All language subtitles for Blackbeard.2006.S01E02.1080p.BluRay.x264-FSiHD

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian Download
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Minha querida Charlotte,

não tenho certeza se isto chegará em suas mãos,

mas o amor que sinto por você me faz

ser completamente honesto contigo

e revelar o que te ocultei.

Sendo oficial da Marinha Real foi dada a mim a missão de investigar e de me infiltrar

na tripulação de um tal de Edward Teach,

mais conhecido como o pirata Barba Negra.

De início fui bem sucedido

até a minha missão e lealdade à Coroa terem sido descobertas.

Como castigo, o Barba Negra me abandonou neste atol perdido

e inabitado, rodeado apenas pelo mar revolto.

Apesar de terem me deixado aqui na expectativa da minha ruína,

isto é algo que o meu feitio não permitirá que aconteça.

Construí uma pequena embarcação que me libertará da minha prisão

e me permitirá continuar a minha missão em nome de Sua Majestade.

Mais uma vez confrontarei o homem que jurei levar perante a justiça.

E o Barba Negra não poderá continuar a sua campanha de corrupção.

Fiz mais um juramento que pretendo cumprir.

Suportar a dureza da minha missão

e regressar aos seus braços.

Uma parte.

Enoch Sanborn. Avança.

Por pirataria, uma parte e pela perda de uma perna

uma parte e meia.

Vamos voltar a New Providence.

Deus dê descanso à sua alma.

Se puder vingar a sua morte, prometo que o farei.

Amanhã, depois de amanhã e no dia seguinte, vamos arranjar mantimentos.

Nos encontraremos no lugar de costume para distribuição de tarefas.

- E hoje? - Hoje são homens ricos.

Homens ricos, aproveitem a sua liberdade.

Põe a língua pra fora e diz "ah".

Há quanto tempo está doente?

Há cerca de uma semana.

- Não vai sangrá-la, não é? - Não.

Só se for mesmo necessário.

Faça um chá com isto,

três vezes por dia.

Junte um pouco de mel para ser mais fácil de engolir.

O senhor Bridges não foi simpático ao destinar-me este espaço?

Assim as pessoas que estão doentes podem tratar de tudo no mesmo lugar.

O que há senhor Bridges?

Piratas, Srta. Charlotte.

Vamos fechar a loja e esperar que se acalmem.

O que fazemos, sargento?

Nada.

Depressa!

Mantenham a cabeça baixa.

Temos de fazer alguma coisa.

Alguns comerciantes dizem que os piratas são bem-vindos aqui.

É um absurdo.

Não disparar é.

Desculpe senhor, posso falar contigo?

O porto de New Providence não permite a posse de armas de fogo.

Terei muito prazer em guardar as suas armas até que partam.

Não senhor, eu é que teria prazer

em guardar as suas armas até partimos.

- O quê? - Cesar.

Pegue as armas.

Está me desafiando?

Desafiar quem, senhor?

Nunca ouviu falar do Barba Negra?

O terror dos mares.

Mais famoso do que o Capitão Kidd.

Fique no chão!

Não se levante.

Cavalheiros?

Não devia fazer isso.

Somos dois.

Por isso, aquele que não morrer vai ter de matá-la.

É melhor do que nada.

Partindo do princípio que nos consegue atingir.

Verá que ultimamente tenho treinado.

Podem ir!

Foi maravilhosa. Maravilhosa.

É isso o que deve fazer.

Beber e não lutar nas ruas.

Senhor Hands, sirva-nos outra bebida, sim?

Sim, senhor.

Vou dar uma olhada

às costas da Sally Dunbar.

Fale sobre este abutre, Sally.

Porquê? Já tinha visto ele.

Nunca olhei para ele de tão perto.

É o mapa para o tesouro do Capitão Kidd

e posso ter de cortá-lo das suas costas.

É isso o que quer?

O que quero é manter a minha pele intacta.

Aí tem mais.

Ali está o jovem.

Senhor Maynard.

Folgo em vê-lo em melhor forma.

Devemos ancorar em New Providence dentro de alguns dias.

De lá pegaremos o rastro do Barba negra.

Tenho a certeza.

Tenente, tenho ordens para não confrontar piratas

até receber instruções, do Governador local, para o fazer.

O Governador local,

como você diz,

dificilmente dará ordens para capturar o Barba Negra.

O seu magistrado tem negócios com eles.

Tem provas dessas acusações tão graves?

Ele é muito inteligente para deixar rastro.

Mas eu sei.

Vá descansar.

Marinheiro?

Quem está aí?

O meu nome é Calico Billy.

Esta é a minha família.

Esta é a casa do Governador Eden?

Tem assuntos para tratar com o Governador?

Com a filha dele.

Eu sou o Governador Eden.

O que tem a minha filha?

Tenho novidades para ela.

Diretamente do Tenente Maynard.

Últimas palavras, presumo?

Não tenho a certeza se está morto.

Mas penso que sim.

Como sabe?

Eu e a minha família naufragamos

e depois chegaram os piratas.

Ele estava com eles.

Quando descobriram quem ele era, o abandonaram.

Nos levaram até New Providence e depois nos deixaram ir.

Ele me deu esta carta para entregar à sua filha.

