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Tradução e Sincronia: Ruiz.
Para combater o vírus, Capitão Trip,
nada melhor que o Laboratório de Weinbaum.
BEM VINDO AO MAINE
COMO A VIDA DEVERIA SER.
Novidades.
Uma explosão no Dairy College ocorreu esta tarde.
Acredita-se que foi a um vazamento de gás.
Supostamente quatro pessoas morreram.
CHARLES KRANTZ, ÓTIMOS 39 ANOS, CHUCK!
Iniquidade, e em pecado minha mãe me concebeu.
Eis que...
desejas a verdade no íntimo...
e no oculto me farás conhecer a sabedoria...
Ei, como posso ajudar?
Posso pegar um chá verde, por favor?
Claro.
Obrigada.
Se estiver indo para Cousin Town
Deveria pegar o atalho.
É só a primeira saída dá I-95.
Depois de ver a casa escura, vire à esquerda.
Chegará logo no destino.
Notícias de última hora chegando.
Um prisioneiro estadual escapou esta manhã.
Talvez com a ajuda de outras pessoas.
Aconselhamos todos os cidadãos
a ficarem atentos.
ESTÁ TENDO CONFUSÃO MENTAL?
NA GRAMA ALTA.
BARBEARIA / ABERTO.
Bem-vindos ao Corredor!
Esta noite, ele está em Hardin...
Amanhã em Nova York, Boise...
Albuquerque, Columbus...
escondidos fora de suas casas.
Você vai denunciá-lo?
Corra, corra, corra, corra, corra...
Corra...
Cujo.
LOJA DO TERROR.
Quantas vezes tenho que dizer
que vai fritar seu cérebro usando essa coisa?
Você viu o reverendo George Winston ultimamente?
Desde que sua esposa morreu...
ele não tem sido o mesmo.
Ouvi dizer que ele ficou com o corpo durante...
cinco dias.
Antes de chamarem um agente funerário.
Richie.
Olá, eu terei... um demônio sortudo.
Sabia que a Brenda
ganhou US$ 2.700 da última vez que ela jogou?
E...
Me dê...
um gin americano.
Obrigado, Richie.
Diga oi para a Srta. Sidley por mim, sim?
Vou servir, Willy Wilmington.
Olá, Nona. Como posso ajudá-la?
Ele escapou novamente.
Espero que tenha se comportado bem.
Pintura perfeita.
Legal.
Você pegou o atalho?
Você se saiu bem.
Leve ao mestre. Ele está ali atrás.
Todos que não leram um Stephen King
ainda pode ter visto um filme de Stephen King.
A Dança da Morte, Na Hora da Zona Morta ou Cujo ou...
Um Sonho de Liberdade, À Espera de um Milagre.
Todos os de Frank Darabont, todos os de Rob Reiner.
Conta Comigo... Achei ótimo.
Christine foi um filme tão bom,
e Carrie foi um filme ótimo também.
"IT" me traumatizou completamente.
Olhos de Gato e Bala de Prata são meus favoritos. Eu amo.
Creepshow teve um impacto enorme...
é único e estilizado.
Eclipse Total foi muito boa.
E 1408. É uma loucura tão grande que naquele filme
quase tudo pode acontecer a qualquer momento.
Mick Garris fez A Dança da Morte.
Louca Obsessão é um dos meus favoritos.
O Cemitério Maldito é um ótimo filme.
Amo o que ele faz com os personagens.
A Metade Negra obviamente foi um sucesso.
O Iluminado é muito difícil de superar. Vamos admitir.
Muita gente veio ao trabalho dele por causa do cinema.
Provavelmente começaram com os filmes
e depois descobriram... os livros.
Tudo começou com Carrie.
Foi o filme que realmente chamou muita atenção.
Ao trabalho de Steve.
Você não poderia perder Carrie...
que lembro de ter visto o filme antes de ler o livro.
O livro não era muito conhecido até o lançamento
do filme de De Palma, e o filme me surpreendeu.
Foi tão bom.
Acho que foi a primeira vez que tomei conhecimento
de quem ele era, em 1976.
Fiquei impressionado com a história.
A jornada dessa personagem e o que ela está passando
com a mãe e o bullying na escola e os poderes...
que ela ganha e como isso funciona como uma metáfora
para sua entrada na feminilidade.
Realmente aquilo foi perfeito.
Assistindo toda a transição de Carrie,
foi como Jekyll e Hyde.
King parecia trazer isso para aí também,
aquela habilidade que as pessoas têm de só...
ter essa metamorfose em algo...
que só quer te machucar.
Do jeito que Brian De Palma usa a tela dividida
no baile, para o carro capotar quando eles estão tentando,
atropelar ela na estrada, e toda a sequência final
com a mãe e a casa sendo crucificadas
na porta, as facas atiradas nela também,
aquele momento final assustador, o que mostra que jump scare
nem sempre é um palavrão.
Carrie não era assustadora.
Você ver ela queimar tudo no final.
Você observa, e é emocionante.
Acho que é mais um thriller do que um filme de terror.
Pra mim, como em grande parte Obra de Stephen King,
Carrie não é só um filme de terror.
Tornou-se um filme de terror pela forma
como foi tratado inicialmente,
mas... do jeito que está escrito,
tem uma espécie de linha que atravessa o trabalho de Stephen King.
Quando as pessoas ouvem Stephen King, na maioria das vezes,
principalmente quem não tá super acostumado ou familiarizado
do trabalho dele, pensa ah: cara do terror...
o que não é verdade.
Stephen King escreve sobre seres humanos.
E depois os coloca em...
situações incrivelmente pressionadas,
difíceis e às vezes, situações fantasmagóricas.
Você está lidando com personagens
que são tão interessantes e fascinantes.
Como se ele realmente soubesse...
como explorar isso através de personagens que você se importa.
Muito do trabalho de Stephen King, parece ser sobre...
como tratamos uns aos outros.
Não havia gênero de terror real nos filmes...
até Psicose.
Psicose abriu isso e houve um grande...
número de pessoas que o seguiram.
Passamos pelos anos 50, onde tivemos
ótimos filmes de terror de ficção científica
que tratavam da estranheza das coisas
que poderiam acontecer conosco.
O horror que existia na história...
era realmente sobre... Oh, um grande monstro.
Ou uma situação assustadora.
Quando Steve surgiu nos anos 70,
tudo girava em torno de como as pessoas foram afetadas...
pelo que aconteceu,
e acho que ele mudou...
o horror...
filmes de terror e de gênero só por causa disso.
ROSE RED - A CASA ADORMECIDA (2002)
Ele tornou isso real para muitas pessoas...
porque colocou nomes de marcas.
Haviam pessoas comendo os alimentos que você comia
ou usando o detergente que você usava na máquina de lavar louça.
Tornou-se muito americano e muito reconhecível.
E ele também espalhou a notícia...
para uma grande parte...
do público americano.
Poderíamos dizer que está na classe média.
E fazê-lo de uma forma sem pretensões,
que converse com as pessoas comuns,
é para e sobre as pessoas comuns.
Ele adora pessoas comuns.
Adora pessoas folclóricas e tem esse diálogo bem definido.
Ele não é condescendente com eles.
Não é condescendente com os americanos médios.
E acho que isso é importante.
Em muitos aspectos, ele é um homem do povo.
Em vez de ambientar tudo nas grandes cidades...
ele escolheu locais e...
ambientes...
que sejam identificáveis para todos.
Você poderia nomear Pensilvânia,
poderia fazer de Maine o interior da França,
poderia nomear muitos lugares diferentes...
porque todos temos lugares assim.
Todos temos pequenas cidades e comunidades...
e isso permite que as pessoas e personagens...
surjam, em vez de serem oprimidas, digamos,
pelo ambiente da cidade de NY.
A identidade de Stephen King está envolvida
no terror de uma cidadezinha.
É muito mais compreensível do que, sabe...
o castelo na Transilvânia.
Não é isso que ele faz.
Também pode ser assustador, mas não é isso que ele quer,
e acho que o que acontece nessas cidadezinhas americanas,
é muito interessante porque não é o que você espera.
Acho que ele é tão profundamente um escritor americano...
que escreve sobre a América e a escuridão.
Que se esconde no coração da América.
Ele só tem o dom de nos presentear com tudo isso.
Posso me relacionar e me conectar e...
sempre parece uma espécie de tempo
mesmo sendo coisa de época. Sempre parece a América.
É muito gentil...
Norman Rockwell Americana.
É uma América idealizada, mas depois...
é destruída e enviada para o inferno.
IT (1990)
Não, por favor, não!
Isso me traumatizou completamente.
Meus pais se recusaram a me deixar assistir a minissérie,
então eu assistia na casa de um amigo
quando era muito jovem para descobrir Stephen King.
Olá Ben.
Quer um balão. Ben?
Estava em todas as ondas de rádio na Austrália,
quando foi lançado, e isso me aterrorizou.
Eu e meus amigos tínhamos uma câmera de vídeo.
Nós recriaríamos cenas dele.
Foi só uma obsessão.
Um dos primeiros filmes que fiz...
com meus amigos no quintal,
foi uma adaptação de IT, na verdade.
Quando eu estava na sétima série.
Filmes de terror, em particular, sempre...
foram algo que me atraiu...
e me aterrorizou como espectador.
Quando Tim Curry aparece pela primeira vez no ralo...
- Você não vai dizer... - Quando eu era...
Um menino de 11 anos, não havia nada mais assustador.
Ah, vamos lá, garotão.
Você não quer um balão?
A atuação de Tim Curry como Pennywise
é a atuação mais aterrorizante...
porque ele interpreta como um palhaço.
Ele não interpreta como um monstro.
Ele interpreta como um palhaço de aniversário,
e isso é tão assustador para mim.
Até hoje tenho medo de palhaços e...
de Tim Curry. Ele é a razão disso.
Toda vez que Pennywise aparece nesse filme,
é realmente assustador para uma criança.
Fiquei tão traumatizado...
ao tentar assistir filmes de terror,
mas tão interessado em terror que decidi mudar...
para os livros.
E o primeiro livro que comprei...
quando tinha uns 10 anos foi "IT"
e isso foi um grande erro.
Eu me encontrei nessa situação de conflito muito intensa..
Onde não queria continuar lendo...
porque estava com muito medo
e porque estava tendo pesadelos horríveis.
Mas eu me importava tanto com o clube dos perdedores,
me importava tanto com esses personagens maravilhosos
que tive que continuar lendo.
É basicamente mijo e merda.
- Só estou dizendo... - No final...
percebi que ele havia criado...
uma oportunidade para eu...
aprender como ser mais corajoso,
em incrementos muito pequenos,
só para terminar um capítulo,
ou, eventualmente, para terminar o livro.
E isso se tornou um músculo que eu...
tentaria exercitar à medida que envelhecia
e acho que é o que realmente significa o terror.
É um exercício de coragem,
da mesma forma que íamos à academia
para tentar ficar mais fortes fisicamente.
Filmes e histórias de terror...
podem nos ajudar a praticar a coragem...
por um curto período de tempo.
Em um espaço completamente seguro.
Essa jornada começou com "IT" para mim,
mas me levou muito rapidamente por todas
as obras disponíveis de Stephen King.
E ele quase imediatamente se tornou meu herói.
Quando ouço histórias de outras pessoas
contando sobre o primeiro contato com Stephen King.
Geralmente foi na infância.
Certas obras de arte...
que você vivencia quando criança, ficam impressas em você...
de uma forma, que não acho que ficam...
quando você é adulto.
E eu pertenço a uma geração muito particular,
aquela primeira geração de crianças...
que foram expostas a Stephen King...
E...
deixou inquestionavelmente uma marca indelével.
No início da década de 80, meu pai...
tinha uma biblioteca gigante em nossa casa.
E na prateleira de baixo tinha alguns livros de Stephen King.
Ele tinha os livros de Carrie,
tinha o 'Os Vampiros de Salem's Lot' que tinha fotos
da minissérie de Tobe Hooper no meio,
então poderíamos ver Barlow
logo antes de ele ser estacado.
