All language subtitles for Das.Lehrerzimmer.2023.German.EAC3.1080p.WEB.H264-ZeroTwo_Das.Lehrerzimmer.2023.German.EAC3.1080p.WEB.H264-ZeroTwo

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Original subtitles

Sim, eu entendo.

Como eu disse, foi na semana passada...

Um segundo...

Sim, ainda estou aqui.

Sim.

0153...

...4. Sim.

Sim, vamos manter contato.

Eu tomei nota de tudo, pode deixar.

Certo. Até mais.

- Olá, Sra. Nowak. - Oi.

- Desculpe pelo atraso. - Tudo bem.

O Sr. Liebenwerda nos adiantou o problema.

Ótimo. Então sabem o que ocorreu?

Sim, mas como dissemos, não sabemos quem foi.

E vocês tem alguma pista que possa nos ajudar?

Notaram alguma coisa recentemente?

Algum colega se comportando de forma estranha?

Eu sei que é uma situação desagradável.

Não só para vocês.

Mas coloquem-se no lugar das vítimas.

Devemos resolver isso juntos.

Representantes de classe têm sua responsabilidade.

O que podemos dizer? Não sabemos de nada.

Lukas?

Não suspeita de ninguém?

Alguém com um celular novo?

Ou roupas de marca? Se gabando de dinheiro?

- Prefiro não falar. - Ei.

Vocês não precisam falar.

Isso mesmo. Não precisam falar.

Veja.

Vou apontar a caneta para os nomes nesta lista

tudo que precisa fazer é acenar com a cabeça.

Certo?

Liebenwerda?

Se não quiser, não precisa fazer isso.

Certo?

Mas me deixe continuar. Estou quase no fim.

Este aqui?

Este?

Ótimo. Obrigado, Lukas.

Certo.

Só pra lembrar, o que conversamos aqui fica entre nós.

- Está bem? - Certo.

- Certo? - Certo.

Pessoal.

Bom dia, bom dia...

Mostrem os livros.

Os fichários e cadernos.

Ótimo. Por favor, peguem o dever de casa, vou olhar.

Enquanto isso, façam este exercício. E fiquem quietos.

Ótimo.

Sim, ótimo.

Dê uma olhada no número dois.

Phileas, pode explicar pra ele?

Você tem que reduzir a fração ao mesmo denominador.

Eu sei!

Ei!

Certo.

Quem quer resolver o exercício?

A dízima periódica 0,999... equivale a 1?

- Hatice, sim? - São números diferentes.

Ah, é?

Então por favor venha para o quadro e nos mostre o porquê.

Se você subtrair 0,999 de 1,

sobra um resto.

0,00... muitos zeros e depois 1.

Então você acredita que ainda existe um valor entre 0,999... e 1?

Sim.

O que vocês acham? Ela provou a afirmação?

Oskar também quer tentar. Obrigado, Hatice.

Olha o nerd!

A dízima 0,111...

é igual a 1/9.

E 9 vezes 1/9 é igual a 1.

Então a dízima 0,999... é

o mesmo que 1.

- O que vocês acham? - Eu não entendi.

Deve haver algo entre 0,999... e 1.

Obrigada, Oskar.

Alguém mais não entendeu?

Esse exercício realmente não é tão simples.

Mas o mais importante que precisam entender

É que toda prova precisa ser demonstrada passo a passo.

Já vou explicar. Pois não?

Com licença. Eu vou assumir por um momentinho, certo?

Olá, pessoal,

temos de interromper a lição por um momento.

- Sr. Dudek? - Poderiam as meninas se levantar?

- Por quê? - Fiquem de pé.

Vamos logo.

Por favor, saiam da sala.

Vamos, saiam.

Esperem lá fora.

Certo?

- Em um minuto vocês retornam. - Não fujam.

Fechem a porta.

Ótimo. Agora prestem atenção.

Queremos olhar suas bolsas e carteiras.

Por favor, deixem na mesa e venham pra cá.

- Somos obrigados? - É voluntário, claro.

Mas se não têm nada a esconder, não precisam se preocupar.

Façam o que ela pediu e venham pra frente.

Para que isso?

Não estava presente na conversa?

Quem está sentado aqui?

Oskar.

Oskar, onde está sua carteira?

- Eu não uso. - Não precisa mostrá-la, Oskar.

- Eu disse que não uso. - E esta aqui?

Meninos, quem se senta aqui?

Sra. Nowak?

É o lugar do Ali.

Ali, por favor, venha comigo.

Venha.

De manhã, dei dinheiro a ele pra comprar um presente,

para um primo.

Que tipo de presente?

Um jogo de computador.

Não é?

Sim, para um jogo de computador.

Ali, Sra. e Sr. Yilmaz, está tudo esclarecido,

podemos esquecer esse assunto.

Por que suspeitou dele?

- Perdão? - Por que o meu Ali?

- Tinha bastante dinheiro na carteira. - E daí?

Não posso dar dinheiro ao meu filho?

Pode.

- Sra... - Portar dinheiro não é crime.

Verdade.

Temos uma política de tolerância zero na escola.

E por isso temos de investigar tudo.

E o que os outros vão pensar agora? Sabe como são as crianças.

Não se preocupe. Vamos esclarecer tudo.

- Esclarecer? - Sim.

Estamos satisfeitos pela suspeita ser infundada.

Caso contrário, seria um grande problema.

Lamentamo que tenham vindo por isso.

Sim, lamentamos.

Eu pediria que vocês por favor falem em alemão.

Em alemão? Está bem, vou falar em alemão.

Meu filho nunca roubou. Nunca.

Porque, se ele roubasse, eu quebraria as pernas dele.

Sra. Nowak, o cronograma de substituição está no seu armário.

- A Sra. Holbach está doente. - Obrigado, Sra. Kuhn.

...ninguém foi revistado. Foi voluntário.

Voluntário? Você sabe que não.

Poderiam pelo menos ter me avisado antes.

Por que ela está te tratando assim?

Eu entendo sua indignação,

mas isso tem ocorrido há um bom tempo.

Infelizmente, há ladrões na escola

e estão sempre levando o que conseguem pôr as mãos.

Temos que aproveitar a ocasião e agir.

Os lápis reapareceram?

- Não. - Já sumiram uns mil lápis.

Quem precisa de tanto lápis?

Isso não começou após a nova empresa de limpeza?

Vanessa, eles são muito bons.

E um investigador particular?

Um cara com um cachimbo no pátio da escola procurando ladrões?

