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Original subtitles

O quê?

Nunca estivemos aqui. Não sabemos de nada.

Acordaste ontem e descobriste a tua consciência?

Não foi ontem. Foi hoje.

- Mãe! - O que é aquilo?

Uma ratazana morta.

Quem ordenou que me atacassem? Tu?

O Lujo Kralj? Quem?

Eu quero vê-lo.

Danilo, vamos buscá-lo.

Quem me conhece não se atreveria a tocar no Viktor.

Se o Batur encontrar o assassino antes de nós,

teremos um novo cadáver em 24 horas.

- Onde está o carro? - Kiki, temos um problema sério.

- Estás a ouvir? - Depois, falamos.

Não consigo aguentar mais isto. Não consigo.

Eles apanharam-no.

Não pode ser!

Nada nos acorda como uma arma apontada à cabeça.

Estão dispostos a ir até ao fim?

Descubram isso e vão ainda mais longe.

Senhoras e senhores, este é o quarto passo para o sucesso.

Então, caiu das escadas?

- Desculpe? - Estou só a brincar.

Levante o braço.

Sabe, uma mulher aparece e diz que caiu das escadas.

E a verdade é que foi agredida pelo marido.

Pronto. Já está.

Pronto.

Pode retirar o braço.

Está a ver? Está como novo. Sente dores?

- Não. - Está como novo.

Já está? Posso fazer o que quiser com ele?

Pode fazer o que quiser, desde que não sinta dores.

- O que eu quiser? - Sim.

Sim, não sinto qualquer dor.

Esqueça isso. São 17 lipas vezes 19 000 m.

Poupou-me muito dinheiro. Dá para um almoço no Jole.

Bom dia, Sr. Oreb. Gordana Kalic. Lembra-se de mim?

Não tenho tempo agora.

É importante. Estamos a investigar um homicídio.

- Este martelo é seu? - Não.

Outra vez as mesmas tretas?

Tem a certeza? Veja com atenção.

Este é o meu martelo.

Infelizmente, não posso ajudá-la com mais nada.

E este é você com Lujo Kralj, o arquiteto, certo?

Você deu-me uma grande ajuda. Obrigada.

Foda-se!

- Estou? - Lujo.

Sim?

Porque é que a irmã da Jasna veio à procura de martelos

e assassinos no meu escritório?

Kiki?

Então, meu? Preciso do carro. Estou com pressa.

O que se passa?

Ela foi-se embora e levou a criança.

Lamento, parceiro.

Anima-te.

Anima-te. Estamos livres.

Hoje é um grande dia.

Pega noutra garrafa de vinho e vai atras dela.

Eu tenho de ir.

- Olá. - Faltaste à escola outra vez.

- O quê? - Vais arranjar sarilhos.

- Que horas são? - Despacha-te ou arranjas sarilhos.

Tu agora és o meu pai?

Ele apanhou-te por estares bêbada ontem à noite?

Espera.

Que dia é hoje? É o dia das pensões?

- Quais pensões? - De invalidez.

O quê? Não estou a perceber.

Queres vir até cá? Estou sozinha.

Sou eu. Onde estás?

Olá.

Só vim para te ver e ao teu braço.

Que se lixe o almoço. Tiraste o gesso. Devíamos celebrar.

Não posso demorar-me por causa do trabalho.

Toma. Olha.

Podes olhar.

Tiraram-na quando te puseram o gesso e deram-ma.

Tinha um pequeno risco. Mandei arranjá-la. Não se vê.

Se a aliança pode ser arranjada, talvez o nosso casamento também.

Então?

Está bem. Vou voltar para o trabalho.

Só há impressões parciais no martelo. Nada que se aproveite.

- Quero o ADN. O que é isto? - As declarações de Anita Batur.

Febo!

- Febo? - Kalic.

Esta é a inspetora-chefe, Gordana Kalic.

Ante Lopar, advogado do Sr. Batur.

Fiquei preocupado, agora que vi a sua cara.

- Conhece-a? - Andámos na faculdade de Direito.

A irmã dela e eu.

