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�ndia 1803 Forte de Chasalgaon
Posto fronteiri�o entre os principados Brit�nico e Mahratta
Aproximam-se tropas. Abram o port�o.
Dispersem rapazes.
- Davi, vai arranjar comida. - Sim.
Senhor Richard.
Tenho de o informar que j� n�o h� comida.
J� n�o h�. Mas eles t�m.
Isso seria roubar, senhor.
Como posso tornar-me num soldado se voltar a fazer de mim um ladr�o?
N�o � roubar quando se tem fome, Davi. � a primeira coisa que um soldado deve aprender.
Agora vai � tua vida.
Davi, presta aten��o ao 11� Mandamento.
Sim, senhor.
Aproximam-se tropas da Companhia, senhor.
Quem s�o?
N�o tenho a certeza, senhor.
Sullivan, talvez. Uma nova companhia.
Nunca conheci o Sullivan, senhor.
Sargento! Chame o guarda.
� melhor dar as boas vindas ao anormal assim que chegar.
Diz que pode jantar comigo.
- Voc� tamb�m, presumo eu. - Sim, senhor. Obrigado, senhor.
Bem-vindo a Chasalgaon, senhor.
Cumprimentos do major Crosby. Foi convidado para jantar com ele, senhor.
Pelot�o.
Apresentar armas!
- O guisado j� est� pronto? - Est� quase.
At� um camelo seria mais r�pido.
Vou mijar.
Voltar!
Ombro armas!
Quer que d� �gua ao cavalo, senhor?
A seu tempo, Capit�o. Tudo a seu tempo.
Colocar baionetas!
Apresentar!
Oh, meu Deus!
V� l�, rapazes.
Fogo!
Meu Deus.
Ali! Ali!
Qual � o problema, Capit�o? O gato mordeu-lhe a l�ngua?
Soldados do rei, para aqui!
� esquerda!
� esquerda, Capit�o...
Quem � o Sr.?
Major William Dodd...
ao seu dispor.
Sargento!
Dois volunt�rios para proteger o cofre.
Sim Senhor!
Major Dodd. J� est� tudo carregado, senhor.
- E o inimigo? - Todos mortos, senhor.
Nem todos, sargento.
Fortaleza do raj� de Ferraghur
Chasalgaon caiu, Vossa Alteza.
Nem um �nico homem foi deixado vivo.
Londres, 14 anos depois Resid�ncia do duque de Wellington
Venha imediatamente Wellington
Coronel Richard Sharpe, do antigo �South Essex� (regimento)?
O Senhor Samuel Rawlinson, presidente do controlo fronteiri�o.
Disse-me que tinha jeito para se ferir, Sharpe.
Vim ver um homem,
� um sargento irland�s, conhecido meu.
Ent�o, leva-me at� Wellington ou tenho que o encontrar por mim?
Magn�fico.
Magn�fico. Por aqui.
Que disparate � esse?
Trocaste a espada por um arado e �s agricultor em Fran�a?
Sim. � verdade.
D�s-te bem, com esta vida?
Bem, ningu�m me tenta matar durante o meu trabalho, portanto sim, dou-me bem.
H� um tigre, jovem, � solta pela �ndia, Sharpe.
Um, jovem, pr�ncipe Maratha, com um cora��o para a revolta e um gosto especial por sangue ingl�s.
Pensei termos eliminado a amea�a Maratha em 1803.
Pensamos todos. Dividir e governar.
Uma pol�tica simples, e que nos serviu bem.
Quem � ele?
Khande Rao, o raj� de Ferraghur.
Dificilmente diria que � vulgar, Rawlinson.
Desde que chegou ao poder, os ataques aos nossos fortes, e postos aumentaram.
E a cada conquista, mais bandidos Pindari se juntam a ele.
Como � que conseguiu ter sucesso onde muitos falharam?
Embora, Khande Rao, tenha subido ao trono do pai, no Ver�o passado,
n�o exerce todo o poder.
Parece que a concubina favorita do raj� tamb�m manda.
- Uma mulher? - Parece que sim.
Embora sob a orienta��o de um oficial desertor da Companhia das �ndias Orientais.
Um oficial nosso, dos servi�os secretos, em Agra, recrutou um tratador de cavalos
que fornece � Companhia cavalos para ajudar a encontrar o desertor.
N�o se viu ou ouviu falar deste homem nos passados 6 meses.
Precisamos de algu�m que conhe�a o pa�s para saber o que � feito dele.
E, se acontecer o pior, e ele levar a sua miss�o at� ao fim.
Quer que volte para a �ndia?
Esta rebeli�o tem de ser parada, Sharpe, custe o que custar.
Um homem desembara�ado pode conseguir mais do um que um ex�rcito.
Senhor, os meus dias de soldado acabaram no cume de S.John.
Caramba, Sharpe. Ele n�o te pode escapar. Ningu�m mais o far�.
A �ndia � um barril de p�lvora prestes a explodir.
Pode bem ser assim, senhor.
Mas o que acontece na �ndia diz respeito aos homens de influ�ncia e import�ncia
e n�o a um agricultor.
Lamento ter de rejeitar a proposta.
� a sua �ltima palavra?
Tenho pena em n�o conseguir mudar a sua opini�o, Coronel.
Sra. Harper, as minhas desculpas por t�-la feito esperar.
- Ramona. - Richard, gra�as a Deus.
Sua conhecida, Sharpe?
Uma boa amiga.
O marido da Sra. Harper � o sargento irland�s com quem falei.
Que fazes aqui, rapariga? O Patrick est� contigo?
Sabe Sharpe,
o marido da Sra. Harper tamb�m �, um agente nosso, desaparecido.
O senhor � a �nica esperan�a para o Patrick.
Vais encontr�-lo, n�o vais, Richard?
Estou seguro que brevemente estaremos a caminho, senhora.
Mau s�tio para uma ch�vena de ch�, Capit�o.
Maldito pa�s.
Nem um �nico piquete ao longo do caminho. Poder� dizer-se que � uma neglig�ncia.
E quem � o senhor, para estar a dar ordens a um oficial?
Diga o que tem a dizer.
Chamo-me Richard Sharpe
e o que tenho a dizer � com o general Burroughs.
Vai alistar-se no 3� Ex�rcito na plan�cie a norte, certo?
Conhece a �ndia, Sr. Sharpe?
Conhecer?
Sim, um pouco.
Estive em Srirangapattam e Assaye.
Os fuzileiros n�o existiam, n�o �?
Est� a usar um casaco da 95�, n�o �, Sr. Sharpe?
Sim, senhora.
E tem raz�o. Os fuzileiros n�o existiam.
Fui um mero soldado da 33�.
Sharpe.
Santo Deus, quero dizer, � o oficial que salvou a vida ao Wellington?
Bem, calhou-me, uma vez, ter que o salvar. Sim.
Capit�o Lawrence, senhor.
Esta � a menina C�lia Burroughs, filha do general.
Senhora.
Se n�o me engano, � Coronel Sharpe, n�o �?
Aposentado, Capit�o, aposentado. Eu... N�o tenho qualquer autoridade aqui.
� uma honra poder viajar na sua companhia, Sr. Sharpe, claro que...
esperava, se fosse a v�s.
Est� algu�m naquele cume. Pode n�o ser nada, mas...
Se fosse eu mandava uma patrulha na frente.
Senhor, a cavalaria foi para oeste procurar pasto h� duas horas atr�s.
Duas horas?
- Ent�o � melhor que seja eu a procurar.
N�o foram mortos h� muito.
Uma hora no m�ximo.
