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ou coagiste a confessassem?
Com isso a Rainha presume chamar-me de mentiroso?
Com maiores justificativas do que as que me chamaste de meretriz.
Meus Lordes, por que temos que tolerar tamanho desrespeito?
Tenho aqui centenas de p�ginas de confiss�es,
mostrando que a Rainha cometeu fornica��es, alta trai��o...
e imoralidades de natureza sexual t�o...
ultrajantes a Deus.
Quem? N�o podemos ler estes relatos?
Onde est�o estas testemunhas?
N�o est�o presentes para que pud�ssemos ouvir delas mesmas?
Elas foram condenadas.
N�o seria insulto a V. Majestade
permitir a evid�ncia neste Tribunal?
Por que n�o? Insultaram-no mais com as deprava��es
injustas, aqui em seu nome.
Nunca achei que esta Rainha fosse qualificada
para falar de deprava��o!
Sil�ncio!
Meus nobres Lordes,
se o que suspeito for verdade,
nem importa, se j� me condenaram.
Todo meu testemunho n�o ter� valor,
mas permitam-me
como testemunha da minha consci�ncia, dizer o seguinte:
O amor que sinto por meu irm�o...
� o amor natural que qualquer irm� sente por algu�m com quem se criou.
Que cuidei quando doente e brinquei quando crian�a.
Este � o amor que sinto por ele.
Com rela��o aos outros cavalheiros,
nunca fui amante deles.
Isso seria mentir perante a vida de minha filha.
Admito que
n�o correspondi �s afli��es do Rei com humildade e seguran�a.
Admito que tive ci�mes.
Admito que falhei em dar-lhe um filho homem.
Se Deus � minha testemunha,
n�o tra� de maneira alguma.
Esta � a minha palavra
e devem colocar a m�o na consci�ncia.
Anuncie seu produto ou marca aqui
Meus Lordes,
est� na hora dos vossos veredictos.
Culpada!
Culpada!
Tamb�m cabe a mim, passar a senten�a.
Ana, Rainha da Inglaterra,
foste culpada de trai��o por este Tribunal.
� meu dever sentenciar que ser�s queimada ou decapitada,
conforme o desejo do Rei.
- Disse a ela sobre a proposta. - E?
Ela a rejeitou.
Insistiu novamente em sua inoc�ncia.
Isso salvaria sua vida!
Sim. Mas no acordo, a anula��o faria de vossa filha uma bastarda,
algo que n�o sustentaria de qualquer forma.
- Ela � inocente? - N�o sei.
- Tomaste a confiss�o dela? - Claro.
Ela deve salvar vossa alma.
O que ela disse?
Meu Lorde, n�o poderia, � segredo...
Eu vos fiz uma pergunta.
N�o fez nenhum pronunciamento.
Ela n�o sentiu necessidade de confessar.
Consegui essa multid�o!
- Vieram me ver morrer? - Sim, Senhora.
- E o Rei? Onde est�? - Ouvi dizer que foi ca�ar.
Ca�ar, � um dia perfeito para isso.
Cromwell me disse que enviaram da Fran�a, um executor especial.
A tend�ncia � que nada sinta.
N�o devo esquecer de recompens�-lo pela generosidade.
Est� na hora.
Que Deus vos aben�oe, minha linda filha!
O Rei queimar� no inferno por isso.
Deves pronunciar novamente na decapita��o.
Podes controlar a multid�o.
S� o Rei tem essa incumb�ncia.
Eu o perdoo...
e gra�as a ti.
Mestre Kingston.
Adeus, Elizabeth. - Mam�e?
- Minha mam�e. - Eu sei.
Bons crist�os,
vim aqui para morrer, de acordo com a lei.
N�o tenho nada contra ela.
Imploro a todos que rezem pelo Rei,
um Lorde soberano.
O melhor Pr�ncipe da face da Terra.
Assim, parto deste Mundo.
Imploro a todos que rezem por mim.
Perdoai-me pelo que preciso fazer, V. Majestade.
- Recebas isto. Est�s perdoado. - Grato.
Perdoai-me Maria por ter sido t�o brava contigo e falhado tanto.
Jesus receba a minha alma.
Jesus Cristo recebei minha alma!
Que Deus me ajude!
NO DIA SEGUINTE, AP�S A EXECU��O DE ANA,
JANE SEYMOR ESTAVA NOIVA DE HENRIQUE NA CORTE DE HAMPTON.
O DUQUE DE NORFOLK SE RETIROU DO PA�S PARA SE PROTEGER.
OS SEYMOURS ESTABELECERAM PODER NA SUA AUS�NCIA.
THOMAS CROMWELL INICIOU A OPRESS�O DA IGREJA CAT�LICA
E A DISSOLU��O DOS MOSTEIROS COME�OU...
Vamos aben�oar esta cama e esses requerentes
e legitime vossos filhos aos desejos ingleses.
Em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo, am�m.
N�o achaste que este casamento aconteceu muito r�pido, Cromwell?
Que dever�amos ter esperado?
N�o, os crimes que culparam a Sra. Rainha foram comprovadas.
Foi a melhor coisa que poderias fazer.
Que culpa? Dizes esta palavra sem vos envergonhar!
Foi provado por dois Tribunais, Vossa Alteza.
Foi coagido por dois Tribunais.
Nunca houve nenhuma prova.
Especialmente a acusa��o de incesto, foi exagerada!
- Ela dividiu o vosso Pa�s. - E tu, n�o?
A dissolu��o dos mosteiros aliviaram o tesouro nacional.
E a viol�ncia cometida em meu nome?
Altamente justific�vel, Vossa Alteza.
� mesmo?
Ent�o, por que quando me quando deito n�o consigo mais dormir?
Obrigado, Sr. Aske. Obrigada.
Deves fazer algo, Sr. Aske.
As pessoas te escutam.
O mosteiro de York pode ainda ser queimado hoje � noite.
Revelaram-me que por todo pa�s,
monges s�o queimados vivos,
padres, bons homens, massacrados.
Atrocidades cometidas n�o pelos perversos b�rbaros...
de terras distantes, mas pelo nosso Rei.
Por sua nova Igreja, a Igreja que de fato desconfia,
a Igreja da Inglaterra.
