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N�o te devia ter deixado, eu sei.
Mas tive medo.
Tive medo dos meus sentimentos, tive medo dos teus e... Olha para mim.
N�o vais amuar durante dois anos.
Aqui tem. Bom dia e adeus.
- O que vai querer? - Mel de Camarga.
Granada! Granada!
Merda, ele n�o me vai ganhar.
Fode-me!
Mel de Camarga. S�o cinco euros, por favor.
A senhora � daqui?
Vou elogiar-te at� que tu voltes. N�o quero saber.
- Desculpe? - Sim?
� preciso que tire os boxers.
Mas para o casting?
A realizadora quer ver. Pode tirar?
Assim!
Podem vir! O mel � bom, � local! Mel de Camarga a bom pre�o!
Podemos falar das cenas de nus?
Vou rezar pelo vosso pai.
Para que a sua alma seja acolhida no reino do Senhor.
Obrigado.
- Quando te vais embora? - Os meus p�sames.
N�o me vou embora.
- Est�o nos meus pensamentos. - Agora vou cuidar de ti.
N�o preciso que cuides de mim.
Os meus p�sames.
Zak...
Sinto muito, amigo.
Meu Ludo...
- A Nora est� a trabalhar. - N�o te preocupes.
- As minhas condol�ncias, Ben. - Obrigado.
Ele era como um pai para mim.
Tiveste sorte, ent�o.
Coragem.
Depois de ires embora, ele nunca mais quis saber da quinta.
Sim. Vejo que sim.
Sem o Mathias, n�o ter�amos continuado a produzir mel.
Enquanto tu estavas longe a ser artista.
Mas agora estou c�.
Vou ver como est�o as contas e, depois, podemos recome�ar.
S� h� d�vidas. Todas as semanas v�m do tribunal.
N�o te preocupes.
Charly, vamos recome�ar juntos.
Com que dinheiro?
Do banco. � para isso que existe.
Vamos renovar tudo e transform�-la num hotel.
Um ref�gio tranquilo no meio da natureza.
E o mel? O que fazes �s colmeias?
Temos de as dar.
N�o rendem nada.
N�o podemos viver delas.
Acredita em mim. Vai ficar tudo bem, vais ver.
Eu j� lhe disse que n�s vamos pagar. Isso estava previsto e �...
- Vamos ter de penhorar tudo. - N�o, s� precisamos de mais algum tempo!
Ou�a, senhor. H� sete senten�as em nome do seu pai.
Ent�o, o que fazemos?
Ent�o, diga-me. O que fa�o, senhor oficial de justi�a?
Renuncie � heran�a. Ficamos com a propriedade e come�am do zero.
N�o, isso n�o � poss�vel. Est� na fam�lia h� muito tempo.
Ou�a, Sr. Belfort, � s� uma quinta.
- Ben. - Tenho de desligar.
Acho que nos v�o cortar a �gua.
Porra!
V� l�... Devia ser t�o f�cil.
- Porra. N�o consigo. - Deixa, eu fa�o isso.
Esquece, est� molhado.
- Se calhar dev�amos falar, n�o? - Achas?
Explicas-me como o meu pai te incluiu na heran�a?
Nunca lhe pedi. Estive c�, s� isso.
N�o quero ficar com o teu lugar.
- E sabes que o teu pai tinha muitas... - Pronto. Podes parar.
� bom que tenhas voltado pela Charly.
- � dif�cil para ela. - N�o te preocupes connosco.
N�o te preocupes com a minha irm�. Agora que estou c�, vou cuidar dela.
D�i, n�o d�i?
- Posso ir? - Vai.
Sim! Devias tirar um curso de canaliza��o.
Est�s maluco? Quero ganhar dinheiro.
Sim, porque n�s ficamos felizes a ganhar uma ninharia.
Ent�o e tu?
Para mim, � tempor�rio.
H� quanto tempo procuras um est�gio? Tr�s anos?
- Achas que me levanto por 500 paus? - Ben!
Podes explicar-lhe o conceito de est�gio? N�o parece perceber.
Quero aproveitar a vida e ser pago.
Tens raz�o. N�o precisas de ter pressa. S� tens 28 anos.
- T�m �gua? - Sim. Obrigado.
Precisas mais de uma queca do que eu de emprego.
- Porque dizes isso? - Sim, porqu�?
N�o sei. Porque dizes?
