All language subtitles for El Marginal S01E09

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian Download
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Dá-me um segundo.

Tudo bem?

Para, Pastor.

Cala a boca.

Está tudo bem?

Responde-lhe que está tudo bem.

Sim, está tudo bem, obrigada.

Vou largar-te agora,

mas não vais gritar, está bem?

Tem cuidado com o que fazes.

Onde arranjaste essa foto?

Foi um polícia que ma deu. O que me falou sobre o teu filho.

Sabes porque o procuram? Ele sabe que estou aqui?

Não.

Disse-lhe o que tínhamos combinado.

Essa foto que mandaram tem dez anos.

Eu não sou o Pastor Peña.

Chamo-me Miguel Palacios e sou polícia. Entrei aqui com identidade falsa

para investigar o rapto da filha do Juiz Lunati.

Ouve-me. Estou a falar contigo.

Desculpem, não tenho nada para vos dar.

Não viemos pedir-te nada. O que foi? Já olhaste para a tua cara?

Porque é que recusas fazer terapia ao Diosito?

O que é isto, senhoras?

"O que é isto, senhoras?", diz ele.

Sabes quem sou? A mulher do Mario Borges.

Qual é o teu problema com o Diosito? Porque não o tratas?

Vá, diz lá.

Não vou falar de um paciente a terceiros.

-Por isso, com licença. -"A terceiros"!

Ele não fala com terceiros.

A cona da tua mãe.

Não! O que está a fazer?

Vou dar-te um conselho. Olha para mim.

Sabes o que vais fazer?

Vais calar o bico em relação ao que o Diosito te contou

sobre o trabalho do meu marido. Guardas tudo no cu.

Senão, sabes o que te vai acontecer?

Vamos rebentar contigo. Contigo e com a tua família de merda.

-Ouviste? -Porra!

-Agora percebeste. -"Porra".

"Porra", diz ele.

-Senhoras, vamos acalmar-nos. -Nós "vamos acalmar-nos".

Não tem de ser assim. Posso fazer queixa de si.

De quem vais fazer queixa? Estou cagada de riso.

Não vais fazer queixa de ninguém.

Vais calar o bico, porque senão

voltamos e partimos-te a boca outra vez.

Ouviste ou não?

Agora sim. E sabes o que vais fazer?

Vais voltar a aceitar o Diosito como paciente.

E sabes que mais? Vais ouvi-lo como deve ser.

E sabes que mais? Vais dizer-lhe coisas simpáticas,

para que não fique deprimido, porque é um bom homem, não?

-Claro. É um querido. -É adorável.

Ouviste ou não?

-Entendidos? -Sim.

E se ele ficar deprimido,

aí é que vai ser.

Adeus, maricas.

Caiu qualquer coisa.

Coitado. Vais ter de...

E lembrei-me de outra coisa.

Sabes o que quero?

Que deixes de pôr ideias na cabeça do Diosito contra o meu marido.

-Sim. -A família é sagrada, não é?

Vai lá.

Penteio-te para ficares bonito.

-Adeus. -Adeus, fofo.

-Paneleiro. -Maricas.

MARICAS

Estamos na casa das bonecas.

Este é o Sandrito, boneco, sempre tão fofo.

Claro, amor, não temos de ficar no inferno.

Eu vou para o inferno contigo.

Maricas.

Sabem como chamamos ao Sandrito no nosso pavilhão?

Vamos, como me chamam?

Coca com vinho.

Porquê?

Porque fodes as cabeças.

É mentira, Sandrito.

Vá lá, Sandrito, tenho algo para ti.

-Tens aqui o fasurli. -Não.

-Hoje já chega. -Porque é que já chega?

Não me podes dizer isso.

Trouxeram-me sorte.

Não podemos comprar outro carregamento. Não somos ricos.

Não é, meninas? Não somos.

Sabes o que vai acontecer?

O Mario vai passar-se e vai cortar-vos as provisões.

A culpa não é minha.

Está bem.

Mas não quero outra bicha a fazer asneira por aí.

Porque vamos mandá-la comer merda.

Tem calma, nós tratamos disso, não é, meninas?

Claro, papá.

Sabes que mais, princesa?