- Eu fico com ela. - Tenho a certeza que ele queria

que eu a desse pessoalmente.

Claro que sim. Afinal que quer?

A minha família precisa de um lugar onde ficar por uma ou duas noites.

E arranjar trabalho.

Podem ficar no celeiro.

De dia o Big John irá levar a um lugar onde podem arranjar trabalho.

Muito bem, senhor.

A carta.

Nos fundos.

Obrigado.

Pelo prazer dos tesouros.

Hands.

Ainda há mais tesouro.

Muito mais.

Toda a riqueza que conseguimos hoje à noite,

há vinte, trinta vezes mais

à espera que alguém a encontre. - Como?

O Capitão Kidd enterrou-o na ilha do Jardineiro

com a intenção de ir buscá-lo quando conseguisse limpar o nome dele.

O Calico Billy e a Sally Dunbar me contaram.

Ele sempre pretendeu voltar lá para ir buscar o resto.

Onde está?

Dê-me isso.

Aqui.

Isto não é um mapa.

É uma pintura.

O Seng sabe onde está o seu tesouro.

O meu povo conhece a Ilha dos Abutres.

Onde fica?

É um lugar muito ruim.

Com espíritos muito maus.

Vai nos levar lá,

porque não há ninguém mais perigoso do que nós.

Sim, mas o Maynard está morto. Quem vai navegar até lá?

Senhor Hands, o senhor queria esse trabalho.

É todo seu.

Capitão?

Posso dar uma palavrinha?

Charlotte, me dá esperança saber que talvez consiga ler esta carta.

De momento me encontro ao serviço do malfadado pirata Barba Negra.

Estamos a bordo do seu barco, o Queen Ann's Revenge.

Mais cedo ou mais tarde regressaremos a New Providence.

Se receber esta carta antes da minha chegada

peço que nos receba com um contingente de tropas de Sua Majestade

e, se for necessário, com os canhões da Marinha Real.

Se eu sobreviver

lutarei contra estes piratas com todas as minhas forças.

Caso a justiça apanhe estes fora-da-lei,

o seu pai deverá se certificar de que o Barba Negra

seja o primeiro a ser enforcado pelos seus crimes.

Se acontecer o pior,

querida Charlotte,

não chore por mim.

Lembre-se apenas do que eu sentia por você.

Desculpe, pai.

- Estou incomodando? - Não. Claro que não.

São apenas algumas queixas de eleitores descontentes.

A política é tão aborrecida.

Eu admiro que alguém queira estar no Parlamento.

Sente-se comigo, querida.

A carta era sobre o quê?

O maldito Leo Chetfield está sempre metendo o nariz onde não é chamado.

E onde o senhor Chetfield está metendo o nariz?

Ele, ele...

Para ser sincero, Charlotte, estou tentando te proteger.

O Leo iniciou uma petição contra você

alegando que não é mesmo médica

e que não deveriam permitir que exercesse medicina.

Vou tratar do assunto.

Veja como isso te incomoda.

Já nem consegue dormir.

Não é por causa do trabalho.

Pareceu que ouvi alguém falar lá fora,

mas não tinha a certeza.

Era só uma família de vagabundos pedindo uma esmola.

Não se preocupe, minha querida.

Então vou para a cama.

Boa noite.

Capitão. Ainda bem que veio pessoalmente.

Foi muito amável da sua parte ter me convidado, Governador.

Sim, o Capitão esteve muito tempo no mar e está agradecido pela sua hospitalidade.

Mas pelo que sei, não é Capitão há muito tempo.

Se está falando do Hornigold, ele agora é uma água-viva.

Não falemos mais disso.

A minha hospitalidade é para o Capitão do Queen Ann's Revenge.

O senhor.

Ele será todo seu, quando eu tiver acabado com ele.

Capitão, permita que lhe apresente a minha filha,

Charlotte Ormand.

Charlotte, este é o Capitão Edward Teach.

O prazer é todo meu.

As pessoas na cidade dizem que viram o Tenente Maynard

saindo do Bowl and Fishle na sua companhia.

Saiu do Bowl and Fishle na companhia de muitas almas perdidas.

O nome dele é Tenente Robert Maynard, da Marinha Real.

Conhece-o?

Conheci-o

como Bobby Maynard. Disse que era da Marinha Real?

Gostaria de saber a verdade sobre o que aconteceu ao

Tenente Maynard a bordo do seu barco.

A verdade?

Éramos amigos e andávamos à procura de tesouros

e encontramos um.

E depois o pegamos roubando e um dos meus homens o matou.

Está mentindo.

Minha querida, que falta de respeito.

Está dizendo o que pensa. E porque não? É tão bonita.

Pra mim parece que quem mentiu foi ele porque,

ou ele era da Marinha Real e mentiu pra mim

ou não era da Marinha Real e mentiu pra você.

Mas seja como for, não interessa,

porque

ele está morto.

Lamento muito.

Minha querida, talvez seja melhor ir descansar.

E tentar se recompor.

Capitão, por favor, entre comigo.

Não pode chegar aqui e matar um soldado de Sua Majestade na frente de toda a gente.

O Capitão foi desafiado.

Droga, não quero saber.

O Hornigold nunca matou ninguém.