E então eu conhecia o logotipo.
O nome dos livros de Stephen King
antes mesmo de eu saber ler.
King foi uma grande parte da minha infância
e acho que da infância de muitas pessoas, nas décadas de 80 e 90.
Acho que as crianças procuraram Stephen King
porque ele escreveu personagens adolescentes autênticos
e personagens infantis.
E se ele te conquistou quando jovem, te terá pra sempre.
CONTA COMIGO (1986)
Um dos outros que realmente me marcou...
foi 'Conta Comigo'.
Quando o vi a primeira vez, não me conectei com Stephen King.
Achei que era um drama maravilhoso sobre a maioridade
e no final do filme,
quando surgiu o nome de Stephen King,
eu lembro de ter ficado em choque,
ao ver que alguém que tanto lhe associava ao terror
era capaz de criar algo tão bonito.
"Conta comigo" com qual cresci.
Meu melhor amigo e eu saíamos de nossas casas
para tentar fazer uma jornada para achar um cadáver
e tentando achar trilhas de trem
e passávamos por valas o dia todo e pensávamos que íamos...
encontrar um cadáver.
E, gostaríamos de estar naquele filme.
Então esse foi realmente um filme fundamental
para mim, quando penso sobre Stephen King,
nunca penso em terror.
Eu sempre penso em...
como me senti quando li ou os sentimentos
que causaram a mim e aos personagens.
E quando penso nos meus filmes favoritos de Stephen King,
penso em Conta Comigo e Um Sonho de Liberdade.
Lembro de ver 'Conta Comigo' e...
fiquei muito impressionado.
Simplesmente amei demais.
Na verdade, foi porque levei o 'Conta Comigo'
O sonho de Liberdade, o roteiro...
foi pra Castle Rock porque 'Conta Comigo' eu senti que...
eles entenderiam,
o filme que eu estava tentando fazer...
E estou feliz que foi que o aconteceu,
Lembro de está no set de...
A hora do Pesadelo 3, uma noite e...
pensando...
Eu peço ao Steve...
os direitos de Sonho da Liberdade ou O Nevoeiro?
Finalmente fui para Sonho da Liberdade,
porque era tão baseado em personagens,
e Stephen King disse que sim.
UM SONHO DE LIBERDADE (1994)
Sonho de Liberdade é diferente.
Isso é sobre redenção, e sobre humanidade.
É sobre um homem preso injustamente e tentando aprender...
como lidar com isso e não enlouquecer.
É o que isso faz você sentir...
pelas pessoas, é o coração...
que isso tem.
Você imediatamente se apaixona por Red.
Ele é esse personagem que...
que é incrível e você adoraria ouvi-lo...
e assistir durante todo o filme.
E, claro, o Andy, o personagem principal também.
Na medida em que o Iluminado significa para os fãs de terror,
Um Sonho de Liberdade significa muito para...
os fãs que buscam algum tipo de esperança no mundo, de que...
suas vidas podem melhorar, não importa o quão mal estejam.
Bem, levei cinco anos para...
realmente escrever o roteiro,
depois que Steve me deu os direitos.
Eu sei que tinha uma certa ambição no...
aspecto criativo do que eu queria que o roteiro fosse...
e ainda não me sentia um bom escritor o suficiente.
Essa é outra coisa por qual devo agradecer a Stephen King pela paciência.
De vez em quando, eu dizia a ele que ainda queria
fazer isso e, finalmente, um dia, me senti pronto
e escrevi em oito semanas e enviei para Castle Rock.
Castle Rock voltou para mim...
Liz Glotzer, que foi uma das principais...
executivas de desenvolvimento,
ela foi a primeira a ler o roteiro,
e entrou no escritório do chefe e disse:
temos que fazer esse filme.
Ela bateu na mesa e disse que...
se não conseguirmos, eu desisto.
Então... Liz me ligou e disse:
Rob Reiner leu o roteiro,
e...
Ele amou.
Houve um momento em que Rob expressou interesse
em dirigi-lo sozinho.
Na verdade, Tom Cruise leu o roteiro.
E perguntou a Rob se ele queria dirigi-lo e com Tom nele.
Então Rob disse, vamos oferecer Frank uma posição de escritor.
Vamos lhe oferecer...
muito dinheiro.
Pensei nisso por um dia, sabe...
aí liguei de volta e disse, quer saber?
Eu quero continuar com isso.
Eu quero dirigir sozinho...
porque sinto isso profundamente,
profundamente em minha medula.
Sinto essa história muito profundamente,
e se não for isso, então o que é,
e se não for agora, quando é?
Quando vou dirigir um filme que seja importante para mim?
Se você é lembrado por alguma coisa,
é pela...
gentileza que demonstra ou pela arte que cria.
Você não é lembrado por sua conta bancária.
Ninguém fica impressionado com isso.
Ninguém se importa. Então...
sim, foi uma oferta muito bonita, mas era dinheiro.
Foi só dinheiro.
E Rob era um amor...
e um grande apoiador,
um incentivador e um mentor.
Ele aceitou não como resposta com muita...
graça e elegância.
Frank é...
um dos diretores mais consumados...
com quem já trabalhei. Ele ama filmes...
mais do que qualquer coisa no mundo.
Ele e Quentin Tarantino provavelmente...
Não sei quem gosta mais de cinema.
Frank realmente...
ele realmente ama.
Ele agoniza com cada detalhe,
e transparece em seus filmes.
Um Sonho de Liberdade é provavelmente...
um dos maiores filmes americanos...
de nossa geração.
E minha memória é essa, esse não foi o sucesso,
mas fez com que as pessoas pensassem
que é um dos melhores filmes.
É ambientado na prisão.
Não tem Sylvester Stallone...
ou Van Damme nele.
Não é um filme de ação. Claramente...
é um drama com Morgan e Tim.
Parece um filme deprimente. Entende?
Não há como montar o trailer e...
convencer o público de que será algo...
que eles amarão nos próximos anos.
Então tivemos problemas para fazer com que as pessoas viessem,
e isso foi muito, muito decepcionante,
tenho que admitir.
Pouco depois...
Eu agradeço à Academia.
Eles nos indicaram sete prêmios da Academia,
e fomos um dos cinco Indicados para Melhor Filme naquele ano.
Um Sonho de Liberdade...
Nikki Marvin, produtora.
E o Oscar vai para...
Não ganhamos nenhum prêmio.
Havia Forrest Gump.
Forrest Gump.
É o ano de Forrest Gump. Eles varreram tudo.
É um ótimo filme, então não tinha surpresa.
Foi isso, Pulp Fiction,
Quatro Casamentos e um Funeral e Quiz Show...
E sonho de Liberdade.
E todo mundo, o que é Sonho de Liberdade?
Me lembro de estar na premiação
e quando Sonho de Liberdade foi anunciado,
as pessoas que estavam lá iriam?
Que filme? Sentimos falta disso?
Então isso...
chamou a atenção para o filme de uma forma,
que não poderíamos ter comprado por meio
de marketing ou publicidade.
Parece que será um daqueles filmes que as pessoas
que irão guardar e eu...
cara, estou muito grato por isso.
Acho que Stephen King gosta daquelas...
situações contidas em que as pessoas ficam...
presas em uma arena específica.
É quase como uma peça de teatro.
Das situações surgem muitos...
momentos desafiadores entre os personagens porque eles
são forçados a desafiar a si mesmos e a desafiar os outros.
Esse é o tema obviamente em O Nevoeiro.
E O Iluminado e 1408, e a psicologia...
nessas áreas contidas é interessante e...
muitas coisas estão acontecendo, muitas coisas estão surgindo
porque ficamos presos.
Vamos.
Essa é uma situação em que King
gosta de colocar seu personagem e,
à medida que revelamos, o que aprendemos
coletivamente durante meses de bloqueio
é uma situação desafiadora.
O dispositivo que ele usa está dentro de casa,
sem ter para onde ir.
Ele quer que você se concentre no que tá acontecendo,
não no que está...
acontecendo lá fora, no mundo.
E nesse ambiente, não há escapatória.
Você tem que enfrentar seus demônios.
Estou aqui porque o povo da ilha
sabe como se unir para o bem comum quando necessário.
E foi isso que essas pessoas fizeram.
Presos bem alto na tempestade do século.
No caso de Rose Red, acho que é a mesma coisa.
Eles ficaram presos neste ambiente controlado
onde a casa controlava os personagens.
Ele é tão descritivo de suas configurações.
Tá bem, engraçadinho, mas quero sair, certo?
Acho que isso o torna assustador e identificável,
porque você imagina acontecendo com você.
O que é isso?
O que tá acontecendo comigo?
Em Pesadelos e Paisagens Noturnas, a sala de autópsia também
foi muito divertida.
O que tá acontecendo aqui?
Snake, por que você não consegue ver isso?
Por favor, você não pode fazer isso.
Você não pode me cortar. Me ajude.
Você não percebe? Ainda posso sentir!
Um exemplo claro dessa dinâmica...
é Louca Obsessão.
LOUCA OBSESSÃO (1990)
Todos imaginamos que poderia acontecer conosco.
Somos todos personagens de James Caan nesse filme,
e Kathy Bates é tão assustadora.
Ontem à noite, ficou tão claro.
Percebi que você só precisa de mais tempo.
Eventualmente você aceitará a ideia de estar aqui.
Paul, sabe sobre os primeiros dias...
nas minas Kimberley Diamond?
Sabe o que fizeram com os trabalhadores
que roubaram diamantes?
Não se preocupe, eles não os mataram.
No livro, Annie Wilkes...
corta o pé com um machado.
Então sentamos na primeira...
reunião e Rob disse, não podemos cortar o pé dele.
Há uma infinidade de problemas com isso.
Então...
eles lançaram essa ideia de mancar.
E... Eles pararam para almoçar e disseram:
Tudo bem, preparem tudo para o almoço,
e quando voltarmos, vamos filmar.
Todos voltaram do almoço e ficaram tipo...
O que tá fazendo? Como se você devesse estar pronto.
Eu pensei, essas são as pernas falsas.
Então eles não sabiam,
porque tínhamos disfarçado muito bem a perna dele.
Annie, pelo amor de Deus...
Shh, querido...
A primeira exibição...
- Pelo amor de Deus. - Dava para sentir o...
oxigênio sendo sugado
do cinema quando ela levantava a marreta
porque todo mundo vai ao mesmo tempo...
todos de uma vez.
Quase pronto.
Você nem vê de perto.
Via de forma ampla.
Você a vê levantar a marreta e...
é uma marreta de verdade.
E é pesada, e então quando ela balança e...
bate pela segunda vez, você nunca vê.
E você não precisa ver.
É muito sobre o efeito sonoro.
Corta para o close e ela diz...
Deus eu te amo.
É quando Stephen consegue que a combinação...
da humanidade...
com a situação seja aterrorizante,
e eles podem dizer que é horror.
Mas acho que o que Stephen faz e também o que eu faço...
e o que muitos de nós fazemos...
É realmente suspense.
Essas são pessoas.
Tipo assim, a situação...
é de pavor crescente.
Mas você tá olhando para as pessoas.
O segredo está no elenco...
e acho que vale para qualquer papel.
John Ford costumava dizer...
que representa 70% do trabalho.
Você faz a escolha certa e já está na metade do caminho.
E o Oscar vai para...
Kathy Bates em Louca Obsessão.
Kathy Bates é uma atriz brilhante.
Ela venceu o prêmio da academia por Louca Obsessão.
Gostaria de agradecer ao William Goldman por...
trazer a maravilhosa, a louca Annie Wilkes
para as telas.
E Stephen King por pensar nela em primeiro lugar.
E Louca Obsessão é a grande loucura de Stephen King
e Kathy Bates estava ótima no papel.
Dolores era um papel muito diferente...
forte, resistente, mas...
cheia de nuances.
ECLIPSE TOTAL (1995)
Se quer saber a vida de alguém...
você olha as mãos.
