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Zulu
Disseste quem?
Não a consigo ver.
De vermelho? Sim, vou segui-la!
Estou a vê-la. Menina, por favor!
Mostre-me a mala, por favor. Desculpe. Não.
Mais devagar, por favor!
Está bem, está bem!
Mostre-me a mala.
Caviar?
- A maior também. Venha. - Eu queria caviar
Aqui está o caviar. Quanto lhe devo?
Conhecem-se? Estão juntos?
Não, mas talvez fiquemos.
Diga quanto é para irmos festejar com caviar e velas.
Isto é roubo. Não pode pagar. Vamos!
É meu, deixe-me pagar.
Tarde demais, devia saber.
Agora, vamos a andar!
Ofereço-lhe o caviar para dar à sua mulher.
Ele não precisa, deve roubar todos os dias.
Estes trabalham em segurança
para poderem rapinar facilmente.
Personalidade dupla.
Vendo como eles têm tão pouco
não pode ficar muito para dividir.
ZONA DE RESTAURANTES
De certeza que estão juntos!
Infelizmente, não. Bem gostava.
Pare de brincar!
Não nos conhecemos!
Cala-te!
Volta para casa!
Menos um estrangeiro em França!
Isto é de doidos.
Estou aqui por umas gramas de caviar
e uma miúda que não me deu o número?
Fazes-me rir.
Bateste no segurança.
E gozaste com os chuis em vez de cooperar.
Entra.
Não te preocupes.
Vais a tribunal e apanhas pena suspensa.
Fica sentado. Vais chamar um táxi?
São todos iguais.
Quando sabem que não vão a lado nenhum, não param.
Olha para eles.
Há todos os tamanhos e formatos.
Um grande chulo e um pequeno, um falido…
E para terminar…
o que apanhou quatro meses
por roubar sardinhas no supermercado.
Perguntaram quantas sardinhas havia na lata.
"Quatro, Senhor Juíz." Quatro meses!
Sorte não ter roubado uma lata de ervilhas.
Eu sabia que ias descontrair.
E o Lino Ventura ali? Quem é?
É o Constantini.
Ficou 15 meses na solitária.
Então ele é a… estrela.
Drogas, prostituição, extorsão…
Se fosse menos, não seria conhecido.
Para ter fama, ou têm que te cortar a cabeça
ou mandas cortar as dos outros.
Deixa-me ver melhor.
Não o recomendo.
Ele não quer ser conhecido. Cuidado!
Pira-te!
Desculpe não dizer adeus no outro dia.
Não foi muito educado.
Mas não havia razão para eu ficar.
E estava errado.
- Como me encontraste? - Conhecia-te.
Vi-te numa peça no ano passado.
E para além de… Quem és tu?
Ladra?
Não foi isso. Essa não foi a verdadeira razão.
Não…eu trabalho num consulado.
Não é crédito meu ter sido indelicada.
Estás contente que eu esteja aqui?
Sim, mas quando um estranho falar contigo,
não fiques tão fria porque ele sofre com o resultado.
Não digas isso. Não sei o que fazer.
Está mesmo a incomodar-me.
Posso vir todos os dias.
Não te preocupes. Aprendo muito aqui.
Ali aquele tipo, é um génio.
Disse-me coisas incríveis. Até me deu ideias para uma peça.
Sim? Que tipo de peça?
Sobre uma sociedade
onde se cumpre pena adiantado.
Vais ter com o juiz e dizes,
"Gostava de apanhar 20 anos." Após os 20 anos,
cometes o crime correspondente à sentença.
Podes escolher violar um bispo,
ou cortar os tomates de alguém que te chateie…
Compreendes "tomates"?
Sim. Os testículos.
Essa é boa.
Estou contente
por te ter conhecido.
Acho que nos vamos divertir.
Especialmente eu.
O meu nome é Patty.
Até breve.
Oh!
De joelhos. Dá-me as chaves.
Para a parede!
Tu… Abre.
- Não entres nisto. - Isto é louco!
Abre, canalha!
Mais rápido!
Depressa! Vamos!
Fazes barulho e disparo.
E rebento-te os tomates!
Vai!
Há um.
Para!
Vai! Vai!
As chaves!
Faço-te comer as chaves, cabrão!
Oh!
Mexe-te, idiota! Mexe-te!
Estão a fugir!
- Tu, vem cá! - Chama o médico, rápido.