- Tens problemas com a Nora? - N�o, n�o tenho problemas com a Nora.
Est�o juntos h� quanto tempo? Sete anos? � um momento importante.
Sim, � importante. N�o sei, talvez a ame demasiado.
Talvez a sufoque.
N�o! Porque dizes isso?
�s vezes, ela diz-me: "Ludo, para, tu sufocas-me."
Sim. Essa � uma boa pista.
Porqu�?
As rela��es n�o s�o sempre perfeitas. T�m altos e baixos.
N�o � como uma com�dia rom�ntica,
onde h� sempre paix�o e est� sempre tudo bem.
Mas tu est�s a dar conselhos? Tu? A s�rio?
Se quiser conselhos rom�nticos, n�o os vou pedir a ti.
N�o a viram?
- Eu, n�o. - S� vi no Instagram.
Sim.
Bloqueou-me em todo o lado.
- N�o parece muito bem. - Sinceramente, n�o perdes nada.
E a ideia do hotel � muito fixe.
- Sim, muito boa. Bravo. - A s�rio.
Se avan�ar, voc�s est�o comigo?
- A s�rio? - Como assim?
S�cios.
- Claro. Somos s�cios, sem hesitar. - S�cios, n�s?
- N�o, isso n�o. Foi h� anos. - N�o.
- V� l�, v� l�. - N�o vai acontecer.
- H� anos que n�o fazemos isso. - Ent�o, rapazes?
Calma.
Que fazem, palermas?
Estamos bem. Como correu o curso?
Tu �s parvo.
- Charly, n�o me fales assim. - Voltaste s� para me chatear?
A s�rio, cuidado com o que dizes, Charly. Viram como me fala?
Sim, meu amor.
N�o, n�o me esqueci. � s� que...
Estou com os rapazes a falar de neg�cios.
- A falar de disparates e a ignorar-me! - N�o. Tudo bem, eu vou j�.
Ent�o?
N�o, n�o me esqueci. Estou a pedalar, estou a pedalar!
Maltratado e sem quecas. � duro.
Quinta Belfort. Bom dia.
Sim, bom dia.
Sim?
Uma pessoa amiga deu-me o seu n�mero. � a primeira vez que...
Sim, n�o h� problema.
Ser� que quer conhecer os nossos produtos?
Na verdade, disseram-me que vinham ao domic�lio.
Est� a�?
Est� a�?
Sim, podemos fazer isso. Estamos ao seu dispor.
- Certo. E pode vir por volta das oito? - Sim.
Espere, desculpe. �s oito horas?
Ent�o, como eu estava a dizer... Chama-se Myl�ne, certo?
Prefiro que me trate por "senhora".
Certo, tudo bem.
O que eu dizia, minha senhora,
� que o mel vai ter sabores diferentes dependendo da...
Dependendo da localiza��o das colmeias.
- Esse � um mel de lavanda. - N�o me est� a facilitar a vida.
- Certo. - N�o sei o que fazer.
E n�o me est� a ajudar.
Perd�o. Ent�o, creio que a melhor ideia � provar. Certo?
Torna-se mais claro com o mel na boca e...
Tamb�m funciona assim, com o dedo.
Porque permite perceber melhor...
...os aromas.
Esse tem um sabor um pouco mais cheio. � menos �cido.
� mais...
� mais doce, por causa da lavanda.
Desculpe, mas n�o posso continuar.
Tenho a impress�o que se passa qualquer coisa.
E n�o sei se � impress�o minha ou se...
Enfim. Tenho medo de agir mal e que considere isso uma agress�o.
� uma situa��o profissional...
Se n�o fizeres nada, sou eu que te vou agredir.
Senhora!
Foi bastante bom. Obrigado.
Estava mesmo a precisar.
Desculpa. Tu vais dormir?
Isso � normal?
Quando se est� cansado, sim.
- Estou? - Acordei-o?
- Quem fala? - Fala a Sra. Chouli.
N�o, n�o me acordou.
Sr. Belfort, t�nhamos uma reuni�o esta manh� e n�o est� c� ningu�m.
Sim, eu pensava que era na quarta-feira. N�o se v� embora, eu vou j� para a�.
N�o, j� esperei o suficiente.
Temos de falar para encontrar um lugar para a sua irm� mais nova, a Charlotte.
- Volto na ter�a-feira, �s 16h. Esteja l�! - N�o! Eu vou j�!
- Estou a ir! - N�o.
