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Havia uma vez uma fam�lia, que vivia em uma casa grande,
sozinhos, no meio de uma floresta muito grande.
Esta � a mam�e.
Ela era muito bonita.
Todos a amavam, especialmente o tio Harold.
Ele n�o era meu tio de verdade. Faz�amos de conta que era.
A mam�e fazia todos rirem, porque ela era muito feliz.
Ent�o, havia o papai, que era muito bonito e gentil.
Todos gostavam dele.
E por fim, devido ser a mais jovem, havia a Susan.
Ela n�o tinha irm�os... e ficava muito tempo sozinha.
Ela n�o se importava, pois tinha sua pr�pria casa na floresta.
Seu pai construiu para ela, quando ela era bem pequena.
�s vezes, quando seus pais recebiam convidados,
Susan ia para l� e fazia o que mais gostava.
Voc� se mexeu de novo, Tim.
Se continuar fazendo isso, eu nunca terminarei seu retrato.
Agora fiquem parados, todos voc�s!
Ol�! Quer que eu fa�a o seu retrato?
N�o terminei este, mas certamente eles n�o se incomodar�o.
Quem �?
N�o consigo ver com o reflexo do sol.
Quem �?
Quem � voc�?
TRAMA DIAB�LICA
AEROPORTO INTERNACIONAL DE SAN FRANCISCO
Ainda n�o entendi por que n�o me deixou ir � Su��a ver voc�.
Poder�amos viajar algumas semanas pela Europa.
Eu teria adorado,
mas o Dr. Schweitzman disse que era melhor eu ir sozinha.
Ainda acho que devia ter ido busc�-la.
M�e, voc� se preocupa demais.
Eu sei, mas � s� porque te amo e quero cuidar de voc�.
Eu tamb�m te amo.
Como est�o todos em casa?
Bem. Dei aos empregados algumas semanas de descanso.
Me pareceu uma boa ideia ficarmos s�s neste curto tempo.
Harold nos far� de empregadas.
Nem pensar.
- Como ele est�? - Bem.
Ele continua bebendo?
Como sabia que ele estava bebendo?
Lembro do ver�o passado,
quando voc�s dois me visitaram na cl�nica.
Eu n�o me lembro. O papai bebia?
Ele bebia, mas conseguia se controlar.
M�e, por que se casou com o Harold?
Depois que seu pai morreu, voc� n�o estava e...
N�o sei, me senti sozinha, acho. Harold era muito gentil.
N�o � a base perfeita para um casamento, n�o �?
- Mas ele ama voc�. - Isso sim.
Mas j� chega de Harold, o importante � voc�.
Vou engordar voc� e te comprar muitas roupas bonitas.
Querida, � maravilhoso ter voc� em casa!
- O nome dele � John, se esqueceu. - M�e...
John! Como � maravilhoso v�-lo de novo.
- Bem-vinda em casa, Srta. Susan. - Obrigada.
- � t�o bom estar em casa. - N�o tem sido a mesma desde...
Sem voc� aqui. Srta. Jennings.
Dei o quarto azul � Susan. Poderia levar suas malas?
Agora mesmo.
Ele vive correndo desde que eu contei que voc� voltaria.
Voc� deve estar exausta.
S� preciso descansar um pouco.
Bem...
Parece menor, de alguma forma.
Est� do mesmo tamanho, eu garanto.
Ent�o voc� est� de volta.
Eu disse: "Ent�o voc� est� de volta".
Ol�, Harold.
Minha querida.
Ela n�o parece maravilhosa?
Ela parece...
mais velha.
- Eu estou velha. - Eu tamb�m.
Uma vida toda mais velha.
E estou mais s�bio.
Voc� quer uma bebida?
N�o, obrigada.
Ent�o, n�o se importar� se eu...
Senhoritas.
Levarei voc� ao seu quarto.
Eu n�o te dei seu antigo quarto, pois poderia trazer m�s lembran�as.
N�o h� m�s lembran�as, m�e.
Eu ia...
- O qu�? - N�o importa.
Sim, importa. N�s devemos dizer tudo.
Eu ia demolir a casa de jogo.
Falei ao Dr. Schweitzman e ele disse para n�o fazer.
S�o seus produtos de higiene?
Eu sei. Ela faz parte do seu projeto de reabilita��o para Susan Wilcox.
- Espero que ele saiba o que faz. - Eu o conhe�o h� muito tempo.
- Ele restaurou minha sanidade. - Querida, voc� n�o estava louca.
