Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
[Quinado] Parou por quê, Dom? Vambora, porra!
- [Xampu] Bora! - [Quinado] Calma, Xampu!
- Ah! - [segurança atira]
[Quinado] O Xandão já era! Vambora, porra!
- Volta, Dom! - [Quinado] Bora, irmão!
[sirene soando]
[segurança atira]
[Quinado] Bora! Tá esperando o quê?
[Xampu] Anda! Vambora, caralho!
[Quinado] Bora, Dom! Bora, porra!
[música de ação]
Ah!
Ai!
[pneus cantam]
- [Pedro] Vai, bora! - [Xandão] Ai!
[música tensa]
[Kelly sorri] Todo mundo imitando o meu leão, você viu?
Eu já vi três pivete assim, lourinho, que nem tu.
Até playboy da Zona Sul tá querendo ficar igual a mim.
[Kelly] É, mas imitar é fácil, né, meu amor?
É fácil?
[Kelly] É, quero ver ser assim que nem você, rei da selva, gostoso.
- É? - É.
- É? - Ahã.
- Safado. - [sorri]
[rapaz] Qual é, patrão? Deu merda aí, ó.
- Qual foi? - [rapaz] Deu merda aí.
- [Colibri] Que porra é essa? - [Xandão] Tomei um tiro.
- Que porra é essa? - [Xampu] Foram os guardinhas.
[Colibri] Chama alguém pra cuidar disso aqui. Anda logo, caralho!
- [Kelly] Pegou em você também, Dom? - Cala a boca, caralho!
[Pedro] A dica que tu deu tava furada, e eu tive que improvisar.
[Colibri] Você o quê? O que você fez?
Tava rolando uma festa quando a gente chegou na casa.
- Que mané festa, mermão? - A gente teve que ir na casa do lado.
E quem autorizou vocês irem pra casa do lado? Hein?
Quem foi que decidiu essa merda?
Quer dizer, então, que eu vou ficar com um homem a menos agora? É isso?
Quase perdi um soldado meu por sua causa.
O que eu faço agora? Hum?
O que eu faço agora com você, playboy?
[Xandão] O Dom foi sangue bom pra caralho, chefe.
Geral ralou lá e me deixou fodido.
Só ele voltou pra me buscar.
Se não fosse o Dom, eu tava morto.
[Colibri] Tomar no cu.
Aí, Colibri, mais uma parada.
[Colibri] Qual foi?
A casa que a gente assaltou é do Herlon Costa.
Ah!
[Colibri] Vocês invadiram a casa do jornalista mais famoso do país?
É isso mesmo?
Se isso der merda pra mim,
você vai se foder.
[arfa]
[vinheta]
[apresentadora] Nessa madrugada, bandidos armados
invadiram a casa do jornalista Herlon Costa.
A polícia suspeita que o autor do ataque seja Pedro Dom.
A sua família foi mantida refém durante o assalto que ocorreu ontem à noite.
O bando de meliante chegou ostentando armas de ouro.
Eu digo de ouro!
A quadrilha conseguiu fugir.
Apesar de um dos bandidos ter sido baleado durante a fuga...
- Puta que pariu. - [Victor tosse]
[homem na TV] Existem rumores de que Pedro Dom está envolvido.
[desliga TV]
[música melancólica]
Oi.
Ei.
Que susto que você me deu, hein!
Nossa, quando me ligaram falando que você tinha caído, quase tive um troço.
Tô aqui. Não foi dessa vez, não.
Ai...
[batidas na porta]
- [Laura] Oi, doutora. - Olá.
- Você tá se sentindo melhor? - Tô ótimo. Mesmo.
Tô muito bem.
- Vi o resultado dos seus exames. - [Victor] Eu sei, exagerei.
Bebi muito, fumei. Aí tive um teto preto, nada demais.
[doutora] Victor, acho que você não tá entendendo a gravidade do seu problema.
- Doutora... - O que está acontecendo?
Doutora, dá um minutinho pra eu falar com a minha filha.
Claro.
O que foi?
[porta bate]
Filha,
fica preocupada, não. Tá tudo bem.
Fala logo, pai!
