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Original subtitles

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RICHMOND, INGLATERRA, 1509

Chegou a hora.

- Artur? - N�o, papai, Artur est� morto.

Sou eu, Henrique.

Henrique...

Vosso irm�o enviuvou Catarina. Deves faz�-la vossa esposa.

A Inglaterra precisa da Espanha.

Sim, papai.

Lembre-se:

os usurpadores do trono vigiam e aguardam-no nas sombras.

- Estou preparado. - Estais?

Ent�o digas:

qual a coisa mais importante a se fazer quando fores um Rei?

Minha guerras gloriosas, pai.

Recapturar o esp�rito de Argincourt.

Expandirmos o territ�rio na Fran�a,

mantermos a ba�a da Esc�cia, aumentarmos o tesouro.

Que mais?

Para ser realmente um grande Rei,

h� algo que deveis fazer acima disso tudo:

Deves assegurar a linhagem da fam�lia.

Tenhas um filho.

O Rei est� morto.

Vida longa ao Rei!

HENRIQUE VIII

HENRIQUE SEGUIU O CONSELHO DO PAI E

CASOU-SE COM A PRINCESA DA ESPANHA,

CATARINA DE ARAG�O

AP�S 15 ANOS NO TRONO,

TORNOU-SE UM DOS REIS MAIS POPULARES NA HIST�RIA

MAS AINDA SEM UM HERDEIRO HOMEM...

Ela continua em trabalho de parto...

Empurres...

� um menino. � um menino sadio.

Deus salve o Rei!

EPIS�DIO UM

O Rei Fran�a ordena na rodada uma das mais ricas prov�ncias.

Do Reino?

Muitas e muitas vezes!

No tabuleiro de damas!

N�o tinha como lhe dizer isso melhor.

Quando crian�a jogava como doido, mas s� em tabuleiro.

E teria um jogo daqueles?

Teria dado uma terr�vel surra!

Ent�o, o deixei ficar com a maldita prov�ncia.

Daqui uns anos,

Norfolk voltar� para peg�-la novamente!

Parabenize-me, Wolsey. Sou pai de um garotinho.

- Vossa Majestade... - Um garotinho saud�vel,

dei-lhe o nome de Henrique Fitzroy.

Para a m�e, pela coragem. D�-lhe terra e dinheiro.

Ao garoto, vamos dar-lhe uma educa��o adequada.

E ter� os princ�pios de conduta supervisionados por Seymour.

Confiro a ele o t�tulo de Richmond e Somerset.

E tu, Thomas, serias o padrinho do garoto.

Se n�o tiveres obje��es, como trata-se de ser...

padrinho de um bastardo,

al�m de ser tamb�m o pai de alguns deles.

Serias um?

- Sim. - Thomas, estou satisfeito,

por ter dado um filho ao Mundo.

E agora incumbir-te-ei de uma grande tarefa.

Sobre o qu�?

Para que o legalize e lhe garanta a sucess�o.

Imploro-lhe que n�o. O povo nunca aceitar�.

Far�o o que digo, sou o Rei.

Ter� terr�veis consequ�ncias pol�ticas.

A Espanha considerar� uma declara��o de guerra,

vosso filho ter� um inimigo na vida, vossa filha Maria.

- O Pa�s vai se dividir. - O que sugeres ent�o?

Sugiro que continue tentando um filho leg�timo com a rainha.

Por favor, n�o posso.

Estamos tentando isso por 15 anos, Thomas.

Mas com certeza vossa sorte em breve mudar�.

Mestre Cromwell,

Quero que descubras se a Rainha ainda menstrua.

Perguntarei para os m�dicos dela.

O Rei precisa de um herdeiro e r�pido. Enquanto n�o tem um,

seus malditos inimigos o fazem de tolo.

Que tristes tempos!

Temos um Rei sem o leg�timo direito de ser Rei!

Vosso filho a�ougueiro de um Cardeal,

para que force a alian�a entre Fran�a e Espanha.

Est� na hora de mandar todos eles embora.

Sim, meu Lorde.

E colocar um herdeiro leg�timo e voltar a Dinastia Plantageneta no trono ingl�s.

- Ent�o, Senhores, est�o comigo? - Sim...

Ent�o, voltem aos Estados, preparem vossos ex�rcitos,

e me encontrem fora de Londres, em 3 dias.

Buckingham, Derby e Wiltshire...

Quem mais?

Lorde Montague e Lorde Abegevanny.

� um grupo poderoso. Podes ir.

Vamos, Catarina, venhas para cama.

Rezo pela Conselheira de Toledo,

Santa protetora da fertilidade, por tua intercess�o.

Na pr�xima semana, come�o outra peregrina��o para Walsingham.

Venhas aqui. Sejas mulher para o vosso homem.

O que � isso?

- � uma faixa de castigo, meu Lorde. - Por qu�?

Para que apenas um Deus

me ou�a e responda as minhas ora��es.

Vossa pele est� t�o machucada...

a ponto de sair sangue.

N�o importa. O sofrimento valer� a pena um dia.

E agora me deixes vos dar um filho, marido.

Catarina... isso...

- Quero apenas ser uma boa esposa. - Tu �s.

S� quero preencher a vossa exist�ncia.

Tu preenches.

Foste feliz nestes 15 anos que estamos juntos?

- Sim... - Sim.

Por que Deus me castiga? Por qu�?

N�o sei, Catarina.

N�o sei.

