura,

possa superar um tronco com 75 cent�metros (30 polegadas).

E ent�o, acentuadamente, virar � direita, se mantendo na trilha certa,

sem colocar o p� no ch�o.

Mas pode ser feito.

Aqui temos um exemplo maravilhoso.

Levante a roda da frente no momento certo.

No ar, incline-se para onde quer ir e ao aterrizar, estar� na dire��o certa.

Parece simples.

Mas n�o acredite.

Malcolm pratica trial uma ou duas vezes por ano, num domingo de folga.

Na verdade, ele pratica quase tudo, uma ou duas vezes por ano.

No trial tamb�m ele � muito bom.

Se voc� quer tentar algo realmente dif�cil, tente isso um dia.

� o Malcolm...

V�rias esp�cies de diferentes pilotos, s�o pilotos que correm no deserto.

Eles s�o �nicos no sudoeste, particularmente do sul da Calif�rnia.

Existe inclusive um grupo de mulheres o "Desert Daisys", que corre no deserto.

Um grande grupo de pessoas se re�nem todos os domingos para participar de todos os tipos de corridas.

O n�mero 1 em corridas no deserto, Whitey Martino.

Quando a linha de largada est� definida, � uma vis�o e tanto.

Nessa linha se encontram m�dicos, advogados, carpinteiros, encanadores, engenheiros, comerciantes, estudantes...

Qualquer um.

Milhares de pilotos prontos para correr 160 quil�metros no deserto, n�o importa como.

80 quil�metros (50 milhas) da cidade mais pr�xima.

Esta vis�o acontece todos os domingos do ano

e a participa��o varia de 500 a 2.000 pilotos.

O pr�mio?

Trof�u para o vencedor e o sentimento de satisfa��o de ter participado para os outros.

Primeiro, � acendida uma fogueira a cerca de 8 quil�metros (5 milhas) da linha de largada.

�s 10:00 da manh�, a corrida come�a.

Cerca de 10% dos pilotos nem chegar� ao sinal de fuma�a.

� algo entre uma corrida e uma guerra.

Eles levantam uma nuvem de poeira que em tr�s semanas chegar� nas ruas de Londres.

Ap�s passarem pela fuma�a, a rota � marcada por sinais e trilhas.

Ningu�m andou no circuito antes, portanto � um caminho desconhecido.

Tr�s linhas ao longo do caminho significam um local perigoso.

Um piloto experiente ficar� atento quando encontrar montes de terras tamb�m.

Porque essa terra saiu de algum lugar, como uma mina, um po�o ou um buraco.

Voc� pode dizer que algu�m encontrou algo semelhante, quando ele desaparece de repente.

S�o 160 quil�metros (100 milhas) de s�bidas, rampas, arbustos, areia, cactos, descidas e pedras.

Uma luta pra atravessar.

Mas o maior perigo para um piloto de deserto �

outro piloto de deserto.

Na primavera, os besouros B-29 saem.

Acertar um � como acerta uma "medicine ball".

Os pilotos de deserto t�m um bom cora��o.

H� mesmo um rapaz que corre com seu cachorro.

No tanque h� um tapete sobre o qual o c�o se segura.

Ele tem garras como uma �guia.

O pitstop � bastante incomum.

Um dos momentos mais assustadores acontecem nos pits.

Os melhores pilotos est�o espalhados na frente da corrida, deixando uma nuvem de poeira nas suas costas.

Aqui est� JN Roberts, um dos melhores pilotos de deserto.

Steve McQueen, que vemos aqui, continua correndo ocasionalmente no deserto,

embora prefira motocross atualmente.

Alguns anos atr�s, ele correu a cada domingo

ranqueado em d�cimo-primeiro na categoria amadora.

E aqui est� Malcolm Smith. Ele realmente domina o deserto,

mesmo que diga que n�o gosta de calor e poeira.

Ele correu numas 12 corridas de deserto na sua vida,

e ganhou 6 delas.

Nas 6 restantes, ele quebrou.

Rei do deserto e dono do n�mero 1, Whitey Martino.

� preciso um bom n�mero de habilidades para se correr no deserto.

Esta � a vis�o de Whitey, cruzando com os arbustos, a 100, 110 km/h (60, 70 m/h).

Voc� n�o vai reto, mas como estivesse fazendo um slalom entre os arbustos.

Se voc� atingir um arbusto � o fim imediato.

Depois de encarar areia, pedras, tartarugas, besouros e buracos de mina,

voc� espera que o fim da prova seja incr�vel.

O fim de uma corrida no deserto � como um fim de qualquer outra corrida.

Apenas acaba.

Normalmente, h� umas 100 pessoas assistindo,

e esperando por alguma pessoa.

As corridas no deserto s�o uma experi�ncia muito pessoal.

Nenhum espectador para incentiv�-lo,

mas uma enorme satisfa��o em saber que voc� conseguiu chegar ao fim.

De uns 1.000 que iniciaram, apenas uns 300, 400 pilotos chegam ao final.

O resto fica espalhado nos 160 quil�metros (100 milhas) do deserto,

sendo apanhados pelos socorristas, que verificam a trilha.

Mas sempre h� algu�m que erra a trilha, se perde, quebra uma corrente ou outra coisa.

Ele n�o tem id�ia onde est�,

nem ningu�m mais.

O guia do piloto de deserto recomenda fazer uma fogueira.

Os socorristas ver�o a fuma�a e vir�o at� voc�.

Mas, os corredores n�o ficam satisfeitos com uma fogueira comum.

� uma dificuldade para eles colocar fogo em arbustos.

A �gua mais pr�xima est� no radiador da sua pick-up.

Mas ele n�o faz ideia de onde ela esteja.

Um sinal de fogo de mil d�lares.

Provavelmente, a coisa mais divertida em andar de moto

� carreg�-la na traseira da sua pick-up e sair para natureza.

A press�o da corrida acabou. � hora de relaxar e se divertir.

Malcolm, Steve e Mert, todos gostam de correr,

mas eles concordam que essa � a forma mais divertida de andar de moto.

� chamada de "trilha da vaca".

Se seus amigos n�o est�o prestando aten��o, como resistir?

Steve devia ter escolhido melhor as pessoas que quis fazer de bobo, ao inv�s de Mert Lawwill e Malcolm Smith.

Existe algo em passear com seus amigos.

Um sentimento de liberdade,

um sentimento de alegria,

que dificilmente pode ser descrito em palavras

e que s� pode ser totalmente dividido com quem j� experimentou.

LEGENDAS CDB.

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