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Original subtitles

Tr�s palavras.

� a melhor parte.

Uma liga��o pra avis�-los...

que o pesadelo acabou.

- Ok. Est� tudo bem. - V� se foder.

Est� tudo bem. Vem.

Tr�s palavras: eu a encontrei.

Estou contigo. Coloque os bra�os em volta de mim. Vamos.

Tudo termina.

- Seus amigos te chamam de John ou Jack? - John, geralmente.

Velhos amigos me chamam de John. Conhecidos me chamam de Scottie.

Vou cham�-lo de Sr. Ferguson.

Nossa, eu n�o gostaria disso. N�o.

E, depois do que aconteceu � tarde, pode me chamar de Scottie.

Ou de John.

Al�?

O qu�?

Estou indo.

Minha garota.

Est� tudo bem.

Tudo bem.

Est� tudo bem.

Est� tudo bem.

Tudo bem.

Est� tudo bem.

Tudo bem.

Est� tudo bem.

Finais s�o estranhos.

Sabe que ele vai chegar, e, mesmo assim, tudo termina.

Que bom que solucionei o caso.

Bom, n�o completamente.

Eu sei.

Estou obcecado, mas � o que detetives particulares fazem.

Viram at� a �ltima pedra.

Preciso me apressar.

J� volto.

Todos precisamos.

Merda.

Habilita��o e documento.

Claro.

Eu estava correndo?

Estava a 110 e o limite � 105, mas n�o te parei por isso.

- Seu para-lama est� solto. - S�rio?

Vai precisar parar pra consert�-lo na pr�xima parada, Sr. Miller.

Se ele cair na estrada...

N�o, � claro. Obrigado.

Acho que acabei atingindo...

Aqui � a viatura 33. Temos um poss�vel 1-54, um Tesla.

Possivelmente um homem baleado na rodovia 118.

- Oi. - O que est� fazendo aqui?

Bom dia. Tamb�m � bom te ver.

Desculpa. Bom dia.

Est� tudo bem?

Sim. O Henry s� est� sendo teimoso.

- Ele � assim �s vezes. - �.

N�s n�o... N�o tivemos a chance...

Estou feliz que a encontrou.

Est� mesmo?

� claro que estou.

Acha que gostei daquilo?

N�o sei o que pensar de voc�, Ruby. N�o sei mesmo.

Eles provavelmente est�o nos procurando porque voc� exp�s o Pavich.

Agora precisamos partir.

Olha, voc� fez o que achava que precisava fazer, ent�o...

Correto.

T� bom. Precisamos ir embora hoje.

Eu sei.

N�o se atrase pra evacua��o. Miller j� est� a caminho.

- T�. - �ltima sa�da ao p�r do sol.

Escrevendo at� o fim, �?

Como assim?

- S� estou come�ando. - Sempre o acad�mico.

Me conhece bem.

Ent�o, acho que � isso, n�?

- Bon voyage. - Pois �.

Como se sente?

Acho que bem. Dividido.

�, eu tamb�m.

Achei que estariam jogando p�talas de rosa em voc� na casa do Siegel.

Vou pra l� depois. Mas n�o espero p�talas de rosa.

Conseguiu o que pedi?

- O... - O leitor de CD?

� mesmo. Nossa, minha cabe�a.

Est� aqui dentro.

- Por que voc� quer essa coisa? - Hein?

Por que quer o leitor? Vamos partir.

S� quero verificar uma coisa.

� a respeito do caso, n�?

Pensei que estivesse acabado.

Ouvi nos notici�rios que... Desculpa, como ele se chamava?

- Ryan Pavich. - Isso.

Ouvi que era um monstro.

Torturou v�rias pessoas.

Espera. Voc� acha que pegaram a pessoa errada?

N�o. Era ele.

Ent�o o que �?

Tem alguma coisa. N�o sei.

Acha que estou obcecado?

Acho que salvou uma vida e, independentemente das suas falhas,

sua tenacidade em fazer o bem...

� incr�vel.

- Obrigado, Henry. - Merece as p�talas de rosa.

Obrigado, Henry.

Como vai at� l�?

Com a Ruby.

- N�o vai com o Corvette? - Quem me dera.

