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ECO
PARALELO PR�XIMO OU REPETI��O DE UMA IDEIA, SENTIMENTO, ESTILO OU EVENTO.
Demasiadas varia��es de merda.
� um amplificador Fender.
N�o o reconheceria. Um Bassbreaker 45.
Mas tenho uma boa pergunta. Nos anos 80, era...
Diz�amos "Rickenbacher".
Voc�s dizem Rickenbacker?
- "Rickenbacker" - � "backer".
- Sim. - J� tivemos um pequeno debate.
Somos do Sul. Mas � "backer".
- Acho que sim. - Sim. N�o s�o "bachers". N�o.
Aquela � tua, Jakob?
N�o, mas us�mos esta no �lbum.
- � do Andy. - Sim, � do Andy.
- Sim. - Queres ver?
Tr�-la aqui.
Era o especial folk rock.
S� t�nhamos de mexer o mindinho.
N�o podes pagar o resto.
O que me vais dar?
Dizem os tristes sinos de Rhymney
H� esperan�a no futuro?
Dizem os sinos castanhos de Merther
Quem obrigou o dono da mina?
Dizem os sinos pretos de Rhonda
Chamaram-lhe Laurel Canyon
porque era o local de todos estes m�sicos.
Era onde viviam muitos m�sicos.
Mas vinham de todo o lado para LA.
Vinham de Inglaterra e de toda a Am�rica.
E devia ser por causa das editoras em LA. Tinham de vir para LA,
e este era o �nico s�tio onde se podia viver.
Era a ant�tese daquele mundo simples de pl�stico
que se via na televis�o.
Est�vamos t�o perto de Sunset Strip,
e, no entanto, t�nhamos a sensa��o de estarmos no campo.
� uma sensa��o completamente diferente. � lindo.
Acho que fui o primeiro a mudar-me para l�.
Vivia num s�tio, num s�tio no alto de Canyon.
Havia muita camaradagem nas bandas.
Conhecemos o Brian Wilson e os The Beach Boys.
E, claro, os The Mamas & Papas, quando apareceram.
Conhecia o John e a Michelle de Nova Iorque,
e a Mama Cass era uma grande anfitri� social.
Laurel Canyon sempre foi um ponto de encontro
para bo�mios e actores.
Estava cheia de casas encantadoras e foi uma �poca muito alegre.
Adorava aquilo, porque sempre adorei a excentricidade.
Sinto-me atra�do pelos exc�ntricos e eles estavam l�.
Estavam l� todos.
Toda a gente escrevia e escreviam juntos e...
... �amos a casa de algu�m e lev�vamos sempre a guitarra.
Sent�vamo-nos e come��vamos a tocar,
e depressa est�vamos a escrever um �xito.
As pessoas nem sequer ligavam.
Batiam � porta e diziam: "Escuta, ouve isto!"
� um ambiente incr�vel para um m�sico
porque � incrivelmente saud�vel e virado para o futuro,
e incrivelmente criativo, e era isso que sentia.
Havia tanta m�sica fant�stica...
... que se pegava em pequenos trechos
e eles filtravam-se atrav�s de n�s.
Boa noite.
O grande compositor de Los Angeles, Warren Zevon, uma vez disse...
PRESIDENTE DA CAPITAL RECORDS
Sinto falta dele todos os dias.
Ele disse que se o Roger McGuinn tocasse as notas de abertura
no disco de estreia dos The Byrds e morresse,
teria exercido na mesma a influ�ncia mais acentuada
no movimento folk rock em 25 anos.
E tinha raz�o.
Porque, em 1965, quando essas can��es foram para a r�dio,
foi a primeira vez que uma can��o de eleg�ncia po�tica
se tornou um �xito,
e inspirou uma gera��o de compositores a escrever de forma diferente
e a vir para a Calif�rnia,
o que deu origem ao ambiente de Laurel Canyon.
Ent�o, o 50.� anivers�rio desse momento foi neste Ver�o.
Eu e o Jakob decidimos, porque ningu�m fazia nada,
que �amos gravar um disco desses compositores.
Agora, vamos dar um espect�culo e voc�s fazem parte dele.
Obrigado por terem vindo. Espero que gostem do espect�culo.
Prontos para ir para os anos 60?
Isto � fant�stico, porque a m�sica que saiu
do ambiente de Laurel Canyon, nos anos 60,
n�o foi s� inspiradora para outras bandas, na altura,
mas tamb�m se tornou inspiradora para a minha gera��o
de m�sicos e compositores.
E esta noite � uma oportunidade de a m�sica folk
transmitir isso a uma nova gera��o e manter os ecos dessa m�sica a crescer.
ENSAIO PR�VIO
Est� bem. Obrigado.
J� viste aquela coisa?
- H� uma aplica��o? - Sim.
O Ver�o est� a chegar
E as folhas est�o docemente a mudar
E o tomilho da montanha selvagem
Floresce sobre a urze p�rpura
Podes ir...
- Podemos recome�ar? - Acho que sei. Prontos?
Eu ia para uma harmonia, mas depois...
Mas qual � o refr�o? �...
- S� "Podes ir"? - Gosto de como fazes.
Digo: "Podes ir?"
- Desculpem. - Podemos faz�-lo outra vez.
Acho que o refr�o aparece outra vez.
N�s... Isto parece que se repete. N�s nunca... O que � isto?
- Nunca vi nada disto. - N�o sei o que �.
O Ver�o est� a chegar...
Porque come��mos isto? Vimos um filme, Modelos de Aluguer.
Lembrou-nos muita m�sica dos anos 60,
por isso, decidimos gravar algumas das can��es de meados dos anos 60.
Fic�mos cada vez mais curiosos em rela��o ao que trouxe todos para aqui.
Quem chegou primeiro?
Foi o pessoal da Costa Leste que vinha para c�?
Ou foram as pessoas daqui que o come�aram independentemente?
Os Beach Boys j� c� estavam.
Os The Byrds vieram primeiro e os outros seguiram-nos.
E como � que os The Byrds surgiram?
Come�ou t�o inocentemente.
Sim, vou dizer-te uma coisa
Acho que vais perceber
Os The Beatles apareceram. E ouvi isto na r�dio...
E disse: "Uau!" Est�o a usar mudan�as de acordes de m�sica folk,
todas estas transi��es.
Deu-me a ideia de pegar numa velha can��o folk
e aperfei�o�-la com uma batida Beatle.
Levei-a para a vila e toquei-a no Caf� Playhouse.
E eles n�o gostaram.
N�o gostaram da combina��o de rock and roll e folk.
Acharam que era m� ideia.
O mais porreiro do Roger e eu...
Foi no dia em que o conheci.
Ele entrou no Playhouse Caf� com uma Gibson de 12 cordas
e tocou "I Wanna Hold Your Hand".
E eu disse: "'I Wanna Hold Your Hand' como cena folk com uma guitarra?"
Foi algo not�vel e corajoso.
E ouviu algumas coisas por isso.
Sei que muita gente pensava: "Que est� ele a fazer?"
Fui para Los Angeles e consegui um concerto no Troubadour,
a fazer a abertura do Hoyt Axton, com o mesmo.
E l� tamb�m n�o gostaram.
E foi a� que me juntei ao Gene Clark e ao David Crosby,
e form�mos os The Byrds.