Fizeram uns exames em mim,
e apareceu uma mancha no meu pulmão bem pequena.
Tá bem no começo ainda.
É câncer?
Uhum.
Ei, calma. Tá tudo bem.
A gente vai passar por isso junto, tá?
Conta comigo. [beija testa]
[Victor] Besteira. Já falei, tô bem. Olha pra mim.
[Laura] Não, pai, não.
Isso não é uma besteira.
- Você dividiu isso com alguém? - Hum-hum.
Você tem essa mania de querer guardar tudo pra você,
de resolver tudo sozinho. É isso que dá câncer.
- O que dá câncer é cigarro. - Então larga essa porra!
[bipe]
[voz masculina] Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa postal
e estará sujeita à cobrança após o sinal.
Jasmin, sou eu. Me atende aí, na moral, cara.
Porra, tô tentando falar contigo. Quero saber como vocês estão.
Me liga aí quando der, vai. Quero saber como tá a minha filha.
[música melancólica]
[disca]
[chamando]
Seu pai vai precisar muito da sua ajuda.
- Vou fazer de tudo. - [doutora] Que bom.
- Com licença. Muito obrigada. - [doutora] Nada.
[celular toca]
Alô?
- Lalá? - [Laura] Pedro? Pedro, é você?
Vi que teve um assalto na casa do Herlon Costa. Foi você?
Você tá bem? Foi baleado?
Não, tá tudo bem. Não preocupa, não. Tô bem, tá?
Vem cá, tu sabe da Jasmin?
[Laura] Não, tem mó tempão que eu não falo com ela.
Vem cá, quero te falar uma parada.
Tô no hospital com o papai.
- Qual foi? - [Laura] Não, nada.
Ele caiu em casa.
Tá? Não quero falar essas coisas pelo telefone.
Lalá, me conta o que aconteceu. Para de me esconder.
- O que aconteceu? - [Laura] Pedro, olha só.
Só tô avisando que cê vai ter que se virar. O papai não vai poder te ajudar.
Me conta o que aconteceu, porra! Onde vocês estão?
[Laura] Se foi você que fez essa merda, vai ter consequências graves,
- e você vai ter que segurar... - Me fala onde vocês estão!
[Laura] No Francisco Lopes. Ele já vai ter alta, nem adianta vir.
[ligação termina]
Alô, Pedro?
[música tensa]
[porta bate]
[rapaz 1] Tô te falando. Parecia cena de filme, mano.
[rapaz 2] Mentira. Você é muito mentiroso.
Tô te falando. O Dom chegou jogando a moto pra cima dos cana.
Ele chegou lambendo a pista, filho. Foi zim-zim no meio da pista.
- Ah, tô te falando. - [falas indistintas]
[rapaz 2] Ih, o Dom. Qual é, Dom? Pegar onda com a gente hoje?
- [Pedro] Na próxima, vou. Valeu. - [rapaz] Já é. Valeu.
Com certeza. Um ataque a um jornalista não vai ficar impune, não.
Eu mesmo vou cuidar disso.
[põe telefone na mesa]
Agora, toda a imprensa vai ficar na minha cola.
Esse merda vai me foder, Ramalho!
[funga]
Como a gente vai fazer pra pegar esse filho da puta na Rocinha?
A gente cria uma estratégia pra subir e pega ele.
Descobre onde é que esse rato tá entocado na Rocinha.
Eu cuido do resto.
[música de suspense]
[porta abre]
[porta fecha]
[disca]
- Tem nada aí. - Isso não agrada o paladar da realeza.
- Vou fazer o quê? Mas não tá bom? - [Pedro funga]
- Dom, tu tá indo pra onde, porra? - Te devo satisfação, rapá?
A polícia do Rio inteiro tá te caçando, e tu vai descer?
- Foda-se! Tô indo ver meu pai. - Qual é, Dom!
As tiazona tão reclamando do baile.
Que não tá conseguindo descer mais, não, tá?
- Fala tu, Jesus. - Que não é bagunça...
- Qual é? E aí, tranquilão? - Tranquilo, pai.
Bota um pino na minha conta aí.
