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Original subtitles

Pode recuar um pouco...

- Mãe! - Jesus, que louco!

Por favor, o meu filho tem 9 anos e é asmático.

Vão-nos expulsar pela sua colega ter uma emergência.

- Uou, Blanka! Estás tão crescida! - Vai passear, maricas.

Se queres ser a minha gaja principal, fazes o que te mando.

Não tenho culpa que a tenham atacado. Anote isso!

Ontem acordou e descobriu a sua consciência?

Não foi ontem, foi esta manhã.

- Onde está a minha câmara? - Não aguento mais isto.

- Volta! - Larga-me!

Volta! Vai devolver tudo o que te comprei! Cabra!

Viktor, para!

Jesus, matou-o, mas que raios?

- Ligo à polícia? - Isso que se lixe.

Quando o pai dele descobrir, estamos mortos!

Nunca aqui estivemos. Não sabemos, não vimos nada.

SUCCESS

O segundo passo para o sucesso é constatar

que a quantidade de sofrimento no mundo é uma constante.

Se querem chegar ao topo, têm de passar por cima dos outros.

Kiki, acorda.

- Jesus, que aconteceu? - Acalma-te, está tudo bem.

Como me posso acalmar? O que aconteceu?

- Não é nada. Estou bem. - Estás todo magoado!

- Deixa-me levantar. - Jesus.

Tens de reportar isto. Ele podia ter-te matado.

O tipo apanhou-me a riscar-lhe o carro.

A polícia vai dizer que foi merecido.

- O Ivor viu-o a bater-te? - Não te enerves. Ele está bem.

Não encontramos a faca. Tem a certeza que o Viktor a tinha com ele?

Era mais um brinquedo que uma arma.

Dei-lhe no aniversário. Devia-lhe ter dado uma arma.

Ele estava envolvido em alguma coisa?

Não era esse tipo de miúdo.

Onde está? Quero vê-lo.

Danilo, vamos buscá-lo.

Danilo, vamos buscá-lo!

Saiu por volta das 9 horas da noite passada.

Não lhe disse mais nada depois disso?

Não.

Estava à procura da namorada, ela tinha-lhe levado a câmara.

Que namorada?

Chama-se Blanka. Não sei o apelido.

Ele tinha dois telemóveis com ele.

Este é o dele?

Suponho que este não é.

Se encontrou este, ela estava lá.

Acho possível ela ser responsável.

Vamos investigá-la, mas duvido que seja ela.

O quê?

Poderia mais alguém ter motivo para atacar o seu filho?

O que quer isso dizer?

Um homem da sua reputação...

Ninguém que me conheça se atreveria a tocar no Viktor.

Outra coisa. Não conseguimos encontrar o carro do Viktor.

- Sabe onde está? - Não.

- Não foi pelo carro... - A chave estava no bolso dele.

Se o carro aparecer, informe-me logo. Adeus.

O Audi desapareceu. Reúne o pessoal.

Leva esses dois, não preciso de um guarda.

Despacha-te, saímos em cinco minutos.

Vou ficar em casa com a mãe.

- O que aconteceu, já lá vai. - Não estavas lá.

E se ele nos encontrar aqui? Não te preocupes.

Anda lá, vem aqui.

Vê. Isto era o que ela estava a fazer ontem à noite.

Não se trata de um tarado, ela não está bem.

Chega de insolência.

Tens isqueiro?

- Porque estás no dos homens? - Vais ver-me a mijar?

- Vou só ali buscar o microscópio. - Muito engraçada.

O que aconteceu ao Viktor?

O meu isqueiro?

O isqueiro!

O que está a fazer aqui?

Preciso de lhe perguntar algo.

Entre.

Como me encontrou?

Sou Kristijan Mihletić. Sou um cliente, um cliente seu.

Sei o seu nome porque tínhamos uma marcação ontem às nove.

Sobre a evicção de um apartamento, certo?

Como impeço que o banco me tire o apartamento?

Desculpe.

Sim? Exato, sou eu.

Sim, claro.

Adeus.

Era a polícia.

- Por causa do Viktor ou... - Que Viktor?

O miúdo que...

Conhecia-o?