Estas acusações sobre os 2 kg de marijuana

não têm nada a ver com o meu cliente.

Sim, ele só consome cocaína e heroína.

Porquê o sarcasmo?

Vamos cooperar totalmente com a investigação.

Obrigada. Ele já podia ter pensado nisso antes. Com licença.

A Anita Batur falou num Opel prateado.

Ela nem sequer viu as matrículas. Alguém apareceu de noite,

falou com o Danilo, e ela não conseguiu ouvi-los.

Lembras-te de quem andava com um Opel prateado? Há uma semana?

Na ponte.

Ela?

Quero as gravações de vigilância da casa.

Estão num servidor algures.

Teríamos de arranjar as palavras-passe. Vai demorar.

Sr. Lopar?

Falou a sério quanto à colaboração? Ele tem de contar-me tudo.

Claro.

Temos de esclarecer uma coisa. Quais são as acusações?

Assassinar o seu filho e posse de marijuana?

O seu cliente está a ser investigado. Quem sabe o que pode surgir?

E você estava no lugar errado à hora errada, ontem à noite?

Eu fui tramado.

- Foi uma cilada. - Quem o tramou?

Ontem apareceu um tipo a dizer que era amigo da Blanka.

Ele deu-me a morada. Eu fui à garagem pela primeira vez.

E depois, vocês apareceram, no lugar certo, à hora certa.

O seu filho alguma vez fez negócios com Lujo Kralj?

Lujo Kralj? Nem pensar!

Se o Lujo Kralj me aparecesse à porta,

eu saberia com quem estava a lidar.

Não tem de preocupar-se com quem me tramou nem porquê.

- Eu trato disso. - Danilo, por favor.

Eu hei de encontrá-los.

Um a um...

Vou matá-los todos.

Não acho que isto seja cooperar.

Então? Qual é a sua definição?

Para começar, quero as gravações de vigilância

sem ter de preocupar-me com mandados.

Liguem à empresa de vigilância. Eles têm tudo.

Eu posso arranjar isso. Website, palavra-passe, tudo.

- Quando? - Hoje.

Está bem.

Não precisam das gravações de vigilância.

A rapariga sabe de tudo.

Só têm de fazê-la falar.

Foi a tua primeira vez?

Anda!

Blanka!

- Fecha a porta. - Abre, Blanka!

Blanka! Abre!

Faltas à escola para andares na brincadeira?

Abre a porta! Sabes que mais?

Tu e esse magricela estão lixados!

Sr. Antic, está tudo bem.

O Sr. Antic já tas diz quando eu te lixar!

Abre a porta, Blanka!

Blanka! Abre a porta!

Blanka.

Deixa estar!

Ele está bêbedo.

Sr. Antic, está bem?

Não é a primeira vez que bebe. Pega nas tuas coisas.

Anda!

O juiz da investigação. Daqui a uma hora. Ele tem perguntas.

Que perguntas?

Parece que a divisão de Narcóticos sabe de alguma coisa.

- O que disse o Batur? - Que vai encontrá-los e matá-los.

A mulher da ponte deve estar envolvida.

- Vou falar com ela. - Que mulher?

- Vejo-te daqui a uma hora. - Cá estarei.

- Aqui tem. - Obrigado, Vera.

Isto já acabou?

Talvez pudesse telefonar aos outros para voltarem ao trabalho.

Sim, talvez possa fazer isso. Obrigado.

- Então? O que aconteceu? - O quê?

- Está tudo bem? - Sim. Porquê?

Há alguma coisa que não esteja?

Porque me telefonaste?

Céus, Vinka. Está tudo bem.

Só queria falar contigo.

- Desculpa. Estou a dar em doida. - Eu só telefonei...

Acho que podemos conversar mesmo quando está tudo bem.

Pensei que estavas ocupado a construir o futuro da nossa cidade.

Tenho sempre tempo para os amigos e amigas verdadeiros.

Tens muitos amigos e amigas?

Verdadeiros, não tenho.

Desculpa, eu volto a ligar-te.

Olá. Espero não estar a interromper.