Devem ser a cavalaria que o Capit�o Lawrence me pediu para procurar.
Capit�o Mohan Singh.
Eu comando estes lanceiros.
Richard Sharpe.
E n�o comando ningu�m aqui.
Pindari?
Um ataque surpresa,
sob a ordem de Khande Rao.
Pensei que est�vamos em territ�rio amigo.
J� foi.
O que o traz � �ndia, Sr. Sharpe?
Ando � procura de um amigo. Um homem chamado Harper.
Patrick Harper.
- Conhece? - O tratador de cavalos irland�s?
- Esse mesmo. - Sim.
Conheci-o.
Houve uma invas�o, h� seis meses.
A coluna em que seguia foi dizimada at� ao �ltimo homem.
Muito provavelmente pelos mesmos animais que fizeram isto.
Sinto muito, Sr. Sharpe,
a sua viagem parece ter sido em v�o.
Parece que o seu pai enviou uma escolta.
Bom dia, Capit�o Lawrence.
- Capit�o Lawrence, n�o �? - Senhor.
Que faz desta...
ador�vel criatura, C�lia Burroughs, filha do grande General.
- Posso perguntar, quem � o senhor? - Chamo-me Dodd.
General William Dodd.
Da antiga e honrosa...
honrosa Companhia das �ndias Orientais.
Agora, felizmente, comandante supremo de sua Alteza, Khande Rao,
raj� de Ferraghur.
- Est� a brincar comigo, senhor? - Brincar, senhor? Porqu�, n�o, senhor.
Mas tenho um paradoxo que deve animar a menina Burroughs.
Apontar!
Sinto muito, Sr. Sharpe, mas temos que voltar para a coluna.
Mas que diabo fazes aqui?
Era suposto estares morto.
Pois, mas morto n�o posso tomar conta de ti, n�o �?
Meu Deus, Pat.
Acho que o teu alfaiate n�o seja grande coisa.
Est�s longe de casa, Richard. Andas perdido?
A Ramona enviou-me.
O que � que te passou pela cabe�a para fugires e deix�-la?
Fui soldado muito tempo. Sabes como �.
Sr. Harper?
Bem...
parece que nos enganamos em rela��o � sua morte.
Sorte de irland�s, capit�o. Contra isso n�o h� nada a fazer.
Caramba.
Pelo menos uma coisa positiva.
A filha do general Burroughs n�o parece estar morta.
Nem o Capit�o Lawrence.
Parece ser obra de um bando Pindari que tenho estado a seguir h� 4 dias.
Esta coluna foi apanhada de surpresa.
Os homens foram mortos em fila.
Nem tiveram tempo de usar o fuzil.
Quem fez isto, aproximou-se, fazendo-se passar por amigo.
Nunca vi nada como isto.
Eu j�. Chasalgaon.
Chasalgaon?
Mas pelo que sei, n�o houve sobreviventes em Chasalgaon.
O coronel Sharpe teve sempre um dom para o imposs�vel.
Coronel Sharpe?
- Est�s comigo, Patrick? - Sim, sempre.
Onde vais?
Depois daquelas bestas terem feito isto, onde achas que vou?
J� devem estar a quil�metros daqui coronel.
Coronel, vou enviar dois dos meus melhores homens para os encontrar
mas temos que comunicar as baixas o mais r�pido poss�vel.
Khande Rao est� em Ferraghur, a maior fortaleza no mundo.
Nunca foi derrotada.
Ajoelha-te perante sua Majestade Khande Rao.
Recuso-me a tal.
Alteza, o seu fiel comandante supremo oferece este humilde presente.
A filha do poderoso general, enviado por Inglaterra, para desafiar sua grandeza
ajoelha-se perante si.
Receio que tenha pouca carne e a que tem n�o � grande coisa, mas...
estou certo que, com algum incentivo, dar� a vossa Alteza algum prazer.
N�o!
V� para o inferno, senhor, que vergonha.
Sua Alteza! Como oficial franc�s, n�o posso permitir...
Permitir?
Coronel Gudin, est� aqui para treinar as tropas de sua Alteza.
Nada mais.
A �ndia n�o � Fran�a.
Como se chama, soldado brit�nico?
Capit�o Lawrence.
Consultei um br�mane, Capit�o Lawrence,
na esperan�a de obter resposta a um assunto que me preocupa.
Talvez possa confirmar se os meus adivinhos fizeram uma leitura correcta.
Ser� que o seu ex�rcito nos far� frente aqui em Ferraghur, antes da queda das chuvas?
No ex�rcito de sua Majestade, rei da Gr�-Bretanha, senhor,
os planos dos grandes generais n�o s�o confiados a meros capit�es.
� pena.
Ent�o vai levar uma mensagem por mim.
Uma mensagem para o seu ex�rcito acampado nas plan�cies a norte.
Devia saber que Inglaterra n�o negoceia com bandidos, senhor.
Oh, mas est� enganado, Capit�o,
porque eu n�o vou fazer qualquer proposta.
Um!
Dois!
N�o, n�o, n�o!
Valha-me Deus, senhor, n�o � assim que se faz!
D� com for�a, homem. N�o lhe fa�a c�cegas!
Ouviste o general Simmerson, d�-lhe!
Quero esses golpes bem altos, acima das cal�as.
Tr�s!
Quatro!
- O que � este pobre coitado fez, Simmerson? - Cinco! Seis!
- Cagou para a sua nobreza? - Oito!
Sharpe!
Vejo que o tempo n�o trouxe melhoras na tua etiqueta.
Sempre a mesma cabe�a de merda.
Sim.
E tu sempre o mesmo, anormal e cruel torturador.
Cruel, senhor? Chamo a isto disciplina.
Este amigo foi apanhado a usar maquilhagem e brincos numa revista �s tropas.
N�o o permitirei! Podem ser sipaios,
mas este � um ex�rcito Crist�o e quero as coisas do modo Crist�o.
N�o h� d�vidas nisso.
Qual � o seu papel aqui, Sharpe?
O meu papel � com o general Burroughs.
A s�rio.
- Quanto tempo? - Mais ou menos um m�s.
A febre enfraquece e baixa, mas
incapacita-o de comandar.
Ent�o, quem � manda?
J� de volta, general. Pensei que ia tirar algum tempo para si.
M�s not�cias, McRae, m�s not�cias.
E o mensageiro tamb�m n�o podia ser pior, Richard Sharpe.
Quer dizer, Coronel Sharpe, senhor.
N�o me lembro do Sr. Sharpe ter qualquer autoridade neste ex�rcito.
Estou aqui por vontade expressa da Guarda, general.
Tente lembrar-se disso.
Londres quer esta rebeli�o eliminada rapidamente, antes que se propague.
As minhas ordens s�o para prestar toda a ajuda poss�vel.
Ent�o � realmente bem-vindo � nossa Companhia, Coronel.
Hector McRae, conselheiro do general Burroughs.
John Stokes, Major do grupo de engenharia.
Prazer em conhec�-lo, Coronel.
Lamento informar que a escolta que levava a filha do general Burroughs
foi surpreendida pelas for�as de Khande Rao.
A menina Burroughs e o capit�o Lawrence foram feitos prisioneiros.
V�, McRae, o que � que lhe tinha dito? S�o mesmo m�s not�cias.
Primeiro a indisposi��o do general Burroughs, agora isto.
Vou pedir a Agra refor�os e novas ordens.
Novas ordens? Ainda precisa de mais ordens?
Senhor, se a artilharia do major Stokes furar as muralhas Ferraghur,
temos que invadir a fortaleza antes da queda das chuvas.