Não vou dar a cara por ninguém ao Mario.

E muito menos por ti.

Por isso anda e vai dar a cara antes que tenhas de dar o cu.

-Vá, anda. -Vai, Sandrito. Espero aqui por ti.

Vamos.

Tem calma, que eu acabo isto. Vamos.

Desculpem.

O que se passou?

Nada. Estou bem.

Deixas-me falar a sós com ele?

Sim, claro.

-Muito bem. Desculpa. -Desculpa.

Se quiseres podemos continuar a conversa.

Está bem.

-Dr. Kalina. -Sim?

-Como está? -Como está?

Conhecemo-nos no outro dia, lembra-se?

Claro. É da Procuradoria.

-Da Procuradoria. -Sim, é isso.

-Como vai? -Bem.

Um pouco melhor que o senhor, pelo menos, hoje.

Não, tive um problema com o carro.

Ia muito depressa, tive de parar numa esquina,

travei de repente e bati com a cabeça no volante.

Mas já passei pela enfermaria, estou bem, não se preocupe.

Tem a certeza?

-Sim. -Pode confiar em mim, se quiser.

Teve problemas com algum recluso?

Não, já lhe disse.

Travei de repente.

Foi só um acidente.

Sabe onde encontrar-me.

Se houver algo, contacto-o.

Já sabe.

Pode confiar em mim.

Obrigado. Sim.

Como é que não querem mais?

Estão em reabilitação?

Já lhe expliquei. Não estamos bem.

O que andas a fazer, Sandro? Estás a desiludir-me.

Não acredito em nada do que dizes.

É verdade. Não podemos comprar nada. Não temos dinheiro.

Sabes que tenho jeito para descobrir mentiras.

Há algo que não me cheira.

Se me disseres que és só tu, tudo bem, acredito em ti.

Mas aqueles drogados todos...

Já comprámos.

Mas juro que não estive de acordo. Os outros insistiram e comprámos.

-Mas eu não queria comprar. -Está bem.

Gosto quando és sincero.

Sabes que gosto de ti.

És um bonito rapaz.

Não te fodia nem por nada, mas és bonito.

É um bonito rapaz!

Claro!

E diz-me lá.

A quem é que compraram?

A um dos do Sub-21.

Mas, por favor, Mario, não quero problemas.

Tudo bem. Tem calma. Não te vai acontecer nada.

Mas sabem que é contra a lei vender droga nos pavilhões.

Para além de mim e dos meus associados.

E essa lei também se aplica aos que compram.

Mas como comprámos pela metade...

Pela metade?

Mas que raio andam eles a meter?

Não sabes com que é que eles a cortam?

-Eles juntam-lhe vidro moído. -Sim.

Se é uma questão de preço...

Sandro, és o delegado do pavilhão das meninas.

Vem falar com o Mario.

É muito mais fácil. Posso fazer-te uma atenção, percebes?

Sim, tens razão, Mario.

Muito bem. Vai dizer a todos os idiotas

que, por esta vez, passa.

Já passou.

Será castigo suficiente tirar-vos o polícia de decoração.

Não o usamos como decoração, usamo-lo mais do que vocês.

Sim, mas usam-no mal.

Maluca, tarada.

Isto é mau.

É uma treta.

Traz-me já o Peña.

É para já, Mario.

Vou já, Mario.

Sabia que o Lucas estava vivo.

Foi o que percebi da minha conversa com o Lunati.

O que achas?

Não sei.

Estou um pouco confusa, deve ser de tanta informação, mas...

Está tudo bem.

Porque estavas preso antes?

Discuti com um comissário e matei-o.

Foi por isso que me expulsaram da Polícia.

E a história do Lunati? Foi uma encomenda do Borges?

Fui ter com o Lunati para que me desse informação.

E ele tentou matar-me.

Era ele ou eu. Não tive hipótese.

Compreendo.

Pelo que me disseste, o tipo era um filho da puta.

Por isso o mataste.

Não te estou a pedir que me justifiques.

Não.

O que vamos fazer agora?

Tu não vais fazer nada.

Não, este problema é meu.

-Quero ajudar. -Não.

Quero ajudar-te a encontrar o teu filho

e a recuperar a tua identidade.