- Bem, sim. - Volto na ter�a-feira, �s 16h. Esteja l�.
Myl�ne?
Mimi?
Senhora?
Desliga o extrator, por favor.
Espera, faltam dois minutos.
Que loucura. Eu sabia que nos ias lixar.
V� l�, desembucha.
Dormes com as clientes da quinta por dinheiro?
Elas n�o compram mel, n�o misturo as coisas.
Sendo assim, est� bem. Desculpa se te incomodei. N�o sabia.
Mas tu fazes ideia do que est�s a fazer?
- Posso ser preso por proxenetismo! - Tem calma. N�o h� problema.
Queres que tenha calma? H� mulheres que ligam para o fixo!
"� da quinta do mel, da geleia real e da posi��o de mission�rio?"
Sabes quanto ganho aqui?
Ent�o � isso que se faz hoje em dia?
Tornas-te prostituto para ganhar mais?
Como � que n�o tens vergonha?
Eu nunca abandonei a minha fam�lia. E fa�o o que quero com o corpo.
�s o filho perfeito. Se o meu pai soubesse, dava voltas na campa.
N�o fales do teu pai. Foi ele quem me instalou na cabana.
Ele nem era capaz de me pagar.
Tent�mos salvar a quinta enquanto tu te oferecias para pap�is.
Est�s despedido, Mathias. Sai.
Despedes-me de qu�? O neg�cio est� morto.
E eu tamb�m vivo aqui.
Desaparece.
Queres ser o chefe?
Ent�o desemerda-te, idiota.
Ben?
Ben, est�s a�?
- Est�s a�. Onde estavas? - Tu sabias?
O qu�?
Que o Mathias vendia o corpo no fim do jardim?
Porra... Sim.
Porqu�?
Certo.
E o pai sabia de tudo?
Chamava-lhe "horas extra".
Horas extra?
N�o acredito. Sou o �nico que se choca com o que se passa aqui?
Sim, parece que �s.
Na vida, devemos ter consci�ncia dos nossos fortes, certo?
E o Mathias... Bem, basta olhar para ele.
Charly, n�s estamos a falar de prostitui��o.
Pensas que as pessoas que passam o dia num escrit�rio
a vender produtos em que n�o acreditam n�o � prostitui��o?
- O qu�? N�o tem nada a ver! - Mas tem tudo a ver!
V� a quantidade de sites de porno, de rapidinhas, de encontros.
As pessoas j� n�o se conhecem. S� escolhem pelos crit�rios f�sicos.
Sim, h� dinheiro a circular,
mas vivemos num mundo capitalista. N�o tenho a culpa.
Sinceramente, no fundo, penso que...
Com um acompanhante � mais sincero. Menos hip�crita.
Sabes porque est�s l�.
- Quinta Belfort. Bom dia. - Bom dia. Catherine Vogel.
- Procuro o Mathias. - J� n�o est� c�.
- E quem fala? - Sou Benjamin Belfort,
o propriet�rio da apicultura. Temos mel de qualidade, se procura isso.
Eu procuro qualidade, sim, e penso que me poder� ajudar.
Estou a ouvir.
Organizei uma festa para a minha filha, amanh�,
e precisava de algumas "abelhas" para desfilar.
Creio que o Mathias seria perfeito...
- J� n�o fazemos isso na quinta. - � uma pena. Ia ser bastante generosa.
- Lamento. Obrigado. - Enviei um e-mail. Veja e diga-me algo.
- A senhora n�o percebeu o que disse. - Pelo contr�rio. Percebi bem.
N�o...
Ela deu-te 300 euros? Porra!
E eu que pensava que havia qu�mica entre n�s.
O sonho! Fodes e ainda te pagam.
Mas n�o sou prostituto.
N�o suspeitava isso do Mathias.
Sim, n�o tem "gigol�" tatuado na testa. N�o �amos adivinhar.
Esse gajo sabia o que fazia.
Uma mulher ofereceu-me 2000 paus para animar uma festa.
- O qu�? 2000 paus? - 2000 paus, meu?
- E aceitaste? - Claro que n�o.
Est�s maluco? Liga-lhe! 2000 paus!
- 2000 paus, meu! - Est�o a brincar?
Aceitavam dan�ar como os Chippendales e mostrar o rabo?
Se fosse s� para dan�ar, sim.
- Por 2000 at� mostrava a pila! - A pila n�o, mas dan�ava.