Houve muitas merdas engra�adas.
Est�vamos a ensaiar num velho est�dio de grava��o na Third Avenue.
Acho que se chamava World Pacific. Costumava ser de jazz.
Depois de acabarem de usar o est�dio, � noite,
n�s �amos para l� ensaiar.
E foi muito �til para os The Byrds
porque pod�amos ouvir a grava��o.
Se ouvirmos o qu�o horr�vel somos, esfor�amo-nos mais.
E foi exactamente o que fizemos.
E depois, quando come��mos a melhorar,
apareceu o Dylan.
Tens de ser mais espec�fico.
- Estou a brincar. - H� mais do que um?
- Sim. - O Bob apareceu.
- Est� bem. - E ele...
Porque tinha ouvido falar da "Tambourine Man".
Ouviu-nos tocar a vers�o el�ctrica,
e conseguiu ouvir as cabe�as a trabalhar.
Ele soube logo que a queria cantar.
Com os The Byrds, a verdadeira conquista
� a fus�o da m�sica folk e do rock and roll.
Todas as bandas que consideramos como aquele som da Calif�rnia...
Nenhuma delas soa exactamente como os The Byrds.
O riff de 12 cordas � espectacular.
� um grande momento na m�sica rock.
S�o duas coisas a colidirem numa onda enorme.
E criaria todo um g�nero de m�sica rapidamente.
Adorava o som que o McGuinn sacava das 12 cordas,
e pensava que a forma como ele tocava
e o ritmo do Crosby, na base daquilo...
Eles eram a banda poderosa que todos quer�amos ser.
Gostava muito dos The Byrds e gostava muito da filosofia deles,
a filosofia musical, do folk rock, na verdade.
O folk rock, para mim, era... Foram as composi��es, tamb�m.
- Sim, eram boas. - Era lindo.
O que me vais dar?
Cantaram os sinos tristes de Rhymney
A m�sica folk � apenas uma forma mais antiga de compor can��es.
Aprende-se uma can��o com algu�m, talvez com um tio,
ou algu�m que a aprendeu com um afiador de facas
que viajou pelo Sul a afiar facas e tesouras,
e que tocava banjo e violino.
TOCADO PELOS THE BYRDS
Os The Byrds surgiram
e houve quem n�o gostasse que uma banda tocasse aquelas m�sicas.
Mas era contagioso.
� um grande avan�o desde a "Love Me Do" para qualquer uma daquelas coisas.
E come��mos a levar o rock and roll a s�rio.
Antes disso, ningu�m o levava a s�rio.
Est�vamos a colocar boa poesia na r�dio, na r�dio AM, na r�dio pop.
Foi a primeira vez.
Antes n�o havia nada daquilo. Eram rimas muito b�sicas.
Querido, amo-te
N�o era: "Dan�a sob o c�u de diamantes com uma m�o a acenar livremente."
- Mudou tudo para todos. - Sim.
Fiona, est�s a�?
Conheci a Fiona quando ela tinha 17 anos.
Se disser isto, ela vai ficar envergonhada.
Agora � demasiado tarde.
Pronta? Vamos tocar uma m�sica dos The Byrds.
Sempre que te vejo sorrir
Agora, vem at� mim N�o te demores
Vou dizer-te Como o meu cora��o enlouquece
Por favor Deixa-me amar-te e n�o ser� errado
Sempre que est�s nos meus bra�os
Vem at� mim N�o te demores
Sabes que nunca te farei mal
Por favor Deixa-me amar-te e n�o ser� errado
Deixa-me amar-te e depois ver�s
Agora, vem at� mim
Deixa-me mostrar-te uma vez E seremos livres
Por favor Deixa-me amar-te e n�o ser� errado
Os The Beatles chegaram � Am�rica
e perguntaram-lhes: "Qual a vossa banda favorita?"
Responderam: "The Byrds!" Fic�mos encantados.
Vest�amo-nos como eles.
At� compr�mos uns fatos que tinham lapelas de veludo preto
que us�vamos todas as noites no Ciro
durante o espect�culo.
Resultou durante uma semana. Pendur�vamo-los no camarim,
vest�amos t-shirts, cal�as de ganga e �amos para casa.
Uma noite, cheg�mos ao Ciro e os fatos tinham desaparecido.
Contei isto ao John Lennon, que disse: "Podiam ter roubado os nossos."
Sempre que te vejo sorrir
Vem at� mim N�o te demores
Vou dizer-te Como o meu cora��o enlouquece
Por favor Deixa-me amar-te e n�o ser� errado
IMAGENS DE FILMES CASEIROS DE ROGER MICGUINN
DA PRIMEIRA VIAGEM DOS THE BYRDS A LONDRES, INGLATERRA
Convidaram-nos para ir a Inglaterra e est�vamos animados
porque era onde estavam os The Beatles e os Stones.
Quando cheg�mos, vimos que �ramos conhecidos
como a resposta dos EUA aos The Beatles.
- Era dif�cil honrar isso. - Sim.
Eles vieram ver-nos uma noite, no Blaises Club,
e o Chris estava t�o nervoso que rebentou uma corda do baixo.
Isso nunca acontece, mas ele rebentou-a.
Depois, fomos l� para cima, no fim do espect�culo,
o John e o George apareceram e o John disse: "Belo espect�culo!"
Adoraram-nos. Foram muito simp�ticos connosco.
Quando finalmente cheg�mos, foram muito fixes.
Quem � o jovem de cabelo comprido l� atr�s � sua direita?
- Quem �? - � o Dave dos The Byrds.
Um amigo nosso.
Na noite seguinte, fomos ao Scotch em St. James,
e o Paul McCartney... Era o clube privado dele.
Bebemos uns copos,
e ele levou-me a dar uma volta no seu Aston Martin DB5 por Londres.
Fomos a casa dos Stones que nos mostraram como enrolavam charros.
Tinham um mordomo que os enrolava
e os colocava nas escadas para eles, de manh�.
- Como o caf� matinal. - Sim.
Os The Byrds eram �ptimos. Tornaram-se nossos amigos.
Quero dizer, quando v�nhamos a LA, eles vinham e conviviam connosco.
Aquele som de 12 cordas era �ptimo, e as vozes eram �ptimas.
Ador�vamos os The Byrds.
Eles apresentaram-nos a uma situa��o alucinog�nia.
E divertimo-nos muito.
Os The Beatles, na verdade, iniciaram o folk rock na Calif�rnia. Foram...
Devem ter sido os tipos da Calif�rnia
a tentar agarrar aquele som.
S�o tudo coincid�ncias estranhas.
O John Hall da Rickenbacker foi para Nova Iorque
pois soube que os The Beatles tocaram com Rickenbacker,
e subiu � suite com a segunda Rickenbacker de 12 cordas jamais feita,
e deu-a ao George.
Tinha-a levado para o John.
Porque era ele que tocava a Rickenbacker.
Mas o George estava com gripe, os outros tr�s tinham sa�do
para uma sess�o de fotos, e o George agarrou nas 12 cordas.
Aquilo mudou a m�sica pop.
A m�sica rock, por assim dizer.
Dev�amos ter a lata de lhe chamar m�sica rock.
Era m�sica rock and roll.
Tudo influenciava tudo.
Com esta enorme combina��o e as coisas a saltar c� para fora.