Voc� sofreu um choque.
M�e, eu era catat�nica. Eu n�o falei por dois anos,
e eu gritava intensamente sempre que algu�m se aproximava.
Susan, n�o, por favor.
O Dr. Schweitzman disse que n�o � t�o improv�vel...
que eu n�o me lembre do homem que me atacou.
Ele diz que minha incapacidade em reconhecer pode ser emocional.
Eu n�o queria que voltasse.
Quer dizer, sim, eu queria, mas n�o me pareceu uma boa ideia...
Eu sei, ele me disse.
Mas... aqui estou eu.
Ter� que ver o lado positivo da minha presen�a.
Querida, eu te amo e estou feliz por voc� estar em casa!
Vou acabar borrando a maquiagem. O que voc� quer fazer?
Quero um banho demorado e descansar.
- Te acordo pro jantar? - Se estou dormindo, n�o, por favor.
Que diferen�a faz a hora?
Posso tolerar que beba,
mas n�o que fique b�bado na frente da minha filha.
- Aonde est� indo? - Por que se importa?
Harold saiu em viagem de neg�cios por alguns dias.
Ele me disse para pedir desculpas por n�o dizer adeus.
- Foi muito repentino, n�o �? - Acontece.
Agora... o que quer fazer hoje?
Bem, eu pensei em dar uma volta e ler um pouco.
- N�o leia muito de uma vez. - M�e, n�o lerei.
Se precisar de mim, querida, estarei aqui lendo.
At� mais tarde.
Bom dia, John.
Bom dia, Srta. Susan. Dormiu bem � noite?
Sim, obrigada. Suas rosas est�o muito belas.
S�o as favoritas da sua m�e.
Srta. Susan.
Obrigada.
De nada. Agora, se me der licen�a, � melhor eu continuar o trabalho.
Tudo bem.
- Quem �? - Quem est� a�?
- Quem � voc�? - Quem � voc�?
Susan! O que foi?
- O que foi? - Um homem me seguia na floresta.
- Quem? - N�o sei, eu o chamei, mas...
Voc� o viu?
N�o, mas ele estava l�.
Querida, voc� est� bem?
Sim.
Deve ter sido s� algu�m que veio da estrada principal.
Provavelmente.
Voc� teve not�cias do Harold?
N�o, n�o tive.
Pode me ajudar a arrumar a cama?
Ele n�o costuma telefonar quando viaja?
Ele geralmente n�o viaja.
Por que o s�bito interesse... em Harold?
Ele � o meu padrasto.
Tecnicamente. De qualquer forma, n�o soube dele e n�o espero saber.
Por qu�?
N�s...
n�o temos nos dado bem ultimamente.
Por que n�o?
Eu n�o sei.
Talvez seja porque nenhum de n�s se esfor�a.
� como se n�o pud�ssemos nos comunicar.
Sabe...
no in�cio pensei que fosse o Harold na floresta hoje.
Harold?
Eu n�o sei por qu�...
Susan, tem certeza de que havia algu�m l�?
M�e, eu escutei algu�m.
Sim, mas n�o poderia ser o vento na mata, um animal...
ou talvez a sua imagina��o?
N�o, havia algu�m l�. Eu sei.
Claro, � o que voc� pensa.
Susan, voc� disse esta manh� que talvez tenha sido
algu�m passando, que veio da estrada principal.
Sim.
N�o se pode chegar � floresta pela estrada principal.
Quem est� a�?
Quem est� a�?
Harold?
N�o!
- N�o! Me solte! - Relaxe! N�o!
Calma! N�o h� nada para se preocupar.
- Quem � voc�? - O Dr. Lomas.
Michael?
Acho que n�o se lembra.
Eu costumava vir �s festas dos seus pais.
Sua m�e me chamou. Agora ficar� tudo bem.
Harold.
O que tem o Harold?
Olhe, fique calma.
Eu vi...
O que voc� viu?
Nada.
Sua m�e est� preocupada com voc�. Ela pode entrar?
Sim.
Ela est� bem.
Querida, o que houve?
Eu ouvi os gritos, entrei e vi voc� no ch�o do banheiro.
Eu escorreguei e bati a cabe�a.
Ela ficar� bem?
Ela ficar� bem. Foi s� um golpe na cabe�a.
Venha me ver amanh�, n�o subestime a chance de trauma.
Fique, eu posso ir sozinho.
Gostaria de falar com voc�. Eu j� venho, querida.