O desafio para mim e o que provavelmente...
foi mais interessante para mim...
é que Eclipse Total é um filme feminino.
Os três personagens principais são mulheres.
As mulheres governam este filme.
Por que vivo 20 anos no inferno?
- Por que mãe? - Tenho um amigo...
Larry Kasdan, que é um ótimo diretor.
E seu filho foi para Columbia.
Durante o primeiro semestre, no Natal,
aconteceu que encontrei ele...
e o filho de Larry disse:
sabe, fiz uma aula de cinema...
e a professora era uma mulher,
e estava tentando comunicar o fato de que não
existem histórias de mulheres.
E, sabe...
Precisamos de cineastas que entendam as mulheres.
E ela ia mostrar a Eclipse Total...
para dizer Taylor costuma ser
usado para homens ou mulheres, certo?
E que Taylor Hackford...
essa mulher que dirigiu...
Eclipse Total,
realmente entende as mulheres.
As quatro mulheres que estão aqui.
É a história de uma mulher brilhante.
E então...
o filho de Larry Kasdan sentou-se e disse, bem...
Só quero dizer, eu sei Taylor Hackford, é um homem.
Não ele não é.
Nenhum homem poderia fazer essa história.
Poderia ter um elogio melhor do que esse?
Foi ótimo, mas tudo começou com Stephen King.
Ele teve a inspiração.
Stephen King criou os personagens.
É melhor se sentar, Joe,
se não quer isso na sua cabeça.
Mamãe...
Dolores é heróica.
Como uma mãe lida com o incesto?
Muitas delas sabem disso e concordam.
Dolores não estava disposta a ignorar isso.
Dolores compreendia o horror pelo que o marido...
Tava fazendo aquela criança passar.
Tinha que parar, e ela parou.
Achei que foi Stephen King. Tudo Stephen King.
A única coisa que vai conseguir...
é uma longa pena...
na prisão de Shawshank,
por abuso sexual infantil.
Maldita vadia.
Eu penso que Stephen King,
provavelmente teve uma Delores em sua vida.
A maneira como ela foi descrita,
e como todas as mulheres foram descritas
foi tão real.
Minha mãe teve uma vida muito difícil,
e ainda me sustentava trabalhando duro.
Quando escrevi para ele, só falei, ouça, eu vi...
minha mãe nesse personagem.
Stephen King pode escrever para mulheres. Realmente pode.
Stephen King tem um talento especial para escrever
personagens femininas fantásticas,
e acho que ele creditaria muito disso à...
sua esposa Tabitha,
e à influência dela...
sobre ele ao longo de sua vida.
E muitos de seus livros, especialmente os mais pessoais
com algumas das heroínas mais fascinantes
são dedicados a Tabitha e suas irmãs...
e outras mulheres em sua vida...
que são figuras muito poderosas.
Ele foi criado por uma mulher solteira poderosa e forte.
O relacionamento com sua mãe molda bastante sua escrita,
e ele dá detalhes muito comoventes,
sobre a escrita e muitas de suas entrevistas.
Acho que ele é um homem que cresceu na presença
e sob a influência...
de mulheres notáveis,
e que se casou com uma mulher notável...
que, de várias maneiras...
é responsável pelos maiores pontos de inflexão...
em sua carreira e em sua vida pessoal.
Se você ouvi-lo falar sobre Tabitha...
e perceber que ela...
tirou o manuscrito de Carrie...
da lata de lixo quando ele o jogou fora, em...
completo desespero,
quando você imagina ela sendo...
a primeira por os olhos em uma de suas histórias...
e dando a ele aquele primeiro feedback crítico,
quando você imagina...
algumas das histórias que ele conta...
sobre o casamento deles,
não apenas em suas versões ficcionais,
mas ao escrever quando ele fala sobre...
como ela veio até ele,
e o fez confrontar seu vício,
é muito fácil ver...
onde ele se inspirou.
Muito dessa...
força e tipo de coragem...
que suas heroínas possuem.
Acho que ele pegou isso em casa.
Ele veio de um lar desfeito como eu.
Seus pais se separaram cedo...
e ele foi criado por uma mãe solteira,
operária de classe trabalhadora,
com uma vida muito difícil.
E seu trabalho costuma ser sobre a família fragmentada.
Sua família é o lugar onde você deveria se sentir seguro.
O mundo exterior é o outro,
sua família é você.
E se isso começar a desmoronar,
se isso começar a representar perigo e...
circunstâncias horríveis para você...
Não estará seguro em lugar nenhum.
Se não pode estar seguro dentro da unidade familiar,
como pode esperar sobreviver?
E acho que esse tema presente em grande parte do trabalho de King
é na verdade o que aumenta o terror
que sentimos ao testemunhar...
ou ler essas histórias.
Quer seja a família e Cujo...
e o que eles estão passando
antes do cachorro aparecer ou...
o que está acontecendo em O Iluminado...
entre Jack e Wendy.
O ILUMINADO (1980)
A primeira vez que eu...
encontrei Stephen King...
foi através de O Iluminado, o livro.
Li aquilo e fiquei simplesmente encantado.
Eu pensei que era a coisa mais incrível.
Tive que parar de ler.
Acho que eu estava em algum lugar remoto nas montanhas.
Era muito semelhante ao deserto do Colorado
onde fica o hotel de O Iluminado.
Isso me assustou demais.
O clube do livro...
por acidente, me enviou...
O Iluminado.
Eu ia devolver porque não tinha dinheiro pra comprar,
mas eu abri o livro...
e por acaso era o parágrafo...
onde a mulher morta senta na privada,
e pensei, ah, tenho que... ler este livro.
Quando li O Iluminado, acho que foi a primeira vez...
que me encantei...
pela voz do escritor.
Quando você entra na cabeça de Jack Torrance...
você se conecta com ele...
dessa maneira muito visceral.
Stephen tinha um relógio ali,
que era a caldeira no porão,
que estava crescendo, crescendo e crescendo...
e, claro, no final, explodiu.
A caldeira que eventualmente explode...
é uma metáfora para o que se passa
na cabeça de Jack Torrance.
Fui contratado para dirigir O Cadillac de Dolan.
O roteirista e eu íamos ter uma ligação com o Sr. King.
E eu estava eufórico, tão animado.
E eu disse: o que acha que devo dizer primeiro?
Vou dizer a ele o quanto amo O Iluminado.
E ele disse: Eu não faria isso,
porque ele acha que é uma merda total.
Era notável que Stephen King
não gostou do filme de Kubrick.
E há uma série de razões,
mas uma das principais...
é que este foi um livro muito pessoal para ele.
Foi um livro que ele escreveu... enquanto ainda bebia
bebia sobre a culpa...
de um pai que, enquanto estava bêbado,
quebrou o braço de seu lindo filho.
É sobre culpa e...
busca de redenção.
Ele vai para este local...
completamente desprovido de pessoas...
na esperança de que, isso o ajudará a ficar...
longe da garrafa...
e a ser um marido e pai responsável.
E Kubrick transformou isso em algo...
muito diferente.
Agora eu estava no teatro Chinês em...
Hollywood, no primeiro dia...
Primeira exibição, para ver O Iluminado...
e quase todo mundo naquele teatro...
leram o livro,
Então, tudo ia bem...
Kubrick que fez, então será ótimo.
E estavam vaiando e assobiando, e...
todo mundo estava chateado. Sabe?
Não era o livro.
As personalidades criativas...
de Stanley Kubrick e Stephen King...
são muito, muito diferentes.
King é um escritor muito caloroso, humano e emocional
e Kubrick é muito...
legal e um cineasta intelectualizado.
Scatman Crothers me falou...
que ele faria 85 tomadas,
de uma cena, repetidas vezes,
e não necessariamente daria qualquer direção.
Portanto...
ele calculou a maneira dele...
contrasta com o calor emocional do tema...
sobre as histórias de King.
Em todo o seu trabalho,
que é substancial e tremendamente influente,
Kubrick nunca foi um cineasta emocional.
- Qual é, o que quer dizer, rolar o vídeo? - Dois segundos...
Estamos nos matando, e você tem que tá pronta.
- Também estou, tô parada aqui. - Vamos tocar música ambiente?
- Não, não consigo ouvir. - Quando você saiu...
- você disse que só... - porque eles falam,
- espera um minuto, - Tudo bem!
- E você fala, vá... - Ao fazer isso...
Parece uma desesperada, Shelley. Tá desperdiçando nosso tempo.
Não consigo nem abrir essa porta...
No registro, eu levei uma grande bronca
porque disseram...
para virar...
e disseram para rolar o vídeo e tudo mais...
e eu me preparei...
e pulei para cima e para baixo,
e depois disseram deixa pra lá.
- Corta. - Ele teve uma cena emocionante.
Uma. De todos os filmes.
E esse foi o fim de 'Glória Feita de Sangue',
que vai te levar às lágrimas, mas...
nunca mais...
novamente, Stanley Kubrick...
tentou envolver suas emoções.
Sempre foi... é cinematograficamente impressionante,
mas era...
um jogo de xadrez muito intelectual...
- ele contando uma história. - Acho que deveríamos discutir sobre...
Danny?
É muito bom Filme do Stanley Kubrick,
mas é um terrível Filme de Stephen King.
Danny!
O problema é Stanley Kubrick não acreditar no sobrenatural
de forma alguma,
e o filme foi ditado por essa crença,
então funciona perfeitamente em sua própria lógica.
E não é a lógica de Stephen King.
Kubrick ligava para ele no meio da noite
e perguntava coisas tipo: Você acredita em Deus?
Quando conversei com Stephen King,
fiz muitas perguntas a ele sobre o Iluminado e...
as filmagens do filme, e ele me contou uma anedota.
Ele disse que estava...
em casa dormindo,
2h da manhã ou algo assim.
No Maine, onde mora,
e seu telefone estava tocando,
e era Stanley Kubrick.
E ele disse: Oi, Stephen, é o Stanley.
Você está bem?
E Stephen King disse: sim, não, são 2h am
- então estou dormindo. - Ah, desculpe,
estou aqui em Londres, estamos filmando...
e só tenho uma pergunta para você
e Stephen King responde: sim, o que seria?
E Kubrick fala:
Deus existe?
Stephen King respondeu:
bem, Stanley, isso...
Isso é a grande dúvida, entende?
Isso realmente depende de onde você vem...
porque é... é um grande debate.
E Kubrick disse: sim, sim, não, isso é...
É só isso. Obrigado. Muito obrigado.
E ele desligou o telefone.
Quando conhecemos Jack Torrance...
o personagem de Nicholson, no filme,
ele pareceu tão louco desde os primeiros segundos
que o conhecemos quanto no último segundo de encontrá-lo.
Sua loucura carece de arco.
Ele parece estar bastante perturbado desde o início.
David Cronenberg me disse uma vez,
Após o lançamento de O iluminado...
que o motivo do iluminado não funcionar...
é porque eles lançaram o final.
Jack Nicholson é louco desde o início.
Isso funciona...
no mundo de Kubrick,
mas não no mundo de King.
Então reservará um tempo para voltar para onde estava.
Entendeu?
Conheço um famoso crítico de cinema que disse...
que a atuação de Nicholson em O Iluminado
é ao mesmo tempo sua melhor e pior performance,
o que é interessante de se dizer. Entende?
O que você perde, eu acho...
é, novamente, o que considero a grande...
força de Stephen...
é a humanidade reconhecível.
Em todos esses personagens.
Por que não começa dando o fora daqui?
E quem poderia imaginar, aqueles dois se casando?
Você perde o horror para mim de...
alguém muito familiar para você se tornar tão diferente.
Isso é... pra mim, isso vai para o meu coração agora.
Imagino que se minha esposa e eu tivéssemos...
.. se de repente eles parecessem...
tão diferentes, que...
quão doloroso e difícil isso seria.
Isso não estava no filme.
No entanto, com o passar do tempo, como nós vimos...
tornou-se o que... Entende?
