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EM NOME DA LEI 2� Parte
Em Nome da Lei PARTE 2
Tiraram-lhe o couro cabeludo.
Quando eles atacam, a compaix�o n�o � uma
das suas caracter�sticas.
Ute.
Orrin, � melhor que mantenha os olhos e ouvidos bem abertos...
...porque podem voltar.
Bom, o que acham disto.
Eu diria que aqui h� pelo menos 1.000 d�lares.
Sim, senhor.
Olha, Orrin.
Isto � melhor do que percorrer os arbustos
� procura de vacas, n�o acha?
Esse dinheiro n�o � nosso, Tom.
N�o posso acreditar. O que est� a sugerir?
Que vamos e deixemos isto aqui?
N�o.
S� estou a dizer que dev�amos tratar de averiguar
se esta gente tem parentes.
Se os tiverem, o dinheiro pertence-lhes.
Bom, como diabos vamos averiguar isso?
Eles n�o nos v�o ajudar.
- T�m uma filha. - O qu�?
Ela enviou-lhe esta carta.
L�.
L� em voz alta.
Tu consegues.
"Queridos pais...
...espero que a minha carta os encontre...
...antes que saiam...
...do Indepen... " - Independence.
"A tia Nell fez-me...
...ontem uma festa de anivers�rio.
Foi muito linda.
Mas preferia que estiv�ssemos juntos.
gosto muito de voc�s dois".
"Agora tenho 16 anos...
...e dizem-me que no oeste isto � ser adulta.
Espero ansiosa o dia em que volte para o oeste...
...para estar com voc�s.
Beijos, da vossa filha".
Esta � uma terra dura, rapaz, dif�cil.
E as pessoas tomam o que tem de tomar para poderem sobreviver.
Estou de acordo com o Orrin, Tom.
O qu�?
S�o dois votos contra um.
Maioria.
Isso � o que chamam democracia, n�o � assim?
Pelo menos isto � o que me lembro de voc� dizer.
N�o est� contra a democracia, pois n�o, Tom?
Na primeira cidade que chegarmos
Vamos enviar o dinheiro...
...junto com uma carta a dizer � rapariga o que aconteceu.
Sim, e isso que vamos fazer. Enviaremos uma carta.
� melhor enterrarmos esta gente, n�o acha, Tom?
Enterre-os voc�.
Bom, n�o estamos sozinhos, Cap.
L� em cima h� alguma coisa.
N�o sei o que seja, nem sei se tem duas patas.
Ent�o n�o o viu?
N�o, mas tenho boas raz�es para saber.
- Podia ser um �ndio. - Podia ser.
- Podia ser um animal. - Podia ser.
Podia ser um fantasma.
Algu�m me disse que um dia um ca�ador.
Ele sabia do que estava a falar.
Bom, nunca ouvi dizer que os fantasmas
roubem a comida de algu�m.
Tamb�m podia ser a sua forma
de nos dizer que sa�ssemos da montanha.
Sim.
Bem, parece que o encontramos.
Ou�a, Tell, olhe isto.
Este � o mesmo arroio que tomou quando encontrou ouro?
- Sim, senhor. - Olhe isto.
- Encontrei um pouco de ouro. - Sim.
Fizemos uma descoberta, filho.
Maldito seja, Cap, isto � s� uma gota.
L� em cima � onde est� o verdadeiro ouro.
Calma, Jute.
Venha c�, Cap.
Olhe isto.
"1.544".
Mais ouro.
Vamos, quero-lhe mostrar outra coisa.
Ou�a, Tell, e os cavalos?
Teremos que os deixar por enquanto.
- Vamos. - Preferia estar...
montado num dos cavalos.
Simplesmente temos de recuperar o f�lego.
H� pouco ar.
Mil quinhentos e quarenta e quatro.
Penso que chegou a hora de cobrarmos as nossas fichas...
...e de tomarmos o caminho para Santa F�.
Esta zona ainda est� cheia de bois.
Sim, mas n�o falta muito para que esteja cheia de �ndios.
Vinte e cinco d�lares por cabe�a.
Foi bastante bom, n�o � assim, Orrin?
Quantas cabe�as apanhamos?
39 ou 40.
- Pensei que t�nhamos mais. - Fa�amos uma vota��o.
Quero dizer, j� que voc�s est�o
t�o inclinados a praticar a democracia.