Falei com o Dr. Schweitzman ontem � noite.
Mesmo? Por qu�?
A sua m�e me pediu.
Ela est� muito preocupada com voc�.
Eu bati a cabe�a, n�o era necess�rio ligar pra Su��a.
- Como bateu a cabe�a? - Esbarrei na porta.
Para ter um golpe assim, precisava estar a toda velocidade.
Algo assustou voc�.
N�o.
Sim. Voc� viu algo no banheiro.
Ia me dizer ontem � noite. O que foi?
Nada.
Posso ir agora?
Claro.
N�o h� nenhum problema com voc�.
Me ponha com Miriam Jennings, por favor.
Bom dia, querida. Voc� n�o me ouviu bater?
M�e...
havia um homem no jardim ontem � noite.
Tenho certeza que o vi.
Por que n�o me chamou?
Eu ia fazer isso...
mas quando olhei de novo, havia sumido.
� a segunda vez que voc� pensa que viu algu�m.
Susan...
acho que devemos considerar se esta coisa foi uma boa ideia.
- Que coisa? - Sua volta para casa.
Escute...
sei o que o Dr. Schweitzman disse, mas talvez ele se equivocou.
Falei com o Dr. Lomas e ele concorda comigo.
M�e, ele me conhece s� h� dez minutos.
Vejo o Dr. Schweitzman desde aos sete anos.
Eu sei, mas talvez seja necess�rio algu�m n�o t�o envolvido.
Est� sugerindo que eu v� embora?
E ir pra onde? Su��a?
N�o, podemos ir aonde voc� preferir.
Nova York, Hava�, M�xico.
Podemos at� viajar pelo mundo. Seria bom para n�s duas!
M�e...
precisa entender que trabalhei por sete anos
para chegar a esse est�gio.
Se eu sair agora, nunca poderei voltar.
Esta � minha �nica chance.
Por favor.
Tudo bem.
Terei que me contentar com San Francisco. Se arrume.
M�e, eu preferiria n�o fazer isso.
- Susan, temos que ir �s compras. - V� voc�, meu tamanho � 38.
N�o irei sem voc� e n�o a deixarei aqui sozinha o dia todo.
Se est� preocupada com isso, v� e o John pode ficar.
- Susan! - N�o...
Voc� n�o precisa se preocupar, agora v�.
- Tem certeza que vai ficar bem? - M�e!
Voltarei o quanto antes.
- Tchau. - Tchau.
- Bom dia, Srta. Susan. - Bom dia, John.
- � um lindo dia. - Sim.
- Aonde est� indo com a arma? - � floresta.
H� uma raposa que est� matando todos os fais�es. Vou atirar nela.
N�o fa�a isso.
Ela est� matando os filhotes.
Por favor, ao menos por hoje.
� claro, se � isso que voc� quer.
John, h� quanto tempo voc� est� conosco?
Deve fazer 18 anos, agora.
Eu vim trabalhar para o seu pai. Me lembro quando voc� era crian�a.
Eu carregava voc� nos meus ombros, ao redor do jardim.
Voc� sempre ria com isso.
Era uma casa feliz... naqueles dias.
Por que voc� ficou quando ele morreu?
Sua m�e precisava de mim.
Este � um lugar grande, e ela n�o podia cuidar sozinha.
H� o Harold.
N�o quero ser desrespeitoso...
mas n�o acho que ele gosta deste lugar tanto quanto sua m�e.
Ele dava como certo que seria vendido.
Seria uma ideia t�o ruim assim?
Srta. Susan...
isso � algo com que n�o se brinca.
Voc� deveria ter orgulho por morar em uma casa dessas, Srta. Susan.
Muito orgulho.
- Aqui � o John. - John, � a Susan.
Sim, Srta. Susan?
Minha m�e disse que horas ela voltaria?
N�o, n�o disse.
Ela tinha planos para o jantar?
Sim, ela disse que havia frios e salada na geladeira.
Est� bem, obrigada.
John! Me ajude!
- Ele estava sentado... e morto! - Quem?
O que est� havendo? Srta. Susan, quem?
Voc� tem que vir!
Eu o vi duas vezes...
e nas duas vezes ele estava morto.
O que a faz pensar que ele estava morto?
Estava morto, eu vi.
N�o era o homem da floresta?
N�o. Eu n�o o vi, mas sabia que ele estava l�.
E havia algu�m na casa.
Quem?
Eu n�o cheguei a ver...
s� o ouvi respirar.
