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Original subtitles

Ol�, querida.

Mam�e, o que est� fazendo aqui, no Texas?

Eu vim v�-la.

Devia ter ido � fazenda primeiro.

Talvez J.R. lhe desse mais dinheiro, e voc� pudesse ir embora de novo.

-Creio que viu o resultado dos exames. -Est� gr�vida, Sra. Ewing.

Acha que dinheiro � a resposta para tudo.

-� a resposta para voc�. -N�o vou embora at� ver Lucy!

Engana-se. Vai embora antes do anoitecer.

A doen�a � aleat�ria.

Pode ter um beb� que passe por isso ileso.

Ou morra antes de fazer um ano.

S03E04 - Segredos

Legenda por Susanawho

-Oi. -Oi.

Fiquei surpreso em ver que n�o estava na cama antes de eu levantar hoje.

N�o consegui dormir.

Eu sei. Levantei �s 3:00hs, e voc� j� n�o estava mais na cama.

Ouvi o beb� chorando. Fui ficar com ele.

Sim, eu sei. Fui at� o quarto dele e a vi l� dentro.

Por que n�o entrou?

Eu n�o queria perturb�-la.

Voc� estava muito bonita, sentada l�, segurando o beb�.

Estava s� tentando faz�-lo dormir, Bobby.

-Ele tem enfermeira e m�e, Pam. -Sabe como Sue Ellen �.

Seja como Sue Ellen for, aquele beb� n�o � seu.

lsso n�o � justo!

Querida, justo � voc� fazer nosso beb� dormir, n�o o dela.

Resolvemos esperar.

N�o. Resolvemos ter um beb�. Voc� resolveu esperar.

E o pior, Pam, � que n�o sei por qu�.

Eu vejo voc� com o pequeno John. Sei que voc� adora crian�as.

Deve haver um motivo para n�o querer ter um filho comigo.

-N�o � que eu n�o queira. -Ent�o, o que �?

Bom dia, Bobby.

-Bom dia, Pam. -Bom dia, Jock.

Calma, Jock. Est� engolindo sem mastigar.

Eu n�o sabia que ficaria embromando por a�.

Temos v�rios lugares para ir, Dona Ellie.

-As lojas s� abrem �s 10:00hs. -Eu sei.

Mas, no seu ritmo, n�o chegaremos a Dallas antes do meio-dia.

N�o faz mal. N�o h� mais nada em Dallas para comprar para o beb�.

Nada para comprar? Ora, eu ainda nem comecei.

Voc� vai mimar o menino.

Fiz o mesmo com Bobby, e ele se saiu muito bem. N�o � mesmo, Pam?

Maravilhoso.

Acho que vou trabalhar.

-Assim? -Vou me trocar primeiro.

-At� logo. -At� mais tarde.

Bom dia.

-Bobby, j� comeu? -N�o, papai, estou sem fome.

Sim, isso mesmo.

Acha que podemos... Harry, ou�a.

Vamos fazer desse jeito.

Est� bem?

N�o vejo por que n�o.

Eu o encontrarei �s 12:30hs. Certo.

At� logo.

Al�, o Dr. Holliston est�, por favor? Meu nome � Pamela Ewing.

Dr. Holliston? Pamela Ewing.

O senhor fazia check-ups em meu pai.

Desculpe, sei que isto deve ser uma imposi��o...

mas ser� que o senhor poderia me examinar hoje de manh�?

N�o, n�o, estou �tima. Eu...

Eu s� quero ter certeza de algumas coisas.

A que horas?

Certo, eu estarei a�. Obrigada, doutor.

Oi, mam�e.

-O papai est� em casa? -N�o, por qu�?

Quero verificar alguns n�meros com refer�ncia ao gado.

Ele foi at� Dallas. Ele e J.R. v�o ter uma reuni�o.

Aposto que J.R. est� feliz, n�o est�?

Bem, na verdade, ele n�o pareceu t�o emocionado.

Ainda est� com problemas com a Ag�ncia de Zoneamento Urbano.

Seu pai est� tentando ajudar.

Meu cunhado, o grande Cliff Barnes.

Que fam�lia fenomenal ganhei com o casamento, n�o, mam�e?

Tenho certeza que Pam pensa o mesmo sobre n�s, os Ewing, de vez em quando.

Sinceramente, j� n�o sei mais o que Pamela pensa.

Talvez seja porque ela � Barnes.

Ou talvez seja s� porque ela � uma mulher, sei l�.

