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Afaste-se! O quê?
Jesus, matou-o, mas que raio! - Ligo à polícia?
Nunca aqui estivemos. Não sabemos nada, não vimos nada.
Continua com dificuldade em respirar. Devias levá-lo às Urgências.
Mãe! Eu estou bem, tu estás bem, a panela está bem. Está tudo normal.
- O que é aquilo? - Um rato morto.
O que te dá o direito de vasculhar as minhas coisas?
Sabes porque me bateram, não sabes?
Sra. Čorić, vou já falar consigo.
Ele era problemático, sabia que o pai não deixaria acontecer-lhe nada.
Encontra o carro do Viktor e a rapariga.
- Blanka! Que aconteceu ao Viktor? - Não sei!
Sei quando uma cabra está a mentir.
Primeiro bateram-me, depois ele esganou-me e ameaçou-me.
- Por fim, bateu no meu pai. - Vou tratar de o resolver.
Considerem-no feito.
O terceiro passo para o sucesso...
Têm de saber o que querem.
Um trabalho melhor... Mais dinheiro... Dormir em paz...
Descubram o que querem e não desistam.
- Boa noite. - Boa noite.
Obrigada.
- Corticosteroide, Salbutamol. Tudo? - É tudo, obrigado.
- Devo ligar à polícia? - Apenas estão ali sentados.
Estou assustada, tenho de fazer outro turno.
- Vou-lhes ligar. - Aqui tem, são 27 kunas.
Digite o seu código PIN, por favor.
- Recusado. - Pode repetir, por favor?
O seu código PIN.
Recusado.
- Tem trocos? - Vá lá, rapazes.
- Dê-nos uns trocos e vá embora. - Vão roubar?
- Apenas a recolher donativos. - Em frente a uma farmácia?
- De quem está em necessidade? - Deixe-se de tretas, homem!
Dê-nos uns trocos e vá-se embora!
Raparam as cabeças e agora são Nazis? Vá lá, soltem o rafeiro.
Faltam-me 7 kunas para comprar a medicação do meu filho a sufocar.
Não vos vou dar um cêntimo! Entendem?
- Quer-me dar uma sova? - Garo! Garo, volta!
Como é ter um rafeiro mais inteligente que tu?
Oh, diz olá aos polícias.
- Boa noite. - Boa noite.
- A causar-lhe problemas, senhor? - Não.
Estou só a dar um passeio para espairecer.
- Estamos só a passear o cão. - Um pouco de recreação, não é?
Muito bem, mas onde está o cão?
Fugiu.
Então façam-se ao caminho. Encontrem-no e vão para casa.
Garo, vou dar cabo de ti! - O cão não tem culpa.
Ei, senhor.
Quanto lhe falta para a medicação?
- Só um minuto, pessoal. - Ok.
Tenho a morada, vou lá ter, mas tenho de apanhar o comboio...
- O que disse sobre tocar? - Está cá o idiota no SUV.
- Talvez eles também aqui estejam. - Ótimo.
- Fica aqui até irem embora. - E se não forem, reformo-me aqui?
- Tens dinheiro para um táxi ou Uber? - Sim.
Vês, não és totalmente inútil.
Vem.
Táxi, chama um táxi.
Vamos ver.
Espera...
E?
Espera... Oh, tens um rapaz.
Mãe!
Vejam, o meu genro. - Mãe, não tenho namorado.
Não gostas de rapazes? Hã?
Olha, aqui está a barba dele.
Não, não é uma barba, é uma máscara.
Uou, bom para ti.
Um rapaz misterioso com uma máscara.
Agora vais pedir um desejo. Escolhe um dedo.
Polegar para dinheiro, o indicador para saúde, o do meio para...
Sexo.
O anelar para família, amor e tudo isso.
E o mindinho é para as pessoas em tua volta.
Escolhe qualquer dedo exceto o do meio, ok?
Pensa num desejo e espeta o dedo nas borras.
Ok? Muito bem.
Agora lambe-o. Caso contrário, a magia não vai funcionar.
- O que vês? - Nada, não tem nada.
Tesoura. Vejo claramente um par de tesouras.
O que significam as tesouras?
Adoro-te.
Ei, quem é o rapaz misterioso? Hã?
Bom dia.
Encontraram três ADN diferentes sob as unhas da vítima.
E um fio de cabelo na palma esquerda.
A amostra de cabelo e pele são da mesma mulher.