Vou considerar o seu conselho, McRae.
E o que � que isso quer dizer?
- Vamos esperar? - Vamos esperar, senhor.
E a filha do general Burroughs?
N�o tenha medo. Eu sou Rani Lalima.
Irm� de sua Alteza.
Bem, o que quer?
Rir-se �s custas do meu azar?
Pensei talvez...
Acha que vou aceitar algo seu depois do que me fizeram?
O meu pai n�o ficar� indiferente, senhora.
Neste momento, ele estar� a comandar o seu ex�rcito.
Tenho que admitir,
apesar de ser franc�s, o Gudin est� a fazer progressos.
Quando � que est�o prontos?
Brevemente, Madhuvanthi.
Brevemente.
E depois de tornares as plan�cies vermelhas pelo sangue ingl�s,
depois de os derrotares,
e depois, meu amor?
Paci�ncia, Madhuvanthi.
Paci�ncia?
N�o tenho sido paciente?
Demais.
Tu sabes que sim.
Terei posto Khande Rao no trono para que a tua ambi��o falhe agora?
J� viste o que conseguimos at� agora?
Ou j� te esqueceste?
Um tenente da Companhia sem perspectivas
de promo��o e uma cortes� protegida.
Agora sou general
e tu uma regente.
N�o serei regente para sempre.
Brevemente Khande Rao ter� a maioria e serei posta de lado.
Mas, entretanto, talvez te canses de mim, meu amor.
� isso?
Queres algu�m mais novo que governe a teu lado.
Lalima, talvez.
J� vi que reparas nela quando ela passa.
Eu a ti ficava atento pois acho que n�o � de confian�a.
Ela n�o vai trazer problemas.
Ela faz o que o irm�o mandar e se n�o o fizer, sofre as consequ�ncias.
Tudo o que pe�o, meu amor,
� que n�o me fa�as esperar muito por aquilo que � nosso por direito.
Quando digo que quero as botas engraxadas, soldado,
significa que as quero a brilhar!
Mas, sargento Bickerstaff, sabe perfeitamente que como hindu...
Que dizes, rapaz?
Estou a ver que Shadrach Bickerstaff
tem de ensinar-te boas maneiras.
- Pare l� com isso, Sargento. - Meta-se na sua vida!
Que n�o tenha de o avisar novamente.
Quem pensa que � para dar-me ordens?
N�o � um oficial da Companhia.
N�o, Sargento Bickerstaff, n�o sou. Sou de um ex�rcito a s�rio
que sabe lidar com idiotas como o senhor!
Se levantar a m�o a este homem, mais uma vez, sem qualquer motivo,
ter� de se haver comigo. Agora desapare�a.
- O que � que lhe deu? - O que me deu?
Nada, mas sei bem como se fica depois de uma sova de um sargento.
- Agora v�! - � f�cil ser-se corajoso
quando se tem as costas quentes.
Espero que durma bem, Coronel.
Que n�o acorde um dia com um golpe na garganta.
- Isso � uma amea�a, Sargento? - Entenda como quiser.
Assim o farei. Vamos resolver aqui e agora este assunto. S� n�s dois.
N�o nasci ontem, Coronel.
� pun�vel com enforcamento, atacar um oficial.
Mas tal como disse, n�o sou oficial da Companhia.
� a mesma coisa.
N�o vou bater num homem que usa o uniforme do Rei.
N�o? N�o? Isso resolve-se bem.
Oficiais!
Ficou na merda.
Shadrach.
Certo, certo! J� chega.
Da pr�xima vez que te der uma ordem, vais acatar, percebes?
Sim, senhor.
Richard!
Fazes-me frente com uma faca? Seu cagarola!
J� apanhaste o suficiente, Shadrach?
As minhas tropas como uma s�, de olhos no seu l�der, para...
O qu�? O que � isto?
J� tinha avisado que quando estou a escrever n�o quero ser interrompido.
O que �?
Uma mensagem de Khande Rao.
H� uma nota a acompanhar.
Escrito na sua l�ngua pag�. Talvez possa ler, McRae.
� uma mensagem curta, general.
Se atacarmos Ferraghur, Khande Rao mata a filha do general Burroughs.
Est�o a ver, cavalheiros? Tal como previa.
A melhor estrat�gia assenta na precau��o.
O Khande Rao n�o est� a movimentar as tropas apenas para parecer bem.
- Tem que avan�ar j�. - J� disse!
Caramba, senhor, n�o me fa�a perder a paci�ncia.
Vamos esperar
at� que refor�os e novas ordens cheguem de Agra.
N�o h� mais nada a dizer.
Tirem esta coisa daqui.
O que � que se pode fazer, Pat?
- Este Khande Rao, podemos venc�-lo? - Ele tem fama de ser um verdadeiro animal.
Se ele � um animal, Sr. Harper, ent�o � uma cria��o dos ingleses.
Como disse, Capit�o?
A Companhia apenas foi capaz de manter a paz mantendo as diverg�ncias entre os pr�ncipes.
O pai de Khande Rao...
...temia mais os seus vizinhos do que os ingleses.
E assim, foi o seu pa�s que lhe forneceu armas.
T�pico dos ingleses, fazer com que os outros fa�am o trabalho sujo por si.
Ainda assim, o filho n�o � como pai.
O Khande Rao quer que saiam do pa�s, de uma vez por todas.
Um ponto de vista que n�o posso discordar por completo.
Ent�o porque luta a nosso lado?
Khande Rao � um Maratha, um inimigo de sangue.
E isso faz de si inimigo de meu inimigo. E como tal, um mal necess�rio.
Bom dia, para ambos.
N�o me agradou o som de "um mal necess�rio".
O que impede o meu irm�o de dormir?
Sonhei com o nosso pai.
Estava furioso comigo. N�o sei porque estava assim.
Vou perguntar ao br�mane o que significa.
Tento ser como ele, em tudo.
Ter a sua coragem, para que possa ver o meu povo em seguran�a.
Ningu�m duvida da sua coragem, senhor, nem da sua sabedoria.
Mas um grande pr�ncipe tamb�m � misericordioso.
Refiro-me � filha do general branco.
Liberta-a e leva-a para o quarto dos h�spedes do pal�cio. Eu tomo conta dela.
Faz isto por esta irm� que te adora.
- Vou perguntar ao Madhuvanthi. - Perguntar ao Madhuvanthi? Aquela bruxa!
- Tu �s o raj� de Ferraghur. - E ela � a regente!
Diz-me, quando chegar o momento de ela perder o poder,
achas que vai aceitar e permanecer satisfeita?
- Ela e o Dodd... - N�o me arranjes preocupa��es, Lalima.
O general Dodd serviu-nos com lealdade nestes �ltimos anos.
Era desejo do nosso pai que ele permanecesse ao nosso servi�o
e vou respeitar esse desejo.
Meu Deus, Sharpe! Ouviste a mensagem dele.
Se atacarmos Ferraghur ele mata a filha do general Burroughs.
N�o se eu conseguir tir�-la.
Tira-la? Que maluqueira � essa?
Queres levar um destacamento de risco para Ferraghur, � isso?
Provocar a morte a metade dos homens e ver a cabe�a da C�lia Burroughs num espeto?
Se o capit�o Singh e os seus lanceiros me ajudarem,
O Sr. Harper e eu vamos provar conseguir desempenhar a tarefa.
Tu e o Harper?
Deus sabe...
N�o me importa que morra, Sharpe. J� deu o que tinha a dar, n�o �?
Se isso � uma autoriza��o...
Use tudo ao seu alcance. V� e morra, Sharpe.
