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ANGEL OF DEATH
Onde é que ela está? Onde?
Onde está a Wrońska?
"'Temos lenha e lume para o fogo,
mas onde está o cordeiro para o holocausto?'
Abraão respondeu:
'Deus proverá um cordeiro, meu filho.'"
Chega, estou farto desta treta.
Se me matares, estarás a matar o teu filho.
Morres na mesma. Onde é que ela está?
Onde?
- Três... - Mrówiec, abre!
Já!
Dois...
- Está sob terra. - Onde?
Bem no fundo. Estará morta dentro de 24h.
Em ponto.
A menos que me soltes.
Mrówiec? Mrówiec, abre!
De agora em diante, só falo com a Agnieszka Polkowska.
- Então? - Não resultou, porra!
- Deixa-me tentar. - Quer a Polkowska. Deu 24 horas.
Todas as patrulhas procuram o rapaz.
Fantástico!
Ainda apanha uma multa antes de matar a Wrońska.
- Devia retirar-te do caso. - Porquê?
Pela ligação emocional.
Nem uma relação temos.
Pode nem ser meu filho.
Olá.
- Acalma-te. - Estou calmo como o caraças!
Estás a jogar o jogo dele. Ele dita as regras, tu segue-las.
Tens medo de falar com ele?
Ele diverte-se a atrofiar comigo. Não lhe vamos dar esse gostinho.
Agnieszka, até um bico lhe fazia, mas tudo bem.
Fica deitadinha e não te preocupes.
Espera.
Se é para chichi, chama a enfermeira.
Vamos investigar o rapaz.
Descobrir os pontos fracos.
Afinal, ele tem a Wrońska, certo?
Se não encontrarmos nada, vou ter com o Wolnicki.
Estás bem?
Como um recém-nascido.
Posso ajudar?
Quero fazer uma bomba.
Pode ajudar-me?
Gosta de visitar bunkers,
faz viagens de sobrevivência e organiza acampamentos.
- Não sozinho, certo? Tem amigos? - Infelizmente, não.
E não tem contas nas redes sociais.
O tipo não é sociável. É difícil explorar isso.
O único ponto fraco dele é a mãe.
Ela está presa e não fala. Mais uma com complexo de Édipo!
É a típica polaca. Não sabem criar filhos normais?
Espera pelo teu e verás.
Gaita!
Porquê a Wrońska? Que lhe fez ela?
O Wolnicki jurou matar os meus entes queridos,
diz que quer que os veja sofrer.
E a Wrońska qualifica-se?
Não, a Wrońska não.
Sei onde fica.
Aquele bunker?
É um complexo. Dezenas de quilómetros de túneis.
A 20 minutos de Varsóvia. Diz ao Suzin que eu vou lá.
Continue a procurar, obrigado.
- O Mrówiec foi lá. - Fugiste do hospital?
Ele quer ver se o rapaz está escondido neste bunker.
- O que fazes aqui? - Estou a trabalhar.
Não desde há um ano.
O chefe disse publicamente que eu fazia parte da operação.
Basta uma chamada para eu voltar.
Estás muito ferida.
E sei como falar com a Mira Janik.
E parece que tu não.
- O que se passa? - Encontrei-o.
- O quê? - Está a disparar contra mim!
- Vamos enviar reforços. - Obrigado.
- Onde estás? - Eu mando um pin.
O teu filho deu-me bem.
E dizias tu que era um bom menino.
Ele sabe defender-se.
Não se vai defender do Wolnicki.
Ele vai mastigá-lo e cuspi-lo.
Vai dar cabo do teu menino.
Ontem, o teu Maciek era só um menino mau.
Hoje é um raptor e um assassino e, amanhã, estará morto.
Queres mesmo enterrar o teu único filho?
Aga.
Que foi?
O Mrówiec encontrou o tipo. Ele está no bunker, aos tiros.
Não sei se está sozinho. Enviei uma equipa.
Vamos levá-la.
Está bem, mas tu ficas.
- Tenho de ir. - Não discutas ou eu zango-me.
O negociador vem a caminho.
Caguei!
Raios partam.
Maciej Janik!
Revela-te e diz-nos o que pretendes!
Tenho a tua miúda!
E só falo com o Wolnicki!
Ewelina?
Não!
- Estás bem? - Sim.
- Parece-me demasiado fácil. - O quê?
Ia-me matando e pode matar a Wrońska.
Uma foto em casa dele trouxe-te direitinho aqui.
- Devo ter sorte. - Ou é onde nos querem.
O Wolnicki gosta destes jogos.
Então, joguemos para ganhar.
Convenceste-a?
Eu não. Foi a Aga.
Estão em posição?
Afirmativo.
Aguardem.
Maciek?
Maciek?
Filho?
- Mira assegurada? - Não. Risco elevado.
Já chega.
Pousa a arma.
Eles matam-me.
Deixa-a ir e baixa a arma.
Eu cubro-te.
Não posso.
Sei que estás nervoso,
mas não tens escolha.
Filho, sei que estás assustado, mas estarei sempre aqui.
