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ANGEL OF DEATH
Bom dia.
Olá.
Café?
Sim, claro.
Simples, sem açúcar, por favor.
Sinto-me culpada por dormires nesse sofá desconfortável.
Qual quê...
Há um ano que não dormia tão bem.
Eu também.
Dormi que nem uma pedra.
Está tudo bem?
Provavelmente.
A câmara do jardim apanhou algo durante a noite.
Toma.
Tens mesmo uma câmara no jardim?
Sim, instalei-a quando o Artur foi embora. Só para prevenir.
Tem um sensor e regista quando algo se aproxima.
É mais javalis.
E envia-te logo o vídeo diretamente para o telemóvel?
Não.
Tenho de o tirar do cartão de memória.
E eu? Também posso tirar alguma coisa?
Se tiver de ser.
Pai nosso que estais nos céus,
santificado seja o Vosso nome,
venha a nós o Vosso reino,
seja feita a Vossa vontade,
assim na Terra, como no Céu.
Senhor...
Mantém a Natalia longe do perigo.
Sim?
Sim, fiz a participação.
São 21,50.
- Mais alguma coisa? - Posso sair por trás?
- Porquê? - Suplico-lhe.
- Fique com o troco. - Vá lá.
Obrigado, patroa.
As cervejas.
Espera.
- Só quero falar. - Eu não vou falar contigo.
Que te deu ele por isto? Dinheiro?
Deu-te muito dinheiro?
Não sei do que falas. Baza!
Talvez não te tenha dado nada.
Tens medo dele, não tens?
Duvido que tremas todo por minha causa.
Acertei?
Não sabes nada.
Como é que ele te assustou?
Disse que te matava?
A tua irmã? A tua mãe?
Ouve.
Oficialmente, este tipo está morto.
Sou a única que o consegue apanhar e eliminar.
Mas preciso do teu testemunho.
Que digas que foi ele que te disse para me dares esta porcaria.
Será a prova
de que tem feito de nós parvos.
A Polícia vai reabrir o caso e vamos lixá-lo.
Deixarás de ter medo que te faça mal...
Ele sabia o que dirias. Antecipou todas as palavras.
Foi ela que nos ameaçou ontem! Está armada!
Queria comprar algumas maçãs.
Leve estas. São mais doces.
Tocou muito bem no domingo.
Obrigado. Dei o meu melhor.
E cantou lindamente, não como o anterior.
Desculpe...
Porquê? Ele não cantava nada.
E este canta.
- Obrigada. Adeus. - Adeus.
- Quanto custam estas flores? - São 20.
Muito obrigada.
Vá, toma.
Que fiz para merecer isto?
Dás-me paz de espírito, sabes?
Contigo, por fim, posso ser quem quero.
Obrigada. És muito amável.
Sr. Pawel! Sr. Paweł...
Tem de vir à casa paroquial.
O que aconteceu?
A Polícia anda à sua procura.
Até que enfim!
Em relação ao seu filho,
ainda não decidi se o vou acusar de agressão.
O Maciek saiu da cidade.
Não lhe causará mais problemas.
Nem a mais ninguém.
Então, o que se passa?
Houve uma tragédia.
Uma das raparigas do nosso retiro...
Morreu.
Meu Deus...
O que aconteceu?
A Polícia de Kłodzko está a investigar.
Pediram-me para interrogar pessoas em contacto com a vítima.
Nesta fase, preferia não dar mais informações...
Ninguém aqui é suspeito. Diga-nos quem foi e o que aconteceu.
A Natalia Barańska.
Foi assassinada.
Meu Deus...
Algum de vocês a conhecia?
Nem por isso.
O Sr. Paweł teve de me substituir.
E o senhor?
Era muito inteligente.
Podemos falar em privado?
Lamento pelas condições.
Quer uma cadeira?
Não, estou bem aqui.
Sr. Paweł Nowicki, se bem me lembro.
O mesmo que da última vez.
O que aconteceu à Natalia?
Quem lhe fez isto?
Vocês tinham uma ligação?
Desculpe?
A Natalia ligou-lhe no dia em que morreu.
O padre confirmou que este é o seu número.
Ela tinha-o guardado no telemóvel como Saul.
Falei com os jovens sobre São Paulo.
