All language subtitles for Escort.Boys.S01E01

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Original subtitles

N�o te devia ter deixado, eu sei.

Mas tive medo.

Tive medo dos meus sentimentos, tive medo dos teus e... Olha para mim.

N�o vais amuar durante dois anos.

Aqui tem. Bom dia e adeus.

- O que vai querer? - Mel de Camarga.

Granada! Granada!

Merda, ele n�o me vai ganhar.

Fode-me!

Mel de Camarga. S�o cinco euros, por favor.

A senhora � daqui?

Vou elogiar-te at� que tu voltes. N�o quero saber.

- Desculpe? - Sim?

� preciso que tire os boxers.

Mas para o casting?

A realizadora quer ver. Pode tirar?

Assim!

Podem vir! O mel � bom, � local! Mel de Camarga a bom pre�o!

Podemos falar das cenas de nus?

Vou rezar pelo vosso pai.

Para que a sua alma seja acolhida no reino do Senhor.

Obrigado.

- Quando te vais embora? - Os meus p�sames.

N�o me vou embora.

- Est�o nos meus pensamentos. - Agora vou cuidar de ti.

N�o preciso que cuides de mim.

Os meus p�sames.

Zak...

Sinto muito, amigo.

Meu Ludo...

- A Nora est� a trabalhar. - N�o te preocupes.

- As minhas condol�ncias, Ben. - Obrigado.

Ele era como um pai para mim.

Tiveste sorte, ent�o.

Coragem.

Depois de ires embora, ele nunca mais quis saber da quinta.

Sim. Vejo que sim.

Sem o Mathias, n�o ter�amos continuado a produzir mel.

Enquanto tu estavas longe a ser artista.

Mas agora estou c�.

Vou ver como est�o as contas e, depois, podemos recome�ar.

S� h� d�vidas. Todas as semanas v�m do tribunal.

N�o te preocupes.

Charly, vamos recome�ar juntos.

Com que dinheiro?

Do banco. � para isso que existe.

Vamos renovar tudo e transform�-la num hotel.

Um ref�gio tranquilo no meio da natureza.

E o mel? O que fazes �s colmeias?

Temos de as dar.

N�o rendem nada.

N�o podemos viver delas.

Acredita em mim. Vai ficar tudo bem, vais ver.

Eu j� lhe disse que n�s vamos pagar. Isso estava previsto e �...

- Vamos ter de penhorar tudo. - N�o, s� precisamos de mais algum tempo!

Ou�a, senhor. H� sete senten�as em nome do seu pai.

Ent�o, o que fazemos?

Ent�o, diga-me. O que fa�o, senhor oficial de justi�a?

Renuncie � heran�a. Ficamos com a propriedade e come�am do zero.

N�o, isso n�o � poss�vel. Est� na fam�lia h� muito tempo.

Ou�a, Sr. Belfort, � s� uma quinta.

- Ben. - Tenho de desligar.

Acho que nos v�o cortar a �gua.

Porra!

V� l�... Devia ser t�o f�cil.

- Porra. N�o consigo. - Deixa, eu fa�o isso.

Esquece, est� molhado.

- Se calhar dev�amos falar, n�o? - Achas?

Explicas-me como o meu pai te incluiu na heran�a?

Nunca lhe pedi. Estive c�, s� isso.

N�o quero ficar com o teu lugar.

- E sabes que o teu pai tinha muitas... - Pronto. Podes parar.

� bom que tenhas voltado pela Charly.

- � dif�cil para ela. - N�o te preocupes connosco.

N�o te preocupes com a minha irm�. Agora que estou c�, vou cuidar dela.

D�i, n�o d�i?

- Posso ir? - Vai.

Sim! Devias tirar um curso de canaliza��o.

Est�s maluco? Quero ganhar dinheiro.

Sim, porque n�s ficamos felizes a ganhar uma ninharia.

Ent�o e tu?

Para mim, � tempor�rio.

H� quanto tempo procuras um est�gio? Tr�s anos?

- Achas que me levanto por 500 paus? - Ben!

Podes explicar-lhe o conceito de est�gio? N�o parece perceber.

Quero aproveitar a vida e ser pago.

Tens raz�o. N�o precisas de ter pressa. S� tens 28 anos.

- T�m �gua? - Sim. Obrigado.

Precisas mais de uma queca do que eu de emprego.

- Porque dizes isso? - Sim, porqu�?

N�o sei. Porque dizes?

