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UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Sim, juiz, vou passar.
É para ti.
Palacios, o mais provável é que, a partir de agora,
vás viver umas quantas situações violentas.
Já te estás a aperceber de onde estás.
Não te preocupes, não te vão matar.
Não tentes fugir. Não sejas parvo. Vais magoar-te.
Se queres continuar vivo, vais entrar na Prisão de San Onofre,
vais localizar o Borges e descobrir onde raio está a minha filha.
Devolve-me o telefone.
Quieto! Polícia!
-Para o chão, idiota! -Vem cá para baixo.
Não te mexas!
Ele está ali!
Então, meu, o que foi?
Fica aí!
Para ou disparo! Fica aí!
Mostra algum respeito!
Algum respeito!
Para ou disparo!
Não te mexas!
Certo. Deita-o no chão.
Está quieto!
Vou-te matar! Está quieto!
UNIDADE DE TRANSFERÊNCIA
UNIDADE DE SAN ONOFRE CIDADE DE BUENOS AIRES
-Gato! -Vou lavar a roupa.
Aí vem a miúda nova.
Vamos, paneleiro.
Vamos, paneleiro. Levanta-te.
Mamã, odeio-te
Posso ficar aqui?
Não sei, este sítio é um pouco estranho.
Porque não pertence a ninguém, mas podem expulsar-te daqui.
As coisas do Fiorella estão aí em cima.
Sugiro que continues a procurar.
Olha, Fiorella, anda cá! Arranja espaço para este amigo novo.
Desculpe? O que quer de mim?
Chegaste agora e já me vens foder o juízo?
Não sabes mesmo escolher o sítio.
Não sabes como o Fiorella se peida.
Coitado, a culpa não é dele. Escapam-lhe.
Com a merda que comemos, o que esperavas?
Chamam-me Picachu.
Trata-me por Picachu.
Pastor.
Trato-te por Pastor?
-Sim. -Certo.
Aqui tens os cigarros.
Tens até amanhã para pagares o que deves.
Senão, ensopo-te de gasolina e pego-te fogo.
Toma lá, gadocha. Mete-o no cu.
Não viste nada.
Quem é aquele?
É o Pastor.
Pastor.
O pavilhão dos evangelistas não é aqui, paneleiro.
Se queres guardar ovelhas, vai para outro lado.
-A renda aqui é muito cara. -Já lhe tinha dito isso.
Fecha a matraca e continua a picar esse preto feio.
Baza daqui.
-Aqui havia lugar. -O teu cu é que tem lugar.
E se me continuas a foder o juízo vais ficar com ele cheio.
Percebeste?
Anda cá.
O único que pode atribuir espaço sou eu, percebes?
Não me vou embora.
Não?
O que me vais dar?
Não dou cabo de ti porque tenho uma hérnia discal.
Estás feito, paneleiro.
Posso dar-te um conselho? Não adormeças.
Vai dormir, bichano.
Ele realojou-te.
Sou o Pedro Pedraza, o último puto com raça.
Este é o César.
O Morcilla já não tem autoridade.
Qualquer um lhe enfia o dedo no cu.
É por isso que este grupo de merda tem aumentado.
Quem é aquele magrinho?
O novo. O que se está a instalar ao lado do das tatuagens.
Pastor Osvaldo Peña, 37 anos.
-Drogas? -Duplo homicídio.
Um tiroteio em Villa Diamante. É a primeira vez que é preso.
Então, jogou na lotaria e saiu-se mal.
Quem é o responsável?
O juiz Cayetano Lunati.
Ponham as caixas de pratos e copos ali.
Vamos ver. Espera. O que temos aqui?
Clonazepam.
Muito bem.
-Morcilla. -Não me chames isso.
-Não és o Morcilla? -Não.
Preciso de falar com o teu irmão.
Todos precisam de falar com o meu irmão.
Eu também. O meu irmão precisa de falar com o meu irmão.
O irmão do meu irmão precisa de falar com o meu irmão.
Mas não eu, o outro irmão.
Fala comigo. O que foi?
Apareceu hoje um idiota que se anda a armar em esperto no pátio.
Se é um idiota, dá-lhe nas trombas.
-Para que precisas do Mario? -Não vou andar à porrada.