CASTELO HEVER, CASA DA FAM�LIA BOLENA

Parab�ns, Thomas.

Vossa filha te d� orgulho.

Celebrarei isso, num gole s�.

Acho que o pai dele, o Conde de Northumberland, � ainda contra.

Por que preocupar-se com ele?

Coloco nos ouvidos do Rei, se permitir e ele agradecer-me-ia com a ben��o.

Ana... Um dos nobres mais cortejados na mira da lan�a...

e aprisionado pela pobre e linda filha de Kent.

- Pareceis surpreso, irm�o? - E estou.

Ele tamb�m dever� arrepender-se de mim!

Anne preocupa-se com o casamento do irm�o por que ele me ama.

E tamb�m por que... aprendi como agradar os homens.

E tu... o amas?

� muito perigoso falar mentiras sobre o amor.

Que busca e seguran�a maravilhosos!

Percebo pela nossa pobre irm� Maria, que cometeu erro por amar o Rei,

Percebi o qu�o precioso e t�o garantido isso �!

Onde eles est�o?

Com certeza, logo estar�o aqui, meu Lorde.

- L�. A bandeira de Derbych. Ele veio. - Excelente!

- E ali, a de Wiltshire. - Sejam todos bem-vindos!

Meu Deus!

Ent�o meu pai estava certo.

Alertou-me contra v�s.

Pela minha m� ci�ncia,

temos leg�timo direito ao trono, como sabes.

Meu pai salvou o Pa�s, enquanto

vossos geniais ancestrais o deixou em ru�nas.

Agora reconhe�o-lhe como descendente dos Plantagenetas,

que deste terras e t�tulos, como vossa recompensa.

Mas obviamente, n�o foi suficiente para v�s.

Aqui.

Pegues.

Pegues.

Mas ter�s que me matar primeiro.

Levem-no para a torre.

O bom Cardeal sabe trabalhar bem.

O Cardeal aprecia muito essas tarefas, sem d�vida.

N�o gosto... do poder que tem sobre v�s.

Thomas � apenas um leal servo e faz o que � exigido.

N�o acerto com as pessoas.

Se Vossa Majestade refere-se a mim,

talvez tenha se esquecido.

J� carreguei 6 crian�as vossas.

A prop�sito, todos mortos e uma filha in�til para mim.

- N�o � por minha culpa. - Culpa de quem, ent�o?

Sou capaz de ter filhos homens!

�s capaz apenas s� nos bastardos ao redor do Reino, pelo que sei.

E por que era menino e t�o robusto?

Este Pa�s precisa de estabilidade. Precisa de um herdeiro homem.

Sem um herdeiro, o trono corre risco.

Devo fazer isso, Thomas?

�s soberano, meu Lorde. Isto � �til pela fidelidade.

� tudo quest�o pol�tica?

Casamentos, acima de tudo, Vossa Majestade.

Tens raz�o.

Sr. Edward Seymour e Srta. Catherine Fillol.

Como est� meu filho? Espero que esteja bem.

Ele est� progredindo bem, Senhor.

Excelente.

E quem � a de vermelho que est� contigo?

Srta. Catherine Fillol.

� filha do Sr, John. � um bom homem.

Tens minha aprova��o, Catherine.

Mantenhas o jovem aquecido num inverno frio e rigoroso.

Vou mant�-lo, Vossa Majestade.

Lorde Henry Percy, V. Alteza e Srta. Ana Bolena.

Bolena? Irm� de Maria?

Ela voltou recentemente da Fran�a, meu Lorde.

Deixe-me ver vossa face, mo�a ou a esconde por uma boa raz�o?

Ana, estavas viajando pela Fran�a?

Sim, Vossa Majestade.

- Falas franc�s, Percy? - Nem uma palavra, meu Lorde.

Claro que n�o. Por que falaria. �s um criador de ovelhas de Northumberland.

- Esteves na Corte l�? - Sim, Vossa Majestade.

Conte-me, estou curioso.

Como se compara a nossa?

Compara��es s�o m�nimas, Vossa Majestade.

Como a Fran�a pertence a Inglaterra,

todos os atributos que a Corte possa ter, s�o teus de qualquer modo.

E o Rei da Fran�a?

As damas da Corte s�o-

�vidas pela sua reputa��o?

Como homem?

Reputa��o � sempre ilus�o, meu Lorde.

Homens nos assuntos das mulheres francesas n�o � apreci�vel.

Ent�o Ana,

est�s prestes a casar-se com o Sr. Percy?

Com a vossa permiss�o, Majestade!

Northumberland fica longe da Corte.

Viajaremos frequentemente.

Claro, certamente ela viajar�.

Wolsey.

Ter uma audi�ncia no pal�cio, o Rei retribui, mas somente a ti?

Percebeste como vos olhava, cada uma de vossas palavras?

Sempre fui elogiada.

Henrique Tudor � um homem vaidoso.

Esses s�o f�ceis de bajular as estimas.

Qual o problema de tornares meu marido?

Meu Lorde Percy, Srta. Ana.

O qu�?

Por que percebi que para sustentar os t�tulos...

essa uni�o n�o � legal, mas entre v�s...

e a filha de um nobre Conde?

Isso infringe perante todo o protocolo aristocr�tico.

E o que o Lorde Cardeal sabe sobre os protocolos aristocr�ticos?

�s filho de um a�ougueiro!

- Meu Deus, arrepender�s disso. - Meu Lorde, pares...

Deixe-nos a um pouco. Voltarei logo para ti.