Os nossos negócios eram invisíveis.

Nesta cidade só podemos vender bens roubados se as pessoas

não pensarem em como os conseguimos.

Ou apóia ou fica de fora.

É assim que funcionamos.

As minhas regras.

Acho que tem razão.

Por favor, aceite as minhas desculpas

pelo mal-entendido.

O problema me ultrapassa. As pessoas andam agitadas.

Precisam ver que alguém seja castigado.

E você tem de controlar os seus homens.

Um navio da coroa é esperado a qualquer momento.

Já mudamos o Queen Ann para as ilhas ocidentais.

Nem o maior barco da Marinha Real nos conseguirá avistar lá.

Isso não chega. Deve partir imediatamente

e deixar que as coisas acalmem.

Só mais uma coisa.

O castigo exige que alguém seja enforcado.

Para repor a ordem

e restaurar a confiança no Governador Eden.

Um vagabundo está dormindo no meu celeiro. Pode levá-lo.

Tenho um escravo que ando treinando para ser pirata.

Acho que pode levá-lo e assim me poupa o trabalho.

Sim, deve ser suficiente. Vou preparar o julgamento.

Será melhor que fique conosco hoje à noite,

até partir amanhã.

Para que não o vejam na cidade.

Não confia em mim, não é?

Não, Capitão. Tem mais alguma coisa para nós?

De onde isso veio, há muito mais.

Mas quando voltar, vou precisar de ajuda

para o proteger.

Diga, Capitão.

Em primeiro lugar vou precisar de papel para anotar o que ficará combinado.

Quer isto por escrito.

Nunca antes esteve prestes a conseguir tanto dinheiro.

Quero que o combinado entre nós fique escrito.

E ninguém precisará saber, a não ser que me traiam.

Redija duas cópias para assinarmos.

A minha ficará guardada aqui.

Me ajuda a encontrar uma coisa, Lulu.

Entre e feche a porta.

Como sabe, o meu pai,

acolheu o pirata Barba Negra nesta casa.

Sim, senhora.

Você conheceu o Tenente Maynard quando ele esteve aqui.

Ele fez alguma coisa que te levasse a pensar que ele também era um pirata?

O Tenente Maynard não é pirata.

Ele não é esse tipo de homem.

Ele é do tipo que gosta muito de você.

Onde está a chave desta gaveta?

Acho que o Governador não quer que mexa aí, senhora.

Não, acho que não.

A chave.

Srta. Ormand?

Minha senhora.

Sou o Tenente Spector, do navio real The Linx.

Algum problema?

A Marinha chegou.

Até que enfim.

Preciso falar com alguém responsável.

Antes disso, temos aqui um homem que precisa de uma consulta.

Claro. Que lhe aconteceu?

Foi abandonado numa ilha. Esteve no mar durante dias sem água nem comida.

Já vou consigo.

Charlotte?

Robert?

Bem, vou deixá-lo em boas mãos.

Se me der licença...

Eu vou tratar de outras coisas.

Lá fora.

Ele queria que eu pensasse que estava morto.

Ainda não.

Eu sabia que voltaria para mim.

Foi a única coisa que me manteve vivo.

Ele me disse que você mentiu sobre quem é.

O Governador.

Quem mentiu foi o seu pai.

Aquele homem não é o meu pai.

Corre grande perigo.

Perigo?

Tome.

E isto.

Isto também estava na mesa dele.

As suas ordens.

Isto é um acordo entre o Governador e o Barba Negra.

Para partilhar um tesouro pirata, de que ele anda procurando,

em troca de não ser perseguido.

O tesouro do Capitão Kidd.

Tem de ir embora.

Governador.

Capitão Elis Brown, da Marinha Real.

Muito bem, Capitão. Entre, por favor.

O que tem para relatar?

Fui informado que piratas, liderados por um que se auto-intitula de Barba Negra,

em breve chegarão aqui, se é que já não chegaram.

Barba Negra, sim.

Talvez já tenha ido.

Dois dos seus homens serão enforcados hoje ao meio-dia.

Vou tentar descobrir qual a rota dele e interceptá-lo.

Eu não faria isso.

- Governador? - Estes piratas podem ser manhosos.

Nunca se sabe para onde vão.

Pelo menos não estão aqui.

Gostaria que me desse autorização para persegui-los.

Quem o informou sobre o Barba Negra?

A semana passada salvamos um sobrevivente

de um dos seus barcos.

Um tenente da Marinha Real

que tinha sido abandonado numa ilha.

- Um tenente? - Sim.

Robert Maynard.

E diz que o conhece.

O nome não é familiar.

Quer dizer que precisa da minha autorização para perseguir estes piratas?

Sim.

Presumo que é uma mera formalidade.

Não presuma nada, Capitão.

Quem manda aqui sou eu.

Vou pensar no seu pedido.

Onde posso encontrá-lo?

No porto.

Nos veremos no enforcamento.

Tenha um bom dia.

Ele está aqui?

O Barba Negra.

Ontem à noite estava.

Lulu disse iam partir hoje, antes do enforcamento.

Foi o Barba Negra que me disse que estava morto.

Que lhe roubou um tesouro.

A imaginação dele é quase tão ridícula como a sua aparência.