Não, mas toda a vizinhança está a falar sobre ele.

- Sabem que eu... - Não, não da noite passada.

Sobre ter sido agredida.

Estava lá quando aconteceu, na ponte.

Raios, Vinka, devia tê-la ajudado, mas estou aqui agora.

O que quer que precise...

Tenho de ir.

Não está sozinha.

Ligue-me quando estiver despachada da polícia.

- Tem o número nos documentos. - Tenho de ir.

Chefe, as minhas condolências.

É possível que nenhum de vocês saiba de nada?

É possível?

Encontrem o carro do Viktor e a rapariga.

Vamos.

Espera aqui.

Queremos falar com uma aluna sua, Blanka Antić. Onde está ela agora?

A polícia está à tua procura!

Espera.

Vai agora, devagar.

Antić!

Ali!

- Ei! - Largue-me!

Acalme-se!

Olá, Blanka. Sou a Inspetora Kalić, olhe para mim!

- Esteve com o Viktor ontem à noite? - Não.

- Quando foi a última vez que o viu? - Semana passada. Sábado.

- E a câmara? - Que câmara?

Ontem roubou uma câmara de casa dele.

Onde esteve ontem à noite por volta da uma?

Ok, vamos para a esquadra.

Darija, prepare a documentação da Kalem 2. Tem de seguir hoje.

Não tenho a documentação. Deve-a ter.

Mr. Janjić, reviu novamente o nosso caso?

Ouça, se me volta a ameaçar a mim ou aos meus, vou à polícia!

Diga-lhe que tenho cópias de tudo que enviaram.

De que está a falar?

O Sr. Kralj não tem nada a ver com os seus problemas.

Apenas queremos a licença.

Vai receber até ao fim do dia útil.

Sra. Čorić, já vou ter consigo.

Abra a mochila e coloque o conteúdo na mesa.

- Só isso? - Sim.

Leve isto ao Febo, por favor.

Porque fugiu?

Estaria em sarilhos mesmo sem saber nada.

Diga-me a verdade e não terá problemas comigo.

Não sei quem o matou! Ei!

Entre, por favor. Desculpe, a noite passada recebi um caso difícil.

O carro conduzido pelo seu agressor foi roubado na noite anterior. Sente.

- Como está? - Ok.

Lembrou-se de algo novo?

Não, não vi bem a cara dele. Ele era jovem.

Quem é este?

Alguém que teve menos sorte que a senhora.

Não acho que tenha sido uma tentativa de assassinato.

- O quê? - O seu caso.

Se for uma agressão aleatória, não é um caso para mim.

- Febo, o que sabe do rato? - Não tem nada.

Sem impressões, parasitas. Animal de estimação. Pescoço partido.

- Não tem cartão de memória. - O quê?

A câmara não tem fotos. Sem cartão de memória.

Oh, vá lá! Volto já.

Onde está o cartão? O que não é suposto ver?

Não faço ideia do que está a falar.

- Quem matou o Viktor? - Não sei.

- O pai acha que foi a menina. - Juro que não fiz nada.

O Viktor trabalhava para o pai?

Não sei nada do Danilo e o seu trabalho.

Descreva o seu dia após sair da casa dele.

Fui para casa. Só isso.

- Esteve em casa ontem à noite? - Sim.

- O que fez? Estudar? - Sim.

- O que tem no pescoço? - Terminámos?

Terminámos? Ainda nem começamos.

Venha.

Vamos acusá-la de agressão a um agente, fazer-lhe revista corporal

e se continuar a mentir, vai piorar. Tomo, vigie-a, por favor.

Sra. Čorić, este caso não é para mim, um colega vai ligar-lhe.

Existe aqui alguma agente para lhe fazer a revista? Vou obter o mandato.

Quer um cigarro?

- Desculpe? - Parece precisar de um.

Não me deixam fumar, então fume um por mim.

- Ok. - Posso dar um cigarro à senhora?

Obrigada.

Quem vai enfiar um dedo na minha rata?

As agentes até são sensuais, os homens são todos uns porcos.

Quando aquele miúdo foi morto ontem à noite, estavas lá fora.

Dizes-me, por favor, o que aconteceu?

