All language subtitles for Felices.los.6.S01E08

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Original subtitles

SEIS N�O � DEMAIS

Sabe, quando eu era pequeno,

e ia fazer cinco ou seis anos,

pedi de presente um boneco que era tipo um dinossauro guerreiro.

Mas meus pais n�o me deram isso.

Eles me deram um skate.

Que n�o era nem um skate, era um patinete de pl�stico.

Bem capenga.

A� eu disse: "T�, o que fa�o com isso?"

Porque eu queria o dinossauro soldado, como todos os meus colegas.

Era meu sonho, estava na moda.

Mas, enfim, como tudo na vida,

o patinete estava l�, e eu acabei usando.

Ca� algumas vezes...

e, quando percebi, j� tinha esquecido do dinossauro.

N�o que eu n�o ligue para as suas lembran�as.

Mas perguntei o que achou disto aqui.

Exatamente.

Lembrei dessa hist�ria

porque foi como receber um presente que n�o esperava.

E COMERAM OSTRAS, PIMENT�O E LINGUI�A

- Estava acordado? - N�o estava acordado.

A farra foi boa ontem?

No come�o, sim, mas depois desandou.

T�pica despedida de solteira.

- E a Trini? - N�o dormiu com voc�?

N�o.

Vim embora antes.

Deve estar com a Angie. Liga pra ela.

- Ningu�m atende. - Ainda deve estar dormindo. Relaxa.

Algum problema?

N�o, nada, relaxa.

Dorme mais.

Que horas s�o?

Nove horas.

Nove?

- Que dia � hoje? - Domingo, por qu�?

O futebol! Eles v�o me matar!

- Oi? - Os caras v�o me matar.

Quem?

Jogamos todo domingo.

Esqueci de colocar o despertador.

Mas valeu a pena. Dormiu bem?

- Dormi, e voc�? - Muito bem.

Fala pra Vero pedir pro Lucas levar um celular que ele n�o usa mais.

Estou sem celular. O meu quebrou, e n�o tenho como falar com ningu�m.

- T� bom. - Valeu.

Depois nos falamos, t�?

- T� bom. - Tchau.

Nossa, que idiota!

At� mais.

Oi!

Oi.

Pode ir comigo agora cedo no shopping?

Quer comprar o qu�?

� que estou falando com uma gatinha aqui,

e ela me pediu fotos, e eu n�o tenho nada pra usar.

Vamos. Mas quero um bom caf� da manh�.

O que quiser! Mas corre, porque j� est� tarde.

Tecnicamente, � permitido.

Claro, ela pode ficar com quem quiser. Como voc�, como eu...

- mas com um stripper? - Eu tamb�m j� fui stripper.

Podia ser um m�dico, taxista, mas � um desconhecido.

Ela vai atender.

D� pra procurar com o localizador do celular.

N�o sei nem o que te dizer.

Sei que parece meio t�xico, mas vai ser bem rapidinho.

Vemos se ela est� com a Angie e pronto.

N�o, n�o podemos. � a intimidade dela.

Se ela est� com algu�m, temos que confiar.

Nela, eu confio, mas nos outros, n�o.

� uma quest�o particular de privacidade versus seguran�a.

Acho que todo mundo precisa avisar quando n�o volta.

- Eu nunca aviso. - Mas voc� � homem. � grande, forte.

E da�?

E da� que temos que usar isso, aproveitar os recursos tecnol�gicos.

Como quando aparece uma publicidade de algo que precisa.

Entram na sua intimidade para te oferecer o que quer.

Como pode, n�? Comprei isto assim.

T� bom, t� bom! V� se ela est� com a Angie e pronto.

Sim, claro.

A Angie n�o mora aqui. N�o � o endere�o dela.

- Espera, ele est� vindo. - Olha ele a�!

- � pra hoje, cara. Corre! - Vai logo.

- Desculpa. Me d� essa faixa a�. - N�o, � minha.