Preciso que me diga uma coisa. Não me interessa qual seja a resposta

desde que seja verdade.

- Seja o que for. - Porque partiu naquela noite?

O homem que nos atacou na carruagem, contra quem disparou.

- Sim. - Era um convidado na sua festa.

Vi-o falando com o Knight.

Segui-os até à cidade, mas dois dos homens do Barba Negra me viram.

Fui forçado a ir para o barco dele.

Quando descobriram quem era,

me abandonaram para morrer.

Que estão fazendo?

Aquele é o Hands.

Como foi?

Por favor, diga-me.

Uma loucura.

Não deve se preocupar com isso.

Deve ter desejado a morte.

Desejei.

Mas não a minha.

Tenente, está vivo.

Por favor, nos acompanhe.

Não chame a atenção.

Onde está o seu marido?

No tribunal. Querem enforcá-lo.

E ao escravo Thatch.

De que o acusam?

Dizem que matou um soldado.

Claro. Antes preferem enforcar um escravo e um náufrago do que um pirata.

Os soldados vão deixar você ver o seu marido.

Vai falar com ele. Diz que farei o possível para salvá-lo.

Mas ele tem de estar preparado para lutar. Vai.

Andem, homens. Vamos voltar para o barco.

Tenente Maynard.

Capitão, preciso de lhe falar sobre um problema urgente.

Se a sua preocupação é o pirata Barba Negra,

ainda estou esperando a autorização do Governador para persegui-lo.

O meu nome é Charlotte Ormand, filha adotiva do Governador Eden.

- Senhora. - Isto veio da mesa do Governador.

O meu pai tem negócios com piratas,

incluindo o Barba Negra.

É intenção dele dar ao Barba Negra alguma vantagem sobre vocês.

O enforcamento de hoje?

É uma manobra de distração. Para atrasar vocês.

E pior do que isso, os dois homens que vão ser enforcados não são piratas,

mas sim um náufrago e um escravo.

Ambos foram prisioneiros do Barba Negra.

Senhor Spector,

regresse ao barco e prepare um grupo para o desembarque, bem armados.

Sim, senhor.

A que horas é o enforcamento?

Ao meio-dia.

Vai ganhar mais uma batalha, Tenente.

Vejam.

A mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar;

nem surdo o Seu ouvido, para que não possa ouvir.

Cidadãos de New Providence.

Pela autoridade de me foi concedida por Sua Majestade,

e depois de ver todas as provas relevantes,

é meu parecer que estes dois homens, Calico Billy e o escravo Thatch,

são culpados pela morte de um soldado real,

e assim sujeitos a enforcamento.

Governador!

Cidadãos de New Providence.

Estes homens não são piratas. Não são culpados de homicídio.

- Deixem-me tirar isso. - Ainda bem que veio a tempo.

Pare com isso! Está interrompendo um enforcamento legítimo.

Estes homens são os verdadeiros criminosos.

Guardas, prendam este homem!

Temos uma carta que confirma uma parceria

entre o Governador Eden e o pirata Barba Negra.

Isso é ridículo!

Será enforcado com estes homens, senhor Maynard.

Por ser pirata.

Este homem navegou com o Barba Negra.

Não pertence à Marinha Real.

É um impostor. Prendam-no.

Talvez seja hora das pessoas julgarem por si mesmas.

Soldados da Inglaterra,

pousem as armas.

Ninguém será ferido.

Fiquem sabendo,

o homem que está à sua frente, Charles Eden,

já não é o seu governador.

Charles Eden.

Está preso

por pirataria.

e por encobrir homicídio.

Eu não sou pirata, senhor!

E não sou um homicida!!!

O senhor traiu a confiança dos seus constituintes.

Senhor!

Eu vou assumir o cargo de Governador de New Providence,

até Londres enviar um substituto.

Levem-no.

Obrigado, senhor. Obrigado por tudo.

Senhor Spector,

tem ordens para trazer aqui o Barba Negra, para que seja enforcado.

Se tal não for possível, deverá trazê-lo morto.

A questão é, onde podemos encontrá-lo.

Tenho motivos para crer que ele já tenha partido.

Não encontrei provas em contrário, senhor.

Nenhum membro da tripulação do Barba Negra veio ao enforcamento.

E o magistrado corrupto, o Knight?

Morreu devido aos ferimentos.

Então a nossa única esperança é o Charles Eden.

Já falou com ele?

Ele nega ter feito qualquer aliança com os piratas.

Talvez com um interrogatório mais duro.

As pessoas mentem sob tortura, Capitão.

Se pensar que está perdido, vai nos mandar numa caça as bruxas.

E temos escolha?

Senhor, tenho uma idéia.

Com a sua permissão.

Fez uma grande asneira, Tenente.

Ter se baseado numa carta, que lhe garanto, foi forjada pelos meus inimigos.

A cadeia está cheia de homens inocentes.

Então não deveria ser surpresa que tal carta tenha sido encontrada

numa gaveta fechada da sua mesa.

Não me restam dúvidas de que foi você

que convenceu a minha filha a fazer uma busca ilegal

aos meus objetos pessoais.

Posso garantir que as suspeitas foram exclusivamente dela.

Baseou-se no seu comportamento.