Encontrei alguém no banco que nos pode ajudar.

Ainda temos uma hipótese.

Estás-me a ouvir? Que se lixe o banco, onde estava o Ivor?

Jesus, se te viu a matar...

Eu já não mato!

Se alguém te perguntar, estive a noite toda em casa.

Quem poderá perguntar? O que fizeste?

- Envolvi-me numa luta. - Com quem? O miúdo que foi morto?

Por favor, esquece isso por agora!

Kiki, mataste-o?

Não, não matei, querida. Enlouqueceste?

Ei.

Abra a boca.

Como arranjou esses ferimentos?

Porque haveria de lhe mentir? Se o Danilo acha que o fiz, estou feita.

Não o matei. Tem de lhe dizer, ok?

Ele era problemático, sabia que o pai não deixaria acontecer-lhe nada.

Bem, aconteceu-lhe algo.

Porque tinha ele o seu telemóvel e a menina a câmara dele?

Ele levou outra mulher para casa e...

Encontrei-os juntos e passei-me.

Ele bateu-me, rasgou-me as roupas, tirou-me o telemóvel e sapatos...

E prendeu-me na cave.

Escapei e levei a câmara para comprar um telemóvel novo.

- Foi a última vez que o viu? - Sim, estava na piscina com a Dora.

Vamos fazer um acordo. Dê-me a sua palavra-passe.

Vou verificar as SMS e chamadas. Se o que diz se verificar,

devolvo-lhe o telemóvel e vai para casa.

Apenas recolhemos o depoimento e não há queixa de agressão.

- Chupa-me. - O quê?

Essa é a palavra-passe, "chupame".

O Viktor escolheu-a.

Já me puseram coisas piores rata acima.

Blanka, por favor.

O que lhes disse?

Nada. Eles não têm nada.

Como a encontraram?

Estava lá por outro motivo.

Quem é o Viktor?

O tipo que matou.

Quem... Quem era ele? O seu namorado?

Os meus cinco minutos com ele terminaram ontem.

- Porque lhe bateu? - Não, trouxe uma cabra.

Pensava que podia foder quem quisesse.

Amava-o?

Ele queria ser um manda-chuva como o pai, um tipo manhoso.

O pai adorava-o, não sabia... Ninguém conhecia o Viktor.

Veja bem isto, nunca o compreendi...

Ele cheirava cocaína todos os dias e comia porcarias,

mas fazia uns batidos verdes todas as manhãs.

Era o que ele bebia.

Batia-me e beijava-me... Odiava-me e...

Quem quer que fosse, foi-se. Dê-me o cartão, vou-me embora.

Aqui tem. Blanka?

Gostava de ver as fotografias.

Mas quem é que acha que é?

E que raio quer de mim?

Vinka?

Deixaste a rapariga ir?

- Conseguiste alguma coisa? - Vai enviar declaração e relatório.

- Gordana, o que é que ela disse? - Não sabe nada, não viu nada.

- Acreditas nela? - Está a mentir.

Mas ela é boa, convincente. Tem prática.

Está envolvida ou não?

Ela não o podia ter atacado sozinha.

Deve estar relacionado com o pai dele ou drogas... Vamos ver.

Tenho de encontrar outra miúda. Assunto desagradável.

- Esta alergia está-me a matar. - Chefe?

- O que foi? - Temos especialistas em roedores?

- O quê? - Aquele rato... Não entendo...

Esquece o rato. Questiona a rapariga, o pai...

E põe mãos à obra.

Já estás arrependida de ter saído das Fraudes?

Não saí.

Chefe, lembra-se daquele carro da ponte?

- O Citroen? - Não, o do agressor.

- Não tem nenhuma impressão digital. - Nenhuma?

Todo o carro foi limpo, como se tivesse sido esterilizado.

Ele roubou o carro, limpou tudo, usou luvas...

Pode não ser um psicopata aleatório. Não envie isto lá para cima.

Talvez surja algo disto.

Quem é Haris Mujadžević?

Não faço ideia, algum...

O que te dá o direito de vasculhar as minhas coisas?

Sabes porque me agrediram, não sabes?

Sabes quem o fez.