Tornou-se um filme de terror icônico
baseado nisso.
Acho que King nunca gostou...
do que fizeram,
mas foi a versão do Kubrick, de King.
Ele teve que torná-lo seu,
como a maioria dos artistas fazem.
É sempre difícil fazer essas adaptações,
então, todos adoram.
Hollywood é um lugar difícil e turbulento.
Eles chamam de show business, não de show amigável.
E há traição, falsidade,
decepção e...
todo tipo de coisa. Há uma ótima piada.
Acho que foi Ernest Hemingway quem disse:
quando você faz um acordo com Hollywood
o que você deve fazer é dirigir até o Colorado River
Pare na ponte, no meio do caminho...
Arizona e Califórnia...
e lance seu romance.
Quando eles jogam o dinheiro...
você coloca no carro, e dirige de volta para o leste.
Sabe, o filme se tornou icônico.
É um grande sucesso,
e todos sabem que aqui está Johnny,
mas Stephen King queria a chance de fazer
algo mais próximo de seu livro.
E ele mesmo escreveu o roteiro,
e...
ele me perguntou se eu faria.
Na verdade, a primeira pergunta foi...
se Brian De Palma recusar...
você gostaria de dirigi-lo?
Bem, não sei se alguma vez foi
para Brian De Palma, mas não rolou.
Papai! Ele veio. Oi!
Ei, Danny garotão.
Danny.
King me pediu porque tivemos duas
experiências muito bem-sucedidas juntos.
Eu fui muito ingênuo.
Eu pensei...
sim, quero fazer...
a versão de Stephen King.
Fiquei desapontado com a versão de Kubrick,
porque amei muito o livro antes de vê-lo.
Então pensei, claro...
Por que não? Bem, quando...
as pessoas começaram a ouvir que haveria...
um Iluminado para a TV.
Meu Deus, para a TV?
Como isso vai ser bom?
E sendo dirigido pelo cara que dirigiu
Criaturas 2, como isso poderia ser bom?
Stanley Kubrick contra Mick Garris...
Todos os quartos,
- fortes e... - Mas...
o roteiro foi maravilhoso.
E eu pensei...
vamos fazer algo por conta própria...
algo especial, o que fizemos. Entende?
Era uma oportunidade apenas de contar...
a história do livro, que era...
muito, muito pessoal para o King.
Ignoramos o filme de Kubrick.
Há momentos em que você não consegue evitar,
como na cena aqui do Johnny.
Você ainda tem alguém arrombando a porta...
do banheiro e atacando Wendy.
É aí que mais se assemelha...
ao filme de Kubrick.
Houve outra diferenciação importante também.
King estava bebendo quando escreveu o livro
e King estava sóbrio quando escreveu o roteiro
da minissérie.
Meu nome é Hartwell e sou um alcoólatra que gosta...
de tranquilizantes.
- Oi, meu nome é Jack... - Então...
ele foi capaz de dar uma nova perspectiva
longe de ser alguém...
que abusava de substâncias.
Você não vai se arrepender.
Eu estava conversando com Steve ao telefone um dia.
Liguei para ele só para dizer, como vai?
Como tá indo?
E ele disse: Ooh...
acho que posso estar prestes a cometer...
o maior erro da minha vida
porque tenho uma história...
que estou pensando em escrever e...
depois publicá-la em seis volumes.
E ele me contou a ideia básica...
esse presidiário...
negro com problemas mentais, que aparentemente
foi acusado de assassinar duas meninas brancas
e que acabou sendo esse instrumento milagroso de Deus.
Seu nome é John Coffey?
- Sim, senhor, chefe. - É o relacionamento dele com os guardas.
Ele achou que eu não tinha interesse porque era de novo na prisão.
E eu disse: você provavelmente tá certo,
mas isso parece bastante intrigante para mim.
Então a próxima coisa que sei,
o primeiro volume dos seis que...
me foi enviado por seu agente.
Eu li e fiz algo que nunca fiz antes
ou desde então é que eu tenho que fazer esse filme.
Eu nem sei o que é o restante.
Eu nem sei como isso termina,
mas este é o melhor de Stephen King.
Eu poderia dizer.
Liguei para o escritório dele...
no Maine e a pessoa com quem falei disse:
'bem, ele não está aqui.'
Ele está...
no Colorado,
no set do Mick Garris...
dá minissérie O Iluminado.
Eu conhecia Mick.
Éramos bons amigos naquela época.
Tínhamos, um pequeno círculo de amigos em Los Angeles.
Todos envolvidos em negócios de cinema de uma forma ou de outra.
Mick é muito amigo de Greg Nicotero
e Greg é muito amigo desse cara...
e daquele cara, e...
de Robert, Rodriguez e Quentin...
e muitos daqueles caras.
Isso foi quando eu era solteiro e trabalhava, como...
uma máquina maluca.
E eu iria... às vezes, num fim de semana,
chamava todo mundo e convidava...
e tinha uma mesa enorme e
colocava umas 14 ou 16 pessoas...
ao redor da mesa e...
fazíamos um pote gigante de macarrão
e molho de carne, e abríamos garrafas de vinho
e ficávamos lá até 2h ou 3h am.
Ao redor da mesa só conversando e rindo.
E nas raras ocasiões em que ele estava na Costa Oeste,
tivemos Stephen King,
George Romero...
e Mick, sempre estavam lá.
Então voei para o Colorado, aluguei um carro
e subi a montanha como Jack Torrance...
na abertura de O Iluminado. E...
cheguei ao The Stanley,
um hotel incrível.
Esse foi o mesmo hotel...
que deu a Stephen King...
a ideia de O Iluminado em primeiro lugar.
Entrei no salão de baile deles, e estavam no meio
das filmagens da grande cena da véspera
de Ano Novo, e havia figurantes vestidos como fantasmas
Stephen King estava no palco como o líder da banda
e rebolando a bunda, entendeu?
Foi muito divertido entrar naquele set.
E claro, Mick é um amigo querido, então...
foi uma chegada muito acolhedora.
Eu adoro ter amigos...
aparecendo e fazendo participações especiais,
e eu não sabia que Frank tinha um motivo oculto,
mas foi uma única vez em sua vida...
que Frank raspou a barba.
Então ele...
eu não... não pedi a ele,
mas ele quis fazer isso.
E então tivemos todas essas pessoas
maravilhosas lá, especialmente dentro do gênero
onde os fãs verão que...
é o Frank Darabont
e você se sentirá parte de um clube especial...
porque a maioria das pessoas não sabem quem é Frank Darabont,
mas nós sabemos, certo?
Steve me viu e disse: o que tá fazendo aqui?
E eu disse: Eu vim...
aqui só para te dizer...
realmente quero fazer À Espera de um Milagre.
Ele disse: ótimo, é seu.
Respondi: fantástico, posso ler o resto?
Ele disse: não, não pode.
Você tem que esperar como todo mundo.
E foi então que ele também admitiu
que na verdade nem havia escrito
o último ou dois volumes dele.
Eu pensei...
que ousadia, ato louco e arriscado.
Ele é um escritor extraordinário.
Ele é como o Charles Dickens
do século XX e XXI.
Literalmente escrevendo esses romances enormes,
quase em episódios.
Talentoso.
À Espera de um Milagre foi sua tentativa de fazer Dickens,
que é escrever um episódio...
de romance, onde ele pudesse publicar...
um novo capítulo toda semana ou o que quer que fosse,
e foi assim que Dickens passou a escrever tantos de seus romances.
Era assim que escreviam em 1800,
e tentavam ganhar a vida
e recebiam um centavo por palavra dessa forma.
Mas isso também foi À Espera de um Milagre.
O filme se passa durante a depressão, numa época...
e certamente em um lugar onde os negros não eram...
respeitados.
Rapaz, você está preso por assassinato.
Isso é o que achei tão interessante e poderoso
sobre o tema daquela história quando a li.
Do que a Bíblia fala?
Ele fala do menor deles,
o mínimo será o maior.
Você tem um homem que nem é considerado um homem.
E se essa pessoa for realmente...
um milagre de Deus?
E se esse for... o melhor de nós?
E acho isso tão comovente e tão poderoso.
E só o tema básico...
de não julgar um livro pela capa.
Não julgue uma pessoa pela cor da sua pele.
Você não julga uma pessoa pelo seu status de vida
ou na sociedade.
É como o que Martin Luther King disse:
que é julgar alguém pelo conteúdo de seu caráter,
não pela cor de sua pele,
não por coisas superficiais.
Julgue eles por suas ações.
E eu acredito muito nesse tipo de coisa.
Eu quero que isso acabe e acabe.
Eu quero.
Estou cansado, chefe.
Estou cansado de ficar na estrada, sozinho
como um pardal na chuva.
Estou cansado de nunca ter um amigo para estar comigo,
ou para me dizer para aonde vamos,
de onde viemos ou o porquê.
Principalmente estou cansado de ver as pessoas sendo...
feias umas com as outras.
Minha memória favorita de À Espera de um Milagre...
é uma das minhas memórias favoritas do período de direção.
Tem a cena em À Espera de um Milagre onde...
Paul e Tom Hanks, entram na cela...
com John Coffey e...
agora perceberam...
que ele é, A: inocente do crime,
e B: que ele é esse milagre de Deus.
É a cena que eu tenho Michael...
a nomeação, certo?
Filmando aquela cena, este é um exemplo de
como Tom Hanks é um ator generoso,
e da sabedoria de um...
ator verdadeiramente generoso,
porque como Michael era o...
ator menos experiente
no set quando iniciamos,
eu normalmente começaria a filmar...
uma cena com ele primeiro,
porque ele geralmente conseguiria lá dentro de algumas tomadas.
Acontece com todos os atores.
Eles geralmente têm seu ponto ideal, seja de 1 a 3,
de 5 a 6, que seja.
Como diretor, você só precisa perceber isso
e ter certeza de não desgastar eles.
Quando aparecerem na câmera.
E Tom sempre foi muito gentil com isso
e as estrelas de cinema nem sempre são.
Geralmente querem começar com eles mesmos,
mas ele foi muito legal comigo começando com Michael.
Lembro que começamos da mesma maneira...
com Michael e Tom.
Estavam fora das câmeras,
mas ele não estava só passando as falas.
Ele estava atuando com todo o coração...
pelo Michael.
Eu tava começando a ficar nervoso, pensando...
espero que Tom ainda tenha um pouco de gasolina
no tanque quando eu me virar...
e colocar ele nas câmeras, porque...
ele está ganhando um Oscar aqui fora das câmeras,
mas ele sabia...
que para conseguir o desempenho que Michael precisava dar...
ele tinha que dar a Michael tudo.
Como seu parceiro de cena.
E essa sabedoria e essa generosidade...
Entende?
O risco de não sobrar...
o suficiente para você.
Mas dar tudo para o outro ator...
para que esse ator possa brilhar...
esse é o tipo de generosidade que...
o Tom possui.
Certamente não é nada que discutimos.
Ele simplesmente faz, ele...
sabia que tinha que fazer isso por Michael.
Ele tinha que estar totalmente lá 100%.
Tom estava sempre no set,
e ele sendo a estrela de cinema,
tentaríamos estar conscientes do fato...
de que é sexta à noite,
seu fim de semana está chegando,
Tenho que liberar você...
mas ele tá... bem, não, ainda estamos fazendo a cena.
Sim, mas já tenho todas as coisas, prontas...
Eu gravei com você. Podemos...
Ter alguém para substituí-lo.
Oh, não, não, ele tem que estar lá para os outros atores.
Então Tom às vezes ficava lá até...
as 2 dá manhã de uma sexta-feira.
Agora estamos tirando seu fim de semana.
Não se importava. Queria estar presente para os outros atores,
mesmo fora das câmeras.
Sabe quantas vezes estive fora das câmeras nos filmes?
- Não. - Milhares.
Tom foi uma das minhas escolhas...
para Andy em Um Sonho de Liberdade.
Ele não pôde,
aceitar porque estava fazendo Forrest Gump.