Disparate.

Não está curioso sobre o que aconteceu ao seu amigo, o magistrado Tobias Knight?

Mais uma vítima inocente da sua irresponsabilidade, Tenente?

Deus guarde a sua alma.

Deus terá de esperar.

O senhor Knight teve muita sorte.

Levou um tiro certeiro e ainda se encontra em condições de falar.

Um saco de dobrões espanhóis impediu que a bala o ferisse.

Sobreviveu?

E concordou em testemunhar contra você, em troca da sua própria liberdade.

Estive agora mesmo com dele.

O homem é um mentiroso. Sempre foi.

Seja como for,

o testemunho dele será o suficiente para que o senhor seja enforcado.

Mas sob determinadas circunstâncias,

tenho a certeza,

que poderemos convencer o Capitão Brand a poupar-lhe a vida.

Que circunstâncias?

O Barba Negra partiu.

A pergunta é...

para onde?

Se eu soubesse para onde, estaria admitindo a minha culpa, não é?

Governador,

o senhor pode ter sucumbido à tentação, mas

o Capitão Brand acredita piamente na redenção.

Contudo, a cada minuto que passa e o Barba Negra se afasta,

a sua fé vacila um pouco mais.

Me dá a sua palavra de honra,

de que não serei enforcado?

O barco dele dirige-se para a Ilha dos Abutres.

Ele disse que seria uma viagem de duas semanas.

Não revelou mais pormenores sobre os seus planos.

Ilha dos Abutres.

Muito bem.

Há mais um assunto que precisa de ser resolvido.

Minha querida filha.

Mandou me matar para ficar com a minha herança.

Querida Charlotte.

Isto foi apenas um tremendo mal-entendido.

Tem razão.

Deixe-me esclarecer bem a situação.

Nunca mais diga que sou sua filha.

Tenho de transmitir esta informação imediatamente.

Eu devia examinar o teu estado de saúde, tendo em conta a tua provação.

Acho que não te dei a devida atenção.

Garanto que me sinto melhor.

Muito melhor.

Vou chamá-los e volto já.

Senhor Bridges?

Senhor Bridges?

Levante-se, doçura!

Você vem conosco.

Senhor.

O Barba Negra dirige-se para a Ilha dos Abutres.

Pelos meus cálculos fica a duas, três semanas de New Providence.

- E o tesouro? - Não se sabe.

O Barba Negra tem uma opinião sobre ele.

Opinião que guardou para si.

Devemos estar preparados para partir amanhã de manhã.

Tenente, como representante mais graduado da coroa neste lugar,

é meu dever assumir as funções de Governador até ser enviado um substituto.

Sim, senhor.

Senhor.

- O que aconteceu? - Levaram-na, senhor. Do consultório.

Os piratas levaram a Srta. Charlotte.

Você os viu?

Vi, sim senhor.

Volte para a loja e fique lá.

O Barba Negra raptou a Srta. Ormand.

Estou vendo.

Tendo em conta esta informação, senhor,

acho que deveria reconsiderar e assumir o comando do Linx.

Se o fizer, Tenente,

New Providence sucumbirá à anarquia.

Nesse caso, peço que dê o comando.

Senhor, eu já naveguei com o Barba Negra.

Uma coisa é saber para onde ele se dirige, outra é saber como ele vai para lá

e a forma como pensa.

Para capturá-lo será necessário tomar decisões rapidamente.

E eu estou preparado para isso.

Senhor, estas foram as ordens que o Almirante Pennington me deu.

Entrego elas como último recurso.

O Almirante é explícito dizendo que,

no combate aos piratas, lhe deverei dar o que for necessário.

Até mesmo o controle do meu barco.

Capitão.

Se esse é o desejo da Coroa,

terei todo o prazer em servir sob o comando do Tenente Maynard, durante esta missão.

Como Imediato.

Não dispensarei a sua experiência a bordo do Linx.

Nem o apoio que tem da sua tripulação.

Vai ter.

Sim.

Este navio está repleto de piratas. São pessoas perigosas.

Este não é um local para você.

Você me pertence e eu sou o Capitão. Por isso, você é intocável.

Robert Maynard irá encontrá-lo e cortar-lhe a garganta.

Seja qual for o meu destino, nada alterará o seu.

O Robert Maynard está morto.

- Ele está vivo. - Está morto! Está bem?

Eu o matei.

Ouça bem!

Você é minha.

Não, não, não. Só quero lhe mostrar.

Deixe-me...

Pois bem. Aqui tem. Pegue! Me esfaqueie.

Vamos lá.

Se conseguir fazê-lo.

O que está fazendo?

Você é forte.

Vamos, amarre-a.

Antes que diga alguma coisa...

Os homens são leais e honestos,

mas não acreditam que o atual Capitão,

tendo passado por tantas provações em terra e no mar,

seja capaz de capturar um homem com a reputação do Barba Negra.

Dizem que este Barba Negra não é um homem, mas um agente do Diabo.

O Edward Teach é um homem, não um mito.

Tal como qualquer marinheiro.

Ele sangrará e morrerá como qualquer outro homem.

Sim, senhor.

Iremos nos aproximar.