Posso entrar por um momento?

- Claro. Entre. - Obrigada.

Não sabia que lidava com casos como o meu.

Não lido, mas você foi atacada por um profissional.

Pensei: "Quem poderia tê-la como alvo?"

É ele, o homem que a atacou.

Como é que sabe?

Sabe alguma coisa sobre o homicídio de Viktor Batur?

Não. Como poderia...?

O homem que a atacou comprou uma ratazana

que encontrámos junto ao corpo.

- Uma ratazana? - Sim.

Talvez o ataque tenha algo a ver com o homicídio.

Alguma vez esteve com o Viktor ou com o pai dele?

Não.

Desculpe, eu..

Eu estou a ser investigada?

Eu investigo tudo o que seja relevante para o caso.

Sabe para quem é que este homem trabalha?

Não.

Já ouviu falar do Lujo Kralj?

Sra. Coric?

Não.

Acho que é tudo uma coincidência.

Uma coincidência?

Sim, talvez você tenha razão.

Só que há demasiadas coincidências.

Por exemplo, alguém foi à casa do Danilo Batur, ontem à noite,

num carro igual ao seu.

Isso também é uma coincidência?

Não sei nada sobre isso.

Está bem.

É tudo. Por agora.

Olá. Tenho um problema.

Tenho de te ver. Onde estás?

Está bem.

Qual é o problema agora?

A inspetora Kalic veio perguntar-me onde é que eu estive ontem à noite.

Acho que ela sabe que eu fui a casa do Danilo.

- Como poderia ela saber? - Não sei.

Ela só me fez perguntas.

E ela encontrou a ratazana.

Que ratazana?

Eu...

Quando me deram alta nas Urgências,

depois da ponte, eu fui para casa,

e havia uma ratazana morta à porta do meu apartamento.

Eu saí para deitá-la fora e vi-vos aos quatro no parque.

Esqueci-me completamente que deixei a ratazana morta lá.

Então, eles têm provas que te colocam no local?

O que lhe disseste?

Nada.

Evitei dar respostas.

Mas se ela me tivesse pressionado...

Vinka,

não podes dizer-lhe nada.

Eu sei.

Eu sei.

E se ela souber

que eu estou a mentir?

Se ela sabe que foste a casa do Danilo Batur,

é provável que também saiba que eu estive aqui.

Entrar em pânico não serve de nada.

O que fazemos agora?

Somos os únicos que sabem o que aconteceu.

Haris!

- Onde está ele? - Não sei.

Diga-lhe que o Lujo está à procura dele

para saber onde está a porra do martelo dele.

E quando a Polícia aparecer, bico calado. Entendido?

O que se passa?

- Nada. - Nada?

Estou só a pensar em tudo o que fizeste para me proteger,

e que ainda não acabou.

Pode ter começado assim, mas já não se resume a ti.

É sobre nós.

Estou?

Vera, o que é que ele disse sobre o martelo?

Haris?

Haris, que martelo?

O que vamos fazer agora?

Haris, aonde vais?

Haris!

Temos acesso às gravações do Bator.

A divisão de Narcóticos pediu-nos

tudo o que tivéssemos sobre o Danilo e as drogas.

Cuidado com as palavras. Sem teorias, apenas factos.

Não podes deixá-los ficar com o caso.

- Olá, pessoal. - Olá.

Deixo-vos à vontade.

- Sr. Lijevak. - Olá.

O que descobriram sobre o homicídio?

A garagem era o seu esconderijo.

Quando processarmos isso, saberemos mais.

A marijuana é relevante ou não?

O problema é que, se determinarem que a marijuana é do Viktor,

nós não teremos provas contra o Batur.

Nós? O vosso departamento?

Então, se vocês acusarem o Batur,

eu devo separar a investigação sobre a marijuana?

Está tudo ligado. Não podemos dividir o caso.

Ligado? Como assim?

Ainda não posso responder a isso.

Então, não têm nada.

Porque é que os pneus foram rasgados?

Porque é que ele pôs as fotos no carro?