V� e morra.
Mademoiselle, � o desejo de sua Alteza
que seja levada para o quarto de h�spedes do pal�cio.
L�, poder� tomar um banho e vestir roupa lavada.
Estou bem assim, senhor.
N�o � um pedido.
- Estamos prontos, Pat? - Como sempre.
Que Deus vos acompanhe.
- Espero que este quarto lhe agrade mais - General Dodd!
N�o creio que seja apropriado a si estar a s�s num quarto de uma mulher.
Felizmente, senhora, s�o zonas que conhe�o bem.
- O que deseja? - Quis apenas saber como estava.
Segundo sei, foi em tempos, um oficial brit�nico.
Servi na Companhia das �ndias Orientais.
Mas n�o percamos tempo com assuntos insignificantes.
Onde quer chegar?
Senhor, se ainda lhe resta algum cavalheirismo
adquirido na Companhia brit�nica,
suplico que se comporte em conformidade.
Senhora, nos �ltimos anos, o que me move s�o impulsos bem mais...
sub-equatoriais.
Se o entendi correctamente na outra noite, general,
fez de mim uma oferta ao Raj�.
- O que � que tem? - Nada.
Estou apenas a imaginar a sua desilus�o
quando descobrir que a sua prenda j� foi "desembrulhada".
Ent�o reze por ficar bem at� que sua Alteza chegue
pois � bem mais cuidadoso do que eu a abrir as suas prendas.
J� estamos longe o suficiente.
Vira o casaco �s avessas.
Se os homens do Khande Rao virem casacos vermelhos, disparam sem hesitar.
N�o queremos que isso aconte�a, n�o �? N�o, sabendo dos tais "jettis�.
Deve ser mesmo um mulher�o, � tudo o que tenho a dizer.
- Os problemas em que nos vamos meter. - Algu�m � obrigado?
- A filha do general. - A miss�o n�o � salvar a C�lia Burroughs.
Vamos a Ferraghur para p�r fim � rebeli�o.
O que � que queres?
Venho pedir desculpa pela forma como tem sido tratada.
Guarde as desculpas para si. Pois n�o me dizem nada.
N�o pedimos a presen�a dos ingleses no nosso pa�s. Mesmo assim vieram.
N�o como convidados, nem por amizade.
- Vieram para saquear, nada mais. - Eu vim para estar com meu pai.
N�o somos selvagens, senhora, apesar do que possam pensar.
Tudo o que pedimos � que nos deixem em paz com a nossa vida.
Ficaria agradecida se sa�sse.
Prometa-me uma coisa, senhora. Responsabilizei-me tomar conta de si.
Caso tente escapar, terei que pagar por isso.
N�o olhes, acho que estamos a ser seguidos.
J� n�o era sem tempo!
Saia da�, homem. J� fez o que lhe competia, saia da�.
Amigos, companheiro. Amigos. Entende?
N�o queremos lutar.
- Queremos juntarmos a v�s. - Juntarem-se a n�s?
- S�o desertores? - N�o senhor, somos volunt�rios.
- � por isso que eles nos perseguem. - Sargento Sharpe.
- Cabo Harper. - Coronel Gudin.
Baixem as armas e n�s os escoltaremos at� Ferraghur.
Se provarem ser que dizem ser, talvez se arranje alguma coisa para v�s.
Se n�o, v�o morrer.
Receio bem que o general Dodd vai insistir.
Ent�o, querem alistar-se no ex�rcito de sua alteza Khande Rao?
Sim senhor, � por isso que aqui estamos.
Diga-me, sargento Sharpe, porque devo acreditar em si?
Nunca estou certo se deva confiar em desertores.
�amos ser chicoteados, senhor, e perder as nossas patentes militares.
- Porqu�? - Acusado de roubar, senhor.
N�o o fizemos, mas era a nossa palavra contra a de um oficial.
Porqu� que devo aceitar-vos ao servi�o de sua Alteza?
Ponha-me um fuzil ao ombro e uma espada na m�o que eu mostro porqu�.
Este raj� n�o � mais rei para si do que para mim.
Mataremos por ele, tal como o senhor.
Mas n�o vou implorar por este privil�gio.
Por agora, ficam vinculados ao meu regimento.
Vai ser-vos dado um uniforme adequado
e o sargento-chefe Bonnet vai explicar as vossas obriga��es.
- Sim, senhor. - Obrigado, senhor.
Os Fuck-offs, "n�o �"?
- Que foi que disse? - Desertores ingleses, n�o s�o?
- Sou irland�s, senhor. - Por ali.
Cinco minutos.
� melhor n�o fazer esperar o sargento-chefe.
O que se passa?
Nada.
Continuas com um semblante carregado desde o momento que fomos ca�ados.
Ouve, seguia-te at� ao fim do mundo se fossem essas as tuas ordens.
Portanto, acho que mere�o mais do que um simples "nada" pela minha dedica��o.
Dodd.
"O general Dodd vai insistir"
foi o que o Gudin disse.
Quem � ele?
Um desertor da Companhia. O primeiro motivo da tua procura.
- E o segundo? - Um estupor assassino.
J� o conheces?
Ele conhece-te?
Estava demasiado ocupado, naquele dia, em Chasalgaon.
Chasalgaon?
Merda.
Bem, vou presumir que isso significa "Esperemos que nada de mal aconte�a".
- Sua Alteza. - General Dodd.
Ent�o, quais as not�cias desses lobos �s nossas portas?
A informa��o dos nossos observadores diz que os ingleses sa�ram do acampamento esta manh�.
Talvez tenham ponderado melhor e tenham decidido voltar a Agra.
Parece ansioso por evitar o confronto.
Nunca virei as costas a uma batalha, nem t�o pouco, procurei alguma.
Como qualquer soldado, espero que haja paz e preparado para a guerra.
Se � paz que quer, fa�a figas que o general Burroughs ponha a fam�lia � frente do dever.
O meu pai sabe das suas obriga��es. Depende delas.
Tamb�m sabe como lidar com desertores.
Esteja calada, fale apenas quando lhe disserem para o fazer.
Consultamos os nossos br�manes.
- Dizem que as chuvas est�o pr�ximas. - N�o assim t�o pr�ximas, Sua Alteza?
Sen�o, como ir�amos lavar a plan�cie coberta de sangue ingl�s?
Como vai o General Burroughs, senhor?
Temo que n�o mostra melhoras.
Talvez dev�ssemos adiar a nossa partida para Ferraghur.
Adiar senhor? N�o podemos.
As chuvas vir�o em dias, sen�o em horas.
Devemos apressar-nos.
Rapaz, rapaz!
Mais araque! Mais n�o, por favor, Patrice.
Sim, sim.
Pensei que voc�s sapos conseguissem beber. E � Patrick j� agora.
Quem era aquela mo�a branca que vimos com o raj�?
Essa n�o � para o teu bolso, meu amigo.
� filha de um general brit�nico.
- O Dodd fez dela um presente para o raj�. - Um presente?
Tal como um homem gosta de ter um quadro pendurado na parede,
sua Alteza gosta de a ter a seu lado
enquanto tra�a o plano para a guerra.
Assim, entre outros deveres,
tenho de ser "dama de companhia" dela.
E a escolt�-la at� ao quarto de h�spedes
sempre que sua Alteza o desejar.
� esta a minha m� sorte.
Tem piada essa tua m� sorte.
� muito bonita.
"Meu Deus, que puta!" De um mau g�nio "sem igual".
Mais araque, Jacques. Mais araque.
Amanh� vamos estar com dores de cabe�a.