E mesmo chocado, tenho orgulho de v�s, ingleses.
E vou dizer o que a Igreja inglesa �:
ou seja, ela n�o � a Igreja Cat�lica.
A �nica e verdadeira romana, a Igreja pela qual...
n�o sei de v�s,
mas pela qual estou disposto a morrer.
Ent�o vamos para casa...
e despertem todos os conhecidos,
para marcharmos contra o Rei,
que est� levando a ru�nas, o sentimento vital da na��o.
Qual o problema, meu Lorde?
Por que n�o voltas para a cama?
Devia, preciso dormir.
Mas n�o posso, n�o d� para descansar preocupado.
N�o h� nada que possa fazer?
Obrigado mas n�o. Tenho pessoas cuidando disso para me ajudar.
Mas qual deles podes confiar?
Eu deveria cerc�-lo de pessoas que te gostam sinceramente.
Como quem?
Vossa fam�lia,
esposa, filhas...
Meu tormento � que minha filha deseja-me morto.
Isso n�o � verdade.
Passei um tempo com Maria. Est� ansiosa para v�-lo.
Cuidado, Jane,
se isso chega ao embaixador da Espanha, vira armadilha.
Estais quente...
Prometa-me que ir�s ao vosso m�dico amanh�?
Se prometeres a minha paz com a Srta. Maria.
Jane...
Poderia convenc�-la a vir � Corte e concordar para vosso contentamento?
Ela jamais concordaria. Acha que matei a m�e dela.
- Poderia convenc�-la. - Se pudesses fazer isto...
Se pudesses trazer o tesouro sem derramamento de sangue.
Se pudesses parar minha disputa com o Vaticano,
antes da reforma da Igreja.
Se pudesses me puxar pelos bra�os para garantir a paz do Mundo.
Da� talvez, permitirias ver-me feliz.
Mas n�o podes.
A prop�sito,
nada � comparado a algo que podes me dar...
um filho.
Dai-me um filho!
PORT�ES DE YORK, 1536
Meu Deus vos aben�oes e vos protejas...
Meu Deus vos aben�oe, Robert e vos proteja.
Am�m.
- Quantos disseste? - 20 mil, mas aumentando.
Meu Deus!
Est�o chamando de "Peregrina��o da Gra�a"
O Rei com o ex�rcito na Fran�a, est� vulner�vel, Sr. Bolena.
Darei a ti uma carta, garantas que chegue.
V�s enquanto est�o parados. Talvez restaure nossa amizade.
Que Deus vos proteja!
Marchemos para Londres!
- Robert Aske. - Sobre quem, meu Lorde?
Aske. Foi meu primeiro Tenente e um soldado leal.
- Do que se trata, V. Majestade? - Est� reunindo tropas contra mim.
O qu�?
Est�o protestando devido a dissolu��o dos mosteiros.
Tens ideia como aumentar a minha popularidade?
A purulenta corrup��o papista reunindo for�as, todas contra mim!
- Sugiro enviar o ex�rcito para... - Qual ex�rcito?
Partiram de York com um ex�rcito de 20 mil homens,
que pode agora ter aumentado duas ou tr�s vezes a quantidade!
O que foi que fizeste?
Deixai-nos.
Envies uma mensagem.
Dir�s que o Rei se lembra dele bem...
que deveria evitar qualquer conflito com outro companheiro.
Eu o receberia aqui, pessoalmente.
Mas Vossa Alteza...
Apenas fa�as isto, homem.
Cuidarei do restante.
Ultimamente Cromwell tem me dado mais danos a benef�cios.
Tenho algo para vos contar.
Precisei ir ao m�dico, como disseste.
Falei dos sintomas e ficou preocupado.
O que ele disse?
Tirou meu sangue e examinou meu pulso.
E?
Realmente tenho algo.
Mas n�o � a peste.
Tu...
Jane, isto � um sinal de Deus...
Vossa Alteza, Robert Aske.
Obrigado, por concordares em me ver.
A perda que quero evitar � um ex�rcito todo contra mim.
Especialmente quando as chances est�o t�o contra a v�s.
Sim.
- Quer um pouco de vinho? - Vim para conversar e n�o beber.
Ent�o contes, quais seriam vossas exig�ncias?
Primeiro, que pares imediatamente
com a carnificina de inocentes padres e freis,
em vossa opress�o aos mosteiros.
Irei.
E deixo logo uma marca: Corrup��o e Decad�ncia!
A maioria s�o inocentes, sabes bem disso.
Controles vossa arrog�ncia, sou o vosso Rei.
N�o ser�s mais desde que vos permita viver.
E continuar no trono.
E a vossa segunda exig�ncia?
Que devolvas todo o dinheiro e bens que roubaste das Igrejas.
Preciso manter o tesouro nacional.
Como posso proteger o Pa�s sem ter dinheiro?
Pares de dar a riqueza existente aos nobres corruptos...
e �queles que decidem vossas chances em guerras.
Bons tempos esses, onde um simples Tenente renunciado...
ensina ao Rei pol�tica internacional!
Bons tempos esses, onde um simples renunciado...
carrega com ele 50 mil homens!
E a vossa terceira exig�ncia?
Que punas os respons�veis
por estas abomina��es.
Percebeis que nunca poderei agir severamente...
enquanto estiver aqui sozinho convosco?
Sim.
E tamb�m percebo que n�o tens escolha apenas reclamar.
E se concordar...
Se concordar...
Dai-me a palavra que levas teus seguidores de volta para York?
E que nunca mais passem pelos port�es da cidade novamente?
Tens a minha palavra.
Certo, concordo com vossas 3 exig�ncias.
N�o, meu Lorde! Meu Lorde, n�o!
Como podes, Robert.
Que arrog�ncia, ex-soldado!
Posso contar contigo, Robert?
Sim.
Gostaria de convid�-lo para ficar no pal�cio por 2-3 dias.
Vossa Alteza, � muita gentileza...
Faremos um encontro em mem�ria aos combatentes de Tornai.
Alguns combatentes se re�nem todo ano para celebrar a vit�ria.
Gostaria que viesse.
Realmente, devo voltar.
� um convite do Rei, Robert. Digas: sim.