- Tens problemas com a Nora? - N�o, n�o tenho problemas com a Nora.

Est�o juntos h� quanto tempo? Sete anos? � um momento importante.

Sim, � importante. N�o sei, talvez a ame demasiado.

Talvez a sufoque.

N�o! Porque dizes isso?

�s vezes, ela diz-me: "Ludo, para, tu sufocas-me."

Sim. Essa � uma boa pista.

Porqu�?

As rela��es n�o s�o sempre perfeitas. T�m altos e baixos.

N�o � como uma com�dia rom�ntica,

onde h� sempre paix�o e est� sempre tudo bem.

Mas tu est�s a dar conselhos? Tu? A s�rio?

Se quiser conselhos rom�nticos, n�o os vou pedir a ti.

N�o a viram?

- Eu, n�o. - S� vi no Instagram.

Sim.

Bloqueou-me em todo o lado.

- N�o parece muito bem. - Sinceramente, n�o perdes nada.

E a ideia do hotel � muito fixe.

- Sim, muito boa. Bravo. - A s�rio.

Se avan�ar, voc�s est�o comigo?

- A s�rio? - Como assim?

S�cios.

- Claro. Somos s�cios, sem hesitar. - S�cios, n�s?

- N�o, isso n�o. Foi h� anos. - N�o.

- V� l�, v� l�. - N�o vai acontecer.

- H� anos que n�o fazemos isso. - Ent�o, rapazes?

Calma.

Que fazem, palermas?

Estamos bem. Como correu o curso?

Tu �s parvo.

- Charly, n�o me fales assim. - Voltaste s� para me chatear?

A s�rio, cuidado com o que dizes, Charly. Viram como me fala?

Sim, meu amor.

N�o, n�o me esqueci. � s� que...

Estou com os rapazes a falar de neg�cios.

- A falar de disparates e a ignorar-me! - N�o. Tudo bem, eu vou j�.

Ent�o?

N�o, n�o me esqueci. Estou a pedalar, estou a pedalar!

Maltratado e sem quecas. � duro.

Quinta Belfort. Bom dia.

Sim, bom dia.

Sim?

Uma pessoa amiga deu-me o seu n�mero. � a primeira vez que...

Sim, n�o h� problema.

Ser� que quer conhecer os nossos produtos?

Na verdade, disseram-me que vinham ao domic�lio.

Est� a�?

Est� a�?

Sim, podemos fazer isso. Estamos ao seu dispor.

- Certo. E pode vir por volta das oito? - Sim.

Espere, desculpe. �s oito horas?

Ent�o, como eu estava a dizer... Chama-se Myl�ne, certo?

Prefiro que me trate por "senhora".

Certo, tudo bem.

O que eu dizia, minha senhora,

� que o mel vai ter sabores diferentes dependendo da...

Dependendo da localiza��o das colmeias.

- Esse � um mel de lavanda. - N�o me est� a facilitar a vida.

- Certo. - N�o sei o que fazer.

E n�o me est� a ajudar.

Perd�o. Ent�o, creio que a melhor ideia � provar. Certo?

Torna-se mais claro com o mel na boca e...

Tamb�m funciona assim, com o dedo.

Porque permite perceber melhor...

...os aromas.

Esse tem um sabor um pouco mais cheio. � menos �cido.

� mais...

� mais doce, por causa da lavanda.

Desculpe, mas n�o posso continuar.

Tenho a impress�o que se passa qualquer coisa.

E n�o sei se � impress�o minha ou se...

Enfim. Tenho medo de agir mal e que considere isso uma agress�o.

� uma situa��o profissional...

Se n�o fizeres nada, sou eu que te vou agredir.

Senhora!

Foi bastante bom. Obrigado.

Estava mesmo a precisar.

Desculpa. Tu vais dormir?

Isso � normal?

Quando se est� cansado, sim.

- Estou? - Acordei-o?

- Quem fala? - Fala a Sra. Chouli.

N�o, n�o me acordou.

Sr. Belfort, t�nhamos uma reuni�o esta manh� e n�o est� c� ningu�m.

Sim, eu pensava que era na quarta-feira. N�o se v� embora, eu vou j� para a�.

N�o, j� esperei o suficiente.

Temos de falar para encontrar um lugar para a sua irm� mais nova, a Charlotte.

- Volto na ter�a-feira, �s 16h. Esteja l�! - N�o! Eu vou j�!