Me d� essa faixa, Tito. Confia em mim.

- Certeza? - Estou inspirado hoje.

- Est� bom assim? - V�o logo a�!

- Pronto. - Quero ver.

Vamos.

- Vai l�! - Vamos que � nossa!

Aqui!

Quase!

Vamos l�, cara.

Pra fora.

- Continua, continua... - Calma.

Passa pra ele. Chuta!

- Boa! Vai l�, cara! - Manda pro gol!

Aqui, Lucas!

- Caramba! - Essa foi boa.

- Voc� estava demais, Dami�n. - Eu?

Jogou bem pra caramba, cara.

M�gico! Ele estava inspirado mesmo.

Acho que sei de onde veio essa inspira��o.

- Sabe? De onde? - Ele n�o dormiu em casa ontem.

Opa!

Ent�o, seja l� o que fez com a Romina, pode repetir.

- N�o estou mais com ela. - N�o?

Damian, a Carol pediu isto aqui pra Vero.

O celular! Calma, n�o joga assim! Foi assim que o outro quebrou.

Carol? E a Romina? N�o entendi nada.

Estava com a Carol e pedi pra ela pedir um celular velho pra Vero.

Com a Carol? Que beleza! Boa!

Boa, cara! � isso a�!

Ent�o, se est� com a Carol,

automaticamente tamb�m est� com aquela mexicana,

com as duas, n�o?

N�o, nada a ver!

- N�o? - Estou s� com a Carol.

Ela pode ficar com quem quiser.

Voc� tamb�m, cara.

A Carol quer te incluir.

- Com a outra. - N�o tem por qu�.

Vai dizer que n�o rolou um "duplete"?

- � quando duas... - Sim, eu j� sei.

Quer dizer que ontem rolou um boquete mexicano?

Mas teve mesmo alguma outra menina na parada ou n�o?

Que del�cia!

Conta logo, cara!

N�o, � que... Sim, fizemos um a tr�s.

- A mamada. Uma mamadinha. - E ele fala isso assim!

- Conta, Dami. E a�? - Fala a�. Com quem?

- Voc� � brabo, � meu �dolo. - Conta!

- Conta logo, cara. - N�o...

- Com quem foi, cara? - Com a Carol e...

- Gonzalo. - Quem?

- Com o Gonzalo. - Oi?

- Gonzalo? - �, aquele que jogou com a gente.

N�o acredito! O Gonzalo?

- O que foi? - Esse cara � um idiota.

Ele vem, se faz de amigo,

traz esse creme de merda e s� pra comer ele.

Como assim, cara? Nada a ver.

T�, Dami, mas, quando voc�s estavam l�,

algu�m chegou a enfiar uma falange, um dedinho l�?

Desculpa, mas se tem dois te chupando, e um � homem,

tamb�m � um "duplete"?

N�o, a� n�o � "duplete". � boiolagem.

- Ele te masturbou na cozinha? - N�o enche. Voc�s s�o quatro idiotas.

- Calma, s� estamos perguntando. - Sai fora, me deixa.

E a�? Os dois comeram a Carol? N�o estamos entendendo.

Para, deixa o cara em paz! Ele j� ficou bravo.

S� estou perguntando por curiosidade.

Se n�o ro�ar a espada, tudo bem. N�o � boiolagem.

- Para, cara. - Voc�s se pegaram?

Para, cacete! V�o � merda, v�o se ferrar!

- Fiquem a� batendo uma. - Calma, cara!

- Pensem o que quiserem. Vou dar o fora. - N�o fica assim, cara!

Ele bateu uma pra ele na cozinha.

� que o couro argentino � tipo...

Realmente n�o tinha nada pra usar nas fotos.

Isso � demais, n�?

- Como conheceu essa menina? - No Fetichat.

� um aplicativo de fetiche.

O que achou? Devia ter comprado as que d�o choque?

Queria uma coisa mais tranquila.

Acho que nosso conceito de "tranquilo" � diferente.