Sim.
Excelente.
Excelente.
Digo-lhe que posso juntar bordoadas com...
as arrog�ncias e piadas tamb�m. Mas para que ser humilhado assim?
J� fui tra�do por Aske e isso j� � demais!
Talvez exageramos, Cranmer, talvez, agimos r�pido demais.
Nenhum Secret�rio Chefe acreditou que...
mudamos completamente este pa�s para melhor.
Est�o realmente se espalhando pelo mundo.
Na Alemanha, os protestantes j� t�m a maioria.
Algumas vezes penso que deveria desistir de lutar com os outros,
e concentrarem a dar ao Rei, o que ele quer.
N�o Thomas, tens vossas cren�as e consci�ncia,
o que � um homem sem essas qualidades?
Estar vivo, meu Lorde.
Estar vivo.
Lembraram como escapamos daqueles cavalheiros franceses?
N�o mais queriam luta com mais de uma cabe�a na briga.
O Sr. Francis aqui levou vossos soldados ao leste.
N�o tive outra alternativa.
Se o ordenasse para cobrir pelo oeste, ele nunca veria o inimigo,
ele sairia assim: "passando direto pelo trecho".
Mas o ponto decisivo que marcou a batalha, foi com o Robert aqui,
onde conduziu vossa tropa com coragem para longe e...
direto para o lugar onde o inimigo dormia.
Com essa mesma coragem, crueldade e determina��o,
que passei infelizmente,
por experi�ncia pr�pria, poucos dias atr�s.
Mas somos amigos agora, n�o?
Amigos!
Amigos! Vamos cantar? Algu�m cante!
- Alegra-me que ficaste, Robert. - Eu tamb�m, meu Lorde.
Pela vontade de meus seguidores n�o estaria aqui vendo-te.
Mas veriam o Rei que orgulhariam..
- Boa noite. - Boa noite, meu Lorde.
Durmas bem.
Durmas bem!
Boas not�cias. O cora��o bate forte,
a cabe�a est� na posi��o certa.
Est� progredindo bem.
E o sexo?
N�o existe um modo de se determinar isto.
Seria bom que ela comesse sal.
Alguns acreditam que ajuda, se quiserem um menino.
- Desejam um menino? - Sim.
Pode imaginar se for um garoto? Um Seymour no trono!
- Seremos tios do futuro Rei. - E se n�o for e tiveres errado?
N�o, a tarefa dela n�o tem qualquer erro.
Ela continua na miss�o de trazer a filha dele, Maria, para a Corte.
Srta. Maria, Vossa Alteza.
Bem vinda, Maria.
Vossa Alteza.
Acredito que tenhas algo para dizer.
Reconhe�o-lhe como Rainha...
e vosso filho n�o nascido como verdadeiro herdeiro,
substituindo-me.
Rezo para o �xito dos dois, que seja um Pr�ncipe.
Bem-vinda, Maria. Alegra-me v�-la aqui.
E tu, V. Alteza, percebi toda vossa impaci�ncia,
para que o Rei me aceitasse de volta.
Ser�s recompensada com eternidade, a vossa morte.
Mas e sobre a Igreja?
Ouvi sobre o acordo em York e temo que o Rei queira vingan�a.
Totalmente estabelecido.
O Sr. Aske passou o Natal conosco.
O Rei concordou com todas as exig�ncias.
Voltei depois de um m�s na Corte.
Estejam seguros de todas exig�ncias,
espero receber as sauda��es dos her�is!
N�o o matem. Quero-o vivo.
Estejam certos que estar� vivo.
Deus aben�oe por nos ensinar conforme o Papa.
Que Deus aben�oe
a �nica e verdadeira Igreja Cat�lica
da Inglaterra.
Devido a confus�o que causaste,
s� ir�s morrer daqui a 3 dias.
- Meu bom amigo! - Vossa Alteza!
� bom t�-lo de volta. Preciso de um le�o como v�s ao meu lado.
� aqui que perten�o, V. Alteza.
Nunca deixe-me longe novamente.
N�o! Voltais!
Vossa Alteza, Rainha.
� verdade o que descobri?
Robert Aske foi morto, enforcado no port�o de York?
O cara colocou um ex�rcito contra mim. Mereceu, caso n�o importes.
Mas Henrique, tu prometeste...
Henrique... � o nome reservado aos aposentos.
Disseste que concordava com as exig�ncias.
Sou o Rei Inglaterra, n�o concordo com exig�ncias.
- E com os seguidores? - Foram liquidados tamb�m.
Est� certo. Silencias assim todos os vossos oponentes?
- Falar mal ao Rei � trai��o! - Meu Lorde, diante disto,
n�o descartes o que desejas passando-te por um "Rei tra�do".
N�o esque�as que vosso pr�prio sangue que...
desejas julgar est� numa mulher de carne e osso.
Estou imaginando, Senhor! Repreendido por uma mulher!
Advertido por sua esposa!
Que � ciente de como vos apoiar no que...
for exigido por amar-te, para corromper-te num monstro!
Acordai-te, �s minha esposa. O que quero de ti s�o os filhos,
n�o opini�es e nem intromiss�es.
Filhos! Filhos!
Meu Deus!
R�pido, chame o m�dico.
Meu Lorde, tenho not�cias da Rainha.
E?
Tens um filho, um filho saud�vel!
Jane.
Obrigado, Jane! Obrigado...
Dei-lhe um filho.
N�o estais mais furioso comigo?
Furioso?
Mostrarei generosidade, � mulher cativante que j� vi.
Cobrirei vosso ventre com flores pelo resto de vossa vida.
A mulher mais adorada,
a Rainha mais famosa da Hist�ria.
Jane?
Jane...
Por favor, deixem-nos, a Rainha est� cansada.
Ela deve descansar. Descansar...
H� muitas pessoas...
- Meu Lorde! - H� muitas pessoas!
Ela precisa descansar, Jane!
Ela tem febre, meu Lorde. Est� muito forte.
Deus...
Esta noite � importante. Dais...
Tens que salv�-la, entendeste?
Ela � a Rainha da Inglaterra, m�e do meu filho!
Por favor, Deus...
por favor...
Perdoai-me, Jane.
