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Original subtitles

O papo hoje é cimentação,

pode ser coroa, onlay, overlay,

pode ser de resina cerâmica, pode ser

sobre dentro, sobre

implante, não importa.

Eu quero dar uma dica para te ajudar

ainda mais na

cimentação aí no seu consultório...

Primeira coisa eu quero falar com você,

Primeira coisa eu quero falar com você,

deixa muito bem claro que é o seguinte,

tem muita gente que me manda

perguntas sobre cimentação,

e geralmente fala assim, ah, eu tenho que

cimentar coroa, que cimenta eu uso.

Ah, eu tenho que cimentar um onlay, que é

o cimento que eu uso.

Ah, é uma zirconia, o que eu vou fazer?

O que realmente eu recebo é uma pergunta

muito pontual sem o

contexto do que está acontecendo.

E quando eu vou escolher não só o

cimento, mas se

precisar também o adesivo,

eu tenho que entender que tanto o que eu

vou cimentar, como aonde eu vou cimentar,

influencia completamente nessas escolhas.

Então a gente precisa

saber exatamente, não só,

que material que é feito essa

restauração, que tipo de restauração é,

mas também como está esse preparo?

Se esse preparo é dentina

exposta, se tem término de esmalte,

se é supra ou

subgengival, tudo isso impacta.

Então, por exemplo, hoje, as nossas

cimentações devem ser adesivas.

A gente tem que procurar

fazer sempre a cimentação adesiva,

é sempre vantajoso, a gente

consegue ter longevidade melhor,

a gente consegue um selamento melhor da

união, da restauração com dente.

Por quê? Porque quando a gente usava

antigamente o fosfato de zinco,

o fosfato de zinco é hidrosolúvel,

ele tem baixa solubilidade, ele é

hidrosolúvel, a água, o a saliva,

por isso é tão importante quando vai

utilizar o fosfato de zinco,

ter um coping imetálico, que a adaptação do

coping metálico no término

é muito superior do que a adaptação de

uma cerâmica ou de resina ainda hoje.

Agora, independente

disso, a cimentação adesiva,

mesmo em casos de coping metálico,

ele consegue melhorar a performance a

longo prazo dessas restaurações.

Então sempre que possível, a gente cria a

capacidade de adesão.

Agora, presta atenção, não esquece o

cimento fosfato de

zinco, ele ainda serve.

Pode esquecer o ionômero modificado por

ionômero modificado,

essas coisas ainda não importam.

Mas o fosfato de

zinco ainda tem indicação,

tanto o fosfato de zinco

como a coroa metálocerâmica.

Quais situações ainda é indicado eles?

No caso de coroa sobre

implântico, sobre munhão,

munhão universal, onde o

preparo está subgenjival,

você não consegue isolar, você precisa

remover o excesso de

uma maneira tranquila,

não pode ficar nenhum

resíduo subgengival.

Então não é indicado

a cimentação adesiva,

nesse caso é indicado a

cimentação com fosfato de zinco.

E a outra situação é no dente onde não é

possível fazer o isolamento absoluto,

onde você não vai ter um

controle total dessa cimentação.

Então o ideal é usar a coroa

metálocerâmica com fosfato de zinco,

porque daí você consegue uma boa

adaptação marginal da tua restauração

e fazer a remoção correta desse excesso.

Quando a gente vai

trabalhar com cimentação adesiva,

e essa tem que ser a nossa preferência,

a gente tem que ter

algumas coisas em mente.

Primeiro, a preferência sempre por

preparar os supragengivais,

porque primeiro para

você trabalhar isolado,

para que você consiga fazer a remoção de

todos esses excessos,

para você ter o controle

total de não só não ter excesso,

mas também para você

não ter nenhuma falha,

para ter um selamento marginal perfeito.

E a outra situação que é muito importante

para o supragengival

é por conta da presença

de uma margem em esmalte,

porque quando você não

tem essa margem de esmalte,

quando a sua margem é em dentina,

o índice de falhas aumenta muito.

Então é importante as

margens dos preparos

com cimentação adesiva sempre que

possivel ser em esmalte.

Agora, para a escolha de cimento adesivo,

a gente vai falar um pouquinho mais.

Deixa eu falar do que

a maioria dos dentistas

acabam utilizando e

muitos acabam perguntando,

que é o tal do cimento

auto-condicionante e auto-adhesivo.

Por exemplo, o U200; Set PP, eu acho que é,

e tem outros de outras

marcas multi-link também,

que você pode ter por aí.