As outras duas amostras de pele pertencem a homens.
- Alguém relacionado com a vítima? - Não, a de mulher é da miúda Antić.
Então a Blanka estava lá.
Havia cabelo dela na mão dele. Qual a probabilidade de ser de antes?
- Além do tecido sob as unhas. - A chave do carro?
Aqui está. Um Audi A5 de 2014.
As únicas impressões na chave pertencem à vítima.
Como está a correr?
Kalić, venha comigo.
- Temos o ADN dela na palma dele. - Não tem valor em tribunal.
- Ela era namorada dele. - Ela não sabe disso.
Esta é Kalić. Estes são Bruno e Ozren.
Ela está a trabalhar no homicídio do Batur júnior. São dos Narcóticos.
Estão a construir um caso contra o Danilo há um ano. Kalić, sente-se.
Colaboradores, ligações, contactos, rivais.
O miúdo tem tudo isso por causa do pai.
Um ataque da máfia, é essa a vossa teoria?
Morreu o filho de um mafioso. Não é uma teoria, é um facto.
Um rival ou alguém próximo dele quer que desapareça.
- Quem quer que o tenha morto... - Sabiam o seu ponto fraco.
- O Audi? - É do Danilo, mas ele conduzia-o.
Turquia, Kosovo, Bósnia...
A rota da heroína para a Áustria.
Estes tipos não usam facas, alvejam na cabeça.
- Não acho que seja por drogas. - Então é pelo quê?
Sabemos que o Viktor se envolveu numa luta, certo?
Estavam lá dois homens, assim como a miúda.
Agora, a quem pertence o rato? Viktor?
Kalić, Kalić... Espera um minuto.
Que se lixe o rato.
Tens a miúda, o pai mafioso, o carro usado em negócios...
Encontra o carro!
Blanka, onde vais?
Espero não te ter mantido à espera.
- Quem é o bonitão? - Um falhado do táxi.
Vou escrever um aviso antes de dar entrada a um processo de assédio.
O Batur tem motivo para suspeitar estar envolvida na morte do filho?
Muito bem. Vai entregar este aviso ao Sr. Batur,
para saber que vai lidar comigo se a continuar a assediar.
Uma carta? É esse o seu plano brilhante?
- Em que planeta vive? - A partir de agora é problema meu.
Foi por isso que me contratou.
Sim.
Adam, sem papelada neste assunto.
Espere, quanto é que isto custa?
- Dê-me o dinheiro a mim, é louco! - Volta, não sejas uma criança.
Olá, tem algum uísque dispendioso para clientes?
Volta, tens de o assinar.
A carta mágica contra as maldições não funciona sem eu a assinar!
Isto é estúpido. Como se algum advogado o pudesse assustar.
Mantém a carta contigo. Se ele aparecer, entrega-lhe.
Quando vir o nome do advogado, vai pensar duas vezes.
Devo esperar que ele apareça?
- Não te preocupes. Cuido de mim. - Tens a certeza?
Tenho.
O Fikret anda por aí a dizer que o Viktor lhe devia dinheiro.
Fikret? O traficante de erva?
- De Pantovčak? - Agora é importante, tem tomates.
Anda a dizer mal do Viktor.
Deixa a barata rastejar.
Chefe, quando uma barata rasteja à vista, pisa-se.
Não o deixe andar a dizer que o Viktor lhe deve por 2 quilos de erva.
- O quê? - Anda por aí a inventar.
Não podemos deixar as pessoas dizerem as asneiras que querem.
- Vou procurá-lo. - Esquece, eu encontro-o.
Tens de encontrar o carro.
E isto sobre o Viktor... É...
Não sei.
Não sei.
Vou comprar cigarros.
Oh, vejam quem cá está.
Por mais meia hora.
Não dizes que estás doente há cinco dias, estou surpreendido.
Os panfletos, Jana? O teu homem tem um trabalho novo, esqueceu-se?
- Vou dizer-lhe para se despachar. - Trata disso rápido.
- Olá. - Olá.
O meu chefe quer os panfletos, devias tê-los terminado há 10 dias.
Se é tão urgente, ele pode pagar.
Estamos a fazê-los para compensar os dias de baixa.
- Tens direito legal a tê-los. - Pode-me despedir quando quiser.
Podemos sentar-nos e falar, encontrar uma solução?
Liga à Fran por causa do emprego a entregar pizas.
Não estavas feliz quando tinha emprego, não estás feliz agora.