Bem, o que diz, Orrin?
N�o me importava de ver Santa F�.
Tyrel?
Tendo o gado, estaremos pulverizados.
Seremos um alvo f�cil.
Ah, estes cavalos j� descansaram o suficiente.
111
Vamos, andando, n�o �?
Tem calma, rapariga. N�o te vou fazer mal.
Acalma-te.
�s tu que me tens andado a seguir?
E a roubar a minha comida?
Alto.
Basta.
Fica a� quieta e n�o te mexas.
S� ficas a�.
Tell!
Tell, onde est�?
O que est� a fazer a� em cima?
N�o vai acreditar. Suba.
Bem, Cap, a� est� o seu fantasma.
Como diabo veio parar aqui?
N�o sei. N�o quer falar.
Sabe que mais?
Se cortar e pentear esse desastre de cabelo...
...e a vestir com um vestido xadrez, pode ficar muito bonita.
Bem, tudo o que sei � que a �ltima coisa
que precisamos � de uma mulher entre n�s.
Bem, se soubesse que tinha uma escondida aqui em cima...
...tinha trazido a Rosie.
- Ou�a. - Sim?
O que vamos fazer com ela?
Voc� � que a encontrou, o problema � seu.
Fique.
O meu nome � Tell Sackett.
Como te chamas?
Maldi��o, menina. Tem nome, n�o?
Ange. Ange Kerry.
Ange, n�o �?
Quer dizer-me o que est� a fazer aqui em cima?
O mesmo que voc�.
Ouro.
- Esta � a sua mina? - N�o, � do meu pai.
- Onde � que ele est�? - Morto.
�ndios.
Eles levaram os nossos cavalos.
- E voc� o que fez? - Escondi-me deles.
- H� quanto tempo? - N�o sei.
Talvez, dois anos.
Ficou dois anos aqui em cima?
- Sozinha? - Sim.
- Bem, conseguimos chegar. - Sim.
Agora vejam o que podem fazer para encontrar um comprador.
J� sabem onde podem encontrar-me.
N�o sabem onde podemos encontrar um comprador?
Dom Luis est� a pagar 25 d�lares por cabe�a, senhor.
Bem, isso me parece justo.
Mas � melhor que falem com Tom Sunday l� no bar.
- Onde fica a barbearia? - Precisamos nos barbear.
Ah, a barbearia. Junto ao hotel Pritts, senhor.
Seus jovens amigos disseram-nos para que vi�ssemos falar do gado.
Concordamos pagar 25 d�lares por cabe�a.
- Parab�ns. - Obrigado.
- Dom Lu�s vai ficar muito contente. - Sim.
Brindo por isso.
Tom, posso falar-lhe um momento l� fora?
- O qu�? - Podemos falar
um momento l� fora?
Est� bem.
O que �?
- Esses 25 por cabe�a est�o bem? - Sim, est� bem.
Tom, acho que n�o temos dinheiro suficiente
para um quarto at� que nos paguem.
Calma, temos o suficiente se precisarmos.
A que se refere?
O dinheiro que encontrei nas carro�as queimadas.
� claro, nunca mais lhe pus os olhos em cima.
Duas cervejas.
Tom?
O Orrin e eu acabamos de chegar do correio.
Sim, fizemos com que o dinheiro chegue � filha daquela gente.
Bom, n�o sabia que estavam t�o decididos
a fazer trabalho de mission�rios.
Ou�a, Juan, sabe o que temos aqui?
Temos um par de bondosos.
Dom Lu�s envia sauda��es...
...e os convida para jantarem na sua fazenda esta noite.
Como est� Dom Lu�s?
Est� bem, senhor.
- H� algum problema? - Jonathan Pritts.
Dizem que ele est� � vossa espera.
Diziam que estava a preparar uma luta.
Se Jonathan Pritts voltar a Santa F�...
...sim, haver� uma luta.
Bem, parece-me que ele j� se organizou.
O grande hotel aqui chama-se...
...podem acreditar? "O Pritts".
Parece que ele j� tem um p� l� dentro.
Pritts disse que viria a Santa F�...
... e trazia colonos.
Pritts ir� trazer homens com armas, n�o fam�lias.
Como Novo M�xico pertence agora aos Estados Unidos...
Pritts prega...
que quem fala espanhol neste territ�rio n�o t�m direitos.
