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SEIS N�O � DEMAIS
Dami�n?
Damo?
Dami�n?
Dami�n!
Ol�, meu feij�ozinho.
- O que � isso? - Ol�!
Ol�, meu feij�ozinho.
Ai, que boca enorme voc� tem!
� pra me beijar melhor.
E esta pele t�o macia pra te tocar melhor.
Era assim a sua fantasia de adolescente?
- N�o sei do que est� falando. - N�o?
Sua primeira ere��o n�o foi com a Chapeuzinho?
Leu Chapeuzinho Vermelho e sua salsichinha cresceu?
Feliz anivers�rio!
- Que anivers�rio? - Faz dez anos que estamos juntos.
- Como assim? - �, dez anos.
- Como assim, dez? - �.
Dez anos.
Dez anos n�o s�o nada!
- Deixa eu ver essa banana. - Estou dormindo!
Ai, n�o!
Dami�n...
Feliz anivers�rio, meu lindo.
Anivers�rio de qu�?
Amor?
ESCADA ROLANTE
Ele n�o quer estar em uma rela��o monog�mica com a Romina,
mas est� mesmo assim.
N�o ousa fazer outra coisa, porque o c�rebro dele est� programado.
Porque � um covarde.
� um reprimido. Como todos os monog�micos!
Como tem tanta certeza de que ele n�o quer ficar com ela?
Ele at� quer ficar com a Romina.
Mas sei que quer ficar comigo tamb�m.
Eu n�o levaria uma declara��o de amor de um drogado t�o a s�rio.
N�o estou falando do vexame que ele deu na festa.
Sei quando est�o a fim de outra pessoa, e ele est� a fim dela.
Mas n�o faz sentido.
- � como jogar p�rolas aos porcos. - Vai!
N�o tem como abrir a cabe�a de um monog�mico.
Porque eles pensam no plural, entende? Porque se vestem igual.
Um completa a frase do outro.
- Veem todas as s�ries juntos. - Vai!
N�s tamb�m assistimos s�ries. Levanta!
Mas � diferente, Gonzalo.
Eles at� pedem pratos pra dividir.
Bom, vamos nos concentrar na respira��o.
Carol. Vamos l�?
Nariz, boca.
Nariz, boca. Tranquila.
- Tranquila, serena! - Serena.
- Serena! Respira. - T� bom.
Respira!
- Vamos l�! - Vamos.
Porque os monog�micos n�o escolhem, entende?
Eles pensam que est�o escolhendo, mas n�o est�o.
Est�o seguindo um mandado.
DAMI�N CHAMADA PERDIDA
- Isso, assim! - Assim?
- Isso, bem a�. - Est� bom?
- Assim. - Sobe um pouquinho.
DAMI�N LUQUI, ME ATENDE RAPIDINHO
- N�o, n�o. N�o atende, por favor! - Calma, fica tranquila.
- A�! - Assim est� bom, n�?
� aqui, n�?
- � aqui! - Que del�cia!
Assim?
DAMI�N POR FAVOR, � URGENTE
- Isso! - Que del�cia!
Desculpa, amor. O Dami disse que � urgente.
- Tudo bem, atende. - Posso atender?
O que foi, amigo?
- Tudo bem? - N�o, n�o est� nada bem.
A Romina veio comemorar o d�cimo anivers�rio.
Est� fazendo a barba?
- Estou. J� vou desligar. - N�o, n�o!
- N�o desliga. - N�o?
Continua fazendo a barba. Vai me arranhar toda assim.
- Oi, Vero. - A Vero est� aqui, sim.
N�o entendi. Como que dez anos? Como assim?
Acho que contou o tempo separados.
Como assim? Tempo retroativo?
- Oi? - Como um clube, sabe?
Quando fica um tempo sem frequentar, eles deixam voc� pagar tudo depois
pra n�o perder o tempo de ades�o.
�, sei l�. Parece meio isso.
Mas voc� quer ficar vital�cio com ela?
Como assim, Lucas? N�o entendi. Me explica.
Calma, cara.
- � passar o resto da sua vida com ela. - Sim.
Gozando a vida juntos.
- N�o! - Ficar feliz com a felicidade dela.
N�o! Voc� n�o entendeu?
N�o estamos juntos. N�o quero ficar com ela! Eu n�o voltei!
N�o tenho que comemorar nenhum anivers�rio.
Foi algo casual. N�o sei o que ela entendeu.