O que quer que faça, preocupas-te.
- Roubei detergente por 30 kunas. - Roubaste por minha causa?
Disseste que ias terminar os panfletos, mas não o fizeste.
Disseste que ias salvar o apartamento, mas não o fizeste!
Disseste que ias arranjar trabalho, mas não o fizeste! Kristijan!
Recebe a notificação ou devo entregar à sua esposa?
A sua assinatura, senhor.
Como pode trabalhar para aqueles répteis ladrões de lares?
Também tenho um empréstimo.
Juro não ter nada a ver com o homicídio do Viktor. Juro.
Lamento muito tudo. O Danilo anda-me a perseguir.
Estou inocente, não quero sarilhos.
- Se lhe disser, ele vai ouvi-la. - O que é isto?
Consigo ouvi-lo à noite.
As baterias...
Aquela música dele.
Acordo e vem nas alturas do quarto dele.
Entro no quarto e percebo que a música está aos berros daqui.
Nunca mais o vou ver.
Um processo? Quem és tu para me ameaçares, sua cabra?
- Volta aqui! - Que está ela aqui a fazer?
Quem matou o meu filho? Enfio-te esta carta goela abaixo!
- Para! - Larga-me!
Anda cá! Senta-te!
- O que aconteceu? - Foi isto que aconteceu!
- Como pode pagar um advogado? - Não quero saber!
Ela processa-nos!
O homem com que casei faria esta cabra confessar num minuto!
A mulher com que casei não tomaria comprimidos o dia inteiro!
Chora tudo! Continuo à espera das lágrimas!
As lágrimas são em vão, Danilo!
Tens razão. Faço o luto depois.
Agora temos trabalho a fazer. Vem.
Não fiz mesmo nada de errado.
Tens saudades dele?
Não te toco, juro, mas diz-me a verdade.
- Não pode ser assim. Ajuda-me. - Como?
- Blanka. - Eu não estava lá. Juro!
- Não! - Quem o matou?
- Quem o matou? - Eu não sei!
- Não! - Onde está o carro?
Onde está o carro?
Mataste-o mesmo por dois quilos de erva.
- Quero matar, começo por ti! - Vou descobri-lo!
Eu descubro o carro! Eu descubro o Audi. Quero ajudar! Por favor!
Disse que não me magoava se ajudasse. Por favor!
- Como o vais encontrar? - Não quero morrer.
Por favor. Não quero morrer.
Ok.
Tens até à meia-noite.
Depois é Dia do Juízo Final.
Começando por ti.
Blanka!
- Quem a conduziu? - Vá passear.
Anda por aí a passear de carro com o pai do Viktor.
Mesmo assim continua a dizer-me que não sabe nada? Vamos.
- Quero o meu advogado. - Deixe-se de tretas.
- Desde quando tem advogado? - Adam Kaplan.
Lamento o que aconteceu ao seu filho.
O Viktor era um bom miúdo.
Ele devia-lhe dinheiro?
- Não é nada urgente. - Quanto lhe devo?
Não há dívidas, Danilo. Apenas quero o que me pertence de volta.
Raios, dois quilos não é coisa pouca.
- Queria e ele não tinha... - Não.
Não tive nada a ver com isso, juro.
Vim cá honrar o falecido.
É assim que costuma honrar quem morre?
Ouça, ele veio ter comigo. Queria um biscate e eu ajudei-o.
Caramba, pensei que sabia.
Por isso eu não o deixava entrar nisto.
- Sabe onde está o carro dele? - Não, juro.
Vou descobrir o que aconteceu.
Se estiver a mentir, vai precisar de mais músculo que esses dois primos.
Mas tem muitos primos, não tem?
Pelo menos por agora.
Quero saber sobre o carro do Viktor.
Revimos a declaração da Sra. Antić e não há mais nada a acrescentar.
Está em conformidade com o testemunho prévio.
Blanka, onde está o carro?
- Já lhe disse, não faço ideia. - Não estava quando o Viktor morreu.
- Quem está a proteger? - A minha cliente...
Que cliente? Quem lhe está a pagar? Danilo Batur?
Este tipo não está aqui para a ajudar, está para proteger o chefe.
Posso protegê-la melhor que o Danilo.
- O Danilo? Considera-me culpada. - Sra. Antić...
- Está segura enquanto ele precisar. - Já tem o depoimento.
- Para algo mais, contacte-me. - Só um momento.