Estou muito arrependido, n�o gritarei mais contigo.
N�o sei o que aconteceu comigo.
Corrigir-me-ei por ti, prometo-te.
Jane?
Jane...
Perdoai-me!
N�o v�s.
Sou vosso marido e sei que est�s sofrendo,
mas ordeno-te: n�o v�s!
Jane!
DOIS ANOS DEPOIS
- Como est� a sa�de do Pr�ncipe? - Em perfeito estado.
- Ent�o por que tossiu? - Bebeu o leite muito r�pido.
- Ou por que tem uma infec��o? - N�o tem qualquer infec��o.
Realmente? Podes distinguir as diferentes tosses?
Sim, posso.
Mesmo que vossa vida dependa disso?
Antes de ir, Vossa Alteza, h� outro assunto pendente.
N�o fez 2 anos desde que a Sra. Rainha morreu?
E ainda n�o combinamos a substitui��o.
Percebi que n�o decidiste sobre casar-se,
mas falhar-te-ia se n�o o encorajasse a considerar.
- Por qu�? - A sa�de do jovem Pr�ncipe.
O que tem?
As suas bab�s est�o preocupadas com a peste.
O Pr�ncipe est� bem, � garantido pela Constitui��o.
A peste n�o tem nenhum respeito pela Constitui��o.
Correria menos perigo se Pr�ncipe tivesse mais irm�os.
N�o vou me casar novamente.
Al�m disso, estou ciente de vossas investiga��es sobre...
v�rias Princesas na Europa e
que recusei, certo!
Encontrei uma que � de bom grado.
Alguma herege Protestante, sem d�vida!
E que serve para os vossos prop�sitos.
Ela � Protestante, admito. Filha do Duque de Cleves.
Mas n�o estou interessado.
Vossa Alteza,
desde tua excomunh�o, a Fran�a aliou-se ao Imperador.
A Inglaterra precisa dos alem�es.
Ent�o, como ela �?
Nossos Embaixadores afirmam...
que as europeias s�o as mais agrad�veis.
- As mais agrad�veis? - As mais agrad�veis, V. Alteza.
E as alem�s tem cabelo claro e liso, inclusive...
- A Srta. Ana � de fato morena. - Morena?
Mas, mesmo assim, muito bela.
Envies o pintor de retratos da Corte.
Isso demora e o tempo n�o est� a nosso favor.
N�o me comprometo com ningu�m sem aprovar a beleza.
Em nome de Deus, vou ter que dormir com ela!
Sim, Vossa Alteza.
Envies o pintor Holbein.
� o mais longe que vou.
- Corpo de Cristo. - Am�m!
H� dor no que vejo,
o Rei est� com o esp�rito diminu�do pela metade e duas vezes maior em seu peso.
Cromwell e Cranmer arrastam-no para perto de seus prop�sitos,
at� que uma Inglaterra miser�vel retorne tamb�m.
Ainda por cima, essa Princesa Protestante alem�,
que � uma perfeita herege, expondo a vida pol�tica inglesa.
Pelo compromisso com a f� cat�lica, procures uma rival.
Mas quem? J� rejeitou 3 Princesas francesas!
- Que tal Maria de Guise? - J� est� comprometida.
A Duquesa de Mil�o?
Ela disse que n�o pode casar-se pois teria que ter 2 cabe�as e ele...
poderia descartar-se de uma diante de um desprazer.
Por que promoveremos uma estrangeira se temos um cl� pr�prio?
E ver a filha morta pelo Rei? N�o sei se concordo.
Que tal a filha de meu falecido irm�o?
- Quem? A pequena Catarina? - Sempre foi bonita e pequena.
- Mal completou 15 anos. - � muito jovem?
Que vergonha, Thomas? Ela n�o � mais que uma crian�a.
Nada mau.
A pinturas do Mestre Holbein com certeza favoreceram seus seios.
N�o apenas porque o instru�ste?
Nem por causa dos boatos do significado pol�tico,
dessa escolha nesses anos?
Absolutamente, n�o, meu Lorde.
Ela tem l�bios carnudos e
peitos empinados que adoro.
Quando vou encontr�-la?
Assim que os advogados terminarem o contrato.
Que advogados?
A Princesa parece ser consciente, surpreendentemente.
Advogados alem�es. N�o gosto disto.
N�o precisa se preocupar, tenho tudo sob controle.
Estando tudo certo, a Princesa navega � Inglaterra.
�timo!
Deixe-me saber quando chegar, para encontr�-la no caminho,
fazer a ela uma surpresa!
Dai-me uma ameixa. Duas.
Mais madura.
O casamento do Rei � com quem ordenaste.
Meus cumprimentos, Cromwell.
Uma vit�ria pessoal!
Particularmente acordos de uni�o � do minist�rio do Reino.
Mesmo o Cardeal Wolsey n�o era t�o �ntimo para controlar...
- com quem o Rei poderia dormir. - E nem eu sou.
V. Majestade sai a encontro dela para analis�-la quando chegar.
Mas temos todos que rezar em prol da seguran�a deste pa�s...
para que ele esteja satisfeito.
N�o rezaremos, Cromwell para que a Inglaterra caia nas m�os de hereges.
Protestantes e Cat�licos, meu Lorde, certamente
s�o irm�os da Igreja Crist�.
At� Cromwell est� amig�vel o bastante nessas quest�es.
Se o Rei preferir recuar, ter�s o controle do Pa�s.
Assumiremos todos os compromissos, meu Lorde.
Como muitas mudan�as que j� vimos.
N�o esque�as que tudo est� agora num simples retrato.
Tenho um feito pelo Mestre Holbein,
que prejudicou sua carreira e fama nesta obra na Europa.
Devido aos estilos art�sticos, duvidosos!
HENRIQUE TRAZ ANA DE CLEVES DE DOVER
Ela � um monstro, Thomas. Parece uma "cavala".
N�o, era mal uma "cavala"!
- Canceles o compromisso. - N�o posso, gra�as a Cromwell.
Henrique, Rei Inglaterra, enganado por advogados alem�es!
Tenho a noite de n�pcias para... Deus! Fazer uma m�gica!
N�o pareceu ser t�o feia.