Ou�o um toque de chauvinismo masculino infiltrando-se?

N�o, confus�o masculina.

Mam�e, como voc� e papai conseguiram, todos esses anos?

Voc�s n�o brigam. Quase nunca discordam sobre nada.

Sobre a maioria das coisas, n�o.

Mas, se acha que n�o brigamos...

n�o estava presente durante nossas brigas.

Por mais que eu ame seu pai...

poder�amos achar um motivo para brigar o dia todo, se quis�ssemos.

Voc�s, Ewing, n�o s�o os mais f�ceis de se ter como companheiros.

N�s, Ewing?

Mam�e, depois de todos esses anos, n�o se considera uma Ewing?

Em grande parte, sim, mas parte de mim ainda � Ellie Southworth.

Sempre ser�.

Assim como h� uma parte de Pam que sempre ser� Barnes.

Acho que isso � bem verdade.

Mas n�o facilita em nada.

Bobby, se tem algo a dizer sobre Pamela, diga.

Se n�o, pare de ficar devaneando.

Voc� � a pessoa mais direta que conhe�o.

N�o, n�o tenho nada a dizer...

mas acho que fui injusto com ela hoje de manh�, s� isso.

Ent�o, pe�a desculpas.

N�o fui t�o injusto assim.

H� uma grande �rea de nossas vidas em que n�o concordamos.

E n�o sei por qu�.

Mas isso n�o � problema seu, �?

� meu e de Pam.

E vamos dar um jeito.

Eu s� queria falar com voc�.

Desde pequeno, sempre conversei com duas pessoas somente.

Voc� e Gary.

Voc� ainda � um garotinho para mim.

Por mais dif�cil que seja de acreditar, J.R. tamb�m �.

-Agora, ande. Tenho o que fazer. -Sim, senhora.

UNlVERSlDADE METODlSTA DO SUL

Lucy.

Lucy.

Ol�, querida.

Mam�e, o que est� fazendo aqui, no Texas?

Eu vim v�-la.

-Veio mesmo, mam�e? -Claro.

Devia ter ido � fazenda primeiro.

Talvez J.R. lhe desse mais dinheiro, e voc� pudesse ir embora de novo.

CENTRO M�DlCO

N�o recebi o resultado de todos exames, mas, pelo relat�rio preliminar...

parece que n�o h� nenhum sintoma de neurofibromatose.

Ent�o, talvez eu n�o tenha a doen�a?

N�o, isso s� significa que n�o h� sintomas.

Mas isso n�o � anormal. Os sintomas de seu pai apareceram bem mais tarde.

Mas, mesmo que apare�am sintomas mais tarde...

h� poucas chances, em sua idade, de serem fatais.

Eu n�o entendo. Se n�o tenho sintomas...

como posso transmitir a doen�a aos meus filhos?

Eu entendi voc� dizer que n�o tem filhos.

N�o tenho, mas e se tivesse?

� uma doen�a transmitida geneticamente, Sra. Ewing.

Passa de uma gera��o para outra.

Embora n�o seja sempre fatal em crian�as...

como no seu caso e de seu irm�o, ambos sobreviveram...

ambos carregam o gene.

Achei que tivesse deixado isso claro, quando examinei seu pai.

Sim, deixou. Eu...

Eu s� esperava que, se eu n�o o portasse...

se eu tivesse um beb�...

Sra. Ewing, gostaria de lhe dar certeza que poderia ter filhos tranquilamente.

A doen�a � aleat�ria.

A senhora poderia ter um filho que passe por isso ileso.

Ou morra antes de fazer um ano.

Sim. Sinto muito.

Outras doen�as foram curadas.

Um dia, vamos curar essa.

Mas n�o a tempo de eu ter um beb�.

Eu sinto muito.

N�o � sua culpa, �?

N�o � culpa de ningu�m, Sra. Ewing.

� apenas algo que corre na fam�lia Barnes.

Apenas algo que corre na fam�lia Barnes.

Temos muita raz�o para ficarmos preocupados.

Parece que todo homem de petr�leo neste estado...

perfura em qualquer lugar que no m�nimo cheire a petr�leo.

N�o podemos perfurar 30 cent�metros, e a AZU nos manda parar.

Voc�s n�o s�o os �nicos, Jock. lmpediram v�rias outras perfura��es.

Sim, mas sempre onde, ou perto de onde Ewing tem contratos de prospec��o.

Se permitir que eu fale, Barnes n�o � burro.