- [Guimba] Aí. - [Pedro] Valeu.
[Guimba] É nós, irmão.
[ruídos urbanos]
[música tensa]
[música se intensifica]
[sirene soa]
Tá indo aonde com tanta pressa, garotão?
Vem!
[música de suspense]
[Pedro] Pra onde tu tá me levando?
Aí, com todo respeito,
dá pra gente conversar e resolver essa parada, não, pô?
Aí, Prado, quer conversar.
É foda, né, mano?
Achava que tu era mais alto, sabia?
Pedro Dom.
[Victor] Puta que pariu!
Herlon Costa?
Caralho! Onde é que ele tava com a cabeça?
Era melhor ter assaltado o governador.
Preciso achar o Pedro, Lalá.
Você vai fazer o quê, pai? Você vai sair correndo?
[chaves chacoalham]
[Victor] Ai...
Que merda! Preciso falar com ele.
Herlon Costa, caralho!
[Laura] Não tem nada que a gente possa fazer.
Nada que você possa fazer. Nada. Agora nada!
[Victor tosse]
[Laura] Você tem que se cuidar, pai.
Você acabou de ter alta, sossega um pouco.
[Victor beija cabeça]
[moto se aproxima]
[desliga motor]
[música de suspense]
[falas indistintas]
[recepcionista] O seu crachá.
Vai seguir direto, virar à direita e subir o segundo andar, ok?
Boa tarde. Pois não?
[Victor] Oi. Eu vim ver o Herlon Costa.
- O senhor tem horário? - [Victor] Não.
- [recepcionista] Nesse horário, não dá. - Vou esperar.
[recepcionista] Tá ok.
[música de suspense]
Olha só, se liga, hein.
Não vai ficar dando voltinha na pista, não.
Pega mal pra gente, porra.
E não tô aqui pra ficar de babá de marmanjo, sacou?
Bora, mete o pé.
Aê!
Manda um abraço meu pro Colibri.
[ri]
[música de suspense]
[música de suspense termina]
[põe celular na mesa]
[Xandão] Qual é, Dom?
Minha mãe queria trocar uma ideia contigo.
Dona Conceição,
esse aí que é o Dom.
E aí?
Deus te abençoe, viu, meu filho? Tu salvou o meu menino.
Qualquer outro teria deixado ele lá, mas tu, não, tu teve coragem.
- Foi nada. Tá tudo certo. - [Conceição] Não, foi, sim.
Foi, sim.
Tu não sabe o que é ser mãe de um menino preto.
Dar um duro danado pra criar, pra colocar no caminho certo.
Aí vem o tráfico e dá um colar de ouro,
uma pulseira, um tênis, e acaba pegando teu menino.
E quando não é o tráfico, é a polícia.
Aí, Xandão,
que bom que tu tem uma família maneira assim.
E a tua?
[música melancólica]
- Mas tu é um abençoado, meu filho. - Hum...
[Conceição] Não, é, sim.
É, sim.
Presta atenção.
Agora, tu tem uma mãe aqui no morro, viu?
[beija testa]
- De verdade. - Valeu, dona.
- Até amanhã. - [Xandão] Tchau, mãe.
Aí, vou te falar uma parada, irmão.
Achei que tu fosse marrentão, mané,
só que eu tava errado.
Tu é sangue bom pra caralho.
Nunca mais vou esquecer o que tu fez por mim.
- Tamo junto. - [Xandão] Mas qual foi?
Por que tu voltou pra me buscar?
Sei lá, mané. Fiz o que tinha que fazer, tá ligado?
Não ia conseguir te deixar morrer sozinho daquele jeito.
Tem nada pior que isso.
Tamo junto, irmão.
Agora tu é nós, velho. Vamos lá tomar uma cerveja. Chega aí.
- [Pedro] Bora. - [Xandão] Bora!
[música de suspense]
[recepcionista] Ele já tá aqui há três horas. Não sei o que fazer.
Tá. Só um segundo.
Oi. Senhor, por gentileza.
Qual seria o assunto?
Sou o pai do Pedro Dom.
[música se intensifica]
Te juro que faço isso quando eu chegar em casa, tá?