- Assim como em outros lugares. - Já vou.

"Agir", não é mesmo, Sr. Liebenwerda?

Mãos nos joelhos! Um, dois!

No três, levantamos braços e pernas.

- Juntos? - Sim.

Um, dois, três.

E quem conseguir mexa os braços e pernas.

Vamos, Enno!

Bela jogada.

Tudo bem com vocês?

Ótimo, Vera!

Passe, isso! Muito bom.

Muito bom, Vera!

Ei! Ei, pessoal!

Espírito esportivo!

Ali, levante-se. É o que acontece...

Estou cheio disso. Luísa e Jieun ficam sem fazer nada.

O que eles fazem?

Acalme-se e continue jogando, certo?

Não é tão difícil. Vamos continuar.

Jenny, pode ir procurar Jieun e Luísa, por favor?

Não dá pra jogar assim.

Ótimo, Lukas.

Ruben, venha aqui.

Pode apitar? Eu já volto.

Jieun?

Luísa?

- Vão entrar? - Estamos tomando ar fresco.

Luísa, o que está escondendo debaixo da perna?

- Nada. - Me mostre.

- Você tem fumado? - Não, não fumo.

- Pra que esse isqueiro? - Hum... Para esquentar heroína.

- Isso não tem graça. - Eu acho que tem.

Achei que você não estava se sentindo bem.

- Estávamos só recuperando o fôlego. - Isso mesmo.

Vamos voltar lá pra dentro.

E meu isqueiro?

- Vai ficar comigo. - Até quando?

- Até eu falar com seus pais. - Mas...

Por favor, não fale com eles.

Tudo bem. Mas avise quando for sair de novo, certo?

- E o isqueiro? - Você entendeu?

- Sim, Sra. Nowak. - Sim.

Que bom.

No fim da aula, você pega o isqueiro.

Agora entrem.

Olá, Oskar.

Olá.

Encontrei no ginásio. Não é dos meus alunos.

Diário de alguém chamada Steffi. Mas não tem o sobrenome.

Diário? Você já deu uma lida?

- Eu jamais faria isso. - E nem eu.

Ainda estou tendo problemas com minha conta de e-mail.

Teria como resetar minha senha?

- Sra. Kuhn. - Sim?

Preciso de absorventes internos.

- P ou M? - P, por favor.

- E você? - Não preciso.

- Quantos? - Dois.

Obrigada.

- Tchau. - Tchau.

- Sra. Kuhn? - Sim?

- A senha? - Acho que não vou poder.

- Não? - A Marian já resetou sua senha.

- Ah! - Ela colocou a nova na sua gaveta.

Vocês são ótimas! Obrigada.

- Como? - "Vocês são ótimas."

Já terminou?

Não quer dar outra olhada nessas respostas?

Posso sair?

Mas fique quieto.

- Tom. - Isso não é meu.

É sua letra.

- Me dê a prova. - Não.

- Me dê logo. - Não.

Ele disse que não é dele.

Ali, fique quieto!

Me dê, vamos.

Não.

Tom.

Por favor, continuem.

Pegue.

Comece de novo. Você tem mais 20 minutos.

- Não vai dar tempo. - Faça novamente. Ou ganhará zero.

- Essa cola não é minha. - Tom, sem discussão.

Por favor, me entreguem suas provas.

Obrigada.

Tom, por favor, espere um momento.

Te espero lá fora.

Então, Tom...

Você não se comportou bem.

O que eu fiz?

Você mentiu, me respondeu e tirou a atenção de seus colegas.

Dei uma olhada na sua cola.

Pelo menos se dê ao trabalho de marcar as respostas certas.

Você copiou seus próprios erros um a um na prova.

E como vai ser sua nota?

Quer que eu invente sua nota?

Certamente não, certo?

Tom.

O que eu vou dizer?

Quero que você entenda que seu comportamento não é correto.

As regras são para todos, sabia?

Entende isso, Tom?

Sim, não sou idiota.

Tem alguma coisa a me dizer?

- Me desculpe? - "Me desculpe"?

É isso que você quer ouvir, não?

Posso ir?

Sim, pode ir.

Avisaremos os pais.

Tudo bem, isso é ótimo.

Quando você acha que vai tem a lista de participantes?

Espero que até o final do próximo mês, está bom?

Bom dia, Carla.

- Uma pergunta. - Olá.

- Posso falar? - Só um segundo.

- Sim. - Desculpe.

Será que mais tarde poderíamos conversar sobre um aluno?

Hum, claro.

- É sobre o Ali. - De novo?

No semestre passado foi quase.

Se continuar assim, ele vai ser reprovado.

- Ei. - Bom dia.

- Estamos falando de Ali, Thomas. - Ah, difícil.

Por que difícil?

Apenas difícil. Ele corre risco de reprovação.

- Com certeza. - Só um minuto. Tim?

Vamos ter de conversar outra hora, me desculpe.

- Está bem. - Por enquanto está tudo certo.

- É sobre as provas do Ali? - Isso também.

Me desculpe...

Tchau, Tim.

O semestre está no início...

Você falou com os pais?

Ainda não.

Sabem com o que trabalham?

- O pai dirige um táxi, eu acho. - O que isso importa?

Talvez ele não tenha alguém em casa para apoiá-lo.

- Você acreditou neles? - Nos pais?

Sim.

É sobre as notas do Ali ou sobre os roubos?

Esses roubos são um incômodo, não falemos disso agora.

Mas quanto à pergunta, Vanessa. Sim, eu acredito neles.

Acho que foram sinceros e que Ali não é um ladrão.

Foi só uma pergunta, Carla, uma pergunta simples, certo?

Tudo bem, Vanessa.

Parece que estão todos irritados comigo aqui.

Muito obrigada, Carla.

Podemos então voltar ao trabalho.

- Olá, Carla. - Oi.

- Ei. - Ei.

Eu queria me desculpar.

Por quê?

A revista na sua turma não foi uma coisa legal.

Tudo bem, deixa pra lá.

E me faça um favor,

vamos falar alemão no trabalho.

- Por quê? Tem vergonha? - Não!

Eu acho melhor para nossos colegas.

Tudo bem, tanto faz.

Obrigada.

Sra. Kuhn, o pessoal da informática está em greve de novo.

De novo? Vamos ter de falar com o conselho de trabalhadores.

O papel está agarrado.

- Já tentou o compartimento da direita? - Poderia olhar?

- Geralmente fica preso lá. - Poderia ir lá olhar?