Blanka, diga-me só mais uma coisa.
Se não esteve lá, como está a sua pele sob as unhas do Viktor?
Viktor Batur era violento com a Sra. Antić. Tem isso nos seus ficheiros.
Por isso estava ADN sob as suas unhas.
Em tribunal, vale menos que o lixo sob as suas unhas. Vamos, Blanka.
- O Batur está a pagar-lhe advogado? - Não sei.
Agora que tem advogado tens de arranjar outra forma de a interrogar.
- Então e o carro? - O Febo está a liderar a busca.
Chefe, está-nos a escapar algo.
O Batur estava a procurar a miúda, agora está a protegê-la. Porquê?
Não entendo. Algo está errado.
Começas sempre a reclamar quando ficas num beco sem saída.
Encontra o carro. Esquece o panorama geral.
Procura as peças que sabes que faltam. Ok?
Aquela carta era uma porcaria, mas ali esteve muito bem.
- Posso dar-lhe um conselho? - Não.
Ela sabe que está a mentir, a sua história tem muitos buracos.
Isto não é uma piada, está na hora de crescer.
Se crescer, vou perder estes tipos incríveis,
que me querem ajudar só para porem a mão nas minhas calças.
Sou eu. Temos de nos encontrar. Agora.
O Kaplan é o meu advogado, sem dúvida o melhor da cidade.
- Confia nele? - Não consigo ouvir mais tretas!
Se têm o ADN da Blanka, talvez também tenham o nosso.
Isso já é certo.
- Raios. - Que se lixe o ADN.
Tenho de encontrar o carro do Viktor até à meia noite. O Danilo quer.
- Quem quer saber o que esse quer? - Ele vai-me matar!
Disse que se me deixasse ir, encontrava-lhe o carro.
- Como o pretende descobrir? - Não sei.
- Porque é tão importante para ele? - A polícia está à procura dele.
O Danilo mencionou 2 quilos de erva.
- "Até à meia-noite ou Juízo Final". - Ótimo.
Temos de encontrar o carro antes dele e da polícia?
Se não tivesse dito isso, tirava-me os vossos nomes à pancada!
- Acalma-te. - Acham que queria isto?
- Toda esta porcaria! - Lamento, Blanka.
Sabes de algo que nos posso ajudar?
- Que carro procuramos? - Um Audi preto, todo turbinado.
O Audi está nas fotos dele?
- Tens o cartão? Dê-me. - Sim.
Ainda o tens!
Ao contrário do teu último emprego, aqui não é só seguir o dinheiro.
- As opções são... - Não faz sentido.
- Miúda ou rivais do pai mataram-no. - E o carro está cheio de drogas,
contrabandeadas em rabos! Não tem a ver com drogas, vais ver.
Se encontrarmos o carro. Talvez esteja numa oficina.
Além de ser um carro, não telemóvel. - O telemóvel. Nós temo-lo!
- Nós verificámos. Só mamas e... - Tem GPS!
Temos de ver os movimentos finais do Viktor.
- Acabei de solucionar o caso? - Estavas a divagar, eu lembrei-me.
- Disse a palavra telemóvel. - Muito bem, Fabijan, parabéns.
- Esse é o carro dele. - Parece-lhe familiar? Uma oficina?
- Não é em casa do Viktor. - O que procuramos?
Tinha um esconderijo. Ao descobrir onde foi tirada, encontramos o carro.
- Como? - Dados Exif.
- O que é isso? - Inclui a localização na foto.
- Já tens a localização do carro? - Não, mas sei onde foi fotografada.
Ali.
Sei onde isso é.
Tivemos azar, sem serviços de localização.
Mas rastreia a localização. Só precisamos das coordenadas.
O miúdo desligava. A antena GPS foi arrancada.
- Não queria mesmo ser encontrado. - Raios!
Achas que nos devíamos preocupar com a investigação?
Espero que não. Só sabem da Blanka e eu confio nela.
Confia?
Confio, mas... O ADN, as provas, não sabemos o quê que eles têm.
Vamos tratar disto primeiro. E se não encontrarmos o carro?
Não faço ideia.
Sabe que mais? Devíamos escondê-la em algum lado.
Pelo menos até termos certeza que isto terminou.
- Tenho sítio, mas também devia ir. - Claro.
Foste modelo para anúncios? Cala-te, Kiki!
Sim, era o meu corpo e a cara dele.