Disse que esta terra pertence aos americanos.
E que os mexicanos devem ir-se embora.
Dom Lu�s � um homem de paz.
Uma luta de poderes, senhores...
com esta cidade metida no meio.
Senhores, voc�s s�o novos neste territ�rio.
Eu vivi aqui toda a minha vida.
J� v�o ver.
Bem, ol�, ol�.
Voc� � s�cia do Ira Bigelow?
D�-me um u�sque.
N�o h� u�sque para si. O bar est� fechado.
Parece que os seus amigos encontraram
um pequeno eco de gl�ria.
Voc� sabe...
...seu antigo noivo e o homem com que monta, o Sackett.
Bem, encontrei-os, Rosie.
Voc� � Ira Bigelow.
ouvi dizer que est� � procura de Tell Sackett.
Sou, sim.
Penso que sei onde o pode encontrar, por um pre�o.
Muito bem.
Vou ao Purgatorie encontrar-me com os meus irm�os.
Pode ir connosco se quiser.
Cavalheiros, entrem.
Por favor, sentem-se.
Laura.
O que acham de um pouco de...
...u�sque de malte genu�no do Tennessee?
Isso prove.
Tem raz�o. � genu�no.
� sim.
Sr. Pritts, do que nos queria falar?
Eu comecei nas minas de carv�o da Pensilv�nia.
Para sair das minas, aprendi a lutar.
Para chegar aonde estou hoje...
...aprendi a aguentar.
Preciso de homens assim.
Dos que podem fazer as coisas at� o final,
como o seu neg�cio de gado.
Vinte e cinco d�lares por cabe�a?
Preciso de homens como voc�s...
...que possam usar a cabe�a, e n�o s� as armas.
Porqu�, Sr. Pritts? Porque precisa de n�s?
Bem, neste momento o Novo M�xico � um territ�rio.
Logo ser� um estado, um grande estado.
Um lugar onde a gente se possa fixar e ter uma fam�lia.
Este lugar est� precisamente aqui.
Novo M�xico agora � parte dos Estados Unidos.
Uma oportunidade incr�vel para os americanos.
Como o ouro na Calif�rnia.
Quem chegar primeiro, serve-se primeiro.
Sem grande confus�o.
261
N�o quer tirar todos os mexicanos, pois n�o?
Jovem...
...os mexicanos n�o t�m direitos aqui.
Esta terra pertence aos americanos, n�o aos forasteiros.
Estes mexicanos n�o s�o forasteiros, Sr. Pritts.
De facto, eles estavam aqui primeiro.
Toda esta conversa sobre os neg�cios.
Voc� quer tomar com armas.
Por isso estamos aqui. Voc� necessita de mais armas.
Sabes, Orrin, Juan Torre tinha raz�o.
Este homem pretende come�ar uma guerra.
Bem, senhor...
...o meu irm�o Tyrel,
gosta de dizer as coisas directamente sem rodeios.
Eu tamb�m.
Somos assim.
Desculpe-me.
Receio que seja s� o princ�pio.
H� tr�s dias, Pritts fez com que os seus homens
expulsasse alguns donos das suas terras.
Dois homens foram terrivelmente espancados.
Bem, desculpe-me, senhor, mas,
por que n�o fizeram algo para o contrariar?
H� muitas formas de obter a vit�ria
e nem todas s�o atrav�s da viol�ncia.
Quando n�s soubemos,
os meus vaqueiros estavam ansiosos por lutar.
Mas eu n�o permiti.
E o Pritts tem uma vantagem.
Os seus homens s�o pistoleiros.
Os meus homens s�o vaqueiros.
Somos gente pac�fica.
Mas se tratarem de nos tirar o que nos pertence, lutaremos.
Bem, senhor, eu acredito que
o que voc�s necessitam aqui � de lei.
- Justi�a. - Como?
Bem, escolham um delegado.
H� mais mexicanos em Santa F� do que anglo-sax�es.
E para citar o Sr. Tom Sunday,
"A maioria sempre manda nas elei��es".
V�s, estou a aprender, Tyrel.
Parece-me que vais ficar mais um pouco.
Obrigado pelo delicioso jantar, senhor.
Foi um prazer.
O que aconteceu?
Todas estas discuss�es sobre lutas.
N�o fique, n�o se envolva nisto.