Pra mim, isso � demais.

Pra mim, sabe o que parece demais?

O Dami�n e o Gonzalo na mesma cama.

- Voc� tinha raz�o. - Eu sempre tenho raz�o. Mas sobre o qu�?

Sobre o Dami�n.

Mal nos conhecemos, e tive medo de me apaixonar.

E estava jogando a culpa nele.

Mas estou feliz que o drama finalmente acabou.

E eu fico feliz de ver essa Carolina assim,

sem ter medo de nada e com esse chicote.

Falta mais alguma coisa?

N�o sei. Vamos ver.

Imagino a cera quente escorrendo pelo seu peito,

at� um mamilo...

N�o, mo�a, calma!

Desculpa.

Era o �udio errado.

Acho que falta a cera.

RECONECTAR USU�RIO?

RODRIGO NOVA MENSAGEM DE VOZ

NOVAS MENSAGENS PEDRO, LUCAS, CAROL U�SQUE

� aqui.

N�o tem campainha.

- Para! - Voc� queria tocar a campainha.

Sim, mas...

� melhor chamar a pol�cia.

- Oi? - � melhor chamarmos a pol�cia.

Parece que estou com um super-her�i.

Trini?

- Meu Deus! - Trini?

- Trini? - Trini?

�NIBUS BALADA

Trini?

Trini?

Parado!

O que voc�s querem?

Robert!

Amigo gay?

Sim, amigo gay!

Uma das meninas ficou aqui dentro.

O Carlos Alberto est� a� dentro.

Quem?

Eu devia ter beijado a Angie.

O qu�?

A Trini e eu nos beijamos no meio da despedida,

e ela me pediu pra fingir que estava b�bado,

e fiquei chateado e fui embora.

Pensei que n�o precisasse de reconhecimento social.

Por que n�o me contou antes?

Porque voc� ia contar pra Trini,

e n�o quero que ela se sinta pressionada.

Eu amo voc�s.

O que n�s temos funciona t�o bem,

e n�o queria estragar por um r�tulo que a sociedade quer impor.

Agora, por inseguran�a,

a Trini est� com um stripper que pode ser um psicopata...

O Maxi?

Eu conhe�o, � gente fina.

Ele trabalha comigo faz tempo.

Ent�o ele saiu com sua amiga. Por que n�o liga e v� se ela est� l�?

Se voc� diz que ele � gente fina, eu acredito.

Mas j� passou do meio-dia e n�o sabemos nada dela.

Podemos salvar uma vida. � melhor ser t�xico.

Posso falar com ele?

Est� a�. Maxi Toronja.

Maximus?

Tudo bem? Aqui � o Gonzalo.

Estou atr�s da Trini. Ela est� com voc�?

Assim.

Isso. Assim.

Abaixa.

Espera. Por que est� vestida assim? Est� me distraindo.

Me ajuda a criar o clima pras fotos.

Postura, vai!

Com dor. Com dor nos olhos.

Vamos l�!

Isso, assim.

Amei.

Ficou demais. Mais uma.

Dami... Ou Damu.

N�o sei como quer ser chamado a partir de agora.

Cara, n�o precisa ficar assim.

Entende que isso � novidade pra gente.

Oi, Dami. Tudo bem?

Espero que esteja bem.

� que andei pensando na gente e acho que errei feio

em querer te for�ar a ser algo que n�o �.

Postura!

Isso, assim.

N�o, n�o!

Assim, assim!

Vira pra c�. Est� gostando, n�?

Voc� � voc�, e eu sou eu,

e acho que queremos coisas diferentes.

N�o tem sentido mudarmos nossas vidas s� por uma boa transa.

Est� esperando visita?

N�o que eu saiba.

Espera a�.

Acho que n�o posso nem quero me for�ar a ter uma rela��o monog�mica.

Oi!

Acho que nem consigo.

Por isso, quero te mandar um beij�o e agradecer por ter te conhecido,

e espero que fique bem.