- [segurança] Com licença. - Tá.
[Herlon] Te ligo depois, tá? Beijo. [desliga telefone]
Obrigado por me receber.
Olha, já vou avisando que não tenho muito tempo, tá?
Eu vim pedir desculpas em nome do Pedro.
Você também é pai.
Sabe que nem sempre os filhos seguem o caminho que a gente imaginou pra eles.
O que o senhor quer de mim?
Quero que você me ajude a contar a verdade.
[Herlon] Por favor.
[Victor] Herlon,
de repente, o meu filho virou o inimigo número um da cidade.
Parece que o Pedro é responsável por toda a violência do Rio.
Não, ele é só um garoto.
O seu filho fez muita coisa errada.
Traumatizou muitas famílias, inclusive a minha.
Não tô aqui pra passar uma borracha nos erros do Pedro,
mas estão fazendo um espetáculo com a tragédia da minha família, entende?
Tudo isso só pra vender jornal.
- Pera lá. O seu filho é um criminoso. - [Victor] O meu filho é um doente.
O meu filho é um viciado antes de tudo. O vício levou ele pro crime.
[música de suspense]
E eu já fui policial. Conheço o esquema da droga por dentro.
Você sabe muito bem quanto dinheiro tá envolvido,
quem tá lucrando nessa história.
A gente sabe.
O Rio de Janeiro não produz arma, não produz cocaína.
Então como a gente explica as coisas brotarem aqui dentro?
Não sou eu que tenho que dar esse tipo de resposta.
Mas vocês podem fazer uma investigação séria,
uma investigação profunda, falar o que realmente acontece.
Mostrar que o Pedro é só a ponta desse iceberg.
E o senhor acha que isso vai salvar o seu filho?
Talvez, não,
mas pode ajudar outras famílias.
[Colibri] Essa merda que esse playboy fez vai terminar fedendo pro meu lado.
Se a boca parar, o Vavá vai comer meu rabo.
A Rocinha é minha, mas a facção é dele, caralho.
Amor, deixa o Vavá na Maré com os problemas dele, tá?
- Aqui quem manda é você. - Pois é.
- Aqui quem manda sou eu. - Isso aí.
Eu mando na maior boca de fumo do Brasil, caralho.
Isso.
Mas o playboy tá chamando muita atenção aqui.
Não tô gostando disso.
Amor, olha só, não esquenta a cabeça com isso.
Isso é fogo de palhaço, isso passa.
Presta atenção no tesouro que você tem.
É nisso que você tem que pensar.
Aproveita que esse moleque tá na moda e surfa...
Que mané moda! Que mané moda, caralho!
- Amor, escuta. - Escutar o quê?
Aproveita isso a teu favor.
Aproveita que ele tá valendo mais.
Você pode negociar com quem você quiser, entendeu?
O que eu entendi, Kelly, é que você tá falando demais.
Tá se metendo demais onde não é chamada.
Presta atenção.
[sussurra] Filho da puta.
[falas indistintas]
[Guimba] Ih, aí, piche do Dom, mané.
[música de suspense]
Sangue bom o caralho, mermão!
[música se intensifica]
[arfa]
Tô te falando, irmão. Tu ganhou respeito no morro, Dom.
- Né, não, Xandão? Tá fortão, pô. - [Xandão] Tirou onda, irmão.
[Faísca] Aí, qual é, Dom?
Aí, da próxima vez que tu for, vou contigo, já é?
[Quinado] Pô, virou bagunça?
Vai largar o movimento pra assaltar, menor?
[Faísca] Vou mesmo. O Dom falou que vai me ensinar.
[Quinado] Ih!
Vou com o Dom, já falei com ele.
- Deixa o currículo. - [Faísca] Vou com o Dom, tu vai ver só.
[Quinado ri]
Falou com ele já, Faísca?
Vai largar o movimento pra assaltar?
Como é que é? Hein? Conta pra mim.
Mais alguém aqui tá a fim de largar o movimento
pra assaltar com o menino Dom?
E uma cervejinha? Ninguém vai me servir uma cervejinha?
