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Chamo-me Artur.
Eu chamo-me Paweł.
Tens de voltar para casa.
Eu ajudo-te.
Um vagabundo matou-o com um machado?
Gostavas ter sido tu?
Ouvi dizer que procuram um organista.
Ninguém pode saber de mim. Nem a mamã, nem a Helenka.
Há pessoas neste mundo que me odeiam.
Tocas melhor do que o meu marido.
És a mulher do Artur?
Porque é que o teu marido te deixou? A culpa foi dele?
- As palestras são consigo? - O Sr. Paweł não vai dar palestras.
Conhece a paróquia, certo?
Telefonei para lá. Todos falam de si com carinho.
Uma mãe solteira em particular.
E o seu filho, Krzyś.
Lembra-se deles?
O seu filho quer matar-me!
Foi só uma bulha.
Foi o Maciek que começou. Eu vi.
Paweł?
Não se mexa!
A câmara está ali.
Apanhou tudo.
Tem a certeza que chamar alguém?
Cale-se!
Piotr Wolnicki, um assassino em série.
Suspeito que simulou a própria morte e escondeu-se na cidade.
A sua amiguinha está cá.
Tem pouco tempo.
Nunca irás cumprir e deixar o rapaz ir.
És um infeliz à conta da tua mãe.
Sofres e desperdiças a tua vida.
Enviei-te uma localização.
Uma casa na floresta onde o Wolnicki está retido.
ANGEL OF DEATH
Piotr...
O meu nome é Paweł.
Sacana.
Polícia, não se mexam!
Aga?
Aga? Vá lá.
Aga, não me morras!
Aga!
Gaita...
Já a tenho. Mandem uma ambulância!
O quê? Estou!
Não ouço!
Paweł Nowicki...
Pesquisa este nome...
- Não digas à Jola. - Luta...
Não a deixes voltar.
Aga, luta!
Aga!
- Largue a arma! - Eu sou polícia e a casa é minha!
Sei tudo sobre si e o seu filho!
Então, está lixado.
Largue a arma! Não matou ninguém!
Eu direi que colaborou!
Não há julgamento se o matar.
Ele enganou-a!
Não pode sacrificar tudo por ele!
Sim, posso.
- No chão! - Quieta!
- Foste rápida. - Eu disse-te que vinha.
Vamos lá, pessoal! Temos de inspecionar a casa!
- Polícia! - Polícia!
Nada!
- Polícia! - Para a esquerda.
Fica lá fora.
Sou alguma aleijada? Salvei-te a vida.
Eu reparei. Muito grato.
- Área verificada! - Nada!
É seguro.
Procura por vestígios. PC, telemóveis, cartas, qualquer coisa.
Mantenha-me informado sobre o estado da paciente.
Sim. Família direta.
Gaita! Desculpe, não era para si.
Está bem. Vá dando notícias.
- Como está a Aga? - A ser operada.
Olha aqui.
É a cruz que a Agnieszka encontrou junto ao corpo queimado.
Encontrou o tipo que o Wolnicki matou e queimou.
Não aproveitámos a ajuda dela.
Sim, ela é espetacular.
- Encontraste alguma coisa? - Não.
Hora de pressionar a senhora comissária.
Onde está o Piotr Wolnicki?
Não conheço ninguém com esse nome.
E o seu filho?
Foi trabalhar para o estrangeiro na semana passada.
Nunca mais soube dele.
Ouve-me bem, sua bruxa.
Eu não bato em mulheres, mas a minha amiga até te faz voar.
Tive um acidente.
Tenho um traumatismo e amnésia.
Em vez de fazer ameaças, arranje-me um médico.
- Filha da... - Deixa. Não vale a pena.
- Ela deixou a Aga por um fio. - Vai-te embora, se o chefe descobre...
- Caguei para ele! - Vais prejudicar o caso!
Sonda as pessoas. Sobre o Wolnicki ou o rapaz.
Alguém tem de saber alguma coisa!
Precisamos de arranjar um carro.
E como?
Eu arranjo um.
Disseste que sou livre. Quer dizer que posso fazer o que quiser.
E se o proprietário resistir?
Se resistir...
dou cabo dele.
Cuidado...
Eu não te matei,
mas isso ainda pode mudar.
Porra! Estás doido, meu?
Calma.
Irra! "Calma" digo eu!
- Quase te matei! - Calma, há uma cena.
E a cena é...
Eu levo o teu carro
e tu vais-te embora.
Entendido?
Desaparece e não voltes, idiota!
- Como está a Aga? - Está a dormir, no recobro.
Ela é forte. Vai safar-se.