A Natalia ligou-me por causa de um artigo que lhe enviei.
E o que fez ontem à noite?
- Pergunta isso a todas as testemunhas? - Responda.
Dormi.
Na casa da Karolina.
Pode perguntar-lhe ou localizar o meu telemóvel.
O que quiser.
Assim farei.
A Polícia de Kłodzko tem um suspeito.
A Natalia falou-lhe de um rapaz chamado Kamil?
Só falámos do Evangelho.
Foi ele que a matou?
Não sei.
O que acha?
Não faço ideia. Sou novo aqui.
Todos são simpáticos para mim, educados.
Um tipo ameaçou-me de morte logo após a minha chegada, mas...
Acho que saiu da cidade.
Entrevistei o Honnold pouco antes da sua subida a El Capitan.
Caramba!
Pareceu-me não ter medo nenhum.
Porreiro.
Ouve, desculpa aquilo da escalada.
Não te preocupes. Foi sem querer.
- Podia ter tido mais cuidado. - Não faz mal.
Fico contente que tenhas ligado.
Se quiseres que te leve mais vezes à escola, é na boa.
Isso é ótimo. A mãe está ocupada com a Helenka de manhã.
Então, está combinado.
Tenho uma pergunta. Na verdade, é mais um pedido.
- Chuta. - Amanhã, a mãe faz anos.
Gostávamos de lhe fazer uma surpresa.
Mas a nossa casa é óbvia e ela iria perceber logo.
Então, façam na minha.
- A sério? - Claro que sim.
Com certeza. Obrigada, Sr. Paweł.
Que coisa horrível!
Levas-me a casa?
Gostava de falar consigo.
- Comigo? - Somente cinco minutos.
O Sr. Paweł disse que passou a noite consigo.
Pode confirmar?
Sim, ele passou a noite na minha casa.
E porque pergunta?
É o meu trabalho.
E ele nunca se ausentou?
Não.
Porque me está a mostrar isso?
Isto foi feito por um homem mau.
Sim, um homem muito mau.
Uma encarnação do demónio. Espero que o encontre rapidamente.
Apenas ajudo os meus colegas.
- Adeus. - Adeus.
Está tudo bem?
É uma tragédia.
Anda.
Tenho uma coisa para fazer.
- Vejo-te mais logo, sim? - Está bem.
Sacana.
É só um momento.
Um pequeno controlo.
Estou atolado.
Encontraram um corpo numa floresta.
Uma rapariga.
Não sabia.
Não tem nada a ver com o teu antigo caso.
Está a ser investigado por uma esquadra local.
Talvez valha a pena ir até lá. Só para um pequeno controlo.
Podemos ver se não é o Wolnicki.
Acho que podem confirmar que um morto não matou a rapariga.
Sim, mas um tipo conseguiu ressuscitar.
Ouvi dizer que vais ser pai, Mrówiec.
Já pensaste como te vai ver?
Como um herói que resolveu um grande caso?
Ou um idiota que não dá ouvidos aos superiores?
Um herói que não dá ouvidos a idiotas?
- Estás a falar de mim? - Não me atreveria.
Não repitas a gracinha, Mrówiec.
Parabéns.
Tudo de bom.
Mrówiec.
Estou presa. Podes tirar-me daqui?
Raios partam!
Aos tiros na floresta, a intimidar inocentes.
Deste em guarda fronteiriça?
Os fedelhos não são inocentes.
Fedelhos? Estás mesmo cota.
É preciso interrogá-los!
O Wolnicki deu-lhes este diário.
É a prova de que ele tinha tudo planeado!
Sim, e depois morreu.
Isto não prova nada.
E quem me enviou isto?
- O Pai Natal? - Não. Um puto com apoio.
Muito provavelmente um dos que ameaçaste.
Mais uma razão para os pressionar!
O Wolnicki está a usá-los para atrofiar com a Polícia!
É mais com uma detetive encantadora e irritante à brava.
A Polícia não faz nada!
E também és irritante à brava.
E encantador?
Quando dormes.
Não fizemos nada porque não havia caso nenhum, até ontem.
Até ontem. E hoje?
Oficialmente, ainda não há nada.
E não oficialmente?
São Paulo com uma espada. Um pecador convertido.