- Não sei dizer. - Nesse caso, tudo bem.

Nós temos o martelo. Pertence ao sócio do Lujo Kralj.

Também temos uma ratazana, comprada por outro sócio dele.

Vamos reunir-nos amanhã, e vocês explicarão tudo.

Eu decidirei com base nas provas, não em elementos circunstanciais

ou teorias malucas. Chefe!

Eu já ouvi o suficiente. Obrigado.

Foda-se, Kalic. Tudo o que dizem sobre ti é verdade.

- Deixaste o martelo na garagem? - Não está no teu carro?

Está com a Polícia. És um idiota.

Eu tinha de partir o cadeado.

Mais valia teres partido a cabeça.

Ando aflito há vários dias, a tentar desviar-me...

Vai-te foder! Eu não matei o Viktor.

Aquilo que andamos a fazer, não é para me salvar.

Se encontrarem as minhas impressões, sou eu que me lixo, não és tu!

Por isso, obrigado por me mandares à garagem para fazer merda.

E eu não estou lixado? Eles sabem do martelo.

Tu sabes quem é o Lujo Kralj?

Reza para que a Polícia te apanhe antes dele!

Ele tem-me telefonado todos os dias por causa do martelo.

Estamos todos lixados! Por causa do martelo.

Eu já estou lixado. Eu perdi tudo, meu.

Esta manhã, eu fui ter com a Vinka. Eu estava pronto para entregar-me.

Arcar com as culpas dela. Para ela salvar a minha casa.

Vai-te foder, cabrão!

Eu devia ter ficado em casa. Ainda teria a minha família.

Tivemos de fazê-lo. Pela Blanka.

Faz algo por mim agora. Livra-me deste problema.

Podíamos ir para Milão. Darias um ótimo modelo

para revistas gay.

Não estás preocupada com o teu pai?

Tens de aprender a trabalhar com a câmara. Agarra os tomates.

- Estou a falar a sério. - Eu também.

Porque haveria de ficar aqui?

Para acabar o curso? Limpar quartos?

- Precisas de curso para isso. - Porquê perder tempo?

Virias comigo?

Acho que consigo arranjar dinheiro.

Que dinheiro?

Para nos aguentarmos durante uns meses.

- Estás a falar a sério? - Sim.

Pronto, cara de pato. Mas dá-me uma foto gay.

Faz beicinho, parvo.

Ele tem a certeza de que era a mulher do Janjic?

Sim. O juiz mencionou que a Gordana Kalic

está a investigar a agressão na ponte. O Jan foi verificar,

seguiu a Vinka Coric e viu-os juntos.

Quero que analises todos os detalhes da investigação.

Como é que o Haris conhece essa tal Vinka?

Pede ao juiz que te dê tudo o que eles têm. Tudo.

Imediatamente. Eu trato do Haris.

Vai.

LIMPEZA A SECO BISER

SURPRESA ABERTURA, HOJE ÀS 22H

LIMPEZA A SECO BISER

Mujadzevic.

Haris Mujadzevic. Sim.

Está bem. Ótimo.

Obrigado. Até breve.

Nada. Podes ficar descansado.

Se eu te der mais nomes, podes verificá-los também?

Haris, não é assim tão simples.

Eu fiquei a dever favores.

Eles não podem chegar a ti através do martelo.

- Sabe-se lá quantos existem. - Exatamente três.

O meu, o do Petar Oreb e o do Lujo Kralj.

Foda-se. O Lujo sabe?

É por isso que não tens atendido as chamadas dele.

Não sejas doido. Telefona-lhe e explica-lhe.

Ele faz dois telefonemas, e tudo fica mais fácil.

Nada é mais fácil com ele.

Haris, eles têm o martelo.

- Queres que eu lhe telefone? - Não.

Eu telefono-lhe quando souber mais.

Chefe, o Topoljak quer uma cópia do caso.

Apontamentos, relatórios...

Tenho de levá-los ao escritório do Ministro.

- Passa-se alguma coisa? - Podes fazer as cópias.

Estou ocupada.