- E tu? Dormiste? - Sim, contigo. E ainda hoje me arrependo.
Este nome diz-te alguma coisa?
Paweł Nowicki?
Não, parece-me comum.
Talvez seja a razão da escolha.
A Aga repetiu várias vezes na cave. E depois há o pendente de São Paulo.
Gaita...
O que estás a fazer?
Estou de férias.
Não falei contigo. Explica-te.
E atenção, se eu ouvir o nome "Nowicki",
desato aos tiros.
Temos provas irrefutáveis de que o Wolnicki está vivo
e foi organista nesta igreja.
Sempre suspeitámos que Piotr Wolnicki simulou a sua morte.
Guardámos segredo para não assustar
e fizemos operações secretas a fim de descobrir o seu paradeiro.
A falecida Agnieszka Polkowska, embora tenha sido oficialmente demitida,
esteve sempre a trabalhar connosco.
Ela está viva, idiota.
Senhoras e senhores, fizemos tudo o que podíamos
para encontrar e capturar este assassino impiedoso.
Garanto que estamos em cima do assunto.
Podem ter a certeza.
Estávamos perto mas, por uma infeliz coincidência,
Wolnicki conseguiu escapar-nos.
- Obrigado pela chamada. - Ewelina Wrońska.
Só ouvi coisas boas a seu respeito.
Dele?
Não, de pessoas sérias.
Viva! Há quanto tempo!
- O caso é nosso. - De quem? Da Polícia de Opole?
Uma equipa interdepartamental formada pelo Inspetor-Geral.
Depois ele liga-lhe.
Vamos!
- Onde estavas? - Desliga o rádio.
Temos de tratar de uma coisa.
Ele marcou o número de emergência.
Mais uns segundos e teria alertado a Polícia.
Fizeste bem.
Não era preciso matá-lo. Não fazia parte do plano.
Mas aconteceu.
Ele morreu porque te deixaste levar!
Agiste como um pirralho que se vem antes de abrir as calças!
Eu mato-te!
A raiva e o ódio estão a queimar-te por dentro!
Ou te começas a controlar, ou morres.
Eu ajudo-te, mas tens de me dar ouvidos.
- Está bem. - "Está bem", o quê?
Eu irei obedecer-te.
Vou ver o carro.
Enterra-o.
És mesmo estúpida...
Ainda mais do que eu.
Jola, não podes vir agora. Ouviste? O Wolnicki anda à solta!
A Polícia de Londres vai mandar-te alguém.
Sim, eles vão olhar por ti!
Eu sei, sou um parvo. Todos o dizem.
Está bem. Toma cuidado.
Já falei com a Jolka. Vai ficar quieta.
Há uma foto dele em todas as esquadras.
Também vigiamos a mulher e os filhos do Wolnicki.
- Alguém falou com eles? - Ainda não, mas já devem saber.
O chefe divulgou.
De onde é que vêm...
Queres vê-la?
Não, não há tempo. Tenho de interrogar a comissária.
- Fazes isso? - Sim.
Ela tem de descansar.
A ideia é ótima, mas eu tenho uma melhor.
- Chispa e eu faço tudo. - Tu precisas de te deitar.
- Não mandas em mim. - Já chega.
Fale você com a comissária. Talvez uma mulher a vergue.
Eu sou agente! O sexo não importa!
Claro.
O que há entre vocês?
Tenho de saber para trabalharmos juntos.
Só um segundo.
Ewelina.
Conta-lhe da gravidez.
O que interessa?
O que é isso?
Alcaçuz. É preferível a cogumelos em conserva.
- Tens de ter calma. - Pela última vez...
Sou uma agente como tu. Na verdade, até sou melhor.
Já que foste despedido.
Os papéis não passaram.
- Posso continuar. - Parabéns!
E eu tenho mais tempo disto, sabias?
Sou saudável e sou boa, como tu e a tua...
Quem?
Quem? A Polkowska?
Vês nela uma figura de autoridade? Meteu-se na bebida e deu cabo da vida!
Não tem família, nem emprego!
E agora está ali deitada e...
E tu ainda a amas.
Vai para ao pé dela.
Vai.
Vou poder repreender-te, por fim.
E tu não vais responder torto.
Se tu me morres...
dou-te um estalo.
Caraças... São Paweł Nowicki!
Sempre suspeitámos que Piotr Wolnicki simulou a sua morte.
Guardámos segredo para não assustar
e fizemos operações secretas a fim de descobrir o seu paradeiro.
A falecida Agnieszka Polkowska, embora tenha sido oficialmente demitida,
esteve sempre a trabalhar connosco.