Mais uma versão do mesmo idiota.
Onde arranjaste a estatueta?
A família Wolnicki deitou-a fora.
Achas que o Piotr foi à casa deles?
Duvido. Eles estavam sob vigilância.
Ele pode ter-lhes enviado.
Mas para quê?
Terias de perguntar à mulher ou ao filho.
Podes perguntar, mas eles não nos vão dizer nada.
Desde o início que fingem colaborar.
Talvez São Paulo tenha algum significado.
Vamos investigar.
Leva-me até Klodzko. Quem é o responsável? Tu?
Não. Nenhum de nós.
O chefe não nos quis no caso.
Significaria que o Wolnicki regressou dos mortos.
E, como sabemos, morte dele é a nossa história de sucesso.
Sim.
Grande sacana.
Onde arranjaste estas fotos?
Um colega enviou-mas.
Tens fotos de todas as mulheres assassinadas recentemente na Polónia?
Vejo-as antes de me deitar.
Não te reconheço, Tomcio. Caso encerrado e continuas a bisbilhotar?
Acreditas em teorias da conspiração?
Sabias que podes ser despedido?
E acabar a dormir num carro sem tomar duche.
Vai lá tomar duche. Vou ligar para Klodzko.
Obrigada.
Já estava à espera de te encontrar aqui.
Desculpa.
Preciso de espaço.
Eu fujo sempre para a música. Sobretudo se algo me incomoda.
O que tens?
Nada. Porquê?
Senti-me inspirada.
O que estás a fazer?
Verás quando acabar.
Não precisas de ter mais medo.
Ele deixou a cidade.
Eu verifiquei...
a câmara do jardim.
Não há vídeo.
Querias ver javalis?
Saíste à noite?
Não. Porquê?
Foi quando a rapariga morreu.
E então?
A sério?
Não acredito.
Desculpa.
Paweł.
Paweł, espera!
Paweł!
Podemos conversar?
Acho que devias deixar de fumar.
Estás paranoica.
Podes ir presa por apenas alguns arbustos.
Não tens medo?
Deveria ter?
- Não faço mal a ninguém. - Nem eu.
Mas acusas-me de atrocidades.
Não, só te perguntei se saíste à noite.
- Não sabes tudo sobre mim. - Eu não sei é nada sobre ti!
Não é por mim, é pela minha família.
Pelos meus filhos.
Tens filhos?
Um filho e uma filha.
E ontem à noite...
Estive à porta deles. E amanhã também estarei.
- Porquê? - Tenho uma ordem de afastamento.
Apesar de nunca lhes ter feito mal, de eles me amarem.
Mas a minha ex faria de tudo para me apagar das suas vidas.
- Não sabia. - Claro que não sabias.
Como haverias de saber?
Desculpa.
O meu colega não quis falar. Não querem divulgar muito o caso.
Descobriremos mais no local.
Plano: uma sesta rápida e partimos às 2h. Estaremos lá ao amanhecer.
E pronto.
Aga?
Queres comer alguma coisa?
Falafel!
Falafel? A sério?
Não como depois daquilo com os árabes.
Olá.
Aconteceu alguma coisa?
Estava preocupada. Meteste baixa.
Tive uma intoxicação.
De falafel.
E estou a morrer.
Podes falar?
Nem por isso. Pode ser um vírus.
Não te quero pegar.
- Sabes que mais? - Pronto.
Estou a ficar um pouco farta.
Ora discutimos, ora não falamos.
- Bem, tu és assim. - Eu?
Esquece. É tudo culpa minha. Está bem.
Sabes que mais?
Há que aceitar a situação. E temos de falar um com o outro.
E estive a pensar no tal teste...
Bom, acho que estou a incomodar.
Não, fica. Quantas mais, melhor.
- Conheço-a? - De vista.
São todas de vista.
Eu também.
- Olá. - Olá.
E eu que queria uma conversa séria contigo.
Contigo!
Esta gravidez está a deixar-me burra.
Gaita.
- Vai lá. - Onde?
Eu não vou correr atrás dela! E não me venhas com lições, que és igual.
Vai porque quero vestir-me.
Desculpa.
Sim, Slawek. Obrigado.
Querem encerrar o caso. Prenderam o rapaz com quem ela andava.