Respirar?
Era igual a...
Igual a qu�?
Quando eu era menina.
- O dia em que foi atacada? - Sim.
Bem, o que isso te diz?
O qu�?
Voc� est� de volta onde tudo aconteceu...
e tudo ao seu redor, tudo...
deve... estimular as suas mem�rias.
Inconscientemente voc� revive o momento.
Est� dizendo que eu imagino todas essas coisas?
Eu n�o sou psiquiatra.
S� estou pedindo que seja l�gica.
Voc� viu Harold morto na banheira e ele sumiu.
Ent�o voc� o viu morto no carro e ele sumiu novamente. H� l�gica?
Estou sugerindo...
que talvez Harold tomou o lugar de seu pai ao casar-se com Miriam.
Talvez o seu subconsciente rejeite esta ideia.
Talvez, a tal ponto, que queira ver Harold como quem a estuprou.
Deseja que Harold esteja morto.
Consideraria, ao menos, a possibilidade?
- Obrigada, doutor. - Susan...
Isso levar� tempo.
Venha me ver quando quiser.
Mesmo que seja meu dia de folga.
Susan, onde estava? Procurei voc� em todos os lugares.
- Fui dar uma volta. - Deveria ter avisado.
- Me desesperei! - Desculpe, m�e.
- Est� bem mesmo? - Sim.
Voltarei � cozinha. Estou fazendo hamb�rgueres e feij�es cozidos.
- Posso ajudar? - Nem tente, a cozinha � um caos.
Com licen�a, senhora, eu pensei em ir � floresta.
Aquela raposa ainda est� livre.
Eu vou com voc�.
Bem, eu n�o poderei atirar muito com voc� por perto.
Eu sei, e por isso vou com voc�.
Volte com apetite, h� hamb�rgueres de sobra!
Sua m�e se preocupa com voc�.
Ela � uma mulher encantadora.
E ela te ama muito.
Eu sei, mas �s vezes ela me trata como se eu ainda tivesse 12 anos.
Mas voc� esteve doente, e ela n�o quer que corra riscos.
John, vamos por aqui.
- N�o, Srta., a sua m�e... - Por favor, vamos.
- Esteve aqui naquele dia, certo? - Que dia?
No dia em que fui atacada.
Por favor, senhorita. Sim.
Me fale sobre isso.
Prefiro n�o fazer isso. A sua m�e...
Minha m�e disse que aconte�a o que acontecer,
n�o lembre a Susan do dia em que ela foi estuprada.
Por favor, senhorita.
Mas voc� n�o entende?
Eu quero ser lembrada. Esta � a raz�o pela qual eu voltei.
Foi voc� quem me encontrou, certo?
Sim.
O seu pai me chamou.
Voc� desapareceu da festa e ele estava preocupado.
Ele me pediu para procur�-la.
Eu encontrei voc� aqui.
Isso � tudo?
Isso � tudo.
Eu a levei de volta para a casa. Nem sabia se voc� ainda respirava.
Voc� saiu de casa na mesma noite... e eu n�o a vi de novo.
At� o dia seguinte.
Voc� viu Harold naquele dia?
Ele estava na festa.
Eu sei disso! Mas voc� o viu l�?
Ele estava l�.
Srta. Susan.
Srta. Susan?
Por favor, senhorita.
Se afaste daqui.
Eu fui at� a casa de bonecas hoje.
Voc� fez o qu�?
Minhas bonecas ainda est�o l�.
Voc� entrou?
Querida, por que se atormentar?
N�o, estou feliz por ter ido l�.
Eu estive l� e s� senti uma esp�cie de interesse objetivo.
Isso � muito bom. Significa que o Dr. Schweitzman tinha raz�o.
Querida, talvez o Dr. Schweitzman esteja certo
em fazer voc� visitar este lugar, com todas as mem�rias...
mas n�o tenho tanta certeza.
Mas, m�e, eu disse como me senti. Sei que estou me sentindo melhor.
Est� bem...
Mas se est� mesmo melhor...
como explica as alucina��es que voc� tem tido?
Eu entendo que...
talvez tenha visto algu�m na floresta ou no jardim.
N�o � prov�vel, mas � poss�vel. Mas como explica as outras coisas?
De ver Harold morto no banheiro e no carro...
e essa fixa��o de que algu�m a segue pela casa � noite.
- O Dr. Lomas falou com voc�. - � claro que sim!
Ele n�o deveria!