Senhoras e senhores, fizemos tudo o que podíamos
para encontrar e capturar este assassino impiedoso.
Garanto que estamos em cima do assunto. Podem ter a certeza.
Boa tarde.
- Olá. - Precisamos de falar.
- Tenho de ir buscar os miúdos. - Então, já sabe?
Sim, vi nas notícias.
Usou um nome falso, Paweł Nowicki.
Era o nome do seu pai.
Ele vai tentar contactá-la.
Pense nisso.
E ligue-me.
Como é estar do outro lado?
Vá-se habituando. Não vai voltar para a força.
O seu filho? E o Piotr Wolnicki?
O Maciek foi-se embora.
- O outro nome... - Cale-se!
Prendeu o Wolnicki para o culpar pelo homicídio que o seu filho cometeu.
O Maciek matou alguém?
Diz-lhe alguma coisa?
Tem noção de como está lixada?
Mas não se preocupe.
O seu filho está ainda pior.
Então...
O Maciek matou a Karolina?
Eu trabalhei nesse caso, mas nunca me ocorreria...
O meu próprio filho...
Talvez esteja confusa por causa do acidente,
mas estou a ser acusada de alguma coisa?
Que raio, mulher! Disparou contra um agente da Polícia!
Porque invadiu a antiga casa dos meus pais.
Não mostrou o distintivo. Eu tinha de me defender.
Bebe isto.
- O que faz? - Chamo uma ambulância.
Não, espere...
Eu estou grávida.
Mais uma razão para ir ao médico.
Sim, mas deixe-me ir à minha ginecologista.
Eu peço a alguém para a levar.
- Amanhã, está de folga. - Obrigada.
Mas ouça...
Não diga ao Mrówiec que desmaiei.
O filho é dele.
Eu não perguntei.
- O que foi? - Entra, depressa.
- É verdade? - Anda.
Não se fala de outra coisa.
- Apertem os cintos. - O que se está a passar?
Não lhe contaste?
Eu disse-lhe que falaríamos em paz.
O pai está vivo.
Helena! Helena, espera!
Helena, volta aqui.
Mas houve um funeral!
Eu sei. Ele mentiu a toda a gente, como sempre.
Está vivo e a esconder-se da Polícia.
Não deixarei que nada te aconteça, prometo.
Ele...
Ele tentou contactar-vos?
A mim, não.
Não te enviou SMS?
Não há mensagens?
Deu-me o cartão SIM no aeroporto.
Mas eu dei-o à Polícia. Sabes disso.
E não te escreveu nem telefonou desde então?
Não.
Quando ele te deu aquele pacote,
havia outro cartão lá dentro?
Só havia um e uma estatueta de um santo.
Mas... disseste para não contar à Polícia.
O que fizeste com ela?
Deitei-a fora.
Porquê? Podia ter sido relevante para o caso.
Alto, a Polícia vem a caminho!
Calma, eu sou da Polícia.
Mostre-me o distintivo.
As pessoas insistem. Partiram as fechaduras da casa.
Está vazia há muito tempo?
Há uns 20 anos.
E o que aconteceu, ao certo?
O proprietário desapareceu
e a filha não aguentou ficar.
Ela queria vender a casa, mas não encontrou um comprador.
Conhece o proprietário? Paweł Nowicki?
Era um homem austero.
Dava lições de piano.
Mas, para mim, era louco.
Ela teve uma vida difícil.
Ele desapareceu ou partiu?
Não sei. Ele não me contava nada.
A Polícia tentou procurá-lo, mas não o conseguiu encontrar.
Chamou mesmo a Polícia?
Não, só o disse por dizer.
Está bem. Com licença.
Mandaram-me cá porque a senhora quer falar contigo.
Ficaram com os miúdos.
Ela não podia telefonar?
- Ela insistiu. - E disseste-lhe onde estava?
Ela sabia. Foi ela que deu a morada.
Piotrek, espera, por favor. Não faças nada.
Não faças nada, por favor...
Ele voltou a fazer-te o mesmo.
Há quanto tempo acontece?
- Eu mato-o! - Não, não, Piotrek!
Piotrek!
O meu pai odiava o Piotrek.
O sentimento era mútuo.
Senti que algo mau ia acontecer.
Será que o Piotrek o matou?
Não tenho provas disso.
Tiveram uma grande discussão.
Saí de casa e passei a noite em casa de uma amiga.
Quando voltei,
de manhã,
o meu pai já não estava.
Dei-o como desaparecido.
O Piotrek disse o que aconteceu?
Ele adotou o nome...
Não sei, talvez para...
Para me lembrar do que era capaz.
Contou a alguém?
Tive medo.