Têm a conversa a combinar o encontro.
- O rapaz não tem álibi. - E ele confessou?
Diz que nunca falaram, que lhe entraram na conta.
Quem? O Wolnicki.
Observou-o e aproveitou o momento em que o rapaz não teria um álibi.
E tens provas disso?
Eles também não têm nada.
Só se o Wolnicki tiver roubado algo e atirado para perto do corpo.
Não sei, Agnieszka. O caso não é do Slawek.
Só disse o que sabia.
E está tudo aflito para evitar fugas de informação.
E esse Slawek vai ajudar-nos?
Temos a irmã da vítima.
Então, o que fazemos aqui?
Espera!
Têm cinco minutos, mas ela não está a colaborar.
- Está passada. - Quem fez isto?
Ela.
Bom dia.
Chamo-me Agnieszka Polkowska.
Procuro o assassino da sua irmã.
Podemos conversar?
Deus nunca faria isto.
Ele é mau.
Tem a certeza que a sua irmã andava com esse rapaz?
Dediquei toda a minha vida a Deus.
E ele tirou-me tudo o que eu amava.
A Natalia tinha ao pescoço um pendente com São Paulo.
Quem foi que lho deu?
Primeiro os pais e agora a Natalia.
Já não tenho ninguém.
Eu compreendo.
Mas, por favor, fale comigo.
É muito importante.
Deus brinca connosco.
Quebra-nos. Pisa-nos.
E deita-nos para o lixo.
Aga, temos de ir.
Parece que sim.
Arranjem-lhe um psicólogo.
Aventura. Emoções. Desafios. Adrenalina.
Que raio...
Os sherpas escalaram o K2.
Todas as de oito mil foram escaladas no inverno.
Nem todos concordam.
Alguns na comunidade acreditam
que a subida dos Sherpas não deve ser reconhecida.
Mas porquê?
Não creio que haja dúvida de que chegaram ao cume.
Mas usaram garrafas de oxigénio. Alguns dizem que é como se fosse doping.
Oxigénio é doping? Fiquei pedrado a pedalar para o estúdio.
E pedalaste oito mil metros acima do nível do mar?
Bem, não... Talvez seis ou sete...
- Então, onde moras? - Um dia, eu mostro-te...
A essa altitude, não há oxigénio para respirar livremente.
E a garrafa de oxigénio funciona como uma vacina?
Pode dizer-se que sim. Em todo o caso, facilita tudo.
Outras equipas que tentaram o K2 no inverno
não usaram oxigénio suplementar.
E não conseguiram chegar ao cume.
Mas porquê dificultar ainda mais as coisas e arriscar a vida?
Para ser o primeiro.
- Bom dia. - Bom dia.
O Sr. Paweł está?
Terá de o procurar na paróquia ou de lhe telefonar.
- Ele ficou de ir a um sítio. - Qual sítio?
Não sei.
Talvez seja melhor assim.
Tenho algumas perguntas.
Conhecem-se bem?
É recente.
Mas intenso.
O que está a insinuar?
Nada. É estranho.
Ninguém sabe nada. Não está nas bases de dados.
É um fantasma.
Mas há algum problema?
Não.
Mas o meu trabalho é estar alerta como uma velha.
Mais alguma coisa? Tenho de ir trabalhar.
Faça favor.
- Adeus. - Adeus.
Tenha cuidado.
Obrigada.
Helena, não se entra assim.
- O que estão a aprontar? - Anda!
Não faz mal.
Leszek?
Leszek?
parabéns a você nesta data querida
muitas felicidades muitos anos de vida
hoje é dia de festa cantam as nossas almas
para a menina Monika uma salva de palmas
Quem? A mamã!
Em Ladakh, vivi num mosteiro budista durante algum tempo.
Mas os monges, não sei porquê, não gostavam de mim.
Jasiek, tens aquela série sobre princesas e robôs?
Sou chato?
Estou quase sem bateria.
Jasiek.
Não, há um portátil lá em cima.
- Helenka, podes ir buscar? - Sim.
- E os monges? - Bem, eu não parava quieto.
Uma vez fui às montanhas,
perdi-me.
E se não fosse pelos iaques,
se calhar, teria morrido de hipotermia.