Thomas, ela tem uma bunda t�o grande quanto a Normandia...
e tem um cheiro horr�vel.
Deve haver uma solu��o.
Se puderes encontrar uma solu��o, Thomas
s�-lo-ei eternamente agradecido.
O Rei estar� aqui a qualquer momento.
Ele tem uma baita reputa��o...
como um amante!
Ainda n�o est� com o Rei?
Cromwell,
o que te trouxe a esta hora?
S� gostaria de saber, meu Senhor quando ir�s para cama.
Quando estiver cansado ou parecer cansado.
- N�o, claro que n�o. - Qual � o problema?
� apenas por que � vossa noite de n�pcias.
Sim?
Presumo que Vossa Majestade n�o poderia ir pra cama dormir.
Por qu�? Que mais ela gosta de fazer?
Vossa Majestade...
Espero n�o estar errado, Cromwell,
espero que n�o tenhas dito o quanto vai sofrer,
quando estiver com quem deveria fingir.
- Claro que n�o. - Cala-te!
Mandai-me para cama com esta mulher,
para humilhar-me?
N�o, meu Lorde.
N�o tem chance. Nunca dormirei com ela,
N�o tocarei nela ou entregar-me-ei a ela.
Ficarei a mais de uma milha de dist�ncia da janela dela.
A n�o ser que fa�as algo, como de costume.
Encontres um modo de anular este contrato por esse m�s.
Ou vossa carne ser� alimento para vermes at� que ordene.
Boas vindas, vossa gra�a. O que vos traz aqui agora?
Queria falar com minha sobrinha. A senhorita, filha de meu irm�o.
- Catarina? Sim. - Ela est� aqui?
- Claro que est� aqui. - Preciso v�-la.
- Agora? Mas ela est� dormindo! - Ent�o vamos acord�-la.
Meu Lorde, esperais!
Este � o quarto.
Catarina!
R�pido, Francis, esconde-te!
- Catarina? - Quem �?
Vosso tio Thomas, do outro lado da porta.
Mas que horas s�o?
Catarina, n�o tens modos? Respeites o Duque!
Venhas para a luz para que possa v�-la melhor.
- Ela j� menstruou? - Sim.
Diga-me Catarina:
tens interesse de trazer grandes gl�rias a tua fam�lia?
A seguran�a de um incalcul�vel e valioso poder por si mesma?
- Claro que quero, mas como? - N�o preocupes com isso.
S� dir�s uma palavra depois de tudo que te disser.
Sigas todas as minhas instru��es � risca.
- Entendeste? - Sim.
�timo!
Muito boa!
- E? - Nada, Senhor.
Depois de 3 meses de procura, n�o achaste irregularidades no contrato?
Nenhuma contradi��o que podemos aproveitar?
N�o. Adiantando, a Rainha era virgem intacta at� chegar a costa.
E permanece at� agora j� que se casou h� 5 meses.
Parece que os Cat�licos ter�o o direito final, apesar de tudo.
Ent�o...
Temos que encontrar um jeito de anular o casamento?
Sim.
No contrato, os advogados alem�es multam com rigor as cl�usulas,
se a rompermos.
O Rei sabe?
Ainda n�o.
O qu�?
Imploro-te, d�-me uma chance para remediar a situa��o.
Remediares o qu�? Est� assinado e selado!
A falha foi do Mestre Holbein...
N�o, foi vossa culpa. Permitiste que fizessem-me de idiota.
Nunca quis esse casamento e a uni�o com a Ana de Cleves!
Obrigaste-me e permitiste que fizessem-me de idiota!
Saiam!
O Rei n�o precisa dos �teis conhecimentos...
de vossos advogados que trazem esposas, subordinados a mim!
Saiam!
Finalmente achei o vosso destino,
que me induz a mant�-lo nos meus pensamentos.
Saias da minha vista! Saias!
Senhor, temos um aviso para vossa pris�o, assinado pelo Rei.
Morro como um fiel servo do Rei!
Deus salve Rei!
Ouvi o Rei solicitando pelo rec�m carrasco.
Nem a miseric�rdia, tamb�m precisam queimar os demais.
Bom Deus...
- Quantos anos tens? - Dezesseis, meu Senhor.
- � vossa primeira vez? - Sim, Sr., mas pratiquei a noite toda.
Cristo!
Fa�as o melhor que puderes. � tudo que pe�o a v�s.
� agora, Gardner, � a nossa vez!
O Rei est� muito furioso e podemos usar isso...
para acabarmos com o resto dos l�deres Protestantes.
N�o fiques nervoso.
Robert Barnes,
por ordens de V. Majestade, Henrique, Rei da Inglaterra,
sentencio a vossa morte.
Renuncias vossa f� Protestante?
N�o!
Queimem-no!
Morres como herege e pecador!
Morro como filho de Cristo!
Queimem-no!
Levem o exemplo do exterm�nio...
para todos aqueles que rogam pela causa da Igreja Cat�lica.
Deus, salve-me!
Jesus Cristo, por favor, salve-me!
Barnes era herege, disc�pulo de Lutero e mereceu morrer.
Talvez, foi sensato queim�-lo assim e todos os seguidores?
As pessoas deste Reino morrem quando ordeno!
Vossa Alteza, estou apenas preocupado...
Acabes com tua preocupa��o e preocupes apenas contigo!
Sei que tens esposa em segredo.
� uma conduta digna para um Arcebispo Cat�lico? � Gardner?
V�s embora!
Vossa Alteza...
Estou feliz!
- S� preciso de uma assinatura. - E ser� a �ltima, gra�as a Deus!
N�o v�s que estou ocupado?
Achaste nas cartas?
Por experi�ncia, aprendi a ficar fora de 4 Rainhas.
Vossa Alteza...
Thomas, h� outro modo de tornar-me um rico arrogante?
Ameaces a sorte, derrotes alguns e depois fa�as devolverem-me.
Ficaria contente, como de costume.
V. Alteza, lembras que trouxe minha sobrinha Catarina � Corte?
- O qu�? - A filha de meu irm�o.
Sim.
- Ela est� aqui, posso apresent�-la? - Sim.
Vossa Alteza...
Venhas aqui.
- Diga teu nome novamente? - Catarina, Vossa Alteza.