Ele precisa de um corretivo.
Ou manda o Fiorella.
-Diosito, guardaste-me alguma coisa? -Os meus tomates.
Marito. O Morcilla quer falar contigo.
Como estás, James?
Diz lá.
Tenho um problema com um novo. Não respeita nada.
Não quero confusões. Tenho um código, não quero problemas.
Então, tens um código.
Mas ouvi dizer que estás a aproveitar-te da visita de outro.
-A aproveitar? -A fodê-la, filho da puta.
-Porque dizes isso? -Não me interrompas.
Eu deixei-te falar.
Aqui em cima corre o boato
que uns quantos que te devem dinheiro
foram obrigados a pagar-te com o cu de um familiar.
Isso é mentira, Mario.
Não, vamos ver... é verdade.
Uma ou duas vezes.
É possível que tenha tido uns encontros com a irmã do José.
Mas fui respeitador, Mario. Foi consensual.
Com ou sem consentimento, não se fodem as visitas dos outros.
Estás a ouvir-me?
Esquece isso.
Deixo passar esta, porque temos de ser unidos.
Se não fôssemos nós,
os idiotas do Sub-21 estavam a governar a vila.
-Sabes o que significaria isso? -Já lhe disse para dar cabo deles.
Deixá-los pendurados pelos tomates para que todos vejam.
É assim que fazem na Colômbia, Borges.
Os argentinos não percebem nada de violência.
Lá, os tiroteios são a tempo inteiro.
A tempo inteiro podes chupar-me, tu e os teus colombianos.
Não quero um país com idiotas aos tiros.
Esta merda de serem mafiosos vem dos americanos de merda,
que vocês e os mexicanos gostam de imitar.
O novo é idiota? Se lhe tocares num cabelo que seja
os tipos vão passar-se.
Não, ele é mesmo anormal.
Vê lá se o acalmas se não queres que te roube a namorada.
Nem penses em matá-lo.
Por uns tempos, não quero mortes.
Nada que chame a atenção do exterior. Percebeste? Adeus.
Aqui funciona como lá fora, percebes? Por categorias.
Aqui tens a vila, que é o pior de tudo.
Depois do pátio, tens uns pavilhões,
onde se vive um pouco melhor, onde tens mais benefícios.
E atrás de tudo isso, tens a zona dos chefes.
E aí tens plasmas, Internet, putas.
Quem são os chefes?
São os irmãos Borges.
O Mario que é o mais velho e o chefe de todos.
E o Diosito que vem a seguir.
O tal Morcilla trabalha para eles?
Sim, é o criado. É quem trata dos negócios.
Ultimamente, tem tido a mão mais pesada.
Agora tem um grupo de tipos que o enfrentam.
Antes, quando um tipo novo chegava tinha de dar o cu a qualquer um.
Massaja-me a cabeça.
Está bem assim?
-Sim. -Sim?
Agora és uma puta.
Paneleiro, eles foderam-te.
Estás bem, amigo? Queres que chame os guardas?
Guardas!
Olá.
Olá.
Pedi-lhe que viesse para lhe dizer que tive a entrevista com a Laura,
a sua irmã, e com a sua mãe,
para falar sobre o assunto da reconciliação.
Olhe, eu...
Isto não é uma brincadeira.
Eu não quero vê-las,
porque acabaram com a minha vida.
Certo.
Então, como vamos fazer? Esperava que passasse estas etapas
e que fizesse uma transição saudável e tem de haver uma casa
com uma família para recebê-lo.
Eu tenho mais dois irmãos, os meus irmãos são morenos e eu sou louro.
Não é primeira vez que é preso.
-Sabe como funciona. -Sim.
Estou a tentar pensar nesse momento.
Se tiver de ficar aqui para sempre, fico.
A ideia não é ficar aqui para sempre.
Há quantos anos é que aqui estou?
Mas tem de sair em algum momento.
Se sair daqui, mato-as.
-Não pode dizer isso. -Sim, posso sim.
E mais, quero sair para matá-las.
Como vais, Peña?
Nenhuma das feridas é grave. Dei-lhe um sedativo.
Se a minha gente não tivesse chegado, estavas a deitar leite pelo cu.
A sua gente desapareceu para que me fodessem.