Se o tempo estiver do nosso lado, conseguiremos surpreendê-los,

mas não agüentaremos o poder de fogo dos seus canhões durante muito tempo.

Nada nos obriga a derrotar os piratas em mar aberto, senhor Spector.

Tente apenas nos levar até eles nesta velocidade.

Sim, senhor.

Nor-noroeste, senhor Woodward.

Apanhem-na, seus brutos!

Ela vai escapar!

Charlotte, deveria ter aceitado, enquanto podia.

E feito jogo limpo, como disse o Capitão.

Deixem-me em paz.

Uma coisinha linda como você? Nunca.

Afaste-se ou te corto como um porco.

Estão vendo rapazes?

Ainda nem navega conosco e já está tentando nos "reduzir o tamanho".

Sim. E sei bem onde vai doer mais.

Não é para isso que te queremos.

O Capitão disse que tinha outras serventias.

Há quanto tempo é que ele está assim?

Não sabemos. Descemos para buscar "elixir" e...

ele estava assim.

Parece que o médico precisa ser medicado.

Esperem lá fora. Se for necessário eu chamo.

O Capitão disse para não te perder de vista.

Consegue falar?

Ajude-me.

É o que vou fazer.

Há quanto tempo já não usa ópio?

Doutor, há quanto tempo não usa ópio?

Desde que partimos.

- Alguém roubou... - Alguém roubou a sua reserva.

Imaginem só.

Num navio pirata.

Dor.

Eu sei, deve estar desejando a morte, mas provavelmente não irá morrer.

Ficarei consigo.

Há algo que se beba neste barco, sem ser rum?

É melhor que os seus amigos me tragam agora.

De preferência água com lima.

Parece mesmo um abutre.

Hands, prepare-se para desembarcar.

Sim, senhor.

Senhor Hobbs!

O tesouro está ali.

Consigo cheirá-lo.

Muito bem. O Kidd tinha medo de armadilhas,

e acho que estão aqui.

Mantenham os olhos abertos. Cuidado onde põe os pés.

Trouxe o estojo de primeiros socorros?

Se alguém ficar ferido, não haverá ópio para as dores.

Senhor Hanson, beba isso. Goela abaixo.

Vá em frente!

Não se vê uma única cobra. Hoje é um homem de sorte, senhor Hanson.

Se sair daqui com os bolsos cheios de tesouros, isso sim, será sorte.

O que é isto?

Capitão, acho que deve ver isto.

Isto não é bem o que eu estava à espera,

mas serve.

Já estão aqui há muito tempo.

Parece que desde antes do Kidd.

É uma forma de dizerem, estamos aqui.

Verifiquem as suas armas.

Em breve chegaremos à Ilha dos Abutres.

A nossa missão é apresentar o Barba Negra perante a justiça

morto ou vivo.

Os homens sob o seu comando

são assassinos.

Com este inimigo é matar ou morrer.

No entanto, eles não foram

treinados no serviço da Marinha Real.

É óbvio

que desta batalha

sairemos vencedores.

Deus proteja o Rei.

Senhor.

Capitão!

Acho que vi alguma coisa.

Ali à frente.

É uma aldeia.

Vai!

Ninguém, Capitão.

A Ilha dos Abutres, senhor Spector.

Ancoramos?

Há algo que não está bem.

Vê alguma coisa?

Não.

Parece uma lomba natural.

Não nos podemos ter aproximado deles. Ficamos imobilizados durante dois dias.

Ele está aqui.

Durante o dia seremos alvos fáceis.

Vou procurar um lugar mais discreto para ancorarmos.

Muito bem.

- Quem acha que fez aquilo? - Fantasmas.

Aqui não há pessoas.

- Então aqueles... - Espíritos maus.

Não, não. Aqui não há fantasmas.

Foi um fantasma?

É esse o seu remédio, doutora?

Credo. Devia estar de guarda.

O Singh não está aqui.

Esteve bebendo.

Que imbecil estúpido!

O que é que ele tem?

Está morto.

Deixe-me ver isso?

Isto é trabalho de sabotadores.

Quem temos aqui?

Parece ser de carne e osso.

Que está dizendo?

Quer que o mate.

Rapidamente.

Pergunte a ele para onde foram todos.

- Que disse? - Disse que

estiveram aqui outros homens, há muito tempo.

Homens como nós. Piratas.

O povo dele os matou quase todos.

O Capitão Kidd e a sua tripulação, certo?

Sim, mas quando partiram, as pessoas do seu povo ficaram doentes e morreram.

Só ele é que sobreviveu.

Se quiser continuar vivo é melhor que me diga onde está o tesouro.

Ele diz que

prefere morrer já.

Diz-lhe que o Barba Negra é o único Deus que ele tem agora.

Se ele fosse dizer alguma coisa, já o teria feito.

- Está muito apertada? - Não me toque.

Está vendo isto?

Isto é o mapa para o tesouro do Capitão Kidd e eu preciso encontrá-lo.

- Por favor, solte-o. - Queria...

Estique-o!

Estique-o mais!

- Os insetos aqui comem até ficarem enormes! - Têm muito que comer.

Fale baixo, Phillip.

Senhor Sanborn, o meu problema não é com você.

Charlotte Ormand, está viva?

Onde?

Em breve falará.