Bem, tu vais, de uma forma ou outra, Jacques.
Vou p�-lo na cama.
Anda.
- Tenha calma. - Coronel Sharpe?
Sargento Sharpe. Pelo menos por agora. Queira...
- Perdoe-me... - Est� tudo bem.
Est� tudo bem. N�o se aflija, fez bem.
Sargento Sharpe, presumo que este subterf�gio,
e sua presen�a em Ferraghur, se deva ao pedido do meu pai?
- � sim, senhora. - Ent�o j� o viu. Como � que ele est�?
Lamento dizer, mas o general Burroughs tem estado com febre, senhora.
Tem passado mal.
- Acha que vai morrer? - Ele � forte, senhora.
Tem sido bem tratado. N�o tenho d�vidas que vai melhorar.
Ent�o, quem � que controla o ex�rcito?
Neste momento o ex�rcito est� sob o comando do senhor Henry Simmerson.
Ent�o as coisas est�o piores do que pensava. O meu pai n�o confia no Sr. Henry.
O seu pai toma sempre a decis�o correcta, senhora.
H� muito que conhe�o o Sr. Henry, e � por isso
que temos de a tirar de Ferraghur � primeira oportunidade.
J� tem ideias para aumentar as nossas hip�teses de sucesso?
J� estou a tratar dessa quest�o, senhora.
Mas tamb�m estou aqui para inspeccionar as defesas do forte para o nosso ataque.
Sargento, se tiver que escolher entre tirar-me daqui ou
levar qualquer informa��o, que possa ter, ao meu pai...
Seja o que fa�amos, Seja onde formos, vamos faz�-lo juntos.
Agora, tenho de voltar antes que d�em pela minha falta.
N�o se preocupe.
- Boa noite, senhora.
O cano est� cheio de p�lvora.
Parafuso enferrujado. � capaz de afirmar que as coisas est�o bem, coronel Harper?
N�o posso, Sargento. N�o, n�o posso.
O que ia acontecer aos nossos homens
se mantivessem as armas nestas condi��es, cabo Harper?
Bem, as m�es iriam amaldi�oar-se
por t�-los trazido a este mundo miser�vel, sargento.
Que diabo fazem dois soldados ingleses na minha parada?
S�o desertores, senhor. Ansiosos por servir a sua Alteza.
E deixou entrar, sem mais nem menos, dois ingleses em Ferraghur?
- As minhas ordens s�o construir um ex�rcito. - Coronel.
O que o general Dodd quer dizer � como podemos saber que n�o s�o espi�es?
Ser� poss�vel saber, Alteza? Penso que n�o.
- J� os interroguei. - Penso que podemos saber.
Acho que podemos descobrir que tipo de soldados s�o.
Quantos disparos conseguem fazer num minuto?
Um, talvez?
Um bom soldado, consegue talvez tr�s, quatro disparos num minuto.
Talvez deva demonstrar, sargento.
Est� bem.
Quem � o senhor?
Sou o general Dodd, sargento...?
Sharpe.
Cabo Harper.
Carreguem-nas.
Est�s a ficar lento, Pat.
Ent�o, sabes carregar.
- Sabes disparar? - Sim, sei disparar.
- At� sei matar. - Ainda bem. Ainda bem.
Ent�o mata-o.
O qu�?
Espera l�!
Espera l�!
O que � que se passa?
Prove a sua rec�m encontrada lealdade para com sua Alteza.
Mate-o ou morrem os dois por espionagem.
Senhor, eu... servi com este homem durante seis anos, senhor.
Bem, ent�o deve estar farto das conversas dele.
N�o ponha � prova a paci�ncia de sua Alteza, mate-o.
- Pat. - Deus sabe o que sinto, Richard.
Por amor de Deus, aponta.
Ave Maria, cheia de Gra�a, o Senhor � convosco, bendita sois v�s entre as mulheres,
Dei uma ordem.
P�lvora m�. Aquela � boa, general. Vou tentar lembrar-me disso.
Assegure-se que o faz.
Que este teste � sua lealdade sirva para lhe lembrar que jurou
viver ou morrer sobre as ordens de sua Alteza.
- Continue o treino. - Sim, senhor.
Nada mal, ingl�s, nada mal.
Ent�o Patrice o que foi?
Aquele Dodd tem um senso de humor invulgar.
Sem apetite, Pat?
Nem parece teu.
Sabia que ia falhar o disparo, n�o sabia?
Claro que sim.
A mistura da p�lvora que o Dodd me deu estava mal feita.
Nem por sombras, a quantidade de salitre, era a indicada.
Como � que sabias disso?
Tr�s anos de ex�rcito em Srirangapattam.
Um homem come�a a perceber de p�lvora, o cheiro, o sabor.
Bem, quero dizer, � tudo a mesma coisa. Podias ter, tu sabes...
Achas que o Dodd nos deixava carregar as armas se n�o confiasse em n�s?
E sua Majestade a 3 metros de dist�ncia.
Sim. Bem... podias ter-me avisado.
J� estava a preparar o discurso para S�o Pedro.
Tinha de parecer verdadeiro, desculpa Pat.
Mas pertencemos ao regimento, ou n�o?
Sim, sim.
Pertencemos ao regimento, sem d�vida. Enterrados at� ao pesco�o.
Marchando seus bastardos!
N�o marchamos para uma festa!
� para a guerra.
Magn�ficos, n�o s�o?
Ainda assim, sinto pena deles.
V�o tombar sobre a terra.
Nunca conseguir�o vencer um ex�rcito sitiado num forte, senhor.
Ainda h� a preocupa��o com o tempo.
As chuvas, talvez os fa�am retirar para Agra.
Mas com toda a certeza v�o voltar e cada vez em maior n�mero.
N�o � o "quando" ser� o assalto que temos de nos preocupar, cavalheiros
mas sim "onde".
Alteza.
Nunca pensei que fossem tantos.
N�o desanime, vossa Alteza.
Ser�o bem menos do que agora, prometo.
Ah, McRae, j� acabou o passeio?
O major Stokes completou a sua primeira tarefa, senhor.
Stokes?
Lamento informar, mas n�o posso avan�ar com as pe�as de artilharia
contra as fortifica��es a Norte ou a Sul.
Contudo, a aproxima��o � poss�vel a partir de Este.
Quanto tempo acha necess�rio at� abrir uma brecha?
- Algumas semanas, senhor. - Algumas semanas?
Com as chuvas quase a chegar,
n�o dispomos desse tempo.
N�o, senhor.
Bem, enquanto andavas nos teus afazeres por a�,
andei a fazer umas investiga��es.
Este homem disse-me que os filhos foram levados
pelas tropas de Khande Rao, h� uns meses atr�s,
para ajudar a construir um muro interior, dentro da fortaleza.
- Um muro interior?
A constru��o deste muro, a oeste, ainda n�o foi terminada.
Naquela zona apenas temos que furar o muro exterior.
A oeste. Tem certeza?
- J� n�o disse que sim?
Mas ficava mais descansado se tiv�ssemos a confirma��o do coronel Sharpe.
Que se lixe o Sharpe!
J� disse, o homem � um aventureiro e n�o podemos contar com ele.
Oeste ser�, Stokes, � esse o local.
V� como a parede est� em mau estado.
� ali que vamos abrir a brecha.
Vamos faz�-lo em for�a. Raios me partam, se n�o farei passar o ex�rcito por l�.
Ser� um prazer dar uma li��o ao nojento do Richard Sharpe.
� procura do coronel. Coronel Gudin.
Uma mina? Onde?
A fortifica��o ocidental.