Ele n�o pode ser t�o �bvio em impedir as perfura��es da Petr�leo Ewing.

Ele est� impedindo outras perfura��es para fazer ficar bem.

Harve, � meu advogado quase desde quando comecei.

Est� me dizendo que n�o podemos nada fazer para impedi-lo?

Posso conseguir um mandato? Uma medida cautelar, algo assim?

Tentamos, Jock, mas ele tem o apoio de todo grupo ecol�gico do estado.

E acham que ele est� fazendo um �timo trabalho.

Al�m disso, por enquanto, os tribunais concordam...

que ele n�o extrapolou os limites de sua autoridade.

Agora, voltamos � mesma vaca fria.

Que diabos vamos fazer sobre Cliff Barnes?

Ele n�o pode ser subornado?

Alan, n�o gosto de ouvir esse tipo de pergunta feita...

por um membro de minha firma.

N�o seja t�o rabugento, Harve.

-� uma boa pergunta. -Sim, mas a resposta � n�o.

N�o h� dinheiro suficiente no Texas para faz�-lo nos deixar em paz, papai.

Deve haver algo que ele queira.

Eu lhe direi o que ele quer.

Ele quer ver os Ewing na pior, igual ao b�bado do pai dele.

N�o vamos conseguir tir�-lo da AZU de jeito nenhum.

Mas, antes da AZU, ele havia se candidatado.

Sim, e pulou fora antes das elei��es.

Depois disso, n�o conseguiu apoio algum, no estado inteiro.

Ele queria muito ser eleito.

Barnes adora ser ''a escolha do povo'' .

Ele tamb�m adora o poder que acompanha um cargo no governo.

Que tal Barnes para presidente?

lmagino que deixaria a AZU por isso.

-Aposto que sim. -lsso � tudo papo furado.

N�o importa se pare�a muito bom...

ningu�m no Texas � tolo suficiente para apoiar a candidatura de Barnes.

Nem a carrocinha.

Sim, tem raz�o, pai.

Quem sonharia em bancar o velho Cliff Barnes para um cargo p�blico?

Oi. Alnda est� aqui, mam�e?

Achei que j� tivesse pegado seu dinheiro e ido embora.

Lucy, eu escrevi para voc� e expliquei que n�o aceitei dinheiro de J.R.

-Por que eu deveria acreditar? -Porque � verdade.

Mas sei que tenho muito mais para explicar a voc�.

N�o se incomode. N�o importa, de verdade.

-Querida, sei como deve se sentir. -N�o sabe, n�o.

Voc� n�o sabe nada sobre mim.

Sei que lhe dei � luz.

E que a amo muito.

Voc� me ama como ama meu pai?

Voc� fugiu e o deixou tamb�m.

N�o, n�o fugi. N�s nunca tivemos uma chance.

Tivemos uma chance, sim.

Viv�amos todos juntos na fazenda. Poder�amos ter ficado juntos.

Mas ficou dif�cil demais para voc�s dois, e deram no p�.

Engra�ado.

Foi dif�cil para voc�, mas achou que seria certo me deixar l�.

A fazenda era seu lar, e voc� foi criada l�.

Eu sabia que Dona Ellie cuidaria de voc�.

-Eles a amam. -Ah, sim.

Segundo voc�, todo mundo me ama.

Por que eu n�o acho que me amam?

Por que sinto que n�o perten�o a ningu�m?

Querida, ou�a, sei que � dif�cil para voc� entender...

mas voc� pertence a seu pai e a mim.

Vou lhe dizer uma coisa, Dona.

�s vezes, eu sofro, mas posso aguentar isso.

O que n�o aguento � voc� voltar aqui de novo...

e me fazer achar que tenho uma m�e de verdade.

Depois, um dia, descobrir que voc� foi embora de novo.

Ent�o, n�o se incomode.

Nem tente.

Minha filha...

Sra. Reeves.

Pronto, pronto, rapazinho.

Vamos deixar voc� sequinho em um instante.

Gostaria de troc�-lo, Sra. Ewing?

� para isso que estou lhe pagando.

-Ol�. -Boa tarde, Bobby.

-Alguma coisa para mim? -Sim.

Bem, nada de importante.

Obrigado.

-Meu pai est� no escrit�rio? -N�o, senhor.

Ele e J.R. foram almo�ar com os outros.

Realmente, n�o sei quando v�o voltar.