N�o sei que ideia foi essa de anivers�rio.
Dami?
Dami, me escuta.
Voc� sabe que eu n�o...
Bom, que a Romina n�o � minha pessoa favorita,
mas...
voc� deu esperan�a.
Mas eu n�o disse nada!
Voc� deu esperan�a.
- Foi culpa do brownie! - Voc� deu esperan�a.
- Eu estava drogado. - Bom, agora segura a bronca.
Mas eu n�o estava consciente. N�o sei como, mas aconteceu.
Assume a bronca como um adulto.
- Eu n�o quero isso. - Vai l�.
Posso ligar?
- No modo forte? - Por favor!
A�, isso!
Foi sua culpa. Voc� me drogou.
- Oi? - N�o queria ir com a Romina.
Mas comi o seu brownie,
e n�o sei o que tinha nele, mas tinha algo,
at� imagino o que era,
- e por isso que acabei... - N�o, calma a�, cara!
Pra cima de mim, n�o. Desculpa. Voc� � respons�vel pelas suas decis�es.
� a segunda vez que me dizem isso hoje.
- N�o deve ser � toa. Mesa 3! - Pois �.
Entende uma coisa. A Romina acha que voltamos, Pato.
� grave. A situa��o � grave!
N�s n�o voltamos!
Ela quis comemorar dez anos de namoro.
N�o fizemos dez anos! Ela est� contando de forma retroativa.
Como quando paramos de ir a um clube e eles cobram tudo depois...
- Voc� retomou a escada. J� entendi. - Que escada?
A escada rolante dos relacionamentos.
Os passos que todas as rela��es monog�micas seguem.
Como?
Quando conhece algu�m, e a� voc�s saem,
e a� conhecem os amigos, a fam�lia, e a� se casam, t�m filhos,
depois se separam, e come�am tudo de novo.
Bom, no seu caso, como voc� caiu da escada,
recome�ou com a mesma pessoa de onde tinham parado.
Como assim? Ent�o n�o tem mais volta? Meu caso � esse e n�o tem solu��o?
Se tivesse ficado no M�xico, eu teria casado.
"A-ha" n�o!
Eu n�o queria. Era o que a minha fam�lia queria.
- Desculpa. - Ent�o tive que fugir...
e acabei me encontrando.
Isso � s�rio, cara. Ou seja, voc� pode escolher.
Sempre pode escolher. N�o escolher j� � uma escolha.
E eu, neste momento, escolho ficar sozinha.
- Brigou com a Carol? - N�o, � pra voc� ir embora!
- Estou trabalhando. - T� bom.
- N�o sou terapeuta de casal. - Desculpa.
N�o virei essa pessoa em um dia.
- Tudo bem, estou indo. - Isso, vai l�.
Vermelho. Que coisa mais horrorosa!
De quem foi essa ideia?
As amigas da minha irm� n�o sabem que ela n�o gosta de vermelho?
Que � horr�vel, que fica feio em qualquer pessoa, que � brega?
Que gato, papito!
- Gostou? - Amei.
N�o entendo porque me exclu�ram da despedida da Angie.
Vou no papel de amigo gay.
N�o, amor. Nos conhecemos desde pequenos.
A Angie te adora! Voc� � como um irm�o.
Se soubessem das coisas que fez com seu irm�o ontem...
Eu vi voc�s!
E eu escutei.
Amiga, voc� tem alguma roupa vermelha? Me obrigaram.
Se n�o quer ir, n�o vai.
N�o � que n�o queira ir. N�o quero ir de vermelho.
Viu? Olha a�.
Outro ritual horroroso da monogamia.
A despedida de solteiro.
Pra que serve isso?
Pros noivos se exporem e fazerem coisas que nunca fariam por vontade pr�pria.
Me fala, pra que serve isso?
Pra ningu�m suspeitar que o que vem depois � muito pior.
Eles fazem pra isso. Despedir de ser solteiro, que idiotice.
Se supostamente querem casar.
- Hoje ela est� da p� virada. - N�o estou coisa nenhuma.
Os monog�micos que s�o assim.
Eu sou livre.
Escuta, Caroline.
Acho que voc� � monof�bica.
N�o existe monofobia.
Ser monog�mico � a norma.
Como eu seria monof�bica?
Tenho v�rios amigos monog�micos.
Carol, voc� tem alguma roupa vermelha?
Romi, para. Chega disso de Chapeuzinho Vermelho.