- Como tá isso? - [Guimba] Na mão, pô.
[Colibri] Eu gostaria de pedir um salve aqui ao meu garoto bom,
que foi sujeito homem...
e ganhou o respeito da minha comunidade.
Salve Pedro Dom.
- [alguns] Aê. Salve. - [Colibri] Salve.
Tu fez por merecer.
Sabe que tu fez por merecer.
Tu sabe a merda que tu fez, né?
Assaltar um figurão da TV? Hein?
[muxoxa]
Tava de cabeça quente,
mas eu tenho que ser justo, que eu sou justo.
Sua parte no assalto.
Valeu.
[Colibri] Guimba, traz aquela da pura.
- [Guimba] Aqui, ó. - Isso.
Esse aqui
é o meu presentinho pra você, ó. [bate na mesa]
[aspira cocaína]
[Colibri] Boa, né?
- Boa pra caralho. - [Colibri] É.
Presta atenção.
A gente
ainda vai ganhar muito dinheiro junto, tá entendendo?
Eu e você.
Dinheiro pra caralho!
[música de suspense]
[ruídos urbanos]
[falas indistintas]
[música de suspense]
[homem] Salve, Guimba. Suave?
Tá vendo esse moleque oxigenado de camisa branca?
- [policial] Positivo. - Pega ele. Pega ele.
[policial] Perdeu, vagabundo.
Desce comigo na moral. Vambora. Vambora.
[carro se aproxima]
[Guimba] Não sei onde ele tá. Nunca nem falei...
[policial dá tapa] Seu filho da puta, tu é do Bonde Dourado. Dá o papo!
[Guimba] Não sou, sou trabalhador. Olha a minha carteira assinada.
- [policial] É o caralho! - [Guimba] Olha a carteira assinada.
[policial] Trabalhador, o caralho! Cadê o Dom?
[dá tapa] Dá o papo, porra!
[Roberto] Deixa eu falar com ele sozinho.
[policial] Vou fumar um cigarro ali, meu chefe. Seu filho da puta!
[arfando]
[porta abre]
Tu é trabalhador?
[arfando]
[Roberto] Tá achando que sou otário, seu merda?
Que sou otário, babaca? Hein? Isso aqui é trabalhador? Hein?
É trabalhador disso aqui, seu merda? Tu é bandido!
Se eu quiser, mando te matar e largo o teu corpo no esgoto,
e a tua família nunca vai saber de você, entendeu, porra?
Se quiser me matar, me mata.
Se eu falar qualquer coisa, já tô morto mesmo.
Não quero matar você, eu vou matar a tua irmã.
Vou matar a tua mãe, vou matar a tua família inteira.
Escuta aqui, eu não quero problema com a facção.
Quero saber cadê o Pedro Dom.
- O Dom não é do Contexto, não. - Ah, não é, não?
- Só que é protegido do chefe. - Protegido até quando?
Se você entregar o paradeiro dele, vai até fazer um favor pro teu chefe.
Fala.
[Laura] Ó, isso aqui tudo já é lixo, viu?
Nota fiscal de dez anos atrás.
[Victor] Confere bem, filha.
[Laura] Conferi, pai. Não sei pra que você guarda isso.
Lembra quando eu te dei?
Eu fiquei um tempão pra fazer isso aqui pra você, tá?
E, depois, eu não deixava você usar.
Fiquei feliz que você pediu ajuda.
[põe cinzeiro na mesa]
[abre gaveta]
Filha, eu preciso que você assine isso aqui.
[faz anotações]
Você tá vendendo a marcenaria?
Não, passei pro teu nome. Uma segurança pro teu futuro.
- Não vou assinar isso, pai. - Como assim?
Você quer o quê?
Que eu aceite que você tá desistindo? É isso?
Filha, você vai assinar. Eu tô querendo facilitar as coisas.
Não vou assinar.
[Victor] Quero que você não dependa de ninguém lá na frente.
Quando eu não estiver mais aqui, você vai poder ajudar o Pedro.
E quem te falou que eu quero ajudar o Pedro?
Ele é teu irmão.
E eu tenho a minha família, tenho a minha vida.