O seu irm�o tem raz�o.
O �nico caminho para a paz � a lei.
Escolher um delegado, como o seu irm�o.
Sim, senhor. Agora sei porque tinhas
tanta vontade de vires para Santa F�.
- Essa rapariga � t�o bela como... - O que aconteceu com a tua m�o?
Ah, a sair de casa de Pritts.
- Referes-te ao tipo grande? - Sim.
Sabes uma coisa, irm�o?
Essa rapariga de cabelo amarelo, de olhos juntos...
...vai causar-te muitos problemas.
� bonita e pode evitar que os melhores homens pensem bem.
Inclusive tu.
E penso que Santa F�
necessita de um delegado para toda a gente.
Bom, isto � tudo o que tenho para dizer.
Excepto se eu for vosso delegado...
...farei o melhor trabalho que puder.
Obrigado.
Boa noite, Juan, Pete.
O que aconteceu, Tom?
Bem, receio que o Orrin tenha uma dura concorr�ncia...
...porque vou me lan�ar contra ele.
Bom, devo admirar o discurso do meu oponente.
� tem boas inten��es, mas � muito ing�nuo.
Ver�o, Orrin Sackett eu gosto dele.
De facto, � meu amigo.
A �nica coisa que lhe falta para este trabalho
� uma palavra muito especial:
Experi�ncia.
Entretanto, este trabalho
necessita de um homem com experi�ncia.
E um homem que conhe�a a lei.
Eu estudei a lei quando era muito jovem.
Quando vim para o oeste, meu primeiro trabalho foi
como oficial na regi�o norte do Texas.
Depois viajei pelo oeste...
...e dirigi as maiores opera��es de gado no territ�rio.
Sr. Sunday. Desculpe-me, Orrin.
Acredito que omitiu algumas coisa.
O qu�?
O Sr. Sunday modestamente omitiu o facto...
...que antes foi advogado em Nova Orleans.
Mas a sua carreira terminou abruptamente
ao ser detido por matar um homem!
H� cinco anos matou um homem num duelo por uma mulher.
- Foi uma luta justa. - Certo.
Ele tinha uma arma.
A senten�a foi reduzida a defesa pessoal.
Entretanto, o Sr. Sunday esteve um tempo na pris�o...
...foi proibido de exercer advocacia...
...e expulsaram-no de Nova Orleans.
Ao longo dos anos, adquiriu uma grande
reputa��o como pistoleiro.
N�o � o tipo de homem que esta cidade precisa para delegado.
Um ex-presidi�rio, um pistoleiro.
N�o.
Eu acredito que o homem para o trabalho � Orrin Sackett.
Um aplauso para Orrin.
Tom, sinto muito.
por que n�o o deixa em paz.
Vamos, vamos divertir-nos.
Orrin.
N�o pensei que o quisesse tanto.
Voc� estava por detr�s do que se passou l�?
N�o tive nada a ver com aquilo, Tom.
Sim, j� est� a dan�ar ao ritmo da m�sica do Pritts, Orrin.
Ningu�m manda em mim.
Eu digo que todo o homem
tem um pre�o se subir o suficiente.
� um mentiroso.
N�o � verdade, Tom.
Olha, Billy.
Um presidi�rio a querer ser delegado.
Sim, sim.
E al�m disso um b�bado.
Sim, estaria melhor a tocar ovelhas.
Dizem que voc� � muito bom com a pistola.
Um grande advogado.
E como se n�o chegasse, um mulherengo.
Tocando vacas.
Sunday...
...est� a sujar as ruas.
cala a boca, rapaz ou saca a tua arma.
Est�s a aborrecer-me.
N�o atire, Sr. Sunday. N�o irei sacar minha arma.
N�o atire!
Onde est� esse Tell Sackett, rapaz?
Onde est� o meu dinheiro?
Eu disse � Ira que subiria.
vai encontrar o seu rapaz.
Parece que fizeram um verdadeiro achado de ouro.
N�o estamos � procura de ouro, procuramos Tell Sackett.
E conforme penso, voc� deve levar-nos directamente a ele.
Disse que n�o o fazia de gra�a.
O ouro � teu.
Queremos o Tell Sackett.
E vais levar-nos at� ele, explorador.
Ele muito bom.
N�s os tr�s n�o seremos suficientes para o apanhar.