Vou cuidar disso assim que for possível.

Obrigado.

Ele quer que façamos o trabalho dele.

Sra. Nowak.

- Em que podemos ajudar? - Hum...

Sabe, Sra. Kuhn... Estou com um grande problema.

Sim, e como podemos ajudar?

Bem...

Como posso dizer sem ser rude...

Com licença, posso dar uma palavrinha com a Sra. Kuhn em particular?

Sim, claro. Quer que eu saia?

Mariam, por que não vai olhar a impressora?

Com um mestrado em física e ele não consegue resolver o problema.

- Quer se sentar? - Não, obrigado.

Eu estava em aula e meu casaco ficou na sala dos professores.

- O casaco? - Ele ainda está lá.

Então qual é o problema?

Deixei minha carteira no casaco e na carteira tinha...

- Dinheiro? - Dinheiro, isso mesmo.

E sumiu...

Está dizendo que foi algum colega seu?

Por que acha que foi um colega?

Se o casaco estava lá, então não pode ser um aluno.

Entre.

Ah, que bom.

Então, quem estava lá?

Obrigado!

Liebenwerda estava lá,

A Sra. Semnik... Infelizmente, eu não fiquei lá o tempo todo.

- Mariam, claro... - Liebenwerda, Semnik, Sra. Irfan.

Você acha que algum deles faria isso?

Sra. Kuhn.

Você tem algo para me dizer?

Dizer o quê?

Sua blusa... eu não a tinha notado antes.

Minha blusa? Que tem minha blusa?

Sra. Kuhn, isso é muito desagradável para mim,

mas há indícios claros de que foi você.

Que fui eu?

Só pode ser uma piada.

Não quero criar caso. Devolva o dinheiro,

e prometo que vou esquecer isso, certo?

Você está mesmo falando sério?

Veja isso como uma oportunidade de resolvermos essa questão.

Como uma oportunidade? Que atrevimento!

Por favor, saia daqui.

Por favor, saia daqui!

Saia!

Posso voltar?

Posso te mostrar uma coisa?

Sra. Kuhn, venha na minha sala.

- Você já comeu? - Vamos comer juntos. Me espere.

Não demore, estou com fome.

Sente-se.

Sra. Kuhn, já sabe do que se trata.

Gostaria de nos dizer algo?

Essa insinuação é absolutamente absurda.

Mas temos esse problema e precisamos resolver.

E não é uma insinuação.

Claro que é.

Você tem provas?

Posso?

Sra. Nowak.

Sra. Kuhn, não posso acreditar no que estou vendo.

Essa é sua prova? Não reconheço ninguém ali.

Mas e a blusa?

Ah, é?

Se não me equivoco, é a blusa que você está usando agora.

E verificou se alguma das outras 70 pessoas

que trabalham aqui não estão vestindo a mesma blusa?

Metade da equipe são de homens, eles não usam este tipo de blusa,

e o resto está em aula ou doente.

Se não acharmos uma solução, terei de fazer uma denúncia.

- Que tipo de solução? - Uma solução conjunta.

Um começo seria a Sra. Nowak recuperar o dinheiro dela.

Então...

Então você já fez seu julgamento.

Pode pegar.

Pegue!

Por que não pega?

Oh!

Que coisa!

Eu terei que ir ao banco, porque não tenho dinheiro.

Ou está vendo algo aqui? Isso é seu?

Por favor, pegue.

Não quer me revistar?

Veja.

Isso agora faz parte da conduta aqui.

- Está tudo bem? - Espere.

Sra. Kuhn?

Sra. Kuhn, por favor, vamos conversar.

Mãe, aonde estamos indo?

Sra. Kuhn, por favor, espere um momento.

Vamos.

- Me solte! - Vamos!

Vamos! Por favor, vamos.

...te conto mais tarde.

Podemos conversar em particular?

Pode falar livremente na frente do Sr. Dudek.

Acho que cometemos um grande erro.

Ah, é?

A rigor, o vídeo não é uma prova contundente.

É tarde demais para voltar atrás agora.

Há outro problema, Carla. Seu vídeo viola direitos individuais.

Não apenas os da Sra. Kuhn, mas de seus colegas.

Que merda.

- Não devíamos ter mostrado o vídeo. - Agora é tarde.

E agora?

Vou ligar para nossos advogados

que dirão para entregar o vídeo à polícia...

Polícia? É necessário?

...para registrar uma queixa.

Até lá vamos combinar nossa forma de conduzir o caso?

Evitar levantar acusações, suspeitas e preconceitos.

Entendido, vou trabalhar nisso.

Entendido?

E o Oskar?

Luísa, nada mal.

Bom trabalho.

- Rubi. - Obrigado.

- E Ela. Vocês estudaram juntas? - Sim.

Tom.

Você precisa melhorar.

-Ali, muito melhor. - Legal, um 3!

- Phileas. - Tirei 3!

Por que a agitação? Você sempre tira 3.

Parabéns.

Muito bem, Oskar.

Muito bom.

- Vera, muito bom também. - Que bom!

Ruben.

Nada mal.

Estou feliz.

Quanto você tirou?

Pessoal!

Ei!

Mandei um e-mail para seus pais sobre a viagem à Inglaterra.

Vocês os lembraram?

Sim.

Bom. Josefina?

Você poderia colocar as notas de todos no quadro?

- Sim! - Por favor.

Não! Para quê?

Quem quer que a lista seja colocada no quadro?

Qual de vocês...

Quem não quer as notas no quadro?

Josefina... Ei!

Josefina, por que isso é importante para você?

Eu gostaria de saber onde estou.

Você está sentada numa cadeira.

Tom.

- E quem tirou a pior nota? - Que pena, você deveria ter estudado.

E se você tivesse tirado uma nota ruim?

Gostaria de todos verem sua nota no quadro?

Rubi.

O pessoal logo vai esquecer.

Em uma ou duas semanas ninguém lembrará quem tirou 1 ou 6.

Se não faz diferença, não vou colocar.

Ei!

Vamos continuar, e não vou colocar as notas no quadro.

Se vocês...

Quem quiser saber sua colocação, me pergunte depois da aula.

Por favor, arrumem suas cadeiras. Obrigada.

Sra. Nowak, preciso do registro da turma.

- Aqui. - Obrigada.

Tchau.

Está esperando algo, Oskar?

Você deveria estar orgulhoso do seu excelente trabalho.

Aqui, dê uma olhada.

Eu queria te mostrar isso.