Tô tentando engravidar, você sabe disso.
Eu comecei a fazer terapia e sabe o que eu descobri?
Que eu não faço ideia de quem você é, pai.
[põe papéis na mesa]
[música melancólica]
Quero te mostrar uma coisa.
[abre gaveta]
Fui ausente, eu sei.
Você teve que amadurecer cedo.
Você assumiu problemas que nem eram seus.
Não te dei o amor que você merecia.
Não sei se você vai conseguir me perdoar pelos erros que cometi.
Que cometi com você e com o Pedro.
Mas, talvez,
isso aqui
te faça entender um pouco o que eu tentei fazer.
Toma.
[Roberto] A gente sabe que o Dom tá no alto do morro.
Eu sei que é difícil, a polícia nunca entrou lá,
mas se a gente trabalhar em conjunto, consegue fazer uma força...
[Marcelo] Uma operação dessas vai demandar muito recurso.
[Roberto] Mas, daqui a pouco, ele não tá mais lá.
[Messias] Senhores, isso pode virar uma grande guerra, pô.
A gente tem um acerto com a facção. Vamos quebrar isso?
Quebrar, não, flexibilizar.
[batidas na porta]
[secretária] Secretário, o governador tá na linha.
[porta bate]
[bipe]
[Aldo] Governador?
Governador, estamos perdendo o respeito.
Temos que tomar as rédeas da cidade.
A população tá esperando essa resposta.
Qual é a sua posição, governador?
Certeza?
Correto.
Ele autorizou.
Vamos em frente.
[música de suspense]
[voz de Victor] "Todos os dias, tento me esquecer de um passado
que ainda me assombra."
[música sacra]
[Victor] Uma missão na Colômbia? Isso é um ato de guerra.
[Arcanjo] É por lá que a cocaína tá entrando no Brasil.
Eu não acho que essa missão seja pra mim, Arcanjo.
Eu preciso de você, Victor.
Eu não tenho ninguém pra liderar essa missão.
Fora do Brasil e sem o apoio oficial.
Quer dizer que se eu morrer, ninguém vai ficar sabendo, é isso?
As autoridades colombianas estão envolvidas.
Não podemos contar com eles.
Quem é o alvo?
[música tensa]
[passos se aproximam]
[Victor] Só deixar por aqui, junto com as outras.
[homem] Sim, senhor.
[Chico] O homem chegou, vou te apresentar.
Puta que pariu, hein, professor?
Não consigo me livrar de ti, porra. [ri]
[Victor] Chico, seu filho da puta!
[ambos riem]
Claro que você ia tá numa roubada dessa, né? Claro.
[ri] Deixa eu te apresentar o Severo.
- Às ordens, comandante. - Pode deixar isso de lado.
- Prazer, Victor. - [Severo] Severo.
- Bom dia, senhores. - [Victor] Bom dia.
Esse é o Coronel Jonas. Ele será o responsável pela missão.
Qualquer dúvida, se reportem a ele.
[Jonas] Muito prazer. Escutei muito falar de vocês.
Vamos ao que interessa.
Vocês serão deixados aqui na fronteira com a Colômbia.
Seguirão essa trilha para o leste.
O nosso infiltrado Rafa encontrará vocês e os levará para Vila Esperança.
Senha: beijo da bruxa.
Contrassenha: jardim do diabo.
Vocês vão chegar no dia da Festa de São Pedro.
- O Juan estará lá. - [Arcanjo] Juan Calderas, o nosso alvo.
Ele é um dos principais membros do Cartel de Cali.
[Jonas] O objetivo é eliminar Juan Calderas
e destruir as principais instalações que vocês encontrarem.
- Alguma dúvida? - [homens] Não, senhor.
Boa sorte.
[motor de helicóptero]
[música de suspense]
[piloto dá partida]
[música de suspense termina]
[celular vibra]
[põe cinzeiro na mesa]
[Victor] Oi, Lia.
- Oi. - [Victor] Entra.
- [ambos sorriem] - [Victor] E aí?
Resolvi retribuir o que você fez por mim.
- [Victor] Pra mim, é? - [sorri]
[Victor] Entra. E aí?