- Pode vir me buscar? - Claro.

- At� daqui a pouco. J� volto. - T� bom.

- Obrigado. - Imagina.

Testando.

Algo que gosto de dizer �: tome cuidado com o familiar.

N�o se contente com o que sabe.

E permita-se ser surpreendido.

Isso � importante porque, pra mim...

Por muito tempo, achei que me conhecesse.

Sou um cara que curte beisebol.

Um cara que odeia t�nis, etc.

Mas isso me limitava.

E quanto mais eu fazia esse tipo de coisa, mais eu percebia que n�o conhecia

as outras coisas das quais eu poderia gostar de fazer ou n�o.

Por exemplo...

Nunca me vi como um "cara do martelo", at� eu me dar conta de que sou.

Ent�o, �. O que quero dizer �...

- N�o. - mantenha a mente aberta.

N�o. Por favor.

Ei! Pare!

Pare!

Por um tempo, eu costumava pegar...

Sr. Sugar.

- Como vai? - Estou �timo. Obrigado.

� bom te ver.

Estamos gratos pelo que fez por Olivia.

- O Sr. Siegel est� esperando. - Valeu.

- S� um segundo. - � claro.

- Margit, meus sentimentos. - Obrigada, Sugar.

Embora eu tenha recebido muitas condol�ncias

e, de alguma forma, parece que elas n�o ajudam.

Imagino.

Bom...

Nunca nos aprofundamos no assunto, n�o �?

Sobre o que se tratava pra voc�.

Falei do que se tratava.

Verdade.

� s� um detetive de bom cora��o procurando uma pobre garota rica.

Uma garota que seu filho colocou em perigo.

A irm� dele.

Talvez n�o deliberadamente, mas foi imprudente, e imagino que voc� sabia...

Sabe, eu o vi em O Garoto no Canto h� um tempo.

Ele estava... Ele estava muito bom.

�.

Sim, ele era brilhante.

Tamb�m acho.

Lamento mais uma vez.

Obrigada.

- Obrigado, Carlos. - De nada.

Espero n�o incomodar. S� quero me despedir.

N�o � inc�modo algum.

Ali�s, tenho uma proposta para voc�.

Tenho uma vaga dispon�vel. Chefe de seguran�a da minha empresa.

� mesmo?

� um trabalho f�cil.

Localizar piratas de internet, levar estrelas para a reabilita��o.

E o valor que qualquer um como eu costuma te pagar,

pagarei o dobro.

� muita generosidade. Eu agrade�o, mas...

S�rio?

- Est� bem. - Desculpa.

Foi...

Sim. � raro.

Mas, quando acontece, � muito bom.

� uma sensa��o boa.

Dizer que eu te agrade�o seria um eufemismo enorme.

Ela parece uma mulher forte.

E � mesmo.

Mas os dois t�m um longo caminho adiante.

Ela j� falou a respeito?

A respeito do... N�o. Ainda n�o.

N�o, isso � esperado.

- Posso? - Por favor.

Ela n�o disse uma palavra sobre o que aconteceu no por�o?

Como eu disse. Nada.

Est� bem.

- Por que pergunta? - N�o sei.

N�o sei. Tem algo...

O corpo de Clifford Carter.

Imagino que fez o corpo desaparecer do porta-malas do carro da Olivia.

- Isso... - N�o. Por favor.

N�o diga nada.

A quest�o �: quanto menos envolvimento da pol�cia, melhor.

Concordo.

Por isso s� liguei pra emerg�ncia quando sa�mos da casa do Pavich.

- E agrade�o pela discri��o. - Imagina.

Al�m de todo o resto.

Pode relaxar agora, Sugar.

Voc� conseguiu. Acabou.

Quase.

Acho que isto � seu.

Reconheci o vestido da Rachel.

O mesmo que Lorraine usou em Ventos de Mudan�a.

O senhor tirou essas fotos, n�o �?

Como sabe disso?

Vi o vestido no antigo quarto da Lorraine,

percebi que elas foram tiradas l�,

e liguei os pontos.

Ela era um esp�rito livre, muito parecida com a Lorraine.

Foi principalmente isso que me atraiu a ela.

Ela estava infeliz e n�o pude resistir.