Não te metas em mais sarilhos ou vais ficar como uma mula de droga.
Sabes o que é uma mula de droga?
Sou a assistente social da prisão.
A nossa tarefa é ajudar os reclusos a adaptarem-se,
da forma menos traumática, ao serviço prisional.
Que participem nas atividades e que possam sair rapidamente do pátio,
da vila, como lhe chamam.
Para que passem para um pavilhão para junto daqueles com quem tenham afinidade.
Especialmente num caso como o seu, de um duplo homicídio,
vamos ter de ver com os dos pavilhões quem é que o aceita.
Esta é uma entrevista preliminar.
Dentro de uns dias, teremos uma conversa mais profunda.
Chamo-me Emma.
Chamo-me Pastor.
Quero fazer-lhe umas perguntas para completar o seu perfil.
Pastor Peña, já esteve preso?
Não.
Tem conhecidos aqui dentro? Amigos ou familiares?
Não.
A sua integridade física já correu perigo desde que aqui chegou?
Não.
Sim ou não?
Não.
Com licença.
Estou.
Sim, está aqui comigo.
Palacios?
Está bem. Eu digo-lhe.
Disseram-me que chegou o Dr. Palacios, o seu advogado.
Olá, meu amor, querido.
Como estás?
-Está tudo bem, amor? -Sim e tu?
Estou ansioso por sair daqui.
Quero sair já.
Vais sair em breve.
Liga a um advogado, não sei.
Como estás, Peña? Como vai isso?
O que se passa?
Ouve, não quero que te metas nisto.
Quero que te vás embora e que o Lunati perca o teu rasto.
Acho que isso é impossível.
Isto não é uma brincadeira.
Se eles perceberem quem eu sou,
vão todos foder-me e mandam assassinos.
Ninguém sabe que estou aqui.
Não existo, percebes?
De qualquer forma, não quero que te metas nisto.
UMA SEMANA ANTES...
UNIDADE PENAL DE RÍO AZUL PATAGÓNIA, ARGENTINA
Tem 15 minutos.
Miguel?
Estás tão magro.
Porque vieste?
O juiz Lunati pediu-me para falar contigo.
Mandou-me aqui de avião.
Não me perguntes o que ele quer, porque não faço ideia.
Acho que deve ser importante. Acho que quer negociar a tua liberdade.
Esta cadeia fica muito longe. Não me faças voltar.
Vamos ouvir o que ele tem para dizer.
Sinceramente, não tens muitas mais opções.
CIDADE DE BUENOS AIRES
Obrigado por ter vindo.
O Miguel quer saber qual é a proposta.
Tens um bom representante, Miguel.
Eu sempre disse que é bom ter um bom advogado na família.
Ou um polícia. Alguém que dê uma ajuda.
O melhor é um juiz.
Os juízes dependem dos polícias, senão não temos quem julgar.
Os polícias dependem dos criminosos, porque sem eles não trabalham.
O negócio é o mesmo.
Nunca podia ter sido polícia.
Estão demasiado expostos.
Principalmente se são corruptos.
Ou se têm vícios.
O teu caso não é esse.
Vamos diretos à questão, porque calculo que tenhas de voltar.
Esta é a minha filha, a Luna.
Na passada terça-feira,
saiu da escola e os meus seguranças levaram-na à psicóloga.
Ela tem...
Uma pequena fobia que está a tratar.
Anda cá! Anda.
Não faz ideia, Miguel, do sofrimento em que estou.
Nunca tinha estado deste lado.
Percebe?
Estou a trabalhar em segredo absoluto e à margem da lei.
À espera de uma chamada.
Acho que há uma ligação entre os sequestradores
e a Prisão de San Onofre.
Gustavo Sosa.
A prisão diz que não há registos de fuga
e este idiota não tinha licença para uma saída precária.
Por isso, deduzo que o deixaram sair para participar no rapto da minha filha.
Preciso que entres na Prisão de San Onofre,
investigues, procures, descubras informação sobre a minha filha
e ma tragas.
Não irás como ex-agente da Polícia,
irás como infiltrado.
Nem as autoridades da prisão vão saber disso.
Porque devem ser cúmplices dos raptores.
Se concordares,
por este favor,
ofereço-te a tua liberdade.
Tirem-no daqui.