Esses cimentos, por ser

auto-adhesivo e auto-condicionante,

ele não precisaria nem

fazer o uso de ácido fosfórico

e nem a utilização de um adesivo.

Eu acho que esse cimento pegou muito,

e foi muito utilizado pela

forma que ele foi vendido.

Eu vou falar por mim,

mas tenho certeza que você também deve se

identificar com isso.

Muitos anos atrás, eu trabalhava só com

coroa metálo cerâmica

e cimentação com fosfáto de zinco.

E trabalhava muito bem,

não tinha problema nenhum,

só que começou o mercado,

os pacientes a procurar

mais restaurações sem metais,

e daí a gente precisou começar a fazer o

uso de cimentação adesiva,

que não era muito confiável na época,

mas a gente tinha que utilizar.

E o U200, na verdade, ele não era nem do

jeito que era o hoje o clica.

Ele tinha uma pistola, tinha

que colocar também no agitador,

na parte de amalgamador,

a trabalheira para

conseguir usar aquilo lá.

Mas o que acontece?

Ele entrou no mercado como se ele fosse o

fosfato de zinco feito em resina,

onde você conseguiria cimentar qualquer

coisa em qualquer situação,

qualquer hora.

Por exemplo, não importa se era

subgengival, se não era,

a gente utilizava ele

igual ao fosfato de zinco.

A gente fazia aquila

profilaxia no preparo,

passava um ventinho,

colocava dois algodão do lado,

ta sequinho, bota o cimento ali,

polimeriza, tirou excesso e acabou.

Só que essa cimentação não era adequada.

Eu até vou falar um pouquinho da

característica do cimento,

mas ela não era adequada por que?

Porque, por exemplo, o autocondicionante,

ele até funciona malemal, em dentina,

mas não funciona em esmalte.

Quando você tem um término de esmalte,

ou mesmo quando você

tem um núcleo metálico,

isso precisa ser adequado

mesmo para esse tipo de cimento.

Muita gente já vi

falando, utilizar esse cimento,

falando que não precisava

fazer o preparo da peça,

por exemplo, um erro absurdo.

Você tem sim que fazer o

preparo da peça normal.

Então, com esse cimento, você precisava

fazer um condicionamento,

tanto do preparo, onde

você tem término de esmalte,

precisava condicionar esse término de

esmalte, por exemplo,

com ácido fosfórico,

e no caso de um núcleo metálico,

você fazer o jateamento, o silano.

Se você tivesse um

pino de fibra de vidro,

com uma reconstrução de resina,

você tinha que fazer o jateamento,

o uso de silano também,

para você ter uma cimentação adequada com

esse tipo de adesivo,

nesse tipo de substrato.

Em relação à peça, você

também deveria fazer um preparo,

dependendo da peça que você tem ali,

porque ele não

condiciona de maneira adequada,

à peça também.

E daí você tem falhas frequentes,

somado com as

características que não são tão boas,

por exemplo, desses tipos de cimento.

A maioria desses cimentos

autocondicionantes e autodesivos,

se não todos,

eles contêm na sua

composição amina terceária

para poder fazer justamente um

condicionamento químico,

que ele é dual,

então ele tem condicionamento fototivado,

e tem também a polimerização química

pela presença dessa amina terciária.

E ela não só degrada muito, muito rápido,

ou seja, logo logo

essa cimentação já era,

mas também ela mancha

com muita facilidade,

tanto que o U200 colocava lá,

que não era indicado

para dentro dos anteriores.

Não era porque a presa dele, por ser

dual, era muito rápida, não.

É por conta justamente desse manchamento

pela presença da a,ina terciária.

Então, a primeira

coisa que eu queria falar,

assim,

Corra desse tipo de cimento.

Evita esse tipo de cimento,

porque é roubada para você,

é roubada para o seu paciente também,

há médio e longo prazo,

então foge dele.

E saindo deles que você

vai ter de opção de utilizar,

é um cimento dual tradicional,

um cimento foto ativado,

tronidicional,

que você vai ter que

fazer o uso de adesivo também.

E daí, a maneira que

você vai utilizar o adesivo,

depende do que você tem no substrato,

se você fez o IDS,

ou se você não fez,

se a sua margem tem esmalte,

ou não tem,

se tem resina,

ou não tem,

se tem núcleo metálico,

ou não tem.

Você tem que fazer adequação

para cada um desses

tipos substratos diferentes

que você tem ali.