Eu ajudo-te, como sempre.
Mamã... Tenho de te dizer uma coisa.
Diz.
És patética, sabias?
Vender o teu filho aos porcos?
De joelhos!
- Vai matá-la. - Já o tens na mira?
De joelhos.
Filho...
Cala-te e põe-te de joelhos! Estou farto das tuas tretas!
Fui o único homem que ficou contigo!
O que estás a dizer?
Eu mandei-te calar!
Ninguém te quis
e agora nem o teu filho te quer.
Mas sabes que mais?
Eu ajudo-te.
Eu acabo com o teu sofrimento.
E eu mato a velha.
Maciek...
Não façam nada.
Ele tinha a Wrońska num saco e disparou por cima da cabeça dela.
Ele não a vai matar.
Perderia a única vantagem.
Ele pode não estar racional! Estamos a ficar sem opções!
- Traz cá o Wolnicki! - Vou tentar.
Já te dou notícias.
Prazer em ver-te.
O que queres?
Que sejas feliz.
Sempre tiveste azar com os homens.
Por fim, aparece um
e outra mulher rouba-o com um bebé.
Pensa bem.
Se essa mulher desaparecer,
e o bebé com ela,
vocês podem ficar juntos.
Talvez isso te impeça de voltar a beber.
Ótima análise. Obrigada.
És um psicólogo e estratega genial.
Todos deviam saber.
Não me gozes.
Tantos jogos, durante tantos anos,
e eu sem nada poder fazer.
Também controlas o rapaz, não é?
Basta uma palavra e ele liberta-a, não é?
Posso tentar.
Mas o que ganho com isso?
Fama.
Chamo a imprensa da Polónia inteira.
Irão devorar cada palavra que disseres.
Sobre Deus, a tua infância e a tua filosofia de vida.
"Psicopata carismático com alma de filósofo
salva agente da Polícia grávida."
Soa bem, não soa?
Quero ver a minha mulher e os meus filhos.
É essa a minha condição.
Boa tarde e obrigada por aceitarem vir.
Eu falo com ele, mas os miúdos ficam aqui.
- Compreendo. A decisão é sua. - Quero ir.
Jasiu, não é boa ideia.
Ele disse que queria ver a família toda.
Não é verdade?
Ele está algemado, podemos ver e ouvir-vos, é seguro.
- Pai! - Jasiu.
Adorava abraçar-te.
Acho que...
usaram o meu telemóvel.
Não faz mal. Está tudo bem.
A tua mãe deve ter dito à Polícia que me enviavas mensagens.
Não te preocupes.
Eu sabia que ela ia perceber. Também fazia parte do plano.
E então?
- Estraguei tudo, fui apanhado. - Eu previ isso.
Tudo correu como planeado.
E continua a correr.
Mas...
Confia em mim.
Está tudo sob controlo.
Em breve, estaremos juntos. Prometo.
E a Helenka?
Não pôde vir?
Não quis.
Que pena! Queria contar-lhe sobre o avô Paweł.
Nunca falámos dele.
- Do avô Paweł? - Sim.
O pai da tua mãe.
Infelizmente, morreu.
Jasiu, sai.
- Não quero. - Jasiu, sai daqui.
Pai...
Desculpa ter sido apanhado.
Não te preocupes.
Lembra-te do que te prometi.
Achas que o Jasiu e a Helenka estão preparados
para saber o segredo da sepultura do avô?
Farias mal aos teus filhos?
Nunca.
A não ser que me obrigues...
Tudo depende de ti.
Lembras-te onde estava a estatueta de São Paulo na tua casa?
Vai lá.
Ele aceitou negociar com o raptor.
O que lhe sussurrou?
Que me ia matar.
Que eu morreria como o meu pai.
Que queria ele?
Que eu não testemunhasse contra ele.
Jasiu...
- Jasiu... - Não fales comigo.
Comece a falar.
Maciek!
Maciek, estás aí?
Parabéns!
Conseguiste!
Estão todos aqui só para ti!
Já a podes soltar.
Vais apanhar uma pena mínima.
Conheço um bom advogado.
Está bem.
Quero fazer uma troca!
Quero o Wolnicki!
Senão, mato a cadela
e o cachorrinho dela!
Eu tentei.
Levem-no.
Temos de arriscar.
- Queres soltá-lo? - Ele irá para o bunker.
- E receberemos a Wrońska. - Ele conhece os túneis e podem fugir.
Temos muitos atiradores furtivos.
Vêm aí as pessoas que conhecem os bunkers.
Teremos mapas detalhados com todas as saídas assinaladas.
Então, também queres a troca?
Sim.
Devias ter ficado quieta.
Obrigado.
Já nos vemos.
Mais cedo do que pensas.
- Já tenho saudades. - Leva-o.
- Ewelina! - Espera!
Para!
Gaita.
Fugiu para os bunkers!
Têm o refém! Fechem todas as saídas!
- Onde está ele? - Foi lá para dentro.
Pode haver novas explosões. Faz com que volte!