Romina...
Pedro?
- Pensei que fosse a Romi. - Cruzei com ela saindo.
- O que foi? - Ela disse que volta � noite.
- O que aconteceu? - A Nat�lia me expulsou de casa.
Nossa, n�o acredito!
A menina da festa.
- Lembra que te contei? - Putz, lembro.
Ela era amiga de uma colega de trabalho da Nati.
N�o brinca!
Pois �.
- E ela contou? - N�o sei.
Essas mulheres me perseguem, cara. Sou muito azarado!
E eu sou um imbecil, a carne � fraca, cara.
Sou muito fr�gil.
Filhas da m�e! Que injusto, cara.
A gata da quitanda, a gata do trabalho,
a da lot�rica, s�o todas iguais.
N�o entendi. Voc� conta que � casado?
N�o, mas elas sabem. Quanto mais amarrado, mais elas querem.
- Mas voc� tira a alian�a quando sai. - Sim, mas elas sacam.
D� pra ver a marca do sol. Elas s�o terr�veis.
- Bom... - Eu quero morrer, cara.
Vamos tirar isso. N�o est� dando pra mim.
- E � definitivo? Como ficou com a Nati? - N�o sei.
- Voc�s conversaram? - N�o sei.
Do jeito que ela �, podem ser semanas, meses.
Anos, sei l�.
A filha da puta � como um elefante, n�o tem mem�ria.
Mas os elefantes t�m mem�ria.
Ent�o ela � pior, cara. Pior que um elefante.
Tudo bem, fica calmo. Vou pegar uma bebida.
Valeu, cara.
Calma, isso vai passar.
Estou sem copo, preciso lavar, mas pode tomar no gargalo.
- N�o tem problema. - Toma que vai ajudar.
Desculpa, eu babei.
- O que � isso, cara? - Que nojo! Est� sem g�s!
- Desculpa, cara. - Por que me deu isto?
- Quem toma Dullkacola? - E da�, cara? � o que eu tinha.
N�o quero esse tro�o, desculpa.
T� bom, n�o tem problema.
Est� ocupado agora?
- N�o, eu s� tinha que... - Me empresta uma cueca.
Vou tomar um banho, e vamos fazer umas compras.
- Compras? - �, fazer compras ajuda.
Comprar coisas pra melhorar a autoestima.
Posso ir sozinho se vai reclamar de tudo.
Fiquei surpresa com o convite.
Estava com um pouco de medo de que,
agora que o lance com o Dami n�o deu certo,
n�o quisesse mais me ver fora do escrit�rio.
Falou de novo com ele?
Mas nada, assim, nem pra dar um desfecho?
N�o, pra qu�?
N�o te chamei pra falar de homem.
Um s�bado que n�o temos que trabalhar,
pensei que seria legal um programa de amigas.
- Claro, sim! - Claro.
Est� vendo alguma s�rie com o Lucas?
N�o vejo s�ries com o Lucas,
porque ele gosta de s�ries de �poca espanholas,
e eu sou mais as policiais n�rdicas, sabe?
Tramas policiais. Gosto de ver o sangue na neve,
e o Lucas gosta mais desses dramalh�es �picos, sabe?
Com m�sica, gente chorando... Acho que ele aproveita pra chorar.
� a Ariela. Acabou o sossego.
Coloca no viva-voz.
Al�?
Precisa vir agora pro escrit�rio. O Jean Paul descobriu sobre o Pixel.
Agora n�o posso, Ariela.
Estou comendo com uma amiga.
N�o importa! Despacha a sua amiga e vem pra c�!
Se eu falei pra vir agora, � agora.
Amiga, que bafo esse macac�o! De onde �?
� de um estilista estrangeiro.
- Arrasou! - � maravilhoso!
Viu? Eu falei que ficou incr�vel.
Por que eu n�o tenho um amigo gay?
Estou livre �s quintas, mas � o dia em que depilo a bunda.
Gente, t�m certeza de que a Angie est� sabendo de tudo?
Da roupa vermelha e tudo mais?
- �bvio! - Ela vai amar tudo.
- Ela sabe de tudo. - Ela vai adorar.
"Beijar dez desconhecidos."
- O que isso? - S�o castigos!
Sim! "Chupar a ma�aneta", muito bom.
- Meninas... - A� vem ela!
Angie...
Eu vou casar!
- Vamos para casa. Voc� est� muito... - Estou �tima! Vou casar!