Isto aconteceu da última vez que investiguei o Lujo Kralj.

Eu encontro provas, e eles levam-nas.

- Posso ajudá-lo? - Estou à espera do meu cliente.

Foi chamado para aprofundar as declarações.

- Por quem? - Pelo seu patrão.

Dois colegas seus têm perguntas sobre a marijuana.

Sra. Kalic, quem está a dirigir a investigação contra o meu cliente?

Estás a fantasiar sobre fugir de casa?

Já fantasiei sobre coisas piores.

Podes dar-me uma resposta direta por uma vez na vida?

Achas que é o momento para estares com essa atitude?

Não, agora é o momento para beberes mais.

Olha, o meu pai está a perder o controlo.

Não vou aturar mais isto.

Vou ficar na casa de campo do meu avô e, depois, vendo-a.

Depois, vou-me embora.

- Não consegui abrir o contentor. - O quê?

Estás doida? O que tens?

Vão apanhar-nos por causa da ratazana. O contentor...

- Então? - O Haris saiu a correr.

Foi para onde?

Onde está ele agora?

Eu vou à procura dele. Vê se te recompões.

Sim.

Não, chefe. Eu percebo, mas, você deixou-os falar

com o meu prisioneiro e trouxe-os para o meu caso.

Por isso, peço-lhe que lide com isso.

Não, isso está controlado agora.

Será como eu prometi.

Sim, houve uma situação,

mas amanhã recuperaremos o controlo.

Eu não causei o problema. Eu vou resolvê-lo,

mas percebo a mensagem.

Está tudo a correr como combinado.

Entendido. Falamos amanhã.

Custaste-me 10 anos de vida. Senta-te.

Dá-me isso. Esta merda é grande?

O Lijevak tinha razão.

Este é o ficheiro da Polícia que menciona o teu nome.

Procurei-te o dia todo. Fiz telefonemas, pedi favores.

Ofereci tudo e mais alguma coisa. E estou às escuras.

Sabes com quem estamos a lidar?

Achas que será só a minha cabeça em jogo se o acordo falhar?

Posso ver o que eles dizem?

O que é que diz?

Diz que estás fodido. A tua vida está nas minhas mãos

a partir de agora.

Apareces nas gravações de vídeo com o pai do miúdo assassinado.

Têm uma foto do Jan.

Têm uma foto do Jan mesmo ao lado da foto do teu martelo.

O meu nome também aparece.

Se não fosses tu, mas outro, a meter-me nesta merda,

estariam a raspar os miolos dessa pessoa do chão.

Não quis meter-te em coisa nenhuma. Aconteceu.

Desculpa.

Podes ajudar-me?

- Podes fazer alguma coisa? - Estás bem fodido.

Eu devia anunciar que saíste do Kalem há uma semana

e que já não estás envolvido no projeto.

Era o que querias, certo?

Isto é a versão 3 do Kalem. Se me ajudares com a Polícia,

eu fico no projeto, e desenvolveremos a versão mais barata,

a que tu querias.

Assim está melhor.

Já estou em contacto com o juiz.

Ele será recetivo. Eu prometi que ajudaríamos

com a investigação, e tu nem tens de ser testemunha.

Só temos de escolher bem quem irá parar à cadeia.

Não.

Estou a oferecer-me para ficar como arquiteto principal,

mas ninguém vai para a cadeia.

Não há outra maneira. Posso safar-te, mas só a ti.

Tens de arranjar maneira. Caso contrário, não me safes.

Haris.

Esses cremes antirrugas que pões à noite,

são usados como lubrificantes na prisão.

- Olá, Blanka. - Inspetora.

Ele não está no escritório. Não pode esconder-se para sempre.

- Quem? - Eu sei sobre o Mujadzevic,

tu e a Vinka Coric.

Andam metidos com cabrões da pesada.

Eu tive um encontro com eles.

Quando as coisas ficarem feias, eles vão lixar-te.

- Obrigada, mas... - Acabou.

Chega de pedir-te para não mentires.

Sabes o que estás a fazer, não sabes? Adeus.

- O Haris? - Ele não está.