Não quero voltar a ser o Miguel Palacios

para que me condenem a mais anos de prisão.

A única coisa que quero é fugir daqui.

Então, porque voltaste?

Se estavas lá fora, porque não ficaste lá?

Ainda não acabei o meu trabalho aqui.

Tenho mais uma coisa para fazer.

Desculpe, está tudo bem?

Sim, estamos quase a acabar.

Obrigado, Emma.

Obrigado? Não faço ideia de como te ajudar.

Não, estás a fazer muito por mim.

Sinceramente, estás mesmo.

Espero que te tenha ajudado contares a tua história.

Sim, muito.

-Muito bem, vou-me embora. -Está bem.

Levanta-te, parvalhão. Isto não é um albergue.

Não me lixes.

Disseste que não te lixe?

-O que disseste? -Não me lixes.

Se só queres boa vida, é um problema teu.

Não trabalho para te sustentar.

Nem para me sustentar a mim nem a ninguém.

Tu não fazes nada... Porra, Mario.

Não trabalho? Quem é que mantém o negócio?

Acabei de ter um problema com os do pátio e tu vens com essa merda.

Vamos, parvalhão, levanta-te.

Mario, para. O que estás a fazer?

Está bem. O que estás a fazer?

Bosta seca.

Posso lixar-te 1.500 vezes.

-Queres mais? -Dou cabo de ti.

-Anda cá, se queres ver. -A mamã não te vem salvar.

Gostaste?

Desiste, totó.

Não te ouço. Fala mais alto.

Não vou desistir.

Eu desisto.

-Bosta seca. -Mas que raio estás a fazer?

Nada que um animal como tu consiga perceber.

Tens terapia, bêbedo.

Bêbeda é a tua tia. Não vou.

Vamos, palhaço, mexe-te.

Podes lixar a cabeça ao psicólogo a semana toda.

Não quero.

-Vai, parvalhão. -Não quero.

Não quero contar a minha história do início.

A minha vida é complicada. Não percebes?

Capece. Vai, que já to mando.

Estás a ouvir?

Desde quando te importas se vou à terapia, Marito?

Idiota!

Entra.

Entra.

Onde está o tipo que me vai atender?

Vamos continuar a trabalhar juntos.

Como é que é?

Estive a pensar, a refletir.

Temos de passar algum tempo a recompor a nossa relação.

Trabalhámos muito juntos

e tinhas progredido muito.

Foi o que eu te disse, mas não quiseste continuar.

Porque te armaste em fino?

Tive dúvidas, foi só isso.

Sou um profissional, mas também sou um ser humano.

Há sempre alguma transferência entre o psicólogo e o paciente.

É complicado explicar, não vem a propósito.

Bem, vamos tentar.

Dios, não me pressiones.

Essa é uma das coisas que temos de alterar.

Estás a ver?

Tudo bem. Tens razão.

Está bem.

O que aconteceu à tua boca?

Deram-te uma pera?

Foi só um golpezinho. Não vamos pensar nisso.

Quero é saber de ti.

Também achas que sou um velho? Como o meu irmão.

Eu? Não.

Não?

Vá lá, diz-me a verdade.

Vês-me com esta cara de velho que não assusta ninguém.

Já não sou o mauzão do filme.

O que foi? Queres dizer-me algo? Para com os rodeios.

Combinámos que ias gerir o pátio

e só fazes merda.

Faço merda?

-Mais do que uma vez. -A sério?

Os teus vizinhos de merda foram vender droga aos pavilhões.

No pavilhão dos homossexuais. Tenho de dizer mais?

-Não sabia. -Não sabias?

Não.

Já me ofende que vendam droga no pátio,

porque também é o meu negócio,

mas que me lixem a clientela dos pavilhões...

Acham que isto é o mercado?

-Deixa-me ver e depois digo-te. -Não vais ver nada.

O que se passa é o que te disse. Não tens de ir ver nada.

A comida está boa, não está?

Não têm autorização para entrar em nenhum lugar em que eu esteja.

Sim? Quem disse?

O cu da tua mãe e a cona da tua irmã.

Vocês não podem entrar aqui.