Ok, aceitei algum dinheiro, qual é o problema?

- Todos o fazem, porque não nós? - Nós?

Eu não aceitei nada.

- Estás outra vez envolvido no jogo? - N...

Devia reportar-te à polícia.

Polícia... Vai à polícia!

Verás quão rápido os advogados de Lujo Kralj enterram a declaração!

Está tudo bem, está terminado, têm o que queriam!

E eu recebi o que merecia.

Pata de bancar a vítima. Pensa uma vez no que é bom para esta família.

Anita.

Anita.

Onde está a "bol"? Hã? Onde está a "bol"?

Vá lá, engole-os todos.

Engole-os todos...

E queimo tudo isto.

Mas não quero que a "bol" arda.

- Lembras-te? - A "bol".

A "bol" vermelha.

Mamã, onde está a "bol"?

A "bol" vermelha.

- Lembraste? - Não.

- Que idade tinha ele? Cinco? - Três.

Sinto tanto a falta dele.

Não encontro aquela bola para atirar por cima da vedação.

E para queimar isto tudo, que arda...

Não preciso disto.

- O meu bebé... - Mas não encontro a bola.

Encontramos a rapariga!

Posso nunca encontrar a bola...

Mas vou encontrar quem o matou.

- Vera, por favor deixa-nos um pouco. - Chá ou café?

Não, obrigado. A senhora não vai ficar muito tempo.

O que está aqui a fazer?

Sabe do homem que me agrediu na ponte?

O quê?

Sou Vinka Čorić, o meu marido é Ivo Janjić. Isto diz-lhe algo?

Quem ordenou a agressão? O senhor?

Lujo Kralj? Quem?

Devia contar à polícia sobre o Viktor, a ponte,

sobre subornar o meu marido pela licença de construção.

Não vou proteger o meu marido.

Se está a contar com isso, está sem sorte.

Já não trabalho para Lujo Kralj.

Se acha que é o melhor para si, vá à polícia.

Sê sensata, Vinka.

Pensa na tua família, Vinka.

Só penso naquele miúdo.

Matei-o.

Blanka. Blanka, certo?

- O que aconteceu ao Viktor? - Não sei!

- Disse-me que ia ter contigo. - Estava com a Dora, terminámos.

Não sou como o Viktor. Sei quando uma cabra está a mentir.

Pai! Abre!

Abre!

- Quem é? - O pai do Viktor.

Acha que estou envolvida na morte dele!

- O que fizeste? - Não tenho culpa de nada!

Abre!

- Cabra. - Vá embora ou chamo a polícia!

- Não foi assim tão mau, pois não? - Vai buscar as tuas coisas.

- Até à próxima semana. - Gostava de falar com a sua esposa.

Porquê?

O Ivor diz que não sabe como arranjou esses ferimentos.

- Posso-lhe dizer. - Prefiro ouvir da boca dela.

Acha que bato na minha esposa?

- Pareço esse tipo de homem? - O Ivor está assustado com algo.

Não apenas com esses ferimentos na sua cara.

Desculpe.

Quem lhe fez isto?

Deixe o Filip em paz.

Não lhe dou os planos, são maus para a cidade, para mim e para si.

Quando começámos isto, queríamos o mesmo.

Tínhamos grandes ideias para esta cidade.

A primeira versão era demasiado dispendiosa para si.

Construir no rio custa dinheiro.

Ordenou reduções de custos e não posso apoiar esta terceira versão.

Mas pagou pela primeira de forma justa, então renda-se a César.

A versão original do projeto Kalem 2 completo.

Os seus lucros serão mínimos, mas a ameaça de colapso é mínima.

Construa isto. Se quer mais barato, encontre outro arquiteto.

Já foi gasto demasiado tempo e dinheiro para se retirar agora.

A Assembleia vai votar nas mudanças ao plano geral.

Não tenho nada sem si.

Então tem de construir a versão original.

Ei. Porque não me ligou quando se despachou da polícia?

Está louco? Fale mais baixo.

Desculpe, o tipo da evicção veio falar comigo. Não sei o que fazer.

Consegue ajudar-me de alguma forma?