E transatl�ntico, tamb�m,
porque ouv�amos os discos uns dos outros.
Os The Beatles faziam a sua abordagem aos The Byrds com uma can��o.
E depois, faziam aos The Beach Boys com "Girl".
Oxal� todas fossem Raparigas californianas
Oxal� todas fossem Raparigas californianas
Oxal� todas fossem Raparigas californianas
Eu adorei o trabalho do Brian imediatamente.
Eu era grande amigo do Felix Pappalardi.
E foi ele que me mostrou as qualidades ao estilo Bach.
Ele disse: "Ouve esta sequ�ncia de acordes.
Est�o a usar movimentos de acordes de Bach aqui."
Aquilo foi muito importante.
Sim, mas eu mal podia esperar Para regressar aos EUA
De volta �s raparigas Mais lindas do mundo
Oxal� todas fossem Raparigas californianas
Oxal� todas fossem Raparigas californianas
Oxal� todas fossem Raparigas californianas
Eram a outra banda que admir�vamos.
Eram eles.
Todos os outros...
E estavam o mais estabelecidos que podiam.
Mas eram bons.
Tinham boas can��es por causa do Brian. E tinham harmonias muito interessantes,
completamente diferentes das dos outros.
Por isso, gost�vamos muito deles.
Tenho a certeza de que quase todos sabem,
mas para quem n�o souber, podem apresentar-se pelo vosso nome?
- Al Jardine. - Obrigado, Al.
- Dennis Wilson. - Obrigado.
- Brian Wilson. - Carl Wilson.
Mike Love.
Quem determina o que ser� feito a seguir?
Acho que sou eu. N�o sei.
Escrevo as can��es e produzo-as, logo, tenho muito a dizer sobre isso.
N�o vejo nada em Mozart melhor do que no Brian Wilson.
Acho que podemos dizer isso.
Aqueles tipos iriam ador�-lo.
- Ele � mesmo muito bom. - Sim.
Ele n�o � um tipo que apare�a em muitas vidas.
� muito especial.
Neste mundo
Esque�o todas as minhas preocupa��es
E os meus medos
No meu quarto
No meu quarto
Realizo os meus sonhos
E os meus planos
Deitar-me e rezar
Chorar o que quiser
E suspirar
Rir-me de ontem
Est� escuro e estou sozinha
Mas n�o terei medo
No meu quarto
No meu quarto
No meu quarto
No meu quarto
No meu quarto
"In My Room." Meu Deus!
Quem n�o procurou consolo...
A privacidade e conforto do nosso quarto, o nosso espa�o.
Pode ser dito de um milh�o de formas, mas...
Aquela can��o era t�o bonita.
Os The Beach Boys eram primordiais
quando os Cream se sentiram filosoficamente motivados
pela ideia de podermos fazer algo assim.
Ou inspirarmo-nos naquilo, no Pet Sounds.
O Brian e a Marilyn viviam na nossa rua.
Um dia, fui l�,
e a sala estava cheia de areia.
E n�o havia nada na sala
sen�o um Steinway, um banco de piano e s� areia.
Olhei para ela e perguntei o que se passava.
Ela disse: "Sei que � de loucos, mas ele est� a escrever can��es �ptimas."
E ele estava a escrever o Pet Sounds.
Ganhei aquele disco na r�dio.
Numa chamada.
Eu estava ao lado do telefone e fizeram uma pergunta.
Liguei logo, respondi e ganhei um disco.
E era o Pet Sounds.
Ouvi-o algumas vezes para perceber o que se passava ali.
Mas apaixonei-me pelo disco.
� diferente. Fica num canto, sozinho.
Ningu�m o fez com tanto sucesso nem ao n�vel deles.
Porque n�o tinham um compositor como o Brian.
Era muito novo para realmente apreciar
o qu�o sofisticada era a m�sica.
S� vi cinco tipos com a mesma t-shirt
e uma prancha de surf e achei-os foleiros.
Mas tudo mudou ao ouvir o Pet Sounds.
Dizem que foi respons�vel pelo Sgt. Pepper, completamente.
Imaginem uma banda a influenciar os The Beatles.
Continuo � procura De um lugar onde me integrar
Onde possa dizer o que penso
Tenho-me esfor�ado Para encontrar as pessoas
Que n�o deixarei para tr�s
Dizem que tenho intelig�ncia
Mas n�o me serve de nada
Gostava que servisse
E sempre que as coisas Come�am a acontecer outra vez
Acho que tenho algo de bom A acontecer para mim
Mas o que corre mal
�s vezes, sinto-me muito triste
�s vezes, sinto-me muito triste
Senta-se ao piano?
- Conhece a can��o? - Quer-me ao piano?
Sim, for�a.
Trabalhamos em algumas can��es suas.
A "Just Wasn't Made for These Times".
Lembra-se da nota original?
- A nota original. Si bemol. - Estamos em Mi bemol.
Mi bemol, est�o na nota errada.
Vamos arranjar capos.
Toquem em Mi bemol ou Mi, como quiserem.
Muito bem, fixe.
Bach influenciou "California Girls".
Aquele tipo de batida, o ritmo.
O Chuck Berry e os Four Freshmen ensinaram-me a harmonia,
e o Chuck Berry ensinou-me melodias de rock and roll.
Aprendi a fazer arranjos no violino com o George Martin.
Aprendi a fazer... A compor em violino para violinistas.
Escrevia um manuscrito e eles tocavam...
Se tocassem mal, eu podia dizer:
"Enganaste-te, amigo. Tens de fazer isto bem."
Afinavam os instrumentos e faziam-no.
Talvez os The Beatles fossem a minha banda preferida.
Eu gostava muito deles.
Com Rubber Soul, um dos meus amigos trouxe-o e p�-lo a tocar para eu ouvir.
Eu disse: "N�o acredito neste �lbum!"
Ele continuou a toc�-lo e eu disse: "Uau!"
N�o conseguia acreditar. Aquilo fez-me escrever o Pet Sounds.
�s vezes, sinto-me muito triste
�s vezes, sinto-me muito triste
Acho que n�o fui feito para estes tempos
Acho que n�o fui feito para estes tempos
Acho que n�o fui feito para estes tempos
Quando estou longe de ti, meu querido
Sei que � dif�cil para ti, meu querido
Porque � dif�cil para mim, meu querido
E a hora mais negra � antes do amanhecer
Todas as noites antes de te deitares Meu querido
Sussurra uma pequena ora��o por mim Meu querido
Porque � dif�cil para mim, meu querido
E a hora mais negra � antes do amanhecer
O r�dio estava ligado...
... e come�aram a dar os The Byrds.
Quer dizer, eram os The Byrds. T�nhamos a certeza porque os conhec�amos.
Conhec�amo-los e �ramos amigos deles.
E dissemos: "C�us! Se os The Byrds podem ter um �xito, qualquer um pode!"
T�nhamos de voltar a LA, mas est�vamos no Albert Hotel.
Era onde todos os m�sicos ficavam quando iam � cidade.
E, como eu e o John t�nhamos casado, eu queria voltar para casa.
E ele disse: "N�o podemos voltar para casa. N�o podemos.
O neg�cio da m�sica � aqui em Nova Iorque."
Foi quando ele me acordou a meio da noite
e me disse: "Estou a escrever uma can��o. Ouve isto." E tocou...