Enviamos um telegrama a chamar o irm�o Benson.
E penso que voc� n�o � o �nico valent�o
com �nsias do ouro nesta cidade.
Consiga-nos tr�s homens mais eu e o Jack.
V� l�.
Consiga um quarto para nosso irm�o Benson no hotel.
Ele dever� chegar dentro um ou dois dias.
Quando chegar, diga-lhe onde estamos.
Sim.
Benson. No hotel.
- Calma, eu digo. - Vamos, filho.
- Muito bem, rapaz. - Sackett e o ouro.
Dois pelo pre�o de um.
E prometo defender todas as leis de Santa F�.
E prometo defender todas as leis de Santa F�.
At� onde seja poss�vel, com a ajuda de Deus.
At� onde seja poss�vel, com a ajuda de Deus.
Ent�o neste terceiro dia de Novembro...
...no ano de nosso Senhor, 1869...
...parab�ns, Delegado Sackett. E boa sorte.
- Obrigado, juiz. - Orrin, parab�ns.
As bebidas est�o no Est�bulo Vermelho.
- Parab�ns, delegado. - Obrigado. Muito obrigado.
- Parab�ns, delegado. - Obrigado.
- Vemo-nos logo. - Boa sorte.
Muito obrigado.
Era isto que a cidade precisava.
Obrigado.
Orrin.
Parab�ns.
Obrigado, Tyrel.
Tom?
Tom Sunday?
Tyrel.
Tyrel Sackett.
- Ol�, Tom. - Ol�.
Senta-te, rapaz. Vamos tomar um copo.
Vou buscar um pouco de u�sque.
Senta-te.
Toma, serve-te.
D�-me um, j� que est�s a servir.
Sim, isto n�o � exactamente Nova Orleans.
N�o, � uma... � uma cidade formosa.
Sim. Formosa. Obrigado.
Formosa.
O que aconteceu, Tom?
O que aconteceu?
Bem, vou dizer-te, eu... penso que...
Talvez fosse o melhor advogado em todo o estado de Louisiana.
E por acaso conheci a...
provavelmente a mulher mais formosa do mundo.
O problema era que estava casada com o senador John Haynes.
Como o Pritts, poderoso e com influ�ncias.
Ele ouviu falar do nosso caso...
Bem, isso n�o era t�o mau, mas...
toda a cidade ficou a saber do caso...
e ele envergonhou-se.
O que fez foi desafiar-me para um duelo.
Sim, at� nisso foi um parvo.
Quanto tempo esteve na pris�o?
Um ano. O suficiente para acabar com a minha carreira.
depois de Nova Orleans,
comecei a ir de cidade em cidade.
Vim para o oeste...
...porque por aqui ningu�m conhece Tom Sunday.
Deixei o passado para tr�s.
Pensei que tinha a oportunidade
de come�ar do zero, para assim dizer.
E esperava que pudesse acontecer aqui em Santa F�.
Isso era o que eu esperava.
Sim, ser delegado podia ter sido o come�o.
Tom, estou a falar por Orrin.
Ele precisa de um bom ajudante.
Ele est� a oferecer-te o posto.
Ajudante de delegado?
Bom, eu... Tinha a inten��o
de ser delegado, recordas-te?
Esse trabalho devia ser meu.
Eu ensinei ao teu irm�o tudo o que sabe...
...inclusive a ler e at� a escrever.
Ajudante de delegado?
N�o, n�o aceito esmolas.
Orrin pensa que � um bom homem, Tom.
- Ele precisa de si. - Sim?
Santa F� est� prestes a entrar numa guerra, Tom.
- H� armas em ambos os lados. - N�o.
Orrin virtualmente roubou-me esse trabalho.
Al�m disso, est� pendurado a Jonathan Pritts.
- Ainda pensa nisso, n�o? - � claro.
N�o � verdade, Tom.
Olhe para si. Esteve a beber muito.
E Deus sabe h� quanto tempo n�o toma banho.
� um homem afogado num rancor vazio.
Eu mantenho a minha arma limpa, Tyrel.
E quero dizer-te, que isso � que conta.
Isso... � tudo.
Adeus, Tom.
Adeus.
- � esta. - Est�o t�o alto?
Perto do topo.
Este caminho vai levar-vos muito perto deles.
Bem, isto est� muito aberto para come�ar.
Vamos.