- Quando volta? - Não sei.

- Vera, onde está ele? - Não sei.

O que se passa aqui?

Eu telefonei ao Fran.

Começo na pizaria amanhã.

E vendi o meu carro.

- Para o pagamento inicial. - Pagamento inicial de quê?

Que se fodam o apartamento e o banco.

Eles que fiquem com ele.

Olha. Repara nisto.

Um pequeno presente para os oficiais de diligência,

quando aparecerem no apartamento amanhã.

Que nojo.

Kiki, és mesmo um idiota.

- Desculpa. Pois sou. - Não tens de pedir desculpa.

Mas que merda.

Foda-se.

Qual é a pressa, seu abutre?

Ouve...

Disseste que ias deixar isto.

Perdi 100 kuna. Não te enerves por causa de uns trocos.

Olha, eu prometo. Acabou. Foi a última vez.

- Tudo voltará a ser como era. - Já é como era, contigo a mentir.

Cem kuna aqui, trezentos ali... Foi assim que começou, Ivo.

Quanto tempo até fazeres com que me batam outra vez?

Ouve... Não é a mesma coisa.

Eu juro-te.

Não, vai ser ainda pior.

A noite passada, mesmo antes da chamada anónima,

estes três fizeram uma visita ao Danilo Batur.

Haris Mujadzevic, arquiteto e proprietário do M45,

Vinka Coric e Blanka Antic.

A chamada veio de um número oculto,

mas eu pedi uma lista de chamadas à operadora,

e a linha pertence ao M45.

Então o Danilo tinha razão e foi uma cilada?

Sim.

Ou eles mataram o Viktor ou sabem o que aconteceu.

Eu acho que o martelo pertence ao Mujadzevic.

Se o ADN corresponder aos traços na vítima,

saberemos que ele estava lá quando o Viktor foi morto.

Consegues ligar estes três?

Vou chamá-los à esquadra para um interrogatório.

Veremos o que acontece quando eu os pressionar.

Ouve, precisamos de confissões

ou eles tiram-nos o caso.

Não menciones o nome Lujo Kralj.

Chefe, Mujadzevic, o arquiteto, trabalha para o Kralj.

Jan, o que comprou a ratazana, trabalha para o Kralj.

- Tens a certeza? - Ou trabalhava,

quando investiguei o Kralj da primeira vez.

Está bem.

Se tiveres razão, precisamos de mais para além do martelo e da ratazana.

O gabinete do Ministro

não me tem telefonado por causa do Batur.

Da última vez, foste transferida. Desta vez, vão despedir-te.

Eu estou certa.

- Estou? - Olá.

- Queres tomar café? - Que horas são?

- Vem até cá. - Está bem.

- Tens tudo para Educação Física? - Sim.

Adeus.

Já vou.

Olá, Sra. Coric. Por favor, acompanhe-nos à esquadra.

Precisamos das suas declarações.

Está bem. Eu vou vestir-me.

- Estou? - A Vinka foi presa.

Onde estás? Mas que merda se passa?

Haris? Estou?

Devo informá-la que o interrogatório será gravado.

Faço-lhe a pergunta que fiz ontem.

Foi a casa do Danilo Batur na noite de anteontem?

Por favor, responda por palavras. Esteve lá?

- Não. - Não?

Posso prendê-la por prestar falso testemunho.

Sra. Coric?

Agora, só a verdade pode ajudá-la.

Só um momento.

Ela desapareceu.

- Viram na escola? - Sim.

- O arquiteto? - Desapareceu.

O juiz deve estar a chegar. Eu prometi-lhe novas declarações.

Se não tivermos nada, ele passará o caso

para os parvos dos Narcóticos.

Então? O que fazemos agora? Devo prendê-la?

Quem matou o Viktor Batur?

Há três coisas que não percebo.

Qual é a ligação entre você, a Blanka e o Haris Mujadzevic?

Onde está a faca?

E porque é que o Lujo Kralj queria ver o Viktor morto?

Lujo Kralj?

Primeiro, ele mandou espancá-la. E depois?