Eu vos imploro, Lorde Cardeal,

cases o Lorde Percy comigo.

O Rei procura divers�o fora do casamento.

Deixe que encontre noutro lugar.

O assunto � entre v�s e Percy. N�o � apropriado.

Por favor, ele j� desgra�ou minha irm�. N�o pode me poupar?

Isto � tudo, Srta. Bolena.

Por favor, podeis convenc�-lo.

Por favor, ele o escuta.

Dizem que �s como um pai para ele.

Isto � tudo, Srta. Bolena.

Traidor!

Vim aqui para morrer e n�o tenho nenhum argumento.

Que Deus aben�oe e proteja

nosso justo e nobre Rei.

Por isso ser�s decapitado!

Nunca existiu um monarca t�o gentil.

Meu Deus, o Rei est� vindo!

O Rei est� a caminho!

O Rei est� vindo!

Deves se trocar, vamos! E fa�as r�pido, o Rei logo estar� aqui.

N�o deixes entrar um Monstro. Consentir�s vergonha nessa casa.

O qu�?

Ele acabou com meu casamento, sem uma boa raz�o. N�o o verei.

Ana, des�a aqui imediatamente!

Disse: des�a aqui imediatamente!

Sra. Elizabeth, desculpas por esta invas�o inesperada.

� uma honra, Vossa Alteza!

Vossa Majestade...

Maria...

pelo amor de Deus, algu�m arrume a ela uma cadeira, r�pido!

George, nos acompanha na ca�a essa tarde?

- Se � de vosso agrado, Majestade? - Sim. Excelente.

E gostaria de ver Ana novamente. Onde est�?

L� em cima, Vossa Majestade.

- Aconteceu algo? - Claro que n�o.

Infelizmente, n�o...

ela n�o est� bem.

Realmente?

Ent�o devo eu mesmo dar as condol�ncias.

Ana!

Vossa Alteza!

Sinto muito por estares doente.

Deitada, com febre.

Que coincid�ncia, tenho tamb�m.

Embora, um m�dico confi�vel da Corte seria apropriado.

Impaciente, para examinar-te outra vez.

Vossa Alteza est� certamente equivocado,

minha irm� Maria que terias de ver.

Pelo contr�rio, �s v�s.

Mas ela est� gr�vida, com vosso filho.

Deixes gr�vida. N�o � correto. � quest�o de dinheiro, n�o?

E deverias prestar aten��o em vossas palavras, eu convido meus amigos.

Com isso insinuas que minha irm� n�o tem um pai para o filho,

e vossas palavras agora n�o insultam?

Decisivamente, vossa irm� irm� est� prestes a se casar.

Com contador da prov�ncia, organizado por Wolsey, para consertar tua honra.

O Cardeal mant�m-se ocupado com esta fam�lia,

arrumando um casamento, rompendo outro.

Se ele rompeu vosso casamento, Ana, foi por que era necess�rio ser feito.

Vossa uni�o com Percy

era inaceit�vel para mim.

E qu�o aceit�vel foi para minha irm�? Cuja honra foi arrancada,

para agrad�-lo e depois a abandona...

- ignorando as consequ�ncias? - �s fervorosa, n�o?

Esqueces com quem est� falando.

Sei exatamente.

Falo com o homem que destruiu essa casa.

Por que n�o confessas o real motivo de acabar com meu casamento?

N�o achou que seria por status?

Ou achou que faria comigo o que fizeste a minha irm�?

Posso fazer qualquer coisa que desejar.

Sou o Rei da Inglaterra.

Divinamente denomina-se que o meu desejo � o desejo de Deus.

Como pode ser?

Como tens o desejo divino? E transforma?

Assim posso voltar ao meu Sr. Percy.

Voltar�s � Corte hoje � noite.

E amanh� colocar-te-ei nos aposentos da Rainha.

Aguardo-te ansiosamente por l�.

Quem � ele?

� da Esc�cia, meu Lorde. Um profissional, jamais derrotado.

S�rio?

Srta. Ana. Estou feliz em v�-la.

Posso acreditar que vossos novos aposentos na Corte sejam confort�veis?

T�o confort�veis quanto as pris�es acomodam.

Como assim agora? �s livre em vossa pris�o!

Que mais temer se nosso inferno � contra a vossa vontade?

Estive pensando sobre o que me disseste sobre vossa irm�,

e est�s certa por exigires algo para ela.

Ent�o, decidi dar terras como presente de teu casamento.

Dei ao vosso pai o t�tulo de Conde de Essex...

e ao vosso irm�o George, Lorde de Rochford.

E meu esposo? Quando o tenho de volta?

Isso eu n�o posso fazer.

Mas �s Rei. Podeis fazer qualquer coisa.

Vosso esposo agora pertence a outra pessoa.

O qu�?

Teus pais apressaram um novo casamento

com algu�m que pudesse proteger.

Sinto muito.

Sr. Francis Bryan!

Agora veremos o que o cavalheiro escoc�s tem para oferecer.

O que � isso?

Tragam minha armadura! Minha armadura!

Vossa Alteza, a Majestade Henrique Tudor!

O Rei da Inglaterra!

De novo!

A peste!

O menino tem a peste!

N�o � um caso isolado? Ningu�m na Corte est� doente.

O vento que traz a peste, Lorde.

Quanto tempo chega em Richmond?

- Est� muito pr�xima. - E Windsor?

Tamb�m muito pr�xima.