Já tentei! Todos lá para fora!
Mrówa!
Mexe-te!
Mrówa!
- Estamos na entrada leste. - Vou buscá-la!
- Entramos? - Não, esperem.
Gaita!
Gaita...
Mrówiec?
O localizador que lhe pus continua lá dentro.
Mas não quer dizer nada.
O Janik foi para o túnel que explodiu. Deve estar morto.
O Wolnicki também lá estava?
Não o vi. Nem a Wrońska.
- Ela não estava lá de certeza. - Como sabes?
Se estivesse, não estariam a...
E se ela estiver lá a morrer?
Ele disse que estava sob terra. Deu 2h.
Que se lixe a contagem decrescente!
Os rapazes encontraram algo que não estava nos mapas.
Uma fenda na parede do bunker, a 3 km de distância, junto ao rio.
- Daria para uma pessoa passar? - Gaita!
Parem de fingir que temos algum controlo!
Larga a minha filha!
Eu mato-te, seu merdas!
Mato-vos aos dois!
Uma esposa fiel, de facto.
Não se engana a natureza.
Nem todos podem ser livres.
Tu já provaste a liberdade.
Mas levou a melhor sobre ti.
Lembro-me bem desse dia.
Ora muito bem.
Ou me deixas ir em liberdade ou abrimos a sepultura do teu pai.
Não sei se os miúdos aguentam.
O que foi enterrado deve permanecer sob terra.
Caso contrário, reina o caos.
Houve alguma coisa?
Estava a ir para a cama.
Por onde andou?
Fui espairecer.
Entretanto, o Wolnicki fugiu.
- Ajudou-o? - Não.
Paweł Nowicki.
Porque é que Piotr fala tanto dele?
O seu colega disse que não iria investigar.
Por favor, deixe-me em paz.
O seu filho só tem olhos para o pai.
Quer ser como ele.
E o Piotr matou a primeira mulher na idade dele.
É a última oportunidade de fazer algo a esse respeito.
Não foi o Piotr que matou o meu pai.
O meu pai era um homem horrível.
Não me deixava sair de casa, dava-me castigos doentios, batia-me.
Uma vez, apanhou-me com o Piotr.
Ficou furioso.
Atacou-nos, ameaçou matar-nos.
Tentei defender-me e bati-lhe na cabeça.
Foi sem querer, mas sim, eu matei-o.
E tive um esgotamento nervoso.
O Piotr sabia o que fazer.
Escondeu o corpo
e disse-me para participar o desaparecimento.
Desde então, lembra-me todos os dias que fui uma assassina.
Ele chantageou-a?
Ameaçou contar aos miúdos.
Tive de lhe obedecer.
Tive de o proteger.
Fui cúmplice dele.
Uma vez, tentei libertar-me.
Há dois anos.
Ele deu-me veneno.
Por pouco não morri.
Ele tentou mesmo matar-te?
Porquê?
NÚMERO PRIVADO
Estou?
Sou eu.
Eles devem estar a ouvir.
Não importa.
Tive de partir. Para longe.
Lembras-te da minha promessa?
Um dia destes, acende uma vela na minha campa.
- Onde está o Piotr? - Não sei.
Só lhe dei roupa lavada e o meu carro.
Ele não falou dos planos nem da mulher raptada.
Onde está enterrado o seu pai?
Desculpe?
Onde fica a sepultura?
Despacha-te, caraças!
Estamos a ficar sem tempo.
Dá cá isso.
Senti qualquer coisa.
- Está a sair? - Tira!
Abre só! Abre!
Ewcia...
Ewcia.
Então...
Caraças...
Estou tão orgulhoso de ti!
Para onde vais?
Para onde vamos.
Juntos.
O mais longe possível.
Como sabes o que quero?
Perguntaste-me?
És meu filho.
Eu conheço-te.
Sei o que queres.
Está na hora.
Amas-nos, sequer?
A mim e à Helenka.
Claro que vos amo.
Mas está a fazer-se tarde.
E se eu quiser ficar com a mãe?
Ela voltou a dizer coisas sobre mim?
Disse que a tentaste matar.
É verdade?
Não.
Não acredito em ti.
- Polícia, não se mexa! - Está preso!
- Mãos atrás das costas! - Mostre as mãos!
Pensei mesmo que eras mais esperto.
Pai, por favor. Rende-te.
Desiludiste-me.
- Não se mexa! - Como pudeste?
Afaste-se dele!
Não mereces morrer.
Perdeste.
Não sei o que o tribunal vai dizer
e por quanto tempo te vão prender,
mas não tens família.
Estás sozinho.
Já o apanhámos.
E o Maciek?
Continua a procurar.
Como estão a Wrońska e o bebé?
Dá-lhe um beijo por mim.
Jackie!
Jackie?
"Tu és meu Filho.
Hoje, tornei-me teu Pai.
Basta pedires e eu te darei todas as nações do mundo.
Tu as governarás com uma vara de ferro
e as despedaçarás como louça de barro."
Legendas: Ana Filipa Vieira plint.com
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