Todas as folhas est�o castanhas
E o c�u est� cinzento
J� fui dar uma volta...
Num dia de Inverno
Num dia de Inverno
Estaria seguro e quente
Se estivesse em LA
A Calif�rnia est� a sonhar
Com um dia de Inverno
J� n�o vens a esta sala h� muito?
Estava a dizer que foi aqui que cant�mos pela primeira vez para o Lou Adler.
- Neste est�dio. - Nesta sala, tamb�m?
Grav�mos na tr�s, mas foi aqui que...
Exactamente onde estamos,
cant�mos praticamente o primeiro �lbum para o Lou.
Que can��es cantaste na audi��o?
"California Dreamin'."
"Monday Monday."
"Go Where You Wanna Go."
- Tinham m�sicas boas, na altura. - Tu sabes.
T�nhamos material. E ele disse,
com o chap�u sobre o nariz, assim:
"Porque n�o voltam amanh�? Falamos sobre isto amanh�."
"Est� bem."
E quando volt�mos, os contratos estavam no ch�o no Est�dio 3.
E distribu�am canetas, tipo: "Tome, assine isto. Mais isto. E isto."
A audi��o correu bem, obviamente.
Pois foi.
Acho que no primeiro est�dio onde gravei,
s� tinham este equipamento, s� este bocadinho.
O piano...
PRODUTOR
... estava no meio.
O Hal Blaine...
... e a bateria estavam ali.
O John Phillips e as suas 12 cordas. O PF Sloan.
Talvez o Glen Campbell, o Billy Strange, um guitarrista...
- Todos aqui. - ... formavam uma fila.
Est�vamos no fim de um take e o Denny Doherty...
Foi de loucos toda a noite. Ficou cada vez mais selvagem.
Muitos sacos da Crown Royal a cobrir tudo.
O Denny tinha adormecido no piano.
E o John disse: "Denny, levanta-te. Preciso de uma nota."
E n�o consegu�amos levantar o Denny.
Peg�mos num microfone e pux�mo-lo para aqui.
E pusemo-lo por cima do Denny, assim.
E o John inclinou-se e cantou-lhe a nota.
O Denny cantou a nota.
Conseguiu a nota que queria e voltou a dormir.
Mas � uma sala fant�stica. Quero dizer, �...
Suponho que esteja exactamente igual, n�o?
A sala est� exactamente igual. As colunas s�o um pouco diferentes.
Mas a sala est� e sente-se exactamente igual.
Segunda-feira
T�o boa para mim
Segunda-feira Foi tudo o que esperava que fosse
Segunda-feira de manh�
Segunda-feira de manh� N�o podia garantir
Que nessa segunda-feira � noite Ainda estarias aqui comigo
Segunda-feira
Nesse dia n�o posso confiar
Segunda-feira
�s vezes, � assim
Segunda-feira de manh�
N�o me avisaste sobre o que ia acontecer
Segunda-feira Como pudeste ir embora
E n�o me levar?
- Os outros dias - Os outros dias
Todos os outros dias da semana s�o bons
- Mas � segunda-feira - Mas � segunda-feira
Mas � segunda-feira Podes encontrar-me a chorar
O tempo todo
Era tudo muito rom�ntico.
Viv�amos na praia em tendas, nas Ilhas Virgens.
E � inevit�vel. Acontece.
A din�mica num grupo, quando h� homens e mulheres.
Vemos algo num membro da banda.
O talento e a sensualidade, e faz-se fa�sca.
Sei que isso aconteceu nos The Mamas & the Papas.
Vi isso acontecer em quase todos os grupos de que me lembro
que t�m homens e mulheres.
Jefferson Airplane, Fleetwood Mac.
Est�vamos sempre os quatro a viver juntos.
And�vamos sempre juntos.
E enquanto ensai�vamos,
o Denny e eu brinc�vamos com os p�s debaixo da mesa.
E o Denny tamb�m era um grande sedutor.
Ele queria levar as coisas ao m�ximo.
Tinha um grande sentido de humor.
Aquele olhar dele...
Ele era t�o sensual.
Meninos e meninas
Sabes que s�o aves do mesmo bando
Como dois lados de uma moeda
Est�o juntos para sempre
Na capa do nosso primeiro �lbum,
estou deitada nos bra�os do Denny.
Isto foi antes de sermos apanhados.
Na primeira noite que estivemos juntos,
t�nhamos estado sentados � mesa, e o John e a Cass,
quando olh�mos, estavam a dormir.
E foi a� que o Denny se levantou,
e foi at� � porta de correr e l� fomos n�s.
Fui criada num ambiente muito livre.
Para mim, ter um caso n�o era t�o s�rio como para os outros.
Eu tinha tido um caso antes do Denny, quando o John e eu cas�mos.
Era algo que o John j� tinha vivido comigo.
E foi quando ele comp�s "Go Where You Wanna Go".
O John ficou destro�ado e transtornado.
Da� a letra: "Vai aonde quiseres ir, faz o que quiseres fazer,
com quem quiseres", cabra!
Portanto, eu estava ocupada. Eu era uma rapariga muito ocupada.
- Estava a divertir-me imenso. - Ainda bem que o disseste tu e n�o eu.
E tens de ir aonde queres
Faz o que quiseres
Com quem quiseres faz�-lo
Vai aonde queres ir
Faz o que quiseres
Com quem quiseres faz�-lo
N�o percebes
Que uma rapariga como eu possa amar
S� um homem
Cinco mil quil�metros
� at� onde ir�s
E disseste-me
Por favor, n�o venhas
Tens de ir aonde queres
Faz o que quiseres
Com quem quiseres faz�-lo
Vai aonde queres ir
Faz o que quiseres
Com quem quiseres faz�-lo
N�o percebes
Que uma rapariga como eu possa amar
S� um homem
Estiveste fora uma semana
E esforcei-me tanto
Para n�o ser das que choram
Para n�o ser a rapariga
Que deixaste para tr�s
Vai aonde queres ir
Faz o que quiseres
Com quem quiseres faz�-lo
- Vai aonde queres - Vai aonde queres
- Faz o que quiseres - Faz o que quiseres
- Com quem quiseres - Com quem quiseres faz�-lo
� t�o comovente!
- Boa, gostas. - Adoro!
- Ainda bem. - Adoro.
- Tinha-me esquecido de como era boa. - �, n�o �?
Um, dois, tr�s.
- Vais perder aquela rapariga - Sim, vais perder a rapariga
- Vais perder aquela rapariga - Sim, vais perder a rapariga
Os anos 60 foram mesmo aben�oados.
Quero dizer, aquilo apareceu tudo de uma vez. Devia estar destinado.
Era um bom c�rculo de artistas,
todos com boas inten��es,
a pensar: "Como posso fazer um disco t�o bom como aquele?"
A m�sica acontece num certo momento
e muda tudo da� para a frente.
Livra-te dessa mi�da
Acabei com um disco de acetato do Pet Sounds,
e ia a Inglaterra visitar o meu amigo Andrew Oldham,
que � produtor dos The Rolling Stones.
E o Paul McCartney passou por c� e toquei-lhes o Pet Sounds,
e ouviram tudo o que o Brian estava a fazer,
e pensaram em como podiam usar certas coisas
que ele fazia em Pet Sounds.
Da�, sai o Sgt. Pepper.
Havia muito a acontecer.