No fim das contas, sou sua m�e.
- Ainda assim, n�o devia ter falado. - Mas ele falou.
E eu s� mencionei porque estou muito preocupada com voc�.
M�e, n�o lhe ocorreu que, talvez, eu n�o imagino essas coisas?
Claro que sim, eu...
Al�.
Sim, Harold.
Bem, esque�amos este assunto.
Harold...
Susan est� aqui. Poderia falar com ela, por favor?
Fale com o Harold.
Al�?
Ol�, Susan, voc� est� bem?
Estou bem, obrigada.
Amanh� estarei em casa. Ponha sua m�e ao telefone.
Sim, est� bem.
Sim.
N�o, eu vou buscar voc�.
Certo, adeus.
Amanh� iremos busc�-lo no aeroporto.
Harold chega em casa amanh�.
Sim, eu sei.
Ele me disse.
Susan, voc� est� pronta?
Querida, n�o est� vestida! O avi�o de Harold chega em menos de 1h.
- Eu n�o vou, m�e. - Ent�o, eu tamb�m n�o.
- Vou mandar o John. - N�o. J� causei muitos problemas.
- Susan... - V� ou ir� se atrasar.
- Certo, viremos direto pra casa. - Est� bem, adeus.
Al�?
Ol�, Dr. Lomas.
N�o, ela acabou de sair para o aeroporto.
O qu�?
Sim...
Est� bem.
Susan!
Susan!
Susan!
Susan!
Susan!
N�o!
Miriam...
Harold est� morto.
Meu Deus!
Minha pobre menininha...
Minha pobre menininha...
Ela n�o pode ouvi-la. Est� em choque profundo.
N�o pode fazer alguma coisa?
Eu... vou lev�-la ao hospital
e depois, devo comunicar � pol�cia.
� pol�cia? Por qu�?
Porque houve um assassinato.
Sim, mas ela...
Miriam, a pol�cia precisa saber.
Tentarei fazer tudo o mais simples poss�vel.
O que far�o com ela?
Avisarei voc� assim que eu souber.
Tenho certeza que a enviar�o ao Dr. Schweitzman, para tratamento.
- N�o, n�o! - Miriam, por favor, deixe-a.
Deixe-a.
Sim.
Onde est�?
Agora, John... o que voc� far� com isso?
Cortarei em peda�os, e ent�o queimarei.
- Do jeito que voc� disse. - Bom.
- Agora? - Quanto antes, melhor.
Sra. Jennings, tudo ficar� bem?
N�o se preocupe, John. Tudo n�o saiu como eu prometi?
Quando voc� assustou a Susan, ela foi para a casa de bonecas.
Ela encontrou a sua arma, como planejamos.
E quando eu trouxe Harold para casa, o Dr. Lomas estava aqui.
Foi melhor ainda.
- Michael, que agrad�vel surpresa! - Miriam, eu liguei para Susan
e a senti alterada, ent�o vim v�-la, mas n�o consigo ach�-la.
Olhou na casa de ver�o? Harold, poderia ir?
Michael, venha comigo.
Quando terminar com isso, venha at� a casa.
Quero falar com voc�.
Nada mudou, voc� entende isso?
Sim, Sra. Jennings.
A �nica diferen�a � que agora voc� e eu estamos garantidos.
Susan passar� o resto da sua vida na Su��a.
Ela nunca mais voltar� aqui.
E a casa?
Tudo ficar� exatamente como est�.
Ningu�m poder� fazer nada.
Susan nunca estar� em condi��es de herdar nada.
E a casa...
� toda minha agora.
A confian�a continuar� cobrando por sua manuten��o,
como feito no passado.
Est� claro?
Sim, senhora.
- Sra. Jennings. - Sim?
- A Srta. Susan. - O que tem ela?
Ela vai ficar bem?
Est� preocupado?
Sim, eu estou.
Eu realmente gostava da Srta. Susan.
O suficiente para atac�-la quando ela tinha 13 anos?
Voc� disse que n�o falaria disso!
Eu n�o disse nada nos �ltimos sete anos, certo?
Sim, senhora.
E posso me calar por mais sete anos, a menos...
que voc� me d� raz�es para o contr�rio.
Eu n�o farei isso.
Claro que n�o far�.
E, respondendo a sua pergunta, sim, a Srta. Susan est� bem.
Ela estava feliz na Su��a e agora tamb�m ficar�.
Ele n�o devia ter feito isso.
Quem?
O pai dela.