Catarina Howard.
Deixe-me olh�-la de perto.
Jogas, Catarina?
Entendo as regras, Vossa Alteza, mas n�o jogo.
Pois n�o � uma divers�o apropriada para senhoritas.
Qual divers�o � apropriada para s?
Bordados, ora��es e pinturas.
Totalmente certa.
Troques duas.
N�o, Vossa Majestade, troques 3.
Sr. Nicholas vai trocar duas, significa que est� procurando por copas,
Sr. Francis quer apenas uma, significa que espera pelo parceiro,
E o parceiro sentado do outro lado?
Thomas Culpepper.
Parece roubar, apenas aguardando a rodada.
Troques 3, ter�s chance se pegar o naipe.
Meu Lorde...
Trocarei 3.
Meu Deus, ela � linda!
Linda, Thomas. Achas que ela poderia desejar-me?
Desejar-vos? V. Majestade esqueces que �s o Rei e ter�s o que desejar.
Claro, mas o que quero dizer � desejar-me de fato.
Achas que algu�m t�o pura e t�o perfeita poderia
realmente amar-me?
Frequentemente fala-me de sua atra��o por Vossa Majestade.
Verdade?
Sim e qu�o afortunada estar aqui e como gostaria de ser...
a esposa e m�e dos teus filhos.
- � mesmo? Verdade? - Realmente, ela disse.
Ela � mesmo uma rosa, Thomas.
Uma rosa sem espinho.
Srta. Catarina, Vossa Majestade.
Catarina...
Todos podem sair agora.
Se n�o vos importais, Norfolk...
Catarina,
confessar-te-ei algo. Deus!
Minhas m�os tremem.
O problema � achar que disse isso umas mil vezes antes,
mas n�o � verdade, nunca disse.
Vossa Majestade...
Sei que estou velho e perdi meu charme.
- Isso n�o � verdade. - N�o, � verdade.
Mas desde o momento que vos encontrei,
experimentei algo que jamais imaginei ter o direito de sentir novamente.
- O que �? - Esperan�a, Catarina.
Esperan�a de
ter talvez uma chance antes de morrer para...
amar algu�m adequadamente,
dar assim como receber, para fazer algu�m feliz.
Sei que isto aconteceu muito r�pido,
e que gostarias de mais tempo para me conhecer melhor, mas...
temo que o tempo esteja contra mim.
Ent�o se me permites, Catarina...
casarias comigo?
Cases comigo e tornes a minha Rainha.
John, como vai?
Gostaria de vos apresentar minha irm�, Maria Lascalles,
que gostaria de falar convosco um importante assunto.
- � sobre a Rainha. - Ent�o fales, Maria.
Prefiro que falemos disto em particular.
Vamos, o que podes saber sobre a Rainha,
e que n�o podes dizer publicamente?
Agrade�o-te por ter vindo, Maria.
N�o quero causar problemas, juro-te que n�o.
Est�s fazendo o certo.
Digas aos irm�os Seymour que gostaria de v�-los.
Gostaria que vossa m�e fosse ainda viva!
Poderia v�-la, contando-te como passar uma noite de lua de mel,
como deves vos comportar.
N�o preocupes tia-av�, acho que estarei bem.
O que queres dizer?
Significa que sei por experi�ncia que minha apar�ncia agrada aos homens.
N�o sei o que significa e nem vou pergunt�-la.
Entendas isto:
o Rei ir�s possu�-la como uma virgem.
Se ele suspeitar ou n�o gostar disto, corres perigo.
- Entendes? - Sim.
Sabias ou n�o que problemas de reputa��o s�o muito preocupantes?
- Sabias, n�o? N�o. - Sim!
Meu Deus! Nem consigo me conter!
Sentimentos que havia enterrado,
renasceram e sou outro homem.
Ela � uma revela��o! Vai me dar filhos, muitos filhos.
F�-lo-ei todas as noite, duas, tr�s vezes por noite!
Teremos um ex�rcito de filhos!
Meu Deus! N�o consigo deixar de contempl�-la,
um dos maiores tesouros do mundo!
Nada pode ser comparado a ti!
Achas que esta mulher � confi�vel?
Por que n�o? Ela assume o papel de Rainha, submissa �s decis�es.
Ela n�o tem participa��o na Reforma Religiosa.
E se for verdade: as fornica��es antes do casamento com aquele...
- Francis der Enhamem. - Seria esc�ndalo, n�o um crime.
Mas n�o foi apenas fornica��o, h� tamb�m o pr�-contrato de casamento.
Seria suficiente se convencermo-nos.
Temos que agir com cuidado. O Rei ama esta mo�a cegamente.
At� encontrarmos algo que n�o deixa qualquer d�vida,
ela permanece tranquila.
Thomas, que noite! Que mulher!
Precisamos comer. Pe�as ao cozinheiro
que o Rei necessita de uma ceia do amor!
Sim, meu Lorde!
N�o consigo nem olhar para os vossos olhos.
Meu Lorde, por favor.
Suplico-te, n�o vos preocupes. Foi apenas uma noite.
- N�o, � a noite de n�pcias. - � uma noite qualquer.
Olhai-me atentamente e...
diga-me que n�o vais trocar-me por algum
jovem vil da Corte?
N�o.
- Tens certeza? - Sim.
- Dai-me vossa palavra? - Sim, meu Lorde.
Realmente �s a criatura mais doce
e a mais bondosa que j� conheci.
O Sr. Culpepper, Vossa Majestade.
- Mande-o entrar. - Como disse?
Disse para que mande-o entrar!
Pobre Sr. Culpepper, o Rei o mant�m muito ocupado?
� vossa terceira incumb�ncia do dia!
Fazer as vontades do Rei � uma honra.
E os prazeres da Rainha?
N�o sei o que agrada a Rainha, mas...
se for algo que possa fazer, honrar-me-ia tamb�m.
- Por que ris, Maria? - Nenhuma raz�o, Senhora.
H� algo que me agrada, Sr. Culpepper,
que � olhar para mim quando falas comigo.
E podes abrir a caixa.
- Que lindo colar! - E uma carta do Rei.
Ignores a carta e traga-me o colar.
Venhas mais perto.