H� um t�nel debaixo da velha portaria. Leva-nos ao muro interior.
E est� cheia de p�lvora.
Deus aben�oe a Irlanda.
J� estou a ver, a aproximarem-se, bandeiras ao vento.
Um destacamento de risco a avan�ar em for�a pela brecha.
Sim, mas n�o � uma brecha que encontrar�o.
Apenas uma passagem estreita sem qualquer sa�da a n�o ser atravess�-la.
Jesus.
Ficar�o encurralados entre os muros, interior e exterior.
Sim.
Nesse momento, o Dodd ficar� � espera,
pronto para mandar todo o ex�rcito para o inferno.
Sargento, sabe usar a espada?
Sim senhor, �s vezes, quando � preciso.
Muito bem. Ent�o fa�a-me a vontade. H� muito que n�o confronto um ingl�s.
Pe�o desculpa, senhor, mas a minha especialidade � o fuzil
e n�o estou � sua altura.
Deixe esse ju�zo para mim. Escolha a sua espada.
Preferia n�o ter que o fazer, senhor, se concordar.
Escolha a sua espada.
Ent�o, o que o traz ao servi�o de sua Alteza?
Tal como dissemos ao coronel Gudin, senhor...
- N�o estava pronto? - N�o, senhor.
Bem, que isso lhe sirva de li��o.
O inimigo n�o avisa quando vai atacar, nem eu.
- Assim est� melhor, Sharpe, muito melhor. - Aprendo depressa, senhor.
Assim parece.
E o senhor? Que me diz.
O que o trouxe ao servi�o de sua Alteza?
Fui tenente na Companhia das �ndias Orientais durante 6 anos, 6 anos dif�ceis.
Veja, na Companhia, n�o interessa a qualidade de um soldado, homem
se n�o tiver dinheiro.
Tem que esperar pela sua hora.
Vi jovens ricos, idiotas, comprarem patentes militares
enquanto eu tive que me curvar perante aqueles estupores.
"Sim, senhor. N�o, senhor."
"Tr�s sacos bem cheios, senhor."
- Pensei que era um treino. - Est� a fugir.
� assim que pensa combater os casacos vermelhos quando estivem pr�ximos?
Ponha-me � prova, homem! Ponha-me � prova!
Acho que devia alistar-se no ex�rcito do Rei, senhor.
- Levante-se! - Venceu, senhor.
Venha.
Vamos refrescarmo-nos.
- Vou mandar um cirurgi�o tratar das feridas. - N�o, senhor.
Deixou-me vencer, eu sei. E sei porqu�.
No ex�rcito brit�nico n�o permitem que aspirantes afrontem oficiais.
Mas j� n�o est� no ex�rcito brit�nico.
Tem coragem, habilidade,
e nasceu para viver pobre e morrer sem qualquer gradua��o.
Apenas mais um nome da lista.
- � o destino de qualquer soldado, senhor. - N�o no meu ex�rcito.
Vou mostrar a esses estupores ingleses do que um homem � capaz.
Tamb�m � ingl�s, n�o �, senhor?
Em tempos. Talvez.
Agora, sempre que vejo um casaco vermelho, s� me apetece matar.
Foi isso que aconteceu em Chasalgaon?
Porque carga d'�gua � que pergunta isso?
Coisas que os soldados comentam, senhor.
Rumores. Gostava de saber o que aconteceu.
Ganhei fama, foi isso que aconteceu.
Comandei uma chacina em Chasalgaon.
Soldados da Companhia e civis.
Todos at� ao �ltimo homem, mulher e crian�a. N�o fiz ref�ns.
Veja, quando lutam comigo, Sargento, quero que sintam medo.
Assim, as batalhas est�o, logo � partida, parcialmente vencidas.
Para de lamentar-te.
Deus nos valha, foi por pouco. Em que estavas a pensar?
Que raio de soldado �s tu para manejar a espada dessa maneira?
Deixei que ganhasse, n�o foi?
Oh sim, claro que sim.
Foi a melhor representa��o que vi desde o Sr. Kemble em "Coriolanus".
N�o deves ter ligado ao Sr. Kemble naquela parte.
De qualquer maneira devias ter matado o tipo e acabar com o assunto.
Vai chegar a vez dele, Pat. N�o te preocupes.
O momento e o local sou eu quem escolhe, n�o � ele.
Sargento Sharpe, chamam-no ao pal�cio.
Chama-se Vadavaka.
A posi��o da �gua.
S� pode ser feito na perfei��o com muito treino.
N�o duvido, senhora.
Considero mais impressionante a vis�o que propriamente o feito,
tal como uma manobra de cavalaria.
Lutou bem, Sargento.
Na parada.
N�o h� muita gente que consiga bater o general Dodd.
Se reparou, o general levou a melhor.
Sem falsas mod�stias. Deixou-o ganhar.
N�o vou negar que o general Dodd tem sido um bom aliado, desta casa, nos �ltimos anos.
Mas colocar todas as nossas esperan�as nos ombros de um �nico homem...
E se ele se cansasse de tal fardo?
Ou uma bala perdida o retirasse do servi�o.
A quem ir�amos pedir orienta��o?
- A sua Alteza, senhora. - Khande Rao?
� apenas um mi�do.
Ferraghur precisa uma m�o forte e experimente para a comandar,
se quiser evoluir com � seu desejo.
Porque me chamou?
Para o conhecer melhor, Sargento.
Venha.
Sente-se comigo.
Quer que lhe ordene?
Nenhuma mulher me d� ordens.
Sabe quem sou?
Sei o que �.
� assim que quer, senhora?
Puro e duro?
Um soldado ainda suado dos treinos?
Ou � mais um teste � minha lealdade?
� isso?
Ou estar� o General aqui ao lado, a tentar ouvir o que vou fazer?
Bem, se � essa a jogada, n�o conte comigo.
� tudo, senhora?
Saia.
Saia!
Senhora.
Senhora.
Sr. Sharpe.
- Sente-se bem, senhora? - Obrigado.
Razoavelmente.
Traz not�cias?
O nosso ex�rcito acampou
na plan�cie para l� destas paredes.
Quando come�ar o bombardeamento contra a fortaleza, at� pode ser hoje � noite.
Quando come�ar, venho busc�-la.
Entendo.
� melhor ir.
At� logo noite, se Deus quiser.
Este trabalho d� sede.
Fiquem onde est�o, seus pag�os covardes!
S�o nossas pe�as disparando!
Esses vagabundos l� fora, n�o tem chance de nos acertar nessa chuva.
Temos de afastar o inimigo da floresta, senhor,
devia trazer minhas pe�as para suportar contra o oeste.
O que pensei exatamente, Stokes.
Vamos colocar um canh�o contra eles, expulsar os sodomitas.
Primeiro o canh�o, depois enviaremos os batedores.
Esteja pronto para avan�ar ao entardecer.
- J� come�ou? - Sim.
Foge para o port�o.
Trago a mo�a assim que puder, est� bem?
- Ouve... - N�o, preste aten��o.
O que quer que seja, ter� que esperar at� estarmos no barco a caminho de casa.
Preocupa-te apenas em levar a mo�a ao pai, est� bem?
Sargento Sharpe.
- Que faz aqui? - Desculpe, procuro um oficial.
Ordens, senhor.
Bem, acabou de encontrar um.
- Sabe montar? - Sim, senhor. Um pouco.
Bom. Ent�o siga-me.
Os ingleses avan�am para oeste da fortaleza.
Venha, o que est� � espera?
Fogo!
Os seus velhos amigos est�o a tentar tirar os nossos artilheiros da mata.