Muito bem, rapaz, leva-nos.
- Quem s�o voc�s e o que querem? - O Tell Sackett.
Eu se fosse a voc�s dava meia volta e ia-me embora.
Hobes, cuida dos cavalos.
Alto. Alto!
Temos de sair deste buraco um a um. Eu vou primeiro.
Jack, voc� atira e cobre-me.
Tudo bem, irm�o. Muito bem, j� ouviram, rapazes.
Vai.
Acertei. Acertei!
Acertei-lhe.
Volta para essa cova e traz-me um pouco de �gua quente.
J� era hora. Posso sangrar.
Sim, voc� � intrat�vel.
S�o muitos.
V�o para a caverna espanhola l� por baixo.
Sim. J� estive l�.
Sim, deixe ver.
Vamos sair daqui.
� uma grande historia, Orrin.
531
Sim, senhor, assim dizem
os contrabandistas, do Tennessee.
Querem beber algo mais forte do que o ponche?
Obrigado, Laura.
- Que boa festa. - Obrigado, Orrin.
Progredimos muito, Orrin,
desde que voc� e o seu irm�o sa�ram.
Bem, senhor, nunca pensei que regressaria.
Pondo as diferen�as de lado, voc� � um bom homem.
Embora confesse que me preocupa um pouco a sua toler�ncia...
...com os mexicanos nesta cidade.
Esperava que pud�ssemos ser aliados.
Bom, alguns foram muitos injusti�ados
nesta cidade, senhor.
- Dizem que os est� a favorecer. - N�o os favore�o.
Apenas me preocupo que eles tenham
as mesmas oportunidades que todos.
Tamb�m � a sua cidade. Talvez seja mais deles do que nossa.
Mas minha principal preocupa��o � o futuro do novo M�xico.
Pertence aos americanos,
n�o aos intrusos como Lu�s Alvarado.
O que quer dizer com "intrusos"?
Sabe muito bem a que me refiro.
est� enganado, Sr. Pritts.
N�s � que somos os intrusos, n�o os mexicanos.
N�s tiramos-lhe esta terra, sim,
mas agora pertence-nos.
Se eu fosse a si, n�o iria t�o longe.
Meu trabalho aqui � manter a paz...
...sendo imparcial.
Orrin, se n�o fosse eu,
n�o seria o delegado desta cidade.
Tom Sunday o seria.
Provavelmente o devia ser.
Laura, pode atender nossos convidados?
Sim, pap�.
At� agora tenho mais de 40 pistoleiros empregados.
Se n�o seguir o caminho que estou a sugerir...
...solto-os nesta cidade...
...e n�o h� nada que possa fazer para o evitar...
...e muito menos para sobreviver.
N�o pode fazer isso.
Orrin.
Orrin, se me quiser...
...tem de fazer o que o meu pai diz.
Bem, Laura...
... o Tyrel tinha raz�o.
Cabelo dourado...
...olhos azuis...
...mas o espa�o na cabe�a � muito pequeno.
A nossa mina e os nossos cavalos,
roubados por esses cobardes.
Quanto tempo pode ficar a� sentado a aguentar isto?
Cap, aqueles rapazes est�o muito bem cobertos l� em baixo.
Certamente v�o dormir profundamente
depois de terem montado tanto tempo.
Quando escurecer, vou descer at� l� e solto-lhe os cavalos.
- N�o vai sozinho, pois n�o? - Voc� n�o vai.
Sim.
Se lhe soltarmos os cavalos, teremos esses rapazes a p�...
...da forma que queremos.
Porque n�o me deixa ir procurar ajuda?
N�o, isso seria muito perigoso.
Esses Bigelow atirar�o em qualquer coisa que se mexa.
Al�m disso, o Cap precisa de ti aqui
se por acaso alguma coisa me acontecer.
Quando amanhecer, ser� f�cil encontrar o Sackett.
Como faremos, explorador?
Est� sozinho, n�o � assim?
Claro. Jack Bigelow matou o velho vaqueiro.
Vi com os meus pr�prios olhos.
Sil�ncio.
- O que � isto? - Os grilos calaram-se.
Os cavalos.
- Hobes, vai ver os cavalos. - Est� bem.
E se nevar enquanto estamos aqui, Ira?
Dev�amos sair desta montanha.
N�o iremos enquanto o Sackett n�o estiver morto.