Terminamos depois que...

- Bom... - Ela engravidou.

Est� me perguntando se Olivia � minha filha?

N�o � da minha conta.

Ela � amada.

� tudo que importa.

Eleg�ncia e sensibilidade...

at� o fim.

Adeus, Sr. Sugar.

Adeus, Carlos.

- Sugar, teve not�cias do Miller? - Ainda n�o.

Me avise se souber de algo, t�?

- Estou indo pra evacua��o. - Preciso passar em mais alguns lugares.

A� buscarei o Henry. Nos vemos l�.

Tudo bem. At� logo.

Por um tempo, eu costumava pegar pesado comigo mesmo.

Eu podia ser o que quisesse.

Banqueiro, advogado. Podia abrir um est�dio de ioga.

Mas escolhi fazer isto.

N�o questiono mais.

Me dei uma folga.

Seja l� o que for isto, o que eu fa�o,

mais do que qualquer coisa, faz com que eu me sinta vivo.

- Oi. - Tem certeza disso?

Come mais que o pr�prio peso.

- Temos muita certeza. Temos, sim. - Obrigado.

Vai entrar pra se despedir?

N�o, est�o me esperando.

Fiz limonada, ent�o pode ir entrando.

Venha. Bom garoto.

Estou bebendo um litro por dia.

Serei uma diab�tica s�bria.

Estou orgulhoso.

- Eu tamb�m. - E deve estar.

- Sa�de. - Sa�de.

- N�o � bom? �. - Delicioso.

Ent�o voc� vai embora e nunca mais vai voltar?

Nunca diga nunca.

Mas... �, ser� uma longa viagem.

Vai voltar pra ver sua irm�?

N�o, eu n�o...

Ela...

Ela foi levada por algu�m h� muito tempo.

O qu�? N�o. Como assim, "levada"?

Nunca soubemos quem foi ou...

� meio que o motivo pelo qual eu fa�o o que fa�o.

Oh, Sugar.

Sinto muito.

Obrigado.

Preciso ir. Est�o me esperando.

Sim.

Eu n�o devia...

Voc� est� bem?

Falei alguma coisa?

N�o.

O que foi?

Pegue minhas m�os.

Est� come�ando a me assustar.

N�o tenha medo.

Pegue-as.

Voc� est� bem?

Nunca mostrei para um ser humano. N�o devo fazer isso.

� contra as regras.

Mas fico feliz por ter feito.

Eles est�o nos ca�ando.

Quem s�o eles?

- Os humanos de quem te falamos. - O que querem?

Que a gente suma pra ningu�m saber do nosso pacto.

- Tome cuidado e venha pra c�. T�? - Claro.

Faz com que eu me sinta vivo.

O desejo de ver uma coisa e sentir que preciso t�-la.

Pra mim, isso � tudo.

�. Pra mim, essa parte � cansativa.

A parte em que desistem. "Me mate", bl�-bl�-bl�.

Ningu�m disse que seria f�cil.

Sem vida, sem luta, sem contradi��o...

qual � o sentido?

N�o concorda?

Sem luta, sem contradi��o...

qual � o sentido?

N�o concorda?

N�o concorda?

Sobre o que quer falar com ela?

Sobre o que aconteceu. O que pode ter visto.

Acho que ela n�o est� pronta.

Eu sei e odeio pedir, mas...

Acho que h� mais do que pens�vamos.

Pe�a pra ele.

� o pai dela.

N�o sei quem mais...

Digo, ela...

� a �nica sobrevivente.

Gra�as a voc�.

Pode perguntar.

O resto depende dela.

Sim, � claro.

- Oi. - Oi.

- Posso me sentar? - Claro. Sente-se.

Obrigado.

Sou o John.

Sei quem voc� �.

Meu pai disse que voc� queria perguntar algo.

Sim. Sei que voc� passou por muita coisa.

S� pergunte.

Ele n�o estava sozinho no por�o, n�?

N�o.

Tinha ele e outra pessoa.

- Posso mostrar uma foto? - Pode.

Era este homem?

PAVICH - SENADO DOS EUA

N�o sei. Talvez.

N�o sei.

N�o tem certeza?

N�o. Eu...

Jogavam uma luz na minha cara.