Você sabe o que é?

É um cubo mágico.

Mas não tem a ver com mágica, mas com matemática.

Existem algoritmos...

que ajudam a resolver o cubo. Você sabe o que é um algoritmo?

É uma sequência de ações para resolver um problema.

Veja.

Quer tentar?

Se quiser, posso te emprestar.

O que tenho de fazer?

Tem de deixar todos os lados com a mesma cor.

Parece muito difícil.

Fique com ele até conseguir resolver.

E se tiver algo te incomodando, pode falar comigo.

Ou com o Sr. Semnik, o coordenador.

Por que minha mãe estava chorando ontem?

Ela não conversou com você sobre isso?

Entendi.

Você brigou com ela?

Olá, Oskar. Entre.

Sente-se.

Olá, Oskar.

Queríamos conversar com sua mãe, mas ela não atende.

Quer um bombom?

Ela ficou na cama esta manhã e não quis conversar.

Você poderia ligar para ela do seu celular?

E falo o quê?

Que queremos falar com ela.

Alô, mamãe, estou na sala da Sra. Bohm. Ela quer falar com você.

Sim.

Certo. Sim, mamãe. Tchau.

Então? O que ela disse?

Que ela... ela não quer falar com você. E...

E?

Que você não deve se intrometer.

O que minha mãe fez de errado?

Melhor conversar isso com sua mãe.

Não, por quê? Me diga!

Certo, você já é grandinho e vai acabar sabendo mesmo.

Sua mãe não vai mais trabalhar aqui por enquanto.

Digo "por enquanto"

porque primeiro temos de esclarecer o que aconteceu.

E o que aconteceu?

Já disse, precisamos ainda esclarecer as coisas.

Mas eu quero saber.

Por enquanto, não posso te dizer mais nada.

Tem a ver com os roubos?

O que te faz pensar isso? Não é disso que estamos falando.

Você está me escondendo coisas

e disse que mamãe não trabalha mais aqui.

Não foi ela.

Ninguém disse isso.

Ninguém está acusando sua mãe.

Mas diga a ela que precisamos falar com ela.

Oskar, vamos lá fora.

- Essa conversa não ajudou. - Sim, não mesmo.

Achei que seríamos prudentes.

Medir as palavras, tomar cuidado, você não disse isso?

Eu não disse nada que ele já não soubesse,

e foi você que o trouxe aqui!

Mas não para fazer essas insinuações.

- Queríamos evitar isso. - Confie na minha longa experiência.

Experiência? Não percebeu como ele está confuso?

O menino é esperto. Ele consegue somar um mais um.

Nós é que estamos confusas.

As crianças são ótimas. Elas são amigáveis.

Eles se ajudam.

No geral, é uma classe muito cooperativa.

Claro, ainda há espaço para melhorar...

Tudo bem. Tchau.

- Olá. - Olá, sou o Nauhaus, pai do Tom.

- Ah sim, por que não se senta? - Sim.

Eu estava falando minhas impressões sobre a classe.

É muito importante que as crianças desenvolvam um senso de iniciativa.

Aqui estão as informações sobre a viagem escolar.

- Também foi por e-mail. - Obrigado.

Jieun me disse que houve problemas na prova de matemática.

É verdade.

Então não são só as crianças que fracassam, não?

Eu não diria dessa forma. "Fracassar" é um pouco forte.

Eu dificilmente entendo o material.

O conteúdo é um mistério pra mim.

Não parecem lições para crianças de doze anos.

É material da sétima série. Eu sigo o currículo.

Sra. Nowak, eu também gostaria de discutir uma questão.

Sim, por favor.

Jenny me disse que ocorreu um interrogatório.

E que ela foi coagida a revelar informações sobre colegas de classe.

Não sei se todos estão cientes.

Falamos disso no grupo de WhatsApp dos pais.

Talvez você possa dizer algo sobre isso?

Obrigada.

Ninguém foi coagido.

Procuramos conversar com os representantes de classe...

e pedimos para que ajudassem nesta questão.

Para mim, ficou parecendo que estavam sendo coagidos...

e estavam sendo incitados a denunciar os outros.

Novamente acho sua escolha de palavras um pouco forte.

Pedimos ajuda às crianças.

Vocês os fizeram delatar colegas de classe

e pediram para que não contassem a ninguém.

Você sabe que isso cria uma imensa pressão psicológica.

O objetivo era que elas pudessem falar livremente sem pressioná-los,

em um espaço de proteção.

Eu gostaria de conversar com você depois da reunião...

Mas isso é um assunto de todos.

Entre.

Todos devem participar...

Sra. Kuhn.

Pode continuar.

Ah, tudo bem.

Hum...

Onde estávamos?

O que aconteceu com Ali? Eu não entendi.

Houve um procedimento que eu também não gostei,

mas posso garantir

que o problema está sob controle.

O que quer dizer com "sob controle"?

Posso falar mais em uma conversa particular.

Por que você não conta o resto da história?

Que resto da história?

Hein?

Os pais têm o direito de saber o que aconteceu.

Este não é o momento certo...

Os pais têm o direito de saber que a professora de suas crianças...

vai ser processada.

Sra. Kuhn, isso é inadequado...

Vou falar, sim!

- Querem saber o que aconteceu? - Sim.

Sim, claro!

Esta mulher gravou vídeos secretamente na escola.

- O quê? De quem? - Dos colegas dela, imaginem só.

Espionagem, denúncias...

Calúnias, difamação! E tudo o mais!

Vidas inteiras estão sendo destruídas

com base simplesmente em suposições.

Se eu fosse vocês, não acreditaria numa só palavra dela!

Você deveria se envergonhar.

Sim, se envergonhar.

Sra. Nowak, o que foi isso?

Com licença.

Era visto como um presságio de desastres,

um tipo de punição divina.

Mas então veio Tales de Mileto.

Tales era matemático e sabia que um eclipse acontece

quando a lua se coloca entre o sol e a terra.

Vejam.

Existe o eclipse parcial,

o eclipse anular, e o total.

Com a ajuda de cálculos matemáticos,

ele foi capaz de prever com precisão o próximo eclipse solar.

E o imprevisível tornou-se previsível.

Obrigada. Fim da apresentação.

Obrigada, podem se sentar.

Em que isso ajudou as pessoas?

O imprevisível ter se tornado previsível?

Jieun?

Hum... as pessoas pararam de acreditar em Deus?

Obrigado Lukas, você pode pegar seu telefone depois.