A minha perna.
A minha perna.
Será mau para ti,
se eu a perder…
Vamos.
Constantini. Conhecia-lo?
Eram amigos?
Tiro-te o chapéu se fores mano dele.
Não adivinhámos.
Cala-te, estás a irritar-me.
Não importa, estás lixado. Vais ser penalizado, de certeza.
Silêncio. Guardem o fôlego para o diretor!
Winckler! O palco é por aqui.
SALA DE AUDIÊNCIAS
Ele vai apanhá-la.
Estão loucos?
Merda!
Não conheço o vosso homem! Podem ouvir-me?
Nunca o vi, é verdade!
Maldição!
Não há problema se não fores culpado.
Não adianta porem-me aqui!
Não sei nada.
Tem calma. Podes ter mais sorte com o juiz de instrução!
Estão loucos…
Não podem deixar-me neste buraco por 15 dias…
Quer falar com um advogado.
Quero que me oiçam!
Estão a ouvir?
Lamento…
Pode não parecer ótimo.
Mandaram-me para as Bahamas mas estava a chover.
O teu advogado convenceu o juiz
que não conhecias o Constantini.
E porque não posso sair?
Não podemos fazer nada até o guarda retirar a queixa.
Deixa-o falar comigo
para resolvermos.
Não vou ficar seis meses à espera de julgamento!
Tentei falar com ele.
Fui ao hospital, escrevi-lhe.
Tentei ligar e nada. Ele recusa-se a falar.
Não te preocupes.
As suas acusações não valem nada em tribunal.
Porque fazes isto?
Sentes-te responsável?
Sim, deve ser por isso.
Ou talvez não.
LE PARISIEN, ABERTURA
- É pena. És um bom tipo. - Porque é uma pena?
Porque te meteste com o Lorca.
Aqui, vê.
Aqui.
O tipo está orgulhoso.
Vai receber uma medalha por ter sido ferido.
Aos bezerros põem salsa no nariz,
os homens recebem medalhas.
O Lorca é doido, meu.
Ele não é mercenário por não conseguir emprego,
mas porque gosta.
Nem os colegas o suportam.
Boa, então não o defendem.
Mas claro que defendem.
Acreditam que é verdade.
Vão fazer uma frente unida.
Já me chateias com os disparates.
Não perguntei nada.
Sou clarividente.
Como aqui não há nada para ver, decidi ser clarividente.
A forma como olho para as coisas.
Prevejo tudo e nunca erro.
Quando era jockey, ele previa os resultados do dia seguinte.
Por isso apanhou dez anos? Não previste isso?
Isto foi porque feri o tipo que me denunciou.
Ainda me faltam dois anos
e tu vais-me substituir.
Vejo isso.
É simpático, porque eu não aguento mais.
Minet?
Socorro!
Rápido!
Socorro!
Desta vez ele não falhou.
Suspeita de cumplicidade entre Constantini, Lenuzza e Winckler.
As acusações são as seguintes:
"Trepar uma corda que cúmplices desconhecidos
atiraram do exterior,
Constantini perde a arma
na sua posse." Segundo a sua declaração,
pegou na arma para acertar no Constantini.
Sou excelente atirador, Sr. Juiz.
Constantini perdeu uma arma 11.43.
Podia desarmá-lo acertando no pulso,
é só.
Podia ter evitado a fuga e mais crimes.
Não esqueçamos, Sr. Juiz, que o guarda Pauly foi atingido.
O Sr. Lorca agiu em sua defesa.
Com uma interposta vítima, Sr. Juiz.
E chegamos aqui ao cerne do problema.
Constantini pede a sua ajuda,
você empurra Lorca para evitar o tiro e, …
Sr. Juiz!
Isso é falso, o Constantini não me pediu nada.
Eu não empurrei Albert Lorca!
Devemos ser específicos, Sr. Juiz.
Não é isso que diz a minha declaração.
Constantini gritou para o Winckler
"Sai idiota".
Fui empurrado pelo réu e caí.
A consequência? Apontou e falhou.
Constantini conseguiu acertar na sua perna.
Ficarei coxo para a vida, Sr. Juiz.
Tenho uma prótese na rótula.
Durou um quarto de segundo e está a criar um drama!
Vi a arma do Constantini apontada a mim.
É verdade, tive medo. O Sr. Juiz conhece o Constantini.
Estava pendurado em mim,
afastei-me, não queria morrer.