N�o posso viver em Londres agora.

Devo ficar aqui, se for mesmo necess�rio vou a Londres.

Vossa Alteza, �s o Rei da Inglaterra

e no momento, sem um herdeiro homem.

Muito bem.

Meu Deus, ele se foi. Talvez agora tenha um pouco de paz.

Vamos, Ana! Enganas os outros, mas n�o a mim.

- O qu�? - Nutres sentimentos pelo Rei.

Tio...

E ele por v�s. Para onde mais achas que ele iria?

Ele foi para livrar-se da peste.

Qual peste? O caso mais pr�ximo fica a 40 milhas.

- E o garoto no torneio? - O da febre. � um sem casa.

� trabalho de Wolsey.

Percebeu como o Rei vos olha,

considerou o perigo e o levou embora.

Que perigo? N�o sou amea�a.

Cardeal conhece bem um tolo. N�o seria mais uma das amantes do Rei.

Em circunst�ncias normais, sim. Mas essa n�o � uma.

A Rainha est� em apuros.

H� rumores na Corte sobre a legitimidade do casamento.

Pelo fato do Rei delirar por v�s, eis o motivo do desespero agora.

O que est�s dizendo?

Estou dizendo que est� em vossas m�os.

Podes ir onde desejas chegar.

Cara Ana,

a mis�ria desta separa��o for�ada...

transforma cada dia numa semana.

Uma semana, num m�s. E um m�s, num ano.

A lembran�a de vossa beleza ainda � muito forte.

Sem resposta.

Cara Ana,

tr�s semanas se passaram desde que vos escrevi.

Ainda n�o tive resposta.

Fiz algo que vos ofendeste?

Se o fiz, por favor, deixe-me saber para repar�-los.

Ele fica noites e noites escrevendo cartas

e enviando presentes a ela.

N�o te preocupes. J� vi isso antes.

Assim que o Rei escrever a ela, o descarto de meu aposento.

Mas ela joga com sabedoria.

Conhecedora de todas outras afei��es,

mant�m-se fria, causando frenesi.

Ana, vos imploro que escrevas

pois sem saber de ti, n�o � viver.

Meu Lorde,

a raz�o de n�o escrever, n�o � para acus�-lo de ofensas,

� justamente o oposto. Mas para me proteger, de desapontamento.

�s casado, no final das contas.

Por�m, vossa bondade tocou meu cora��o e senti obrigada a escrever.

Na verdade,

certa alegria V. Majestade, pelo generoso presente, o bracelete.

Mas sinto...

que nunca serei capaz de tir�-lo do lugar.

Seria como desligar de meu corpo...

e unir meu cora��o e suspiro numa espera impaciente

por momentos mais seguros com meu Lorde.

At� quando rezo, imagino a alegria de toc�-lo

como s�mbolo da minha grande lealdade e afei��o, Ana.

Cara Ana,

a aproxima��o de vossa afei��o deu-me

grande prazer e satisfa��o.

Certamente n�o vos agrada, tornar-se minha amante no pr�ximo encontro.

Eu vos prometo que descartarei todas as lembran�as e afei��es...

de todas, apenas as vossas.

Sem resposta.

Cara Ana, n�o entendo,

um dia escreves, contando-me sobre vossa afei��o,

no outro me punes, com sil�ncio.

Por qu�?

Se desejas dar um fim a isso,

informes, ent�o e me confines na pr�pria mis�ria.

Qualquer coisa, exceto a tortura deste sil�ncio sem explica��o.

- Veio da Corte de Londres? - Sim, meu Lorde.

- Alguma coisa da Srta. Bolena? - N�o, meu Lorde.

Nada!

Espere, garoto!

Um momento. Qual o vosso nome?

- John, Senhor. - Podes guardar um segredo, John?

Vamos, acordes. O Rei est� aqui.

- O qu�? - Espera por v�s no jardim.

Meu Deus! Vou me vestir.

Vossa Majestade...

E achava que lembrava de vossa beleza.

Ana, devo perguntar a v�s:

recebeste minhas cartas?

Sim, recebi.

Ent�o, por que nenhuma resposta?

Meu Lorde. Minha mesa est� coberta com as respostas...

umas doze cartas que escrevi e li, mas que nunca mandei.

Por qu�?

Por qu�? Porque n�o posso ser.

Mas podes. N�o fui claro suficiente?

Sim, disse para tornar-me vossa amante.

Minha �nica e verdadeira amante, que honrarei acima de todas.

Mas ainda Senhor, �s casado.

Sim, sou casado. Por considera��o a meu falecido pai, nada mais.

Meu cora��o n�o est� livre,

o dei a ti.

Por seres casado,

isso me condenaria eternamente...

a viver segredo, a difama��es.

Por que continuamos a discutir isso? Imploro-te.

N�o, Vossa Majestade podes ter prazer em outro lugar.

A Corte ainda est� repleta de mo�as prontas para vos dar muitos desejos.

N�o tenho nenhum interesse em qualquer outra.

Quero a v�s.

Ainda est�s casado. Tudo que podes me dar � insulto pelo t�tulo de amante,

pelos filhos, com status de bastardos.

Se me amas com a for�a que dizes, n�o me coloques neste caminho.

N�o.

Est�s certa.

Meus guardas vieram me buscar.

Pulei o muro, como escoteiro e escapei deles.

- Adeus, Ana. - Adeus.

Espera.

- Chamaste por mim, meu Lorde? - Sim.