Ai vem o Hobes.
Os cavalos n�o est�o l�, Ira.
Cortaram as cordas.
Que vai fazer, vai sangrar?
Pensei que precisava de ajuda, pois foi � muito tempo.
N�o posso mant�-lo quieto.
- Conseguiu um cavalo? - Consegui um.
Ent�o deixa-me ir procurar ajuda.
N�o.
N�o, vamos ficar aqui esta noite.
Quando amanhecer, colocaremos o Cap nesse cavalo.
Ent�o iremos todos. Juntos.
- Pode morrer. - Ele n�o vai morrer.
Tyrel?
Morreu.
Com o Dom Lu�s morto...
...a sua gente vai falar com o Tom Sunday.
E ao saber o que ele pensa de mim,
v�o aceitar a sua proposta.
- Mas tu n�o est�s contra eles. - N�o.
Mas o que eles sabem � que o Jonathan Pritts me fez delegado.
E ele est� contra eles.
Irm�o...
...ainda preciso desse ajudante.
Esta cidade vai dividir-se.
Tens o teu ajudante.
Espero que hoje este caf� esteja melhor que ontem.
O que tem de mau?
Parece que foi feito com uma ferradura velha.
Faz bem ao cora��o. Quer uma ch�vena?
Algu�m sabe quem fez isto?
Venha c�.
Foram dois homens do Fetterson, senhor.
Foram por ali.
Ai, n�o!
n�o!
N�o lhe fa�am mal.
Quando estiver disposto a falar, Fetterson,
estaremos dispostos a ouvir.
- Espero que isto funcione. - J� vamos ver.
- Entendeste? - Sim.
Vamos apanha-lo.
Ei, Orrin! Orrin!
Alto.
Alto. Vira-te.
Vamos.
Entra.
- Vira-te. - Fetterson.
Foi o Pritts, Jake.
Diabo, eu estou na lista de nomes como tu.
E fa�o o que me mandam.
Ele n�o queria que falasses.
Vamos.
Fetterson. Fetterson. Volta para l�.
Se for ao tribunal e contar tudo,
o que me acontecer�?
Estar�s protegido, isso te garanto.
�s um homem valioso, Fetterson.
- E o Pritts? - Ele est� acabado.
Tyrel...
...envia um telegrama ao juiz. E diz-lhe que temos uma confiss�o.
Muito bem, vamos.
Estou contente por isto ter terminado.
Talvez isto pare com a guerra em Santa F�.
Espero que sim.
Orrin, � verdade?
O qu�?
Que te vais lan�ar � C�mara Municipal.
Penso que sim, se fores tu o delegado.
- � muito f�cil? - � f�cil.
Maldi��o, Cap, o que faz levantado?
Temos que sair daqui a andar a p�, Tell.
S� estou a fazer que estas pernas velhas
se acostumem � ideia.
Eles v�o aproximar-se a todo o momento.
Acho que vamos chegar aos penhascos ao entardecer.
Este atalho � muito duro e rochoso.
Sim n�s conhecemos esses atalhos, Cap, mas eles n�o.
Essa � a nossa vantagem.
Sabe, filho?
Uma coisa � atirar numa das suas pernas...
a outra � tirarem-lhe o seu cavalo...
...isso � muito mais desagrad�vel.
Sim, senhor.
D�-me a arma.
Vamos.
V�, eu consigo.
Sei que o estou a atrasar.
Por que n�o me d� essa arma.
Voc� vai � frente. Eu vou ficar bem.
Cap, vou tir�-lo daqui, nem que tenha
que de o carregar �s costas.
Agora, vamos.
A melhor forma de sair daqui � escalarmos esta rocha.
Est� louco, Tell.
Agarre-se, Cap. N�o solte a corda.
Jack.
Ou�a, Ira, veja isto.
Olhe para o caminho, veja se tem sinal de cavalos.
Simpson, v�em comigo.
Conseguimos, Cap. Conseguimos.
Purgatorie est� depois dessa colina.
Porque n�o vai � frente.
N�o vou a lugar nenhum sem o levar comigo.
Olhem isto.
Purgatorie.
Como diabo pensam que chegaram at� l�?
Ira. Ira, encontrei os cavalos.
No pouco tempo que vos tenho servido como delegado...
...eu penso que vim a conhecer-vos melhor.