"Pararam de acreditar em Deus". Há algo interessante aí.

Com um novo espírito crítico,

Tales introduziu as bases da astronomia moderna.

Já ouviram falar de astronomia, não?

Está falando do horóscopo?

Isso é astrologia, é outra coisa.

Quem sabe o que significa astronomia?

- Tem a ver com pesquisa estelar? - Exatamente.

Astronomia é a ciência que estuda os corpos celestes.

Os fenômenos do mundo deixaram de ser explicados por um Deus

ou por poderes superiores,

e sim buscando uma verdade universalmente verificável.

A ciência moderna é baseada nisso.

Sim, Lukas.

Você poderia colocar meu celular no bolso para que ninguém o roube?

Seu telefone está seguro.

Eu não teria tanta certeza.

- O que você quer dizer com isso? - Ele quer dizer eu. Mas não fui eu.

Isso já foi esclarecido na reunião de pais.

Não me refiro a Ali. Nós aprendemos na biologia

que as características são hereditárias.

Cale a boca!

Eu não entendi. Por favor, explique.

Por exemplo, de mãe para filho.

Se a mãe é gorda, a criança também ficará gorda.

Cale a boca!

Lukas, não é tão simples assim... Ei!

Não é tão simples assim,

mas você está obviamente fazendo alusão a outra coisa.

Então pode me explicar quem herda o quê de quem?

Isso importa agora?

- Não tem nada a dizer sobre isso? - Não, estamos...

- Covarde! - ...em outro assunto.

Não vai falar?

Essa tese não se sustenta, Lukas. Pense antes de falar.

Que idiota!

Alô?

- É a Sra. Wizorek? - Sim.

Sou Carla Nowak, professora do Lukas. Poderíamos conversar um minuto?

Estou no meu intervalo, mas que bom que ligou.

Como foi a reunião de pais ontem?

Pena que você não foi.

No grupo dos pais, disseram que você não está lidando bem com a situação.

E nem vou te falar mais o que postaram.

Bem, eu liguei para falar sobre o Lukas.

Nós, pais, vamos conversar novamente com a direção da escola.

Certo. Vamos falar sobre o comportamento do Lukas.

O que tem o comportamento dele?

Um segundo.

Oskar, você não pode ficar aqui.

Alô, Sra. Nowak?

Sente-se aqui.

Por que todos têm tanta certeza?

Ninguém tem certeza. Tudo está sendo checado.

E por que minha mãe não está trabalhando?

Oficialmente, ela está de férias.

Existe alguma prova?

- De quê? - Da sua acusação.

Há indícios claros, mas não podemos dizer nada.

- Que indícios são esses? - Não temos permissão para te contar.

Posso falar em particular com a Sra. Nowak?

Por quê?

Está bem. Vou esperar lá fora.

O que é isso?

63 euros e 45 centavos.

Minhas economias, pode ficar com elas.

Sua mãe te mandou me dar esse dinheiro?

- Oskar, não se trata de dinheiro. - Então do que se trata?

É sobre roubar.

Não importa se 1 centavo ou 100 euros. É uma questão de honestidade.

Guarde o dinheiro.

Não foi minha mãe.

Sim está bem, já te entendi.

Não é pra me entender, mas pra dizer.

- Dizer o quê? - Dizer.

- Sim, o quê? - Que ela é inocente.

Sua mãe é inocente, Oskar. Satisfeito?

Peça desculpas publicamente e conserte as coisas.

- Desculpe, não posso fazer isso. - Você deveria ou...

- Ou o quê? - Ou você vai se arrepender.

- Está me ameaçando? - Talvez.

Prefiro acreditar que não ouvi isso...

Então peça desculpas publicamente, caso contrário

você verá o que vai acontecer!

Ei! Karla, tudo bem?

- Um pedaço de bolo? - Está comemorando algo?

- É meu aniversário. - Feliz aniversário! Vai ter festa?

Não, tenho que fazer cópias e preparar as salas

- pra reunião de pais e... - Posso ajudar?

Ah, não, está tudo bem.

A reunião daquele dia deve ter sido um show e tanto, hein?

- Como assim? - A reunião de pais.

- Eu não quero falar sobre isso. - Essas coisas acontecem.

Está gostoso, né?

- O que aconteceu? - A Sra. Khun.

Falando nisso, vou tomar medidas legais contra ela.

E parece que existe um vídeo?

Ela ter roubado de mim não significa que roubou de você,

pode ter sido outra pessoa.

- É verdade. - Sim.

Você gravou um vídeo ou não?

E... podemos ver?

- No momento, não. - Mas por que não?

São provas para a polícia.

- Não posso ficar mostrando. - Ficar mostrando?

Eu também sou vítima, fui furtado diversas vezes.

- Vai se recusar a me ajudar? - Um roubo não tem a ver com o outro.

Você sabe, Carla, que me sinto desconfortável com isso,

gravações de vídeo secretas foram feitas aqui. Então...

- Quem mais está no vídeo? - Garanto que você não está.

- Ainda me sinto desconfortável. - Certo, anotado.

- Sobrou bolo? - Sim, fique à vontade!

Talvez essa situação seja um pouco demais pra você,

deve estar sobrecarregada.

De jeito nenhum. Estou bem.

Talvez possamos fazer uma denúncia conjunta contra a Sra. Kuhn.

A pobre mulher já perdeu o emprego.

"A pobre mulher"? Está falando sério?

Isso não é engraçado.

Entendemos sua compaixão, mas você tem responsabilidade conosco.

É por isso que não posso ajudá-los mais, me desculpem.

- Inacreditável. - Sr. Liebenwerda, posso lembrá-lo

que você queria colocar um detetive particular na escola?

- Isso foi uma piada! - E tem uma diferença, Carla.

O detetive investigaria às claras.

O que você fez foi pelas nossas costas.

Com licença, há alguns estudantes esperando por você.

Olá, Sra. Nowak.

Olá, pessoal. O que posso fazer por vocês?

Você ia dar uma entrevista para o jornal escolar.

Sim, mas não marcamos na terça-feira?

Vamos ter que imprimir antes porque nossa sala estará ocupada.

Exatamente.

Vai levar apenas 15 minutos.

Querem bolo?

Vamos lá.

Estes são Paul, Daniel, Bine, Krissi, Mitra, Flo.

O resto não importa.

- Obrigada por se juntar a nós. - Olá, pessoal.

Sente-se aqui.

Bem, o que querem saber?