Por isso que a ideia do IDS,

fazer toda adequação,

assim que você terminar o preparo,

logo antes da moldagem,

isso é muito importante

para a sua cimentação.

Para você não chegar

lá no dia da cimentação

e você tem ao mesmo tempo

vários tipos de substratos diferentes,

onde cada um tem um tipo de

condicionamento diferente

para você aplicar o

adesivo e depois usar o cimento.

Agora, em relação à próxima,

que é o que eu queria

falar realmente nesse vídeo.

Você pode cimentar basicamente hoje

com resina, com cerâmica e com metal.

Vou cortar fora o metal,

ser resina ou cerâmica.

Quando a gente falar de cerâmica,

a gente tem vários tipos

de cerâmicas diferentes.

Você tem a cerâmica feldspática,

tem a cerâmica com reforço de leucita,

tem o silicato de lítio, o E-max,

tem com reforço de fluorapatita

Cada tem vários tipos

de cerâmicas diferentes.

Ainda tem a zircônia.

E cada um desses tipos de cerâmicas

ou materiais similiâneos à cerâmica,

no caso da zircônia,

você tem um tipo de

condicionamento diferente.

E a resina, você também tem opções.

Você tem tanto a resina

composta de consultório,

que você pode fazer um

onley ou uma coroa com ela,

e você também tem essa

resina modificada de consultório,

que geralmente fazem elas fresadas,

que tem reforço de cerâmica,

reforço de alguma coisa, eu não sei lá.

E é justamente delas que

eu quero falar com vocês.

Porque geralmente geram muitas dúvidas

e como que você vai condicionar essa peça

para poder fazer a cimentação.

Porque quando falam que

ela tem um reforço cerâmica,

muitos dentistas acham que tem que fazer

o condicionamento dela

igual faria de uma cerâmica.

Algumas cerâmicas,

quando você vai fazer o condicionamento

com ácido fluorídico,

você precisa utilizar um ácido fluorídico

mais concentrado por mais tempo,

outras menos concentrado por menos tempo.

Mas eu não quero entrar

nesse mérito agora, não.

Eu quero entrar no mérito justamente

dessa resina modificada por cerâmica.

O que acontece?

Quando você vai condicionar uma cerâmica,

você tem a cerâmica basicamente formada

por dois componentes,

que é uma matriz-vítria e o seu reforço,

que é o leucita, hidróxio apatita

flúoratita e o que for ita.

E esse reforço não é condicionável,

o que é condicionável é a matriz-vítria.

Então, quando você

bota o ácido fluorídico,

você corrói, corrói a matriz-vítria,

criando os espaços necessários,

a retenção necessária

para entrar o silano depois,

reter para fazer a adesão.

No caso da resina, você

não tem matriz-vítria.

O que é colocado de

reforço são os cristais.

Os cristais não são condicionados.

Então, não adianta você

aplicar ácido fluorídico

na sua resina, que não

vai fazer diferença nenhuma.

O que você tem que

fazer é criar a retenção

nessa matriz de resina,

corroer essa matriz de

resina para criar a retenção nela

e os cristais de cerâmica

que tem ali para reforçar,

isso não tem influência

nenhuma nesse condicionamento,

não está ali para isso.

Então, como você vai fazer

essa retenção com o jateamento?

Porque ele não é

sensível o ácido fluorídico,

ele não é sensível o ácido fosfórico.

Esses dois não conseguem

criar retenção na resina.

Então, você precisa do

jateamento de óxido de alumínio

direto nessa parte interna

para criar essa retenção.

Depois de criar essa retenção,

aí você tem que limpar essa peça,

que você pode fazer

dentro do vidrinho com álcool,

no traçom daquele de limpar material.

Isso você vai deixar

ali por cinco minutos,

no vidrinho com álcool,

isso vai limpar a peça,

ou você pode fazer um

esfregácido com ácido fosfórico.

Aí depois você aplica o silano.

O silano retém mecanicamente

nessas retenções que

você fez na resina composta

e depois quimicamente ele vai interagir

com o seu cimento resenoso.

É isso que acontece.

Agora esquece esse negócio

de aplicar ácido fluorídico

na sua resina, porque ela

tem reforço de cerâmica,

que não adianta a porcaria nenhuma.

Entendeu isso agora?

Então aproveita, já clica

em um desses dois vídeos

que o YouTube colocou aqui para você

e eu te vejo na próxima,

te dando mais dicas para

você usar no consultório.

Valeu.

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