Só podem vir comer e aos duches,

desde que eu não esteja aqui. Entendido?

Estás a ver aquele tipo?

Tem o caralho tão grande

que o usa como cachecol e gosta de idiotas.

O que não fizer o que digo será empalado por ele.

Agora podem comer sossegados.

A comida está boa.

Larga-o!

Parem todos.

Parem com isso!

Parem!

Prometemos ao Antín que não íamos arranjar problemas.

Vamos manter a nossa palavra.

Vais pagá-las, paneleiro.

Sai!

Filho da puta. Vamos, pessoal.

Que bem que ficou a mesa.

Então,

tiveste um bom momento com o Pastor. Dão-se bem.

Mais do que bem.

Calei-lhe a boca, provei-lhe que sou o melhor amigo dele.

-E estavam sozinhos, tu e o Pastor. -Sim.

Sozinhos.

Claro.

Com calma, a falar da vida, a conversar,

a beber um copo, a ouvir música.

E ainda sentes a mesma afinidade por ele?

Agora, muito mais.

Está tudo bem. Começámos de novo. Tenho de confiar.

Não estávamos sozinhos. Levei umas amigas.

Foi uma grande festa. Todos com todos.

O que significa "todos com todos"?

Estive com uma, depois com outra.

O Pastor com uma, depois com outra.

Sim, foi o máximo.

Mais alguma coisa?

Não, o que estás a perguntar? Se eu estive com o Pastor?

Não sei.

Estiveste?

Só um beijinho.

Mas entre amigos, para consolidar a amizade.

Claro.

Beijas todos os teus amigos?

Não. Estávamos lá e aconteceu.

Aconteceu?

Mas quem teve a iniciativa?

Eu, ele fingiu que não gostou.

-Ele fingiu? -Sim.

Sei que gosta de mim, mas arma-se em duro.

Claro.

Investiga mais um pouco.

O que queres dizer?

Que estão a vender droga cá dentro. Estão a gozar contigo.

Isso é conversa do Borges.

O Borges ia inventar uma treta dessas só para causar problemas.

Não acreditas em mim. Sabes o que se passa?

O teu plano para lixar o Borges não existe, amigo.

Estás armado em parvo?

Dou-te um conselho e depois fazes o que quiseres.

Se quiseres, matem-se à facada.

Está bem. Mas que se passa? Não podes fazer acusações dessas.

Eles têm nome e apelido? Se nos viram, eles que digam.

Porque não podemos?

Porque não podemos o quê?

Vender droga.

Estás a gozar, idiota?

Andaste a vender droga?

Fala, filho da puta. Foste tu?

Como é que a conseguiste?

-A minha namorada trouxe-a no sapato. -Filho da puta!

Porque não me disseste nada? Ia morrendo por tua causa.

-Para! -Paro porquê, seu maricas?

Porque não me respeitam? Que se passa, idiota?

Não interessa, acabou.

Pedes ao Borges para vir falar comigo? Eu dou-lhe o dinheiro todo.

Tenho trabalho para ti.

Não me lixes. Estou reunido com um amigo.

Eu disse-te para vires. Vamos!

Larga-me, porque me estás a agarrar?

Vamos trabalhar, anda.

Para. Eu vou contigo.

Quem és tu, o namorado?

Não me lixes. Vou ajudá-lo, só isso.

-Queres trabalhar? -Sim, quero trabalhar.

Vem trabalhar.

Também te lixaram?

Não, parvalhão, ofereci-me. Gosto de mexer na merda.

Deixem de refilar e trabalhem.

Toma, Pastor.

Anda, vamos.

Vá lá, puto, mexe-me esse cu.

-Gostas deste trabalho? -Sim, vamos.

Olha o que tenho aqui.

Parem, parvalhões.

Vamos estar o dia todo nisto. Já sei como é.

-Temos de desentupir isto. -Peña!

Vai com ele.

-Vamos. -Então, fico sozinho.

Vá, trabalha.

-Trabalhar? Trabalhem vocês. -Cala a boca e trabalha.

És espertalhão, não é?

"Cala a boca e trabalha", disse o idiota.

Vamos ver.

Estes tipos.

Nem sequer uma moeda. O que se passa, idiota?