Os discos que compr�mos, os vinis que compr�mos...
Nem eras nascido.
Esses eram os melhores, porque toda a gente estava neles.
Tenho dois discos favoritos, como muita gente.
Um deles � o Pet Sounds e o outro � o Sgt. Pepper.
Podemos ouvir os discos e ver a poliniza��o cruzada.
Era uma coisa m�gica.
Sempre que algo bom acontece, vai aparecer noutros s�tios.
Vai ser espelhado.
Isso era a poliniza��o cruzada.
Os The Beatles tamb�m cresceram a ouvir m�sica skiffle.
O George admite que "The Bells of Rhymney"
e "If Needed You" s�o muito parecidas.
Acho que mandou ao Roger...
... um cart�ozinho que ele ainda tem.
Algu�m teria escrito grande parte de uma can��o,
o Paul ou o John, e eles tocaram-na.
E quando soou bem: "� assim que se faz."
- Improvis�vamos. �ramos artistas de rua. - O refr�o era...
O que me vais dar?
Dizem os tristes sinos de Rhomey
Enfim, o George gostou do refr�o e escreveu...
Se eu precisasse de algu�m para amar...
Com base nisso.
Fez uma grava��o e deu-a ao Derek Taylor, em Londres.
O Derek veio a minha casa e disse: "O George quer que saibas
que escreveu esta can��o baseada no teu refr�o de 'Bells of Rhymney'."
Quando ouves m�sica bonita, ela fica dentro de ti
e, �s vezes, queremos fazer algo assim, talvez, mas � nossa maneira.
Ou: "Ena, ele fez aquilo, talvez eu pudesse, talvez..."
E � uma coisa em aberto.
Mas � justo, certo? � justo.
O roubo de direitos n�o � muito bom, mas...
Mas, nesse sentido, achei que foi muito bom.
Tens o peso... Estamos um pouco no lado mais pesado.
H� o Pet Sounds,
e o Sgt. Pepper ali... - Tenho cenas muito boas aqui.
- Fico-me por isto. - Sim.
E estes discos surgiram...
... de repente, como uma avalanche.
E n�o havia nada como eles.
Costumava ser assim sempre que sa�a um destes, era tipo...
... um evento enorme e as pessoas falavam dele e reuniam-se,
e punham um disco na sala e ouviam-no.
- Fixe! - Dias a fio.
- Durante dias a fio! - E decifravam:
"Porque est� ele a usar este poncho da Feira Renascentista?"
O que mais gosto nestas bandas � que s�o todas...
S�o uma esp�cie de supergrupos.
T�m v�rios vocalistas. T�m v�rios compositores.
Mas acho que a beleza disto tudo � como se uniram
e deram o melhor que tinham por algo.
Sim. Oi�am s� os Buffalo Springfield
e todas aquelas bandas. - Sim.
T�m algo not�vel e �nico
quando �... - Sim...
Uma combina��o, uma colabora��o, que n�o podemos fazer,
com todo o nosso pr�prio ADN. N�o podemos.
Senhores! � bom ver-vos a todos.
Bem-vindos.
Pode ser o porta-voz, apresentar-se, e dizer-nos quem mais est� envolvido?
- Chamo-me Neil Young. - Muito bem, Neil. Como est�?
Sou o guitarrista principal. Como est�?
- Este � o Richie Furay. - Ol�, Richie! Prazer em v�-lo.
- Este � o Steve Stills. - Ol�, Steve. Prazer em v�-lo.
Como � que tr�s canadianos e um par de colegas se juntam?
- Como aconteceu isso? - Bem, n�s...
Eu e o Bruce viemos para Los Angeles num antigo carro funer�rio para...
... sermos estrelas. Vamos ser estrelas.
Est�vamos prestes a partir,
e eu vi-o numa carrinha em sentido contr�rio em Sunset. Ele parou e...
Par�mos, par�mos todos e depois come��mos.
Passa-se aqui qualquer coisa
N�o sei ao certo o que �
Est� ali um homem com uma arma
A dizer que devo ter cuidado
� altura de pararmos, meninos
Que som � este?
Vejam todos o que se passa
Ol�, Sr. Soul
Vim buscar uma raz�o
Para o pensamento que apanhei
Que a minha cabe�a � o acontecimento da �poca
Eu vou aceitar a mudan�a
Mas um estranho est� a gozar
Est�vamos em Fort William, Ont�rio,
e o dono do clube disse que os tipos que contratava regularmente
iam dar um espect�culo entre n�s e o n�mero principal.
Era o Neil, com um pequeno trio chamado The Squires.
Ele estava a fazer o que eu queria,
que era tocar m�sica folk numa guitarra el�ctrica.
E estivemos juntos uma semana.
Fal�mos, sonh�mos e fantasi�mos sobre o que quer�amos fazer.
�ramos insepar�veis.
Os Buffalo Springfield, eram grandes.
Vi-os em 1967 ou 1968.
Vieram a Gainesville e tocaram com os The Beach Boys.
Nunca superei isso.
Foi um espect�culo mesmo impressionante.
Foi t�o bom como devia ser.
Talvez melhor.
Os Buffalo Springfield tinham legi�es de raparigas.
Eu queria...
Olh�vamos para ali e pens�vamos, isto �...
"Deve ser uma boa banda."
- Fomos a LA com os Cream. - Sim.
S� l� estava h� uma hora e bateram-me � porta,
e o Stephen Stills estava l� com uma guitarra.
Ele entrou.
Tirei a guitarra da caixa e disse: "Oi�o-te assim."
- Ele tocou-te a "Bluebird"? - Tocou a "Bluebird".
Terminavam com um longo "Bluebird".
A trocar guitarras...
At� se tornar muito intenso. Era �ptimo.
Os The Byrds escolheram os Buffalo Springfield para a abertura
e isso durou at� o David Crosby nos ver pela primeira vez,
e dizer: "Tirem-nos dali. S�o demasiado bons."
Lembro-me de pensar, na altura: "Isto � uma m� ideia."
Porque s�o mesmo muito bons.
E t�nhamos �xitos,
para entrarmos a seguir, mas eram mesmo muito bons.
O que havia de bom � que t�nhamos muito material.
O que havia de mau, � que segu�amos em direc��es divergentes.
A primeira m�sica foi "Clancy", com os Buffalo Springfield,
fizemos o primeiro take
e a voz regressa da cabina e diz:
"� muito longa. Toquem mais r�pido."
Foi a� que o Neil e eu olh�mos um para o outro e dissemos:
"Meu Deus! Temos de aprender a fazer isto sozinhos."
Ali est� o Neil e eu estou a ouvir algo que ele est� a fazer.
E aquela � a antiga mesa original. Isto s� dava para oito canais.
Por isso � que � uma velha mesa Altec com grandes bot�es.
Depois disso, acho que tivemos uma MC ou assim e pass�mos para 16,
que, para mim, era tudo o que precis�vamos.
Mas isto aconteceu depois de termos aprendido a faz�-los n�s mesmos.
Estou a ver, n�o...
Aquele deve ser o engenheiro contratado para a sess�o.
Tem de se sentar agora?
Senta-te ali.
Aonde vamos, amor?
O que sentes?
Agora que j� apanhei o meu amor
A minha cabe�a treme
Com as perguntas de mil sonhos
O que ela faz, o que viu?