- Estou a ir! - N�o.

- Bem, sim. - Volto na ter�a-feira, �s 16h. Esteja l�.

Myl�ne?

Mimi?

Senhora?

Desliga o extrator, por favor.

Espera, faltam dois minutos.

Que loucura. Eu sabia que nos ias lixar.

V� l�, desembucha.

Dormes com as clientes da quinta por dinheiro?

Elas n�o compram mel, n�o misturo as coisas.

Sendo assim, est� bem. Desculpa se te incomodei. N�o sabia.

Mas tu fazes ideia do que est�s a fazer?

- Posso ser preso por proxenetismo! - Tem calma. N�o h� problema.

Queres que tenha calma? H� mulheres que ligam para o fixo!

"� da quinta do mel, da geleia real e da posi��o de mission�rio?"

Sabes quanto ganho aqui?

Ent�o � isso que se faz hoje em dia?

Tornas-te prostituto para ganhar mais?

Como � que n�o tens vergonha?

Eu nunca abandonei a minha fam�lia. E fa�o o que quero com o corpo.

�s o filho perfeito. Se o meu pai soubesse, dava voltas na campa.

N�o fales do teu pai. Foi ele quem me instalou na cabana.

Ele nem era capaz de me pagar.

Tent�mos salvar a quinta enquanto tu te oferecias para pap�is.

Est�s despedido, Mathias. Sai.

Despedes-me de qu�? O neg�cio est� morto.

E eu tamb�m vivo aqui.

Desaparece.

Queres ser o chefe?

Ent�o desemerda-te, idiota.

Ben?

Ben, est�s a�?

- Est�s a�. Onde estavas? - Tu sabias?

O qu�?

Que o Mathias vendia o corpo no fim do jardim?

Porra... Sim.

Porqu�?

Certo.

E o pai sabia de tudo?

Chamava-lhe "horas extra".

Horas extra?

N�o acredito. Sou o �nico que se choca com o que se passa aqui?

Sim, parece que �s.

Na vida, devemos ter consci�ncia dos nossos fortes, certo?

E o Mathias... Bem, basta olhar para ele.

Charly, n�s estamos a falar de prostitui��o.

Pensas que as pessoas que passam o dia num escrit�rio

a vender produtos em que n�o acreditam n�o � prostitui��o?

- O qu�? N�o tem nada a ver! - Mas tem tudo a ver!

V� a quantidade de sites de porno, de rapidinhas, de encontros.

As pessoas j� n�o se conhecem. S� escolhem pelos crit�rios f�sicos.

Sim, h� dinheiro a circular,

mas vivemos num mundo capitalista. N�o tenho a culpa.

Sinceramente, no fundo, penso que...

Com um acompanhante � mais sincero. Menos hip�crita.

Sabes porque est�s l�.

- Quinta Belfort. Bom dia. - Bom dia. Catherine Vogel.

- Procuro o Mathias. - J� n�o est� c�.

- E quem fala? - Sou Benjamin Belfort,

o propriet�rio da apicultura. Temos mel de qualidade, se procura isso.

Eu procuro qualidade, sim, e penso que me poder� ajudar.

Estou a ouvir.

Organizei uma festa para a minha filha, amanh�,

e precisava de algumas "abelhas" para desfilar.

Creio que o Mathias seria perfeito...

- J� n�o fazemos isso na quinta. - � uma pena. Ia ser bastante generosa.

- Lamento. Obrigado. - Enviei um e-mail. Veja e diga-me algo.

- A senhora n�o percebeu o que disse. - Pelo contr�rio. Percebi bem.

N�o...

Ela deu-te 300 euros? Porra!

E eu que pensava que havia qu�mica entre n�s.

O sonho! Fodes e ainda te pagam.

Mas n�o sou prostituto.

N�o suspeitava isso do Mathias.

Sim, n�o tem "gigol�" tatuado na testa. N�o �amos adivinhar.

Esse gajo sabia o que fazia.

Uma mulher ofereceu-me 2000 paus para animar uma festa.

- O qu�? 2000 paus? - 2000 paus, meu?

- E aceitaste? - Claro que n�o.

Est�s maluco? Liga-lhe! 2000 paus!

- 2000 paus, meu! - Est�o a brincar?

Aceitavam dan�ar como os Chippendales e mostrar o rabo?

Se fosse s� para dan�ar, sim.

- Por 2000 at� mostrava a pila! - A pila n�o, mas dan�ava.