Ent�o nunca vi quem era.

Nunca o ouvi falar.

Mas tem certeza de que havia outro?

- Sim. - Como tem certeza?

Eu...

o ouvia escrevendo.

- Escrevendo? - Isso.

- Ele nunca falou? - Nem uma palavra.

- Ele s� anotava? - Sim.

Est� bem.

- Espero que isso ajude. N�o sei. - Ajuda.

Bastante.

Obrigado.

Se tiver mais alguma coisa...

N�o. S�...

Espero que tenha uma vida �tima.

- Tchau. - Tchau.

Mais do que qualquer coisa, faz com que me sinta vivo.

A atra��o de ver uma coisa e sentir que preciso t�-la.

Pra mim...

A atra��o de ver uma coisa...

Fiquei olhando para aquela coisa.

e sentir que preciso t�-la.

Senti que precisava t�-la.

Pra mim... isso � tudo.

� muito estranho.

N�o concorda?

Isso n�o.

S� tome cuidado.

- Ent�o agora voc� sabe. - Henry.

Quando come�asse a ouvir, seria quest�o de tempo.

Ficou l� observando?

Observei e reportei cada aspecto.

Voc� ficou sentado e n�o fez nada.

N�o, me sentei e aprendi.

Sei que parece frio, mas como mais podemos aprender?

- Onde voc� est�? - N�o vou dizer.

A Ruby est� nos esperando.

Voc� sabe que n�o vou.

- N�o pode ficar. - Quem disse?

Est�o nos procurando.

Fiquei sabendo.

Mas vale o risco.

Este lugar, a desordem, a confus�o, a raiva, a escurid�o.

Aqui n�o � s� isso.

� muito mais.

- Meu lugar � aqui. - N�o � verdade.

O seu tamb�m.

Sabe que seu lugar � aqui tamb�m.

- O que quer dizer? - Oh, John.

Preciso ir.

Henry, espera.

Deixei p�talas de rosa.

Henry?

Henry...

Djen.

O Henry levou a Djen.

Ela est� viva?

Est� aqui?

Observar e reportar. E garantir que os erros deles n�o virem os nossos.

E veja s� o Henry, preso em um ciclo de viol�ncia.

E eu?

Sou diferente?

Gosto de estar aqui.

Como consigo me sentir, me ferir, saborear, tocar, sonhar, amar, odiar.

Me tornei mais humano?

Como o Henry?

Devo me apressar.

Preciso ach�-lo.

O que est� fazendo?

Alexandra.

N�o tem roupa de banho?

Tenho, sim. S� n�o trouxe.

Eu n�o iria mais adiante se fosse voc�.

Tem tubar�es.

T� bom. Obrigado.

Vou achar Henry Thorpe.

N�o importa o quanto demore, vou encontr�-lo.

Sab�amos do Pavich.

Ideia do Henry.

Mas eu concordei.

Todos concordamos, pela miss�o.

- Eu n�o fazia ideia da Djen. - Eu sei.

Eu sei.

Voc� est� bem?

Estou.

Est� mesmo?

Sua m�o? As vozes?

Nada de vozes.

Tem certeza?

� a �ltima carona.

Tenho.

Al�m do Thorpe, todos partiram.

Eu sei.

� s� um vestido.

Talvez.

Ela j� deve estar morta.

Provavelmente.

Mas Henry est� vivo e aqui, e n�s o trouxemos.

Agora procura seres humanos como ele, com quem pode aprender e ensinar.

Al�m disso, estar aqui... Em v�rios aspectos, ele tinha raz�o.

Em v�rios aspectos.

Amo minha casa.

Vou sentir falta de l�.

E vou sentir sua falta.

Vou mesmo.

E dos outros. Mas...

este lugar...

estas pessoas...

Pro bem ou pro mal, gosto delas.

Sou como elas.

Boa viagem.

Caramba.

O fim de um filme � estranho.

Sabe que vai chegar...

FIM

E, mesmo assim, passou todo esse tempo rindo, chorando.

Fica surpreso quando acaba.

Mas, cedo ou tarde,

quando as luzes acenderem, vista o casaco.

� hora de ir pra casa.

Legendas: Rafael Magiolino

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