Não quero que os miúdos descubram que o pai matou o avô.
Eu estaria disposto a não voltar a investigar isso...
Se estiver disposto a ajudar, claro.
Eu sei como o atrair.
Desculpe.
Estou?
Como é que ela está?
Gaita...
Hemorragia interna. Têm de voltar a abri-la.
- Gaita... - Precisamos de sangue.
Qual é o teu grupo?
A comissária falou?
Continua a encobrir o filho.
Acho que não sabe onde estão.
A Wrońska que a pressione.
Eu interrogo-a.
E a Ewelina?
Está tudo bem. Foi descansar.
Desembucha.
Qual é o teu plano para atrair o Wolnicki?
Um plano inteligente.
Só temos de soltar um pedófilo.
Desculpa.
Eu sei que não fizeste nada.
Foi tudo o Piotr.
Monika, não consigo.
Não depois de tudo.
Eles aceitam retirar a queixa na condição de ajudares a Polícia.
Não por eu ser inocente?
Eu sei que és.
Mas não temos provas.
É um acordo.
Para onde me arrastas? Que mundo é este?
É o meu mundo.
Olá.
Leszek?
Calma, está tudo bem.
- Mãe... - Meninos, preciso de vos dizer uma coisa.
O que descobriram?
Alguém entrou no computador do Leszek e carregou as fotografias.
O Leszek está inocente.
E é um querido.
Choca aqui.
Quem foi o hacker?
A Polícia anda atrás dele.
Dizem que chantageia as pessoas com as fotografias.
Ele chantageou-te?
Não.
Provavelmente, ia fazê-lo.
Adiante...
Temos uma ideia.
Propus uma viagem aos meus amigos do Brasil.
Têm uma casa grande perto da praia.
Se estiverem de acordo, podemos ir visitá-los e...
Lá, estaremos seguros.
Quando partimos?
Hoje, à meia-noite.
A DESCODIFICAR MENSAGEM
VIAGEM AO BRASIL COM O LESZEK. MEIA-NOITE. AJUDA.
"Viagem ao Brasil com o Leszek. Meia-noite. Ajuda."
O idiota estava em contacto com o pai?
A Agnes suspeitou desde o início, mas o chefe travou-nos.
Raios partam. A mãe sabia?
Ela diz que não, que descobriu esta semana.
O Wolnicki recebeu a mensagem?
- Não, o telemóvel está desligado. - Ele há de ligá-lo.
Só se preocupa com a família.
A última vez, também se esgueirou para o aeroporto.
- Agora vai ser igual. - Não.
Desta vez, não vamos estragar tudo.
Olá, Aga.
Acordei-te?
Piotr Wolnicki.
É uma honra.
Infelizmente, voltaste a falhar.
Sobrevivi.
Não, não mereces morrer.
Não te safas com facilidade.
Verás os teus entes queridos sofrer
e gritar de dor.
Serás a última a morrer.
- Já falaste com o teu filho? - Não.
- Mas foi ele que te mandou mensagem? - Conduz.
A tua família torna-te tão fraco...
E eu sou livre.
Tens a tua mãe.
Graças a ti, percebi que a odeio.
Pensa nela agora e faz exatamente o que combinámos.
Não se pode levantar.
- Estou? - Jola, querida...
Estás aí...
- Estás bem? - Se estou bem? Meu Deus, estás viva!
Acabei de acordar, estou ótima.
- Quantas cirurgias fizeste? - Não importa.
Fica em casa e não saias. Entendido?
Eu ligo-te mais tarde. Não arranjes sarilhos.
- Onde está o Mrówiec? - Não sei.
Talvez no terreno com o Inspetor Suzin.
O Suzin está cá?
Deite-se, por favor.
Apanharam-no?
Acordaste! Como te sentes?
Não interessa. Apanharam-no?
Não, eles encontraram o telemóvel, mas não o Wolnicki.
Ele vai atrás de ti.
Venha. A festa de boas-vindas está pronta.
É uma armadilha. Vai tentar matar-te.
Ótimo, vamos ripostar.
- Temos algo. - Não, ele quer...
Já te ligo.
Anima-te. Vai correr tudo bem.
Sabem como está o tempo por lá?
Sol, céu limpo e mar quente.
- Podes abrir? - Está aberto.
Nunca ficarão longe de mim.
- Pai? - Pai!
- Não se mexa! - Pai!
- Pai! - Polícia, não se mexa!
- No chão! - Pai!
Como estás?
Estás preso, sacana.
E a tua namorada?
Está tudo bem com o bebé?
Deixem-no em paz!
Pai!
Legendas: Ana Filipa Vieira plint.com
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