Olha.
Sou a tua única ligação ao mundo exterior, tens de confiar em mim.
Toma.
Trouxe-te algumas coisas.
Escondi algum dinheiro aí dentro que te pode salvar.
O que lhe digo? Não sabes nada da miúda?
Diz-lhe que me meteram no pátio, com os párias, como um refugiado.
Não consigo investigar nada ali.
Talvez possa mexer alguns cordelinhos para seres transferido.
Não, se sabem que tenho conhecimentos,
vão começar a pensar quem eu sou.
E então?
Eu sei o que tenho de fazer.
Quanto menos souberes, melhor.
Vamos, Pastor. Tu consegues.
Confia em ti mesmo.
Queres que te sente na boca da tua namorada?
Um beijo negro?
Palhaço gordo!
Vamos, Morcillita.
Dá-lhe um beijo.
Olha como o levanta.
Conhece-lo de algum lado?
Ele não é um criminoso.
Acabou de chegar.
A sério? Ainda bem que te tenho.
Agora, o Morcilla, que incompetente.
Cada vez come mais gajos, pervertido.
Paneleiro gordo.
O que estás a fazer? Queres lavar a minha?
Vamos, estás tão compenetrado.
Estás compenetrado?
Estás compenetrado?
Cuidado com esse maluco, olha que ele é bruto.
É?
Não lutes comigo, tenho medo.
Por favor, não me batas.
Se me pedes assim...
Olha, como mandaste o Fiorella para o hospital,
o Morcilla vai andar à procura de outro buraco para tapar.
Não matei o gordo porque não quero problemas.
Isso é perfeito. Não queremos aqui violência.
Não viemos ao mundo para matar gente, ou viemos?
Vou contar-te uma anedota para quebrar o gelo.
Ouve, ratazana.
Estavam uma toupeira e um coelho estavam na floresta, muito aborrecidos.
A toupeira disse ao coelho: "Amigo, vamos fazer uma corrida
"até ao outro lado da floresta. Quem ganhar, fode o outro."
"Sim, vamos", disse o coelho. Ele foi por cima e a toupeira por baixo.
Quando o coelho chegou, a toupeira já lá estava.
"Bem, coelho, prepara-te para eu te foder."
"É verdade, eu perdi.
"Vamos lá. Mas quero a desforra."
"Está bem", disse a toupeira.
"Eu dou-te a desforra."
Saem e a toupeira ganha outra vez.
"Não pode ser, outra vez, não."
Então, um macaco que estava por ali, diz-lhe: "És parvo, coelho?
"Não vês que há duas toupeiras?"
"Uma lá à frente e outra que está à espera para te foder."
E o coelho diz-lhe: "O que é que tens a ver com isso?"
O coelho era mesmo paneleiro.
Morcilla, vê lá se está tudo bem aqui com o nosso amigo.
Para onde estás a olhar? Gostas de mim, paneleiro?
O que há ali?
É uma parte antiga da cadeia, que está abandonada.
-Vou selar isto. -Toma, parvo.
Cheira a merda, toma.
Bela tanga.
Que bela camisa.
Este paneleiro tem uma gravata cara.
Isto é só chá.
A toupeira deve ter lambido o cu do Fiorella com isto.
O cu e os tomates do Morcilla, maluco.
Para.
O que fizeste, idiota?
Filho da mãe.
Estes tipos são sempre assim?
Calma.
Eles estão a acalmar.
Não sabes como é que o pátio era antes.
Não, César?
Isto não é nada. Dantes levavas facadas só de passar nos corredores.
Tinhas de proteger o teu cu.
Tenho uma coleção de cicatrizes.
Mas nunca esfaqueei ninguém. Nunca.
Sim, eu imagino.
A sério.
Somos duros, mas temos um código.
Aprendi isso com os mais velhos. O Pedro é de uma família de assassinos.
Mesmo sendo tão pequeno já matou muita gente.
E pelas costas.
Do que te ris?
Estou em desvantagem.
Toma, fica de recordação.
Ollha, Morcilla.
Vamos, Pedro.
Vamos.
Sai daqui, Morcilla.
Eu dei-te tudo, Pedro.
És um ingrato.
Traidor.
Em um...
Dois...
Três. Vai!
Vai!