Quero que contestes a legitimidade de meu casamento.

Por que, meu Lorde?

Porque amo Ana Bolena.

E a perderei se n�o o fizer. Ent�o, farei.

Mas a Rainha ainda est� viva!

A Princesa Catarina ainda est� viva.

Na minha opini�o, n�o existe uma pessoa como Rainha.

Meu Lorde, ela existe e � vossa esposa.

Ela � a vi�va de meu irm�o.

Uma permiss�o especial de Roma foi dada para casar-se com ela.

Porque o Papa temia a alian�a com a Espanha.

- Porque insististes. - Est�s debatendo comigo?

- N�o, meu Lorde. - J� leste Lev�ticus?

"Aquele que desnudar a esposa do irm�o,

ser� amaldi�oado e n�o ter� filhos"

Mas o casamento nunca foi consumado.

Que isso, temos test�culos.

Realmente acha que meu irm�o era

um Tudor t�o debilitado?

Foi casado por 6 meses e n�o consumou o casamento?

Meu Lorde, n�o fa�as isto, vos imploro. Isto ir� dividir o Pa�s.

V�s alternativa?

Deixar meu trono para uma filha considerada bastarda,

n�o � estar bem casado.

- Chamaste a Princesa Maria de bastarda? - Meu dever � ter filhos homens.

Prometi a meu pai que iria desobedec�-lo?

N�o.

O Rei da Inglaterra viveria em pecado com uma mulher,

por n�o ter lei para lhe fazer sua esposa?

- N�o. - Ent�o, me d�s Ana Bolena.

Muito bem. Clamarei o direito � Roma.

Na Holanda, o povo j� deu basta. Na Alemanha tamb�m.

Da corrompida Igreja Cat�lica de Roma,

onde o povo simples e trabalhador

paga padres com todo seu dinheiro,

por milagres como este:

E digo que aqui na Inglaterra estamos cheios disto tamb�m.

N�o queremos a igreja decadente de Roma!

Queremos uma forte Igreja da Inglaterra!

Neste tempo o vi controlando o Rei em tamanha propor��o,

fazendo realmente perguntar: quem era o Rei?

Ontem Henrique Tudor relembrou a todos:

quem realmente tem a Coroa.

Ele quer receber a Srta. Bolena,

mas n�o apenas em cima da cama.

- Ele a quer como Rainha. - Bom Deus.

Esta � a vez de Cromwell. Esta � a nossa chance.

Ana Bolena � uma de n�s, uma reformista. Ela l� Tyndale.

Mas com Wolsey em a��o, como faremos?

Wolsey continua. Se dar o que o Rei quer: um div�rcio.

Com todos os amigos de Roma, Wolsey conseguiria isto.

Ser�?

Roma est� sob dom�nio do Imperador, sobrinho da Rainha

e � por isso que o Papa nunca concordar� com o div�rcio.

E a queda de Wolsey, de fato.

Quem � essa que queres no meu lugar?

� ela, a rameira Bolena?

N�o importa quem seja, n�o adianta insistires.

Eu vou ter um filho!

Descarta-me, a tua Rainha, por uma meretriz?

Preciso de tua resposta: sim ou n�o?

N�o!

- Ent�o, vou anul�-lo. - Eu recusarei.

Sou o Rei Inglaterra, posso fazer o que quiser.

Nem um Rei tem o direito de separar o que Deus uniu.

Por que queres fazer isto?

Por vosso bem e pelo bem do pa�s.

Quero salvar ambos e o mais r�pido poss�vel.

N�o sejas cego a essa insensatez. Est�s sendo usado.

Sil�ncio!

Aqui descreverei o Reinado retratado de vossos parentes,

os votos sacramentados por vossa fam�lia.

E como nunca anotas e para ter certeza, devemos prosseguir.

Deves vos matar por fazer isto.

J� ensaiamos juntos umas mil vezes agora.

J� me deste a nomea��o.

Ainda est�s zangada comigo.

Esperava que o convite de presente servisse para apagar o passado.

Sim, gostaria disso, tu n�o?

Agora � o vosso futuro que depende de mim!

Sim, se o legado papal falhar,

falha que o Rei pudesse achar at� normal, mas

somente algu�m muito pr�xima seria capaz de dissuadi-lo a...

agir sob press�o.

Por gratid�o, amea�as que devo conseguir a autoriza��o papal?

Sim, claro, meu Lorde, serei Rainha...

e minha posi��o apoiar o Rei contra vossa corrup��o e opini�o.

N�o podes vencer, Cardeal.

N�o vos iludas, Senhora.

O poder de vossa divers�o n�o � um Rei apaixonado,

e sim, no momento estamos fortes, muito fortes,

A gota d'�gua foi o filho, a raz�o de querer o div�rcio com Catarina.

� por isso que comprou a briga por v�s.

Sim, podes ter um filho, assim vossa posi��o ser� inviol�vel.

Mas se falhares...

garanto que este poder ser� retirado de v�s � noite,

num vento frio de persegui��o soprados...

pelo rosto de Catarina que nesta hora,

vos atacar�!

1529, BLACK FRIARS, LONDRES

O LEGADO PAPAL JULGA O CASAMENTO REAL

Longa Vida a Catarina! Nossa �nica e verdadeira Rainha!

Wolsey manter� o legado papal,

como procedimento �s apar�ncias, apenas.

Exclu�mos todos os resultados.

Roma � subordinada ao Imperador, sobrinho da Rainha.