Ou em breve morrerá.

Seja como for.

Morto não nos serve para nada. Não é, senhor Hands?

Quer que o estique mais?

Se não falar morre.

Estiquem-no!

Ele acredita que foi o Diabo que o enviou para testá-lo.

- Agora! - Aí vêem os selvagens!

Me ajudem!

Que tal?

Espalhem-se.

Fique aqui e a vigie.

- Robert! - Acho que sim.

Sabia que viria.

Ali está um nativo. Estiveram torturando-o.

Meu Deus, está morto.

Vamos. Não temos tempo.

Selvagens?

Aqui não há selvagens!

Não há selvagens!

Dou cabo de você!

Não.

Onde está a Charlotte?

Onde está a moça?

Eu disse para a vigiar.

Charlotte?

Maynard? Vou à sua procura!

Eu sabia que ia me encontrar.

Agora posso mandá-lo para o inferno, como ele merece.

Eu sei onde está o tesouro.

Porque é que ele te disse?

Ele não sabe.

Pelo menos, ainda não.

A pista que tem são as lágrimas de um abutre.

Mais dez baús.

A tatuagem da Sally Dunbar.

Ele disse que era uma tatuagem nas costas da dona do Bowl and Fishle.

Pense nisto: se esta é a Ilha dos Abutres, como chora uma ilha?

Água da chuva.

Não da chuva.

De uma cascata ou de um riacho.

Claro.

Uma cascata. Tem lógica.

Espere.

O Barba Negra chegará depressa à mesma conclusão.

Deixa-o.

Robert, deixa-o encontrar o tesouro ou andar toda à vida procurando.

Eu só quero você.

Eu fiz uma promessa ao Rei

e a mim mesmo.

Como foi estar servindo no barco do Barba Negra?

Falaremos disso quando acabarmos aqui.

Quero saber agora.

Entre nós não deverá haver segredos.

Solitário.

Como fez para que não descobrissem a sua identidade?

Fiz o que vi os outros fazerem.

E fingi ser outra pessoa.

Como o monstro que fingiu ser o meu pai.

Espere.

Escute.

As lágrimas do abutre!

É isto!

A cascata!

Olha, Robert!

Vamos!

Alguém esteve aqui, Capitão.

Mexa-se!

Está bem.

A imagem na pedra.

É a mesma da tatuagem da Sally. Tenho certeza.

O Capitão Kidd escondeu-o bem.

Só era preciso alguém que o encontrasse.

Simpkins, você e o Thatch ficam vigiando.

Thatch, você fica aqui.

Eu estou feliz por ajudar, Maynard.

Vocês dois, preparem tochas.

Sim, senhor.

Deu muito trabalho para o Kidd fazer aquilo.

Mais parece um lugar sagrado para quem vivia aqui.

O Kidd fez para servir os seus intentos.

Nunca nos meus sonhos pensei ver tamanha riqueza.

Já li algo sobre isto.

É inca.

Foi o próprio Pizarro que trouxe isto de Atahualpa.

O valor disto é incalculável.

Estes tesouros não foram postos aqui para o Homem.

Foram ofertas aos Deuses.

Isto é um sonho.

Thatch, o que acontece?

O Barba Negra.

Vem aí.

Assumam posições de defesa.

Vou te encontrar, Maynard.

Abram fogo!

Traga-o para trás da rocha.

Me ajude!

A bala atravessou-o, senhor Phillips.

Está morto.

Ela me deu um tiro!

Charlotte?

Já lhe conhecemos o sabor, Maynard.

Todos nós! Que bem que ela soube!

Retirem! Mais tarde o apanhamos.

- Retirem! - Nada disso, senhor Hands!

O Barba Negra nunca se rende.

Estamos em inferioridade numérica, senhor.

Vou te apanhar, Maynard!

É meu!

Maynard!

Ele vai ficar bom.

Um ferido e dois mortos, senhor.

- Segue-o. O Barba Negra. - Vou seguir o Barba Negra.

Aqui não os conseguimos vencer. Estão em vantagem.

Covarde. Você é um covarde.

Tenho de concordar com ele, senhor Teach.

Mas estamos em inferioridade numérica.

Ofereci um trabalho a você quando perdeu a perna e é assim que me agradece? Traidor!

Estamos contigo.

Lamentamos, senhor Teach.

Mas de que nos serve o tesouro se estamos mortos?

Barba Negra, imbecil!

Temos o Tesouro da Ilha do Jardineiro.

É mais do que já alguma vez vimos.

Eu proponho que façamos um juramento de sangue.

- Um quê? - Um juramento de sangue.

Será o único sangue que fará jorrar hoje, senhor Hands.

Cale-se!

Este assunto, meu rapaz, está arrumado.

É a mesma consideração que ele teve por nós.

Parem com isso! Vamos embora!

Enquanto podemos.

Você me pediu para lhe bater!

Não com tanta força.

Quanto a você.

Não lhe disse para me bater.

Muito bem. Venham cá! Eis o que vamos fazer.

Vamos para a costa e direto ao mar.

Quando a noite chegar voltamos para trás, atracamos no outro lado da ilha,

esperamos que carreguem o tesouro

e quando partirem, passamos à ação.

Os piratas foram embora.