Sem olhar.
Tomar tr�s shots seguidos.
- Shot! Shot! Shot! - Shot! Shot!
Shot! Shot! Shot!
Vai l�!
Calma, calma... �gua.
Agora, sim.
- Ol�. - Oi.
A Ver�nica � sua amiga?
Sou.
T�, tudo bem.
Vamos come�ar a sess�o do Pixel sem roupa.
Assim montamos uma cena aqui e justifico o que o Jean Paul viu
quando apertei o bot�o de videochamada, t� bom?
O que o Jean Paul viu especificamente?
Bom, eu estava sentado aqui, e a Ariela estava com a bunda...
Ela perguntou pra mim.
Quieto!
Para de sorrir. Agora sorri de novo.
Isso, gostei. Lindo.
Falei que era uma campanha sensual de perfume.
Ele n�o acreditou e est� vindo pra c�, ent�o tirem a roupa.
T� bom.
N�o, para!
N�o v� que est� machucando n�o s� seu marido,
mas tamb�m outra pessoa?
Ele est� iludido com voc�.
E voc�, pra ajudar, s� d� mensagens confusas.
E tudo isso pra qu�? Decide logo o que quer fazer.
Se n�o � feliz, se separa.
Quem sabe se conversar com o Jean Paul e contar o que est� acontecendo,
talvez voc�s possam encontrar uma solu��o?
� s�rio. Passei por isso com o Lucas.
Tivemos uns problemas esses dias, e era falta de di�logo.
Abrimos a rela��o, mas n�o era isso. Era s� falta de di�logo.
Conversamos e agora estamos bem.
- Que bom, Vero. - Sim, o problema foi o Zumber!
Ele encontrou o Zumber e se sentiu exclu�do.
Ent�o come�amos a usar juntos.
Eu testei nos mamilos dele, e ele surtou!
Literalmente. Depois testei nas axilas e foi incr�vel!
Na glande, ele n�o gozou,
mas foi uma explos�o de prazer imensa!
Aquilo ali, olha, realmente...
E s� porque conversamos.
- Ou seja, di�logo. - Certo.
Sendo assim, por que n�o fala com o Jean Paul
em vez de montar este circo?
Honestamente, tenho pregui�a de conversar.
E d� muito trabalho separar, e estamos em um bom momento.
Com esse bebez�o tamb�m � gostoso, mas ele s� sabe falar de tatuagem.
Sem ofensas, mas � verdade. Tenho o dobro da sua idade.
Droga, ele chegou! Vai, vai!
Vai l�! Isso!
Isso, mais uma. Adorei!
Isso! Levanta um pouquinho ali.
- Boa tarde. - Boa tarde!
- Oi, amor. Tudo bem? - Ol�!
- J� estamos terminando. - Como vai, amor?
Lindo! Isso.
Carol, levanta um pouquinho a�.
Debaixo.
Isso...
Espera a�.
Que lindo! Amei!
Carol, concentra��o.
- Onde voc� est�? - Aqui.
Espera a�...
Isso, maravilhoso!
Muito bem! Acabamos!
Boa, valeu!
Muito bem. Bom trabalho, meninas.
Pixel, � sempre um prazer trabalhar com voc�.
- Voc�s arrumam tudo? - Claro.
- Tudo bem? - Gostaram?
- Ficou bacana, n�? - Ficou.
�timo.
Deu tudo de si. Gostei.
- Arrumem tudo. - At� mais. Vamos jantar?
Vamos.
- Ceviche? - Vamos.
- T� bom. - Por minha conta.
Isso, pega.
Aqui est�.
Como chama esse aparelhinho pra axila?
� o Zumber.
N�o � bem pra axila, mas pode usar que � �timo.
- E ele gozou na axila? - No mamilo.
Beija! Beija! Beija!
Beija! Beija!
Preparadas para uma noite de arromba?
- Entrem! - Vamos!
Meninas!
Vamos, entrem!
�NIBUS BALADA
Safada!
Se s�o s� umas noites, eu te empresto um travesseiro.
Tem que ser de viscoel�stico, sen�o me d� torcicolo.
Doze anos, cara.
Doze anos juntos, e n�o posso pegar um travesseiro?
Com tudo que constru�mos juntos? Que injusti�a!
Eu dei mancada? T�, pode ser.
Mas ela n�o � perfeita. Acha que eu queria um hamster?