Para onde estás a olhar? Vamos!

Isso não magoa, maricas!

Vê ali acima, atrás daquelas caixas.

-Da outra vez estava aí. -Não, não está aqui.

-Vais ser a puta de San Onofre. -Vai-te foder, maricas!

-Escumalha. -Larga-me, maricas. Cuidadinho.

Maricas, cuidado.

Cuidadinho, maricas!

Não!

Olha que a encontrei aí.

Vê lá atrás. Tira os sacos ou não encontrarás.

Não está aqui nada.

Tem de estar aí. Está sempre.

Não!

Não!

-Ajuda-me a procurar! Espera. -Não está aqui.

Está bem. Vai lá.

Deixa-me aqui sozinho. Vai.

Sim, Mudo, está tudo pronto. Abre.

Eles que abram.

Muito bem, Mudo.

Marito.

Leva todos contigo.

E vai buscar umas cervejas.

Não quero aqui ninguém. Quero ficar sozinho.

Depressa que é para isso que vos pagamos.

Vai beber uma cerveja com eles.

E quando eu te chamar,

levas o carro e deitas-lhe fogo.

Borges, és um génio.

Filho da puta!

O que aconteceu? O que foi?

Filho da puta!

Merda! O que aconteceu?

O que aconteceu? O que te fizeram?

Não sei.

O que aconteceu?

Sai daqui.

-Para, deixa-me ajudar. -Sai daqui ou levas!

Baza daqui.

Quem foi?

Quem foi?

Não sei.

Não digas nada, por favor.

Tem calma, eu não digo nada.

Não te preocupes.

Tem calma, idiota.

-Por favor. -O que aconteceu?

Já vi que te desentupiram os canos.

O que estás a fazer? Vai-te foder, Peña!

Anda.

BRINQUEDOS EDUCATIVOS

Estou?

Como estás, querida?

Tudo bem e tu?

Não estavas a dormir, pois não?

Não, estava a trabalhar. Tudo bem. Novidades?

Não, amanhã vou ver se há algum dado novo, espero.

Se não houver, tudo bem. Está muito mais calmo.

Ótimo, assim é melhor.

Ouve, desculpa mudar de assunto, mas queres ir beber um copo?

Agora?

Sim, não sabia que te deitavas tão cedo.

O que achas de irmos jantar e dançar na sexta?

Gostas de dançar?

Não quero ser chata, mas não ando muito bem.

Não tem problema nenhum. Dizes-me o que se passa e eu ajudo-te.

Queres que te conte qual é o meu problema?

Está bem, se quiseres, conto-te.

Estou grávida.

A sério? Ou estás a brincar?

Não, a sério.

Não tenho problema. Podemos sair na mesma.

Sim, porque não? Vamos divertir-nos.

Vais ter o bebé sozinha?

Sim, sozinha.

Talvez encontre alguém que queira fazer de pai.

Sim, claro.

Estão a ligar-me para o fixo. Mando-te mensagem para combinarmos algo?

Está bem. Beijos. Adeus.

Estava a limpar o chuveiro e entraram três homens, de repente.

Viste quem eram?

Não consegui ver porque tinham a cara tapada.

Mas há um que não vou esquecer. Ficou aqui, meu.

O gigante que estava no refeitório.

Já vi que te desentupiram os canos.

Amigo, não me toques.

Não vês que estou bem? Só me bateram, mais nada.

Não exageres. Deixa lá isso.

Ainda bem que o Pastor apareceu.

Alguém deixou cair isto durante a luta.

Deixa-me ver.

Dá-me isso, meu.

"PD", que merda é esta?

-Conhecem alguém com esse nome? -Não faço ideia.

Pedro.

Pablo.

Pastor!

Isso é o menos. Todos temos alcunhas.

Temos de investigar bem.

Sabemos que foi o Rico que tirou toda a gente dos duches,

para eles poderem entrar.

O Ramallo veio buscar-te.

Sim, mas não quer dizer que esteja envolvido.

Quem me fez isto, vai pagá-las. Todos!

O Rico,

o gigante que estava no refeitório,

o grande filho da puta.

O que tinha o fio e o outro, que ainda não sabemos quem é.