As coisas correram bem...
de qualquer maneira, porque Tim Robbins...
é brilhante, e Morgan Freeman também, então...
quaisquer outros pensamentos que tivemos...
Não importa. Temos os caras certos para isso.
Mas por causa de Sonho de Liberdade
e pelo resultado do filme,
Tom se aproximou de mim e disse:
uau, adoro os filmes que você faz.
Se você quiser que eu leia alguma coisa,
me avise.
Então o próximo lançamento foi
À Espera de um Milagre, então enviei...
direto para o Tom, ele leu e disse:
Ótimo, vamos lá.
E foi o mais fácil sim...
Que já recebi de um ator
e ele foi, na verdade...
eu diria, provavelmente que é...
a pessoa mais fácil de trabalhar em minha carreira.
Michael, Clarke Duncan.
- Obrigado por seu tempo. - Certo.
Cheguei em casa um dia, Cliquei nas mensagens
e lá estava Bruce Willis na minha secretária eletrônica dizendo: ei,
Ouvi falar do filme que tá fazendo. Eu li o livro.
Amei o livro. Você deveria ler...
Michael Clarke Duncan, um cara
com quem estou trabalhando no Armagedom.
Ele é o seu cara.
Fiquei tipo...
Tudo bem, Bruce. Vou dar uma chance a ele.
Vou chamá-lo para ler.
Sua primeira audição para mim, pensei, de jeito nenhum.
Sem chance.
E então ele se tornou o único caminho.
Bruce estava certo. Acontece que nunca...
mais ouvi falar de Bruce Willis desde então.
Esta é a única vez...
É um daqueles momentos estranhos e surreais
que temos em nossos negócios, aqui estamos.
Lá está Bruce Willis na minha secretária eletrônica.
Isso é ótimo.
Isso é bacana.
É muito engraçado, mas não, ele estava certo.
Michael era o cara.
Tínhamos os corpos das meninas...
que havíamos feito.
Os manequins foram...
esculpidos para fazer John Coffey parecer maior.
Ele era um ator muito alto para começar,
mas nós meio que os reduzimos um pouco.
E por algum motivo ou outro,
na primeira vez que filmaram,
os manequins não estavam posicionados da maneira que foram esculpidos.
Estávamos editando o filme e...
Frank disse que há só uma coisa...
que eu quero tentar novamente...
e nós...
reconstruímos os manequins...
das duas meninas, e refilmamos...
no backlot dos estúdios da Warner.
E isso fez uma grande diferença.
As pessoas não percebem...
o que é preciso para fazer um filme e...
cada elemento,
você tem que tomar uma decisão.
Gostou desse cinto? E a cor dessa camisa?
Como está o sol?
Queremos isso em segundo plano?
E você tem que ter uma resposta para...
cada uma dessas perguntas,
e você é atingido,
como diretor desde o segundo em que entra no set,
até o segundo em que volta pra casa.
Havia algo sobre...
os musicais que Hollywood estava fazendo
durante a depressão, quando...
as circunstâncias da vida real...
eram tão terríveis,
mas os musicais eram tão brilhantes...
e inatingíveis quanto a visão do céu.
E esse número em particular...
sempre me impressionou...
de uma forma tão deliciosa...
porque é Fred Astaire e Ginger Rogers,
eles são os artistas musicais mais icônicos.
E dançarinos daquela época.
E eles estão cantando sobre o céu.
Parecia a âncora certa para o filme.
E a história de Steve, foi...
o beijo do assassino...
o Richard Widmark interpretando um assassino maluco.
Isso fez nosso personagem principal, Paul...
pensar nos acontecimentos de...
muito tempo atrás, porque esse...
personagem o lembrava de Percy.
Não parecia a coisa certa para mim.
Eu queria o contraste...
acho que, entre a realidade...
daquela época e a realidade dos sonhos,
que Hollywood estava nos contando.
E eu queria que isso o lembrasse de John Coffey,
e não de Percy...
quando ele estava vendo aquele clipe,
e sendo transportado por algo...
que nunca tinha visto antes.
E...
eles estão cantando sobre estar no céu.
Eu pensei, tudo bem, isso parece certo para mim.
Eu não conseguia imaginar a cena com...
John Coffey assistindo Richard Widmark
empurrando uma senhora escada abaixo em uma cadeira de rodas,
porque ele assassinou ela.
E tipo, eu não veja isso tendo...
um grande efeito em John Coffey.
Essa é uma daquelas coisas que...
quando você traduz de um idioma para outro,
da narrativa escrita à narrativa cinematográfica,
isso evolui ao longo do caminho,
que muda ao longo do caminho, tipo...
É como eu quero que o público...
sinta quando estiverem assistindo essa cena?
Frank e eu somos amigos há décadas,
e quando chegou a hora de...
filmar À Espera de um Milagre.
Sabíamos que o grande momento...
seria a morte de Del...
e a eletrocussão na cadeira.
E trabalhamos com Darrell Pritchett,
que era o coordenador de efeitos especiais,
E...
sabíamos, que, antes de mais nada...
tudo o que construímos,
qualquer que fosse o boneco...
que seria construído, precisava...
se mover de forma 100% realista.
Então tivemos Michael Jeter, o ator,
veio ao nosso estúdio na cadeira...
e filmamos seus movimentos.
Filmamos como ele se moveria e como reagiria,
e nós meio que fizemos a engenharia reversa do boneco
para combinar com o que o ator tinha feito
o que tradicionalmente não é feito assim.
O boneco... Meio que...
o boneco faz o que vai fazer, do jeito que for possível.
Mas nesse caso específico,
era muito, muito importante...
que parecesse...
100% real.
Michael veio ao estúdio.
Gravamos todos os seus movimentos,
e nesse ponto, fizemos um molde do corpo dele.
Construímos um corpo de fibra de vidro,
as hastes e controles do boneco e os cabos saíam...
no inferior da cadeira e passavam pela parede posterior.
Então, quando estávamos filmando a cena,
todos os titereiros...
estavam atrás da parede.
Então não conseguimos ver nada, porque não
estávamos na sala com Tom Hanks
e todos os outros atores.
Estávamos do outro lado, então tínhamos um pequeno monitor lá.
Steve estava lá quando filmamos aquela sequência.
Temos Stephen King visitando o set...
de À Espera de um Milagre.
Como vai?
Como vai?
- Tudo bem. - Fabuloso.
Esse é o Milagre do jeito que imaginava?
Sim.
Claro que é.
Estamos prestes a gravar.
Assista a magia.
Corte.
Frank, seu maníaco.
- Com certeza iremos... - Não existe homem melhor.
Ótimo, deixa eu te mostrar...
- Mostrarei tudo, Sparky, cara. - E fritamos o bastardo.
- Sim, não te culpo. - Eu culpo.
Confere aí, cara.
Isso é sempre irritadiço.
- Veja só. - Confere.
E então amarramos os tornozelos.
Seria como uma espécie de Houdini, se imaginar.
E é exatamente isso.
- Exatamente. - Isso combinou contigo.
Isso combina comigo?
Sim.
Frank, posso sair agora?
Stephen King apareceu no set.
Era o aniversário dele.
Trouxemos um bolo e todos cantamos parabéns para ele.
Temos um plano maligno secreto...
para Stephen King.
Como na segunda-feira passada foi seu aniversário,
vamos oferecer um bolo de aniversário para ele.
Oh Deus.
Vocês gostam de mim.
Vocês realmente gostam de mim.
Nós conseguimos.
Sucesso.
Acho que realmente o surpreendemos.
Eduard Delacroix você é história.
Todos cantaram parabéns no teatro.
Deus os abençoe. Obrigado.
Frank, quando é seu aniversário?
- 28 de janeiro. - Ótimo.
Esteja preparado.
As pessoas estão tão animadas por tê-lo lá.
- Dê o meu melhor a todos. - Tá certo.
- Vá com cuidado. - Tchau!
- Tchau à todos. - Tchau, Steve.
Nossa, tudo poderia ter sido evitado.
Em algo estranhamente familiar em seu livro...
Stephen King foi atropelado por um caminhão
enquanto caminhava por uma estrada vazia.
KINGDOM HOSPITAL (2004)
Ele está no Maine.
Ele está passeando com seu cachorro e então...
típico de Stephen King, a tragédia acontece.
Ele está envolvido neste acidente horrível.
Todos ficamos com medo depois do acidente
de que seria aquilo.
É um milagre que ele tenha saído
vivo e...
agora totalmente ambulante. Isso é...
incrível para mim.
Então, agradeço a Deus por isso.
Todo esse acidente está, na verdade, muito...
conectado ao À Espera de um Milagre
Quando tivemos nossa grande estreia,
em Westwood, foi a primeira vez que Stephen King
fez uma aparição em público,
desde o acidente.
E ainda sente muita dor, sabe,
mas ele investiu muito inspirado,
emocionalmente no filme, e ele queria estar lá.
Ele realmente queria ver. Então essa foi...
a primeira vez que ele saiu depois disso.
Aparelho que segura os pinos,
que mantém os ossos unidos.
Agora em uma rede de compras em casa,
as operadoras estão de prontidão,
use o Tudi.
Humor e drogas, as duas coisas juntas.
E reclamação.
- Muita reclamação fora das câmeras. - Sim, grandes momentos.
Sabe...
King é um crente.
Steve sempre falava sobre a vida
continuar depois que a história termina.
Sabe, não sou uma pessoa religiosa...
nem de longe, na imaginação.
Mas religião...
e crença não são a mesma coisa.
A religião é frequentemente usada para controlar...
e não para dar conforto.
COLHEITA MALDITA (1984)
Louve a Deus!
Louve o Senhor!
King emociona e usa política,
questões sociais, questões culturais e religiosas.
Em muitos de seus trabalhos.
É pertinente.
É um dos seus elementos, acho...
que poderíamos chamá-lo de motivos.
Colheita maldita não foi diferente.
Quando vi o roteiro...
percebi que ele é...
baseado na exploração de dogmas,
como as pessoas seguem outras pessoas?
Como funcionam os cultos?
Por que os sistemas de crenças são o que são?
E como as pessoas manipulam as outras.
Está realmente enraizado na cultura americana
mesmo que não sejamos religiosos,
crescemos com a religião desde a infância.
A maioria das crianças vai à igreja nos primeiros anos,
e talvez elas cresçam ou talvez param de ir,
mas é algo que está sempre ao seu redor.
No final da década de 1980, meus pais,
que eram metodistas na época,
tornaram-se sulistas Batistas,
e de repente, muitas das coisas...
que eu amava estavam fora dos limites.
Durante aquele tempo intenso...
eu meio que morei em Fahrenheit 451 em minha casa.
Tive que esconder os livros de Stephen King
debaixo da minha cama, nas molas da caixa,
e uma vez, encontraram meu estoque...
do Stephen King debaixo da cama.
E queimaram tudo na nossa lareira.
Escrevi uma carta para Stephen King que meus livros foram queimados.
Só coloquei Stephen King, Bangor, Maine...
e eu mandei para ele...
o primeiro três livros da torre negra.
Eu leria se enviasse um livro a Stephen King,
ele assinaria para você. Eu não esperava nada.
Nem sabia se chegaria lá, mas algumas semanas
voltei da escola cristã particular...
que frequentava todos os dias.
Meu pai me puxou de lado, e ele disse:
Josh, tem uma caixa aqui de Stephen King.
Eu não contei para sua mãe.
King me escreveu...
Entende? Essa linda mensagem,
mais ou menos na capa de cada um dos livros.
E foi uma carta contínua,
então você começaria a ler um e depois vinha o próximo.
Eu não poderia imaginar...
que minha mãe queimava A Dança da Morte na nossa lareira
porque é o livro mais cristão que ele já escreveu.
Fui criado por pessoas que acreditavam
que o Anticristo viria em algum momento,
que o arrebatamento iria acontecer.
Stephen King me deu um contra-mito...
que me permitiu olhar para algumas dessas coisas...
de uma maneira diferente.