Beijo grande.

Tinha at� esquecido desse �udio que te mandei.

Como pode esquecer de algo assim?

Na verdade, era um pedido de desculpas.

O que eu queria dizer n�o era t�o grave.

Por que est� assim?

Oi?

Deixa pra l�. Por que estou aqui, depois de tudo isso?

- Por que n�o entra e eu explico? - N�o, voc� tem raz�o.

N�o � importante.

Mas n�o posso mudar minha vida por...

uma transa boa e coisas estranhas que podem rolar.

- Vou embora. - Pra onde?

- Vou embora. - Dami!

O que foi? Quem era?

O Dami.

Acho que acabou.

Oi, Gon.

O que foi?

Tira isso j�.

Entendo que haja um protocolo,

mas precisamos v�-la.

Qual o seu v�nculo com a paciente?

- Sou o namorado. - Sou o namorado.

Ele � namorado, eu sou amigo.

N�o, de jeito nenhum. Os dois s�o namorados.

Somos um trisal n�o hier�rquico.

Nenhuma rela��o � mais importante do que a outra.

A paciente chegou vomitando e desidratada, mas j� est� bem.

- Ela est� bem? - Sim, est� est�vel.

Mas n�o podemos entrar?

N�o, por conta do protocolo.

- Certo, obrigado. - Protocolo? Como assim?

Tudo bem, obrigado.

TE AMO MESMO QUE SEJA MEIO BOIOLA

Ele chegou!

� ele! Ele est� subindo! Vem, pessoal.

Viu? Viu a letra colorida que eu fiz ali?

Especialmente pra voc�.

Dami?

N�o estou com saco pra isso.

Desculpa, cara.

N�o soubemos nos expressar, mas est� tudo bem.

Se voc� tem uma parte boiola...

ou poliamorosa, sei l�, ou se tem dez namoradas...

- Ou namorades. - Ou namorades.

Somos seus amigos e te amamos assim. Est� tudo bem.

Eu agrade�o...

mas j� deu. Esse lance com a Carol n�o tem sentido.

Ela � uma coisa, e eu sou outra.

Por mais que me esforce, n�o vou mudar.

N�o vou conseguir mudar.

Ent�o � melhor voltar a como era antes e pronto. J� deu.

N�o, n�o. Voltar n�o, amigo.

N�o posso me enganar. N�o consigo mais voltar.

No fim das contas...

- acabei gostando do furico. - Oi?

Acho interessante. Depois que a Vero come�ou...

a passear nas redondezas do meu anel de couro...

Sei l�, no come�o rejeitei mas...

mas depois, sei l�... Sabem aquele sugador de clit�ris?

Ent�o, ela come�ou a usar isso,

mas usando tamb�m comigo, no meu corpo.

Mas voc� n�o tem clit�ris.

- Do que voc� est� falando? - � que n�o entendi onde.

E, enfim, ela foi aproximando ali...

da rosca, mas n�o l� dentro. L� dentro, n�o!

Enfim, ela brincou, e, no fim, foi bom.

Por isso eu perguntei do Gonzalo.

Foi por curiosidade minha, n�o pra querer te zoar.

Cheguei a um ponto em que n�o posso, n�o quero voltar atr�s, amigo. N�o d�.

Mas quando uma mina p�e o dedo no nosso cu n�o � boiolagem.

De onde tirou isso?

- Eu beijei o Gonzalo. - O qu�?

N�o, espera a�. Como assim?

Quando?

Pois �...

O problema n�o era com voc�. Era com o Gonzalo.

N�o sei, acho que fiquei com ci�mes.

Agora n�o sei se sou boiola, bissexual ou sei l� que merda.

Isso, sim, � coisa de boiola.

E eu adoro frango!

Mas com voc�s eu n�o consigo comer.

Me sinto julgado.