Os Borges vão pagar por isto.

Todos, o bando inteiro.

Se é um Borges que respira, é um Borges que morre.

Somos os Sub-21.

Se tocam em um de nós,

saltamos-lhe todos em cima, não é?

Eles eram três, eu estava sozinho.

Não vou deixar passar isto.

Safei-me bem.

Podia ter sido pior.

Mas com calma, amigo.

Calma, que tudo se resolve.

Agora, deixem-me sozinho, por favor.

Vão! Baza, idiota! Baza!

Vão!

...e compreender

que a harmonia da família prisional,

que compomos em San Onofre,

tem como base principal a felicidade do nosso pessoal. Escreve isso.

Porque a felicidade do pessoal faz a dos reclusos.

Não estou a dizer... Que confusão.

O que me interessa dizer é:

o preso, o recluso deve ser... Deve poder confiar nos guardas,

deve ser respeitado e blá, blá, blá.

Olá! Estás tão gira. O que se passa?

Gostas?

Sim.

Tenho uma coisa.

Não te preocupes que não é ninguém daqui.

Tu é que disseste, não fui eu.

Eu ouvi os teus conselhos. Há que apontar mais acima.

-És terrível. -Com licença.

Venho informar que vão fazer trabalhos de manutenção lá fora.

Alguns reclusos vêm rebocar e pintar, pelo que vai haver barulho.

Não faz mal. Já têm a lista dos reclusos?

Queria sugerir-lhe alguém.

Diga.

O Pastor Peña.

É um bom pedreiro e acho que lhe fazia bem.

Como quiser.

Acho-o um grande filho da puta, mas se a doutora acha bem.

Sim, acho. Obrigada.

Não suporto este tipo.

Continuas a achar que não nos podemos envolver com os reclusos?

Claro que sim. O meu trabalho é fazer com que se sintam bem.

Acho que lhe vai fazer bem.

O que foi?

És uma idiota.

Pronto, papá. Se não forem campeões com isto...

Vai. Que gozes muito, adeus.

Anda, temos de conversar.

Para que foi tanta coisa com o emblema, passas o dia aqui?

E quando conseguires...

Pastor, estás maluco?

Filho da puta. Fizeste a cama ao César nos duches?

Para. O que queres dizer?

-Para. Tens... -Estavas a distrair-me.

Levaste-me para o armazém e empataste-me enquanto lhe batiam.

Para, idiota! Como? Estou do teu lado.

Tens 24 horas para sair do pátio. Percebes?

-Para! -Vais para outro pavilhão ou outra prisão.

-Percebeste? -Não me podes dizer isso.

-Acalma-te e diz-me o que te fiz. -Já te expliquei.

Vou mesmo atirar-te aos lobos.

-E vão lixar-te bem lixado. -Não te traí, Pastor.

Cala a boca. Não te armes em parvo.

E tem cuidado com o que dizes ao Borges,

porque há Sub-21 em todas as prisões. Nunca mais terás paz.

Percebeste?

O que estás a fazer com a lixa?

O que estás a fazer com a lixa?

Temos de picar a parede. Percebes?

Quem te mandou fazer isto? Nunca fizeste isto na vida.

A lixa não serve para paredes com humidade.

Não percebes merda nenhuma.

-Não percebo o que queres que faça. -Tens de picar a parede...

Pica-a e depois vemos.

Está tudo bem?

Como estás? Sim, estamos a lutar com a parede.

Pediste que viesse para aqui?

Sim.

Não digas que não te corre bem, disse ao Capece que eras bom.

Pensei que era uma boa forma de te ter por perto, se houvesse novidades.

Obrigado.

Fiquei a pensar no que aconteceu no outro dia.

Obrigado.

Tenho de te pedir um favor, Emma.

Eu sei que já te pedi muito, mas é por causa da minha mãe,

agora que o meu irmão morreu, não sei a quem pedir.

A minha mãe está internada.

Porquê? O que se passa?

Ela tem Alzheimer, em estado avançado.

Eu sei que já te pedi muito, mas se pudesses ir vê-la,

seria muito bom para mim.

Desculpa interromper.

Podemos conversar?

Sim, vamos.