Estou vendo muito tráfego militar...
no estado 17...
sentido oeste na direção de Arnett.
Ouviu alguma coisa?
Só deixe o exército cuidar da deles,
e cuide da sua unidade 16.
Adeus.
Política é algo que King não foge e eu também não.
Todo o complexo industrial militar.
Os militares acham que estão certos
e podem fazer o que quiserem.
Bem, não é por isso que eles estão lá.
Eles estão lá para nos proteger,
não para nos controlar.
A ideia de que a civilização...
e a sociedade são uma construção muito frágil...
e que pode desmoronar num piscar de olhos?
É muito atraente para mim, porque...
se você é um estudante de história,
pode ver que isso, aconteceu muitas, muitas vezes.
E de muitas maneiras.
Nações inteiras podem enlouquecer...
e tudo de que dependemos...
especialmente cada vez mais,
é tão tecnológico...
que se puxarmos o tapete debaixo de nós...
voltaremos a um estado muito primitivo.
Parece que você não entende a situação aqui, senhora.
A lei marcial foi declarada.
Não precisamos mais aturar você e seus amiguinhos.
Mike, tá gravando isso?
Não...
Pegue ele!
Peguem o motorista!
Você sabe o Stand ilumina
o que a América é como nação, quando...
todas as normas sociais são quebradas,
quais são elas?
Yeats estava certo.
As coisas desmoronam.
E aqui estamos, neste momento...
vendo as normas sociais quebrarem...
e isso não é bonito.
- É assustador. - Tragam seus mortos.
O monstro está chegando.
Está chegando.
Tragam seus mortos.
Tragam seus mortos.
Só a ideia do que você faria...
se todo mundo estivesse morto e...
houvesse só um punhado de pessoas?
Não vi muitas histórias assim, agora...
parece que talvez toda história é sobre isso...
mas naquela época, vendo a minissérie A Dança da Morte
foi a primeira vez que pensei: Minha nossa...
Imagine se eu sobrevivesse a algo assim,
e pudesse entrar em um supermercado
e não houvesse ninguém lá, e na cidade todos mortos.
Tipo, foi tão alucinante pra mim,
quando criança.
Eu não queria fazer A Dança da Morte
novamente linear porque a série mix
significava muito pra mim quando criança.
Não sei que razão há para fazer isso de novo.
Tivemos que fazer algumas coisas também
para torná-lo mais representativo de toda a América,
porque se todo mundo morresse,
você não iria querer só ver um pôster
com um bando de brancos e uma senhora negra.
Porque no livro... todo mundo é branco,
exceto a mãe Abigail.
Foi escrito há 40 anos, antes mesmo de eu nascer.
Então, nós tentamos fazer o que podíamos...
para que, se o mundo acabasse,
este fosse um corte transversal de todas as pessoas.
E então apenas tentar estruturá-lo de uma forma
que surpreendesse as pessoas
que estavam realmente familiarizadas com o material,
que tinham visto a série muitas vezes quando eram jovens
ou leram o livro. Entendeu?
Queríamos ter certeza, quem não tivesse lido
nunca saberia ao certo...
para onde ele iria a seguir.
A ironia disso não passou despercebida para nós.
Enquanto filmávamos, estávamos...
no último dia paralisados...
pela pandemia de COVID.
E claro, The Stand inicia...
com uma pandemia global,
que mata 90% da população do mundo.
Então foi enervante enquanto estávamos filmando, parecendo...
que a doença estava se espalhando.
Foi estranho.
Foi surreal e ainda é surreal agora.
Mas quero dizer, sim, estávamos absolutamente fazendo
um show...
sobre o que está acontecendo no mundo.
E isso foi estranho.
ISSO É O FIM?
Esse homem tem uma bola de cristal
há muito tempo em sua mesa.
Assim como me mostre o futuro.
Essa é a lenda de Stephen King.
Ele é capaz de ver coisas no futuro
que uma pessoa comum não consegue.
E também o fato de...
Randall Flagg
o vilão de The Stand,
tem ecos desconfortáveis...
de Donald Trump.
Afogamos os ratos...
e depois queimamos a bruxa.
Na forma como apela ao pior...
do carácter americano...
e é uma espécie de líder populista,
num mundo em crise.
Realmente senti que...
quando estávamos fazendo aquela minissérie...
estávamos segurando um espelho...
para o mundo.
E quando você considera isso...
Stephen King escreveu esse livro,
no final dos anos 70,
tem que pensar que ele é meio que um profeta.
Acho que adoro esse aspecto no trabalho dele
é tão profundo, tipo uma...
compreensão ressonante de qual é...
o momento em que estamos vivendo.
E de certa forma a célula refletia isso.
Havia coisas no livro que considerei proféticas.
O sinal não é algo que possa acontecer amanhã.
Já aconteceu.
Não é como se estivesse chegando.
Isto é sobre o que está aqui.
Mesmo na última imagem do filme...
estão as iniciais de Donald Trump.
Donald Trump não estava presente naquela época.
Ele é...
um profeta do apocalipse.
Então você viu toda essa merda chegando?
Craig Stillson em Na Hora da Zona Morta...
é assustador.
O que ele previu chegando, foi...
infelizmente, precisamente certeiro...
e aqui estamos.
Desgraçado!
Você não é a voz do povo, eu sou a voz do povo.
As pessoas falam através de mim, não de você.
Veio até mim enquanto eu dormia, Sonny.
Meu destino.
Me ocorreu no meio dá noite.
Devo me levantar agora, agora mesmo!
E cumprir meu destino.
Na Hora da Zona Morta continua...
sendo meu favorito de todos os filmes de King.
Porque... Christopher O personagem de Walken,
a história de amor...
tudo o que passou por aquela coisa
foi simplesmente incrível para mim.
Realmente, realmente capturou isso.
Quando a HBO começou a transmitir televisão aqui,
eles tinham cinco filmes e os exibiam repetidamente.
Então assisti Na Hora da Zona Morta...
umas 100 vezes. E acho que é uma das grandes...
histórias de amor, uma das grandes atuações de...
Christopher Walken.
É um filme fantástico.
Gostaria de ter usado como um atalho para a escola.
E eu senti que...
Stephen King,
de certa forma como Bob Dylan,
é uma espécie de sonhador da América.
Como se...
ele contivesse tudo e uma espécie
de sonho na linguagem do...
do caos da América.
O NEVOEIRO (2007)
Cara, quando você aplica o medo...
Se volta um contra o outro.
Paranóia, suspeita...
a agressão acontece de repente.
O verniz da civilização educada...
é arrancado imediatamente.
- A culpa é dele. É sim... - Não!
Estamos lidando com muita loucura atualmente...
e na verdade só está piorando...
desde que fiz Nevoeiro.
Pessoas tentando controlar um ambiente
e tentando controlar uma população,
e aqui é feito de uma forma muito...
claustrofóbica.
Todos estão presos juntos...
nesta loja que está sendo invadida por monstros.
Então a política sai pela janela em algum momento.
E tem o final mais sombrio de todos os tempos,
e é um final que Darabont criou.
Frank sempre me enviava...
um rascunho inicial do roteiro.
Me fala o que achou! Fala o que achou!
Ele fez o mesmo com Sonho de Liberdade
Assim como À Espera de um Milagre e Majestic.
Todos os filmes dele, ele sempre me envia um.
E ele me enviou O Nevoeiro e li o roteiro,
e ele chegou ao fim.
Joguei o roteiro do outro lado da sala e liguei para Frank.
Foi tipo, cara, sério?
Stephen é um gênio quando se trata de...
colocar você na pele desses personagens.
E então quando cheguei ao final, pensei...
O quê? Não há final?
Foi um tipo muito ambíguo de interminável...
e pensei...
bem, certo, tudo bem. Ele me levou nesta...
jornada incrível como escritor, um contador de histórias.
É justo. Se ele não tiver...
um final conclusivo, tudo bem.
Mas pensei...
que se fosse um filme...
Não acho que fosse um final
muito satisfatório.
Não acho que vai cair muito bem.
Os filmes, eu acho, precisam de um final.
Quando escrevi o roteiro, Enviei para Stephen King,
e minha nota foi, Steve...
Eu dei um final.
E é definitivamente uma curva à esquerda...
e estou deixando isso para você.
A ironia é que quando fomos à estreia em Nova York,
Steve basicamente disse:
Gostaria de ter pensado nesse final para o livro.
Porque se eu tivesse pensado nisso,
a história terminaria assim.
É uma situação única em que...
o escritor olha para...
o corpo da obra sobre o que era aquele filme e...
onde Frank o modificou e disse: caramba...
Gostaria de ter pensado nisso. Ficou ótimo.
E eu sinto que, O Nevoeiro...
vive no mesmo mundo de A Coisa de John Carpenter.
Estreou logo após ET, e...
Tiveram uma experiência de...
reação única pela 'A Coisa'
E então...
o filme passou a...
ser muito respeitado.
Acho que O Nevoeiro é da mesma forma.
Após múltiplas visualizações,
e à medida que o filme envelhece, é como vinho.
Acho que as pessoas...
realmente respeitam e entendem isso...
e têm uma noção muito melhor disso.
É como estar em casa em Los Angeles.
Sim! Sim!
E cabo de guerra!
Quando li O Nevoeiro...
a história do Steve, pensei: Uau isso é muito legal.
Isso é uma bomba relógio estranha acontecendo.
Você pega tudo isso e coloca no microcosmo
de um supermercado como Steve King fez.
E você pode segurar aquele espelho
para o público e dizer...
cara, olhe aquilo. Isso é meio esquisito.
E adoro quando as histórias podem fazer isso.
Adoro quando uma parte do cinema...
pega esse reflexo,
se é algo verdadeiramente glorioso como a Lista de Schindler,
acho que é quase o melhor filme já feito,
ou A Noite dos Mortos-Vivos na extremidade oposta,
do espectro orçamentário, entende?
Que também teve um efeito muito
componente sociológico para isso.
Não acho que pretendiam assim,
mas apareceu no filme,
e é uma das razões pelas quais o filme é tão...
poderoso e tão querido.
Quero dizer...
poderíamos falar sobre filmes que adoro,
por dias, mas... A Noite dos Mortos-Vivos,
que foi nos anos 60 e 1960...
quando estávamos travando a luta pelos Direitos Civis,
Lutando...
que parece que...
estamos revivendo agora.
O que é muito louco.
Você poderia pensar que já teríamos evoluído...
mais, por agora, mas...
Aparentemente não aprendemos com o passado.
Acredito que foi em 1968 que o filme foi lançado.
A luta por direitos civis continuam
e o protagonista do filme era um homem negro
que não tinha vergonha de se defender.
É difícil para a criança que seu pai seja tão estúpido.
Agora, vá para o porão.
Você pode ser o chefe lá embaixo.
Eu sou o chefe aqui.
Ver um cara negro dar um tapa no cara branco,
na tela naquela época, era...
sociologicamente devastador.
Foi fantástico.
Foi como Sidney Poitier em O Calor da Noite.
Se você realmente entender...
o que estava acontecendo...
nos Estados Unidos na época em que...
A Noite dos Mortos-Vivos foi lançado,
Você perceberá, o quanto esse filme foi ousado.
George Romero veio de...
uma formação em estilo documentário.
Fizeram A Noite dos Mortos-Vivos
literalmente sem dinheiro.
Na época, muitos diretores...
realmente tinham esse tipo único...
de espírito renegado.
Entre George, Tobe Hooper e Wes Craven,
muitos cineastas da época,
o terror era muito, muito tabu.
George sempre afirmava que...
nunca estava tentando fazer uma declaração,
mas sempre fazia.
Ele foi capaz de brilhar destaque em...
elementos específicos,
do que era relevante durante o dia,
mesmo sem perceber, acho que ele tinha feito isso.