E n�o faz ideia dos puns que ela solta. Eu nunca disse nada.
� brincadeira, cara.
Obrigado por tudo. Assim que eu receber, eu te pago tudo.
N�o se preocupa.
Pedro, me explica uma coisa.
Quando voc� casou,
casou porque realmente queria ou foi tipo um mandado familiar?
Mandado familiar? Ningu�m manda em mim, cara.
Eu s� queria ser pai e pronto.
A Nat�lia era a m�e perfeita. Ela � a m�e perfeita.
Acho que vou olhar essa loja.
Ent�o voc� casou porque era um desejo seu, ningu�m te obrigou.
�bvio, claro que era um desejo meu. Ou da Nat�lia.
Bom, meu tamb�m. Enfim, sabe como �.
Voc� conhece algu�m, fica apaixonado,
e, quando percebe, j� est� morando junto.
E qual � o passo seguinte?
� casar. Esse � o curso natural.
Voc� acorda e est� casado.
Quando percebe, j� era.
- Tem uma fam�lia... - N�o, n�o!
O que foi? Dami�n!
Minhas coisas!
Despedida! Despedida!
Despedida!
Isso a�, assim! Quem � a pr�xima? Vamos l�.
Quem vai subir na barra?
Isso!
Voc� arrasou!
Mostrar as tetas? N�o!
Como eu vou mostrar as tetas? Que ideia � essa? Isso n�o.
Teta na janela! Teta na janela!
- Teta na janela! - Teta! Teta!
Que nojo, amiga!
Pelo menos eles se cuidam, n�?
Credo, que nojo!
� que eu n�o gosto...
N�o sei, me sinto como sendo parte da mentira agora, entende?
O que acontece? Todo casamento acaba mal?
Tamb�m n�o precisa sofrer.
N�o � f�cil entender uma pessoa que pensa diferente de voc�.
E voc� � melhor nisso do que eu.
Que louco, n�? Porque voc� � t�o...
aberta.
Quando me conv�m, acho que sou.
�?
J� com o Dami�n, pra mim � dif�cil entender
que ele quer algo diferente.
E � dif�cil porque me irrita.
E me irrita porque d�i.
Mas, como voc� disse, tenho que encerrar o assunto.
- Sim. - Obrigada, amiga.
Por tudo que me disse e pelos conselhos.
De nada.
Desculpa... por tudo que falei do seu coletivo.
Robert...
- Coloca uma m�sica? - � pra j�!
� a pol�cia, meninas!
Sujou!
Vamos, vamos! A festa acabou!
Cad� a noiva?
Tenho uma ordem de pris�o.
Agora d� seu melhor sorriso.
Prontinho. Ficou lindo.
Acho que vou colocar "#amor"...
e "#anivers�rio"...
Anniversary ou anivers�rio?
Acho que anniversary.
Isso, #anniversary.
E #DezAnos...
E #PeixeDeRio, sei l�.
Pronto.
- Quer saber uma informa��o in�til? - Quero.
D� pra cruzar o Rio da Prata andando at� o Uruguai.
Oi?
Em algumas partes, o rio � pouco profundo e d� pra ir andando.
- Que aleat�rio, n�? - �, sim.
Mas � que voc� falou de peixe de rio...
�, n�o sei. Qual ser� o peixe do dia?
� linguado! Voc� gosta?
Vamos pedir... Eu quero linguado. Vamos pedir isso. Pronto.
- Romi... - Oi.
Desculpa, n�o me aguentei!
- N�o, para... O que � isso? - Sim! N�o, n�o!
Para voc�! Me escuta.
Encontrei o Pedro, e ele comentou que vai ficar de novo no apartamento,
por isso, j� que estamos...
quem sabe podemos recome�ar de onde t�nhamos parado.
- Como assim? N�o, n�o. - N�o?
Como n�o? Abre logo, amor!
- N�o, para. Romi... - O qu�?
N�s est�vamos subindo uma escada sem nem perceber.
- Como que por in�rcia. - Sim.
- Est� me deixando nervosa! - N�o, para! O que � isso?
- Uma chave? N�o. Romi... - O que me diz?
Acho que era mais uma coisa que sent�amos que t�nhamos que fazer,
do que algo que realmente quer�amos fazer, entende?
Sim... N�o.
- O que quer dizer? - Quero descer da escada.
- Que escada, seu bobo? - Da escada, dos degraus que subimos.
N�o quero recome�ar de onde paramos.