Foi um reflexo, Sr. Juiz.
Não faria o mesmo nessa situação?
Talvez. Na verdade, eu…
nunca disse que o Winckler me empurrou de propósito.
Na altura, pensei ter escorregado.
Alarme. Pânico.
Os meus colegas persuadiram-me.
Não foi coincidência, não caí por acaso, Sr. Juiz.
Mantêm as vossas declarações, senhores?
É claro, Sr. Juiz. Vimos tudo.
Quando Lorca apontou ao Constantini, o Winckler empurrou-o.
O réu nada tinha a temer
O patife estava na mira do Lorca.
Logo, ele é responsável pela fuga do Constantini.
Segundo estes guardas.
Isso é absurdo. O que ganhava eu?
Faltam-me dias para sair!
Sim, mas não conseguiu evitar.
Foi vítima do chamado reflexo revelador.
Bruno Winckler é acusado
de ter ferido um agente de segurança.
Bruno Winckler é um realizador! Um artista.
Quer dizer, este guarda representa tudo o que eu odeio.
Impor a ordem, o respeito pela sociedade!
Tem uma visão retrógrada dos artistas, Sr. Procurador.
Não me importo com patifes, também os odeio!
Ao escolher entre o guarda honesto
e o patife, sacrificou o guarda.
Peço que a sentença de Winckler
seja de dois anos de prisão.
Lamento, está ocupado.
Eu sei, mas não há mais lugares.
Lamento, é impossível.
Posso só esperar aqui?
Não é possível.
Não compreendo.
Tira-me daqui. Tira-me daqui!
Pedimos recurso. Há que continuar.
Isto é de doidos.
Por favor, tira-me daqui.
Vamos ganhar.
Vamos ganhar.
Não se mexa.
- Quieta. - É a minha esposa.
Não há perigo.
Também quer que me dispa?
Vamos, saia. Já chega.
Vão-se sentar!
O corredor não está incluído, sabem?
Esquece, Patty!
Não posso falar com ele mas posso olhar, não?
Bruno, informei-me e a prisão para onde vais
é moderna e nova!
- Olá, Diretor. - Antoine…
Este é o Winckler, Diretor.
Olá, Winckler.
Olá.
Vou ficar aqui dois anos?
Tens uma hora para te instalares.
Depois, juntas-te aos outros.
Se precisares de alguma coisa, carrega aqui.
Pronto.
Desculpe.
Com licença.
Que raio fazes aqui?
Estou feliz por ti.
É quente e confortável.
Claro. Os artistas têm bom gosto.
O que se passa?
Deves estar satisfeito, não?
Vais estar em cena por dois anos. É um sucesso.
Podemos atuar juntos, se quiseres.
Sou muito velho?
Vá lá, fala.
Não há câmaras.
Ninguém nos vê. Ninguém nos ouve.
Ah, é a minha perna.
É estúpido, perdi o joelho num acidente.
Não o encontras aqui.
Vamos ver isso.
Tempo não me falta.
Lorca, abre.
Um novato!
Ele pode sentir-se desorientado. Ajudem-no.
Sim!
E ele tem uma esposa muito linda.
Calem-se.
Transpirem, cansem-se. Assim não pensam em rabos.
Quanto à tua miúda,
faz como eu.
Vai à cozinha
e alivia-te num pedaço de carne.
Certo?
Vem sentar-te no meu colo.
Agora não me apetece.
Vamos, rápido!
Merda, deixem-no ambientar-se!
O que se passa aí?
Nada, chefe. O José está a fazer abdominais.
Fico cá 20 anos, preciso de dinheiro.
Sempre que a garina te vier visitar, quero 200.
Queres um recibo depois?
Estou a avisar-te. Se não pagas,
ela acaba com 15 tipos em cima.
Deixamos-lhe uma lembrança.
Assim.
TOQUE A CAMPAINHA PARA ENTRAR
Desejo-te.
Anseio por isso.
Porque não queres que eu venha, então? Diz-me.
Não posso.
Há câmaras na cela de visitas.
Para não sermos vistos, só deitados no chão.
Como ratos.
Com tipos à volta, como num filme.
Diz-me o que te assusta.
Precisas de ter cuidado.
Não andes sozinha em Paris.
Estás a ouvir?
Nunca deves andar sozinha.
Ameaçaram-te, foi isso?
Queres avisar os guardas? O advogado?