-O Mario veio vê-lo. -Que entre.
Estou aqui.
-Posso sentar-me? -Podes sentar-te.
Obrigado.
-O que sabes do Sosa? -Ainda não sei nada.
Quer dizer que não resolveste nada.
Se fugiu, diz-me, porque temos um problema.
Os meus rapazes não fogem. Estão melhor aqui do que lá fora.
E agora?
Se tivesse sido preso, já saberíamos.
O que o mandaste fazer?
Uma coisa simples. Nada de especial.
Nada de especial?
Borges.
Não me lixes, porque quem manda aqui sou eu.
Isto já se começa a saber. Há pessoas a perguntar pelo Sosa.
Do pessoal? Quem?
Se o Fiorella morrer,
vão fazer-te em picadinho.
Ele queria matar-me. Foi o gordo que o mandou.
-Ele já não consegue lutar. -Não é verdade. É bom com facas.
Olha,
não quero saber do paneleiro do Fiorella, não quero saber de ti.
Só quero que não morra ninguém. Pelo menos, por agora.
Doze mil por uma transmissão? Disseste que estava ótima.
Tínhamos visto a embraiagem, mas não a transmissão.
É nova, tem 30.000 quilómetros. Como pode ser 12.000?
Posso arranjar uma por 2.000, mas como quer sempre tudo legal.
Como é que não posso querer tudo legal? Se sou a lei.
Estás a foder-me? Queres que vá pela esquerda?
Trouxe-lhe o desordeiro.
Baixa a cabeça que estás diante do Diretor Antín.
És uma deceção.
Há dias em que só temos problemas.
Qual é a tua ideia, Peña?
Porque andas a distribuir porrada de manhã à noite?
Gostas de ser um herói.
Tenho um recluso no hospital por tua culpa, Peña.
Eu estava a defender-me.
Estás a mentir.
Aqui, as pessoas vivem sem se foderem e sem lutar.
Deve ter feito alguma merda.
Filha da mãe. O que acha de 12.000 por uma transmissão?
Eu não pagava.
Eu sei. Eu li os relatórios. Se te pedissem isso havia massacre.
Para além de ser um cão com pulgas, o que é que fazes?
Sou biscateiro.
És um biscateiro.
Mentiroso.
Desta vez, vou fingir que acredito no que dizes.
Não te vou castigar. Desta vez. Percebeste?
Capece.
Preciso de uma coisa.
O que queres? Os tomates que perdeste no pátio?
De que te estás a rir?
Tu és um polícia, eu sou um ladrão.
Somos parecidos, respiramos a mesma merda, aqui.
Não te baralhes.
Quando sair, vou às putas, vou ver os meus netos.
Não.
Estás mais preso do que eu.
Um dia, eu vou sair
e tu vais continuar cá dentro.
Que raio queres?
Temos de ser mafiosos com o novo.
Não estou para me chatear com uma briga idiota.
Resolvam isso entre os dois,
mas não armes confusão.
Quanto queres?
-Umas voltinhas no teu carro? -Não.
Com o Fiorella, não. Posso arranjar-te outro cu, se quiseres.
Não.
Gosto do Fiorella.
Ouve-me.
Isto é teu.
Não é meu.
Não te armes em parvo. Isto é teu.
Isto é teu?
Não.
E teu?
Sabe que não é meu.
Tens a certeza? Parecia estar debaixo do teu colchão.
É teu, Morcilla?
Boa noite.
O banquete chegou.
O bufete.
A paparoca.
Não tenho fome.
Vá lá, come! É delicioso.
Não podes desligar o rádio? Dói-me a cabeça.
Só um bocadinho, enquanto comes.
Come.
De onde és?
Do País das Maravilhas.
Quem és tu? "El Chapo" Guzmán?
O Chapulín Colorado.
Come.
Que sítio é este?
Uma estância de cinco estrelas, não se vê logo?
Há aqui mais gente presa. Eu ouço vozes.
Onde?
Ouvi alguém a cantar.
Come.
ESTA É UMA OBRA DE FICÇÃO.
QUALQUER SEMELHANÇA COM EVENTOS, PERSONAGENS, NOMES
E/OU CIRCUNSTÂNCIAS REAIS É PURA COINCIDÊNCIA.
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