Então é isso.

Eles já partiram. Também devemos ir.

E o tesouro, senhor?

Seriam precisos dias para pôr isto no Linx.

E nós não temos dias.

Não entendo. Não podemos deixá-lo aqui.

Senhor Cordingly, somos marinheiros e não piratas.

O nosso trabalho é parar o Barba Negra, não encher os bolsos.

Encha-o. Dividiremos com a tripulação.

- Sim, senhor. - Rápido. Vamos embora já.

Muito bem. Mãos à obra! Erguer a vela principal, senhor Cordingly.

Mãos à obra! Erguer a vela principal!

Fique atento, senhor Spector.

Sim, senhor.

Siga para su-sueste, em direção a New Providence, senhor Woodward.

Sim, senhor.

Su-sueste, senhor Hands.

Sim, senhor.

Su-sueste.

Doutor Bruce, hoje está com bom aspecto.

Sim, o melhor remédio foi não tomar mais remédio.

Está içando a bandeira pirata.

Pode crer que estou.

O Barba Negra vai dar cabo deles.

É melhor afiar as suas espadas, Doutor Bruce?

Hoje vai precisar bem delas.

Estamos sendo seguidos, senhor.

Quem é?

É o Queen Ann's Revenge.

Não houve nenhum motim.

Foi para nos enganar.

Meu Deus, porquê?

Lá não conseguia nos vencer.

Aqui sabe que está em vantagem, com os canhões que tem.

Quer nos matar e levar o tesouro.

Não o temos.

Precisamente. Sabemos algo que ele desconhece.

O dele é maior e tem mais poder de fogo.

O nosso...

O nosso é menor e mais rápido. Podemos escapar.

A minha missão, senhor Spector, é destruí-lo, não escapar.

Tenente, com todo o respeito,

está deixando que os seus problemas com o Barba Negra afetem o seu discernimento.

Não vamos fugir, vamos lutar.

Prepare-se para dar a volta e enfrentá-lo.

Dê a volta, senhor Woodward.

- Sim, senhor Spector. - Aos seus postos!

Dar a volta.

Estão virando para trás.

Eu sabia.

Vamos lá, Maynard.

É um bastardo teimoso e quer me matar. Vamos lá!

- Aos postos, senhor? - Mais do que nunca, senhor Hands.

- Senhor Howard. - Preparar para lutar!

Senhor Hands, o Prescott está morto. Quero que trate das armas lá embaixo.

Pontaria certeira.

Vou mandar o Maynard para o inferno, senhor.

É um sonho se tornando realidade.

Todos aos seus postos.

Aproxime-nos lentamente.

Quero dar uma palavrinha ao senhor Maynard.

- Senhor Howard. - Sim, Capitão.

À minha ordem

dispare tudo o que tivermos. Mas os canhões, só contra as velas.

Dispare as balas que quiser, mas mate todos os que estiverem no convés.

Mas...

não afunde aquele barco,

- porque o tesouro está lá. - Sim, Capitão.

Vem pro papai!

O Barba Negra não vai disparar.

Não enquanto pensar que nos pode levar à rendição.

- Mas não pode. - Não quero ser novamente enganado.

Quero toda a tripulação no convés, enquanto estivermos falando.

Quando me ouvir dizer "até à morte!".

Chegue aqui, Maynard, para podermos falar.

Não temos nada a dizer.

Podemos beber e dar uns passos de dança.

Se se render, lhe dou metade do saque.

O que tenho para lhe dizer, Edward Teach,

direi com aço.

- Até á morte. - Até à morte!

Carregar canhões!

- Fogo, senhor Spector! - Sim, senhor.

Muito bem rapazes, disparem com tudo, pela velha Inglaterra.

Fogo, senhor Sullivan!

Recarregar e disparar, senhor Hands!

Phillips!

Está tão indefeso como um bebê!

Dê a volta, senhor Redsherm.

- Vamos acabar com ele. - Sim, Capitão.

Vamos saqueá-lo e mandá-lo diretamente para Inglaterra!

Vai para baixo.

Estão a bordo.

Olhem só para isto!

Foi tão fácil.

Eram apenas uma cambada de covardes.

Há mais mortos aqui, Capitão.

Podem haver mais lá embaixo.

Temos o elemento surpresa,

Sua Majestade,

o orgulho da Marinha e a nossa coragem.

Teremos de levar a luta até ele.

Onde está o Maynard?

Ataque!

Vai.

Cuidado.

Até o Rei vai querer ver o tesouro do Capitão Kidd.

Dizem que dá azar ter uma mulher a bordo de um barco pirata.

Ao Barba Negra deu certamente.

Prefere que eu arranje outra forma de voltar pra casa?

Não.

Acho que para mim você é mais tipo...

...um amuleto.

Então quer que fique?

Muito.

Meu Deus, temos um tesouro maior do que o de Alexandre.

Que vão fazer com ele?

É meu dever devolvê-lo à coroa.

E não terá direito a uma comissão por devolvê-lo?

Já fiquei com uma pequena lembrança.

Gostaria de pôr a minha experiência como pirata para trás

e começar uma nova vida

como teu marido.

Isso é um sim?

Sabe, eles vão ficar furiosos por causa desse anel.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.