Mais perto!
Agora o coloques em mim.
Obrigada, Sr. Culpepper, podes ir.
Vossa Majestade.
Droga! Tornou-se rameira depois de tudo?
N�o preocupa-te, tomarei provid�ncias imediatas e j�.
Esperes... Como foram as coisas com o Rei?
Se refere-te � uni�o conjugal, o Rei � quase que incapacitado.
O qu�?
Se n�o tiver nenhum herdeiro, n�o h� como mant�-la segura.
Ou ela � esperta e faz algo ou nos afunda.
� um desastre!
A menos...
A menos, o qu�?
A menos que em sacri...
Os dois problemas, usamos um para resolver o outro!
O Rei precisa de um filho, mas � incapaz.
Catarina quer seu amante que � capaz.
Venhas comigo.
Muita gentileza nos ajudar a ficar juntos, Srta. Rochford.
Fiquei apavorada, achei que se descobrisse, me mataria!
Justamente o contr�rio.
Entendo melhor que qualquer um o que � viver um casamento infeliz.
E feliz por ajudar em qualquer coisa.
Obrigada!
- E tomes cuidado! - Vou tomar.
Pe�a a Rainha vir, preciso saber da aposta.
Uma aposta... Dois pela surra no c�o tipo "bull".
O qu�?
- N�o a encontrei, meu Lorde. - O qu�?
- N�o estava na Corte. - Claro que estava.
Ela disse que n�o estava se sentindo bem,
precisava descansar e deve estar l�. Tentes novamente.
O qu�?
- Nada, Vossa Alteza. - N�o...
Percebi a express�o.
Realmente nada, Vossa Alteza.
Jamais poder�amos ficar assim.
Escondidos, nos encontrando em segredos.
At� ele viver, depois posso me casar e amar-te-ei livremente.
Ent�o, esperamos o idiota morrer para viveremos...
Encontres um jeito de despachar o vosso Rei!
Perdoai-me, mas sou o servo mais fiel e mais confi�vel,
ferir-me-ia com a pr�pria espada por ele. At� conhecer sua esposa!
- At� amanh�. - At� mais.
Teve l�gica, a Srta. Rochford realmente facilitou!
Sempre h� v�boras nos acordos de Norfolk.
Al�m de arriscar a posi��o de Catarina.
A menos que...
durma com Culpepper com algu�m ajudando-a.
N�o temos nenhuma escolha, devemos contar ao Rei.
- Mas isso o magoaria muito! - Mas Deus, n�o temos alternativa!
E cortes�os t�o pr�ximos apoiariam essa mentira?
Dando-nos um bastardo, futuro Rei da Inglaterra?
Deus, dai-nos suporte!
N�o, n�o h� nenhuma alternativa.
N�o vejo nada para fazer, a n�o ser falar pessoalmente.
Onde ela est�? Como p�de fazer isso comigo?
Geralmente jovens mo�as n�o podem amar homens mais velhos!
- Acreditei em ti! - Eu disse a verdade!
At� que trouxeste a desgra�a!
Trouxeste a desgra�a!
Thomas Edward Culpepper,
pelo poder concedido a Corte por V. Majestade,
estamos prendendo-te sob acusa��o de alta trai��o.
Catarina, Rainha da Inglaterra,
prendo-te sob acusa��o de alta trai��o.
- Parem, por favor. - Vossa Alteza!
N�o h� tempo a perder,
- h� um pedido para vossa pris�o. - Para mim?
O Rei descobriu a verdade sobre Colpepper e a Rainha.
Meu Deus!
Cala-te a boca!
Nada vos acontecer� se...
deixares totalmente claro que eu n�o esteja envolvido.
Ou�a-me:
sou o �nico que pode nos salvar
mas devo parecer inocente, entendeste?
O que vai acontecer comigo? V�o cortar minha cabe�a?
N�o, n�o v�o. N�o preocupa-te.
A culpa � da garota. Quando perguntarem o que sabes: nada!
Tens minha promessa Vossa Majestade:
a mo�a e a Srta. Rochford eram coniventes.
Por que, Thomas? N�o teria nada que lhe valesse � pena?
Sim, como achaste.
Em troca, fui o mais fiel de vossos servos.
Se sabias de todo o envolvimento dela,
sabias que me iria me magoar!
Sempre sou tra�do por aqueles que amo!
Vossa Majestade, por favor, n�o fa�as isso comigo.
Vossas ambi��es s�o maiores a vosso amor por mim.
Definido por si s� como trai��o.
Vossa Majestade! Esperem.
Por favor!
� agora, irm�o Edward, � a nossa vez.
Norfolk e o segmento Cat�lico acabaram.
Seremos nomeados tutores de nosso sobrinho, o futuro Rei.
Nossa influ�ncia por posi��es est� se tornando inevit�vel.
Talvez agora minha amada Catarina aceitar�
meu pedido de casamento?
Muito rom�ntico!
Ele tem uma linda cabe�a!
Espero que me matem logo, para unir-me a ele.
Bom povo crist�o,
fui devidamente condenada e mere�o morrer.
Eu vos encorajo...
a olhar vossas pr�prias vidas
at� corrigir qualquer d�vida com Deus.
Obede�am ao Rei em todo o tempo...
e por favor, rezem pela minha pobre alma.
O Deus...
N�o quero morrer... por favor, n�o...
N�o quero morrer, sinto muito, por favor...
Est�o esperando a V. Majestade, os construtores de navios,
assim como vossos testes na armadura.
O que posso fazer agora,
depois de mantidos todos os erros nas provas?
- E a Sra. Latimer? - O que ela quer?
O que ela vai dizer V. Alteza � excepcionalmente confidencial.
Mande-a entrar.
Sra. Latimer.
- Sra. Latimer... - Vossa Majestade!
Tens 5 minutos.
Meu irm�o William, V. Alteza, entregou ao Parlamento uma peti��o de div�rcio.
J� sei, pareceu que deseja que d� a puni��o para sua esposa.
Sem acusa��o, como sabes, o companheiro tra�do ser� atendido.
Estou determinado a puni��o e...
impressionado com vossa lealdade a ele.
N�o por ele,
vim pedir por ela.