Não, não.
De modo algum.
Tenho de saber se é bluff.
Hora de passear.
Opcional.
Quem quiser pode ficar na cela.
Agasalhem-se, está frio lá fora.
A temperatura exterior é de oito graus.
A temperatura exterior é de oito graus.
A velocidade de cruzeiro é de oito punhetas por dia.
- Mínimo. - Sim.
Em breve chegaremos…
…a lado nenhum.
Para, que me fazes chorar.
Fica na cela. Não venhas.
- Olha para mim. - És um idiota.
Vamos, senhores.
Vão apanhar sol.
Um ponto para nós.
Faz 15. Vamos trocar de lado.
Dá-me.
É absurdo.
Cuidado.
Preto.
Perdeste dois cigarros.
Não, tu deves-me dois.
- Idiota. - Sim, pois é.
Toma.
A branca,
32 euros a grama.
Isso é muito.
Tu fumas?
Às vezes.
Posso arranjar umas linhas.
Não, obrigado. Já tenho que chegue.
Faço-te preço especial.
Vem cá. Vem!
Estou a ir.
Diz? Chamaste?
Ela veio? E a massa?
Por acaso, tenho boas notícias.
Aqui entre nós… não te dou um cêntimo.
Se fazes alguma coisa à minha mulher,
fico como tu, sem nada a perder.
Por isso, aviso-te.
Faço-te um buraco.
Aqui mesmo, com um garfo.
Para dentro, senhores.
Acabou o desporto.
Toma!
Quem fez isto?
Não foi nada, escorreguei na escada.
Não vi nada, estava de costas.
E você? Viu alguma coisa.
Não teve tempo para intervir.
Foi muito rápido, Diretor.
Éramos poucos.
Olhamos à direita e acontece à esquerda.
Muito bem, Antoine.
Obrigado, Director.
Sempre teve boas notas, Lorca.
Muito boas, mesmo.
Os seus superiores até criticavam demasiado zelo.
Não estavam habituados a excesso de zelo.
Sem dúvida.
Mas… porque decidiu de repente
ser transferido para aqui?
Queria trabalhar numa prisão moderna.
É uma progressão lógica de carreira.
A presença do Winckler aqui…
Fiz o pedido dois dias antes de ele vir para aqui.
Os rumores acontecem.
- Talvez você soubesse. - Não, Diretor.
Ele é um recluso como qualquer outro.
Assim espero, Lorca.
Confio em si.
Se estiver enganado…
pagará caro por isso.
Estás a ver?
Certo.
Fazes assim.
Se até eu consigo fazer…
Não é complicado.
Pões a placa no intervalo…
Abres a mão.
Assim.
Sabes o que fazíamos aqui antes?
Caixões. Eu até gostava.
Lembra-me um tipo que conheci.
Era rico. Quando soube que ia morrer,
correu tudo à procura de um caixão em segunda mão.
Não me admiro.
Gajos como esses são otários.
Quanto mais têm, mais estúpidos são.
Troca de lugar comigo.
No ano passado, tatuámos o pénis
de um espertinho como tu.
Falhas e tatuamos piças nos teus dedos.
Terás de usar luvas toda a vida.
Admite que seria estúpido,
só para poupar 250 por mês.
Percebeste?
Não percebi. Falamos depois.
Desculpa.
Gostava de te visitar mais vezes
mas o diretor acha que te estou a mimar demais.
E isso é favoritismo.
O que esperas? Ele deve sentir que somos loucos um pelo outro.
Diz-me,
o que esperas
nessa cabeça degenerada?
Vou dizer-te.
Faço este trabalho e conheço assassinos há 15 anos.
Nunca presenciei um homicídio.
Falta-me isso na vida.
Gostava de ver o efeito.
Podes vê-lo bem de perto.
Calma. Fazes mesmo sem permissão.
O que preferes?
Comer a tua noiva em Paris ou dar-me um murro na cara?
Fecho geral.
Se fosses um verdadeiro presidiário,
preferias dar-me um murro.
Paciência. Vais lá chegar.
- Tens a certeza? - Sim.
Como estás?
Posso conduzir?
Sim, claro.
Esta.
Vou comprar croissants. Quais preferes? Brioche? Folhado?
Deve haver mel por aqui.
Olha, mirtilos…
Alperce, talvez bolorento.
Vamos almoçar numa esplanada
no parque Saint-Cloud, nem que chova.