Nós procuramos e vais com a Vinka. - Para onde?
Para um local seguro, mas vais ter de te comportar.
- Boa sorte com isso! - Vamos lá.
- Como posso ter rede tão fundo? - Atende a tua esposa.
E digo-lhe o quê? "Olá, querida, recebi a ordem de despejo."
- "Quando nos divorciamos?" - Fale com ela. Aguenta-se muito.
- Se der cabo do casamento, acabou. - Aguentar?
Não tenho trabalho, dinheiro, futuro. Mais algum conselho, Sr. Milionário?
Com a mulher certa, só precisa de uma flor, uma garrafa de vinho,
- um beijo e a verdade. - Sim, claro.
Vinho, flores e balelas ao pequeno-almoço.
- Devo ligar e contar-lhe tudo? - Sim.
Ela é a sua esposa.
O que é isto? Podíamos ter ido para um hotel.
- Vá lá. - Não há Wi-Fi. Porque não um hotel?
Não estamos num spa. Estás-te sempre a queixar.
- Não sou uma senhora como tu. - Estás sempre a provocar todos!
Não como e calo pela vida ser ótima! - E eu como e calo?
- Esquece. - Diz, eu como e calo!
E depois explode e mata alguém!
Esquece, isto está ótimo.
Culpas-me pelo Viktor?
Achas que me devia entregar. É isso?
Não, não foi o que quis dizer.
Não tens de ser sempre uma mulherzinha.
Sim, se fosse assim tão simples.
- Não há aqui nada. - Ele tirou aqui as fotos.
Tem de ser aqui por perto.
Olá, querida. Como está o Ivor?
Eu sei.
Vá lá, não...
Ouve, vou para casa assim que...
Tenho de ir. Desculpa, o meu filho está doente.
Leva a chave. Chegas lá mais rápido.
E isto é para as flores e vinho. As balelas pagas tu.
- Vai. - Obrigado.
Obrigada.
Divorcia-te. Expulsa-o do apartamento.
Vou fazê-lo. Quando tudo isto terminar.
Era um casamento perfeito e de repente percebeu não o ser?
Há anos que não é perfeito.
Se antes a visse "filhinha, maridinho, vidinha".
Diria para mim, esta mulher está morta por dentro.
E agora anda a armar confusão, a resolver problemas.
Está bem por dentro, mas não transparece para o exterior.
Não tão bem quanto eu.
Se tivesse uma saia mais curta, saltos agulha...
- Achas fixe ter o rabo de fora? - Raios, não és fixe.
Estou com fome e acabaram-se os cigarros.
Vou a casa ver a minha filha e trago comida e cigarros.
Mas tens de ficar aqui.
- Ok. - Estou a falar a sério.
Tens de me prometer, eu prometi ao Haris.
Uma saia mais curta, saltos mais altos e ele esquece a promessa.
Eu sabia.
Tenho de ir. Ligo-te mais tarde.
- Olá. - Olá.
- Não devias ter tirado o gesso? - Amanhã.
- Como correu a escola? - Foi péssima.
Tenho de voltar a sair.
- Isto não é uma cantina. - Ivo, estou sem tempo e paciência.
Com quem estiveste? Onde estiveste?
Onde vais?
Tea, por favor vai um pouco para o quarto.
Queres tratar disto agora?
Quero que saias de casa.
- Eu sair de casa? - Sim.
Não, meu amor. Queres um divórcio, a porta é ali. Estás à vontade.
Esta é a minha casa. Gostava de te ver a safares-te sozinha.
Vou buscar-te a mala. Diz-me qual.
- Que mala queres, Vinka? - Já disse o que tinha a dizer.
Caramba.
Vou embora.
Quão estúpido é para escrever "chibo e porcos" numa carrinha?
Olá. Boa noite, vende ratos?
De que tipo? Não sei, acho-os todos nojentos.
Muito bem. Quando fecha?
Daqui fala a Inspetora Kalić. Não feche, vou já para aí.
Obrigada.
- Encontrou-o mesmo? - A coisa do Kiki funcionou.
Ok, vamos acabar com isto.
Vamos.
- Onde está o seu carro finório? - Que problema tem o meu carro?
Nada, combina na perfeição com a sua saia.
Sim, esse é um rato twister. Nós vendemo-los.
- Twister? - Essa é a raça.
Quando vendou um pela última vez?
Há uns dias atrás.