Os iaques são incríveis.
São peludos e podemos abraçá-los.
- Mamã! - O que foi, querida?
- Mãe! - O que foi? Desculpem-me.
O que foi?
Seja como for, ele também usou um animal.
Para conservar o calor do corpo.
Eu tive uma situação semelhante.
Mas com iaques.
- Queres mais bolo? - Não, obrigado.
- Estou cheio. - Que é isto?
- Que página é essa? - Não sabes?
É pornografia infantil!
Não sei! Ela terá ido sem querer?
Sem querer? Não é uma página! É um ficheiro dos teus documentos!
Porque tens fotos da Helena?
- Não sei. - Não sabes?
Nesse caso, vamos já saber.
- Vou chamar a Polícia. - Monika...
Ninguém volta a fazer mal aos meus filhos. Percebeste?
Facadas infligidas com algo afiado.
Não formam um padrão?
Um padrão? Não.
Ele esfaqueou-a até ela se esvair em sangue.
E o corpo estava disposto de alguma forma específica?
- As mãos dela? - Não, estava só deitada sob uma árvore.
- Relaxante? - Não foi detetado.
Os testes não detetam.
E sinais de luta? Ela não ofereceu resistência?
- Não. - Então, foi drogada.
Algo que não coincide com um puto excitado.
Porque não foi um puto excitado, mas sim um psicopata ressacado.
Ele planeou tudo ao pormenor mas, pelo meio, deixou os rituais.
O tipo de vítima corresponde, o medalhão... só pode ser ele.
Vamos. Não vamos descobrir mais nada aqui.
Cometeu um erro. Não se conteve.
Estamos perto do sacana!
Só precisamos de saber mais sobre ela.
Com quem esteve, com quem falou.
- Estás em pulgas. - O quê?
Estavas radiante em cima daquele cadáver!
Vai-te lixar.
É verdade. Não há como negar a natureza.
Cala-te. Liga ao Slawek. Precisamos de acesso ao processo.
Ele liga quando puder.
Dá cá isso.
Vou à máquina encher.
- Telemóvel! - Atende! Pode ser o Slawek!
Agora não me atendes?
Sacana!
Achas que não sei onde estás? Estás a armar confusão com a Polkowska!
Mrówiec, dou-te uma última oportunidade!
Ou voltas já para Varsóvia,
ou vou tomar medidas para te despedir.
A ti e à que engravidaste!
E vão para a lista negra!
Vão depender da assistência social!
A segunda opção...
... é ver-te na esquadra amanhã de manhã e esquecer tudo isto.
A escolha é tua!
O Slawek telefonou?
Não ligou nem vai ligar.
Vai para casa. É inútil.
Calma. Vou já organizar qualquer coisa.
Não vais nada. Só me estás a atrasar.
Vá lá, sê simpática.
Que estás a fazer?
Estou nisto sozinha desde o início.
Só finges que me ajudas.
Estás à secretária a ver fotos e a telefonar aos teus amigos.
Respeito. É o verdadeiro trabalho policial.
Perdeste o juízo de vez.
E trouxe-te café.
Volta para Varsóvia. O café de lá é mais saboroso.
E terás menos que fazer.
Foi aqui que o Wolnicki me enganou.
Nunca significaste nada para ele.
Não me ligues se fores presa.
A tua irmã não foi morta por nenhum Deus,
muito menos por aquele pobre rapaz.
Foi um psicopata doente.
Atormenta jovens por prazer.
Injeta-as com veneno.
Corta-lhes as mãos e degola-as!
Para de falar! Para! Vai-te embora.
Ouve.
A tua irmã morreu, mas não acaba aí.
Outras raparigas também morrerão.
Só eu as posso ajudar.
Mas tens de falar comigo.
Imploro-te.
O pendente com São Paulo.
Quem foi que o deu à Natalia?
Acho que foi o padre que deu...
O que deu as palestras.
No retiro da igreja.
Onde?
Onde foi o retiro?
Em Srebrna Góra.
AGENTE MIRA JANIK
VENHA CÁ. PRECISAMOS DE FALAR.
Credo, a esta hora?
Estou?
Não se mexa!
Mãos na cabeça! Devagar.
Legendas: Ana Filipa Vieira plint.com
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