- Mas ela traiu vosso irm�o. - Realmente.
E o humilhou, envergonhando a vossa fam�lia.
- Sim. - Mas gostaria de salvar sua vida?
Ela andou errado.
Cometeu terr�veis pecados que deveria pagar.
- Mas tem que ser com sua vida? - � a lei!
Estou apelando a v�s, Senhor, pois estais acima da lei.
Se salv�-la,
dar� a chance a meu irm�o, na hora certa, de perdo�-la.
Gostaria que vosso irm�o
fosse misericordioso com este adult�rio?
E tamb�m garantir sua alma a tempo de avaliar.
Afinal de contas, n�o temos que agradar a Deus,
quando perdoamos aqueles que est�o a nossa volta?
Lorde Parr � um
homem de sorte por ter uma irm� t�o protetora.
- Qualquer boa irm� faria. - Faria?
N�o tens nenhum ganho pessoal?
A felicidade de meu irm�o � meu ganho pessoal.
Palavras bem ditas!
Ela foi j� casada duas vezes,
mais velha para meus pr�prios padr�es.
Realmente, V. Alteza. Elogiada na Corte pelos valores: intelig�ncia,
mod�stia e bondade.
N�o esque�as da beleza.
N�o � justo, uma linda mulher como v�s, n�o ter um marido!
Vossa Majestade!
Principalmente um homem pr�ximo da morte
que n�o tem sua companheira.
De fato
e espero que V. Majestade ache uma pessoa apropriada.
Que tal v�s, Sra. Latimer? �s uma boa mulher.
Infelizmente, j� fui prometida, juro-te.
Posso pedir vossa permiss�o a quem?
Claro, os Seymour.
Nunca algu�m perderia essa oportunidade.
Devo deixar-te com muito entusiasmo
e sonhar com o que poderia acontecer.
S� mais essa vez,
tire um Seymour de meu caminho.
Penses, meu irm�o, penses!
A companhia da Sra. Latimer n�o traria nenhum benef�cio agora,
mas penses nas maiores vantagens como vi�va do Rei!
N�o.
Com todo o Reino que herdar� como sua vi�va!
- N�o seria poss�vel. - Sim.
Dois anos, no m�ximo,
seu cora��o est� fraco, as pernas infectadas, logo morrer�.
Ele quer companhia para os �ltimos meses de sua vida.
N�o ser� para sempre. Boas novas, nos capacitar� somente por ela.
Sabes Edward, de n�s dois, achava que era o mais ambicioso.
Estava errado.
Entupas de rem�dio.
V�s para um lugar longe e gastes vosso tempo.
Esperes not�cias de teu irm�o mais velho dizendo que o Rei morreu.
- Elizabeth concordou em vir? - Est� a caminho.
- Maria tamb�m? - Sim, Maria tamb�m.
Obrigado, Catarina. Obrigado.
Ser� a primeira vez que estaremos todos juntos.
Tenho muitos planos. Dever�amos jogar cartas.
Maria � uma esperta jogadora,
e fez a grande descoberta em cima do jovem Eduardo.
Dever�amos ouvir m�sica. Elizabeth adora m�sica.
E amanh� poderemos sair todos juntos.
Vou buscar vossa manta.
Sou eu, Henrique.
Henrique...
Foste feliz nestes 15 anos que estamos juntos?
Sim.
Vossa Majestade!
Desculpa, te causei dor?
Realmente �s a criatura mais doce e a mais bondosa desta Na��o!
� um sinal de Deus!
Papai!
- O que �? - Senten�as de morte, V. Alteza.
� a do Duque de Norfolk, Vossa Alteza.
Est� na hora.
Est� na hora.
- Eduardo, �s tu? - Sim, papai, estou aqui.
Eduardo, estou morrendo
e l� pela noite ser�s o Rei.
Vossas irm�s Maria e Elizabeth
honres e proteja-as, sempre.
Sim, papai.
O Pa�s est� amea�ado por uma Guerra Civil.
Ver�s espi�es que rastejam pela Coroa.
Vossos inimigos escondem-se nas sombras!
- Estou pronto, papai. - Estais?
Diga-me:
qual a coisa mais importante que tens que fazer
para ser um Rei bem sucedido?
Continuar as Reformas,
eliminar os Papistas, expandir o territ�rio na Fran�a,
e aumentar as taxas nos Pa�ses vizinhos.
E?
Ter um filho. � a coisa mais importante que posso fazer.
N�o.
Para que sejas um Rei bem sucedido,
primeiro dever�s ser um homem bem sucedido.
Ou�as o vosso cora��o e...
uses como base a voz da vossa consci�ncia: ela � a voz de Deus!
Morres na f� em Cristo!
Apertando minha m�o, ele deu uma resposta.
O Rei morreu na f� em Cristo!
O Duque de Norfolk escapou da morte.
Na �ltima hora, foi libertado da Torre e perdoado totalmente.
E retomou todas as terras e o poder.
Eduardo tornou-se o Rei Eduardo VI, mas,
sua sa�de era fr�gil e morreu de tuberculose aos 15 anos.
Eduardo Seymour, Sr. Protetor da Inglaterra,
governou at� aproximadamente 1551,
quando foi preso na Torre e decapitado.
Thomas Seymour finalmente casou-se com Catarina Parr,
mas a magoou quando tentou seduzir a Princesa Elizabeth com 14 anos.
e foi executado por trai��o em 1549.
Lady Maria assumiu o trono em 1553.
Ela queimou centenas de Protestantes e hereges,
morreu doente e solit�ria em 1558.
Ana de Cleves viveu mais que todas as esposas.
Muito satisfeita e respeitada,
foi cremada com todas as honras p�blicas.
Thomas Cranmer continuou o l�der fundador da Igreja inglesa,
at� ser preso por trai��o por Maria I
e queimado como herege.
E sobre o Rei Henrique?
Depois de sua longa luta na vida para dar um herdeiro a Inglaterra,
seu glorioso sucessor n�o foi o filho, mas a filha.
Elizabeth I, filha de Henrique e Ana Bolena,
assumiu o trono em 1558
e governou a Inglaterra por 45 anos.
Legenda: Dhara-maria Revis�o, Ressinc & Ajustes: Volzen
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