- E a servi-los bem. - Sim.
Eu gosto de Santa F�.
Eu gosto desta gente.
Eu penso ficar e a fazer dela a minha casa.
Eu penso que j� sabem que quero ser o Presidente de C�mara.
Tom Sunday.
O primeiro Presidente de Santa F�.
H� pouco tempo, Santa F� estava dividida.
Ol�, Tom.
Devia ver o Orrin, Tyrel.
O Orrin est� a construir o seu futuro, Tom, � o que est� a ver.
N�o utilize essa maldita diplomacia comigo,
porque o seu irm�o � que � o pol�tico.
Eu n�o tenho nada contra. Nada.
Ent�o saia.
N�s j� passamos por muitas coisas juntos, Tom.
Voc�, o Orrin e eu.
Quero fazer de Santa F� um lugar decente para se viver.
Tem medo, Tyrel?
Vi matar muitos, para n�o ter medo.
Ent�o que tal afastares-te do meu caminho? Agora mesmo.
Todo homem ser� julgado pela sua estima,
e nunca pela cor da sua pele.
N�o posso.
N�o pode?
E quero fazer de Santa F�
uma cidade de que todos nos orgulhamos.
Maldito seja, Tom, n�o fa�a isso.
Tom.
Tom, n�o me deixou outra alternativa.
Sim.
Recebi um telegrama de Purgatorie.
Tell est� com problemas.
N�o vou precisar disto para o lugar onde vamos.
Vamos.
Encha.
N�o me vai convidar para um copo?
Levem esse jogo para outro lugar, rapazes.
Agora.
Taberneiro, ouviu a dama?
- Sim, senhor. - Ouviu bem?
- Como te chamas? - Delilah.
- O que disseste? - Delilah.
N�o fales. Bebe apenas.
- Precisamos de um m�dico. - Vamos, subir estas escadas.
Sim. Vamos, Cap. Vamos.
Sr. Bigelow, eles... Est�o aqui.
- Taberneiro. - Sim, senhor?
- V�m comigo. - Sim, senhor.
N�o.
Tu ficas e toma um u�sque com ela.
Benson.
- Pelo menos est� vivo. - Sim.
- Sackett. - Est� aqui.
Vamos esperar um pouco antes de agir.
Agora, ouve.
H� um homem chamado Tell Sackett.
Sim, senhor, conhe�o-o.
Est� no consult�rio do m�dico, sobre a loja.
Vai dizer-lhe que os Bigelow querem v�-lo
aqui no est�bulo amanh� ao amanhecer.
- Agora v�. - Sim, senhor.
Benson Bigelow enviou-me.
Est� a pedir para que saia.
Penso que nunca se acabar�o os Bigelow.
N�o, sem dificuldades.
Benson Bigelow enviou-me. Pede que saia, Sr. Sackett.
H� outros.
Quantos s�o?
- Seis. - Quando?
Amanh� quando, amanhecer.
Disse que estar� no est�bulo.
Ao amanhecer.
Volte, Tell Sackett.
Ouviu-me?
Ange, estes Bigelow est�o � muito tempo � minha procura.
Chegou a hora de acabar com isso.
Ouve, n�o te preocupes comigo.
Voltarei.
Sobe e toma conta do meu amigo.
Nunca se sabe o que vai tentar esse velho. Vai.
O que est� a fazer, Cap?
N�o pensou que ia ficar deitado neste colch�o
a arranhar a barriga...
e deixar que o Tell fosse sozinho...
enfrentar essa gente?
Se acha isso, enganou-se.
Voc� gosta muito desse jovem, n�o gosta?
Sim.
Eu tamb�m.
Chegou a hora. Entrem.
Tu deves pertencer a um desses Bigelow.
Sim, sim.
�s um bom c�o. Sim.
Fica por aqui. Talvez me possas ajudar.
Tell.
Tabaco?
Est�o no est�bulo.
Sim.
Vamos atravessar.
- Tyrel. - Tell.
- Est�o l� dentro? - Sim.
- Quantos s�o? - Sete.
O velho vesgo devia fechar a porta.
Bem...
Vamos entrar.
Bigelow!
- Vou pela porta de tr�s. - Tyrel.
Vamos por tr�s.
Vai buscar o teu menino de ouro, rapaz.
Sackett!
J� me irritaram o suficiente.
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