Se fosse minha lua-de-mel...

eu n�o aceitaria nada menos do que o Taiti.

O problema � esse. Estou entre o Taiti e os m�veis da sala.

Escolha o Taiti. No primeiro ano n�o vai nem notar se tem m�veis ou n�o.

Petr�leo Ewing.

Acho que ele est� em uma reuni�o. Posso saber quem �?

Pode me dizer a respeito de qu�?

Um momento, por favor. H� uma mo�a na linha.

N�o quer me dizer o nome, mas disse que tem a ver com Lucy.

Disse que � importante.

-Vou atender na minha sala. -Certo, linha tr�s.

Obrigado.

Bobby Ewing.

Bobby? Aqui � Valene Ewing.

Val? Como vai voc�?

-Onde voc� est�? -Em Dallas.

Desculpe, tive medo de dizer meu nome, caso J.R. estivesse a�.

Sim, posso entender. E Gary? Onde ele est�?

N�o quero falar muito pelo telefone, mas preciso v�-lo.

Mas n�o no escrit�rio ou em Southfork.

Diga onde e a que horas.

Pode ser amanh�?

Vou trabalhar das 1 6h00 � meia-noite em um caf� perto daqui...

-e n�o quero me atrasar no primeiro dia. -Pode ser amanh�. Diga-me onde.

Sabe o monumento Kennedy, perto do antigo tribunal?

-Claro. -�s 1 0h00, amanh�, ent�o?

-Estarei l�. -Obrigada, Bobby.

-At� logo. -Tchau.

-Pam? -Sim?

A� est� voc�. Eu estava preocupada.

Por qu�?

Liz Craig ligou da loja h� uma hora e disse que n�o a viu o dia todo.

Ela disse que deve ligar para o Sr. Holliston neste n�mero.

Ora, obrigada. Desculpe.

Eu n�o estava com vontade de trabalhar e fui dar uma volta de carro.

Talvez devesse ligar para Liz, depois que ligar para o Sr. Holliston.

Vou ligar. Obrigada.

Consult�rio m�dico.

Al�, meu nome � Pamela Ewing. O Dr. Holliston est�, por favor?

Um momento, por favor.

-Sra. Ewing? -Sim.

Espero que n�o ligue de eu ter dito Sr. Holliston, em vez de doutor.

N�o sabia se havia falado com algu�m sobre sua consulta.

N�o quis me arriscar a iniciar uma discuss�o.

Obrigada. Foi muita gentileza sua.

Creio que viu o resultado dos exames.

N�o, ainda n�o vi todos.

Mas, pelo que vi, pode ser que haja um problema.

-Com a doen�a? -Sim, de certa forma.

Seus exames de sangue e de urina mostram uma coisa ao certo.

Est� gr�vida, Sra. Ewing.

-Oi. -Oi, Bobby.

-Voc� viu Pam? -Ela est� descansando.

Ela n�o estava se sentindo bem hoje � tarde.

-O que ela tem? -Dor de cabe�a, segundo ela.

-Vou ver como ela est�. -Sim, v�.

Querida, voc� est� bem?

Sim, s� estou cansada.

Adivinhe com quem falei hoje?

-Valene. -Valene?

Lembra-se da m�e de Lucy, Valene? Ela voltou para Dallas.

Vou v�-la amanh�. Talvez pudesse ir tamb�m.

Ela adoraria v�-la.

Eu gostaria, Bobby, mas vou estar ocupada o dia todo.

Querida, ou�a, desculpe sobre hoje de manh�.

Eu n�o deveria ter ficado bravo daquele jeito.

Lamento ter lhe dado motivo para ficar.

Mas n�o me deu.

E n�o vou pression�-la mais para ter um beb�.

� que, quando a vejo com o pequeno John, eu...

Bem, n�o posso deixar de desejar que ele fosse nosso, s� isso.

Acha que n�o sei quanto ter um beb� � importante para voc�?

�s vezes, � exatamente o que acho.

Outras, n�o sei.

Mas prefiro n�o ter um beb�, ao beb� estragar nossa rela��o.

Posso lhe dizer uma coisa, e depois n�o falaremos mais nisso?

Mais do que tudo neste mundo, gostaria de ter um filho com voc�.

E gostaria que fosse um menino que crescesse para ser igual a voc�.

Mas...?

Pam, seja o que for...

sejam quais forem os motivos...

ter� de me dizer.

Em breve.

Eu sei.

Eu sei.

� melhor come�ar a se vestir, querida. Sua m�e vai chegar em breve.