Pode ser apertado. Já são 14 horas.
À noite ou amanhã, então. Amanhã passeamos na floresta.
E depois de amanhã?
Porque falas assim?
- Não pensei nisso. - Mas eu pensei.
Não quero os teus três dias de licença todos os trimestres!
É pior do que nada. Vens e depois vais.
Isso não é amor. O amor não é vivido aos pedaços.
Para nós, os melhores momentos são agora.
Quando saíres daqui a um ano, tudo estará arruinado.
O que queres que eu faça?
Não podemos fazer nada.
E o Lorca assusta-me.
Não me estás a dizer tudo.
Do que tinhas medo no outro dia na visita?
Pára…
Estou aqui mais dois dias. Deixa-me relaxar.
MÚSICA PARA CAMALEÕES
Não vais voltar lá.
Vamos fugir.
Pomos uma foto neste passaporte
e vamos para o México.
Onde arranjaste isto?
Foste condenado por falso testemunho.
Agora tens documentos falsos.
É olho por olho.
És louca.
Não vou passar a vida a fugir.
Por favor, Bruno.
Se voltares, pressinto que não nos veremos mais.
Sim, Diretor.
Estão a postos.
Começa num minuto.
Todos para o átrio!
Todos para o átrio!
Mais rápido.
Rápido!
Saiam das celas!
Todos no átrio!
Vamos a mexer. Tu também!
Sabemos que há por aí erva e heroína!
Acusem-se já…
e seremos benevolentes.
Não me surpreende. As drogas estragam a memória.
Uma busca geral!
Vira-te para a parede.
Nada aqui, chefe.
A cela do Crampon parece uma farmácia.
Essa não. A próxima.
Próxima!
Ali.
Canalha.
Chefe, cocaína.
Cela de reintegração!
O Crampon, os dois palhaços e o José para o buraco!
Pára! Pára!
Canalha!
Canalha!
Não tenho a culpa!
Não tenho a culpa!
Eu não bufei!
Canalha!
Canalha!
Não fui eu!
Merda!
Sim,
vai ser difícil eles acreditarem.
Merda!
Mexam-se, é como um recreio.
Mexam-se, já disse!
Não estamos a fazer nada proibido!
Quando nos registámos no hotel,
não disseram, "Divirtam-se, é obrigatório".
Não te preocupes.
Eles não te tocam.
Estão a poupar-te para o José!
Para quando ele sair do buraco.
José vai limpar o chão contigo.
Vai pendurar os tomates dele ao pescoço.
Não vês que foi ele que armou isto?
Diz-lhes!
"A minha perna. Para teu bem, espero não a perder."
"Faço este trabalho há 15 anos Nunca vi um crime. Falta-me isso."
"Sei que não tens culpa mas será difícil convencê-los."
Continua.
Peçam-lhe para traduzir. Pode ser estúpido, mas tem memória!
O que fazemos? Fechamo-lo?
Não é a culpa que o torna louco!
É o medo!
Está a borrar-se, a ficar louco.
Porque havia de os trair. Não me interessa o que fazem.
- Porque José te incomodou. - Ainda mais.
O tipo é doido.
Porque faria algo para levar uma tareia depois?
Quando o imitou…
são frases suas, chefe?
Porque estás a inventar, Winckler?
Não estou a inventar nada.
É a verdade.
Tens medo que te batam.
Sim. Está a inventar para ir para o buraco.
Vamos lá!
Sai!
Não te preocupes.
Estamos cá para te proteger.
Espera. Talvez não seja ele.
Ah!
Vamos, despe-te.
- Olá, Patty. - Olá.
Falei com o magistrado.
Suspenderam as visitas não sei até quando.
Não pode ser, temos de ir lá agora.
Ouça, preciso de ver o Bruno. Tenho de falar com ele.
Não a deixam entrar. Ele está na solitária.
Faça alguma coisa. Não me importa.
Vamos perguntar ao diretor.
Quero saber o que aconteceu.
Como aconteceu.
Ele cometeu homicídio!
Imagina o que é matar um homem?
Ele não teve hipótese.
Prefere que ele morra?
Não sei. Se ficar lá é pior que a morte.
- Temos de o tirar de lá - Claro, Patty.
Vou tirá-lo de lá.
Bom trabalho.
Estamos em todos os jornais.
Quem paga isto? Eu.