Ele escalou Dawand Jones,
um homem afro-americano, e George sempre dizia:
ah, ele foi o melhor ator,
o que provavelmente é o caso, mas...
quer George falasse isso ou não, sempre senti que...
talvez no fundo de sua mente...
havia algo ali,
porque de todos seus outros filmes subsequentes...
houve um forte protagonista afro-americano e uma mulher.
George gostou de ultrapassar os limites...
e acho que foi aí que ele...
teve uma alma gêmea...
com Steve King.
Ele e Stephen se conheceram...
Steve sendo um fã de George, queria conhecer ele.
Acho que pode ter sido...
durante Despertar dos Mortos que...
Steve e George iniciaram uma amizade,
E se estendeu até o filme Cavaleiros de Aço...
Stephen King tem uma participação especial.
Isso é tudo. Eles são como os lutadores da TV.
Você pegou a bolsa de sangue.
Acredito que foi durante Cavaleiros de Aço
que eles começaram conversando sobre EC Comics
e como queriam fazer um filme juntos.
E acabou sendo Creepshow.
CREEPSHOW - SHOW DE HORRORES (1982)
Ei amigo.
CREEPSHOW (1982)
O que diabos aconteceu?
Parece um atropelamento.
Foi?
Parece um cara negro, né?
A coisa mais importante sobre Creepshow é...
que cada história tinha um tom diferente.
Um delas era engraçada. A história de Jordy Verrill
que Steve estrelou,
foi muito boba e ultrajante.
E então você tinha o caixão...
que foi um verdadeiro terror.
E então você tinha coisas como o Dia dos Pais.
Eu quero meu bolo.
Cada história era diferente.
Então...
esse foi um dos principais que me marcou em...
Creepshow quando eu era mais jovem,
e o que eu queria introduzir na...
iteração atual de Creepshow é que...
você tá embarcando em uma jornada diferente a cada vez
e pode ser divertido, pode ser assustador,
pode ser cheio de suspense, pode ser tenso,
pode ser ridículo.
Mas...
não importa o que aconteça, cada experiência...
que você sente no show...
você sente uma vibração diferente.
Se houve uma dessas histórias que
realmente teve um grande impacto, provavelmente foi
Eles estão se aproximando de você!
Conviver com baratas...
durante quatro ou cinco semanas,
foi uma experiência que mudou a minha vida.
Nós os encontraríamos...
conosco o tempo todo,
não importa o quanto tentássemos,
nos agasalhar e...
não levá-los para casa conosco.
Os lutadores de baratas... assim que chamávamos,
lutadores de baratas, nos prometeram...
que poderiam realmente,
controlar...
o comportamento das baratas com certos truques,
Skinneriano ou truques pavlovianos.
É como se... não.
Uma barata não segue direção, certo?
Então tivemos o grande despejo.
Tivemos que nos livrar de todas as baratas e elas se...
espalharam por toda parte.
E se você já viu o filme, você sabe que é quando...
E.G. Marshall finalmente consegue o seu.
Então eles disseram: bem, como vamos evitar que
eles saiam daqui...
por que há luz acesa e não há teto?
Ah, não, não se preocupe.
O que faremos é colocar Vaselina
em toda a parte superior do set.
Para que quando se espalharem,
porque odeiam a luz,
elas vão subir pelas paredes,
vão bater na vaselina, e cairão de volta.
Está bem.
- Confiaremos na sua palavra. - Então chega o dia...
vaselina em todo o topo do set...
joga as baratas no set
e lá vão elas.
Subindo pelas paredes...
por cima da vaselina e saindo para o resto do mundo.
A vaselina não funcionou.
Não sei como inventei.
Há momentos em que eu gostaria de...
Sei lá.
Tenho certeza de que algumas pessoas nas redondezas
acordaram com umas baratas que nunca viram antes.
Essas eram grandes e gordas
baratas de Trinidad...
e acho que agora existem umas espécies novas no oeste da Pensilvânia.
Foi um acidente.
Um legítimo acidente.
Então por que eu deveria estragar minha vida?
Como você está senhora?
Obrigado pela carona.
Uma das coisas que Steve e George tinham...
é a capacidade de misturar humor com terror.
É claro que Creepshow é o exemplo perfeito disso.
Esse foi o início de sua relação de trabalho,
e foi única porque...
King confiava em George.
Ele confiava nele...
implicitamente, e...
isso era algo que antigamente,
era muito difícil de conseguir.
Então...
George foi escalado para dirigir...
O Cemitério Maldito em determinado ponto.
E depois, claro, George fez "A Metade Negra"
e com quem colaborou Stephen King provavelmente...
tantas vezes quanto...
Rob Reiner ou Frank Darabont
tiveram colaborações de muito sucesso.
Mas George sempre esteve à frente de seu tempo,
assim como Steve na escrita.
Acho que todo mundo adora ficar com medo.
Acho que é uma forma de resolver as coisas.
Afinal, o horror...
é tão antigo quanto os seres humanos.
Em todas as narrativas e em todas as culturas,
existem histórias de terror.
Os contos de fadas eram uma forma...
das pessoas ensinarem seus filhos,
sobre o mundo real,
mas acho que um bom filme de terror...
nos permite...
colocar alguma ordem no caos.
CUJO (1983)
Sou interessado no medo porque...
durante toda minha vida fui uma pessoa medrosa.
Cujo!
Desperdicei muito tempo da minha vida...
com medo de coisas imaginárias.
Medo de não conseguir aquele emprego,
medo de perder o emprego que tenho,
medo de não conhecer a garota que amo ou...
dela me deixar quando eu a encontrar.
Todos esses medos,
nenhum deles jamais se tornaram realidade,
mas eu os tive mesmo assim.
Então senti que esse tópico é muito interessante.
E é isso que é a história de Cujo.
Me dá a oportunidade de contar.
O cachorro se torna a metáfora...
da loucura que teme as pessoas.
Sabe, obviamente,
muito disso é sobre mortalidade.
Muito disso é sobre a morte.
Muito disso é sobre...
dúvidas dá existência e etc.
Então, disfarçados de...
quase uma bobagem,
você pode se envolver com algumas dúvidas...
existenciais bastante profundas, eu acho.
É um dos motivos pelo qual o terror é...
superinteressante.
CHRISTINE, O CARRO ASSASSINO (1983)
Tipo... por um lado, ele é...
incrivelmente criativo,
e tem ótimos conceitos.
Pegando algo como um carro assassino
e tornar uma história muito assustadora.
Mas acho que o que é mais assustador em algo como Christine é...
a jornada que Arnie vai viver.
Você se preocupa mais com o carro do que comigo.
Onde na verdade o carro...
é só uma metáfora para a mudança.
Ele tá sofrendo bullying na escola.
Meio que sendo um pária e depois tentando encontrar sua voz.
E eu diria que é isso que, para mim, torna...
o trabalho dele tão...
memorável, que essas histórias não saem dá...
minha cabeça é porque as pessoas nelas,
e as jornadas pelas quais passam são sempre,
para mim, mais viscerais e mais fortes.
Para mim, isso é sempre mais poderoso
do que aspectos...
sobrenaturais... disso.
O CEMITÉRIO MALDITO (1989)
Decidi acordar e...
ver como é a casa, né?
Em nossa opinião, O Cemitério Maldito é uma das...
mais assustadoras que ele já fez.
Ellie tenha cuidado.
Ellie.
Papai!
Ele mesmo escreveu o livro e ficou...
tão perturbado com o que fez que o engavetou por um ano.
Ele sabia que atingiu algo porque tinha filhos na época.
Você conseguiu. Gage está pilotando.
Você conseguiu?
Posso voar agora?
- Em um minuto, querida... - E eu tenho um filho agora.
E então, pra mim, a ideia de algo acontecer com ele...
é a coisa mais assustadora que eu poderia imaginar.
Não o deixe ir para a estrada, Louise!
Pegue ele, Louis!
Pegue o bebê!
Pegue o bebê!
Mais a entrega de coração dos pais
que querem trazer de volta o filho morto.
Eu nunca deveria ter lhe mostrado aquele lugar.
Seu filho não é a única coisa que vai voltar.
Um dos grandes temas do terror,
cuidado com o que você deseja.
A MALDIÇÃO (1996)
- Você se pesou? - 297.
Billy, você tinha 297 na semana passada.
Levará um tempo para essas dietas funcionarem.
Para Billy Hallock, a vida é doce.
Achei A Maldição um excelente estudo de personagem.
Achei que foi elevado...
ao puro terror.
Pensei que havia algo muito humano e muito universal...
sobre um homem gordo,
que queria desesperadamente perder peso,
e finalmente teve seu desejo atendido.
É um tema universal.
Se nem todos estão tentando emagrecer,
eles conhecem alguém que está.
Ninguém nunca é muito magro ou muito rico.
Eu coloquei Stephen nele,
e ele foi muito bom, na verdade.
E ele estava sentado no set...
esperando ser chamado
e lendo o jornal de Bangor.
E olhei por cima do ombro...
para ver o que ele estava lendo,
e Stephen King estava lendo os obituários,
e o que achei foi...
muito revelador.
A HORA DO LOBISOMEM (1985)
Acho melhor vir comigo. Reverendo.
King está sempre atrás de coisas mais profundas.
Ele está disposto a olhar...
completamente para a escuridão,
e...
permitir, que cresça.
E não está interessado em...
excluir nada.
Da hora, não é?
- É pra mim? - Achei alguns roteiros originais.
Filmes que ele escreveu e que as pessoas...
meio que estragaram na época.
Acho A hora do Lobisomem muito lindo,
e é uma ótima história de amor sobre um irmão e sua irmã
e uma família e um dos melhores tios que você poderia conhecer.
E um garoto que está em uma situação muito interessante,
onde quase lhe deu um superpoder.
Ele deu uma identidade e uma voz às pessoas
que tinham problemas,
que a maior parte da ficção nunca abordariam,
às pessoas com deficiência,
às pessoas com problemas de saúde mental.
Acho que ele foi tão brilhante em todas essas coisas.
E alguns podem olhar agora, e
pode ser datado, mas ele abriu novos caminhos de várias maneiras.
Ele fez ao longo de toda a sua carreira...
com afro-americanos naquela época,
que nunca apareceriam assim nos livros,
e ele teve coragem, e ele fez.
Ele tem empatia por todos.
O que eu interpretei no filme é sobre feridas.
Como seres humanos, carregamos algum tipo de ferida.
O que somos destinados a fazer é aceitar a vida...
e abraçá-la.
E seguir em frente.
E Corey era só uma criança que parecia
que nada poderia incomodar.
Então pensei que o lobisomem era uma bela metáfora...
para seres humanos se tornarem se não puderem...
abraçar toda a sua natureza.
Mas não é minha culpa!
O reverendo tinha impulsos lascivos,
por exemplo.
Ao invés de ser capaz de se aceitar...
ele os suprimiu tão abaixo da superfície
que eles surgiam de formas monstruosas.
Toda vez que Stephen King criava personagens...
- com os quais eu me identificaria. - Ele acessa seu subconsciente
e obtém uma verdade que não é, necessariamente...
aparente para todos,
sobre onde estamos como país e como cultura.
Stephen King tem um...
alcance incalculável na... cultura popular.
De maneiras que acho que jamais poderão ser medidas.
Ele é o cara que se casou com...
a Cultura pop americana do horror.
Grandes histórias são traduzida de página em celuloide
e há muitas referências.
Para onde você olhar, há Referências de Stephen King.
A arma...
viajará e lê o cartão de um homem.
Já ouvi pessoas...
se referirem a cachorros grandes como Cujo.
"Senta, Cujo."
Então é divertido ter trabalhado...
em um filme do qual o título,
entrou na linguagem...
como um... cachorro grande e perigoso.
Ele tem sido um espelho da cultura pop,
mas agora ele é sua própria cultura pop.
Stephen King ajudou a definir...
muitos dos que agora... hoje são clichês e tropos
do mundo cinematográfico.
Você vê isso até parodiado. É quando você sabe...
que fez algo especial,
seja na literatura, no cinema ou em ambos,
neste caso com Stephen Rei e adaptações.