Podemos gravar a conversa? Será mais fácil para nós depois.

Tudo bem.

Você veio para a escola no início do semestre.

Está gostando?

Eu me sinto bem aqui e os alunos são muito legais.

O corpo docente também é ótimo. Existem diferenças de opinião, mas...

Fui muito bem recebida pela comunidade escolar.

Quais diferenças de opinião?

O que acontece na sala dos professores permanece por lá.

Próxima pergunta,

Nowak não é um sobrenome polonês?

Sim, mas eu nasci na Alemanha, meus pais

vieram pra cá, saindo de Gdansk, no final da década de 1960.

Você fala polonês?

"A curiosidade matou o gato."

- O que você falou? - Vocês podem pesquisar.

Certo, hum...

Você tem tatuagens? E se sim, onde?

Eu sempre quis ter, mas não tive coragem, felizmente.

O que você diria para você mais jovem?

Como posso dizer isso sem parecer presunçosa, hum...

As inseguranças dos jovens são coisas completamente normais.

Eu gostaria que alguém tivesse me contado naquela época

que tudo ficaria bem.

Que estava tudo bem e que eu poderia seguir minha intuição.

Preciso dizer algo.

Você disse no início que se sente bem na escola.

Eu não consigo compreender isso.

Eu acho a atmosfera da escola tão desagradável.

- O que você acha? - Não é segredo que ocorrem roubos aqui.

Você sabe por que os alunos se tornaram suspeitos?

Foram acusações falsas.

É verdade. Mas algo tinha que ser feito,

até para proteger quem não tinha nada a ver com isso.

Sinto muito suspeitaram das pessoas erradas.

Isso não responde à pergunta. Por que nos tornamos suspeitos?

Havia alguns indícios, mas eram infundados.

A situação não foi bem conduzida.

E por que a Sra. Kuhn não trabalha mais aqui após 14 anos?

- Não eram 15? - Não.

Isso é assunto da direção da escola.

A Sra. Kuhn foi suspensa por roubo?

Não posso comentar esse assunto.

- Houve gravações secretas? - Também não posso comentar.

- Não pode comentar ou não sabe? - Não tem permissão para dizer?

Eu até poderia, mas não acho que seria certo.

- Não é assunto dos alunos? - Sim, claro que é.

- Sim. - E?

- Se não houver mais perguntas... - Acha certo Oskar Kuhn ser transferido?

- Quem te disse isso? - Bem...

- Quem disse isso? - São apenas boatos.

Você deve saber que devemos proteger nossas fontes.

Suas fontes?

Parem de espalhar boatos. Isso não é uma postura aceitável.

Queremos saber o que está acontecendo na escola.

Alguém tem mais perguntas?

Não.

Obrigada, Sra. Nowak.

- Obrigado. - Muito obrigada.

Vão me mostrar a entrevista antes?

- Claro. - Quando?

Quando estiver pronta.

- Ótimo. - Preciso de uma foto sua. Posso?

Obrigado.

Obrigado.

Olá, Carla.

Olá, Carla.

Que atrevimento!

Pare!

Bom dia...

Pelo menos estão quietos.

Vamos corrigir o dever de casa. Quem vai começar?

- Ali, você queria dizer algo? - Não, nada.

Se ninguém se voluntariar, vou ter de escolher.

Jieun, você fez a lição de casa?

Jieun!

Certo. Hatice? Talvez você?

Muito bem. Então vou me sentar e ficaremos calados.

Vaca estúpida.

- O que está acontecendo? - Oskar vai ser expulso da escola?

Não tenho ideia de onde veio esse boato,

talvez o próprio Oskar saiba.

Quer dizer algo, Oskar?

Pelo jeito, não. Vamos continuar com o dever.

Antes nos conte o que ocorreu e o que vai acontecer.

Se quiser falar sobre isso, fale no conselho escolar.

Agora é momento de aula.

- Nós temos o direito de saber. - Isso mesmo!

- Ninguém me pediu desculpas. - Isso não é verdade.

Pedi desculpas e a Sra. Bohm também. Na direção, lembra?

- E o vídeo? - Não tem vídeo, pelo amor de Deus.

Quietos agora.

Vou recolher o livro com o dever.

- Vamos. - Não vou entregar o meu.

- Lukas. - Comece do outro lado.

- Me dê isto. - Por quê?

Lukas, me dê isto.

- Onde está o dever? - Tudo por causa dele!

- Basta fazer o dever. - Quietos, eu disse!

Então, quem virá ao quadro?

- Ninguém. - Sim, só isso. Ninguém.

Tom, muito bem.

Traidor.

Quem falou isso?

- Quem gritou "traidor"? - Eu.

Não está certo, Jieun.

- Devemos ser solidários. - Isso mesmo!

Com suas notas, pode ficar sentado. Eu estou pra tomar bomba.

- Traidor. - Jieun?

Se repetir isso de novo, vou te tirar da sala.

Tudo isso por causa dele.

Deixe o Oskar em paz e comece.

- Por causa da mãe criminosa. - O quê?

- Por causa da mãe criminosa. - Saia.

- Só eu participo! - Saia da sala!

Aliás, Sra. Nowak,

estamos fazendo essas coisas estúpidas apenas com você.

Exatamente.

Vocês são totalmente bobos, isso é coisa de quinta série.

Tem ideia de como isso é constrangedor?

Acho que já falei isso.

As últimas semanas não foram legais.

Algo precisa mudar.

Alguém imagina o que quero dizer?

- Jonas? - Vamos ter educação física hoje?

Vamos ter assim que tivermos discutido algumas coisas.

Podemos discutir isso no conselho de classe!

Precisamos melhorar nosso relacionamento.

É por isso que hoje quero fazer alguns exercícios.

Preciso de seis voluntários para o primeiro exercício.

Quem se propõe?

Um, dois, três, quatro, cinco, seis.

Ótimo.

Por favor, levantem-se.

Para a primeira tarefa, hum...

Vocês ficam em cima desta caixa.

Mas ninguém pode cair.

Vamos lá.

Agora para os outros:

Vocês têm alguma sugestão de como melhorar? Thai?

Talvez segurar pelos ombros?

Experimentem.

Alguma outra ideia?

Oskar, imagino que tenha uma ideia.

Diga algo.

Hum?

Eles precisam segurar os braços.

Certo.

Poderia nos mostrar o que imaginou?

Pode trocar com o Lukas?

- Obrigada, Lukas. - Divirta-se, nerd.

Ei!

Parece uma boa ideia.