"Um recluso na mesma prisão do guarda
que o condenou. Resultado? Homicídio."
Tenho os inspetores no meu pé.
Não estive envolvido nesta tragédia.
- Os seus colegas não pensam isso. - Estão errados!
O Winckler é perigoso.
Não come nem fala há três dias!
Quer ir para o hospício.
Será mais fácil contar histórias aos jornalistas.
Pode ir, Lorca.
Por agora consigo safá-lo,
mas se houver problemas,
enfrentará o tribunal ou a reforma antecipada.
Ainda teria de pedir a reforma.
O crime do Winckler não o fez recuperar o joelho!
Não preciso de um incapacitado!
Olá!
Consegues ouvir-me?
Não te aflijas.
Não perdeste o teu brinquedo.
Tenho duas soluções.
Tenho duas soluções. Ou me mato
ou te mato!
Sentes-te melhor?
Claro.
Reencontrar um amigo ajuda.
Sai.
Eu vou.
Arranja-me uma lâmina.
Qualquer coisa. Uma faca,
tesouras.
Para quê?
Não é da tua conta.
Vais fazer uma estupidez?
Não.
Vais gostar.
Tens medo de mim?
Sim.
Lorca.
Ele encurralou-me. Não havia saída.
Todos sabem.
Precisas de falar, contar o que se passa.
Não.
No máximo, será despedido. Não é o que quero.
Quero ter a certeza de que não me achas culpado…
por isso vou matá-lo.
Estás louco!
Como o porco sempre sonhou
ser ator,
pode legar o crânio a uma companhia teatral
para entrar ocasionalmente em Hamlet.
Pelo contrário, tu vais escapar.
Não sei como, mas tiro-te daqui. Juro.
- Ainda tenho o passaporte. - Nem pensar.
Lorca pertence ao tipo que matei.
Vou devolver-lhe o Lorca.
Não pode ser verdade o que dizes.
Estás a raciocinar como um louco.
Ouve bem.
Se fizeres uma coisa dessas, nunca mais me vês.
Nunca mais me vês, ouviste?
Sê simpática.
Em vez de mandares flores
para o funeral daquele canalha,
manda um cato.
Abram!
Abram!
Aquele idiota tem sorte em ser amado assim.
Ouve.
Vou vender tudo. Dou-te muito dinheiro.
Ele tem de sair.
Estás enganada a meu respeito.
Não me interessa dinheiro.
Qualquer coisa.
Diz-me o que queres.
Teria todo o gosto,
mas não lhe posso fazer isso.
Eu quero matar-te.
Devo ser eu! Eu é que te vou matar.
Em vez de quem?
Divisão um, divisão dois,
divisão três, 19:45. Celas.
Vamos, rápido.
Está na hora. Vamos!
Andem!
Tem cuidado.
…no norte.
Merda
Apagar luzes das celas.
Como está o joelho?
Querias a minha vida, toma-a.
Vai até ao fim.
Amanhã será tarde. Vou ser transferido e tu despedido.
Vais perder-me.
Pensa que não és nada
sem o teu trabalho.
Vamos sair os dois daqui.
Nunca nos encontrarão.
O que se passa, Albert? Estás louco?
O que tens no bolso?
Uma faca?
Uma arma?
Anda, mostra!
Verás, matar é fácil.
Vá!
Vá!
Só as paredes te motivam.
Mata-me e ficas com eles 24 horas por dia.
Espero até estares mesmo assustado.
Não quero estragar o meu prazer.
Morro a rir antes que aconteça.
Eu sabia. És um monte de merda.
Um criminoso por encomenda.
Sai.
Vamos, sai.
Tenho toda a noite.
Surpreendia-me se estivéssemos vivos de manhã.
Também acho.
Estou cansado. Acordas-me mais tarde?
Tira a roupa.
Existe uma terceira solução.
Eu saio daqui!
Tenho toda a noite.
Surpreendia-me se estivéssemos vivos amanhã de manhã.
Não tens hipótese.
Estavas errado.
Vou deixar os teus tomates inteiros.
Será o pior que te pode acontecer.
Pára!
Lorca. Abre.
MESSMER, "SIM, MITTERRAND PARECE O DE GAULLE MAS…"
Já estou. Agora acabas sozinho.
Está bem. Até amanhã.
Outra vez avariado.
Até amanhã, Lorca.
Canalha.
- Patty! - Bruno!
Legendas: Ana Louro
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