� por isso que est� t�o alegrinho, J.R.?

Porque mam�e est� vindo com o namorado novo dela...

ou porque est� trazendo minha irm� mais nova com ela?

Sue Ellen, quando parou de beber...

eu esperava que sua vis�o de vida mudasse.

Mas acho que seria esperar demais.

Antigamente, isso me magoaria, J.R., mas n�o magoa mais.

N�o ligo a m�nima para o que faz.

Ent�o, por que continua em Southfork, em meu quarto?

Continuo aqui para ver seu rosto, quando seu pai lhe diz...

como ele tem orgulho do pequeno John e o quanto ele se parece com voc�.

E, o tempo todo, fica imaginando se ele se parece com voc� ou com Cliff Barnes.

Tome, por que n�o termina para mim, Sue Ellen?

Talvez devesse voltar a beber.

Pelo menos, quando bebia, voc� n�o falava tanto.

-Bom dia, senhoras. -Bom dia, J.R.

-Alan Beam j� chegou? -Sim, senhor, est� na sua sala.

-Sim. Segure as chamadas at� ele sair. -Sim, senhor.

-Alan. -Oi, J.R.

-Conseguiu a informa��o que lhe pedi? -Sim, senhor.

Quando fizeram a Ag�ncia de Zoneamento Urbano...

tiveram cuidado sobre a possibilidade de algum conflito de interesses.

-O que quer dizer? -A pessoa que presidir a AZU...

deve pedir demiss�o antes de anunciar a candidatura para um cargo p�blico.

Ele n�o poderia ser eleito, digamos, para o Congresso, depois sair da AZU?

N�o, est� dito muito claramente.

Sei. Ent�o, Cliff Barnes teria que estar bem certo...

de que ganharia as elei��es, antes de pedir demiss�o, n�o �?

-Sim, senhor. Ele n�o � burro. -N�o, mas � esfomeado.

Se pud�ssemos convenc�-lo de que teria apoio suficiente para ganhar...

E dinheiro suficiente para fazer uma campanha em grande escala.

Valeria a pena para ele.

Campanhas pol�ticas custam muito dinheiro.

Tirar Cliff Barnes da AZU vale milh�es para mim.

�s vezes, � preciso gastar para lucrar.

Claro, algu�m deve movimentar o dinheiro para os lugares certos.

Certamente, n�o quer que haja nenhuma liga��o com a Petr�leo Ewing.

N�o suponho que conhe�a algu�m para fazer isso, conhece?

Al�m de mim? Ningu�m.

Seguinte. D� uma olhada, veja se pode achar pessoas influentes...

que podem ser persuadidas a p�r a bola em campo para ele.

Sim, senhor. S� uma coisa.

Pensou nas consequ�ncias, se Cliff Barnes for mesmo eleito?

Sabe, essa � uma boa pergunta, Alan.

lsso me faz ver que ainda tem muito que aprender.

Como?

Quando Barnes sair da AZU eu n�o ficaria surpreso...

de ver o dinheiro da campanha dele sumir, de repente.

Fico feliz que esteja atr�s de Cliff Barnes, n�o de mim.

� bom se lembrar disso, Alan.

Muito bom.

Como pode ter certeza? Ainda n�o houve tempo suficiente.

N�o h� a menor d�vida, Sra. Ewing.

A senhora est� gr�vida.

Entenda, atualmente, podemos detectar sua gravidez...

entre 1 4 e 20 dias ap�s a concep��o.

Se n�o tivesse feito estes exames, n�o saberia por algum tempo.

Quais s�o as chances do beb�?

N�o tenho uma resposta para isso.

Mas ouvi falar sobre exames que podem ser feitos no feto.

Exames para determinar se o beb� ser� ou n�o saud�vel.

Sim, esses exames existem.

E, normalmente, pode-se obter uma defini��o.

Normalmente?

Por que n�o para mim?

Em um beb� com neurofibromatose...

nenhum sinal, nenhum...

aparecer� at�, pelo menos, quatro ou seis meses depois de o beb� nascer.

O que devo fazer?

Carregar o beb� durante nove meses, depois esperar e v�-lo morrer?

Sabe que n�o posso responder isso, Sra. Ewing.

lsso � entre a senhora e seu marido.

N�o, n�o quero que ele saiba disso.

N�o acha que ele deveria saber?

-lsso ajudaria o beb�? -Talvez ajude a senhora.