N�o v�o negar-me.

Prometo-lhe,

ser�s Rainha, minha honrada Senhora.

Mesmo agora, n�o concordas em ser minha amante?

Sabes muito bem, n�o vou esconder de mim mesma...

como uma amante, se logo serei vossa esposa.

Fazes de mim um completo idiota, Ana.

Confias em mim, vossa espera valer� a pena.

Henrique, Rei da Inglaterra,

dirija-se � Corte Judicial.

Fizeste algo para vos molestar,

se a minha camareira certamente voltou contra mim desta forma?

Falhaste ao dar um herdeiro � Inglaterra.

Isto vos preocupa, ent�o?

O que incomoda ao Rei, incomoda a mim.

Ent�o vou lhe dizer isto:

N�o me far�o mentir perante Deus e admitir que meu...

primeiro casamento foi consumado. E se n�o foi?

N�o vou me retirar e renunciar aos direitos de minha filha...

como �nica herdeira ao trono!

Pois n�o farei. Nem se viver mil anos,

Nem se me torturar at� o �ltimo f�lego de vida.

Desejo muito que tenhas barriga para a disputa, Ana Bolena.

Por que combater-te-ei em cada passo dado para fora do caminho.

Meu Lorde!

Quantas vezes vos ofendi?

Por 20 anos, fui uma esposa verdadeira e obediente.

Amei a todos que o amaste.

E vos dei filhos.

Embora por vontade de Deus, chamados para outro mundo.

E sabes quando me possu�ste na primeira vez era verdadeira virgem,

intocada por um homem!

Imploro-te querido marido, livrai-me de tudo isto.

J� que n�o far�s, terei que...

Tu �s Senhora, �s.

Reconhe�o um �nico Tribunal apropriado

e perante apenas uma autoridade.

Recorro meu caso � Vossa Santidade, o Papa.

E espero que conteste qualquer coisa.

Uma vez justificada pela pr�pria Rainha vossa aus�ncia na Corte,

O julgamento simplesmente vai continuar sem ela.

VATICANO, ROMA.

Na manh� seguinte, saciado nos aposentos, Artur pediu por vinho.

Pois disse:

"trabalhei ardentemente no centro da Espanha, puro prazer"

- Que entendeste disso tudo? - Para mim foi bem �bvio:

era noite de n�pcias...

e a Princesa Catarina era da Espanha.

Obrigado. Isto � tudo.

Vamos encerrar a sess�o para estabelecer o veredicto.

Da Vossa Emin�ncia, o Papa.

Todos de p�!

Meus Lordes,

acabei de receber uma carta de meu Mestre,

Vossa Emin�ncia, o Papa,

que revoga imediatamente

minha autoridade em julgar este caso.

N�o tenho qualquer alternativa

e indefiro este julgamento.

Disse que o Pe. Campeggio era garantido e ele nos atropelou.

Estava. O sobrinho da Rainha interveio e surpreendeu todos.

- N�o previu isso antes? - Como poderia?

Ao inv�s de seres desbancado, humilhando o Rei.

V. Alteza, admito que a Srta. Ana me trata como inimigo,

por raz�es que desconhe�o.

Inimiga porque compade�o pelos sentimentos do Rei,

enquanto tu o tra�ste.

V. Majestade, vos imploro acertarmos entre a gente.

Meu Lorde, este � o princ�pio.

Eu vos protegi e cuidei como se fosse meu pr�prio filho.

Que arrog�ncia! Coloca-se no mesmo lugar de teu pai, o Rei!

- Vossa Majestade! - Vive nas acomoda��es reais

e acumula fortuna por detr�s, sua riqueza � maior que a tua.

Abra vossos olhos, meu Lorde.

Lamento Srta. Bolena perambulas pela Corte

e dando ouvido a fofocas.

Pelo contr�rio, a Srta. Bolena � extremamente bem informada

e n�o se compara �s vossas listas de indiscri��es.

- Gostarias de l�-las? - Parem com isso...

N�o consigo ouvir meus pensamentos

e nem pensar com tantos desentendimentos.

Ent�o, as coisas devem mudar entre n�s.

Se preferes confiar no Cardeal a mim,

vou embora e nunca mais volto � Corte novamente.

Ana, vos imploro:

n�o me fa�as fazer isto.

Venhas aqui.

Obrigado, Vossa Majestade.

Sempre infal�vel e �s como um pai para mim.

Vou novamente � Roma por vosso interesse.

N�o, j� � tarde.

Vamos, meu Lorde!

Meu Lorde!

Meu Lorde, n�o! N�o meu Lorde!

Larguem-me!

Obrigada, meu Lorde.

Sr. Cromwell est�s bem? Precisas de alguma coisa?

N�o, estou pronto.

Encontramos uma lei...

uma lei antiga a qual declara...

trai��o qualquer forma de poder que seja maior

que a vontade do Rei.

Presumo que a vontade do Rei seja...

divorciar-se da Rainha e casar-se com a Srta. Ana?

Sim.

E sob os termos desta lei, a igreja atrapalha...

em garantir vosso desejo, pois � trai��o dizer,

que o Papa tem autoridade maior que a do Rei.

De onde vem esta lei?

Foi descoberta por doutores de teologia de grandes universidades,

que na verdade eram da �poca do Rei John.

- Convences que isso � v�lido? - Absolutamente, meu Lorde.

Isto significa rompimento com a Igreja Cat�lica.