- Que me sabe dizer do comprador? - Pagou em dinheiro.
Ainda tem a gravação? Gostava de dar uma vista de olhos.
- Vou ter de ligar ao meu chefe. - Ligue, por favor.
É isto.
Dá-lhe a morada e diz-lhe que acabou.
Estás assustada?
Das últimas vezes que fui lá, eles prenderam-me...
- Arranja o número de telefone dele? - Já aqui estamos.
Eu vou.
Faça inversão de marcha e dê a volta.
Quem é?
- Fica aqui. - Quem é?
- Quem é? - Um amigo da Blanka.
Estou aqui para ter a certeza que mantem a sua promessa.
- Onde está o carro? - Primeiro quero a sua palavra.
Digo-lhe onde está o carro e deixa a Blanka em paz.
Sem problema.
Vamos esquecer que algo aconteceu.
Não teve nada a ver com a morte do Viktor.
- Só tropeçou no carro dele, certo? - Se não chegarmos a acordo,
vou dizer à polícia onde está. - Acha que o protegem de mim?
- Isto com a Blanka tem de terminar. - Terminará.
Terminará.
Vai terminar quando encontrar o assassino.
E quando vir a luz a apagar dos olhos dele.
Onde está o carro?
A lavagem de carros na Avenida Holjevac.
Atrás há uma oficina.
- Conduza. - O quê que ele disse?
- O que aconteceu? - Espera!
- Sim. - Kiki, temos um problema grave.
- Vai ao Audi e corta os pneus. - Porquê?
O Danilo está a ir para a oficina, ele não pode levar o carro.
Vai lá e faz isso. Põe umas luvas, não toques em nada.
Simplesmente corta os pneus e vai embora.
- Consegues fazê-lo? - Sim, eu faço-o.
- O que se passa? - A polícia procura mesmo o carro?
- Espero que cheguem lá a tempo. - O que se passa?
- Não vai parar. Não vê a razão. - Talvez uma carta ajude.
Cala-te!
Para essa barulheira. Vais acordar o miúdo.
- Tenho de fazer uma coisa. Já volto. - Temos de falar.
- Raios. - Não vais a lado nenhum.
- Tenho de ir, vou tratar do banco... - Não quero saber!
Olha para ti! Isto parece-te normal?
- Para que é a faca? - Falamos quando voltar.
Estás a ouvir? Não aguento mais isto.
Vou ligar à minha mãe. Vou para lá.
- Disse que nunca mais viverias lá. - Disseste muitas coisas.
Foi há muito tempo. Larga-me.
- Está feito. - Sai antes que ele te veja. Já!
- Agora o quê? - Reza que as instituições trabalhem.
- Kalić! - Sim?
- Encontraste o carro? - Não.
Não. Mas saíste para investigar o rato?
- Não posso ignorar provas. - Claro que não podes.
Um miúdo convence o pai a comprar-lhe o rato.
Brinca com o rato durante um mês e depois aborrece-se.
Então o pai torce-lhe o pescoço e atira-o janela fora.
- O rato não foi morto por... - Senta-te! Senta!
Ouve-me, o Danilo Batur...
Ele não precisa de mandato, não precisa de depoimento assinado.
Se encontrar o assassino antes de nós, teremos um corpo em 24 horas.
Os chefes vão-me desfazer.
- Sentirás culpa em queimar tempo! - Encontramos o carro!
Vamos.
A "bol".
- Olá? - Apanharam-no.
- Ele está preso. - Não acredito!
Vou-me embebedar tanto! Vamos, hã?
- Não te conduzo, não tenho carro. - Que se lixe o carro!
Ele está preso, posso respirar, posso andar!
- De certeza que não querem beber? - Devias ir para casa.
Sim, vou fazer os trabalhos de casa.
- Precisas de boleia? - Café?
Ok.
A sério?
És dono disto?
Estou a trabalhar para um amigo. Ele quer mais luz.
Não és um arquiteto famoso?
Ainda fazes biscates destes?
Às vezes gosto de sujar as mãos da forma certa.
Estou certo que as sujei das formas erradas.
Tesouras. Para onde quer que me vire, tesouras.
O que quer dizer? O fim, um corte, o quê?
Queres que leia as tuas borras de café?
- É melhor não. - Porque não?
Não me orgulho de nada no passado.
E receio que nada no meu futuro vá mudar isso.
Querida?
Querida?
Legendas: João Araújo www.sdimedia.com
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