- Quero que os confunda. - Senhor?
D�-Ihes ordens, mas bem alto.
Uma voz inglesa vai confundi-los.
Vou eu chegar um pouco mais perto, senhor.
Tinha c� um apetite, de fazer corar a Messalina!
Meu Deus, cavalheiros, se alguma vez houve bochechas para...
Com licen�a!
Que diabo, que diabo! N�o quero que interrompam a minha hist�ria.
Deixe a sua anedota para o diabo!
� necess�rio refor�ar o ataque.
O oficial de servi�o pede mais uma companhia para refor�ar o assalto.
Senhor.
Talvez n�o tenha ouvido.
- O oficial de servi�o pediu... - Ele que pe�a o que quiser, senhor.
N�o vai haver refor�os.
Que fa�a melhor uso do que tem.
Quanto menor o grupo, maior a gl�ria.
Cavalheiros, onde ia eu?
Bickerstaff, Bickerstaff! Quem est� ai?
Bickerstaff!
Bickerstaff, seu miser�vel!
Onde est�s? Vem j� at� aqui.
Bickerstaff. Vem...
Oh, Cristo. Nem imaginas como fico contente em ver-te.
O que est�s a fazer, homem?
- Sou eu! - Eu sei quem �, coronel.
Reconhecia-o em qualquer lugar.
Mudaste de saia como uma rameira qualquer, eu sei.
Espera!
Shadrach, espera.
Olha, trago not�cias, trago not�cias para o general Simmerson.
Ter�s ent�o que ficar com elas, n�o �?
Os meus olhos. Meus olhos.
Estupor.
Este � meu.
Fogo!
Sharpe, larga-o. Sharpe, larga-o.
J� disse para o largares.
Foi este o estupor que nos levou a ser chicoteados, senhor.
N�o quero saber! Mant�m-no vivo. Pode vir a ser �til.
O general Simmerson foi informado do pedido.
Ent�o, onde estavam os refor�os coronel? Porque n�o vieram?
Bem, McRae, est� feito?
Lamento informar, senhor, que o nosso ataque foi em v�o,
com grandes perdas.
Bem, sempre disse que um ataque nocturno era um disparate.
Tratamos deste problema pela manh�.
Sei, Senhor Henry,
que enviou um mensageiro a Agra para pedir refor�os e instru��es adicionais.
- General Burroughs, senhor. - Penso que seria bom,
ir tamb�m para acompanhar o andamento do pedido.
O meu lugar � aqui, a seu lado,
para o caso de voltar a ter febre.
Tinha pensado, Sr. Henry, em dispensar a sua inf�mia.
Mas visto estar determinado a provar
ser est�pido e teimoso como um burro, permita-me a sinceridade.
N�o tenho o desejo de morrer ao lado de um parvo como o senhor.
Corra, senhor.
Andor.
Ponha-se a andar!
Fez do Bickerstaff prisioneiro,
junto com uma d�zia dos nossos rapazes.
A nossa �nica esperan�a � que esse estupor morra,
ou ent�o que lhe tenhas dado cabo do c�rebro.
Pois vai denunciar-nos, � primeira hip�tese que tenha.
Eu sei. Que grande alhada.
- Araque. - O ataque do Simmersors falhou.
Os homens de Khande Rao ainda controlam as matas.
O Gudin vai propor medalha para mim pelo meu papel na vit�ria.
Bem! Afinal n�o foi uma noite totalmente em v�o.
- Desapareceram? - Procurei em todo lado, senhor.
Al�m dos mortos de ontem � noite
o local est� livre de for�as inimigas.
Major Stokes, traga o canh�o e inicie a ac��o contra a fortifica��o ocidental.
Sim. Muito bem, senhor.
Enviaram mais homens para proteger a mina.
Quanto tempo pensas que o muro exterior vai aguentar?
N�o � para aguentar.
� para ir abaixo.
Deus sabe, que n�o h� melhor, para um ex�rcito invasor, que uma boa brecha.
Excepto, quando os rapazes atravessarem aquela passagem.
Sim, e o Dodd vai estar � espera para rebentar a mina.
Aquela passagem ser� uma carnificina.
� longa e larga o suficiente para liquidar metade de um ex�rcito.
Tens que fazer o que eu n�o consegui, Pat.
Tens de conseguir passar a informa��o ao Simmerson.
Diz para ter cuidado com a zona ocidental
Sim, tudo muito certo, mas os port�es est�o fechados.
Temos que arranjar maneira de os abrir, n�o �? Anda.
Prisioneiros Ingleses o vosso Rei e General tra�ram-vos.
Mandaram-vos roubar as riquezas, de uma terra que n�o vos pertence!
Por isso v�o ter a vossa recompensa.
Coronel Gutin, miseric�rdia! N�o consegue fazer nada por eles?
S�o soldados! Como voc�!
Isto � contra as regras da Guerra, meu coronel. Eu sei, Bonnet.
N�o! Esperem!
Sei quem s�o os traidores aqui, eu sei!
Tirem estes estupores daqui!
Ou�a, quer ouvir?
H� um traidor nas suas fileiras, um oficial brit�nico.
Espera.
Espera.
Que queres dizer com, "oficial brit�nico"?
Coronel, ele �.
O ex�rcito informou que ele voltou a Agra, mas n�o voltou, ou n�o?
Porque ele est� aqui.
Porque o vi ontem � noite com os meus pr�prios olhos.
Vestido com uma t�nica tal como eles.
Quem viu afinal? Qual � o nome dele.
Digo se prometer salvar-me a vida, senhor.
O nome dele!
Assim est� melhor.
J� pareces, novamente, um soldado.
Pelo menos, os do nosso lado, n�o v�o disparar.
- Est�s pronto? - Sim.
Certo, vamos a isto.
Est�o a pensar deixar-nos, cavalheiros?
Tem que decidir de que lado est�,
coronel Sharpe.
J� chega. Levantem-no.
Levantem-no!
Confiei em si.
� bem parvo, ent�o.
Levem-no para o calabou�o.
- N�o vai matar-nos? - � claro que vou.
Mas, ainda n�o.
Pensaste ser melhor que eu.
Mas subestimaste William Dodd, n�o foi?
Igual aos outros oficiais brit�nicos, predestinado aos privil�gios.
Ou predestinado � mis�ria, Dodd.
Sou igual a todos os outros miser�veis.
Mais uma merda entre grupo.
A s�rio?
Bem, saiba isto, o seu ex�rcito vai ser totalmente destru�do.
E quero que veja a sua aniquila��o.
Quero que veja, Sharpe. Depois mato-o.
Alteza.
Tem sido am�vel, e estou grata por isso.
Mas n�o quero mais palavras de bondade ou conforto.
Est� tudo perdido.
Com o coronel Sharpe foram as nossas esperan�as.
O general Dodd preparou uma armadilha para o ex�rcito do seu pai.
Uma grande mina est� escondida perto do port�o ocidental
que levar� � morte muitos soldados brit�nicos.
Isso � verdade?
Senhora, as minhas l�grimas t�m uma raz�o, mas n�o vejo motivo para as suas.
Pergunta porque me lamento?
Lamento-me porque quando o seu ex�rcito for derrotado,
o general Dodd e a bruxa da Madhuvanthi matam o meu irm�o.
- Ent�o ambas estamos perdidas. - Talvez n�o.
Se fosse ter com o seu pai, e o avisasse da mina?
Faria isso?
Prefiro ver meu irm�o vivo sob a governa��o brit�nica
do que morto �s m�os de um traidor.
Alteza, pela sua coragem, corre o risco
de meu pai n�o a receber, nem de acreditar no que tem a dizer.