Fazer Bobby sofrer n�o vai me ajudar.

Se eu decidir fazer algo sobre isto...

quero que aconte�a antes de ele saber.

Sra. Ewing...

antes de tomar uma decis�o, por favor, pense bem sobre isto.

N�o h� ningu�m com quem possa conversar, se abrir?

Sim, h� algu�m.

Talvez a �nica pessoa que saber� como me sinto.

Estou aqui. Diga o que � t�o importante. Por que nos encontramos na rua?

N�o queria conversar em seu escrit�rio e n�o queria falar na frente de papai.

Estou ouvindo.

Estou gr�vida.

Est� gr�vida?

Ah, meu Deus.

De quanto tempo? H� chances de o beb� nascer com...?

Eles n�o sabem. � como John. Talvez fique tudo bem, e...

Ou�a, Bobby sabe?

-N�o, e n�o vai saber. -N�o, espere um minuto.

-Precisa contar a Bobby. -N�o, se eu fizer um aborto.

Um aborto?

N�o se joga essa palavra no ar levianamente.

� isso que acha que estou fazendo?

Sim, est� procurando a solu��o mais f�cil.

Acha? O que teria dito a Sue Ellen...

se soubesse que seu filho poderia morrer antes de fazer um ano?

Eu n�o sei.

N�o seria melhor para ele se n�o tivesse nascido?

N�o, porque n�o sei ao certo se ele est� doente.

E voc� n�o sabe ao certo se n�o ter� um beb� saud�vel.

Pode correr esse risco?

Eu n�o sei.

N�o sei por que achei que poderia me ajudar.

Desculpe, eu s� precisava de algu�m para conversar...

s� para ouvir em voz alta.

Pam, ou�a, eu a ajudaria, se pudesse.

Precisa contar a Bobby.

N�o � s� meu beb�.

Ele sabe que voc� � pai do filho de Sue Ellen.

Terei de contar sobre a doen�a, e ele saber� que John pode morrer.

N�o vou fazer isso com Bobby.

N�o vou.

Pam...

Obrigada por vir me encontrar, Bobby.

-Sabia que eu viria. -Sim.

Voc� est� �tima, Val. Como tem passado?

Bem. Muito bem.

-Tem falado com Lucy? -Sim.

-Por isso queria falar com voc�. -Problemas, �?

Eu a segui at� a faculdade, ontem.

Tentei falar com ela.

Ela n�o quer nem saber de mim, Bobby.

Ela sofreu muito, Val. Deveria esperar isso.

Sim, esperava, de certa forma, mas n�o do jeito que ela agiu.

T�o rancorosa.

Claro, creio que n�o h� motivo para ela n�o se sentir assim.

Como ela disse...

nunca fui uma m�e para ela.

Talvez eu n�o devesse ter voltado.

Por que voc� voltou?

O que est� diferente agora?

Algumas coisas.

-Tenho falado com Gary. -Tem?

Como ele est�? Onde ele est�?

Ele est� muito bem.

N�o bebe mais.

Est� trabalhando na Costa Oeste.

Disse que anda poupando um dinheirinho.

V�, era isso que eu queria dizer a Lucy.

N�o posso prometer nada...

s� que Gary e eu andamos nos falando.

Sei l�, talvez tentemos nos ver de novo, em breve.

Ver se podemos nos acertar.

N�o acha que � cedo demais para criar esperan�as, Val?

S� quero falar com ela, Bobby.

Achei que talvez pudesse ajudar, s� isso.

Val, n�o sei se eu deveria ajudar.

Ela se magoou muito da �ltima vez. E algumas vezes, desde ent�o.

Ela est� se recuperando agora, Val. Est� feliz.

Ver voc� de novo, achar que podem ser uma fam�lia feliz...

Val, e se n�o der certo desta vez?

N�o sei o que ela � capaz de fazer.

N�o sei se ela vai aguentar reunir esperan�as de novo e perder voc�.

Sim, eu entendo, Bobby.

lndependente do que houve, a �ltima coisa que queria era mago�-la.

N�o quero prometer nada a ela.

H� somente duas coisas que amo neste mundo.

Seu irm�o, Gary...

e minha filhinha.

E n�o creio que possa suportar viver sem que sejamos, ao menos, amigas.

Por favor, Bobby.

Vamos v�-la depois da faculdade. Onde posso ach�-la?

Estou no Hotel Big Sky, na Lemmon, perto da Love Field.