Vi a Blanka na esquadra. É aquela rapariga.

Encontraram-na? O quê que ela lhes disse?

Interrogaram-na, mas diz estar safa.

- E nós? Mencionou-nos? - Não sei.

Ela diz que estamos em segurança, mas não faço ideia.

Consegue falar com ela, para sabermos o que se passa?

Desculpe, tenho de ir.

Ei, querida.

- Porque estás a lavar isso? - Não consegues, braço partido.

- Deixa estar. - Não, não há problema.

Eu estou bem, tu estás bem, a panela está bem. Está tudo normal.

Dá-me a panela.

Chega!

Oh, querida.

Tenho tanta pena que tenhas tido de ver aquilo.

Jesus, isto é tão aborrecido!

Aquela não é a vadia?

- O quê? - Podes conhecê-la? Quero falar.

Não posso, tenho de... Não posso.

Onde é que vives? Por favor, é importante.

Jesus, o que foi? Agora não.

Se as nossas histórias divergirem, a polícia...

Ok, para de choramingar, vou enviar-te a morada.

Onde é que vais?

- O quê que ele queria? - Disse-lhe que estava com o Viktor?

Tenho fotos tuas a chupar-lhe o pau. O quê que o Danilo queria?

Eu queria vê-lo, mas ele queria estar contigo!

Tenho mensagens que o provam. O Danilo sabe de tudo.

Cabra estúpida!

Vai para o inferno!

Blanka, espera!

Qual é o teu nome verdadeiro? Saša "Chupapaus"?

O meu nome é Sven.

Como correu na esquadra?

O que estás a fazer?

Sabes as páginas no Facebook para adotar um animal de estimação?

Pareces um labrador. Talvez alguém te queira.

Foste vacinado?

Continua com dificuldade em respirar. Devia levá-lo às Urgências.

Vou levá-lo, se a medicação não ajudar.

Onde se vai esconder?

Para de ser tão teimosa.

Tenho sempre de sofrer por tua causa.

- O quê que eu... - Bateram-me por tua causa.

Onde vais agora Blanka!

Sim?

Não posso, agora não.

- Tenho de ir. - O quê? Agora?

- Explico depois. - Tens de o levar às Urgências.

Dá-lhe outra dose. É uma emergência.

Isto é uma emergência! Ele não está a respirar.

Olha para ele.

No parque, pensei que fosse um gatuno, mas é o dono dele.

Boa noite.

O patrão chega em breve. Pediu que esperassem.

O quê que tem aqui para beber?

Tens a certeza que é boa ideia encontrarmo-nos com eles?

Não te preocupes, Blanka.

Continua a querer saber quem era o Viktor?

Está aqui.

- Kristijan. - Haris.

Prazer em conhecê-lo. É dono desta torre escura?

Não, apenas as construo.

Algumas delas são horríveis.

Mas estas sem pessoas são lindíssimas.

Tudo é mais bonito sem pessoas.

Espero que seja importante. Deveria ter levado o meu filho às Urgências.

Então, o que aconteceu? Andam atrás de nós?

Como a encontraram?

Perguntaram quem ele andava a foder.

O quê que perguntaram?

A polícia não é importante. Ela não é um problema sério.

Mas o pai do Viktor é.

Esperem, é esta a emergência?

Espancaram-me, esganaram-me e ameaçaram-me.

Por fim, bateu no meu pai. Como foi o teu dia, amigo?

E ele não vai parar até eu contar quem matou o Viktor.

Para a próxima, arranja um namorado normal.

Vai passear, seu anormal.

Ela não tem culpa. Disse que me ajudaria. Ela precisa de ajuda.

Apenas temos de não dar nas vistas e não falar com ninguém.

Não dar nas vistas onde?

Há uma hora atrás estava a revirar a minha casa.

Se me voltar a atacar, vou-lhe arrancar os olhos.

E todos seremos presos.

Não tenho mais nenhuma solução.

- O que queres mesmo? - Que aquele idiota me deixe em paz!

Chega.

Não é culpa tua. Não é culpa de nenhum de vocês.

Agora, este é o nosso problema conjunto.

Eu vou tratar de o resolver.

Considerem-no feito.

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