Agora vocês quatro.

Isso mesmo.

Sim!

Você encontrou a solução.

Oskar! Ei!

Parem com isso!

Tom! Tom!

Acalme-se!

Venha, idiota!

Oskar, me escute!

Saia, Oskar!

Saia!

Volte quando se acalmar.

Esse foi um exemplo do que eu quis dizer.

Você enlouqueceu?

Oskar!

Oskar!

Oskar, pare!

Oskar!

Oskar! Pare!

Me dê o computador.

O que tem ocorrido com sua mãe,

gerou em Oskar uma enorme pressão psicológica.

E embora receba apoio de alguns colegas, ele é intimidado por outros.

Isso deixa-o agitado e leva até mesmo à recusa de assistir aulas.

Além disso, a frustração do aluno se manifesta em um aumento

da disposição em usar violência, que se manifesta fisicamente.

Eu recomendo que você primeiro considere mudá-lo de turma.

Se a situação não melhorar,

uma mudança de escola também poderia ser considerada.

Mas a mãe teria de concordar.

Obrigada. Sra. Nowak, como professora dele, pode falar.

Eu considero enviar o aluno para outra escola

um atestado de que fracassamos.

É preciso considerar que ele é alguém que

incitou a classe ao boicote, espancou colegas,

quebrou janelas e roubou um notebook.

- Ele não queria roubar. - Perdão?

- Ele queria proteger a mãe. - Se você está dizendo...

Isso não desfaz o resto.

Você sabe que temos um...

Política de tolerância zero. Sim, eu sei, Sra. Bohm.

Mas isso é algo pessoal entre Oskar e eu.

Aparentemente ele me vê como responsável

por sua mãe não trabalhar mais aqui.

É um erro avaliar um aluno fora de seu contexto social.

Punindo-o por um possível delito cometido pela mãe.

É totalmente injusto.

Gostaria de deixar claro,

aqui trata-se apenas do comportamento dele.

Não da mãe.

Mas estamos discutindo apenas uma perspectiva.

O que fazemos com o aluno para resolver o problema?

Outros sofrerão as consequências, e não deve ser assim.

Concordo.

Pode falar.

Também penso que as consequências afetariam os outros.

Principalmente nós, estudantes.

E o que você sugere?

Já que sou parcialmente culpada, não deveria ser Oskar que...

- Então o quê? - Deveria ser eu.

A escola já sofre com falta de pessoal.

Quase não há professores substitutos.

- Turmas vão acabar fechadas. - Isso está fora de questão.

Agora que já ouvimos a opinião da especialista, Sra. Semnik,

e a Sra. Nowak...

Mas estamos decidindo sobre o Oskar. Estamos só empurrando o problema.

Não estamos empurrando o problema,

estamos democraticamente buscando uma solução.

E Oskar e a mãe não reconhecem que erraram.

Eles tiveram a oportunidade de fazê-lo aqui.

Mas eles recusaram qualquer diálogo.

Se não houver mais colocações, vamos votar.

- Eu tenho mais uma pergunta. - Por favor.

- Sra. Nowak, o que você tem no olho? - Eu caí, já disse.

- O quê? - Eu caí.

Isso não é difícil de entender.

Seu comprometimento com Oskar é admirável.

Thomas, o que isso tem a ver? Nós podemos...

Eu só quero ter certeza de que esse menino não agride professores.

Oskar não agride ninguém.

Eu sugiro votar agora.

- Sim? - Sim.

Todos concordam com o voto aberto?

Eu gostaria de não revelar meu voto.

Tudo bem, a Sra. König deseja que seja uma votação secreta.

Então vamos votar se Oskar Kuhn

deve receber dez dias de suspensão,

e se ele poderá participar da viagem escolar à Inglaterra.

Se a situação não melhorar depois disso,

faremos uma nova reunião,

e discutiremos medidas mais rigorosas, como uma transferência de escola.

Me dê os pedaços de papel.

- Tenham uma boa noite. - Se cuidem.

EDIÇÃO EXTRA

Ainda está torto. Um pouco pra esquerda...

Olhe, Agoraak.

Já lançaram?

Não, só segunda-feira. Mas já estamos nos preparando.

- Você quer uma cópia? Dois euros. - Dois euros?

Caro pra um jornal escolar, não?

Temos despesas: impressão, pesquisa,

informática, leite e café custam dinheiro.

Não ia me enviar o texto antes?

- O Krissi ficou de enviar. - Não recebi nada.

Bem, então você receberá uma cópia antecipada. De graça.

- Isso é sério? - Apenas colocamos o que você disse.

- Ei, o que está fazendo? - O que está fazendo?

- Você tem de recolher os exemplares. - Por quê?

Porque distorceram minhas declarações

e as tiraram do contexto.

Porque isso é algo entre a Sra. Kuhn e eu...

- Nós entendemos de outra forma. - Isso é jornalismo.

Não é jornalismo. E me prometeram enviar o texto antes.

Não queríamos ser censurados para você ficar bem na fita.

- Não se trata disso. - Não?

Não tem a ver com censura, e sim sobre fatos.

Já que você não quis falar. Demos voz ao outro lado.

- Vocês falaram com a Sra. Kuhn? - O que você acha?

Certo, pessoal...

Vocês ultrapassaram os limites.

Esse texto é mentiroso!

- Vocês estão causando danos. - Estamos trazendo a verdade.

- Se não aguentar, problema seu. - Está vendo?

A VERDADE VENCE TODAS AS AMARRAS

"Todo o resto é publicidade."

Quer conversar?

Me dá um abraço?

Olá, Sra. Nowak!

Onde vão encontrar uma oferta melhor?

Cheguem mais e adquiram as melhores informações!

Promoção, só um euro!

Podem levar!

Para os professores é mais caro.

Por que ela nunca nos procura quando está com problemas?

Espírito de equipe...

- Bom dia, Sra. Nowak. - Bom dia.

- Fiquei imaginando como você está. - Ah, é?

- Bom dia, Carla. - Bom dia.

“A escola deveria ser um espaço de proteção para crianças e jovens.

Mas, na investigação de furtos, coisas foram impostas aos estudantes

que só acontecem em Estados autoritários.

Ali Yilmaz foi retirado da aula por uma suspeita totalmente injusta.

Os professores envolvidos foram Milosz Dudek e Thomas Liebenwerda."

Ou seja, eu mesmo.

Eu conheço o texto, não precisa ler em voz alta.

Eu quero ouvi-lo.