Ah qual é.
Filmes como Um Sonho de Liberdade,
aquela narração clássica,
de Morgan Freeman.
Agora é usado como um tropo, como um clichê.
Parecia uma prisão,
e isso significava que só uma coisa fazia sentido...
tínhamos que fugir.
Assim só alguém com a seriedade de Morgan Freeman, podia narrar.
A mesma coisa pode se dizer de O Iluminado. Tipo...
se o filme em si fosse agora...
quase inteiramente um tropo.
Tive algumas pessoas que realmente trabalharam...
Em O Iluminado e 1408...
e ambos os filmes eram sobre escritores em quartos de hotel
e assim por diante, entendeu?
O que para mim foi legal e inspirador,
estar no mesmo estúdio onde o grande Kubrick filmou
esse grande filme.
No final do filme,
o quarto do hotel está pegando fogo.
Os bombeiros iriam vir...
para arrombar a porta
e tirar Ensline da sala.
E o cara do suporte,
veio até mim pouco antes de filmarmos a cena,
e disse que eu trabalhei O Iluminado também.
E este é na verdade o machado que usamos em O Iluminado.
O famoso machado,
que Jack Nicholson tem quando arromba a porta.
E pensei que talvez você quisesse usar...
para essa cena, e foi...
fantástico, com certeza.
Então dei o machado para o bombeiro,
que arrombou a porta e ajudou...
Enslin a sair do quarto do hotel.
E ninguém sabia disso, obviamente.
Agora vocês sabem, mas é segredo,
mas esse é o machado de Nicholson,
e, para mim, foi um detalhe legal.
Você pode ver O Iluminado...
em quase todos os filmes de terror de sucesso...
feitos nos últimos 25 anos.
E às vezes nos mínimos detalhes.
Mas acho que nós, cineastas...
queremos expressar, nosso amor...
por esse material e assim ele se alimenta,
e então isso se torna esse tipo de
ciclo autoperpetuador de...
referências, homenagens e celebração.
Quando li Doutor Sono...
como fã de Kubrick e fã de King...
fiquei fascinado,
pelo cabo de guerra,
isso estava acontecendo internamente.
Estou lendo esta ótima história,
mas toda a linguagem visual da minha mente...
é de Kubrick.
É só isso.
Danny!
Garotinho Danny!
Não, doutor.
Pode guardar as coisas do mirante em caixas, mas...
não em lembranças.
Essas nunca.
Elas são os verdadeiros fantasmas.
Tive um encontro fatídico com...
John Berg na Warner Brothers,
e ele era um fã de Stephen King e...
Tínhamos finalizado Jogo Perigoso, e ninguém tinha visto.
E ele perguntou com foi, e depois disse: Que loucura.
- Difícil de superar. - E eu disse, sim,
foi muito difícil, mas acho que conseguimos.
Ele disse: temos um que é difícil de decifrar.
Você já leu Doutor Sono?
E eu pensei, sim. E ele disse por curiosidade...
O que você recomendaria?
E a proposta que dei a ele foi...
Você tem que fazer é...
é ficar o mais próximo possível do livro.
Mas você tem que assumir que a história se passa,
no estabelecido Universo cinematográfico de Kubrick.
É muito conhecido. É muito icônico.
Se tentar se livrar disso, o tiro sairá pela culatra.
Mike Flanagan teve que andar na corda bamba.
Porque sabia que King não era fã...
do filme de Kubrick,
mas também sabia que a maioria do público,
conhece O Iluminado do filme de Kubrick,
e não do livro.
E se você pudesse pegar O Iluminado de Stephen King,
O Iluminado de Stanley Kubrick e se pudesse só fazer...
uma armadilha para os pais juntos novamente?
É possível?
Eu decidi, entrar nisso, que...
se King não gostasse,
de nada do que tava acontecendo, eu não faria o filme.
Sua resposta inicial...
à ideia de usar o cânone de Kubrick foi não.
Ele não queria fazer,
mas queria ter uma conversa criativa.
A proposta que fiz foi sobre uma cena.
Eu disse: se pudesse imaginar...
que Dan volta para o mirante tudo está condenado,
Tudo está adormecido, Tudo está sonhando,
e ele tem que acordar.
E vai para a sala dourada,
e no bar...
há um copo esperando ele,
porque Dan está sóbrio há oito anos.
Há um homem no familiar...
Kubrick de smoking vermelho servindo...
uísque para o Dan,
e imagine que aquele homem é o pai dele.
E os dois tem...
conversa sobre álcool.
- Foi isso que o transformou. - Isso...
É o remédio.
Então me conta, filhote...
você vai tomar seu remédio?
Não vou.
A adaptação é complicada.
Porque é preciso fazer escolhas muito ousadas.
Não há como...
traduzir 600 páginas de um livro.
Em um roteiro e manter tudo.
Reescrever Stephen King...
Não faz sentido quando se pensa sobre isso.
Entende? Por que um filme de Stephen King e não
ter a história de Stephen King?
Pra que comprar um livro se não vai seguir?
É sempre sobre o que faz, e o que não fazer,
Você tem que ter uma estratégia sobre...
o que não vai fazer.
Então, chego a isso como leitor e...
quero recriar a experiência que o leitor teve.
A experiência emocional, não o detalhe do enredo.
Stephen tinha uma frase muito legal,
quando as pessoas diziam: o que acha sobre...
o que fizeram com seus livros?
E ele dizia: Como assim o que fizeram
com meus livros?
Bem...
olhe para a estante. Meus livros estão lá.
Ninguém fez nada com meus livros.
Então acho que ele tem uma ótima atitude sobre
como seus livros são adaptados.
Um romance não é um filme.
Não é.
Às vezes é trabalhar com o diálogo na cabeça,
ou com a narração ou todas elas.
Você tem que fazer um filme,
que o público possa assistir...
E se encontrarem, ao mesmo tempo.
Ser fiel à história original.
Isso exige o próprio termo...
adaptação.
E acho que você tem que ser...
ousado...
no sentido de...
se manter fiel ao material,
mas também ser ousado em adaptá-lo,
para que caiba na tela e não na página.
Os filmes são o que você vê e o que você ouve,
mas como dizia Hitchcock, eles são chamados de imagens,
e não de imagens faladas.
Os filmes ainda são um meio visual.
Escrever um roteiro,
é um processo muito interessante.
É meio mecânica e meio poesia.
Quando você tá adaptando um grande autor...
se a história é excelente...
o que se tenta fazer, é capturar a essência disso,
se você está mudando certos fatos,
e movendo os plugues e serrando...
a madeira de uma maneira um pouco diferente,
ainda...
parece que eles experimentaram,
as mesmas emoções e a mesma história no final.
Todos tem sua própria maneira de abordar o material,
mas...
não importa se é Stephen King ou não, mas
é sobre Stephen King, geralmente funciona muito bem para a tela.
A razão pela qual qualquer cineasta deseja...
adaptar Stephen King é que...
o material é muito bom.
Ele tem tudo a ver com caráter, tudo sobre a história
E...
onde ele continua inventando, não tenho ideia.
O homem é tão prolífico.
Não consigo acreditar...
o quanto ele escreveu, o quanto produziu,
e como isso é bom.
Não sei de onde isso vem.
Ninguém sabe, caso contrário eles engarrafariam e venderiam.
Ele acredita que essas histórias já existem.
Eles já estão por aí, e ele diz isso
o tempo todo porque as pessoas pensam que ele tá brincando.
Não é brincadeira. Ele acredita nisso, que as histórias
estão por aí e ele é como um arqueólogo
só cavando até encontrar algo,
e então ele...
escava, extrai e puxando isso para ele, e...
e revelando.
Michelangelo, o grande escultor,
ele disse algo extremamente semelhante:
cada bloco de mármore,
contém uma obra-prima.
Ele pega uma grande ideia e transforma e transforma...
e é por isso o livro continua indo e indo
porque ele mantém essa ideia,
e ele não fica só no que significa...
capítulo 1.
Stephen também tem um ótima aparência...
que ajuda.
Para se parecer com quem... você é.
Eu acho que ele se parece com quem ele é...
e muito.
Então, no segundo que você o vê, só poderia ser ele.
É uma qualidade muito admirável, eu penso,
se parecer com o que você é.
Eu não sairia, se fosse você.
Acho que vou ficar bem.
Eu avisei.
Eles nunca escutam.
TEM MAIS!
Claro, IT Capítulo 2, Doutor Sono, A Dança da Morte,
The Outsider na HBO começa em Janeiro.
E está trabalhando em algo com J.J. Abrams também.
Não, espere, ainda não terminei.
Acho que ele está tão chocado quanto todo mundo,
com esse ressurgimento.
Sr. Mercedes começa hoje à noite na DirecTV.
Não tenho certeza do que aconteceu,
mas lá estávamos nós, bem no meio...
do... como eu chamo, o nascimento do Rei.
Como se fosse uma explosão e o resto fosse história.
De repente, todos os estúdios...
que tinham uma propriedade de Stephen King
em suas prateleiras, queriam que ela fosse feita.
Nós meio que levantamos a mão provisoriamente.
Um filme que teríamos feito de graça.
Foi algo indelével em nossa infância.
Algumas das séries foram inspiradas...
em seu trabalho.
Stranger Things, que soa como Trocas Macabras
Certamente você tem que dar...
Stephen um grande aceno de agradecimento,
por... tipo, inventar histórias estranhas...
de aventura sobrenatural dos anos 80,
que muitas vezes é estrelada por crianças.
A forma como a tecnologia digital melhorou
ao longo da última década,
tornou cada vez mais fácil para as pessoas
perceberem, de uma forma bastante realista...
algumas das coisas mais espetaculares sobre as quais Stephen King
tem escrito.
Eu amo que ele saia e faça qualquer coisa.
Como falei: você poderia dar a ele uma laranja,
e ele escreveria um romance dela.
Ele escreveu sobre o Assassinato de Kennedy,
e viagem no tempo e basicamente tudo o que ele quiser.
Ele é um escritor que não conhece limites.
O cabo e o streaming realmente ajudaram nisso.
A TV amadureceu a ponto de poder...
ser novelística.
Sentar em frente à televisão...
e poder assistir 10 ou 12 horas...
de uma ótima história.
É maravilhoso. Isso não existia...
há muito tempo.
Acho que outra razão pela qual ele é atemporal é
porque também é completamente contemporâneo.
Ele não leva 10 anos para escrever um livro.
Ele está escrevendo, escrevendo, escrevendo,
e rápido, eu penso, dá isso a ele...
ele está vivo no momento.
Diferentes gerações de diretores,
e diferentes abordagens,
mas ainda assim...
a essência do trabalho de Stephen King está lá.
Ele nos mostra um espelho...
de onde estamos como pessoas.
E mesmo que os sintomas...
de como nos comportamos mudem,
à medida que as idades mudam e os anos passam,
ele mantém a sua humanidade básica nas suas histórias.
Suas obras não envelhecem.
Como se ele estivesse escrevendo sobre a escuridão
que se esconde no coração da América,
e essa escuridão infelizmente não se dissipou.
Suas histórias são sobre a condição humana.
Portanto, não importa se você tem a minha idade,
esses temas ressoam...
e cada geração pode encontrar esses temas.
E dentro disso encontramos...
verdades profundas que não víamos antes
e que são coisas que precisamos saber,
sobre o que está acontecendo agora.
Acho que essa é a genialidade dele.
Stephen King é...
só uma das raras carreiras que eu não acho que...
alguém voltará aparecer dessa forma,
a ter esse tipo de trabalho,
e ainda assim continuar.
Ele é como um carro palhaço.
Este é o seu 61º livro.
Tem um número alvo de livros que está procurando?
Existe um certo ponto...
em que você vai parar?
A aposentadoria é de alguma forma uma opção para você?
Deus me dirá quando me aposentar.
Ele dirá para sair do jogo, desligue seu atleta, pronto.
Para James Caan
Tradução e Sincronia: Ruiz.
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