V� l�, querida, fala comigo
Vamos falar da "Questions"?
Bem, para come�ar, eu tinha um...
Sabem aqueles dias m�gicos em que acontece muita coisa?
Conheci a Judy Collins e o Eric Clapton na mesma noite.
Fui ao Whisky ver o Eric.
E assim, estou a namoriscar com a Judy, a tentar ouvir o Eric,
que me deixa boquiaberto, por isso, estou assoberbado.
E depois, mais tarde, o Crosby tinha levado o Eric
para a minha pequena casa em Laurel Canyon.
As altera��es � "Questions"
derivaram de uma can��o da Judy, chamada "Since You've Asked".
Peguei nos tr�s primeiros acordes e mudei a cad�ncia e assim.
E depois, evoluiu para a can��o.
E acho que a estava a tocar para ele enquanto tentava comp�-la,
e, mais tarde, foi parar a um �lbum dos Buffalo Springfield.
N�o ou�o isso h� muito.
- A m�sica da Costa Oeste... - A vers�o original...
N�o ouvi a vers�o original de "Questions"
durante muito, muito tempo.
E fez-me mesmo recordar.
Porque fugiste?
GRAVA��ES DE "QUESTIONS"
Estou a tentar contornar as perguntas
Fez-me recordar uma can��o que eu tamb�m fizera por volta da mesma altura.
Na verdade, um pouco mais tarde.
Chamada "Let It Rain".
Foi uma das primeiras can��es que compus.
E, pronto, existe esse tipo de...
Acho que fui influenciado por isso.
Sim, pensei que t�nhamos falado sobre...
Espero que a toques com o Stephen.
- Sim. - Perguntava-me se isso...
N�o te incomoda haver...
- Tem um toque semelhante. - Bem, eu n�o...
Devo t�-la copiado sem sequer saber.
- Podemos cortar j� esta parte. - Bem, n�o. Acho que n�o.
- � importante que se saiba. - O Stephen deve-te uma.
V� l�, amor, fala comigo
LONDRES, REINO UNIDO
Desculpem, perdi-me.
O que aconteceu no solo foi �ptimo.
- Fixe. - Tu e o Eric juntos.
Sim. Quando o Eric toca por cima do segundo solo,
toca num registo mais alto,
e acho que tudo no registo inferior seria um complemento porreiro.
O Eric foi muito meticuloso ao lembrar-me disso, na altura.
Ele disse: "Sabes,
quando fazes isto em palco, tens de o fazer � vez.
Tal como na escola. Suavemente."
Tinha sido convidado para ir ver...
... os Buffalo Springfield a ensaiar numa casa em Laurel Canyon.
Tinha conhecido uma rapariga chamada Mary Hughes,
que era uma esp�cie de rainha de beleza, na altura.
O Jeff Beck andava com ela e o Keith Moon andava com ela,
e eu, de alguma forma, consegui entrar na equa��o.
Estava com uma mi�da linda e passavam-se charros por todo o lado,
e come�am a tocar.
E tocavam a um volume que n�o era muito alto.
Estavam a ensaiar um n�mero, creio, para tocar num espect�culo.
E bateram � porta.
E algu�m vai atender e h� uma vibra��o imediata na sala
de que algo estava errado.
Abriram a porta e l� estava um pol�cia.
E est� um carro-patrulha ao fundo.
E ele diz: "T�m de fazer menos barulho.
Recebemos queixas por causa do barulho. O que � isso?"
E, de repente, est�o na sala.
E eu n�o tinha nada... Tinha acabado de pousar um charro.
N�o tinha nada nas m�os. Mas estava algemado a algu�m.
Fomos todos levados para a pris�o do condado de LA.
Entretanto, pens�mos: "Onde est�... O que aconteceu ao Stephen?"
O Stephen, quando se apercebeu de quem estava � porta...
- Sim. - ... saltou pela janela da casa de banho
e fugiu.
Tamb�m ouvimos falar de uma festa...
A festa no Canyon foi em tua casa?
- � a mesma festa que referiste? - O qu�? Desastrosa.
O que ouvi foi que estavas l�, o Eric estava l�,
o Neil estava l�, e a pol�cia tamb�m.
- Diria que sim. - � verdade?
Eu e o Neil est�vamos sentados num quarto l� atr�s...
E...
Eu disse-lhe: "Vai ver aquilo. Vou � porta do lado chamar os advogados."
Sa� pelas traseiras.
E, claro, isso arruinou a minha reputa��o.
"Ele foi o que fugiu."
Fui ao vizinho e...
Totalmente repreens�vel. Devia ter tido coragem e...
Mas n�o tive... senti...
Nunca passei por aquilo e sinto-me mal por isso desde ent�o.
O Neil ficou muito agressivo e estava l� fora,
e ia mandar a pol�cia embora.
Porque ele � canadiano e acho que, no Canad�,
� permitido. - � permitido.
Foi muito empolgante chegar a Los Angeles,
vindo de Gainesville, Florida.
Na minha cabe�a, foi o clima, as mi�das, o surfe, os carros
e uma mentalidade jovem.
DESCONTOS
DESCONTOS
Era para aqui que vinham os grandes sonhadores.
Porque isso � permitido aqui.
H� quem acredite que � poss�vel
fazer algo fora do normal.
A primeira coisa de que me lembro � de descer a Sunset Boulevard
a olhar do carro para todas as editoras.
Na altura, era a MGM, a Capitol.
Todas as editoras que j� n�o est�o l�.
Era verdade. Cheguei l� e, caramba...
... os est�dios de grava��o eram imaculados e os engenheiros
extraordinariamente bons.
O Phil Spector e o Brian Wilson trabalhavam aqui.
As pessoas come�aram a aparecer aqui,
a tentar trabalhar com aqueles engenheiros
e os est�dios onde trabalharam, para que as coisas fossem mais...
... sonantes.
Na Am�rica � muito diferente.
Abbey Road foi o �nico s�tio onde grav�mos, certo?
Era quase como...
Quase como a BBC.
Os engenheiros tinham batas brancas.
Se quis�ssemos subir o baixo,
t�nhamos de falar com o produtor, que ia ao engenheiro,
que depois subia o baixo.
�ramos secund�rios para estas pessoas de bata branca
que faziam a m�sica.
LONDRES, REINO UNIDO
Pareciam professores. Cientistas.
Est�vamos no est�dio.
Parecia um filme antigo dos anos 40. "O que � que queres?
Queres tocar? Vou ver o que posso fazer."
Muito diferente aqui. Muito mais solto, melhor.
A "Good Vibrations" foi gravada em quatro est�dios.
Quatro diferentes.
Cada est�dio � diferente. N�o conseguimos...
Nenhum est�dio � igual.
O Western era bom para o instrumental, como o baixo, a bateria, as guitarras.
Gostava da tecnologia de piano do Sunset Sound.
Usei isso na "Good Vibrations".
O Gold Star era bom s� para o eco. O eco do Gold Star era bom.
E foi no RCA Victor que fizemos as vozes.
Havia tantos est�dios.
Havia um �ptimo est�dio RCA no cruzamento da Sunset e da Ivar.
Era um s�tio fant�stico. O Columbia Studios.
E o Western, �s vezes chamam-lhe United Western.
Ainda l� est�.
- J� gravaste aqui? - N�o, nunca estive aqui.