Encontres uma nova maneira que possas voltar � Roma.

E seres humilhado novamente?

A soberania inglesa � dominada pelas leis da igreja, poderes feitos,

pelos decadentes estrangeiros.

V. Majestade, n�o esque�as que veio de uma linhagem ancestral

de Reis que antecedem a os da autoridade de Roma.

Como um Ato de Supremacia, vamos arrumar as coisas.

Mas vou ser excomungado e irei para o inferno.

O Papa n�o pode vos mandar para o inferno.

Como Rei Inglaterra, ser�s o chefe da Igreja.

O servo de maior representa��o de Deus na Terra.

Excomungado simplesmente da corrup��o de Roma,

V. Majestade. N�o do amor de Deus.

Casas comigo?

- Tudo isso pelo filho? - N�o.

Por vosso amor, Ana.

Deus tenha compaix�o de mim, por vosso amor.

Se te amo, estaria salva?

Claro.

Dai-me vossa palavra?

Minha palavra, meu cora��o,

minha vida.

Que Deus me ajude!

Senhora,

o Rei deseja que deixes a Corte sozinha e v�s � More Park.

Como posso sair sozinha quando sou vossa Rainha?

Devo vos informar que n�o �s mais a Rainha dele.

- Ele n�o pode fazer isto conosco. - Levem-na.

- Deixem-na em paz! - Parem!

Mam�e, fa�a alguma coisa!

- Como atreve-se! - M�e, salve-se!

Vais v�-la novamente quando concordar com os desejos do Rei.

E declarar meu casamento inv�lido?

Fazer de mim mesma uma meretriz e de minha filha uma bastarda?

Nunca.

Sou Rainha, esposa por direito do Rei,

casada sob os olhos de Deus.

Nem que mude o jogo, nem uma cerim�nia secreta

pode mudar isso.

Henrique Tudor, aceitas Ana Bolena

para ser vossa esposa perante a lei?

Aceito.

O que �?

Apenas pensando.

Agora que tivemos um ao outro, poderias...

- O qu�? - Que perder�s o interesse.

Em v�s?

A mulher mais cativante,

linda,

a mais espont�nea do Mundo.

Como algum homem pode perder o interesse por ti?

Por que descartaste de uma Rainha?

Era sina dela. Assim ficaria contigo.

N�o por causa do filho?

Assim poderia ficar contigo.

Cuidado, tenhas cuidado!

Por qu�?

Meu Lorde, a Rainha. Est� na hora. Deves ir � Corte.

� o que os ingleses mais aguardam!

Ana.

Ana!

- Onde est� meu filho, meu garotinho? - Senhor, falhei contigo.

Dei a v�s uma filha.

Filha?

Filha...

Chamei-a Elizabeth, conforme vossa m�e.

- � uma crian�a sadia? - Perfeita, Senhor.

Se pudemos...

ter uma filha sadia,

podemos ter um filho sadio.

Rezemos pelo nosso Rei!

Fi�is, vamos perseguir as maldi��es do dem�nio.

A bruxa como uma grande meretriz,

o fez desprezar os direitos de Catarina,

filha Tudor de Cristo.

Henrique, Rei da Inglaterra,

derrubaste vossa Rainha Catarina,

em favor de Ana, vossa meretriz!

Ser�s cercado por usurpadores.

Vosso sangue vomitado por c�es!

S� h� raiva pelo Pa�s,

o povo espera por um sinal vindo de v�s,

para vos apoiar.

E vosso sobrinho, Carlos, o imperador,

estaria feliz por liderar uma invas�o contra Henrique.

� o momento, Vossa Majestade. Uma palavra e mover�s tudo.

� muito confortante.

Mas n�o, embaixador. N�o darei a palavra.

J� causei danos � Inglaterra at� ent�o.

E n�o desejo ir ao meu t�mulo com a consci�ncia t�o ruim.

Quem � essa?

Acredito que seja a Srta. Mary Somerset.

Ontem foi Margaret Shelton,

no dia anterior, sua irm� Mary.

Isso faz com que fique longe de mim.

Vim ver meu marido!

O Rei pediu para n�o ser incomodado.

Nem por vossa esposa?

Por ningu�m, Vossa Majestade.

Digas que gostaria de v�-lo.

Vossa Majestade, o Rei n�o pode... espere!

N�o podes ignorar-me assim, sou vossa esposa.

Ana, estou ocupado.

Nesse tempo todo de casados, pouco dele passas comigo!

Gastais todos os dias com vossas meretrizes!

Quem � essa? Alguma das pervertidas meretrizes provincianas ou n�o?

Sabes, quem � ela? � a Sra. Blake!

Vai ser tutora de nossa filha Elizabeth.

O qu�?

Deixai-me constrangido, Senhora, qual o problema contigo?

Olhas para minha situa��o, � isso.

S� um jeito de melhorar tua posi��o. Dai-me um filho!

Como posso vos dar um se n�o passa tempo algum comigo?

N�o esque�as que precisas participar disso tudo igualmente.

Mesmo na igreja, entendeste que �s t�o pr�ximo de Deus,

por que n�o executais tamb�m uma concep��o imaculada?

Ver�s ent�o...

- Deixa-me mover, vos darei prazer. - Fiques parada!

Achas que gosto dos truques que aprendeste na Fran�a?

Eles me enojam!

Do Rei? Espero que sejam boas not�cias.

Sim. Decidiu passar a noite por aqui.

� um progresso para West Country na pr�xima semana.