Mas falam a s�rio? 2000 paus, meus!

- Ganha bem e a Nora adora-te. - Voc�s est�o malucos?

N�o, s� estamos na merda.

- Depressa. Liga-lhe. Tens de lhe ligar. - Liga-lhe.

- 2000 paus, meu. - Tenham calma.

- Liga-lhe. - � ela?

- N�o. - Porra! Estou a ligar-te h� duas horas!

Porque � que n�o atendes? N�o mexam nisso! Est�o a levar tudo!

- O qu�? - Liga-lhe.

Consegui salvar o quarto do pai.

Foda-se!

- V�o p�r-me num lar. - N�o digas isso.

Vou encontrar uma solu��o.

E vais fazer o qu�?

E cinco, seis, sete, oito...

Isso. Ou�am bem a m�sica.

Aten��o, t�m de estar s�ncronos.

N�o tenho ritmo. N�o tenho culpa, o meu corpo � assim.

Mas tem de parecer que � f�cil e um pouco sexy.

Isso � f�cil de dizer.

Podemos recome�ar? Vamos concentrar-nos e tentar outra vez.

- � no quatro? - Sim. Vamos repetir.

Tr�s, quatro e...

Tenho mesmo de despir a camisa?

Porra.

Faz como eu. Imagina muitas mi�das a desejar o teu corpo.

- � isso que pensas? - Sempre.

� uma op��o. Vamos tentar de novo.

Cinco, seis, sete, oito.

- Ludo, qual � o problema? Diz l�. - Porque � que ela est� aqui?

- E qual � o problema? - Porque o que estamos a fazer...

Podemos tirar a t-shirt e fazer algo assim.

Isto � para adultos.

Estou espantada com tanta maturidade. Por favor, Ludo, ser� que podes dan�ar?

- N�o � muito vulgar? - Ben!

- Volta para o teu lugar. Vamos come�ar. - Pensando bem, n�o fazemos isso. Esquece.

Est�o prontos? Respira fundo, Ludo.

Cinco, seis, sete, oito!

Vai, Ludo, respira! Finge que �s uma gazela! Respira!

Que est�s a fazer?

Porra! Que est�s a fazer?

- Para! N�o! - Roubaste as minhas clientes!

Mathias, para!

Parem com isso! Por favor!

Larga-me, foda-se!

Fa�am qualquer coisa!

Toma.

Rapazes, com brigas n�o chegamos a lado nenhum.

E Mathias, n�o te podes juntar a n�s? Tamb�m te diz respeito.

A rede � minha.

Isso n�o muda nada.

Podes ir com eles e fidelizar clientes novas.

Esque�am tudo, n�o importa. Vende-te sozinho.

- N�o acredito. - O qu�?

- O que � que queres? - N�o, n�o! Parem com isso!

- Porra, mano. - Vamos esquecer tudo.

- N�o esque�as tudo, meu. - J� est�vamos a contar com o dinheiro.

N�o v�s que n�o temos escolha? S�o 2000 euros e estamos todos na merda.

- � o meu ganha-p�o. Sabes porqu�. - N�o tens o monop�lio de pilas, meu.

- Desculpa? Cala essa boca. - Porra, vejam l� se percebem!

Voc�s parecem crian�as! N�o posso contar convosco?

Bom...

Vamos fazer um acordo.

Mathias, tu vais com eles. No fim da noite, a tua parte � maior.

- N�o, ele n�o vai connosco. - Trabalho sozinho.

Levas a tua parte e, no fim da noite, podes fazer o que quiseres com elas.

Pode fazer isso?

Est�o todos de acordo?

Obrigada.

Fiz-vos cart�es de visita.

- Para qu�? - Para que voltem a ligar.

- � o teu n�mero? - Vou organizar. � mais simples.

Charly, tens 17 anos. Est�s maluca?

Fui a �nica a encontrar uma solu��o.

O que � que fizeste? Por favor, s� tens de dan�ar durante a noite. Deixa-me gerir.

Mas o teu trabalho � passar nos exames!

Tenho m�dia de 15! N�o me chateies mais, porra!

- Charly, tento na l�ngua! - M�dia de 15?

- Podemos confiar nela. - E com a Sra. Foulon. � muito exigente.

Se a minha m�dia descer, eu paro. Prometo-te.

Sen�o, deixa-me continuar. N�o temos escolha, n�o temos nada.

Agora � contigo.