Foi aqui que Brian Wilson, The Mamas & the Papas,
e os Buffalo Springfield gravaram.
Foi?
Como podem ver, a evolu��o de Don Was.
- Ali est� ele. - Vamos voltar mais atr�s.
E h� mais dele ali.
- Sim, d� para ver... - H� mais dele ali em baixo.
... antes de ele ter percebido.
PRESIDENTE DA BLUE NOTE RECORDS
E estes tipos?
N�o conhe�o bem.
- N�o faz mal. - Certo.
- Est� tudo aqui, n�o �? - Sim. � fixe.
Quero gravar algo dos The Association.
Sim!
N�o est� definido quem faz o qu�,
mas isso n�o importa.
Muito bem.
Perguntas-me se chegar� uma altura
Em que me fartarei de ti
Nunca, meu amor
Nunca, meu amor
Vamos a isso.
Bem, perguntas-me se chegar� uma altura
Em que me fartarei de ti
Nunca, meu amor
Nunca, meu amor
Perguntas-te se este meu cora��o
Perder� o desejo por ti
Nunca, meu amor
Nunca, meu amor
Agora, como podes pensar Que o amor vai acabar?
Quando te pedi para passares Toda a tua vida
Comigo
Comigo
Nunca, meu amor
Nunca, meu amor
Porque achas que o amor vai acabar?
Quando te pedi para passares Toda a tua vida
Comigo
Comigo
Nunca, meu amor
Nunca, meu amor
Ia de carro pela Sunset,
e virei numa daquelas estradas que v�o dar �s colinas.
Parei num s�tio com vista para toda a cidade.
Era fant�stico.
De repente, senti-me delirante.
Fiquei comovido com a geometria do local, com a sua harmonia.
� uma cidade fabulosa.
Pensar que h� quem a ache uma cidade feia,
quando � pura poesia, simplesmente, mata-me.
Quis construir algo imediatamente, criar algo.
Adorava LA quando l� cheguei, no in�cio dos anos 60.
Dava para andar �s voltas e cheirar as flores de laranjeira.
Era muito fixe.
Mud�mo-nos para Laurel Canyon e ador�mos aquilo.
Muitas pessoas, muitos cantores folk apareciam para tocar.
Fic�vamos pedrados e assim. Eram tempos divertidos.
Subir aqueles desfiladeiros,
e as pessoas a apontar para as casas dos famosos que l� viviam.
Houdini, Tom Mix e Zappa, foram tempos fabulosos.
Sempre que pass�vamos na Canyon Store, v�amos um her�i pop.
Havia o David Crosby.
Havia gente de todo o lado em Laurel Canyon.
Em 1966, estava repleta. E pod�amos ver qualquer pessoa.
Uma vez vi o Crosby a passar por ali e a apanhar duas raparigas.
A prop�sito, ele tinha uma capa.
Desapareceu na noite.
O Frank Zappa vivia do outro lado da rua.
Uma vez, ficou no meio da rua
a ler-me a letra de "Who Are The Brain Police".
Como o Alan Ginsberg. Era...
E eu continuei...
E ouvi o Frank Zappa fazer uma orquestra��o numa m�sica
sem gritar por cima.
E foi...
Foi sobrenatural. Foi mesmo...
... mesmo incr�vel.
N�o h� cenas como as que h� em Nova Iorque e nas cidades da Costa Leste,
onde h� um clube para ir.
�amos a casa das pessoas e tagarel�vamos durante horas a fio.
E toc�vamos. Todos os tipos de m�sica.
Escrevi uma can��o com o Brian Wilson, uma vez.
O Brian foi a minha casa. Eu disse: "Ena! Ele nunca c� tinha vindo."
E ele chegou ao p� de mim e disse: "Tens speed?"
E eu disse: "Acho que sim."
Fui ao arm�rio dos medicamentos e dei-lhe duas Biphetaminas 20.
Ele queria duas.
Foi por volta das 16 horas.
Come��mos a tocar uma can��o. Foi tipo...
"Muito bem, vamos tocar isto e aquilo."
Anoiteceu e fui para a cama.
Sete ou oito horas depois, levantei-me,
e o Brian ainda estava ao piano...
- A tocar o mesmo? - A mesma can��o, sim.
- E depressa. - S� tem um verso.
E finalmente lan�aram-na. Chamaram-lhe "Ding Dang".
Sempre que vejo o Brian, ele aponta para mim e diz: "Ding dang!"
H� muita coisa estranha a acontecer aqui.
Eu e o George fomos ao s�tio onde o Micky Dolenz vivia.
E o Stephen Stills estava l� e v�rias outras pessoas.
E estavam todos numa cena hippie, todos nus.
Quando viram o George e eu a chegar,
entraram todos a correr e vestiram-se.
E pens�mos: "Isso n�o � muito hippie."
Sent�amos que pod�amos fazer qualquer coisa.
Sent�amos que nada nos impedia. Era assim...
E Hollywood estava mesmo ali, e a ind�stria musical.
Ou uma boa parte dela. E a Sunset Boulevard.
Reflectia o que tinha acontecido nos anos 40
com as estrelas de cinema e esse estilo de vida.
E, de certa forma, imit�mo-la de outra forma.
H� qualquer coisa na liberdade de esp�rito,
qualquer coisa na falta de regras,
na falta de coisas anteriores que te mantenham no lugar.
Certas pessoas acabaram em certos s�tios
e as qu�micas aconteceram.
E inspiraram outras qu�micas � volta delas.
Comparo isso com Viena no virar do s�culo,
quando os arquitectos, pintores e construtores de mob�lia
bebiam imenso caf�,
e perguntavam: "Que fazes? No que est�s a trabalhar?"
Paris nos anos 30, com Gertrude Stein e assim.
Todos aqueles artistas juntos.
Mas acho que, com o tempo, esta �poca vai ser tratada exactamente da mesma forma
daqui a umas centenas de anos pelos historiadores.
O poder da m�sica � ineg�vel.
Acredito mesmo que pode mudar o mundo. Sim.
De pequenas formas, mas...
N�o vou esquecer isto.
Acho que vou voltar
�s coisas que aprendi t�o bem
Na minha juventude
Acho que vou voltar
Aos dias em que era jovem o suficiente
Para saber a verdade
Agora n�o h� jogos
Para apenas passar o tempo
N�o h� mais comboios el�ctricos
N�o h� mais �rvores para trepar
Mas pensar como um jovem E crescer n�o � pecado
E posso jogar o jogo da vida para ganhar
Lembro-me de quando
N�o tinha medo De me aproximar de um amigo
Agora, acho que tenho
Muito mais do que os meus brinquedos Para emprestar
Agora h� mais para fazer
Do que ver o meu veleiro deslizar
E cada dia pode ser
Uma volta no tapete m�gico
Um pouco de coragem
� tudo o que nos falta
Apanha-me se puderes, vou voltar
A pol�tica nas bandas torna-se muito pesada, por vezes,
especialmente quando algu�m recebe mais can��es
no disco do que os outros.
O David escrevera uma can��o sobre um m�nage � trois.
N�o a achei apropriada para o que est�vamos a fazer.
Mas ele achava-a fixe, moderna e tudo.
E decidimos tocar
uma can��o do Goffin e da King chamada "Going Back".
E ele estava revoltado com isso.