� por isso que aqui vim.
Pensei, em oferecer algumas palavras, ou mem�rias,
como um sinal de confian�a que existe entre n�s,
assim, talvez n�o me ignore t�o depressa.
N�o posso concordar mais, Alteza.
O que me trouxe foi mais do que esperan�a.
Algo que, nesta situa��o, n�o ousaria sonhar.
Ent�o, menina.
Onde pensa que vai?
Que motivo ter�s, para sair de Ferraghur na v�spera de uma batalha?
Responde.
Talvez um chicote fa�a essa l�ngua cantar.
N�o ias atrever a erguer a m�o a uma princesa.
Quando o meu irm�o souber disto...
� pena.
Penso que sua Alteza tenha visto o seu �ltimo p�r-do-sol.
Meu Deus, um muro interior.
Pelo aspecto, foi constru�do h� pouco.
Achas que pode ser deitado abaixo, Stokes?
Barro fresco, senhor.
Nem as minhas armas nem as trombetas de Joshua o far�o cair.
Para j�, vamos ignorar e pensar apenas no muro exterior.
Capture as ameias e ganharemos o comando do forte.
Coronel McRae,
tenha o nosso destacamento de risco preparado para avan�ar � minha ordem.
Sim, senhor. Estaremos prontos.
A� tens.
� o meu primeiro charuto, senhor.
Quando voltares, procura-me que eu dou-te outro.
- Cumpre o teu dever, rapaz. - Sempre, senhor.
Destacamento de risco, ergue-te de novo!
Destacamento de risco marcha!
Em frente, marcha!
Que Deus os proteja.
Sargento Bickerstaff,
Prometi aos espi�es brit�nicos um espect�culo.
Fa�a os "jettis" de sua Alteza ir busc�-los ao calabou�o.
Muito bem, senhor.
Fico grato, senhor,
por dar-me oportunidade de provar a minha lealdade.
J� provou.
Como modelo de ego�smo, at� a mim me deixa ficar mal.
Senhor.
O que est�s a fazer?
Destacamento de risco em frente!
Oh, Deus todo-poderoso.
Sa�ram da toca...
N�o � a nossa noite, Pat.
V� l� rapazes. Tr�s para um?
As probabilidades s�o desfavor�veis, n�o �?
Nada justos, n�o achas?
Shadrach?
� uma competi��o desigual.
V� l�, Pat.
V� l�, vamos mostrar-Ihes como �.
Sharpe!
Mata-o. Mata-o!
"Bem, pessoal", escolheram outra forma de morrer, certo?
- O que � isto? - "Uma alian�a bonita, certo?"
Vais precisar disto, acho eu.
- Coronel Gudin. - N�o fique t�o admirado.
Tem de haver regras, n�o? At� na guerra.
Estou ao seu dispor.
Contente por t�-lo, coronel. Encontrem a C�lia Burroughs.
Mantenham-na a salvo. E se conseguirem, tirem-na de Ferraghur.
- E o senhor? - Temos um ex�rcito para salvar.
"Boa sorte".
O Sharpe e o Harper fugiram.
Os franceses est�o a ajud�-los.
- Tra�ram-nos. - Alteza, n�o tem import�ncia.
"Boa noite madame". Venho pela parte do Sharpe.
E do Shadrach Bickerstaff.
Coronel.
Des�gnios da guerra, senhora.
Vamos l� rapazes!
Cessar fogo! Cessar fogo!
Deixem-nos vir.
- Senhor, est�o a retirar-se. - Venha!
S� isto?
Acho que n�o.
Esperem.
Esperem.
Merda.
- Cristo. - Demasiado cedo.
Fizeram explodir muito cedo.
Quem ordenou para rebentar a mina?
Quem?
De p�, tropas. Avan�ar!
Chegou a hora, rapazes!
Avan�ar!
Temos que ir. Temos que ir agora!
Avan�ar!
Harper? Oh, n�o.
N�o, n�o, Pat!
Pat?
Pat!
J� est�?
Est� feito.
Deus.
Vais ficar bem. S�o nossos rapazes.
Onde vais?
Tenho contas a ajustar.
Sou o Raj� de Ferraghur.
Porque n�o ataca?
N�o ouve?
Sou o Raj� de Ferraghur.
� uma crian�a.
E eu n�o sou um assassino.
Tirem o mi�do daqui, senhor.
Ent�o, "paddy"?
Onde �amos?
D� cumprimentos ao Sr. Mack.
Depressa! Apanha!
- Tens que me levar contigo. - Porqu�? N�o significas nada para mim.
E o amor, William?
Amor? Por uma prostituta?
Voltem! Voltem, raios!
Tenente Dodd.
Reduziu-se a isto.
Apesar de todos os seus sonhos de realeza,
n�o passas de um ladr�o vulgar.
Tal como em Chasalgaon,
s� que na altura foram apenas os sal�rios dos soldados.
Agora � o tesouro real.
Que sabes tu acerca de Chasalgaon?
Sei tudo sobre Chasalgaon, tenente Dodd.
� claro que tinha que saber.
- Estava l�. - N�o deixei ningu�m vivo.
Deixaste um.
Um sargento ingl�s.
N�o vou cometer o mesmo erro novamente.
Bem, a� tens o teu trono.
Qual � a sensa��o, Vossa Majestade?
Pat!
- Mohan Singh.
Lamento ter de ir t�o cedo, coronel.
Gostava de o ter conhecido melhor.
Vai ter essa oportunidade. Descanse.
Est� tudo bem, coronel.
N�o tenho medo.
N�o � a primeira vez que morro, e n�o ser� a �ltima.
Acabamos sempre por voltar a viver, sabia.
Sim, eu sei.
Antes de ir, coronel,
queria o seu perd�o
pela minha indelicadeza.
N�o estou a ver.
Quando nos conhecemos, chamei-Ihe o inimigo do meu inimigo.
Um mal necess�rio.
- Foram apenas palavras. - Palavras,
muito mal escolhidas.
N�o foi correcto da minha parte.
E espero...
Espero que possamos ser, a partir de agora, amigos.
Sim, mas na minha mente,
nunca fomos outra coisa.
Pap�!
Richard.
Vai deixar-nos, coronel Sharpe?
Sim, senhora.
A princesa Lalima disse-me que talvez o consegu�ssemos convencer a ficar
para orientar o treino dos soldados do seu irm�o.
N�o ouviu?
O Khande Rao vai ser condecorado pela Companhia.
E um "jagir" (pequeno territ�rio) pindari vital�cio.
E o que � que a Companhia recebe pelo investimento?
A assinatura do Raj� para um novo tratado de paz
e 5000 das suas tropas para o 3� Ex�rcito.
Estava aqui a pensar
pelo menos desta vez a guerra n�o foi para fazer dos ricos ainda mais ricos.
Como � que soaria "General Sharpe"?
Sem querer faltar ao respeito a seu pai, senhora,
mas acho que este local j� conheceu demasiados generais.
H� alguma coisa que possa dizer para convenc�-lo a ficar?
Vim para �ndia � procura de um amigo.
Foi sempre essa a minha miss�o.
- Agora que o fiz... - C�lia.
N�o vamos fazer o general esperar, senhora.
N�o est�o muito interessados nisso.
Adeus, Richard e que Deus te acompanhe.
Bem, vamos embora ou n�o?
Sim, j� vamos.
- Vamos. - Vamos.
Sincroniza��o e revis�o por: Lucile_7
Tradu��o para o portugu�s (Portugal): DrPoe - XXIII Mai MMVI
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