Licença.
[porta bate]
- [Victor] Linda. - [Lia sorri] Gostou?
- [Victor] Quer beber alguma coisa? - [Lia] O que você tá bebendo?
- Uísque. Vai? - [Lia] Uôu! Sim.
É, eu tava bem aqui perto. Resolvi passar pra te ver.
- Fiz mal? - Não.
Não.
- Saúde. - [Lia] Saúde.
[Victor] Senta aí.
Ah...
Tá tudo bem?
Tá. Tá tudo bem.
- [Lia sorri] - [sussurra] Linda.
[Lia] É que você não tá com uma cara muito boa, né?
O que foi?
[Victor] Lia, eu...
O que aconteceu? Você quer falar?
Pode ser bom.
Você é incrível. Você é uma mulher maravilhosa.
Mas eu...
eu não consigo.
Agora, eu não consigo, não posso.
Não tô te entendendo, Victor.
Lembra que falei que eu era uma encrenca?
Sim.
- E? - [Victor] E...
eu sou o pai do Pedro Dom.
[música de suspense]
[risos ao fundo]
[música tocando ao fundo]
Colibri?
Colibri?
♪
Olha, que surpresa boa!
- O Colibri tá aí? - [Kelly] Não tá.
Tá na Maré despachando com o Vavá.
Tá ligada se ele vai demorar?
Não sei.
- Demorou. Depois, eu volto aí. - [Kelly] Que isso? Calma! Aqui, ó.
Espera ele aqui. Fica à vontade.
♪
Então quer dizer que, agora, você é amigo do rei?
[Pedro] Até eu pagar o que devo e meter o pé daqui.
[aspira]
[Kelly] Entendi. Mas você sabe que tem dedo meu nessa amizade aí, né?
[sorri]
Homem é muito...
muito devagar, sabe, pra entender as coisas.
Muito devagar.
[música tensa]
[Colibri] Presta atenção! O Vavá acabou de me falar
que amanhã vai ter uma megaoperação da polícia aqui.
Eles querem o Dom. Guimba, o negócio é o seguinte.
Você pega todo o pó, maloca lá naqueles tambor
e enterra na gruta num lugar diferente. Anda!
- [Guimba] Bora! - [Colibri] Xandão, espalha pra geral.
Fala pra todo mundo pegar o fuzil, se trancar dentro de casa, ficar entocado.
- [Xandão] Demorou. - [Colibri] Tá bom? Anda!
- [homens] Bora, bora! - Vocês dois vêm comigo.
[música tensa]
[Kelly] Aqui, ó.
Tô sem nada.
Quer mais um pouquinho?
[música tensa]
Aqui, ó.
Fica à vontade.
[Xampu] Qual é, Colibri? Ficar entocado?
Os vermes vai subir aí, alguém vai rodar.
- Relaxou, Xampu. - Ninguém vai rodar nessa porra.
É pros fogueteiro fazer barulho quando os cana chegar, só isso. Bora.
- Tá neurótico, parceiro? - [Xampu] Ô!
[Pedro aspira cocaína]
[funga]
[faz sexo oral]
[geme]
[música tensa]
[Colibri] Tô achando melhor você descer e pedir ao pessoal
pra reforçar a vigia nas duas entrada da favela.
- Já é. - [Colibri] Anda, vai!
Você sobe lá e avisa ao Dom pra ele ficar entocado.
Vai! Vai, caralho!
[Kelly] Dom, Dom!
[música tensa]
[Kelly] Como foi lá com o Vavá, amor?
Os cana estão vindo com tudo.
Eu tava no meio do caminho quando o Vavá me deu a letra.
- Pô, vamos subir até isso aqui? - A pé, cara. A moto tá lá em cima.
[cachorros latindo ao fundo]
[arfando]
[Roberto] Esse é o nosso alvo principal.
Pedro Dom
é protegido pelo tráfico.
Os moradores sabem exatamente onde ele se encontra.
As informações que a gente tem é que ele tá no Laboriaux.
É uma área de difícil acesso, a gente sabe disso.