N�o quero recome�ar nada.
- Est� me dando o fora, Dami�n? - N�o.
E por que me procurou no Catchy?
- Calma, fica calma. - Como calma, idiota?
Voc� me come, me ilude,
me chama pra uma festa onde se drogou que nem louco...
Me drogaram!
Te drogaram, e a idiota aqui teve que cuidar de voc�.
Me visto de Chapeuzinho Vermelho, e pra qu�? Pra me dar o fora assim?
- Para! Romi... - N�o acredito!
Para! � que, tecnicamente, o catch foi m�tuo.
- Eu n�o te procurei. Olha... - M�tuo?
Olha o catch que a gente deu. Eu n�o te procurei. Olha...
Seja respons�vel, idiota!
Ela que me deu o catch primeiro. Eu tenho a prova.
Eu dei depois.
Oi, Dami. Tudo bem?
Espero que esteja bem.
Andei pensando na gente e acho que errei feio
em querer te for�ar a ser uma coisa que n�o �.
Digo, voc� � �timo como �.
Mas voc� � voc�, e eu sou eu, e acho que queremos coisas diferentes.
N�o tem sentido mudarmos nossas vidas s� por uma boa transa.
Acho que n�o posso nem quero me for�ar a ter uma rela��o monog�mica.
Acho que nem consigo.
Por isso quero te mandar um beij�o e agradecer por ter te conhecido,
e espero que fique bem.
Beijo grande.
#VOUMECASAR ANGIE
Est� todo mundo empolgado, estamos b�bados, n�o d� nada.
Isso! Estamos b�bados e foi s� um beijo de b�bado.
- Isso, com voc�. - Para. J� sei.
Presta aten��o.
Vai l� e d� um beij�o na Angie.
Como se estivesse b�bado e ficasse comedor, beijando todo mundo.
Quer que eu beije a sua irm�?
Sim, n�o tem nada demais. Como a Carol.
A Carol � como uma irm� pra mim, e todo dia ela beija o Gonza.
Sempre vou ser o amigo gay.
Lau!
N�o, Lau!
�NIBUS BALADA
Carol!
Carolina!
E a�, Damo? O que aconteceu?
Oi, Gonza. A Carol est� a�?
Acho que deve estar chegando.
Acabei de colocar um frango da churrasqueira.
Est� com fome?
Merda!
O que foi?
- Fala. - O que foi?
- Est� tudo bem? - Sim, e com voc�?
Tudo bem com o Gonza?
- Com o Gonza? - �.
Tudo bem. Ele deve estar em casa dormindo.
Perguntei porque voc� beijou o Lau e ele saiu meio puto. Aconteceu algo?
Voc� � muito novinha, amor.
Foi s� um beijo de b�bado. Est� todo mundo b�bado.
Ele foi porque estava b�bado.
Voc� tamb�m beijou a festa inteira.
Mas � minha despedida de solteira. Eu posso.
Eu tamb�m posso.
Ela veio falando pra gente morar junto, comemorar os dez anos,
mas eu n�o mandei bem.
N�o sei muito bem quando foi tudo pro saco.
N�o sei. Mas eu assumo. Parte dessa culpa tamb�m � minha.
N�o sabia que jogava basquete.
Jogava quando era moleque.
- E voc�? - Sempre gostei, mas comecei j� adulto.
Na licenciatura, virei poli.
Esportivo.
N�o terminei a licenciatura, mas a outra parte ficou.
- Temos que sair pra correr um dia. - Claro.
O frango est� �timo.
N�o sabe como eu sentia falta do basquete.
Fazia tempo que n�o jogava. N�o tenho com quem jogar.
- E seus amigos? - N�o.
Eles acham que � coisa de boiola.
- � s�rio. - �?
O que mais eles acham que � de boiola?
Quase tudo.
Est� acabando. Vou comprar mais.
Tem algum bar aqui perto?
Relaxa. Aqui, voc� nunca vai passar sede, cara.
Opa!
Olha quem estava escondido.
Que a Carol n�o saiba, ou j� era.
- Como ela gosta de u�sque, n�? - Pois �.
� capaz de matar por um u�sque.
Sabe, eu n�o...
Eu n�o gosto de u�sque. Pronto, falei.
- Tem certeza disso? - J� tentei v�rias vezes, mas n�o vai.
E u�sque com cola?
Escuta, o que falamos da Copa de 2002?
O que falamos? Falamos de futebol.