Bobby, n�o diga nada sobre eu estar aqui.

A �ltima coisa que quero � que J.R. Ewing saiba...

que estou a menos de 800 km de Dallas.

L� est� ela.

Por que n�o vai l� e pede para ela vir aqui para conversar?

Ela pode n�o gostar de eu aparecer de repente, com as amigas dela l�.

Lucy?

O que est� fazendo aqui? Voc� nos viu? lncr�vel, n�o?

Sim, voc� � �tima, �tima. Querida, Valene est� comigo.

Ela quer falar com voc�, e acho que voc� deveria ouvi-la.

E ela pediu para voc� vir me chamar.

Diga a ela que n�o precisava ter incomodado voc�.

Lucy, ao menos fale com ela.

Se quer acreditar nela, �timo, fale com ela voc�.

Pronto, vamos, mais uma vez.

O que lhe disse, J.R.? � um grupo lindo de garotas, n�o �?

Olhe sua sobrinha. N�o tem orgulho dela?

Sinto muito, Val.

Falarei com ela quando chegar em casa.

Ora, fico feliz que tenha me convidado para vir aqui, Max.

N�o teria perdido isso por nada deste mundo.

-Oi. -Ainda est� chovendo?

N�o, parou h� um tempinho.

Quer um pouco de caf�?

Como foi seu dia?

-N�o muito bom. E o seu? -Meio devagar.

Eu tinha Sue Ellen para conversar, mas agora ela fica fechada no quarto.

Sei que ela vai se sentir melhor logo.

Espero que sim.

Se eu n�o tivesse John para brincar, n�o sei o que faria.

� f�cil se apegar a ele, n�o?

Apegada demais, eu temo.

Fazia muito tempo que n�o t�nhamos um beb� por aqui.

Voc� sentia falta de ter um beb� aqui antes do pequeno John nascer?

N�o tanto quanto Jock.

Eu tive tr�s.

lsso � bastante para durar algum tempo.

J� pensou como seria, se n�o tivesse tido filhos?

Houve vezes em que pensei que seria uma b�n��o.

E sua vida, seu casamento com Jock?

N�o teria sido diferente sem eles?

Tenho certeza que sim.

N�o estou dizendo melhor ou pior, mas, com certeza, diferente.

N�o casei com Jock s� para ter filhos.

Esse foi como um resultado de nosso amor um pelo outro.

Ter�amos perdido muitas alegrias sem eles.

E muitas tristezas, tamb�m.

Mas Jock e eu sempre nos amamos.

Sempre fomos honestos um com o outro.

Com ou sem filhos, acho que ter�amos uma vida muito boa juntos.

Veja s�. Voc� faz uma simples pergunta, e lhe conto a hist�ria de minha vida.

N�o, n�o. Eu quero ouvir.

� importante para mim saber.

Por qu�, Pam?

-Por que � t�o importante? -Por causa de Bobby.

Filhos s�o muito importantes para Bobby.

N�o sei se nosso casamento sobreviveria sem eles.

Acho que Bobby est� fazendo um grande trabalho na fazenda...

mas pode ser uma grande ajuda em Austin.

-Acho melhor me explicar direito, J.R.. -Sim, senhor. Vou explicar.

Quanto mais pressionarmos Barnes daquele lado...

mais prov�vel � que ele salte sobre algo que parece bom.

Est� falando sobre ele se candidatar?

Ficaria surpreso com o n�mero de gente que acha que ele seria um bom deputado.

E n�o acho que seja m� ideia embarcar nessa.

Creio que ficaremos pior com ele no Congresso do que agora.

H� uma grande diferen�a entre se candidatar e ser eleito.

Tudo que estou dizendo � que seria melhor para n�s...

se Bobby fosse a Austin, comigo manipulando Barnes por aqui.

Bem, pode ser.

Bobby, J.R. acha que voc� deve ir a Austin falar com alguns marcadores.

Que tipo de marcadores, papai?

Qualquer tipo que seja �til contra a AZU.

Eles nos puseram em situa��o dif�cil, Bobby. Em termos de petr�leo.

Tentamos isso da �ltima vez. N�o deu certo.

Barnes pisou no calo de muita gente desde ent�o.

Talvez esteja disposto a ouvir.

Quando devo ir at� l�?

N�o h� por que esperar al�m de amanh� cedo.

Tenho o que fazer amanh�.

Bobby, acho que J.R. est� certo. Acho que voc� deve ir.