Por isso é muito importante a gente entrar com atenção,
foco, senão ele vai fugir.
Vou passar a palavra pro Comandante Marcelo. Comandante.
[Marcelo] Senhores, a equipe Alpha vai entrar pela Boiadeiro,
a equipe Bravo vai entrar pela Via Ápia,
e a equipe Challenge vai entrar pela Estrada da Gávea.
- Vocês ouviram bem? - [policiais] Sim, senhor!
- [Marcelo] Agora vamos! - [policial] Bora lá!
[falas indistintas]
[música de suspense]
[Quinado] E se a polícia subir, vai ser ataque soviético pra cima deles.
Manda abacaxi nesse filho da puta, irmão!
[Pedro] Aqui, tu vai se foder.
Os cara estão atrás de mim. Eu sou o alvo dessa porra.
[Quinado] Se liga! Já nasci com o alvo na cabeça, Dom.
Guerra de facção, polícia invadir, bala perdida.
Eu vivi essa porra toda, irmão.
Hoje, nós só tem que sobreviver, parceiro.
[funga]
[Carla] Fecha tudo.
[policial] Fecha aí, fecha, vai!
[falas indistintas]
Vai fechar a porra toda hoje! Não quero nada aberto aqui, hein!
[falas indistintas]
[sirene soa]
- Como tá? O comandante do CERE, cadê? - [policial] Tá aqui.
- [Roberto] Tudo certo? - Tudo certo.
A Bravo foi pela Via Ápia e o Beta pelo valão.
Carla, como tá a Estrada da Gávea?
[Carla] Tá fechada. O CORE tá lá em cima.
[helicóptero se aproxima]
[Roberto] Todo mundo na escuta aí?
Avisa lá pra fechar a porra toda.
[pavio queimando]
[fogos estouram]
[funga]
[Xandão bate na porta] Qual é, Dom?
A polícia cercou o morro todo já.
[Pedro] Puta que pariu. Mete o pé daqui.
Vou te deixar sozinho?
Quer ser preso de novo por minha causa?
Foda-se! Nós é família. Entra na merda junto e sai junto.
Escuta! Mete o pé daqui!
Tu não vai se foder de novo por minha causa.
Eu vou ficar entocado aqui. Mete o pé!
Vaza, irmão. Vai.
Vai!
[funga]
[música tensa]
[cacareja]
[policial 1] Foi, foi, foi.
Vamos, vamos, vamos!
- [policial 2] Passa! - [policial 1] Vem, vem!
[policial 2] Vambora! Levanta a mão todo mundo!
Não olha pra mim, não! Vai todo mundo pra esquerda!
Vambora, porra! Vambora! Bota a mão na parede todo mundo!
[falas indistintas]
- Cadê o Dom? - Não sei, senhor.
[policial 1] Bota a mão pra trás!
[policial 2] Subiu, subiu. Bora!
[falas indistintas]
[policial] Bora! Fecha!
Entra, entra, entra!
Fecha, fecha!
[falas indistintas]
- [policial 1] Entra! - [policial 2] Atividade aí!
[música tensa]
[sussurra] Ah, caralho. Puta que pariu.
[fogos estouram]
[funga]
[aspira cocaína]
[helicóptero se aproxima]
[policial] Fecha essa merda! Fecha essa porra, filha da puta!
Tá pegando fogo, porra!
Fogo na barricada! Barricada!
Zero Um, barricada ali na frente, hein.
[policial] Barricada é o caralho! Vara essa porra!
[falas indistintas]
[policial] Entra, entra!
[Roberto] Avisa pra focar na laje de lá.
Não é pra ninguém passar, revistar todo mundo.
Comandante Marcos, equipe Alpha, equipe Bravo?
[Marcos] Tudo positivo.
Tudo certo? Atiradores já estão na posição?
[Marcos] Na posição.
Qualquer mandado de prisão em aberto, reporta aqui pra baixo.
[no rádio] Manter o foco. Manter o foco.
[música tensa]
[Xandão] Sai daí, Dom! Vem!
Os caras estão chegando. Vem! Bora, bora!
[helicóptero se aproxima]
[música se intensifica]
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.