Estes s�o o Crespo e o Bati.
Separados, s�o demais.
Juntos, � muito dif�cil n�o somarem for�as.
Tem que experimentar de tudo. At� jogar com dois atacantes.
Quem p�e o u�sque e quem p�e a cola?
Ol�.
Eu perdi.
� isso. Tive minha chance e caguei tudo.
Como eu ia preferir a Romina � Carol?
- Voc� j� viu a Carolina? - J� vi, sim.
Eu sei que j� viu.
Mas voc� n�o tem esse problema de preferir uma coisa � outra.
N�o, n�o! Para, isso a� j� est� batendo.
Estou meio b�bado. Fico melanc�lico e nem eu me aguento.
Qual � o problema de ficar melanc�lico?
Sabe quando est� mal e � bom vomitar?
Bom, com a melancolia, tem que vomitar tamb�m.
Vomitar palavras.
Voc� � xavequeiro, n�?
�s vezes.
Sei l�...
O que voc� ia falar?
- Pra quem? - Pra Carolina.
Se fosse ela que te atendesse quando chegou aqui gritando.
Sei l�, que sou um idiota,
que sou um ot�rio, que n�o tem como preferir a Romina a ela...
Que com a Romina eu podia ter a vida que sempre quis.
Ou a que eu pensava que queria.
Subindo a escadinha, tranquilo, devagar, degrau por degrau,
n�o sei o que, n�o sei o que l�...
E com a Carol, n�o. Com a Carol �...
um caminho montanhoso...
acidentado, que voc� sobe, desce, n�o sabe o que vai encontrar...
A� vem um abismo, e voc� quase cai,
e que tamb�m d� tontura, mas voc� quer seguir em frente, e voc� vai.
� isso o que sinto.
E por mais que eu n�o tenha entendido bem como � isso...
essa log�stica de voc�s, como vivem...
Mas estou aprendendo.
Ou vou acabar aprendendo de algum jeito.
Eu quero tentar.
Quero ficar com ela. Quero...
ir ao cinema com ela, ir a um bar.
Quero beber u�sque.
Por ela. Quero ir ao cinema.
A um bar. J� falei, n�?
- J� falou. - J� falei "bar".
Mas tem outros bares.
De m�o dada com ela, em um parque..
Mesmo que ela segure outro pau com essa m�o.
- O seu, por exemplo. - Pode ser.
Com certeza seria o seu.
Se pegar outro pau, provavelmente ser� o seu.
E da�? N�o d� nada.
- Tem um problema com isso? - Nenhum problema.
Quem garante que n�o vai pegar outro pau?
- Ou outra xana, no caso da Carol. - Pode ser.
� que aprendi isso com a Carol.
N�o � quest�o de pau, xana, ou de cora��o.
Porque tamb�m pode ser o cora��o de algu�m, ou at� outro �rg�o.
N�o � quest�o de quantas pessoas voc� pega, ou de quantos.
� quest�o de...
de outra coisa.
� disso que est� pensando. � disso mesmo.
Agora voc� entendeu.
Viu s�?
� isso.
Estou confuso, estou enjoado. N�o sei de mais nada...
Mas tenho muita certeza de que quero ficar com ela, com a Carol.
Quero ficar com ela.
Mas n�o estou com ela. Porque sou idiota.
Porque eu a perdi. Tive minha chance e perdi, como disse no in�cio.
Entende?
O que foi?
Se eu fosse ela, te comeria inteiro.
Tamb�m n�o � pra tanto.
Est� a fim de jogar com dois atacantes?
NO PR�XIMO EPIS�DIO
- N�o estou com a Romina. - N�o? Que bom!
�, sabe, fizemos um m�nage.
Com quem?
- Ela vai atender. - Podemos usar o localizador do celular.
N�o, n�o podemos. � a intimidade dela.
Se ela est� com algu�m, temos que confiar.
Nela, eu confio, nos outros, n�o.
A Angie n�o mora aqui. N�o � o endere�o dela.
Chega, j� deu! M�e, sai de cima de mim!
Chega dessa farsa!
- Est� tudo bem? - N�o est�. N�o quero mais mentir.
Queria te mandar um beij�o e agradecer por ter te conhecido,
e espero que fique bem.
Tinha at� esquecido desse �udio.
Como pode esquecer de algo assim?
NENHUM ANIMAL FOI MALTRATADO NA REALIZA��O DESTA S�RIE.
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