Se quer que eu v�, eu vou. Mas n�o amanh�.

Voc� criou um rapaz teimoso.

Ele disse que nos ajudaria. Deixe assim.

Sim, senhor. Sim, vou deixar.

Tamb�m tenho o que fazer amanh�.

Esperei voc� chegar at� �s 2h00.

Eu tinha um encontro.

Achei que estivesse me evitando, especialmente saindo de casa t�o cedo.

-Tenho ensaio de l�der de torcida. -�s 6h00?

Lucy...

vai ter de falar com Valene.

J� disse tudo que tinha a dizer.

Voc� � uma praguinha teimosa, sabia?

Voc� tamb�m.

Sim, mas a diferen�a � que me disponho a ouvir a raz�o.

Ela foi embora sem sequer se despedir.

Querida, eu disse tudo a ela que pode me dizer agora.

N�o importa o que ela fez, querida, ela voltou.

E voltou por amor a voc�.

Eis a palavra m�gica de novo: ''amor'' .

Est� bem. Esque�a amor. Voc� deve algo a ela.

Ela � sua m�e, jamais esque�a isso.

Acha que � f�cil para ela voltar assim?

Ela sabe exatamente o que pensa dela.

Ela n�o quer mago�-la, Lucy.

Juro. Ela s� quer conversar com voc�.

Est� bem, vamos.

-Agora? -N�o h� momento melhor.

N�o, quero um tempo para pensar.

Al�m disso, tenho mesmo um ensaio hoje de manh�.

Eu irei com voc� hoje � tarde. Prometo.

Est� bem. Antes das 16:00hs, porque ela vai trabalhar.

Certo, que tal �s 15:00hs, no campo?

Estarei l�. Ligarei para Valene para dizer que vamos v�-la.

Ol�, Valene.

Jamais achei que a veria de volta aqui.

Como voc� me achou?

Ora, n�o foi dif�cil.

Quando soube que estava de volta...

pedi para uns amigos checarem os hot�is mais baratos da cidade.

lmaginei que estaria vivendo no estilo a que se acostumou.

-E, com certeza, a� est� voc�. -D� o fora daqui.

O que preciso fazer para mant�-la longe de n�s?

Eu a avisei para n�o voltar a Dallas.

Eu s� quero ver Lucy.

Aposto que sim. Aposto que sei por qu�.

N�o, jamais entender� por qu�. Nem em um milh�o de anos.

Entendo que voc� e aquele b�bado do meu irm�o...

fariam qualquer coisa para voltar a morar em Southfork.

Pegar uma fatia do bolo, antes que seja tarde demais.

Acha que dinheiro � resposta para tudo, n�o acha?

Acho que � a resposta para voc�. E est� usando Lucy para ter isso.

N�o ligo para o que pensa, porque voc� est� errado.

N�o vou embora daqui at� ver Lucy!

N�o, engana-se. Vai embora antes do anoitecer.

Saia daqui. Juro que vou chamar a pol�cia, se n�o sair.

Gosto do seu senso de humor.

Agora, vamos, fa�a as malas...

e estar� fora daqui em cinco minutos.

Est� bem.

E se eu n�o obedecer?

Se n�o obedecer, mandarei um amigo meu acompanh�-la e mant�-la fora da cidade.

-Permanentemente. -lsso n�o funciona mais, J.R.

Fugi de voc� pela �ltima vez.

N�o h� nada que possa fazer comigo.

N�o tenho mais nada a perder.

Exceto Lucy, e n�o vou perd�-la novamente.

Voc� j� a perdeu, mas ainda n�o sabe.

Acho que n�o, J.R.

Eu estava fazendo isso por voc�, Lucy.

N�o suportaria v�-la mago�-la novamente.

Obrigada por enfrent�-lo, mam�e.

Lucy, fique e converse com sua m�e o tempo que quiser.

Quando terminar, leve meu carro para casa.

J.R. pode me levar para casa.

Temos muito que conversar, n�o temos, J.R.?

Desculpe, mam�e, por tudo que eu disse hoje de manh�.

N�o, querida, voc� estava certa.

Nunca fui uma boa m�e para voc�.

Mas n�o porque eu n�o quisesse.

Sempre a amei.

Eu sei.

Minha vida est� meio confusa agora.

N�o posso prometer que v� melhorar...

mas, se pudermos come�ar s� tentando ser amigas, s�...

gostando uma da outra.

Quero dizer, � um bom come�o.

Eu amo voc�, mam�e.

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