� uma loucura.

A sua casa � incr�vel. Que loucura.

- Tem uma casa muito bonita, Catherine. - Muito grande.

Oito quartos s� d�o oito vezes mais problemas.

- Um s� quarto d� menos preocupa��es. - Nunca tinha pensado assim.

- Podemos ir? - Sim.

- Ol�. - Zak, � por ali.

N�o mexas em nada.

Podem mudar de roupa aqui. E depois...

Os tr�s quartos s�o para, enfim... Voc�s percebem.

- Para qu�? N�o percebi. - Cada um tem um quarto para se mudar.

- Eu vim para dan�ar. - N�o te preocupes.

- N�o! O que fazes aqui? - M�e, o que �? Esta � a surpresa?

N�o acredito. A s�rio, m�e? Contrataste strippers?

- Sim. - Sim?

As mulheres lutam h� anos para n�o serem tratadas como coisas

e tu contrataste gigol�s da quinta?

- Podemos ir embora, se quiser. - Pirem-se, labregos.

Nem pensar! N�o percebes como isto nos vai salvar?

Salvar-nos de pagar? De que � que nos vai salvar?

Os homens n�o te seduzem porque receiam que seja considerado ass�dio.

Aqui, pelo menos, � claro.

O medo muda de lado. J� era tempo, n�o?

Porque as raparigas de hoje sonham com o pr�ncipe encantado,

mas castram-no em nome da igualdade.

Depois de tantos anos de desigualdades, at� tem l�gica.

� preciso que haja equil�brio.

Todos os movimentos passam por fases de exagero.

Por agora, s�o uma boa solu��o.

Sim, n�o h� problema de consentimento.

N�o temos de pensar se liga no dia a seguir.

� genial! Que excelente solu��o. Paga aos homens.

- Boa. - Bingo.

Fornecem um servi�o amoroso pago.

As mulheres devem apreciar isso sem inibi��es.

- As mulheres fazem o que querem. - Claro, minha querida.

E tu ainda �s livre de te casar com o namorado da escola...

Mas a tua m�e, hoje, d�-te a oportunidade de perceber se isso � um erro.

Eu, no teu lugar, escolheria... ele.

Sem qualquer obriga��o, claro.

Obviamente.

Coralie!

- Bom... espero que a ajudem a relaxar. - Sim.

Vamos tentar, Catherine.

- Coralie. - N�o durmo com ningu�m.

- S� vim para dan�ar. - S� tens de dan�ar.

O Mathias faz o que quiser e voc�s tamb�m. S� tens de dan�ar.

N�o acredito. Onde � que est� o DJ?

Desculpe, senhora.

- Zak. - Que linda.

- O que � que fazes? - Estou a trabalhar.

- Com a empregada? - Sim.

�s parvo ou qu�? Est�s c� para seduzir as convidadas.

- Porra, tens raz�o. - V�, anda.

Espera. Posso dormir com algu�m?

Porra! Faz o que quiseres, mas est�s aqui para agradar. Anda.

Quanto cobro?

N�o sei. Pergunta ao Mathias.

Viste o Ludo?

A sua filha tem muita sorte.

� uma mulher incr�vel.

N�o se preocupe, n�o vai fazer isso a vida toda.

Tem vergonha?

� assim t�o �bvio?

Sabe, n�o h� muita diferen�a entre uma prostituta e uma mulher como eu.

Vivo �s custas de um marido muito rico e muito possessivo.

Tenho de estar sempre impec�vel,

sorrio com uma bolsa cheia de cart�es de cr�dito que n�o s�o meus.

Porque nunca trabalhei.

N�o somos assim t�o diferentes.

E somos sempre a puta de algu�m.

Certo.

H� muitas c�maras.

Por todo o lado.

N�o percebo.

Uma mulher como a Catherine... a viver assim.

Podia ir-se embora.

Mas n�o tenho coragem.

Acho-a magn�fica.

Obrigada.

Espero que n�o seja o �ltimo a dizer-me isso.

Bom, acho que � hora de irem dan�ar. Foi para isso que vos paguei.

O seu marido.

Mas tem de dan�ar na mesma.

- O que � que est�s a fazer? - Porra. Vai, Mathias.

N�o, eu juro. Eu juro. Aquele homem � s�sia do teu marido.

- O qu�? - Tens de ver. � incr�vel.

Talvez seja ele. Se calhar, � ele.

� de loucos, sim.

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