Meus filhos Edward e Thomas, felizes com vossa presen�a.

- E meu garoto? - Est� �timo, Vossa Majestade.

E nossa filha Jane. Ela � uma das damas da Rainha.

Ela �?

- S� assim me notas, V. Majestade? - N�o.

Afinal, h� muitas de n�s.

Machucaste? Desculpe-me.

- Vossa Majestade! - Meu Lorde!

Tragam alguma ajuda agora.

Ainda im�vel, Senhor.

- Desculpa, te causei dor? - N�o, trabalhas bem.

Muito bem!

� interessante, John.

Tua filha est� a muito tempo na Corte e ainda...

n�o a havia percebido.

Beleza n�o � a principal qualidade dela, mas...

Tolice, ela irradia beleza!

E � �tima enfermeira tamb�m, mas

agora quero saber: que outros atributos lhe superam a beleza?

Obedi�ncia, humildade, integridade.

S�rio? � tudo que minha esposa n�o tem.

Como est� a Rainha? Ouvimos dizer que ela espera um filho?

Realmente, sim. Pelo que tudo indica � um menino.

O cora��o bate muito forte, com muita f�ria.

Os sintomas... s�o realmente muito graves?

Nada a ponto de preocupa��o, mas

deves descansar, Vossa Majestade.

Na tua idade, as pr�ximas semanas de gesta��o s�o cruciais.

Descansas, tentes n�o preocupar-se... como?

Com o marido falando de mim na Corte, cheia de inimigos espiando!

Ele fala de mim como se j� n�o tivesse feito.

- Mas se dais um filho a ele... - Mas e se n�o?

Se apontar para cima, � menino, se for redonda, � menina.

Est� apontando, George ou est� redonda? Eu n�o sei.

Tento lembrar a de Elizabeth, mas n�o consigo me lembrar!

N�o consigo me lembrar!

Minha linda irm�!

Meu Deus! Algu�m me ajude!

Edward, a Rainha. Ela est� em trabalho de parto.

Mas a crian�a n�o era esperada para nascer em...

Em Julho.

Meu Lorde, sinto muito.

Nosso filho nasceu morto.

O qu�?

Tentamos,

n�o havia mais nada para se fazer. N�o foi culpa minha.

Morto...

- Tu o mataste? - N�o!

- Meu Lorde, a Rainha est�... - O povo diz que �s uma bruxa,

Devo pedir que...

A bruxa que encorajou o prop�sito Protestante, para se vingar de Tom.

- Bruxa! - Por gentileza.

Meu pai me fez prometer uma coisa quando fosse Rei,

apenas uma:

ter um filho.

Para realizar este pedido, me casei duas vezes.

Aceitei ser excomungado,

risco, invas�o, guerra civil.

E o que consigo?

Filhos bastardos, filhas.

A Rainha prometeu-me filhos homens!

Ela me traiu. Livre-se dela!

- Meu Lorde, como? - �s um advogado!

Tenho um filho com a irm� dela.

Mas ela se casou para que o marido pudesse ser o pai.

Os casos na Fran�a?

N�o h� prova convincente pra excluir uma filha bastarda.

Encontres um modo!

Encontres um modo!

H� alguns, n�o, � absurdo.

O qu�?

Semana passada, a Srta. Rochford veio at� a mim

e deu-me informa��es sobre a Rainha.

Ela acusou a Rainha de cometer...

leviandades, infidelidades.

Quem?

Ela mencionou o Sr. Smeeton,

Henry Norwis

e Lorde Rochford.

Com o pr�prio irm�o?

George Bolena, vos prendo em nome do Rei.

Soltem-me!

N�o sou culpado de nada, vou jurar isto.

- Levem-no. - N�o vou admitir nada.

Isso � loucura!

- George... preso? - Vamos.

Como a mar� est� mudando,

significa que tenho que levar Ana a julgamento.

Acho que terei que prend�-la.

Como tio dela, fico numa situa��o terr�vel, mas n�o h� escolha.

N�o h� tempo para sentimento, deves se distanciar dela.

Mas ela precisa de mim.

Por outro lado, vos prometo que ela vai afundar todos consigo.

Agora, v�s. Deixe-a.

Fiques longe dos dom�nios da Corte. N�o tens tempo a perder.

- Ela � minha filha... - Que v� em paz!

Agora, v�s.

Mestre Kingston, tragas a prisioneira.

� um dia triste.

Quando a nobreza do Pa�s n�o se curva para sua Rainha.

E mais triste quando a mesma � acusada por adult�rio e incesto.

Acusada � diferente de condenada, Mestre Cromwell.

Ou n�o �, neste Tribunal?

A acusa��o ocorreu entre os anos 24� a 27� de reinado,

do nosso Lorde Soberano, Henrique, Rei da Inglaterra,

sua esposa, a Rainha, foi seduzida pelo dem�nio,

conscientemente cometendo adult�rio.

- O que alegas? - Inocente, meu Lorde.

Al�m disso, como Rainha,

contesto o direito desta Corte me julgar de qualquer maneira.

- Sob qual fundamento? - N�o est�o � minha altura.

Previno Vossa Majestade contra tal arrog�ncia,

quando temos uma somat�ria de evid�ncias contra v�s.

Corre��o, uma soma de mentiras.

Tenho incont�veis declara��es de testemunhas...

que confessaram sob juramento.

Essas pessoas depuseram por vontade pr�pria ou

ou coagiste a confessassem?

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