Obrigou-a a atrair o Viktor?

Porque é que protege um homem que mandou espancá-la?

Não estou interessada em si, só nele.

Há cinco anos, ele mandou um camião atropelar a minha irmã.

Você está a proteger quem a matou. E eu vou provar

que ele está por detrás disto.

Vamos recomeçar.

Porque é que o Lujo Kralj mandou espancá-la?

O meu marido devia dinheiro.

E?

Você não percebe.

Eu não estou a protegê-lo.

Isto não tem nada a ver com ele.

Nessa noite, eu...

Aconteceu tudo muito depressa.

A ratazana estava à porta.

Agora não.

Eu matei o Viktor Batur.

Soltem a Vinka Coric. Ela não tem nada a ver com isso.

Libertem-na.

Tragam-na para fora.

Ainda não acabámos. Volte para casa, por agora.

- Depois, retomaremos. - Não faças isto, Haris.

Ele que telefone ao advogado dele. Não faças perguntas antes.

Podem lixar-nos se fizeres isso.

Já a soltaram?

Procuraram pelo meu cliente em casa e no escritório dele.

O seu cliente acabou de confessar o homicídio de Viktor Batur.

Até descobrirmos o que se passa, suspendam a investigação.

Gordana?

- Porque matou o Viktor Batur? - Solte o meu cliente.

Alguém lhe ordenou?

Gordana, abre! É uma ordem! Ouviste?

Quem lhe ordenou que o fizesse? O Lujo Kralj?

Se você cometeu um homicídio, e se colaborar e confessar tudo...

A confissão não vale nada

se ele não tiver um advogado, Gordana!

Aquilo é verdade?

Nino, anda cá!

A minha confissão não é válida?

Responda à pergunta. Trataremos do protocolo depois.

Tu és louca!

Peço que tudo o que incrimine o meu cliente seja ignorado.

Esperava um trabalho mais profissional.

Puseram em risco toda a investigação.

- Para o meu gabinete. - Não sigo protocolos só por seguir.

Para o meu gabinete!

Espero que a inspetora Kalic seja suspensa e castigada.

Vamos cortar isto pela raiz.

Com todo o respeito, eu é que decido como gerir o meu departamento.

Está bem. Fique a aguardar

uma chamada do Ministério do Interior sobre isto.

Haris, vamos.

Desculpe por isto. O acordo mantém-se.

Terá um suspeito e duas testemunhas.

Sra. Coric. Muito prazer. Sou Lujo Kralj. Temos de falar.

Bom dia.

Não se preocupe, Sra. Coric. Entre no carro.

Jan?

Peço desculpa.

Fiquei desiludido com o que ele fez

quando soube que a sua filha estava consigo no carro.

Lamento que ela tenha visto. Não havia necessidade.

Peço desculpa por isso.

Não quero as vossas desculpas.

Eu compreendo,

mas, por favor, faça-me o favor e entre no carro.

É importante que falemos.

O Haris entregou-se à Polícia.

Entre.

Quando eu te dou uma ordem,

não estou a pedir nem a sugerir.

É uma ordem.

Ele ia confessar. E a Vinka Coric também.

Sim, e a nossa secretária queria confessar,

e todos os agentes,

e todos eles mataram-no com uma faca...

O Febo ficou com o caso. Tu estás suspensa.

Agora, o gabinete do Ministro vai telefonar-me

a mandar despedir-te.

Sabes os contatos que ele tem? Eu posso ser despedido

se não conseguir convencê-lo.

A quem? Ao juiz?

Ao Lujo Kralj.

O Lujo Kralj?

Então, tu achas que ele está por detrás disto tudo?

Tu és doida.

Ando a receber chamadas desde que começaste isto.

Agora, vai para casa.

Se a Comissão Disciplinar te chamar, e eles chamarão,

diz-lhes que fizeste um erro,

e talvez te deixem voltar ao trabalho.

Gordana, entrega o distintivo e a arma.

Sem problema, Nikola. Como queiras.

Legendas: Joana Lima Martins www.sdimedia.com

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