Mas falam a s�rio? 2000 paus, meus!
- Ganha bem e a Nora adora-te. - Voc�s est�o malucos?
N�o, s� estamos na merda.
- Depressa. Liga-lhe. Tens de lhe ligar. - Liga-lhe.
- 2000 paus, meu. - Tenham calma.
- Liga-lhe. - � ela?
- N�o. - Porra! Estou a ligar-te h� duas horas!
Porque � que n�o atendes? N�o mexam nisso! Est�o a levar tudo!
- O qu�? - Liga-lhe.
Consegui salvar o quarto do pai.
Foda-se!
- V�o p�r-me num lar. - N�o digas isso.
Vou encontrar uma solu��o.
E vais fazer o qu�?
E cinco, seis, sete, oito...
Isso. Ou�am bem a m�sica.
Aten��o, t�m de estar s�ncronos.
N�o tenho ritmo. N�o tenho culpa, o meu corpo � assim.
Mas tem de parecer que � f�cil e um pouco sexy.
Isso � f�cil de dizer.
Podemos recome�ar? Vamos concentrar-nos e tentar outra vez.
- � no quatro? - Sim. Vamos repetir.
Tr�s, quatro e...
Tenho mesmo de despir a camisa?
Porra.
Faz como eu. Imagina muitas mi�das a desejar o teu corpo.
- � isso que pensas? - Sempre.
� uma op��o. Vamos tentar de novo.
Cinco, seis, sete, oito.
- Ludo, qual � o problema? Diz l�. - Porque � que ela est� aqui?
- E qual � o problema? - Porque o que estamos a fazer...
Podemos tirar a t-shirt e fazer algo assim.
Isto � para adultos.
Estou espantada com tanta maturidade. Por favor, Ludo, ser� que podes dan�ar?
- N�o � muito vulgar? - Ben!
- Volta para o teu lugar. Vamos come�ar. - Pensando bem, n�o fazemos isso. Esquece.
Est�o prontos? Respira fundo, Ludo.
Cinco, seis, sete, oito!
Vai, Ludo, respira! Finge que �s uma gazela! Respira!
Que est�s a fazer?
Porra! Que est�s a fazer?
- Para! N�o! - Roubaste as minhas clientes!
Mathias, para!
Parem com isso! Por favor!
Larga-me, foda-se!
Fa�am qualquer coisa!
Toma.
Rapazes, com brigas n�o chegamos a lado nenhum.
E Mathias, n�o te podes juntar a n�s? Tamb�m te diz respeito.
A rede � minha.
Isso n�o muda nada.
Podes ir com eles e fidelizar clientes novas.
Esque�am tudo, n�o importa. Vende-te sozinho.
- N�o acredito. - O qu�?
- O que � que queres? - N�o, n�o! Parem com isso!
- Porra, mano. - Vamos esquecer tudo.
- N�o esque�as tudo, meu. - J� est�vamos a contar com o dinheiro.
N�o v�s que n�o temos escolha? S�o 2000 euros e estamos todos na merda.
- � o meu ganha-p�o. Sabes porqu�. - N�o tens o monop�lio de pilas, meu.
- Desculpa? Cala essa boca. - Porra, vejam l� se percebem!
Voc�s parecem crian�as! N�o posso contar convosco?
Bom...
Vamos fazer um acordo.
Mathias, tu vais com eles. No fim da noite, a tua parte � maior.
- N�o, ele n�o vai connosco. - Trabalho sozinho.
Levas a tua parte e, no fim da noite, podes fazer o que quiseres com elas.
Pode fazer isso?
Est�o todos de acordo?
Obrigada.
Fiz-vos cart�es de visita.
- Para qu�? - Para que voltem a ligar.
- � o teu n�mero? - Vou organizar. � mais simples.
Charly, tens 17 anos. Est�s maluca?
Fui a �nica a encontrar uma solu��o.
O que � que fizeste? Por favor, s� tens de dan�ar durante a noite. Deixa-me gerir.
Mas o teu trabalho � passar nos exames!
Tenho m�dia de 15! N�o me chateies mais, porra!
- Charly, tento na l�ngua! - M�dia de 15?
- Podemos confiar nela. - E com a Sra. Foulon. � muito exigente.
Se a minha m�dia descer, eu paro. Prometo-te.
Sen�o, deixa-me continuar. N�o temos escolha, n�o temos nada.
Agora � contigo.