N�o era apenas algo
que pensavam ser de bom gosto.
Era arriscado. Estava no limite.
Para mim, n�o est� nada no limite. � s� uma can��o de amor. Aconteceu.
Sen�o, os franceses n�o teriam nome para isso.
N�o foi pelo David ter composto a can��o.
Foi a percep��o de que ele tinha vivido aquilo, muitas vezes.
Isso foi o que me irritou. Ele sabia que era uma can��o marota.
H� que lembrar, o Crosby era como o Brando.
Ele n�o tinha limites.
A Carole e o Gerry tinham-se mudado de Nova Iorque para LA,
e come�aram a compor can��es que...
N�o do tipo de banda feminina que tinham feito.
Mas mais ao estilo hippie.
E o David estava...
Ele estava insuport�vel.
Era dif�cil viver com ele. N�o lan�ou a sua m�sica fixe.
E fizemos uma esp�cie de can��o muito comercial, em vez disso.
Ele estava zangado com isso.
O ponto de ruptura foi quando o Chris Hillman se zangou com o David
e disse: "Temos de nos livrar dele."
O engra�ado � que todos pensam
que me expulsaram dos The Byrds por isso.
Senhoras e senhores, n�o foi por isso que me expulsaram.
Expulsaram-me dos The Byrds porque eu fui um idiota.
Ele dizia: "Voc�s n�o s�o m�sicos bons o suficiente
para tocar comigo."
- E eu: "A s�rio?" - Sim.
- Isso n�o � simp�tico. - Pois.
N�o gost�mos muito dessa atitude.
Digo que foi porque fui um idiota.
N�o foi assim t�o simples, claro.
Se deres milh�es de d�lares a uns mi�dos, eles fazem asneira.
Aguent�mos durante muito tempo.
As bandas tendem a evoluir.
Evoluem at� serem empolgantes,
revigorantes e boas.
Depois, v�o descendo devagarinho
at� ligarem a m�quina de fumo e tocarem os �xitos.
E isso n�o me chega.
N�o chega. J� o fiz.
Porque era o caminho mais f�cil
e ganhei muito dinheiro e isso tudo.
Isso n�o chega.
Agora h� mais para fazer
Do que ver o meu veleiro deslizar
E cada dia pode ser
Uma volta no tapete m�gico
Um pouco de coragem
� tudo o que nos falta
Apanha-me se puderes
Vou voltar
Acho que ouvimos essas can��es, crescemos com essas can��es,
e tomamo-las como garantidas.
Sinto que vai acontecer algo esta noite
nas vossas m�os e nas m�os desta banda,
quando v�o traz�-las de volta � vida.
Recordando o brilhantismo. Podem falar um pouco sobre isso?
Come�ou mesmo com um filme.
Que era Modelos de Aluguer.
E foi um filme de 1967 feito pelo Jacques Demy.
Aquele filme parecia o som dos Beach Boys e dos The Mamas & Papas.
E isso enviou-nos numa explora��o de volta �quela altura,
e a olhar para os discos que...
... fizeram aquela era da inoc�ncia do sul da Calif�rnia,
as composi��es de 65 a 67, ganharem vida.
A maioria dos grupos de que falamos,
de onde escolhemos, acho que foram...
S�o as principais bandas de rock do sul da Calif�rnia,
daquele ano.
Algo aconteceu ali que gerou imensa m�sica.
Muitas maneiras novas de abordar a m�sica.
O que quer que tenha sido, foi bom.
Acho que n�o � preciso esfor�arem-se muito.
S�o cl�ssicos. S�o intemporais.
E uma boa can��o soava t�o bem na altura como soar� hoje.
N�o t�m de fazer muito. N�o as reinvent�mos todas.
Mantivemo-nos bastante fi�is ao que soavam.
Estranhamente, esse som � bastante relevante.
� bastante actual.
Acho que as pessoas tentam h� muito captar essa ess�ncia.
T�m tentado perceber porque aconteceu ali e como aconteceu.
E eu...
Podem adivinhar e podem apontar certos factores
que acham que poderiam ter influenciado.
Mas n�o sei se alguma vez teremos um nome.
Aconteceu mesmo.
Continua a ser um s�tio ao qual as pessoas v�m para fazer m�sica.
Talvez tenha come�ado com o optimismo dos The Beatles ao Ed Sullivan.
Foi no in�cio de 1964.
Portanto, � o pontap� de sa�da perfeito onde h� esta moda, certo?
As pessoas queriam ser os seus pr�prios Beatles.
Isso dura dois anos, dois anos e meio.
Deve ter mudado muito
quando come�aram a compor can��es mais complexas e longas,
at� Pet Sounds e "Expecting to Fly".
As m�sicas tinham tr�s minutos e meio e...
Perceberam que podiam fazer muito mais.
N�o acham que, estruturalmente, muitas destas can��es,
em termos de palavras e de som,
t�m quase mais que ver com sonhos?
Porque antes pareciam mais m�sica,
escritas de forma mais consciente,
e estas parecem estar mais em contacto com o subconsciente,
que est� no caminho para o psicad�lico, ou algo no meio?
Acho que fal�mos de "Expecting To Fly."
Talvez seja o fim?
Sabem?
N�o sei se seria eu a dizer porque � que � o fim.
Mas essa � muito diferente de tudo o resto que ouvimos.
N�o diria mais ambiciosa,
mas parece que algo se abriu, na altura.
Essa �poca come�a com a ideia colectiva destes m�sicos
e a uni�o de uma for�a criativa para fazer algo maior.
E depois, a �poca termina quando se torna mais sobre o indiv�duo.
Sim, � procura da pr�pria vida, o pr�prio caminho e...
E sim, os grupos separam-se.
- Quando temos gente determinada... - Sim.
... e com vis�es de um novo tipo de arte,
e come�am a ceder, talvez isso n�o dure.
O que te lembras da "Expecting To Fly"?
Grav�mo-la para o disco. Do que te lembras da grava��o?
Bem, n�o pude ir a essas sess�es.
N�o est�s l� em nada?
N�o, foi quando o Neil decidiu levantar voo.
- A can��o foi um aviso. - Foi?
- Sim, estou de sa�da. - A s�rio?
E vou esperar at� ser crucial
� sobreviv�ncia da banda,
como na noite antes do Johnny Carson marcar a primeira banda de rock.
O Neil despediu-se na v�spera de entrarmos no avi�o.
Ali estavas tu No limite da tua pena
� espera de voar
Enquanto me ria e me perguntava
Se conseguiria dizer adeus
Sabendo que te tinhas ido embora
No Ver�o, estava a sarar
E t�nhamos dito adeus
Todos os anos passados com sentimento
Acabaram com um choro
Amor
Acabaram com um choro
Amor
Acabaram com um choro
Tentei tanto erguer-me enquanto trope�ava
E ca�a no ch�o
Tanto me ri
Enquanto me atrapalhava
E agarrava o amor que encontrara
Sabendo que tinha desaparecido
Se nunca tivesse vivido sem ti
Sabes que morreria
Se nunca te tivesse dito que te amava
Agora sabes que tentaria
Amor
Agora sabes que tentaria
Amor
Agora sabes que tentaria
Amor
Agora sabes que tentaria
EM MEM�RIA DE TOM PETTY
Legendas: Teresa Moreira
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