Não há problema. Depois falamos, sim?

Ela é bonita, não é?

É bonita.

Sabes? Aconteceu algo estranho. O meu irmão convidou-a para sair, ontem,

e ela disse-lhe que está grávida.

Achas que é verdade ou foi só para o afastar?

Não sei.

Sei que não agi bem quando me contaste da gravidez.

Mas a verdade é que vamos ter um filho juntos.

Eu quero saber o que vamos fazer.

Não vamos fazer nada juntos.

Tomei a minha decisão e disse-te.

E agora tens tempo para pensar e decidir o que queres fazer.

Já pensei.

Quero que tenhamos uma relação mais calma.

Quero que vivamos juntos e construamos uma família.

Eu amo-te, Emma. E tu sabes disso.

-Mas preciso de tempo para isso. -Para, Gastón.

-Preciso de algum tempo. -Para, por favor.

Já passámos por isso um milhão de vezes.

Não quero esperar mais.

Tenho de avançar com a minha vida.

-Estou a pedir-te por favor. -Não me digas isso.

Já está.

O que se passa aqui?

O que foi?

Está tudo bem?

Tudo bem? Ótimo! Melhor assim. Trabalhem.

-O que se passa aqui? -César.

Eles deram-me uma lista dos PD.

Acho que tem de ser o Pablo Diaz. Ele é amigo do gigante.

Perfeito. Muito bem. Eu trato disso.

O que se passa aqui? Estão na cusquice?

Ou fazem parte dos Sub-21?

Não ouço. Mais alto.

Então, trabalhem. Vamos.

Parecem parvos, mano. Estou sempre a dizer a mesma coisa.

-O que se passa? -Tudo bem?

Está bom, não?

-Está fixe, amigo. -Viste?

Mano, desculpa.

Não sabia que ias ter problemas por minha causa. Desculpa.

Tudo bem, mas para a próxima avisa. Não estás sozinho.

Tudo bem. Na boa.

-É teu. Um presente. -Está bem, obrigado.

O que se passa, Susto?

Tenho uns amigos em Don Torcuato. São duros.

-Querem ajudar-nos. -Querem?

Dizem que está lá o cunhado do Borges.

Outro filho da puta que dá cabo de toda a gente.

Entra, Peña. Senta-te.

Sai, fica lá fora.

Mandei-te chamar, porque lá em baixo está uma confusão.

Está um ambiente pesado. O que se passa?

O Borges esvaziou a zona do duche para foderem o César.

O César é o falhado dos Sub-21?

Isto vai acabar em desgraça.

Então, ajuda-me a evitar isso.

Não posso evitar.

Ele levou a sério?

Não sei.

E a outra questão?

-Qual questão? -Do Lunati.

Ninguém me viu, como eu disse.

Não acredito em ti.

Quando alguém faz o que digo, acho que me está a lixar.

Não foste apanhado, mas eu tomei as minhas precauções.

É estranho que nem tenhas tentado.

Eu não sou parvo. Se tivesse tentado, mandavas matar-me.

Não duvides.

Mesmo assim, não acredito em ti.

Desculpem.

Desculpem, não vi nada.

Emma!

Como estão, putos?

É assim que eu gosto, alinhados para comer.

Esta comida de merda que trazem do lixo.

Volta para a barraca, meu.

Para onde estás a olhar?

Olha, César, o tipo da luta de que te falei.

Ele luta como eu, idiota.

Temos de dar cabo deles.

Calma.

Quem se zangar, perde.

Temos de esperar pelo nosso momento.

Não temos muito tempo.

Tenho uns amigos em Don Torcuato. São duros.

Querem ajudar-nos.

Dizem que está lá o cunhado do Borges.

PRISÃO DE SEGURANÇA MÁXIMA DON TORCUATO, BUENOS AIRES

-Esta é pelo César. -Larga-me, filho da puta.

Toma lá, cabrão.

Toma.

Corta-o todo, cabrão.

Gostaste, filho da puta?

Vamos.

ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO. QUALQUER SEMELHANÇA COM EVENTOS,

PERSONAGENS, NOMES E/OU CIRCUNSTÂNCIAS REAIS É PURA COINCIDÊNCIA.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.