"Suspeitar sem provas de uma criança de família imigrante

mostra que o racismo estrutural avança na nossa escola.

Isso foi apenas o começo: sem qualquer prova,

a boa alma da escola, Sra. Kuhn, também foi suspensa.

O método não é para os fracos: uma câmera escondida!

Já que a Sra. Nowak não desmentiu

as suspeitas sobre a vigilância secreta por vídeo,"

Não desmentiu!

"...falamos com a pessoa em questão. A Sra. Kuhn confirmou que...”

Como você se recusa a cooperar com a equipe da escola?

Mas fala sobre o vídeo com essas crianças insolentes?

Eu ainda acho que falar sobre as coisas

é melhor do que não dizer nada.

E se você tivesse lido com atenção,

você saberia que eu não disse nada sobre o vídeo.

Mas eles também não foram desmentidos. Eu sei ler. É simplesmente inacreditável.

- Você quer criar caso. - Já chega.

O desejo de ficar bem com os alunos...

...está nos colocando totalmente na merda.

Posso ter a atenção por um momento? Venham aqui, pessoal.

Silêncio, por favor. Você também, Sr. Liebenwerda.

Vocês provavelmente notaram que saiu

um infeliz artigo no jornal da escola.

Falei com o Sr. Dudek e com o departamento jurídico.

Seremos forçados a proibir a venda da edição nas dependências da escola.

A Sra. Bohm e eu cuidaremos do estande que eles montaram.

Por favor, evitem a distribuição nas salas de aula.

- E a edição online? - Já foi removida.

O clima de paz escolar está bastante perturbado.

Portanto, proíbo que esse assunto seja abordado na escola.

Sem mais, e isso vale para todos.

Conversaremos com você na presença do conselho de gestão.

- Estamos sendo proibidos de falar? - Pare com isso. Não é tão difícil.

É sobre preservar nossa instituição.

Ei, pessoal... ei!

Pedimos apenas que vocês evitem o assunto por agora.

Devemos atuar unidos, mesmo com discordâncias.

- Não serei chamado de racista. - Sim, concordo.

- Milosz, você também não deveria. - Eu entendo.

Devemos cuidar dos alunos e fazer nosso trabalho.

Vamos fazer o nosso trabalho!

Vamos deixar os alunos passarem por cima de nós então.

Você pode deixar seu cinismo estúpido em casa?

- Estou sendo chamado de racista aqui. - Eu entendi. Vá pra aula...

- Vocês não podem esconder os problemas. - Vá pra aula.

Respire fundo.

Carla, fique bem.

Você poderia ter dito algo.

Sobre o quê?

- Sobre a entrevista! - E sobre o Oskar?

Esqueça isso.

Deve ser a habilidade mais importante nesta profissão. Obrigada pela dica.

Você também é responsável pelos outros alunos.

Pessoal, desculpem o atraso.

Poderiam ficar de pé por um momento?

Todos... Levantem-se!

Eu quero que todos nós gritemos o mais forte que pudermos.

Um, dois, três, já!

Bom, mais uma vez. Mais forte! Todos vocês!

De novo!

Mais uma vez!

Obrigada.

Um esclarecimento antes da aula:

Vocês sabem o que aconteceu no ginásio.

Oskar está suspenso da escola por dez dias.

Ele também não irá na viagem escolar.

E também...

O jornal escolar causou algumas desavenças entre os funcionários.

A direção proibiu a distribuição nas dependências da escola.

Isso é censura!

Também acho horrível que tais medidas estejam sendo tomadas.

Eu não vou esconder meu exemplar.

Eu acho que é ótimo como vocês

estão se solidarizando com o jornal,

mesmo que eu ache o conteúdo do texto altamente questionável.

- Sim? - Não foi direcionado contra você.

Obrigada, Hatice.

Então, deixemos os jornais...

Oskar, o que está fazendo aqui?

Sua mãe recebeu uma carta.

- Uma carta? - Foi o que eu disse.

Eu sou o Oskar! Estou prestes a surtar!

Lukas, sente-se!

Aplausos para o Oskar!

Oskar! Oskar!

Ei!

Oskar, vamos sair por um momento.

Oskar, venha.

Você não pode ficar aqui.

Você não tem permissão para estar aqui.

- Vá para casa! - Ei!

- Vera, cuida do Oskar? - Sim.

- Nós conversamos, não sou idiota. - Certo.

Só quero encontrar uma saída.

Liebenwerda.

Poderia me ajudar?

Obrigada.

Então pessoal, vamos para outra sala.

Arrumem suas coisas.

Vamos pra sala ao lado. O Sr. Liebenwerda ficará com Oskar.

- Por que temos de sair? - Sem discussão.

Façam o que a Sra. Nowak disse.

Olá, Oskar.

Por aqui.

Venham...

Página...

46.

Façam o exercício 13,

Letras a até f.

Eu já volto.

- Kuhn. - Olá, Sra. Kuhn. Carla Nowak aqui.

Ainda tem coragem de me ligar?

É sobre o Oskar. Você recebeu a carta?

Sim. Você acha que vamos deixar isso passar?

Você está incitando o Oskar em algo que é entre nós duas.

Quem está incitando quem?

Expulsar o Oskar da escola resolve o problema?

Fui contra a suspensão.

- Parece que funcionou, hein? - Você poderia ter vindo também.

- Agora a culpa é minha? - Não é culpa...

- Volte para a aula. - Preciso ir ao banheiro.

Pode ir, mas volte rápido.

- Que tal um pedido de desculpas? - Venha buscar o Oskar.

Se o Oskar quiser, ele consegue voltar sozinho.

Dissemos a ele para ir. Mas ele não escuta.

Você não consegue nem isso...

Se você é incapaz, não é problema meu.

É seu filho. Se falharmos, falhamos juntas.

Não consigo dialogar com ele.

Você falou com a mãe?

E?

Ele está suspenso.

Precisamos cumprir as regras.

Quero falar com ele primeiro.

Pode tentar.

Você tem de ir pra casa.

Caso contrário, teremos de chamar a polícia.

Você entendeu, Oskar?

Oskar, olhe para mim.

Eu queria que tivesse sido tudo diferente.

E sinto muito pelo que aconteceu.

Mas se você não for pra casa, a situação vai ficar pior.

Colegas, vamos lá pra fora um minutinho.

Eu também não sei.

Sra. Nowak, o que está fazendo?

Não vai atender, Oskar?

Tradução e legendas: Troskim.

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