Esses dias fui a um restaurante que abriu perto da minha casa,

e pedi um wrap de frango,

mas que tamb�m vinha com tomate confitado e r�cula.

- Que del�cia! - E estava incr�vel!

A Carolina � o seu frango, Dami.

Que lindo isso.

Po�tico.

Dami�n, sabe o que aconteceu com a Trini?

O Gonzalo mandou uma mensagem pedindo ajuda no hospital.

Sim, estou trocando mensagem com o Gonzalo.

- Ent�o vamos l�. - �, vamos.

Vamos.

Qual delas � a Trini?

- Estamos s� conversando. - Calma, n�o esquenta a cabe�a.

N�o estou de papinho. N�o fico mandando...

- Relaxa, cara. - Ficou lindo, n�?

Ficou mesmo, cara.

At� quando vai me ver como o namorado da Trinidad?

� que eu sempre fui amigo dela...

e eu te conheci por ela, como namorado...

Eu tamb�m sou seu namorado.

E quando voc� nega essa rela��o, tamb�m est� negando a mim.

Tem raz�o. Me desculpa.

Bobo.

Trinidad Conesa Larralde?

S�o amigas dos namorados dela?

Somos.

A paciente foi levada para o quarto por seu estado delicado.

- Que n�mero? - Quarto 366.

Pra que lado fica?

Por esse corredor, � esquerda, primeira porta.

Obrigado.

- Minha princesa! - Meninos!

Amiga, que susto!

E voc� a� numa boa!

Sim, � que meus pais ainda pagam o plano de sa�de pra mim.

Mas o que aconteceu? Levamos um susto.

N�o aconteceu nada. Estou �tima.

Um pouco de ressaca, n�o vou negar, mas...

O que aconteceu a�?

� que conheci uma garota incr�vel.

- Olha s�... - Amor, depois voc� mostra.

Trini, eu fui um idiota. Eu te pressionei, e n�o precisava disso.

Pode fazer o que quiser, quando quiser.

N�o, meu amor. N�s dois fomos idiotas.

- Fomos. - Meu amorzinho!

Est� tudo bem.

Trinidad, minha filha!

O que aconteceu, meu Deus?

V�m!

Vamos l�.

Vou terminar isto aqui. Vejo voc�s daqui a pouco.

- Voc�s que avisaram? - N�o.

Sabe que precisa tirar a maquiagem antes de dormir, filha.

Ningu�m a� tem uma lo��o para limpar isso?

Nossa, Marga, a gente saiu correndo.

N�o, j� chega, Lautaro. M�e, sai de cima de mim!

Chega dessa farsa!

- Est� tudo bem? - N�o.

N�o est�. N�o quero mais mentir.

J� deu. M�e, pai...

o Lautaro � meu companheiro.

Pronto.

- Oi? - � isso.

Como assim?

E o Gonzalo?

O Gonzalo tamb�m � meu companheiro.

O Gonzalo, o Lautaro e eu, n�s tr�s, somos um trisal.

- Um o qu�? - Um trisal.

Trisal? O que � um trisal?

- N�o sei, deve ser um aplicativo. - Tudo bem.

Um trisal. Algu�m pode explicar? Carol? Algu�m?

- Um trisal. - Como assim?

- Senhor, n�o pode entrar a�. - Dr. Heriberto Acosta. Est�o comigo.

Dr. Heriberto.

N�o sei o que te deram, mas voc� est� drogada.

N�o fala coisa com coisa. Quer chamar aten��o?

N�o acho que seja o momento nem o lugar pra discutir isso.

Querido, fica na sua, est� bem? Voc� tamb�m mentiu para n�s.

Como �, m�e?

Sempre te amei e te aceitei assim, do jeito que �.

Obrigado. Que amor!

E sempre me considerei uma mulher moderna e tolerante.

Pensei que voc� fosse a m� influ�ncia, Gonzalo.

- Eu? - M�e, por favor!

Voc� se acha a moderna? Acha que sabe tudo? N�o!