Deixar tudo para ela, como ele fez.
- Se n�o tivesse... - Mas ele fez, John.
Eu amava aquele homem.
Eu realmente o amava. Eu dei a ele tudo o que tinha.
Ele era toda a minha exist�ncia e era assim que eu queria.
Ele foi o �nico que significou algo para mim.
E n�s �ramos felizes. N�s �ramos t�o, t�o felizes...
At� Susan vir.
Quando ela nasceu, eu n�o existia mais para ele.
Era "Susan isso, Susan aquilo"!
Eu n�o sabia que era poss�vel uma m�e ficar com ci�mes da filha.
E naquele dia, na casa de ver�o...
fiquei feliz pelo que houve � minha pr�pria filha,
eu fiquei feliz!
Por Deus, eu a odiava!
Voc� pode ir, John.
Sim, senhora.
Obrigado.
- Al�. - Ol�, Miriam?
- Quem fala? - Voc� n�o sabe?
- Quem fala? - � o Harold.
Sentiu saudades?
Quem fala?
� o Harold.
John?
N�o � o John, minha querida. O seu marido.
E chegarei em casa muito em breve.
- Sra. Jennings... - Que diabos pensa estar fazendo?
Desculpe, eu n�o...
N�o diga que n�o era voc� ao telefone!
- N�o, n�o era eu... - Voc� � um mentiroso! Suma!
Suma!
- Al�. - Ol�, Miriam.
- Ou�a, se voc� n�o... - Olhe pela janela.
- Falei para destruir o boneco! - Sim, senhora, eu fiz.
- � um mentiroso! - N�o, eu ia queim�-lo pela manh�.
Voc� fez dois! Como ousa me desobedecer?
- Sra. Jennings, eu n�o... - Quero que suma daqui!
Pegue suas coisas e saia daqui amanh� na primeira hora!
Deixar esta casa?
- Para onde eu vou? - Eu n�o dou a m�nima!
Se n�o sair at� o meio-dia, eu chamo a pol�cia.
Mas eu n�o fiz nada.
Atacou uma menina de treze anos de idade.
Prometeu n�o contar a ningu�m.
Ainda assim, n�o pode chamar a pol�cia...
n�o depois do que fez.
- O que eu fiz? - Matou o Sr. Harold.
N�o, John, eu n�o matei ningu�m.
Susan matou o Harold.
Ela foi guiada por voc�.
Mas foi ideia sua. Eu apenas fiz o que voc� me disse.
John, quem acreditaria em voc�?
Eu sou a m�e dela.
Voc� tem at� o meio-dia.
Sim.
Aqui � o John.
Estou indo embora.
Quando achar um lugar para morar, pegarei o resto das minhas coisas.
N�o dou a m�nima para o que far�!
Quem est� a�?
Estamos sozinhos agora, Miriam. S� voc� e eu.
Quem est� a�?
Quem est� a�?
Telefonista...
Telefonista, entre em contato com...
Quem est� a�?
Quem est� a�?
Eu sei que tem algu�m aqui! Apare�a!
Apare�a!
Eu sei que tem algu�m aqui! Apare�a!
Sra. Jennings?
N�o!
Voc� est� morto!
Voc� est� morto!
A Susan te matou!
Eu fiz a Susan te matar!
Eu fiz a Susan te matar!
Voc� est� morto!
Voc� est� morto!
Meu Deus!
Harold e eu sab�amos que tramavam, mas n�o sab�amos o qu�.
Quando John deixou sua arma na casa de bonecas, tivemos uma ideia.
Eu o conhe�o h� anos. Ele nunca seria t�o descuidado...
com uma arma carregada.
Por que n�o nos chamou na hora?
E dizer o qu�? Que John deixou a arma
para Susan convenientemente encontr�-la e atirar em mim?
Quando Miriam foi ao aeroporto, liguei para Susan
e contei que falei com Harold e sobre o que suspeit�vamos.
Ent�o, substitu�mos as balas da arma por festim e continuamos a farsa.
E Susan?
Quando soube que acredit�vamos nela, e que n�o estava alucinando,
ela concordou em seguir com o plano.
Obviamente, o tiro em John n�o estava planejado.
S� quer�amos assustar Miriam para que falasse a verdade.
Ficar� tudo bem agora?
Claro.
Foi um grande choque, mas... pelo menos, isso � real.
Isso � algo que sua mente pode enfrentar.
Por que voc� n�o morreu?
Tradu��o e legendas: willy_br
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