� uma loucura.
A sua casa � incr�vel. Que loucura.
- Tem uma casa muito bonita, Catherine. - Muito grande.
Oito quartos s� d�o oito vezes mais problemas.
- Um s� quarto d� menos preocupa��es. - Nunca tinha pensado assim.
- Podemos ir? - Sim.
- Ol�. - Zak, � por ali.
N�o mexas em nada.
Podem mudar de roupa aqui. E depois...
Os tr�s quartos s�o para, enfim... Voc�s percebem.
- Para qu�? N�o percebi. - Cada um tem um quarto para se mudar.
- Eu vim para dan�ar. - N�o te preocupes.
- N�o! O que fazes aqui? - M�e, o que �? Esta � a surpresa?
N�o acredito. A s�rio, m�e? Contrataste strippers?
- Sim. - Sim?
As mulheres lutam h� anos para n�o serem tratadas como coisas
e tu contrataste gigol�s da quinta?
- Podemos ir embora, se quiser. - Pirem-se, labregos.
Nem pensar! N�o percebes como isto nos vai salvar?
Salvar-nos de pagar? De que � que nos vai salvar?
Os homens n�o te seduzem porque receiam que seja considerado ass�dio.
Aqui, pelo menos, � claro.
O medo muda de lado. J� era tempo, n�o?
Porque as raparigas de hoje sonham com o pr�ncipe encantado,
mas castram-no em nome da igualdade.
Depois de tantos anos de desigualdades, at� tem l�gica.
� preciso que haja equil�brio.
Todos os movimentos passam por fases de exagero.
Por agora, s�o uma boa solu��o.
Sim, n�o h� problema de consentimento.
N�o temos de pensar se liga no dia a seguir.
� genial! Que excelente solu��o. Paga aos homens.
- Boa. - Bingo.
Fornecem um servi�o amoroso pago.
As mulheres devem apreciar isso sem inibi��es.
- As mulheres fazem o que querem. - Claro, minha querida.
E tu ainda �s livre de te casar com o namorado da escola...
Mas a tua m�e, hoje, d�-te a oportunidade de perceber se isso � um erro.
Eu, no teu lugar, escolheria... ele.
Sem qualquer obriga��o, claro.
Obviamente.
Coralie!
- Bom... espero que a ajudem a relaxar. - Sim.
Vamos tentar, Catherine.
- Coralie. - N�o durmo com ningu�m.
- S� vim para dan�ar. - S� tens de dan�ar.
O Mathias faz o que quiser e voc�s tamb�m. S� tens de dan�ar.
N�o acredito. Onde � que est� o DJ?
Desculpe, senhora.
- Zak. - Que linda.
- O que � que fazes? - Estou a trabalhar.
- Com a empregada? - Sim.
�s parvo ou qu�? Est�s c� para seduzir as convidadas.
- Porra, tens raz�o. - V�, anda.
Espera. Posso dormir com algu�m?
Porra! Faz o que quiseres, mas est�s aqui para agradar. Anda.
Quanto cobro?
N�o sei. Pergunta ao Mathias.
Viste o Ludo?
A sua filha tem muita sorte.
� uma mulher incr�vel.
N�o se preocupe, n�o vai fazer isso a vida toda.
Tem vergonha?
� assim t�o �bvio?
Sabe, n�o h� muita diferen�a entre uma prostituta e uma mulher como eu.
Vivo �s custas de um marido muito rico e muito possessivo.
Tenho de estar sempre impec�vel,
sorrio com uma bolsa cheia de cart�es de cr�dito que n�o s�o meus.
Porque nunca trabalhei.
N�o somos assim t�o diferentes.
E somos sempre a puta de algu�m.
Certo.
H� muitas c�maras.
Por todo o lado.
N�o percebo.
Uma mulher como a Catherine... a viver assim.
Podia ir-se embora.
Mas n�o tenho coragem.
Acho-a magn�fica.
Obrigada.
Espero que n�o seja o �ltimo a dizer-me isso.
Bom, acho que � hora de irem dan�ar. Foi para isso que vos paguei.
O seu marido.
Mas tem de dan�ar na mesma.
- O que � que est�s a fazer? - Porra. Vai, Mathias.
N�o, eu juro. Eu juro. Aquele homem � s�sia do teu marido.
- O qu�? - Tens de ver. � incr�vel.
Talvez seja ele. Se calhar, � ele.
� de loucos, sim.
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