Algu�m tem que falar. Voc�s s�o dinossauros.

- S�o dois dinossauros! - Como assim?

- S�o, sim! Por favor, m�e! - Olha como fala!

- Moderna? - Que mal-agradecida!

Tanto dinheiro em educa��o pra voc� falar isso?

- Posso dar exemplos, moderna. - Vai, fala!

N�o, n�o. N�o precisa de detalhes, Trinidad.

Para de brigar com a sua m�e

e de se comportar como uma menina mimada.

Precisa escolher um dos dois.

- Vai ser assim. - Que ideia � essa, pai?

N�o. N�o vou escolher. Nunca vou escolher, n�o posso.

Mas, filha, o seu pai tem raz�o.

N�s sempre vamos te amar.

Mas o mundo n�o vai te entender.

O mundo j� foi inventado. N�o pode vir...

com coisas estranhas.

Querem saber?

� por isso que as pessoas n�o podem ser felizes.

Porque esse mundo do qual a senhora fala

come�a por voc�s.

E por voc�.

E por voc�, Lauti.

Pelo Rodri, que foi comer cachorro-quente.

E at� por voc�, Tito. E por mim tamb�m.

Ele tamb�m � trisal?

Porque os preconceitos s�o nossos.

E temos que lidar com isso.

- E essa torcida a�? - Torcida?

Clube Atl�tico Prezados Colegas, entendeu?

Dr. Acosta. Muito prazer.

Essa que est� a� � a Trini. E essa � a vida que ela escolheu.

Ent�o, se voc�s gostam,

que bom.

E, se n�o, a porta est� ali.

Aqui.

- Ali. - � assim, filha?

Est� de acordo com o ultimato que esse rapaz est� dando?

Vai, m�e. Vai.

Tchau.

Dami, voc� arrasou.

Com licen�a. Como estamos aqui?

- Doutor. - Me permitem um momento com a paciente?

Sim.

- Claro. - Vamos.

Bom...

Desculpa, me perdoa... Um minutinho.

Carol.

Vai l�!

N�o vou te deixar sozinha.

Vai, eu estou �tima! Vai logo!

Vai!

- Pronto. - �timo.

- Ent�o... - Desculpa. Tamb�m preciso ir.

Vai l�!

- Bom, agora, sim. - Agora, sim.

Efetivamente e, felizmente, foi s� uma queda de press�o.

Os exames de laborat�rio mostraram par�metros

totalmente normais para uma mulher na sua condi��o.

Que condi��o?

A doen�a de Chagas faz o cora��o aumentar.

Eu tenho o cora��o gigante.

Ser� que pode me examinar? Estou meio...

Isso, vamos ali. Pessoal, vou ver como est� a pr�stata.

Dr. Steven Caplan, comparecer ao consult�rio 11.

Ser� que fiz bem? Senti que devia falar tudo.

Dami!

Quer saber uma informa��o in�til?

Sempre.

Sabia que controlar regularmente o colesterol

reduz significativamente o risco de doen�as card�acas?

CONTROLAR REGULARMENTE O COLESTEROL

REDUZ SIGNIFICATIVAMENTE O RISCO DE DOEN�AS CARD�ACAS

N�o parece ser in�til.

Pode prevenir um infarto.

Sim, ningu�m quer ter um infarto.

Mas ali n�o diz que, �s vezes, o cora��o te leva a fazer idiotices.

N�o �?

Pra que tantas voltas, Dami?

Tem raz�o.

Ontem, enquanto voc� chupava o pau do Gonzalo,

e eu mordia os mamilos...

eu me dei conta de que...

faria tudo por voc�.

Eu te amo.

Me ama?

Amo.

Vamos ter um novo integrante em casa.

Ama?

Dami? Tudo bem?

- Algu�m chama um m�dico! - Calma, eu sou m�dico.

FIM

NENHUM ANIMAL FOI MALTRATADO NA REALIZA��O DESTA S�RIE.

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